FILARIOSE

FILARIOSE


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FILARIOSE 
Édio Acácio
Luana lima
Thayanna Almeida
Mônica Etiele
Charles Silva
Histórico
Patrick Manson
1863- Demarquay
Joseph Bancroft
Stephen Cobbold
 Filaria bancrofti
1921- Wuchereria bancrofti
Classificação Taxonômica
Reino: animália
Filo: Nematoda 
Classe: Secernentea
Ordem: Spirurida
Família: Onchocercidae
Gênero: Wuchereria
Espécie: Wuchereria bancrofti
Aspectos Gerais
A filariose pode ser provocada pelas espécies: Wuchereria bancrofti, Brugia malayi e Brugia Timor.
Brugia malayi (sul e sudeste da Ásia e Pacífico Oriental).
Brugia timori (leste da Indonésia e ilha do Timor.
Wuchereria bancrofti: No Brasil, permanecia de forma endêmica em apenas três capitais: Belém, Manaus e Recife. 
Morfologia
Adulto macho: corpo delgado e branco leitoso, mede de 3,5 a 4cm de comprimento, extremidade anterior afilada e posterior enrolada ventralmente.
Extremidade enrolada
Morfologia
Adulto fêmea: corpo delgado e branco leitoso, mede de 7 a 10cm de comprimento, possui órgãos genitais duplos, com exceção da vagina, que é única e se exterioriza em uma vulva localizada próximo à extremidade anterior do parasito.
Morfologia
Microfilárias: Forma conhecida como embrião que se movimenta ativamente na corrente sanguínea do hospedeiro. Presença de bainha flexível e estilete bucal na parte anterior que as diferencia de outros filarídeos sanguíneos. Possuem 250 a 3ooµm e uma grande quantidade de núcleos.
Morfologia
Larva: São encontradas no inseto vetor. A larva de primeiro estágio (L1) ou larva salsichóide mede em torno de 300µm de comprimento e é originária da transformação da microfilária. Essa larva se diferencia em larva de segundo estágio (L2) ou pré-infectante, em média duas vezes maior, e sofre nova muda originando a larva infectante (L3), que tem entre 1,5 a 2,0mm de comprimento.
Transmissão 
Unicamente pela picada do inseto vetor (fêmea de C. quinquefasciatus) e deposição das larvas infectantes na pele lesada das pessoas.
Mosquito do gênero Culex, tem vida média de um mês, portanto considera-se curto o período de transmissão do parasito ao humano.
Ciclo Biológico
Ciclo Biológico
Mosquito 
Homem Portador Fêmea do Culex Microfilárias
 
 Estômago
 300 µm
 Larvas salsichóide ou L1 Músculos torácicos Cavidade geral
L2 (Pre-Infectante)
 
 L3 (Infectante) Probóscida (Aparelho Picador) 
 1,5 a 2mm 
 Homem 
Ciclo Biológico
Homem
Mosquito (L3 Infectante) Homem Sadio Vasos Linfáticos
 
 Vermes Adultos 
 Mosquito Corrente Sanguínea Microfilárias 
Patogenia
Pacientes assintomáticos, há danos nos vasos linfáticos, mas não aparente
Pacientes com elefantíase ou outras manifestações crônicas.
Vermes adultos podem apresentar desde uma pequena estase linfática até a elefantíase.
Patogenia
As lesões podem ser de origem inflamatória ou não e são devidos a dois fatores principais:
Ação mecânica: A presença dos vermes adultos dentro de um vaso linfático provocando obstrução.
Ação irritativa: A presença dos vermes adultos causando processos inflamatórios.
Manifestações clínicas
Formas clínicas da filariose linfática
Assintomática ou doença subclínica;
Manifestações agudas; 
Manifestações crônicas; 
Eosinofilia pulmonar tropical(EPT);
Sintomatologia
Dores na perna afetada;
Inchaço na virilha;
Calafrios;
Febre;
Manchas avermelhadas na perna e no escroto;
Urina leitosa;
Aumento do volume no membro afetado;
Epidemiologia
Áreas Consideradas Com Transmissão Ativa No Brasil:
Diagnóstico 
Clínico: difícil devido à semelhança das alterações provocadas pela W. bancrofti com aquelas produzidas por outros agentes etiológicos com efeitos semelhantes.
Diagnóstico
Laboratorial:
Pesquisa de microfilárias (mf), feita por diferentes métodos parasitológicos. Entre as técnicas disponíveis, a mais utilizada é a gota espessa.
Diagnóstico
Pesquisa de anticorpos e antígenos circulantes.
Pesquisa de DNA.
Estudos recentes têm mostrado que a reação em cadeia da polimerase (PCR) é bastante sensível para detectar DNA de W. bancrofti no sangue, na urina e até na saliva de pacientes.
Pesquisa de Vermes Adultos com uso da ultra-sonografia.
Profilaxia e Controle
Não existe um medicamento profilático para quem se encontra em áreas endêmicas, mesmo que por pequeno período de tempo. Deve ser evitado o contato humano-vetor.
Controle tem com base principalmente três pontos:
Uso do medicamento dietilcarbamazina.
O controle do inseto tentando exterminar as larvas e os adultos com o uso de larvicidas químicos, como organofosforados ou, no caso de resistência, carbamatos e piretróides.
Educação e saneamento ambiental.
Tratamento
Contra o parasito, o medicamento utilizado é o citrato de dietilcarbamazina (DEC).
Para o tratamento do linfedema, recomenda-se intensiva higiene local, com uso de água, sabão e, quando necessário, administração de antibióticos, para combater infecções bacterianas que agravam o quadro.
Referências
NEVES, David pereira. Parasitologia humana 10° edição. São Paulo: editora Atheneu, 2000.
REVISTA BRASILEIRA DE PATOLOGIA TROPICAL. Helmintos filarias .