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Autores: Profa. Vanessa Santhiago
 Prof. Helder Cravo da Costa
Colaborador: Prof. Marcel da Rocha Cheheun
Medidas e Avaliações
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Professores conteudistas: Vanessa Santhiago / Helder Cravo da Costa
Vanessa Santhiago
Natural de São Paulo‑SP, é professora titular da Universidade Paulista (UNIP) desde 2009 e coordenadora auxiliar 
do curso de Educação Física (graduação plena) na modalidade EaD. Líder da disciplina Medidas e Avaliações, ministra 
também as disciplinas Biologia, Fisiologia Aplicada a Atividade Motora e Fisiologia do Exercício.
É formada em Educação Física (2000) e especialista em Avaliação e Prescrição de Exercícios Físicos (2003) pelas 
Faculdades Salesianas de Lins (atualmente UniSALESIANO), mestre (2005) e doutora (2009) em Ciências da Motricidade, 
área de Biodinâmica da Motricidade Humana, pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp 
campus Rio Claro).
Helder Cravo da Costa
Natural de Sorocaba‑SP, é professor da Universidade Paulista (UNIP) desde 2008. Atua nos cursos de Educação 
Física, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia, Radiologia, Enfermagem e Biomedicina nas disciplinas Anatomia Humana, 
Citologia, Histologia, Bioquímica, Fisiologia, Neurofisiologia e Patologia.
É graduado em Educação Física (1998) pela Faculdade de Educação Física de Sorocaba da Associação Cristã de 
Moços (Fefiso ACM) e em Biomedicina (2010) pelo Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio de Itu (Ceunsp), 
mestre em Ciências Morfofuncionais (2013) pelo Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo 
(ICB‑USP) e possui especialização em Treinamento Esportivo (1999) pela Universidade do Norte do Paraná (Unopar).
© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou 
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem 
permissão escrita da Universidade Paulista.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
S234m Santhiago, Vanessa.
Medidas e avaliações. / Vanesa Santhiago, Helder Cravo da 
Costa. – São Paulo: Editora Sol, 2018.
276 p., il.
Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e 
Pesquisas da UNIP, Série Didática, ano XXIV, n. 2‑031/18, ISSN 1517‑9230.
1. Medidas. 2. Avaliações. 3. Composição corporal. I. Costa, 
Helder Cravo da. II. Título.
CDU 796
U501.04 – 19
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Prof. Dr. João Carlos Di Genio
Reitor
Prof. Fábio Romeu de Carvalho
Vice-Reitor de Planejamento, Administração e Finanças
Profa. Melânia Dalla Torre
Vice-Reitora de Unidades Universitárias
Prof. Dr. Yugo Okida
Vice-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa
Profa. Dra. Marília Ancona‑Lopez
Vice-Reitora de Graduação
Unip Interativa – EaD
Profa. Elisabete Brihy 
Prof. Marcelo Souza
Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar
Prof. Ivan Daliberto Frugoli
 Material Didático – EaD
 Comissão editorial: 
 Dra. Angélica L. Carlini (UNIP)
 Dra. Divane Alves da Silva (UNIP)
 Dr. Ivan Dias da Motta (CESUMAR)
 Dra. Kátia Mosorov Alonso (UFMT)
 Dra. Valéria de Carvalho (UNIP)
 Apoio:
 Profa. Cláudia Regina Baptista – EaD
 Profa. Betisa Malaman – Comissão de Qualificação e Avaliação de Cursos
 Projeto gráfico:
 Prof. Alexandre Ponzetto
 Revisão:
 Lucas Ricardi
 Carla Moro
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Sumário
Medidas e Avaliações
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................9
INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................9
Unidade I
1 CONCEITOS BÁSICOS EM MEDIDAS E AVALIAÇÕES .......................................................................... 13
1.1 Valores de referências ......................................................................................................................... 14
1.2 Tipos de avaliações .............................................................................................................................. 15
1.3 Critérios de seleção de testes .......................................................................................................... 15
1.3.1 Critérios que garantem testes confiáveis ..................................................................................... 16
1.4 Erros de medida .................................................................................................................................... 17
1.5 Teste de laboratório e teste de campo ........................................................................................ 17
1.6 Ética em medidas e avaliações ....................................................................................................... 18
2 AVALIAÇÕES ANTROPOMÉTRICAS ............................................................................................................ 18
2.1 Estatura .................................................................................................................................................... 18
2.2 Peso corporal ou massa corporal ................................................................................................... 25
2.3 Envergadura ............................................................................................................................................ 31
2.4 Diâmetros ósseos .................................................................................................................................. 31
2.4.1 Cuidados durante a realização das medidas ............................................................................... 32
2.4.2 Procedimentos para medição dos diâmetros ósseos ................................................................ 32
2.4.3 Pontos mais frequentes de mensuração de diâmetros ósseos ............................................. 33
2.4.4 Descrição dos pontos anatômicos ................................................................................................... 34
2.5 Perímetros ou circunferências ........................................................................................................ 39
2.5.1 Procedimentos para medição das circunferências .................................................................... 40
2.5.2 Pontos mais frequentes de mensuração de circunferências corporais ............................ 40
2.5.3 Descrição dos pontos anatômicos ................................................................................................... 41
2.6 Dobras cutâneas ................................................................................................................................... 49
2.6.1 Procedimentos para medição das dobras cutâneas ................................................................. 50
2.6.2 Erros do avaliador ................................................................................................................................... 51
2.6.3 Pontos mais frequentes de mensuração das dobras cutâneas ............................................ 51
2.6.4 Descrição dos pontos anatômicos ................................................................................................... 52
3 AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL............................................................................................ 60
3.1 Composição corporal ..........................................................................................................................60
3.2 Métodos para detecção da composição corporal ................................................................... 60
3.2.1 Métodos indiretos ................................................................................................................................... 61
3.2.2 Métodos duplamente indiretos ......................................................................................................... 66
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4 SOMATOTIPO ...................................................................................................................................................112
4.1 Método antropométrico de Heath‑Carter (1967) .................................................................114
4.1.1 Determinação do primeiro componente: endomorfia .......................................................... 114
4.1.2 Determinação do segundo componente: mesomorfia ..........................................................115
4.1.3 Determinação do terceiro componente: ectomorfia ............................................................. 117
Unidade II
5 AVALIAÇÃO POSTURAL................................................................................................................................123
5.1 Análise postural na posição da vista anterior ........................................................................133
5.2 Análise postural na posição da vista lateral ............................................................................136
5.3 Análise postural na posição da vista posterior ......................................................................143
5.4 Análise postural na posição da vista anterior com flexão de tronco ............................148
5.5 Proposta de avaliação observacional da postura ..................................................................149
6 AVALIAÇÃO FUNCIONAL RELACIONADA AOS SISTEMAS 
DE MOBILIZAÇÃO DE ENERGIA ...................................................................................................................151
6.1 Capacidade e potência aeróbia ....................................................................................................151
6.2 Protocolos indiretos de determinação do VO2max ...............................................................156
6.2.1 Sem esforço físico ............................................................................................................................... 156
6.2.2 Testes de cargas submáximas ......................................................................................................... 158
6.2.3 Testes de cargas máximas ................................................................................................................ 179
6.2.4 Testes em esteira rolante .................................................................................................................. 182
6.2.5 Testes com ergômetro de perna (bicicleta) ............................................................................... 183
6.3 Limiar anaeróbio (LAn) .....................................................................................................................187
6.4 Potência e capacidade anaeróbia ................................................................................................193
6.4.1 Protocolos indiretos de determinação da potência e capacidade anaeróbia ............. 194
Unidade III
7 AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE 
E AO DESEMPENHO ATLÉTICO ......................................................................................................................205
7.1 Flexibilidade ..........................................................................................................................................205
7.1.1 Métodos de avaliação da flexibilidade ........................................................................................ 205
7.2 Força ........................................................................................................................................................219
7.2.1 Força máxima .........................................................................................................................................219
7.2.2 Força de potência (explosiva) ......................................................................................................... 225
7.2.3 Força de resistência ............................................................................................................................. 229
8 AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE ...........................................................235
8.1 Velocidade .............................................................................................................................................235
8.1.1 Tipos de velocidade ............................................................................................................................. 236
8.1.2 Testes de velocidade ........................................................................................................................... 236
8.2 Agilidade ................................................................................................................................................241
8.2.1 Testes de agilidade ...............................................................................................................................241
8.3 Equilíbrio ................................................................................................................................................246
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8.3.1 Testes de equilíbrio estático ............................................................................................................ 247
8.3.2 Teste de equilíbrio dinâmico ........................................................................................................... 249
8.4 Coordenação ........................................................................................................................................251
8.4.1 Testes de coordenação ....................................................................................................................... 252
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APRESENTAÇÃO
O objetivo da disciplina é transmitir conceitos relativos à avaliação funcional e morfológica aplicados 
a todas as faixas etárias de forma teórica e prática.
Além disso, a disciplina Medidas e Avaliações pretende desenvolver no aluno a capacidade crítica 
a respeito das técnicas e dos protocolos existentes, bem como capacitar o aluno a realizar avaliação 
funcional e morfológica, possibilitando a seleção dos melhores métodos e interpretação de tais valores.
A disciplina pretende, ainda, apresentar e discutir técnicas de avaliação e os principais protocolos de 
avaliação da composição corporal, de avaliação postural, de avaliação do sistema cardiorrespiratório e de 
avaliação das capacidades de velocidade, flexibilidade, força e agilidade, visando à prescrição do exercício 
e ao desenvolvimento da saúde ou desempenho esportivo. Ao final da disciplina, o aluno será capaz de 
discernir os tipos de avaliação e para qual finalidade ela é indicada, sujeito e objetivo.
Inicialmente, apresentaremos conceitos e compreensões teóricas sobre avaliação da composição 
corporal. Iremos estudar as técnicas diretas e indiretas de avaliação, bem como as principais técnicas 
utilizadas para quantificar percentual de gordura, massa magra e somatotipo.
Na sequência, trataremos da avaliação postural e de como localizar osprincipais desvios, tanto na 
vista anterior quanto posterior, lateral direita e esquerda. Também abordaremos as avaliações funcionais 
relacionadas aos sistemas de obtenção de energia, portanto, capacidade e potência aeróbia e anaeróbia.
Por fim, abordaremos a avaliação da aptidão física relacionada à saúde e ao desempenho atlético, 
juntamente com os testes e medidas para determiná‑los.
INTRODUÇÃO
Imagine as seguintes situações:
• Ana, 30 anos, procurou você para orientá‑la a perder peso. Ela acredita que seu peso está acima da 
média e não está se sentindo bem com essa situação. Ana pesa 75 kg e tem 1,60 m de estatura; é 
ex‑atleta olímpica de natação, praticou a modalidade desde os 6 anos de idade, conquistou várias 
medalhas, mas sofreu uma lesão há seis meses que a afastou das competições.
• João, 21 anos, procurou você para orientá‑lo a aumentar a sua massa muscular. João pesa 60 kg e 
tem 1,70 m de estatura. Ele passou por um nutricionista que indicou um profissional de educação 
física para auxiliá‑lo a aumentar a massa magra por meio de exercícios físicos, uma vez que o 
nutricionista cuidará das opções nutricionais dele.
• Beatriz, 25 anos, sedentária, procurou você para voltar a praticar exercícios físicos. Já praticou na 
infância e adolescência, mas está parada há 5 anos e gostaria de melhorar o seu condicionamento 
cardiorrespiratório, pois pretende participar de alguns esportes de aventura. Beatriz pesa 75 kg e 
tem 1,60 m de estatura.
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• Mauro, 40 anos, publicitário, tem uma enorme jornada de trabalho na semana. Já pratica atividades 
físicas, mas está com dificuldades em aumentar a força muscular. Mauro pesa 85 kg e tem 1,80 
m de estatura. Procurou você para orientá‑lo em um programa de exercícios físicos que o ajude a 
conquistar esse aumento de força desejado.
• Júlia, 7 anos, está acima do peso, e seu pediatra orientou sua mãe a procurar por um profissional 
de educação física para acompanhar uma rotina de exercícios físicos com ela, a fim de perder 
peso. Júlia pesa 60 kg e tem 1,20 m de estatura. Ela nunca praticou atividades físicas e sua 
alimentação não é muito regrada, o que significa que está baseada em maior quantidade de 
gorduras e carboidratos refinados do que em proteínas e carboidratos integrais.
• Helena, 78 anos, está sentindo muitas dores na coluna, especialmente nas regiões cervical e 
lombar. Durante a maior parte da sua vida, Helena foi fisicamente ativa, mas nos 10 últimos anos, 
com muitas tarefas domésticas, acabou deixando a prática de exercícios físicos de lado. Hoje ela 
procura por você para orientar um programa de treinamento que a ajude a melhorar a postura e 
fortalecimento muscular. Helena pesa 90 kg e tem 1,80 de estatura.
Nas seis situações que acabamos de apresentar, podemos observar que os sujeitos buscam a prática 
de atividades físicas, mas com objetivos completamente distintos. Além dos objetivos diferenciados, 
podemos observar que as idades (criança, adolescente, adulto e idoso), o peso, a estatura e o gênero dos 
participantes também são diferentes. Desse modo, como podemos auxiliar esses sujeitos a alcançarem 
os objetivos desejados?
Inicialmente, já sabemos que, se os objetivos de cada sujeito são diferentes, o tipo de treinamento 
que eles deverão receber também deverá ser distinto. Mas como você, futuro profissional de Educação 
Física, poderá quantificar se houve melhora do atributo desejado? Como conseguirá acompanhar a 
evolução do aluno e mostrar que os resultados estão evoluindo? Por meio da avaliação física.
A avaliação é uma prática universal, algo em que todas as pessoas se empenham formal ou 
informalmente. Literalmente, todos nós utilizamos a avaliação em nossos trabalhos, mas com objetivos 
diferentes e em ambientes diversos.
Atualmente a avaliação relacionada à prática de atividades físicas vem crescendo exponencialmente, 
uma vez que os profissionais da área de Educação Física possuem diferentes alunos e/ou clientes e 
precisam respeitar sua individualidade biológica para obter sucesso em seus programas de treinamento 
ou reabilitação. A diversidade da população que se apresenta para a prática de atividades físicas é vasta, 
assim, o conhecimento de protocolos indicados para cada caso é de suma importância para a obtenção de 
resultados expressivos. Consequentemente, essa enorme gama de informações traz maior dificuldade na 
tomada de decisões sobre a avaliação e a prescrição de exercícios físicos, inferindo na qualidade de decidir 
o que e como avaliar cada aluno, o que irá exigir conhecimentos e habilidades cada vez mais complexas.
Nos dias atuais, a mídia tem importante participação na visão da população sobre o corpo, a 
saúde, a estética e o alto desempenho. Foco de inúmeras abordagens da mídia mundial, a obesidade, 
o emagrecimento, a boa e a má alimentação, o sedentarismo, a longevidade, os medicamentos e 
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suplementos que potencializam o ganho de massa muscular ou a perda acelerada de gordura, as dietas 
restritivas para perda de peso, as cirurgias estéticas, a vigorexia (doença relacionada à distorção da 
imagem corporal, levando o sujeito a buscar cada vez mais a realização de exercícios a fim de aumentar 
a massa muscular) e os distúrbios relacionados à perda de peso, como anorexia e bulimia, têm sido 
alvo de grande especulação. Indubitavelmente, a quantidade de pessoas adeptas das situações citadas, 
buscando fórmulas mágicas para o bem‑estar, é imensa. Vivemos um momento de fácil aquisição de 
informações, e essa maior procura por informações relacionadas às características descritas pode levar 
a população a grandes erros. Assim como a tecnologia aumentou o acesso às informações, aumentou 
também as oportunidades no mercado de trabalho para os profissionais da Educação Física, que buscam 
avaliar e monitorar os programas de treinamento com grande aprimoramento científico e prático.
A avaliação física é, portanto, definida como a utilização de técnicas de medidas que, ao serem 
aplicadas nos participantes, resultam em dados expressos qualitativa ou quantitativamente. Assim, os 
testes poderão ser utilizados para mensurar, diagnosticar e, caso seja necessário, modificar condições 
morfofuncionais e fisiológicas.
Para que possamos atingir os objetivos da avaliação física e, principalmente, para que possamos 
mostrar ao aluno os resultados alcançados, é necessário que o avaliador estabeleça alguns objetivos 
principais da avaliação que será iniciada, como:
• Avaliar a condição do aluno antes, durante e após um programa de exercícios físicos.
• Detectar possíveis falhas na execução do programa de treinamento mediante as avaliações 
realizadas e de acordo com o objetivo do aluno.
• Sugerir modificações dentro do programa de treinamento.
• Mostrar, por meio dos resultados obtidos, a evolução do aluno dentro do programa de treinamento.
• Motivar o aluno a partir dos resultados obtidos nas avaliações.
Contudo, a avaliação precisa ser delineada e pensada antes da realização de qualquer teste. 
Basicamente, precisamos seguir quatro passos durante uma avaliação:
• Estabelecer um critério.
• Realizar um teste ou uma bateria de testes.
• Fazer interpretações a partir dos dados.
• Escolher entre as possíveis formas de ação.
Assim, para que possamos garantir a qualidade de informações, é necessário compreender as 
variáveis relacionadas ao complexo processo de medidas e avaliações em Educação Física.
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Unidade I
1 CONCEITOS BÁSICOS EM MEDIDAS E AVALIAÇÕESDe maneira extremamente equivocada, os termos medir e avaliar são usados para descrever o 
mesmo fenômeno. Para que possamos entender que a medida é apenas a primeira parte do processo de 
avaliação, iremos definir alguns conceitos.
• Medir: associar um número a determinada característica de um ser, um objeto ou um evento. 
É um dado quantitativo, que necessita ser expresso numericamente por meio de um valor e é 
apenas descritivo. No início deste livro‑texto, quantificamos as medidas de peso e estatura de 
Ana, João, Beatriz, Mauro, Júlia e Helena. Esses dados numéricos correspondem ao ato medir. 
Exemplo: altura (1,60 cm), peso (80 kg), circunferência da cintura (75 cm).
• Avaliar: realizar um julgamento de valor sobre a medida obtida, ou seja, interpretá‑la em função 
do objetivo que determinou a realização dessa medida. Assim, a avaliação se dá como uma 
interpretação do resultado obtido quantitativamente na medida. Exemplo: vamos supor que 
desejamos verificar se a estatura de Júlia (1,20 m) corresponde ao esperado para a idade de acordo 
com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse caso, estaríamos avaliando a estatura de Júlia.
• Teste: instrumento ou procedimento que traz à tona uma resposta observável a fim de fornecer 
informações sobre um atributo específico de uma ou mais pessoas. Assim, o teste consiste em 
verificar o desempenho de alguém mediante situações específicas para aquela variável. Por 
exemplo, caso o Educador Físico busque identificar a capacidade aeróbia da Beatriz, ele deverá 
escolher o teste que trará essa resposta, considerando seu gênero e idade.
O teste, portanto, será um instrumento para determinar uma variável quantitativa (medida), que 
será analisada, interpretada e julgada (avaliação).
Além disso, algumas outras definições são necessárias para padronização da linguagem em medidas 
e avaliações.
• Avaliação: é um sinônimo de teste.
• Avaliados: são pessoas para as quais os testes ou exames serão aplicados ou fornecidos.
• Avaliadores: são pessoas que aplicam os testes.
• Usuário do teste: é alguém que se utiliza dos resultados obtidos para tomar decisões, lembrando 
que o avaliador será o principal usuário do teste, pois assim poderá identificar a condição do 
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Unidade I
avaliado e prescrever o treinamento apropriado. Entretanto, o avaliado também será usuário do 
teste, uma vez que terá acesso as suas avaliações.
• Bateria de testes: é um conjunto de testes relacionados entre si, executados dentro de um 
intervalo de tempo curto, a fim de obter informações sobre uma variável multidimensional. Às 
vezes, precisaremos realizar mais de um teste durante uma avaliação, principalmente no que 
tange os testes funcionais (exemplos: flexibilidade, força motora, resistência aeróbia); assim, uma 
variável pode influenciar a outra de maneira negativa, subestimando o escore daquela variável. 
Dessa maneira, os testes precisam ser correlacionados, para que as variáveis não exerçam efeitos 
negativos no atributo que será avaliado subsequentemente.
• Interpretação: é o processo de julgamento baseado nos dados qualitativos e/ou quantitativos 
obtidos em medidas e avaliações.
• Dados qualitativos: os dados qualitativos podem representar uma característica ou qualidade de 
um determinado atributo. Por exemplo, podemos classificar um determinado atributo observável 
em um teste como bom, razoável ou ruim. Além disso, dentro da área de saúde, temos escalas que 
são muito utilizadas e nos fornecem dados qualitativos, como a escala de percepção de dor ou 
escala subjetiva de esforço.
• Dados quantitativos: os dados quantitativos assumem valores numéricos. Muitos dos 
testes utilizados na Educação Física nos fornecerão dados quantitativos. Alguns exemplos: 
amplitude articular em graus (190° de flexão do ombro), força máxima em quilogramas (100 
kg no exercício supino).
1.1 Valores de referências
Após um determinado teste, para realizar a avaliação e/ou interpretação de determinada característica, 
você precisará de valores de referências. Sua avaliação sempre precisará ser referenciada. Veja os três 
tipos de referências para as avaliações:
• Avaliação referenciada a normas: requer a interpretação dos resultados com relação a grupos 
específicos. Basicamente, trata‑se de comparar os valores obtidos em um teste com aqueles 
apresentados por outros avaliados, ou seja, com grupos normativos que estejam dentro de uma 
mesma semelhança, como faixa etária, gênero, aptidão física. Exemplo: você deseja comparar a 
força máxima no teste de supino por meio de 1 RM (repetição máxima) obtida por seu grupo de 
alunos homens, com faixa etária de 20 a 25 anos com outro grupo na mesma faixa etária, homens 
e que realizaram o mesmo teste. Essa é uma avaliação referenciada por norma.
• Avaliação referenciadas a critérios: requer a interpretação do resultado por meio da 
comparação com um padrão pré‑determinado, definido por um comportamento. Por exemplo, 
ao avaliar o percentual de gordura de um indivíduo, você irá verificar o valor referência 
estabelecido pela literatura para aquele indivíduo, levando em consideração o sexo e a idade 
para fazer a sua avaliação.
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
• Avaliação referenciada a si próprio e/ou autorreferenciada: requer uma interpretação 
do resultado de um avaliado por meio da comparação com o resultado dele mesmo em outra 
aplicação do mesmo instrumento de avaliação. Você realiza um determinado teste no início da 
sua intervenção e ao final dela para verificar a mudança de um determinado atributo.
1.2 Tipos de avaliações
Com relação ao momento de aplicação do teste, ainda teremos uma subdivisão. É de extrema 
importância o entendimento desses aspectos, uma vez que precisaremos acompanhar a evolução do 
avaliado. Para saber qual avaliação se aplica em cada momento, definiremos os tipos de avaliação:
• Avaliação diagnóstica: utilizada antes de começar qualquer trabalho. Essa avaliação é de 
extrema importância, pois detecta a condição inicial do avaliado. Auxilia na elaboração do 
programa de treinamento.
• Avaliação formativa: é utilizada durante o “período” (podendo ser até mesmo diária). Essa 
avaliação é aquela realizada durante a temporada de treinamento; o aluno já realizou a avaliação 
inicial (diagnóstica), e, após um período de treino, uma nova avaliação é feita para verificar o 
andamento do programa. Essa avaliação é de suma importância, pois ela pode confirmar ou 
redirecionar o programa enquanto ainda há tempo de se realizar alterações.
• Avaliação somativa: é aquela à qual nós estamos mais acostumados. Ela determina a aprovação ou 
reprovação do aluno através de notas ou conceitos, em função do padrão mínimo de rendimento, 
sendo normalmente feita ao final do semestre ou ano letivo. Assim, a avaliação somativa para 
a área da saúde representa a soma de todas as avaliações realizadas no fim de cada unidade do 
planejamento, com o objetivo de obter um quadro geral da evolução do indivíduo. Nesse caso, 
pode ser até mesmo apresentado na própria competição.
1.3 Critérios de seleção de testes
A escolha de um teste específico para o processo de avaliação deve sempre levar em consideração 
pelo menos três critérios básicos: a validade, a fidedignidade e a objetividade, que serão discutidos 
neste tópico.
• Validade: determinação do grau em que um teste mede, com o mínimo de erros possível, 
aquilo a que se destina medir. Um teste válido teve os seus dados e sua reprodutibilidade 
confrontados com o teste de referência ou padrão‑ouro para aquela variável. A validade 
ainda é dividida em quatro tipos:
— Validade lógica (ou de conteúdo): baseadana lógica, indica que o teste é bom quando 
comparado com variável morfológica ou fisiológica que se pretende analisar. Pode estar 
baseada na opinião de um especialista, por exemplo, ou na sua grande utilização. É um tipo de 
análise representativa.
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Unidade I
— Validade concorrente (ou de critério): baseada na relação estatística entre os valores 
observados pelo instrumento de medida e os indicadores da mesma natureza (padrão‑ouro). 
Exemplo: para a determinação da composição corporal, pode‑se comparar estatisticamente os 
dados obtidos após a tomografia computadorizada (padrão‑ouro) e após o protocolo de dobras 
cutâneas (método duplamente indireto).
— Validade preditiva: grau de probabilidade com que os escores produzidos pelo instrumento 
de medida podem predizer estatisticamente o atributo que se pretende avaliar, por meio de 
regressão linear (variável predita e preditora). Exemplo: para a determinação do consumo 
máximo de oxigênio (VO2 max), pode‑se utilizar a distância percorrida em metros em um teste 
de Cooper (12 minutos).
— Validade de construção: baseada na ideia de que um teste responde do modo que se espera, 
a partir da compreensão teórica da característica. Exemplo: o teste de Cooper (capacidade 
aeróbia) tem validade, pois pessoas fisicamente ativas apresentam resultados melhores que 
pessoas inativas.
• Fidedignidade: grau de consistência dos resultados quando o mesmo teste é aplicado nas mesmas 
condições, em ocasiões diferentes pelo mesmo avaliador. Todo teste válido é fidedigno e são 
recomendadas variações entre os testes abaixo de 5%. Também é importante ressaltar que alguns 
testes possuem o efeito de aprendizagem e irão precisar de mais testes para o valor estabilizar.
• Objetividade: grau em que esperamos consistência nos resultados, quando o mesmo teste é 
aplicado simultaneamente por diferentes avaliadores nos mesmos alunos, atletas ou pacientes. O 
ideal é que sempre o mesmo avaliador replique os testes; porém, ao término de uma intervenção, 
o mesmo teste pode ser aplicado por outro avaliador. Também são recomendadas variações 
menores que 5% entre os avaliadores.
1.3.1 Critérios que garantem testes confiáveis
Além da validade, fidedignidade e objetividade, devemos respeitar os seguintes critérios:
• Avaliadores experientes e bem treinados.
• Calibração do instrumento de medida.
• Conhecimento dos fatores que influenciam a variável avaliada (alimentação, temperatura 
ambiente, consumo de bebidas alcoólicas e tabaco, uso de drogas, horas de sono).
• Conhecimento dos cuidados no manuseio do instrumento.
• Escolha de protocolo de teste condizente com população e objetivos da avaliação.
• Padronização do processo de medida.
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
1.4 Erros de medida
Um dos principais objetivos na aquisição de uma medida é obter o melhor valor, para o mensurado, a 
partir dos dados experimentais disponíveis. Isso significa determinar a melhor aproximação possível para 
o valor verdadeiro, em termos probabilísticos. Uma grandeza física experimental deve ser determinada 
a partir de medições, e o resultado é sempre uma aproximação para o valor da grandeza. Em todas as 
medidas sempre haverá um erro embutido, cabendo ao avaliador minimizar ao máximo e controlar as 
fontes de erro. O erro da medida pode ser dividido em dois tipos principais: o erro sistemático e o erro 
aleatório ou estatístico.
• Erro sistemático: em caso de réplicas da medida, quando a probabilidade de as duas aplicações 
diferirem entre si for igual à de ocorrerem diferenças entre os valores originais do atributo. Afeta 
igualmente teste e reteste. Pode ser dividido em:
— Instrumental: resultado da calibração do instrumento de medida.
— Teórico: resultado do uso de fórmulas e princípios teóricos inadequados ou aproximados.
— Ambiental: decorrente de condições ambientais, como temperatura, umidade, estado da pista 
ou da quadra.
— Observacional: resultado de falha do avaliador na utilização incorreta do instrumento de 
medida ou da leitura.
• Erro aleatório: resultado de fatores responsáveis pelos erros que afetam diferentemente 
os valores verdadeiros e o reteste. Está muito associado a variações no processo de medida 
e à diferença entre avaliadores. A padronização do processo ajuda e muito no controle de 
erro aleatório.
1.5 Teste de laboratório e teste de campo
Os testes de laboratório são aqueles que requerem equipamentos e treinamento especializado 
dos examinadores e/ou dos avaliadores; também podem consumir muito tempo porque apenas um 
examinado é testado de cada vez. As condições ambientais sempre são controladas.
Por sua vez, os testes de campo são aqueles que não requerem equipamentos excessivamente caros 
e nos quais vários examinados podem ser testados ao mesmo tempo. Geralmente são influenciados por 
situações ambientais, como vento, calor e umidade relativa do ar.
É importante ressaltar que ambos os tipos de testes precisam de avaliadores treinados e com 
conhecimento sobre os atributos que serão testados.
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Unidade I
1.6 Ética em medidas e avaliações
Em hipótese alguma o processo de avaliação poderá causar danos físicos ao avaliado. É importante 
não fazermos (ou deixarmos de fazer) qualquer coisa direta que cause danos àqueles sob nosso cuidado 
e responsabilidade. Devemos sempre ter a garantia que as condições para a realização de determinados 
testes são seguras.
Não devemos causar danos psicológicos ao avaliado com atitudes como comentários inoportunos 
ou violação da privacidade e da confidencialidade dos resultados. Os dados da avaliação pertencem 
ao avaliado; só deverão ser revelados a colegas de trabalho com o intuito de determinar uma melhor 
estratégia de intervenção.
Nunca, em hipótese alguma, confunda os resultados do teste com o valor pessoal ou o caráter 
do avaliado.
Em caso de dúvida sobre a saúde do avaliado, peça esclarecimentos médicos antes do teste. Contudo, 
em testes de desempenho físico, o atestado médico é primordial.
2 AVALIAÇÕES ANTROPOMÉTRICAS
As avaliações antropométricas são de extrema importância para a determinação das variáveis da 
morfologia humana. O ramo das ciências biológicas que estuda esse fenômeno chama‑se antropometria. 
A avaliação antropométrica é, portanto, muito utilizada por profissionais da Educação Física a fim de 
determinar as alterações promovidas na estrutura corporal do indivíduo, por meio do treinamento e do 
exercício físico. A seguir, falaremos das principais medidas antropométricas e os procedimentos para a 
realização dessas medidas.
2.1 Estatura
A estatura (cm ou m) é definida como a distância entre os planos que tangenciam respectivamente o 
vértex na cabeça e as plantas dos pés. Para a realização dessa medida, o avaliado deve estar descalço, em 
posição anatômica sobre a base do estadiômetro (instrumento que determina a estatura do avaliado), 
em postura ereta e olhar fixo num ponto a sua frente (plano de Frankfurt), com calcanhares, cinturas 
pélvicas e escapulares e região occipital do crânio em contato com a escala de medida. Essa medida deve 
ser realizada em apneia inspiratória.
Vale ressaltar que a medida de estatura varia de acordo com o horário do dia. Pela manhã, a medida 
de estatura pode ser de 1 a 2 cm maior do que ao final do dia. Isso ocorre devido a ação da força da 
gravidade sobre os discos intervertebrais no decorrer do dia. Além disso, após os 40 anos, ocorre a perda 
de 1 cm por década de vida, não somente devido à compressão e estreitamentodos discos vertebrais, 
mas também devido à curva torácica mais pronunciada (cifose). Após os 60 anos, esses sinais são mais 
evidentes. Assim, é recomendado que a medida de estatura seja feita sempre em um mesmo período 
(manhã, tarde ou noite), para minimizar os erros de medida.
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Figura 1 – Posição da cabeça no plano de Frankfurt
Figura 2 – Ilustração da medida de estatura de um indivíduo adulto
A estatura de crianças e adolescentes também pode ser acompanhada por meio das curvas de 
crescimento esperadas para cada idade. Para isso, a OMS estabeleceu várias curvas de percentis, que 
estão disponíveis nos boletins individuais da saúde e que se tornaram ferramentas indispensáveis 
para confrontar os dados das avaliações individuais, com padrões relacionados a uma porcentagem 
da população com as mesmas características, ou seja, idade e sexo. Em suma, as curvas de percentis 
são uma representação gráfica de um conjunto de dados relativos à variabilidade e à evolução das 
diferentes medidas corporais, como peso e estatura.
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Unidade I
Assim, após uma avaliação, o avaliador consegue comparar o crescimento do avaliado com uma 
média da população com as mesmas características e ainda analisar a tendência do seu crescimento. O 
escore Z, por sua vez, representa a quantidade de desvios padrão que um indivíduo dista da sua média 
(dentro de um mesmo grupo de idade e sexo).
A tabela a seguir mostra a relação entre percentis e escore Z e suas interpretações:
Tabela 1 – Representação de valores de percentis, escore Z e suas interpretações
Escore Z Percentil Interpretação
‑3 0,1 Espera‑se que, em uma população saudável, sejam encontradas 0,1% das crianças abaixo desse valor.
‑2 2,3
Espera‑se que, em uma população saudável, sejam encontradas 2,3% 
das crianças abaixo desse valor. Convenciona‑se que o equivalente ao 
escore Z –2 é o percentil 3.
‑1 15,9 Espera‑se que, em uma população saudável, sejam encontradas 15,9% das crianças abaixo desse valor.
0 50,0
É o valor que corresponde à média da população, isto é, em uma 
população saudável, espera‑se encontrar 50% da população acima e 
50% da população abaixo desse valor.
+1 84,1
Espera‑se que, em uma população saudável, sejam encontradas 84,1% 
das crianças abaixo desse valor, ou seja, apenas 15,9% estariam acima 
desse valor. Convenciona‑se que o equivalente ao escore Z +1 é o 
percentil 85.
+2 97,7
Espera‑se que, em uma população saudável, sejam encontradas 97,7% 
das crianças abaixo desse valor, ou seja, apenas 2,3% estariam acima 
desse valor. Convenciona‑se que o equivalente ao escore Z +2 é o 
percentil 97.
+3 99,9
Espera‑se que, em uma população saudável, sejam encontradas 99,9% 
das crianças abaixo desse valor, ou seja, apenas 0,1% estariam acima 
desse valor.
Adaptado de: Brasil (2011).
Observaremos a seguir as curvas de estatura por idade e suas classificações. Notem que as 
curvas para as idades de 0 (do nascimento) até 5 anos, tanto para meninos como para meninas, 
estão com a descrição comprimento/estatura. Isso ocorre porque os bebês, antes de começarem a 
andar, têm o seu comprimento verificado, medida essa efetuada com posição horizontal. A estatura 
é uma medida vertical.
O gráfico a seguir mostra a curva de crescimento para estatura, por meio do escore Z por idade para 
meninas, do nascimento até os 5 anos de idade:
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Figura 3 – Curva de crescimento para comprimento/estatura, por meio do escore Z por idade para meninas, 
do nascimento até os 5 anos de idade
O gráfico a seguir mostra a curva de crescimento para comprimento/estatura, por meio do percentil 
por idade para meninas, do nascimento até os 5 anos de idade:
Figura 4 – Curva de crescimento para comprimento/estatura, por meio do percentil por idade para meninas, 
do nascimento até os 5 anos de idade
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Unidade I
Podemos observar no gráfico a seguir a curva de crescimento para comprimento/estatura, por meio 
do escore Z por idade para meninos, do nascimento até os 5 anos de idade:
Figura 5 – Curva de crescimento para comprimento/estatura, por meio do escore Z por idade para meninos, 
do nascimento até os 5 anos de idade
O gráfico a seguir mostra a curva de crescimento para estatura, por meio do percentil por idade para 
meninos, do nascimento até os 5 anos de idade:
Figura 6 – Curva de crescimento para estatura, por meio do percentil por idade para meninos, do nascimento até os 5 anos de idade
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
O gráfico a seguir ilustra a curva de crescimento para estatura, por meio do escore Z por idade para 
meninas, dos 5 aos 19 anos de idade:
Figura 7 – Curva de crescimento para estatura, por meio do escore Z por idade para meninas, dos 5 aos 19 anos de idade
O gráfico a seguir mostra a curva de crescimento para estatura, por meio do percentil por idade para 
meninas, dos 5 aos 19 anos de idade:
Figura 8 – Curva de crescimento para estatura, por meio do percentil por idade para meninas, dos 5 aos 19 anos de idade
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Unidade I
O gráfico a seguir ilustra a curva de crescimento para estatura, por meio do escore Z por idade para 
meninos, dos 5 aos 19 anos de idade:
Figura 9 – Curva de crescimento para estatura, por meio do escore Z por idade para meninos, dos 5 aos 19 anos de idade
O gráfico a seguir mostra a curva de crescimento para estatura, por meio do percentil por idade para 
meninos, dos 5 aos 19 anos de idade:
Figura 10 – Curva de crescimento para estatura, por meio do percentil por idade para meninos, dos 5 aos 19 anos de idade
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
A partir dos gráficos preconizados pela OMS observados anteriormente, por meio da estatura da 
criança e do adolescente, podemos verificar se o crescimento está acima ou abaixo do apresentado para 
a idade por meio das curvas de percentil e escores Z.
A avaliada Júlia, 7 anos, da qual falamos no início deste livro‑texto, possui 120 cm de estatura. De 
acordo com o gráfico que mostra o escore Z da estatura por idade para meninas e com o que mostra 
o percentil da estatura por idade para meninas, podemos observar que Júlia se encontra no escore Z 
zero (0) e percentil 50 (que corresponde ao escore Z 0). Para realizar essa análise, basta traçar uma reta 
horizontal na estatura de Júlia e uma reta vertical na idade dela. O local onde as duas retas se encontram 
representa o percentil ou o escore Z da avaliada.
A partir dessas informações, devemos observar a tabela a seguir, que apresenta a classificação de 
estatura por idade para meninos e meninas de acordo com a OMS. Ao analisarmos o escore Z 0 e o 
percentil 50 de meninas de 0 a 19 anos de idade, podemos observar que a estatura de Júlia é adequada 
para idade:
Tabela 2 – Classificação de estatura para idade de 0 a 19 anos para meninos e meninas de 
acordo com a OMS (2006/2007)
Valores críticos Valores críticos Diagnóstico nutricional
< Percentil 0,1 < Escore Z –3 Muito baixa estatura para a idade
≥ Percentil 0,1 e < Percentil3 ≥ Escore Z –3 e < Escore Z –2 Baixa estatura para a idade
≥ Percentil 3 e < Percentil 15 ≥ Escore Z –2 e < Escore Z –1 Estatura adequada para a idade
≥ Percentil 15 e ≤ Percentil 85 ≥ Escore Z –1 e ≤ Escore Z +1 Estatura adequada para a idade
> Percentil 85 e ≤ Percentil 97 > Escore Z +1 e ≤ Escore Z +2 Estatura adequada para a idade
> Percentil 97 e ≤ Percentil 99,9 > Escore Z +2 e ≤ Escore Z +3 Estatura adequada para a idade
> Percentil 99,9 > Escore Z +3 Estatura adequada para a idade
Fonte: Brasil (2011, p. 20).
2.2 Peso corporal ou massa corporal
Para a determinação do peso corporal, o avaliado deve se manter em postura ereta e com o olhar 
fixo num ponto a sua frente (plano de Frankfurt), usando o mínimo de roupa possível, com o peso 
do corpo distribuído igualmente sobre os dois pés. É importante que o avaliado esteja posicionado 
no centro da balança e que ela esteja completamente nivelada com o solo. Poderá ser utilizada uma 
balança mecânica ou uma digital com resolução de 100 g.
A balança é extremamente sensível a pesagens excessivas, portanto é recomendado que sua 
calibração seja efetuada com frequência. Para isso, o avaliador pode usar um peso conhecido, como 
uma anilha de 10 kg, e realizar a pesagem. Caso o peso esteja superior ou inferior aos 10 kg da anilha, é 
necessário realizar a calibração da balança.
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Unidade I
Para a verificação do peso do avaliado, é de fundamental importância evitar medições após a prática 
de exercícios físicos.
Figura 11 – À esquerda, ilustração da mensuração do peso com auxílio de balança digital, e, à direita, ilustração da mensuração do 
peso com auxílio de balança mecânica
Assim como para a estatura, podemos observar as curvas de crescimento para crianças e adolescentes, 
determinadas pela OMS, relacionadas ao peso corporal.
O gráfico a seguir mostra a curva de crescimento para peso corporal, por meio do escore Z por idade 
para meninas, do nascimento aos 5 de idade:
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Figura 12 – Curva de crescimento para peso corporal, por meio do escore Z por idade para meninas, do nascimento aos 5 anos de idade
O gráfico a seguir mostra a curva de crescimento para peso corporal, por meio do percentil por idade 
para meninas, do nascimento aos 5 anos de idade:
Figura 13 – Curva de crescimento para peso corporal, por meio do percentil por idade para meninas, do nascimento aos 5 anos de idade
O gráfico a seguir ilustra a curva de crescimento para peso corporal, por meio do escore Z por idade 
para meninos, do nascimento aos 5 anos de idade:
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Unidade I
Figura 14 – Curva de crescimento para peso corporal, por meio do escore Z por idade para meninos, do nascimento aos 5 anos de idade
O gráfico a seguir mostra a curva de crescimento para peso corporal, por meio do percentil por idade 
para meninos, do nascimento aos 5 anos de idade:
Figura 15 – Curva de crescimento para peso corporal, por meio do percentil por idade para meninos, do nascimento aos 5 anos de idade
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
O gráfico a seguir mostra a curva de crescimento para peso corporal, por meio do escore Z por idade 
para meninas, dos 5 aos 10 anos de idade:
Figura 16 – Curva de crescimento para peso corporal, por meio do escore Z por idade para meninas, dos 5 aos 10 anos de idade
O gráfico a seguir ilustra a curva de crescimento para peso corporal, por meio do percentil por idade 
para meninas, dos 5 aos 10 anos de idade:
Figura 17 – Curva de crescimento para peso corporal, por meio do percentil por idade para meninas, dos 5 aos 10 anos de idade
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Unidade I
O gráfico a seguir mostra a curva de crescimento para peso corporal, por meio do escore Z por idade 
para meninos, dos 5 aos 10 anos de idade:
Figura 18 – Curva de crescimento para peso corporal, por meio do escore Z por idade para meninos, dos 5 aos 10 anos de idade
O gráfico a seguir mostra a curva de crescimento para peso corporal, por meio do percentil por idade 
para meninos, dos 5 aos 10 anos de idade:
Figura 19 – Curva de crescimento para peso corporal, por meio do percentil por idade para meninos, dos 5 aos 10 anos de idade
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Conforme os gráficos que apresentam a curva de crescimento para peso corporal, por meio do escore 
Z por idade para meninas, dos 5 aos 10 anos de idade, e da curva de crescimento para peso corporal, por 
meio do percentil por idade para meninas, dos 5 aos 10 anos de idade, podemos observar que o peso da 
avaliada Júlia (60 kg) se encontra acima do percentil 97 e acima do escore Z +3.
A partir da tabela a seguir, estabelecida pela OMS, podemos observar que o peso de Júlia está 
elevado para a idade:
Tabela 3 – Classificação de peso para idade de 0 a 10 anos para meninos e meninas de 
acordo com a OMS (2006)
Valores críticos Valores críticos Diagnóstico nutricional
< Percentil 0,1 < Escore Z –3 Muito baixo peso para a idade
≥ Percentil 0,1 e < Percentil 3 ≥ Escore Z –3 e < Escore Z –2 Baixo peso para a idade
≥ Percentil 3 e < Percentil 15 ≥ Escore Z –2 e < Escore Z –1 Peso adequado para a idade
≥ Percentil 15 e ≤ Percentil 85 ≥ Escore Z –1 e ≤ Escore Z +1 Peso adequado para a idade
> Percentil 85 e ≤ Percentil 97 > Escore Z +1 e ≤ Escore Z +2 Peso adequado para a idade
> Percentil 97 e ≤ Percentil 99,9 > Escore Z +2 e ≤ Escore Z +3 Peso elevado para idade
> Percentil 99,9 > Escore Z +3 Peso elevado para idade
Fonte: Brasil (2011, p. 20).
2.3 Envergadura
É determinada a partir da distância máxima de membros superiores, alcançada pelas extremidades 
distais dos dedos médios direito e esquerdo. A principal utilização da envergadura é a seleção de talentos 
esportivos, uma vez que maiores distâncias de envergadura são requeridas em algumas modalidades 
esportivas.
Para verificar a medida de envergadura, será necessária uma fita métrica posicionada na parede, na 
altura dos ombros do avaliado, que deverá se posicionar de costas para a parede, em posição ortostática, 
com os membros superiores abduzidos, mantendo‑os na horizontal e alinhados aos ombros. A cabeça 
deverá ser mantida no plano de Frankfurt, e a distância entre as extremidades distais dos dedos médios 
direito e esquerdo deve ser verificada em apneia inspiratória.
2.4 Diâmetros ósseos
Os diâmetros ósseos são medidas que estabelecem distâncias projetadas entre dois pontos 
anatômicos definidos por proeminências ósseas. Essa medida pode ser bilateral; entretanto, no caso de 
medidas unilaterais, o lado direito do corpo deve ser adotado. Normalmente é utilizada para quantificar 
o crescimento ósseo de crianças e adolescentes, uma vez que, durante as fases de crescimento, os ossos 
longos estão em constante desenvolvimento. Isso se dá até o fechamento das placas epifisárias, e, a 
partir desse momento, os ossos só podem crescer em espessura. É sabido que a atividade física pode 
estimular esse crescimento.
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Unidade I
O impacto promovido durante a prática de exercícios físicos ajuda ainda o aumento da osteogênese.Para a avaliação dessa medida é utilizado um instrumento de precisão chamado paquímetro. De acordo 
com o diâmetro que será avaliado, podemos utilizar paquímetros com diferentes tamanhos.
Figura 20 – Ilustração de diferentes tipos de paquímetros
2.4.1 Cuidados durante a realização das medidas
Para realizar as medidas de diâmetros ósseos, instrua seu cliente/avaliado a ir na data da avaliação com 
o mínimo de roupas possível (recomendado biquíni para mulheres e sunga para homens). Para algumas 
pessoas, essa vestimenta pode parecer desconfortável. É importante que o avaliador deixe o seu cliente a 
vontade, e, se ele não quiser utilizar essas roupas, peça que use uma bermuda, ou um short e um top para 
as mulheres. As medidas de diâmetros ósseos devem ser realizadas diretamente na pele do avaliado (não 
se deve realizar as medidas por cima da roupa do avaliado). Realize a avaliação em um ambiente fechado, 
mas despojado, sem que outras pessoas possam observar o que está sendo realizado e tente estabelecer 
uma conversa agradável para deixar o avaliado o mais confortável possível. Além disso, algumas pessoas se 
sentem mais confortáveis se o avaliador for do mesmo sexo. Caso isso não seja possível, pergunte ao seu 
aluno/cliente se ele prefere que uma pessoa do mesmo sexo acompanhe as avaliações.
É muito importante que o avaliado saiba o que você irá fazer. Explique o que será feito e para que 
servirá aquele procedimento. Esses mesmos cuidados também devem ser respeitados para as medidas 
de circunferências e dobras cutâneas que serão descritas nos tópicos a seguir.
2.4.2 Procedimentos para medição dos diâmetros ósseos
Os seguintes procedimentos devem ser seguidos:
• As medidas dos diâmetros ósseos dos membros devem ser feitas do lado direito do corpo quando 
for o caso.
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
• Identifique cuidadosamente os locais antropométricos para mensuração (palpação e lápis 
dermográficos).
• Marque‑os antes de começar a mensurar.
• Mensure de duas a três vezes cada local em ordem rotacional.
• Os valores registrados devem ser expressos em milímetros.
• O paquímetro deve ser colocado sobre as marcas ósseas, sendo aplicada pressão para comprimir 
os tecidos adjacentes (músculo, gordura e pele) – o grau de compressão não deve ser em excesso 
e nem ficar frouxo.
• O paquímetro deve ser segurado com ambas as mãos de forma que as pontas dos dedos indicadores 
estejam adjacentes com as pontas do paquímetro.
• Paquímetros menores (escala até 30 cm) com maior precisão na escala devem ser usados no 
lugar de paquímetros maiores (escala de 60 a 80 cm) para mensurar os diâmetros ósseos de 
segmentos menores.
• O avaliado não deve estar usando hidratantes ou óleos corporais, e as medidas devem ser realizadas 
diretamente na pele do avaliado (não podem ser verificadas em cima da roupa).
• É necessário realizar a calibração periódica do aparelho.
2.4.3 Pontos mais frequentes de mensuração de diâmetros ósseos
Os pontos mais frequentes de mensuração são os seguintes:
• biacromial;
• torácico‑transverso;
• bi‑ilíaco;
• bitrocantérico;
• biepicôndilo femoral;
• bimaleolar;
• biepicôndilo umeral;
• biestiloide.
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2.4.4 Descrição dos pontos anatômicos
2.4.4.1 Biacromial
Mede‑se a distância entre o ponto mais elevado do acrômio direito e do esquerdo. O acrômio (do 
grego: akron = ponta; omos = ombro), é um processo posterior e grande que se projeta anteriormente 
em um ângulo de 90º a partir da extremidade lateral da espinha da escápula e serve como ponto 
de inserção para parte do músculo trapézio. Se você passar os dedos ao longo da face superior da 
articulação do ombro, sentirá esse processo na borda lateral.
Para mensuração do diâmetro biacromial, coloca‑se o paquímetro entre as distâncias das duas 
extremidades laterais dos processos acromiais das escápulas (direita e esquerda).
O avaliado deve ficar em pé, braços soltos verticalmente e ombros relaxados para baixo e 
levemente para frente. Preferencialmente, o avaliador deve se posicionar posteriormente ao 
avaliado para realizar a medida.
Figura 21 – Medida de diâmetro ósseo biacromial
2.4.4.2 Torácico‑transverso
Mede‑se a distância entre os pontos mais laterais das costelas ao nível do meio do corpo do esterno 
(mesoesterno), na altura da sexta costela, sobre a linha axilar média.
A medida é realizada com o avaliado em pé; ele deve ficar com os braços levemente abduzidos, 
apenas o suficiente para permitir a colocação das hastes do paquímetro.
Deve‑se realizar a medida ao final de uma expiração normal.
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Figura 22 – Medida de diâmetro ósseo torácico‑transverso
2.4.4.3 Bi‑ilíaco
Mede‑se a distância entre as cristas ilíacas do osso do quadril direito e esquerdo. A crista ilíaca é 
uma linha óssea proeminente, aguçada e localizada na margem superior do osso ílio, entre a espinha 
ilíaca ântero‑superior e espinha ilíaca póstero‑superior, e marca as inserções de ligamentos e músculos.
Para a mensuração, coloca‑se o paquímetro na distância mais lateral e elevada entre as cristas ilíaca 
direita e esquerda.
O avaliado deve estar com as pernas unidas.
Figura 23 – Medida de diâmetro ósseo bi‑ilíaco
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2.4.4.4 Bitrocantérico
Mede‑se a distância entre o trocanter maior direito e esquerdo. O trocanter maior (do grego: trochos 
= roda) é uma projeção óssea localizada lateralmente na epífise proximal do fêmur, apresentando uma 
forma quadrilátera e irregular, sendo o ponto de maior proeminência sob a pele, próximo à articulação 
do quadril.
Para mensuração, coloca‑se o paquímetro no ponto de maior distância entre o trocanter maior 
esquerdo e o direito, ou seja, os dois pontos de maior saliência sob a pele nessa região.
O avaliado deve estar com as pernas unidas.
Figura 24 – Medida de diâmetro ósseo bitrocantérico
2.4.4.5 Biepicôndilo femoral
Mede‑se a distância entre os epicôndilos lateral e medial do fêmur. Os epicôndilos lateral e medial 
(do grego: epi = sobre; kondylos = junção) são proeminências ósseas rugosas situadas na margem dos 
côndilos lateral e medial do fêmur, respectivamente. São pontos de fixação dos ligamentos colaterais 
medial e colateral lateral da articulação do joelho, sendo o ponto de maior saliência nas margens da 
região do joelho.
Para mensuração, coloca‑se o paquímetro no ponto de maior distância entre os epicôndilos lateral 
e medial.
O avaliado deve estar sentado com o joelho flexionado formando um ângulo de 90º.
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Figura 25 – Medida de diâmetro ósseo biepicôndilo femoral
2.4.4.6 Bimaleolar
Mede‑se a distância entre os maléolos medial e lateral. O maléolo (G: malleolus = martelo) medial 
é uma proeminente saliência óssea direcionada para baixo e localizada no lado medial da epífise distal 
da tíbia. Articula‑se com o tálus. O maléolo lateral é uma expansão triangular da epífise distal do osso 
da fíbula que se articula medialmente com a epífise distal da tíbia e com o tálus. Ambos os processos 
podem ser vistos na superfície e podem ser facilmente palpados.
Para mensuração, coloca‑se a haste do paquímetro no ponto de maior projeção entre os maléolos 
lateral e medial e verifica‑se a maior distânciaentre eles.
O avaliado deve ficar em pé e o peso deve ser distribuído igualmente nas duas pernas. O avaliador 
deve se posicionar posteriormente ao avaliado para realizar a medida.
Figura 26 – Medida de diâmetro ósseo bimaleolar
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2.4.4.7 Biepicôndilo umeral
Mede‑se a distância entre os epicôndilos lateral e medial do úmero. Os epicôndilos medial e lateral 
(do grego: epi = sobre; kondylos = junção) são projeções ósseas em ambos os lados acima do côndilo na 
epífise distal do úmero na articulação do cotovelo e fornecem área de superfície adicional para inserção 
muscular. O epicôndilo medial é maior.
Para mensuração, coloca‑se a haste do paquímetro no ponto de maior proeminência da porção 
distal do úmero, próxima à articulação do cotovelo, medida essa assimétrica. Nessa posição, o epicôndilo 
medial se encontra mais baixo que o lateral.
O avaliado deve estar em pé, de frente para o avaliador, com os braços elevados, o ombro em um 
ângulo de 90°, o cotovelo flexionado a 90º e o antebraço supinado.
Figura 27 – Medida de diâmetro ósseo biepicôndilo umeral
2.4.4.8 Biestiloide
Mede‑se a distância entre os processos estiloides do rádio e da ulna. O processo estiloide (do grego: 
stylo = estaca, ponta; oide = semelhante) do rádio é uma projeção óssea localizada lateralmente e 
para baixo na epífise distal do rádio. É o ponto de fixação para o ligamento colateral do rádio e do 
músculo braquiorradial, enquanto o processo estiloide da ulna é uma projeção óssea curta localizada 
medialmente e posteriormente na continuidade da cabeça da ulna. Serve como ponto de fixação para o 
ligamento colateral ulnar do carpo.
Para mensuração, coloca‑se a haste do paquímetro no ponto de maior proeminência na região do 
punho, sendo a distância de maior projeção entre os processos estiloides do rádio e da ulna.
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O avaliado deve estar com o cotovelo estendido e com a articulação do punho flexionada, com a 
mão relaxada e a palma voltada para o tronco.
Figura 28 – Medida de diâmetro ósseo biestilóide
2.5 Perímetros ou circunferências
Perímetros e/ou circunferências são medidas de segmentos corporais específicos. É possível medir 
as circunferências de qualquer região do corpo, tanto para avaliar a evolução do treinamento quanto 
para a determinação de índices relacionados à saúde, como a relação cintura‑quadril. Nesse caso, o 
instrumento utilizado é a trena ou fita métrica graduada em milímetros, entre 5 e 7 mm de largura e 2 
m de comprimento. A fita pode ser de aço ou de um material flexível, com fundo branco ou amarelo e 
visualização clara dos milímetros.
As medidas de circunferências não devem ser realizadas após a prática de atividades físicas devido à 
mudança de fluídos corporais, o que pode alterar o valor da medida.
É de extrema importância se atentar aos cuidados durante a verificação das medidas descritos 
anteriormente. Para essa medida especificamente, é necessário maior cuidado com o posicionamento do 
avaliador. Para a maioria das medidas é recomendado que o avaliador permaneça à lateral do avaliado. 
Isso porque ele deverá passar a fita métrica no contorno do corpo do avaliado. Para indivíduos com 
maior estrutura corporal, o avaliador encosta o seu corpo no do avaliado, e, para evitar situações que 
possam de alguma maneira deixar o avaliado constrangido, é recomendado que o avaliador se posicione 
lateralmente ao avaliado.
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2.5.1 Procedimentos para medição das circunferências
Os seguintes aspectos devem ser observados:
• As medidas das circunferências são feitas do lado direito do corpo. Contudo, às vezes é necessário 
avaliar ambos os lados do avaliado, caso haja necessidade de verificar proporcionalidade entre os 
segmentos corporais.
• A medida deve ser realizada sobre a pele nua.
• Devem‑se identificar cuidadosamente os locais antropométricos para mensuração.
• É necessário mensurar de duas a três vezes cada local em ordem rotacional.
• Não se deve realizar a medição após a prática de exercício.
• A tensão a ser aplicada pela fita não deve comprimir a pele ou o tecido subcutâneo.
• Para algumas circunferências (exemplos: cintura, abdômen e quadril), a fita deve ser alinhada com 
o plano horizontal.
• Não se deve deixar o dedo entre a fita métrica e a pele.
• É necessário se manter posicionado preferencialmente na lateral do avaliado.
2.5.2 Pontos mais frequentes de mensuração de circunferências corporais
Os pontos mais frequentes são os seguintes:
• pescoço;
• peitoral (torácico);
• cintura;
• abdominal;
• quadril;
• coxa proximal;
• perna;
• tornozelo;
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• braço relaxado;
• braço fletido;
• antebraço;
• punho.
2.5.3 Descrição dos pontos anatômicos
2.5.3.1 Pescoço
Medida da circunferência perpendicular ao eixo longitudinal desse segmento, passando abaixo 
da proeminência da laringe (popularmente conhecido como pomo‑de‑adão). Para a realização dessa 
medida, o indivíduo deve estar em posição anatômica, com a cabeça orientada no plano de Frankfurt.
O avaliador permanece à direita do avaliado.
Figura 29 – Medida de circunferência do pescoço
2.5.3.2 Peitoral (torácico)
Medida da circunferência torácica, ao nível do ponto mesoesternal (meio do esterno). Esta medida 
é horizontal e deve ser feita após o final de uma expiração normal, estando o indivíduo em posição 
anatômica e com os braços levemente abduzidos. O avaliador permanece na lateral do avaliado.
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Para mulheres, essa medida deve ser realizada abaixo das axilas.
Figura 30 – Medida de circunferência peitoral para homens
Figura 31 – Medida de circunferência peitoral para mulheres
2.5.3.3 Cintura
Região mais estreita do tronco (entre as costelas e a crista ilíaca), medida horizontalmente e realizada 
após o final de uma expiração normal.
O avaliador deve permanecer a lateral do avaliado. Caso seja possível, um assistente pode posicionar 
a fita atrás do avaliado.
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Figura 32 – Medida de circunferência de cintura
2.5.3.4 Abdominal
Protuberância anterior máxima do abdômen (normalmente, cicatriz umbilical), sendo medida 
horizontalmente. Deve ser feita após o final de uma expiração normal.
O avaliador deve permanecer na lateral do avaliado. Caso seja possível, um assistente pode posicionar 
a fita atrás do avaliado.
Figura 33 – Medida de circunferência abdominal
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2.5.3.5 Quadril
Extensão posterior máxima dos glúteos (altura dos pontos trocantéricos direito e esquerdo, passando 
pela proeminência glútea, e deve ser medida horizontalmente).
O avaliado deve estar em posição anatômica, com os pés unidos e os braços ligeiramente afastados 
do corpo.
O avaliador deve permanecer na lateral do avaliado. Caso seja possível, um assistente pode posicionar 
a fita atrás do avaliado.
Figura 34 – Medida de circunferência do quadril
Figura 35 – Medida de circunferência do quadril (vista lateral)45
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2.5.3.6 Coxa (proximal)
Imediatamente abaixo da prega glútea, estando o avaliado em posição anatômica.
O avaliador se posiciona lateralmente ao avaliado, e a medida é horizontal.
Figura 36 – Medida de circunferência da coxa proximal
2.5.3.7 Perna
Maior circunferência (no terço proximal) perpendicular ao eixo da perna. A medida deve ser realizada 
horizontalmente.
O avaliado deve estar de pé com o peso corporal dividido igualmente entre as duas pernas.
O avaliador se posiciona lateralmente ao avaliado.
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Figura 37 – Medida de circunferência da perna
2.5.3.8 Tornozelo
Menor circunferência (no terço distal) perpendicular ao eixo da perna, sendo esta medida 
horizontalmente.
O avaliado deve estar de pé, com o peso corporal dividido igualmente entre as duas pernas.
O avaliador se posiciona lateralmente ao avaliado.
Figura 38 – Medida de circunferência do tornozelo
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2.5.3.9 Braço relaxado
Circunferência perpendicular ao eixo do segmento tomada na região média do braço relaxado 
(entre o processo acromial da escápula e o processo olécrano da ulna), estando o avaliado em 
posição anatômica.
O avaliador se posiciona lateralmente ao avaliado.
Figura 39 – Medida de circunferência do braço
2.5.3.10 Braço fletido
Maior circunferência perpendicular ao eixo do segmento quando o braço está em flexão. O braço 
deve estar paralelo ao solo.
O braço esquerdo deve opor resistência de forma que o antebraço e o braço formem um ângulo de 90º.
O avaliador se posiciona lateralmente ao avaliado.
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Figura 40 – Medida de circunferência do braço fletido
2.5.3.11 Antebraço
Maior circunferência (terço proximal) do segmento. O cotovelo deve estar em extensão e o braço, 
relaxado. O avaliador se posiciona lateralmente ao avaliado.
Figura 41 – Medida de circunferência do antebraço
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2.5.3.12 Punho
Menor circunferência (no terço distal) perpendicular ao eixo do antebraço. O avaliador permanece 
à frente do avaliado.
Figura 42 – Medida de circunferência do punho
2.6 Dobras cutâneas
Prega cutânea, ou dobra cutânea, se refere à espessura em milímetros de três camadas de pele mais 
a gordura subcutânea. As medidas de espessuras das dobras cutâneas podem ser realizadas em várias 
regiões do corpo humano, sendo que várias medidas oferecem visão mais clara quanto à disposição 
da gordura. Assim, torna‑se possível verificar a possibilidade de conhecer o padrão de distribuição do 
tecido adiposo subcutâneo, pelas diferentes regiões anatômicas. O equipamento que realiza essa medida 
se chama adipômetro ou compasso de dobras cutâneas.
Figura 43 – Modelos de adipômetros ou compasso de dobras cutâneas
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As medidas de dobras cutâneas não devem ser realizadas após a prática de atividades físicas devido 
à mudança de fluídos corporais durante a prática, o que pode alterar o valor da medida.
O avaliador deve realizar a maior quantidade de avaliações possível para se tornar experiente. É 
necessário muito tempo e prática para realizar as medições sem erros.
Pele
Gordura
Músculo
Osso
Figura 44 – Demonstração dos tecidos envolvidos na medida das dobras cutâneas
Como já dito anteriormente, deve‑se atentar aos cuidados durante a verificação das medidas.
2.6.1 Procedimentos para medição das dobras cutâneas
Alguns procedimentos devem ser seguidos:
• Assegurar que a pele do avaliado esteja seca, sem loções hidratantes ou óleos corporais que 
podem fazer com que o compasso deslize.
• Segurar o compasso com a mão direita.
• Destacar o tecido adiposo das estruturas mais profundas utilizando os dedos polegar e indicador 
da mão esquerda.
• Identificar e marcar o local para a medição da dobra cutânea.
• Segurar a dobra cutânea até a realizar a leitura.
• Colocar as hastes do compasso de dobras cutâneas 1 cm abaixo dos dedos que estão 
segurando a dobra.
• Manter compasso perpendicular à dobra cutânea.
• Realizar as medições do lado direito do avaliado.
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
• Soltar a pressão das hastes do compasso lentamente.
• Aguardar de 2 a 4 segundos após soltar a pressão das hastes do compasso para realizar a leitura 
da medida.
• Realizar três medidas em cada ponto, intercaladas entre si.
• Adotar o valor mediano (intermediário) como sendo a medida da dobra cutânea, ou somar os três 
valores obtidos e extrair a média.
• Quando houver uma diferença superior a 5%, realizar nova série de medidas.
2.6.2 Erros do avaliador
Podemos citar como erros do avaliador:
• Largar a dobra cutânea antes da realização da medida.
• Não colocar o compasso perpendicular à medida.
• Não respeitar o sentido da medida.
• Não respeitar o número de repetições da medida (três vezes).
• Não aguardar o tempo de leitura da medida (2 a 4 segundos).
• Efetuar leitura errada do compasso.
2.6.3 Pontos mais frequentes de mensuração das dobras cutâneas
A seguir, serão apresentados os pontos mais frequentes de mensuração das dobras cutâneas:
• tricipital (tríceps);
• bicipital (bíceps);
• subescapular;
• peitoral/torácica;
• axilar média;
• abdominal;
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• suprailíaca;
• coxa;
• perna.
2.6.4 Descrição dos pontos anatômicos
2.6.4.1 Tricipital
Mede‑se o ponto médio localizado entre o acrômio e o olécrano na face posterior do braço.
O acrômio (do grego: akron = ponta; omos = ombro) é um processo posterior e grande que se 
projeta anteriormente em um ângulo de 90º a partir da extremidade lateral da espinha da escápula. Se 
você passar os dedos ao longo da face superior da articulação do ombro, sentirá esse processo na borda 
lateral, sob a pele. O olécrano é uma projeção posterior espessa da epífise proximal da ulna que forma 
a “ponta do cotovelo”.
Para mensuração da dobra, o avaliador deve se posicionar atrás do avaliado, que estará com o 
cotovelo estendido. Utilizando o polegar e o dedo indicador, o avaliador faz uma pinça e separa o tecido 
subcutâneo do tecido muscular no sentido do eixo longitudinal do corpo.
Figura 45 – Medida de dobra cutânea tricipital
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
2.6.4.2 Bicipital
Mede‑se o ponto localizado na face anterior do braço na altura do ponto onde foi realizada a medida 
da dobra cutânea tricipital, no ponto de maior circunferência aparente do ventre muscular do bíceps.
Para mensuração da dobra, o avaliador deve se posicionar na frente do avaliado, que estará com o 
cotovelo estendido. Utilizando o polegar e o dedo indicador, o avaliador faz uma pinça e separa o tecido 
subcutâneo do tecido muscular no sentido do eixo longitudinal do corpo.
Figura 46 – Medida de dobra cutânea bicipital2.6.4.3 Subescapular
Mede‑se o ponto imediatamente abaixo do ângulo inferior da escápula. A escápula é um osso 
triangular localizado na parte posterior sobre a caixa torácica.
Para mensuração da dobra, o avaliador deve se posicionar atrás do avaliado, que deve permanecer 
com os ombros sem contrações específicas, relaxado. Utilizando o polegar e o dedo indicador, o 
avaliador faz uma pinça e separa o tecido subcutâneo do tecido muscular no sentido oblíquo ao eixo 
longitudinal do corpo, seguindo orientação dos arcos costais, mais ou menos 2 cm abaixo do ângulo 
inferior da escápula.
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Unidade I
Figura 47 – Medida de dobra cutânea subescapular
2.6.4.4 Peitoral/torácica
Mede‑se o ponto localizado entre a linha axilar anterior e o mamilo, sendo em locais diferente entre 
homens e mulheres.
A linha axilar anterior representa uma linha imaginária que segue longitudinalmente (verticalmente) 
ao longo da prega axilar anterior, que é formada pela margem ínfero‑lateral do músculo peitoral maior 
quando passa da caixa torácica para o úmero no braço.
Para mensuração da dobra, o avaliador deve se posicionar na lateral do avaliado, que deve manter 
o membro superior relaxado. Utilizando o polegar e o dedo indicador da mão esquerda, o avaliador faz 
uma pinça e separa o tecido subcutâneo do tecido muscular no sentido oblíquo ao eixo longitudinal do 
corpo, sendo para os homens na metade da distância entre a linha axilar anterior e o mamilo e para as 
mulheres no terço proximal dessa distância.
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Figura 48 – Medida de dobra cutânea peitoral
2.6.4.5 Axilar média
Mede‑se o ponto localizado na linha axilar média na altura do processo xifoide.
A linha axilar média representa uma linha imaginária que segue longitudinalmente (verticalmente) 
e se inicia no ápice (parte mais profunda) da fossa axilar, paralelamente à linha axilar anterior. Já o 
processo xifoide é uma pequena projeção de cartilagem na região anterior do tórax, estando na porção 
inferior do corpo do esterno.
Para mensuração da dobra, o avaliador deve se posicionar na lateral do avaliado, que deve manter 
o membro superior deslocado para trás, a fim de facilitar a obtenção da medida. Utilizando o polegar e 
o dedo indicador da mão esquerda, o avaliador faz uma pinça e separa o tecido subcutâneo do tecido 
muscular do ponto localizado na intersecção entre a linha axilar média e uma linha imaginária transversal 
na altura do processo xifoide do esterno. A medida é realizada obliquamente ao eixo longitudinal.
Essa medida pode ser feita transversalmente ou longitudinalmente.
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Figura 49 – Medida de dobra cutânea axilar média transversal
Figura 50 – Medida de dobra cutânea axilar média longitudinal
2.6.4.6 Abdominal
Mede‑se na região abdominal no ponto localizado 2 cm à direita da borda lateral da cicatriz umbilical.
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Para mensuração da dobra, o avaliador deve se posicionar à frente do avaliado. Utilizando o polegar 
e o dedo indicador da mão esquerda, o avaliador faz uma pinça e separa o tecido subcutâneo do 
tecido muscular, com cuidado para não pressionar o tecido conjuntivo fibroso que constitui as bordas 
da cicatriz umbilical, pois isso alteraria o formato natural da cicatriz. Na maioria dos protocolos, essa 
medida é feita de forma longitudinal. No entanto, no protocolo de Lohman (1992), essa medida é 
realizada horizontalmente.
Figura 51 – Medida de dobra cutânea abdominal horizontal
Figura 52 – Medida de dobra cutânea longitudinal
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2.6.4.7 Suprailíaca
Mede‑se o ponto localizado a 2 cm da crista ilíaca, na distância entre o último arco costal e a crista 
ilíaca, sobre a linha axilar média.
A crista ilíaca é uma linha óssea proeminente, aguçada e localizada na margem superior do osso ílio, 
entre a espinha ilíaca ântero‑superior e espinha ilíaca póstero‑superior. A linha axilar média representa 
uma linha imaginária que segue longitudinalmente (verticalmente) e se inicia no ápice (parte mais 
profunda) da fossa axilar, paralelamente à linha axilar anterior.
Para mensuração da dobra, o avaliador deve se posicionar na lateral do avaliado, que deve manter 
o membro superior deslocado para trás, a fim de facilitar a obtenção da medida. Utilizando o polegar 
e o dedo indicador da mão esquerda, o avaliador faz uma pinça e separa o tecido subcutâneo do 
tecido muscular na linha axilar média imediatamente superior à crista ilíaca. A medida é realizada 
obliquamente ao eixo longitudinal e deve ser feita obliquamente ao eixo longitudinal.
Figura 53 – Medida de dobra cutânea suprailíaca
2.6.4.8 Coxa
Mede‑se o ponto médio localizado entre o ligamento inguinal no quadril e a borda superior da 
patela na articulação do joelho na face anterior da coxa.
Para mensuração da dobra, o avaliador deve se posicionar à frente do avaliado. Para facilitar o 
pinçamento dessa dobra, o avaliado deverá deslocar o membro inferior direito à frente, com uma 
semiflexão do joelho, e manter o peso do corpo no membro inferior esquerdo. Utilizando o polegar e 
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o dedo indicador da mão esquerda, o avaliador faz uma pinça e separa o tecido subcutâneo do tecido 
muscular paralelamente ao eixo longitudinal sobre o músculo reto femoral. O avaliador permanece 
posicionado a frente do avaliado.
Figura 54 – Medida de dobra cutânea da coxa
2.6.4.9 Perna
Mede‑se o ponto localizado na parte medial da perna, no ponto de maior circunferência.
Para mensuração da dobra, o avaliador deve se posicionar à frente do avaliado, estando este sentado, 
com a articulação do joelho em flexão de 90º e o tornozelo em posição anatômica e o pé sem apoio, 
deixando a musculatura relaxada. A dobra é pinçada no ponto de maior perímetro da perna, com o 
polegar e o dedo indicador da mão esquerda apoiado na borda medial da tíbia separando o tecido 
subcutâneo do tecido muscular, paralelamente ao eixo longitudinal do corpo.
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Unidade I
Figura 55 – Medida de dobra cutânea da perna
3 AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL
3.1 Composição corporal
A composição corporal é considerada um componente da aptidão física relacionada à saúde e ao 
treinamento. Existe uma relação entre a quantidade e distribuição da gordura com as alterações no 
nível de aptidão física e no estado de saúde. Além do mais, o excesso de gordura corporal favorece o 
desenvolvimento de doenças crônico‑degenerativas.
O processo de envelhecimento normal (senescência) também altera a composição corporal, pois, à 
medida que perdemos massa muscular, o percentual de gordura corporal aumenta.
3.2 Métodos para detecção da composição corporal
Os métodos utilizados para a detecção da composição corporal são divididos entre os métodos 
diretos, indiretos e duplamente indiretos, sendo que no método direto, cada um dos componentes 
corporais é separado e pesado isoladamente (ossos, vísceras, músculos, gordura). As informações são 
obtidas de diferentes tecidos do corpo, mediantedissecação macroscópica ou por meio da extração 
lipídica. Esse procedimento, portanto, implica em alta quantidade de incisões, o que limita seu uso 
somente à dissecação de cadáveres.
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3.2.1 Métodos indiretos
Os métodos indiretos são aqueles em que não há a manipulação dos componentes separadamente 
e, apesar de apresentarem precisão secundária quando comparados aos primários, são viáveis de serem 
realizados e são considerados confiáveis, com grande grau de precisão. Esses métodos são validados a 
partir do método direto e contam com uma gama de modelos (simples e complexos) e equipamentos, 
sendo alguns de alto custo financeiro.
Os métodos indiretos podem ser divididos em métodos químicos e métodos físicos. A contagem total 
de potássio corporal e a excreção urinária de creatinina são considerados métodos químicos, enquanto 
a pletismografia, a pesagem hidrostática (hidrodensitometria), o Dexa (o raio X de dupla energia), a 
tomografia (raio X), a ultrassonografia e a ressonância magnética são considerados métodos físicos.
3.2.1.1 Potássio corporal total
Este método pode estimar a massa livre de gordura (MLG) por meio da contagem de potássio 
existente no corpo, usando a técnica de espectrometria de raios gama. Nesse equipamento são 
geradas imagens da distribuição de um radioisótopo (emissor de raios gama) injetado no paciente 
e, após sua absorção pelo corpo, elas são analisadas de forma quantitativa através de cálculos 
da concentração e velocidade de movimento desse radioisótopo. O radioisótopo 40K (potássio 40) 
permite sua detecção e sua quantificação, a partir de sua emissão de radiação gama, a qual é 
detectada por um equipamento de cintilografia (captador de raios gama). Então, ao se estabelecer 
a quantidade de potássio corporal total, pode‑se estimar a MLG. Essa técnica tem sua utilização 
limitada devido ao alto custo e à dificuldade técnica.
3.2.1.2 Excreção urinária de creatinina
Existe uma relação significativa entre creatinina corporal e a produção da creatinina urinária. Por 
meio desse método, é possível estabelecer uma relação entre a excreção urinária de creatinina com a 
massa livre de gordura (MLG). Entretanto, a variação do processamento renal da creatinina diariamente 
é um dos fatores que afetam a validação deste método. Assim, o erro é muito elevado quando a MLG é 
estimada pela excreção de creatinina (3 a 8 kg) se comparado com os valores da contagem de potássio 
e da pesagem hidrostática, motivo pelo qual o método não é muito utilizado.
3.2.1.3 Pesagem hidrostática
A pesagem hidrostática é baseada no Princípio de Arquimedes e é considerada o “padrão‑ouro” 
das avaliações indiretas. Esse princípio diz que quando um corpo é submerso em água, ele desloca um 
volume de água igual ao seu próprio volume.
Essa relação do peso do objeto no ar, dividido pela perda de peso em água, é conhecida como 
densidade ou gravidade específica. Para determinação do volume corporal por meio da pesagem 
hidrostática (ou pesagem subaquática), será calculada a diferença entre o peso corporal aferido 
normalmente fora da água e a medição do corpo submerso em água, bem como o volume de água 
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por ele deslocado. Isso tem servido de embasamento para a utilização da pesagem hidrostática na 
determinação da densidade e do volume corporal.
Assim, para determinação da densidade corporal, o indivíduo deve ser pesado fora e dentro da água, 
sendo em seguida aplicados esses valores em uma equação matemática. Após esse cálculo, obtêm‑se 
a estimativa da densidade corporal. Na sequência, através de modelos matemáticos de Siri (1961) e 
Brozek et al. (1963), é possível estimar o percentual de gordura corporal (%G). A pesagem hidrostática 
considera que o corpo é formado por dois componentes distintos, massa de gordura (MG) e massa livre 
de gordura (MLG). Sendo assim, determinada a porcentagem de gordura, a massa magra é derivada pela 
simples subtração matemática.
3.2.1.4 Plestismografia
A plestimografia estima o volume corporal através do deslocamento de ar. Uma vez determinado 
o volume corporal, a densidade corporal poderá ser estimada, assim como o percentual de gordura 
corporal. Essa técnica obteve uma excelente correlação com a pesagem hidrostática para valores do %G 
(r = 0,96) em homens e mulheres de diferentes idades, níveis de gordura corporal e etnicidades.
Este é um método simples, seguro e que requer uma cooperação mínima do sujeito avaliado, porém, 
exige um equipamento complexo, sofisticado e de alto custo. A avaliação através da pletismografia 
consiste de uma câmara construída de fibra de vidro com uma janela de acrílico, contendo no seu 
interior um volume aproximado de 450 litros com um assento para o avaliado se acomodar. Através de 
um software específico, conectado à câmara, são determinadas variações de volumes de ar e de pressão 
em seu interior, com a câmara desocupada e com o avaliado, além de variáveis pulmonares necessárias 
às estimativas do volume corporal.
Trata‑se de uma técnica baseada no princípio da Lei de Deslocamento de Ar de Boyle, a qual 
estabelece que, para um corpo em um recipiente fechado de temperatura constante, a pressão de um gás 
é inversamente proporcional ao seu volume. Assim, quando alguém entrar no equipamento, deslocará 
um volume de ar que também modificará a pressão do ambiente. Quando o avaliado entra na câmara, 
uma nova pressão interna é estabelecida, tornando possível avaliar o volume de ar em seu interior.
O volume corporal será determinado por meio da subtração de ambos os volumes de ar no interior 
da câmara, e também por meio da correção do ar dos pulmões do avaliado. Um software específico é 
utilizado para realizar essas aferições.
Após a determinação do volume corporal, é possível verificar por equação matemática a densidade 
corporal através da relação entre a massa corporal e seu volume. Com a densidade corporal é possível, 
através de modelos matemáticos iguais aos utilizados na pesagem hidrostática, estimar a massa de 
gordura e a massa livre de gordura.
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Figura 56 – Equipamento de pletismografia
3.2.1.5 Dexa (Absormetria por raio X de dupla energia)
Essa técnica está baseada na premissa de que o corpo é constituído por três compartimentos 
(gordura, mineral ósseo e tecido magro não ósseo) e que cada um possui densidades diferentes. 
Esse método pode ser considerado um dos mais confiáveis para a determinação da massa óssea, 
permitindo diagnóstico de osteoporose, por meio da análise do conteúdo mineral ósseo da coluna 
lombar e do fêmur proximal, locais onde ocorrem as principais faturas nessa doença.
O princípio básico do Dexa é a utilização de uma fonte de raio X que atravessa o corpo do paciente 
e é analisada por um detector de cintilação que, com o uso de um software especializado, reconstrói 
uma imagem dos tecidos subjacentes, permitindo a determinação das massas ósseas, de gordura e livre 
de gordura a partir da quantificação de cada uma delas.
Possui forte correlação com a pesagem hidrostática (r = 0,93) e é considerado um bom método 
de validação da composição corporal. Quando comparado a outros métodos para avaliar composição 
corporal, o Dexa é considerado um procedimento não invasivo, rápido, não traumático, altamente 
preciso e reprodutivo, que requisita o mínimo de cooperação do avaliado e ainda considera a variação 
individual no conteúdo de mineral ósseo.
Entretanto, o alto custo do equipamento e a exposição à radiação são fatoreslimitantes para seu uso.
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Unidade I
Figura 57 – Equipamento de absormetria por raio X de dupla energia (Dexa)
3.2.1.6 Tomografia
Essa técnica é capaz de produzir várias imagens bidimensionais de diferentes segmentos do corpo. São 
emitidos feixes de raio X que passam através dos tecidos e relatam as pequenas diferenças em atenuação 
do raio X para as diferentes densidades dos tecidos, construindo uma imagem bidimensional em corte 
transversal da anatomia subjacente do corpo. Existe forte relação entre as medidas antropométricas na 
região abdominal (pregas cutâneas e circunferência) com o volume total do tecido adiposo mapeado 
por tomografia.
Alguns fatores limitantes ao uso da tomografia são a exposição à radiação, principalmente em 
mulheres grávidas e crianças, o alto custo do equipamento e a necessidade de técnicos especializados.
Figura 58 – Equipamento de tomografia
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3.2.1.7 Ultrassonografia
A ultrassonografia utiliza um instrumento para converter a energia elétrica através de uma sonda e 
um receptor em ondas sonoras de alta frequência. Essas ondas sonoras de alta frequência penetram nos 
tecidos (pele, gordura, músculos e ossos) e produzem sons diferentes para cada um deles, pois cada um 
possui propriedades acústicas diferentes. As ondas sonoras serão refletidas nos tecidos e retornam para 
o equipamento emissor (transdutor). Dessa forma, pode‑se mapear a espessura do músculo e da gordura 
nas diferentes regiões corporais e também estimar sua quantidade. Algumas limitações, como custo e 
dificuldade técnica têm restringido o seu uso, mas ela é muito utilizada em pacientes hospitalizados 
para avaliar o estado nutricional durante os períodos de redução e aumento de peso.
Figura 59 – Equipamento de ultrassonografia
3.2.1.8 Ressonância magnética
A técnica por ressonância magnética consiste na formação de um poderoso campo magnético 
(radiação eletromagnética) irradiado por pulsos de frequência de rádio, excitando os núcleos de 
hidrogênio da água corporal e das moléculas lipídicas e os induzindo a produzirem um sinal detectável 
que pode gerar imagens de vários tecidos corporais.
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Esta técnica é utilizada para quantificar o tecido adiposo total e subcutâneo em indivíduos com 
diferentes níveis de gordura corporal. Ela tem a vantagem de não usar radiação iônica, mas, devido ao 
custo elevado e à dificuldade técnica, é mais utilizada em hospitais para diagnóstico médico.
Figura 60 – Equipamento de ressonância magnética
3.2.2 Métodos duplamente indiretos
A determinação da composição corporal por meio dos métodos indiretos é mais complexa devido 
à necessidade de equipamentos caros e sofisticados, bem como de técnicos altamente treinados, o que 
torna sua utilização inviável em larga escala em situações de campo. A alternativa mais comum é o uso 
de métodos duplamente indiretos.
Os métodos duplamente indiretos apresentam precisão terciária quando comparados aos métodos 
diretos; porém, as técnicas duplamente indiretas são menos rigorosas, têm uma melhor aplicação prática 
em virtude de sua simplicidade e um menor custo financeiro e ainda podem ser aplicadas em ambiente 
de campo e clínico.
A bioimpedância elétrica e a antropometria são métodos duplamente indiretos amplamente 
utilizados para a avaliação da composição corporal.
3.2.2.1 Bioimpedância elétrica
Determina a composição corporal a partir da água corporal total. Tem como base o princípio de 
condutividade elétrica. Por esse método, uma corrente elétrica de baixa intensidade (500 a 800 µA e 50 
kHz) passa através do corpo do avaliado, e a impedância (Z) ou oposição ao fluxo da corrente é medida 
com o analisador de bioimpedância. Na prática, cada componente corporal oferece uma resistência 
diferente à passagem da corrente elétrica. Assim, os ossos e a gordura, que contêm uma pequena 
quantidade de água, constituem um meio de baixa condutividade, ou seja, uma alta resistência à corrente 
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
elétrica. Entretanto, a massa muscular e outros tecidos contêm mais água e eletrólitos corporais do que 
a gordura, funcionando como um excelente condutor de corrente elétrica.
Portanto, a resistência ao fluxo da corrente é maior em indivíduos com maior quantidade de gordura 
corporal; por outro lado, indivíduos com grande quantidade de massa muscular e água corporal total 
têm menor resistência ao fluxo da corrente.
O aparelho de bioimpedância elétrica irá identificar os níveis de resistência (medida da oposição à 
corrente elétrica pelo corpo) e reatância do organismo à corrente elétrica; assim, após identificar os 
níveis de resistência e reatância, é calculada a razão entre esses componentes, obtendo‑se o valor de 
bioimpedância. Para a análise, a fim de quantificar o total de água no organismo e predizer, através 
dessa quantidade de água, a quantidade de gordura corporal do indivíduo, são utilizadas equações 
matemáticas de estimativa baseada em modelos específicos para diferentes tipos de populações ou 
generalizações.
Vale ressaltar que existem alterações na quantidade de água corporal e densidade óssea em 
indivíduos de diferentes idades, etnias, níveis de atividade física e níveis de gordura corporal. Essas 
equações proporcionam estimativas aceitáveis de massa livre de gordura, água corporal total e medidas 
de bioimpedância e foram desenvolvidas para crianças, idosos, índios americanos, hispânicos, brancos, 
obesos e atletas. Além disso, existem softwares que permitem selecionar uma equação de bioimpedância 
apropriada para estimar a massa livre de gordura do avaliado em função das características físicas.
Os melhores equipamentos de bioimpedância elétrica são os tetrapolares (quatro eletrodos), uma 
vez que conseguem avaliar a passagem da corrente elétrica no corpo inteiro (membros superiores 
e inferiores). Nesse procedimento, dois condutores são colocados na mão e no pé e outros dois são 
colocados no punho e no tornozelo.
Entretanto, existem os aparelhos bipolares, que são considerados mais suscetíveis a erros, uma 
vez que avaliam a passagem da corrente elétrica em apenas um dos segmentos corporais (membros 
inferiores ou membros superiores).
A praticidade, a velocidade e a relativa simplicidade de execução do método representam uma 
grande vantagem de sua utilização em academias, clubes ou clínicas. No entanto, a validade e a precisão 
do método de bioimpedância elétrica são influenciadas por vários fatores como:
• nível de hidratação do avaliado;
• tipo de instrumento;
• colocação do eletrodo;
• alimentação;
• prática de exercícios anteriores ao teste;
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• ciclo menstrual;
• temperatura ambiente;
• equação de predição.
Para não comprometer o resultado da análise da composição corporal por bioimpedância elétrica, 
alguns cuidados prévios devem ser levados em consideração, tais como:
• não fazer exercícios 12 horas antes do teste;
• não comer ou beber 4 horas antes do teste;
• não consumir álcool 24 horas antes do teste;
• não utilizar medicamentos diuréticos nos 7 dias que antecedem o teste;
• urinar 30 minutos antes do teste;
• permanecer por, pelo menos, 5 a 10 minutos deitado em decúbito dorsal, em total repouso, antes 
daexecução do teste.
3.2.2.2 Índice de massa corporal (IMC)
A partir das medidas de peso e estatura, é possível calcular o índice de massa corporal (IMC). O IMC 
é uma medida amplamente utilizada para a determinação de desnutrição, do grau de obesidade e de 
riscos à saúde (doenças crônicas) relacionados ao excesso de peso do avaliado. Além disso, o IMC abaixo 
da média e acima dela apresenta alta correlação com a taxa de mortalidade.
Trata‑se de um método prático, rápido e sem custo algum.
O IMC é calculado por meio do peso do avaliado (em quilos), dividido pela estatura do avaliado ao 
quadrado (em metros).
Portanto:
IMC = Peso ÷ (Estatura)2
A avaliada Ana, que descrevemos no início desse livro, pesa 75 kg e tem 1,60 m de estatura.
Logo:
IMC = Peso ÷ (Estatura × Estatura)
IMC = 75 ÷ (1,60 × 1,60)
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
IMC = 75 ÷ (2,56)
IMC = 29,29 kg/m2
João pesa 60 kg e tem 1,70 m de estatura.
Logo:
IMC = Peso ÷ (Estatura × Estatura)
IMC = 60 ÷ (1,70 × 1,70)
IMC = 60 ÷ 2,89
IMC = 20,76 kg/m2
Beatriz pesa 75 kg e tem 1,60 m de estatura.
Logo:
IMC = Peso ÷ (Estatura × Estatura)
IMC = 75 ÷ (1,60 × 1,60)
IMC = 75 ÷ (2,56)
IMC = 29,29 kg/m2
Mauro pesa 85 kg e tem 1,80 m de estatura.
Logo:
IMC = Peso ÷ (Estatura × Estatura)
IMC = 85 ÷ (1,80 × 1,80)
IMC = 85 ÷ (3,24)
IMC = 26,23 kg/m2
Júlia pesa 60 kg e tem 1,20 m de estatura.
Logo:
IMC = Peso ÷ (Estatura × Estatura)
IMC = 60 ÷ (1,20 × 1,20)
IMC = 60 ÷ (1,44)
IMC = 41,66 kg/m2
Helena pesa 90 kg e tem 1,80 m de estatura.
Logo:
IMC = Peso ÷ (Estatura × Estatura)
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Unidade I
IMC = 90 ÷ (1,80×1,80)
IMC = 90 ÷ (3,24)
IMC = 27,77 kg/m2
Após calcular a medida de IMC, é necessário interpretarmos o resultado obtido, o que se refere 
à avaliação.
Considerando os avaliados Ana, João, Beatriz, Mauro, Júlia e Helena, podemos observar diferentes 
valores de IMC:
Ana: 29,29 kg/m2
João: 20,76 kg/m2
Beatriz: 29,29 kg/m2
Mauro: 26,23 kg/m2
Júlia: 41,67 kg/m2
Helena: 27,78 kg/m2
Embora o cálculo do IMC seja uma medida válida para determinar obesidade recomendada pela 
Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) e pela Organização 
Mundial da Saúde (OMS), ela não leva em consideração a composição corporal do avaliado. Ou seja, o 
IMC é um bom indicador, mas não está totalmente correlacionado com a gordura corporal, uma vez que 
o peso do avaliado é composto por uma série de estruturas e não somente gordura. Por exemplo, o peso 
do avaliado é resultado da somatória do peso dos seus ossos, músculos (massa magra), órgãos, sangue, 
água, gordura, pele, entre outras estruturas.
De acordo com a Abeso, o IMC é uma medida matemática baseada apenas no peso e na 
estatura do avaliado e sofre grandes variações de acordo com idade, sexo, etnia, indivíduos 
treinados vs. indivíduos inativos e ainda na presença de perda de estatura em idosos devido a 
cifose, por exemplo.
Uma vez que o IMC não leva em consideração a estrutura corporal do avaliado – ou seja, 
daquele peso total, qual o percentual de massa magra (músculo) e qual o percentual de 
gordura predominantemente –, deve ser usado com cautela, pois não é uma medida válida para 
praticantes de atividades físicas e atletas, por exemplo, que têm um maior desenvolvimento 
muscular comparado a pessoas inativas.
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Figura 61 – Ilustração da determinação do IMC de duas pessoas com mesmo peso e estatura, mas com características 
da estrutura corporal completamente distintas
A OMS determina a classificação do IMC em adultos a partir dos dados apresentados na tabela a seguir:
Tabela 4 – Classificação internacional da obesidade segundo o IMC e riscos de doenças que 
divide a adiposidade em graus ou classes
IMC (kg/m2) Classificação Obesidade Grau/Classe Risco de doença Classificação
< 18,5 Magro ou baixo peso 0 Normal ou elevado Abaixo do peso
18,5 – 24,9 Normal ou eutrófico 0 Normal Normal
25 – 29,9 Sobrepeso ou pré‑obeso 0 Pouco elevado Sobrepeso
30 – 34,9 Obesidade I Elevado Obesidade grau I
35 – 39,9 Obesidade II Muito elevado Obesidade grau II
≥ 40 Obesidade grave III Muitíssimo elevado Obesidade grau III (mórbida)
*IMC ≥ 35 kg/m2 já é considerado como muito alto índice de mortalidade
Adaptado de: World Health Organization (2006).
A partir desses resultados, podemos observar que Ana apresenta sobrepeso e risco de desenvolvimento 
de doença pouco elevado. João apresenta risco de doença normal e é classificado como normal ou 
eutrófico. Beatriz apresenta sobrepeso e risco de doença pouco elevado. Mauro apresenta sobrepeso e 
risco de doença pouco elevado.
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Considerando indivíduos adultos e avaliando os mesmos quatro casos, podemos observar que Ana e 
Beatriz possuem o mesmo IMC (29,30 kg/m2), classificado como sobrepeso. Entretanto, Ana é ex‑atleta 
olímpica de natação, praticou a modalidade desde os 6 anos de idade e está fora do treinamento de alto 
rendimento por 6 meses. Ana certamente tem um alto desenvolvimento muscular, uma vez que praticou 
exercícios físicos por muitos anos, e sabemos que o maior desenvolvimento muscular se dá pela prática de 
atividades físicas. Já Beatriz praticou atividades físicas na infância e adolescência, mas está parada há 5 anos. 
Beatriz tem o mesmo peso e estatura de Ana, o que leva a um mesmo valor de IMC; entretanto, Beatriz não 
pratica atividades físicas, então provavelmente não tem o mesmo desenvolvimento muscular de Ana.
Mauro, 40 anos, é outro avaliado com o qual devemos usar o IMC com cautela, uma vez que ele já 
pratica atividades físicas e, portanto, também tem um alto desenvolvimento muscular.
Assim, o IMC não seria uma medida válida para Ana e Mauro pois certamente está superestimado, 
mostrando um resultado errôneo. Entretanto, poderia ser utilizado sem muitas ressalvas para Beatriz e João.
Vale ressaltar ainda que o IMC também não deve ser usado por pessoas com um grande 
desenvolvimento ósseo, o que também trará resultados errôneos de IMC.
 Lembrete
O índice de massa corporal (IMC) não é uma medida válida para pessoas 
com grande desenvolvimento muscular, como atletas, uma vez que não 
leva em consideração a quantidade de massa gorda e da massa muscular 
do avaliado.
Uma vez que o IMC não reflete a quantidade de gordura corporal e nem a distribuição dela, outros 
métodos são necessários para a avaliação da composição corporal dos avaliados. Devido às limitações 
associadas ao uso do IMC, é importante que o método seja utilizado em conjunto com outros métodos 
de determinação de gordura corporal. Essa combinação pode ajudar a resolver problemas isolados do 
uso do IMC.
Por outro lado, a curva do IMC/Idade, desenvolvida pela OMS, é um bom indicador do estado 
nutricional da criança, uma vez que não varia apenas com o aumento do peso, mas também em 
decorrência da idade e da estatura do avaliado.
Assim, para crianças e adolescentes, a classificação de obesidade e sobrepeso não apresenta correlação 
direta com mortalidade, na forma como é definida para adultos.
Em razão da variação da corpulência durante o crescimento, o IMC deve ser interpretado de acordo 
com a faixa etária e o sexo. Assim, para crianças e adolescentes, o IMC é definido por meio do escore 
Z, que indica a posição relativa do IMC da criança entre crianças da mesma idade e sexo.Por isso são 
usados gráficos diferentes para meninos e meninas.
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Os gráficos a seguir mostram as curvas de IMC para crianças e adolescentes de acordo com faixa 
etária e sexo.
Veja a curva de IMC por meio do escore Z por idade para meninas, do nascimento aos 5 anos de idade.
Figura 62 – Curva de IMC, por meio do escore Z por idade para meninas, do nascimento aos 5 anos de idade
Veja agora a curva de IMC por meio do escore Z por idade para meninos, do nascimento aos 5 anos 
de idade.
Figura 63 – Curva de IMC, por meio do escore Z por idade para meninos, do nascimento aos 5 anos de idade
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Unidade I
A seguir, o gráfico mostra a curva de IMC por meio do escore Z por idade para meninas, dos 5 aos 
19 anos de idade.
Figura 64 – Curva de IMC, por meio do escore Z por idade para meninas, dos 5 aos 19 anos de idade
Júlia, nossa avaliada do início deste livro, tem 7 anos, então o seu IMC (41,67 kg/m2) deve ser avaliado 
por meio do gráfico anterior, específico para meninas de 5 a 19 anos de idade. Podemos observar que o 
IMC de Júlia está muito acima da média, localizado acima do escore Z +3.
O gráfico a seguir mostra a curva de IMC por meio do escore Z por idade para meninos, dos 5 aos 
19 anos de idade.
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Figura 65 – Curva de IMC, por meio do escore Z por idade para meninos, dos 5 aos 19 anos de idade
Após a verificação do IMC nos gráficos que acabamos de apresentar, respeitando idade e sexo, 
basta verificar o diagnóstico nutricional apontado na tabela de classificação do IMC para crianças e 
adolescentes por meio dos escores Z:
Tabela 5 – Classificação da OMS das condições de nutrição em crianças e adolescentes 
baseada no IMC para idade (escore Z do IMC) para crianças até 5 anos, dos 5 aos 10 anos e 
dos 10 aos 19 anos
Valores críticos Valores críticos
Diagnóstico 
nutricional: menores 
de 5 anos
Diagnóstico 
nutricional: de 5 a 
10 anos
Diagnóstico 
nutricional: de 
10 a 19 anos
< Percentil 0,1 < Escore Z –3 Magreza acentuada Magreza acentuada Magreza acentuada
≥ Percentil 0,1 e < 
Percentil 3
≥ Escore Z –3 e < 
Escore Z –2 Magreza Magreza Magreza
≥ Percentil 3 e < 
Percentil 15
≥ Escore Z –2 e < 
Escore Z –1 Eutrofia Eutrofia Eutrofia
> Percentil 15 e < 
Percentil 85
≥ Escore Z –1 e ≤ 
Escore Z +1 Risco de sobrepeso Eutrofia Eutrofia
≥ Percentil 85 e ≤ 
Percentil 97
> Escore Z +1 e ≤ 
Escore Z +2 Risco de sobrepeso Sobrepeso Sobrepeso
> Percentil 97 e ≤ 
Percentil 99,9
> Escore Z +2 e ≤ 
Escore Z +3 Sobrepeso Obesidade Obesidade
> Percentil 99,9 > Escore Z +3 Obesidade Obesidade grave Obesidade grave
Fonte: Brasil (2011, p. 15).
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Unidade I
A partir dessa tabela, podemos observar que o escore de Júlia (+3) está classificado como 
obesidade grave.
 Lembrete
Medida: dado quantitativo relacionado à associação de um número a 
uma característica de um ser.
Avaliação: interpretação da medida em função do objetivo da avaliação.
A tabela nos mostra ainda que a condição de sobrepeso está localizada na curva de percentil de IMC 
entre os valores de 85% a 95%. Acima de 95% ocorre a classificação de obesidade para todas as idades 
e gêneros.
Vale ressaltar que a distribuição de gordura corporal possui alta correlação com fatores genéticos. 
Crianças com síndrome de Down, por exemplo, têm taxas de obesidade mais elevadas devido a uma 
variedade de mecanismos fisiológicos e tendências de comportamento. Os pediatras atentam para uma 
avaliação apropriada dessas crianças a fim de identificar alterações e garantir critérios de intervenção 
nutricional adaptadas individualmente, além da prática de atividades físicas.
Com relação aos idosos, o IMC também deve ser usado com cautela, uma vez que é menos preciso 
devido à perda de massa magra e aumento de gordura corporal decorrentes da idade.
Helena praticava atividades físicas frequentemente, mas nos últimos 10 anos está longe dessa 
prática. Dez anos é um tempo extenso demais; certamente, Helena perdeu massa magra durante esse 
processo, até porque somente em decorrência da idade já haveria perda de massa magra e aumento da 
quantidade de gordura. É aceito pelo Ministério da Saúde (BRASIL, 2011) que para o idoso (acima de 60 
anos), o IMC normal varia de> 22 a < 27 kg/m2 devido à diminuição da massa muscular e maior risco de 
sarcopenia. Assim, o IMC de Helena (27,78 kg/m2) estaria discretamente acima do normal.
 Observação
Sarcopenia: perda da massa muscular e da força decorrente do processo 
de envelhecimento.
3.2.2.3 Razão cintura‑quadril (RCQ)
A medida da circunferência abdominal é um dos parâmetros mais adequados para diagnosticar 
obesidade central e está diretamente relacionada com riscos metabólicos. Crianças e adultos obesos 
apresentam correlação positiva entre alterações metabólicas como colesterol, glicemia, triglicérides e 
insulina elevados e aumento da gordura abdominal.
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
É sabido que a maneira pela qual a gordura está distribuída pelo corpo é mais importante do 
que a quantidade de gordura corporal total na determinação dos riscos de doenças relacionadas 
a saúde. O maior acúmulo de gordura na região superior do corpo (tórax e abdômen) é conhecido 
como obesidade androide (também conhecido como formato maçã), enquanto o maior acúmulo de 
gordura na região inferior do corpo (glúteos e coxas) é conhecida como obesidade ginoide (também 
conhecido como formato pera). A obesidade androide é mais comum nos homens, enquanto a ginoide 
é mais comum nas mulheres.
O maior acúmulo de gordura na região abdominal é mais preocupante, uma vez que apresenta alta 
correlação com o desenvolvimento de algumas doenças, tais como hipertensão arterial, doença arterial 
coronariana, diabetes, aumento do colesterol e alta mortalidade.
Assim, índices antropométricos podem ser utilizados para classificar casos de obesidade de acordo 
com seu tipo: superior (androide – alto risco) ou inferior (ginoide – baixo risco).
A circunferência da cintura isoladamente pode ainda ser utilizada como uma medida de adiposidade 
regional. É sustentado que essa circunferência deve ser mantida inferior a 88 cm pelas mulheres e 
inferior a 102 cm pelos homens para minimizar riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares 
e metabólicas. Entretanto, ainda são escassos os estudos relacionados à circunferência da cintura 
isoladamente; assim, uma das medidas antropométricas mais expressivas para a determinação do 
maior acúmulo de gordura na região abdominal é a relação entre a circunferência da cintura e a 
circunferência do quadril.
O índice conhecido como razão cintura‑quadril (RCQ) é fortemente associado à gordura visceral e é 
um índice aceitável de determinação de gordura abdominal.
O RCQ é obtido através da divisão do valor da circunferência (perímetro) da cintura em centímetros 
dividido pela circunferência (perímetro) do quadril em centímetros.
Logo:
RCQ = circunferência da cintura (cm) ÷ circunferência do quadril (cm)
Considerando que a cintura do Mauro, nosso avaliado do início do livro, possui 75 cm, enquanto seu 
quadril possui 80 cm:
RCQ = circunferência da cintura (cm) ÷ circunferência do quadril (cm)
RCQ = 75 ÷ 80
RCQ= 0,94
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Unidade I
Considerando que a cintura de Helena possui 85 cm e seu quadril possui 110 cm:
RCQ = circunferência da cintura (cm) ÷ circunferência do quadril (cm)
RCQ = 85 ÷ 110
RCQ = 0,77
Através da tabela a seguir, podemos verificar a classificação do RCQ de Mauro e Helena. Vale ressaltar 
que, para a determinação da classificação da RCQ, é necessária a idade do avaliado. Assim, Mauro, 40 
anos e RCQ = 0,94, está classificado como risco moderado, enquanto Helena, 78 anos e RCQ=0,77, 
também está classificada como moderado.
Tabela 6 – Normas para a relação cintura‑quadril para homens e mulheres
Sexo Idade Baixo Moderado Alto Muito alto
Homens
20‑29 <0,83 0,83‑0,88 0,89‑0,94 >0,94
30‑39 <0,84 0,84‑0,91 0,92‑0,96 >0,96
40‑49 <0,88 0,88‑0,95 0,96‑1,00 >1,00
50‑59 <0,90 0,90‑0,96 0,97‑1,02 >1,02
60‑69 <0,91 0,91‑0,98 0,99‑1,03 >1,03
Mulheres
20‑29 <0,71 0,71‑0,77 0,78‑0,82 >0,82
30‑39 <0,72 0,72‑0,78 0,79‑0,84 >0,84
40‑49 <0,73 0,73‑0,79 0,80‑0,87 >0,87
50‑59 <0,74 0,74‑0,81 0,82‑0,88 >0,88
60‑69 <0,76 0,76‑0,83 0,84‑0,90 >0,90
Adaptado de: Bray e Gray (1988) e Heyward (2010).
3.2.2.4 Diâmetros ósseos
Além de verificar o crescimento de crianças e adolescentes, as avaliações dos diâmetros ósseos 
podem ser utilizadas para determinar o tamanho da estrutura corporal de avaliados adultos e 
idosos. Isso nos permite estabelecer uma relação entre aqueles que pesam mais devido à grande 
massa musculoesquelética e aqueles que pesam mais devido à grande quantidade de gordura. 
Assim, podemos classificar o tamanho da estrutura corporal a partir de dados de referência para 
largura do cotovelo, e esse índice pode ser utilizado como um parâmetro adicional para a avaliação 
da composição corporal.
A tabela a seguir classifica o tamanho da estrutura corporal dos avaliados de acordo com o diâmetro 
ósseo do cotovelo:
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Tabela 7 – Normas de diâmetros do cotovelo (cm) para homens e mulheres
Tamanho da 
estrutura corporal
Tamanho da 
estrutura corporal
Tamanho da 
estrutura corporal
Idade Pequeno Médio Grande
Homens
18‑24 ≤ 6,6 > 6,6 e < 7,7 ≥ 7,7
25‑34 ≤ 6,7 > 6,7 e < 7,9 ≥ 7,9 
35‑44 ≤ 6,7 > 6,7 e < 8,0 ≥ 8 
45‑54 ≤ 6,7 > 6,7 e < 8,1 ≥ 8,1 
55‑64 ≤ 6,7 > 6,7 e < 8,1 ≥ 8,1 
65‑74 ≤ 6,7 > 6,7 e < 8,1 ≥ 8,1 
Mulheres
18‑24 ≤ 5,6 > 5,6 e < 6,5 ≥ 6,5 
25‑34 ≤ 5,7 > 5,7 e < 6,8 ≥ 6,8 
35‑44 ≤ 5,7 > 5,7 e < 7,1 ≥ 7,1 
45‑54 ≤ 5,7 > 5,7 e < 7,2 ≥ 7,2 
55‑64 ≤ 5,8 > 5,8 e < 7,2 ≥ 7,2 
65‑74 ≤ 5,8 > 5,8 e < 7,2 ≥ 7,2 
Fonte: Heyward (2010, p. 243).
3.2.2.5 Circunferências corporais
Em indivíduos obesos, as medidas de circunferências corporais têm alta correlação com o 
percentual de gordura do avaliado, sendo mais indicada sua utilização comparada à utilização das 
dobras cutâneas, por exemplo. Quando o avaliado está com IMC acima de 40 kg/m2, a técnica de 
dobras cutâneas se torna inviável.
Para isso, são necessários alguns cálculos que veremos a seguir.
3.2.2.6 Equações de estimativa do percentual de gordura através de circunferências 
corporais para obesos
Protocolo de Penroe, Nelson e Fisher (1985)
Para a realização deste protocolo, serão utilizadas as seguintes medidas de circunferências:
• circunferências para homens: punho direito (cm) e abdômen (cm);
• circunferências para mulheres: abdômen (cm) e quadril (cm).
Para homens, deve ser realizado primeiramente o cálculo da massa magra (MM); na sequência, o 
cálculo do percentual de gordura para homens. Para mulheres, é realizado o cálculo direto de percentual 
de gordura.
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Unidade I
Massa magra (kg) = [41,955 + (1,038786 × PC)] – [0,82816 × (CA‑CP)]
Cálculo do percentual de gordura para homens:
PC MM
%G 100
PC
− = ×  
Cálculo do percentual de gordura para mulheres:
%G = [(0,55 × CQ) – (0,24 × estatura)] + (0,28 × CA) – 8,43
Legenda:
%G: percentual de gordura;
PC: peso corporal em kg;
MM: massa magra em kg;
Estatura: estatura em cm;
CA: circunferência do abdômen em cm;
CP: circunferência do punho direito em cm;
CQ: circunferência do quadril em cm.
Veja a seguir alguns exemplos:
Homem
Peso: 120 kg
Circunferência do punho direito: 21 cm
Circunferência do abdômen: 125 cm
Massa magra (kg) = [41,955 + (1,038786 × PC)] – [0,82816 × (CA – CP)]
Massa magra (kg) = [41,955 + (1,038786 × 120)] – [0,82816 × (125 – 21)]
Massa magra (kg) = [41,955 + (124,65)] – [0,82816 × (104)]
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Massa magra (kg) = 166,60 – 86,12
Massa magra (kg) = 80,48
Então:
PC MM
%G 100
PC
− = ×  
120 80,48
%G 100
120
− = ×  
39,52
%G 100
120
 = ×  
%G = 0,32 x 100
%G = 32,00
Mulher
Peso: 112 kg
Circunferência do quadril: 135 cm
Circunferência do abdômen: 115 cm
Estatura: 162 cm
%G = [(0,55 × CQ) – (0,24 × estatura)] + (0,28 × CA) – 8,43
%G = [(0,55×135) – (0,24 × 162)] + (0,28 × 115) – 8,43
%G = [(74,25) – (38,88)] + (32,2) – 8,43
%G = [35,45] + (32,2) – 8,43
%G = 67,65 – 8,43
%G = 59,22
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Unidade I
Protocolo de Weltman et al. (1987; 1988)
Para a realização desse protocolo, serão utilizadas as seguintes medidas de circunferências:
• mulheres e homens: cintura (cm) e abdômen (cm).
Cálculo do percentual de gordura para mulheres (20 a 60 anos):
%G
CC CA
estatura P 













 
 
 0 11077
2
0 17666 0 14354, , , CC
 
 51 03301,
Cálculo do percentual de gordura para homens (24 a 68 anos):
%G
CC CA
PC 













 
 
0 31457
2
0 10969 10 8336, , ,
Legenda:
PC: peso corporal em kg;
Estatura: estatura em cm;
CA: circunferência do abdômen em cm;
CC: circunferência da cintura em cm.
Veja a seguir alguns exemplos:
Mulher
58 anos
Circunferência do abdômen: 115 cm
Circunferência da cintura: 112 cm
Estatura: 160 cm
Peso corporal: 108 kg
%G
CC CA
estatura P 













 
 
 0 11077
2
0 17666 0 14354, , , CC
 
 51 03301,
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
%G  













 
 
 

0 11077
112 115
2
0 17666 160 0 14354 108, , ,

 51 03301,
%G  
 





 

 
0 11077 113 5 28 26 15 50 51 03301, , , , ,
%G    12 57 28 26 15 50 51 03301, , , ,
%G = 50 84,
Homem
32 anos
Circunferência do abdômen: 118 cm
Circunferência da cintura: 110 cm
Estatura: 168 cm
Peso corporal: 118 kg
%G
CC CA
PC 













 
 
0 31457
2
0 10969 10 8336, , ,
%G  













 
 
0 31457
110 118
2
0 10969 118 10 8336, , ,
%G  
 





 
0 31457 114 12 94 10 8336, , ,
%G � � �35 86 12 94 10 8336, , ,
%G = 33 75,
3.2.2.7 Equações de estimativado percentual de gordura através de circunferências 
corporais para jovens
Além dos protocolos que acabamos de apresentar, específicos para obesos, McArdle, Katch e Katch 
propuseram em 1973 um protocolo para a estimativa da gordura corporal em indivíduos adultos não 
obesos baseado nas circunferências corporais.
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Unidade I
Protocolo de McArdle, Katch e Katch (1973)
Para a realização desse protocolo, serão utilizadas as seguintes medidas de circunferências:
Figura 66 – Medidas de circunferências
Tabela 8 – Locais de mensuração de dobras cutâneas de acordo com o gênero e a idade no 
protocolo de McArdle, Katch e Katch
Mulheres (17-26 anos) Mulheres (27-50 anos) Homens (17-26 anos) Homens (27-50 anos)
Abdômen Abdômen Bíceps direito Quadril
Coxa direita Coxa direita Abdômen Abdômen
Antebraço direito Perna direita Antebraço direito Antebraço direito
Fonte: McArdle, Katch e Katch (2003).
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
A partir dessas medidas, da idade e do gênero do avaliado, os seguintes cálculos serão realizados:
Cálculo do percentual de gordura para mulheres (17 a 26 anos):
%G = (CA × 0,52632) + (CX × 0,819153) – (AT × 1,697032) – 19,6
Cálculo do percentual de gordura para mulheres (27 a 50 anos):
%G = (CA × 0,467493) + (CX × 0,486803) – (PN × 0,569296) – 18,4
Cálculo do percentual de gordura para homens (17 a 26 anos):
%G = (BR × 1,457118) + (CA × 0,516603) – (AT × 2,137743) – 10,2
Cálculo do percentual de gordura para homens (27 a 50 anos):
%G = (CQ × 0,41257) + (CA × 0,3515) – (AT × 1,181781) – 15,0
Legenda:
CA: circunferência abdominal em cm;
CX: circunferência da coxa direita em cm;
AT: circunferência do antebraço direito em cm;
PN: circunferência da perna direita em cm;
BR: circunferência do bíceps direito relaxado em cm;
CQ: circunferência do quadril em cm.
Veja outro exemplo:
Mulher
30 anos
Circunferência do abdômen: 120 cm
Circunferência da coxa direita: 75 cm
Circunferência da perna direita: 40 cm
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Unidade I
Logo:
%G = (AB × 0,467493) + (CX × 0,486803) – (PN × 0,569296) – 18,4
%G = (120 × 0,467493) + (75 × 0,486803) – (40 × 0,569296) – 18,4
%G = 56,09 + 36,51 – 22,77 – 18,4
%G = 51,43
Homem
19 anos
Circunferência do braço direito: 40 cm
Circunferência do abdômen: 98 cm
Circunferência do antebraço direito: 22 cm
Logo:
%G = (BR × 1,457118) + (AB × 0,516603) – (AT × 2,137743) – 10,2
%G = (40 × 1,457118) + (98 × 0,516603) – (22 × 2,137743) – 10,2
%G = 58,28 + 50,62 – 47,03 – 10,2
%G = 51,67
3.2.2.8 Equações de estimativa da gordura através de circunferências corporais para idosos
A avaliação das circunferências corporais também pode ser utilizada para estimar percentual de 
gordura em idosos. O protocolo de Tran e Weltman (1988; 1989) preconiza fórmulas que podem ser 
aplicadas dos 15 aos 79 anos de idade.
Tran e Weltman (1988; 1989)
Cálculo da densidade corporal para mulheres (15 a 79 anos)
DC g cm
CC CA
/ , ‑ , ,3 1168297 0 002824
2
0 000� � � � ��
�
�
�
�
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�
� � 00122098 2
0 000733128 0 000
2CC CA
CQ
�
��
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� �� � �, , 5510477 0 000216161�� � �� �ESTATURA IDADE– ,
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Legenda:
Idade em anos:
CA: circunferência do abdômen em cm;
CC: circunferência da cintura em cm;
CQ: circunferência do quadril em cm.
Estatura em centímetros:
Em mulheres avaliadas, esse protocolo calcula inicialmente a densidade corporal (DC), que terá que 
ser convertida em percentual de gordura por outra equação. Para essa densidade, é necessário usar o 
cálculo de conversão em percentual de gordura através da fórmula de conversão para mulheres entre 
60 e 90 anos de idade.
Cálculo do percentual de gordura para mulheres (15 a 79 anos):
%G
DC















5 02
4 57 100
,
,
Caso o avaliado tenha idade inferior a 60 anos, é necessário utilizar a fórmula de conversão proposta 
por Siri (1961) ou Brozek (1963), descritas no próximo item (sobre dobras cutâneas).
Cálculo do percentual de gordura para homens (15 a 78 anos):
%G = –47,371817 + (0,57914807 × CA) + (0,25189114 × CQ) + (0,21366088 × CIL) – (0,35595404 × PC)
Legenda:
CA: circunferência do abdômen em cm;
CQ: circunferência do quadril em cm;
CIL: circunferência ilíaca;
PC: peso corporal em kg.
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Unidade I
Veja alguns exemplos:
Mulher
Idade: 75 anos
Circunferência do abdômen: 98 cm
Circunferência da cintura: 92 cm
Circunferência do quadril: 115 cm
Estatura: 157 cm
DC g cm
CC CA
/ , , ,3 1168297 0 002824
2
0 0000� � � � � ��
�
�
�
�
�
�
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�
�
� � 1122098 2
0 000733128 0 0005
2CC CA
CQ
�
��
�
�
�
�
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�
�
�
�
�
�
�
�
� �� � �, , 110477 0 000216161ESTATURA IDADE�� � �� �– ,
DC g cm/ , , ,3 1168297 0 002824
92 98
2
0 0000� � � � � ��
�
�
�
�
�
�
�
�
�
�
� � 1122098
92 98
2
0 000733128 115 0 000
2
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� �� � �, , 5510477 157 0 000216161 75�� � �� �– ,
DC g cm/ , , ,3 1168297 0 002824 95 0 0000122098 95� � � � �� ��� �� � ��� ��� ��
� �� � � �� �
2
0 000733128 115 0 000510477 157 0 0002, , – , 116161 75�� �
DC g cm/ , , ,3 1168297 0 2682 0 0000122098 9025� � � � � �� �� ��� ��
� 0 000733128 115 0 000510477 157 0 000216161 7, , – ,�� � � �� � � 55� �
DC g cm/ , , , , , ,3 1168297 0 2682 0 1101 0 0843 0 0801 0 0162� � � � � � � �
DC(g/cm3) = 0,9897
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Assim, 
5,02
%G 4,57 100
DC
  = − ×    
5,02
%G 4,57 100
0,9897
  = − ×  
  
( )%G 5,0722 4,57 100 = − × 
%G = 0,502 x 100
%G = 50,22
Homem
Idade: 68 anos
Circunferência do abdômen: 110 cm
Circunferência do quadril: 105 cm
Circunferência ilíaca: 100 cm
Peso corporal: 98 kg
%G = ‑ 47,371817 + (0,57914807 x CA) + (0,25189114 x CQ) + (0,21366088 x CIL) ‑ (0,35595404 x PC)
%G = ‑ 47,371817 + (0,57914807 x 110) + (0,25189114 x 105) + (0,21366088 x 100) ‑ (0,35595404 x 98) 
%G = ‑ 47,371817 + (63,70) + (26,44) + (21,36) ‑ (34,88)
%G = 29,24
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Unidade I
3.2.2.9 Equações de estimativa do percentual de gordura através de circunferências 
corporais para população clínica
Doenças cardíacas – somente homens (TRAN; WELTMAN, 1988)
Cálculo do percentual de gordura para homens entre 46 e 82 anos
( )
( ) ( )
CC CA
%G 47,371817 0,57914807 0,25189114 CQ +
2
0,21366088 CIL – 0,35595404 PC
 + = − + × + ×    
+ × ×
Legenda:
CA: circunferência do abdômen em cm;
CC: circunferência da cintura em cm;
CQ: circunferência do quadril em cm;
Cil: circunferência ilíaca em cm;
PC: peso corporal em kg.
Veja um exemplo:
Homem
50 anos
Circunferência do abdômen: 120 cm
Circunferência da cintura: 115 cm
Circunferência do quadril:100 cm
Circunferência ilíaca: 98 cm
Peso corporal: 102 kg
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
( )
( ) ( )
CC CA
%G 47,371817 0,57914807 0,25189114 CQ +
2
0,21366088 CIL – 0,35595404 PC
 + = − + × + ×    
+ × ×
( )
( ) ( )
115 120
%G 47,371817 0,57914807 0,25189114 100 +
2
0,21366088 98 – 0,35595404 1 02
 + = − + × + ×    
+ × ×
%G = ‑ 47,371817 + 68,04 + 25,18 + 20,93 ‑ 36,30
%G = 30,47
3.2.2.10 Dobras cutâneas
Assim como pudemos verificar as estimativas de gordura corporal por meio das circunferências, 
existem várias equações descritas na literatura para a predição da gordura corporal por meio das dobras 
cutâneas. Cada equação foi desenvolvida para uma população específica; assim, o avaliador deve 
escolher a equação que se enquadra nas características do avaliado. Isso é fundamental. Quando esse 
fator importante na escolha da equação não é levado em consideração, podemos produzir resultados 
distorcidos para indivíduos diferentes daqueles que fizeram parte da amostra que deu origem à equação, 
inserindo assim um erro metodológico.
Existem os modelos de equações de regressão linear (aplicáveis a populações específicas) e os 
modelos quadráticos (aplicáveis a populações generalizadas). Como dito anteriormente, sempre busque 
utilizar equações específicas para a população avaliada.
Basicamente, o comportamento da relação de espessuras de dobras cutâneas é influenciado por 
variações biológicas relativas ao sexo, à idade, ao nível de atividade física habitual e à quantidade de 
gordura corporal. Assim, é sabido que:
• mulheres apresentam maiores depósitos de gordura quando comparadas a homens na mesma 
faixa etária;
• indivíduos com mais idade apresentam maiores quantidades de gordura comparados a indivíduos 
mais jovens;
• atletas apresentam menores quantidades de gordura quando comparados a não atletas.
Como homens e mulheres acumulam gordura corporal em regiões distintas, as equações para 
homens e mulheres irão diferir no que tange aos pontos anatômicos.
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Unidade I
 Lembrete
Devido à obesidade androide, os homens possuem maior probabilidade 
de desenvolvimento de doenças como hipertensão arterial, diabetes e 
aumento do colesterol.
Também é importante ressaltar que algumas equações irão fornecer diretamente os dados do percentual 
de gordura, enquanto outras fornecem inicialmente a densidade corporal relativa de um corpo, que teremos 
que converter em percentual de gordura posteriormente, assim como observamos no cálculo de percentual 
de gordura corporal através de perimetria para idosas proposto por Tran e Weltman (1988; 1989).
As equações que determinam a densidade corporal (g/cm3) necessitam ser convertidas em % de 
gordura por meio de outro cálculo matemático. Isso pode ser feito por meio da equação de Siri (1961) 
ou Brozek (1963). A hipótese principal dessas equações é que a massa livre de gordura possui uma 
densidade constante (1,100 g/cm3) e independe da quantidade de água corporal relativa.
De acordo com Guedes e Guedes (2006), para as medidas de densidade entre 1,030 e 1,090 g/cm3, as 
diferenças encontradas entre as duas fórmulas são desprezíveis para o cálculo do percentual de gordura. 
Assim, torna‑se indiferente usar um cálculo ou outro.
Seguem as fórmulas propostas por Siri (1961) e Brozek (1963).
Siri (1961):
4,95
%G 4,50 100
DC
  = − ×    
Brozek (1963):
4,75
%G 4,142 100
DC
  = − ×    
Siglas utilizadas em equações para estimar percentual de gordura:
D = densidade;
G% = percentual de gordura;
AB = dobra do abdômen;
BC = dobra do bíceps;
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
TR = dobra do tríceps;
CX = dobra da coxa (medial);
PN = dobra da perna ou panturrilha;
PT = dobra peitoral ou torácica;
AM = dobra axilar média;
SB = dobra subescapular;
SI = dobra suprailíaca.
3.2.2.11 Equações para crianças
Slaughter et al. (1988)
Cálculo do percentual de gordura para meninos (8 a 17 anos):
%G = 0,735 × (TR + PN) +1,0
Cálculo do percentual de gordura para meninas (8 a 17 anos):
%G = 0,610 × (TR + PN) + 5,1
Veja os exemplos:
Menina
Idade: 10 anos
Dobra tricipital: 7,0 mm
Dobra perna direita: 8,0 mm
Logo:
%G = 0,610 × (TR + PN) + 5,1
%G = 0,610 × (15) + 5,1
%G = 14,25
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Unidade I
Menino
Idade: 7 anos
Dobra tricipital: 7,5 mm
Dobra perna direita: 7,1 mm
%G = 0,735 × (TR + PN) + 1,0
%G = 0,735 × (14,6) + 1,0
%G = 11,73
Slaughter et al. (1988)
Outra equação foi proposta pelo mesmo autor, levando em consideração o nível de maturidade e a 
raça dos meninos.
Cálculo do percentual de gordura para meninos (8 a 17 anos):
%G = 1,21 x (TR + SB) ‑ 0,008 x (TR + SB)2 + I*
Nesse cálculo, o intercepto de substituição (I*) deve ser estabelecido conforme a tabela a seguir:
Tabela 9 – I* = Intercepto de substituição baseados na maturação e etnia para meninos
Idade Africanos/Americanos Caucasianos
Pré‑púberes ‑3,5 ‑1,7
Púberes ‑5,2 ‑3,4
Pós‑púberes ‑6,8 ‑5,5
Cálculo do percentual de gordura para meninas (8 a 17 anos):
%G = 1,33 × (TR + SB) – 0,013 × (TR + SB)2 –2,5
Quando a somatória das dobras tricipital e subescapular for maior que 35 mm, será utilizada uma 
única equação para cada sexo, para qualquer raça e nível de maturidade.
Cálculo do percentual de gordura para meninos (8 a 17 anos):
%G = 0,738 × (TR + SB) + 1,6
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Cálculo do percentual de gordura para meninas (8 a 17 anos)
%G = 0,546 × (TR + SB) + 9,7
Veja os exemplos:
Menino púbere caucasiano
Dobra tricipital: 8,6 mm
Dobra subescapular: 5,8 mm
Logo:
%G = 1,21 × (TR + SB) – 0,008 × (TR + SB)2 + I*
%G = 1,21 × (14,4) – 0,008 × (14,4)2 +(‑3,4)
%G = 1,21 × (14,4) – 0,008 × (207,36) + (‑3,4)
%G = 17,42 – 1,65 + (‑3,4)
%G = 12,37
Menina de 12 anos
Dobra tricipital: 9,5 mm
Dobra subescapular: 6,7 mm
Logo:
%G = 1,33 × (TR + SB) – 0,013 × (TR + SB)2 –2,5
%G = 1,33 × (16,2) – 0,013 × (16,2)2 –2,5
%G = 1,33 × (16,2) – 0,013 ×(262,44) –2,5
%G = 1,33 × (16,2) – (3,41)‑2,5
%G = 21,54 – 3,41 ‑ 2,5
%G = 15,63
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Unidade I
3.2.2.12 Equações para adultos
3.2.2.12.1 Jackson e Pollock (1978; 1980)
Cálculo da densidade corporal para homens não obesos entre 18 e 61 anos:
DC (g/cm3) = 1,109380 – [0,0008267 × (PT + AB + CX)] + [0,0000016 × (PT + AB + CX)2] –(0,0002574 × Idade)
Cálculo da densidade corporal para mulheres não obesas entre 18 e 55 anos:
DC (g/cm3) = 1,0994921 – [0,0009929 × (TR + SI + CX)] + [0,0000023 ×(TR + SI + CX)2] –(0,0001392 × Idade)
Após o cálculo da densidade corporal, a equação de Siri ou de Brozek deve ser utilizada para 
quantificar o percentual de gordura corporal.
Veja os exemplos a seguir:
Homem
Dobra peitoral: 9,5 mm
Dobra abdominal: 32 mm
Dobra coxa: 25 mm
Idade: 30 anos
DC (g/cm3) = 1,109380 – [0,0008267 × (PT + AB + CX)] + [0,0000016 × (PT + AB + CX)2] – (0,0002574 ×30)
DC (g/cm3) = 1,109380 – [0,0008267 × (66,5)] + [0,0000016 × (4422,25)] –(0,0002574 ×30)
DC (g/cm3) = 1,109380 –0,0549 + 0,0070 – 0,0077
DC (g/cm3) = 1,053
Equação de Siri:
4,95
%G 4,50 100
DC
  = − ×    
4,95
%G 4,50 100
1,053
  = − ×    
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
%G = [4,700 ‑ 4,50] x 100
%G = 0,2008 x 100
%G = 20,08
Mulher
40 anos
Dobra peitoral: 10,5 mm
Dobra abdominal: 38 mm
Dobra coxa: 32 mm
DC (g/cm3) = 1,0994921 – [0,0009929 × (TR + SI + CX)] + [0,0000023 × (TR + SI + CX)2] – (0,0001392 × Idade)
DC (g/cm3) = 1,0994921 – [0,0009929 × (80,5)] + [0,0000023 ×(6480)] – (0,0001392 × 40)
DC (g/cm3) = 1,0994921 – 0,0799 + 0,0149 – 0,0055
DC (g/cm3) = 1,0289
Equação de Siri:
4,95
%G 4,50 100
DC
  = − ×    
4,95
%G 4,50 100
1,0289
  = − ×    
%G = [4,8109 ‑ 4,50] x 100
%G = 0,31 x 100
%G = 31,09
Petroski (1995)
Cálculo da densidade corporal para homens do sul do Brasil de 18 a 66 anos de idade:
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Unidade I
DC (g/cm3) = 1,10726863 – [0,00081201 × (SB + TR + SI + PN)] + [0,00000212 × (SB + TR + SI + PN)2] 
– [0,00041761 × (idade em anos)]
Cálculo da densidade corporal para mulheres do sul do Brasil de 18 a 66 anos de idade
DC (g/cm3) = 1,19547130 – [0,07513507 Log10 (AM + SI + CX + PN)] – [0,00041072 × (idade em anos)]
Após o cálculo da densidade corporal, a equação de Siri ou de Brozek deve ser utilizada para 
quantificar o percentual de gordura corporal.
Veja alguns exemplos:
Homem
48 anos
Dobra subescapular: 20 mm
Dobra tricipital: 24 mm
Dobra supra ilíaca: 38 mm
Dobra da perna direita: 15 mm
DC (g/cm3) = 1,10726863 – [0,00081201 × (SB + TR + SI + PN)] + [0,00000212 × (SB + TR + SI + PN)2] 
– [0,00041761 × (idade em anos)]
DC (g/cm3) = 1,10726863 – [0,00081201 × (97)] + [0,00000212 × (97)2] – [0,00041761 × (48)]
DC (g/cm3) = 1,10726863 – [0,00081201 × (97)] + [0,00000212 × (9409)] – [0,00041761 × (48)]
DC (g/cm3) = 1,10726863 – 0,078 + 0,019 – 0,020
DC (g/cm3) = 1,0282
Equação de Siri:
4,95
%G 4,50 100
DC
  = − ×    
4,95
%G 4,50 100
1,0282
  = − ×    
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
%G = [4,81 ‑ 4,50] x 100
%G = 0,3142 x 100
%G = 31,42
Mulher
32 anos
Dobra axilar média: 15 mm
Dobra supra ilíaca: 28 mm
Dobra coxa: 25 mm
Dobra perna: 11 mm
DC (g/cm3) = 1,19547130 – [0,07513507 Log10 (AM + SI + CX + PN)] – [0,00041072 × (idade em anos)]
DC (g/cm3) = 1,19547130 – [0,07513507 Log10 (79)] – [0,00041072 × (32)]
DC (g/cm3) = 1,19547130 – [0,07513507 × (1,89)] – (0,013)
DC (g/cm3) = 1,19547130 – 0,142 – 0,0131
DC (g/cm3) = 1,0424
Equação de Siri:
4,95
%G 4,50 100
DC
  = − ×    
4,95
%G 4,50 100
1,0424
  = − ×    
%G = [4,7486 ‑ 4,50] x 100
%G = 0,2486 x 100
%G = 24,86
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Unidade I
Guedes (1991)
Cálculo da densidade corporal para estudantes universitários de 17 a 27 anos de idade:
DC (g/cm3) = 1,1714 – [0,0671 Log10 (TR + SI + AB)]
Cálculo da densidade corporal para estudantes universitárias de 17 a 29 anos de idade:
DC (g/cm3) = 1,1665 – [0,0706 Log10 (CX + SI+ SB)]
Após o cálculo da densidade corporal, a equação de Siri ou de Brozek deve ser utilizada para 
quantificar o percentual de gordura corporal.
Veja alguns exemplos:
Homem
20 anos
Dobra tricipital: 18 mm
Dobra suprailíaca: 20 mm
Dobra abdominal: 25 mm
DC (g/cm3) = 1,1714 – [0,0671 Log10 (TR + SI + AB)]
DC (g/cm3) = 1,1714 – [0,0671 Log10 (63)]
DC (g/cm3) = 1,1714 – [0,0671 × (1,79)]
DC (g/cm3) = 1,1714 – 0,12
DC (g/cm3) = 1,0514
Equação de Siri:
4,95
%G 4,50 100
DC
  = − ×    
4,95
%G 4,50 100
1,0514
  = − ×    
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
%G = [4,708 ‑ 4,50] x 100
%G = 0,208 x 100
%G = 20,80
Mulher
17 anos
Dobra coxa: 28 mm
Dobra suprailíaca: 32 mm
Dobra subescapular: 29 mm
DC (g/cm3)= 1,1665 – [0,0706 Log10 (CX + SI+ SB)]
DC (g/cm3)= 1,1665 – [0,0706 Log10 (89)]
DC (g/cm3)= 1,1665 – [0,0706 ×(1,9493)]
DC (g/cm3)= 1,1665 – 0,1376
DC (g/cm3)= 1,0289
Equação de Siri:
4,95
%G 4,50 100
DC
  = − ×    
4,95
%G 4,50 100
1,0289
  = − ×    
%G = [4,810 ‑ 4,50] x 100
%G = 0,310 x 100
%G = 31,09
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Unidade I
3.2.2.13 Equações para atletas
Jackson e Pollock (1980)
Cálculo da densidade corporal para mulheres maiores de 18 anos:
DC (g/cm3) = 1,112 – [0,00043499 × (PT + AM + TR + SB + AB + SI + CX)] + [0,00000055 × (PT + AM 
+ TR + SB + AB + SI + CX)2] – (0,00028826 × idade)
Considerar a seguinte formula para o cálculo do percentual de gordura (mulheres maiores de 18 anos):
5,01
%G 4,57 100
DC
  = − ×    
Cálculo da densidade corporal para mulheres entre 11 e 19 anos:
DC (g/cm3)= 1,096095 – [0,0006952 × (TR + AB + SI + CX)] + 0,0000011 × (TR + AB + SI + CX)2 – 
(0,0000714 × idade)
Considerar a seguinte formula para o cálculo do percentual de gordura (mulheres entre 11 e 19 anos):
5,01
%G 4,57 100
DC
  = − ×    
Cálculo da densidade corporal para homens
DC (g/cm3) = 1,0973 – [0,000815 × (TR + SB + AB)] + [0,00000084 × (TR + SB + AB)2
Devem‑se considerar as fórmulas a seguir para o cálculo do percentual de gordura de homens, de 
acordo com a idade, proposto por Lohman (1981) e modificado por Thortand et al. (1991).
Homens de 13 a 16 anos:
5,07
%G 4,64 100
DC
  = − ×    
Homens de 17 a 19 anos:
4,99
%G 4,55 100
DC
  = − ×    
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Homens com idade acima de 20 anos:
4,95
%G 4,50 100
DC
  = − ×    
Veja alguns exemplos:
Mulher
Idade 20
Dobra peitoral: 7,0 mm
Dobra axilar média: 10,2 mm
Dobra tricipital: 13,5 mm
Dobra subescapular: 18 mm
Dobra abdominal: 20 mm
Dobra suprailíaca: 17,5 mm
Dobra coxa: 15,8 mm
DC (g/cm3) = 1,112 – [0,00043499 × (PT + AM + TR + SB + AB + SI + CX)] + [0,00000055 × (PT + AM 
+ TR + SB + AB + SI + CX)2] – (0,00028826 × idade)
DC (g/cm3) = 1,112 – [0,00043499 × 102] + [0,00000055 × (102)2] – (0,00028826 × 20)
DC (g/cm3) = 1,112 – [0,00043499 × 102] + [0,00000055 ×(10404)] – (0,00028826 ×20)
DC (g/cm3) = 1,112 – (0,0443) + (0,0057) – (0,0057)
DC (g/cm3) = 1,0677
Considerar a seguinte fórmula para o cálculo do percentual de gordura:
5,01
%G 4,57 100
DC
  = − ×    
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Unidade I
5,01
%G 4,57 100
1,0677
  = − ×    
%G = [(4,6923) ‑ 4,57] x 100
%G = 0,1223 x 100
%G = 12,23
Homens
Idade 14 anos
Dobra tricipital: 10,5 mm
Dobra subescapular: 15 mm
Dobra abdominal: 16,5 mm
DC (g/cm3) = 1,0973 – [0,000815 × (TR + SB + AB)] + [0,00000084 × (TR + SB + AB)2
DC (g/cm3) = 1,0973 – [0,000815 × (42)] + [0,00000084 × (42)2
DC (g/cm3) = 1,0973 – [0,000815 × (42)]+[0,00000084 ×(1764)
DC(g/cm3) = 1,0973 – (0,0342) + (0,00148)
DC (g/cm3) = 1,0645
Considerar a seguinte fórmula para o cálculo do percentual de gordura:
Homens 13 a 16 anos
5,07
%G 4,64 100
DC
  = − ×    
5,07
%G 4,64 100
1,0645
  = − ×    
%G = [4,7627 ‑ 4,64] x 100
%G = 0,1227 x 100
%G = 12,27
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Nomograma de Baun e Baun (1981)
O nomograma de Baun e Baun (1981) é um método válido, simples, rápido e fácil de determinação do 
percentual de gordura corporal. O nomograma dispensa grandes cálculos matemáticos, sendo indicado 
para uso em amostras grandes.
Para a determinação das dobras cutâneas a partir do nomograma de Baun, será necessário somar as 
seguintes dobras cutâneas:
• homens: peitoral, abdominal e coxa;
• mulheres: tríceps, suprailíaca e coxa.
A partir da somatória e com o uso de uma régua, una a idade do avaliado (coluna à esquerda) ao 
valor do somatório das três dobras (coluna à direita).
Considerando o gênero, faça a leitura do percentual de gordura nas colunas intermediárias.
Figura 67 – Nomograma de Baun (1981) para a determinação do percentual de gordura de homens e mulheres
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Unidade I
Veja um exemplo:
Mulher
35 anos
Somatório das dobras cutâneas tríceps, suprailíaca e coxa: 95 mm
Figura 68 – Nomograma de Baun (1981) para a determinação do percentual de gordura de mulher, 35 anos, somatório das dobras 
cutâneas tríceps, suprailíaca e coxa: 95mm
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Após a utilização do nomograma, podemos observar que o valor do percentual de gordura da 
avaliada é 35%.
 Saiba mais
Existem vários outros protocolos de determinação de percentual de 
gordura corporal para diferentes populações. Alguns deles você pode 
encontrar no livro a seguir:
HEYWARD, V. H. Avaliação física e prescrição de exercício: técnicas 
avançadas. 6. ed. São Paulo: Artmed, 2010.
Após o cálculo do percentual de gordura, podemos utilizar as tabelas com os valores de referências 
de homens e mulheres para a melhor interpretação dos resultados.
Os valores obtidos por meio das equações apresentadas devem ser classificadas de acordo com a 
tabela sugerida pelo American College of Sports Medicine (2009), os quais se baseiam em dados do The 
Cooper Institute of Aerobics Research (2002)
Tabela 10 – Normas para classificação da gordura corporal em homens de acordo com o 
American College of Sports Medicine (2009) e com o The Cooper Institute of Aerobics 
Research (2002)
Percentil Classificação 20-29 30-39 40-49 50-59 60-69 70-79
99 Muito magro 4,2 7,0 9,2 10,9 11,5 13,6
95 Muito magro 6,3 9,9 12,8 14,4 15,5 15,2
90 Excelente 7,9 11,9 14,9 16,7 17,6 17,8
85 Excelente 9,2 13,3 16,3 18,0 18,8 19,2
80 Excelente 10,5 14,5 17,4 19,1 19,7 20,4
75 Bom 11,5 15,5 18,4 19,9 20,6 21,1
70 Bom 12,7 16,5 19,1 20,7 21,3 21,6
65 Bom 13,9 17,4 19,9 21,3 22,0 22,5
60 Bom 14,8 18,2 20,6 22,1 22,6 23,1
55 Regular 15,8 19,0 21,3 22,7 23,2 23,7
50 Regular 16,6 19,7 21,9 23,2 23,7 24,1
45 Regular 17,4 20,4 22,6 23,9 24,4 24,4
40 Regular 18,6 21,3 23,4 24,6 25,2 24,8
35 Precário 19,6 22,1 24,1 25,3 26,0 25,4
30 Precário 20,6 23,0 24,8 26,0 26,7 26,0
25 Precário 21,9 23,9 25,7 26,8 27,5 26,7
20 Precário 23,1 24,9 26,6 27,8 28,4 27,6
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Unidade I
15 Muito precário 24,6 26,2 27,7 28,9 29,4 28,9
10 Muito precário 26,3 27,8 29,2 30,3 30,9 30,4
5 Muito precário 28,9 30,2 31,2 32,5 32,9 32,4
1 Muito precário 33,3 34,3 35,0 36,4 36,8 35,5
Fonte: American College of Sports Medicine (2010, p. 73).
Tabela 11 – Normas para classificação da gordura corporal em mulheres de acordo com 
o American College of Sports Medicine (2009) e com o The Cooper Institute of Aerobics 
Research (2002)
Percentil Classificação 20-29 30-39 40-49 50-59 60-69 70-79
99 Muito magro 9,8 11,0 12,6 14,6 13,9 14,6
95 Muito magro 13,6 14,0 15,6 17,2 17,7 16,6
90 Excelente 14,8 15,6 17,2 19,4 19,8 20,3
85 Excelente 15,8 16,6 18,6 20,9 21,4 23,0
80 Excelente 16,5 17,4 19,8 22,5 23,2 24,0
75 Bom 17,3 18,2 20,8 23,8 24,8 25,0
70 Bom 18,0 19,1 21,9 25,1 25,9 26,2
65 Bom 18,7 20,0 22,8 26,0 27,0 27,7
60 Bom 19,4 20,8 23,8 27,0 27,9 28,6
55 Regular 20,1 21,7 24,8 27,9 28,7 29,7
50 Regular 21,0 22,6 25,6 28,8 29,8 30,4
45 Regular 21,9 23,5 26,5 29,7 30,6 31,1
40 Regular 22,7 24,6 27,6 30,4 31,3 31,8
35 Precário 23,6 25,6 28,5 31,4 32,5 32,7
30 Precário 24,5 26,7 29,6 32,5 33,3 33,9
25 Precário 25,9 27,7 30,7 33,4 34,3 35,3
20 Precário 27,1 29,1 31,9 34,5 35,4 36,0
15 Muito precário 28,9 30,9 33,5 35,6 36,2 37,4
10 Muito precário 31,4 33,0 35,4 36,7 37,3 38,2
5 Muito precário 35,2 35,8 37,4 38,3 39,0 39,3
1 Muito precário 38,9 39,4 39,8 40,4 40,8 40,5
Fonte: American College of Sports Medicine (2010, p. 72).
 Observação
American College of Sports Medicine significa Colégio Americano de 
Medicina Esportiva. É considerada a maior organização de ciências do 
esporte e do exercício no mundo.
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Além da estimativa de percentual de gordura, ainda é possível calcular os seguintes itens:
• a quantidade de gordura em quilos;
• a massa magra em quilos;
• a massa óssea em quilos;
• o peso dos órgãos em quilos;
• o peso da massa muscular em quilos.
Para isso, alguns cálculos serão adotados, conforme veremos a seguir.
Quantidade de gordura em quilos
Conversão da gordura corporal em percentual para o valor absoluto em kg.
Legenda:
MG = massa gorda em kg;
PC = peso corporal em kg.
( ) %GMG kg x PC
100
 =   
Veja o exemplo:
Considere um avaliado com 16% de gordura corporal e 84 kg.
Logo:
( ) %GMG kg x PC
100
 =   
( ) 16MG kg x 84
100
 =   
MG(kg) = 13,44
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Unidade I
Massa magra em quilos
Para calcular a massa magra, basta subtrair o valor da gordura em kg do peso corporal.
Legenda:
MM: massa magra (kg).
MM (kg) = PC(kg) – MG (kg)
Considere um avaliado com 84 kg. Logo:
MM (kg) = 84 – 13,44
MM (kg) = 70,56
Massa óssea em quilos
Para calcularmos a massa óssea (MO) em kg, que posteriormente iremos usar para calcularmos a 
massa muscular, iremos usar a fórmula:
MO(kg) = 3,02 ×[(Estatura2) × R × F × 400] × 0,712
Legenda:
Estatura em metros
R: diâmetro do punho (biestiloide) em metros
F: diâmetro do joelho (biepicondilar) em metros
Veja um exemplo:
Considerando que o avaliado possua:
Estatura: 1,80 m
Diâmetro do punho: 0,060
Diâmetro do joelho: 0,096
Logo:
MO(kg) = 3,02 × [(Estatura2) × R × F × 400] × 0,712
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
MO(kg) = 3,02 × [(1,802) × 0,060 × 0,0960 × 400] × 0,712
MO(kg) = 3,02 × [(3,24) × R × F × 400] × 0,712
MO(kg) = 3,02 × (7,464) × 0,712
MO(kg) = 16,04
Massa residual em quilos
Para o peso dos órgãos ou massa residual (MR), iremos usar uma constante:
Homens:
MR (kg) = Peso corporal × 0,241
Mulheres:
MR (kg) = Peso corporal × 0,209
Veja um exemplo:Considerando que o avaliado é homem e possui 84 kg, logo:
MR (kg) = Peso corporal × 0,241
MR (kg) = 84 x 0,241
MR (kg) = 20,24
Massa muscular em quilos
Para o peso da massa muscular em kg, iremos usar a seguinte fórmula:
MMusc (kg) = PC – (MG + MO + MR)
Veja um exemplo:
Para o indivíduo avaliado com peso corporal de 84 kg, sendo a massa gorda 13,44 kg, a massa óssea 
16,04 kg e a massa residual 20,24 kg:
MMusc (kg) = PC – (MG + MO + MR)
MMusc (kg) = 84 – (13.44 + 16.04 + 20.2)
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Unidade I
MMusc (kg) = 84 – (49,68)
MMusc (kg) = 34,32
Assim, para o indivíduo com peso corporal de 84 kg, temos 16% de gordura corporal, massa gorda 
13,44 kg, massa óssea 16,04 kg, massa residual 20,24 kg e massa muscular 34,32 kg.
4 SOMATOTIPO
A proporcionalidade do corpo humano vem sendo observada há milhares de anos. No século V a.C., 
o grego Polycletus esculpiu Doryphoros, que representava a forma do corpo ideal, um tipo físico com 
proporções de um atleta.
Acreditava‑se que essa estátua era a ilustração das regras sobre harmonia e as proporções 
perfeitas do corpo humano. Desde então, surgiu a necessidade de mensurar e estudar segmentos 
corporais e, a partir disso, agrupar o corpo humano em diferentes tipos físicos. Consequentemente, 
surgiram diferentes escolas biotipológicas que se empenharam em formular leis biológicas da 
distribuição das massas, partindo do princípio de que o corpo tem três proporções ou tendências 
de crescimento. Na década de 1940, Sheldon propôs uma teoria que partiu da indagação de quais 
eram essas tendências de crescimento e quais eram as proporções principais do corpo humano, 
nascendo então o termo somatotipo.
O autor descreveu sua teoria a respeito dos três componentes primários presentes em todos os 
indivíduos em maior ou menor proporção: espessura, comprimento e largura. Medindo um grande 
número de homens, Sheldon propôs estatisticamente a configuração de três componentes de crescimento 
relacionados com os folhetos embrionários que determinam a formação dos órgãos e sistemas do nosso 
corpo, sendo:
• endomorfo;
• mesomorfo;
• ectomorfo.
Endomorfia
Derivada do endoderma (formador do tubo digestivo e sistemas auxiliares).
As pessoas com esse tipo de corpo normalmente possuem ossos largos, quadris e coxas grandes e 
rostos redondos. Os braços e pernas costumam ser curtos, salientando ainda mais o aspecto encorpado 
das pessoas endomorfas. Na maioria dos casos, as pessoas têm uma cintura alta e mãos e pés pequenos.
Indica a tendência à obesidade.
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Mesomorfia
Indica o predomínio dos tecidos derivados do mesoderma (formador de ossos, músculos e 
tecido conjuntivo).
Os mesomorfos são frequentemente descritos como pessoas com corpos atléticos. Um indivíduo 
com esse tipo físico geralmente tem um corpo magro com muita facilidade em ganhar massa muscular.
Apresenta maior densidade e desenvolvimento músculo‑esquelético.
Ectomorfia
Compreende os tecidos derivados da camada ectodérmica (formador da epiderme, do encéfalo e da 
medula espinal).
Os ectomorfos são pessoas magras que possuem dificuldade para ganhar peso, tanto em músculos 
como em gordura.
Apresenta predomínio das formas lineares e frágeis. Mostra maior superfície em relação à massa corporal.
A determinação do somatotipo, de acordo com os procedimentos seguidos por Sheldon, não 
implicava qualquer valor antropométrico. O método era essencialmente fotográfico, no qual o indivíduo 
era fotografado em três posições, de frente, de perfil e de costas, e, após a observação das fotografias, 
lhe era atribuída uma pontuação.
Apesar da expansão adquirida, o método de Sheldon levantou uma série de questionamentos, 
sendo modificado na década de 1960 por Heath e Carter, que propuseram a inclusão de medidas 
antropométricas. Heath e Carter (1967) conceituaram somatotipo como uma descrição semiquantitativa 
da composição corporal humana.
Diferentemente de Sheldon, que descrevia que o somatotipo tinha somente influência genética 
e não poderia ser modificado, Heath e Carter (1967) determinam o somatotipo do avaliado em um 
momento pontual, podendo sofrer alterações em função do ambiente e do estilo de vida, bem como da 
alimentação e do treinamento.
A estimativa do somatotipo é realizada pelo cálculo de cada um desses componentes. Foi estabelecido 
um valor numérico em que cada componente pode variar de 1 a 7, sendo 1 para menor presença do 
componente e 7 para maior presença do componente. Os componentes são apresentados sempre na 
mesma ordem, separados por hífen: endomorfia – mesomorfia – ectomorfia. Não há indivíduos que 
possuam uma classificação única, mas sim um componente com maior ou menor tendência sobre o 
outro. Heath e Carter (1967) também propuseram que essa escala de unidades de 1 a 7 provavelmente 
era muito baixa, o que poderia apresentar baixa capacidade discriminatória. Assim, a fim de classificar 
os tipos morfológicos extremos, os autores propuseram uma escala de medida que inicia no ponto zero 
e envolve definições decimais de medida.
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Unidade I
4.1 Método antropométrico de Heath‑Carter (1967)
Determinar o somatotipo indica estabelecer o valor numérico aos três componentes já citados. 
O cálculo dos três componentes, segundo a metodologia de Heath‑Carter, é realizado conforme 
veremos a seguir.
4.1.1 Determinação do primeiro componente: endomorfia
Medidas utilizadas:
• estatura (cm);
• dobras cutâneas (tríceps, subscapular e suprailíaca).
Para calcularmos a endomorfia do avaliado, é necessário, inicialmente, realizar a correção da 
somatória das dobras tricipital, subescapular e suprailíaca pela estatura (cm) do avaliado.
Assim, será utilizada a seguinte equação:
( ) 170,18X TR SB SI
Estatura
 = + + ×   
Após essa correção, a equação para o cálculo da endomorfia será aplicada:
Endomorfia = 0,7182 + 0,1451 × (TR+SB+SI) – 0,00068 × (TR+SB+SI)2 + 0,0000014 × (TR+SB+SI)3
Veja os exemplos a seguir:
Homem
Estatura: 180,5 cm
Dobra cutânea tricipital: 5,0 mm
Dobra cutânea subscapular: 3,5 mm
Dobra cutânea supraíliaca: 5,9 mm
Logo:
( ) 170,18X TR SB SI
Estatura
 = + + ×   
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
( ) 170,18 X 5,0 3,5 5,9
180,5
 = + + ×   
( ) 170,18X 14,4
180,5
 = ×   
X = 14,4 x 0,9428
X = 13,57
Calcularemos, então, a endomorfia substituindo a somatória das dobras cutâneas tricipital, 
subescapular e suprailíaca pelo valor obtido na equação de correção citada.
Logo:
Endomorfia = 0,7182 + [0,1451 × (TR + SB + SI)] – [0,00068 × (TR + SB + SI)2] + [0,0000014 × (TR + SB + SI)3]
Endomorfia = 0,7182 + [0,1451 × (13,57)] – [0,00068 × (13,57)2] + [0,0000014 × (13,57)3]
Endomorfia = 0,7182 + (1,9690) – [0,00068 × (184,14)] + [0,0000014 × (2498,84)]
Endomorfia = 0,7182 + (1,9690) – (0,1252) + (0,0034)
Endomorfia = 2,56
4.1.2 Determinação do segundo componente: mesomorfia
Medidas utilizadas:
U = diâmetro biepicôndilo do úmero (cm)
F = diâmetro biepicôndilo do fêmur (cm)
BC = circunferência de braço corrigida (cm)
PC = circunferência de perna corrigida (cm)
H = estatura (cm)
TR = dobra cutânea do tríceps (mm)
PN = dobra cutânea da perna (mm)
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Unidade I
Para a determinação da mesomorfia, é necessário realizar alguns ajustes, a fim de minimizar 
a participação da gordura localizada nos tecidos. Assim, teremos uma representação melhor do 
desenvolvimento muscular do avaliado.
Inicialmente, devemos transformar as medidas de dobras cutâneas de milímetro (mm) para centímetro 
(cm). Para isso, o valor da dobra cutânea será dividido por 10.
Após essa conversão, é necessário realizar a correção da circunferência de braço e de perna. Essas 
correções são feitas subtraindo o valor da circunferência do braço em cm, do valor da dobra cutânea 
do tríceps em cm e, subtraindo o valor da circunferência da perna em cm, do valor da dobra cutânea da 
perna em cm.
Para exemplificarmos essa correção, os seguintes dados de um avaliado serão considerados:
U = 6,8 cm
F = 8,9 cm
H = 180,5 cm
B = 36,4 cm
P = 39,2 cm
TR = 5,0 mm
PN = 6,0 mm
Inicialmente, deve‑se realizar a conversão da dobra cutânea do tríceps de mm para cm:
5,0
TR 
10
=
TR = 0,5
O mesmo procedimento deverá ser realizado para a medida da perna:
6,0
TR 
10
=
TR = 0,6
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Na sequência, devemos minimizar a participação do tecido adiposo da medida de circunferência por 
meio da seguinte equação:
BC = Circunferência do braço fletido (cm) – Dobra tricipital (cm)
BC = 36,4 – 0,5
BC = 35,9 cm
PC = Circunferência da perna (cm) – Dobra cutânea da perna (cm)
PC = 39,2 – 0,6
PC = 38,6 cm
Após a conversão e a correção, calcularemos a mesomorfia por meio da seguinte equação:
Mesomorfia = 4,50 + [0,858 × (U)] + [0,601 × (F)] + [0,188 × (BC)] + [0,161 × (PC)] – [0,131 × (H)]
Considerando os dados do exemplo de aplicação anterior, logo:
Mesomorfia = 4,50 + [0,858 × (U)] + [0,601 × (F)] + [0,188 × (BC)] + [0,161 × (PC)] – [0,131 × (H)]
Mesomorfia = 4,50 + [0,858 × (6,8)] + [0,601 × (8,9)] + [0,188 × (35,9)] + [0,161 × (38,6)] – [0,131 
× (180,5)]
Mesomorfia = 4,50 + (5,8344) + (5,3489) + (6,7492) + (6,2146) – (23,6455)
Mesomorfia = 5,00
4.1.3 Determinação do terceiro componente: ectomorfia
Medidas utilizadas:
Estatura (cm)
Peso corporal (kg)
IP = índice ponderal
Primeiramente deverá ser calculado o índice ponderal por meio da seguinte fórmula:
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Unidade I
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Estatura
IP
Peso 
=
A partir do valor encontrado no índice ponderal, serão utilizados três modelos matemáticos para a 
determinação da ectomorfia.
Assim, se IP ≥ 40,75, então:
Ectomorfia = (IP × 0,732) – 28,58
Se 38,25 < IP < 40,75
Ectomorfia = (IP × 0,463) – 17,63
Se IP ≤ 38,25, admite‑se um valor mínimo para a ectomorfia, então:
Ectomorfia = 0,1
Veja um exemplo:
Estatura: 180,5 cm
Peso corporal: 79,5
3
Estatura
IP
peso
=
3
180,5
IP
79,5
=
180,5
IP
4,299
=
IP = 41,97
Se IP > 40,75, então:
Ectomorfia = (IP × 0,732) – 28,58
Ectomorfia = (41,97 × 0,732) – 28,58
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Ectomorfia = (30,7220) – 28,58
Ectomorfia = 2,14
A maioria das pessoas se encontra em faixas intermediárias, tendo um componente prevalecendo 
sobre outro. Assim, de acordo com a ordem de distribuição dos valores encontrados, torna‑se possível 
classificar o somatotipo do avaliado em diferentes categorias, resultando na definição de treze diferentes 
padrões de somatotipo, conforme o quadro a seguir:
Quadro 1 – Categorias do somatotipo caracterizadas pelas seguintes combinações de 
distribuições de componentes
Endomorfo balanceado A endomorfia é dominante e a mesomorfia e a ectomorfia são iguais ou não diferem em mais de 0,5 unidade. Exemplo: 4‑2‑2.
Mesoendomorfo A endomorfia é dominante e a mesomorfia é maior que a ectomorfia. Exemplo: 4‑3‑2.
Endomorfo-mesomorfo A endomorfia e a mesomorfia são iguais ou não diferem em mais de 0,5 unidade e a ectomorfia é menor. Exemplo: 4‑4‑2.
Endomesomorfo A mesomorfia é dominante e a endomorfia é maior que a ectomorfia. Exemplo: 3‑4‑2.
Mesomorfo balanceado A mesomorfia é dominante e a endomorfia e a ectomorfia são iguais ou não diferem em mais de 0,5 unidade. Exemplo: 2‑4‑2.
Ectomesomorfo A mesomorfia é dominante e a ectomorfia é maior que a endomorfia. Exemplo: 2‑4‑3.
Mesomorfo-ectomorfo A mesomorfia e a ectomorfia são iguais ou não diferem em mais de 0,5 unidade e a endomorfia é menor. Exemplo: 2‑4‑4.
Mesoectomorfo A ectomorfia é dominante e a mesomorfia é maior que a endomorfia. Exemplo: 2‑3‑4.
Ectomorfo-balanceado A ectomorfia é dominante e a endomorfia e a mesomorfia são iguais ou não diferem em mais de 0,5 unidade. Exemplo: 2‑2‑4.
Endoectomorfo A ectomorfia é dominante e a endomorfia é maior que a mesomorfia. Exemplo: 3‑2‑4.
Endomorfo-ectomorfo A endomorfia e a ectomorfia são iguais ou não diferem em mais de 0,5 unidade e a mesomorfia é menor. Exemplo: 4‑2‑4.
Ectoendomorfo A endomorfia é dominante e a ectomorfia é maior que a mesomorfia. Exemplo: 4‑2‑3.
Central Nenhum componente difere em mais de 0,5 unidade dos outros dois componentes; trata‑se apenas de valores 3 e 4. Exemplos: 3‑3‑3 e 4‑4‑4.
Fonte: Guedes e Guedes (2006, p. 179).
A classificação e a interpretação obtidas nos cálculos que fizemos são feitas do componente de 
maior valor para o de menor. Assim, se obtivermos para o indivíduo do exemplo os valores 2,5 – 5,0 – 2,1, 
o classificamos como mesomorfo balanceado, sugerindo que o componente muscular é predominante e 
que tal indivíduo poderá obter destaque em modalidades caracterizadas por exercícios de força.
A análise desses dados pode ser um importante referencial na triagem de futuros atletas, considerando 
a variável morfológica como referência. No entanto, devemos ter em mente que essas análises são 
referentes apenas ao aspecto morfológico, sendo que as variáveis fisiológicas, psicológicas e técnicas 
também apresentam importantes contribuições na formação dos futuros atletas.
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Unidade I
 Saiba mais
O somatotipo pode ser calculado também por meio da somatocarta. 
Para mais informações sobre esse método, consulte o livro:
FONTOURA, A. S.; FORMETIN, C. M.; ABECH, E. A. Guia prático de 
avaliação física: uma abordagem didática, abrangente e atualizada. 2. ed. 
São Paulo: Phorte, 2013.
 Resumo
O estudo dos aspectos relacionados a medidas e avaliações é bastante 
extenso e complexo, desde as suas definições até os métodos que serão 
escolhidos para compor os protocolos desejados.
O conhecimento dos valores de referências, dos tipos de avaliações, dos 
critérios de seleção de testes e dos erros de medida são de fundamental 
importância para a escolha dos testes, de acordo com o público que será 
avaliado.
As avaliações antropométricas são grandes aliadas das possibilidades 
do dia a dia, uma vez que foram validadas a partir de testes indiretos, 
que são de alto custo e de difícil execução. Além disso, necessitam de 
equipamentos sofisticados, como máquina de ressonância magnética ou 
tomografia computadorizada, e também de um profissional especializado 
para manusear o equipamento.
Assim, antropometria é de grande valia para calcular a composição 
corporal do avaliado. As medidas de circunferências corporais, diâmetros 
ósseos e dobras cutâneas são válidas para determinar a estrutura corporal. 
O índice de massa corporal e a razão cintura‑quadril podem fornecer dados 
importantes de classificação de obesidade e/ou de desnutrição e de risco dedesenvolvimento de doenças cardiovasculares, respectivamente.
Embora sejam métodos de baixo custo, a correta aplicação do protocolo 
é extremamente necessária para minimizar os erros de medida. Quanto 
mais o avaliador treinar, melhor será a obtenção da medida.
Os pontos anatômicos e os procedimentos para as medições devem ser 
respeitados rigorosamente para obter resultados confiáveis.
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MEDIDAS E AVALIAÇÕES
Os protocolos de avaliações da composição corporal devem ser 
escolhidos com cautela, de acordo com o público‑alvo, os objetivos e as 
limitações de cada método.
 Exercícios
Questão 1. (Enade 2007) Cinco profissionais de educação física foram contratados para atuar em 
uma instituição recentemente inaugurada. Uma das atividades combinadas com a direção da instituição 
foi a implantação de uma bateria de avaliação física de caráter antropométrico para o estudo do 
crescimento dos 60 adolescentes da entidade. Nessa avaliação, a periodicidade deveria ser estabelecida 
pelos profissionais e, além do peso corporal e da estatura dos adolescentes, duas outras variáveis 
antropométricas deveriam ser mensuradas e anotadas.
Com relação a essa situação hipotética, assinale a opção em que são corretamente apresentadas a 
periodicidade que deve ser estabelecida para a avaliação em apreço e duas variáveis que devem compor 
a bateria, cada uma com o respectivo instrumento/procedimento de mensuração:
A) Trimestralmente; diâmetros ósseos, por meio de um paquímetro; e perímetros musculares, por 
meio de uma fita métrica.
B) Semestralmente; força muscular, por meio de um dinamômetro; e relação cintura/quadril, por 
meio de um compasso.
C) Anualmente; flexibilidade, por meio de uma régua; e resistência, por meio de um teste de esforço 
na bicicleta ergométrica.
D) Semestralmente; equilíbrio dinâmico, por meio de um teste de andar sobre a trave; e coordenação 
motora geral, por meio de atividades bimanuais.
E) Trimestralmente; maturação sexual, por meio de raios X da mão; potência aeróbica, por meio de 
um teste de corrida de 12 minutos.
Resposta correta: alternativa A.
Análise das alternativas
A) Alternativa correta.
Justificativa: a cada três meses da realização da avaliação física já é possível encontrar modificações; 
portanto, é o período ideal para reavaliar essa população. Além disso, os diâmetros ósseos e os perímetros 
musculares são variáveis antropométricas.
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Unidade I
B) Alternativa incorreta.
Justificativa: a cada seis meses da realização da avaliação física se encontram modificações; 
entretanto, é um período longo para reavaliar essa população. Além disso, a avaliação da força muscular 
não é uma variável antropométrica.
C) Alternativa incorreta.
Justificativa: a cada 12 meses da realização da avaliação física encontram‑se modificações; 
entretanto, é um período longo para reavaliar essa população. Além disso, a avaliação da flexibilidade e 
da resistência não são variáveis antropométricas.
D) Alternativa incorreta.
Justificativa: a cada seis meses da realização da avaliação física encontram‑se modificações; 
entretanto, é um período longo para reavaliar essa população. Além disso, a avaliação do equilíbrio e da 
coordenação não são variáveis antropométricas.
E) Alternativa incorreta.
Justificativa: a cada três meses da realização da avaliação física já é possível encontrar modificações; 
portanto, é um período ideal para reavaliar essa população. Entretanto, a avaliação da maturação sexual 
e da potência aeróbia não são variáveis antropométricas.
Questão 2. (Enade 2010) O dono de uma pequena academia recebeu a visita de um representante 
comercial da empresa Physical Education Measurements, oferecendo‑lhe a instalação e a manutenção 
de software de avaliação física para acompanhamento dos clientes. Apesar de o preço ser razoável, o 
dono está com dúvidas sobre a qualidade dos testes utilizados para o programa.
Quais são os critérios de um bom teste sobre os quais Natanael deve se basear para decidir acerca 
da compra do referido software?
A) Confiabilidade, fidedignidade e estabilidade.
B) Fidedignidade, validade e objetividade.
C) Reprodutibilidade, confiabilidade e objetividade.
D) Flexibilidade, economia e confiabilidade.
E) Objetividade, aplicabilidade e validade.
Resolução desta questão na plataforma.

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