Prévia do material em texto
Trocadores de Calor Trocadores de Calor Equipamento usados para implementar a troca de calor entre dois ou mais fluidos sujeitos a diferentes temperaturas são denominados trocadores de calor Classificação de Trocadores de Calor Contato Direto Contato Direto Contato Indireto – Armazenamento Contato Indireto – Armazenamento Contato Indireto – Transferência Direta Contato Indireto – Transferência Direta Contato Indireto – Tubular Casco Tubo ou Carcaça Tubo Contato Indireto – Tubular Tubo Duplo Contato Indireto – Tubular Serpentina Contato Indireto – Placa Trocador de Calor Tubo Aletado Trocador de Calor de Placas Classificação dos Trocadores de Calor • Correntes paralelas. Os fluidos quente e frio entram na mesma extremidade do trocador de calor, fluem na mesma direção, e deixam juntos a outra extremidade. Escoamento Paralelo Classificação dos Trocadores de Calor • Contracorrente. Os fluidos quente e frio entram em extremidades opostas do trocador de calor e fluem em direções opostas. Escoamento Contracorrente Classificação dos Trocadores de Calor Exemplo 1 Óleo quente deve ser resfriado em um trocador de calor de tubo duplo em contracorrente. Os tubos de cobre internos tem diâmetro de 2 cm e espessura desprezível. O diâmetro interno do tubo externo (casco) é 3 cm. A água escoa através do tubo a uma taxa de 0,5 kg/s, e o óleo escoa através do casco a uma taxa de 0,8 kg/s. Considerando as temperaturas médias da água e do óleo como 45⁰C e 80⁰C, respectivamente, determine o coeficiente global de transferência de calor desse trocador de calor. Análise de Trocadores de Calor • Trocadores funcionam normalmente durante longos períodos de tempo sem qualquer alteração (regime permanente) Assim: - vazão mássica dos fluidos permanece constante - propriedades, temperatura e velocidades em qualquer entrada e saída permanecem as mesmas - Sem mudança nas energias cinética e potencial - Calor específico pode ser tratado como constante para um valor médio - Condução axial desprezível - Superfície externa perfeitamente isolada Temperatura Média Logarítmica Temperatura Média Logarítmica Temperatura Média Logarítmica Temperatura Média Logarítmica Corrente Paralela • Grande diferença de temperatura na entrada do trocador • Diminui exponencialmente em direção a saída • Temperatura do fluido frio nunca poderá exceder a do fluido quente Contracorrente • Temperatura de saída do fluido frio pode exceder a temperatura de saída do fluido quente. • No caso-limite, o fluido frio será aquecido até a temperatura de entrada do fluido quente • Temperatura do fluido frio nunca poderá exceder a temperatura de entrada do fluido quente • ∆Tlm,CF > ∆Tlm,PF portanto para uma determinada taxa de T.C. o trocador de calor contracorrente necessita de uma menor área (trocador de calor menor) Temperatura Média Logarítmica Trocador de Calor de Multipasses e Escoamento Cruzado: Fator de Correção Para o caso de trocadores de calor casco tubo com mais de um passe pode-se utilizar um fator de correção. Onde F é o fator e correção, que dependa da geométrica do trocador e das temperaturas de entrada e saída dos escoamentos frio e quente. O ΔTlm,CF é a diferença de temperatura media logarítmica para o caso de um trocador de calor contracorrente. O fator de correção é função de duas razões de temperatura P e R definidas como: 1 e 2 entrada e saída T e t lado casco e lado tubo • P varia de 0 a 1 • R varia de 0 a infinito, com R = 0 correspondente a mudança de fase (condensação e ebulição) no lado do casco e R = infinito a mudança de fase no lado do tubo. O fator de correção é F = 1 para esses dois casos. Portanto, o fator de correção para um evaporador e um condensador é F = 1, independentemente da configuração do trocador de calor. Exemplo 2 Vapor no condensador de uma termoelétrica deve ser condensado a uma temperatura de 30⁰C com agua de refrigeração de um lago próximo que entra nos tubos do condensador a 14⁰C e os deixa a 22 ⁰C. A superfície dos tubos tem 45 m2, e o coeficiente global de transferência de calor é 2100 W/ m2K. Determine a vazão mássica necessária da água de resfriamento e a taxa de condensação do vapor no condensador Exemplo 3 Exemplo 4 Um teste é realizado para determinar o coeficiente global de transferência de calor em um radiador automotivo, que é um trocador de calor compacto de escoamento cruzado água-ar com ambos os fluidos não misturados. O radiador tem 40 tubos de 0,5 cm de diâmetro interno e 65 cm de comprimento, estreitamente espaçados em uma matriz de placas aletadas. A água quente entra nos tubos a 90 ⁰C a uma taxa de 0,6 kg/s e os deixa a 65 ⁰C. O ar escoa através do radiador pelos espaços entre aletas, sendo aquecido a partir de 20 ⁰C até 40 ⁰C. Determine o coeficiente global de transferência de calor U desse radiador com base na superfície interna dos tubos. Método da Efetividade de NUT • Se as temperaturas de entrada e de saída do fluido quente e do fluido frio, assim como o coeficiente da transferência de calor global, forem especificadas, o método da DTML, com ou sem a correção, pode ser empregado para resolver o problema do cálculo térmico ou do dimensionamento. • Em algumas situações são dadas apenas as temperaturas de entrada e as vazões dos fluidos quente e frio, e o coeficiente de transferência de calor global pode ser estimado. Em tais casos, a temperatura média logarítmica não pode ser determinada, pois as temperaturas de saída não são conhecidas. Por isso, o método da DTML na análise térmica dos trocadores de calor envolverá iterações tediosas para se determinar o valor próprio da DTML que satisfaça a exigência de o calor transferido no trocador de calor ser igual ao calor arrastado pelo fluido. Exemplo 5 Um trocador de calor contracorrente de tubo duplo deve aquecer água de 20⁰C a 80⁰C a uma taxa de 1,2 kg/s. O aquecimento é obtido por água geotérmica disponível a 160⁰C com vazão mássica de 2 kg/s. O tubo interno tem parede fina e diâmetro de 1,5 cm. O coeficiente global de transferência de calor do trocador de calor é 640 W/m2K. Usando o método da efetividade-NTU, determine o comprimento do trocador de calor necessário para alcançar o aquecimento desejado. Exemplo 6 Óleo quente deve ser resfriado com água em um trocador de calor com 1 passe no casco e 8 passes nos tubos. Os tubos tem paredes finas de cobre e diâmetro interno de 1,4 cm. O comprimento de cada passe de tubo no trocador de calor é 5 m, e o coeficiente global de transferência de calor é 310 W/m2K. A água escoa através dos tubos a uma taxa de 0,2 kg/s, e o óleo escoa através do casco a uma taxa de 0,3 kg/s. Água e óleo entram com temperaturas de 20⁰C e 150⁰C, respectivamente. Determine a taxa de transferência de calor no trocador de calor e as temperaturas de saída da água e de óleo. Exemplo 7 Gases quentes de exaustão, a uma temperatura de 300⁰C, entram em um trocador de calor com tubos aletados e escoamento cruzado e deixam esse trocador a 100⁰C, sendo usados para aquecer uma vazão de 1 kg/s de água pressurizado de 35⁰C a 125⁰C. O coeficiente global de transferência de calor com base na área superficial no lado do gás é igual a Uq = 100 W/m 2K. Utilizando o método ε-NUT, determine a área superficial no lado do gás, Aq, necessária para a troca térmica especificada. Exemplo 8 Considere o projeto do trocador de calor do exemplo anterior, ou seja, de um trocador de calor de tubos aletados e escoamento cruzado, com um coeficienteglobal de transferência de calor e área no lado do gás 100 W/m2K e 40 m2, respectivamente. A vazão mássica e a temperatura de entrada da água permanecem iguais a 1 kg/s e 35⁰C. Entretanto, uma mudança nas condições operacionais do gerador de gases quentes faz com que os gases passem a entrar no trocador de calor a uma vazão de 1,5 kg/s e a uma temperatura de 250⁰C. Qual é a taxa de transferência de calor no trocador e quais são as temperaturas de saída do gás e da água? Considere cp dos gases 1000 J/kgK Exemplo 9 O condensador de uma grande usina de potência a vapor é um trocador de calor na qual há a condensação de vapor de água em água líquida. Considere que o condensador é um trocador de calor casco tubo com um único casco e 30.000 tubos, cada um efetuando dois passes. Os tubos tem parede delgada e diâmetro D = 25 mm, o vapor condensa sobre a superfície externa dos tubos, com um coeficiente de transferência de calor associado a condensação igual a he = 11.000 W/m 2K. A taxa de transferência de calor que deve ser efetivada pelo trocador é de q = 2x109 W, e isto é atingido pela passagem de água de resfriamento através os tubos a uma vazão de 3x104 kg/s (a vazão em cada tubo é portanto de 1 kg/s). A água entra nos tubos a 20⁰C, enquanto o vapor condensa a uma temperatura de 50⁰C. Qual é a temperatura da água de resfriamento na saída do condensador? Qual deve ser o comprimento L, por passe, dos tubos? Exemplo 10 Uma planta de potência geotérmica utiliza água subterrânea de grande profundidade, sob pressão, a TG = 147⁰C com fonte de calor para um ciclo de Rankine orgânico. Um evaporador, constituído por um trocador de calor casco tubo, verticalmente posicionado, com um passe no casco e um passe no tubo, transfere energia entre a água subterrânea, passando pelos tubos, e o fluido orgânico do ciclo de potência, escoando pelo casco, em uma configuração contracorrente. O fluido orgânico entra no casco do evaporador como um líquido subresfriado a Tf,ent = 27⁰C e deixa o evaporador como um vapor saturado, com qualidade XR,sai = 1 e temperatura Tf,sai = Tsat = 122⁰C. No interior do evaporador, há transferência de calor entre a água subterrânea líquida e o fluido orgânico no Estágio A com UA = 900 W/m2K, e entre a água subterrânea líquida e o fluido orgânico em ebulição no Estágio B com UA = 1200 W/m2K. Para vazões da água subterrânea e do fluido orgânico de ṁG = 10 kg/s e ṁR = 5,2 kg/s, respectivamente, determine a área da superfície de transferência de calor requerida do evaporador. O calor específico do fluido orgânico líquido no ciclo Rankine é cp,R = 1300 J/kgK e seu calor latente de vaporização é hfg = 110 kJ/kg.