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aréola da mãe em caso de 
monilíase (Apêndice B)
•	 Aplicar tratamento local (antibiótico tópico)
•	 Orientar a mãe a tratar as infecções locais em casa 
(Apêndice B)
•	 Orientar a mãe quanto a medidas preventivas e 
sinais de perigo que requerem retorno imediato 
(Quadro 8)
•	 Aconselhar a mãe a prosseguir com o aleitamento 
materno exclusivo, sempre que possível
•	 Reavaliar a criança em dois dias
Se:
•	 Nenhum dos sinais anteriores SEM 
DOENÇA 
GRAVE
OU 
INFECÇÃO 
LOCALIZADA
•	 Aconselhar a mãe a prosseguir com o aleitamento 
materno exclusivo, sempre que possível
•	 Nenhum tratamento adicional
•	 Orientar a mãe quanto a medidas preventivas e 
sinais de perigo que requerem retorno imediato 
(Quadro 8)
•	 Orientar a mãe quanto ao retorno para nova 
consulta
Fonte: MS/SAS.
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Cuidados na Comunidade 9 Capítulo
Caso haja suspeita de que uma criança com menos de 2 meses de idade 
possa ter doença grave ou infecção localizada, a recomendação do programa 
Aidpi é (1) não perder tempo fazendo exames ou outros procedimentos; (2) 
iniciar o tratamento com antibiótico parenteral e medicação de urgência, 
quando indicado; e (3) transferir o RN para um centro especializado.
9.4 Diarreia em menores de 2 meses
Para que se faça adequado diagnóstico de diarreia nos dois primeiros meses de vida, 
é importante lembrar que bebês que recebem aleitamento materno exclusivo e que 
encontram-se clinicamente bem podem apresentar de 6 a 8 evacuações líquidas ao 
dia. Essas fezes características são consideradas normais para a criança que recebe só 
leite materno. A mãe, em geral, reconhece quando há mudança no padrão habitual das 
evacuações da criança.
Nas diarreias que causam desidratação, na maioria das vezes, há fezes líquidas. Em uma 
criança menor que 2 meses, a diarreia aguda pode provocar desidratação e levar à morte. 
Já a diarreia prolongada pode ocasionar problemas nutricionais que contribuem para a 
mortalidade. A diarreia com sangue, nesta faixa etária, pode ser consequência de doença 
hemorrágica do RN secundária à deficiência de vitamina K, de outros problemas de coagu-
lação, como a coagulação intravascular disseminada, ou de enterocolite necrosante. Outras 
vezes, o sangue nas fezes pode ser secundário a fissuras anais ou à alergia ao leite de vaca.
A lavagem das mãos, o aleitamento materno exclusivo e o tratamento rápido e adequado 
são medidas importantes.
Para orientar o diagnóstico e a conduta em caso de criança menor que 2 meses com 
diarreia, recomenda-se utilizar o Quadro 14.
Quadro 14 – Investigação de diarreia
Perguntar Observar se a criança apresenta sinais de desidratação:
•	A criança evacua quantas 
vezes ao dia?
•	Qual é a consistência das 
fezes?
•	Há quanto tempo?
•	Há sangue nas fezes?
•	Letargia, inconsciência ou irritabilidade
•	Olhos fundos
•	Sinal da prega cutânea
Fonte: MS/SAS.
Com as informações obtidas, deve-se classificar e orientar o tratamento conforme o Quadro 15.
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Ministério da saúde
Quadro 15 – Avaliação, classificação e tratamento da criança com diarreia
Avaliar os sinais Classificar como Medidas a serem tomadas
Se houver ao menos dois 
dos seguintes sinais:
•	Letargia ou inconsciência
•	Inquietude ou Irritabilidade
•	Olhos fundos
•	Sinal da prega cutânea
•	Sucção débil ou ausente
DESIDRATAÇÃO
•	Encaminhar urgentemente para um 
hospital, com a mãe e/ou profissional de 
saúde oferecendo soro oral com frequência 
durante o caminho
•	Dar líquidos para desidratação grave: Plano 
C (Figura 13)
•	Aconselhar a mãe a continuar oferecendo o 
peito, se possível
Se:
•	Não há sinais suficientes 
para classificar como 
desidratação
NÃO TEM
DESIDRATAÇÃO
•	Dar líquidos para prevenir a desidratação 
em casa: Plano A (Quadro 16)
•	Orientar em que situações deverá voltar 
para reavaliação imediata.
•	Orientar a mãe quanto a medidas 
preventivas e sinais de perigo que 
requerem retorno imediato. 
•	Orientar a mãe a reconhecer os sinais de 
perigo e as medidas preventivas (Quadro 8)
•	Se a diarreia continuar, retornar em dois dias.
Se:
•	Tem diarreia há sete dias 
ou mais DIARREIA
PROLONGADA
•	Encaminhar urgentemente ao hospital, 
com a mãe e/ou profissional de saúde, 
oferecendo soro oral no caminho
•	Aconselhar a mãe a continuar dando o 
peito, se possível
Se:
•	Tem sangue nas fezes
DIARREIA
COM SANGUE
•	Encaminhar urgentemente ao hospital, 
com a mãe e/ou profissional de saúde, 
oferecendo soro oral no caminho
•	Aconselhar a mãe a continuar 
amamentando, se possível
•	Administrar uma dose de 1mg de vitamina 
K por via intramuscular
•	Administrar, via parenteral, a primeira dose 
dos antibióticos, quando recomendado
Fonte: MS/SAS.
Após o quadro clínico diarreico ter sido classificado, pode-se optar basicamente por duas 
condutas terapêuticas: tratamento da diarreia em casa (Plano A – Quadro 16) ou tratar 
rapidamente a desidratação grave (Plano C – Figura 13).
Nota: Não existe plano B para tratamento de diarreia no programa Aidpi neonatal. O plano B 
deve ser a aplicado apenas a crianças maiores.
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Cuidados na Comunidade 9 Capítulo
9.4.1 Tratamento da diarreia em casa – Plano A
A melhor maneira de administrar mais líquidos à criança menor que 2 meses e continuar 
a alimentação é amamentar com maior frequência e por mais tempo em cada mamada. 
A solução de reidratação oral (SRO) e a água potável são líquidos adicionais que podem 
ser oferecidos. Se a SRO for administrada em casa para uma criança menor que 2 meses, 
é importante mostrar à mãe a quantidade que deve ser oferecida após cada evacuação 
diarreica e lembrá-la de que deve interromper a administração de SRO quando a diarreia 
tiver cessado.
Quadro 16 – Tratamento da diarreia no domicílio – Plano A
Orientar a mãe sobre as regras do tratamento no domicílio: aumentar a ingestão de líquidos, 
continuar oferecendo o seio, observar sinais e sintomas que indiquem necessidade de 
retorno imediato e retornar para reavaliação na data agendada
1. Aumentar a ingestão de líquidos (tanto quanto a criança queira tomar):
•	Amamentar a criança com frequência e durante mais tempo em cada mamada
•	Se a criança é exclusivamente amamentada, oferecer SRO e água pura além do leite materno
•	Se a criança não é exclusivamente amamentada, continuar oferecendo o peito, oferecer SRO e água 
pura e orientar a alimentação
ENSINAR A MÃE COMO PREPARAR E ADMINISTRAR O SRO.
DISPONIBILIZAR À MÃE DOIS PACOTES DE SRO PARA USAR EM CASA
Mostrar à mãe a quantidade de SRO que deve ser dada à criança além do leite 
materno: 50 a 100mL depois de cada evacuação
Orientar a mãe a:
•	Oferecer a solução à criança com um copinho, em goles pequenos e frequentes
•	Se a criança vomitar, esperar 10 minutos. Continuar depois, porém mais lentamente
•	Seguir oferecendo mais líquidos que o usual até que cesse a diarreia
2. Continuar alimentando a criança
3. Retornar
•	Imediatamente, se a criança apresentar sinais de perigo (Quadro 8)
•	Em dois dias para reavaliação
Fonte: MS/SAS.
9.4.2 Tratamento imediato da desidratação – Plano C
O tratamento de reidratação mediante líquidos por via intravenosa ou por meio de sonda 
orogástrica (SOG) é recomendado somente para crianças com desidratação. O tratamento 
dessas crianças depende:
•	do tipo de equipamento que está disponível em seu serviço de saúde;
•	da capacitação do pessoal de saúde;
•	da capacidade da criança de ingerir líquidos.
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Ministério da saúde
Fonte: MS/SAS.
9.5 Nutrição
A identificação e o tratamento