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Trabalho de artes - DANCA

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e criações, o bailarino escreve no tempo e no espaço conforme surgem e ressurgem ideias e emoções. Os temas refletem a sociedade e a cultura nas quais está inserida, uma sociedade em mudança, são diversificados, abertos e pressupõem o diálogo entre o dançarino e o público numa interação entre sujeitos comunicativos. O corpo é mais livre, pois é dotado de maior autonomia.
Usa métodos como Laban, Contato-Improvisação, além de técnicas somáticas e de conscientização do corpo e movimento como Eutonia, Feldenkrais, Movimento Autêntico, Klauss Vianna (no Brasil) entre outras. Relaciona-se fortemente com o teatro e seus elementos, além de usar vídeo, fotografia e outras formas de comunicação.·.
História da Dança no Brasil
No Brasil a dança tem muitas expressões. Na cultura popular, nas danças indígenas e folclóricas e nas formas mais eruditas, que foram introduzidas por renomados bailarinos europeus por volta dos anos 1930 com as primeiras escolas de balé.
A Dança Indígena: Há relatos de autos produzidos pelos jesuítas no século XVI, que ensaiavam os indígenas para apresentarem danças. As danças mais conhecidas são o toré, no Nordeste e o kuarup, realizado pelos indígenas do Alto Xingu, no Mato Grosso.
Por outro lado, a dança indígena de forma semelhante à dança primitiva, tem aspectos rituais e religiosos, pode ser para celebrar acontecimentos, para marcar a puberdade, em rituais fúnebres ou para espantar doenças.
A dança tem importante papel social, está relacionada à vida e aos costumes. Podem ser realizadas em grupo ou individualmente, as mulheres não participam de danças sagradas.
São comumente usados diversos instrumentos musicais, além de totens, amuletos e imagens, e também algumas máscaras, de acordo com o motivo do ritual.
A história do Balé no Brasil
Segundo consta, o primeiro balé teria sido apresentado no Rio de Janeiro em 1813, no Real Theatro de São João, hoje João Caetano.
Um impulso importante ao balé brasileiro deve-se à visita de algumas companhias renomadas, como a de Diaghilev. Em 1913 e 1917 veio Nijinsky e depois Pavlova (1918 e 1919), que se apresentaram no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Maria Olenewa, primeira-bailarina da Companhia de Pavlova, acabou por se instalar no Rio de Janeiro. Conseguiu criar uma escola de balé clássico sob sua direção no Teatro Municipal, oficializada em 1930. Outra escola foi fundada nesse período em Curitiba, por Tadeuz Morozowicz, a primeira do sul do país. Nessa época vários bailarinos vindos de importantes companhias europeias se instalaram no Rio de Janeiro.
Os Balés Brasileiros: Os primeiros balés brasileiros buscaram criar identidade usando temas indígenas em suas apresentações. Assim como aconteceu em outras áreas, como o indianismo na literatura.
O espetáculo "Arirê e o Pássaro Ferido", assinado por Naruna Corder nos anos de 1930, foi um dos primeiros no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Nesse período, as escolas de balé não buscavam a excelência na dança, como nas escolas europeias. A ideia era introduzir uma atividade física e até mesmo dar noções de etiqueta às alunas (a maioria era da alta sociedade carioca).
Os espetáculos eram uma forma de apresentar o trabalho desenvolvido e ao mesmo tempo educar o público pouco acostumado com o bailado.
Características da Linguagem - DANÇA
A dança é uma das linguagens artísticas mais antigas até pela sua pouca exigência quanto a aparatos tecnológicos e mesmo formação acadêmica para ser realizada ainda que em um nível muitas vezes rudimentar. Entretanto, desde as formas de dança mais eruditas como o Balé Clássico até as danças populares como o Frevo e a Quadrilha, em todas há elementos que as constroem como manifestações artísticas e corporais. Segundo a pesquisadora Judith Lynne Hanna, os elementos da linguagem da dança, que combinados permitiriam a compreensão da dança de acordo com o estilo, a escola ou mesmo a função, são:
• Espaço: direção, nível, amplitude, foco, ordem e forma.
• Ritmo: tempo, duração, ênfase e compasso.
• Dinâmica: força, energia, tensão, relaxamento e fluxo.
• Forma: relação estabelecida entre quem dança com o outro, com o espaço e com objetos.
• Locomoção: caminhar, correr, saltar, rolar, estirar-se, rodopiar, etc.
• Gesto: movimentos como rotação, flexão, extensão e vibração.
• Frase corporal: movimentos em sequência capazes de denotar uma afirmação específica.
• Motivo: parte do movimento apresentada de maneiras distintas: rápido ou lento, forte ou suave, etc.
Dentre as muitas possibilidades de se abordar a classificação dessa forma de arte tão dinâmica, quanto multifacetada, faz sentido pensá-la sob várias perspectivas que alcancem vários elementos constituintes e conceituadores, eis alguns deles:
Quanto aos envolvidos no processo da dança:
- dança solo (ex.: solista no balé, algumas coreografias do sapateado, break, o passista do frevo e o da escola de samba, etc.).
- dança em dupla (ex.: tango, salsa, valsa, maxixe, lambada, o mestre-sala e a porta-bandeira de escolas de samba, etc.).
- dança em grupo (ex.: danças de roda, maracatu, maculelê, etc.).
Quanto à razão:
- dança folclórica (ex.: catira, carimbó, reisado, etc.).
- dança cerimonial ou religiosa (ex.: danças indianas, dança sufi, etc.).
- dança étnica (ex.: dança árabe, danças indígenas, etc.).
- dança terapêutica (ex.: auxílio no tratamento de doentes psiquiátricos, etc.).
- dança erótica (ex.: can can, striptease, etc.).
- dança cênica ou performática (ex.: balé, Danças Contemporânea e Moderna, etc.).
- dança social (ex.: dança de salão, axé, samba etc.).
A arte na educação
CARINA
Conclusão
Com tudo o que foi exposto, não há como opor-se que a dança contribui no processo ensino aprendizagem. Por meio dessa arte adquire-se um desenvolvimento gradativo, com melhora no rendimento escolar, mudança positiva no comportamento, entre muitos outros aspectos, devido à dança ser uma atividade completa que exercita corpo, mente e alma. Por isso é necessário a introdução dessa arte nas escolas, a fim de que as crianças tenham acesso à arte e à cultura.
A dança é fundamental como recurso pedagógico, visto que ela ajuda a construir no aluno um indivíduo mais confiante, reforçando sua autoestima, fazendo com que ele se sinta proveitoso, capaz. Enfim, a dança auxilia no desenvolvimento da autonomia do aluno.
Fica claro que a dança enquanto processo de aprendizagem, possibilita o aluno aprender pelas experiências do próprio corpo, a compreender o ponto de vista do próximo, a desenvolver habilidades e a expressar sua criatividade. Logo, a dança possibilita que a aprendizagem ocorra de forma prazerosa, através da prática, estimulando a todo instante o aluno.
Nessa perspectiva, a dança contribui para uma educação motora consciente e global, proporcionando diversos benefícios no que se refere aos aspectos físicos, sociais e intelectuais.
O trabalho com a dança também possibilita a descoberta do próprio corpo, o reconhecimento de que cada indivíduo possui diferentes maneiras de se movimentar, o que resultará na conscientização do aluno com relação ao respeito à individualidade dos seres humanos.
 	É perceptível a contribuição da dança como recurso pedagógico, visto que auxilia em diversas áreas que são de suma importância para que o aluno construa o seu conhecimento. Nesta questão, é importante salientar que a dança, enquanto prática pedagógica favorece o desenvolvimento do aluno, tornando-o um sujeito capaz de pensar de maneira criativa, de expressar e se comunicar com o mundo que o envolve de forma espontânea. O que também nos faz observar a dança como uma forma natural de comunicação através da expressão corporal.
O aprendizado por meio de atividades como a dança, possibilita uma melhora significativa no comportamento social dos alunos, além de desenvolver os aspectos cognitivos e motor, resultando na formação de um cidadão ético, formador de suas opiniões e ideias.
Portanto, o educador deve ter uma atitude consciente na busca de uma prática

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