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Prof. Marcelo Mello UNIDADE III Comercialização de Produtos Agrícolas máquinas, como tratores, colheitadeiras; equipamentos e implementos; água, que vai se tornando cada vez mais escassa; energia hidroelétrica, termoelétrica ou renováveis (solar, eólica, hidráulica, biodigestores, etanol, biodiesel); corretivos de solos, como calcários agrícolas, gesso, adubos e matéria orgânica; Antes da porteira (suprimentos agropecuários): fertilizantes; agroquímicos ou agrotóxicos, como herbicidas, fungicidas, bactericidas etc.; compostos orgânicos; materiais genéticos, como mudas e sementes ou sêmen e óvulo; hormônios: fito-hormônios e zoo-hormônios, destinados, respectivamente, à aceleração das atividades biológicas de plantas e animais; inoculantes, que são produtos biológicos introduzidos nas plantas, como fixadores de nitrogênio, no caso da soja; Antes da porteira (suprimentos agropecuários): rações; sais minerais; produtos veterinários, como os antibióticos, os ecto e endoparasiticidas; outros medicamentos. Antes da porteira (suprimentos agropecuários): gestão e produção agrícola; gestão e criação pecuária. Dentro da porteira (setor de produção agropecuária): intervenção de um grande número de intermediários executando atividades relacionadas, por exemplo, com beneficiamento, armazenagem e comercialização dos produtos agropecuários. Após a porteira (setor de processamento e manufatura): Conjunto de atividades iniciadas com as movimentações dos insumos até a produção e, posteriormente, o armazenamento e o transporte dos produtos destinados ao consumidor final. Processos de comercialização de produtos agropecuários Relacionados com a comercialização, influenciam o comportamento e as decisões na fase de produção, quando se procura definir o que e quanto produzir. Interação bastante forte e constante entre todas as fases do ciclo de produção, comercialização e consumo. Entre as atividades relacionadas com a comercialização, podem ser incluídas as de armazenagem de produtos, que permitem o suporte a um descasamento entre os momentos de produção e de venda. Processos de comercialização de produtos agropecuários Sequência de atividades / fases Fonte: Adaptado de Mendes e Padilha Jr. (2007) Produção de bens Venda da produção Processamento dos bens Atividades de atacado Atividades de varejo Consumo final de bens Compra de insumos dos fornecedores Processos relacionados com embalagem, financiamentos, conservação e manutenção dos produtos, conhecimento e gerenciamento dos riscos físicos e financeiros (ou de mercado), adaptação aos desejos e interesses dos consumidores. Processamento de bens familiar; empresarial. Classificação geral dos agricultores e pecuaristas: soja; trigo; café; bovinocultura de corte. Produtos em que há predominância de agricultores empresariais: variabilidade da produção anual: fenômeno observado na produção agroindustrial, mas que não se reflete no lado do consumo, gerando, assim, a necessidade de serviços de armazenamento e conservação para o atendimento à demanda; sazonalidade: condições climáticas de cada região, dividindo períodos de safra e entressafra (excesso e falta de produção, em relação à demanda); influência de pragas e doenças: levam à diminuição da quantidade e da qualidade dos produtos – perda de grande parte ou até de toda a produção, podendo ocorrer em momento de cultivo, colheita ou até após a porteira; imprevistos e rudezas do clima. Características da produção agropecuária: hedging (proteção) para o produtor rural; Perecibilidade: um determinado produto é considerado perecível quando pode se estragar com relativa facilidade; a perecibilidade é combatida com o desenvolvimento tecnológico e métodos especializados e adequados de colheita, classificação e tratamento dos produtos agropecuários e, na fase após a porteira, com as especificações e estruturas destinadas à armazenagem e conservação, embalagens, logística de distribuição etc. Dificuldades para coberturas de seguros: Existe uma percepção de que uma grande empresa do agronegócio é contraditória ao modelo de pequeno produtor familiar. A grande empresa pode fazer o que melhor sabe em termos de buscar recursos, avançar no acesso ao mercado, trazer novas tecnologias e lançar novos produtos. Pequenos produtores podem formar uma rede coordenada de fornecedores integrados que respeitam contratos de compra. Conflitos entre agropecuária familiar X empresarial Dessa forma, tem-se um sistema produtivo forte, com famílias e empreendedores e uma empresa que concentra o trabalho, sobretudo de mercado e de escala, condição inexorável para a competição global nos dias de hoje. Pequeno produtor e grande empresa do agronegócio não são figuras excludentes. Conflitos entre agropecuária familiar X empresarial Os produtos agropecuários apresentam um conjunto de características que precisam ser cuidadosamente consideradas pelos responsáveis por suas atividades de comercialização. Escolha, entre as afirmativas a seguir, quais dessas peculiaridades afetam mais diretamente os processos de comercialização (após a porteira) desses produtos: I. Adequado dimensionamento da armazenagem dos produtos pós-colheita. II. Variação dos preços dos insumos utilizados na produção. III. Problemas com infraestrutura de transportes para destinar os produtos aos consumidores. IV. Indisponibilidade de insumos importados. Interatividade Está(ão) correta(s): a) Apenas IV. b) I e II. c) II e IV. d) I e III. e) Apenas III. Interatividade Eram mais de 4.366.000 estabelecimentos de agricultura familiar, o que representava mais de 84% dos estabelecimentos brasileiros. Esse numeroso contingente de agricultores familiares ocupava uma área de 80 milhões de hectares, ou seja, 24% da área ocupada pelos comércios agropecuários brasileiros. Censo Agropecuário de 2006 (IBGE) Esses resultados mostram uma estrutura agrária ainda concentrada no país: os estabelecimentos não familiares, apesar de representarem 15,6% do total, ocupavam 75,9% da área ocupada. A área média dos estabelecimentos familiares era de 18,34 ha, e a dos não familiares, de 313,3 ha. Censo Agropecuário de 2006 (IBGE) Dos 80 milhões de ha da agricultura familiar, 45% eram destinados a pastagens, enquanto que a área com matas, florestas ou sistemas agroflorestais ocupava 24% das áreas; por fim, as lavouras ocupavam 22%. A agricultura não familiar também seguia essa ordem, mas a participação de pastagens, matas e/ou florestas era um pouco maior (48,8% e 28%, respectivamente), enquanto a área para lavouras era menor (17%). Censo Agropecuário de 2006 (IBGE) Vale destacar ainda a participação da área de matas destinadas à preservação permanente ou reserva legal (10% em média) nos estabelecimentos familiares, e de áreas utilizadas com matas e/ou florestas naturais (13%). Censo Agropecuário de 2006 (IBGE) Apesar de cultivar uma área menor com lavouras e pastagens (17 e 36 milhões de hectares, respectivamente), a agricultura familiar é responsável por garantir boa parte da segurança alimentar do país, como importante fornecedora de alimentos para o mercado interno. Censo Agropecuário de 2006 (IBGE) Operacionais: produtores, processadores, distribuidores – responsáveis por manipular e impulsionar o produto fisicamente através do sistema. Geradores e transmissores de energia no estágio inicial do sistema: empresas de suprimentos de insumos e fatores de produção, agentes financeiros, centrosde pesquisa e experimentação, entidades de fomento e assistência técnica, entre outras. Mecanismos coordenadores: governo, contratos comerciais, mercados futuros, sindicatos e associações que regulamentam a interação e a integração dos diferentes agentes econômicos componentes do sistema. Instituições e organizações do agribusiness Tipos de commodities Fonte: Adaptado do livro-texto. Tipos Exemplos Minerais Petróleo, ouro, minério de ferro etc. Financeiras Real, euro, dólar americano etc. Ambientais Água, madeira, energia etc. Agrícolas Soja, trigo, milho, café, algodão, borracha etc. As commodities podem ser estocadas e transacionadas nos mercados internacionais. Os compradores geralmente são empresas e cooperativas agroindustriais que, por sua vez, vendem para comerciantes internacionais (as tradings, que exportam para outros países). Tipos de commodities Uma vez colhidos (ou criados, no caso de pecuária), os produtos agrícolas passam por variadas etapas nas quais lhes são agregados valores, até chegarem aos consumidores. São vários os agentes econômicos que atuam nessas fases posteriores às de produção agropecuária, no beneficiamento/industrialização, na prestação de serviços ou na própria comercialização. A agregação de valor aos produtos Os produtos comercializados in natura não são submetidos a transformações, não transitam, portanto, por agroindústrias. De qualquer forma, podem ser submetidos a algum tipo de beneficiamento. Ao final, podem ser vendidos a granel ou embalados, dependendo do produto, como é o caso de vários tipos de frutas. A venda a granel pode acarretar perdas financeiras. A comercialização permite que sejam coordenadas as atividades relacionadas com a produção e o consumo de diferentes produtos. A agregação de valor aos produtos suprimentos à produção; produção; beneficiamento; acondicionamento; armazenamento; distribuição; consumo. As funções do agronegócio: evitar ou reduzir a possibilidade de perdas; eliminar a contaminação por pragas; agregar valor aos produtos; atender às especificações dos consumidores. Beneficiamento: Entre as funções relativas à transformação, podem ser mencionadas: pasteurização do leite; pré-preparo de alimentos, com pré-cozimento, envasamento, cortes etc. Diferentemente do processamento, a transformação gera novos produtos a partir de seu estado in natura, como: queijos; cachaça (com base na destilação do caldo da cana-de-açúcar); carnes processadas etc. Processamento e transformação Acondicionamento: a embalagem contém funções identificadas com a proteção dos produtos agrícolas, a facilidade de transporte, a informação ao consumidor e a imagem do produto; há dois níveis a considerar: a embalagem de grandes quantidades de produtos, nas quais as primeiras funções referidas são privilegiadas, e as para venda a retalho. Acondicionamento dos produtos A substituição de importações proposta para os países em desenvolvimento pela Cepal no século XX era baseada no fato de que eles apresentam uma relação de troca desfavorável, dada a sua especialização em commodities agrícolas e naturais. Acerca das commodities, podemos admitir como correta: I. Seus preços são fixados nos mercados internos dos países, não guardando relação com os concorrentes no exterior. II. São produtos totalmente iguais, não havendo distinção em relação à região que os produz. III. Boa parte de seu preço é regulada pelas condições de estocagem dos produtos. IV. Podemos identificar vários tipos além dos produtos agrícolas. Interatividade Está(ão) correta(s): a) Apenas I. b) I e II. c) Apenas IV. d) Apenas II. e) III e IV. Interatividade Formas de comercialização dos produtos agropecuários Fonte: adaptado de Waquil; Miele; Schultz (2010). Tipo Forma ou local Consumidores Compra e venda direta e feiras livres Outros agricultores Compra e venda direta, feiras, leilões, centrais de distribuição e parcerias Atacadistas e varejistas Compra e venda direta, centrais de distribuição, integração de produção Restaurantes e bares Compra e venda direta, centrais de distribuição, feiras e parcerias Tradings Compra e venda direta, leilões e bolsas de mercadorias Agroindústrias e indústria de alimentos Compra e venda direta, leilões, bolsas de mercadorias, integração de produção Governos Formação de estoques reguladores e garantia de preços mínimos, programas de aquisição de alimentos Os produtos podem também ser comercializados com base nos mercados a termo (a prazo) ou futuros, utilizando os chamados derivativos financeiros, via contratos de obrigatoriedade ou de opções de compra e venda. Alternativas de comercialização Considerando a armazenagem dos produtos, há a possibilidade de utilização de diferentes estratégias para a negociação dos estoques na entressafra, como: venda com preço autorizado: o produtor estipula um preço pelo qual a cooperativa está autorizada a realizar a venda da produção; venda com preço a fixar: neste caso podem ser acrescidos os custos de armazenamento, o que dependerá das relações e possibilidades de negociação com os consumidores; venda em comum: feita pela cooperativa a um preço médio que possibilite a diminuição dos riscos de mercado. Alternativas de comercialização concentradores; armazenadores; agroindústrias; mercados dos produtores; representantes e vendedores; distribuidores; atacadistas; centrais de abastecimento; bolsas de mercadorias; governo; supermercados; Canais de comercialização de produtos agropecuários: pontos de venda; feirantes; exportadores; importadores; consumidores. Canais de comercialização de produtos agropecuários: Nível 1: produtores rurais. Nível 2: intermediários (primários, secundários etc.). Nível 3: agroindústrias e mercados dos produtores e concentradores. Nível 4: representantes, distribuidores e vendedores. Nível 5: atacadistas, centrais de abastecimento, bolsas de mercadorias. Nível 6: supermercados, pontos de venda, feiras livres e outros, incluindo as exportações. Nível 7: consumidores. Canais de comercialização de produtos agropecuários Os produtores rurais atuam normalmente em pequenos empreendimentos e, entre outros aspectos, possuem pouca informação e instrução, oferecendo produtos brutos. Apesar de poderem negociar com qualquer canal de comunicação, normalmente vendem diretamente aos intermediários primários. Canais de comercialização de produtos agropecuários As negociações com outros níveis de comercialização são executadas pelos intermediários empresariais de maior porte: pessoas físicas e empresas que repassam os produtos agropecuários para os níveis seguintes da cadeia de comercialização. A quantidade de camadas de intermediação dependerá dos tipos e complexidade de cada produto, locais de comercialização etc. A participação dos intermediários na comercialização de produtos agropecuários O intermediário, na maioria dos casos, tem mais instruções e informação do que o produtor e, geralmente, estabelece seus preços, que são aceitos por este último. Apesar de pouca formalização das transações, na maioria das vezes os intermediários sofrem menos riscos do que o produtor. A participação dos intermediários na comercialização de produtos agropecuários Eles atuam nas regiões mais distantes, de menor porte e menos desenvolvidas. O nível a seguir na cadeia apresenta as agroindústrias, os mercados que atendem os produtores (centrais locaisde abastecimento, como o Ceasa, em São Paulo) e os concentradores. A participação dos intermediários na comercialização de produtos agropecuários Trabalhando com ou sem vínculos contratuais, as agroindústrias adquirem os produtos diretamente dos produtores ou de intermediários. Elas executam funções de beneficiamento, processamento e transformação dos produtos agropecuários. A participação das agroindústrias na comercialização de produtos e serviços agropecuários As centrais de abastecimento possuem infraestrutura para o suporte mais próximo aos produtores, fornecendo-lhes também informações e executando serviços relacionados com seleção, classificação, beneficiamento e embalagem de produtos. Atuação das centrais de abastecimento Podem ser considerados como objetivos dessas centrais: diminuição do poder dos intermediários; identificação de novos locais e oportunidades de comercialização; obtenção de melhores preços para os produtos agropecuários. Atuação das centrais de abastecimento Mercado centralizado para transações com mercadorias, sobretudo os produtos primários de maior importância no comércio internacional e no comércio interno, como café, açúcar, algodão, cereais etc. (as chamadas commodities). Comercialização por meio de bolsas de mercadorias e serviços Realizando negócios tanto com existentes quanto com estoques futuros, as bolsas de mercadorias exercem papel estabilizador no mercado, minimizando as variações de preço provocadas pelas flutuações da procura e reduzindo os riscos dos comerciantes. Comercialização por meio de bolsas de mercadorias e serviços Nessas bolsas, os aplicadores podem realizar transações de compra e venda de lotes padronizados (derivativos) de várias commodities (agrícolas, minerais etc.) para liquidação futura. Comercialização por meio de bolsas de mercadorias e serviços Essas operações permitem ao agricultor constituir o que é chamado de hedge (proteção), garantindo um determinado preço de venda para a sua lavoura ou criação e adquirindo, nesse caso, um contrato ou opção de venda futura a determinado investidor (especulador), que assume o risco de eventuais problemas com os empreendimentos, como a ocorrência de fatores climáticos (enchentes, geadas etc.) ou baixa de preços no mercado no momento da colheita. Comercialização por meio de bolsas de mercadorias e serviços Um participante de grande importância na cadeia do agronegócio é a central de abastecimento. Entre suas características, podemos considerar como correta: a) Evitar o transporte de produtos para o consumidor final. b) Oferecer serviços de comercialização em bolsas de valores e de mercadorias. c) Possuir infraestrutura que lhe permite oferecer suporte mais próximo aos produtores. d) Não afetar os preços dos produtos agropecuários. e) Não oferecer serviços de beneficiamento de produtos, o que está a cargo dos produtores de insumos agropecuários. Interatividade Em períodos de crise econômica ou de grande instabilidade financeira, os especuladores tendem a atuar mais intensamente. No entanto, como a base da atuação desses operadores é a incerteza – presente em maior ou menor grau em todos os processos econômico-financeiros, mesmo nos momentos de estabilidade –, eles atuam nos mercados de risco, como são, por exemplo, as bolsas de valores e de mercadorias. Comercialização por meio de bolsas de mercadorias e serviços Podemos admitir uma relação direta entre o crescimento (e o desenvolvimento) econômico de um país ou região e a atividade de comercialização, com destaque à dos produtos agropecuários. Impactos da comercialização de produtos agropecuários sobre o desenvolvimento econômico aspectos populacionais; estruturas dos mercados; políticas governamentais; mudanças tecnológicas; problemas econômicos e de infraestrutura. Dificuldades que afetam a comercialização nos países em desenvolvimento: déficit público; falta de competitividade internacional e de confiança nas políticas do governo; inflação; falta de mão de obra qualificada. Efeitos do Custo Brasil: O preço é a variável fundamental que orienta tanto a oferta quando a demanda por produtos nos processos de escolhas dos agentes econômicos. Definições dos preços dos produtos A demanda em nível do consumidor do produto é reconhecida como primária. Ela não é a única a ser considerada na cadeia do respectivo produto, apesar de ser a referência para todas as demais que, por isso, são denominadas derivadas. À medida que se avança na cadeia do produto, o ofertante vai se tornando formador de preço. Assim, a demanda do produtor é diferente daquela que afeta os vários intermediários participantes da cadeia do produto, por exemplo, os supermercados/varejistas. Diferentes demandas para o produto, conforme o segmento da cadeia produtiva Há produtos que são derivados de outros em termos de consumo final. A demanda por soja é derivada daqueles produtos que a requerem como matéria-prima. Também é derivada a demanda por insumos, armazéns, rações, fertilizantes etc. A demanda dos produtores rurais com relação aos insumos de que necessitam para a lavoura ou pecuária depende, por exemplo, da demanda por grãos ou carnes. Diferentes demandas para o produto, conforme o segmento da cadeia produtiva Aspectos relacionados com promoções são um dos fatores que mais contribuem para a tentativa de se estabelecer diferenças entre os produtos que estão sendo comercializados, ainda que sejam commodities. Essa estratégia permite que possam ser cobrados preços diferenciados pelos produtos. A consolidação da marca para certos produtos, que faz com que sejam reconhecidos como diferentes em relação aos demais em função de características das embalagens, esforços de marketing etc. também influencia a diferenciação do produto. Os efeitos da diferenciação dos produtos em relação ao lucro obtido pelo ofertante (produtor ou comerciante) vendas à vista – durante e após as safras; falta de capacidade estática de armazenamento na propriedade produtiva ou mesmo em cooperativas, oficiais ou privadas; necessidade de liquidações/pagamentos de compromissos financeiros vencíveis nas épocas de colheita; carência de recursos financeiros para o financiamento do processo de comercialização dos produtos; expectativa de manutenção ou até de diminuição dos preços dos produtos futuramente. Especificidades com as alternativas de comercialização de produtos agropecuários: As vendas mais comuns, porém, são realizadas por meio de varejistas situados em localidades próximas dos consumidores finais, como feiras, supermercados, padarias etc. O processo de comercialização pode ser apoiado por políticas governamentais, como as de estabelecimento de preço-piso ou que visem à garantia da renda dos produtores e outros agentes da agropecuária. Especificidades com as alternativas de comercialização de produtos agropecuários Os custos relacionados a: embalagem; fretes; impostos e contribuições fiscais. Há também os custos fixos em função de: pagamentos de juros em operações financeiras; seguro dos bens a serem comercializados; benfeitorias em instalações que mantêm os produtos até a sua venda; manutenção de máquinas e equipamentos. Custos, margens e markups de comercialização de produtos agropecuários A margem bruta de comercialização não leva em conta as perdas e quebras dos produtos ao longo do processo de comércio, mas exclusivamente suas alterações de preços. O markup é representado pela diferença entre o preçode venda e o de compra, indicando o quanto cada intermediário acrescentou de preço ao produto ao repassá-lo para o elo seguinte na cadeia (que pode ser outro intermediário ou o consumidor final). Custos, margens e markups de comercialização de produtos agropecuários O processo de vendas diretas à vista pelos próprios agricultores e pecuaristas enfrenta um conjunto de problemas. Aponte, entre as alternativas seguir, aquela que não se refere a esse tipo de comercialização. a) Dificuldades de armazenamento na propriedade produtiva ou mesmo em cooperativas oficiais ou privadas. b) Menor possibilidade de especulação de preços, dada a necessidade de pagamentos de compromissos financeiros vencíveis nas épocas de colheita. c) Problemas para o transporte dos produtos aos consumidores. d) Maior divulgação dos produtos aos consumidores finais. e) Localização das unidades produtivas. Interatividade ATÉ A PRÓXIMA!