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BQI 211 – BIOQUÍMICA METABÓLICA E BIOENERGÉTICA Prof. Gustavo Costa Bressan Prof. Maxmiller Dal Bianco Lamas Costa PARTE 1 BIOENERGÉTICA “ ...em geral, a respiração nada mais é do que uma combustão lenta do carbono e hidrogêno, semelhante à que ocorre em uma lâmpada ou vela acesa, e assim, sob este ponto de vista, os animais que respiram são verdadeiros corpos combustíveis que queimam e consomem a si prórpios...pode-se dizer que a tocha da vida humana inflama-se a si mesma no momento em que a criança respira pela primeira vez, não se extinguindo a não ser na morte. ” Bioenergética “ É o estudo quantitativo das transduções de energia que ocorrem nas células vivas e da natureza e função dos processo químicos subjacentes a essas transduções” “ As células e os organismos, dependem de um suprimento constante de energia para poderem se opor à tendência inexorável da natureza, de queda para níveis menores de energia”. Ciclo de matéria: envolve enorme fluxo de energia Nutrientes orgânicos ricos em energia Autotróficos Fonte de energia Heterotróficos Captação da radiação solar FLUXO DE ENERGIA NOS SERES VIVOS FLUXO DE MATÉRIA NOS SERES VIVOS CARBONO NITROGÊNIO Propriedade fundamental dos seres vivos: controlar e aproveitar a energia de diversas fontes canalizando-as para o trabalho biológico. Como os organismos vivos fazem estas transformações? De onde vem a energia para os processos biológicos? Por que algumas reações são espontâneas e outras não? Nutrientes que fornecem de energia Carboidratos Lipídeos Proteínas Macromoléculas Celulares Proteínas Polissacarídeos Lipídios Ácidos nucléicos Produtos finais menos energéticos CO2 H2O NH3 Precursores moleculares Aminoácidos Açúcares Ácidos graxos Bases nitrogenadas Catabolismo Anabolismo Energia Química ATP, NADH, NADPH, FADH2 ADP, NAD, NADP, FAD FLUXO DE ENERGIA NOS SERES VIVOS As células são transdutores de energia, capazes de converter energia química em eletromagnética, mecânica e osmótica. As células possuem temperatura e pressão constantes e o fluxo de calor não é uma fonte utilizável de energia. Metabolismo • atividade altamente coordenada • sistemas multienzimáticos 1. Obtenção de energia química 2. Conversão dos nutrientes em biomoléculas de interesse celular 3. Formação de macromoléculas 4. Sintetizar e degradar moléculas diversas especializadas Lógica do Metabolismo • Catabolismo convergente • Anabolismo divergente ENERGIA ingerida x utilizada em animais Ingestão de Alimentos (energia) Metabolismo Reservas Carboidratos Lipídeos Proteínas Ganho de peso Perda de peso Trabalho Mecânico Elétrico Químico Calor A capacidade de controlar a energia e dirigi-la para a realização de trabalho biológico é uma propriedade fundamental de todas as células vivas O Sistema Reagente Sistemas -Fechado não há troca com o meio - Aberto troca energia e matéria Sistema + meio ambiente Universo O SISTEMA REAGENTE: é a coleção de matéria que está sofrendo um determinado processo físico ou químico. Pode ser uma célula, um organismo, dois compostos reagindo. É UMA DELIMITAÇÃO DO UNIVERSO Sistema Reagente Um organismoUma célula Dois compostos reagindo Leis da termodinâmica 1ª Lei (conservação de energia): em todas as transformações a energia do universo permanece constante, embora possa mudar de forma. 2ª Lei (Entropia): a entropia do universo sempre aumenta em todos os processos naturais. “ Em um sistema isolado a energia disponível para o trabalho decresce em todo processo real” As transformações biológicas de energia seguem as mesmas leis físicas que determinam os demais processos naturais (leis da termodinâmica) • As transformações de energia biológica obedecem às Aparentemente os sistemas biológicos ignoram a Segunda Lei da Termodinâmica Ganho de entropia: produtos menos complexos e mais desordenados que os reagentes A oxidação da glicose C6H12O6 + 6 O2 6 CO2 + 6 H2O 7 moléculas 12 moléculas O2 (um gás) GLicose (um sólido) CO2 (um gás) H2O (um líquido) Parâmetros termodinâmicos quantitativos Entalpia (H): energia na forma de calor – em uma reação química reflete os tipos e números de ligações Reação endotérmica → ( + ) o sistema ganha calor Reação exotérmica → ( - ) o sistema perde calor Entropia (S): expressão quantitativa para a casualidade em um sistema ou energia que não realiza trabalho. Energia livre de Gibbs (G): expressão da quantidade de energia capaz de realizar trabalho durante uma reação. Energia livre de Gibbs (G) Sistemas Biológicos: T e P constantes ΔG = ΔH – TΔS ΔH: sinal negativo quando calor é liberado do sistema ΔS: sinal positivo quando a entropia aumenta Convenção Em um processo natural, se: ΔG < 0 (sinal negativo), será espontâneo – exergônico ΔG > 0 (sinal positivo), não será espontâneo – endergônico ΔG = 0, estará em equilíbrio T, temperatura absoluta A formação de produtos de menor energia dita a ocorrência de processos espontâneos Todas as reações químicas tendem a ocorrer para que resultem na diminuição da energia livre do sistema Exemplo mecânico: Trabalho realizado para elevação Perda de energia potencial Endergônico Exergônico Exemplo químico: Reação 1: Reação 3: Reação 2: Coordenada da reação E n e rg ia l iv re , G Glucose + Pi Glucose 6-fosfato Glucose + ATP Glucose 6-fosfato + ADP Paralelo entre energia potencial e energia livre Acoplamento entre reações: permite que outras reações desfavoráveis se procedam acopladas às favoráveis • A síntese contínua de componentes celulares • Transporte de compostos contra um gradiente de concentração • A contração muscular e movimento flagelar Realização de Trabalho na célula Adenina Adenina Fosfoenolpiruvato Piruvato Piruvato quinase Reação catalisada pela piruvato cinase Fontes de energia livre para as células Células Heterotróficas Adquirem energia livre das moléculas nutrientes ATP e outros compostos ricos em energia Células Autotróficas Adquirem energia livre da radiação solar absorvida Trabalho biológico a temperatura constante Energia livre x Constante de equilíbrio A + B C + D Keq = [C]eq.[D]eq [A]eq.[B]eq “Quando um sistema reagente não se encontra em equilíbrio, a tendência para um deslocamento em direção a ele corresponde a uma força propulsora cuja intensidade pode ser expressa como a variação de energia livre para a reação” Variação de energia livre da reação ΔG = Gprodutos – G reagentes Seja a reação reversível: A + B C + D A variação de energia livre é uma expressão da força que impulsiona o sistema para o equilíbrio e é dada pela equação: • ΔG = a variação de energia livre em quaisquer condições; • ΔG° = a variação de energia em condições padrões (pré-fixadas [R] e [P] = 1M, P = 1atm e T = 298K - T(K) = 273 + temperatura ºC • R = constante dos gases - 8,315 j/mol.K (0,0082 kj/mol) • T = temperatura absoluta (K); • [ ] = concentração molar. ΔG = ΔG° + R.T.ln [C].[D] [A].[B] Variação de energia livre da reação ΔG depende das concentrações de reagentes e produtos e de ΔG° Enquanto o sistema atinge o equilíbrio, ΔG = 0 e a Eq. 1, se torna: 0 = ΔG° + R.T.ln [C]eq.[D]eq [A]eq.[B]eq ΔG° = - R.T.ln [C]eq.[D]eq [A]eq.[B]eq Eq. 2 Variação deenergia livre da reação A variação de energia livre padrão está diretamente relacionada com a constante de equilíbrio; A relação entre as concentrações de reagentes e produtos no equilíbrio definem a constante de equilíbrio Keq; ΔG° = - R.T.ln Keq Eq. 4 Keq = [C]eq.[D]eq [A]eq.[B]eq Eq. 3 Substituindo na Eq. 2: ΔG° é uma expressão matemática alternativa da constante de equilíbrio. Relação entre Keq e ΔG0 Quanto maior Keq mais negativo ΔG0 e mais espontâneo é a reação Reação iniciada com 20 mM de glicose-1P [Glic-1P] eq: 1 mM [Glic-6P] eq: 19 mM K´eq ΔG´° (kJ/mol) 10-6 34,2 10-5 28,5 10-4 22,8 10-3 17,1 10-2 11,4 10-1 5,7 1 0,0 101 -5,7 102 -11,4 103 -17,1 Quando a K’eq é: ΔG’º é: Iniciando os componentes 1 mol/L, a reação: > 1,0 Negativo Procede para a direita = 1,0 Zero Está no equilíbrio < 1,0 Positivo Procede no reverso Relação entre Keq e ΔG0 Keq = [C]eq.[D]eq [A]eq.[B]eq Eq. 3 K´eq ΔG´° (kJ/mol) 10-6 34,2 10-5 28,5 10-4 22,8 10-3 17,1 10-2 11,4 10-1 5,7 1 0,0 101 -5,7 102 -11,4 103 -17,1 • ΔG’° positivo = reação não favorável • ΔG’° igual a zero = reação no equilíbrio; • ΔG’° negativo = reação favorável, mas não significa que ocorrerá com velocidade rápida Relação entre Keq e ΔG0 Adenina Adenina Fosfoenolpiruvato Piruvato Piruvato quinase Reação catalisada pela piruvato cinase Condições padrão utilizadas em bioquímica (ΔG’°) As condições padrão ([Reagentes] = 1M) não são adequadas para descrever as reações celulares, principalmente, aquelas envolvendo H+ (pH 1); ΔG’° (delta G linha zero): condições próximas àquelas da célula • pH = 7 e meio aquoso diluído • [H+] e [H2O] são constantes e são desprezados ΔG = ΔG’° + R.T.ln [C].[D] [A].[B] Eq. 5 Portanto, Exemplo para diferenciar ΔG e ΔG’° Hidrólise do ATP: ATP + H2O ADP + Pi Nas condições padrões (bioquímica): pH = 7,0; T = 25°C; [ATP] = [ADP] = [Pi] = 1mM (iniciais) ΔG’º = - 30,5 kj/mol (ΔG’º = variação padrão de energia livre é uma constante física de cada reação) Nas condições celulares (neurônios de rato): pH = 7,0; T = 25°C; [ATP] = 2,59 mM; [ADP] = 0,73 mM; [Pi] = 2,72 mM ΔG = - 48,3 kj/mol (ΔG = variação real de energia livre → aplicação da Eq. 5) Acoplamento de reações e aditividade de variação de energia livre • As variações de energia livre padrão são aditivas; • Uma reação com ΔG positivo é possível acoplando-se outra reação com ΔG negativo. Acoplamento de reações e aditividade de variação de energia livre Piruvato + Pi(2) PEP + H2O ΔG’º = - 62,0 kj/molReação espontânea (3) Reação acoplada – formação de ATP na glicólise: ATP + PiruvatoADP + PEP ΔG’º = - 31,5 kj/mol - 62,0 + 30,5 ATP + H2O(1) ADP + Pi ΔG’º = + 30,5 kj/mol Reação não acontece espontaneamente na formação de ATP. • Exemplos: fosforilação do ADP na glicólise: Acoplamento de reações e aditividade de variação de energia livre As variações de energia livre padrão são aditivas: B(1) A ΔG’º1 D(2) C ΔG’º2 D(2) C ΔG’º1 + ΔG’º2 Glicose-6-P + H2OGlicose + Pi ADP + PiATP + H2O ΔG’º = 13,8 kj/mol ΔG’º = -30,5 kj/mol ATP + glicose ADP + Glicose-6-P ΔG’º = -16,7 kj/mol + Suponha o seguinte sistema acoplado a 298K: ATP + Glicose + Frutose → Sacarose + ADP + Pi ΔG°’ = - 1,67 KJ mol-1 a) Escreva a expressão da constante de equilíbrio e calcule seu valor. b) Se ΔG°’ de hidrólise do ATP é -30,5 KJ mol-1, qual será o valor de ΔG°’ para a reação de síntese de Sac a partir de Gli e Fru? ΔG° = - R.T.ln Keq REAÇÕES DE ÓXIDO-REDUÇÃO O fluxo de elétrons é responsável direta ou indiretamente por todos os trabalhos realizados pelos organismos vivos. Cotidiano: luz elétrica, motor do carro, aparelhos eletrícos etc... Circuito eletrônico: e- fluem espontâneamente dirigidos pela força eletromotiva (fem) Células: circuito biológico análogo Fluxo de elétrons x Trabalho Reações de oxidação - redução Oxidação = perda de e- Redução = ganho de e- Redutor é aquele que doa e- Oxidante é aquele que recebe e- Fe 2+ + Cu 2+ ↔ Fe 3+ + Cu+ Doador é agente redutor Receptor é agente oxidante Fe 2+ + Cu 2+ ↔ Fe 3+ + Cu+ 1) Fe 2+ ↔ Fe 3+ (par redox) 2) Cu 2+ ↔ Cu+ Os compostos orgânicos também sofrem reações de oxidação -redução Tipos de transferência de elétrons nas reações biológicas Diretamente como elétrons exemplo do ferro e cobre Como átomos de H (1e- + 1 proton H+), onde AH2 é o doador de hidrogênio AH2 ↔ A + 2 e - + 2 H+ Como íons hidreto ( :H-) Desidrogenases ligadas ao NADH Por combinação direta com o oxigênio R-CH3 + 1/2 O2 ↔ R-CH2-OH OS POTENCIAIS DE REDUÇÃO (E) MEDEM A AFINIDADE POR ELÉTRONS • E0 –potencial de redução padrão 1 M; 1 atm • E – potencial de redução depende da concentração do doador e receptor de elétrons • E 0` - potencial de redução padrão em pH7 Relação entre E (potencial de redução) e E0 (potencial de redução padrão) (equação de Nernst) E = E’0 + R.T.ln [receptor de elétrons] nF [doador de elétrons] n= Nº de elétrons transferidos F= constante de Faraday Para T= 25ºC : E= E0 + 0,026 V/n ln [receptor]/[doador] Potenciais de redução padrão de algumas meia-reações importantes biologicamente Espaço Intermembranas Succinato Fumarato Matriz Potencial Químico ΔpH (interior alcalino) Potencial Elétrico ΔΨ (interior negativo) Sintese de ATP inpulsionada pela força motriz dos prótonsalino) Relação entre ΔG e potencial de redução A variação de energia livre é diretamente proporcional à diferença de potencial de redução das espécies reagentes e ao número de elétrons transferidos; ΔG = - n.F.ΔE ΔG’º = - n.F.ΔE’0 para quaisquer condições para condições padrões • n = n° de elétrons transferidos • F = constante de Faraday (96,44kj/mol.V) • E = potencial de redução • Δ E= Ereceptor - Edoador Relação do ΔG e potencial de redução Acetaldeído + NADH + H+ ↔ etanol + NAD+ Acetaldeído + 2H+ + 2e- ↔ etanol E´0 = -0,197 V NAD+ +2H+ + 2e- ↔ NADH + H+ E´0 = -0,320 V E´0 = E´0 receptor –E´0 doador= -0,197 – (-0,320)= 0,123 V n = 2 G°’ = -2 (96,5 kJ/V.mol) (0,123V) = -23,7 kJ/mol G°’ = ??? ∆G = -nF ∆E ou ∆G °’ = -nF ∆E°’ ∆E = ∆E °’ – RT ln [C] [D] nF [A] [B] E´0 = E´0 receptor –E´0 doador Ex: acetaldeído e NADH 1M, etanol e NAD+ 0,1M Acetaldeído + NADH + H+ ↔ etanol + NAD+ • Acetaldeído + 2H+ + 2e- ↔ etanol E´0 = -0,197 V • NAD+ +2H+ + 2e- ↔ NADH + H+ E´0 = -0,320 V E= E0 + 0,026 V/n ln [receptor]/[doador] Eacet = - 0,197V + 0,026/2 ln 1/0,1 = -0,167V ENADH = - 0,320V + 0,026/2 ln 0,1/1 = -0,350V É preciso ter E para calcular ΔG Δ E= -0,167 – (-0,350) = 0,183V Δ G = -nF Δ E = -2 (96,5 kJ/mol.V) (0,183V) = -35,3 kJ/mol ALGUNS TRANSPORTADORES DE ÉLETRONS IMPORTANTES Oxidações biológicas freqüentemente envolvem desidrogenações ∆G = -nF ∆E ou ∆G °’ = -nF ∆E°’ ∆E = ∆E °’ – RT ln [C] [D] nF [A] [B] E´0 = E´0 receptor –E´0 doador Grande parte do catabolismo é direcionada para a síntese de compostos fosforilados de alta energia pois esta é uma forma de ativar compostos pouco reativos Devido à sua posição intermediária entre os compostos fosforilados de alta energia o ATP é capaz de transportar energia de compostos de maior energia para compostos de menor energia, tornando-os mais reativos Cineticamente estável: alta energia de ativação não permite doação espontânea de grupos fosforilsem participação de enzimas “ATP = moeda universal” As bases químicas da grande variação de energia livre associada com a Hidrólise do ATP Adenina Adenina Adenina Hidrólise provoca diminuição de repulsão entre as cargas Estabilização por ressonância Ionização A participação do ATP em uma reação (a) Reação escrita em um passo (b) Reação real em dois passos Glutamil-fosfato ligado à enzima Glutamato Glutamina ATP fornece energia por transferência de grupos e não por simples hidrólise 1. Grupo fosforil é transferido para o substrato ou para um resíduo de aa da enzima, aumentando o nível de energia livre do complexo. 2. Grupo fosforil transferido é deslocado. Liberando Pi, PPi ou AMP. 3. A hidrólise simples libera somente calor! “A energia liberada pela hidrólise de compostos de fosfato não provém da ligação específica que é rompida, mas, antes, ela resulta dos produtos da reação, que apresentam um conteúdo de energia livre menor que dos reagentes” “Qualquer composto fosforilado pode ser sintetizado mediante acoplamento com o rompimento de um outro composto fosforilado com energia de hidrólise mais negativa” ATP e outras moléculas ricas em energia PEP + H2O PIRUVATO + Pi ΔG ´0= -61,9 kJ/mol ADP + Pi ATP + H2O ΔG ´0= + 30,5 kJ/mol PEP + ADP + PI ATP + H2O ΔG ´0= -31,4 kJ/mol A alta energia livre de hidrólise de compostos fosforilados Fosfoenolpiruvato Reagente apresenta uma única forma e produto apresenta duas formas = maior estabilidade do produto. A ressonância do Pi também é contribuidora Fosfocreatina Favorecimento por ressonância dos produtos, incluindo o Pi. Hidrólise do 1,3-Bifosfoglicerato Ionização e estrutura de ressonância tornam o produto mais estável Tioésters Tioésters x Ésters de oxigênio Resumo – as reações de hidrólise com variações de energia livre padrão muito negativas têm os produtos mais estáveis que os reagentes pois: 1. Existe maior tensão de ligação nos reagentes devido à repulsão eletrostática 2. Os produtos são estabilizados por ionização 3. Os produtos são estabilizados por isomerização 4. Os produtos são estabilizados por ressonância