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* SONDAGEM SNG E SNE Georgina A. Lomanto * SONDAGEM Termo que se refere a colocação de uma sonda em determinada estrutura do organismo. * * FINALIDADES Descompressão/aspiração gástrica – realizada pela drenagem de líquidos e ar do estômago, indicado, por exemplo, em clientes vítimas de traumas. Lavagem gástrica – procedimento realizado para remover o conteúdo gástrico pela administração e retirada de fluídos via sonda gástrica, indicado em intoxicações e envenenamento. * Via de administração de medicações – para medicações com impossibilidade de administração por VO; Coleta de material – obtenção de amostra de secreções para exames e testes diagnósticos; Alimentação – Instilação de suplementos nutricionais líquidos ou alimentação dentro do estomago. * TIPOS DE SONDAGEM Aberta ‐ tem a finalidade de drenar secreções existentes na cavidade gástrica; Fechada ‐ indicada para alimentar ou medicar paciente impossibilitado de deglutir; Aberta‐sifonagem – Aberta e conectada a um sistema de coleta de secreções. * TIPOS DE SONDAS Nasogastrica; sonda introduzida por uma das narinas e posicionada no estomago. Nasoenteral: sonda introduzida por uma das narinas e posicionada no intestino. Gastrostomia: sonda inserida cirurgicamente numa ostomia que dá acesso ao estômago. Pode ser usada sonda foley ou sondas específicas com ou sem balão. Jejunostomia: sonda posicionada cirurgicamente no jejuno. * * Materiais utilizados seringa Espara-drapo Estetos-cópiuo xilocaína SNG Luvas de procedimentos * SONDA GÁSTRICA Pode ser por via nasal ou oral e posiciona-se no estômago. A numeração pode variar entre 14 e 20 para adultos. Comumente utilizada para aspiração e lavagem gástrica. * CONFIRMAÇÃO DO POSICIONAMENTO Teste da audição; Aspiração do conteúdo; Verificação de sinais. * Conectar uma seringa de 20ml na extremidade da sonda e aspirar. O conteúdo gástrico confirma o posicionamento do cateter no estômago. Injetar ar utilizando uma seringa de 20ml. Com o estetoscópio na região epigástrica. A ausculta de um ruído surdo borbulhante indica a correta posição. * * * * * * SONDA ENTERAL É uma sonda especial para a alimentação enteral em pacientes que não podem alimentar-se por VO, mas cujo tecido gastrointestinal apresenta absorção adequada. Pode ser passada via oral ou nasal e tem posicionamento pós-pilórica (duodeno). É feita de material radiopaco e possui em sua extremidade um peso de mercúrio ou chumbo. É passada com auxílio de fio guia. * * * * * * * CUIDADOS SNG E SNE Técnica correta; Certificar-se do posicionamento; Fixação adequada; Raio X de controle para SNE; Realizar a troca da fixação diariamente e sempre que necessário; Lavar com água após administração de medicamentos. * ALIMENTAÇÃO POR SONDA É o ato de alimentar o paciente através de uma sonda gástrica ou enteral, na impossibilidade de alimentar‐se por via oral, onde os nutrientes são administrados diretamente no estômago ou nas porções iniciais do intestino delgado. * GAVAGEM É a administração de dieta através por sonda. Testar a localização da sonda antes de administrar a dieta; Verificar a temperatura da dieta; Administrar lentamente com seringa ou instalar BI; Manter o paciente em Fowler (cabeceira elevada, mínimo 30°); Registrar quantidade administrada, lavar com 50 a 60ml de água, após a utilização; * Observar intolerância (náuseas, vômitos e diarréia) a alguns componentes da dieta; Controlar sinais vitais, diurese, distensão abdominal, glicemia capilar, edemas, turgor da pele, dispnéia; Ficar atento na fixação da sonda, alternando o local para não lesar a pele das narinas; * DIETA ENTERAL É uma dieta especificamente elaborada para pacientes que durante o curso ou recuperação de uma doença, estão impossibilitados de receber alimentação via oral. * COMPLICAÇÕES PARA USO PROLONGADO DAS SNG E SNE Lesão de narina; Sinusite; Esofagite; Fístula esôfago-traqueal; Ulceração gástrica; Infecção pulmonar e oral; Risco elevado de broncoaspiração. * LAVAGEM GÁSTRICA É realizada através da inserção de uma sonda nasogástrica calibrosa e introdução de solução (SF 0,9%) até retorno límpido. Comumente utiliza-se o carvão ativado, que interrompe a circulação êntero-hepática das drogas e intensifica a velocidade de difusão da substância química do corpo para o trato gastrointestinal. * Este procedimento apenas é eficaz se for efetuado nas quatro horas seguintes à ingestão do tóxico. Contra-indicado quando a substância responsável pela intoxicação é de natureza cáustica ou quando o paciente apresenta convulsões. * Depois da passagem da sonda, deve-se encher o estômago com o líquido de lavagem (água, soro fisiológico, solução com antídoto ou outros medicamentos), através de uma seringa; Quando considerar-se que o estômago já está cheio, deve-se proceder ao seu esvaziamento, ligando-se a extremidade da sonda a um equipamento de sucção. Deve-se alternar as fases de enchimento e esvaziamento as vezes necessárias até se observar que o líquido drenado é claro e não apresenta restos de alimentos * Deve-se enviar uma amostra deste líquido para o laboratório para se analisar a sua composição e identificar o tóxico. * GASTROSTOMIA É uma sonda ou um botton inserido cirurgicamente numa ostomia que dá acesso ao estômago. * * * CUIDADOS COM GASTROSTOMIAS Observar a pele ao redor do estoma; Atenção redobrada para não tracionar a sonda ou botton; Em caso de exteriorização comunicar ao médico imediatamente; Atentar para via de administração de dieta e medicação: NUNCA usar a via do balão; Realizar o curativo 24h após o procedimento cirúrgico, e diariamente ou de acordo com rotina do serviço. * * * JEJUNOSTOMIA É uma sonda inserida cirurgicamente numa ostomia que dá acesso ao jejuno. * * * * * * * PROCEDIMENTO DE INSTALAÇÃO DA SONDA. * * Procedimento HIGIENIZAR AS MÃOS EXPLICAR AO CLIENTE E FAMILIAR O PROCEDIMENTO E PERGUNTAR SE HÁ PRESENÇA DE DESVIO DE SEPTO NASAL DISPOR OS MATERIAIS NA BANDEIJA SOBRE A MESA-DE-CABECEIRA COLOCAR O CLIENTE EM DECÚBITO DORSAL, COM A CABECEIRA ELEVADA(FOWLER) * Procedimento COLOCAR A TOALHA SOBRE O TÓRAX DO CLIENTE CALÇAR AS LUVAS DE PROCEDIMENTO MEDIR A SONDA DA PONTA DO NARIZ ATÉ O LÓBULO DA ORELHA, DESCER ATÉ A ALTURA DO APÊNDICE XIFÓIDE E MARCAR ESTA DISTÂNCIA COM ESPARADRAPO * Procedimento FLETIR A CABEÇA PARA FRENTE INTRODUZIR A SONDA ATRAVES DA NARINA ATÉ O PONTO DEMARCADO TESTAR A LOCALIZAÇÃO DA SONDA (ASPIRAÇÃO DO CONTEÚDO GÁSTRICO E/OU AUSCULTA) FIXAR A SONDA RECOLHER O MATERIAL * Sonda retal * Sonda Retal Introdução do cateter no ânus para administração de líquido com objetivo de: Aliviar distensão abdominal, flatulência e constipação; Retirar material estagnado de fermentação Preparar o cliente para cirurgias, exames endoscópios, radiografias. * Material utilizado Bandeja contendo: Saco plástico para lixo Vaselina líquida Papel higiênico Sonda retal Gaze Luva de procedimento Biombo Solução prescrita. * Procedimento. Lavar as mãos Explicar o procedimento ao cliente Conectar a sonda ao equipo da solução prescrita, preencher com líquido e fechar o clamp Isolar o leito com biombo Colocar o cliente em posição de SIMS E com a cama ligeiramente abaixada a cabeceira, solicitar que o mesmo respire pela boca. * Procedimento. Calçar luvas de procedimento Lubrificar a sonda com vaselina líquida e inserir de 10 a 13 cm no ânus. Colocar a solução prescrita no suporte de soro e soltar o clamp. Interromper o fluxo e solicitar que o clienterespire profundamente quando der vontade de evacuar. * Retirar a sonda, apertando a sua extremidade próxima ao ânus Orientar ao cliente que permaneça na mesma posição por alguns minutos ou o tempo que suportar Procedimento *