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1 
CAPÍTULO 3 
ÉSTERES 
Apresentam a seguinte fórmula geral: 
R C
O
O R 
Métodos de obtenção 
1) Reação de anidridos com álcool/piridina 
Inicialmente ocorre um ataque nucleofílico da piridina ao carbono 
da carbonila do anidrido (solvólise). Forma-se um ânion acetato e um 
derivado da piridina, que logo em seguida reage com o álcool presente, 
formando o éster e regenerando a piridina. 
����
����
����
����
����
��
NR C
O
O
CR O
N+
R C
O
O
C
O
R
����
 
R C
O
N
+
+ O R
H
��
����
���
����� R C
O
O
H
R +
N
��
��
 
R C
O
O R
H
+ C
O
O
R R C
O
O R
����
R C
O
OH
+ + N
��
����
 
 2 
 Explique como pode ser sintetizado o propanoato de butila. 
C C C
O
O
CCC
O
+ N C C C
O
O
CCC O
����
���� N
piridina
anidrido propanóico
��
����
���
���
����
��
���� ����
����
 
C C C
O
N + C C C
O
O
��
�
 
C C C
O
N
+ O C C C C N + C C C
O
O C C C C
����
H
H
�����
��
��
 
C C C
O
O C C C C
+ C
O
O
C C C C C
O
O C C C C
���� propanoato de 
butila 
+
C C C
O
OH
ácido propanóico 
����
��
H
���
 
2) Reação de Haleto de acila com metóxido de Sódio ou 
Etóxido de Sódio. 
Essas bases fortes conseguem deslocar a base cloreto dos 
cloretos de acila. 
����
����
����
����
����
����
����
��
��
����
H2
H2
Na+
O C CH3 R C
O
O
Cl
C CH3
�����
+R C
O
Cl
 
R C
O
O C CH3
H2
+ Na+ Cl
��
����
 
Esse processo é utilizado para obter ésteres etílicos e/ou 
metílicos, com alto rendimento. 
 3 
3) Reação do Brometo de acila com álcoois, que são bases 
fracas. 
A ligação do cloro com o carbono é muito forte e necessita de 
uma base forte para rompê-la. 
A ligação do bromo com o carbono é muito mais fraca, 
necessitando de uma base fraca para rompê-la. 
R C
O
Br
+ O R1 R C
O
O
Br
R1
�����
H
H��
�
�
�����
���� ����
����
����
 
R C
O
O R1 + Br HBr
�����
+ R C
O
O R1
��
�
H
����
����
 
4) Reação de anidridos com Éteres/AlCl3 ou FeX3 ou BX3 
(1ª) 
R C
O
O
C
O
R
+ FeCl3
����
R C
O
O
C
O
R
FeCl3
����
R C
O
O FeCl3
+
R C
O
����
�� ��� ���
 
(2ª)
R C
O
+ O
R1
R1
R C
O
O
R1
R1
���� ����
�
�����
���
���
���
R C
O
O R���� +R1 R1
 
����
����
FeCl3+R1 R C
O
O R1
�����
+R C
O
O FeCl3
����
 
5) Reações de ácidos orgânicos com Diazometano. 
Obtém-se sempre ésteres metílicos com alto rendimento, e gás 
nitrogênio. 
Ocorre a abstração do próton do ácido, e a rápida ligação do 
 4 
acetato formado com o grupo metil e a formação de gás nitrogênio. 
���
������
���
����
�� ��
����
+ H3CN2
+ H3C N NH2C N N R C
O
O
�����+R C
O
OH
 
H3C + R C
O
O
R C
O
O CH3
�����
����
��
����
 
6) Reação de cetenas com álcoois 
Esses tipos de reações ocorrem a temperatura ambiente, 
formando com facilidade os ésteres correspondentes. 
R C C O + O R R C C
O
O R R C C
O
O R
���� �����
H
H H
��
�
�
��
�
���
Β
��
���
���
��
��
���
�� ��
 
R C C
O
O R
�����
 
7) Reação de ácido com álcool (em meio ácido) 
É o processo mais econômico para obter éster em laboratório. 
Existem dois mecanismos que tentam explicar essa reação. 
→ Cisão Alquil/Oxigênio 
���
����� ��
+ H2O+ H
+ R OH2 R
����� �����
R OH
��
��
 
 5 
���
���
���
���
����
����
OH2
HH
R C
O
O R
�����
+ R R C
O
O R
����
R C
O
O
(ou : Β )
 
Esse mecanismo é aceito quando os álcoois utilizados são 
terciários, pois dão origem a cátions carbonos terciários relativamente 
estáveis. 
Para álcoois primários, admite-se que, não havendo o rearranjo, a 
esterificação ocorra segundo uma cisão acil/oxigênio. 
R C O
OH
+ H+ R C
O
OH2
�����
H2O
����
+ R C
O
��
��
��
��
+
��� ����
 
R C
O
+ HO R1 R C
O
O R1
����
HB + R C
O
O R1
�����B
����
��� ��
H
���
���
����
 
Moura Campos propõe também um mecanismo que utiliza o 
oxigênio insaturado do grupo carboxi. 
8) Reação de ácidos com alcenos em presença de H2SO4 
����
����
HH
+ H+ H3C C CH3
����
H3C C CH2
����
����
 
��
R C
O
OH
+ C
C
C
R C C
O
O C
C
C
���
+ HSO4 H2SO4 + R C
O
O C
C
C
����
� �
+
H
���
���
 
9) Reação de Bayer – Villiger 
É utilizada para preparar acetato de fenila. Baseia-se na reação do 
perácido benzóico com a acetofenona. 
1ª etapa – Ataque nucleofílico ao carbono da carbonila da acetofenona. 
 6 
C
O
CH3
C
O
O
CH3
O C
O
�����
+ HO O
C
O
������
�
�
H
β
���
��
��
��
��
���
1º
 
C
O
O
CH3+
�����
C
O
OH
��
���
���
����
 
C
O
O
CH3
H3C C
O
O
 
Moura Campos sugere para o mesmo procedimento, o seguinte 
mecanismo: 
R C CH3 + H
+
O
R C CH3 + HO
OH
O C
O
Ph R C
OH
CH3
O O C
O
Ph
���� ����
��
�
��
H
��
��
���
���
 
���
���
���
��
BR C
CH3
O O
OH
H
C
O
Ph HB + R C
OH
CH3
O O C
O
Ph����� �������
 
 7 
CPh
O
O
+ H3C C
OH
R
O H3C C
OH
O R
�����
��
����
 
H3C C
O
O
H
R + C
O
O
Ph Ph C
O
OH
�����
+ H3C C
O
O R
��
����
����
����
 
PROPRIEDADES QUÍMICAS DOS ÉSTERES 
1) Saponificação 
É a reação de um éster com uma base forte (Na + OH ou K + OH)
������
� . 
Forma-se um álcool e um sal orgânico. Dependendo do tamanho do 
grupo R do sal, esse composto tem propriedades detergentes. 
����
����
����
����
����
��
��
��
Na+
+ OH R C
O
O
OH
R
����
����R C
O
O R
 
R C
O
OH
+ OR R OH
�����
+ R C
O
O
�
�
����
��
���
��� 
R C
O
O
+ Na+ R C
O
O
�����
Na+
�
��
��
����
���
 
- Represente as reações que permitem obter ao mesmo tempo propanol 2 
e pentanoato de sódio. 
 8 
C C C C C
O
O C
C
C
+ OH C C C C C
O
O
OH
C C
C
����
����
����
��
��
pentanoato de isopropila
Na+
��� ����
���
���
����
����
 
propanol 2
��
���
�
�
��
�� + Na++ O + C C C C C
O
O
C C C
OH
����
����C C
C
C C C C C
O
OH
 
C C C C C
O
O Na+
�����
����� pentanoato de sódio ��
����
 
2) Reação com aminas 
São semelhantes às reações de saponificação levando à formação 
de álcoois e amidas substituídas. 
R C
O
O R
+ N R R C
O
O
N
R
R
����� �����
H2
H2
����
��
�
��
��
���� ����
���� ���
 
R C
O
N R + O R R OH
�����
+ R C
O
N R
H
H2
����
�����
���
 
 Explique como podemos obter ao mesmo tempo butanol 2 e N, N 
dipropil butanoamida 
 9 
C C C C
O
O C C C
C
+ N C C C
C
C
C
���
��� C C C C N C C C
C C COCCC
C
O
�
��
H H
�
��
butanoato de secbutila 
����
��� ���
���
���
 
C C C C
O
NCCC C C C + O C C C
C
���
C C C C
O
N C C C
C C C
+ C C C C
OH
(butanol 2)��
�
H
���
 
 Identifique os produtos formados ao reagirmos pentanodiato de metila 
com etil amina. 
O
C
C
O
C C C C
O
O C
+ 2 N H
H
C
C
����
H2N C
C
C
C C C C
O
O
O
O
C C
NH2
C
C
��� �����
�
��� ���
���
��
���
��� ���
���
���
���
 
C C N
C
O
C C C C
O
N C C
+ 2 O C �����
C C N
C C C C C
O O
N C C
+ 2 HO C
H H
H2 H2
��
����
����
����
�����
 
3) Reação com hidroxi amina 
Nesse caso forma-se um álcool e uma N – hidroxi amida 
 10 
R C
O
O R
+ N OH R C O
O
R
N OH
�����
H2
H2
��
����
��
����
���� ����
���
 
R C
O
N OH
H2
+ O R R OH
�����
+ R C
O
N OH
H
��
����
 
4) Éster Dietil Malônico e Carbamida 
H2C
C
C
O
O
O
O
Et
Et
+ C O 2EtOH
����
+ H2C
C
C
O
N
O
N
C O
H
H
���
��
��
��
���
���
����
���
N
N
H2
H2
��
���
���
���
��
��
��
��
���
 
Tautomeria
H2C
C N
C
NC
OH
OH
O
��������
N
N
OH
OH
O
"ácido
barbitúrico" 
5) Éster etílico com etóxido de sódio 
Serve para obter β ceto ésteres 
Suponhamos a reação do acetato de etila com etóxido de sódio. 
Se esta reação ocorrer segundo o mecanismo convencional, não haverá 
formação de nenhuma espécie química nova. 
 11 
H3C C
O
O C CH3
+ O C CH3 C C
O
O
O C C
C C
�����
�����
H2
H2
�
�
����
����
����
����
���� ����
����
 
H3C C
O
O C CH3
+ O C CH3
H2
H2
��
�
 
O carbono α do éster, devido ao efeito indutivo da carbonila tem 
densidade eletrônica baixa. A base etóxido presente retira este próton 
com facilidade porque ele está fracamente ligado ao carbono α. Forma-se 
um ânion carbônio, que faz um ataque nucleófilo à carbonila de outra 
molécula do éster, levando à formação de um β ceto éster e da base 
etóxido. 
����
�
��C
O
OEtH2 C
����
H
+ OEt EtOH + H2C C
O
OEt����� ����
 
���� C
O
EtO
C C C
O
OEt
�����
�����C
O
EtO
CH3
�����
�����+C
EtO
O
CH2
����
����
����
��� ����
����
 
C C C CH3
O
O
EtO
+ EtO
����
��
�����
H2
 
Numa última etapa a base etóxido retira um próton do β ceto-éster 
dando origem a um álcool. Acidulamos e temos a formação do produto 
final. 
 12 
C
O
EtO
C C CH3
OH
H
+
O C C
�����
����� C
O
EtO
C C CH3 + C C OH
����
�� �����
���
 
C
O
E tO
C C CH3 + H
+
H O
�����
C C C
O
EtO
H
H
O
CH3�� ���
3 ceto, butanoato de etila
(β ceto butirato de etila) 
Quais seriam os produtos formados se utilizássemos como 
reagentes metóxido de sódio e butanoato de metila? 
C C C C
O
O C
H
+ O CH3 H3C OH
���� + C C C C
O
O CNa
���
�
��
���
 
C C C C
O
OC
C C C
����
C
O
OC
+ C
O
OC
C C C C C
O
O
CC
C
��
�����
���
���
��
����
���
 
C
O
OC
C C C C C
C
C
H
O
O CH3
���
+ C
O
OC
C C C C C
O
C C
+ H3C OH
�������
���
 
C
O
OC
C C C C C
C C
+ H+
����
C
O
OC
C C C C C
C C
O
H
���� ���
2 etil, 3 ceto hexanoato 
de metila 
6) Éster malônico 
 13 
O hidrogênio do carbono α deste éster está fracamente ligado ao 
mesmo, devido à ação das duas carbonilas: qualquer base forte pode 
retirar um desses prótons, dando origem a um ânion carbônio que se 
estabiliza por ressonância. (duplamente estabilizado) 
C
H
H
C
C
O
O
OEt
OEt
+ OH H2O + C
H
C
C
O
O
OEt
OEt
����
����
��
����
�� ��
����
����
����
 
Obs: a base presente também pode “atacar” o carbono da 
carbonila. Para diminuir esta probabilidade, utiliza-se o éster etílico ou 
metílico. 
A obtenção do ânion é importante porque serve para obtermos 
novas ligações entre carbonos. 
Exemplo 1: 
Se misturarmos uma solução, que contenha esse ânion com um 
haleto orgânico, obteremos um derivado do éster malônico. 
C
H
C
O
OEt
O
OEt
C
+ H3C I
�����
I + C
H
H3C
C
O
OEt
O
OEt
C
��
��
���
���
��
Éster metil dietil malônico 
ou
Metil, malonato de dietila
δ+ δ -
 
Exemplo 2: 
Reação do éster malônico em meio básico com cloreto de acetila. 
 14 
C lC
H
C
C
O
O
OEt
OEt
+ C
O
CH3
Cl
����
��
��
+ C
C
H
H3C
O
C
C
O
O
OEt
OEt
���� �� ����
����
CH3C
O
Cl
H
OEt
OEt
O
O
C
C
C
���
���
����
����
����
���
����
����
 
Obs: Descarboxilação 
Ocorre com certa facilidade quando tivermos duas carboxilas 
ligadas num mesmo carbono. 
C
C
C
O
O
OH
OH
H2C
C
O
OH
�����
H3C C
O
OH
�����
+ CO2
C
O
OH
+ 
����
����
�� ��
����
���
���
���
����
∆
 
 Aplicação 
O que ocorre quando tentamos descarboxilar o éster acetil dietil 
malônico? 
1) trata-se esse éster com uma base. 
2) sal formado é tratado com um ácido inorgânico. 
3) O ácido acetil malônico obtido é aquecido dando origem a um β ceto 
ácido. 
 15 
����
���
����
����
����
����
���
��
��
��
��
�� + 2H+ 
����
����+ 2 OH C
O
C
C
C
O
O
O
O
CH3
�����
�����C C
C
C
O
O
O
OEt
OEt
CH3
H
éster acetil dietil malônico ou acetil malonato de dietila
����
∆
 
Observação: a base 
��
OH também pode abstrair o próton do 
carbono α formando outro produto. 
CC
O
CH3
C
O
OH
O
OH
C
����
CO2 + H3C C C C
O
O
OH
����
H2
����
����
∆���
����
���
���
Ácido 3 ceto (β ceto)
butanóico
ou
Ácido β ceto butírico 
- Identificar X, Y, Z na seqüência reacional: 
C
C
C
C
CC
C
C
O
O
O
OEt
OEt
X Y Z����� ����� ����NaOH HCl ∆
 
+ 2HO Et+ 2 OH
����
C
C
C
C
CC
C
C
O O
O
OEt
OEt
C
C
C
C
CC
C
C
O
O
O
O
O
Na+
Na+
Na+
X
��
����
��
����
 
 16 
+ 2HCl
����
���� + 2 Na+ Cl -C
C
C
C
CC
C
C
O O
O
O
O
C
C
C
C
CC
C
C
O
O
OH
OH
O
Na+
Na+
��
Y
��
����
 
C
C
CCC
C
C
C
O O
O
OH
OH
CO2 + C C C C
C
C
C
O
O
OH
�����
Z
∆
 
ácido α propil, 
β ceto butanóico 
ou 
Ácido α propil 
β ceto butírico 
O aquecimento da 2 carboxi, 2 aceto carboxi, ciclo hexanona 1 
também leva a descarboxilação. 
O
C
C C
O
O
OH
OH
CO2 +
�����
O
C C
H
O
OH
∆
2 aceto carboxi
ciclo hexanona 1 
����
����
����
 
7) Clivagem de β ceto ésteres. 
Esses compostos, ao reagirem com bases diluídas e concentradas, 
formam produtos diferentes. Por exemplo: se a base for diluída teremos 
uma reação de saponificação comum. Se reagirmos o β ceto éster com 
soda cáustica concentrada e quente, teremos duas possibilidades de 
 17 
reação. 
���
���
����
����
��
��� ����
H2
�����
�����+ H2C C
O
OEt
H3C C C
O
OH
����
����C
O
C C C
OH
O
OEt
-
��
����
����
��� ���
���
��
��
2
2
2
1
1
����
��
��
����
(concentrada)
(diluída)
OH
OH
+ EtOH
Na+
H3C C C C
O
O
O�����
�����C C C C
H
H
O
O
OEt
 
H3C C C
O
O
�����
+ H3C C
O
OEtNa
+
����
 
 Aplicação 
Existe um β ceto éster chamado 2 ceto ciclo hexil, metanoato de 
etila. Esse composto ao ser tratado com soda cáustica concentrada e 
quente dá origem a um derivado de cadeia alifática. 
Na+
����
��������
����
����
���� �� ��
��
���� C
HO O
O
OEt ����+ OH �����
O
C
O
OEt
 
���
C
O
OEt
OHO
����
C
O
O
C C C C C C
O
OEt
�
��
� �
���
+ H
����
 
Heptanodiato monoácido de Etila 
�����
C C C C C C C
O O
HO OEt
�����
 
A base OH
��
 também pode “atacar” o carbono de carbonila do 
 18 
éster, diminuindo o rendimento do processo. 
Exercícios 
1) A reação do anidrido 2 metil pentanóico com butanol 2/piridina forma 
um ácido e um éster. Represente, com mecanismos, esta preparação. 
2) Ao reagirmos brometo de 2 etil pentanodiila com excesso de etóxido 
de sódio obtemos um sal e um éster. Represente, com mecanismos, 
esta preparação. 
3) Quando colocamos a reagir brometo de 2 etil pentanodiila com 
excesso de fenil metanol obtemos um HX e um éster. Represente, 
com mecanismos, esta preparação. 
4) Em presença de FeBr3, anidrido hexanóico reage com éter 
disecbutílico originando um éster. Represente com mecanismos, esta 
preparação. 
5) A benzil cetena quando colocada a reagir com ligeiro excesso de fenil 
metanol forma um éster. Represente, com mecanismos, esta 
preparação. 
6) A reação do ácido 3 metil pentanóico com 2 metil propanol 2/H+ 
origina um éster e água, através de uma cisão “alquil – oxigênio”. 
Represente, com mecanismos, esta obtenção. 
7) A reação do ácido metil butanodióico com 2 metil propanol 1/H+ 
origina um éster e água, através de uma cisão “acil – oxigênio”. 
Represente, com mecanismos, esta obtenção. 
8) Ao reagirmos o ácido oxálico (etanodióico) com excesso de buteno 
2/H+, obtemos um éster. Represente, com mecanismos, esta 
obtenção. 
9) Numa industria existe um tanque esférico de 3m de diâmetro, 
contendo anidrido butanóico (d = 0,880 g/L) até 7/8 de sua 
capacidade. Existe também um outro tanque cilíndrico (d = 2m; h = 
3,5 m) contendo éter diisopropílico (d = 0,805 g/mL) até 8/9 de sua 
capacidade. De que modo estas espécies químicas devem ser 
misturadas para que a reação química entre elas (em presença de 
FeCl3) forme a maior quantidade possível de éster, com R = 85%? 
10) Represente com mecanismos, a equação da reação que ocorre 
quando colocamos a reagir 2 etil hexanodiato de butila com excesso 
de soda cáustica. 
 19 
11) Idem quando o éster é o 2 etil pentanoato de benzila. 
12) Ao reagirmos um óleo vegetal denominado “triestearato de glicerila” 
com excesso de potassa cáustica, obtemos glicerina (propanotriol) e 
um sal orgânico (sabão) com E = 90%. Para a fabricação de 150.000 
barras desse sabão, de 80g cada uma, pede-se: 
a- o mecanismo; 
b- as massas das espécies envolvidas; 
c- o volume de solução 11 N de base necessário. 
13) Ao reagirmos butanodiato de etila com excesso de benzil amina 
obtemos uma amida e um álcool. Para o aproveitamento de 60 
tambores contendo o éster inicial (d = 0,970 g/mL) e supondo-se E = 
93%, pede-se: 
a- o mecanismo; 
b- as massas das espécies envolvidas. 
14) Uma indústria precisa obter 7500 L de butanol 2 através de reação 
entre álcool e a hidroxiamina. Supondo-se R = 84%, pede-se: 
a- o mecanismo; 
b- as massas das espécies envolvidas. 
15) A reação entre o éster propil, butil malônico (dietil) com a uréia forma 
um “ácido barbitúrico”, com E = 80%, que é utilizado na forma de 
comprimidos, como medicação de ação calmante. Para a fabricação 
de 4 x 109 comprimidos de 500 mg cada um, contendo 10% deste 
princípio ativo, pede-se: 
a- o mecanismo; 
b- as massas das espécies envolvidas. 
16) A reação de ésteres etílicos com etóxido de sódio origina “β ceto 
ésteres”. Baseando-se nesta informação, represente, com 
mecanismos, as espécies obtidas quando colocamos a reagir etóxido 
de sódio com pentanoato de etila. Calcule, supondo R = 78%, as 
massas das espécies envolvidas para produzir 10000 L do β ceto 
éster em questão (d = 1,067 g/mL). 
17) A descarboxilação ocorre com certa facilidade, sob a ação do calor, 
quando temos duas carboxilas ligadas a um mesmo átomo de 
carbono. Represente, com mecanismos, as descarboxilações: 
a- ácido isopropil malônico (propanodióico); 
b- ácido secbutil, acetil malônico. 
 20 
18) A clivagem de β ceto ésteres ocorre em presença de bases fortes 
concentradas, sob a ação do calor. Represente, com mecanismos, a 
clivagem do β ceto pentanoato de propila em presença de potassa 
cáustica concentrada. Calcule as massas das espécies envolvidas, 
com R = 90%, para o aproveitamento de 2500 L de solução 14 N da 
base em questão. 
19) A hidrólise ácida do 1,4 diciano butano origina NH3 e um diácido 
orgânico. Em seguida este diácido foi colocado a reagir com excesso 
de butanol 1/H+, dando origem a um éster e água. Finalmente, o éster 
foi posto a reagir com excesso de soda cáustica, formando um sal 
orgânico e um álcool. Para a obtenção de 2000 L de solução 5 N 
contendo este sal orgânico. Pede-se: 
a- os mecanismos; 
b- as massas das espécies envolvidas. 
20) Num certo procedimento, colocamos a reagir 2000 L de butanoato de 
metila (d = 0,920 g/mL) com metóxido de sódio, havendo formação de 
um β ceto éster, que numa fase seguinte, foi posto a reagir com 
solução 12 N de soda cáustica. Sabendo-se que 70% deste β ceto 
éster reagir segundo um processo de “clivagem” e que os 30% 
restantes segundo o mecanismo tradicional, pede-se: 
a- os mecanismos; 
b- as massas das espécies envolvidas; 
c- o volume de solução básica utilizado. 
NOÇÕES DE SÍNTESE ORGÂNICA 
ACETATO DE AMILA 
1 – Reagentes 
Álcool amílico: 27,0 mL (d = 0,832 g/mL) 
Ácido acético glacial: 15,0 mL (d = 1,05 g/mL) 
Ácido sulfúrico concentrado: 1,0 mL (d = 1,84 g/mL) 
2 – Espécies complementares 
Solução de carbonato de sódio a 10% 
Sulfato de sódio anidro 
 21 
3 – Técnica 
Em um balão de 250 mL, colocar 27,0 mL de álcool amílico, 15,0 
mL de ácido acético glacial e 1,0 mL de ácido sulfúrico concentrado. 
Ao balão, colocado sobre uma fonte de aquecimento, adaptar um 
separador de Dean Stark, e a este, um condensador de refluxo. 
Aquecer a mistura durante 45 min, sendo que, por ser mais densa, 
a água formada irá ficar retida no tubo coletor. 
Adicionar 15,0 mL de solução de Na2CO3 a 10%, com agitação. 
Verificar o pH da fase aquosa (que deverá estar ligeiramente alcalino). 
Decantar, transferindo o produto para um erlenmeyer contendo 5g 
de Na2SO4 anidro. Fechar o erly e agitar periodicamente durante 15 
minutos. 
Filtrar com papel pregueado (seco), diretamente para um balão de 
destilação seco. 
Aquecer, recolhendo o produto que destila entre 148/149°C. 
4 – Reação (R = 80%) 
C
O
OH
H 3 C + H3C (CH2)3 CH2OH H3C C
O
O (CH2)4CH3
�����
�����
H2SO4 + H2O
 
5 – Constantes físicas 
Líquido incolor, com odor de essência de banana; PE = 149°C; d20 
=0,875 g/mL; solúvel em etanol, éter etílico e acetato de etila. Muito pouco 
solúvel em água. 
6 – Equipamento 
 22 
 
7 – Questões 
1) Represente o mecanismo deste procedimento. 
2) Se existir reagente em excesso, quantificá-lo. 
3) Qual a % de catalisador utilizada, em função dos reagentes 
presentes? 
4) Quais as massas dos produtos obtidos? 
5) Dentro das proporções estequiométricas, quais massas das espécies 
envolvidas para a obtenção de 5000 L de éster? 
6) Idem, dentro das proporções do processo. 
7) Qual a função da solução de Na2CO3 a 10%? 
8) Qual a função de Na2SO4 anidro?9) De que modo a água é separada neste procedimento? 
10) Como podemos avaliar o grau de pureza do éster obtido? 
 23 
NOÇÕES DE SÍNTESE ORGÂNICA 
SÍNTESE DO FTALATO DE DIMETILA 
1 – Reagentes 
anidrido ftálico: 50,0g. 
Álcool metílico (metanol): 100,0 mL (d = 0,810 g/mL). 
H2SO4 concentrado: 8,0 mL (d = 1,84 g/mL) 
2 – Espécies complementares 
Solução aquosa de Na2CO3 saturada. 
CaCl2 anidro. 
Água destilada. 
3 – Técnica 
Num balão de 250 mL, colocar 50,0 g de anidrido ftálico. Num 
erlenmeyer de 250 mL colocar 100 mL de metanol, adicionando aos 
poucos, sob corrente de água, os 8,0 mL de H2SO4 concentrado. 
Transferir a mistura metanol/H2SO4 para o balão onde se encontra 
o anidrido ftálico. Adaptar um condensador de refluxo e aquecer em 
banho maria durante 120 minutos, sob agitação moderada. Retirar o 
condensador de refluxo, e substituí-lo por um sistema para destilar o 
excesso de metanol. 
Verter o éster obtido em 100 mL de água destilada fria e transferir 
esta mistura para um funil de separação. 
Decantar o éster obtido. Neutralizar com solução de Na2CO3 
saturada, controlando o pH final. Lavar com água destilada. Dessecar 
com CaCl2 anidro e filtrar. 
4 – Constantes físicas 
Líquido oleoso, ligeiramente aromático; PE = 283,7°C; d20 = 1,194 
g/mL, solúvel em etanol, éter etílico e clorofórmio. Pouco solúvel em 
 24 
água. 
5 – Questões 
a) Representar o mecanismo deste procedimento. 
b) Se existir reagente em excesso, quantificá-lo. 
c) Quais as massas dos produtos obtidos, supondo-se R = 79%? 
d) Dentro das proporções estequiométricas, quais as massas das 
espécies necessárias para a obtenção de 2000 L deste éster? 
e) Dentro das proporções do processo, quais as massas das 
espécies necessárias para a obtenção de 3000 L deste éster? 
f) Porque a adição do H2SO4 no metanol deve ser lenta? 
g) Porque o éster obtido é colocado em água destilada? 
h) Porque o éster obtido é “lavado” com água destilada? 
i) Quais as funções do CaCl2 e da solução saturada de Na2CO3? 
 25 
CAPÍTULO 4 
AMIDAS 
São os compostos derivados dos ácidos orgânicos pela 
substituição da hidroxila por um grupo “NH2” 
Processos de obtenção 
1) Amonólise de Brometos de acila 
Trata-se de uma reação de substituição nucleofílica, onde o 
amoníaco é o agente nucleofílico. 
������
���
���
���
��� ��
��
����
+ Br HBr + R C
O
NH2
���
+ NH3 R C NH3
O
Br
R C
O
NH3
���� ����
R C
O
Br
δ+
 
→ Por aquecimento ou neutralização elimina-se o HBr 
2) Aminólise de haletos de acila. 
Esse processo serve para obter amidas substituídas. 
����
����
����
���
���
��� ��
�
�
����
R C
O
Cl
+ N R R C
O
Cl
N R
���� �����
Cl + R C
O
N RH2
H2
H2
δ +
 
�����
HCl + R C
O
N R
pode ser neutralizado
��
 
3) Amonólise de cetenas. 
����
��
��
��
��
��
���
����
��
HH
+ NH3 R C C NH3
O
����� ����
R C C O
δ+
 
 26 
(Pode ser outro mol de NH3)
���
���
���
B
����
��
����
H2H
R C C
O
NH2
����
R C C
O
NH3
 
4) Aminólise de cetenas 
Esse processo também serve para obter amidas substituídas. 
R C C O + N R R C C N R
O
����
����
����
����
H2 H2H
H
��
��
����
��
����
�� ��
����
����
 
R C C
O
N R
R C C
O
N R
�����H
HH2
H2
B
����
��
��������
���
 
 Complete a equação química: 
cetena
����
���� N - Benzil, N - Metil Hexanoamida Y 
Resolução: 
CC C C C C C N
C
O��
�����
���
���
���
���
����
��
�
H
H
+ N
H
C
C
����
C C C C C C O
 
H2H
H
B
��
�������
��
C
CO
NCCCCCC
����
����
C
C
N
O
CCCCCC
 
5) Amonólise de anidridos 
R C
O
O
C
O
R
+ NH 3
���� O
C
C
R
R
O
O
NH 3
R C
O
NH 3
���� + R C
O
O
�����
��
��
����
����
����
����
����
����
���
 
 27 
R C
O
NH2
�����
+ R C
O
OH
 
→ Quais são os produtos formados na amonólise dos seguintes 
anidridos: 
(a) Anidrido butanodióico 
C C
C C
O
O
O
+ NH3 C C
C
O
NH3
O
C
O
��� ����
C C
C
O
NH3
C O
O
����
C C C C
O O
HO NH2
����
��
��
���
���
���
���
���
���
���
 
��
��
��
��
��
C C
O
C C
O
NH2
OH
����
C C
O
C C
NH2
O
OH
����
C C
O
C C
NH2
O
+ OH H2O
����
+ 
C C
O
C C
NH
O
butanoimida
 ou
succinimida 
��
��
��
���
����
����
��
���
���∆
 
Outro mecanismo sugerido para esta transformação é: 
C
C
C
C
O
O
O
NH2
H
����
����
C
C
C
C
O
O
O
NH2
H
�����
����� segue o procedimento
proposto anteriormente! 
1º
���
����
��
��
����
����
���
���
����
���
���
��
 
(b) Anidrido Ftálico 
C
C
O
O
O
+ NH3
�����
C
C
O
O
O
NH3
���������
��������
����
����
����
����
����
 
 28 
C
C
O
O
O
NH3 ����
����
C
C
O
NH2
OH
O
����
����
C
C
O
OH
O
NH2
����
��
����
�������
���
����
����
����
���
 
C
C
O
NH2
O
C
C
O
O
NH+ OH H2O
�����
+ 
ftalimida 
��������
����
 
6) Aminólise de anidridos 
R C
O
O
CR
O
+ N R
�����
�����
O
C
C
R
R O
O
N R
����
����
H2
H2�
�
�
�
�����
�����
����
����
����
����
 
R C
O
N R + R C
O
O
����
R C
O
N R + R C
O
OHH2 H
�����
���
 
→ Qual é a imida formada na reação entre o Anidrido Ftálico e a Bi fenil 
amina? 
Resolução: 
C
C
O
O
O
+ N
����
C N
O
O
C
O
H
���� H
��
����
����
���
��� ���
����
 
 29 
����
����
����
���
� ��
����
��
H
C
O
N
C
OHO
�����
C
C
O
N
O
O
���
∆
 
C
O
C
N
Ph
Ph
HO O
�����
OH + 
C
O
C
N
Ph
Ph
O
����
����
����
����
����
����
 
C
O
C
N
Ph
Ph
O
+ OH
���� OH + 
C
O
C
N
O
����
Fenol
N - Fenil Ftalimida 
����
���
 
→Completar as seguintes equações químicas: 
ácido orgânico X
�����
�����
�����
����� 2,2 dimetil pentanoamida e
àcido 2,2 dimetil pentanóico 
P2O5 amina
∆ 
C C C C C
C
C
O
OH
P
O
O
O P
O
O
C C C C C O
CC
C
P O P
O
OO
O
�� ��
���
��������
����
��
���
H
+ ∆
��
 
��
��
HO P
O
O
O P
O
O
+C C C C C
C
C
O
��
��
��
��
 
������
C C C C C
C
C
O
HO
�����
+C C C C C
C
C
O
 
 30 
����
���� C C C C C
C
C
O
O C C C C C
C
C
O
�����
�����
- H +
H
 
C C C C C
C
C
O
C
C
C CCCC
O
O
anidrido
2,2 dimetil
pentanóico 
 
C C C C C
C
C
O
C
C
C CCCC
O
O
+ NH3
����
C C C C C
C
C
O
C
C
C C
O
NH3
O
CCC
����
��
����
����
����
���
���
����
 
C C C C C
C
C
O
NH3
+ C C C C C
C
C
O
O
�����
��
������
��
 
C C C C C
C
C
O
NH2
+ C C C C C
C
C
O
OH
2,2 dimetil pentanoamida
ácido 2,2 dimetil pentanóico 
 
7) Reação de Schmidt 
Utiliza-seuma cetona como produto inicial. Dissolve-se a cetona 
numa solução aquosa ácida, a qual se adiciona “azoteto de hidrogênio”. 
Ocorre uma reação de adição nucleofílica do nitrogênio ao carbono, a 
 31 
eliminação de nitrogênio (N2) e a migração de um grupo alquil ou aril. O 
produto final é uma Amida Substituída. 
+ H
OH
R1
C
R
�����
�����
R
C
R1
O
+ N N N
�����
H
��
��
����
����
���
���
 
����
����
R C
N N N
R1
OH N2
����
+ R1 C
OH
N R
R1 C
OH
N R
�����
H
H H
����
����
�������
���
����
∆
 
R1 C
OH
N R
+ Cl HCl
�����
����� + R1 C
O
N R
H H
��
��
����
����
pode ser 
neutralizado
��
��
 
 Qual a amida formada se utilizarmos como produto inicial a 
acetofenona (metil, fenil cetona)?. 
����
����
��
����
����
H
+ N N N
����
C C
OH
+ H
����
C C
O
��
 
A representação inicial deste mecanismo também poderia ser: 
C
O
CH3 + H
����
C
OH
CH3 + N N N
H
�����
����
����
��
���
���
 
����
C C
OH
N N N
�����
C
OH
N C + N2
H
H
����
����
�����
 
 32 
����
��
N - Metil benzamida 
H
��
H
C
O
N C
+ + Cl HCl
����
C
OH
N C
 
8) Aminas / PCl3 / ácidos orgânicos. 
Primeiro há um ataque nucleofílico da amina ao PCl3. 
�����
�
H2
+ P Cl
Cl
Cl
R N
H
H
P
Cl
Cl
�����
R N
����
+ Cl HCl + R N PCl2
H
����
����
��
����
 
��
H2
R N + +
��
R N
H
P
Cl
Cl
R N
H
H
P N R + Cl
Cl H H
PNHCl + R N R
Cl H
��
���
���
���
���
 
��
��R N
H
P N R
H
Cl
R R + ClNN P
H
H
HCl
���
���
���
���
���
+ R N P N R
H
�����
���
∆ ���
 
Em seguida, o ácido reage com o fosfazo composto formado, 
levando à obtenção da amida substituída. 
R C
O
OH
+ N R
P N R
R C
O
OH
N R
P N R
����� �����
��
����
��
����
HH����
����
����
���� ����
����
����
 
R C
O
N R
P N R
R C
O
N R
����
���� + P N R
H
H
����
 
 33 
����
����
����
��+ OH P N R
OH
����
P N R
 
Numa terceira etapa, uma outra molécula de ácido reage com a 
amina fosforada. 
R C
O
OH
+ N R R
P OH
C N R
O
OH P OH
����� ��������
��
����
��
����
���� ����
����
����
 
R C
O
N R
P OH
+ OH R C
O
N R
P OH
�����
�����
�
�
�����
 
���
���
����
����
����
�� ��
+ OH
�����
R C
O
N R
P OHHO
�������
�R C
O
N R
P OH
 
R C
O
N R
+ HPO2
H
P OH R C
O
N R
+ HO
�����
����
����
 
Represente todas as etapas da reação que ocorre ao 
misturarmos Pentil amina, PCl3 e ácido benzóico. 
 
C C C C C NH2 + PCl3 C C C C C N P N C C C C C
���
���
H
dipentil fosfazo
- 3HCl
 
 34 
C C C C C N P N C C C C C + C
O
HO
����
����
H
���
����
����
���
 
C C C C C N C
P
NCCCCC
O
OH
����
����
������
����
�����
�����
 
OH + C C C C C N C
O
P
NCCCCC
�����
��
���� �����
 
C
O
N C C C C C + C C C C C N P
N - Pentil benzamida 
C C C C C N P + OH C C C C C N P OH����
�
������
 
C C C C C N P OH + C
O
HO
C C C C C N C
O
OHPHO
����
��
���
���
��� ���
���
���
 
C C C C C N C
PHO
O
+ OH C C C C C N C
O
PHO OH
����
����
������
����
�
�����
����
����
 
C C C C C N C
O
+ HO P OH ��������� ����
����
 
 35 
HPO2 + C
O
N C C C C C
H 
9) Amonólise de Ésteres 
Leva à formação de amidas substituídas e de álcoois. 
R C
O
O R1
+ N R2 R C N
O
OR1
R2 R C
O
N R2
���� ����
H2
+ O R1
����
H2
���
����
���
���
���
H2
�����
����
 
R C
O
N R2
+ R1 OH
H 
10) Hidrólise de nitrilas em meio básico inicial. 
�
� HR C N
OH
+ H
�����
�����R C N
OH
+ OH
�����
�����R C N
δ+
���
���
��� ��
�� ���
���
 
R C N
OH
H
�����
R C N
OH
H
����
R C
O
NH2
����
����
����
Β
����
����
���
���
���
���
����
����
 
Se o meio reacional for apenas básico: 
Na OH Na + OH
����
����
�
��
��
����
+-+
 
R C N + OH R C
OH
N
����
����
��
��
�
�
���
���
����
 
 36 
����
����
���
�������
R C N + H R C
OH
NH + OH
OH OH
���� ����
 
���
���
���
���
�� �
����
����
R C
O
NH2
OH+ H OH
����
����
��
���� ����
R C NH + OH R C
O H
O
NH
����
 
PROPRIEDADES QUÍMICAS DAS AMIDAS 
1) Propriedades ácidas e básicas 
A definição de ácidos e bases segundo Bronsted é a seguinte: 
ÁCIDO: é toda espécie química que perde prótons. 
BASE: é toda espécie química que recebe prótons. 
De acordo com essa definição, as amidas apresentam caráter 
anfótero, isto é, podem atuar como ácido ou como base, dependendo da 
outra espécie química presente. 
R C
O
NH2
+ H R C
O
NH3
�����
����
��
base 
ácido
��
����
��
����
Na
Na
+ R C
O
N
R1
+ OH H2O
�����
H
���
R C
O
N
R1
 
2) Desidratação 
A desidratação das amidas é realizada em presença de 
oxicloreto de fósforo, sob refluxo. 
 37 
�����
����
����
����
��
����
����
+ Cl
����
PCl2
O
Cl
R C O
NH2
PCl2
O
�����
+ R C
O
NH2
 
alguns autores propõem
a protonação deste oxigênio, 
o que tornaria a reação 
mais fácil de ocorrer!
R C O PCl2
O
N
+ Cl HCl
�����
+ R C O
NH
PCl2
O
�����
H2
��
����
����
����
���
���
����
���
 
R C NH + O PCl2
O
R C N
�����
+ HO PCl2
O
��������
����
cianeto
orgânico
ou nitrila
hidroxi, oxi
cloreto de 
fósforo 
A hidrólise ácida de cianetos orgânicos leva à formação dos 
ácidos orgânicos correspondentes. Explique, com reações a seguinte 
seqüência. 
H+
H2O ácido 2 etil hexanóico 
�����
nitrila
�����
amida
OPCl 3
 
���
���
���
����
��
PCl2
O
Cl
C C C C C C
C
C
O PCl2
O
NH2
����
+ C C C C C C
C
C
O
NH2
���
���
���
 
C C C C C C
C
C
O PCl2
O
NH2
+ Cl HCl
����
+ C C C C C C
C
C
O PCl2
O
NH
��
��
�
��
���
���
���
���
 
 38 
C C C C C C
C
C
NH + O PCl2
O
���������
����
 
cianeto orgânico 
C C C C C
C
C
NPCl 2 + C
O
HO
 
��
���
��
��+ OH2
����
����+ H+ C C C C C C
C
C
NH
����
����C C C C C C
C
C
N
�
�� ��
 
C C C C C C
C
C
NH
OH2
C C C C C C
C
C
NH2
OH
���� ����
��
��
���
���
1º
����
����
����
 
C C C C C C
C
C
NH2
OH
����
���� C C C C C C
C
C
O
NH2
2 - etil hexanoamida 
�������
 
 39 
���
���
���
���
�
��
��
����+ OH2
���� C C C C C C
C
C
OH2
NH2
O
����C C C C C C
C
C
O
NH2
 
C C C C C C
C
C
O
OH2
C C C C C C
C
C
O
OH
����
+ NH2 NH3
����
+
���
 
O NH3 formado reage com HCl formando H4N Cl (sólido).��
��
 
Observação: a sacarina é obtida utilizando o benzeno como 
produto inicial, através da seguinte seqüência operacional simplificada: 
CH3
SO3H
�����H2SO4/SO3
X
X
CH3
SO3H
CH3
AlCl3
+
�����H3C Cl
CH3
����
 
CH3
SO3H
KMnO4
����
H+
C
SO3H
O
OH
����
qualquer 
processo de
obtenção
de amidas C
SO3H
O
NH2
 
 40 
���
��
��
��
��
C
S
O
O O
NH
OH
-H2O �����
C
S
O O
NH2
O
�����
C
NH2
S OH
O
O
O
�� �
sacarina
(pouco solúvel 
em água) 
����
∆
 
sacarina, em forma de sal de sódio,
solúvel em água. 300 vezes mais 
doce que o açucar.
���
��
�
����
��
C
S
O O
N Na+ +H2O
O
+ Na OH
�����
C
S
O O
NH
O
 
3) Redução com hidretos 
As amidas na presença de H / H
��
���� perdem água, dando origem às 
aminas correspondentes. 
R C
O
NH2
+ H R C
O
NH2
H
�����
+ H+ R C
OH
H
NH2
�������
��
��
����
����
����
��
��
����
����
����
����
 
��
��
+ H2O+ OH R C
H
NH
�����
R C NH2
H 
���
���
���
���
���
����
����
H2
+ H+ R C NH2
�����
+ H R C
H
H
NH
�����
R C NH
H 
 41 
Uma outra proposta para este mecanismo seria: 
R C
O
NH2
+ H R C
OH
NH2
�����
+ H R C
OH
NH2
H
���� �����
��
����
��
����
����
���
���
����
����
����
����
����
 
���
R C
H
N H
H
+ OH H2O + R C
H
NH + H R C
H
NH2
���� ����
���
��
����
����
���
 
R C
H
NH2 R C
H
NH2 + H
�����
����� R C NH2
�����
�����
H2
�
������ ����
 
4) Conversão para aldeídos ou cetonas 
Neste processo, utilizam-se amidas substituídas. Para obter 
aldeídos, reage-se as amidas com hidretos. O ataque nucleofílico do H
����
 
à carbonila leva à rápida formação do aldeído correspondente. Por 
destilação separam-se os produtos. 
As cetonas são obtidas reagindo-se a amida substituída com 
compostos de Grignard 
R C
O
N Me
Me
+ H R C
O
H
N Me
Me
R C
O
H
����� �����
+ N Me
Me
����
��
����
��
aldeído
���
���
���
���
���
 
R C
O
N
Me
Me
+ MgCl
R1
R C
O
N
MgCl
Me
Me
����
����
����
����
R1
�� ��
����
δ+
���
���� ����
���
 
)( MgXR
δ+
 42 
����
���
���
����
cetona
+ ClMg N
Me
Me
R C
O
R1
����R C
O
R1
N
MgCl
Me
Me
 
+ Mg (OH) Cl+ HOH HN
Me
Me
�����
�����Me N Me
MgCl
δ−
δ+
δ+ δ−
���� ����
����
����
 
Observação: Uma outra proposta para este mecanismo está 
representada no ítem “10” deste capítulo. Vejam! 
5) 3 fenil propenoamida 
C C C
O
NH2
 
Em quais posições ocorrem as substituições no núcleo 
benzênico? 
A ressonância que prevalece nesse composto é a seguinte: 
C C C
O
NH2
���
���
���
���
 
Se esta hipótese for verdadeira, teremos o seguinte híbrido de 
ressonância: 
R
δ +
δ +δ + 
Quando reagimos esse composto com HNO3 / H2SO4, obtemos um 
alto rendimento de compostos substituídos na posição meta, o que 
 43 
indica que a ressonância que predomina é a representada anteriormente. 
As mesmas considerações são válidas para a N – Fenil Acetamida, 
comercialmente chamada de acetanilida: 
C C
O
N
H
 
6) Acetanilida 
Para esse caso as reações de substituição ocorrem com 
rendimento apreciável nas posições orto, para, indicando que a 
ressonância predominante é a seguinte: 
C C
O
N R
����
δ−
δ−
δ−
�� ��
H
���
����
 
7) Reação com R – COOH 
São reações de dupla-troca que ocorrem na temperatura de 
ebulição da mistura. 
Esse processo tem interesse prático quando os produtos 
obtidos têm pontos de ebulição bem diferentes e podem ser separados. 
R C
O
NH2 R C
O
OH
�����
C
O
HO
R1
+ R1 C
O
NH2
��
��
���
���
���
���
���
���
 
Observação: O mecanismo deste procedimento é semelhante ao 
ítem “2” da obtenção de anidridos! Vejam! 
 44 
Exemplo 1: 
H C
O
NH2
+ H3C (CH2)7 CH CH (CH2)7 C
O
OH
�����
 
ácido octadeceno 7, óico 
exemplo 1)
formamida ou
metanoamida
 
H C
O
OH
H3C (CH2)7 CH CH (CH2)7 C
O
NH2
+ 
ácido fórmico octa deceno 7, amida 
Exemplo 2: 
C
O
OH
Ph C
O
OH
+ C
H2N
H2N
O Ph C
O
NH2
�����
+ CO2 + NH3
(g) (g)
ácido carbâmico 
(muito instável) 
����
���
��
��
����
���
���
H2 N
 
Exemplo 3: 
(g) (g)
+ CO2 + NH3
N
C
O
NH2
C
H2N
H2N
O
����
+
N
C
O
OH
 
Observação: Os mecanismos destes procedimentos são 
semelhantes ao ítem “2” da obtenção de anidridos! Vejam! 
8) Hidrólise ácida e básica 
Nessa hidrólises, formam-se como produtos finais os ácidos 
orgânicos correspondentes. 
No caso da hidrólise ácida, a primeira etapa é um ataque eletrófilo 
do H+ ao oxigênio da carbonila. Na hidrólise básica a primeira etapa é um 
ataque nucleófilo do OH
�
�� ao carbono da carbonila. 
 45 
Ácida: 
���
���
+ H
����
R C
O
NH2
�����
R C
OH
NH2
R C
OH
NH2
����
���
����
����
��
��
 
R C
OH
NH2
+ OH2 R C
OH
O H
H
NH2
����� �����B
��
���� �����
��
��
��
����
�������
 
���R C
OH
OH
NH2 + H
�����
����� R C
OH
OH
NH3 NH3 + R C
OH
OH
�����
�����
����
���
��� ����
���
���
 
R C
OH
OH
+ B HB
�����
+ R C
O
OH
��
���
 
NH3 + HCl H4N Cl
����� ��
 
Básica: 
R C
O
NH2
+ OH R C OH R
O
NH2
C
O
OH
�����
�����
�����
����� + NH2
����
��
��
��
��
����
����
����
���� ����
����
 
Neutralizando o meio reacional: 
Na NH2 + HCl Na
+ Cl- + NH3
��������� ����
 
NH3 + HCl H4N Cl
�����
�����
�
��
 
 46 
9) Reação com hipohalitos – Rearranjo de Hoffman. 
A primeira etapa é uma adição nucleófila do nitrogênio ao 
bromo do ácido hipobromoso, com eliminação da base OH
��
� , e 
subseqüente formação de água. 
����
���
���
����
����
���� �� + OHOH R C
O
N B r
����
R C
O
NH 2
+ B r
H 2
 
A segunda etapa é a adição de base. Com essa adição forma-se 
água e brometo de sódio. Obtém-se, intermediariamente um nitrogênio 
deficiente de elétrons: para esse nitrogênio é atraído o radical R da 
carbonila, com formação de um isocianato. Se houver base em excesso, 
o isocianato formado reage com a mesma formando a amina 
correspondente com a eliminação de gás carbônico (ocorre uma 
descarboxilação). 
���
R C
O
N
Br
R C
O
N
����
R N C O R N C O
���� ����
isocianato 
���� ���
�����
��������
H
Na+��
�
��� ��
��
+ OH
 
Decomposição do ISOCIANATO 
��
����( -OH / H+ ) 
∆∆ ���
�����
�����
��
��
��
����
����
����
��
����
��
����
R N C
O
OH
����
R N C O + OH R N C
O
OH
����
 
���
���
��������
����
+ C
O
OH
R NH + CO 2
�����
R N
 
Adição de um ácido 
R NH + H R NH2
�����
�� ��
���
���
 
 47 
 Se a amida inicial fosse a butanoamida, qual seria a amina final? 
10) Reação com compostosde Grignard 
Obtém-se sempre cetona como produto final. Se a mistura final 
for hidrolisada, obtém-se além da cetona, uma amina e um sal básico de 
magnésio. 
R C
O
NR2
+ R
MgCl
R C R
O
NR2
�����
+ MgCléter
��
����
����
����
���� ��
����
����
����
����δ−
δ + 
R C R
O
+ MgCl
NR2 
R2N MgCl + H OH R2NH + Mg (OH) Cl
�����
δ− δ−δ+ δ+
 
→ Identifique todos os produtos envolvidos na reação do cloreto de Etil 
magnésio com a N, N Dimetil butano Amida. 
����
����
��
éter + MgCl
+ C
C
MgCl C C C C C C
O
NC
C
�����
C C C C
O
N C
C
���
��� ����
��
 
C C C C C C
O
�����
+ N
C
C
MgCl
hexanona 3 
 
 48 
C N
N
MgCl + HOH C NH + Mg(OH)Cl
C
����δ+ δ−
dimetilamina 
11) Reação com ácido nitroso 
A reação com ácido nitroso leva à formação de um sal de 
diazônio, que é instável e sob aquecimento se decompõe, formando gás 
nitrogênio e um cátion acílio. Se a reação for feita em meio aquoso, 
obtemos como produto final um ácido orgânico. 
O HNO2 dá origem ao N2O3. 
2HNO2 H2O + O N O N O
����
����
 
����
��������
������
��
��
��
H2
+ NO2
�����
R C N N O
O
����
N
O
O N O
+ R C
O
NH2
 
HNO2 + R C
O
N N O
H 
R C
O
N N O R C N N O
O
�����
H H
����
��
�� �����
�� �� ���
���
��
���
���
���
���
Β 
(Pode ser a água ou o NO2) 
���
���
��
�����
���
��
��
��
��
����
R C N N OH + H R C N N OH2
O O
����� �����
 
 49 
H2O + R C
O
N N
 
R C N N
O
R C
O
�����
+ N2 (g)∆
���
���
 
Em meio aquoso, forma-se o ácido correspondente 
R C
O
+ OH2 R C
O
OH2
�����
R C
O
OH
����� -H��������
 
12) Rearranjo de Curtius 
Forma-se também um sal de diazônio que se decompõe 
formando isocianato. 
���
HNO2R C
O
NH2 R C N N N N2 + R C
O
N
O
����� �����
 
����
�������
���
����
R C N
O
O C N R O C N R
���� ����
 
Se fizermos a hidrólise do isocianato, obteremos: 
R N C O + OH2 R N C O
OH2
����� ������� ����
��
���
��
���
���
 
R N C
O
OH2
R N C
H
O
OH
�����
���
����
Β
1°���
���
���

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