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Segundo bimestre (BASES) - Aula 2 Geovani santos – XXXIX
INTERAÇÕES CÉLULA-CÉLULA
CONSIDERAÇÕES GERAIS
Tem como principal intuito manter as células ligadas entre si e ligadas a MEC, garantindo estabilização dos tecidos.
Desde a embriogêneses garante que as células semelhantes interajam até a formação de tecidos maduros em adultos.
Podem ser transientes quando uma célula se liga a outra de maneira reversível. Ex:. ligação antígeno-anticorpo, leucócitos e moléculas de adesão celular do endotélio do vaso durante uma inflamação.
As interações estáveis ocorrem entre células do mesmo tipo para garantir a formação de tecidos, e impede que uma célula se desligue da outra. Ex:. tecido epitelial
Se o paciente apresentar alterações na síntese das interações celulares, essas células se afastam podendo resultar na formação de bolhas.
As interações são classificadas em 4 tipos: Junções de ancoragem; Junções de oclusão; Junções comunicantes; Junções mediadas por transferência de sinais.
junções de ancoragem
Necessitam de moléculas de adesão celulares para serem formadas, como caderinas, selectinas, moléculas da superfamília das imunoglobulinas, integrinas.
São capazes de interligar o citoesqueleto de uma célula a outra, ou o citoesqueleto de uma célula a matriz extracelular.
São amplamente encontradas em tecidos que sofrem muito estresse mecânico como a pele (epiderme), musculo, e musculo cardíaco. 
São classificadas em quatro tipos diferentes:
Junções aderentes: conectam os feixes de filamentos de actina de uma célula com os feixes de outra célula.
Desmossomos: conecta os filamentos intermediário de uma célula com o de outra.
Hemidesmossomos: interconecta os filamentos intermediários com os componentes da MEC.
Adesões focais: estão relacionadas à adesão célula- matriz, distribuídos ao longo das membranas basais das células do epitélio.
caderinas
Fazem apenas ligações homofílicas (só se liga a outra caderina na membrana de outra célula).
São classificadas em caderinas clássicas e caderinas não clássicas.
Clássicas = E-caderina (células epiteliais), P-caderina (placenta, células mamárias e epiderme), N-caderina (células neuronais) , VE-caderina (células endoteliais).
Não clássicas= Desmocolina, desmogleina (ambas presentes em grande em grande quantidades na pele e são responsáveis pela formação dos desmossomos.
PENFIGO VULGAR
Doença autoimune, onde paciente produz anticorpos IgG contra a desmogleina 1 e 3.
Desmogleina é um tipo de caderina que participa da junção dos tecidos epiteliais da epiderme. Com isso, o paciente apresenta acantólise (distanciamento de uma célula a outra), formando bolhas.
Sintomas: bolhas na cavidade oral (mais comum), axilas, tórax, quando estas bolhas se rompem, soltam líquidos sanguinolentos/purulentos/serosos, formando ulceras.
Diagnostico: sinais clínicos seguido de manobra semiotecnica chamada de sinal de nikolsky, que é feita para avaliar afastamento da célula(pressão sobre a pele e joga pro lada, quando tirar o dedo se o sinal for positivo o local fica vermelho, úmido e depois apresenta bolhas no local. Além disso a biópsia da pele e a leitura histopatológica, observando células afastadas.
O diagnóstico mais preciso é a imunohistopatológica, que através da imunofluorescência detecta o IgG.
Tratamento com corticoides (para tratar a doença que é sistêmia e em caso de bolhas na cavidade oral, além de ser utilizado como pomada para aliviar a sensação dolorosa e facilitar a deglutição do paciente), glicocorticoides (possuem a capacidade de reduzir o sistema imunológico d paciente, com isso a produção de anticorpos é reduzida e o aparecimento de lesões também) ou outros imunossupressores.
selectinas
Fazem ligações heterofílicas.
Proteínas com grande afinidade por oligossacarídeos.
Existem vários tipos como: L-selectina (nos leucócitos), E-selectina (células endoteliais), P-selectinia (presente nas plaquetas). São importantes para a migração dos leucócitos da corrente sanguínea para o tecido inflamado.
 
Moléculas da superfamília das imunoglobulinas
Fazem ligações homofilicas e heterofilicas.
As principais são as N-CAM e as I-CAM (molécula de adesão celular intercelular e neuronal).
N-CAM são ancoradas nos neurônios e são imprescindíveis para garantir a formação das sinapses.
INTEGRINAS
Fazem apenas ligações heterofilicas.
São moléculas de adesão celular importantes por se ligarem as I-CAMs durante a migração do leucócito do sangue para a região inflamada.
Graças a integrina os leucócitos conseguem migrar da corrente sanguínea para o tecido inflamado.
LAD 1(deficiência de adesão leucocitária do tipo 1)
Ausência ou redução da expressão da integrina do tipo beta presente na membrana dos leucócitos.
Os leucócitos não conseguem se aderir de maneira estável nas células endoteliais do vaso para poder migrar para o tecido inflamado.
LAD GRAVE: os pacientes tem expressão de menos de 2% das integrinas nas membranas dos leucócitos, com isso os leucócitos não migram para os tecidos inflamados. Os pacientes na maioria das vezes vão a óbito antes da infância pq não tem células de defesas para defende-lo das infecções ou invasões de microorganismos.
LAD MODERADA: o paciente tem de 5 a 10% das integrinas, então ele sobrevive mas com uma baixa qualidade de vida.O tratamento consiste pelo transplante de células hematopoiéticas renovando os leucócitos e promovendo a formação de leucócitos saudáveis. Outro tratamento é a utilização de antibioticoterapia como profilaxia para evitar infecções.
Junções de oclusão
São muito encontradas entre as células para impedir a passagem de moléculas entre as células epiteliais.
Elas formam uma rede de proteínas responsáveis por circundar todas as células impedindo a passagem de qualquer sustância.
Essas redes são formadas por ocludinas e claudinas e são encontradas na barreira hematoencefálica para impedir a passagem de substância para o encéfalo e para a medula espinhal.
Alguns microorganismos produzem proteases capaz de degradar as ocludinas ou as claudinas facilitando a entrada de algumas substâncias.
Essas junções de colusão também são capazes de criar um gradiente de concentração no interior das células facilitando o transporte de glicose entre as células epiteliais.
Existem claudinas formadoras de canais e 
existem claudinas formadoras de barreiras.
Transporte paracelular de moléculas e de íons é feito entre as células (pelas claudinas).
São formadoras de canal para transportar o sódio de maneira para celular para voltar para o lúmem e ter o funcionamento do SGLT1
Hipomagnesemia familiar
O paciente tem mutação no gene que codifica a claudina formadora de poro presente na alça espessa ascendente da alça de henry nos rins (essa garante a reabsorção de magnésio).
Com isso a função do magnéso de contração muscular e frequência cardíaca fica comprometido pela baixa de magnésio na corrente sanguínea.
Sintomas: arritmias cardíacas, por isso o tratamento deve ser feito por medicamentos que aumentem o suplemento de magnésio no corpo.
Junções do tipo gape ou comunicantes
Estão presentes no tecido muscular e no tecido nervoso
Permitem a passagem de moléculas de baixo peso molecular, íons e segundos mensageiros como o AMPcílcico que são importantes para o bom funcionamento celular.
No tecido celular promove a sincronia de contração das células graças a capacidade de permitir a passagem de cálcio e outros íons entre uma célula e outra. 
A proteína responsável pela formação das junções do tipo GAPE é chamada de conexina.
Possuímos mais de 20 tipos de conexinas diferentes.
6 conexinas de duas células precisam interligar entre sí para formar um conexon.
O conexon forma um poro que permite a passagem de substâncias que tenham atém 1000Da.
Os conexons podem ser classificados em homoméricos e conexons heteroméricos.Ohomomérico é formado pelo mesmo tipo de conexina, enquanto o heteroméricos possuem variações de conexinas.
Surdez hereditária
Mutação no gene da conexina 26.
A conexina 26 é responsável pela formação das GAPE junções presentes nas células ciliadas do ouvido.
Essa conexina forma poros que permite a saída de potássio do interior das células ciliadas do ouvido para o fluido coclear.
Quando ocorre essa saída cargas positivas de sódio entram para despolarizar a célula. Esse sódio tem a capacidade de mudar a polarização por não ter excesso de potássio.

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