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Micoses:
Superficiais e cutâneas
Prof. MSc.: Luiz Eduardo Lacerda
Agosto/2017
Faculdade Maurício de Nassau
Curso: Biomedicina
Disciplina: Micologia e Virologia
Micoses
É uma doença provada por fungos (leveduras ou filamentosos) que ao encontrar condições favoráveis 
(umidade, calor...), se reproduzem e originando um processo infeccioso que, dependendo do fungo ou da 
região afetada, pode ser superficial, subcutânea ou profundo.
É uma relação parasitária, podendo ou não desencadear uma resposta inflamatória no hospedeiro.
Estes fungos podem agir como patógenos primários ou oportunistas.
Patógenos primários - são capazes de iniciar uma infecção num hospedeiro imunocompetente.
Oportunistas - são fungos que convivem pacificamente com o hospedeiro, mas ao se depararem com 
distúrbios imunológicos do hospedeiro se aproveitam e desenvolvem uma infecção, invadindo os tecidos.
Tipos de micoses
Classificadas de acordo com os níveis teciduais de colonizados:
Superficiais
Limitadas às camadas mais externas da pele (áreas queratizadas), a haste livre dos pelos e unhas.
Pittiríase versicolor, Tinea negra, Piedra branca e Piedra preta.
Cutâneas
Infecções mais profundas da epiderme e doenças invasivas dos pelos e unhas. 
Dermatofitoses, Candidose e por outros fungos não dermatófitos
Subcutâneas
Envolvem a derme, tecidos subcutâneos, músculo e tecido conjuntivo.
Cromoblastomicose, Esporotricose, Micetoma (eumicetoma e actinomicetoma), Zigomicose, 
Rinosporidiose, Doença de Jorge Lobo, Feo-hifomicose e Hialo-hifomicose.
Profundas ou sistêmicas
Ocorrem nos órgãos internos e vísceras, podendo atingir muitos tecidos e órgãos diferentes.
Paracoccidioidomicose, Histoplasmose, Coccidioidomicose, Blastomicose e Criptococose.
Sistema tegumentar - pele
Estrutura ungueal - unha
Epiderme
Derme
Osso
Micoses superficiais
• Limitadas às camadas córnea da pele (áreas queratizadas) e a haste livre dos pelos.
• Lesões se manifestam como mancha pigmentar na pele ou nódulos nos pelos. 
• Forma invasiva do fungo é uma hifa, característica de cada micose.
• Não induz, na maioria das vezes, qualquer resposta inflamatória no hospedeiro. 
• Não são destrutivas e consequentemente assintomática.
• Em geral de interesse estético e fáceis de diagnosticar e tratar.
• Mecanismo de infecção mais comum: contato da pele ou mucosas com animais enfermos, solo ou 
objetos que contém o fungo patogênico.
• Principais micoses: Pittiríase versicolor, Tinea negra, Piedra branca e Piedra preta  Ceratofitoses
Micose superficial
Pittiríase Versicolor
• Sinônimo: Tinea versicolor, micose de praia ou pano branco.
• Afecção frequente, superficial (camada córnea da epiderme) e benigna 
• Agente etiológico: 
➢Fungo dimórfico lipofílico.
➢Malassezia spp. (= Microsporum = Pityrosporum) mais comum Malassezia furfur
• Epidemiologia:
➢Ocorre em todo o mundo. Prevalece nas regiões tropicais e subtropicais.
➢Atinge pessoas saudáveis de ambos sexos. Adultos jovens são mais afetados  alta oleosidade.
➢Não encontrado em animais, nem como saprófito na natureza. Microbiota normal da pele humana.
➢Transmissão: direta (pessoa-pessoa) ou indireta (pessoa-objeto) com material queratínico de infectado.
➢Fatores endógenos para aparecimento das lesões: má-nutrição, pele gordurosa, elevada sudorese, 
fatores hereditários, uso de terapia imunossupressora e infecções parasitarias.
Micose superficial
Pittiríase Versicolor
• Manifestação clínica:
➢Máculas (mancha) de cor variável – versicolor  hipo (despigmentada – interfere na produção de 
melanina) ou hiperpigmentada (marrom ou avermelhada)
➢Nível variado de descamação fina (furfurácea) 
Para facilitar a visualização da descamação: 
✓ Estiramento da pele afetada – sinal de zireli
✓ Passar unha sobre lesão – sinal da unhada ou de beisner
➢Bordas irregulares e delimitadas
➢Assintomático, podendo ter prurido brando em casos mais severos
➢Raramente causa foliculite, perifoliculite e abscessos dérmicos  infecção do folículo piloso.
➢Não atingem mucosas, nem regiões palmar e plantar.
➢Amarelo fluorescente em lâmpada de Wood
Lesão sob lâmpada de Wood
Micose superficial
Pittiríase Versicolor
Micose superficial
Pittiríase Versicolor
• Diagnostico laboratorial:
➢Exame micológico direto das escamas
✓ Obtenção das escamas: raspagem epidérmica ou método Jarbas Porto (fita durex)
✓ Tratar com KOH 10% ou 20%  descoloração (facilita visualização do material)
✓ Tinta azul permanente (ou tinta Parker) ou Hematoxilina-Eosina
✓ Ao microscópio  células arredondadas ou ovoides com brotamento unipolar, geralmente em 
cachos, podendo produzir filamentos curtos e septadas.
Micose superficial
Pittiríase Versicolor
• Diagnostico laboratorial:
➢ Cultura - meios:
✓ Ágar-Sabouraud + óleo de oliva
✓ Ágar Dixon-kimming
✓ Incubação: 35 a 37°C
✓ Crescimento: 5 a 7 dias
✓ Colônias: lisas, ou levemente pregueadas de coloração creme-
brilhante ou opaca.
✓ Microscópio: células vegetativas globosas, com broto unipolar. 
Ocasionalmente aparecem hifas.
✓ Dependência de suplemento lipídico para crescimento em cultura.
Micose superficial
Tinea Nigra
• Infecção rara e crônica, atinge camada córnea da epiderme.
• Agente etiológico: 
➢Fungo dimórfico demáceo, halofílico e nitrato positivo. Forma patogênica filamentosa.
➢Hortaea werneckii (= Exophiala werneckii = Phaeonnellonyces werneckii = Cladosporium werneckii)
• Epidemiologia:
➢Ocorre principalmente nas regiões tropicais e subtropicais da América do Sul, mas também na 
África, Ásia e América central.
➢Crianças e adolescentes do sexo feminino são mais comumente afetados.
➢Encontrado na natureza (planta, solo, madeira e cortina de chuveiro) como saprófito.
➢Contraída por inoculação traumática (ferimento) do fungo na camada córnea da epiderme.
➢Não contagiosa
Micose superficial
Tinea Nigra
• Manifestação clínica:
➢Lesões papulosas (elevada) que confluem, formando placas
➢máculas de cor negra ou castanho escuro
➢bordas irregulares
➢não invasão do folículo piloso
➢Atinge principalmente nas regiões palmar das mãos e plantar dos pés
➢Pouco ou nenhum desconforto, ou reação do hospedeiro
Micose superficial
Tinea Nigra
• Diagnostico laboratorial:
➢Exame micológico direto das escamas
✓ Obtenção das escamas das bordas das lesões
✓ Tratar com KOH 10% ou 20%  descoloração
✓ Pode ser corada com lactofenol-azul-algodão ou 
Hematoxilina-eosina
✓ Ao microscópio  hifas septadas (septo distribuído
regularmente) e ramificadas, de cor parda ou ocre. Com
clamidósporos, artroconídios e leveduras em brotamento
unipolar.
Micose superficial
Tinea Nigra
• Diagnostico laboratorial:
➢ Cultura - meios:
✓ Ágar-Sabouraud + clorafenicol (antibiótico)
✓ Incubação: 25 a 30°C (não cresce em 37°C)
✓ Crescimento: 5 a 7 dias
✓ Colônias:
❖ inicialmente leveduriforme, mucóide (úmida) e brilhante 
de cor preto acastanhado ou olivácea. 
❖ Com o tempo, desenvolve micélio aéreo aveludado de cor 
negro-acinzentado a verde-escuro.
Micose superficial
Tinea Nigra
• Diagnostico laboratorial:
➢ Cultura - meios:
✓ Microscópio: 
❖ colônia jovem (1 semana) – 2 leveduras unidas com divisão central hialino ou marrom claro. Uma 
extremidade arredondada e outra cônica de onde saem esporos assexuais.
❖ colônia velha (3 semanas) – hifas escuras, tortuosas, septadas e de paredes grossas e com ramificações de 
onde saem os esporos fusiformes com septo (anel) que se acumulam ao lado dessas ramificações. 
jovem velha
Micose superficial
Piedra Branca
• Infecção crônica, benigna, de baixo contágio.
• Agente etiológico: 
➢Fungo dimórfico hialino
➢Trichosporon (T. cutaneum, T. montevidense, T. ovoide, T. cerebriforme,T. asahii, T. mucoides, T. 
asteroides, T. inkin)
• Epidemiologia:
➢Ocorre em todo o mundo. Mais comum nas regiões tropicais e subtropicais.
➢Relacionada a umidade e falta de higiene. Mais comum em adolescentes.
➢Podem ser encontradas no solo, em vegetais em decomposição, no ar, escarro e pele.
➢Também atinge animais.
➢Trichosporon podem também causar lesões cutâneas em unhas, vaginite, estomatite, esofagite e 
fungemia (tricosporonose em imunocomprometidos).
Micose superficial
Piedra Branca
• Manifestação clínica:
➢Nódulos branco amarelados, moles, geralmente únicos e localizados na extremidade do pelo, mas 
podendo aparecer também ao longo do pelo. Visível a olho nú. Facilmente destacáveis do fio.
➢Geralmente em pelos pubianos e axilas.
➢Penetram somente a cutícula externa da haste do pelo, sem invadir seu interior.
➢Causam fratura dos fios.
➢Assintomático.
Micose superficial
Piedra Branca
• Diagnostico laboratorial:
➢Exame micológico direto dos fios
✓ Corta-se o pelo, podendo macerar para melhor 
visualização
✓ Coloca-se o pelo sobre a lamina com KOH 20% e 
cobre com lamínula
✓ Nódulos são constituídos de uma trama de hifas 
septadas hialinas, artroconídios, blastoconídios
envolvidos por capsula gelatinosa e dispostas em 
volta do fio de cabelo.
Micose superficial
Piedra Branca
• Diagnostico laboratorial:
➢ Cultura - meios:
✓ Ágar-Sabouraud + clorafenicol (antibiótico)
✓ Incubação: 25 a 30°C
✓ Crescimento: 7 a 10 dias
✓ Colônias: leveduriforme, cremosas, lisas, 
pregueadas ou cerebriformes, de textura 
pulverulenta ou aveludadada, de cor branco 
amarelada a acinzentada.
✓ Inibido por cicloheximida (antifúngico)
✓ Identificação das espécies: via provas bioquímicas
assimilação de açucares, nitrato e teste de uréase
(uréase positivo) e morfologia em ágar batata.
Micose superficial
Piedra Branca
• Diagnostico laboratorial:
➢ Cultura - meios:
✓ Microscópio coradas com azul de lactofenol: hifas septadas e ramificadas, artroconídios, 
pseudo-hifas e blastoconídios. 
Micose superficial
Piedra Preta
• Sinônimo: Piedra negra, tinha nodosa, tricomicose dos estudantes ou tirana.
• Benigna, incomum, caráter crônico e frequentemente recidivante.
• Agente etiológico: 
➢Fungo filamentoso demáceo Piedraia hortae
• Epidemiologia:
➢Ocorre principalmente nas regiões tropicais da América central e do Sul (comum na Amazônia), mas 
também ocorre na África e Ásia.
➢Encontrado na natureza como saprófita. 
➢Também acometem macacos e chimpanzés.
➢Altamente contagioso e relacionada a umidade, calor e falta de higiene.
➢Não atinge a pele, apenas os pelos.
Micose superficial
Piedra Preta
• Manifestação clínica:
➢Nódulos pretos ou marrons escuros, duros, aderidos a fios de cabelo e eventualmente outros 
pelos. Visível a olho nú. Não destacam com facilidade.
➢Parasita o pelo sem invadir seu interior
➢Causam fratura dos fios.
➢Assintomático.
Ascos com ascósporos
Micose superficial
Piedra Preta
• Diagnostico laboratorial:
➢Exame micológico direto dos fios
✓ Corta-se o pelo, podendo macerar para melhor visualização
✓ Coloca-se o pelo sobre a lamina com KOH 20% e cobre com lamínula
✓ Ao microscópio sem maceração  hifas escuras, ramificadas, paredes
espessas, que estão intimamente unidas (pseudoparênquima), com
ascos contendo 1 a 8 ascósporos na borda (visíveis após maceração).
Micose superficial
Piedra Preta
• Diagnostico laboratorial:
➢ Cultura - meios:
✓ Ágar-Sabouraud + clorafenicol (antibiótico)
✓ Ágar-mel
✓ Incubação: 25 a 30°C (não cresce em 37°C)
✓ Crescimento: 2 a 3 semanas
✓ Colônias: inicialmente cremosa com textura lisa, tornando-se 
aveludada. São elevadas, aveludadas e cerebriformes (enrugadas) 
no centro, com bordas irregulares, cor marrom ou negra.
✓ Microscópio: hifas demáceas, septadas, paredes grossas, com 
clamidoconídios. 
✓ Adição de timina permite melhor desenvolvimento da colônia.
Micoses cutâneas
• Infecções mais profundas na epiderme e doenças invasivas dos pelos e unhas.
• Fungos que invadem toda a espessura da camada côrnea da pele, a parte queratinizada intrafolicular
dos pelos ou a lâmina ungueal (unha).
• Na pele, as lesões se manifestam como mancha inflamatória, nos pelos como lesão de tonsura e na
unha por destruição da lâmina ungueal.
• Contágio: contato da pele, mucosas, pelo ou unha, direta ou indiretamente, com homens e animais
infectados, solo ou objetos que contém o fungo patogênico.
• Principais micoses: Dermatofitoses, Candidose e por outros fungos não dermatófitos.
Micoses cutâneas
Dermatofitoses
• Conhecida como “epinge”, “frieira” ou “pé de atleta”, “tinhas”.
• Degradam queratina e produzem lesões na pele, pelos (até o folículo) ou unhas (superfície e área
subunguenal), não invadindo tecidos mais profundos.
➢Agente etiológico
✓Fungos filamentosos - Dermatófitos
❖Epidermophyton - lesões na pele e eventualmente unha
❖Microsporum – pele, pelos e eventualmente unhas
❖Trichophyton – pele, pelo e unhas
✓40 espécies patogênicas humanas, 15 ocorrendo no Brasil
✓Mais comuns Brasil - Trichophyton rubrum, T. mentagrophytes, T. tonsurans, Epidermophyton
floccosum, Microsporum canis e M. gypseum
Micoses cutâneas
Dermatofitoses
➢Epidemiologia
✓Universais, ocorrendo em qualquer idade, sexo ou raça. Infecções do couro cabeludo predominam
em crianças; já tinhas dos pés e coxas em homens adultos.
✓Relacionada ao tipo de roupa, calçados, higiene pessoal e ambiente (calor e umidade).
✓Quanto ao habitat (ou reservatório) são divididos em:
❖Geofílicos - em solos e material queratínico em decomposição, infectam animais e humanos;
❖Zoofílicos - vivem em pelo e pele de animais, podem ser transmitidos ao homem;
❖Antropofílicos - vivem no homem e raramente infectam animais.
✓Fontes de infecção: contato direto com animais, solo ou indivíduo infectado. Permanecem viáveis
em escamas de pele ou pelo por longos períodos.
✓Existe um fator fungistático natural - impede a penetração para áreas mais profundas da pele e
para outros órgãos. Mucosas não são atingidas.
Micoses cutâneas
Dermatofitoses
• Manifestações clínicas
➢Aspectos das lesões são bastante variados e resultam da combinação da destruição de queratina à
resposta inflamatória, mais ou menos intensa, na dependência do binômio parasito/hospedeiro.
✓ Antropofílicos - pouca ou nenhuma reação inflamatória.
✓ Zoofílicos – reação inflamatória de média intensidade.
✓ Geofílicos - exuberância da inflamação, com tendência à cura espontânea.
➢Resposta inflamatória mediada por linfócitos CD4 avaliada pelo teste intradérmico de tricofitina.
➢ Indivíduos com dermatofitoses podem ter dermatofítides - lesões secundárias longe do foco da
doença, em locais não queratinizados – devido ao estado de hipersensibilidade gerado por
anticorpos circulantes.
➢Existem portadores assintomáticos – sem lesão aparente.
Micoses cutâneas
Dermatofitoses
• Manifestações clínicas
➢Sintoma mais comum – coceira (prurigem)
✓Em pelos (tinea capitis e barbae) – manchas circulares elevadas com alopecia (tonsura – cabelo
perde brilho e quebra), vermelhidão e escamação; ou como pápulas (elevação), pústulas (elevação
com pús) e microabscessos (quérion) mais espalhadas, as “Kerion Celsi”.
❖ Ectotrix (fungo externamente ao pelo) ou Endotrix (internamente)
✓Pele lisa, glabra (tinea corporis e cruris) – manchas inflamatórias circulares vermelhas (nas
bordas) e escamosas (no centro) que se expandem em um padrão centrípeto com clareamento
central.
✓Pés (tinea pedis) – vesículas e bolhas que perfuradas liberam pús, descamação e fissuras. “Pé de
atleta” ou “frieira”.
✓Unhas (tinha unguium) – tornam-se grossas, descoloridas, secas, elevadas, friáveis, escamosas e
deformadas.
Tineacapitis
Tinea unguium
Tinea pedis 
Tinea cruris Tinea corporis
As tinhas são classificadas de acordo com o local anatômico ou a estrutura afetada:
Micoses cutâneas
Dermatofitoses
• Diagnostico laboratorial:
➢Exame micológico direto
✓ Raspados da pele (nas bordas ativas), raspagem do material subunguenal e retirada com pinça estéril
dos pelos
✓ Coloca-se sobre a lamina com KOH 20% (aquecido) ou DMSO (sem aquecer) e cobre com lamínula
✓ Pode-se adicionar tinta parker
✓ Ao microscópio hifas hialinas a esverdeada septadas com artrósporos.
https://www.youtube.com/watch?v=v6PJBeewwXQ
Micoses cutâneas
Dermatofitoses
• Diagnostico laboratorial:
➢ Cultura - meios:
✓ Ágar-Sabouraud + clorafenicol (antibiótico) + cicloheximida (inibe fungos saprofíticos) meio 
Mycosel ou Mycobiotic
✓ Incubação: 25 a 30°C
✓ Crescimento: 7 a 28 dias
❖ Trichophyton – colônia: algodonosa branca, com reverso de cor variada e desenvolvimento
rápido. Microscopia: raros macroconídios cilíndricos, multisseptados, parede lisa e fina e muitos
microconídios redondos, ovais ou piriformes que nascem ao longo da hifa.
❖ Microsporum – colônia: algodonosa ou pulverulenta, com reverso de cor variada (marrom a
amarelo ouro) e desenvolvimento rápido. Microscopia: numerosos macroconídios fusiformes,
multisseptados, grandes, parede rugosa e espessa, e poucos microconídios.
❖ Epidermophyton – colônia: aveludada, com sulcos radiados e de cor amarelo-esverdeado, e
desenvolvimento mais lento. Microscopia: tem apenas macroconídios piriformes, multisseptados,
parede lisa e espessa, com 2 a 4 células, isoladas ou em pequenos cachos, microconídio ausente.
Micoses cutâneas
Dermatofitoses
Micoses cutâneas
Dermatofitoses
Micoses cutâneas
Dermatofitoses
Micoses cutâneas
Candidose mucocutâneas
• Sinônimo: candidíase mucocutâneas ou monilíase (desuso).
• Afeta a pele (camada córnea), mucosas, unhas (lamina ungueal) e mais raramente sistêmica (atinge
pulmões, intestino, sistema nervoso, endocárdio; pode causar síndrome septicêmica).
• Provocam infecções agudas ou crônicas.
➢Agente etiológico
✓Exclusivamente leveduras – Candida
❖ Principal é Candida albicans – frequente em unhas, espaços interdigitais e dobra submamária e
axilar.
❖ Outros espécies: C. parapsilosis, C. tropicalis, C. krusei, C. stellatoidea, C. guilhermondii e C.
pseudotropicalis.
❖ Candida é oportunista – pode ser encontrado na pele e nas mucosas de indivíduos normais,
como comensal (sem causar maleficio); a interferência de vários fatores exógenos e
principalmente endógenos, pode torná-lo patogênico.
Micoses cutâneas
Candidose mucocutâneas
➢Epidemiologia
✓Universais, podem ocorrer em qualquer idade e ambos sexos.
✓Encontradas na natureza como saprófito
✓Encontrado como parte da microbiota endógena humana normal
❖ Isolada na boca, áreas flexurais, orofaringe, tubo digestivo, intestino, vagina e escarro em
pacientes saudáveis, não causando doença.
❖ Existe um fator natural anticandida, em indivíduos normais.
✓Micose oportunista:
❖ Fatores que proporcionam o aparecimento da doença (fator endógenos): prematuridade,
gravidez, diabetes mellitus, elevação dos glicídios vaginais, desnutrição, obesidade, uso de
antibióticos de largo espectro (particularmente as tetraciclinas), de corticosteroides e
imunossupressores; além de certas deficiências imunológicas (ex: HIV)
✓Micose ocupacional – ocorre com profissionais que lidam com umidade e tem contato prolongado
e frequente com água e sabão, como as lavadeiras (fator exógeno).
Micose cutânea
Candidose mucocutâneas
• Manifestação clínica:
➢Na pele (interdigitais, dobras virilha, axila e dobra submamária) – lesões úmidas,
esbranquiçadas ou avermelhadas, de bordas descamativas. Forma crônica
pruriginosa.
➢Unha – sem brilho, espessada, endurecida, com coloração escurecida. Pode se
estender ao leito ungueal, podendo ter pús. Comum em lavadeiras.
➢Mucosas – lesões esbranquiçadas, com base vermelha úmida após sua remoção.
➢ Candidídes – lesão alérgica secundária distante da infecção – vesículas agrupadas.
VulvovaginiteBalanite Dermatite de fraldas
Candidose intertriginosa
Estomatite cremosa
ou sapinhoParoníquia
Micoses cutâneas
Candidose mucocutâneas
• Diagnostico laboratorial:
➢Exame micológico direto
✓ Raspado de lesões de pele, unha, exsudato e secreções 
com KOH 20%, corar com Gram
❖ Gram – usada para diferenciação morfotintorial entre 
bactéria e levedura (cora violeta)
✓ Ou fazer biopsia do tecido corados com GMS ou PAS
✓ Ao microscópio – aglomerados de leveduras com
blastoconídios globosos ou ovais de parede lisa e pseudo-
hifas ramificadas.
Micoses cutâneas
Candidose mucocutâneas
• Diagnostico laboratorial:
➢ Cultura - meios:
✓ Ágar-Sabouraud + clorafenicol (antibiótico) 
✓ Incubação: 25 a 37°C
✓ Crescimento: 2 a 4 dias
✓ Colônia: coloração branca a creme, de consistência cremosa.
✓ Microscopia: blastoconídio, pseudohifa e alguns clamidósporos.
✓ Não adicionar cicloheximida (inibe cresc. de fungos oportunistas)
✓ Não crescem em Mycosel, pois contem cicloheximida
Micoses cutâneas
Candidose mucocutâneas
• Diagnostico laboratorial:
➢ Cultura - meio:
✓ CHROMagar – meio cromogênico diferencial para isolamento das espécies de Candida
❖ Não é o suficiente para a identificação completa de leveduras
❖ Evidência possível cultura mista de leveduras cultivadas anteriormente em Agar Sabourad + 
Clorafenicol
❖ Sugere-se posterior teste bioquímico
(a) Candida albicans
(b) C. dubliniensis
(c) C. tropicalis
(d) C. glabrata
(e) C. krusei
Micoses cutâneas
Candidose mucocutâneas
• Diagnostico laboratorial de Candida albicans:
➢ Identificação micromorfologica
✓ Teste tubo germinativo 
❖ Em soro bovino ou humano à 37°C por 3h
❖ Forma tubo sem constrição
✓ Teste de produção de clamidósporos
❖ Microcultivo em lâmina com ágar fubá + tween 80 à 25°C por 1 semana
❖ Pseudo-hifa com clamidósporos globosos e terminais
➢ Identificação bioquímica
✓ Teste de fermentação de carboidratos 
✓ Teste de assimilação de carboidratos
✓ Citrato e uréase negativa
Micoses cutâneas
Candidose mucocutâneas
Microcultivo em lâmina
• Consiste em um cultivo em lâmina microscópica montada sobre uma placa de petri com meio para 
micromorfologia.
• Também usada para identificação de fungos filamentosos – visualizar estrutura reprodutivas
Micoses cutâneas
Por fungos não dermatófitos
• Há outras micoses cutâneas que não são causadas nem por fungos dermatófitos nem por Candida.
• Destacam-se: Fusarium sp., Scytalidium dimidiatum e S. hyalinum Feo-hifomicose e hialo-hifomicose.
• Podem causar lesões, principalmente, em unhas e em espaços interdigitais dos pés.
• São universais, atingindo pessoas saudáveis e imunocomprometidos, de qualquer idade ou sexo.
• Manifestações clínicas variadas e não distinguíveis das produzidas por dermatófitos.
➢S. dimidiatum  Cultivo - colônia cotonosa, branca no início tornando-se cinza a negra em 10 dias.
Microscopia - hifas demáceas e hialinas, com artroconídios septados ou não.
➢S. hyalinum considerado mutante de S. dimidiatum incapaz de sintetizar melanina, assim, as hifas e
os conídios são sempre hialinos.
➢Fusarium sp.  Cultura - macroscopicamente variadas, dependendo da espécie que causa a lesão.
Microscopia - macroconídios em forma de lua, bi ou trisseptados.
• Dificuldade diagnóstico confundir com dermatófitose e usar cicloheximida no meio não crescem.

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