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Morfofuncional Módulo 5 Anatomia do Baço: • Topografia: situado no quadrante esquerdo superior do abdômen. Possui duas faces, uma superolateral (face diafragmática) e uma inferomedial (face visceral). A face diafragmática é lisa e convexa e voltada para a cúpula esquerda do músculo diafragma. A face visceral é voltada para o abdômen e é irregular devido às impressões (gástrica, renal, cólica e pancreática). Além das faces também possui margens superior (separa a impressão gástrica da face diafragmática) e inferior (separa impressão renal da FD) além de polos (extremidades) superior e inferior. • Vascularização: → Arterial: exclusiva da artéria esplênica; antes de entrar no hilo ela se divide em 2/3 artérias e após entrar no hilo se divide, ainda, em 4/5 artérias segmentares. → Venosa: veia esplênica. • Inervação: realizada pelo plexo esplênico (plexo celíaco+ gânglio celíaco esquerdo+ nervo vago direito). Predominantemente simpática (regula o fluxo sanguíneo do baço). • Hilo esplênico: artérias esplênicas, veia esplênica, nervos e linfonodos. Gástrica: A impressão gástrica está voltada para a frente e para a direita (fundo do estômago -> G. curvatura) Renal: está na porção mais baixa da face visceral, separada da impressão gástrica acima por uma faixa elevada de tecido esplênico e pelo hilo esplênico. Voltada para a direita e levemente para trás. Pancreática: rara, está entre a impressão cólica e a parte lateral do hilo (cauda do pâncras). Cólica: está no polo inferior do baço e geralmente é plana. Está relacionada com a flexura esplênica (esquerda) do cólon e com o ligamento freno cólico. Histologia do baço: • Cápsula: feita de tecido conjuntivo denso não modelado. Essa cápsula envia trabéculas para o interior da polpa esplênica criando divisões. Entre as trabéculas há fibras reticulares e várias células de defesa (macrófagos principalmente). O tecido conjuntivo apresenta fibras musculares lisas. Obs: o hilo apresenta capsula com maior número de trabéculas. • Polpa branca: o parênquima do baço apresenta pontos esbranquiçados por conta da presença de nódulos linfáticos associados a arteríolas, circundando formando uma bainha chamada de bainha linfoide periarterial. (muito coradas na lâmina) • Polpa vermelha: forma a maior parte do baço. Fica entre e circundando a polpa branca. Apresenta estruturas alongadas chamadas de cordões esplênicos com sinusóides. Anatomia do Timo: • Localização: se localiza no mediastino superior (superior ao coração) e na parte anterior do mediastino inferior, e a borda inferior do timo atinge o nível das quartas cartilagens costais. • Divisão: O timo é um dos dois órgãos linfoides primários; o outro é a medula óssea. Ele é um órgão bilobado, encapsulado e macio; as duas partes se encontram unidas na linha mediana por tecido conjuntivo que se mescla com a cápsula de cada lobo. • Vascularização: ramos das artérias torácicas internas e tireóidea inferior, as quais também suprem o tecido conjuntivo mediastinal circunjacente. Não possui hilo, as artérias passam direto pela capsula ou em meio aos septos interlobulares (projetados pela capsula). • Drenagem venosa: uma ou mais veias saem de cada um dos lobos e se juntam em um tronco que desemboca na braquiocefálica esquerda. Também é irrigado pelas torácicas internas e tireóidea inferior. • Inervação: → Simpático: glânglios cervicotorácico (estrelado) ou alça subclávia, e pelo nervo vago. Os dois lobos são inervados separadamente através de suas faces posteriores, laterais e mediais. Durante o desenvolvimento e antes de sua descida para o tórax, o timo é inervado pelo nervo vago no pescoço. Após sua descida, o timo recebe uma inervação simpática através de fibras que seguem ao longo dos vasos: terminações simpáticas pós- ganglionares se ramificam radialmente e formam um plexo com as fibras vagais na junção corticomedular. • Involução do timo: o timo é bem desenvolvido durante a primeira infância e chega ao seu tamanho máximo na puberdade, a partir da fase adulta sofre atrofia e é lentamente substituído por adipócitos. Apesar da involução e menor produção de linfócitos T o corpo é capaz de se manter estável graças a capacidade de memória imunológica e expansão clonal diante a uma infecção. Histologia do Timo: • Capsula e septos: a capsula se constitui de uma delgada camada de tecido conjuntivo denso não modelo que emite septos em direção ao parênquima do órgão. • Regiões ou camadas dos lóbulos do timo: cada lobo do timo está organizado em lóbulos menores separados incompletamente pelos septos. Após a camada de tecido conjuntivo denso está uma camada de células reticulares epiteliais (que, diferente da sua apresentação em outros órgãos, não possuem fibras reticulares). NÃO APRESENTA NÓDULOS LINFÁTICOS. Observa-se em seguida um córtex externo mais corado por ser rico em linfócitos T em diferentes estágios de maturação além da presença de macrófagos. 1- Timo adulto 2- Timo neonatal. E, posteriormente, uma medula que se apresenta mais pálida e com a presença de corpúsculos de Hassal. Apresenta uma pequena quantidade de linfócitos T menos compactados, porém maiores que os do córtex. • Constituição do corpúsculo de Hassal: Na medula encontram-se os corpúsculos de Hassall, característicos do timo e constituído por células reticulares epiteliais achatadas. → Outras funções das células reticulares epiteliais: Possuem núcleos grandes com prolongamentos que se ligam às células adjacentes. Constituem reticulo cortical e medular (fazem a diferenciação de linfócitos) e a camada em torno de vasos. 1- Vaso; 2- Corpúsculo; 3- córtex. Necrose: Lesão celular IRREVERSÍVEL, há extravasamento nuclear e deformação da célula, produz inflamação. • Coagulativa/isquêmica: citoplasma com aspecto de substância coagulada (o citoplasma torna-se acidófilo e granuloso, gelificado. Há a desnaturação de proteínas sem a perda do núcleo e formato celular, característico da morte por hipóxia dos tecidos (menos do cérebro) e passa por heterólise (digestão por enzimas lisossômicas de invasores) quanto por autólise (digestão pelas próprias enzimas) • Necrose caseosa: a transformação das células necróticas em uma massa homogênea, acidófila, contendo alguns núcleos picnóticos e, principalmente na periferia, núcleos fragmentados (cariorrexe); as células perdem totalmente seus contornos e os detalhes estruturais. Aparece como um material macio, friável, com aparência semelhante à de um queijo e, ao microscópio, como um material eosinofílico amorfo com fragmentos celulares. • Necrose liquefeita: zona necrosada adquire consistência mole, semifluida ou mesmo liquefeita causada por liberação de grande quantidade de enzimas lisossômicas. Hipóxia do cérebro causa essa necrose. Se for iniciada por inflamação (comum quando iniciada por infecção bacteriana) é acompanhada de pus. Degeneração: É uma lesão celular REVERSÍVEL, mantém as estruturas celulares. Nesse processo de lesão há o acumulo de substâncias (água, gordura, proteína, etc). • Degeneração gordurosa: também chamada de esteatose, é o acumulo de gordura neutras (desenvolvimento de lipossomos) no citoplasma. Normalmente observada no fígado por estar envolvido no metabolismo de lipídeos. • Degeneração hialina: acumulo de proteínas e material acidófilo no interior das células. Em certos casos, a degeneração resulta da condensação de filamentos intermediáriose proteínas associadas que formam corpúsculos no interior das células; em outros, representa acúmulo de material de origem viral; ainda em alguns casos, o material hialino depositado é constituído por proteínas endocitadas. • Degeneração hidrópica: acúmulo de água e eletrólitos no interior de células, ficam tumefeitas e com volume aumentado, resulta da falência de bombas NaK. Clareamento citoplasmático, manutenção do núcleo em uma posição central e distorção arquitetural dos cordões hepatocitários com compressão dos sinusoides. • Degeneração gligogênica: acúmulo anormal de glicogênio nas células, decorrente de distúrbios metabólicos. Nos hepatócitos, ocorre por hiperglicemia, doença metabólica induzida por fármacos (ex: corticosteróides); deficiência enzimática relacionada a doenças de armazenamento de glicogênio, ou por tumores hepatocelulares. Apresenta vacúolos claros mal delimitados de diferentes tamanhos, levando ao aumento de volume celular e a um aspecto fosco, podendo estar dentro do núcleo; um exemplo clássico é o diabetes mellitus. Necrose x Apoptose: A necrose é a morte celular quase exclusivamente patogênica e causa ainda mais danos. Nesse processo há o extravasamento nuclear. A apoptose, geralmente, é fisiológica e visa a manutenção da vida celular. Nesse processo não há o extravasamento nuclear, ele é expelido em vacúolos que são digeridos. Inflamação: • Inflamação aguda: durante esse estagio há intensa infiltração de leucócitos polimorfonucleares. • Inflamação crônica: as margens e as bases da úlcera desenvolvem proliferação fibroblástica, cicatrização, e acúmulo de linfócitos, macrófagos e células do plasma. • Congestão vascular: normalmente acompanha a inflamação, é a abertura de novos vasos e de leitos venulares locais. Causa dilatação excessiva dos vasos e há aglutinação de hemácias. Cor vermelha escura/azul por causa da estase de glóbulos vermelhos e acumulo de hemoglobinas sem oxigênio • Granulomatosa: esforço celular para conter um agente agressor que é difícil de erradicar. Nessa tentativa, frequentemente existe uma forte ativação dos linfócitos T levando à ativação dos macrófagos, que pode causar injúria aos tecidos normais. A tuberculose é o protótipo das doenças granulomatosas. O foco de inflamação crônica consistindo em uma agregação microscópica de macrófagos que são transformados em células epitelioides, rodeadas por um colar de leucócitos mononucleares, principalmente linfócitos e ocasionalmente plasmócitos. Têm um citoplasma granular rosa-claro com limites celulares indistintos, frequentemente parecendo se fundir um com o outro. O núcleo é menos denso do que o dos linfócitos, é oval ou alongado, e pode mostrar dobras na membrana nuclear. Granulomas mais velhos desenvolvem um anel de envoltos com fibroblastos e tecido conjuntivo. Frequentemente, as células epitelioides se fundem para formar as células gigantes na periferia ou algumas vezes no centro dos granulomas.