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Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
TECIDO EPITELIAL 
Células muito unidas, avascular e se nutre pelo TC. 
Derivam de 3 capas embrionárias. 
Tipos De Epitélio 
I. Epitélio de revestimento 
II. Epitélio glandular 
III. Tecido epitelioide 
Funções Do Epitélio 
 Transporte celular 
 Permeabilidade seletiva 
 Proteção e barreira 
 Secreção 
 Cinética de deslizamento 
 Sensorial 
 Imunitárias 
 Contração 
Classificação Do Tecido Epitelial 
- Forma celular 
 Plana 
 Cubica 
 Cilíndrica 
- Número de capas 
 Simples 
 Estratificada 
 Pseudoestratificado 
 Transicional 
Epitélio plano simples: endotélio de VS, cápsula de 
bowman, aparato cardiovascular, alvéolo pulmonar. 
Mesotelio é epitélio plano simples que reveste cavidade 
serosas (pleura e pericárdio) 
Epitélio cubico simples: glândula tiroide, túbulo 
coletores, conduto excretor, superfície do ovário 
Epitélio cilíndrico simples: v. biliar, estomago 
Ept cilíndrico simples com microvilosidades e células 
caliciformes: tubo digestivo, ouvidutos, conduto 
eferente, intestino delgado 
Epitélio plano estratificado com queratina: palma das 
mãos, cotovelo, sola dos pés 
Epitélio plano estratificado sem queratina: cavidade 
oral, esôfago, vagina e anus 
Epitélio cilíndrico pseudoestratificado ciliado com 
células caliciformes: vias respiratórias 
Epitélio cilíndrico pseudoestratificado com 
esterocilios: epidídimo e ouvido interno 
Epitélio de transição: bexiga, urotelio, vias urinarias. 
Bexiga vazia relaxada, cheia aplanam 
 
Células caliciforme secretam muco para lubrificar 
Queratina é uma camada de célula mortas sem núcleo, 
elas servem para dar mais proteção 
 
A renovação celular ocorre a cada 28 dias, no intestino 
é em menos de uma semana. Essa renovação ocorre 
graças a célula madre. 
O tecido epitelial é composto por células propriamente 
ditas, lamina basal e tecido conjuntivo subjacente 
 
ESPECIALIZAÇÃO DA 
MEMBRANA CELULAR 
DOMINIO APICAL 
Microvilosidades: citoesqueleto de actina, sua função é 
aumentar a superfície de absorção. ID e rins 
Esterocilios: imóveis, tem a função de absorção e 
receptor sensorial. Se encontram no conduto deferente, 
ouvido e epidídimo. Unidos por pontes alfa-actina 
Cílios: desenvolve a partir de centríolos, classificados 
em moveis, primários e nodais. As proteínas que 
permitem o movimento ciliar são a dineina, nexina, 
radiais e vaina proteica central. 2 tipos de movimento 
ciliar, golpe efetivo e golpe de recuperação 
 
DOMINIO LATERAL 
Zona ocludente: ocludina e claudina 
Uniões aderentes: 
 Zona aderente: caderina 
 Macula aderente: placoglobina e desmoplaquinas 
 Fáscia aderente: se encontra em tecidos sem 
epitélio (célula muscular e musculo cardíaco) 
 Macula de adesão celular: a união com a célula 
vizinha pode ser de 2 tipos: 
1. União heterotipica ou heterofila 
2. União homotípica ou hemofílica 
 União comunicantes (nexo-gap): conexina, por 
meio dessa proteína o íon passa de célula para 
célula. Essa união existe em todo corpo exceto no 
músculo esquelético. Tem 2 hemicanais 
1. Abertura: ↑ a concentração de Ca+, a união 
abre 
2. Fechamento: ↓ a concentração de Ca+, a 
união fecha 
 
DOMINIO BASAL 
Constituída por colágeno IV, laminina e proteoglucanos. 
Tem função de filtro que controla a passagem de 
macromoléculas. 
Lamina densa ↓ lamina lucida ↑ 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
TECIDO GLANDULAR 
Tem a função de produzir secreções. Essa secreção 
pode ser endócrina ou exócrina. Uma glândula 
pode ter os dois tipos de secreção, como o pâncreas 
ESTRUTURA 
 Parênquima: parte funcional 
 Estroma: TC circulantes 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 Endócrina 
 Exócrinas 
 
MECANISMO DE SECREÇÃO 
Endócrina 
 Paracrina: secreção atua na célula vizinha 
 Autocrina: secreção atua nela mesma 
Exócrina 
 Merocrina: elimina só a secreção. Exemplo: gl 
lacrimal, salivar e sudoríparas 
 Apocrina: elimina parte das células na 
secreção. Exemplo: mamaria 
 Holocrina: eliminam toda a célula junto com a 
secreção. Exemplo: sebácea 
 
CLASSIFICAÇÃO DO PRODUTO 
 Serosa: liquido seroso. Pâncreas e parótida 
 Mucosa: liquido mucoso. Células caliciforme 
 Mistas: secreção serosa e mucosa. Glândula 
sublingual (mucoserosa) glândula submaxilar 
(seromucosa) 
Acino é pequena parte da glândula, ou seja, a 
glândula é um conjunto de acinos. Acino mucoso 
produz muco 
 
CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO O NÚMERO DE 
CÉLULAS 
 Unicelular: célula caliciforme 
 Multicelular: todas células que secretam muco 
 
CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO SUA ESTRUTURA 
Número de condutos 
 Glândula simples: 1 conduto excretor 
 Glândula composta: vários condutos 
Aspecto 
 Acinar: luz pequena 
 Tubular: luz grande 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tubular simples: intestino 
Tubular simples ramificada: piloro do estomago 
Tubular simples enrolada: gl sudoríparas ecrinas 
Acinar simples: glândulas bulbo uretrais 
Acinar simples ramificada: cárdia do estomago 
Tubular composta: duodeno 
Acinar composta: pâncreas e glândulas salivares 
Tuboloacinar composta: gl mamaria/submandibular 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
TECIDO CONJUNTIVO 
 Suporte estrutural 
 Meio de intercambio de substâncias 
 Defesa e proteção do corpo 
 Sitio de deposito de gordura 
 Reparação 
COMPOSIÇÃO 
1- Células 
2 – Matriz Extracelular 
 Componente amorfo: liquido extracelular e 
macromoléculas 
 Componente fibrilar: colágeno e elastina 
Tecido conjuntivo embrionário: o TC se deriva de um 
TCE chamado tecido mesenquimal. 
Tecido conjuntivo mucoso: está no cordão umbilical, 
abaixo da pele do embrião. Muita agua nesse TC 
 
MATRIZ EXTRACELULAR 
Formado pela substância fundamental onde tem 
transporte por difusão de agua e nutrientes. Formada 
por fibras de colágeno, reticular e elástica 
I. Fibras de colágeno: os mais importantes 
são I, II, III, IV, V. I mais encontrado, II hialino, 
III fibra reticular IV m basal 
II. Fibras reticulares: colágeno III, circulam 
adipócitos, célula do músculo liso, célula 
endotelial e hepatócitos. Encontrado na 
medula óssea, tecido linfático e fígado 
III. Fibras elásticas: abundantes na pele, VS e 
pulmões. Compõe elastina e microfibrila 
 
SUBSTANCIA FUNDAMENTAL 
 Proteoglucanos: GAG + proteína central 
 Glicoproteínas multiadesivas 
 Fibronectina 
 Laminina 
 Entactina 
 Tenascina 
 
TECIDO CONJUNTIVO LAXO (AREOLAR) 
Fibras finas, suportam o mesotelioe ficam no tecido 
subcutâneo. Tem lamina própria, muita substância 
fundamental, várias células e muito VS + CÉLULAS – 
FIBRAS 
 
TECIDO CONJUNTIVO DENSO 
Proporciona sustentação, fibras grossas. Se divide em 
irregular e regular - CÉLULAS + FIBRAS 
Tecido Conjuntivo Denso Irregular: colágeno I, 
menos fibras. Localizado na derme reticular, cápsula 
de órgãos, duramadre, veias, tendões e nervos, túnica 
albugínea do testículo 
Tecido Conjuntivo Denso Regular: colágeno I, 
fibras seguem a mesma direção. Células encontradas 
fibroblastos. Se encontram em tendões, ligamentos, 
aponeuroses, córnea e músculos 
Células Dos Tecido Conjuntivo 
FIXAS: se desenvolvem e caem no TC, onde vão 
exercer suas funções. Se madura no TC. 
 Fibroblastos 
 Célula madre adulta 
 Célula mesenquimal 
 Adipócitos 
 Monócito 
 Macrófago 
 Mastócito 
LIVRES: vem do sangue, entram no TC por meio da 
substância fundamental. Não se madura no TC 
 Plasmocito 
 Neutrófilos 
 Eosinófilos 
 Linfócitos 
 Basófilos 
 
Fibroblastos: mais frequentes e tem a função de 
contração da ferida 
Célula madre adulta: origina várias células para 
reparação ou formação de um novo tecido. Pericito é 
a célula madre adulta 
Adipócitos: ocupa o TCL e forma o tecido adiposo 
Mastócito: célula cebadas, estão em pequenos 
grupos ao longo dos VS de menor calibre. Núcleo 
redondo pequeno e granuloso 
Plasmocitos: se originam d linfócito B do sangue, 
tem a função de sintetizar grandes quantidades de 
anticorpos. 
Monócito: núcleo periférico em forma de rim, 
percursor do macrófago. Se forma na medula e 
prolifera no TC, onde madura e vira macrófago 
Macrófago: sintetiza e libera IL-1, TNF GM-CSF que 
são ativadores da febre. Produz substância para a 
coagulação. Possui 2 funções importantes: 
1. Fagocitose: fagocita partículas grandes 
2. Células apresentadoras de AG 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
TECIDO ADIPOSO 
Reservatório de energia. Existem 2 tipos: 
 
TECIDO ADIPOSO BRANCO (UNILOCULAR) 
Tem vasos sanguíneos, terminações nervosas e 
núcleos periféricos. Célula adiposa rodeada por 
fibra reticular. É divido em lóbulos pelos tabiques. 
Presente nos glúteos e planta dos pés 
 
 
TECIDO ADIPOSO PARDO (MULTILOCULAR) 
Marrom devido a abundante vascularização e 
citocromos presente nas mitocôndrias. Escasso em 
adultos, mais presente em RN. Se encontra nas 
axilas, nuca, escapulas e VS. Mantem o feto 
aquecido após o parto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
TECIDO CARTILAGINOSO 
Avascular, não possui VS nem nervos, suas células 
se nutrem por difusão do pericôndrio. Possui 
condrocitos e matriz extracelular. Os condrocitos 
são derivados dos condroblastos, e são capazes de 
se dividir e formar m grupo de 2 a 4 células na 
laguna chamado de grupo isógeno 
 Crescimento por aposição: condroblastos 
sintetizam e se transformam em condrocitos 
 Crescimento intersticial: cartilago jovem, se 
dividir e contribui para a formação da MEC 
 
MATRIZ DOS CARTILAGOS 
 Matriz capsular: rodeia os condrocitos 
 Matriz territorial: rodeia o grupo isógeno 
 Matriz interteritorial: rodeia a matriz 
territorial e os espaços entre os condrocitos 
 
Pericôndrio: rodeia a maior parte dos cartilago. É 
vascularizado 
Membrana extracelular: 
 Substância amorfa: proteoglucanos, GAG, ácido 
hialuronico 
 Fibras principais: colágeno II, IX, X, XI e fibras 
elásticas 
Distinção Dos Cartilago 
CARTILAGEM ELÁSTICA 
Colágeno tipo II. Difícil de ver grupos isógenos. 
Esta presnete na epiglote e laringe 
 
CARTILAGEM HIALINA 
Colágeno tipo II, participa da lubrificação das 
articulações sinoviais. Quando o hialino calcifica é 
trocado por tecido ósseo. O pericôndrio rodeia o 
hialino. A matriz é produzida por condrocitos e 
tem 3 classes de moléculas 
 Moléculas de colágeno: IX, XI, X, VI 
 Proteoglucano 
 Glicoproteína multiadesiva 
 
CARTILAGEM FIBROSA 
Colágeno tipo I. não tem pericôndrio ao redor. 
Condrocitos estão agrupados em fileiras. É 
encontrado nos discos vertebrais, sínfises do 
púbis, articulações, ATM, meniscos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
TECIDO OSSEO 
É um TC especializado. Possui fosfato de cálcio que da 
dureza e resistência ao tecido. Armazena 99% do 
colágeno do corpo. A matriz óssea tem colágeno I e 
proteínas de adesão, osteocalcina e osteopontina. 
FUNÇÕES 
 Órgãos de sustentação 
 Proteção 
 Reservatório 
COMPONENTES DO TECIDO ÓSSEO 
Composto por células e matriz extracelular. Na matriz 
celular tem o componente orgânico (colágeno I) e 
componente inorgânico (cristais de hidroxiapatita). As 
células são, osteocitos, osteoblastos osteoclastos e 
osteoprogenitorias 
Periósteo é o tecido fibroso que rodeia o osso, tem uma 
capa externa que é fibrosa e uma interna que é de TC. 
Possui células osteoprogenitoras 
PROTEÍNAS DA MATRIZ EXTRACELULAR 
 Proteoglucanos 
 Glicoproteínas multiadesivas 
 Osteocalcinas 
 Osteopontinas 
 Citocina 
 
Células Do Tecido Ósseo 
I. OSTEOPROGENITORAS: se origina da célula 
madre adulta. Está na capa interna do periósteo. Da 
origem aos osteoblastos. São de 2 tipos: as células 
periosticas que estão na capa interna do periósteo e 
as células endosticas 
II. OSTEOBLASTOS: forma o osso, secreta colágeno I. 
Fazem calcificação na matriz óssea. Origina osteocito 
III. OSTEOCITOS: se origina do osteoblasto, principais 
células do tecido ósseo. Ocupam as lagunas onde 
são chamados de osteoplastos 
IV. OSTEOCLASTOS: está na laguna de howship, 
destrói o osso. Nasce na mesma célula que 
monócitos. Modelam o osso 
 
CAVIDADE ÓSSEA 
Revestida por endostio, a medula vermelha se compõe 
de tecido hematopoiético e adipócitos e a medula 
amarela de adipócitos 
 
Organização Do Osso 
OSSOS COMPACTO: não tem espaços, osso da periferia. 
Tem muitas osteonas e as trabéculas são organizadas. 
No centro das osteonas tem o conduto de havers, 
através dele passa o paquete vasculho nervoso, se 
comunicam por condutos laterais, volkmann. As 
osteonas são formadas por lâminas concêntricas que 
rodeiam o conduto de havers, nessa lâmina tem os 
osteocitos. Esses osteocitos possuem prolongações que 
percorrem canais que são chamados de canalículos 
ósseo, o qual permite que os osteocitos se comuniquem, 
união nexo. O osteocitos vão ser nutridos pelos 
condutos de havers e através dos canalículos levar a 
nutrição aos outros osteocitos. O componente 
estrutural básico do osso compacto é a osteona 
OSSO ESPONJOSO (trabecular): não tem conduto de 
havers e as laminas são desorganizadas. Formado por 
trabéculas cujo espaços estão ocupados pela medula 
OSSO EMBRIONARIO (primário ou maduro): o osso 
maduro forma laminas e o imaturo não. No osso maduro 
não tem osteoblastos e é rodeado por tecido adiposo emedula óssea inativa. O osso imaturo é rodeado por 
tecido mensenquimatico primitivo, do qual se origina as 
cel osteoprogenitoras e osteoblastos. Osso em formação 
tem muitos osteoblastos na superfície 
FORMAÇÃO DO OSSO 
Existe 2 tipos de ossificação que é o processo de 
formação do osso 
I. Intramembranosa: menos vista, forma ossos planos 
do crânio, clavícula e maxilar inferior 
II. Endocondral: se forma a partir do cartilago hialino, 
se inicia no segundo trimestre de vida fetal. 
 
CRESCIMENTO DO OSSO ENDOCONDRAL 
Depende do cartilago epifisário, 5 zonas: 
I. Zona de cartilago reserva (epífise): superficial, 
células desordenadas. Muitos condrocitos 
II. Zona de proliferação: condrocitos em fila, e eles 
estão se dividindo 
III. Zona de hipertrofia: condrocitos começa a crescer. 
Nesta zona começa a formar a matriz óssea e os 
condrocitos não recebem nutrientes e morrem 
IV. Zona de calcificação do cartilago: parte da epífise, 
não chega nutrientes pois a matriz calcificada não 
permite entrada de nutrientes 
V. Zona de reabsorção: tem osteoclastos que comem 
o osso para moldar 
 
 Endosteo: superfície interna do osso 
 Periósteo: superfície externa do osso 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
TECIDO SANGUÍNEO 
O sangue é composto por célula e plasma (55%) 
 Eritrócitos / glóbulos vermelhos / hemácias 44% 
 Leucócitos / glóbulos brancos 1% 
 Trombocitos / plaquetas 1% 
FUNÇÕES DO SANGUE 
 Transporte de sangue e nutrição até a célula 
 Transporte de Co2 das células 
 Manutenção da homeostase e coagulação 
 Transporte de células imunes 
 
Plasma Sanguíneo 
Extracelular, responsável pela fluidez do sangue. 55%. 
As proteínas principais são albumina, globulina e 
fibrinogênio (maior proteína se sintetiza no fígado) 
 
Eritrócitos / Glóbulos Vermelhos / Hemácias 
Bicôncavo, sem núcleo. Tem a função de transportar 
oxigênio. 2 grupos de proteínas 
 Proteínas integrais da membrana: glucoforinas e 
proteínas de banda 
 Proteínas periféricas da membrana: espectrina e 
anquirina. Elas são flexibilidade ao citoesqueleto 
para atravessarem vasos pequenos 
 
Leucócito / Glóbulos Brancos 
Se divide em 2 grupos 
 Granulocitos: eosinófilo, basófilo, neutrófilo 
 Agranulocitos: linfócitos e monócitos 
Os leucócitos têm 3 tipos de grânulos: grânulos 
específicos, grânulos azurofilo, grânulos terciários 
NEUTRÓFILO: Granulocitos mais abundante, 60%. São 
neutros e moveis. Núcleo segmentado até 5. 1º linha de 
defesa 
EOSINOFILOS: Granulocitos 2 a 5%, 2 segmentos no 
núcleo. Seu citoplasma tem grânulos específicos 
chamados de cristaloides. Parasitas e alergia 
BASÓFILO: granulocitos raros 5%. Núcleo segmentado 
com até 3 lóbulos. Citoplasma basófilos. Produz 
histamina e heparina 
MONOCITO: agranulocitos, faz parte do sistema imune. 
Nasce na medula óssea, circula no sangue e depois vai 
para os tecidos onde será chamado de macrófago. Maior 
leucócito. Núcleo com formato de rim 
LINFÓCITOS: agranulocitos mais frequente e menores 
30%. Principal célula imune e se classificam em 3 tipos 
1. Linfócito T: se forma na medula óssea e madura 
no timo, 60-80% dos linfócitos. CD4+, CD8+, T 
supressor, Gama-Delta. + abundantes 
2. Linfócito B: se forma e madura na medula 
óssea. Pode ser IgM, IgG, MHCII. Imunidade 
humoral 
3. Linfócitos NK: são CD56, assassinos naturais, 
atacam células infectadas por tumor ou vitus. 
Contra infecções virais 
 
Plaquetas / Trombocitos 
São fragmentos de megacariocitos, anucleadas. Tem a 
função de estancar sangramentos. Valor normal de 
150,000 a 1,000,000 por m3. ↑ trombocitose ↓ trombocitopenia 
 
TIPOS DE HEMOGLOBINA 
 A (HbA): tem prevalência em adultos 96% 
 A2 (HbA2): 1,5 A 3% em adultos 
 F (HbF): no feto, menos de 1% no adulto 
HEMATOPOESE: Formação das células do sangue a 
partir da célula tronco (célula madre pluripotencial 
CD34 e CD90). Ela se divide em 3 fases: fase do saco 
vitelino, fase hepática e fase medular 
 
ERITROPOESE: formação de eritrócitos, ocorre pela 
diminuição de O2 na circulação, que é detectado pelo 
rim, que secreta eritropoietina. Esse hormônio estimula 
a proliferação dos eritrócitos. Eles duram 120 dias 
depois são eliminados na corrente pelo baço 
 
GRANULOPOESE: Forma leucócitos granulocitos. Se 
origina na célula madre mieloide pluripotencial. 2 dias 
 
MONOCITOPOESE: Formação de monócitos, se origina 
na célula madre mieloide pluripotencial 
 
 LINFOPOESE: Formação de linfócitos. Os futuros Lt 
expressam GATA-3 e os futuros Lb expressam PAX-5. O 
linfoblastos está na medula óssea. Os linfoblastos B na 
medula óssea e nos órgãos linfoides são origem aos pro-
linfócitos B, a qual vai originar o linfócito B. a 
maduração do Lb é estimulada por IL-7. Na medula 
óssea se forma os pro-linfócitos NK que amadurecem na 
medula óssea e formam o linfócito NK. Os linfoblastos 
T estão no timo e irão madurar para originar o pro-
linfócitos T, que irão para o sangue e atingem o baço. LT-
Helper, LT-supressor, LT-citotóxico 
 
TROMBOCITOPOESE: forma plaquetas, acontece na 
medula óssea. A célula mãe monopotenciais convertem 
em megacarioblastos, que viram promegacariocitos e 
depois se diferenciam em megacariocito. Cada 
megacariocito forma cerca de 4,00 plaquetas sem 
núcleo que passam para a circulação sanguínea 
 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
MEDULA OSSEA 
Tecido liquido-gelatinoso que preenche a cavidade 
interna de vários ossos, e produz hemácias, 
leucócitos e plaquetas 
É um órgão hematopoiético constituído por 
osteoclastos, osteoblastos, células e fibras 
reticulares 
A medula óssea tem um tecido mole no interior dos 
ossos largos onde produz todas as células só 
sangue (GB, GV e plaquetas) 
 
TIPOS DE MEDULA ÓSSEA 
I. Medula óssea vermelha: dentro dos ossos, 
como na cavidade medular como nos 
espaços entre as trabéculas dos ossos 
esponjosos. Esqueleto axial, ativa 
II. Medula óssea amarela: está em repouso e 
pode se transformar em vermelha quando 
for necessário. Esqueleto apendicular 
 
COMPONENTES 
I. Tecido adiposo variável 
II. Sinusoides: capilar sanguíneo 
III. Rede esponjosa de tecido conjuntivo 
 
**na medula óssea circula tanto sangue arterial 
como venoso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
TECIDO MUSCULAR 
Existe 2 tipos de miofilamentos 
 Filamento fino: actina, cada filamento é composto 
por actina G 
 Filamento grosso: miosina II, cada filamento tem 
cerca de 200/300 moléculas de miosina 
Os dois tipos de filamento ocupam o citoplasma das 
células musculares, conhecido como sarcoplasma 
CLASSIFICAÇÃO 
 Musculo estriado: estrias transversais, musculo 
esquelético e músculo cardíaco. Involuntário 
 Musculo liso: sem estrias transversais. Voluntário 
 Musculo esquelético: movimenta esqueleto axial e 
apendicular. Voluntario 
No músculo esquelético a célula é chamada de fibra 
muscular, tem célulasestriada que estão juntas por TC 
 
 Endomisio: rodeia cada fibra muscular 
 Perimísio: rodeia grupo de fibras 
 Epimisio: rodeia todos os fascículos 
 
I. Fibras I/oxidativa lentas: pequenas e vermelha. 
Muitas mitocôndrias, mioglobina e complexo de 
citocromo. Contração lenta resistente a fadiga 
II. Fibras IIa / glucoliticas oxidativa rápidas: 
mitocôndrias e hemoglobina, glicogênio. Contração 
rápida resistente a fadiga 
III. Fibras IIb / glucoliticas rápidas: menos 
mioglobina e mitocôndrias. Contração rápida 
propensa a fadiga 
Miofibrila: unidade estrutural e funcional das fibras 
musculares. Composta por filamentos 
Miofilamento: miosina II e actina. Os haces de 
miofilamentos estão compostos por miofibrilas 
ESTRUTURA DO MIOFILAMENTO 
 Sarcomero: unidade contrátil, entre 2 linhas Z 
 Banda I: filamento fino, no centro tem linha Z 
 Banda A: filamento fino e grosso, no centro zona H 
 Linha Z: formada por α-actinina 
 Linha M: formada por meromesina (miosina) 
 Zona H: filamento grosso 
 
FILAMENTOS FINOS – ACTINA 
Formada por actina com proteínas reguladoras. Hélice 
dupla de actina polimerizada. A torponina e a 
tropomiosina se enroscam com a dupla hélice junto com 
a tropomodulina e nebulina. Proteína acessórias: 
 Trompomiosina: oculta sitio de união dos filam. 
 Tropomodulina: regula a longitude da actina 
 Troponina: inibe relação entre actina e miosina 
 Nebulina: mantem filamentos finos na linha Z 
 
FILAMENTO GROSSO – MIOSINA II 
A miosina é composta pela cabeça e cauda, formada por 
4 cadeias leves e 2 pesadas e a interação entre elas 
determinam a velocidade da contração. Na cabeça tem 2 
sítios de união, um para o ATP e outro para Actina. 
Miosina se relaciona através da cauda. Proteínas acs: 
 Tinina: junta filamento grosso ao disco Z 
 α-actinina: junto filamento fino ao disco Z 
 Desnina: rodeia o disco Z 
 Miomensina: mantem os F. grosso na linha M 
 Proteína C: mantem os F. grosso na linha M 
 Distrofina: une laminina externa com actina 
CICLO DA PONTE TRANSVERSAL DE ACTOMIOSINA 
1. Adesão: início, a cabeça da miosina está união a 
actina e o ATP está ausente 
2. Separação: a cabaça da miosina se separa da actina. 
O ATP se une a cabaça da miosina 
3. Flexão: a cabaça da miosina assume a posição ao 
golpe de força. O sitio de ATP sofre mudanças que 
faz a cabeça se flexionar, golpe de recuperação 
4. Geração de força: cabeça da miosina libera fosfato 
inorgânico e produz o golpe de força, a cabeça gera 
força sobre o novo sitio perdendo o ADP da cabeça 
5. Readesão: a cabeça da miosina se une com uma 
nova molécula de actina 
 
INERVAÇÃO MOTORA 
A união neuromuscular é o local onde realiza as 
ramificações do axon com a fibras muscular. A liberação 
da acetilcolina inicia a despolarização da membrana 
plasmática (sarcolema) que conduz a contração 
muscular. Um neurônio + fibra muscular especifica 
recebe o nome de unidade motora. A região do 
sarcolema que recebe o estimulo do neurônio é 
chamada de placa motora 
 
FATOS QUE CONDUZ A CONTRAÇÃO ESQUELÉTICA 
 Contração da fibra inicia quando um impulso nervo 
avança pelo axon e chega a união neuromuscular 
 O impulso nervoso libera acetilcolina na hendidura 
sináptica causando despolarização do sarcolema 
 Abre os condutos de Na+ ativos por contagem e o 
NA entra na célula 
 A despolarização é realizada pela membrana 
plasmática da célula muscular e continua através da 
membrana do túbulo T 
 Ca2+ se libera rápido desde o reticulo 
sarcoplasmico até o sarcoplama 
 O Ca+ retorna a cisternas terminais do reticulo 
sarcoplasmico, onde é pega pela calsecuestrina 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
INERVAÇÃO SENSITIVA 
O huso muscular é o receptor de estiramento, 
encontrado no musculo esquelético, está composto por 
células fusales e fibras terminais nervosas. As fibras 
nervosas sensitivas (aferentes) tem terminação em 
espiral, rodeiam regiões medias das células fusales. As 
células fusales recebem inversão motora desde a 
medula espinal e cérebro através das fibras motoras 
eferentes 
 
HISTOGÊNESE, REPARAÇÃO E RENOVAÇÃO 
Os mioblastos, originados da célula madre miogenas 
multipotenciais se fusionam para formar fibras 
multinucleadas. As células satélites ajudam a regenerar 
 
Musculo Cardíaco 
As fibras cardíacas possuem discos intercalares 
(complexo de união), que são sitio de adesão. Composta 
por células cilíndricas dispostas extremo com extremo. 
Possui filamentos de miosina e actina 
 
Estrutura: o núcleo é central. Possui 2 hormônios 
polipeptídicos que afetam a excreção unário do sódio 
I. Fator natriurético auricular ANF 
II. Fator natriurético encefálico BNF 
 
Batimento cardíaco: é coordenado pelas células de 
condução cardíaca, elas se organizam em nódulo e fibras 
purkinje que transmite o impulso a diversas partes do 
miocárdio em uma sequência precisa. A estimulação 
parassimpática diminui os batimentos e a estimulação 
simpática acelera os batimentos 
 
Dano e reparação: as células musculares cardíacas 
maduram se dividem 
Musculo Liso 
Células fusiformes alargadas, estão ligadas por uniões 
de nexo. Núcleo central. Devido à alta concentração de 
actina e miosina as fibras são uniformes. Corpos densos. 
Musculo eretor do pelo 
 
Estrutura: tem filamentos finos e grossos 
 
Proteínas associados com o aparato contrátil: 
 Cinasa das cadeias ligeiras da miosina: inicial o 
ciclo da contração 
 α-actinina: forma o componente estrutural do 
corpo denso 
 Calmodulina: regula a concentração intracelular 
do Ca+ 
 
Mecanismo de contração: 
 Mecanismo: estiramento passivo 
 Despolarização elétrica: aberturas dos canais de 
Ca+ regulados por voltagem 
 Estímulos químicos: vasopressina, tromboxano 
A2, angiotensina II 
 
Renovação, reparação e diferenciação: as células 
lisas se multiplicam, as células madre mesenquimaticas 
indiferenciadas dão origem a células musculares lisas 
novas. Se regenera mais fácil do que o esquelético 
 
Musculo Estriado Esquelético 
Possui fibras transversas, esta sempre ligado ao 
esqueleto. Possui filamentos de actina e miosina. Células 
cilíndricas multinucleadas, núcleo é periférico. Aqui 
vemos as tríades e no cardíaco as díades 
 
 Sarcolema: membrana plasmática 
 Sarcoplasma: citoplasma 
 Reticulo sarcosplasmico: REL 
 
** tecido conjuntivo denso não modelado agrupa as 
fibras 
 
Musculo liso: contrações lentas e involuntária 
Musculo estriado: contrações rápidas: cardíaco 
involuntário e esquelético voluntario 
 
Durante a contração os sarcomeros diminuem, mas os 
filamentos mantêm a mesma distancia 
 
No musculo esquelético cada túbulo T está ligado a 2 
retículos sarcoplasmáticos, formando uma tríade 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
SISTEMA NERVOSO 
Sistema nervoso central: medula espinhal e encéfalo 
Sistema nervoso periférico: N. craniais, N. raquideos e 
periféricos, gânglios e terminações nervosas 
SNM: Sistema somático: voluntário 
SNM: Sistema autônomo: involuntário 
 
Sistema nervoso periférico: sensorial aferente corpo 
para SNC ↑. Motor eferente, SNC para corpo ↓ 
Células Do Sistema Nervoso 
Neurônio: corpo (soma), dentritas e axon. Podem ser 
unipolares, bipolares e multipolares. E se classificampor serem sensoriais, motores ou interneuronas 
Astrocitos: mais abundantes, abraçam os axones e ajuda 
a manter a barreira hemato encefálica. Sua função é 
envolver os capilares sanguíneos 
Oligodendrocitos: emitem prolongações de seu 
citoplasma que vão formar a vaina de mielina, ele não 
envolve o axon continuamente pois existem os nódulos 
de ranvier. Tem núcleo redondo e escuro e forma a 
vaina de até 30 neuro. 
Micróglia: são as menores células, se origina da mesma 
célula que monócitos, ou seja, é macrófago. Possui o 
núcleo alargado e corresponde a 5% das células do SNC 
Ependimarias: são células cilíndricas que recobrem 
cavidade do SNC e participam na formação do plexo 
coroideo e facilitam o movimento do LCR 
Satélites: sua função é dar sustentação estrutural e 
metabólica aos neurônios dos gânglios nervoso 
Schwann: está no SNP, sua função é formar a vaina de 
mielina de apenas 1 neurônio. Ela envolve o axon para a 
proteção dele. Possui o mesaxon interno e externo 
Geração e condução de impulsos nervosos 
O axon em repouso possui mais carga positivas fora e 
para pegar impulso precisa ter mais cargas positivas 
dentro. Quando chega um impulso o neurônio vai abrir 
os canais de sódio NA+ para entrarem dentro da célula 
(difusão facilitada). E para voltar em sua forma de 
repouso abre os canais de potássio K+ para entrarem 
mais carga negativa dentro da célula (difusão facilitada) 
Os impulsos nervosos chegam até os axons por meios de 
sinapse, e por meio de neurotransmissores o axon vai 
ativar seu impulso nervoso. 
Quando a célula entra em repouso o neurônio faz isso 
utilizando a bomba sódio-potássio, ela tira 3 Na+ e 
coloca 2 K+ para dentro (tem gasto de energia, ATP) 
 
Sinapse e transmissão de impulsos 
A sinapse transmite impulsos de uma célula pré-
sináptica (neurônios) a uma célula pós-sináptica 
(neurônio, célula muscular ou glândula). 
A sinapse pode ser elétrica ou química que ambas vão 
depender de neurotransmissores. A sinapse pode ser de 
3 tipos a axo-dendritica, axo-somatica e axo-axonal 
Oque é necessário para que ocorra uma sinapse? 
Membrana pré-sináptica, hendidura sináptica, 
membrana pós-sináptica e um neurotransmissor 
Um impulso nervoso precisa percorrer todo o axon e 
chegar até a membrana pré-sináptica para que a m. 
pré-sináptica libere o conteúdo de seus NT. Vai ocorrer 
a abertura dos canais de cálcio regulados por voltagem, 
e é a entrada de cálcio nas células que vai fazer com as 
vesículas que contém os NT se rompam e os liberem na 
hendidura sináptica. Esse NT vai atuar na membrana 
pós-sináptica unindo-se a um receptor. Essa união pode 
ser de forma direta (a união dos 2 provoca a entrada 
direta de sódio dentro da célula + rápido) ou indireta 
(tem que ativar a proteína G para que possa abrir os 
canais de sódio, + lento) 
Existe o mecanismo de fusão que é a fusão do NT com 
a membrana pré-sináptica para liberar seu produto. E 
existe o mecanismo de porocitose que a vesícula do 
NT não se funde com a M. pré-sináptica 
O NT sempre atua na membrana pós-sináptica para 
produzir sua função, mas o NT pode anular a membrana 
pós-sináptica para uma determinada função. Quando 
isso ocorre os NT podem ser chamados de 
neuromoduladores = anulam a ação de uma célula que 
está fazendo sinapse. Eles vão atuar na M. pós-sináptica 
abrindo os canais de K+ para que a célula fique mais + 
dentro, evitando que possa ativar a membrana, ou seja, 
bloqueia a ativação 
 
Formação Do Tecido Nervoso 
Neurônios do SNC, astrocitos, oligodendrocitos e células 
ependimarias provem do: TUBO NEURAL 
Micróglia provem dos monócitos: MEDULA ÓSSEA 
Neurônios ganglionares do SNP, célula de schawnn e 
células satélites: CRESTA NEURAL 
Nervos Periféricos 
São conjunto de axon rodeados por revestimento de 
tecido conjuntivo (epineuro, perineuro, endoneuro) 
 Epineuro: rodeia o nervo todo, feixe todo 
 Perineuro: rodeia cada fascículo nervoso 
 Endoneuro: rodeia cada fibra nervosa, axon 
O perineuro forma uma barreira hemato-neuronal 
que fica entre o sangue e as fibras nervosas. Ela evita 
que íons do sangue entre nos microambientes. As 
células que formam essas barreiras são os 
perineurocitos 
Simpático 
Parassimpático 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
Sistema Nervoso Motor 
Se origina do SNC, vai desde o SNC para o corpo, ele 
desce e é eferente. Se divide em S. nervoso somático e S. 
nervoso autônomo 
SISTEMA NERVOSO SOMÁTICO: voluntario, provem dos 
nervos craniais e raquideos. Possui apenas 1 neurônio: 
o axon que parte desse neurônio vai diretamente ao 
órgão efetor. São neurônios multipolares e é todo 
mielinizado. Musc. Esquelético 
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO: involuntário, 
possuem 2 neurônios, o 1º vai partir de algum ponto da 
medula ou do encéfalo, e antes de ir para o órgão efetor 
ele vai fazer sinapse com um neurônio que está no 
gânglio nervoso; e é este neurônio do gânglio nervoso 
que vai para o órgão efetor. Então o 1º neurônio está na 
medula espinhal ou encéfalo e o 2º neurônio está nos 
gânglios nervosos. Não é mielinizado, a forma é pseudo-
unipolar. Músculo liso. O sistema autônomo se divide 
em 3 
 
SIMPÁTICO: o 1º neurônio se origina na medula 
espinhal e da T1 a L2 e termina na cadeia simpática. 
Nesta cadeia estão os gânglios nervosos que possui o 2º 
neurônio e a partir desse 2º neurônio saem os impulsos 
que vai para o órgão efetor exercer sua função. 
(Aumenta F.P, aumenta P.A, aumenta F.C) 
 
PARASSIMPÁTICO: o 1º neurônio se origina no 
encéfalo e S2 e S4, depois ele vai fazer sinapse com o 2º 
neurônio que se encontra acerca do órgão efetor. O 2º 
neurônio do parassimpático está mais perto do órgão 
efetor do que o 2º neurônio do simpático. (Diminui F.R, 
diminui P.A, diminui F.C) 
 
ENTÉRICO: controla as funções do aparato digestivo 
 
Gânglios Nervos 
São conjuntos de somas neuronais. Podem ser 
sensoriais e autônomas. As sensoriais alojam somas, 
possuem cápsula fibrosa e recebem toda sensibilidade 
do corpo, inclui SNM somático e autônomo. Os 
autônomos não são rodeados por capsula e funcionam 
apenas no SN autônomo e SN autônomo motor 
 
Sistema nervoso central - SNC 
Esta composto pela medula espinhal e encéfalo. E dá 
origem ao sistema nervoso MOTOR (autônomo e 
somático) 
Substância Blanca: não possui somas apenas axon, ela 
é central (córtex cerebral) e rodeia os gânglios basais. 
Possui células gliales. Porções mielinizadas 
Substância Gris: possui somas, formada por somas, 
dendritas, porção não mielinizada e célula neurogliales. 
Está na periferia cérebro e cerebelo e forma os gânglios 
basais mais profundos 
 
Meninges 
Duramadre: mais externa. T.C. denso irregular 
Aracnoide: intermedia, avascular, T.C. Laco. Se nutre 
através de prolongações que terminam na piamadre 
Piamadre: interna, conato com a superfície do SNC, 
formada por T.C. Laxo e é muito vascularizada. Entre a 
piamadre e a aracnoides possui um espaço chamado 
subaracnóideo, onde corre o LCR 
 
Barreira Hemato Encefálica – Bhe: Mantida por 
astrocitos, tem a função de evitar que substância que 
possam causar dano ao SNC passem do sangue ao SNC. 
 
Liquido Cefalo Raquideos LCR: Se forma no plexo 
coroideo que são pregas da piamadre. É formado pela 
piamadre e células ependimarias. O Lcr banha o SNC 
pelos espaços subaracnóideo, serve para a proteção de 
golpe 
Corteza Cerebral – Cérebro: encarregadas das funções 
sensoriais e intelectuais. A corteza é a zona periférica e 
é formada pela substância GRIS. A medula é a porção 
central e formada pela substância BLANCA. Se divide em 
6 capascapa molecular, capa granulosa externa, capa 
piramidal externa, capa granulosa interna, capa 
piramidal interna, capa multiforme 
Corteza Cerebelosa – Cerebelo: controla o equilíbrio 
e coordenação dos músculos esqueléticos. Se divide em 
3 capas, capa molecular, capa de célula de purkinje e 
capa granulosa. A 1º está logo abaixo da piamadre, a 2º 
está composta de purkinje que são os maiores 
neurônios da corteza cerebelosa 
Medula Espinhal: a substância gris está dentro 
(mariposa) e a substância blanca está fora. Astas 
posteriores são neurônios sensitivos, toda sensibilidade 
chega ao SNC por ali. Astas anteriores são neurônios 
motores 
Regeneração Dos Nervos 
Os nervos se regeneram em forma lenta. Os nervos SNP 
se regeram de forma mais rápida e fácil enquanto que 
os nervos do SNC se regeneram de forma mais difícil. 
Os nervos do SNP se regeneram mais fácil pois 
possuem macrófagos e depois as células de Schawnn 
refazem o axon. No período de regeneração os 
neurônios não funcionam, pois, os neurônios incham 
de agua, os corpos de NISLL desaparecem e as 
dendritas deixam de transmitir impulsos. O musculo 
que era inervado por esse neurônio vai atrofiar e 
surgira brotos chamados neuritas. Se essas neuritas 
não conseguirem manter o musculo vivo vai ocorrer 
um tumor chamado neuroma por amputaç 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
APARATO CARDIOVASCULAR 
O coração possui 3 capas em suas paredes. 
Endocárdio: capa interna, revestida por endotélio 
(EPS), abaixo sub-endotelio (TCL) e nas paredes 
dos ventrículos temos sub-endocardio, onde tem 
fibras de pukinje. Miocárdio: capa media, mais 
grossa e tem tecido musculo cardíaco. Epicardio 
da origem ao pericárdio que é a capa mais 
profunda, coberta pelo mesotelio do pericárdio, 
TCL, e possui tecido adiposo 
 
Sistema de condução cardíaca 
Temos os nódulos haz de hiss e fibras de purkinje, 
sino-auriculares e sino-ventriculares. As fibras que 
saem do haz de his vão para direita e esquerda que 
se chamam fibras de purkinje, elas estão apenas no 
ventrículo com a função de condução. Nos átrios 
temos muitas fibras musculares e elástica pois 
distende quando tem muito sangue, os ventrículos 
não possuem muito pois a passagem de sangue 
para eles é regulada pelas válvulas 
auriculoventriculares. As células musculares das 
aurículas estão na região periauricular onde possui 
o hormônio peptídeo natriurético auricular 
que quando tem uma expansão demais das 
aurículas esse peptídeo vai atuar como um 
diurético natural 
 
Estrutura dos vasos sanguíneos 
Composto por 3 capas. Túnica intima: interna, 
composta por endotélio, capa sub-endotelial, 
membrana elástica interna, fibras elásticas. 
Túnica media: musculo liso, membrana elástica 
externa. Túnica adventícia: externa, tecido 
conjuntivo laxo ou denso irregular, vasa vasorum e 
nervi vasorum 
Artérias 
Se dividem em 4 grupos; artéria grandes 
(elásticas), artérias medias (musculares), artérias 
pequenas e arteríolas 
Artérias Grandes (Elásticas): túnica intima: 
revestida por endotélio, subendotelial, não se 
diferencia bem a membrana elástica interna e 
possui fibroblastos que formaram colágeno. 
Túnica media: mais grossa, fibra elásticas, fibras 
musculares lisas, ela se nutre por 2 formas, uma é 
pelos componentes nutrícios do sangue, mas não é 
suficiente e a outra é pelos poros das fibras 
elásticas, possuem ramificações do vasa vasorum 
da túnica adventícia. Túnica adventícia: tecido 
conjuntivo laxo e presença de vasa vasorum e nervi 
vasorum 
Artéria Medias (Musculares): túnica intima: 
possuímos endotélio, membrana basal, sub-
endotelio, membrana elástica interna. Túnica 
media: musculo liso, poucas fibras elásticas e tem 
fibras de colágeno e fibras musculares. Túnica 
adventícia: pouco vasa vasorum, tec. conjuntivo, 
adipócitos, filete nervoso e vaso sanguíneo 
 
Microcirculação 
Composto por arteríolas, capilares, vênula pos-
capilares e vênula musculares. E possuem 4 tipos 
de microcirculação que é a Anastomose arterio-
venosa: o sistema arterial se continua direto com 
o venoso sem precisar de capilar. Arteríola – 
metarteriola – capilar – vênula – veia: é a mais 
comum, entre uma rede venosa e uma rede 
arterial. Sistema porta-arterial: é quando temos 
uma rede arterial que se continua com um capilar 
e depois uma artéria. Sistema porta-venoso: é 
quando temos uma rede venosa que se continua 
com um capilar e depois uma rede venosa 
Arteríola: a P.A. depende das arteríolas pois ela 
regula o fluxo sanguíneo, pois em sua superfície 
possui um engrossamento da sua capa muscular 
chamada esfíncter pre-capilar. Sua parede é 
constituída pela túnica intima, endotélio e lamina 
basal. Na túnica intima não vemos bem a 
membrana elástica interna. Na túnica media 
temos 2 camadas de musculo liso e a túnica 
adventícia é fina. Elas nascem dos capilares 
Capilares: menores vasos, ele é flexível graças a 
seu citoesqueleto e membrana plasmática, pois 
passam glóbulos vermelhos por ele que poderão 
ser de tamanho muito grande e arrebentar se não 
for flexível. Não possui túnica media nem 
adventícia, é formado apenas pela túnica intima, 
endotélio e lâmina basal. Existem 3 tipos de 
capilares contínuos, fenestrados e sinusoides. 
 Capilar Continuo: lamina basal e o endotélio são 
contínuos não possuem poros, se unem por 
uniões ocludentes. Temos vesículas pinociticas 
que fazem pinocitose. Quando o espaço 
intercelular está fechado pela união ocludentes o 
transporte será via transecular. São encontrados 
no SNC, pulmões, músculo liso e cardíaco. 
Temos a célula pericito que está rodeando o 
capilar, ele possui a função de regenerar o 
capilar, está presente nos capilares contínuos, 
fenestrados e vênulas pós-capilares, não está no 
sinusoide. 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
 Capilar fenestrado: possui poros apenas no 
endotélio e não na lamina basal. Endot-espaç-
endot-espaç. Possuem diafragma que regula a 
passagem de substâncias pelos poros. É 
rodeado por pericito. Ele é encontrado em 
locais que é preciso a passagem de moléculas 
maiores através dos vasos como glândulas 
endócrinas, intestino, vesícula biliar e rins 
 
 Capilar sinudoise: possui um trajeto torto, 
endotélio e lamina basal possui poros. Não 
possui diafragma e encontramos ele na medula 
óssea, fígado e vasos linfoides 
 
Vênulas Pos-Capilares: após os capilares, túnica 
intima tem apenas endotélio e lamina basal, é 
rodeado por pericitos. Sua luz é maior do que a do 
capilar e os G. vermelhos não tocam na parede 
 
Vênulas Musculares: na túnica intima temos 
endotélio e lamina basal, na túnica media temos 1 
a 2 capas de musculo liso e temos a túnica 
adventícia. As veias possuem válvulas (epitélio 
plano simples) que tem a função de assegura que o 
sangue percorra apena uma direção, além das 
válvulas quando os músculos se contraem ajudam 
a evitar refluxo 
 
Veias 
As paredes são finas, na túnica intima encontramos 
endotélio, lamina basal, fibras musculares lisas e 
fibras elásticas internas. A túnica media á a mais 
fina e possui camada de células musculares. A 
túnica adventícia das veias é a mais grossa e possui 
firas de colágeno e elástica 
Para diferenciar uma veia de uma artéria podemos 
considerar o diâmetro dos vasos, a artériapossui 
a parede mais grossa, o diâmetro é menor e a luz é 
menor; a veia ela tem o diâmetro maior, a luz maior 
e a parede mais fina. A espessura da túnica a 
adventícia túnica média mais grossa e a veia tem a 
túnica adventícia mais grossa. Outras diferenças 
como na artéria tem membrana elástica interna e 
as veias não. Nas veias tem mais vasa vasorum e 
estão presentes na túnica media e adventícia, e nas 
artérias quando tem estão na túnica adventícia 
 
Vasos Linfáticos 
São 4 tipos: capilares linfáticos, vasos linfáticos, 
conduto torácico, grande veia linfática 
 
Capilares Linfáticos: não são contínuos e são 
permeáveis. Possuem endotélio, mas não tem 
musculo liso por fora, e não possuem lamina basal 
 
Vasos Linfáticos: transportam apenas linfa, ela 
pode transportar leucócitos até os gânglios 
linfáticos. Sua função é retornar à circulação 
sanguínea o resto de líquidos e proteínas que não 
voltaram da circulação do sangue. Nunca veremos 
sangue nem glóbulos vermelhos nos vasos 
linfáticos 
Os vasos linfáticos possuem válvulas para evitar o 
refluxo da linfa. Apenas veia e linfáticos tem 
válvulas 
 
 
RELEMBRANDO 
Túnica intima: endotélio, subendotelio, lamina basal, 
membrana elástica interna, firas elásticas Túnica 
media: células musculares lisas, membrana elástica 
externa. Túnica adventícia: tecido conjuntivo laxo ou 
denso irregular, vasa vasorum e nervi vasorum 
Nas artérias a túnica media é a mais grossa e nas veias a 
túnica adventícia é a mais grossa 
Pericitos está presente nos capilares fenestrados, 
contínuos e vênulas pos-capilares, mas não nos 
capilares sinusoides 
Os capilares são formados apenas pelo endotélio e 
lamina basal, eles se unem uns aos outros pela união 
ocludens. Possuímos os pericitos que ficam ao redor dos 
capilares, sua função é reparação tecidual. O capilar 
fenestrado possui diafragma que regula a passagem de 
substancias através dos poros 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
APARATO DIGESTIVO 
O aparato digestivo é composto pelo tubo 
digestivo que vai desde a cavidade oral até a 
cavidade anal (cavidade oral, faringe, esôfago, 
estomago, intestino delgado, intestino grosso, reto 
e anus). E temos também as estruturas anexas 
que são línguas, dentes, glândulas salivares, 
pâncreas, fígado e vesícula biliar 
FUNÇÕES: SECREÇÃO, secreta enzimas digestivas 
que degradam alimentos que estão na boca e 
estomago para que ao que possam ser degradados 
ao chegar n o intestino delgado, o figado secreta a 
enzima bílis que digere gordura, ele secreta 
também mucina para proteger a parede do 
estomago de alimentos, ele neutraliza o acido 
gástrico. Tem a função de ABSORÇÃO que absorve 
alimentos e agua na luz do intestino delgado, 
alimentos é digerido no intestino delgado e agua 
no intestino grosso. Tem a função de BARREIRA, o 
tubo digestivo vai separar tudo oque estra dentro 
e fora do corpo, qualquer microrganismo que 
consiga entrar não vai penetrar na parede e será 
destruído. PROTEÇÃO IMUNOLÓGICA temos o 
Galt que tem a função de produzir anticorpos para 
defender contra patógenos que estão no tubo 
digestivo 
Cavidade Oral 
Composta por dentes, língua, lábio e mucosa. Tem 
3 tipos de mucosa na cavidade oral: 
- Mucosa mastigatória: a parte que mais está em 
contato com o alimento são as encias e o paladar 
duro. Revestido por epitélio plano estratificado 
com queratina 
- Mucosa Especializada: tem sentido do gosto, na 
cara dorsal da língua e possui queratina 
- Mucosa De Revestimento: é todo o resto da 
mucosa que não está no paladar duro, epitélio 
plano estratificado sem queratina 
Em um corte histológico de um lábio vemos que a 
língua possui 2 caras a cara cutânea que é a pele, 
tem pelos e queratina e temos a cara mucosa que 
possui glândulas salivares, epitélio e lamina 
própria e temos musculo esquelético que separa as 
duas caras 
Na mucosa oral temos zonas que possuem 
queratina e zonas que não possuem, as zonas com 
queratina são o paladar duro e as encias. Vemos 
que aqui existe a PARAQUERATINIZAÇÃO que é a 
presença de núcleos na queratina. Apenas na 
cavidade oral a queratina possui núcleos 
 
LÍNGUA: musculo esquelético é um órgão com 
sentido do gosto, se divide em cara dorsal, cara 
ventral, ponta e duas bordas laterais. A cara ventral 
tem epitélio plano estratificado sem queratina. 
Possuímos 4 tipos de papilas linguais: 
- Papilas Filiformes: é a papila mais abundante, 
possui uma grossa camada de queratina e 
podemos notar a paraqueratinização. Não 
participa do gosto pois não tem botões gustativos 
- Papilas Caliciformes (circunvaladas): maior de 
todas, seu epitélio invagina formando sulcos 
profundos. Abaixo da papila temos glândulas de 
secreção serosa chamada glândulas de Von Ebner, 
ela possui condutos que terminam no fundo dos 
sulcos. Ela libere a superfície dos receptores para 
que se possa unir a outras partículas gustativas 
- Papilas Fungiformes: tem formato de fungos e 
possuem botões gustativos que dão sentidos ao 
gosto. São menos numerosas 
- Papilas Folhadas: desaparecem com a idade, 
estão sempre em fileira. Seu epitélio possui crestas 
que vão até o tecido conjuntivo 
 
 
 
 
 
 
 
 
BOTÕES GUSTATIVOS: tem a função de dar gosto, 
está ligado ao poro gustativo. Na célula gustativa 
encontramos 3 tipos de célula: 
- Célula Gustativa De Um Neurônio Bipolar: 
núcleo redondo com nucléolo proeminente. Temos 
uma dendrita e um axon, a dendrita vai até a 
superfície do botão e se liga a superfície de um 
buraco chamado poro gustativo, elas terão 
receptores para partículas gustativas. O axon 
fica na base do epitélio e vai se unir a outros axons 
para formar fascículos nervosos 
- Células De Sosten: dão sustentação mecânica e 
metabólica ao neurônio bipolar 
- Células Basais: estão na base do epitélio e são 
células madre que originam a célula gustativa de 
um neurônio bipolar e células de sosten 
 
Temos receptores para gostos amargos, doces e 
umami. O gosto ácido e salgado não possui 
receptores 
RESUMINDO: Na superfície das papilas temos mucosa de 
revestimento (epitélio plano estratificado SEM 
queratina). Logo abaixo temos tecido conjuntivo e depois 
temos as glândulas de Von Ebner e depois músculo 
esquelético. Maior parte da língua é formada por músculo 
esquelético. Os botões gustativos podem ter em todas as 
papilas linguais MENOS na FILIFORME 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
GLÂNDULAS SALIVARES: temos dois grupos, as 
glândulas salivares principais ou maiores 
(sublingual, submaxilar e parótida) e as glândulas 
salivares acessórias ou menores (lingual, labial, 
yugulares, molares e palatinas) 
Toda glândula exócrina possui uma porção 
secretora e uma condutora. As glândulas se 
agrupam em lobulilos, teremos conduto dentro 
dos lobulilos, inntra-lobulilos, e teremos condutos 
fora dos lobulilos, inter-lobulilos ou extra-
lobulilos. Os acinos que fazem parte da porção 
secretora sempre estará dentro do lobulilo 
Parênquima é a porção funcional de glândula: 
acinos e condutos excretores. Estroma é a porção 
estrutural: capsula e tecido conjuntivo. 
Parênquima unidade funcional básica de uma 
glândula e sialona é a porção funcional de uma 
glândula 
 
ACINO (ADENOMEROS): é a porção secretorade 
uma glândula e ele pode ser mucosa, seroso ou 
misto (porção serosa em meia-lua). 
- Conduto Intercalar: é intra-lobulilar, faz parte 
do acino. Epitélio cubico simples e se continua 
como conduto estriado 
-Conduto Estriado: maior, intra-lobulilar, epitélio 
cubico que converte em cilíndrico. Núcleo central 
- Conduto Inter-Lobulilar: fora do lobulilo, está 
no tabique de tecido conjuntivo entre os lóbulos. 
Cubico ou cilíndrico simples e pode ser estratificd. 
- Conduto Excretor Principal: inter-lobulilar, 
está nas glândulas salivares maiores. Rodeado por 
tecido conjuntivo e é maior que o inter-lobulilar 
Glândulas Salivares Principias: acino parótida 
seroso, sublingual muco-seroso e submaxilar sero-
mucoso. Conduto intercalar melhor na parótida. 
Conduto estriado melhor na parótida e submaxilar 
(secreção serosa). Conduto inter-lobulilar 
parótida, sublingual e submaxilar 
- Glândula Parótida: serosas, estão na celda 
parótidea. O conduto excretor se chama STENON e 
desemboca na frente do 2º molar superior 
- Glândula Submaxilar: mista sero-mucosa, está 
na mandíbula. O conduto excretor se chama 
WARTON e desemboca perto do freio da língua 
- Glândula Sublingual: glândula mista muco-
serosa, conduto excretor se chama BARTHOLIM e 
desemboca debaixo da língua 
 
Generalidade Do Tubo Digestivo 
Possui 4 capas na sua parede: mucosa, submucosa, 
muscular (externa e interna) e serosa. 
- Mucosa: epitélio de revestimento + lamina 
própria. TC subjacente. Em toda parte da lamina 
própria vamos ter um tecido conjuntivo laxo, e nela 
também teremos o GALT. É um nódulo linfoide, no 
sangue temos os linfócitos gama-delta, os 
antígenos serão apresentados a esses linfócitos 
para que estimulem que os linfócitos B produzam 
anticorpos contra tais microrganismos 
- Submucosa: TC denso, temos a capa muscular da 
mucosa que separa a mucosa da submucosa. 
Temos um plexo nervoso que forma parte do SN 
autônomo entérico chamado Plexo De Meisser ou 
plexo mucoso 
- Muscular Externa: a sua contração permite que 
os alimentos se misturem e sejam transportados 
da direção descendente. Ela se divide em 2 partes, 
capa muscular interna ela rodeia circularmente a 
luz do TD, e a capa longitudinal externa que se 
estende na longitude do TD. Entre as duas capas 
remos um plexo chamado Plexo Mienterico Ou 
Plexo Auerbach que controla o movimento e 
mistura dos alimentos dentro do TD 
- Serosa: mais externa. Capa serosa está na 
cavidade abdominal fora dela se chama adventícia 
 
ESÔFAGO: se divide em 3 partes, terço superior 
músculo estriado visceral, voluntário controla 
deglutição. Teço médio musculo esquelético liso. 
Terço inferior musculo liso, involuntário. 
- Capa Mucosa: epitélio plano sem queratina, 
tecido subjacente, capa muscular da mucosa 
- Capa Submucosa: tem glândulas, glândulas 
mucosas esofágicas, elas secretam muco e esse 
muco vai até fora da superfície, os condutos dessas 
glândulas vão atravessar a lamina própria e sair 
para secretar o muco. Os condutos podem ser 
vistos na lamina própria, mas as glândulas não. O 
muco é importante pois vai permitir que o 
alimento deslize pelo esôfago, protegendo suas 
paredes. As glândulas sempre estão na submucosa 
- Lamina Própria: não tem glândulas, apenas dá 
para ver os condutos das gandulas. Possui GALTS 
- Capa Muscular Externa: se divide em 2 
muscular interna que tem corte transversal, 
musculo liso e esquelético; longitudinal externa 
que possui corte longitudinal e musculo liso. O TC 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
separa as duas capas e podemos ver nele o plexo 
mienterico que controla a contração do esôfago 
No terço inferior do esôfago podemos ver 
glândulas na lamina própria, glândula esofágicas 
cardiais, essa é a única zona do esôfago que 
podemos ver glândulas na lamina própria, pois 
glândula é apenas na submucosa. A última capa 
do esôfago é adventícia, logo quando entra no 
estomago se torna serosa 
 
ESTOMAGO: tem 4 capas, mucosa, submucosa 
muscular externa (temos 3 capas – capa circular, 
capa longitudinal e capa oblíqua) e serosa 
Porção Corpo-Fundica: a superfície do estomago 
possui depressões chamadas mamelon gástrico. 
O espaço entre eles se chamada fossitas gástricas 
ou foveolas gástricas. Essas fositas gástricas 
possuem glândulas corpo-fundicas e se divide 
em 3 partes: istmo, cuelo e base 
1. Célula Da Mucosa De Recobrimento Da 
Superfície: epitélio plano simples do tipo 
muco-secretor, ela recobre toda superfície do 
estomago. O muco ajuda no deslizamento do 
alimento, ele é rico em bicarbonato (tem carga 
negativa) que vai neutralizar o ácido gástrico 
 
2. Célula Regenerativa: está no istmo, é a célula 
madre pluripotencial que origina as células do 
estomago. 
 
3. Célula Mucosa Do Cuelo: na porção do cuelo, 
é cubica e secreta muco 
 
4. Célula Oxintica (Parietal): secreta ácido 
gástrico e fator intrínseco que é importante 
para absorver VIT-B12, que para ser absorvida 
tem que estar unida ao F. intrínseco 
5. Célula Cimogena Ou Principal: está na base 
e secreta uma enzima digestiva chamada 
pepsinogeno que entra em contato com o ácido 
gástrico e vai se transformar em pepsina, que 
irá degradar proteínas. E secreta também a 
enzima lipasa D que degrada lipídio. Serosa 
 
6. Células Entero-endrocrinas: está na base, 
possui algumas células chamadas, células 
abertas, possui prolongações citoplasmáticas 
apicais, para captar as trocas químicas que 
ocorrem na base. E as células fechadas tem a 
função de secretar hormônios 
 
Como É Secretado O Ácido Gástrico: primeiro 
tem que ocorrer a reação química entre CO2+ 
H2O. O CO2 vem do sangue e se une ao H2O pela 
ação da enzima anidrase carbônica se transforma 
em próton H+ e um HCO3. O HCO3 vai descer até o 
sangue e será trocado por uma molécula de CL-. E 
o H+ vai subir até a membrana plasmática do 
canalículo intracelular e vai ocorrer um transporte 
ativo pela bomba de prótons. Essa bomba ao 
mesmo tempo que tira prótons mete um íon de K+ 
para dentro da célula. Os prótons que estão fora 
vão se unir ao CL-, pegamos o CL- que está dentro 
da célula e tiramos o K+ por gradiente de 
concentração. Do mesmo modo que K sai CL- 
também sai. O K não participa na formação do 
ácido clorídrico, ele apenas usa energia para levar 
o CL- para fora. Simtrasnprote quando dois íons 
saem na mesma direção e antiporte quando vão 
em direção oposta. Isso forma o ácido clorídrico 
que é um componente do acido gástrico 
Como Diferenciar Cárdia Do Piloro: a CÁRDIA se 
continua do esôfago como epitélio plano 
estratificado, possui fositas gástricas curtas e 
glândulas no alto. Já o PILORO vai se continuar com 
duodeno, ele possui fositas mais profundas e 
glândulas no fundo quase na lamina própria 
 
INTESTINO DELGADO: ele é divido em 3 porções, 
duodeno, jejuno e íleo. O intestino serve para 
digerir alimentos, essa função depende das 
enzimas do intestino delgado, enzimas 
pancreáticas e da bílis que é produzida pelo fígado. 
Ocorre a absorção de alimentos e para que isso 
ocorra vai precisar de 3 estruturas que vão 
aumentar a superfície de absorção: 
- Pregas Circulares: são pregas da mucosa e 
submucosa, são chamadas de válvulas coniventes 
de kerkrin. Se encontram na porção distal do 
duodeno e no jejuno 
- Vilosidades: pregas da mucosa, invaginções que 
só se vê no intestino delgado. Esta revestido por 
epitélio cilíndrico simples com células caliciformes 
e microvilosidades. Quando cortamos uma 
microvilosidades vemos um vaso chamado vaso 
quilífero central. Os alimentos antes de seremabsorvidos são degradados por enzimas na luz do 
intestino, as células que absorvem são as células 
cilíndrica do epitélio. As que são absorvidas 
passam através da lamina própria e vão para via 
sanguínea através dos capilares fenestrados. Mas 
tem algumas moléculas que são muito grandes e 
não podem passar pelos capilares fenestrados para 
atingir a circulação, então elas vão passar pelo vaso 
quilífero central. Toda vilosidade tem quilífero 
central 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
- Microvilosidades: modificação da membrana 
apical para aumentar a superfície de absorção, elas 
são as que mais aumenta a superfície de absorção. 
A que mais aumenta a superfície de absorção 
CRIPTAS DE LIEBERKUHN: está entre as 
vilosidades e o epitélio sofre invaginações. São 
glândula do ID, no intestino delgado as glândulas 
são encontradas entre as vilosidades 
PLACA DE PEYER: característica do íleo. Em todo 
tubo digestivo teremos GALT, mas no íleo o GALT é 
muito grande e forma acúmulos linfoides. A placa 
de peyer sempre vai estar na lamina própria do 
íleo. Tecido linfoide sempre está na L. própria 
TIPOS DE CÉLULAS DO EPITÉLIO DA MUCOSA 
DO INTESTINO DELGADO: são 6 células que 
revestem o ID tanto na superfície como na cripta 
1. Enterocitos: contem microvilosidades na 
superfície, são as mais abundantes e possui a 
função de absorver os nutrientes que são 
digeridos na luz do ID. A superfície dos 
enterocitos é revestida por glucocalix que 
possui enzimas que faz com que o enterocito 
vai digerir alimentos 
2. Caliciforme: glândulas celulares únicas com 
função de secretar muco, elas aumentam o 
seu número desde o íleo até o resto na porção 
terminal do IG, pois conforme os alimentos 
vão sendo absorvidos na luz do intestino 
delgado vai se formando o bolo fecal, e ele 
quanto mais longe do estomago está maior 
fica. Por isso que vai precisar de uma 
quantidade maior de muco para evitar atrito 
que danifique a parede e para deslizar 
3. Enteroendócrinas: secreta hormônios 
4. Paneth: se localiza no fundo das criptas, 
forma pequenos grupos no fundo das criptas. 
Ela secreta produtos antimicrobianos para 
manter a flora bacteriana intestinal normal 
 
5. Células M: estão ao redor da placa de peyer, 
possui linfócito T. A sua função é apresentar 
antígenos, elas vão captar o antígeno da 
superfície e os apresentam aos linfócitos T 
que estão dentro delas, esses linfócitos 
captam o antígeno, penetra na lamina basal 
do epitélio e vão na zona centra da placa de 
peyer onde se encontra o GALT para 
apresentar o antígeno aos linfócitos B para 
formarem anticorpos 
 
6. Células basais: tem a função de célula madre, 
origina todas células acima 
 
DUODENO: a 4º capa é serosa, o que caracteriza o 
duodeno são as glândulas na submucosa chamada 
de Glândulas De Brunner, que secretam mucina 
ajudando as células caliciformes em sua proteção. 
O duodeno é a única parte do ID que tem glândulas 
de brunner. Duodeno tem poucas células 
caliciformes. No intestino delgado o íleo tem mais 
células caliciformes e no intestino grosso o reto 
tem mais células caliciformes. Na parte do piloro 
é mais provável que as glândulas de brunner 
estejam na lamina própria e no resto do duodeno 
estão na submucosa. Entre as duas capas 
musculares externa teremos gânglios nervoso 
autonômicos chamados Plexos Mientericos. Nele 
encontramos células ganglionares e células 
enterogliales. Esses gânglios servem para 
controlar os movimentos da capa muscular 
externa do intestino 
INTESTINO GROSSO: começa onde termina o íleo 
que é na válvula ileocecal. Ciego, colón ascendente, 
colón descente, colón transverso, colón 
descendente, colón sigmoide e reto 
 
COLON: no intestino grosso se absorve agua, para 
que a gente não se desidrate. Na mucosa do colón 
temos criptas intestinais, não tem vilosidades na 
superfície. Colón tem grande quantidade de células 
caliciformes e ele possui todas as células do ID 
menos a de Paneth. Não tem vasos linfáticos na 
lamina própria (ID tem vaso quilífero). Na capa 
muscular da parede longitudinal externa possui 
um engrossamento maior que se chama tênias 
intestinais (no ID não tem esse engrossamento). 
Tem muitas células caliciformes 
 
APÊNDICE CECAL: está unido ao ciego, possui 
muitos nódulos linfoides que são tão grandes que 
não ficam só na mucosa invadem a submucosa. Não 
possui função 
 
CONDUTO ANAL: está composto por 3 zonas. 
Zona de mucosa colonica pois a mucosa é igual do 
colón. Zona de transição que a mucosa do colón se 
continua como uma mucosa escamosa, epitélio 
plano estratificado. Zona escamosa zona terminal 
do conduto anal, tem mucosa escamosa. Nessa 
transição vai ter células caliciformes e não vai ter 
glândulas na submucosa 
 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
VESÍCULA BILIAR: armazena a bílis, ela vai 
digerir gordura e precisa estar bem concentrada, a 
segunda função da vesícula é absorver agua para 
que a bílis fique concentrada. Ela possui 3 capas 
mucosa, muscular e serosa. Ela não tem a capa 
submucosa e não tem a capa muscular da mucosa. 
Por fora da capa muscular tem um tecido 
conjuntivo chamado peri-musuclar 
- Capa Mucosa: epitélio plano cilíndrico, tem 
microvilosidades para aumentar a superfície de 
absorção e deixar a bílis mais concentrada. Possui 
lamina própria e tecido conjuntivo laxo. Possui 
pregas uniformes, rokitansky-aschoff. 
- Capa Muscular: formada por musculo liso e não 
podemos ver a capa circular interna nem a 
longitudinal externa. 
- Capa Peri-Musuclar: tecido conjuntivo denso, 
em partes revestido por peritônio. Cara aderida ao 
lóbulo do fígado – não tem peritônio – serosa. Cara 
que mira para a cavidade abdominal – tem 
peritônio – adventícia 
 
PÂNCREAS: tem funções endócrinas e exócrinas. 
Endócrinas secreta hormônios (somatostatina, 
insulina e glucagon). No pâncreas endócrino temos 
os istoles pancreáticos ou ilhotas de Langherans. 
Exócrino secreta enzimas digestivas (amilase – 
carboidratos e lipase - lipídios), o pâncreas 
exócrino é uma glândula serosa e os acinos são do 
tipo acinar composto (acinos com mais de um 
conduto excretor) 
ORGANIZAÇÃO DO PÂNCREAS EXÓCRINO: 
possui tabique que divide os lobulilos, acinos 
serosos, conduto inter-lobulilar e intra-lobulilar 
até encontrarem o conduto principal que irá 
desembocar na 2º porção do duodeno, liberando 
suas enzimas digestivas. O conduto que segue os 
acinos é chamado de conduto intercalar, ele 
nasce dentro do acino e vai terminar onde tem 
células do conduto intercalar no centro do acino, 
essas células são chamadas de células centro-
acinares. É o único órgão que possui células 
centro-acinares (pâncreas exócrino). Temos um 
tecido peri-pancreatico que é adiposo, pâncreas 
não tem tecido adiposo. O acumulo de células mais 
claras são istoles de Langherans (endócrino). O 
pâncreas secreta outras enzimas como a protease 
que digere proteínas e a elastase que digere fibras 
elásticas. As enzimas inativas se chamam 
zimogenos 
O pâncreas possui dois tipos de condutos intra-
lobulilares: intercalar e o intra-lobulilar. No 
intercalar o núcleo é alargado e o epitélio é cubico 
baixo e no intra-lobulilar o núcleo é redondo e o 
epitélio é cubico simples. Os condutos inter-
lobulilares estão rodeados por TC, o epitéliopode 
ser cubico simples ou cilíndrico estratificado 
Na região das ilhas de Langherans, pâncreas 
endócrino, encontramos 3 hormônios produzidos 
por 3 células diferentes 
 C. beta → insulina (+ abundante) 
 C. alfa → glucagon 
 C. delta → somatostatina (equilíbrio) 
A insulina diminui o nível de açúcar no sangue e o 
glucagon aumenta. A função do pâncreas é 
regular o açúcar no sangue. A somatostatina atua 
inibindo a células alfa (glucagon) e beta (insulina) 
FÍGADO: está rodeado por uma cápsula de TC 
denso não modelado, Cápsula De Glisson. Ele tem 
dupla circulação: 75% do sangue pela veia porta, 
ela é uma irrigação funcional, a veia porta drena o 
sangue de toda região abdominal e vai ao o fígado 
para ser filtrado. 25% do sangue pela artéria 
hepática, ela é nutrícia. 
Funções Do Fígado: ele produz a bílis que digeri 
gordura. Sintetiza várias proteínas do plasma 
sanguíneo. Armazena carboidratos em forma de 
glicogênio aí ocorre a glicogenolise e se libera 
glicose no sangue. Armazena vitamina e ferro 
Histologia: sua unidade básica estrutural se 
chama lobulilo-hepatico, tem forma hexagonal e 
está limita por um TC inter-lobulilar. Os vértices 
do lobulilo-hepatico estão limitados pelas tríades 
portais (rama da artéria hepática, rama da veia 
portal, conduto biliar). Dentro do lobulilo hepático 
temos as células hepatócitos e no centro do 
lobulilo temos a veia central. 
O fígado possui parênquima e estroma. O 
parênquima é a parte funcional composta por 
hepatócitos. Estroma é a parte de sustentação, 
temos o colágeno tipo 1 na capsula e no tc inter-
lobulilar, o colágeno tipo III é o principal 
1. LOBULILOS CLÁSSICO: forma hexagonal, no 
centro a veia central e nos vértices a tríades 
portais. As tríades estão em um TC chamado 
espaço portal ou espaço de kiernan. Por fora 
desse espaço temos muitos hepatócitos, eles 
delimitam o espaço portal e são chamados de 
placa limitante. Sinusoides hepáticos são os 
espaços entre os hepatócitos 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
2. LOBULILO PORTAL: forma triangular, o 
vértice é formado por 3 veias centrais e no 
centro temos a tríade portal. Ela ocupa o 
espaço de 3 lobulilos clássicos. 
 
 
3. ACINO HEPATICO: forma elipse, seu eixo 
maior está entre 2 tríades portais. Ocupa 2 
lobulilos centrais. Ele possui 3 zonas; a zona 1 
que é a primeira a receber sangue, a zona 2 que 
é a intermedia e a zona 3 que é a mais afastada 
bem próxima da veia central 
 
Irrigação Sanguínea Do Fígado: quando a veia 
porta e a artéria hepática penetram no fígado pelo 
hilio elas vão emitir ramas que vão percorrer as 
tríades portais, elas vão percorrer os espaços 
inter-lobulilares. Neste espaço é onde o sangue vai 
entrar na luz dos sinusoides que estão entre os 
cordões hepáticos. IMPORTANTE: antes de chegar 
nos sinusoides a circulação artéria e venosa estão 
separadas, mas no sinusoide se misturam. A partir 
daí o sangue flui até chegar na veia central, depois 
da veia central ele vai emitir ramos até a hepática 
que saíram através do hilio para a VC inferior. O 
espaço que rodeia o sinusoide se chama peri-
sinusoidal, ele serve para a retenção de partículas 
grandes e dos elementos figurados 
Espaço Disse: é o espaço entre os hepatócitos e os 
sinusoides, dentro desse espaço temos 
microvilosidades provenientes dos hepatócitos. 
Dentro do espaço disse temos a célula de ITO que é 
encarregada de armazenas a vitamina A. no espaço 
disse se forma linfa que vai percorrer todo o 
espaço até chegar no espaço portal. O espaço acima 
da placa limitante se chama espaço de MALL. A 
linfa que se forma no espaço disse vai chegar até o 
espaço mall. No espaço portal além de veia, 
artérias e condutos biliares teremos vasos 
linfático. Essa linfa produzida no espaço disse que 
desemboca no espaço de mall vai ser absorvida 
pelos vasos linfáticos. 
Células de Kupffer: são macrófagos do fígado, 
tem a função de detoxificação do sangue. Elimina 
qualquer bactéria, fungos, vírus, parasitas ou 
corpos estranhos. Ele possui a função também de 
eliminar eritrócitos que já cumpriram seu ciclo 
Hepatócitos: 80% das células do fígado, células 
grandes com núcleo redondo, possui muitas 
mitocôndrias em seu citoplasma, pode ter mais de 
um núcleo. Se encontra dispostas em cordões ou 
trabéculas. Possui a função de formar proteínas do 
plasma sanguíneo, liberar glicogênio, formar a 
bílis, é um aparato detoxificador. Os hepatócitos 
têm 6 caras em forma de cubo, 4 dessas caras se 
unem a outros hepatócitos e formam os cordões ou 
trabéculas. A junção de dois hepatócitos forma o 
espaço chamado canalículo biliar 
Célula ITO: armazena vitamina A, tem capacidade 
de se transformar em fibroblastos, que tem a 
função de formar elementos da matriz 
 
VIAS BILIARES: o sangue flui da tríade portal 
até a V. central e a bílis flui da V. central para a 
tríade portal. A bílis fui primeiros dos canalículos 
biliares que é a união de dois hepatócitos 
As vias biliares começam nos canalículos biliares 
até chegar na tríade portal. A bílis desemboca em 
outro conduto chamado colangiolo ou conduto 
de Hering. O conduto de Hering é intra-lobulilar e 
vai desembocar em um conduto que está na tríade 
portal chamado inter-lobulilar 
 
 
 
 
 
 
VIAS BILIARES EXTRA-HEPÁTICAS: o fígado tem 
um lóbulo direito e um esquerdo, de cada lóbulo 
vai sair um conduto biliar. Conduto biliar direito 
e esquerdo. Eles são condutos inter-lobulilares e 
se anastamosam e formam o conduto hepático 
comum. Da vesícula biliar sai um conduto 
chamado cístico que vai se unir com o hepático e 
formar colédoco que irá desembocar na 2º porção 
do duodeno. 
 
 
 
 
Resumindo: a bílis se forma nos hepatócitos, que 
secreta a bílis nos canalículos biliares, estes canalículos 
formam uma rede que percorre as trabéculas 
hepáticas e que desembarcam depois no conduto de 
Hering que é intra-lobulilar pois estão dentro dos 
lobulilos e a partir desses condutos de Hering, a bílis 
sai pelos lobulilos e desemboca nos condutos biliares 
inter-lobulilares, que fazem parte da tríade portal 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
APARATO RESPIRATÓRIO 
Composto pelos pulmões e todas as vias que fazem 
chegar até os pulmões. Possui várias funções: 
TROCA DE GASES: o ar que respiramos passa pelas 
vias respiratórias e em todo seu trajeto vai sendo 
filtrado e bloqueando as impurezas. Ao chegar nos 
alvéolos ocorre o intercâmbio de gases, obtemos O2 
e devolvemos CO2. REGULAÇÃO DAS RESPOSTAS 
IMUNES AOS ANTÍGENOS INALADOS: Ag podem 
ser qualquer microrganismo que vem com a 
respiração, o AR capta esses Ag para formar 
anticorpos. FONAÇÃO: função da laringe junto com o 
movimento da língua. AQUECE, UMEDECE E 
ELIMINA PARTÍCULAS DO AR QUE RESPIRAMOS. 
OLFATO: esse sentido está no teto das fossas nasais. 
SECREÇÃO DE HORMÔNIO 
Ele possui 2 porções: condutora e respiratória 
PORÇÃO CONDUTORA: conduz o ar até a zona do 
intercambio gasoso. Ela está dentro e fora do pulmão. 
Começa nas fossas nasais, faringe, laringe, traqueia, 
brônquios principais, brônquios intrapulmonares e 
brônquios terminais 
PORÇÃO RESPIRATÓRIA: ocorre o intercambio 
gasoso. Começa nos bronquíolos respiratórios, 
condutos alveolares, sacos alveolares e alvéolos 
Fossas Nasais 
São duas câmarasdelimitas pelas narinas e no fundo 
pela rinofaringe. Limite anterior – narinas, limite 
posterior – rinofaringe, parte interna – tabique 
nasal. Na parede externa das fossas nasais temos os 
cornetes nasais que vão fazer um redemoinho com o 
ar para ele tocar no muco e deixar presa as partículas 
estranhas. Dentro da fossa nasal tem 3 zonas: 
VESTÍBULO: epitélio plano estratificado, possui 
vibrissas que funcionam como filtro 
SEGMENTO OLFATÓRIO: parte que tem olfato, está 
no teto das fossas nasais. Tecido cilíndrico 
pseudoestratificado. Possui a célula olfatória 
(neurônio bipolar), que recepciona todas as 
partículas odoríferas. Essas partículas são detectadas 
pelo neurônio que vão levar esta informação até o 
SNC. Possui célula de sosten que dá sustentação 
para os neurônios, possui células basais e células 
em cepillo. Não possui célula caliciformes igual no 
segmento olfatório 
SEGMENTO RESPIRATÓRIO: epitélio respiratório, 
epitélio cilíndrico pseudoestratificado ciliado com 
células caliciformes. Na parede media temos os 
tabiques nasais e n a parede lateral temos os cornetes 
nasais. Possui 5 tipos de células, em cepillo, células 
basais, caliciformes, cilíndricas ciliadas e célula de 
granulo pequenos 
Senos Paranasais: extensões das fossas nasais nos 
ossos do crâneo, como no frontal, etmoides, 
esfenoide e maxilar superior. É revestido por epitélio 
respiratórios. Sinusite inflamação do seno 
 
Faringe 
Possui 3 parres a rinofaringe que é parte superior, 
orofaringe que continua abaixo com esôfago, 
laringofaringe que continua na frente da laringe. 
Possui 2 epitélios: 
- Epit Plano Estratificado Não Queratinizado: está 
na orofaringe e laringofaringe. Por aí passa os 
alimentos que consumimos 
- Epitélio Respiratório: está na rinofaringe, não está 
exposta a abrasão 
Laringe 
A faringe está por cima e a traqueia por baixo. Sua 
parede está constituída de mucosa, tecido conjuntivo, 
músculos e cartilagem. Na entrada da laringe temos 
um cartilago elástico chamado epiglote, ele se fecha 
quando comemos e se abre para respiração. A faringe 
tem a função de conduzir o ar e a fonação e é 
reconhecida pelas 2 cordas vocais 
CORDA VOCAL VERDADEIRA: pregas vocais, é 
inferior e participa da fonação. Não tem glândulas e o 
epitélio é plano estratificado sem queratina. Possui 
musculo esquelético e as células estão unidas por 
desmossomas 
CORDA VOCAL FALSA: pregas vestibulares, são 
superiores e não participa da fonação. Possui 
glândulas muco-serosas e o epitélio é respiratório. 
Não tem musculo esquelético 
 
Traqueia 
Ela se divide em 2, brônquio principal direito e 
esquerdo. Possui 4 capas na sua parede: 
MUCOSA: interna, tem epitélio e tecido conjuntivo 
subjacente, (TC subjacente em um mucosa se chama 
lamina própria). Possui epitélio respiratório e não 
tem glândulas 
SUBMUCOSA: uma fibra elástica grossa divide a 
mucosa da submucosa. Possui glândulas muco-
serosas 
CARTILAGINOSA: possui cartilago hialino que 
forma placas em letra C, na parte posterior não tem 
cartilago. Possui músculo liso. Cartilago hialino 
forma a parede da traqueia e na cara posterior tem 
tecido muscular e fibroelastico 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
ADVENTÍCIA: TC que rodeia a traqueia por fora. 
Possui 2 funções: 
 Esse TC permite que a traqueia se grude a 
estruturas vizinha para se manter fixo 
 A capa adventícia permite a entrada e saída 
dos vasos sanguíneos que irrigam a parede 
da traqueia e dos nervos que vão inervar as 
paredes da traqueia 
 
Células Do Epitélio Respiratório 
CÉLULAS CILIADAS: são cilíndricas e as mais 
abundantes no epitélio respiratório, possui 250 
cílios e são moveis. Está coberta por uma capa de 
muco secreta por célula caliciforme ou glândulas. A 
função dos cílios vai ser varrer esse muco que está 
com m.o para fora das vias respiratória. 
CÉLULA MUCOSA: ou células caliciformes 
produzem mucina 
CÉLULA EM CEPILLO: são cilíndricas e tem 
microvilosidades. Na sua cara basal faz sinapse 
com fibras nervosas sensitivas aferentes 
CÉLULAS BASAIS: está na base do epitélio e são 
células madre pluripotenciais que originam 
qualquer outra célula do aparto respiratório 
CÉLULAS DE PEQUENOS GRÂNULOS (CGP): está 
na base do epitélio, células secretoras de 
hormônio. 
 
MALT – tecido linfoide associado aos brônquios, 
ele possui aspecto difuso nodular e esta composto 
por linfócitos T e B. sabemos que o ar que 
respiramos sempre traz microrganismos e esses 
m.o que estão grudados no muco vão ter antígeno 
em sua superfície. Esses antígenos serão captados 
pelas células superficiais do trato respiratório e 
levados até o tecido linfoide para que os linfócitos 
possam produzir anticorpos contra essa bactéria 
 
Brônquios 
A traqueia se divide em 2 brônquios principais o 
brônquio principal direito e brônquio principal 
esquerdo, são extrapulmonares e ao penetrarem 
nos pulmões se divide em: 
 3 brônquios lobares direito que se divide em 
10 segmentares 
 2 brônquios lobares esquerdo que se divide 
em 8 segmentares 
Nos brônquios principais vemos cartilago hialino 
em forma de C, mas ao penetrar nos pulmões os 
lobares e segmentares não possuem cartilagem. A 
parede dos brônquios intrapulmonares possui 5 
capas: Mucosa → Muscular (liso) → Submucosa → 
Cartilaginosa → Adventícia 
 
Bronquíolos 
Traqueia → brônquios principais → brônquios 
lobares → brônquios segmentares → brônquios 
terminais → bronquíolos 
Tem 3 tipos de bronquíolos: muscular, terminal e 
respiratório. Os epitélios são variáveis no começo 
é epitélio cilíndrico pseudoestratificado ciliado nos 
brônquios de maior tamanho, mas conforme os 
brônquios vão ficando menor as células 
caliciformes somem, no bronquíolo terminal não 
tem célula caliciforme. O epitélio cilíndrico 
pesudoestratif. se torna cubico simples 
Conformes os bronquíolos vão ficando menor 
começa a aparecer as Células De Clara são células 
cubicas, abundantes no bronquíolo respiratórios e 
terminal. Ela possui grânulos que contem agentes 
surfactante ou agente tensoativo que secreta 
uma proteína chamada, proteína CC 16. Ela é um 
marcador de funcionalidade a nível dos 
bronquíolos, se é detectado que está proteína está 
diminuída significa que tem destruição do epitélio 
nesses bronquíolos e se a dosagem estiver 
normalmente os bronquíolos não forma afetados 
 Célula caliciformes: bronquíolos muscular 
 Células de clara: bronquíolos terminais e 
respiratório 
A capa muscular do bronquíolo muscular é muito 
grossa. Nos bronquíolos terminais é onde chega 
a porção condutora do aparato respiratório. Nos 
bronquíolos respiratórios começa a ter alvéolos. 
A presença de alvéolos indica que é um bronquíolo 
respiratório. Quando o conduto está totalmente 
coberto por alvéolos, dizemos que é um conduto 
alveolar, ele se ramifica e forma o saco alveolar e o 
saco alveolar tem muitos alvéolos 
A diferença entra os brônquios e os bronquíolos é 
que os bronquíolos não possuem cartilagem nem 
glândulas em sua parede 
 
Alvéolos 
150-400 milhões de alvéolos, possuem 0,2mm. 
POROS DE KOHN são agurejos que comunicam os 
alvéolos entre si, caso aconteça que os alvéolos se 
fechem ou colapsem por algum problema 
patológico, o ar que chega vai ter que ir ao alvéolo 
Maria Eduarda Morais dos SantosHISTOLOGIA 
vizinho pelo poro de Kohn. Possui neumocitos do 
tipo 1 e 2, são as principais células que formam as 
paredes dos alvéolos. Macrófago também formam 
a parede dos alvéolos e podem ser encontrados 
soltos na luz do alvéolo e é chamado de macrófago 
alveolar 
 
Nessa imagem os alvéolos têm em sua espessura 
capilares contínuos. O oxigênio contido no ar tem 
que penetrar nas paredes destes vasos para poder 
circular pelo corpo todo, o oxigênio tem que 
atravessar a barreira hematogasosa desde a luz 
dos alvéolos até a luz do capilar sanguíneo para 
poder chegar. A barreira hematogasosa esta 
composta por 5 componentes: 
1. AGENTES SURFACTANTES: são líquidos na 
superfície, recobrem toda a superfície da parede 
alveolar. O2 tem que atravessar esse liquido 
2. NEUMOCITO TIPO 1: célula que permitem que 
o oxigênio atravesse a parede dos alvéolos. Ele 
descansa sobre a lamina basal. O nuemocito 2 não 
participa da barreira hematogasosa 
3. LAMINA BASAL DO EPITÉLIO ALVEOLAR: 
4. LAMINA BASAL DOS CAPILARES: formada por 
endotélio e lamina basal 
5. ENDOTÉLIO DOS CAPILARES 
 
Tem partes que a prede do alvéolo é mais grossa 
do que outra por possuir mais TC. Os alvéolos 
possuem fibras elásticas por isso os pulmões 
expandem. Esse tecido conjuntivo vai estar entre o 
epitélio alveolar e o endotélio dos capilares. O TC 
também faz parte da barreira hematogasosa. 
Composição da barreira: 
Agentes surfactantes → neumocitos 1 → lamina 
basal alveolar → tecido conjuntivo → lamina basal 
endotelial → endotélio dos capilares 
A função dos neumocitos é permitir a difusão de 
gases. O neumocito possui uma outra função além 
dessa que é as células de clara, secretam agentes 
surfactantes, mas quem cumpre principalmente 
essa função é o nuemocito 2 por ele secreta muito 
mais surfactante que a célula de clara. Esse agente 
surfactante é um fosfolipídio que se chama DI-
PALMITOIL-FOSDATIDIL-COLINA (DPPC). Se 
não tivéssemos agentes surfactantes ao expirar ar 
dos pulmões, por pressão negativa, iria colapsar as 
paredes dos alvéolos fazendo com que o paciente 
morresse por insuficiência respiratória aguda. 
Então o surfactante tem a função de diminuir a 
tensão superficial para que isso não ocorra, ou 
seja, para que os alvéolos permaneçam sempre 
permeáveis e sempre se mantenham abertos 
devido a secreção desta substância serve também 
para que os alvéolos não colpasem 
Outra função do neumocito 2 além da célula clara é 
se transformar em neumocito tipo 1, ocorre 
apenas em casos patológicos. Quando tem uma 
pneumonia, há uma destruição da parede dos 
alvéolos e os neumocitos 2 iram repor os 
neumocitos 1 que se perderam. Primeiro eles se 
dividem por mitose em grande quantidade e 
depois se transformam em neumocito tipo 1 
 
MACRÓFAGO ALVEOLAR, se encontra grudado na 
parede dos alvéolos ou flutuando na luz dos 
alvéolos. A função desses macrófagos vai ser 
fagocitar qualquer partícula estranha ou m.o 
capaz de chegarem até os alvéolos, ele fagocita e 
destrói. São a última linha de defesa dos alvéolos. 
As paredes dos alvéolos não têm BALT, somente 
a parede dos bronquíolos tem BALT. Essas 
paredes dos alvéolos têm vasos linfáticos que vão 
penetrar na parede dos alvéolos, vão passar pelos 
linfáticos e vão chegar até os gânglios que estão no 
íleo pulmonar. Podendo apresentar o antígeno aos 
linfócitos para que possa criar anticorpos contra 
 
Diferença de neumocito 1 neumocito 2: 
NEUMOCITO 1 NEUMOCITO 2 
40% das células 60% das células 
90% de superfície 5-10% de superfície 
Célula plana com 
núcleo plano 
Célula redonda com 
núcleo redondo 
Pouca mitocôndria e 
organelas 
Grande quantidade 
mitocôndria, REL e RER 
Permite difusão gasosa Secretam surfactantes 
DPPC 
 Dano no 1 os 2 
aumentam em número 
e tamanho 
 possui corpos 
laminares 
 
 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
ÓRGÃOS LINFOIDES 
Formado por gânglios linfático, timo, baço e 
amigdalas. 
 
GÂNGLIOS LINFÁTICOS 
Órgãos pequenos rodeados por uma cápsula fibrosa. 
Tem a função de filtrar a linfa. Os vasos linfáticos 
antes de chegarem na circulação sanguínea passam 
pelos gânglios linfáticos para a linfa ser purificada. É 
formado por um parênquima que é a parte 
funcionam formada por tecido linfoide organizado e 
macrófagos. E formada por um estroma que é a parte 
de sustentação, formada por cápsulas trabéculas e 
fibras reticulares 
A capsula é o TC que rodeia por fora os GL. As 
trabéculas entram dentro dos GL para dar 
sustentação, colágeno I. as fibras reticulares é o 
tecido de sustentação dos GL, colágeno tipo III. 
Os GL podem ser divididos em; Corteza que é a parte 
mais externa, tem cor escura pela quantidade de 
linfócitos. Medula que é a parte mais interna e tem 
menos linfócitos. Estroma que é formado por uma 
rede de fibras reticulares, as células são chamadas de 
células reticulares. 
 
CORTEZA: é a parte mais externa e escuro, se divide 
em profunda e superficial 
- Corteza superficial: tem nódulos linfoides, que 
pode ser primário ou secundário. Os primários são 
inativos e estão em repouso, tem cor escura. Os 
secundários possuem o nódulo ativo e os linfócitos 
B se transformam em plasmocitos, para depois 
secretar Ac. A zona clara de um nódulo linfoide 
secundário é o centro germinativo, é mais clara pois 
os linfócitos grandes não tem núcleo escuro, aqui se 
vê macrófagos. Os linfócitos em estado de ativação 
são chamados de imunoblastos. Os linfócitos B no 
nódulo secundário são muito abundantes. O centro 
do nódulo linfático secundário é claro e está rodeado 
por uma zona escura chamada manto ou zona 
crescente, é uma zona pequena de linfócitos que 
rodeiam o centro germinativo. 
 - Corteza Profunda: tem tecido linfoide difuso, não 
tem nódulo linfoide nem centro germinativo. 
Predomina linfócitos T e linfócitos recirculantes do 
sangue. Tem vênulas pós-capilares endoteliais 
altas, elas possuem endotélio plano. O ponto de saída 
dos linfócitos B circulantes do sangue até os GL são 
células com endotélio alto. Temos a célula 
dendritica que é apresentadora de Ag, pode estar em 
ambas cortezas, mas está mais na profunda pois os Ag 
se apresentam aos linfócitos T-CD4+ que depois vão 
estimular os linfócitos B pata se transformarem em 
plasmocitos, o qual irão secretar anticorpos 
 
MEDULA parte mais interna e clara está formada por 
cordões medulares que estão ao redor dos vasos 
sanguíneos, eles se ramificam, anastomosam e 
terminam a nível do hilio. Podemos ver macrófagos e 
plasmocitos. O espaço claro na medula ao redor de 
um nódulo linfoide chama senos nodulares 
- Circulação Arterial: uma artéria penetra no hilio e 
faz um formato de arco, que a partir dele vai surgir 
ramas que vão até a corteza profunda. Essas ramas 
depois se transformam em capilares e se continuam 
como vênula pós-capilares de endotélio alto 
- Circulação Venosa: oposta a circulação arterial. A 
circulação chega até a corteza profunda, na corteza 
superficial onde tem os nódulos linfoides não tem 
circulação sanguínea 
- Circulação linfática: chega varios vasos linfáticos 
chamados, linfáticos aferentes. Eles vão penetrar na 
capsula e vão desembocar em um vaso linfático que 
está abaixo dela, chamado seno-subcpasular. Esse 
seno-subcpauslar vai entrar nos gânglios seguindo as 
trabéculas fibrosas, nesta zona chama seno-
trabecular. Esses senos trabeculares se afundam até 
a medula do gânglio e vão desembocar nesses 
espaços entre cordões nodulares que se chamam 
senos medulares. Esses senos medulares formam 
uma rede de vaso linfático que vão se anastomosar 
atéo hilio onde sairá apena sum linfático eferente 
Toda linfa que chega aos GL vai ser purificada pois ela 
pode conter microrganismo. Os m.o vão ser trazidos 
pelos senos, os senos tem muitos macrófagos que 
detém m.o que chegaram das vias linfáticas até os 
gânglios. A função dos gânglios é purificar a linfa. 
Os senos são vasos linfáticos, revestidos por células 
endoteliais e macrófagos, possuem fibras reticulares 
que é o tecido de sustentação dos gânglios linfático 
TIMO 
É um órgão linfoide onde vai madurar os linfócitos T. 
Não tem fibra reticular. Ele tem 2 lóbulos um direito 
e um esquerdo, cada lóbulo esta rodeado por cápsula 
que dá origem a trabéculas, as trabéculas dividem os 
lóbulos em lobulillos. Cada lobulilo vai ter sua 
medula mais clara e sua corteza mais escura 
Lobulos → capsula → trabeucla → lobulilo (corteza e medula) 
A cápsula do timo é formada por TC laxo, muito 
vascularizada. Nas trabéculas podemos ver vasos 
sanguíneos. Poucos linfócitos B, devido a isso o timo 
não forma nódulos linfáticos nem do tipo primário 
nem do secundário. Não tem fibras reticulares, mas 
seu tecido de sustentação são célula de epitélio-
reticulares 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
O estroma do timo é formado por cápsula, trabéculas 
e célula de epitélio-reticular. Tem muito mais 
linfócitos T e macrófagos na corteza do que na 
medula, pois muito linfócitos vão amadurecer e vão 
fazer isso de forma incorreta, ou seja, serão 
defeituosos. Então vão ser destruídos e fagocitados 
por macrófagos. O parênquima é formado por 
linfócito T, macrófagos e célula epitélio-reticulares 
 
CORTEZA: 7 tipos de célula epitélio-reticulares 
1. Célula epiteliais do tipo 1: estão debaixo da 
capsula e dentro das trabéculas. Se unem com 
outra por ocludens, forma a barreira hemato-
timica (serve para não entrar Antígenos) 
2. Células epiteliais do tipo 2: está dentro da 
corteza, união por desmossomas. Formam 
compartimentos o qual dentro deles estão os 
linfócitos T em maduração. Os compartimentos 
não liberam para fora os linfócitos que não 
completaram sua maduração, apenas se 
completar passa. Os que passaram vão receber os 
Ag dessas células, e essas células vão decidir se o 
linfócito T reagiu corretamente ou não, se reagiu 
bem passa e não reagiu bem serão destruídos por 
macrófagos 
3. Célula epiteliais do tipo 3: A C3 e a C4 cumprem 
funções parecidas. C3 está na corteza. Entre as 
duas células vão ter uma barreira, barreira 
cortiço-medular. Essa barreira vai evitar que os 
linfócitos T que não completaram sua maduração 
não entre na medula. Os linfócitos que já 
completaram podem passar 
4. Célula epiteliais do tipo 4: na medula, forma a 
barreira cortico-timica. Se une com C3, ocludens 
5. Célula epiteliais do tipo 5: está na medula, 
apresenta os Ag aos linfócitos para que 
continuem sua maduração. Quando os linfócitos 
T madurarem na medula serão liberados para o 
sangue. Se não completar sua maduração serão 
destruídos por macrófagos. Os linfócitos T 
possuem 2 etapas de maduração uma na 
corteza e outra na medula 
6. Células epiteliais do tipo 6: está na medula, 
participa na formação de corpúsculo e Hassall, 
o qual tem a função de destruir os linfócitos que 
não completaram sua função. Podemos 
encontrar queratina na luz do corpúsculo 
C1 – C3 – C4 = uniões ocludens / C2 – C5= uniões desmossomas 
A maior parte dos linfócitos estão na corteza, lá tem 
todos os linfócitos que vão madurar ou não. Quando 
eles maduram passa para a medula. Os linfócitos 
grandes estão na periferia (imaturos) e os pequenos 
estão nas zonas mais profundas (maduros) 
 
Maduração dos linfócitos T no timo: Quando os 
linfócitos T saem da medula para se madurarem no 
timo, expressam dois marcadores de superfície CD2 e 
o CD7, e quando chegam ao timo vão ser expostos a 
Ag, serão apresentados por células do tipo 2. As 
células do tipo 2 vão apresentar dois tipos de 
antígenos, os Ag próprios e os Ag estranhos. Nisso 
queremos ver se os linfócitos T são capazes de 
responder a qualquer Ag. Se eles responderem se 
chama SELEÇÃO POSITIVA, e sua maduração vai 
começar na medula, mas se não responder a nenhum 
dos Ag serão destruídos por macrófagos. Os linfócitos 
passam para a medula, vão para uma segunda 
exposição aos AGs, mas aqui só vão seguir 
madurando apenas os linfócitos que responderem a 
Ag estranhos. Os linfócitos que responderem a Ag 
próprios serão destruídos esse processo se chama 
SELEÇÃO NEGATIVA e ocorre na medula 
Os linfócitos têm como marcador geral o CD3 e 
também marcadores livres que são os CD4 e CD8. 
Esses linfócitos têm que perder um desses Ag de 
superfície, se perder o CD4 vai se formar CD8 ou 
citotóxico, mas se perder o CD8 vai se formar CD4 
coadjuvante. Esses CD4 ou CD8 que se formarem, se 
conseguirem responder a apenas Ag estranhos serão 
mandando para o sangue pela vênula pós-capilares, 
mas se não responder serão destruídos por 
macrófagos ou corpúsculos de hassall 
 
BAÇO 
Órgão linfoide, filtra o sangue. Ele participa da 
defesa imunitária frente Ag que vem do sangue, o 
baço se encarrega de criar anticorpos contra esses 
antígenos. É um reservatório de glóbulos vermelhos. 
Destrói células defeituosas formadas pela medula e 
que vão até a circulação sanguínea, ao chegar no baço 
serão destruídas por macrófagos 
ORGANIZAÇÃO HISTOLÓGICA: órgão intra-abdominal 
rodeado por uma cápsula e revestido por peritônio. 
Mesotelio peritoneal é um epitélio plano simples e 
recobre a cápsula. Na sua cápsula tem fibras elásticas, 
dessa cápsula fibrosa surgem as trabéculas 
O baço se divide em 2 zonas: 
- PULPA BLANCA: tecido linfoide difuso e nodular, de 
cor clara. Tem a função de responder Ag 
transportados pelo sangue. Se encontra ao redor das 
artérias. Os vasos da pulpa blanca estão rodeados por 
um tecido linfoide chamado vaina linfoide peri 
arterial VLPA. Essa vaina está formada por linfócito 
T. O tecido linfoide do baço pode formar nódulos 
linfoides e pode ter centros germinativos, já que o 
tecido linfoide do baço responde aos Ag que chegam 
do sangue e isso permite que se formem Ac nos 
nódulos. Esse Ac são formados por linfócitos B, e ao 
serem ativados vão formar os centros germinativos 
Linfócito T na VLPA e linfócitos B onde tem nódulos. 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
As VLPA seguem os vasos sanguíneos até que se 
ramifiquem, vemos mais linfócito T. Encontramos 
nela também linfócitos grandes imaturos, 
linfoblastos e células plasmáticas imaturas. Os 
linfócitos B estão em estado de maduração. 
Entre a pulpa blanca e a pula roja temos uma zona 
elipse chamada zona marginal. Os vasos sanguíneos 
que percorrem a pulpa blanca vão abandonar a 
mesma, e ao abandonar vão cortar a parede dos vasos 
sanguíneo e o sangue vai sair para fora da circulação, 
nesse ponto em que o sangue sai fora da circulação é 
chamado de zona marginal. Além do sangue que vai 
sair na zona marginal os linfócitos que estão na 
corrente sanguínea também vão. Os linfócitos que 
abandonam o sangue na zona marginal podem se 
localizar ao redor das artérias VLPA. Os vasos que 
estão na pulpa blanca não tem adventícia e ela é 
substituída pela VLPA 
 
- PULPA ROJA: abundantes glóbulos vermelhos nos 
senos e cordões esplênicos, ela preenche o interstício 
entreos seios venosos. Ela fagocita eritrócitos. Ela 
não é um tecido linfoide e está composta por 2 coisas: 
 Sinusoides Esplênicos: drena as veias pulpares 
que estão dentro da pulpa roja. Quando o sangue 
sai fora da circulação na zona marginal ele vai 
banhar os cordões esplênicos, por isso são ricos 
em macrófagos e glóbulos vermelhos. O tecido 
conjuntivo de sustentação da pulpa blanca são as 
fibras reticulares, elas são abundantes nas 
trabéculas e na cápsula fibrosa do baço. São vasos 
de parede fina que tem um trajeto torto, não tem 
revestimento muscular apenas endotélio 
descontinuo, tem poros grandes, sem diafragma 
e tem lamina basal descontinua. A lamina basal 
forma costillas ao redor do endotélio e entra elas 
têm o espaço intercostal. 
O sangue quando sai da circulação ele irriga a 
zona marginal e depois será reabsorvido pelos 
sinusoides esplênicos para voltar a circulação 
 
Na circulação arterial as artérias entram pelo 
hilio e segue na direção da cápsula fibrosa, vai 
emitir ramas que vão penetrar nas trabéculas 
fibrosas, essas trabéculas fibrosas também darão 
ramas que vão entrar na pulpa blanca 
 
A circulação venosa começa nos sinusoides 
esplênicos, iram drenar umas veias chamadas 
veias pulpares. A partir dela formam ramos que 
vão confluir para formar as veias que 
percorreram as trabéculas fibrosas. Essas veias 
trabeculares vão percorrer a cápsula e saíram 
pelos hilio, logo que abandonar a pulpa roja vão 
para as trabéculas. Somente a circulação 
arterial recorre a pulpa blanca. A circulação 
venosa recorre a pulpa roja 
 Cordões esplênicos: tecido entre os vasos, 
espaço entre os sinusoides esplênicos da pulpa 
roja. Possui glóbulos vermelhos, macrófagos, 
plaquetas e células plasmáticas. As fibras 
reticulares são o tecido de sustentação. 
MACROFAGOS: os macrófagos dos cordões esplênicos 
filtram o sangue, e esse sangue retornara a corrente 
sanguínea através dos sinusoides esplênicos. Eles 
fagocitam e destroem Glob Rojos. Reciclam o ferro 
VASOS SANGUINEOS: a parede dos V. sanguíneos e 
dos capilares fenestrados e sinusoides são permeáveis. 
Essa circulação permite que o sangue saia da circulação 
e entre em contato com macrófagos presentes nos 
cordões esplênicos 
ARTERIAS: as artérias recebem o nome de artérias 
centrais quando penetram na pulpa blanca. 
Conforme avançam se transformam em arteríolas. 
Esse vaso não tem adventícia é substituída por VLPA 
ARTERIAS PENICILARES: são ramas das artérias 
centrais, correm paralelo a pulpa blanca. Elas vão ir 
até a zona marginal onde vai originar capilares que 
vão sair e banhar toda zona. Os linfócitos e antígenos 
vão para pulpa blanca e o resto do sangue sai na pulpa 
roja e vai até os cordões esplênicos. Em um momento 
as artérias penicilares saem da pulpa blanca e 
invadem a pulpa roja através da zona marginal. 
Quando os capilares que seguem essas arteríolas 
abandonam a pulpa blanca eles perdem sua VLPA, 
mas vão adquirir uma vaina diferente formada por 
macrófagos, e eles serão chamados de capilares 
envainados. Através desse capilar envainado que o 
sangue abandona a circulação e começa a banhar 
 
Tem dois tipos de circulação do baço 
 - ABERTA: as paredes vasculares não é continua, 
serve para que os regue os cordões esplênicos. As 
células entram nos espaços extra vasculares dos C.E, 
pelas partes abertas das arteríolas e capilares. Esse 
sangue retorna depois pelos sinusoides esplênicos. 
Circulação humana é aberta 
- FECHADA: tem continuidade nas paredes dos vasos 
Funções dos macrófagos 
Filtração Do Sangue Reservatório De Plaquetas 
Função Imunológica Metaplasia 
Criar Ac Contra Ag Extrair Os Lipídios 
 
 
 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
APARATO REPRODUTOR FEMININO 
Órgãos internos: ovário, útero, vagina e trompas 
uterinas. Órgãos externos: clitóris, vulva (lábios 
maiores e menores), gl. vestibular e monte de vênus 
 
OVÁRIOS 
Órgão genital par que tem 2 funções a de madurar o 
ovócito e produção progesterona e estrógeno. O 
ovário se divide em corteza e medula, a corteza está 
na periferia e tem os folículos e a medula está no 
centro e tem V. sanguíneos, nervos e linfáticos 
CORTEZA: é periférica possui folículos ováricos, 
onde vai madurar os ovócitos. Possui epitélio cubico 
simples, abaixo do epitélio temos TC chamado túnica 
albugínea. Temos 4 tipos de folículos: 
- Folículos Primordiais: apenas a células foliculares 
e o ovócito. Primeiro folículo da mulher, eles são os 
mais abundantes e o epitélio é plano simples 
- Folículos Primários: aparece na puberdade, tem 
um ovócito e surge a zona pelúcida. Tem 2 tipos o 
unilaminar que é epitélio cubico simples e o 
multilaminar que o epitélio é cubico estratificado e 
as células que formam essas camadas são as células 
foliculares ou células da granulosa. A zona 
pelúcida rodeia o ovócito e ela serve para que o 
ovócito não seja fecundado por mais de um espermt 
- Folículo Secundário: temos uma cavidade com 
liquido chamada antro folicular, ela faz com que o 
ovócito se afaste da parede do folículo, mas mesmo 
assim ele continua rodeado pela corona radiada. 
Conforme o ovócito se afasta da parede do folículo se 
forma um pedículo de células foliculares que liga o 
ovócito a parede chamado de cumulo ooforo. Tecas 
- Folículo Maduro (Graaf): ovócito está livre do 
antro folicular, rodeado pela zona pelúcida e corona 
radiada, servem para proteger de ser fecundado por 
+1 espermat, ovócito completa a 1º divisão meiótica 
O estroma vai formar 2 capas ao redor do folículo: 
 Teca interna: formada por células secretoras de 
hormônios femininos estrógeno e progesterona 
 Teca externa: formada por 1 capa de musc. liso 
As células foliculares estão ao redor de uma estrutura 
chamadas corpo de call-exner 
 
CICLO OVÁRICO: tem 2 fases a folicular (estrógeno) 
e a luteinica (progesterona). Um ciclo menstrual de 
dura 28 dias. 1-5 menstruação, 6-14 fase folicular, no 
dia 14 produz a ovulação onde o ovócito é expulso do 
ovário. No dia 15-28 fase luteinica se chama assim 
porque se forma o corpo lúteo 
Mitose é quando a célula filha fica idêntica a mãe e 
meiose é quando o número de cromossomos é 
reduzido pela metade na célula filha 
 
GAMETOGÊNESES NA MULHER: primeiro a célula 
imatura germinal se chama ovogonia. A ovogonia se 
divide por mitose e origina o ovócito primário. O 
ovócito primário entra na meiose 1 e da origem ao 
ovócito secundário que se chama primeiro corpo 
polar. O ovócito secundário não divide seu DNA 
antes de entrar na meiose 2 então vai se dividir em 
duas células filhas com 23 cromossomos cada e 
originar o segundo corpo polar. O resultado final da 
meiose na mulher é um ovócito maduro e 2 corpos 
polares, mas depois esse corpo se degenera e o óvulo 
será fecundado. As fases da meiose e mitose são a 
prófase, metáfase, anáfase, telófase e citocinese. 
No momento que ocorre a fecundação o ovócito 
secundário já entrou na meiose 2, ele só completa a 
divisão meiótica se for fecundado, caso contrário é 
eliminado. O óvulo maduro somente se forma 
quando o ovócito e fecundado 
 
PARA OCORRER A OVULAÇÃO PRECISAMOS: 
 Aumento do volume e pressão do liquido 
folicular: a pressão na parede do folículo vai 
fazer ele romper e liberar o ovócito 
 Romper o complexo de união: é a ruptura da 
união das células foliculares produzindo a saída 
do ovulo 
 Ovócito se desprende do cumulo ooforo: vai 
acumular GAG que atrairá agua entre a corona 
radiada e o cumulo separando o ovulo do folículo 
 A mancha vascular estigma: zonaonde ocorre 
a ovulação tem essa mancha vascular 
 Musculo liso da teca externa se contrai 
Durante cada ciclo ovárico se agrupa cerca de 25 
folículos primordiais, mas apenas 1 deles vai 
madurar e os outros 24 serão degenerados pelo 
processo de ATRESIA FOLICULAR e o resultado dela 
é o folículo atresico 
O espaço entre ovócito e lamina basal se desaparece, 
o anel envolta se chama membrana vítrea e será 
destruído formado um novo tecido, essa é a última 
etapa da artéria folicular 
 
CORPO LÚTEO: depois da ovulação se forma no 
ovário o corpo lúteo ou corpo amarelo que funciona 
como uma glândula endócrina temporal produzindo 
estrógeno progesterona. Ele possui 2 tipos de células 
 Célula da Granulosa e Célula Da Teca Interna 
Essas células são grandes, com o citoplasma 
eosinófilo e possui vacúolos que produzem hormônio 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
esteroide a partir do colesterol. A progesterona inibe 
a secreção de LH e FSH evitando uma nova ovulação. 
No centro do corpo lúteo tem uma cavidade 
hemorrágica que será ocupada e desaparecera com a 
proliferação das células grandes 
O corpo lúteo além de preparar o corpo da mulher 
para a gravidez ele produz progesterona. Quando a 
mulher está gravida o período menstruação é 
cortado, pois a progesterona inibe a secreção de FSH 
e LH. O FSH estimula que o ovário madure o folículo, 
se o FSH estiver inibido os ovócitos não vão madurar. 
Se o LH estiver inibido não tem ovulação. Quando 
uma mulher engravida o corpo lúteo fica vivo e 
produz progesterona 
 FSH: estimula que o ovário madure o folículo 
 LH: faz com que ocorra a ovulação 
Se a mulher não engravida, no dia 24 o corpo lúteo se 
degenera e diminui a progesterona. Aí libera o 
bloqueio do FSH e LH levando a menstruação 
Temos 2 tipos de corpo lúteo: 
 Corpo lúteo da gravidez 
 Corpo lúteo da menstruação 
Se a mulher engravida o corpo lúteo fica vivo e a 
progesterona secretada por ele mantem a gravidez 
até 5 mês. Se a mulher não engravida o corpo lúteo 
começa a se degenerar no dia 24 e no dia 27 morre. O 
produto da degeneração do corpo lúteo é o CORPO 
ALBICANS, a célula da teca interna não morre e volta 
para o estroma e a célula da granulosa morre e será 
fagocitada por macrófagos. Essa zona do corpo lúteo 
se enche de fibroblastos e colágeno. Esses 
fibroblastos vão desaparecer e formar uma cicatriz 
branca chamada corpo albicans, não tem função 
 
TROMPA UTERINA 
Órgão que comunica o ovário e útero, tem 4 partes: 
 Infundíbulo: possui fimbrias que captura óvulo 
 Ampola: maior parte, onde ocorre a fecundação 
 Istmo: menor porção 
 Região intramural 
A trompa uterina possui 3 capas: 
 Mucosa: interna e possui muitas pregas 
 Muscular: rodeia a luz e se divide em circular 
interna e longitudinal externa. Peristaltismo 
 Serosa: externa, vasculariza e mesotelio seroso 
 
O epitélio da trompa é epitélio cilíndrico simples 
ciliado. Possui 2 tipos de células: 
 Células ciliada: os cílios vão transportar o 
ovócito até o útero. Além dos cílios as células 
musculares da capa muscular ajudam com os 
movimentos peristálticos 
 Célula nas ciliadas: tem a função de secretar 
glicogênios pois o ovócito não tem acesso a 
nutrientes na trompa uterina, então essas células 
vão nutrir o ovócito 
 
CICLO OVÁRICO ENDOMETRIAL: 
 Fase menstrual: dia 1-5 
 F. proliferativa – F. folicular – ciclo ovárico: 6-14 
 F. secretora – F. luteinica – ciclo endometrial: 15-28 
No dia 5 para a frente começa a se desenvolver o 
folículo ovárico que termina no dia 14 que é a 
ovulação. E a partir daí o corpo lúteo se desenvolve 
até chegar no corpo albicans, essa é a fase secretora. 
O hormônio FSH está em baixas concentrações de 
repente aumenta para ajudar no desenvolvimento do 
folículo ovárico, depois abaixa e na ovulação faz outro 
pico que permite a involução do corpo lúteo. O 
hormônio LH faz um pico na ovulação, depois tanto 
no ciclo ovárico como no endometrial está em 
concentrações baixas. 
Estrógeno concentrações altas na fase folicular e a 
progesterona alta na fase luteinica 
ÚTERO 
Órgão oco que possui 4 porções: fundos, corpo, istmo 
e cuello (cervix) 
CORPO UTERINO: possui 3 capas 
- Endométrio: mais interna, possui duas porções a 
funciona que é a mais superficial e se desprende na 
menstruação e a basal que é a mais profunda. Possui 
epitélio plano com células ciliadas (transporte) e não 
ciliada (nutrição). Possui epitélio de revestimento e o 
estroma endometrial (lamina basal). 
- Miométrio: capa intermedia, mais grossa e se divide 
em 3 capas de músculo liso: longitudinal interna / 
circular media / longitudinal externa 
- Perimetrio: mais externa, é o ponto de entrada de 
artéria, nervos e suada de veias. Serosa apenas na 
cara posterior e fundos 
VASCULARIZAÇÃO DA PAREDE ÚTERO: 
As artérias que irrigam o útero são as ARTÉRIAS 
UTERINAS, elas penetram a parede do perimetrio, 
depois ao penetrar no miométrio são chamadas de 
ARTÉRIAS ARCIFORMES, desses arcos se emitem 
ramas que ao entrarem no endométrio serão 
chamadas de ARTÉRIAS RADIAIS e estão na capa 
basal do endométrio. Depois essas artérias ficam 
espiraladas na capa funcional do endométrio e vão 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
ser chamadas de ARTÉRIAS ESPIRALADAS, elas 
sangram na menstruação 
CICLO MENSTRUAL: se divide em 3 fases 
 Menstruação: 1-5 dia 
 Fase proliferativa: 6-14 dia 
 Fase secretora: 15-28 dia 
Entre o dia 1 e 5 ocorre a fase menstrual onde se 
desprende a capa funcional do endométrio, fazendo com 
que as células helicoidais sangrem. Ao terminar a 
menstruação começa a fase proliferativa onde a capa 
que se desprendeu começa a se reconstruir, essa fase 
termina quando ocorre a ovulação. O endométrio tem 
que se preparar para receber o ovócito que pode ser 
fecundado, a fase se chama fase secretora 15-28 dias. 
Na fase proliferativa antes das células do endométrio 
se desprenderem elas morrem por falta de nutrientes, 
pois a artéria helicoidal começa a ter contrações 
chegando pouco sangue para essa área. Reconhecemos 
o ciclo menstrual pois tem sangue misturado no 
endométrio. Durante a fase proliferativa começa a se 
recuperar o endométrio perdido, neste endométrio 
proliferativo as glândulas são pequenas e possui 
epitélio estratificado pois as células se proliferam para 
recompor o epitélio perdido. Essa glândula é chamada 
de GLÂNDULA ENDOMETRIAL e elas secretam 
glicogênio para nutrir o ovócito. 
Na fase secretora o hormônio predominante é a 
progesterona. E de aspecto redondo ela passa a ser 
dilata e com contornos irregulares nessa fase. As gls 
dessa fase são as GLÂNDULAS EM SERRUCHO 
 
COLÓN UTERINO 
Possui 2 porções 
 Endocervix: superior e epitélio cilíndrico simples 
muco secretor 
 Exocervix ou ectocervix: inferior e epitélio plano 
estratificado sem queratina 
Entre o endocervix e o ectocervix tem uma zona de 
transição que vai de epitélio cilíndrico simples e para 
plano estratificado 
ENDOCERVIX: epitélio cilíndrico simples muco 
secretor, possui invaginações que podem ser chamadas 
de glândulas endocervicais. O muco dessas glândulas 
serve para lubrificar a vagina, vagina não tem glândulas 
ZONA DE TRANSIÇÃO EPITELIAL: cilíndrico simples 
muco secretor do endocervix e planoestratificado sem 
queratina do exocervix. O epitélio do exocervix quando 
a mulher está no período fértil ele se prolifera e cobre a 
zona do endocervix. Essa seria uma região exo-
endocervical ou escamocolumnar 
 
VAGINA 
Está abaixo do colón e possui 3 capas 
 Mucosa 
 Muscular: circular interna e longitudinal externa 
 Adventícia 
Essas capas têm fibras elásticas e epitélio plano 
estratificado sem queratina. A lubrificação da vagina 
vem das glândulas endocervicais do colón. E epitélio da 
vagina possui pregas, suas células acumulam glicogênio, 
possui lamina basal e tecido conjuntivo laxo. Tem 
linfócitos pois é uma zona exposta. A menarca-primeira 
e a menopausa-última 
 
PLACENTA 
O feto é mantido pela placenta, ela tem uma porção 
fetal formada pelo corion e placa corial e uma porção 
materna formada pela decídua basal e placa decídua. 
Órgão temporal para nutrição fetal. Função: 
 Intercambio de substâncias 
 Órgão endócrino 
 Transporte e elimina dejetos 
 Decídua basal: parte materna da placenta, fixada 
na placa coriônica 
 Decídua capsular: parte embrionária 
 Decídua parietal: sobre o resto 
MEMBRANA PLACENTÁRIA: tecido fetal que separa o 
sangue materno do fetal. Composta por 6 capas 
1. Sinciciotrofoblasto 
2. Citotrofoblastos 
3. Membrana basal subjacente 
4. Tecido conectivo da vilosidade 
5. Membrana basal do capilar fetal 
6. Endotélio 
 
GLÂNDULA MAMARIA 
Órgão glandular com muito tecido adiposo, é uma 
glândula tubuloalveolar composta com 15/20 lóbulo 
que se conectam com o mamilo através do conduto 
lactífero ou galactóforo. Secretam leite e anticorpos 
Cada lóbulo tem uma glândula independente e um 
conduto galactóforo excretor. O conduto galactóforo se 
ramifica em condutos interlobares que depois vão se 
ramificar em intralobares. Cada lóbulo tem lobulilos que 
estão rodeados por tecido conjuntivo 
MAMILO: epitélio plano estratificado sem queratina, a 
aréola tem glândulas sebáceas, sudoríparas e mamarias. 
LACTANTE: diminui a quantidade de tecido conectivo e 
adiposo. Tem proliferação e desenvolvimento de 
lobulilos. Hipertrofia das células secretoras e 
acumulação de secreção nos alvéolos. O estrógeno 
estimula a produção dos condutos galactóforos e a 
progesterona estimula o crescimento dos alvéolos. A 
prolactina aumenta na gravidez 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
APARATO REPRODUTOR MASCULINO 
Formado pelo testículo, sistema de condutos 
(epidídimo, conduto deferente, conduto eferente e 
conduto ejaculatório), glândulas acessórias (vesículas 
seminais, próstata, glândulas bulbouretrais) 
 
TESTÍCULOS 
É uma glândula mista: 
Endógeno: testosterona / Exógenos: espermatozoides 
Está rodeado por TC denso não modelado chamado 
túnica albugínea. Se desenvolve na cavidade abdominal 
e desce até os escrotos. O testículo está divido em 
lobulilos e em cada lobulilo temos 1 a 4 túbulos 
seminíferos, onde maduram os espermatozoides. A 
túnica albugínea divide os testículos em lobulilos. O 
testículo está dentro do escroto rodeado pela túnica 
albugínea, a qual está rodeada por peritônio parietal e 
visceral. O peritônio que rodeia a túnica albugínea se 
chama túnica vaginal. Os lobulilos são separados por 
um tabique chamado mediastino testicular, ele tem 
uma rede de condutos chamada rede testicular. 
TUBOS SEMINÍFEROS: porção exócrina do testículo, 
produz espermatozoides, se encontra enrolados dentro 
de cada lobulilo e desembocam na rede testicular pelo 
túbulo reto. O epitélio que reveste os T.S. tem células 
germinais, e está rodeado por células musculares lisas 
chamadas de células mioides. O T.S não tem cílios, o 
transporte dos espermatozoides é as células mioides 
que efetuam pela contração. Tem um tecido conjuntivo 
laxo que se chama estroma testicular 
EPITÉLIO SEMINÍFERO: epitélio estratificado formado 
por epitélio estratificado formado por 
1. Células espermatogonicas (germinal) 
 Espermatogonias 
 Espermatocito primário 
 Espermatocito secundários 
 Espermatide 
 Espermatozoides 
2. Células de suporte (epitelial) 
 Célula de sertoli 
ESPERMATOGÊNESE 
Processo que ocorre a maduração do espermatozoide. 
Tem 3 fases: 
- FASE ESPERMATOGONIA: as espermatogonias que 
estão na lamina basal se transformam em 
espermatocitos primários pela mitose 
- MEIOSE: espermatocitos primários se transformar 
em espermatocitos secundário pela meiose 1, o qual 
vai entrar em meiose 2 e formar a espermatide. Aqui 
termina a meiose 
- ESPERMIOGENESE: ocorre diferenciação celular, a 
espermatide (23 cromossomos) sofre alterações até 
madurar e se transformar em espermatozoide 
CÉLULAS ESPERMATOGENICAS 
 Espermatogonia tipo A: se produz por mitose, 
46 cromossomos. 1 a 2 nucléolos 
 Espermatogonia tipo B: produz por mitose, 46 
cromossomos. 1 nucléolo 
 Espermatocitos primários: 46 cromossomos, 
primária divisão meiótica 
 Espermatocitos secundários: segunda divisão 
meiótica 
 Espermatides: 23 cromossomos 
A faz mais longa da divisão meiótica é a prófase. Existem 
2 tipos de espermatides: 
 Espermatide temprana: núcleo claro 
 Espermatide tardia: núcleo escuro 
As células que são originadas na espermatogênese estão 
unidas por pontos intercelulares que vão se romper 
quando formar os espermatozoides. Aí será perdido o 
citoplasma na última fase, o qual é chamada de corpos 
residuais, eles serão fagocitados pela cédula de sertoli. 
Na espermatogênese se forma 4 espermatozoides. As 
células que fazem contato com a lâmina basal são as 
espermatogonia e na Lamn. basal tem célula mieloide 
ESPERMIOGENESE: processo em que a espermatide se 
transforma em espermatozoide. Para isso precisa de: 
 Condensação nuclear 
 Perda de parte do citoplasma celular 
 Alargamento da espermatide 
 Formação de acrossoma: contem enzimas que 
vão conseguir romper a corona radiada e zona 
pelúcias e assim fecundar o óvulo 
ESPERMATOZOIDE: se divide em 3 porções 
 Cabeça 
 Cuello 
 Corpo: porção intermedia, principal e terminal 
CÉLULA DE SERTOLI: é importante para que o 
espermatozoide se madure corretamente. São células 
do túbulo seminifero com epitélio cilíndrico e 
prolongações citoplasmáticas que permite a célula se 
ligar com outra. Tem um polo basal (espermatogonia e 
espermatocito) e um polo apical (espermatocito 
primário para a frente). Única célula que tem nucléolo 
proeminente. A união mais importante é a próxima a 
lamina basal pois ela forma a BARREIRA HEMATO-
TESTICULAR. Funções da célula de sertoli: 
 Célula de sustentação 
 Formar barreira hemato-testicular 
 Fagocitose 
 Nutrição 
 Espermatogênese ordenada 
 Forma compartimentos que só deixa passar 
células que estão maduras 
 Secreção de produtos 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
BARREIRA HEMATO-TESTICULAR: formada por 4 coisas: 
 Endotélio dos capilares 
 Lamina basal do endotélio vascular 
 Lamina basal do endotélio seminífero 
 União sertoli-sertoli 
Ela tem a função de não deixar que os componentes do 
sangue e anticorpos entrem em contato com as células 
germinais em formação, pois as espermatides tem 23 
cromossomos e o sistema imune vai reconhecer como 
anormal e ira destruir 
 
TECIDO INTERSTICIAL: tecido conjuntivo laxo que 
está ao redor do túbulo seminífero, nele temosas 
células de leydig que secreta testosterona estimulado 
pelo LH. Estão agrupadas e vão ter vacúolos onde 
armazenam colesterol que é usado para sintetizar 
hormônios. Ela possui cristais reikner. 
 FSH estimula a espermatogênese 
 LH estimula a produção de testosterona 
 
CONDUTOS EXCRETORES 
TÚBULOS RETOS: continuação do túbulo seminífero, 
faz contato entre o túbulo seminífero e a rete testis 
RETE TESTIS: Epitélio cubico simples e continua como 
conduto eferente. Organização dos condutos interligados. 
CONDUTO EFERENTE: origina da rete testis, epitélio 
cilíndrico pseudoestratificado com cílios e microvilosidade 
EPIDÍDIMO: dividido em cabeça, corpo e calda. Epitélio 
cilíndrico pseudoestratificado com esterocilios e células 
basais. Armazenar e madurar espermatozoides 
CONDUTO DEFERENTE: epitélio cilíndrico pseudo-
estratificado ciliado. Na capa muscular: longitudinal 
interna, circular media e longitudinal externa 
GLÂNDULAS ACESSÓRIAS 
VESÍCULA SEMINAL: glândula par, epitélio cilíndrico 
pseudoestratificado. Na muscular temos uma circular 
interna e uma longitudinal externa. Secreta um liquido 
amarelo com ácido cítrico e prostaglandinas 
 
PRÓSTATA: maior glândula acessória, está ao redor da 
uretra e é um aglomerado de 30-50 glândulas pequenas. 
É uma glândula túbulo alveolar composta. Rodeado 
por uma capsula de tecido conjuntivo e tem epitélio 
cilíndrico simples. Ela rodeia a primeira parte da uretra 
e sua função é produzir liquido seminal que 
transporta o espermatozoide e produz substâncias de 
defesa contra infeções urinárias 
 
GLÂNDULA BULBO-URETRAL (COWPER): são pequenas 
glândulas mucosas que secretam um liquido pre-
seminal que lubrifica e neutraliza a acidez da uretra 
antes da passagem do sêmen na ejaculação. Esse líquido 
chama liquido de cowper. São glândulas tubulares 
com semelhança a glândulas mucosas, o epitélio é 
cilíndrico simples 
 
PÊNIS 
Tem 2 corpos cavernosos e 1 corpo esponjoso 
(uretra) que recorre a uretra até a glande. Os corpos 
cavernosos ficam eréteis 
 
SÊMEN: liquido aspecto leitoso, possui um Ph 7,2-7,3 e 
está composta por plasma seminal e espermatozoides 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
SISTEMA URINARIO 
Formado por 2 rins, 2 ureteres, 1 bexiga e 1 uretra. 
RINS 
Possui a função de formar a urina, sintetizar 
eritropoietina, renina faz com que o corpo retenha 
líquidos elevando o volume do sangue e da pressão 
arterial, hidroxilaçao de 25OH vitamina D3. 
Tem capsula, corteza (periférica), medula (central). A 
base da medula está virada para corteza e o vértice na 
pelve renal. A medula também é chamada de pirâmide 
renal, em cada rim temos 8 a 18 pirâmides. O vértice da 
pirâmide se chama papila renal. Pirâmide renal + 
corteza das pirâmides se chama lóbulo renal. 
CAPSULA: é de TC e tem fibras elásticas 
 
Estrutura Microscópica 
1. NEFRONA: unidade funcional do rim. A porção 
funcional se divide em glomérulos e túbulos renais. Ela 
é formada por glomérulo, túbulo contorneado 
proximal, asa delgada e grossa de henle, tubo 
contorneado distal. 
Se divide em porção tubular composto pelo túbulo 
proximal, asa delgada de henle e túbulo distal, e a 
porção do corpúsculo renal que é composto pela 
capsula de bowman e glomérulo 
O glomérulo começa na nefrona, depois túbulo 
contorneado proximal, depois túbulo reto proximal 
que vai entrar na medula e se chama asa delgada de 
henle a qual possui uma porção ascendente e uma 
descendente. Depois da porção ascendente vem o 
túbulo reto distal, depois ele enrola e vem o túbulo 
contorneado distal, depois vem o túbulo coletor. O 
túbulo coletor recebe o conduto coletor que vai a 
medula renal. Os túbulos na papila renal se chamam 
condutos papilares, é por eles que a urina sai do rim e 
vai para as vias urinarias, a zona onde tem vários 
condutos papilares é chamada de área cribosa 
Na corteza temos glomérulo e túbulos contorneado e na 
medula temos asa de henle. O túbulo resto distal e 
proximal está nas duas áreas 
A nefrona se classifica onde está seu glomérulo: 
 Nefrona juxtaglomerular: glomérulo perto da 
medula. Asa de henle larga e profunda 
 Nefrona cortical: glomérulo perto da cápsula. Asa 
de henle curta 
 Nefrona intermedia: nefrona com glomérulo 
intermédio, asa de henle de tamanho intermédio 
 
2. GLOMÉRULO RENAL: composto por capilares 
fenestrados. A arteríola aferente chega no glomérulo 
capilariza depois se une e sai pela arteríola eferente. 
Sistema porta. Os capilares fenestrados possuem poros 
e não tem diafragma, sua lamina basal é contínua e tem 
mesangio que é um tecido de sustentação 
Mesangio: espaço entre capilares glomerulares, é 
formado por células mesangiais e matriz extracelular. A 
célula mesangial forma a matriz extracelular desse 
tecido e tem função de sustentação 
O glomérulo filtra a urina, e se o filtro obstruir a células 
mesangiais possuem capacidade fagocitose e eliminam 
resíduos da filtração. A célula mesangial sintetiza 
mediadores químicos como IL-1 que são importantes 
para processos inflamatórios do glomérulo como 
glomerulonefrites. O glomérulo tem em seu interior 
uma rede de capilares envolvidos por uma capsula: 
 CÁPSULA DE BOWMAN: tem 2 capas a capa parietal 
de epitélio plano simples e recobre a parte externa 
e a capa visceral que está na superfície dos 
capilares fenestrados e coberta por podocitos 
 
 ESPAÇO DE BOWMAN OU ESPAÇO URINÁRIO: espaço 
entre a capa visceral e a capa parietal 
 FILTRADO GLOMERULAR: liquido que passa pela 
parede dos capilares até a cápsula de bowman, de 
um lado da cápsula remos 2 arteríolas a aferente 
que chega e a eferente que sai, essa zona chama 
polo vascular. Do outro lado tem o polo urinário 
que é onde a urina que é filtrada por esses capilares 
vai sair no espaço urinário e daí vem o túbulo 
contorneado proximal 
 CORPÚSCULO RENAL: capilares glomerulares + 
cápsula de bowman. A urina filtrada pelo glomérulo 
vai para o espaço urinário e depois sai para a rede 
de túbulos e se continua com o túbulo contorneado 
proximal que está na corteza 
 PODOCITOS: igual a pericitos, abraçam os capilares 
glomerulares, quando abraça emite prolongações 
primarias, secundarias e terciárias, a qual recebem 
o nome de pedicelos. Os pedicelos de uma célula 
com a outra se cruzam e forma espaços chamados 
de hendidura de filtração 
Entre os capilares fenestrados e os pedicelos tem a 
lamina basal que é continua e formada por 2 células: 
- Células endoteliais - Podocitos 
A lamina basal tem 3 componentes: 
1. Lamina rara interna: célula endotelial 
2. Lamina rara intermedia: zona entre ambas 
3. Lamina rara externa: podocitos 
Estrutura Do Glomérulo 
A arteríola aferente traz sangue a cápsula se capilariza 
tortuosamente e se une novamente formando a 
arteríola eferente. Um capilar em corte transversal tem: 
 Endotélio 
 Lamina basal 
 Hendidura de filtração (podocitos) espaço 
entre os pedicelos 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
Esses 3 componentes juntos formam a BARREIRA DE 
FILTRAÇÃO URINÁRIA para depois formar a urina 
Desses 3 componentes o mais importante é a LAMINA 
BASAL, pois por ela só vai passar moléculas sem 
carga ou com pouquíssima carga.A lamina basal tem 
GAG que possuem carga -, então se for uma molécula - 
vão se repelir e se for uma molécula + vão grudar 
A urina é um ultrafiltrado do plasma sanguíneo. Então 
para ser filtrado o plasma tem que atravessar a barreira 
de filtração glomerular. Primeiro atravessar os poros 
do endotélio do capilar fenestrado, Segundo passar 
pela lamina basal, Terceiro passar pelas hendiduras de 
filtração e cai no espaço urinário em forma de urina 
 
TÚBULO CONTORNEADO PROXIMAL 
Maior. Continuação dos glomérulos, mais largo e forma 
a maior parte da corteza. Sua função é reabsorver 
100% glicose e aminoácido da urina para devolver 
ao sangue. É revestido por epitélio cubico simples com 
microvilosidades, o conjunto de microvilosidade se 
chama ribette em cepillo 
Por meio da aquoporina tipo 1, o TCP absorve agua e 
devolve ao sangue. Tem molécula grandes que serão 
reabsorvidas por difusão felicitada e por endocitos 
Reconhecemos ele histologicamente, sua luz é suja pois 
são aminoácidos que não foram reabsorvidos. Os 
núcleos estão na base do epitélio e são bem separados 
um do outro pela quantidade de citoplasma Na corteza 
o TCP está no labirinto cortical e o tubo reto proximal 
está nos raios medulares 
 
ASA DE HENLE 
Tem 2 porções a asa ascendente e a asa descendente 
histologicamente são iguais, mas as funções diferentes 
 Descendente: permeável a agua e pouco para solutos 
 Ascendente: impermeável a agua e permeável a solutos 
dispostos na agua como o sal 
Ept plano simples, está na medula, pode confundir com VS 
TÚBULO CONTORNEADO DISTAL 
A diferença dele e do túbulo reto distal é a localização, 
TCD está no labirinto cortical e o TRD está nos raios 
medulares. Ele se inicia depois da asa descendente de 
henle e chega ao polo vascular, onde entra em contato 
com a arteríola aferente. No TCD é onde termina a 
nefrona e depois se continua com o túbulo coletor. 
Epitélio cubico simples e tem MACULA DENSA. Essa 
macula densa se localiza no lado da arteríola aferente, 
possui células estreitas e os núcleos próximos 
Tem a função de reabsorver Na e eliminar K na urina. 
Onde tem sódio tem agua, então quanto maior absorção 
de Na vai aumentar o volume do sangue, aumentando a 
pressão arterial. A aldosterona atua no TCD 
 
TÚBULO COLETOR 
Se continua do TCD, não faz parte da nefrona mas faz 
parte da rede de túbulos. Tem dois tipos de células 
I. CÉLULA CLARA: hipófise secreta a vasopressina, 
esse hormônio atua sobre a célula de clara para ela 
reabsorver agua e não perder agua para urina. Esse 
hormônio está bloqueado quando bebemos álcool 
II. Célula ESCURA: regula o PH da urina, se divide: 
 Célula alfa: secreta prótons + até a urina H+ 
 Célula Beta: secreta HCO3 com carga - 
 
APARATO JUSTAGLOMERULAR: regula fluxo sanguíneo e 
está composto por: 
 Macula densa: está no TCD e em contato com 
células justaglomerulares. São cubicas 
 Células justaglomerulares: na parede da arteríola 
aferente e eferente. Cel muscular lisa. Produz renina 
 Células mesangiais extraglomerulares: fora do 
glomérulo entre as arteríolas aferente e eferente. 
Da sustentação ao aparto justaglomerular 
Como Funciona O Aparato Justaglomerular: quando 
aumenta a PA chega + sangue ao glomérulo e quando a 
PA diminui chega - sangue ao glomérulo. Quando chega 
sangue em maior quantia vai fazer com que maior 
quantidade de componentes do plasma sanguíneos saia 
do espaço urinário e quanto menor a quantidade de 
sangue, menos componentes do plasma sanguíneo vão 
sair do espaço urinário. Por exemplo 
Quando aumenta a PA vai sair mais sódio do espaço 
urinário, a macula densa é sensível a variações de 
concentrações de sódio na urina, então quando tem 
muito sódio (PA ↑) o aparato se inibe e não exerce mais 
nenhuma função. Quando tem pouco sódio na urina (PA 
↓) a macula densa ativa as células justaglomerulares que 
secretam renina fazendo com que a pressão suba. O 
aumento ocorre, pois, a renina secretada começa a 
circular pelo sangue e ativa o angiotensinogeno. 
Quando a renina entra em contato com o 
angiotensinogeno se transforma em angiotensina I que 
continua circulando pelo sangue até chegar aos pulmões 
onde será transformada em angiotensina II pela célula 
do endotélio capilar pulmonar. Essa angio II continua 
circulando pelo sangue até chegar a corteza suprarrenal 
onde secreta o hormônio aldosterona. Esse hormônio 
atua no TCD absorvendo sódio e eliminado potássio. Ao 
reabsorver sódio reabsorve também agua. Esse maior 
volume de agua chega ao plasma sanguíneos para que a 
PA suba 
Secreção de Renina → angiotensinogeno → angiotensina I → 
enzima convertedora de angiotensina → angiotensina II → 
aldosterona (↑ absorção de cloreto de sódio) 
 
 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
VIAS URINARIAS 
O vértice da papila renal é onde a urina abandona os 
rins e passa para o cálice menor, que forma os cálices 
maiores, que forma a pélvis renal, que se continua 
como ureter, que desemboca na bexiga e vai para a 
uretra onde a urina será eliminada 
Desde o cálice menor tudo está revestido por Urotelio 
(epitélio transicional) até a uretra. Constituição das 
vias urinárias 
- Cálices menores - Cálices maiores 
- Pelve renal - Ureteres 
- Bexiga - Uretra 
 
O utorelio é um epitélio estratificado cuja as células 
têm forma de meia lua. Nos cálices menores o Urotelio 
tem 3 capas. No ureter pode ter até 5 capas de Urotelio. 
Na bexiga pode ter até 8 capas de Urotelio. As células 
superficiais estão ligadas por união ocludens, tem as 
ocludinas que tornam essas ligações impermeáveis 
impedindo que a agua saia da urina. As células 
superficiais vão variar dependendo se a bexiga está 
cheia ou vazia. Bexiga cheia menos capas e bexiga 
vazia mais capas. 
URETERES 
Se continua da pelve renal e desemboca na bexiga, está 
revestido Urotelio. Possui 3 capas: 
 Mucosa 
 Muscular 
 Adventícia 
No 2/3 da muscular tem longitudinal interna uma 
circular externa. Na 1/3 tem longitudinal interna, 
circular media e longitudinal externa. 
 
 
 
BEXIGA URINARIA 
Órgão pélvico distensível, armazena a urina. Possui 2 
orifícios posterior dos ureteres e 1 anterior da uretra. 
Os 3 formam o trigono vesical. Revestida por Urotelio 
Musculo detrusor é o musculo da bexiga. Ela tem serosa 
na cúpula e todo o resto tem adventícia. Possui 3 capas: 
Mucosa – Muscular – Serosa/Adventícia 
A bexiga cheia pode ter 3-4 capas, mas vazia até 8 capas 
 
URETRA MASCULINA 
Mais larga. Sua luz tem forma de H. se dividem em 3: 
I. Uretra prostática: atravessa a próstata, nela se 
abre condutos ejaculadores e glândula prostáticas. 
Tem Urotelio 
II. Uretra membranosa: rodeada por musculo 
esquelético, tem 1cm. Não tem Urotelio e é epitélio 
cilíndrico pseudoestratificado 
III. Uretra esponjosa: corre toda a longitude do pênis, 
dentro do corpo esponjoso. Tem epitélio cilíndrico 
pseudoestratificado. 
 
URETRA FEMININA 
Mais curta, no início é Urotelio, mas a maior parte é 
epitélio plano estratificado sem queratina. Por ser 
mais curta e propensa a infecções urinarias 
A lamina própria é grossa e tem fibroelastica, tem capa 
muscular (longitudinal interna e circular externa de 
musculo liso) O orifício extremo da uretra está rodeado 
por um esfíncter duplo, interno involuntário e externo 
voluntário 
 
 
ANOTAÇÕES 
Túbulo Contorneado Proximal Túbulo Contornado Distal 
Luz Suja Luz Limpa 
Núcleo Na Base Núcleo Apical (Luz) 
Epitélio Cubico Simples Epitélio Cubica Simples 
Citoplasma Eosinófilo Citoplasma EosinófiloMaria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
GLÂNDULA SUPRARRENAL 
São glândulas pares que estão sobre os polos superiores 
dos rins. Possui uma capsula de tecido conjuntivo. Uma 
corteza que se dividem em zona glomerular, zona 
fasciculada e zona reticular e uma medula composta 
por células cromafines 
 
ZONA GLOMERULAR DA CORTEZA: zona externa, 
menor. As células têm citoplasma claro e são 
encontradas em capilares fenestrados e em grupos 
arredondados. Secretam aldosterona que atua nos 
túbulos renais para reabsorver Na+ e eliminar K+, ou 
seja, aumenta o volume sanguíneo e a PA 
 
ZONA FASCICULADA DA CORTEZA: maior, tem 
cordões em formas paralelas dispostos um do lado do 
outro. Tem células espongiocitos. Secreta 
glicocorticoides como cortisol e corticosterona 
 
ZONA RETICULADA DA CORTEZA: interna, com 
aspecto de rede. Células com citoplasma marrom, elas 
acumulam um pigmento citoplasmático chamado 
lipofuscina. Secreta andrógeno como testosterona, 
dehidroepiandrosterona-dhe e androsterona 
 
MEDULA: tem veias grandes e dilatadas. Apenas com 
coloração especial vemos a divisão entre a corteza e a 
medula pelo acúmulo de colágeno 1. As células 
cromafines possuem núcleo ovalado e pontilhado. 
Possui células ganglionares do SNP. A função das 
cromafines é controlada pelo SNA devido a presença de 
células ganglionares na região. Secreta adrenalina 
 
Os capilares dos órgãos endócrinos são sempre 
fenestrados 
Funções Das Glândulas Suprarrenais 
A zona glomerular secreta aldosterona, que reabsorve 
Na e elimina K+, para que seja secretado vai precisar 
que a angiotensina II o sintetiza 
A zona fasciculada secreta glicocorticoide que atua no 
metabolismo dos carboidratos e dos ácidos graxos. Em 
alguns órgãos esses produtos de armazenam e em 
outros se libera até o sangue. Os corticoides atuam no 
sistema imune, quando um glicocorticoide aumenta no 
sangue, ele diminui no sistema imune. Os corticoides 
são do grupo de hormônios esteroides que se originam 
do colesterol. Por isso na zona fasciculada as células 
espongiocitos tem citoplasma com vacúolos grandes, 
neles está armazenada o colesterol. 
A zona reticular secreta corticoides e andrógenos, 
dehidroepiandrosterona-dhe transforma em 
testosterona 
A medula secreta adrenalina e noradrenalina que 
mantem a pessoa em estado alerta, deixando mais ativo 
cérebro, coração e músculo esquelético. A adrenalina 
causa vasodilatação nesses órgãos mas provoca 
vasoconstrição no aparato digestivo elevando a PA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GLÂNDULA PINEAL 
É uma glândula pequena está na porção posterior do 
teto do encéfalo, pode ser chamada de epifisis. A sua 
função é secretar melatonina que é o hormônio 
responsável de regular o ciclo circadiano, a luz inibe a 
melatonina e na escuridão ocorre um disparo 
A célula que secreta melatonina se chama pinelocito 
que constitui 90% da glândula pineal, os outros 10% é 
ocupada por astrocitos que são células de sustentação 
ARENILLAS OU ACÉRVULOS CEREBRAIS: são estruturas 
basófilas que através dela reconhecemos uma glândula 
pineal. São secreções da célula pinealocito e astrocito. 
Quanto mais velho o paciente mais arenilla tem a pineal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
SISTEMA ENDÓCRINO 
Formado por glândulas sem condutos que secretam 
produtos (hormônios) na corrente sanguínea para 
chegar até algumas células ou órgãos 
Tipos de secreção: 
1) Endócrina: a secreção vai direto para o sangue 
2) Autocrina: a secreção atua nela mesmo 
3) Paracrina: a secreção atua na célula vizinha 
Classificação de hormônios: 
 Proteína ou polipeptídio: insulina ↓ glucagon ↑, FSH 
 Derivados de aminoácidos: tiroxina T4 (tiroides), 
adrenalina (suprarrenal) 
 Derivados de lipides: testosterona, estrógeno e 
progesterona 
Para que um hormônio atue sobre uma célula tem que 
ter um receptor. No caso dos hormônios proteicos ou 
derivados de aminoácidos seu receptor vai estar na 
membrana plasmática, aí depois vem o 2º mensageiro 
que da informação ao núcleo que vai fazer com que só 
ele ative para que os efeitos fisiológicos produzidos por 
este hormônio possam ocorrer. Nos hormônios 
derivados de lipides, serão levados ao sangue por um 
transportador proteico e atravessam a m. plasmática 
por difusão simples e vai encontrar seu receptor no 
núcleo da célula onde vai exercer seu efeito. Os lipides 
são mais rápidos atuam direto, não tem 2º mensageiro 
Regulação da concentração de hormônios no sangue 
 Retroalimentação positiva: o aumento de 
hormônio no sangue provoca no órgão mais 
secreção. Quanto + secreção + a glândula produz 
 Retroalimentação negativa: a glândula tireoide 
secreta 2 hormônios, T4 e T3. Quando esses 
hormônios aumentam sua secreção no sangue ira 
inibir a função da glândula tiroide, ou seja, quanto 
maior secreção menor função da glândula 
HIPÓFISES 
Glândula pequena que está dentro do osso esfenoide, a 
silla turca da proteção a hipófise. Possui 2 lóbulos: 
 Lóbulo anterior: provem da bolsa de Rathke e se 
divide em 3 partes a pars distal, pars tuberalis e 
pars intermedia. Lóbulo maior e tem muitas célula. 
Chamada de adenohipofise com função glandular 
 Lóbulo posterior: se divide em 2 partes a pars 
nervosa e o infundíbulo. Chamada neurohipofise 
A hipófise se comunica com o SNC pelo talo que faz 
contato com o hipotálamo, o qual controla a função da 
hipófise e de vários órgãos. Entre o lóbulo anterior e o 
lóbulo posterior tem a pars intermedia 
 
 
Hipófise pars distalis (lóbulo anterior): 3 tipos de 
células acidófilas, basófilas e cromofobas. As acidófilas 
se dividem em somatrotopas e mamotropas, a 
somatotropa secreta somatotropina (h. do crescimento) e 
a mamotropa secreta prolactina (leite). As células 
basófilas se dividem em tirotropas, corticotropas e 
gonadotropas. A célula tirotropa secreta tirotropina 
(T4), a corticotropa secreta adrenocorticotropico, e a 
célula gonadotropa secreta FSH e LH 
 
Neurohipofise (lóbulo posterior): composto por 
pituicitos que são astrocitos da neurohipofise e 
composta por axons amielínicos, não tem vaina de 
mielina e provem do hipotálamo 
O produto da secreção formado no hipotálamo se 
armazena na hipófise, corpo de herring, secreta 2 hor: 
 Vasopressina: h antidiurético que atua no túbulo 
coletor para absorver agua na urina. Álcool inibe 
 Oxitocina: atua na contração do útero, RP+, e atua 
na expulsão do leite 
Adenohipofise: Células acidófilas /Células basófilas/ Células 
cromofobas 
Neurohipofises: corpo de Herring (oxitocina e vasopressina) 
/ Pituicitos /Axones mielínicos 
 
GLÂNDULA TIREOIDE 
Região cervical e possui 2 lóbulos unidos pelo istmo. 
Tem uma capsula, TC que está ocupada por folículos 
tireóideos do parênquima, cada folículo possui um 
coloide que armazena tiroglobulina. Tem parênquima 
formados por folículos tiroides e tem epitélio cubico 
simples, esse epitélio tem 2 células 
 Célula folicular: cumprem a maior parte da função 
da glândula, produz T3 e T4 
 Célula parafoliculares: função endócrina – 
calcitonina (célula C) 
 
Funções das glândulas tiroides: 
I. Acelera metabolismo 
II. Facilita processos mentais 
III. Estimulo do metabolismo de carboidrato e gordura 
IV. Aumento da frequência cardíaca 
V.Ação muscular 
VI. Calcitonina: inibe osteoclastos para não liberar Ca+ no sangue 
I a V são funções da T3 e T4. VI função da célula parafolicular 
 
Síntese de hormônio tireoidiano 
1) Síntese de tiroglobulina (está dentro do coloide) 
2) Reabsorção, difusão e oxidação de iodo 
3) Iodação de tiroglobulina 
4) Formação de T3 e T4 
5) Reabsorção de coloide 
6) Liberação de T3 e T4 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
Se forma muito mais T4 do que T3, porem a T3 é mais 
potente. Muitos órgãos que recebem estes hormônios 
tem a capacidade de transformar T4 em T3. A T3 tem a 
função de desenvolver o SN e a T4 estimula o 
metabolismo celular e favorece o crescimento 
 Déficit de iodo: HIPOTIROIDISMO, adm T4 
 Aumento de iodo: HIPERTIROIDISMO 
 
Via Rápida (Alternativa): a via lissomal transforma 
tiroglobulina, T3 e T4 por via enzimática. Uma vez que 
se absorve T3 e T4 passara diretamente a membrana 
basal e será liberada no sangue sem nenhum tipo de 
digestão enzimática 
Segunda Via: é mais rápida e ocorre em casos 
patológicos, os produtos serão digeridos nos órgãos que 
os vão receber. Para que isso ocorra a tiroglobulina se 
une a megalina. 
 
GLÂNDULA PARATIREOIDE 
Esta grudada na cara posterior da tiroide. Tem 4 
glândulas paratireoides, 2 superiores e 2 inferiores, 
possuem cápsula fibrosa que recobre as 4 glândulas. 
Parênquima está formado por 2 células: 
I. Principais: abundante e secreta paratormônio 
PTH que aumenta o Ca+ no sangue. Se não tem 
glândula paratireoide o Ca+ no sangue não diminui 
II. Oxifilas: pouca quantidade e função desconhecida 
Dentro da glândula PT tem um TCL fino muito 
vascularizada e tecido adiposo. Uma pessoa vive sem a 
glândula tiroide pois tem remédio que suprem os 
hormônios, mas uma pessoa não vive sem a 
paratireoide pois o paratormônio é difícil de controlar 
Paratormônio: aumenta a concentração de cálcio 
atuando em vários lugares. Ele faz com que haja mais 
reabsorção de Ca+ nos túbulos renais e no intestino 
delgado. Sua função é aumentar o Ca+ no sangue 
 
Bolsa de rathke 
 
Corpos de Hering 
 
Coloide 
 
Hipófise 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Calcitonina: ↓ cálcio 
Paratormônio: ↑ cálcio 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
PELE 
Se divide em epiderme, derme e hipoderme. Possui 
anexos como glândulas sudoríparas, sebáceas e folículo 
piloso. Funções da pele: 
 Barreira De Proteção: separa nosso organismo 
interno do externo, evitando contaminação por mo 
 Papel Imunológico: certas bactérias captam 
antígenos de mo que estão na superfície para 
apresentá-los aos linfócitos, o qual criaram uma 
barreira imunológica contra qualquer bactéria 
 Homeostasia: através da pele se regula a 
temperatura corporal, 37ºC 
 Informação sensitiva: terminações nervosas da 
pele levam informações ao SNC sobre as trocas 
químicas na superfície da pele 
 Função endócrina: na pele se forma a vitamina-D 
que tem o PTH, o qual aumenta a concentração de 
cálcio no sangue 
 Excreção: o suor ajuda a controlar a temperatura 
corporal, expulsando produtos de excreção 
Temos a pele grossa que é encontrada na palma das 
mãos, planta dos pés, joelho, tornozelo e lombo 
(queratina grossa). A pele fina se encontra no resto do 
corpo, a mais fina é a da pálpebra (queratina fina). 
Crestas epidérmicas está na pele grossa e entre 2 
crestas temos a papila dérmica 
 
EPIDERME 
Plano estratificado com queratina, se divide em 5 
capas formadas por queratinocitos, de baixo para cima: 
1. Estrato basal: célula pequena e pouco citoplasma. 
Tem célula madre que origina as outras células. 
Célula de merkel 
2. Estrato espinhoso: célula grande com muito 
citoplasma e união por desmossoma. Célula de 
langhans 
3. Estrato granuloso: citoplasma basófilo e tem 
grânulos de queratihialina. 3-5 capas 
4. Estrato lucido: quando a célula chega ao estrato 
granuloso vai morrer por apoptose, seu citoplasma 
que estava cheio de queratihilaina será substituído 
por queratina. Quando fica vai se chama estrato 
lucido, só está presente em pele grossa. 
5. Estrato córneo: mais externa, citoplasma cheio de 
queratina. Essa camada define se a pele é grossa 
 
DERME 
Abaixo da epiderme. Possui cresta epidérmicas e entre 
elas temos a papila dérmica, que é um TCL muito 
vascularizado e leva nutrição ao epitélio da pele. Tem 
uniões derme-epidérmicas. 2 tipos de derme: 
1. Dermis papilar TCL: tem papila dérmica, TCL 
muito vascularizado com várias fibras nervosas, VS 
e linfáticos. Nutrição. +células – fibras 
2. Dermis papilar TCDI: com muitas fibras e pouco VS 
e célula. Está no músculo liso e glândula mamária. –
células +fibras 
 
HIPODERME 
Mais profunda, componente principal é tecido adiposo. 
Pode ter músculo liso e músculo esquelético. 4 células 
QUERATINOCITOS (90%) 
Produz queratina na superfície da célula, participa da 
barreira contra agua. As células mais maduras estão no 
estrato córneo, elas morrem para formar uma capa 
protetora evitando que se perca agua. Isso faz com que 
não se desidratamos, se essa barreira romper perdemos 
liquido. A barreira é formada por 2 tipos de moléculas 
os lipides e proteínas 
A nível da MPI dos queratinocitos tem proteína 
insolúvel em agua, já na MPE esta ocupa por lipides, os 
lipides que estão entre as células vão ser estabilizados 
por proteínas que estão na cara interna da MP 
Corpos laminares: está no citoplasma das células 
queratinociticas do estrato córneo, eles têm lipides que 
fazem parte da barreira. Por meio de exocitose eles 
levam os lipides até o espaço extracelular formando o 
componente liquido da barreira. Os lipides por ser 
gordura são insolúveis em agua, ocupando o espaço 
extracelular e evitando que a agua saia 
Envoltura celular: as proteínas da MPI da resistência 
mecânica a barreira. A barreira está formada realmente 
por lipides (corpos laminares), as proteínas apenas dão 
resistência mecânica. A proteínas mais importante da 
barreira interna é loricrina (80%) 
 
MELANOCITOS (5%) 
Célula da epiderme formada na cresta neural e migra até 
o epitélio da pele em formação, se aloja na epiderme do 
estrato basal. Sua presença em estratos superiores 
indica melanoma. Fácil reconhecimento em tinção 
eosina e hematoxilina. Não estabelece uniões 
desmossomicas com os queratinocitos. Melanocitos 
secretam melanina, que protege a pele contra raio UV. 
Como os melanocitos fazem com que a pele tenha cor? 
através da doação pigmentária, os melanocitos tem 
prolongações citoplasmáticas. Os melanocitos sintetiza 
melanina, que sofre processos químicos que fazem com 
que a melanina amadureça dentro dos grânulos. Esses 
grânulos serão transportados até as prolongações 
citoplasmáticas dos melanocitos. Os queratinocitos vão 
fagocitar as prolongações citoplasmáticas dos 
melanocitos, engolindo pigmento melanina. Quando 
tem alguma lesão na pele como nevus, os melanocitos 
vão ter pigmentação de cor marrom, indicando que 
estão produzindo mais melanina que o normal e doando 
ao queratinocitos. 
Maria Eduarda Morais dos SantosHISTOLOGIA 
OLFATO 
Região olfatória: está no teto da cavidade nasal e 
recoberto por uma mucosa olfatória especializada. O 
epitélio olfatório é sem célula caliciforme. 
 
TIPOS DE CÉLULA 
 Célula receptoras olfatórias 
 Células de sosten 
 Células basais 
 Células em cepillo 
 
Célula Receptora Olfatória 
São neurônios bipolares que tem prolongações apicais 
com cílios. O polo apical tem uma prolongação 
dendritica chamada vesícula olfatória, a qual da origem 
a vários cílios largos e finos. No polo basal é originado 
uma prolongação amielinica. A célula RO tem uma vida 
útil de 1 mês e caso lesionam se reconstroem rápido. O 
conjunto de axones da célula RO forma o nervo olfatório 
 
Célula Sustentacular 
Fornece sustentação mecânica e metabólica as células 
de RO. Células mais abundantes, com núcleos cilíndricos 
altos e ocupam posição apical. Essa célula tem 
microvilosidades e muitas mitocôndrias 
 
Células Basais 
Pequenas e redondas, estão na lamina basal, núcleo 
abaixo do núcleo das célula RO. Citoplasma com poucos 
grânulos. Possui a função de célula de reserva ou 
citoblasto 
Célula Em Cepillo 
São cilíndricas, encontrada em pequena quantidade. 
Presente no epitélio de outras partes das vias de 
condução. Possuem microvilosidades na parte apical e 
na parte basal tem contato com fibras nervosas. A célula 
em cepillo participa da estimulação sensitiva geral da 
mucosa 
 
GLÂNDULAS OLFATÓRIAS 
Chamada de glândula de bowmann, são 
tubuloalveolares e serosas que enviam sua secreção até 
a superfície olfatória por meio de condutos. Os grânulos 
de lipofuscina prevalecem nas células glandulares e 
sustentaculares. 
As secreções serosas atuam como solventes para 
substâncias odoríferas, o fluxo constante das glândulas 
livra a mucosas dos restos das substâncias odoríferas 
detectam para que novos odores sejam percebidos. 
Apara diagnosticar a região olfatória da mucosa nasal é 
a presença de nervos olfatórios em combinação com 
glândula olfatória na lâmina própria 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
OLHO 
GLOBO OCULAR 
Possui 2 segmentos o segmento anterior, córnea e o 
segmento posterior esclera, o qual estão separados 
pelo limbo. 
Possui o polo ocular anterior e o polo ocular posterior, 
existe uma linha entre eles que origina o eixo do olho, 
e a partir do eixo do olho e dos dois polos origina o 
equador geométrico 
Meridiano vertical divide o olho em metade nasal e 
metade temporal. Meridiano horizontal divide o olho 
em metade superior e metade inferior 
Atrás do globo ocular tem o corpo adiposo da orbita 
que está separado do globo ocular pela vaina do globo 
ocular. Tem duas folhas a parietal e a visceral e estão 
separadas pelo espaço intervaginal. A córnea está 
protegida do ressecamento pela pálpebra que produz 
liquido lacrimal 
Atrás da córnea tem a câmara anterior que possui o 
humor aquoso, espaço entre a córnea e a íris. A câmera 
posterior tem humor aquoso e é o espaço entre a íris 
posterior e o cristalino, ele mante a forma do olho 
Câmera vítrea é o espaço da superfície posterior do 
cristalino e retina nervosa 
 
 Córnea + câmara posterior e anterior = segmento 
anterior 
 Câmara vitro + retina visual + EPR + uvea + 
esclerótica = segmento posterior 
I. Córnea: principal elemento da refração 
II. Cristalino: serve para acomodação, bicôncavo 
III. Humor aquoso: liquido entre as câmaras 
IV. Corpo vítreo: protege a retina e mantem a forma 
do olho, composta por humor aquoso 
 
Túnicas do globo ocular: 
 Túnica fibrosa: externa, formada esclera e córnea 
 Túnica vascular: media, formada coroide, corpo 
ciliar e íris 
 Túnica nervosa: interna, formada retina 
 
 
TÚNICA FIBROSA: córnea e esclera, separadas pelo 
limbo. A córnea esta composta por 5 estratos: 
1. Epitélio anterior: epitélio estratificado plano não 
queratinizado. Tem célula madre 
2. Membrana de bowman: mem limitante anterior 
3. Estroma córneal: tcdi, capa mais grossa, avascular 
4. Membrana de desement: lamina basal das células 
endoteliais e da córnea. Abaixo da esclera 
5. Epitélio posterior: epitélio plano simples 
A esclera possui 3 capas 
1. Esclera: muitos VS, TCL e Tecido adiposo 
2. Substância própria: TCDI e esclera 
3. Lamina fusca: melanocitos, regula o brilho da luz 
Nas 3 capas tem fibroblastos. A esclera rodeia a maior 
parte do globo, parte branca. Ela tem função protetora. 
Na parte posterior é atravessada pelo nervo ótico 
Limbo esclerocorneal: zona de transição entre esclera 
e córnea. Possui o aparato de drenagem do humor 
aquoso. Conduto de schlemm 
O limite anterior da córnea é a transição limbocorneal 
e o limite posterior é chamado de limite limboescleral. 
Toda a superfície do limbo possui humor aquoso. O 
limbo está composto por: 
I. Conjuntiva 
II. Capsula de tenon 
III. Estroma do limbo 
IV. Aparato de drenagem do humor aquoso 
V. Formação do humor aquoso 
 
TÚNICA VASCULAR: coroide, corpo ciliar e íris. Dentro 
do corpo ciliar está o musculo ciliar que tem a função de 
acomodar o cristalino. A íris está sobre o cristalino e seu 
orifício central se chama pupila 
 Musculo esfíncter da pupila: reduz o tamanho 
 Musculo dilatador da pupila: aumenta o tamanho 
Coroides: cobre a retina e se encontra entre a esclera e 
a retina. O espaço pericoroideo separa o coroide da 
esclera. O coroide tem 2 capas 
1. Capa coriocapilar 
2. Membrana de bruch/vítrea 
Iris: parte anterior do cristalino, separas as câmaras e a 
pupila é a superfície central. A contração dessas células 
acontece pelas células musculares lisas 
Corpo ciliar: porção anterior engrossada. Possui o 
estroma que é a capa externa e tem musculo ciliar. 
Possui também um epitélio biestratificado cilíndrico 
tem função de dar sustentação ao cristalino 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
Processo ciliar são invaginações do corpo ciliar que 
vão até o cristalino 
O epitélio ciliar secreto humor aquoso, participa da 
barreira hematoaquosa 
 
TÚNICA NERVOSA: retina, ela tem 2 componentes a 
retina nervosa e epitélio pigmentário composto por 
epitélio cubico simples com células que tem melanina 
 
Retina: capa mais interna do globo e tem 2 capas: 
 Retina nervosa: interna, se divide em região não 
fotossensível e região fotossensível 
 Epitélio pigmentário: externa, local onde se une o 
nervo ótico e a retina 
 
Capas da retina: (fora para dentro) 
1. Epitélio pigmentário da retina 
2. Capas de cones (dor) e bastões (pouca luz) 
3. Membrana limitante externa: limite apical da muller 
4. Capa nuclear externa: núcleo dos cones e bastões 
5. Capa plexiforme externa: prolongações de cones e 
bastões, cls horizontal, amacrinas e neurônios bipolares 
6. Capa nuclear interna: núcleos de células de muller, 
amacrinas, horizontais e bipolares 
7. Capa plexiforme interna: prolongações de células 
horizontais, amacrinas, bipolares e ganglionares 
8. Capa ganglionar: núcleos das células ganglionares 
9. Capa de fibra do nervo ótico: axones do nervo ótico 
10. Membrana limitante interna: lamina basal da muller 
 
Células da retina 
 Célula fotorreceptora: cones e bastões 
 Neurônio de condução: horizontal e amacrina 
 Célula de sustentação: muller, micróglia e estorcidos Neurônios de condução: bipolar e ganglionares 
No polo posterior tem a macula lútea e em sua região 
central tem a fóvea central 
 
CRISTALINO 
Biconvexo, avascular e transparente. 3 componentes 
principais 
I. Capsula do cristalino 
II. Epitélio subcapsular 
III. Fibras do cristalino 
 
CORPO VÍTREO 
Substância gelatinosa que ocupar a câmara vítrea do 
segmento posterior 
 
ESTRUTURAS ACESSÓRIAS DO OLHO 
Conjuntiva: membrana que reveste a parte interna das 
pálpebras e anterior do globo ocular. Epitélio cilíndrico 
estratificado com células caliciformes 
Pálpebras: protege o globo, tem a pele fina. Tem o tarso 
que é um suporte flexível. Glândulas da pálpebra 
I. Glândulas tarsales (meibomio) 
II. Glândula sebáceas da sobrancelha (zeis) 
III. Glândula Apocrina das sobrancelhas (moll) 
IV. Glândulas lacrimais acessórias 
Glândula lacrimal 
Possui vários lóbulos individuais de adenomeros 
tubuloacinares serosos. As lagrimas protegem o epitélio 
e possuem agentes antibacterianos e protetores contra 
UV, elas mantem úmida a conjuntiva e epitélio corneal e 
eliminam material estranho da superfície do olho 
 Músculos extrínsecos do olho 
I. Musculo reto medial 
II. Musculo lateral 
III. Musculo superior 
IV. Musculo inferior 
V. Musculo oblíquo superior 
VI. Músculo obliquo inferior 
 
A nutrição da córnea é avascular e ocorre por difusão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Eduarda Morais dos Santos HISTOLOGIA 
OUVIDO 
O ouvido se divide em ouvido interno, ouvido médio e 
ouvido externo. O ouvido externo leva o som até o 
ouvido interno. Funciona de duas maneiras: 
 Sistema auditivo, responsável pela audição 
 Sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio 
 
OUVIDO INTERNO 
Composto pelo pavilhão auricular que capta as ondas do 
conduto auditivo externo. O conduto auditivo externo 
tem epitélio plano estratificado com pelos, glândulas 
sebáceas e glândulas ceruminosas. As glândulas 
ceruminosas ajudam a manter corpos estranhos fora do 
ouvido. Pavilhão auricular esta composto por 
cartilagem, elástica e pele 
 
OUVIDO MÉDIO 
Composto pela cavidade timpânica, membrana 
timpânica, trompa auditiva, espaço antro mastoideo e 
celdas mastoideas. 
Cavidade timpânica tem 3 ossos, martelo, estribo e 
bigorna (yungue). Ele tem a função de converter as 
ondas sonoras do ouvido externo para o ouvido interno. 
Epitélio respiratório e cuboide. 
Trompa auditiva é revestida por epitélio respiratório 
com célula caliciformes e tem a função e permitir 
entrada de ar no ouvido médio 
Celdas mastoideas: está apoiada no periósteo dentro 
do osso temporal 
Membrana timpânica: epitélio plano estratificado. 
Possui uma parte flácida e uma tensa 
O martelo se articula com yungue, yungue é o maior e 
se articula com estribo e martelo, estribo está na base. 
Os três estão ligados a 2 músculos: musculo tensor do 
tímpano e musculo do estribo 
OUVIDO INTERNO 
Composto por uma porção óssea (labirinto ósseo) e 
uma porção membranosa (labirinto membranoso). 
O labirinto ósseo é composto pela perilinfa que o separa 
do labirinto membranoso. No labirinto membranoso 
tem a endolinfa. Possui epitélio pseudoestratificado 
cilíndrico ciliado. O ouvido interno tem 3 espaços cheios 
de liquido 
1. Espaço endolinfatico 
2. Espaço perilinfatico 
3. Espaço cortilinfatico 
 
Labirinto ósseo tem 3 espaços comunicados: 
1. Conduto semicircular 
2. Vestíbulo 
3. Cóclea 
Labirinto membranoso, sacos e condutos cheio de 
endolinfa, possui labirinto coclear (conduto cóclea) e o 
labirinto vestibular (utrículo, sáculo). Células sensórias 
do labirinto membranoso são as células ciliadas I e II e 
célula de sosten 
 
ÓRGÃO ESPIRAL DE CORTI 
Está na membrana basilar, é formado por células 
ciliadas e células de sosten, sua função é recepção de 
estímulos auditivos 
Divisão do conduto coclear 
1. Rama vestibular: perilinfa 
2. Rama intermedia: endolinfa 
3. Rama timpânica: perilinfa 
Células do orago de corti 
Células de sosten: 
 Células pilares 
 Interna 
 Externa 
 Células falangicas 
 Interna 
 Externa 
 Células marginais interna 
 Células marginais externa 
 
Célula ciliadas 
 Interna: fileira de célula ao longo do conduto 
coclear. Ao redor da lamina espiral 
 Externa: 3 fileiras de células ciliadas na base e 
5 fileiras no vértice do conduto coclear 
 
 
Glândulas ceruminosas: são glândulas tubulares que 
secretam cerumem e cera

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