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Paralisia Cerebral

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PARALISIA CEREBRAL 
Produção/Organização do material: Carolina Hoffmann de Mattos 
Acadêmica de Fisioterapia 
SUMÁRIO 
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Introdução 3 
 
Revisão Anatômica 6 
 
Definição 13 
 
Etiologia 19 
 
Classificação 25 
 
Diagnóstico 45 
 
Fisioterapia 49 
 
Referências Bibliográficas 109 
INTRODUÇÃO 
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A paralisia cerebral é um 
distúrbio neuromotor 
decorrente de uma lesão no 
sistema nervoso central 
imaturo, e que causa 
desordens do 
desenvolvimento motor. 
 
Possui uma grande 
variabilidade de causas, que 
variam desde o período pré-
natal até os 2 ou 3 anos de 
idade. 
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A taxa de crianças com paralisia cerebral varia de 
1,5 a 2,5 para cada 1000 nascidos vivos em países desenvolvidos, e 
 7 para cada 1000 em países em desenvolvimento. 
Surgem, no Brasil 
17.000 novos 
casos de Paralisia 
Cerebral por ano. 
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A maior parte das crianças portadoras de paralisia cerebral 
precisará de acompanhamento fisioterapêutico ao 
longo de toda a vida, mas principalmente durante os primeiros 
anos de vida. 
Para isso, o profissional precisa conhecer os 
processos patológicos envolvidos no distúrbio, suas 
manifestações e grande variabilidade de condutas 
que podem ser utilizadas. 
REVISÃO 
ANATÔNICA 
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SISTEMA PIRAMIDAL 
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 O sistema piramidal é responsável pela 
execução dos movimentos voluntários, 
realizados através dos músculos estriados. 
As fibras do sistema piramidal originam-se 
principalmente nas células piramidais 
gigantes ou células de Betz localizadas na 
área 4 de Brodman. A área motora situa-se 
na parte posterior do giro pré-central, no 
lobo frontal. Outras fibras do sistema 
piramidal originam-se nas áreas 6, 3, 2 e 1. 
A área 6 corresponde à chamada área 
pré-motora, situando-se à frente da área 
motora, no lobo frontal. As áreas 3, 2 e 1 
situam-se no giro pós-central, do lobo 
parietal. 
 
SISTEMA PIRAMIDAL 
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Os neurônios motores do 
sistema piramidal são 
chamados neurônios 
motores superiores. Suas 
fibras estabelecem 
sinapses com os neurônios 
motores de núcleos do 
tronco encefálico e 
neurônios motores da 
coluna cinzenta anterior 
da medula, chamados 
neurônios motores 
inferiores ou neurônios alfa. 
Os nervos periféricos 
(cranianos ou espinhais) 
originários dos neurônios 
motores inferiores, inervam 
os músculos estriados, que 
contraem e provocam os 
movimentos. 
 
 
As fibras do trato 
piramidal constituem o 
trato córtico-nuclear 
(constituído pelos tratos 
córtico-mesencefálico, 
córtico-pontino e córtico-
bulbar) e o trato córtico-
espinhal. As fibras do 
trato piramidal, após 
saírem do córtex cerebral, 
descem pela coroa 
radiada, passam pela 
perna posterior da 
capsula interna, ocupam 
a base do pedúnculo 
cerebral, a base da ponte 
e as pirâmides na base do 
bulbo. Pelo fato de suas 
fibras ocuparem as 
pirâmides do bulbo, 
recebeu o mesmo o 
nome de trato piramidal. 
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Na decussação das pirâmides, situada 
na parte distal do bulbo, a maior parte 
(75% a 90%) das fibras do trato córtico-
espinhal cruzam para o lado oposto, 
constituindo o trato córtico-espinhal 
lateral ou cruzado, ocupando o 
funículo lateral da medula. A porção 
remanescente (25% a 10%) das fibras 
constituem o trato córtico-espinhal 
ventral ou direto, ocupando o funículo 
anterior da medula. Uma parte das 
fibras do trato córtico-espinhal ventral 
inerva neurônios motores inferiores do 
mesmo lado, enquanto outra parte 
cruza para o outro lado, inervando 
neurônios motores contralaterais. 
(Decussar significa fazer o deca, X, 
número dez em algarismo romano). 
SISTEMA EXTRAPIRAMIDAL 
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A atividade motora somática 
não visceral é controlada pelo 
córtex cerebral, cerebelo, 
gânglios da base e outras 
estruturas subcorticais. 
Esquematicamente, as vias 
eferentes somáticas fazem parte 
de dois sistemas, o piramidal e o 
extrapiramidal. Embora essa 
divisão seja criticada por ser 
simplista, é útil do ponto de vista 
didático e da prática clínica. Os 
comandos voluntários iniciam no 
córtex cerebral e seguem pelo 
trato piramidal, passam para os 
neurônios motores inferiores que, 
através de nervos cranianos ou 
espinhais, chegam aos músculos 
estriados, que são as estruturas 
efetoras 
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Paralelamente ao sistema piramidal há o sistema extrapiramidal, que é constituído pelos 
gânglios da base, substância negra e núcleo subtalâmico (de Luys), área extrapiramidal do 
córtex cerebral (área 6), alguns núcleos talâmicos, núcleo rubro, oliva, formação reticular, 
teto mesencefálico. Os gânglios da base incluem os núcleos caudado, putamen e globo 
pálido. Núcleo lentiforme, assim chamado pelo formato que lembra uma lente, é 
constituído pelo putamen e globo pálido. Estriado é formado pelos núcleos caudado e 
putamen. Corpo estriado refere-se aos núcleos caudado, putamen e globo pálido. Alguns 
autores incluem como partes do sistema extrapiramidal o cerebelo e os núcleos 
vestibulares. As estruturas extrapiramidais estabelecem uma complexa relação entre si e 
com o sistema piramidal. 
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O sistema extrapiramidal é 
responsável pela