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Aula demonstrativa (livro eletrônico) de Direito Administrativo para AFRFB 2014, Prof. Cyonil Borges. Contém apresentação, cronograma, metodologia, questões comentadas, teste final e resumo esquemático; cronograma de aulas com temas do edital (Estado, atos administrativos, licitações etc.).

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Livro Eletrônico
Aula 00
Questões Comentadas de Direito Administrativo p/ AFRFB 2014
Professor: Cyonil Borges
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Curso Avançado de Direito Administrativo em 
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AULA DEMONSTRATIVA 
 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
1. Apresentação 2 
2. Cronograma 3 e 4 
3. Metodologia 4 a 6 
4. Questões em Sequência 7 a 15 
5. Questões Comentadas 16 a 60 
6. Teste Final (desafio) 61 a 79 
7. Resumo esquemático 80 a 84 
 
 
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APRESENTAÇÃO 
Fala Galerinha! 
Antes de tudo, leia todo o texto antes das questões propriamente 
ditas, para, depois, não dizer que foi enganado(a), rsrs... 
É hora de estudarmos para a Receita Federal. Sem dúvida um excepcional 
concurso, uma excelente oportunidade de ingressar no Estado e 
desempenhar uma das funções mais importantes da Administração 
Pública: a de fiscalização. 
O número de vagas para Auditor não é assim tão considerável. 
É agora é pra valer. Edital na Praça, e sem grandes alterações na parte de 
Direito Administrativo. 
O nível dos candidatos está cada vez mais ³SDYRURVR´, por isso é condição 
sine qua non para o sucesso uma ótima preparação por meio de cursos 
direcionados. Enfim, é ideal definir a estratégia, e que seja cirúrgica. 
E, se você procura estratégia, não perca tempo, vem para o curso 
estratégia. Aqui no sítio do curso on-line estratégia você vai encontrar 
os melhores Professores, os melhores materiais. E mais: tudo isso com 
Edital atualizadíssimo, e é só confirmar o nosso cronograma, um pouco 
mais à frente. 
Digo que, nas poucas horas vagas, sou Professor de Direito 
Administrativo, de Direito Constitucional e Administração Pública em 
cursos preparatórios. Prestei e reprovei em alguns concursos públicos (a 
vida de concursando é assim, nem sempre se ganha!). Prestei e reprovei: 
prefeitura de Araruama, Belfort Roxo, TCM-RJ e outros mais, rsrs. Prestei 
e aprovei em outros, como, por exemplo, TCU 2001 e 2002, CGU 2002 e 
2004, Polícia Federal, MPU, ISS-SP/2007 e ICMS-RJ/2011, o que, no 
mundo dos concursos, atribui-me a qualidade de concursando de 
³FDUWHLULQKD´� 
Ah! Sou autor dos livros Resposta Certa (editora Saraiva), Licitações e 
Contratos e Questões Discursivas de Direito Administrativo 
(licitações, controle externo, finanças, controle da Administração e outros 
temas), porém, este último livro não é útil para o atual concurso, afinal, a 
EDQFD� ³DUUDQFRX´� DV� TXHVW}HV� GLVFXUVLYDV� GH� 'LUHLWR� $GPLQLVWUDWLYR�� 1R�
HQWDQWR�� VH�TXLVHU� FRPSUDU��GHSRLV�GH�SDVVDU�QD�SURYD�� ³SUD´� OHLWXUD�GH�
cabeceira (dá um sono danado, rs.), seja bem vindo! 
Com relação à banca organizadora, reafirmo termos a presença da ilustre 
ESAF, uma das melhores organizadoras de concursos públicos do país, 
afinal, costuma prezar pela qualidade dos certames. E, nos últimos 
WHPSRV��DQGD�³DVVRPEUDQGR´�RV�FRQFXUVDQGRV��$V�SURYDV�HVWmR�EDVWDQWH�
criativas. 
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PROGRAMA E CRONOGRAMA 
O quadro abaixo sintetiza como será distribuído nosso curso, segundo o 
Edital da Receita: 
x Aula 00 - 13/03/2014 - Estado, governo e administração pública: 
conceitos, elementos, poderes e organização; natureza, fins e 
princípios. Direito Administrativo: origem, conceito, fontes. 
Sistemas Administrativos. ITENS 1, 2 e 16 DO EDITAL. 
x Aula 01 - 15/03/2014 - Regime Jurídico Administrativo: princípios 
básicos da Administração Pública. ITEM 2 DO EDITAL. 
x Aula 02 - 20/03/2014 - Ato administrativo: conceito, validade, 
eficácia, elementos; atributos; ITEM 7 DO EDITAL. 
x Aula 03 - 20/03/2014 - Ato administrativo: extinção, desfazimento 
e sanatória; classificação, espécies e exteriorização; vinculação e 
discricionariedade. ITEM 7 DO EDITAL. 
x Aula 04 - 22/03/2014 - Poderes administrativos. ITEM 9 DO 
EDITAL. 
x Aula 05 - 25/03/2014 - Serviços públicos. Concessões, permissões 
e autorizações. ITEM 11 DO EDITAL. 
x Aula 06 - 30/03/2014 - Responsabilidade civil do Estado. ITEM 14 
DO EDITAL. 
x Aula 07 - 30/03/2014 - Processo Administrativo Federal e Lei de 
Acesso à Informação. ITENS 8 e 18 DO EDITAL. 
x Aula 08 - 02/04/2014 - Parcerias Público-Privadas e Consórcios 
Públicos. ITENS 3 e 11 DO EDITAL. 
x Aula 09 - 05/04/2014 - Licitações públicas e contratos 
administrativos. Contratação de micro empresas e empresas de 
pequeno porte. Margem de preferência nas contratações públicas. 
ITEM 10 DO EDITAL. 
x Aula 10 - 10/04/2014 - Sistema de Registro de Preços. Sistema de 
Cadastramento Unificado de Fornecedores. Pregão presencial e 
eletrônico e demais modalidades de licitação. Instrução Normativa 
SLTI/MP nº 02, de 2008. Contratos de repasse. Convênios. Termos 
de cooperação. Acordos, em sentido amplo, celebrados pela 
administração pública federal com órgãos ou entidades públicas ou 
privadas. Portaria Interministerial CGU/MF/MP n. 507/2011. 
Instrução Normativa SLTI 5 de 7 de novembro de 2013. Diretrizes 
da Comissão Gestora do SICONV. ITEM 10 DO EDITAL. 
x Aula 11 - 10/04/2014 - Administração Pública direta e indireta e 
Terceiro Setor. ITENS 3 e 4 DO EDITAL. 
x Aula 12 - 12/04/2014 - Agentes públicos (Agentes públicos. 
Servidores públicos em sentido amplo e em sentido restrito. 
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Servidores públicos temporários. Servidores públicos federais 
estatutários. Empregados públicos. Disciplina constitucional dos 
agentes públicos). ITEM 5 DO EDITAL. 
x Aula 13 - 15/04/2014 - Legislação federal aplicável aos agentes 
públicos. ITEM 5 DO EDITAL. 
x Aula 14 - 15/04/2014 ± Controle da Administração Pública. ITEM 
15 DO EDITAL. 
x Aula 15 - 20/04/2014 - Lei 8.429, de 1992 (Lei de Improbidade 
Administrativa). ITEM 6 DO EDITAL. 
x Aula 16 - 20/04/2014 - Bens públicos. Regime jurídico. 
Classificações. Uso de bens públicos por particulares. Uso privativo 
dos bens públicos. ITEM 12 DO EDITAL. 
x Aula 17 - 25/04/2014 - Intervenção do Estado na propriedade 
privada. ITEM 13 DO EDITAL. 
x Aula 18 - 25/04/2014 - Ética na Administração (todas as normas do 
Edital) e Política de Segurança da Informação na RFB. ITENS 17 e 
18 DO EDITAL. 
METODOLOGIA 
Passando à metodologia a ser adotada no presente curso, informo que ela 
está baseada, essencialmente, em três pilares: 
I) Objetividade: procuro tratar dos assuntos de forma direta, sem 
³SLURWHFQLDV� MXUtGLFDV��� EXVFDQGR� R� TXH� Ki� GH� PDLV� LPSRUWDQWH� SDUD� VHU�
destacado em cada questão, sem, obviamente, perder de vista os pontos 
cruciais (mais cobrados em concurso) de tão rica disciplina que é o Direito 
Administrativo; 
II) Concisão: este curso visa ser claro e preciso, sem incorrer na 
prolixidade tão comum dos estudos acadêmicos, a qual, apesar de ser 
importante nas discussões doutrinárias, muitas vezes acaba por afastar o 
aluno do foco pretendido, qual seja: a indicação da posição correta que 
está sendo adotada pela examinadora ESAF; e 
III) Abordagem da matéria sem perda de conteúdo: ressalto que a 
objetividade e a concisão almejadas não foram pensadascom sacrifico do 
conteúdo necessário. 
ORIENTAÇÕES FINAIS1 
A seguir, gostaria de tecer breves considerações a respeito da experiência 
como professor de cursos preparatórios, somada à própria trajetória como 
concursando. 
 
1 As dicas são sintéticas, fruto de minha experiência colhida no magistério, especialmente em minhas turmas 
de Tribunal de Contas da União, que tive o prazer de orientar nos ciclos de estudo no ano 2003 em Brasília. 
Para um maior aprofundamento, recomendo a excelente e criativa obra do autor Alexandre Meirelles. 
Simplesmente adorável. 
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Não há um método único para a aprovação em concurso. Não existe uma 
³UHFHLWD� GH� EROR´� LQIDOtYHO� TXH� SRVVD� VHU� XWLOL]DGD� SRU� WRGDV� DV� SHVVRDV��
Também não há como pré-determinar de forma generalizada um número 
de horas mínimo ou máximo por dia que o aluno deve se dedicar aos 
HVWXGRV��FRPR�VH�IRVVH�D�³FKDYH�GR�VXFHVVR´��1mR�VH�SRGH�GL]HU��DLQGD��
que está certo ou errado estudar somente uma matéria (ou mais de uma) 
numa semana. Em síntese, o segredo é: crie a sua própria estratégia. 
Claro que, a partir de experiência própria, como estudante e, sobretudo, 
como colaborador na preparação de alunos para concursos, 
principalmente os realizados pela Esaf, Cespe e FCC, cheguei a algumas 
conclusões: 
1. Planejamento: é preciso que se estabeleça um ciclo de estudos. No 
ciclo, independentemente do número de horas de estudo que for definido 
para cada dia da semana, o importante é estudar TODOS os dias, ainda 
TXH�DSHQDV�PHLD�KRUD��$TXL�YDOH�R�GLWDGR�GH�TXH�R�³KiELWR�ID]�R�PRQJH´��
Pode ser uma matéria de cada vez, mais de uma, ou todas numa semana. 
Mas é preciso, fundamentalmente, uma rotina, um método, algo 
padronizado. Costumo dizer aos candidatos que, independentemente do 
concurso, são sempre três os requisitos para a aprovação ± 
PLANEJAMENTO (a tal da rotina), DISCIPLINA (cumprir o planejado) e 
DISPOSIÇÃO (cumprir o planejado, com todo afinco possível); 
2. Seu projeto pode durar seis meses, um ano, ou mais anos. De 
todo modo, o caminho será mais curto se você não perder o foco no 
concurso desejado. Costumo afirmar aos colegas que não esmoreçam, 
continuem entusiasmados, avançando sobre a matéria, pois como já diz 
XP� YHOKR� DOPLUDQWH� IX]LOHLUR� QDYDO�� ³XP� FRUSR� TXH� QmR� Yibra é um 
HVTXHOHWR�TXH�VH�DUUDVWD´��RX�VHMD��VH�YRFr�QmR�TXHU�VHU�XP�HVTXHOHWR�VH�
arrastando sobre a disciplina então vibre com cada tópico novo que você 
aprende de cada matéria que irá cair na sua prova; 
3. Não escolha cursinhos preparatórios por grife. Informe-se sobre 
as qualidades dos professores, analisando se atendem às suas 
necessidades. Verifique com ex-alunos do curso que pretende fazer se as 
aulas estão em sintonia fina com o que há de mais recente na 
jurisprudência dos Tribunais Superiores; 
4. Tenha fé, o candidato a concurso público deve ter fé, deve crer que no 
³GLD�'´�IDUi�D�VXD�PHOKRU�SURYa, deve crer que durante a sua preparação 
não medirá esforços para estudar todos os itens do edital e, 
principalmente, deve crer que é capaz de ocupar aquele tão sonhado 
cargo público. 
Outra coisa, MDPDLV� DFUHGLWH� QDV� ³/(1'$6´� TXH� VmR� FRQWDGDV� QRV�
corredoUHV�GRV�FXUVLQKRV�GH�TXH�³)XODQR�GH�WDO´�SDVVRX�QR�FRQFXUVR�VHP�
estudar porque é muito inteligente. Não caia nessa. Passar em concurso 
exige: DISCIPLINA e DEDICAÇÃO. Não há glória sem sofrimento, mesmo 
SDUD�R�³)XODQR�GH�WDO´��R�6U��,QWHOLJrQFLD�� 
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Assim, tenho a certeza de que imbuído desse ânimo de confiança ficará 
mais fácil para assimilarmos os conceitos constantes dos tópicos sobre 
Direito Administrativo que serão apresentados ao longo de tantas aulas. 
%RP��SDVVHPRV�j�³DXOD-GHPR´��(VSHUR�TXH�³VH�GHOLFLHP´�FRP�R�DVVXQWR� 
Abraço a todos, 
Cyonil Borges. 
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QUESTÕES EM SEQUÊNCIA 
1) (2007/Cespe ± MP-AM ± Promotor) A ideia de Estado de Direito, desde 
os primórdios da construção desse conceito, está associada à de 
contenção dos cidadãos pelo Estado. (Certo/Errado) 
 
2) (2007/Cespe ± Bombeiros/DF) O termo União designa entidade federal 
de direito público interno, autônoma em relação às unidades federadas. A 
União distingue-se do Estado federal, que é o complexo constituído da 
União, dos estados, do DF e dos municípios e dotado de personalidade 
jurídica de direito público internacional. (Certo/Errado) 
 
3) (2008/Esaf ± EPPG) Assinale a opção que contempla todos os entes da 
organização político-administrativa da República Federativa do Brasil, nos 
termos da Constituição. 
a) União, Estados, Distrito Federal e Municípios, todos soberanos. 
b) União, Estados, Distrito Federal, Territórios Federais e Municípios, 
todos soberanos. 
c) União, Estados, Distrito Federal, Territórios Federais e Municípios, 
todos independentes. 
d) União, Estados, Distrito Federal, Territórios Federais e Municípios, 
todos autônomos. 
e) União, Estados, Distrito Federal e Municípios, todos autônomos. 
 
4) (2006/Esaf - ENAP ± Administrador) São entidades políticas, 
com personalidade jurídica de direito público interno, integrantes 
da República Federativa do Brasil: 
a) as autarquias da União e dos Estados. 
b) as autarquias e empresas públicas da União. 
c) os Estados brasileiros. 
d) os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário da União. 
e) os Três Poderes da União, dos Estados e dos Municípios. 
 
5) (2010/ESAF ± CVM ± Agente Executivo) Correlacione as colunas 
abaixo e, ao final, selecione a opção que expresse a correlação 
correta. 
( ) República (1) Forma de 
Governo 
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( ) Estado Unitário (2) Sistema de 
Governo 
( ) Parlamentarismo (3) Forma de 
Estado 
( ) Federação 
( ) Monarquia 
( ) Presidencialismo 
a) 1, 2, 3, 1, 2, 3 
b) 1, 3, 2, 3, 1, 2 
c) 3, 1, 2, 1, 2, 3 
d) 2, 3, 1, 2, 3, 1 
e) 3, 2, 1, 2, 1, 3 
 
6) (2010/ESAF ± CVM ± Analista ± outras áreas) Partindo-se do 
pressuposto de que a função política ou de governo difere da 
função administrativa, é correto afirmar que estão 
relacionadas(os) à função política, exceto: 
a) comando 
b) coordenação 
c) execução 
d) direção 
e) planejamento 
7) (2006/FGV ± Min. da Cultura/Analista de Administração) Não 
existe uma definição única a respeito do conceito de público. 
Dessa forma, analise os conceitos de "público" a seguir: 
I. O termo público pode ser entendido como relativo àquilo que é "de 
todos e para todos", à "coisa pública" e ao "interesse público". Assim 
sendo, uma definição de público excluiria as relações econômicas, 
políticas e sociais que interferem na produção do espaço público. 
II. O público é resultado da separação entre Estado e Sociedade. Ele é um 
espaço dinâmico que não pode ser garantido por delimitação nem possui 
um lócus específico. 
III. Pode-se vincular a noçãode público a um regime no qual iguais 
reunidos em coletividades buscam o bem comum e o exercício de práticas 
solidárias, bem como uma relação de influência sobre o Estado tendo em 
vista a construção da cidadania. 
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Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente a afirmativa II estiver correta. 
c) se somente a afirmativa III estiver correta. 
d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 
8) (1999/Esaf ± Assistente Jurídico/AGU) A influência do Direito 
Administrativo francês no Direito Administrativo brasileiro é 
notável. Entre os institutos oriundos do direito francês abaixo, 
assinale aquele que não foi introduzido no sistema brasileiro. 
a) Regime jurídico de natureza legal para os servidores dos entes de 
direito público. 
b) Teoria da responsabilidade objetiva do Poder Público. 
c) Natureza judicante da decisão do contencioso administrativo. 
d) Cláusulas exorbitantes nos contratos administrativos. 
e) Inserção da moralidade como princípio da Administração Pública. 
 
9) (2002/Esaf ± AFRF) ³$�OHL�QmR�H[FOXLUi�GD�DSUHFLDomR�GR�3RGHU�
-XGLFLiULR� OHVmR� RX� DPHDoD� D� GLUHLWR´�� (VWH� GLUHLto, previsto na 
norma constitucional, impede que, no Brasil, o seguinte instituto 
de Administração Pública, típico para a solução de conflitos, possa 
expressar caráter de definitividade em suas decisões: 
a) Arbitragem 
b) Contencioso administrativo 
c) Juizados especiais 
d) Mediação 
e) Sindicância administrativa 
10) (2004/Esaf ± MRE ± Oficial de Chancelaria) O dispositivo da 
&RQVWLWXLomR�)HGHUDO�SHOR�TXDO�³D�OHL�QmR�H[FOXLUi�GD�DSUHFLDomR�GR�
3RGHU� -XGLFLiULR� OHVmR� RX� DPHDoD� D� GLUHLWR´� LPSHGH� D� DGRomR�
plena, no Brasil, do seguinte instituto de Direito Administrativo: 
a) controle administrativo 
b) contencioso administrativo 
c) jurisdição graciosa 
d) recursos administrativos com efeito suspensivo 
e) preclusão administrativa 
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11) (2006/Esaf - SUSEP - Ana Téc-Tecnologia da Informação) O 
sistema adotado, no ordenamento jurídico brasileiro, de controle 
judicial de legalidade, dos atos da Administração Pública, é 
a) o da chamada jurisdição única. 
b) o do chamado contencioso administrativo. 
c) o de que os atos de gestão estão excluídos da apreciação judicial. 
d) o do necessário exaurimento das instâncias administrativas, para o 
exercício do controle jurisdicional. 
e) o da justiça administrativa, excludente da judicial. 
 
12) (2008/Cespe ± TJ ± Analista Administrativo) Para a 
identificação da função administrativa como função do Estado, os 
doutrinadores administrativistas têm se valido dos mais diversos 
critérios, como o subjetivo, o objetivo material e o objetivo 
formal. 
 
13) (2005/Esaf ± AFRFB) Em seu sentido subjetivo, o estudo da 
Administração Pública abrange: 
a) a atividade administrativa. 
b) o poder de polícia administrativa. 
c) as entidades e órgãos que exercem as funções administrativas. 
d) o serviço público. 
e) a intervenção do Estado nas atividades privadas. 
 
14) (1999/Esaf ± Assistente Jurídico/AGU) A Administração 
Pública, em sentido objetivo, no exercício da função 
administrativa, engloba as seguintes atividades, exceto: 
(a) Polícia administrativa 
(b) Serviço público 
(c) Elaboração legislativa, com caráter inovador 
(d) Fomento a atividades privadas de interesse público 
(e) Intervenção no domínio público 
 
15) (1998/Esaf ± Procurador) Sobre os conceitos de 
Administração Pública, é correto afirmar: 
a) Em seu sentido material, a Administração Pública manifesta-se 
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exclusivamente no Poder Executivo. 
b) O conjunto de órgãos e entidades integrantes da Administração é 
compreendido no conceito funcional de Administração Pública. 
c) Administração Pública, em seu sentido objetivo, não se manifesta no 
Poder Legislativo. 
d) No sentido orgânico, Administração Pública confunde-se com a 
atividade administrativa. 
e) A Administração Pública, materialmente, expressa uma das funções 
tripartites do Estado. 
 
16) (2007/Esaf ± PGFN-adaptada) A expressão Administração 
Pública, em sentido formal, designa a natureza da atividade 
exercida pelos referidos entes, sendo a própria função 
administrativa; e, no sentido material, designa os entes que 
exercem a atividade administrativa, compreendendo pessoas 
jurídicas, órgãos e agentes públicos incumbidos de exercer uma 
das funções em que se triparte a atividade estatal: a função 
administrativa. (Certo/Errado) 
 
17) (2006/Cespe ± TCE-AC ± Analista) O direito administrativo 
pode ser conceituado de acordo com vários critérios. Desses, o 
que prepondera, para a melhor doutrina, é o critério do Poder 
Executivo, segundo o qual o direito administrativo é o conjunto de 
regras e princípios jurídicos que disciplina a organização e a 
atividade desse poder. 
 
18) (2006/Esaf ± AFC/CGU) O Direito Administrativo é 
considerado como sendo o conjunto harmonioso de normas e 
princípios, que regem o exercício das funções administrativas 
estatais e 
a) os órgãos inferiores, que as desempenham. 
b) os órgãos dos Poderes Públicos. 
c) os poderes dos órgãos públicos. 
d) as competências dos órgãos públicos. 
e) as garantias individuais. 
 
19) (2007/Esaf ± DF/PROCURADOR) Em relação ao conceito e 
evolução histórica do Direito Administrativo e ao conceito e 
abrangência da Administração Pública, selecione a opção correta. 
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a) Na evolução do conceito de Direito Administrativo, surge a Escola do 
Serviço Público, que se desenvolveu em torno de duas concepções. Na 
concepção de Leon Duguit, o Serviço Público deveria ser entendido em 
sentido estrito, abrangendo toda a atividade material, submetida a regime 
exorbitante do direito comum, desenvolvida pelo Estado para a satisfação 
de necessidades da coletividade. 
b) O conceito estrito de Administração Pública abarca os Poderes 
estruturais do Estado, sobretudo o Poder Executivo. 
c) A Administração Pública, em sentido objetivo, deve ser compreendida 
como o conjunto das pessoas jurídicas e dos órgãos incumbidos do 
exercício da função administrativa do Estado. 
d) Na busca de conceituação do Direito Administrativo encontra-se o 
critério da Administração Pública, segundo o qual, sinteticamente, o 
Direito Administrativo deve ser concebido como o conjunto de princípios 
que regem a Administração Pública. 
e) Na evolução histórica do Direito Administrativo, encontramos a Escola 
Exegética, que tinha por objeto a interpretação das leis administrativas, a 
qual também defendia o postulado da carga normativa dos princípios 
aplicáveis à atividade da Administração Pública. 
 
20) (2004/Esaf ± MRE ± Oficial de Chancelaria) A expressão 
administraçãopública admite diversos significados. De acordo 
com a doutrina, em seu sentido material ou funcional, 
Administração Pública, enquanto finalidade do Estado, não 
abrange: 
a) polícia administrativa. 
b) serviços públicos. 
c) fomento. 
d) finanças públicas. 
e) intervenção na atividade econômica. 
 
21) (2003/Esaf ± Procurador da Fazenda Nacional) Assinale, 
entre os atos abaixo, aquele que não pode ser considerado como 
de manifestação da atividade finalística da Administração Pública, 
em seu sentido material. 
a) Concessão para exploração de serviço público de transporte coletivo 
urbano. 
b) Desapropriação para a construção de uma unidade escolar. 
c) Interdição de um estabelecimento comercial em razão de violação a 
normas de posturas municipais. 
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d) Nomeação de um servidor público, aprovado em virtude de concurso 
público. 
e) Concessão de benefício fiscal para a implantação de uma nova 
indústria em determinado Estado-federado. 
 
22) (2006/Cespe ± TCE-AC ± Analista) A natureza da atividade 
administrativa é a de múnus público para quem a exerce, isto é, a 
de um encargo de defesa, conservação e aprimoramento dos bens, 
serviços e interesses da coletividade. 
 
23) (2008/Cespe ± TJ ± Analista Administrativo) Um conceito 
válido para a função administrativa é o que a define como a 
função que o Estado, ou aquele que lhe faça às vezes, exerce na 
intimidade de uma estrutura e regimes hierárquicos e que, no 
sistema constitucional brasileiro, se caracteriza pelo fato de ser 
desempenhada mediante comportamentos infralegais ou, 
excepcionalmente, infraconstitucionais vinculados, submissos ao 
controle de legalidade pelo Poder Judiciário. 
 
24) (2005/Cespe ± SERPRO ± Analista Jurídico) As atividades 
tipicamente legislativas e judiciárias não são objeto de estudo do 
direito administrativo. 
 
25) (2004/Cespe ± TCU ± Analista) A jurisprudência e os 
costumes são fontes do direito administrativo, sendo que a 
primeira ressente-se da falta de caráter vinculante, e a segunda 
tem sua influência relacionada com a deficiência da legislação. 
 
26) (2006/Esaf ± TRF) A primordial fonte formal do Direito 
Administrativo no Brasil é: 
a) a lei. 
b) a doutrina. 
c) a jurisprudência. 
d) os costumes. 
e) o vade-mécum. 
 
27) (2000/Esaf ± TRF) A fonte formal e primordial do Direito 
Administrativo é a (o) 
a) Motivação que a fundamenta 
b) Povo 
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c) Parlamento 
d) Diário Oficial 
e) Lei 
 
28) (2003/Esaf ± Procurador da Fazenda Nacional) A distinção 
entre a lei formal e a lei material está na presença ou não do 
seguinte elemento: 
a) Generalidade 
b) Novidade 
c) Imperatividade 
d) Abstração 
e) Normatividade 
 
29) (1999/Esaf ± AGU) O decreto, com função normativa, não 
tem o seguinte atributo: 
a) Novidade 
b) Privativo do Chefe do Poder Executivo 
c) Generalidade 
d) Abstração 
e) Obrigatoriedade 
 
30) (2008/Cespe ± TCE/AC ± Cargo 1) Assinale a opção correta 
quanto às fontes do direito administrativo brasileiro 
a) Os regulamentos e regimentos dos órgãos da administração pública 
são fontes primárias do direito administrativo brasileiro. 
b) São fontes principais do direito administrativo a doutrina, a 
jurisprudência e os regimentos internos dos órgãos administrativos. 
c) A jurisprudência dos tribunais de justiça, como fonte do direito 
administrativo, não obriga a administração pública federal. 
d) A partir da Constituição de 1988, vigora no Brasil o princípio norte-
americano do stare decisis, segundo o qual a decisão judicial superior 
vincula as instâncias inferiores para os casos idênticos. 
e) O costume é fonte primária do direito administrativo, devendo ser 
aplicado quando a lei entrar em conflito com a Constituição Federal. 
 
31) (2006/Cespe ± TCE-AC ± Analista) O costume não se 
confunde com a chamada praxe administrativa. Aquele exige 
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cumulativamente os requisitos objetivo (uso continuado) e 
subjetivo (convicção generalizada de sua obrigatoriedade), ao 
passo que nesta ocorre apenas o requisito objetivo. No entanto, 
ambos não são reconhecidos como fontes formais do direito 
administrativo, conforme a doutrina majoritária. 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
1) (2007/Cespe ± MP-AM ± Promotor) A ideia de Estado de 
Direito, desde os primórdios da construção desse conceito, está 
associada à de contenção dos cidadãos pelo Estado. 
Comentários: 
Essa é uma questão antiga e do Cespe, mas nos serve como abre-alas 
para as questões de ESAF. 
O Estado de Direito não caminha, lado a lado, do Estado Absolutista 
(despótico e tirânico). No de Direito, a presunção é a de que as leis 
produzidas pelo Estado são, igualmente, por ele cumpridas. 
Ao lermos o parágrafo único do art. 1º da CF/1988, deparamo-nos com a 
evidência de que no Estado de Direito todo o poder emana do povo, 
o que fornece ao Estado, ainda, o qualificativo de Democrático. 
 
Portanto, incorreto o quesito. No Estado de Direito, a lei é 
responsável por conter o exercício do poder do próprio Estado. A 
lei emana da vontade geral do povo, por meio de seus representantes, 
assim, na verdade, a contenção do Estado é pelo povo e não o 
inverso. 
Gabarito: ERRADO 
 
2) (2007/Cespe ± Bombeiros/DF) O termo União designa 
entidade federal de direito público interno, autônoma em relação 
às unidades federadas. A União distingue-se do Estado federal, 
que é o complexo constituído da União, dos Estados, do DF e dos 
Municípios e dotado de personalidade jurídica de direito público 
internacional. 
Comentários: 
Basicamente esse item remete ao entendimento quanto à organização 
político-administrativa de nosso país. Vimos que a nossa Federação é 
composta por União, Estados, DF e Municípios. 
7RGRV�HVWHV�VmR�³SHVVRDV´�SDUD�R�GLUHLWR��LVVR�p��SHVVRDV�MXUtGLFDV�GRWDGDV�
de personalidade própria, a qual, no caso dos entes federativos, é de 
natureza de direito público. Aqui, cabem algumas explicações quanto à 
divisão da ciência jurídica (como toda ciência) em ramos. 
O Direito divide-se, em seus grandes ramos, em Público e Privado. 
Em uma primeira acepção, o Direito Público regula, principalmente, a 
organização e competência do Estado, ou seja, os interesses 
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estatais e sociais (Direito Público Interno). Em outra vertente, o 
Direito Público ocupa-se das relações dos Estados soberanos entre si, 
assim como das atividades destes com os organismos 
internacionais (Direito Público Externo). 
Já o Direito Privado cuida predominantementedos interesses 
individuais, de modo a dar segurança às relações das pessoas em 
sociedade, seja em suas relações individuais, seja em suas relações com 
o Estado. 
 
As pessoas jurídicas componentes da Federação, que cuidam, 
essencialmente, de interesses públicos, são pessoas SDUD�³GHQWUR�GH�
FDVD´, quer dizer, são de Direito Público Interno. É o caso da União, 
com AUTONOMIA em relação aos demais integrantes da 
Federação, em nível federal. 
 
Daí porque o acerto da primeira passagem do item, que indica que a 
União é entidade Federativa, de Direito Público Interno, AUTÔNOMA 
com relação aos demais entes da federação. 
Em prova da ESAF, esse tipo de questão envolvendo conhecimento a 
respeito da União é muito comum, sobretudo em Direito Tributário, visto 
que muitos confundem a União, pessoa jurídica de direito público 
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interno, com a República Federativa, pessoa jurídica de direito 
público externo (internacional). Falemos um pouco mais da Federação 
para esclarecer o assunto. 
União ї Direito Público Interno 
República Federativa ї Direito Público Externo 
No que diz respeito à sua forma de organização interna, o Estado 
pode ser Unitário ou Federal. 
 
No Estado Unitário, o poder político é um só, existindo apenas um 
Poder Executivo, um Poder Legislativo e um Poder Judiciário. 
 
 
Mesmo que ocorra descentralização, com a criação de entidades 
administrativas (os denominados Estados Unitários Impuros), o centro 
de poder político é um só. É o que ocorre no Uruguai e na França, por 
exemplo. 
Quanto ao Estado Federal, originariamente, foi adotado nos Estados 
Unidos, a partir de um processo histórico jurídico interessante: por 
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agregação ± saíram da Confederação para agregarem-se em Federação; 
federalismo dual ± presença da União e Estados-membros. 
 
 
A Federação é caracterizada pela descentralização POLÍTICA. Dessa 
forma, além do poder político central, há outros círculos de poder. É o que 
ocorre no Brasil: federalismo por desagregação ± saímos do Estado 
Unitário para Federação; federalismo polidimensional ± além da 
União e Estados-membros, temos o Distrito Federal e Municípios, 
cada qual dotado de tríplice autonomia. 
 Essa ³DXWRQRPLD´ pode ser desdobrada em três aspectos: 
I) Administrativo ± as unidades federadas podem organizar 
seus próprios serviços. Este último aspecto será bastante 
relevante para o estudo do Direito Administrativo, vez que, em 
razão de sua autonomia administrativa, cada uma das unidades 
GD�)HGHUDomR�WHUi�VXD�SUySULD�³$GPLQLVWUDomR�3~EOLFD´. 
II) Governativo ± as unidades integrantes da Federação têm seu 
próprio governo, elegendo seus dirigentes; e 
III) Organizacional ± a entidade federativa pode criar seu 
próprio diploma constitutivo: constituições estaduais e leis 
orgânicas municipais e distritais; 
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Podemos dizer que a Federação é muito mais que a União, é como se 
IRVVH�D� ³VRPD´�GDV�SHVVRDV� MXUtGLFDV�TXH�D� FRPS}HP��FRPR�R�Brasil é 
visto SDUD�³IRUD�GH�FDVD´. Isso significa que a Federação é pessoa para 
o direito, e, SDUD�³IRUD�GH�FDVD´, é pessoa jurídica de direito público 
externo ± internacional, portanto. 
Assim, não confundam na hora da prova: UNIÃO, para dentro de casa 
± pessoa jurídica de direito público INTERNO; a República 
Federativa, para fora de casa ± pessoa jurídica de direito público 
externo. 
União ї SDUD�³GHQWUR´�GD�FDVD�ї Direito Público Interno 
República Federativa ї SDUD�³IRUD´�GD�FDVD�ї Direito 
Público Externo 
Gabarito: CERTO 
 
3) (2008/Esaf ± EPPG) Assinale a opção que contempla todos os 
entes da organização político-administrativa da República 
Federativa do Brasil, nos termos da Constituição. 
a) União, Estados, Distrito Federal e Municípios, todos soberanos. 
b) União, Estados, Distrito Federal, Territórios Federais e Municípios, 
todos soberanos. 
c) União, Estados, Distrito Federal, Territórios Federais e Municípios, 
todos independentes. 
d) União, Estados, Distrito Federal, Territórios Federais e Municípios, 
todos autônomos. 
e) União, Estados, Distrito Federal e Municípios, todos autônomos. 
Comentário: 
Vamos direto às análises. Essa é daquelas questões que o candidato não 
pode mais sonhar em errar. 
Item A ± ERRADO. Os entes políticos ou federados são dotados de 
autonomia, e não de soberania. 
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Item B ± ERRADO. São dois os erros. Primeiro, os territórios, a partir 
da Carta de 1988, passaram à qualidade de autarquia da União, logo, 
não mais integrantes da Federação. Segundo, os entes federados 
são autônomos, e não soberanos. 
Item C ± ERRADO��,GHP�LWHP�³%´� 
Item D ± ERRADO. O candidato mais cansado (menos concentrado) 
poderia ser levado a marcar esse item, no entanto, os territórios não 
compõem a Federação. 
Item E ± CORRETO. Não há mais o que acrescentar. 
Gabarito: item E. 
 
4) (2006/Esaf - ENAP ± Administrador) São entidades políticas, 
com personalidade jurídica de direito público interno, integrantes 
da República Federativa do Brasil: 
a) as autarquias da União e dos Estados. 
b) as autarquias e empresas públicas da União. 
c) os Estados brasileiros. 
d) os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário da União. 
e) os Três Poderes da União, dos Estados e dos Municípios. 
Comentários: 
No Brasil, são entidades políticas: União, Estados, Distrito Federal e 
Municípios. Daí a correção da alternativa ³C´. 
Gabarito: item E. 
 
5) (2010/ESAF ± CVM ± Agente Executivo) Correlacione as 
colunas abaixo e, ao final, selecione a opção que expresse a 
correlação correta. 
( ) República 
(1) Forma de Governo 
( ) Estado Unitário 
( ) Parlamentarismo 
(2) 
Sistema de 
Governo ( ) Federação 
( ) Monarquia 
(3) Forma de Estado 
( ) Presidencialismo 
a) 1, 2, 3, 1, 2, 3 
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b) 1, 3, 2, 3, 1, 2 
c) 3, 1, 2, 1, 2, 3 
d) 2, 3, 1, 2, 3, 1 
e) 3, 2, 1, 2, 1, 3 
Comentários: 
Questão bem tranquila! 
São formas de Estado: o federalismo e o Estado unitário. No Brasil, 
atualmente, optamos pela forma de Estado Federal. 
São formas de Governo: a república e a monarquia. No Brasil, optamos 
pela forma de governo republicana. 
São sistemas de governo: o parlamentarismo e o presidencialismo. No 
Brasil, adotamos o presidencialismo, em que há uma aglutinação das 
tarefas de governo e de estado nas mãos de uma única pessoa, em nosso 
caso, presidente da República. 
(QWmR��FKHJDPRV�j�DOWHUQDWLYD�³%´��)iFLO��Qp" 
Gabarito: item B. 
 
 
6) (2010/ESAF ± CVM ± Analista ± outras áreas) Partindo-se do 
pressuposto de que a função política ou de governo difere dafunção administrativa, é correto afirmar que estão 
relacionadas(os) à função política, exceto: 
a) comando 
b) coordenação 
c) execução 
d) direção 
e) planejamento 
Comentários: 
 A Administração Pública, em sentido amplo, sob o aspecto subjetivo 
ou orgânico, envolve tanto as funções governamentais, como, as 
administrativas. Com um pouco de humor, é fácil encontrarmos a 
resposta da questão. Responda rápido: os políticos (Presidente da 
República, Senadores, Deputados, por exemplo) suam ou sujam a mão de 
tinta? Suar, fala sério! Nem pensar, eles desenham o destino da nação 
(comandar, coordenar, dirigir e planejar). E o Fiscal da Receita Federal? 
Transpira ou suja a mão de tinta? Eita, esse é transpiração pura, é suor, é 
H[HFXomR��'Dt�D�FRUUHomR�GD�DOWHUQDWLYD�³&´�� 
A Administração, em sentido estrito, de fato, não se confunde com o 
Governo. O Governo é produtor de atividades colegislativas e de direção, 
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com atribuições extraídas diretamente do texto constitucional (p. ex: 
declaração de guerra). 
 
Gabarito: item C. 
 
7) (2006/FGV ± Min. da Cultura/Analista de Administração) Não 
existe uma definição única a respeito do conceito de público. 
Dessa forma, analise os conceitos de "público" a seguir: 
I. O termo público pode ser entendido como relativo àquilo que é "de 
todos e para todos", à "coisa pública" e ao "interesse público". Assim 
sendo, uma definição de público excluiria as relações econômicas, 
políticas e sociais que interferem na produção do espaço público. 
II. O público é resultado da separação entre Estado e Sociedade. Ele é um 
espaço dinâmico que não pode ser garantido por delimitação nem possui 
um lócus específico. 
III. Pode-se vincular a noção de público a um regime no qual iguais 
reunidos em coletividades buscam o bem comum e o exercício de práticas 
solidárias, bem como uma relação de influência sobre o Estado tendo em 
vista a construção da cidadania. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente a afirmativa II estiver correta. 
c) se somente a afirmativa III estiver correta. 
d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
Comentários: 
(VWH� LWHP� p� EDVWDQWH� FRQFHLWXDO�� HQYROYHQGR� D� QRomR� GH� ³S~EOLFR´� QR�
contexto jurídico-administrativo atual. 
Pode-VH� DILUPDU� TXH� R� FRQFHLWR� GH� ³S~EOLFR´�� VREUHWXGR� TXDQGR�
analisamos a dinâmica da sociedade civil organizada, é mais amplo do 
que tempos atrás. Para termos uma ideia precisa disso, os estudos 
jurídicos e administrativos viam o funcionamento social de forma, 
basicamente, dicotomizada, ou seja, dividido em dois setores: 
I) PÚBLICO (1º setor) ± atendidos os interesses coletivos de 
modo geral. Tal papel caberia ao Estado, por intermédio de suas 
estruturas montadas; 
II) PRIVADO (2º setor) ± na teoria econômica, convencionou-se 
denominar ³PHUFDGR´. Setor em que ocorreULDP�DV�³WURFDV´��RSHUDo}HV�
GH� FRPSUD� H� YHQGD�� SRU� H[HPSOR��� 2V� SDUWLFXODUHV� LULDP� DR� ³PHUFDGR´�
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para realizar seus lucros. De maneira geral, no mercado haveria 
LQWHUHVVHV�³HJRtVWLFRV´��SULYDGRV�SDUWLFXODUHV��D�VHUHP�VDWLVIHLWRV� 
Durante muito tempo, prevaleceu essa divisão conceitual ± 
público/privado, tanto para estudos jurídicos, quanto administrativos. 
Com a evolução, novas instituições surgiram, quando então passamos a 
ter um problema para o adequado enquadramento. Vejamos um exemplo 
prático, para que fique mais claro o que afirmamos. 
As Santas Casas existentes em quase todo o país, sobretudo em capitais 
de Estado, foram criadas, fundamentalmente, para atendimento de 
pessoas com dificuldade de custear um tratamento médico razoável. Mas 
as Santas Casas não foram criações do Estado. Logo, não poderiam 
ser consideradas públicas. 
De outro lado, apesar de criadas por particulares, as Santas Casas não 
possuem o intuito do lucro, como é o caso das instituições privadas de 
modo geral. Então, a pergunta: em que setor enquadrar instituições 
como as Santas Casas e outras semelhantes? 
Se adotássemos a visão dicotomizada, não chegaríamos a qualquer 
solução. Apesar de perseguirem interesses que podem ser vistos como 
públicos, não foram criações do Estado, logo, não são componentes do 
1º Setor. Desse modo, surge a noção do público não estatal (o tal do 
³�ž�6HWRU´���QR�TXDO�VH�LQFOXL�D�³SDUDHVWDWDOLGDGH´, que é um vocábulo 
autoexplicativo, em certa medida. Vejamos. 
 
2� µSDUD¶� GD� H[SUHVVmR� TXH� DQDOLVDPRV� WHP� R� VHQWLGR� GH ³DR� ODGR´�� WDO�
como nas linhas paralelas, aprendidas quando de nossos primeiros 
HVWXGRV� DLQGD� QR� FROpJLR�� 2� µHVWDWDO¶� YHP� GH� µVWDWXV¶�� TXH� SRGH� VHU�
WUDGX]LGR� FRPR� ³GR� (VWDGR´�� &RQFOXLQGR�� PARAESTATAL quer dizer, 
sinteticamente, ao lado do Estado, sem fazer parte dele. 
Ainda que composto essencialmente por entidades criadas por 
iniciativa de particulares, o 3º setor, na atualidade, também pode ser 
visto como sendo de interesse público. De fato, entidades como 
Organizações Sociais (OS) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse 
Público (OSCIP), as mais conhecidas do 3º setor, cumprem relevantes 
SDSHLV�GH� ³SDUFHLUDV´�GR�(VWDGR�QR�GHVHPSHQKR�GH� WDUHIDV�GH� LQWHUHVVH�
público. 
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A noção de público e privado é cada vez menos relevante, como podemos 
perceber a partir da atuação das entidades integrantes do 3º setor. 
Todavia, ainda que óbvio para alguns dos amigos, é importante lembrar 
que há indesejáveis desvirtuamentos na atuação das entidades do 3º 
setor (o paraestatal = público não-estatal). Não são poucos os 
escândalos envolvendo desvio de recursos de origem pública repassados a 
tais entidades. Embora conceitualmente belíssimo, o modelo padece de 
um problema comum a tudo que envolva a participação humana: há, 
sempre, possibilidade de alguns fazerem uso indevido de boas ideias, 
visando benefício próprio. 
Pois bem. Traçados os entendimentos gerais, partamos para a análise dos 
itens. 
Item I ± ERRADO��3RU�PDLV�TXH�VH�HQWHQGD�SRU�³S~EOLFR´�R�TXH��GLUHWD�
ou indiretamente, pertença à comunidade, o vocábulo público, ao 
contrário do que diz o item, não exclui as relações econômicas, 
políticas e sociais que interferem na produção do espaço público. 
'H� RXWUD� IRUPD�� R� ³OyFXV´� �HVSDoR�� público é cada vez mais amplo, 
abrangendo todo e qualquer setor social, econômico ou não. Isso 
SRU� VHUHP� FDGD� YH]� PDLV� FRPXQV� ³SDUFHULDV´� HQWUH� (VWDGR�VRFLHGDGH�
organizada, objetivando o melhor atendimento dos interesses coletivos. 
Item II ± ERRADO. Como dissemos, há uma zona em que a atuação 
do Estado é simultânea com entidades não lucrativas. Assim, 
público não é resultado da separação Estado/sociedade. Muitas 
vezes, ocorre exatamente o contrário: o público resulta da confluência 
da atuação do Estado em conjunto com entidades criadas por 
particulares, que atuam por conta do mútuo empenho em dar 
provimento aos interesses coletivos. 
Item III ± CERTO. O item reafirma o que dissemos ao longo de 
toda a exposição. Mesmo SDUWLFXODUHV� �RV� ³LJXDLV´� QR� LWHP�� podem 
atender interesses públicos, diretamente,buscando o bem 
comum/práticas solidárias, ou indiretamente, influenciando o Estado na 
construção de um novo sentido de cidadania. 
Fica a lição: a depender do contexto, a distinção de público/privado é 
extremamente dificultosa, uma vez que, atualmente, diversas 
instituições criadas por particulares acabam dando cumprimento a 
interesses coletivos. 
Gabarito: item C. 
 
8) (1999/Esaf ± Assistente Jurídico/AGU) A influência do Direito 
Administrativo francês no Direito Administrativo brasileiro é 
notável. Entre os institutos oriundos do direito francês abaixo, 
assinale aquele que não foi introduzido no sistema brasileiro. 
a) Regime jurídico de natureza legal para os servidores dos entes de 
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direito público. 
b) Teoria da responsabilidade objetiva do Poder Público. 
c) Natureza judicante da decisão do contencioso administrativo. 
d) Cláusulas exorbitantes nos contratos administrativos. 
e) Inserção da moralidade como princípio da Administração Pública. 
Comentários: 
A origem do Direito Administrativo Brasileiro é essencialmente Francesa. 
São contribuições do sistema francês: 
 - Inserção da moralidade como princípio expresso da 
Administração; 
 - Responsabilidade Objetiva do Estado; 
 - Presença de Cláusulas Exorbitantes nos contratos administrativos; 
 - Regime Legal dos Servidores; e 
 - Contencioso Administrativo. 
Observação: no Brasil, vigora o sistema de jurisdição UNA ou 
única e não o contencioso administrativo (de modelo francês), isso 
porque, distintamente do sistema de dualidade de jurisdição, as decisões 
administrativas, no Brasil, são (ou podem ser) sindicáveis (controladas) 
pelo Poder Judiciário (princípio da inafastabilidade da tutela 
jurisdicional). 
 
Isso aí galera. Adotamos o sistema inglês de jurisdição, daí a correção da 
alternativa C. 
Gabarito: item C. 
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9) (2002/Esaf ± AFRF) ³$�OHL�não excluirá da apreciação do Poder 
Judiciário OHVmR� RX� DPHDoD� D� GLUHLWR´�� (VWH� GLUHLWR�� SUHYLVWR� QD�
norma constitucional, impede que, no Brasil, o seguinte instituto 
de Administração Pública, típico para a solução de conflitos, possa 
expressar caráter de definitividade em suas decisões: 
a) Arbitragem 
b) Contencioso administrativo 
c) Juizados especiais 
d) Mediação 
e) Sindicância administrativa 
Comentários: 
Já sabemos a resposta. Isso mesmo. Alternativa ³B´. Esta parte de 
sistemas administrativos é bem tranquila. 
 
Gabarito: item B. 
 
10) (2004/Esaf ± MRE ± Oficial de Chancelaria) O dispositivo da 
&RQVWLWXLomR�)HGHUDO�SHOR�TXDO�³D�OHL�QmR�H[FOXLUi�GD�DSUHFLDomR�GR�
3RGHU� -XGLFLiULR� OHVmR� RX� DPHDoD� D� GLUHLWR´� LPSHGH� D� DGRomR�
plena, no Brasil, do seguinte instituto de Direito Administrativo: 
a) controle administrativo 
b) contencioso administrativo 
c) jurisdição graciosa 
d) recursos administrativos com efeito suspensivo 
e) preclusão administrativa 
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Comentários: 
E viva à Lavoisier! Ver Figura da questão anterior. 
 
Gabarito: item B. 
 
11) (2006/Esaf - SUSEP - Ana Téc-Tecnologia da Informação) O 
sistema adotado, no ordenamento jurídico brasileiro, de controle 
judicial de legalidade, dos atos da Administração Pública, é 
a) o da chamada jurisdição única. 
b) o do chamado contencioso administrativo. 
c) o de que os atos de gestão estão excluídos da apreciação judicial. 
d) o do necessário exaurimento das instâncias administrativas, para o 
exercício do controle jurisdicional. 
e) o da justiça administrativa, excludente da judicial. 
Comentários: 
Eita, a ESAF gosta deste modelo de questão, né? Mais um desenhinho. 
 
 
6H� YRFr� QmR� PDUFRX� D� DOWHUQDWLYD� ³$´�� DUUDQFD� XP� ILR� GH� FDEHOR�� ,VVR�
mesmo. A cada questão que você errar sobre o tema, peço que arranque 
um fio de cabelo. Oi lá. Não quero ver ninguém careca, viu! Este tópico a 
banca denominou de sistemas administrativos. 
Gabarito: item A. 
 
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12) (2008/Cespe ± TJ ± Analista Administrativo) Para a 
identificação da função administrativa como função do Estado, os 
doutrinadores administrativistas têm se valido dos mais diversos 
critérios, como o subjetivo, o objetivo material e o objetivo 
formal. 
Comentários: 
Nessa questão, identificaremos as três funções principais de Estado: 
legislar, julgar, e administrar, que, inclusive, dão origem aos 
³3RGHUHV´� FRQVWLWXtGRV� WDO� TXDO� HVFULWR� QD� &RQVWLWXLomR� �DUW�� �ž��� ³São 
Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, 
o Executivo e o Judiciário´. 
Diversos pensadores, modernos e clássicos, ocuparam-se de abordar 
quais seriam as principais funções a serem desempenhadas pelo Estado. 
Apenas para citar alguns mais conhecidos, Aristóteles, Hobbes, Locke e 
Rosseau, com textos bastante difundidos no campo da filosofia jurídica. 
Contudo, modernamente, o autor mais influente e discutido a respeito da 
repartição das atividades de Estado é, muito provavelmente, Charles-
Louis de Secondat, o famoso Barão de Montesquieu. 
No seu clássico ³2� (VStULWR� GDV� /HLV´, Montesquieu registrou que as 
missões fundamentais do Estado, de legislar (função legislativa: criar o 
Direito novo), julgar (função judicial ou jurisdicional: aplicar o Direito aos 
casos conflituosos, solucionando-os em definitivo) e administrar (função 
administrativa ou executiva: usar a norma jurídica criada, para, 
aplicando-a, dar atendimento às demandas concretas da coletividade) 
deveriam ser exercidas por órgãos diferentes, independentes. 
Desse modo, quem julgasse, não administraria; quem 
administrasse, não legislaria, e assim sucessivamente. Esta ideia 
permeia quase todo o direito ocidental moderno, tal como no Brasil, que, 
FRPR� GLVVHPRV�� FRQVDJUD� HVVD� ³WULSDUWLomR´� GH� SRGHUHV� QR� DUW�� �ž� GD�
CF/1988. 
Contudo, tecnicamente, a abordagem inicial de Montesquieu não falava 
GH� ³3RGHUHV´, mas sim de órgãos distintos, exercentes do Poder. 
Decorre daí o entendimento de que o Poder é UNO, havendo apenas 
uma distribuição funcional ± aquilo que os constitucionalistas chamam 
de princípio da especialização. 
De fato, o Poder do Estado, que é um só, indivisível, é exercido em diversas 
frentes. A divisão do Poder entre órgãos diferentes possibilitaria a estes 
controlar-se entre si, constituindo o que se reconhece na doutrina 
constitucionalista como sistema de ³)UHLRV�H�&RQWUDSHVRV´�(ou checks and 
balances, para os mais chegados à língua inglesa). 
Todavia, diferentemente da tripartição de Montesquieu (considerada 
rígida), o exercício dos Poderes no Brasil dá-se por precipuidade 
(preponderância, especialização) de função, enfim, não há 
exclusividade. Tome-se como exemplo a ordem jurídica brasileira. 
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No Brasil, a função administrativa de Estado é exercida, 
essencialmente, pelo Poder Executivo. Contudo, não há como se negar 
que a mesma função é desempenhada por todos os demais Poderes. 
A questão seria identificar a quem é dada a função de forma típica 
(precípua) ou atipicamente. Continuemos. 
A missão típica do Poder Judiciário é aplicar o direito aos casos 
litigiosos que lhes sejam submetidos. Contudo, atipicamente, o mesmo 
Poder pode deflagrar o processo legislativo, quando encaminha normas 
para apreciação do Poder Legislativo. 
Da mesma forma, o Judiciário faz licitações (administração de compras, 
obras, serviços) e concursos públicos para seleção de servidores 
(administração de pessoas), no que o Judiciário está, de maneira atípica, 
exercendo funções administrativas. 
Essa mesma função ± administrativa ± pode ser percebida com relação ao 
Poder Legislativo, o qual também exerce atipicamente funções 
administrativas, quando faz licitações, concursos etc. O mesmo 
Legislativo também desempenha a atividade jurisdicional quando, por 
exemplo, o Senado processa e julga o Presidente da República nos crimes 
de responsabilidade (inc. I do art. 52 da Constituição Federal). 
O Poder Executivo, cuja missão típica é a atividade administrativa, 
também exerce, atipicamente, a missão legislativa. O melhor exemplo 
disso é a possibilidade de edição por parte de seu chefe de medidas 
provisórias, que, no caso federal, é o Presidente da República, medidas 
estas que possuem força de lei desde sua edição (art. 62 da CF/1988). 
Em havendo previsão na Carta dos Estados, tanto os Governadores 
como os Prefeitos ficam autorizados a editarem medidas provisórias. 
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Contudo, ao Poder Executivo não é dado o exercício da atividade 
jurisdicional (em seu sentido formal), com o sentido que esta deve ser 
vista, ou seja, com força de definitividade. Ainda que o Executivo 
adote decisões em processos administrativos de sua competência, estas 
não constituirão coisa julgada material (definitiva), em sentido estrito: 
decisão provinda do Judiciário. 
Por isso, podem seus atos ser levados à apreciação do órgão 
judiciário competente, em razão do princípio da inafastabilidade de 
jurisdição, contido no inc. XXXV do art. 5º da Constituição Federal. 
Transcreva-se: a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão 
ou ameaça a direito. 
Obviamente, essa apreciação judicial não é ilimitada, conforme se verá no 
devido momento, tanto nessa aula, quanto na aula de atos 
administrativos. 
Mas, de antemão, adiante-se: há limites para apreciação de atos 
administrativos pelo Poder Judiciário, como o ³PpULWR´� GD� GHFLVmR�
administrativa�� TXH� QmR� SRGH� VHU� ³LQYDGLGR´� SHORV� yUJmRV� MXGLFLDLV��
$JXDUGHP� DV� ³FHQDV� GR� SUy[LPR� FDStWXOR´� ± tópico de atos 
administrativos... 
 
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A Jurisdição é quase que monopolizada pelo Poder Judiciário e 
apenas em casos excepcionais pode ser exercida pelo Legislativo. 
Essa é a posição da doutrina majoritária e que devemos levar para 
a prova. Há quem defenda que o Poder Executivo exerce atividade 
jurisdicional, porém, sem definitividade (sem o colorido jurisdicional), 
como é o caso do autor Diogo Figueiredo, que, no entanto, tem sido voz 
vencida, tratando-se, é claro, de concursos públicos. 
Voltando ao item, tem razão o examinador do Cespe quando afirma que 
vários critérios são utilizados pela doutrina para definir a função 
administrativa. Esses critérios, basicamente, são de três ordens: 
I) subjetivo ± a função administrativa é definida pelo SUJEITO 
exercente; 
II) objetivo formal ± explica a função pelo REGIME JURÍDICO 
aplicável à atividade em si; 
III) objetivo material ± aqui se examina o conteúdo da 
ATIVIDADE para se aferir se o desempenho da atividade é 
administrativo. 
 
De forma prática, boa parte da doutrina aponta que é insuficiente 
adotar um desses critérios, isoladamente, para se tentar definir a 
função administrativa. Somente a utilização combinada dos 
critérios permite a correta conceituação da função administrativa. 
Critério Objetivo (Definir função administrativa) 
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Formal (Atividade em si) Material (Conteúdo) 
Função típica Função atípica 
Função Administrativa (Poder 
Executivo) 
Função Administrativa 
(Poderes Legislativo e 
Judiciário) 
Gabarito: CERTO. 
 
13) (2005/Esaf ± AFRFB) Em seu sentido subjetivo, o estudo da 
Administração Pública abrange: 
a) a atividade administrativa. 
b) o poder de polícia administrativa. 
c) as entidades e órgãos que exercem as funções administrativas. 
d) o serviço público. 
e) a intervenção do Estado nas atividades privadas. 
Comentários: 
Na questão anterior, iniciamos os critérios utilizados para a definição da 
função administrativa. Dos critérios utilizados, o mais difundido nas 
provas de concursos públicos, em razão de sua aceitação entre os 
doutrinadores, tem sido o da µ$GPLQLVWUDomR�3~EOLFD¶. 
A expressão Administração Pública pode assumir sentidos diversos, 
conforme o contexto em que esteja inserida. 
Em um primeiro sentido, subjetivo, orgânico ou formal, a expressão 
diz respeito aos sujeitos, aos entes que exercem a atividade 
administrativa (pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos). Já o 
sentido objetivo, material ou funcional designa a natureza da 
atividade, as funções exercidas pelos entes, caracterizando, portanto, a 
própria função administrativa, exercida predominantemente pelo 
Poder Executivo. 
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Apesar de ser uma obviedade para os amigos concursandos, vale 
reforçar: não é tão-só o Poder Executivo que edita atos 
administrativos. Todos os Poderes editam atos administrativos quando, 
por exemplo, abrem sindicância, efetuam aquisição de bens, nomeiam um 
funcionário ou, mesmo, concedem férias. 
A diferença básica é que compete tipicamente ao Poder Executivo 
administrar, ao passo que os outros Poderes, ao exercerem atividades 
administrativas, encontram-se no desempenho de atribuições atípicas. 
Frise-se ainda que o Poder Executivo exerce, além da sua típica função 
administrativa, as funções de governo, que não constituem objeto de 
estudo do Direito Administrativo. 
O Direito Administrativo, portanto, rege toda e qualquer atividade 
de administração, provenha esta do Executivo, do Legislativo ou do 
Judiciário. Isso porque o ato administrativo não se desnatura pelo só 
fato de ser aplicado no âmbito do Legislativo ou do Judiciário, desde que 
seus órgãos estejam atuando como administradores de seus serviços, de 
seus bens, ou de seu pessoal. 
Assim, no sentido subjetivo (ou formal ou orgânico, que são vocábulos 
sinônimos), a expressão Administração Pública abrange ÓRGÃOS, 
ENTIDADES OU AGENTES, que tenham por papel desempenhar 
tarefasadministrativas do Estado��3RUWDQWR��³JDEDULWDPRV´�D�TXHVWmR�
FRP�D� OHWUD� ³F´��1RWHP�TXH�RV� DJHQWHV�QmR� IRUDP�FLWDGRV�QD assertiva. 
Mas o fato de o item estar incompleto não o torna errado (isso é bem 
típico de Esaf). 
Muito bem. Tudo esclarecido. Passemos à próxima questão, na qual será 
tratado o aspecto objetivo de Administração Pública. 
Gabarito: item C. 
 
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14) (1999/Esaf ± Assistente Jurídico/AGU) A Administração 
Pública, em sentido objetivo, no exercício da função 
administrativa, engloba as seguintes atividades, exceto: 
(a) Polícia administrativa 
(b) Serviço público 
(c) Elaboração legislativa, com caráter inovador 
(d) Fomento a atividades privadas de interesse público 
(e) Intervenção no domínio público 
Comentários: 
Já conversamos sobre o tal critério objetivo material e objetivo formal. 
Que tal, agora, um quadro resumo? 
Critério Objetivo 
Poderes da República 
Formal 
(regime jurídico) 
Material 
(Conteúdo em si) 
Poder Executivo 
Produção de atos 
complementares 
às leis 
Produção de atos 
com efeitos 
concretos 
Poder Legislativo NOVIDADE 
Produção de atos 
gerais e abstratos 
Poder Judiciário DEFINITIVIDADE 
Resolução de 
litígios 
Tomando por base o quadro acima, fácil perceber que a elaboração 
legislativa, com caráter inovador é, formalmente, ato do 
Legislativo. Daí a correção da alternativa C. 
Esse quadro-resumo será muito útil, inclusive em outras disciplinas, como 
Direito Constitucional e Administração Financeira e Orçamentária. Por 
exemplo. 
A medida provisória que verse sobre Imposto de Renda é lei, ato 
administrativo ou sentença? Bom, de cara, o aluno pode afastar ser lei em 
sentido formal, isso porque apenas atos provenientes do Legislativo são 
considerados em sentido formal. No caso, como é dotada de 
generalidade e abstração, tem conteúdo de lei, por isso será 
considerada lei em sentido material. 
A decisão do Senado Federal que julga procedente o crime de 
responsabilidade do Presidente da República é ato administrativo, lei ou 
sentença? Perceba que houve solução de litígio, mas não é proveniente do 
Judiciário, logo se está diante de sentença em sentido material. 
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E a Lei Orçamentária? É lei ou ato administrativo? A LOA é produzida pelo 
Legislativo, logo, sem dúvida, é lei em sentido formal. Porém, não é 
dotada de generalidade e abstração, isso porque a LOA tem 
destinações certas, efeitos concretos. Exatamente por isso a doutrina 
afirma que mais parece com atos administrativos em sentido 
material. 
Então, os poderes Legislativo e Judiciário produzem atos 
administrativos? Claro que sim! No entanto, apenas materialmente, 
porque os atos administrativos formais (em complemento às leis) advêm 
do Poder Executivo. 
E o Poder Executivo, julga? Em prova de concurso, pode falar que não. 
Porém, de acordo com o quadro acima, podemos pensar em julgamento 
em sentido material, quando, por exemplo, o Poder Executivo decide um 
litígio surgido em eventual processo administrativo disciplinar. No 
entanto, só pensem em julgamento pelo Executivo se a ilustre 
organizadora for enfática quanto ao critério objetivo material, afinal as 
decisões do Executivo não são definitivas. 
Gabarito: item C. 
 
15) (1998/Esaf ± Procurador) Sobre os conceitos de 
Administração Pública, é correto afirmar: 
a) Em seu sentido material, a Administração Pública manifesta-se 
exclusivamente no Poder Executivo. 
b) O conjunto de órgãos e entidades integrantes da Administração é 
compreendido no conceito funcional de Administração Pública. 
c) Administração Pública, em seu sentido objetivo, não se manifesta no 
Poder Legislativo. 
d) No sentido orgânico, Administração Pública confunde-se com a 
atividade administrativa. 
e) A Administração Pública, materialmente, expressa uma das funções 
tripartites do Estado. 
Comentários: 
Na questão anterior, trabalhamos os aspectos da Administração Pública: 
subjetivo e objetivo. Em síntese: para encontrarmos o sentido 
subjetivo de Administração Pública, basta perguntar: quem exerce a 
função? Já para o sentido material, vale a pergunta: quais são as 
atividades exercidas? 
Pois bem, como prometido, vejamos o sentido assumido pela expressão 
Administração Pública, quando vista de maneira objetiva (ou material 
ou funcional). 
Na visão objetiva, administração pública consiste nas atividades 
levadas a efeito pelos órgãos e agentes incumbidos de atender as 
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necessidades da coletividade. Nesse sentido, a expressão deve ser 
grafada mesmo com iniciais minúsculas, por se tratar efetivamente da 
atividade administrativa, a qual, ao lado da legislativa e da judiciária, 
forma uma das funções tripartite do Estado. 
Sob o ponto de vista material, a administração pública abarca as 
seguintes atividades finalísticas (PoSFIn): Polícia administrativa, 
Serviço público, Fomento e Intervenção. 
 
Vamos apresentar breves explicações sobre tais atividades: 
I ± Polícia administrativa: abrange as atividades administrativas que 
implicam restrição do exercício de direitos individuais em prol do 
interesse de toda coletividade. Não se trata, aqui, das polícias 
civil, federal e militar, que são órgãos da Administração Pública, e, por 
consequência, compõem a Administração Pública no sentido subjetivo 
(ainda que exerçam atividades de polícia administrativa). 
II ± Serviço público: diz respeito às atividades executadas direta ou 
indiretamente pela Administração Pública e sob regime de direito 
público, com o fim de atender necessidades públicas. 
III ± Fomento: refere-se à atividade administrativa de incentivo à 
iniciativa privada de utilidade ou interesse público, tais como o 
financiamento sob condições especiais, as desapropriações que 
beneficiem entidades privadas desprovidas do intuito do lucro e que 
executem atividades úteis à coletividade etc. 
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IV ± Intervenção: é entendida como sendo a regulamentação e 
fiscalização da atividade econômica de natureza privada (art. 174 
da CF/88), bem assim a atuação do Estado diretamente na ordem 
econômica, conforme o art. 173 da CF/88. Esta atuação, em regra, 
deve-se dar por intermédio das empresas públicas e sociedades de 
economia mista a serem instituídas pelo Estado. 
Agora, retomemos os quesitos: 
 Item A ± INCORRETO. Em sentido material, objetivo, ou 
funcional, o Direito Administrativo é compreendido como de produção 
de todos os Poderes e não apenas o Executivo, daí a incorreção do 
quesito. 
 Item B ± INCORRETO. Os órgãos são os produtores dos atos, 
logo, se encaixam no conceito subjetivo e não funcional, daí a 
incorreção do quesito. 
 Item C ± INCORRETO��,GHP�LWHP�³$´� 
 Item D ± INCORRETO. No sentido subjetivo, Administração 
Pública confunde-se com as pessoas, com os órgãos, com os agentes. 
É o sentido objetivo oufuncional que se confunde com a matéria 
desempenhada, daí a incorreção do quesito. 
 Item E ± CORRETO. Materialmente, objetivamente, temos três 
funções do Estado, sendo a função administrativa uma delas, daí a 
correção do quesito. 
Gabarito: item E. 
 
16) (2007/Esaf ± PGFN-adaptada) A expressão Administração 
Pública, em sentido formal, designa a natureza da atividade 
exercida pelos referidos entes, sendo a própria função 
administrativa; e, no sentido material, designa os entes que 
exercem a atividade administrativa, compreendendo pessoas 
jurídicas, órgãos e agentes públicos incumbidos de exercer uma 
das funções em que se triparte a atividade estatal: a função 
administrativa. (Certo/Errado) 
Comentários: 
É sua Tafa! Perceba que a banca só fez inverter os conceitos. Mais um 
esqueminha. 
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Gabarito: ERRADO. 
 
17) (2006/Cespe ± TCE-AC ± Analista) O direito administrativo 
pode ser conceituado de acordo com vários critérios. Desses, o 
que prepondera, para a melhor doutrina, é o critério do Poder 
Executivo, segundo o qual o direito administrativo é o conjunto de 
regras e princípios jurídicos que disciplina a organização e a 
atividade desse poder. 
Comentários: 
Os principais doutrinadores muito têm discutido sobre qual critério 
deve ser adotado para a conceituação do Direito Administrativo 
(não mais da função administrativa em si, mas do ramo do Direito 
que lhe é próprio, o Direito Administrativo). Nesse sentido, alguns 
podem ser destacados: 
I) Do serviço público: de inspiração francesa, por tal critério o 
Direito Administrativo estudaria as atividades entendidas como 
serviço público. 
Críticas são feitas a este critério: 
�ž�� R� FRQFHLWR� GH� ³VHUYLoR� S~EOLFR´� p� muito amplo e, com isso, 
Leon Duguit defendia que o Direito Administrativo abrangeria assuntos 
que seriam estudados por outros importantes ramos do direito, como o 
Constitucional; 
2º) serviço, em si, é atividade material, não jurídica. Em 
sentido menos amplo, restrito (Gaston Jèze), o serviço público 
abrangeria atividades industriais e comerciais prestadas pelo Estado, 
fugindo ao objeto do estudo do Direito Administrativo. 
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II) Do Poder Executivo ou Italiano: segundo este, o Direito 
Administrativo teria por objeto de estudo a atividade desempenhada 
pelo Poder Executivo, pois deste é a incumbência das atividades 
estatais de Administração Pública. 
O critério é insuficiente, já que estas atividades são 
principalmente, mas não exclusivamente, realizadas pelo 
Executivo. Além disso, há outras atividades levadas a efeito pelo 
Executivo que, por sua natureza, são regidas por outros ramos do direito, 
como o Constitucional, Civil, Comercial etc. 
No Brasil, formalmente falando, o Poder Executivo 
administra, mas NÃO exclusivamente 
No critério italiano, SÓ o Poder Executivo administra 
III) Das relações Jurídicas: o objeto de estudo do Direito 
Administrativo seria constituído pelo conjunto de normas que regem 
as relações entre a Administração e os administrados. 
O critério é também insuficiente, já que diversos outros ramos 
também regem a relação Estado X administrado (Direitos Tributário, 
Penal, Eleitoral etc.). 
IV) Teleológico: por tal critério, o Direito Administrativo seria um 
sistema de princípios jurídicos que regulam a atividade do Estado 
para o cumprimento de seus fins. O ponto comum dos autores que 
adotam esse critério é o entendimento de que o Direito Administrativo 
compreende normas que disciplinam a atividade concreta do Estado 
para consecução de fins de utilidade pública. 
Crítica ao critério: não se ocupa de definir os limites (fins) do 
Direito Administrativo, o qual, em certa medida, abrangeria mesmo 
a atividade legislativa do Estado. 
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V) Negativista ou residual: o Direito Administrativo é definido 
excluindo-se as atividades do Estado de legislação e de jurisdição, 
além das atividades patrimoniais, regidas pelo direito privado. É um ótimo 
critério, porém, não define o que é Direito Administrativo. 
Críticas: 1ª) um critério não-positivista não tem por 
preocupação a definição de um objeto de estudo, mas de não-
estudo, o que, academicamente, é indesejável, já que a matéria seria 
estudada por exclusão; 2º) há atividades patrimoniais que devem ser 
estudadas pelo Direito Administrativo, tais como o comércio público de 
bens. 
VI) Da distinção entre a atividade jurídica e social de Estado: 
de acordo com o critério em questão, o Direito Administrativo seria 
definido considerando, de um lado, o tipo de atividade exercida (a 
atividade jurídica não contenciosa) e, de outro, os órgãos que regula. 
Leva-se em consideração, portanto, o sentido objetivo (atividade 
concreta exercida) e o sentido subjetivo (órgãos do Estado que 
exercem aquela atividade) de Administração Pública. Aproxima-se 
bastante do critério mais utilizado para a definição do Direito 
Administrativo ± o da Administração Pública. 
VII) Da Administração Pública: em face desse critério, o Direito 
Administrativo constitui o ramo do direito que rege a Administração 
Pública como forma de atividade; define suas pessoas 
administrativas, organização e agentes; regula, enfim, os seus direitos 
e obrigações, umas com as outras e com os particulares, por ocasião do 
desempenho da atividade administrativa. Ainda que se possa criticar o 
conceito, pode-se afirmar que no direito brasileiro, hoje, é o mais aceito 
pela doutrina, utilizado por autores de peso para traçar a definição de 
Direito Administrativo. 
 
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Voltando para o item sob exame, o que o torna incorreto é afirmar 
que o critério do Poder Executivo é preponderante para a definição 
do Direito Administrativo, uma vez que prevalece no Brasil, 
atualmente, o critério da Administração Pública. 
Gabarito: ERRADO. 
 
18) (2006/Esaf ± AFC/CGU) O Direito Administrativo é 
considerado como sendo o conjunto harmonioso de normas e 
princípios, que regem o exercício das funções administrativas 
estatais e 
a) os órgãos inferiores, que as desempenham. 
b) os órgãos dos Poderes Públicos. 
c) os poderes dos órgãos públicos. 
d) as competências dos órgãos públicos. 
e) as garantias individuais. 
Comentários: 
Além dos critérios acima enumerados, a doutrina fornece-nos o chamado 
critério da hierarquia orgânica. Para os defensores de tal corrente de 
pensamento, o Direito Administrativo é o ramo que estuda os órgãos 
inferiores do Estado, enquanto o Direito Constitucional estuda os 
superiores. 
 
À semelhança dos demais critérios, o da hierarquia orgânica não é 
imune a críticas, pois o cargo de Presidente da República, o mais alto da 
hierarquia, é objeto de estudo do Direito Administrativo, e não é órgão 
inferior do Estado. 
Gabarito: item A. 
 
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19) (2007/Esaf ± DF/PROCURADOR) Em relação ao conceito e 
evolução histórica do Direito Administrativo e ao conceito e 
abrangência da Administração Pública, selecione a opção correta. 
a) Na evolução do conceito de Direito Administrativo, surge a Escola do 
Serviço Público, que se desenvolveu em torno de duas concepções. Na 
concepção de Leon Duguit, o Serviço Público deveria ser entendido em 
sentido estrito, abrangendo toda a atividade material, submetida a regime 
exorbitante do direito comum, desenvolvida pelo Estado para a satisfação 
de necessidades da coletividade. 
b) O conceito estrito de Administração Pública abarca os Poderes 
estruturais do Estado, sobretudo o Poder Executivo. 
c) A Administração Pública, em sentido objetivo, deve ser compreendida 
como o conjunto das pessoas jurídicas e dos órgãos incumbidos do 
exercício da função administrativa do Estado. 
d) Na busca de conceituação do Direito Administrativo encontra-se o 
critério da Administração Pública, segundo o qual, sinteticamente, o 
Direito Administrativo deve ser concebido como o conjunto de princípios 
que regem a Administração Pública. 
e) Na evolução histórica do Direito Administrativo, encontramos a Escola 
Exegética, que tinha por objeto a interpretação das leis administrativas, a 
qual também defendia o postulado da carga normativa dos princípios 
aplicáveis à atividade da Administração Pública. 
Comentários: 
Vamos direto ao exame dos quesitos: 
Item A ± INCORRETO. O item estaria correto, não fosse a citação 
do nome do autor Leon Duguit. O estudo adotado por esse autor foi em 
sentido amplo, e não restrito. Coube a Gaston Jèze a defesa de um 
sentido estrito. Portanto, para a correção do item é suficiente substituir 
a autoria para Gaston Jèze. 
 
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Item B ± INCORRETO. Quando falamos em sentido amplo e 
restrito, estamos trabalhando com as categorias gênero e espécie, 
respectivamente. Em sentido amplo, envolvemos tanto os órgãos políticos 
como os administrativos; tanto as funções políticas como as 
administrativas. Num conceito estrito, por sua vez, não abarcamos os 
poderes estruturais, pelo menos enquanto entidades políticas, 
restringindo-se à função meramente administrativa. 
Item C ± INCORRETO. O conjunto de pessoas não é a parte 
objetiva, mas sim subjetiva, logo, para a correção do quesito é 
VXILFLHQWH�VXEVWLWXLU�µVHQWLGR�REMHWLYR¶�SRU�µVHQWLGR�VXEMHWLYR¶� 
Item D ± CORRETO. É uma definição doutrinária. O item está 
perfeito. 
Item E ± INCORRETO. Mais um item sobre critérios, a Esaf parece 
mesmo ter um carinho especial por esse tipo de formulação. Vamos lá. 
 Para os defensores da escola legalista, empírica, caótica, 
francesa, também chamada de EXEGÉTICA, o Direito Administrativo 
tem por objeto a interpretação das normas jurídicas 
administrativas e atos complementares ± o direito positivo. À 
época, na França, as interpretações proporcionadas pelos Tribunais 
Administrativos prendiam-se quase inteiramente aos textos legais, 
deixando de lado, portanto, postulado da carga normativa dos 
princípios aplicáveis à atividade da Administração Pública. Assim, 
tal critério é incompleto, uma vez que o Direito Administrativo não se 
resume a um mero amontoado de leis, englobando doutrina, 
jurisprudência, usos e costumes e princípios. 
 
Gabarito: item D. 
 
20) (2004/Esaf ± MRE ± Oficial de Chancelaria) A expressão 
administração pública admite diversos significados. De acordo 
com a doutrina, em seu sentido material ou funcional, 
Administração Pública, enquanto finalidade do Estado, não 
abrange: 
a) polícia administrativa. 
b) serviços públicos. 
c) fomento. 
d) finanças públicas. 
e) intervenção na atividade econômica. 
Comentários: 
Veja, primeiro, o gráfico a seguir: 
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Aprendemos que, de acordo com o aspecto objetivo, funcional, 
material, a Administração Pública desempenha as seguintes atividades 
(PoSFIn): 
Polícia administrativa, 
Serviço público, 
Fomento e 
Intervenção. Logo, não se incluem as finanças públicas. 
 
Gabarito: item D. 
 
21) (2003/Esaf ± Procurador da Fazenda Nacional) Assinale, 
entre os atos abaixo, aquele que não pode ser considerado como 
de manifestação da atividade finalística da Administração Pública, 
em seu sentido material. 
a) Concessão para exploração de serviço público de transporte coletivo 
urbano. 
b) Desapropriação para a construção de uma unidade escolar. 
c) Interdição de um estabelecimento comercial em razão de violação a 
normas de posturas municipais. 
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d) Nomeação de um servidor público, aprovado em virtude de concurso 
público. 
e) Concessão de benefício fiscal para a implantação de uma nova 
indústria em determinado Estado-federado. 
Comentários: 
Ótima questão da Esaf. Vamos por eliminação. 
 Item A ± INCORRETO. Serviço público faz parte do conceito de 
Administração em sentido material? Sim. 
 Item B ± INCORRETO. Desapropriação para construção de 
unidade escolar intervenção do Estado na propriedade privada. 
 Item C ± INCORRETO. A interdição de estabelecimento é exercício 
de Poder de Polícia? Sim. 
 Item E ± INCORRETO. Benefício fiscal é atividade de fomento? 
Sim. 
Atividades finalísticas (PoSFIn) 
Polícia administrativa 
Serviço público 
Fomento e 
Intervenção 
 
Bom, chegamos à resposta por eliminação. 
O amigo leitor se questiona: SRU�TXH�R�LWHP�µG¶�QmR�SRGH�VHU�FRQVLGHUDGR�
atividade administrativa? Amigos, nomeação também é atividade 
administrativa. Esse não é o erro. 
O toque de mágica desta questão está no comando ± µmanifestação da 
atividade finalística¶�� $� nomeação de servidores, embora 
administrativa, é atividade interna, atividade-meio e não atividade-
fim (finalística), como solicitado pela ilustre banca (cyonistra essa 
questão, não?!). 
 
Gabarito: item D. 
 
22) (2006/Cespe ± TCE-AC ± Analista) A natureza da atividade 
administrativa é a de múnus público para quem a exerce, isto é, a 
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de um encargo de defesa, conservação e aprimoramento dos bens, 
serviços e interesses da coletividade. 
Comentários: 
Como aprendemos, são três as atividades (funções) clássicas do 
Estado: legislar, julgar e administrar. As duas primeiras são objeto de 
outros ramos jurídicos. 
O Direito Administrativo tem por objeto tão-só a atividade 
administrativa, a qual pode ser conceituada de várias maneiras, a partir 
do critério utilizado para a definição, como vimos. Os mais comuns são: 
I) Subjetivo (orgânico): o sujeito exercente distinguiria a 
função como administrativa. Identificando-se que o ato foi produzido por 
integrante do Poder que tem por incumbência o desempenho da atividade 
administrativa,ou seja, o Executivo, seria identificada a função. 
 O critério subjetivo merece críticas, sendo insuficiente, visto que 
todos os Poderes podem exercer, ainda que atipicamente, 
atividade administrativa. Além disso, mesmo agentes não-
pertencentes aos quadros da Administração Pública podem 
desempenhar atividades administrativas, tais como os delegatários 
de serviço público, como concessionários e permissionários. 
II) Objetivo-material: por este critério, alguns elementos 
intrínsecos da função administrativa permitiriam a sua 
identificação. Embora de interessante discussão, a adoção deste critério 
é extremamente trabalhosa, porque demanda discussões a respeito de 
quais características delimitariam a atividade administrativa. Ademais, no 
mundo jurídico, uma coisa é o que é por força da norma que assim 
determina, ou seja, pelo regime que lhe outorga e não por alguma causa 
intrínseca, substancialmente residente na essência da coisa. Ainda assim, 
boa parte da doutrina utiliza-se do critério. 
III) Objetivo-formal: segundo este critério, a função 
administrativa seria determinada não pelas características 
essenciais, mas por características de direito, ou seja, pelo 
tratamento normativo que lhe corresponda. A atividade administrativa 
caracterizar-se-ia por se desenvolver em razão de comandos 
infralegais, e, em alguns excepcionais, infraconstitucionais. 
 Dos três critérios, o mais acertado é o critério formal, se 
tivéssemos que tomar um, isoladamente. 
 Contudo, de maneira prática e voltando-se ao objetivo pretendido 
neste texto, preparação para concursos públicos, pensamos que o 
melhor critério para identificação da função administrativa é o 
residual, isto é, o que não seja formulação de regras legais (função 
legislativa) ou resolução de lides (função jurisdicional) pelo Estado, é 
função administrativa. 
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 Dessa maneira, pode-se afirmar que função administrativa é a 
desempenhada pelo Estado, em quaisquer de seus Poderes, ou por 
seus representantes, de maneira subjacente à Constituição e às 
Leis, sob regime de Direito Público, com vistas ao atendimento 
concreto das demandas da coletividade. 
Gabarito: CERTO. 
 
23) (2008/Cespe ± TJ ± Analista Administrativo) Um conceito 
válido para a função administrativa é o que a define como a 
função que o Estado, ou aquele que lhe faça às vezes, exerce na 
intimidade de uma estrutura e regimes hierárquicos e que, no 
sistema constitucional brasileiro, se caracteriza pelo fato de ser 
desempenhada mediante comportamentos infralegais ou, 
excepcionalmente, infraconstitucionais vinculados, submissos ao 
controle de legalidade pelo Poder Judiciário. 
Comentários: 
Esse item é para complementar o anterior. O conceito dado pelo 
examinador do Cespe descreve bem a função administrativa do Estado, 
com alguns destaques: 
I) A função administrativa é levada a efeito pelo Estado ou 
por aquele que lhe faça às vezes. Veremos mais à frente que nem 
todas as atividades de administração pública serão, necessariamente, 
realizadas pelo Estado. Exemplo disso é a prestação de serviços 
públicos, muitas vezes desempenhados por particulares 
(concessionários, permissionários e autorizatários, por exemplo), que 
fazem às vezes do Estado, uma vez que, ao fim, seria incumbência do 
Poder Público a prestação de tais serviços, em razão do disposto no art. 
175 da CF/88; 
II) Há toda uma hierarquia posta no desempenho da 
atividade administrativa. De fato, há chefes e subordinados 
responsáveis pelo desempenho da atividade administrativa. A presença da 
hierarquia é traço inerente à Administração. Sem hierarquia, não 
teríamos administração, mas desorganização... 
Antecipamos, desde logo, que não há hierarquia (no sentido de 
subordinação) no exercício de atividades tipicamente legislativas 
(produzir as leis) ou judiciais (julgar). O assunto voltará a ser 
WUDEDOKDGR� QR� PRPHQWR� RSRUWXQR�� PDV� p� ERP� TXH� ILTXH� ³JUDYDGR´�� QD�
visão da doutrina majoritária, só há hierarquia, em sentido estrito, no 
desempenho de atividades tipicamente administrativas; 
III) A atividade administrativa pública é 
infralegal/infraconstitucional (excepcionalmente, no último caso). 
Tem razão o examinador, quando diz que, EM REGRA, a atividade de 
administração pública é infralegal, ou seja, abaixo e conforme a 
lei. 
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Com efeito, a Administração Pública deve dar cumprimento à 
intenção contida na lei (mens legis), a qual é o instrumento estabelecedor 
do interesse público. Se tivéssemos que posicionar a atividade 
administrativa GHQWUR� GD� FOiVVLFD� ³3LUkPLGH� GH� .HOVHQ´�� VHULD� QR�
terceiro patamar, ou seja, dos atos secundários, tão-somente 
complementares à lei, no sentido de que não criam direitos e 
obrigações, apenas destrincham, esmiúçam, detalham, o comando das 
normas primárias. 
Por exceção, a Administração Pública dá cumprimento direto à 
Constituição. Daí os amigos devem estar pensando: como isso pode 
acontecer? Então a Administração simplesmente desconsidera a 
Constituição? Respondemos que não! Abaixo da Constituição, em 
nossa ordem normativa, temos a /(,6��TXH�³PDWHULDOL]DP´�D�YRQWDGH�
contida na Constituição. 
Todavia, por vezes, a própria Constituição estabelece, de forma 
expressa, a conduta a ser adotada pela Administração. Embora seja 
fato raro, pode ocorrer, como é o caso dos chamados Decretos 
Autônomos, editados com base no inc. VI do art. 84 da Constituição 
Federal. 
Se a ficha ainda não caiu, pedimos sua paciência, afinal, o assunto 
será retomado quando do estudo dos atos administrativos, em que 
trataremos das condutas administrativas, vinculadas ou discricionárias, as 
quais devem estar sempre conforme a lei, com maior ou menor grau de 
liberdade. 
IV) Os atos da Administração Pública estão sujeitos a 
controle judicial. Isso é decorrência do princípio da inafastabilidade 
de jurisdição ou da jurisdição una, contido no inc. XXXV do art. 5º da 
CF/1988: a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão 
ou ameaça a direito. 
Notem que nem mesmo sequer a lei exclui da apreciação judicial 
atos que importem lesão, efetiva ou potencial, de direitos. Não é por que 
um ato provém da Administração que será excluído da apreciação do 
Judiciário. É claro que, para o Judiciário pronunciar-se, haverá de ser 
cumprido o rito necessário. 
Explique-se: em regra, para um tribunal ou juiz apreciar e 
pronunciar-se sobre alguma questão, haverá de ocorrer a necessária 
provocação, ou seja, o órgão judicial deverá ser demandado. Isso é 
R�TXH�VH�FRQKHFH�QR�SURFHVVR�FLYLO�SRU�³LQpUFLD�SURFHVVXDO´��SULQFtSLR�GD�
LQpUFLD� RX� GD� GHPDQGD��� SDUD� TXH� R� MXGLFLiULR� VH� ³PRYLPHQWH´�� p�
necessário que alguém provoque sua atuação. 
Todavia, a própria Administração pode fazer controle de seus 
atos, em razão do princípio da autotutela. Nesse último caso, é 
desnecessária a provocação, dado que a atuação pode ocorrer de 
ofício. 
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Gabarito: CERTO. 
 
24) (2005/Cespe ± SERPRO ± Analista Jurídico) As atividades 
tipicamente legislativas e judiciárias não são objeto de estudo do 
direito administrativo. 
Comentários:O Direito é uma ciência que, como todas, é dividida em diversos 
ramos, para que, didaticamente, possa ser melhor estudado. Entretanto, 
essa divisão em ramos é deficiente para um estudo adequado da matéria 
MXUtGLFD�� 'Dt� TXH� VH� SRGH� IDODU� HP�� PHWDIRULFDPHQWH�� ³VXE-UDPRV´� GR�
direito. 
O Direito Público Interno, que nos importa aqui, subdivide-se em ramos. 
Exemplo disso, o Direito Administrativo, que é ramo do Direito 
Público, o qual estuda, no essencial, a atividade administrativa do 
Estado. No entanto, o Estado possui ainda duas outras atividades 
clássicas, consagradas no atual texto da Constituição Federal (art. 2º): a 
de legislar e a de julgar. 
A atividade legislativa estatal é estudada por outro ramo do Direito 
Público Interno ± o Constitucional, que, dentre outros assuntos, 
estuda o processo de elaboração das leis e a hierarquia entre estas 
(processo legislativo). 
Já as atividades judiciárias cuidam da produção de sentenças com 
vistas à solução de conflitos porventura surgidos no seio da sociedade, e 
são estudadas por diversos outros ramos do Direito, como os 
processuais (Penal e Civil). 
Essa tripartição clássica das atividades de Estado (legislar, julgar e 
administrar) vem de longa data e, mais modernamente, encontra em 
Montesquieu um de seus expoentes de maior expressão. 
Contudo, como já dito, o Direito Administrativo não se ocupa das 
demais atividades de Estado, mas apenas da Administrativa. 
Gabarito: CERTO. 
 
25) (2004/Cespe ± TCU ± Analista) A jurisprudência e os 
costumes são fontes do direito administrativo, sendo que a 
primeira ressente-se de caráter vinculante, e a segunda tem sua 
influência relacionada com a deficiência da legislação. 
Comentários: 
Ainda que óbvio, o Direito Administrativo, em sendo ciência, nasce 
GH� DOJXP� OXJDU�� e� H[DWDPHQWH� HVVH� R� VHQWLGR� GD� SDODYUD� ³IRQWHV´�� TXH�
IXQFLRQDP�FRPR�VH�IRVVHP�R�³SRQWR�GH�SDUWLGD´�GR�'LUHLWR��VXDV�formas 
de expressão. 
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No estudo do Direito Administrativo, encontramos, regra geral, as 
seguintes fontes ou formas de expressão: 
I) lei; 
II) jurisprudência; 
III) doutrina; e 
IV) costumes. 
 
Passemos a comentar cada uma dessas, rapidamente. 
 A lei é a mais importante (primordial) fonte para o Direito 
Administrativo Brasileiro, geradora de direitos e obrigações, 
impondo-se tanto à conduta dos particulares, quanto à ação 
estatal; obriga, inclusive, o próprio ente legislador, como por 
exemplo a Lei Geral de Licitações e Contratos (Lei 8.666/93) e a Lei Geral 
das Concessões/Permissões (Lei 8.987/95). 
Enquanto fonte, a lei tem um sentido amplo (lato sensu), 
abrangendo todas as normas produzidas pelo Estado que digam respeito, 
de alguma maneira, à atividade administrativa do Estado. Nesse sentido, 
a lei abrange desde a maior de todas ± a Constituição Federal ±, 
passando por leis complementares, ordinárias, delegadas, medidas 
provisórias e outras normas com força de lei, como os extintos 
Decretos-Lei. 
 
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 A lei costuma ser corretamente indicada como fonte escrita e 
primária para o Direito Administrativo. Adiantamos que há outras 
normas infralegais também fontes para o Direito Administrativo, 
contudo secundárias, uma vez que a Administração Pública, de modo 
geral, organiza-se mediante lei, em decorrência do princípio da legalidade 
contido no caput do art. 37 da CF/1988. 
 A Jurisprudência é um conjunto de decisões judiciais 
reiteradas num mesmo sentido, a respeito de uma matéria. Dessa 
forma, QmR� VH� SRGH� FRQVLGHUDU� ³MXULVSUXGrQFLD´� XPD� GHFLVmR�
judicial isolada, a qual, no máximo, constitui um caso paradigmático, 
referencial, indicativo de uma situação concreta submetida à apreciação 
de um juiz ou tribunal judicial. 
 
 Apesar de fazermos referência à jurisprudência como sendo 
resultante de decisões judiciais, órgãos administrativos também 
podem produzir sua própria jurisprudência. Por exemplo: o inc. II do 
art. 71 da CF/1988 garante ao Tribunal de Contas da União ± TCU julgar 
as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens 
e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as 
fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público Federal, 
e as contas daqueles que derem causa à perda, extravio ou outra 
irregularidade de que resulte prejuízo ao erário. 
 Importante detalhe de prova é que a jurisprudência no Brasil 
NÃO possui força vinculante (de regra), diferentemente do 
sistema norte-americano, no qual as decisões proferidas pelas 
instâncias superiores vinculam as inferiores, para os casos idênticos, 
o que é conhecido como sistema do stare decisis. 
 
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 De fato, os magistrados brasileiros podem interpretar as 
informações que constam dos processos judiciais que lhes são submetidos 
com maior amplitude que os americanos, em razão do que se chama no 
Brasil de princípio do livre convencimento por parte do magistrado. 
Contudo, duas observações são feitas quanto à atividade jurisdicional, 
apesar de não ser objeto de estudo de nossa matéria: 
 I) o livre convencimento do Juiz encontra limites, visto que 
deve se ater aos fins pretendidos pela norma. Nesse sentido, assim 
determina a Lei de Introdução ao Direito Brasileiro ± LIDB: Na aplicação 
da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às 
exigências do bem comum. Assim, a liberdade de interpretar por parte 
do magistrado não se converte em arbítrio, pois encontra limites; 
 II) há algumas decisões advindas do Judiciário que vincularão 
tanto a atuação daquele Poder, quanto a própria Administração 
Pública. Neste sentido, damos destaque, dentre outras, às Súmulas 
Vinculantes, constantes do sistema jurídico nacional a partir da Emenda 
Constitucional 45/2004, conhecida como a Reforma do Judiciário (ver art. 
103-A, CF/88). 
 Por fim, a Jurisprudência é fonte não escrita do Direito 
Administrativo, impondo-se pela força moral que possui junto à 
sociedade. 
A doutrina significa o conjunto dos trabalhos dos estudiosos a 
respeito do Direito Administrativo, ou seja, os livros, os artigos, os 
pareceres, elaborados por estudiosos desse ramo jurídico. Tais trabalhos 
fornecem, muitas vezes, bases para textos legais, sentenças, 
acórdãos e interpretações, sendo responsável, de certa maneira, pela 
unificação das interpretações. 
É fonte escrita e mediata (secundária) para o Direito 
Administrativo, não gerando direitos para os particulares, mas 
contribuindo para a formação do nosso ramo jurídico. 
 Já os costumes são os comportamentos tidos por obrigatórios 
pela consciência popular. No que respeita ao Direito Administrativo, o 
costume é de pouca relevância, à vista do princípio da legalidade. Ainda 
que de menor importância, o costume constitui, sim, fonte para o Direito 
Administrativo, sendo aplicado quando da deficiência da legislação, 
sempre segundo a lei (ou secundum legem, para os amigos mais 
chegados ao latim) e nunca contra a lei (ou contra legem). 
Dessa forma, por tudo que se expôs, percebe-se a correção do 
item, que pode ser assim resumido: 
I) tanto a jurisprudência,quanto os costumes, são fontes para o 
Direito Administrativo, NÃO ESCRITAS e SECUNDÁRIAS; 
II) a jurisprudência não vincula a atuação do Administrador 
Público (regra geral). Todavia, existem exceções em que decisões 
judiciais possuirão caráter vinculante, assunto que é estudado no 
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Direito Constitucional, na parte relacionada ao Controle de 
Constitucionalidade, por exemplo; 
III) ainda que de menor relevância, os costumes constituem fonte 
para o Direito Administrativo, sobretudo em razão da deficiência da 
legislação relativa a tal ramo jurídico. Porém, a utilização dos costumes 
encontra restrições, não podendo ser utilizados contra a lei. 
Gabarito: CERTO. 
 
26) (2006/Esaf ± TRF) A primordial fonte formal do Direito 
Administrativo no Brasil é: 
a) a lei. 
b) a doutrina. 
c) a jurisprudência. 
d) os costumes. 
e) o vade-mécum. 
Comentários: 
A presente questão serve-nos para fixação. Vimos que a lei é a fonte 
primordial GR�'LUHLWR�$GPLQLVWUDWLYR��GDt�D�FRUUHomR�GR�LWHP�³$´�� 
Quando se fala em fonte formal, quer-se falar em fonte escrita, 
positivada; já a fonte substancial ou material é aquela que não precisa 
estar escrita, pode ser encontrada espalhada no seio da sociedade, 
como é o caso dos costumes (fontes não escritas). 
 
Para quem não conhece, a palavra vade-mécum pode se referir às 
famosas compilações de legislações (Constituição Federal, códigos e leis), 
aquelas vendidas nas livrarias e, quando carregadas durante muito 
tempo, só servem para causar problemas de coluna, rsrs... 
Gabarito: item A. 
 
27) (2000/Esaf ± TRF) A fonte formal e primordial do Direito 
Administrativo é a (o) 
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a) Motivação que a fundamenta 
b) Povo 
c) Parlamento 
d) Diário Oficial 
e) Lei 
Comentários: 
De novo?! Fala sério. A fonte primordial do Direito Administrativo é a lei, 
daí a correção da alternativa E. 
Gabarito: item E. 
 
28) (2003/Esaf ± Procurador da Fazenda Nacional) A distinção 
entre a lei formal e a lei material está na presença ou não do 
seguinte elemento: 
a) Generalidade 
b) Novidade 
c) Imperatividade 
d) Abstração 
e) Normatividade 
Comentários: 
Nessa questão, a banca examinadora solicita do candidato distinguir entre 
leis formais e materiais. Vamos por partes. 
As leis em sentido formal são os atos normativos editados de acordo 
com o devido processo legislativo constitucional, ou seja, são os 
atos editados pelas Casas Legislativas, tenham ou não caráter de 
generalidade ou de abstração. Por exemplo: uma lei de concessão de 
pensão aos pais de determinado militar falecido, por exemplo, não possui 
os atributos da generalidade e da abstração. Com outras palavras, tem 
a forma de lei, mas o conteúdo não é necessariamente de lei, é o 
que a doutrina reconhece como leis com efeitos concretos. 
Uma breve pausa para a explicação do que significa generalidade e 
abstração. A generalidade implica atingir todas as pessoas situadas em 
uma mesma situação jurídica, tanto em relação a um grupo amplo (por 
exemplo: Código Penal - os maiores de 18 anos), como um grupo mais 
restrito (por exemplo: a Lei 8.112/1990 ± servidores públicos federais). 
Já a abstração significa que a lei não se esgota com uma única 
aplicação. Por exemplo: o Código Civil é dotado de generalidade, pois, 
como regra, atinge todas as pessoas. No entanto, o fato de a pessoa 
celebrar um contrato de compra-e-venda não impede que possa, 
futuramente, promover outro contrato da mesma espécie, a norma não se 
esvai com uma única aplicação. 
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Outro exemplo: em 2008, o FULANO DE TAL pagou R$15.000,00 de 
Imposto de Renda, logo, no ano de 2009, não haverá necessidade de 
novo pagamento de imposto? É isso mesmo? NÃO! Como a Lei é 
abstrata, a cada novo fato gerador, haverá nova incidência, e, com ele, a 
obrigação tributária correspondente. 
Diante disso, pergunta-se: o edital de concurso público é genérico e 
abstrato? Dotado de generalidade sim, mas, pelo fato de se esgotar com 
uma única aplicação, não é dotado de abstração. 
Já as leis em sentido material são todas aquelas editadas pelo Estado, 
contando com os atributos de lei típica, ou seja, com generalidade, 
abstração e obrigatoriedade (imperatividade), não importando se 
editadas ou não pelo Poder Legislativo. Veja. Nesse caso, o que 
importa é o conteúdo (a matéria). 
Enquanto as leis formais são necessariamente editadas pelo Poder 
Legislativo dentro do processo próprio de elaboração legislativa, as leis 
materiais podem prescindir desse processo. Enquanto as leis 
formais possuem ou não conteúdo de lei, oportunidade que também 
poderão acumular o sentido material (leis formais e materiais), as 
leis materiais necessariamente detêm os qualificativos de uma lei, 
podendo ser exclusivamente materiais, enfim, sequer ter passado pelo 
órgão legislativo. 
Leis Formais Leis Materiais 
Editadas pelo Poder Legislativo 
(devido processo legislativo 
constitucional) 
Dispensa o processo legislativo 
Possuem ou NÃO conteúdo de Lei. 
Quando tem conteúdo de lei 
(generalidade e abstração), é lei em 
sentido material e formal. Em caso 
contrário, estaremos diante de leis 
de efeitos concretos. 
Possuem conteúdo de Lei 
(generalidade e abstração) 
Possuem ou NÃO caráter de 
Generalidade e Abstração. Se não 
possuírem, são consideradas leis de 
efeitos concretos (exemplo da 
LOA). 
Possuem Generalidade, 
Abstração e Obrigatoriedade 
(imperatividade) 
A partir da breve classificação, passemos à correção da questão. 
Item A ± INCORRETO. A generalidade pode estar presente tanto nas 
leis formais, como nas materiais. Exemplo: Decreto Regulamentar 
editado de acordo com competência privativa do Chefe do Executivo (inc. 
IV do art. 84 da CF/1988). Tem generalidade e abstração, porém é 
apenas lei em sentido material (não passou pelo Legislativo). Lei de 
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Crimes Hediondos. É Lei editada pelo Legislativo, enfim, lei em sentido 
formal, dotada de generalidade e abstração. Portanto, a generalidade 
não é um traço de distinção, regra geral. 
Item B ± CORRETO. Para se concluir que esta é a resposta correta, 
deve-se levar em consideração a regra, quer dizer, leis em sentido 
formal têm o atributo da ORIGINARIEDADE (novidade); são as 
NORMAS PRIMÁRIAS, embora nem sempre sejam genéricas e abstratas 
(nesse caso, são chamadas de leis em sentido exclusivamente 
formal); já as leis em sentido material (reconhecidas como atos 
SECUNDÁRIOS) não passam pelo crivo do órgão legislativo, apesar de 
contarem com os atributos da generalidade e da abstração. É o que a 
doutrina reconhece como leis em sentido exclusivamente material. 
Por exemplo, os decretos regulamentares são genéricos e abstratos, 
porém, NÃO INOVAM. 
A presente questão serve para fixação do entendimento da banca, não 
quer dizer que sua formulaçãoesteja impecável, mas, ao cair em prova, 
transforma-se em verdade absoluta, é o norte a ser seguido. 
Macetinho de prova: se a competência para a edição do ato é típica 
do órgão, o ato é FORMAL; se a competência for atípica, teremos um 
ato MATERIAL. Por exemplo: 
- a lei ordinária é competência típica ou atípica do Poder Legislativo? 
Típica, logo, temos uma lei em sentido formal; 
- a medida provisória é competência típica ou atípica do Poder 
Executivo? Atípica, logo, estamos diante de lei em sentido material; 
- o ato administrativo editado pelo Poder Executivo decorre de 
competência típica ou atípica? Típica, logo, ato administrativo formal; 
- o ato administrativo editado pelo Poder Legislativo, competência 
típica ou atípica? Atípica, logo, ato administrativo em sentido 
material; 
- a sentença editada pelo Senado Federal, nos crimes de 
responsabilidade, é função típica ou atípica? Atípica, logo, estamos 
diante de uma sentença em sentido material. 
Item C ± INCORRETO. As leis formais e as materiais são 
dotadas de imperatividade, por isso, não temos aí um traço distintivo. 
 Item D ± INCORRETO. As leis em sentido material detêm 
abstração, já as normas formais podem ou não ter a abstração, 
assim, nem sempre a abstração será um traço distintivo. 
 Item E ± INCORRETO. As normas, sejam primárias, sejam 
secundárias gozam de normatividade. 
 
Gabarito: item B. 
 
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29) (1999/Esaf ± AGU) O decreto, com função normativa, não 
tem o seguinte atributo: 
a) Novidade 
b) Privativo do Chefe do Poder Executivo 
c) Generalidade 
d) Abstração 
e) Obrigatoriedade 
Comentários: 
Que tal agora uma questão de fixação? Será que o amigo entendeu 
mesmo a distinção entre as leis formais e as materiais? 
No quesito anterior, tratamos da distinção entre as leis em sentido 
material e formal. A título de reforço, lembramos que os Decretos 
Regulamentares são atos dotados de generalidade e de abstração, 
porém, não pode o Chefe do Executivo com sua expedição criar direitos 
e obrigações (inc. IV do art. 84 da CF/1988). 
De outra forma, tais atos normativos têm como limite (teto) o comando 
legal, não podendo ser originários, INOVAREM. Inclusive, ao 
ultrapassarem o comando legal, o texto constitucional (inc. V do art. 49) 
dispõe competir exclusivamente ao Congresso Nacional sustá-los. 
Gabarito: item A. 
 
30) (2008/Cespe ± TCE/AC ± Cargo 1) Assinale a opção correta 
quanto às fontes do direito administrativo brasileiro 
a) Os regulamentos e regimentos dos órgãos da administração pública 
são fontes primárias do direito administrativo brasileiro. 
b) São fontes principais do direito administrativo a doutrina, a 
jurisprudência e os regimentos internos dos órgãos administrativos. 
c) A jurisprudência dos tribunais de justiça, como fonte do direito 
administrativo, não obriga a administração pública federal. 
d) A partir da Constituição de 1988, vigora no Brasil o princípio norte-
americano do stare decisis, segundo o qual a decisão judicial superior 
vincula as instâncias inferiores para os casos idênticos. 
e) O costume é fonte primária do direito administrativo, devendo ser 
aplicado quando a lei entrar em conflito com a Constituição Federal. 
Comentários: 
Direto às análises. 
Item A ± INCORRETO. Os regulamentos podem INOVAR? Não, logo, 
não podem ser considerados atos primários, mas sim derivados ou 
secundários. 
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Item B ± INCORRETO. Regimentos Internos dos órgãos 
administrativos?! São atos secundários, logo não podem ser 
considerados como fontes primárias, mas sim secundárias. 
Item C ± CORRETO. Exatamente como estudamos. A jurisprudência 
não tem o condão de vincular a Administração Pública (de regra). 
Item D ± INCORRETO�� e� XP� WLSR� GH� TXHVWmR� TXH� ³PDWDPRV´� SRU�
HOLPLQDomR��3HUFHEDP�TXH�D�UHGDomR�GR�LWHP�³&´�p�R�UHYHUVR�GR�LWHP�³'´��
logo, a resposta só poderia ser um dos dois quesitos. 
Sabemos que não é aplicável a força dos precedentes judiciais 
dentro do ordenamento brasileiro, diferentemente do que ocorre com 
o sistema norte-americano, assim está incorreto afirmar que a decisão 
judicial superior vincula as instâncias inferiores (como regra). 
Item E ± INCORRETO. Os costumes são fontes secundárias e não 
escritas. Além disso, entre a lei e os costumes, prevalecerá a lei, afinal 
os costumes não podem ser usados contra a lei, SEMPRE segundo a lei 
(secundum legem). 
 
Gabarito: item C. 
 
31) (2006/Cespe ± TCE-AC ± Analista) O costume NÃO se 
confunde com a chamada praxe administrativa. Aquele exige 
cumulativamente os requisitos objetivo (uso continuado) e 
subjetivo (convicção generalizada de sua obrigatoriedade), ao 
passo que nesta ocorre apenas o requisito objetivo. No entanto, 
AMBOS não são reconhecidos como fontes formais do direito 
administrativo, conforme a doutrina majoritária. 
Comentários: 
O item está perfeito e com elevado grau de complexidade. 
Os costumes não se confundem mesmo com as chamadas praxes 
administrativas. Para a caracterização dos costumes, é necessária a 
presença de dois requisitos: o objetivo (hábito continuado) e 
subjetivo (deve gerar para os destinatários a convicção de ser 
obrigatório). 
Já as praxes não contam com o aspecto subjetivo, pois são práticas 
reiteradas dentro da Administração, usadas pelos agentes públicos na 
resolução de casos concretos, portanto desconhecidas dos cidadãos em 
geral, diferentemente dos costumes, espalhados na sociedade. 
Para a doutrina majoritária, os costumes, à semelhança das praxes, 
podem ser considerados como fontes para o Direito Administrativo, 
porém, não como fontes formais (a lei é a fonte formal), sendo, 
portanto, quando muito, fontes substanciais ou materiais, as 
chamadas fontes inorganizadas (não escritas). 
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Em síntese: tanto as praxes como os costumes não podem ser 
reconhecidos como fontes formais do Direito Administrativo. 
Gabarito: CERTO. 
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VOCÊ ESTÁ FERA DE VERDADE? ENTÃO PROVE! 
Questão 1: CESPE - AJ TRE MS/TRE MS/Judiciária/2013 - Em relação ao 
objeto e às fontes do direito administrativo, assinale a opção correta. 
a) O Poder Executivo exerce, além da função administrativa, a 
denominada função política de governo ² como, por exemplo, a 
elaboração de políticas públicas, que também constituem objeto de 
estudo do direito administrativo. 
b) As decisões judiciais com efeitos vinculantes ou eficácia erga omnes 
são consideradas fontes secundárias de direito administrativo, e não 
fontes principais. 
c) São exemplos de manifestação do princípio da especialidade o exercício 
do poder de polícia e as chamadas cláusulas exorbitantes dos contratos 
administrativos. 
d) Decorrem do princípio da indisponibilidade do interesse público a 
necessidade de realizar concurso público para admissão de pessoal 
permanente e as restrições impostas à alienaçãode bens públicos. 
e) Dizer que o direito administrativo é um ramo do direito público significa 
o mesmo que dizer que seu objeto está restrito a relações jurídicas 
regidas pelo direito público. 
 
Questão 2: CESPE - AE ES/SEGER ES/Administração/2013 - Acerca de 
governo, Estado e administração pública, assinale a opção correta. 
a) Atualmente, Estado e governo são considerados sinônimos, visto que, 
em ambos, prevalece a finalidade do interesse público. 
b) São poderes do Estado: o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e o 
Ministério Público. 
c) Com base em critério subjetivo, a administração pública confunde-se 
com os sujeitos que integram a estrutura administrativa do Estado. 
d) O princípio da impessoalidade traduz-se no poder da administração de 
controlar seus próprios atos, podendo anulálos, caso se verifique alguma 
irregularidade. 
e) Na Constituição Federal de 1988 (CF), foi adotado um modelo de 
separação estanque entre os poderes, de forma que não se podem 
atribuir funções materiais típicas de um poder a outro. 
 
Questão 3: CESPE - AE ES/SEGER ES/Direito/2013 - Com base na 
doutrina sobre a teoria geral do direito administrativo, assinale a opção 
correta. 
a) A aprovação, pelo Poder Legislativo, de lei que conceda pensão vitalícia 
à viúva de ex-combatente, embora constitua formalmente ato legislativo, 
caracteriza materialmente o exercício de função administrativa. 
b) De acordo com a doutrina, o aspecto objetivo formal da função do 
Estado diz respeito aos sujeitos ou agentes da função pública. 
c) O Estado, por gerir o interesse da sociedade, somente pode exercer 
sua função administrativa sob o regime do direito público. 
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d) O princípio da indisponibilidade do interesse público, voltado ao 
administrado, diz respeito à impossibilidade de alienação do bem público 
quando o particular lhe detiver a posse. 
e) De acordo com a doutrina majoritária, não existe exclusividade no 
exercício das funções pelos poderes da República. Assim, o Poder 
Executivo exerce função jurisdicional quando julga seus agentes por 
irregularidades cometidas no exercício do cargo. 
 
Questão 4: CESPE - AJ TJDFT/TJDFT/Judiciária/"Sem 
Especialidade"/2013 - Administração pública em sentido orgânico designa 
os entes que exercem as funções administrativas, compreendendo as 
pessoas jurídicas, os órgãos e os agentes incumbidos dessas funções. 
 
Questão 5: CESPE - Proc (MPTC-DF)/TC-DF/2013 - De acordo com o 
critério legalista, o direito administrativo compreende o conjunto de leis 
administrativas vigentes no país, ao passo que, consoante o critério das 
relações jurídicas, abrange o conjunto de normas jurídicas que regulam 
as relações entre a administração pública e os administrados. Essa última 
definição é criticada por boa parte dos doutrinadores, que, embora não a 
considerem errada, julgam-na insuficiente para especificar esse ramo do 
direito, visto que esse tipo de relação entre administração pública e 
particulares, também se faz presente em outros ramos. 
 
Questão 6: CESPE - AJ TRT10/TRT 10/Judiciária/"Sem 
Especialidade"/2013 - Em decorrência do princípio da legalidade, a lei é a 
mais importante de todas as fontes do direito administrativo. 
 
Questão 7: ESAF - AnaTA MF/MF/2013 - Considerando o conceito de 
administração pública e seus princípios, bem como as fontes do Direito 
Administrativo, assinale a opção correta. 
a) Pelo princípio da Tutela, a Administração Pública exerce o controle 
sobre seus próprios atos, com a possibilidade de anular os ilegais e 
revogar os inconvenientes ou inoportunos, independentemente de recurso 
ao Poder Judiciário. 
b) De acordo com o critério funcional, o conceito de Administração Pública 
é um complexo de atividades concretas e imediatas desempenhadas sob 
os termos e condições da lei, visando o atendimento das necessidades 
coletivas. 
c) As decisões meramente administrativas que promanem dos Tribunais 
comuns ou especiais são relevantes fontes jurisprudenciais do Direito 
Administrativo, aplicando-se a situações já ocorridas, desde que benéficas 
à Administração Pública. 
d) Do princípio da eficiência decorre a necessidade de institutos como a 
suplência, a delegação e a substituição para preencher as funções 
públicas temporariamente vagas. 
e) O sentido subjetivo da expressão Administração Pública está 
relacionado à natureza da atividade exercida por seus próprios entes. 
 
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Questão 8: FGV - AP (SEJAP MA)/SEJAP/2013 - A doutrina 
administrativista aponta a existência de uma diferença entre a função de 
governo e a função administrativa. 
 
Diante dessa diferenciação, analise as afirmativas a seguir. 
 
I. As funções de governo estão mais próximas ao objeto do direito 
constitucional, enquanto a função administrativa é objeto do direito 
administrativo. 
 
II. A função de governo tem como um de seus objetivos estabelecer 
diretrizes políticas, enquanto a função administrativa se volta para a 
tarefa de executar essas diretrizes. 
 
III. A expressão administração pública, quando tomada em sentido 
amplo, engloba as funções administrativas e as funções de governo. 
 
Assinale: 
a) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
b) se somente as afirmativas II e III estiverem corretos. 
c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretos. 
d) se somente a afirmativa II estiver correta. 
e) se somente a afirmativa III estiver correta. 
 
Questão 9: CESPE - ATA MIN/MIN/2013 - Na sua acepção formal, 
entende-se governo como o conjunto de poderes e órgãos constitucionais. 
 
Questão 10: CESPE - ATA MIN/MIN/2013 - A administração pratica atos 
de governo, pois constitui todo aparelhamento do Estado preordenado à 
realização de seus serviços, visando à satisfação das necessidades 
coletivas. 
 
Questão 11: CESPE - ATA MIN/MIN/2013 - Os costumes, a 
jurisprudência, a doutrina e a lei constituem as principais fontes do direito 
administrativo. 
 
Questão 12: CESPE - AnaTA MIN/MIN/2013 - Em sentido objetivo, a 
expressão administração pública denota a própria atividade administrativa 
exercida pelo Estado. 
 
Questão 13: CESPE - AFRE ES/SEFAZ ES/2013 - Acerca do direito 
administrativo, assinale a opção correta. 
a) A administração pública confunde-se com o próprio Poder Executivo, 
haja vista que a este cabe, em vista do princípio da separação dos 
poderes, a exclusiva função administrativa. 
b) A ausência de um código específico para o direito administrativo reflete 
a falta de autonomia dessa área jurídica, devendo o aplicador do direito 
recorrer a outras disciplinas subsidiariamente. 
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c) O direito administrativo visa à regulação das relações jurídicas entre 
servidores e entre estes e os órgãos da administração, ao passo que o 
direito privado regula a relação entre os órgãos e a sociedade. 
d) A indisponibilidade do interesse público, princípio voltado ao 
administrado, traduz-se pela impossibilidade de alienação ou penhora de 
um bem público cuja posse detenha o particular. 
e) Em sentido subjetivo, a administração pública confunde-se com os 
próprios sujeitos que integram a estrutura administrativa do Estado. 
 
Questão 14: CESPE - Adm (MJ)/MJ/2013- O Poder Executivo compõe, 
junto com o Poder Legislativo, o Poder Judiciário e o Ministério Público, a 
quadripartição de poderes no Estado brasileiro. 
 
Gabarito 
1) D 2) C 3) A 4) Certo 5) Certo 6) Certo 7) B 8) A 9) Certo 10) 
Errado 11) Certo 12) Certo 13) E 14) Errado 
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QUESTÕES COMENTADAS 
Questão 1: CESPE - AJ TRE MS/TRE MS/Judiciária/2013 - Em relação ao 
objeto e às fontes do direito administrativo, assinale a opção correta. 
a) O Poder Executivo exerce, além da função administrativa, a 
denominada função política de governo ² como, por exemplo, a 
elaboração de políticas públicas, que também constituem objeto de 
estudo do direito administrativo. 
b) As decisões judiciais com efeitos vinculantes ou eficácia erga omnes 
são consideradas fontes secundárias de direito administrativo, e não 
fontes principais. 
c) São exemplos de manifestação do princípio da especialidade o exercício 
do poder de polícia e as chamadas cláusulas exorbitantes dos contratos 
administrativos. 
d) Decorrem do princípio da indisponibilidade do interesse público a 
necessidade de realizar concurso público para admissão de pessoal 
permanente e as restrições impostas à alienação de bens públicos. 
e) Dizer que o direito administrativo é um ramo do direito público significa 
o mesmo que dizer que seu objeto está restrito a relações jurídicas 
regidas pelo direito público. 
 
Comentários: 
 
A resposta é letra D. 
 
Há dois princípios informadores do regime jurídico Administrativo: o da 
supremacia do interesse público e o da indisponibilidade do interesse 
público. O da supremacia traduz as prerrogativas do Estado, como, por 
exemplo, a autotutela dos atos e a desapropriação. A indisponibilidade, 
por sua vez, cria uma série de restrições para o Estado, como, por 
exemplo, a observância a determinados princípios, como o do concurso 
público e o da licitação. 
 
Os demais itens estão incorretos. Vejamos: 
 
Na letra A, o Poder Executivo é responsável pela elaboração das políticas 
públicas. No entanto, as políticas públicas é assunto reservado à ciência 
da Administração. 
 
Na letra B, os precedentes judiciais, no Brasil, não possuem, de regra, 
efeito vinculante e erga omnes. Ou seja, não vigora, entre nós, o 
chamado ³VWDUH�GHFLVLV´��WtSLFR�GR�VLVWHPD�QRUWH-americano, em que 
as decisões judiciais vinculam as instâncias inferiores. No entanto, há 
exceções, como, por exemplo, as decisões adotadas nas ações abstratas, 
como as Ações Direta de Inconstitucionalidade. Nesse caso, a decisão 
judicial funciona como verdadeira fonte principal. 
 
Na letra C, o princípio da especialidade se refere à criação das Entidades 
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da Administração Indireta. É uma decorrência, perceba, do princípio da 
eficiência. Retira-se da periferia certas atribuições e repassam-se às 
pessoas jurídicas, conferindo-se, assim, maior especialidade. 
 
Na letra E, de fato, o Direito Administrativo é um ramo do direito 
público, e o seu objeto é regido pelo direito público. No entanto, na 
existência de lacunas, é possível a aplicação subsidiária do Direito 
Privado. 
 
Questão 2: CESPE - AE ES/SEGER ES/Administração/2013 - Acerca de 
governo, Estado e administração pública, assinale a opção correta. 
a) Atualmente, Estado e governo são considerados sinônimos, visto que, 
em ambos, prevalece a finalidade do interesse público. 
b) São poderes do Estado: o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e o 
Ministério Público. 
c) Com base em critério subjetivo, a administração pública confunde-se 
com os sujeitos que integram a estrutura administrativa do Estado. 
d) O princípio da impessoalidade traduz-se no poder da administração de 
controlar seus próprios atos, podendo anulálos, caso se verifique alguma 
irregularidade. 
e) Na Constituição Federal de 1988 (CF), foi adotado um modelo de 
separação estanque entre os poderes, de forma que não se podem 
atribuir funções materiais típicas de um poder a outro. 
 
Comentários: 
 
A resposta é letra C. 
 
Há dois aspectos principais da Administração Pública: subjetivo e 
objetivo. 
 
Em um primeiro sentido, subjetivo, orgânico ou formal, a expressão 
diz respeito aos sujeitos, aos entes que exercem a atividade 
administrativa (pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos). Para 
identificar o aspecto orgânico, suficiente a seguinte pergunta: quem 
exerce a atividade? 
 
Já o sentido objetivo, material ou funcional designa a natureza da 
atividade, as funções exercidas pelos entes, caracterizando, portanto, a 
própria função administrativa, exercida predominantemente pelo 
Poder Executivo. Pergunta chave, para identificação do sentido: qual a 
atividade (função) exercida? 
 
Os demais itens estão incorretos. Vejamos: 
 
Na letra A, os conceitos de Estado e Governo são inconfundíveis entre si. 
O Estado assume diversas funções, como legislativa, judicante e 
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administrativa. E em apenas uma acepção pode o Estado ser considerado 
atividade governamental. 
 
Na letra B, no Brasil, a doutrina majoritária não considera o MP poder da 
República. São poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. 
 
Na letra D, o poder de controle sobre os próprios atos é o princípio da 
autotutela. Acha-se, atualmente, estampado na Súmula 473 do STF. 
 
Na letra E, no Brasil, a separação de poderes é moderada, permitindo-se 
que, ao lado de uma função típica, haja ou possa haver o exercício de 
uma atípica. No caso, por exemplo, todos os Poderes estruturais do 
Estado administram. 
 
Questão 3: CESPE - AE ES/SEGER ES/Direito/2013 - Com base na 
doutrina sobre a teoria geral do direito administrativo, assinale a opção 
correta. 
a) A aprovação, pelo Poder Legislativo, de lei que conceda pensão vitalícia 
à viúva de ex-combatente, embora constitua formalmente ato legislativo, 
caracteriza materialmente o exercício de função administrativa. 
b) De acordo com a doutrina, o aspecto objetivo formal da função do 
Estado diz respeito aos sujeitos ou agentes da função pública. 
c) O Estado, por gerir o interesse da sociedade, somente pode exercer 
sua função administrativa sob o regime do direito público. 
d) O princípio da indisponibilidade do interesse público, voltado ao 
administrado, diz respeito à impossibilidade de alienação do bem público 
quando o particular lhe detiver a posse. 
e) De acordo com a doutrina majoritária, não existe exclusividade no 
exercício das funções pelos poderes da República. Assim, o Poder 
Executivo exerce função jurisdicional quando julga seus agentes por 
irregularidades cometidas no exercício do cargo. 
 
Comentários: 
A resposta é letra A. 
 
Para a resolução deste quesito, é importante entendermos os conceitos 
das atividades estatais sob os aspectos objetivo-material e objetivo-
formal. 
 
O critério objetivo que leva em consideração o conteúdo do ato praticado 
divide-se, como dito, em objetivo-material e objetivo-formal. 
 
De acordo com o objetivo-material, são levados em consideração os 
elementos intrínsecos das funções dos Poderes, nessa ordem: 
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- Legislativo: responsável pela edição de leis, essas dotadas de 
generalidade e de abstração (elementos intrínsecos); 
 
- Judiciário: definição de litígios, pacificando-os (elemento intrínseco 
± resolução dos litígios); 
 
- Executivo: cabe-lhe a satisfação dos interesses coletivos. 
 
Agora, segundo o objetivo-formal, as funções do Estado são 
determinadas pelas características essenciais, típicas, pelo tratamento 
normativo que lhe corresponda, nessa ordem: 
 
 - Legislativo: as leis são originárias, contam com o atributo da 
novidade; 
 
- Judiciário: a resolução dos litígios é dotada de definitividade; 
 
- Executivo: a atividade administrativa caracterizar-se-ia por se 
desenvolver em razão de comandos infralegais, e, em alguns 
excepcionais, infraconstitucionais. 
 
Critério Objetivo 
Poderes da 
República 
Material 
(Conteúdo em si) 
Formal 
 (regime 
jurídico) 
Poder Executivo 
Produção de atos 
com efeitos 
concretos 
Produção de atos 
complementares 
às leis 
Poder Legislativo 
Produção de atos 
gerais e abstratos NOVIDADE 
Poder Judiciário 
Resolução de 
litígios 
DEFINITIVIDADE 
 
 
Então, a pensão é ou não Lei? Sim, é lei. 
 
As leis em sentido formal são os atos normativos editados de acordo 
com o devido processo legislativo constitucional, ou seja, são os atos 
0
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editados pelas Casas Legislativas, tenham ou não generalidade ou de 
abstração. Por exemplo: uma lei de concessão de pensão aos pais de 
determinado militar falecido, por exemplo, não possui os atributos da 
generalidade e da abstração. Com outras palavras, tem a forma de lei, 
mas o conteúdo não é necessariamente de lei, constituindo no que a 
doutrina reconhece como leis com efeitos concretos. 
 
Agora, volta ao quadro, e procura identificar com o que parece o 
conteúdo da pensão: sentença ou ato administrativo? 
 
Isso mesmo. Visa à produção de efeitos concretos, logo, embora lei em 
sentido formal [nasceu no Legislativo], materialmente mais se aproxima 
dos atos administrativos. 
 
Os demais itens estão incorretos. Vejamos: 
 
Na letra B, são dois os aspectos da função pública: o subjetivo e o 
objetivo. O objetivo, como nome denuncia, refere-se à atividade, ao 
conteúdo propriamente dito. O subjetivo ou orgânico, por sua vez, diz 
respeito àqueles que realizam a função pública. Logo os agentes e 
pessoas atrelam-se ao sentido subjetivo. 
 
Na letra C, a doutrina aponta para a existência do Regime Jurídico da 
Administração, de tal sorte a contemplar o Regime de Direito Privado e 
Público a que se submete a Administração. Por exemplo: as sociedades de 
economia mista são pessoas de Direito Privado, e, de regra, submetem-se 
ao regime privatístico. Ademais, mesmo entidades de Direito Público 
podem, em certos momentos, editar atos socorrendo-se do Direito 
Privado, como, por exemplo, na celebração de contratos de locação, 
seguro e financiamento. 
 
Na letra D, os bens públicos são de três espécies: uso comum do povo 
[exemplo das ruas e Praças], uso especial [exemplo das Repartições 
Públicas] e dominicais [exemplo das Terras Devolutas]. As duas 
primeiras categorias [uso comum e especial] são inalienáveis, enquanto 
afetados ao interesse público [ou seja, precisam, para a alienação, ser 
desafetados]. Já os dominicais compõem o patrimônio fiscal do Estado, e, 
bem por isso, passíveis de alienação, observadas as diretrizes da Lei 
8.666, de 1993. Logo não há ofensa ao princípio da indisponibilidade do 
interesse público. 
 
Na letra E, não há verdades absolutas em provas. Porém, como tenho 
0
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ensinado em meus cursos, o Poder Executivo não exerce função 
jurisdicional. Abaixo, transcrevo o entendimento do autor José dos Santos 
Carvalho Filho, acompanhado pela ilustre organizadora: 
³2V� Poderes estatais, embora tenham suas funções normais 
(funções típicas), desempenham também funções que 
materialmente deveriam pertencer a Poder diverso (funções 
atípicas), sempre, é óbvio, que a Constituição o autorize. 
O Legislativo, por exemplo, além da função normativa, exerce a 
FUNÇÃO JURISDISCIONAL quando o Senado processa e julga o 
Presidente da República nos CRIMES DE RESPONSABILIDADE (art. 
52, I, CF) ou os Ministros do Supremo Tribunal Federal pelos 
mesmos crimes (art. 52, II, CF). Exerce também a FUNÇÃO 
ADMINISTRATIVA quando organiza seus serviços internos (arts. 
51, IV, e 52, XIII, CF). 
O Judiciário, afora sua função típica (função jurisdicional), pratica 
atos no exercício de FUNÇÃO NORMATIVA, como na elaboração 
dos regimentos internos dos Tribunais (art. 96, I, "a", CF), e de 
FUNÇÃO ADMINISTRATIVA, quando organiza os seus serviços 
(art. 96, I, "a", "b", "c"; art. 96, II, "a", "b" etc.). 
Por fim, o Poder Executivo, ao qual incumbe precipuamente a 
função administrativa, desempenha também FUNÇÃO ATÍPICA 
NORMATIVA, quando produz, por exemplo, normas gerais e 
abstratas através de seu poder regulamentar (art. 84, IV, CF), ou, 
ainda, quando edita medidas provisórias (art. 62, CF) ou leis 
delegadas (art. 68, CF). Quanto à FUNÇÃO JURISDICIONAL, o 
sistema constitucional pátrio vigente não deu margem a que 
pudesse ser exercida pelo Executivo. 
 
 
Questão 4: CESPE - AJ TJDFT/TJDFT/Judiciária/"Sem 
Especialidade"/2013 - Administração pública em sentido orgânico designa 
os entes que exercem as funções administrativas, compreendendo as 
pessoas jurídicas, os órgãos e os agentes incumbidos dessas funções. 
 
Comentários: 
 
O item está CERTO. 
 
A expressão Administração Pública pode assumir sentidos diversos, 
conforme o contexto em que esteja inserida. A expressão Administração 
Pública pode assumir sentidos diversos, conforme o contexto em que 
esteja inserida. Vejamos: 
 
 
Administração Pública 
Sentido 
AMPLO RESTRITO 
0
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Subjetivo, 
Orgânico e 
Formal 
Órgãos Governamentais 
e Administrativos 
Apenas órgãos 
administrativos 
Objetivo, 
Material ou 
Funcional 
Funções políticas e 
administrativas 
Apenas funções 
administrativas 
Perceba que, em sentido orgânico, a Administração diz respeito aos 
órgãos, pessoas e agentes administrativos. Enfim, são todos aqueles que 
exercem a atividade administrativa. A atividade, em si, refere-se ao 
sentido objetivo de Administração Pública. 
 
Questão 5: CESPE - Proc (MPTC-DF)/TC-DF/2013 - De acordo com o 
critério legalista, o direito administrativo compreende o conjunto de leis 
administrativas vigentes no país, ao passo que, consoante o critério das 
relações jurídicas, abrange o conjunto de normas jurídicas que regulam 
as relações entre a administração pública e os administrados. Essa última 
definição é criticada por boa parte dos doutrinadores, que, embora não a 
considerem errada, julgam-na insuficiente para especificar esse ramo do 
direito, visto que esse tipo de relação entre administração pública e 
particulares, também se faz presente em outros ramos. 
 
Comentários: 
 
O item está CERTO. 
 
Coma revolução francesa, e império da burguesia, houve grande 
preocupação de se consolidar, codificar, o direito que andava espalhado 
pela natureza em papel (leia-se: positivação do direito natural em 
normas), com a finalidade, entre outras, de se garantir aos cidadãos 
maior segurança em suas liberdades e, sobretudo, propriedades. 
 
Nessa época, o Direito Administrativo teve por objeto a interpretação 
das normas jurídicas administrativas e atos complementares (leia-
se: direito positivo). Assim, estruturou-se a partir da interpretação de 
textos legais, proporcionada pelos Tribunais Administrativos. 
 
Crítica: a palavra direito não pode (não deve) se resumir a um 
amontoado de leis. O direito não deve se resumir à interpretação 
de leis e de regulamentos administrativos. Muito mais que leis, o 
Direito Administrativo deve levar em consideração a carga valorativa 
dos princípios, sem falar da doutrina, da jurisprudência, e dos 
costumes. 
 
Pensemos juntos: há um cartaz na entrada do metrô que diz ± ³proibido 
HQWUDGD� FRP� FmHV´; outro na entrada de um Parque que diz ± 
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³SURLELGR� HQWUDGD� FRP� YHtFXORV� DXWRPRWRUHV´. De acordo com o 
critério exegético (legalista), a solução seria de se admitir a entrada com 
cobras (são répteis) e baleias (são mamíferos, mas não são cães) e a de 
não autorizar a entrada da ambulância, a fim de socorrer pessoas dentro 
do Parque, por exemplo. Porém, nos dias atuais, isso não seria possível, 
tendo, por exemplo, o princípio da razoabilidade. 
 
Questão 6: CESPE - AJ TRT10/TRT 10/Judiciária/"Sem 
Especialidade"/2013 - Em decorrência do princípio da legalidade, a lei é a 
mais importante de todas as fontes do direito administrativo. 
 
Comentários: 
O item está CERTO. 
 
No estudo do Direito Administrativo, encontramos, comumente, as 
seguintes formas de expressão: 
I) lei; 
II)jurisprudência; 
 
III) doutrina; 
IV) costumes; 
V) princípios. 
 
A lei é considerada a primordial entre as fontes do Direito 
Administrativo Brasileiro, geradora e extintiva de direitos e obrigações, 
impondo-se tanto à conduta dos particulares, quanto à ação estatal. Por 
convivermos em Estado de Direito, as leis obrigam, sobretudo, o próprio 
Legislador, e os aplicadores (Judiciário e Executivo). Para Alexandre dos 
Santos Aragão, grande parte das leis atuais de Direito Administrativo são 
³OHLV-TXDGUR´� RX� ³OHLV-PROGXUD´�� SRLV�� QR� OXJDU�GH�SRUPHQRUL]DU� R� WHPD��
incorporam menções a princípios, finalidades e valores, deixando amplo 
campo de decisão a cargos dos administradores. 
 
Enquanto fonte, a lei tem um sentido amplo (lato sensu), abrangendo 
todas as normas produzidas pelo Estado que digam respeito, de alguma 
maneira, à atividade administrativa. Com efeito, a lei abrange desde a 
maior de todas - a Constituição Federal -, passando por leis 
complementares, ordinárias, delegadas, medidas provisórias e outras 
normas com força de lei, como tratados internacionais. No conceito 
amplo, devem ser considerados, também, os regulamentos, as 
resoluções, os regimentos e as instruções. 
 
Por fim, esclareço que a lei costuma ser corretamente indicada como 
0
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fonte escrita e primária para o Direito Administrativo. Porém, é necessário 
UHJLVWUDU� TXH� D� H[SUHVVmR� ³SULPiULD´� p� DSOLFiYHO� SDUD� RV� YHtFXORV�
normativos aptos a criar e extinguir direitos e obrigações. Incluem-se, na 
espécie, a Constituição Federal e as leis em sentido estrito, como, por 
exemplo, leis complementares e ordinárias (art. 59 da CF, de 1988). 
 
Questão 7: ESAF - AnaTA MF/MF/2013 - Considerando o conceito de 
administração pública e seus princípios, bem como as fontes do Direito 
Administrativo, assinale a opção correta. 
a) Pelo princípio da Tutela, a Administração Pública exerce o controle 
sobre seus próprios atos, com a possibilidade de anular os ilegais e 
revogar os inconvenientes ou inoportunos, independentemente de recurso 
ao Poder Judiciário. 
b) De acordo com o critério funcional, o conceito de Administração Pública 
é um complexo de atividades concretas e imediatas desempenhadas sob 
os termos e condições da lei, visando o atendimento das necessidades 
coletivas. 
c) As decisões meramente administrativas que promanem dos Tribunais 
comuns ou especiais são relevantes fontes jurisprudenciais do Direito 
Administrativo, aplicando-se a situações já ocorridas, desde que benéficas 
à Administração Pública. 
d) Do princípio da eficiência decorre a necessidade de institutos como a 
suplência, a delegação e a substituição para preencher as funções 
públicas temporariamente vagas. 
e) O sentido subjetivo da expressão Administração Pública está 
relacionado à natureza da atividade exercida por seus próprios entes. 
 
Comentários: 
 
A resposta é letra B. 
 
Para o critério da Administração Pública, o Direito Administrativo é 
percebido em duas acepções: subjetiva e objetiva. No sentido subjetivo 
ou orgânico, o Direito leva em consideração aqueles que praticam a ação, 
no caso, ³DJHQWHV�� SHVVRDV� H� yUJmRV´. Por sua vez, na acepção 
objetiva ou funcional ou material, o Direito diz respeito às atividades 
propriamente realizadas pelas pessoas do Estado. Em sentido finalístico, o 
Estado-administrador desempenha: serviços públicos, poder de polícia, 
fomento e intervenção. 
 
Em minhas aulas, costumo alertar para o fato de que as bancas preferem 
o uso dos sinônimos. O sentido subjetivo diz respeito ao sujeito, enfim, 
DTXHOH� TXH� SUDWLFD�� 3RU� LVVR�� D� EDQFD� SUHIHUH� FLWDU� ³RUJkQLFR� H� IRUPDO´��
3DUD�R�VHQWLGR�REMHWLYR��D�EDQFD��QR�FDVR��XVD�DV�H[SUHVV}HV�³PDWHULDO´�
ou ³IXQFLRQDO´. 
 
Os demais quesitos estão incorretos. Vejamos: 
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Na letra A, os conceitos de tutela e autotutela referem-se a controle 
efetuado pela Administração, e reconhecido, por parte da doutrina, como 
princípios. Apesar disso, são conceitos inconfundíveis. A autotutela, por 
exemplo, vem estampada na Súmula 473 do STF, e dá a prerrogativa de 
o Estado anular ou revogar seus próprios atos. A palavra-chave é 
³FRQWUROH� VREUH� RV� SUySULRV� DWRV´. Já a tutela é decorrência do 
princípio da especialidade, é o que dá a prerrogativa de a Administração 
Direta controlar a Administração Indireta. 
 
Perceba que a banca só fez inverter os conceitos! 
 
Na letra C, há um conjunto de erros. O primeiro detalhe é que a fonte do 
Direito Administrativo é a jurisprudência dos Tribunais, no caso, 
reconhecida como reiteradas decisões expedidas em um único sentido. As 
decisões administrativas, advindas do Judiciário, não servem de fonte 
para a Administração Pública. Eventualmente, o conjunto de decisões 
meramente administrativas podem se configurar em praxes 
administrativas. O outro erro é que a jurisprudência, enquanto fonte do 
Direito Administrativo, é aplicada positiva ou negativamente para a 
Administração Pública. 
 
Na letra D, são aplicações do princípio da continuidade do serviço 
público institutos como: a suplência, a delegação e a substituição para 
preencher as funções públicas temporariamente vagas. Vigora a ideia de 
que o serviço não pode sofrer solução de continuidade. O princípio da 
eficiência,por sua vez, remete-nos à necessidade de a atuação do 
servidor ser rápida, perfeita e com bom rendimento funcional. 
 
Na letra E, a banca só fez inverter os conceitos de objetivo e 
subjetivo. No sentido objetivo, a expressão Administração Pública está 
relacionada à natureza da atividade exercida por seus próprios entes. 
 
Questão 8: FGV - AP (SEJAP MA)/SEJAP/2013 - A doutrina 
administrativista aponta a existência de uma diferença entre a função de 
governo e a função administrativa. 
 
Diante dessa diferenciação, analise as afirmativas a seguir. 
 
I. As funções de governo estão mais próximas ao objeto do direito 
constitucional, enquanto a função administrativa é objeto do direito 
administrativo. 
 
II. A função de governo tem como um de seus objetivos estabelecer 
diretrizes políticas, enquanto a função administrativa se volta para a 
tarefa de executar essas diretrizes. 
 
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III. A expressão administração pública, quando tomada em sentido 
amplo, engloba as funções administrativas e as funções de governo. 
 
Assinale: 
a) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
b) se somente as afirmativas II e III estiverem corretos. 
c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretos. 
d) se somente a afirmativa II estiver correta. 
e) se somente a afirmativa III estiver correta. 
 
Comentários: 
 
$�UHVSRVWD�p�OHWUD�³$´��9��9��9�. 
 
A Administração Pública, em sentido amplo, e nos aspectos objetivos e 
subjetivos, envolvem os órgãos e as funções políticas e as 
administrativas. No aspecto objetivo, a Administração Pública designa às 
funções políticas (chamadas de Governo) e administrativas. No sentido 
subjetivo, a Administração traduz no conjunto de órgãos e pessoas 
políticas e administrativas. Daí a correção do item III. 
 
Uma das diferenças apontadas, pela doutrina, é que as funções de 
governo são regidas, predominantemente, pelo Direito Constitucional. Já 
as administrativas acham-se no campo infraconstitucional. Daí a 
correção do item I. 
 
As funções administrativas são de natureza executiva, concretizadoras, e 
mais vinculadas. Já as de Governo são mais neutras e discricionárias, 
traduzindo-se na definição das políticas públicas, no desenho dos destinos 
da nação. Daí, inclusive, a correção do item II. 
 
Questão 9: CESPE - ATA MIN/MIN/2013 - Na sua acepção formal, 
entende-se governo como o conjunto de poderes e órgãos constitucionais. 
 
Comentários: 
 
GOVERNO SOBERANO diz respeito ao elemento condutor, responsável 
pela organização do Estado, afinal não há Estado real sem soberania! 
 
Formalmente, o Governo diz respeito aos órgãos de alta estatura 
constitucional, tal como a Presidência da República, Ministérios, Câmara 
dos Deputados, etc. São órgãos, portanto, componentes do Poder, dado 
ao Estado Brasileiro. 
 
Questão 10: CESPE - ATA MIN/MIN/2013 - A administração pratica atos 
de governo, pois constitui todo aparelhamento do Estado preordenado à 
realização de seus serviços, visando à satisfação das necessidades 
coletivas. 
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Comentários: 
 
2� WHUPR� ³$GPLQLVWUDomR� 3~EOLFD´� HQYROYH�� HP� VHQWLGR� DPSOR�� DOpP� GRV�
órgãos e funções administrativas, os órgãos e funções políticas. Que tal 
separarmos, desde logo, as funções políticas (de Governo) das funções 
administrativas? 
 
As funções administrativas são complementares às leis. São realizadas 
de forma, basicamente, vinculada, visando o atendimento concreto e 
direto GR� LQWHUHVVH� GD� FROHWLYLGDGH�� 2� ³FRQFUHWR´� p� SRQWR� GLVWLQWLYR� GD�
função legislativa, tLSLFDPHQWH�DEVWUDWD��2�³GLUHWR´�WHP�FRPR�FRQWUDSRQWR�
a função judicante, em que o exercício dá-se por provocação do particular 
(princípio da inércia ou demanda). 
 
Já as funções do Governo são as realizadas pela alta cúpula da 
Administração. São de extração constitucional, como, por exemplo, o ato 
de declaração de Guerra pelo chefe do Executivo Federal. São chamadas 
também de funções políticas, em que os traços marcantes são: a 
coordenação, a direção, o planejamento. São os núcleos do Estado, 
marcados pela maior discricionariedade, definidores das políticas públicas. 
 
Acrescente-se que as funções políticas ou de governo concentram-se, 
primariamente, nos Poderes Executivo e Legislativo. Isso mesmo. 
³3ULPDULDPHQWH´��$ILQDO��QR�%UDVLO��VHJXQGR�R�67)��R�-XGLFLirio, ainda que 
indiretamente, pode contribuir para a implementação de políticas 
públicas. 
 
De toda forma, a Administração não pratica atos de governo, que são de 
natureza política, essencialmente. Os atos da Administração são 
tecnicistas, referentes, portanto, a atividades desprovidas de sentido 
político. O item está ERRADO, portanto. 
 
Questão 11: CESPE - ATA MIN/MIN/2013 - Os costumes, a 
jurisprudência, a doutrina e a lei constituem as principais fontes do direito 
administrativo. 
 
Comentários: 
 
Como todo e qualquer ramo jurídico, o direito administrativo tem lá suas 
fontes. São elas: 
 
I) lei; 
II) jurisprudência; 
III) doutrina; 
IV) costumes; 
V) princípios. 
 
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Note que o examinador não enumerou os princípios dentre as PRINCIPAIS 
fontes do Direito Administrativo. Mas não há problema nisso. Há quem da 
doutrina defenda exatamente essa tese. O item, então, está certo. 
 
Questão 12: CESPE - AnaTA MIN/MIN/2013 - Em sentido objetivo, a 
expressão administração pública denota a própria atividade administrativa 
exercida pelo Estado. 
 
Comentários: 
 
De fato, as expressões Governo e Administração não se confundem, 
apesar de a segunda, se adotada em sentido amplo, acabar por envolver 
o Governo. 
 
Mas, estrito senso, Administração é atividade técnica, que não se 
confunde com Governo, insiste-VH�� 2� WHUPR� ³$GPLQLVWUDomR� 3~EOLFD´�
envolve, em sentido amplo, além dos órgãos e funções administrativas, 
os órgãos e funções políticas. As funções administrativas são 
complementares às leis. São realizadas de forma, basicamente, vinculada, 
visando o atendimento concreto e direto do interesse da coletividade. O 
³FRQFUHWR´�p�SRQWR�GLVWLQWLYR�GD�IXQomR�OHJLVODWLYD��WLSLFDPHQWH�DEVWUDWD��2�
³GLUHWR´�WHP�FRPR�FRQWUDSRQWR�D�IXQomR�MXGLFDQWH��HP�TXH�R�H[HUFtFLR�Gi-
se por provocação do particular (princípio da inércia ou demanda). 
 
Já as funções de Governo são as realizadas pela alta cúpula da 
Administração. São de extração constitucional, como, por exemplo, o ato 
de declaração de Guerra pelo chefe do Executivo Federal. São chamadas 
também de funções políticas, em que os traços marcantes são: a 
coordenação, a direção, o planejamento. São os núcleos das atividades do 
Estado, marcados pela maior discricionariedade, definidores das políticas 
públicas. 
 
Mas, como dito no começo, e também afirmado pelo examinador, as 
funções e as expressões Governo e Administração não se confundem 
apesar de ser esta última mais abrangente. 
 
Questão 13: CESPE - AFRE ES/SEFAZ ES/2013 - Acerca do direito 
administrativo, assinale a opção correta. 
a) A administração pública confunde-se com o próprio Poder Executivo, 
haja vista que a este cabe, em vista do princípio da separação dos 
poderes, a exclusiva função administrativa. 
b) A ausência de um código específicopara o direito administrativo reflete 
a falta de autonomia dessa área jurídica, devendo o aplicador do direito 
recorrer a outras disciplinas subsidiariamente. 
c) O direito administrativo visa à regulação das relações jurídicas entre 
servidores e entre estes e os órgãos da administração, ao passo que o 
direito privado regula a relação entre os órgãos e a sociedade. 
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d) A indisponibilidade do interesse público, princípio voltado ao 
administrado, traduz-se pela impossibilidade de alienação ou penhora de 
um bem público cuja posse detenha o particular. 
e) Em sentido subjetivo, a administração pública confunde-se com os 
próprios sujeitos que integram a estrutura administrativa do Estado. 
 
Comentários: 
 
A resposta é letra E. 
 
Essa é uma questão clássica em concursos públicos. 
 
Para a definição de Direito Administrativo e o seu objeto, surgiram várias 
teorias, como do serviço público, legalista (exegética ou caótica), 
residual ou negativista e o critério da Administração Pública. 
 
No Brasil, das correntes existentes, prevalece o critério da Administração 
Pública, o qual conjuga, para a definição do Direito Administrativo, o 
aspecto subjetivo e o objetivo. 
 
Pelo critério objetivo, o Direito Administrativo traduz-se na atividade 
propriamente dita, e, por isso, é sinônimo para critério funcional ou 
material. São atividades finalísticas do Estado: serviço público, poder de 
polícia, fomento e intervenção. 
 
Já pelo aspecto subjetivo, a Administração Pública confunde-se com os 
próprios sujeitos que integram a estrutura administrativa do Estado. São 
os órgãos, agentes e pessoas administrativas. 
 
Os demais itens estão incorretos. Vejamos: 
 
Na letra A, não adotamos, no Brasil, o critério do Poder Executivo. 
Segundo esta corrente, o Direito Administrativo provém exclusivamente 
do Poder Executivo. Ocorre que, no Brasil, a separação de poderes não é 
rígida, logo, ficam os demais Poderes livres para o exercício de funções 
atípicas. É fora de dúvida de que, no Brasil, o Legislativo e o Judiciário 
administram, quando, por exemplo, licitam e realizam concursos públicos. 
 
Na letra B, o Direito Administrativo, de fato, não é plenamente 
Codificado. Não há, à semelhança do Código Penal, Civil e Tributário, 
qualquer Código de Direito Administrativo. Isso, no entanto, não quer 
significar que o Direito Administrativo não seja autônomo. 
 
Na letra C, o Direito Administrativo é ramo do Direito Público, e regula as 
relações entre o Estado e os administrados, bem como entre os órgãos 
estatais e seus servidores. A distinção em relação ao Direito Privado é a 
posição de verticalidade das relações públicas. 
 
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Na letra D, a indisponibilidade do interesse público é um inibidor da 
atuação do administrador, afinal não é livre para fazer ou deixar de fazer 
qualquer coisa, a não ser que admitida em lei. Ademais, embora os bens 
públicos sejam, de fato, impenhoráveis, podem ser objeto de alienação, 
nos termos da Lei 8.666/1993. 
 
Questão 14: CESPE - Adm (MJ)/MJ/2013 - O Poder Executivo compõe, 
junto com o Poder Legislativo, o Poder Judiciário e o Ministério Público, a 
quadripartição de poderes no Estado brasileiro. 
Comentários: 
 
O item está ERRADO. 
 
Quadripartição de Poderes?! 
 
Dispõe o art. 2º da CF/1988: 
 
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, 
o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
 
Apesar da importância e relevo do Ministério Público, este órgão é apenas 
função essencial à Justiça, não podendo ser considerado Poder. 
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³RESUMINHO´ DO ENCONTRO 
 
Estado: conceito, 
elementos e 
classificações. 
Elementos constitutivos 
9 Povo: elemento humano, base demográfica. Traduz a ideia de 
cidadão. 
9 Território: limites do Estado, base geográfica. 
9 Governo soberano: elemento condutor, responsável pela 
organização do Estado. 
9 Finalidade: são os objetivos de interesse público a serem 
perseguidos pelo Estado. 
 
Principais formas de organização 
9 Confederação: reunião de Estados soberanos. 
9 Estado Unitário (puro e impuro): centro de poder único, 
responsável por todas as atribuições políticas (exemplo do Chile). 
9 Estado Federal: diferentes polos de poder político atuando de 
forma autônoma entre si (exemplo do Estado Brasileiro). 
 
Figuras jurídicas 
9 União, Estados-membros, Distrito Federal e Municípios: 
entes políticos/federados integrantes da Federação. Pessoas 
jurídicas de Direito Público interno. 
9 Territórios: detêm competências exclusivamente 
administrativas, não sendo considerados entes federados. 
Doutrinariamente, são definidos como autarquias da União 
(autarquias territoriais). 
 
Estado brasileiro - Forma de Estado: Federalismo 
Conceito relativo à distribuição interna de poder por diferentes 
centros políticos. 
9 Pessoas políticas: entes da Federação que possuem capacidade 
de tríplice autonomia (autogoverno, autoadministração e auto-
organização). 
9 Entidades da Administração Indireta: autarquias, associações 
públicas, fundações públicas, sociedades de economia mista e 
empresas públicas são pessoas jurídicas exclusivamente 
administrativas. 
 
Estado brasileiro - Forma de Governo: República 
Refere-se a quem deve exercer o poder e como este se exerce. 
9 Características: legitimidade popular (chefes do Poder 
Executivos e Casas Legislativas), temporariedade de mandatos 
eletivos e prestação de contas pelos gestores públicos. 
 
Estado Democrático 
Compromisso formal de evolução para a ideia de Constituição 
Dirigente, preocupada com os direitos de 1ª geração (civis e 
políticos) e 2ª geração (sociais). 
 
Estado de Direito 
Estado cria as leis (normas) para que a todos sejam impostas, 
inclusive a si mesmo (rule of law). 
Origens históricas do 
Direito Administrativo: 
conceito, objeto e fontes 
do Direito 
Administrativo. 
Principais funções do Estado ± tripartição de Poderes 
Cada Poder, embora possuindo suas funções normais, também 
desempenha materialmente funções pertencentes a Poder diverso, 
desde que autorizado pela Constituição Federal. No entanto, ao 
Poder Executivo não é dado o exercício da atividade jurisdicional 
com força de definitividade - conceito material de jurisdição 
(princípio da inafastabilidade de jurisdição). 
9 Legislar: função típica do Poder Legislativo (criação de direito 
novo). 
9 Administrar: função típica do Poder Executivo. Utiliza a norma 
jurídica criada para dar atendimento às demandas concretas da 
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coletividade. 
9 Julgar: função típica do Poder Judiciário. Aplica o Direito aos 
casos conflituosos, solucionando-os em definitivo. 
 
Ramos e sub-ramos do Direito 
9 Direito Privado: governado pela autonomia de vontade. As 
partes elegem as finalidades que desejam alcançar, servindo-se 
dos meios não contrários ao Direito. São seus sub-ramos o 
DireitoCivil e o Direito Comercial. 
9 Direito Público: ocupa-se de interesses da sociedade como um 
todo. Não há espaço para a autonomia da vontade, que é 
substituída pela ideia de dever de atendimento ao interesse 
público. São seus sub-ramos o Direito Constitucional, o Direito 
Tributário e o Direito Administrativo. 
9 Direito Social: divisão sui generis, citada por literatura 
especializada como um ramo responsável pelos direitos 
concernentes aos hipossuficientes. 
 
Formação do Direito Administrativo Brasileiro 
Contribuições de diversos direitos nacionais (francês, inglês, 
italiano, alemão, e outros). No entanto, possui no direito francês 
(base romanística) diversos exemplos de contribuições: 
9 Responsabilidade civil objetiva do Estado: ideia de que o 
Estado será responsável pelos atos lícitos ou ilícitos dos 
agentes; 
9 Presença de cláusulas exorbitantes nos contratos 
administrativos: cláusulas que garantem a posição de 
supremacia do Estado sobre os particulares; 
9 Princípio da moralidade administrativa: previsão expressa 
no texto constitucional; 
9 Regime legal dos servidores: finalidade de se evitar o 
sistema de GHVSRMRV� �³spoil system´�� - entrada de novo 
governante, novo corpo de servidores agraciados. 
Não vigora entre nós o sistema francês de duas jurisdições ± 
sistema contencioso; o traço da formação de nosso sistema de 
jurisdição advém da contribuição do sistema inglês (sistema de 
jurisdição una ou única). 
9 Coisa julgada administrativa: decisão tornou-se irretratável 
apenas para a própria Administração, não impedindo que seja 
apreciada pelo Poder Judiciário se causar lesão ou ameaça de 
lesão. Portanto, ocorre apenas dentro da Administração Pública, 
ora porque a decisão tornou-se irrecorrível, ora porque se está 
diante de atos irrevogáveis. 
9 Coisa julgada material: acarreta a impossibilidade 
(imutabilidade) de as decisões serem revistas no próprio processo 
objeto da decisão ou em outros processos em que haja identidade 
de partes, causa de pedir e pedido. 
9 Coisa julgada formal: é a impossibilidade de a sentença ser 
alterada dentro do próprio processo. Possui conteúdo menos 
amplo que o conceito de coisa julgada material. 
9 Instância administrativa de curso forçado: apesar de a regra 
ser de que qualquer matéria pode ser levada à apreciação 
judicial, em alguns casos exige-se a necessidade de exaurimento 
das vias administrativas para obter-se o provimento judicial, tais 
como: 
9 Processos administrativos referentes à Justiça Desportiva; 
9 Reclamação a ser interposta perante o STF em razão do 
descumprimento do teor da Súmula Vinculante; 
9 Art. 5º, I, da Lei 12.016, de 2009 (nova Lei do Mandado de 
Segurança - MS), que dispõe que o MS não é cabível se 
houver recurso administrativo com efeito suspensivo, 
independentemente de caução; 
9 Súmula Vinculante nº 24 - Não se tipifica crime material 
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contra a ordem tributária, previsto no art. 1º, incisos I a IV, 
da Lei nº 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo; 
9 Há doutrinadores que defendem ser o juízo arbitral (a 
arbitragem) e o habeas data formas de esgotamento prévio 
ou de condição de acesso ao Judiciário. 
 
Codificação do Direito Administrativo Brasileiro - correntes 
9 O Direito Administrativo não pode ser codificado: sendo o 
Direito Administrativo bastante dinâmico, seus defensores 
apontam para o perigo de petrificar o direito, tornando-o inerte às 
evoluções, às transformações do mundo, como ocorrido com o 
Código Civil de 1916 alterado, tão somente, em 2002; 
9 O Direito Administrativo deve ser codificado totalmente: 
segundo seus defensores, haveria facilitação na compreensão e 
aplicação das normas, garantindo-se aos administrados maior 
segurança jurídica; 
9 O Direito Administrativo é passível de codificação parcial: 
das correntes, essa parece ser a menos extremada, não 
defendendo a inexistência de qualquer código ou a existência de 
um código totalizante. São exemplos de codificações parciais: 
Código de Águas; Código Florestal; Lei 8.112/1990; Lei 
9.784/1999 (Lei de Processo Federal); Lei 8.745/1995 (Lei de 
Concessões de Serviços Públicos). 
 
Critérios para a definição do Direito Administrativo 
9 Legalista, exegético, empírico, caótico, ou francês: o Direito 
Administrativo estruturou-se a partir da interpretação de normas 
jurídicas administrativas e atos complementares. 
9 Poder Executivo ou Italiano: o Direito Administrativo é o 
conjunto de princípios regentes da organização e das atividades 
do Poder Executivo, incluídas as entidades da Administração. 
9 Relações jurídicas: o Direito Administrativo é responsável pelo 
relacionamento da Administração Pública com os administrados. 
9 Serviço público: o Direito Administrativo regula a instituição, a 
organização e o funcionamento dos serviços públicos, bem como 
a prestação aos administrados. 
9 Teleológico: o Direito Administrativo é um conjunto harmônico 
de princípios que disciplinam a atividade do Estado para o alcance 
de seus fins. 
9 Hierarquia orgânica: o Direito Administrativo rege os órgãos 
inferiores do Estado, enquanto o Direito Constitucional estuda os 
órgãos superiores. 
 
Definição do Direito Administrativo 
Ramo do direito público que tem por objeto os órgãos, agentes e 
pessoas jurídicas administrativas que integram a Administração 
Pública, a atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens 
de que se utiliza para a consecução de seus fins, de natureza 
pública (Maria Sylvia Zanella Di Pietro). É o Direito que rege toda e 
qualquer atividade de administração, provenha esta do Executivo, 
do Legislativo ou do Judiciário. 
 
Administração Pública em sentido subjetivo 
Também chamado de sentido orgânico ou formal (quem exerce 
a atividade?), diz respeito aos sujeitos, aos entes que exercem a 
atividade administrativa. Abrange órgãos, entidades ou agentes, 
que tenham por papel desempenhar tarefas administrativas do 
Estado. 
 
Administração Pública em sentido objetivo 
Também chamado de sentido material ou funcional (qual a 
atividade/função exercida?), designa a natureza da atividade, 
as funções exercidas pelos entes, caracterizando, portanto, a 
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própria função administrativa, exercida predominantemente pelo 
Poder Executivo. Alcança as atividades-meio (introversas ou 
instrumentais) e as seguintes atividades finalísticas (extroversas): 
9 fomento: refere-se à atividade administrativa de incentivo à 
iniciativa privada de utilidade ou interesse público, tais como 
o financiamento em condições especiais, as desapropriações 
que beneficiem entidades privadas desprovidas do intuito do 
lucro e que executem atividades úteis à coletividade. 
9 polícia administrativa: abrange as atividades 
administrativas restritivas ao exercício de direitos individuais, 
tendo em vista o interesse de toda coletividade ou do Estado. 
Não se trata, aqui, das polícias civil, federal e militar, que são 
órgãos da Administração Pública, e, por consequência, 
compõem a Administração Pública, mas no sentido subjetivo 
(ainda que exerçam atividades de polícia administrativa). 
9 serviço público: diz respeito às atividades executadas direta 
ou indiretamente pela Administração Pública e em regime 
predominantemente de direito público, em atendimento às 
necessidades coletivas. 
9 intervenção: entendida como a regulamentaçãoe 
fiscalização da atividade econômica de natureza privada (art. 
174 da CF/1988), bem como a atuação do Estado diretamente 
na ordem econômica (art. 173 da CF/1988). Como regra, essa 
atuação dá-se por intermédio de empresas públicas e de 
sociedades de economia mista, instituídas e mantidas pelo 
Estado. Pode ser dar nas modalidades indireta - realizada em 
atividade tipicamente regulatória, marcada 
predominantemente por normas de Direito Público - ou direta 
- efetua-se por entidades empresariais do Estado, em 
concorrência com outras empresas do setor, e regidas 
predominantemente por normas de Direito Privado. 
O sentido objetivo da administração pública pode ser material ou 
formal. 
9 Material: são levados em consideração os elementos intrínsecos 
das funções dos Poderes, nessa ordem: 
9 Legislativo: responsável pela edição de leis, essas dotadas 
de generalidade e de abstração (elementos intrínsecos); 
9 Judiciário: definição de litígios, pacificando-os (elemento 
intrínseco ± resolução dos litígios); 
9 Executivo: cabe-lhe a satisfação dos interesses coletivos. 
9 Formal: as funções do Estado são determinadas pelas 
características essenciais, típicas, pelo tratamento normativo que 
lhe corresponda, nessa ordem: 
9 Legislativo: as leis são originárias, contam com o atributo da 
novidade; 
9 Judiciário: a resolução dos litígios é dotada de definitividade; 
9 Executivo: a atividade administrativa caracterizar-se-ia por 
se desenvolver em razão de comandos infralegais, e, em 
alguns excepcionais, infraconstitucionais. 
9 Função administrativa: função que o Estado, ou aquele que lhe 
faça às vezes, exerce na intimidade de uma estrutura e regimes 
hierárquicos e que, no sistema constitucional brasileiro, se 
caracteriza pelo fato de ser desempenhada mediante 
comportamentos infralegais ou, excepcionalmente, 
infraconstitucionais vinculados, submissos ao controle de 
legalidade pelo Poder Judiciário (Celso Antônio Bandeira de 
Mello). 
 
Fontes (formas de expressão) do Direito Administrativo 
9 Lei: é a primordial entre as fontes do Direito Administrativo 
Brasileiro, geradora e extintiva de direitos e obrigações, impondo-
se tanto à conduta dos particulares, quanto à ação estatal. Tem 
um sentido amplo, abrangendo todas as normas produzidas 
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pelo Estado que digam respeito, de alguma maneira, à atividade 
administrativa. A Constituição Federal, as leis complementares, 
ordinárias, delegadas, as medidas provisórias e outras normas 
com força de lei, como tratados internacionais, são fontes escritas 
primárias. Regulamentos, resoluções, regimentos e instruções ± 
normas infralegais são fontes escritas secundárias. 
9 Jurisprudência: fonte não escrita, resume-se no conjunto de 
decisões judiciais ou administrativas reiteradas num mesmo 
sentido, a respeito de uma matéria. Não se considera 
jurisprudência uma decisão judicial isolada. No Brasil, a 
jurisprudência não possui, de regra, força vinculante, mas 
sim força moral. 
9 Doutrina: fonte escrita e mediata (secundária), significa o 
conjunto dos trabalhos dos estudiosos a respeito do Direito 
Administrativo, ou seja, os livros, os artigos, os pareceres, 
elaborados por estudiosos desse ramo jurídico. A doutrina não 
gera direitos para os particulares; logo, opiniões doutrinárias que 
sejam desconexas com as leis não podem ser consideradas como 
fontes para o Direito Administrativo. Entre as leis e a doutrina 
deve prevalecer o conteúdo das leis. No entanto, a doutrina 
contrária às leis pode servir para clarear a ideia do legislador no 
caminho de aperfeiçoamento das leis. 
9 Costumes: são os comportamentos reiterados e tidos por 
obrigatórios pela consciência popular. No que diz respeito ao 
Direito Administrativo, o costume é de pouca relevância, tendo 
em vista a ênfase na aplicabilidade do princípio da legalidade. Os 
costumes ± fontes não escritas e não organizadas - são aplicados 
quando da deficiência da legislação, sempre segundo a lei 
(secundum legem) ou para o preenchimento de vácuo legislativo 
(praeter legem), mas nunca contra a lei (contra legem). 
9 Princípios: são os vetores fundamentais que inspiram todo o 
modo de a Administração se conduzir. São de natureza pré-
normativa, ou seja, preexistem, inclusive, à produção das leis, e, 
bem por isso, contam com a função normogenética (colaboram 
para a formação das leis). 
 
Especificidades do Direito Administrativo (por Alexandre 
Santos Aragão) 
9 Juventude e Mutabilidade: quando comparado, por exemplo, 
com o milenar Direito Civil, o Direito Administrativo é considerado 
recente. Isso faz com que muitas das soluções encontradas ainda 
não se tenham consolidado por completo. 
9 Grande influência jurisprudencial: a jurisprudência foi 
fundamental para o surgimento do Direito Administrativo e para a 
afirmação de sua autonomia em relação ao Direito Privado. 
9 Grande importância dos princípios: pela falta de um código e 
grande número de regras legislativas e administrativas, os 
princípios são de peculiar importância para dar unidade e 
coerência a um sistema tão difuso. 
9 Baixa densidade normativa: mais do que em outros ramos do 
Direito, as normas de Direito Administrativo são frequentemente 
abertas, isso porque incorporam em seu texto conceitos jurídicos 
ou técnicos indeterminados, possibilitando o exercício do poder 
discricionário. 
9 Instrumentalidade: o Direito Administrativo é meio para um 
fim, a realização do interesse público tal como especificado pelo 
ordenamento jurídico. 
 
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