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Contabilidade Básica / Aula 1 - Introdução à Contabilidade 
Terminologia da área 
A Contabilidade enquanto ciência tem como função administrativa, segundo Marion (2015): 
 
O que se pode perceber é que a Contabilidade se configura como uma importante 
ferramenta de apoio para que o gestor analise os riscos e auxilie no suporte técnico e lógico 
para as entidades. 
 
Quando iniciamos os estudos sobre a ciência contábil, nós nos deparamos com o desafio da 
terminologia, que pode dificultar o entendimento da matéria. 
Na língua portuguesa, encontramos palavras que, dependendo do ponto de vista em que 
são consideradas, assumem significados diferentes. 
Vejamos alguns exemplos: 
 
Técnicas contábeis 
Para Ferreira (2015), a Contabilidade compreende o registro das operações da empresa em 
livros mantidos para essa finalidade. 
O motivo do registro está no fato de que a Contabilidade tem como função controlar o 
patrimônio de uma Pessoa Física ou Jurídica, além de gerar as informações para o público 
com interesse. 
O objeto da Contabilidade é o patrimônio das entidades econômico-administrativas. Dessa 
forma, tem como objetivo permitir: 
 
 
Para atingir esse fim, a Contabilidade utiliza várias técnicas, tais como: 
 
Informações contábil-financeiras 
A Contabilidade se configura como uma importante ferramenta de apoio para que o gestor 
analise os riscos e dê suporte técnico e lógico para as entidades. 
Para o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), que trata do tema, o propósito do 
relatório contábil é fornecer informações contábil-financeiras acerca da entidade que as 
reporta – aquelas consideradas, de alguma forma, úteis aos stakeholders (partes 
interessadas). As pessoas interessadas nas informações contábil-financeiras podem ser: 
 
De acordo com o CPC – Estrutura Conceitual, as demonstrações contábeis são elaboradas 
e apresentadas para usuários externos em geral, tendo em vista as finalidades específicas 
de cada usuário. 
Sabemos, então, que um papel muito importante da Contabilidade é fornecer informação útil 
para a tomada de decisões econômicas. 
De forma específica, a Contabilidade apresenta as seguintes funções: 
FUNÇÃO ECONÔMICA 
Apurar o resultado econômico do período, o qual pode se apresentar na forma de lucro ou 
prejuízo. 
FUNÇÃO ADMINISTRATIVA 
Controlar o patrimônio da entidade sobre os seguintes aspectos: 
 
Estático – posição em determinado momento, como aquela apresentada no Balanço 
Patrimonial(BP); 
 
Dinâmico – movimento ou mudanças qualitativas e quantitativas dos elementos. 
Áreas específicas 
Para Iudícibus et al (2013), existem duas abordagens na Contabilidade que 
ganham status de teoria: a teoria normativa e a teoria positiva. 
Como ciência social, a Contabilidade deve ser estudada em áreas específicas, com o intuito 
de aprimorar as técnicas no aspecto de determinadas atividades a partir de suas finalidades. 
Todas essas áreas específicas se relacionam entre si, tais como: 
 
É relevante entender a palavra entidade, que, para a Contabilidade, tem sentido amplo, pois 
muitos entendem apenas as organizações filantrópicas. 
 
 
 
A contabilidade como ferramenta estratégica 
A abordagem da Contabilidade como ferramenta estratégica é fundamental, seja para os 
usuários: 
 
Você sabia? 
Os estudos de Santos (2011) revelam que a Contabilidade já era reconhecida durante a 
Pré-história. Afinal, no Período Mesolítico, já se utilizavam, por meios de sinais pictográficos, 
sistemas contábeis registrados em fichas de barro, que continham, por exemplo: 
Símbolos de animais; Materiais têxteis; Recipientes; Metais etc. 
Com base nessas constatações, podemos perceber que a Contabilidade vem evoluindo 
muito rápido a partir dos estudos da escola italiana e americana. 
 
Nesse caso, os usuários podem identificar a fraqueza e o vigor financeiro da entidade que 
reporta a informação, inclusive para auxiliar a avaliação de sua liquidez e solvência, suas 
necessidades em termos de financiamento adicional e o quão provavelmente bem-sucedido 
será seu intento em angariar esse financiamento. 
 
De acordo como o CPC 00 R1 a informação contábil precisa ter: 
RELEVÂNCIA 
Diz respeito à influência de uma informação contábil na tomada de decisões. 
As informações são relevantes quando fazem a diferença nas decisões econômicas dos 
usuários, ajudando-os a avaliar o impacto de eventos passados ou corrigindo suas 
avaliações anteriores (valor confirmatório), ou ajudando-os nos processos para predizer 
resultados futuros (valor preditivo). 
A relevância depende da natureza e também da materialidade (tamanho) do item em 
discussão. 
REPRESENTAÇÃO FIDEDIGNA 
Diz respeito a três atributos: a informação precisa ser completa, neutra e livre de erro. 
 
• Para ser completa, ela tem de conter o necessário para que o usuário compreenda o 
fenômeno retratado. 
• Para ser neutra, ela necessita estar desprovida de viés na seleção ou na apresentação, 
não podendo ser distorcida para mais ou para menos. 
• Para ser livre de erro, o processo para obtenção da informação deve ser selecionado e 
aplicado sem equívocos. 
A estimativa terá representação fidedigna se o montante for claramente descrito como tal, e 
se a natureza e as limitações do processo forem devidamente reveladas. 
Existem outras características qualitativas de melhoria das demonstrações contábeis – 
menos críticas, mas, ainda assim, altamente desejáveis. 
De acordo com o CPC 00, são elas: 
 
As características qualitativas tornam as informações mais úteis e confiáveis, pois buscam 
comunicar aos acionistas não controladores sobre a posição econômica e financeira das 
entidades das quais fazem parte. 
 
 
Atividades 
1 - A ciência contábil tem função importante na análise de relatórios que auxiliam os 
gestores na tomada de decisão. Por isso, o profissional de Contabilidade é considerado 
essencial no controle empresarial. Analise as seguintes sentenças: 
I. A função administrativa do profissional contábil é controlar o patrimônio da entidade 
apenas sobre o aspecto estático – posição em determinado momento, como aquela 
apresentada no balanço. 
II. A função econômica do profissional contábil é apurar o resultado econômico do período, o 
qual pode se apresentar na forma de lucro ou prejuízo. 
III. A Contabilidade compreende o registro das operações da empresa em livros mantidos 
para essa finalidade. 
Entre os itens anteriores, está (ão) CORRETO(S): 
a) Apenas I 
b) Apenas II 
c) I e III 
d) II e III 
e) I,II e III 
 
2 - Entre as características qualitativas expressas pelo CPC nº 00, assinale a opção 
CORRETA: 
a) A comparabilidade não permite a identificação e compreensão de similaridades e 
diferenças entre os itens. 
b) A verificabilidade implica que diferentes observadores podem chegar a um consenso 
sobre o retrato de uma realidade econômica e, em certas circunstâncias, representar uma 
faixa de possíveis montantes com suas respectivas probabilidades. 
c) Tempestividade significa que o profissional contábil está disponível a qualquer tempo 
para influenciar o usuário em sua decisão. 
d) Compreensibilidade significa que a classificação, a caracterização e a apresentação 
da informação são feitas com clareza e concisão, tornando-a incompreensível. 
e) A relevância diz respeito à influência de uma informação contábil na tomada de 
decisões. 
3 - A informação é vital para um mercado mais eficiente e para a redução do custo do capital 
para a economia como um todo, mas o custo está sempre presente na geração da 
informação. 
De acordo com o CPC 00 R1, discorra sobre os seguintes 
pontos: relevância e representação fidedigna. 
 
 
Contabilidade Básica / Aula 2 - Patrimônio – conceito e representação gráficaPatrimônio 
O objeto da Contabilidade é o PATRIMÔNIO: um conjunto 
de bens, direitos e obrigações avaliado em moeda e pertencente a uma pessoa (Física ou 
Jurídica). 
A finalidade da Contabilidade é controlar o patrimônio das entidades e identificar as 
alterações ocorridas em sua composição. 
Quando desejamos saber a real situação da entidade devemos: 
 
Assim saberemos a situação líquida. 
Bens 
Os bens são capazes de satisfazer as necessidades humanas e são suscetíveis de 
avaliação econômica. 
De acordo com Ferreira (2015), eles podem ser classificados como: 
BENS CORPÓREOS 
Bens materiais, ou seja, aqueles que têm existência física, que podem ser tocados. 
Exemplos: 
• Dinheiro; 
• Edificações; 
• Terrenos; 
• Veículos; 
• Móveis; 
• Utensílios; 
• Equipamentos de informática; 
• Máquinas e equipamentos industriais; 
• Instalações elétricas e hidráulicas; 
• Ferramentas; 
• Estoque (material de escritório, mercadorias, matéria-prima, produtos em fabricação e 
produtos acabados). 
BENS INCORPÓREOS 
Bens imateriais, ou seja, aqueles que não existem fisicamente. 
Exemplos: 
• Programas de computador; 
• Marcas de propaganda; 
• Patente de fabricação; 
• Propriedade literária; 
• Propriedade científica. 
 
BENS NUMERÁRIOS 
Bens que representam os recursos financeiros em dinheiro (reconhecidos como CAIXA). 
BENS DE CONSUMO 
Bens não duráveis, ou seja, aqueles que são consumidos em determinado espaço de 
tempo. 
É necessário analisar com cuidado os gastos com esses bens. 
Se comprados em grandes quantidades, eles podem ser lançados em estoque de 
almoxarifado, mas, se consumidos imediatamente em pequenas quantidades, podem ser 
lançados direto para a apuração do resultado. 
Exemplo: Gastos com material de limpeza e de expediente. 
BENS DE TRANSFORMAÇÃO 
Bens utilizados na fabricação de outros bens, ou seja, seus produtos. Eles são registrados 
em contas chamadas de Matéria-prima dentro do grupo Estoque. 
Exemplo: 
Madeira usada para construir mesa e cadeira. 
BENS DE VENDA 
Bens produzidos e acabados ou adquiridos prontos de terceiros para revenda. Eles são 
lançados em Mercadoria, e os produtos acabados, dentro do grupo Estoque. 
BENS DE RENDA 
Investimentos feitos pela entidade em ativos não destinados à atividade operacional. 
Apesar de não serem comprados com o intuito de vender, esses bens são fontes de 
recursos assim como outras receitas. Eles são registrados no grupo Investimentos. 
Exemplo: 
Aluguel de um terreno comprado para investimento. 
BENS DE USO 
Bens destinados à atividade operacional da entidade. 
Exemplos: 
• Veículos – usados na entrega de mercadoria; 
• Móveis e utensílios – usados nas tarefas do cotidiano da empresa; 
• Máquinas – usadas na produção. 
Direitos 
Ferreira (2015) afirma que, em sentido contábil, os direitos representam créditos, ou seja, 
valores a receber ou a recuperar nas transações com terceiros, como duplicatas e aluguéis. 
 
Em sua maioria, eles decorrem da atividade operacional como uma venda a prazo. 
 
Podemos citar como exemplos: 
 
Em regra, os direitos são representados por títulos e documentos. 
Obrigações 
As obrigações são os valores que a entidade deve como resultado de eventos passados. 
Elas se dividem em: 
 
Vamos fazer um exercício! 
Assinale a opção que contém apenas obrigações: 
a) Clientes, capital e duplicatas a pagar. 
b) Veículos, móveis e caixa. 
c) Fornecedores, duplicatas a pagar e clientes. 
d) Fornecedores, duplicadas a pagar e aluguéis a receber. 
e) Fornecedores, duplicatas e salários a pagar. 
Representação gráfica do patrimônio 
De acordo com Ferreira (2015), a identificação dos elementos que compõem o patrimônio 
diz respeito a seu aspecto qualitativo. Já a mensuração desses elementos corresponde ao 
aspecto quantitativo. 
 
A representação gráfica do patrimônio é feita da seguinte forma: 
 
Situações Líquidas patrimoniais 
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) deu uma definição bem simples para o 
Patrimônio Líquido (PL): 
 
Para o BP estar em equilíbrio, o total dos valores do ATIVO deve ser igual ao total do 
PASSIVO. Mas, na prática, isso acontece raramente. 
 
A diferença desses valores é chamada de Situação Líquida (SL). Assim, a equação 
fundamental do patrimônio é a seguinte: 
 
A SL – que é sempre disposta no lado do PASSIVO – indica: 
 
As possíveis SLs são: 
Ativo e passivo podem ser iguais ou maiores do que zero, mas a SL pode ser maior, igual e 
menor do que zero. 
Tipos de capital 
Para Iudícibus et al (2013), existem quatro conceitos de capital. São eles: 
CAPITAL NOMINAL 
Investimento inicial realizado pelos sócios de uma entidade e registrado em uma conta 
chamada de Capital ou Capital Social. 
O Capital Nominal corresponde ao PL inicial e só sofre alterações quando: 
 
• Os sócios/proprietários realizam novos investimentos (aumento de capital) ou 
desinvestimentos (redução de capital); 
• Há geração de lucros (aumento do PL) ou prejuízos (diminuição do PL). 
CAPITAL PRÓPRIO 
Recurso evidenciado no patrimônio como PL, pois o ativo é o patrimônio bruto. Esse recurso 
abrange o Capital Inicial dos sócios da empresa e suas variações. 
CAPITAL DE TERCEIROS 
Passivo que será exigido da entidade (passivo exigível), utilizado para financiar as 
atividades empresariais. 
CAPITAL TOTAL 
Valores disponíveis para a empresa, iguais à seguinte soma: 
 
Capital Próprio + Capital de Terceiros. 
Você sabia? 
Uma questão recorrente em concurso público é aquela que aborda o tema da estática e da 
dinâmica patrimonial. 
 
A situação estática (em repouso) do patrimônio é evidenciada no BP, e a dinâmica, na 
Demonstração de Resultado do Exercício (DRE). 
 
Na DRE, são declaradas as contas que alteram a SL do patrimônio (seu resultado) e 
modificam o Capital Próprio da entidade. 
Vamos fazer um exercício! 
2) Descreva qual é a principal característica dos capitais próprios e de terceiros. 
 
Origem e aplicação de recursos 
Para Ferreira (2015), em um gráfico patrimonial, é possível observar o total de recursos que 
a empresa obteve e que estão a sua disposição. 
 
A Contabilidade identifica todos os fatos administrativos que resultam em origens e 
aplicações de recursos. 
Os registros são feitos com destaque para onde o recurso foi aplicado e de onde foi 
originado. Sendo assim: 
 
Como já vimos, o passivo representa obrigações com terceiros no período atual, 
decorrentes de eventos passados e que demandam o consumo de ativos para sua 
liquidação. 
 
O passivo configura-se, então, como a origem dos recursos. Trata-se do Capital Total à 
disposição da entidade (Capital de Terceiros + Capital Próprio). 
 
A empresa administra seu ativo para que este gere benefícios futuros, independente de ter 
forma física (tangíveis) ou não (intangíveis) – como é o caso das marcas e patentes. No 
ativo, estão, portanto, as aplicações de recursos. 
 
Podemos citar como exemplos: 
 
Método das partidas dobradas 
Para registrar suas operações, a Contabilidade adota o método das partidas dobradas – 
exposto, oficialmente, pelo matemático italiano Luca Pacioli (1445-1517), em 1494. 
 
De acordo com esse raciocínio, o registro contábil implica que um débito em uma ou mais 
contas deve corresponder a um crédito equivalente em uma ou mais contas, de forma que a 
soma dos valores debitados seja sempre igual à soma dos valores creditados. 
Sendo assim: 
Não existe DÉBITO sem CRÉDITO, ou seja, não existe APLICAÇÃO sem ORIGEM DE 
RECURSOS. 
O débito e o crédito fazem parte de uma convenção bastante utilizada pela Contabilidade e 
estão presentes no razonete (livro-razão). Assim: 
 
 
Atividade 
1 - No último dia do exercício social, a empresa Green demonstrou o seguinte patrimôniodevidamente registrado na Junta Comercial: 
 
• Bens = R$ 13.000,00; 
• Direitos = R$ 7.000,00; 
• Dívidas = R$ 9.000,00; 
• Capital social = R$ 10.000,00. 
 
Com base nessas informações, podemos afirmar que, do ponto de vista contábil, o referido 
patrimônio apresenta: 
a) Situação Líquida nula ou compensada. 
b) Passivo a descoberto no valor de R$ 1.000,00. 
c) Prejuízos acumulados no valor de R$ 1.000,00. 
d) Patrimônio Líquido no valor de R$ 1.000,00. 
e) Patrimônio Líquido no valor de R$ 11.000,00. 
2 - A demonstração contábil que tem por finalidade evidenciar, de forma qualitativa e 
quantitativa, a situação patrimonial e financeira da empresa, bem como dos atos registrados 
na escrituração contábil chama-se: 
a) Balancete de Verificação. 
b) Balanço Patrimonial. 
c) Demonstração de Fluxo de Caixa. 
d) Demonstração do Valor Adicionado. 
e) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. 
Contabilidade Básica / Aula 3: Contas patrimoniais e de resultado 
Definição de contas 
As contas exercem um importante papel no processo contábil: suprir os usuários acerca do 
patrimônio e de suas variações. 
Isso é feito mediante o registro dos atos e fatos da administração econômica dos 
componentes do patrimônio e a formação dos resultados realizados em cada período. 
Para cada bem ou agrupamentos de bens, de direitos, de obrigações ou de Situação Líquida 
(SL), há, portanto, uma conta específica. 
Da mesma forma, as modificações do patrimônio (positivas ou negativas), oriundas das 
atividades da empresa, são demonstradas em operações contábeis. 
Registro contábil e passos do ciclo contábil 
Para começar, é importante identificar os elementos indispensáveis para registrar os fatos 
nas contas. São eles: 
Os passos do ciclo contábil, por sua vez, são: 
 
 
Natureza das contas 
As contas funcionam por movimentos de débito e crédito. Para entendermos esse 
mecanismo, precisamos primeiro, conhecer a natureza de cada conta. 
 
Teorias das contas 
Vamos conhecer, agora, as teorias das contas. São elas: 
TEORIA PERSONALISTA 
Aquela que engloba as seguintes contas: 
• Contas do proprietário – SL, receitas e despesas; 
• Contas dos agentes consignatários – bens (no ativo); 
• Contas dos correspondentes – direito (no ativo) ou obrigações (no passivo exigível). 
TEORIA MATERIALISTA 
Aquela que engloba as seguintes contas: 
• Contas integrais – ativo e passivo exigível; 
• Contas diferenciais – SL, receitas e despesas. 
TEORIA PATRIMONIALISTA 
• Contas patrimoniais – ativo, passivo e SL; 
• Contas de resultado – receitas e despesas. 
A tabela a seguir apresenta o resumo dessas teorias: 
 
Vamos fazer um exercício! 
Marque a opção correta: De acordo com a teoria personalista, as contas são classificadas 
como: 
Integrais e diferenciais. 
De proprietário e de agentes consignatários. 
Do proprietário, dos agentes consignatários e correspondentes. 
Patrimoniais e de resultado. 
Patrimoniais, dos agentes consignatários e dos correspondentes. 
Aqui, vamos nos ater àquela adotada no Brasil: a teoria patrimonialista. 
Contas patrimoniais 
Como vimos, os bens, os direitos e as obrigações – ativo, passivo e PL, respectivamente – 
representam as contas patrimoniais. 
As contas patrimoniais são utilizadas para apuração e controle do patrimônio. 
 
Seus componentes podem ser considerados sob dois aspectos: 
 
Contas redutoras 
Além do ativo, do passivo e do PL, também são consideradas patrimoniais as contas 
retificadoras ou redutoras, ou seja, negativas –aquelas que reduzem o saldo dogrupo ao 
qual pertencem e acabam por retificá-lo. 
Essas contas não existem sozinhas, pois são utilizadas para subtrair os saldos de outras 
operações contábeis. 
 
As mais conhecidas do ativo são: 
 
Se estiverem no ativo, as contas redutoras terão saldo credor, mas, se estiverem no passivo 
ou no PL, terão natureza devedora. 
A conta Cliente apresenta os seguintes dados: 
• Natureza – devedora; 
• Saldo – R$ 200.000,00; 
• Valor aproximado de perda em liquidação duvidosa – 5%. 
Nesse caso, deve ser aberta uma conta no valor de R$ 10.000,00 para retificar aquele de 
que o administrador pode dispor para pagar suas obrigações. 
Logo, essa conta Cliente se evidencia da seguinte forma: 
Clientes --------------------------------------------------------------------------- R$ 200.000,00 
Perda estimada (líquida duvidosa) ------------------------------------------ (R$ 10.000,00) 
Existem poucas contas do passivo retificadoras. Entre estas, podemos citar: juros a 
apropriar ou a transcorrer. 
No caso do PL, há: 
 
Contas de resultado 
As contas de receitas, de custos e de despesas são consideradas temporárias, pois seus 
saldos são apurados a cada exercício. Chamamos isso de encerrar ou zerar a conta. 
Seu saldo deve ser lançado em uma conta de resultado ou Apuração do Resultado do 
Exercício (ARE). Depois disso, ele é transferido para o PL. 
 
As contas de resultado dividem-se em: 
DESPESAS 
Aquelas que se caracterizam pelo consumo de bens e pela utilização de serviços, com o 
objetivo de obter receitas. Exemplos 
• Energia elétrica; 
• Material de expediente; 
• Salários etc. 
Existem contas que são representadas pelos seguintes gastos: 
• Comerciais – comissão, brindes e feiras; 
• Administrativos – 13º salário, férias, água, telefone e aluguel; 
• Financeiro – juros e despesas bancárias. 
RECEITAS 
Aquelas decorrentes das vendas ou das prestações de serviços, mas existem outras 
receitas operacionais, tais como venda de sucata, ganho na alienação de imobilizado etc. 
Comparadas às despesas, há poucas receitas. As mais comuns são: 
• Descontos; 
• Juros ativos; 
• Vendas de mercadorias. 
As contas de resultado provocam variações patrimoniais, porque as receitas geram lucros 
que aumentam o PL, e as despesas geram prejuízos que o diminuem. 
Outras classificações de contas 
Conforme relata Ferreira (2015), as contas também são classificadas de acordo com outros 
critérios, como mostra a tabela a seguir: 
 
 
 
Atividade 
1 - Ao longo da existência de uma entidade, podem acontecer vários fatos que refletem no 
patrimônio de forma positiva ou negativa. 
Em relação aos fatos contábeis e a suas respectivas variações no patrimônio, assinale a 
opção INCORRETA: 
A insubsistência passiva ocorre quando algo que deixou de existir provocou efeito 
negativo no patrimônio da entidade. 
Quando ocorre uma superveniência passiva, a situação líquida diminui. 
As superveniências provocam sempre um aumento do passivo ou do ativo. 
O desaparecimento de um bem é um exemplo de insubsistência do passivo. 
Toda insubsistência do passivo é ativa. 
2 - Assinale a opção que contém APENAS contas do proprietário: 
Juros ativos, caixa e despesas financeiras. 
Capital social, comissões ativas e lucros acumulados. 
Comissões passivas, mercadorias e receitas financeiras. 
Descontos ativos, juros passivos e salários a pagar. 
Juros passivos, capital social e veículos. 
3 - Assinale a opção que contém APENAS contas integrais: 
Empréstimos bancários, caixa e despesas financeiras. 
Capital social, bancos, conta movimento e lucros acumulados. 
Comissões passivas, mercadorias e receita de aluguel. 
Descontos ativos, juros passivos e salários a pagar. 
Fornecedores, salários a pagar e veículos. 
 
 
Contabilidade Básica / Aula 4 - Plano de contas 
Contas patrimoniais 
Vamos conhecer, com mais detalhes, as contas patrimoniais. São elas: 
Ativo 
Todas as contas que representam os bens e os direitos. Pode ser classificado em: 
 
Passivo 
Contas que representam as obrigações e o Patrimônio Líquido(PL). Pode ser classificado 
em: 
Vamos fazer um exercício! 
Conta patrimonial é aquela que indica: 
O custo dos produtos vendidos por indústria. 
Os impostos já pagos incidentes sobre a venda. 
As vendas realizadas em um período. 
O ICMS a recolher ao Estado. 
O encargo de depreciação de bens do ativo não circulante. 
Contas de resultado 
Vamos entender melhor, agora, as contas de resultado, que aparecem durante o exercício e 
se encerram no final deste. São elas: 
 
 
 
 
Apresentação das contas 
As contas são apresentadas nos seguintes níveis: 
 
 
Exemplo 
Veja um exemplo de plano de contas: 
 
Nível 1 Ativo 
Nível 2 Ativo Circulante 
Nível 3 Caixa e Equivalentes de Caixa 
Nível 4 Bancos Conta Movimento 
Vamos fazer um exercício! 
Uma empresa adquiriu para uso geral de seu estabelecimento um microcomputador, uma 
impressora e acessórios correspondentes, que foram registrados na conta: 
Móveis e utensílios. 
Máquinas e equipamentos da fábrica. 
Material de escritório. 
Material de consumo. 
Investimentos permanentes. 
Atividade 
Um plano de contas possui variações técnicas que indicam o tipo de código a ser utilizado. 
Existem quatro grandes grupos de contas que recebem, normalmente, os 
códigos 1, 2, 3 e 4, conforme mostra a tabela a seguir: 
 
 
Assinale a opção que informa a representação do código 1.1.11.10 – rubrica Contas a 
receber: 
Conta analítica 
Elemento descritivo 
Elemento informativo 
Conta sintética 
Subconta 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Contabilidade Básica / Aula 5 - Registros contábeis – atos/fatos 
Classificação das contas 
O patrimônio das empresas está em constante movimento, devido aos acontecimentos que 
ocorrem diariamente. Disso resulta a importância do registro contábil. 
Para que possamos compreender a essência dessa mutação patrimonial, precisamos 
classificar as contas. Vejamos algumas delas: 
CAIXA 
• Código: 1.1.1.001; 
• Ativo; 
• Circulante; 
• Disponibilidades; 
• Função: abrigar os numerários em tesouraria (dinheiro no caixa da empresa); 
• Natureza: devedora; 
• Debitada: recebimento de duplicatas, vendas à vista (em dinheiro), saques bancários etc.; 
• Creditada: em todos os desembolsos (em dinheiro) – pagamentos de títulos, de despesas 
etc. 
BANCOS 
• Código: 1.1.1.002; 
• Ativo; 
• Circulante; 
• Disponibilidades; 
• Função: abrigar toda a movimentação bancária da empresa (banco conta movimento); 
• Natureza: devedora; 
• Debitada: pelos valores depositados em banco e pela aquisição de empréstimos; 
• Creditada: pelos pagamentos em cheques ou pelas diminuições na conta corrente. 
CLIENTES NACIONAIS 
• Código: 1.1.2.002; 
• Ativo; 
• Circulante; 
• Direitos; 
• Função: abrigar os valores a receber provenientes de vendas a prazo; 
• Natureza: devedora; 
• Debitada: no ato da venda a prazo para recebimento até exercício social seguinte; 
• Creditada: pelo recebimento da duplicata (quando o cliente a resgata). 
ESTOQUE MERCADORIA REVENDA 
• Código: 1.1.3.001; 
• Ativo; 
• Circulante; 
• Estoques; 
• Função: abrigar os valores das mercadorias destinadas à venda; 
• Natureza: devedora; 
• Debitada: nas compras de mercadorias; 
• Creditada: nas vendas de mercadorias, nas perdas por avarias ou sinistros. 
SEGUROS A APROPRIAR 
• Código: 1.1.4.001; 
• Ativo; 
• Circulante; 
• Despesas do exercício seguinte; 
• Função: abrigar os valores relativos a seguros pagos com competência futura; 
• Natureza: devedora; 
• Debitada: no ato da contratação e do pagamento do seguro; 
• Creditada: pela apropriação mensal de parcela proporcional ao número de meses. 
VEÍCULOS 
• Código: 1.3.2.005; 
• Ativo; 
• Permanente; 
• Imobilizado; 
• Função: abrigar os valores de aquisição dos veículos de uso na empresa; 
• Natureza: devedora; 
• Debitada: na compra do veículo ou em reavaliações deste; 
• Creditada: na venda de veículos ou baixa por desuso, avaria ou sinistro. 
DEPRECIAÇÃO ACUMULADA VEÍCULOS 
• Código: 1.3.2.006; 
• Ativo; 
• Imobilizado; 
• Função: retificar o valor dos veículos pelas perdas de valor devido ao uso ou à 
obsolescência; 
• Natureza: credora; 
• Debitada: na baixa do bem por venda, desuso, avaria, sinistro etc. 
Atos administrativos 
Os atos administrativos são acontecimentos que ocorrem na empresa e que não provocam 
alterações no patrimônio. Exemplos: 
 
Alguns são considerados relevantes, quando seus efeitos se materializam no futuro, 
traduzindo-se em modificações no patrimônio. Esses atos devem ser registrados pela 
Contabilidade por meio das contas de compensações. 
Fatos administrativos 
Fatos administrativos ou contábeis são os acontecimentos que provocam variações nos 
valores patrimoniais, podendo ou não alterar o Patrimônio Líquido (PL). 
 
Devido a essa modificação, esses fatos devem ser contabilizados por meio das contas 
patrimoniais e de resultados. 
Os fatos administrativos podem ser classificados em três grupos: 
 
Fatos permutativos 
Aqueles que permutam os elementos componentes do ativo ou do passivo sem modificar o 
valor do PL. Nesse caso, pode ocorrer troca entre os elementos do ativo, do passivo e entre 
ambos simultaneamente. 
 
A permutação pode ser: 
 
Vamos fazer um exercício! 
Analise o caso a seguir: 
A empresa Aquisições comprou 100 ônibus à vista para substituir sua frota. Esse evento 
contábil representa um fato: 
a) Permutativo ente elementos do passivo. 
b) Modificativo entre elementos do ativo e do passivo. 
c) Permutativo entre elementos do ativo. 
d) Modificativo no passivo não circulante. 
e) Misto diminutivo no ativo e no passivo. 
Fatos modificativos 
Aqueles que modificam o PL e que envolvem contas de resultado (receitas e despesas). 
 
Fatos mistos 
Aqueles que envolvem, ao mesmo tempo, um fato permutativo e um modificativo, e que 
podem, portanto, acarretar alterações no ativo e no PL, no passivo e no PL, ou no ativo, no 
passivo e no PL simultaneamente. 
Os fatos mistos são capazes de provocar aumento ou diminuição no patrimônio. 
 
Vamos fazer um exercício! 
O fato contábil da quitação ou liquidação de um crédito de curto prazo causa no patrimônio o 
seguinte efeito: 
a) Diminuição do ativo disponível e do passivo circulante. 
b) Aumento do ativo disponível e do passivo circulante. 
c) Diminuição e aumento simultâneos do passivo circulante. 
d) Diminuição e aumento simultâneos do ativo circulante. 
e) Nenhum, pois o fato é permutativo. 
Para facilitar a compreensão dos tipos de fatos administrativos, analise a tabela a seguir: 
 
Atividade 
1 - Analise o lançamento a seguir: 
D - Fornecedores ----------------------- R$ 250,00 
D - Despesas financeiras --------------- R$ 50,00 
C - Banco conta movimento ---------- R$ 150,00 
C - Títulos a pagar --------------------- R$ 150,00 
Esse lançamento caracteriza um fato contábil: 
a) Misto aumentativo. 
b) Misto diminutivo. 
c) Modificativo diminutivo. 
d) Modificativo aumentativo. 
e) Permutativo. 
2 - Analise as afirmativas abaixo: 
 
I - Atos administrativos são os acontecimentos que modificam o PL. 
II - Fatos mistos são aqueles que envolvem, ao mesmo tempo, um fato modificativo e um 
permutativo. 
III - Os fatos permutativos envolvem somente contas patrimoniais. 
IV - Os fatos modificativos envolvem apenas uma conta patrimonial, e uma ou mais contas 
de resultado ou do PL. 
Estão corretas: 
a) II – III - IV. 
b) I – II - III. 
c) I – III - IV. 
d) I – II – IV. 
e) Nenhuma das alternativas. 
3 - Se os saldos das contas de PL, ativo e passivo aumentam, os lançamentos nelas 
efetuados representam, respectivamente:a) Crédito, débito e crédito. 
b) Crédito, crédito e débito. 
c) Débito, débito e crédito. 
d) Débito, crédito e débito. 
e) Crédito, crédito e crédito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Contabilidade Básica / Aula 6 - Razonete e balancete de verificação 
Razonete 
Para compreendermos os lançamentos a débito e a crédito nas contas patrimoniais e de 
resultado, vamos elaborar os razonetes. 
 
Para facilitar a conciliação e verificação de lançamentos, utilizamos o razonete em T, no 
qual consta apenas o título da conta, as colunas do débito (à esquerda) e do crédito (à 
direita) para registro dos respectivos valores. 
Veja um exemplo: 
 
Independente da natureza das contas, o lado direito do razonete sempre será utilizado para 
lançar o débito, e o lado esquerdo, para lançar o crédito. 
Conforme estudamos nas aulas anteriores a respeito da escrituração contábil, cada 
operação é objeto de um lançamento, ou seja, do registro de fatos contábeis, que são 
processados com base no método das partidas dobradas. 
Inicialmente, esse método envolvia apenas uma conta a débito e uma a crédito. Atualmente, 
um lançamento pode abranger um ou mais débitos e um ou mais créditos. 
De acordo com o número de contas debitadas e creditadas, podemos identificar quatro 
fórmulas de lançamento. São elas: 
 
Vejamos alguns exemplos de lançamento: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vamos fazer um exercício! 
A versão simplificada do livro-razão denomina-se: 
a) Balancete 
b) Razonete 
c) Balanço 
d) Diário 
e) Demonstração do Resultado do Exercício 
Balancete de verificação 
O balancete de verificação é uma demonstração que relaciona cada conta com seu 
respectivo saldo devedor ou credor. 
Nesse caso, os lançamentos serão corretamente efetuados se o total da coluna dos saldos 
devedores for igual ao total da coluna dos saldos credores. 
Para muitas entidades, sua estrutura tem três colunas, organizadas da seguinte forma: 
 
Existem, também, outros modelos de balancete, nos quais as informações aparecem assim 
lançadas: 
 
Veja um exemplo de balancete: 
 
Algumas observações sobre o balancete de verificação: 
 
Balancete de verificação inicial = Contas patrimoniais + Contas de resultado 
Balancete de verificação final = Contas patrimoniais 
Vamos fazer um exercício! 
A relação de contas extraída do livro-razão, com seus saldos devedores e credores, 
denomina-se: 
a) Razonete 
b) Balanço 
c) Balancete 
d) Razão 
e) inventário 
Atividade 
1 - A empresa Beta comprou vários objetos por R$ 7.000,00, mas só pagou metade na hora, 
deixando o restante para pagar um mês depois, com desconto de 20%. Os empregados 
recebem apenas R$ 230,00 de comissão, mas pagam R$ 80,00 de refeições feitas na 
própria empresa, cujo custo para esta é de R$ 50,00. Como essa firma começou a operar 
com capital de apenas R$ 2.000,00, podemos dizer que, agora, ela possui Capital Próprio 
de: 
a) R$ 7.550,00 
b) R$ 7.000,00 
c) R$ 6.300,00 
d) R$ 2.550,00 
e) R$ 2.500,00 
2 - Assinale a opção que contém somente contas de saldo devedor: 
a) Capital, contas a pagar, empréstimos bancários e caixa. 
b) Impostos, salários, caixa, juros ativos e fornecedores. 
c) Clientes, fornecedores, caixa, mercadorias e imóveis. 
d) Impostos, clientes, juros passivos, caixa e salários. 
e) Veículos, estoque, impostos a recolher e provisão para férias. 
 
 
 
 
 
Contabilidade Básica / Aula 7 - Apuração de Resultado do Exercício 
Resultado do exercício 
O resultado do exercício é utilizado para avaliar o desempenho econômico da entidade. 
 
Por isso, conhecer o resultado obtido com a venda de mercadorias, de produtos ou serviços 
é de suma importância para o empresário em sua tomada de decisão. Afinal, essa é a 
atividade operacional das empresas. 
Podemos obter o resultado com mercadorias vendidas por meio da seguinte operação: 
 
Após esse momento, serão adicionados e subtraídos os demais valores para a apuração 
final do resultado do exercício. Veja: 
 
 
Agora, vamos identificar a sequência ideal dos procedimentos que devem ser tomados para 
tal apuração: 
 
 
Podemos elaborar uma Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) de forma dedutiva. 
Vejamos um exemplo: 
 
Suponha que, fim do ano 2009, a companhia A apresentou os seguintes valores: 
 
 
A demonstração do resultado do exercício ficaria da seguinte forma: 
 
E quanto ao Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)? O que sabemos sobre ele? 
De que forma o CMV é apurado? 
De que maneira é possível calcular o valor do CMV? 
Isso pode ser feito de duas formas, pelos seguintes inventários: 
1. INVENTÁRIO PERIÓDICO 
Quando necessitamos apurar o Resultado Com a venda das Mercadorias (RCM), 
realizamos um levantamento físico para a avaliação do estoque de mercadorias existente 
naquela data. 
 
A partir da diferença entre o total das mercadorias disponíveis para venda durante o período 
e esse estoque final (apurado de forma extracontábil), obtemos o CMV nesse período. 
Nesse caso, utilizamos, portanto, a contagem física. 
2. INVENTÁRIO PERMANENTE 
Este controle permanente é efetuado sobre todas as mercadorias que estiverem à 
disposição para venda, isto é, sobre o CMV e sobre as mercadorias que não foram vendidas 
(estoque final). 
 
A partir da soma dos custos de todas as vendas, obtemos o CMV total do período. Nesse 
caso, utilizamos as fichas de controle de estoque. 
Principalmente nas médias e grandes empresas, há a necessidade de controle contínuo do 
valor do estoque de mercadorias. Conseguimos isso por meio da baixa, em cada venda, do 
CMV. 
O processo de baixa de cada venda no CMV acontece da seguinte forma: 
 
Após cada operação de venda e sua contabilização, teremos a conta de vendas atualizada: 
CMV com o total do custo acumulado e Mercadorias refletindo o valor exato em estoque. 
 
Vamos analisar uma situação: 
Uma empresa possui estoque de mercadorias no valor de R$ 15.000 e vende a metade dele 
por R$ 10.000 a prazo. 
 
Como contabilizar a operação de compra e venda? 
 
Se, após essas transações, a empresa adquirisse mais mercadorias por R$ 6.000 a prazo e 
apurasse o resultado, como ficaria o seu estoque? 
 
 
No sistema do inventário permanente, o controle do estoque de mercadorias pode ser 
simplificado com o uso de uma ficha de controle. 
Vejamos sua aplicação: 
Data: 01/06/X1 – Estoque inicial e mercadoria (ventiladores) de R$ 10.000 (10 unidades 
compradas a R$ 1.000 cada uma) 
Data: 02/06/x1 – Venda de 6 unidades por R$ 8.000 
Data: 10/06/x1 – Compra de 4 unidades a R$ 1.000 cada uma 
Data: 23/06/x1 – Venda de 6 unidades por R$ 8.500 
 
1. Em 02/06: D - CAIXA 
C - RECEITA DE VENDAS ............... 8.000 
D - CMV 
C - MERCADORIAS ......................... 6.000 
 
Em 10/06: D - MERCADORIAS 
C - CAIXA ....................................... 4.000 
 
Em 23/06: D - CAIXA 
C - RECEITA DE VENDAS ............... 8.500 
D - CMV 
C - MERCADORIAS ......................... 6.000 
 
Em 30/06: D - CMV 
C - MERCADORIAS ......................... 12.000 (CONF FICHA ESTOQUE) 
 
 
Devemos analisar todas as possibilidades de atribuições de valor, sempre com base no 
custo (valor de aquisição). Os principais critérios são: 
 
Preço específico PEPS ou FIFO UEPS ou LIFO* Média ponderada móvel 
*Que não é mais aceito pelas normas internacionais 
Inventário periódico 
Já sabemos que, para apuração do RCM, no caso do inventário periódico, precisamos dolevantamento físico do estoque. Isso nos oferece uma informação extracontábil. 
Logo: 
 
Valor residual e depreciação 
(Outra conta de resultado que merece nossa atenção é a depreciação). 
De acordo com a Receita Federal do Brasil: 
 
Para o cálculo da depreciação do período, a taxa de depreciação deve ser sempre aplicada 
sobre o valor de aquisição do bem – se NÃO apresentar valor residual! 
Por isso, primeiro, RETIRAMOS esse valor. 
Exemplo 
Carro = 100.000 
Valor residual = 10.000 (10%) → 100.000 - 10.000 = 90.000 
É sobre esse valor (90.000) que vamos aplicar a taxa de depreciação. 
 
Mas, além da depreciação, é preciso verificar, pelo menos anualmente, a eventual 
necessidade de reconhecimento de perda por redução do valor recuperável do ativo, 
conforme o Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos. 
A despesa de depreciação de cada período deve ser reconhecida no resultado, a menos 
que seja incluída no valor contábil de outro ativo. 
No entanto, por vezes, os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo são 
absorvidos para a produção de outros ativos. Nesses casos, a depreciação faz parte do 
custo de outro ativo e deve ser incluída em seu valor contábil. 
Por exemplo, a depreciação de máquinas e de equipamentos de produção é incluída nos 
custos de produção de estoque. Por isso, de acordo com Ferrari (2014), utilizamos os 
métodos linear (ou de quotas constantes) e da soma dos dígitos. 
Método linear 
Método que contabiliza, como despesa ou custo, uma parcela constante do valor do bem em 
cada período. 
Vejamos uma aplicação desse método: 
No início de janeiro, a empresa comprou um veículo com vida útil estimada de 5 anos pelo 
valor de R$ 30.000,00, sem valor residual estimado. Qual será o valor da depreciação? 
Solução: 
No final do primeiro ano, devemos reconhecer a despesa de depreciação de: 
R$ 30.000,00 : 5 = R$ 6.000,00 por ano 
 
Para calcularmos o valor da depreciação mensal, para efeito de apuração de resultados 
mensais, basta dividirmos o valor da depreciação anual por 12: 
 
R$ 6.000,00 : 12 = R$ 500,00 por mês 
 
Se considerarmos um valor residual de R$ 3.000,00, o valor anual da depreciação será: 
 
(R$ 30.000,00 - R$ 3.000,00) : 5 = R$ 5.400,00 por ano 
 
Para calcularmos o valor da depreciação mensal, para efeito de apuração de resultados 
mensais, basta dividirmos o valor da depreciação anual por 12: 
R$ 5.400,00 : 12 = R$ 450,00 por mês 
 
A contabilização do valor da depreciação mensal será efetuada da seguinte forma: débito de 
despesa de depreciação e crédito da conta Depreciação Acumulada. 
 
Portanto, o lançamento será: 
Débito: Despesa de Depreciação = R$ 450,00; 
No final do primeiro ano, o Ativo Imobilizado da empresa deverá ser apresentado no BP da 
seguinte maneira: 
Veículos = R$ 30.000,00 
 
(-) Depreciação Acumulada (R$ 6.000,00) = R$ 24.000,00 
 
Dessa forma, o leitor do BP saberá a idade aproximada do Ativo Imobilizado da empresa. 
Depreciação 
Já entendemos que a depreciação é a diminuição parcelada de valor que os bens de uso da 
empresa sofrem. 
Trata-se de considerar como despesa ou custo do período uma parte do valor gasto na 
compra desses bens de uso. 
Nesse contexto, alguns conceitos são importantes. Vejamos: 
DESGASTE PELO USO 
Enfraquecimento da capacidade de produção. 
AÇÃO DO TEMPO 
Exposição aos rigores das variações atmosféricas, como o frio, o calor, a chuva, o sol, a 
umidade, a maresia etc. 
OBSOLESCÊNCIA 
Em decorrência da evolução tecnológica, os bens se tornam ultrapassados, antiquados, 
arcaicos e caem em desuso. 
A taxa de depreciação é aquela a partir da qual podemos esperar a utilização econômica do 
bem. 
 
Devemos elaborar cálculos de depreciação com base nos prazos e nas taxas que, até 
então, eram fixados pela legislação tributária. 
 
Entretanto, periodicamente, as empresas utilizam o critério da recuperabilidade, que 
consiste na revisão e no ajuste dos critérios usados para a determinação da vida útil 
econômica. 
 
A legislação tributária, no RIR/99 (artigos 305 a 323), disciplina esse assunto determinando 
as contas sujeitas à depreciação, bem como fixando prazos, taxas e critérios. 
 
Com o advento da Lei nº 11.638/2007, cujos efeitos passaram a vigorar a partir de 01 de 
janeiro de 2008, as regras para a fixação do prazo e da taxa de depreciação – que, até 
então, era definida pelo fisco –, mudaram: agora, prevalece o prazo de vida útil econômica 
do bem. 
 
No parágrafo 3º do artigo 183 dessa lei, consta que as empresas deverão efetuar, 
periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e 
intangível, a fim de que sejam registradas as perdas de valor do capital aplicado, e para 
revisar e ajustar os critérios utilizados para a determinação da vida útil – causas que 
justificam a depreciação. 
Atenção 
A depreciação somente se inicia quando o bem está em condições de uso e de operação. 
Do contrário, não haverá mais cálculo nem contabilização, permanecendo o valor do bem e 
a depreciação acumulada com idêntico valor, até que haja reavaliação. 
Amortização 
A amortização – que tem o mesmo sentido da depreciação – é o valor correspondente à 
recuperação dos investimentos feitos em bens intangíveis ou de valores aplicados em 
despesas que contribuam para a formação de resultados de mais de um exercício contábil, 
os quais serão lançados como custo ou encargo em cada exercício. 
Trata-se, portanto, do desgaste do valor econômico do capital aplicado em bens intangíveis 
do ativo, necessários à manutenção da empresa, ou seja, o desgaste de bens imateriais. 
Há uma conta de resultado (Amortização) e uma conta patrimonial (Amortização 
Acumulada). 
 
Os bens do ativo intangível com vida útil indefinida não devem ser amortizados, pois, nesses 
casos, serão feitos testes de recuperabilidade. 
Exaustão 
A exaustão é a redução do valor, decorrente da exploração, dos recursos minerais, florestais 
e de outros recursos naturais esgotáveis. 
 
Nesse caso, existe uma perda de valor, porque as imobilizações suscetíveis de exploração – 
como, por exemplo, as reservas minerais e vegetais (bosques, florestas, jazidas etc.) – se 
esgotam no decorrer do tempo. 
 
Aqui, devemos aplicar os mesmos métodos utilizados para a depreciação. Logo, seu 
lançamento é: 
D – Exaustão C - Exaustão Acumulada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividades 
1 - Em 2 de janeiro de 2012, uma empresa comercial adquiriu mercadorias no valor de R$ 
7.000,00, pagando 30% à vista, e o restante, em fevereiro do mesmo ano. No dia 10 de 
janeiro, a empresa vendeu todas essas mercadorias por R$ 15.000,00, recebendo 50% à 
vista, e o restante, em fevereiro do mesmo ano. 
 
Sabendo que utiliza o regime de competência, o resultado apurado pela empresa comercial 
com a venda dessas mercadorias foi: 
a) R$ 5.400,00 em janeiro de 2012. 
b) R$ 8.000,00 em janeiro de 2012. 
c) R$ 12.900,00 em janeiro de 2012. 
d) R$ 5.400,00 em janeiro de 2012 e R$ 2.600,00 em fevereiro de 2012. 
e) R$ 500,00 em janeiro de 2012 e R$ 7.500,00 em fevereiro de 2012. 
2 - Assinale a opção que apresenta apenas contas cujos saldos devem ser encerrados no 
fim do exercício: 
a) Salários, aluguéis a pagar e receitas financeiras. 
b) Juros passivos, seguros a vencer e juros ativos. 
c) Salários antecipados, receitas de vendas e encargos de depreciação. 
d) Aluguéis passivos, receitas de vendas e despesas de seguros. 
e) Aluguéis a vencer, receitas de aluguéis e salários a pagar. 
3 - Quando da apuração de resultado positivo, o lucro é transferido para o PL por meio do 
seguinte lançamento: 
a) Débito – Resultado/Crédito – Lucros ou Prejuízos Acumulados 
b) Débito – Lucros ou Prejuízos Acumulados/Crédito– Resultado 
c) Débito – Receita/Crédito – Lucros ou Prejuízos Acumulados 
d) Débito – Lucros ou Prejuízos Acumulados/Crédito – Receita 
e) Débito – Receita/Crédito – Resultado 
 
 
Contabilidade Básica / Aula 8 - Demonstração do Resultado do Exercício 
Estrutura da DRE 
A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) apresenta todos os itens 
de receita e despesa reconhecidos no período, excluindo aqueles relativos a outros 
resultados abrangentes. 
As estruturas da DRE e da Demonstração do Resultado do Exercício Abrangente (DRA) 
incluem: 
 
Além disso, devemos obedecer, ainda, ao regime de competência dos exercícios para as 
receitas e despesas que serão reconhecidas quando auferidas ou incorridas, independente 
do efetivo recebimento ou pagamento. 
Vamos conhecer a estrutura da DRE. Iremos dividir a estrutura para que possamos 
apresentar a descrição de cada item. 
Estrutura da DRE 
Receita bruta de vendas ou receita operacional bruta 
 
(-) Deduções da receita bruta 
 
(-) Devoluções de vendas 
 
(-) Abatimentos sobre vendas 
 
(-) Descontos incondicionais concedidos 
 
(-) ISS / ICMS / PIS e COFINS sobre vendas 
 
(=) Receita líquida de vendas ou receita operacional líquida 
 
(-) Custo das Mercadorias/Produtos Vendidos/Serviços Prestados 
 
(=) Resultado operacional bruto 
 
(-) Despesas com vendas 
 
(-) Despesas gerais e administrativas 
 
(-) Outras despesas operacionais 
 
(+) Outras receitas operacionais 
 
(-) Despesas financeiras 
 
(+) Receitas financeiras 
 
(+) Outras receitas 
 
(-) Outras despesas 
 
(=) Resultado operacional líquido 
 
(-) CSLL ou despesa com provisão para CSLL 
 
(=) Resultado do exercício antes do Imposto de Renda 
 
(-) Despesa com provisão do Imposto de Renda 
 
(=) Resultado do exercício após o Imposto de Renda 
 
(-) Despesa com participações societárias sobre o lucro 
 
Participações de debêntures 
 
Participações de empregados 
 
Participações de administradores 
 
Participações de partes beneficiárias – Fundos de assistência e previdência de empregados 
 
(=) Resultado líquido do exercício – Lucro/Prejuízo Líquido por Ação 
Eliminação de receitas e despesas não operacionais 
A Medida Provisória n° 449/2008 (que foi convertida na Lei nº 11.941/2009) acatou mais 
esta regra existente nas normas internacionais: 
A não segregação dos resultados em operacionais e não operacionais. 
Assim, no âmbito do processo de convergência com as normas internacionais (leitura 
sistemática das normas e orientações), as entidades deverão apresentar “outras 
receitas/despesas” no grupo operacional, e não após a linha do “resultado operacional”. 
De acordo com o Decreto nº 3.000/1999 – Regulamento do Imposto de Renda (RIR/1999): 
 
 
 
Atenção 
Nesse modelo, o resultado significa lucro ou prejuízo! 
 
Em outras palavras: 
 
• Resultado operacional bruto = Lucro ou prejuízo operacional bruto, ou lucro ou prejuízo 
bruto; 
• Resultado operacional líquido = Lucro ou prejuízo operacional líquido; 
• Resultado do exercício antes do Imposto de Renda = Lucro ou prejuízo do exercício antes 
do Imposto de Renda; 
• Resultado do exercício após o Imposto de Renda = Lucro ou prejuízo do exercício após o 
Imposto de Renda. 
 
Se existir prejuízo, não haverá Imposto de Renda a pagar, e os resultados antes e após o 
Imposto de Renda serão iguais, ou seja: 
 
• Resultado líquido do exercício = Lucro ou prejuízo líquido do exercício 
Lucros ou prejuízos acumulados 
Com a publicação da Lei nº 11.638/2007, a conta “Lucros ou prejuízos acumulados” foi 
extinta como componente do Patrimônio Líquido e passou a ser chamada de “Prejuízos 
acumulados”. 
 
Atenção 
A não manutenção de saldo positivo nessa conta só pode ser exigida das Sociedades por 
Ações, e não das demais sociedades e entidades. 
 
Além disso, de acordo com a Lei nº 10.303/2001, o lucro do período que não for distribuído 
para reservas ou dividendos também deverá ser partilhado como dividendos adicionais. 
Conforme destacam os itens 42 e 43 da Deliberação CVM nº 565/2008, a conta “Lucros 
acumulados” permanecerá nos planos de contas. 
Essa conta continuará sendo usada para receber o resultado do exercício, as reversões de 
determinadas reservas e os ajustes de exercícios anteriores, a fim de distribuir os resultados 
em suas várias formas e de destinar valores para reservas de lucros. 
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) 
A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) é um tributo incidente sobre o lucro da 
empresa após ajustes, conforme destacado a seguir: 
(+) ADIÇÕES 
(-) PARTICIPAÇÕES ESTATUTÁRIAS SOBRE O LUCRO 
Como já vimos, o artigo 187 da Lei nº 6.404/1976 – Lei das S/A – define que as 
Participações Estatutárias sobre o Lucro (PEL) são: 
 
“VI - as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, 
mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou 
previdência aos empregados, que não se caracterizem como despesa;”. 
A base de cálculo da PEL é a seguinte: 
(=) Resultado do exercício após o Imposto de Renda 
(-) Saldo da conta Prejuízos acumulados 
O artigo 190 da mesma lei afirma que: 
“As participações de empregados, administradores e partes beneficiárias serão 
determinadas, sucessivamente e nessa ordem, com base nos lucros que remanescerem 
depois de deduzida a participação anteriormente calculada”. 
De acordo com o RIR/1999: 
“Art. 462. Podem ser deduzidas do lucro líquido do período de apuração as participações 
nos lucros da pessoa jurídica: 
I - asseguradas as debêntures de sua emissão; 
II - atribuídas a seus empregados segundo normas gerais aplicáveis, sem discriminações, a 
todos que se encontrem na mesma situação, por dispositivo do estatuto ou contrato social, 
ou por deliberação da assembleia de acionistas ou sócios quotistas; 
III - atribuídas aos trabalhadores da empresa, nos termos da Medida Provisória nº 1.769-55, 
de 1999 (art. 359)”. 
Esse regulamento também estabelece que as participações de partes beneficiárias de sua 
emissão e de administradores não são dedutíveis na apuração do lucro real. 
No caso específico da apuração da base de cálculo da CSLL, todas as PEL são dedutíveis, 
visto que não há restrição legal a respeito. 
(-) EXCLUSÕES 
As exclusões representam valores a serem subtraídos da base de cálculo da CSLL. 
(-) COMPENSAÇÕES – BASE DE CÁLCULO DA CSLL 
As compensações referem-se ao saldo da base de cálculo negativa da CSLL de períodos 
anteriores, que diminuirá a base em períodos futuros até zerar esse saldo. 
É passível de compensação o saldo correspondente à base de cálculo negativa, apurada a 
partir do ano-calendário de 1992. 
Assim como a legislação do Imposto de Renda, há a limitação de compensação da base de 
cálculo negativa da CSLL em 30% (trinta por cento) do lucro líquido após adições e 
exclusões. 
Base de cálculo da CSLL negativa 
A previsão da CSLL não é dedutível para fins de apuração do lucro real (Imposto de Renda 
da Pessoa Jurídica), devendo ser adicionada ao lucro na apuração de base de cálculo do 
lucro real. 
Atenção 
Se depois dos ajustes (adições, exclusões e compensações), a base de cálculo da CSLL for 
negativa (menor do que zero), não haverá CSLL no período. 
 
Vejamos alguns exemplos: 
Despesas indedutíveis 
 
• Despesas com provisões – EXCETO para férias e para 13º salário; 
• Perda com Equivalência Patrimonial; 
• Despesas relativas à depreciação, à amortização, à manutenção, aos seguros, aos tributos 
etc. com bens não relacionados à produção ou à comercialização de bens e serviços; 
• Despesas com brindes; 
• Despesas com alimentação de sócios, acionistas e administradores; 
• Excesso de juros sobre o Capital Próprio; 
• Outras adições.Receitas não tributáveis 
 
• Ganho de Equivalência Patrimonial; 
• Receita de dividendos; 
• Reversão de provisões indedutíveis; 
• Juros sobre o Capital Próprio. 
 
Resultado do exercício antes do Imposto de Renda 
O resultado do exercício antes do Imposto de Renda é calculado subtraindo-se o resultado 
operacional líquido da CSLL do período. 
Caso não haja CSLL no período, esse resultado será igual ao resultado operacional líquido. 
Logo: 
(=) Resultado operacional líquido 
(-) CSLL ou despesa com provisão para CSLL 
(=) Resultado do exercício antes do Imposto de Renda 
Alíquota e adicional do IRPJ 
A alíquota do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas é de 15%. 
Além do imposto cobrado a essa alíquota, será cobrado um adicional de 10% sobre a 
parcela do lucro real (presumido ou arbitrado) que exceder o valor resultante da 
multiplicação de R$ 20.000,00 pelo número de meses do respectivo período de apuração. 
Vejamos: 
 
Lucro Líquido por Ação 
Esta é a última informação da DRE e corresponde ao lucro líquido do exercício (caso haja 
lucro no período) dividido pelo número total de ações da empresa. Logo: 
Lucro Líquido por Ação (LLA) = LLEx/Total de ações 
 
 
 
Atividade 
1 - Uma sociedade empresária realizou as seguintes aquisições de produtos no primeiro 
bimestre de 2011: 
 
• 03/01/2011 – 40 unidades a R$ 30,00; 
• 24/01/2011 – 50 unidades a R$ 24,00; 
• 01/02/2011 – 50 unidades a R$ 20,00; 
• 15/02/2011 – 60 unidades a R$ 20,00. 
 
A empresa não apresentava estoque inicial. No dia 10/02/2011, foram vendidas 120 
unidades de produtos a R$ 40,00 cada uma. 
Aqui, não consideraremos a incidência de ICMS nas operações de compra e venda. O 
critério de avaliação adotado para as mercadorias vendidas é o PEPS. 
No dia 28/02/2011, o lucro bruto com mercadorias, a quantidade final de unidades em 
estoque e o valor unitário de custo em estoques de produtos são de: 
R$ 1.800,00 e 80 unidades a R$ 20,00 cada. 
R$ 1.885,71 e 80 unidades a R$ 24,29 cada. 
R$ 1.980,00 e 80 unidades a R$ 23,50 cada. 
R$ 2.040,00 e 80 unidades a R$ 23,00 cada. 
R$ 1.500,00 e 70 unidades a R$ 22,00 cada. 
2 - Uma sociedade empresária apresentou o balancete de verificação levantado em 
31/07/2013. 
Com base nos dados desse balancete e desconsiderando a incidência tributária, o valor do 
lucro líquido é: 
R$ 5.950,00 
R$ 6.200,00 
R$ 6.600,00 
R$ 6.850,00 
R$ 6.000,00 
3 - Em relação à DRE, analise as afirmativas a seguir: 
 
I. Nesta, as receitas e despesas são apropriadas ao período em função de sua inocorrência, 
da vinculação da receita a despesas e de seu impacto no caixa da entidade. 
II. Sua finalidade é evidenciar o ganho, tendo em vista as necessidades de informações do 
usuário externo, bem como fornecer os dados essenciais à análise da formação do 
resultado dos exercícios. 
III. Seu caráter é econômico (relacionado à riqueza da entidade) e não financeiro 
(relacionado a dinheiro). 
IV. Com esta, o gestor da entidade tem uma visão estratégica, determinando o melhor 
caminho a ser seguido pela organização para o aumento de sua lucratividade, o que o 
permite definir a redução de custos e de despesas sem comprometer a qualidade dos 
produtos e serviços. 
 
Considerando V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, assinale a opção que 
apresenta a sequência CORRETA: 
V, V, V, V 
V, V, F, F 
F, V, V, V 
F, F, V, V 
F, V, V, F 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Contabilidade Básica / Aula 9 - Balanço Patrimonial 
Demonstrações contábeis 
De acordo com o CPC 26, as demonstrações contábeis proporcionam informação acerca 
da posição patrimonial e financeira, do desempenho e dos Fluxos de Caixa da entidade. 
 
Além disso, tais demonstrações apresentam os resultados da atuação da administração face 
a seus deveres e a suas responsabilidades na gestão dos recursos. 
Um elemento da demonstração contábil deve ser reconhecido se: 
 
Saiba mais 
A mensuração é um processo que consiste em determinar os montantes monetários, por 
meio dos quais os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e 
apresentados no Balanço Patrimonial (BP) e na Demonstração do Resultado do Exercício 
(DRE). 
No momento da publicação das demonstrações contábeis, algumas informações devem ser 
divulgadas em destaque. São elas: 
 
O nome da entidade às quais as demonstrações contábeis dizem respeito, ou outro meio 
que permita sua identificação; 
 
Se as demonstrações contábeis se referem a uma entidade individual ou a um grupo de 
entidades; 
 
A data de encerramento do período de reporte, ou o período coberto pelo conjunto de 
demonstrações contábeis ou Notas Explicativas; 
 
A moeda de apresentação, tal como definido no Pronunciamento Técnico CPC 02 – Efeitos 
das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis; 
 
O nível de arredondamento usado na apresentação dos valores nas demonstrações 
contábeis. 
 
Estrutura básica do Balanço Patrimonial 
Vamos estudar, aqui, a demonstração mais importante para a Contabilidade: o Balanço 
Patrimonial (BP). 
 
De acordo com as Leis nº 11.638/2007 e nº 11.941/2009, o BP é destinado a evidenciar em 
determinada data a real situação financeira de uma entidade. 
 
O Novo Código Civil Brasileiro (Lei nº 10.406/2002) destaca: 
 
Portanto, o BP deve apresentar a saúde financeira de uma entidade. Sua elaboração 
precisa atender as normas contábeis e estar de acordo com os princípios da Contabilidade. 
 
Sobre o BP, as demonstrações contábeis informam as variações dos: 
 
Vamos entender melhor esses itens? 
Classificações das contas 
De acordo com o artigo 178 da Lei nº 6.404/1976, as contas são classificadas do seguinte 
modo: 
 
 
Os benefícios econômicos futuros incorporados a um ativo podem fluir para a entidade de 
diversas maneiras. Por exemplo, o ativo pode ser: 
Primeiro 
Usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de bens ou na 
prestação de serviços a serem vendidos pela entidade; 
 
Segundo 
Trocado por outros ativos; 
Terceiro 
Utilizado para liquidar um passivo; 
Quarto 
Distribuído aos proprietários da entidade. 
 
O ativo pode ser dividido em: 
Ativo circulante 
Trata-se das disponibilidades, dos valores a receber, dos estoques e de outros valores a 
receber até o final do exercício subsequente. 
 
O ativo será circulante quando satisfizer quaisquer dos seguintes critérios: 
• Espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou consumido no decurso 
normal do ciclo operacional da entidade; 
• Está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado; 
• Espera-se que seja realizado até 12 meses após a data do balanço; 
• É caixa ou equivalente de caixa (conforme definido no Pronunciamento Técnico CPC 03 – 
Demonstração dos Fluxos de Caixa), a menos que sua troca ou seu uso para liquidação de 
passivo se encontre vedada(o) durante, pelo menos, 12 meses após a data do balanço. 
Atenção 
Todos os demais ativos devem ser classificados como não circulantes. 
Ativo não circulante 
O ativo não circulante é divido em: 
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 
Normalmente, trata-se de direitos que a entidade tem a seu favor e que são realizados após 
o final do exercício subsequente. 
Exemplo: Duplicatas a receber a longo prazo. 
INVESTIMENTOS 
Participações permanentes em outras sociedades e direitos de qualquer natureza, não 
classificáveis no ativo circulante e que não se destinam à manutenção da atividade da 
companhia ou da empresa. 
Exemplos: 
• Obras de arte; 
• Participações em outras empresas etc. 
 
IMOBILIZADO 
Direitos que têm por objeto bens corpóreos destinadosà manutenção das atividades da 
companhia ou da empresa, ou exercidos com essa finalidade – inclusive os decorrentes de 
operações que transferem à companhia os benefícios, os riscos e o controle desses bens. 
INTANGÍVEL 
Direitos que têm por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou 
exercidos com essa finalidade – inclusive o fundo de comércio adquirido. 
 
A liquidação de uma obrigação presente pode ocorrer de diversas maneiras, como, por 
exemplo, por meio de: 
Primeiro 
Pagamento em caixa; 
Segundo 
Transferência de outros ativos; 
Terceiro 
Prestação de serviços; 
Quarto 
Substituição da obrigação por outra; 
Quinto 
Conversão da obrigação em item do Patrimônio Líquido. 
 
A obrigação também pode ser extinta por outros meios, tais como pela renúncia do credor 
ou pela perda de seus direitos. 
O passivo pode ser dividido em: 
Passivo circulante 
Trata-se das obrigações da entidade exigíveis até o fim do exercício subsequente. 
Exemplo 
Duplicatas a pagar; Impostos a recolher; Empréstimos e financiamentos etc. 
O passivo será circulante quando satisfizer os seguintes critérios: 
 
• Espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da entidade; 
• Está mantido essencialmente para a finalidade de ser negociado; 
• Deve ser liquidado no período de até 12 meses após a data do balanço; 
• A entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do passivo durante, pelo 
menos, 12 meses após a data do balanço. 
Os demais passivos devem ser classificados como não circulantes. 
PASSIVO NÃO CIRCULANTE 
Trata-se de empréstimos, financiamentos e outras obrigações com expectativa de 
vencimento previsto após o término do exercício subsequente. 
 
 
Valor das entradas de capital a título de investimento dos sócios mais as reservas 
originárias de lucros retidos, além de estatutárias e outras que se fizerem relevantes. 
Atenção 
No BP, a entidade deve apresentar ativos circulantes e não circulantes, e passivos 
circulantes e não circulantes como grupos de contas separados. 
 
A informação acerca das datas previstas para a realização de ativos e para a liquidação de 
passivos é útil na avaliação da liquidez e solvência da entidade. 
 
Atividade 
1 - Com base no CPC 26 (R1), um item NÃO é classificado no ativo circulante quando: 
a) Espera-se que seja realizado ou se pretende que seja vendido no decurso normal do 
ciclo operacional da entidade. 
b) Está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado. 
c) Espera-se que seja realizado até 12 meses após a data do balanço. 
d) É equivalente de caixa, cuja troca ou cujo uso para a liquidação de passivo se 
encontre vedada (o) durante, pelo menos, 12 meses após a data do balanço. 
e) Espera-se que seja consumido no decurso normal do ciclo operacional da entidade. 
2 - Em outubro de 2011, um consultório dentário fez um contrato de assinatura de um jornal, 
por um período de um ano, no valor total de R$ 564,00, a serem pagos em seis parcelas 
iguais que venciam no último dia de cada mês. 
Por ocasião do encerramento dos exercícios pelo regime de competência em 31/12/2011, a 
consequência dessa operação foi uma: 
a) Obrigação de R$ 564,00. 
b) Despesa de R$ 141,00. 
c) Despesa de R$ 564,00. 
d) Despesa antecipada de R$ 564,00. 
e) Receita antecipada de R$ 282,00. 
3 - Em dezembro de 2010, uma companhia efetuou a venda de mercadorias para 
recebimento com prazo de 13 meses, considerando uma taxa de juros de 10% no período. 
O valor da nota fiscal foi de R$ 110.000,00. 
 
No ato da transação, o registro contábil CORRETO foi o seguinte: 
a) Débito: Contas a receber (ativo não circulante) = R$ 110.000,00 
Crédito: Receita bruta de vendas = R$ 110.000,00 
b) Débito: Contas a receber (ativo não circulante) = R$ 110.000,00 
Crédito: Receita bruta de vendas = R$ 100.000,00 
Crédito: Receita financeira = R$ 10.000,00 
c) Débito: Contas a receber (ativo não circulante) = R$ 100.000,00 
Crédito: Receita bruta de vendas = R$ 100.000,00 
d) Débito: Contas a receber (ativo não circulante) = R$ 110.000,00 
Crédito: Receita bruta de vendas = R$ 100.000,00 
Crédito: Receita financeira a apropriar (ativo não circulante) = R$ 10.000,00 
e) N.R.A. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Contabilidade Básica / Aula 10 - Livros contábeis 
Fatos contábeis 
Antes de estudarmos os livros contábeis, vamos nos lembrar dos fatos contábeis – aqueles 
decorrentes de decisões administrativas que podem vir a alterar (ou não), de forma 
qualitativa ou quantitativa, o Patrimônio Líquido (PL). 
 
Os fatos contábeis podem ser classificados em: 
Fatos permutativos 
 
Também chamados de qualitativos ou compensativos, estes fatos contábeis não alteram a 
Situação Líquida (SL). Afinal, existe apenas a permuta entre os elementos, ou seja, uma 
troca entre contas patrimoniais. Vejamos alguns exemplos: 
{Compra de mercadorias} 
{ Pagamento de fornecedores} 
{Recebimento de clientes} 
{Venda de imobilizado (sem ganho ou perda)} 
 
Em todos os casos, não ocorre alteração no PL. 
Para entender melhor a questão, analise um caso de fato permutativo na tabela a seguir: 
 
HOUVE ALGUMA MUDANÇA NA SL? 
Houve um aumento de imobilizado com diminuição do saldo de bancos, o que sugere uma 
compra à vista no valor de R$ 20.000,00. No entanto, não houve mudança na SL. 
Fatos modificativos 
 
Aqueles que alteram a SL – seja aumentando-a, seja diminuindo-a. 
 
Vejamos alguns exemplos: 
 
Para entender melhor a questão, analise um caso de fato modificativo na tabela a seguir: 
 
HOUVE ALGUMA MUDANÇA NA SL? 
Houve uma movimentação em receitas e despesas, cujo resultado foi credor, o que gerou 
um lucro e modificou a SL em R$ 30.000,00 positivamente. 
Fatos mistos 
Aqueles permutativos e modificativos concomitantemente. Afinal, além de permutar os 
saldos entre contas patrimoniais, estes fatos contábeis alteram a SL. 
Vejamos alguns exemplos: 
Recebimento de clientes com juros 
Pagamentos de fornecedores com desconto 
Venda de imobilizado com ganho 
Para entender melhor a questão, analise um caso de fato misto na tabela a seguir: 
 
HOUVE ALGUMA MUDANÇA NA SL? 
Houve um gasto antecipado de R$ 20.000,00 que gerou uma saída do caixa. Mas, ao 
mesmo tempo, houve um aumento da SL decorrente do lucro apurado de R$ 30.000,00. 
Livros empresariais ou comerciais 
Estes livros podem ser classificados em: 
LIVROS OBRIGATÓRIOS 
Aqueles exigidos por lei, como o livro-diário – obrigatório de acordo com o Código Civil. 
LIVROS FACULTATIVOS 
Aqueles que, por não serem exigidos por lei, podem ser adotados ou não, a critério da 
empresa. 
LIVROS COMUNS 
Aqueles exigidos das empresas em geral, independente de seu tipo societário ou de sua 
atividade. 
LIVROS ESPECIAIS 
Aqueles exigidos exclusivamente de determinadas sociedades em razão de sua forma 
jurídica ou de suas atividades. É o caso dos livros exigidos pela Lei nº 6.404/1976 (exclusivo 
das S.A.). 
Exemplos: 
• Registro de ações nominativas; 
• Atas de assembleias gerais etc. 
LIVROS PRINCIPAIS 
Aqueles que registram todos os fatos, como é o caso dos livros diário e razão. 
LIVROS AUXILIARES 
Aqueles que se destinam ao controle de determinado componente patrimonial, como o livro-
caixa e o livro Contas Correntes. 
LIVROS CRONOLÓGICOS 
Aqueles que obedecem à rigorosa ordem de dia, mês e ano em sua escrituração, sem que 
haja a preocupação de se organizar as informações registradas, como é o caso do livro-
diário. 
LIVROS SISTEMÁTICOS 
Aqueles que levam em consideração, essencialmente, a organização das informações 
registradas de modo mais útil ao contabilista, como o livro-razão. 
 
 
 
 
Vamos conhecer, a seguir, os livroscontábeis obrigatórios. 
LIVRO RAZÃO 
Este livro é obrigatório para os contribuintes tributados pelo lucro real, conforme a legislação 
do IR, mas facultativo sob a ótica da legislação empresarial. 
 
Trata-se de um livro principal e sistemático que, em virtude de sua eficiência, é 
indispensável em qualquer tipo de empresa. 
 
O livro-razão agrupa valores em contas de mesma natureza de forma racional, ou seja, em 
contas individualizadas. 
Exemplo 
 
 
LIVRO- DIÁRIO 
Neste livro, são registradas todas as operações contabilizáveis de uma entidade, em ordem 
cronológica e com a observância de certas regras. 
 
Por exigência do Código Civil, o livro-diário é obrigatório para os empresários e para as 
sociedades empresárias. A legislação do IR também exige que o contribuinte sujeito ao 
lucro real escriture esse livro. 
 
O livro-diário é obrigatório, comum, principal e cronológico. Nele, o registro de uma 
operação é chamado de partida de diário. 
Entre seus requisitos, estão: 
 
Vejamos exemplos de partidas de diário: 
1ª FÓRMULA 
Partidas dobradas que contêm uma única conta a débito e uma única conta a crédito. 
Exemplo: 
São Paulo, 5 de julho 20x9. 
Estoques de mercadorias. 
 
À caixa 
Compra à vista de Comercial Xerém Ltda. Conf. s/ Nota Fiscal 777888 ... R$ 10.400. 
2ª FÓRMULA 
Partidas dobradas compostas de uma conta a débito e duas ou mais contas a crédito. 
Exemplo: 
Rio de Janeiro, 7 de julho 20x9. 
Estoques de mercadorias 
A diversos 
 
À caixa 
Compra à vista de F. Macedo Ltda. Conf. s/ Nota Fiscal 3456 ... R$ 3.400. 
A fornecedor 
Idem, a prazo de J. Cavalcanti S.A. Conf. s/ Nota Fiscal 73 ... R$ 2.500 ... R$ 5.900. 
No lançamento do dia 7, a conta Estoques de mercadorias foi debitada pelo total de R$ 
5.900, e as contas Caixa e Fornecedoresforam creditadas, respectivamente, por R$ 3.400 e 
R$ 2.500. 
3ª FÓRMULA 
Partidas dobradas compostas de duas ou mais contas a débito e uma só conta a crédito. 
Exemplo: 
São Paulo, 20 de julho 20x9. 
Diversos 
 
À caixa 
Móveis e Utensílios 
Pagos a Móveis Indústrias S.A. Ref. a NF 3478 ... R$ 8.000. 
 
Veículos 
Idem, à Soc. Comercial de automóveis Ltda. NF 4565 ... R$ 12.000. 
 
Terrenos 
Idem, a Joaquim. Conf. escritura lavrada no 3º tabelião ... R$ 62.000 ... R$ 82.000. 
 
A conta Caixa é creditada pelo total de R$ 82.000, e as contas Móveis e Utensílios, Veículos 
e Terrenos são debitadas, respectivamente, por R$ 8.000, R$ 12.000 e R$ 62.000. 
4ª FÓRMULA 
Partidas dobradas compostas de duas ou mais contas a débito e de duas ou mais contas a 
crédito. 
 
Exemplo: 
 
Aquisição, na mesma Nota Fiscal, de produtos a serem comercializados e material de 
consumo – parte paga no ato, e o saldo a ser pago em 30 dias. 
 
Data do lançamento: 20.10.2015 
 
D - Estoque de mercadorias..........................R$ 20.000,00 
D - Despesa com material de consumo..........R$ 2.000,00 
C - Bancos conta movimento..........................R$ 4.000,00 
C - Fornecedores............................................R$ 18.000,00 
Escrituração do livro-diário 
Até hoje, o livro-diário passou, pelo menos, por três estágios de escrituração. São eleS 
Processo manual 
Toda escrituração era processada de forma manuscrita. Atualmente, esse processo está em 
desuso. 
Processo mecânico 
A escrituração do livro-diário passou a ser feita em fichas ou folhas soltas, as quais, 
posteriormente, eram copiadas por decalque em livros apropriados. 
 
 
Processamento eletrônico de dados 
Hoje, as empresas processam a escrituração do livro-diário por meio do computador, e as 
folhas impressas são posteriormente encadernadas. 
 
A legislação tributária disciplina o uso da escrituração dessa forma, cuidando, inclusive, dos 
critérios a serem observados quanto ao armazenamento de dados em arquivos magnéticos. 
Antes de finalizarmos, vejamos algumas curiosidades: 
A ENTIDADE QUE ESTÁ OU ESTEVE INATIVA DEVE ELABORAR O LIVRO-DIÁRIO? 
Aprovada pela Resolução CFC nº 1.121/2008, a NBC TG Estrutura Conceitual estabelece 
em seu item 23: 
 
“As demonstrações contábeis são normalmente preparadas no pressuposto de que a 
entidade continuará em operação no futuro previsível. Dessa forma, presume-se que a 
entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar em liquidação, nem reduzir 
materialmente a escala das suas operações; se tal intenção ou necessidade existir, as 
demonstrações contábeis têm que ser preparadas numa base diferente e, nesse caso, tal 
base deverá ser divulgada”. 
 
Por sua vez, o artigo 4º, parágrafo 2º, da IN 107/2008 do DNRC , afirma: 
“O livro não poderá ser dividido em volumes, podendo, em relação a um mesmo exercício, 
ser escriturado mais de um livro, observados períodos parciais e sequenciais, constantes 
dos respectivos Termos de Encerramento, de acordo com as necessidades do empresário 
ou da sociedade empresária”. 
Portanto, as demonstrações contábeis devem ser elaboradas independentemente de haver 
movimentação ou não, devendo, ainda, o livro-diário ser registrado no órgão competente. 
O LIVRO-DIÁRIO PODE SER REFEITO? 
O profissional de Contabilidade não pode refazer o livro-diário. De acordo com o artigo 5º da 
Resolução DNRC nº 107/2008 , o lançamento de retificação deve ser efetuado no exercício 
em que o erro for detectado. 
Atividade 
1 - Toda entidade é obrigada a registrar o livro-diário? 
2 - Por quanto tempo devem ser guardados os livros diário e razão? 
3 - Analise as seguintes afirmativas: 
 
I. A escrituração será em idioma e moeda corrente nacionais. 
II. O livro-diário deverá conter termos de abertura e de encerramento. 
III. O livro-diário deve ser encadernado com folhas numeradas sequencialmente. 
IV.A escrituração não poderá conter escritos nas entrelinhas. 
 
Entre os itens anteriores, está(ão) CORRETO(S): 
a) Apenas I b) Apenas II c) I, II e III d) II, III e IV e) I, II, III e IV

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