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SNG - 2019

Guia sobre sondagem (SNG e SNE) com indicações (descompressão, lavagem gástrica, administração de fármacos, coleta e alimentação), tipos de sondas e procedimentos, confirmação de posicionamento, cuidados, gavagem, dieta enteral e complicações.

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Prévia do material em texto

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SONDAGEM
SNG E SNE
Georgina A. Lomanto
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SONDAGEM
Termo que se refere a colocação de uma sonda em determinada estrutura do organismo.
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FINALIDADES
Descompressão/aspiração gástrica – realizada pela drenagem de líquidos e ar do estômago, indicado, por exemplo, em clientes vítimas de traumas.
Lavagem gástrica – procedimento realizado para remover o conteúdo gástrico pela administração e retirada de fluídos via sonda gástrica, indicado em intoxicações e envenenamento.
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Via de administração de medicações – para medicações com impossibilidade de administração por VO;
Coleta de material – obtenção de amostra de secreções para exames e testes diagnósticos;
Alimentação – Instilação de suplementos nutricionais líquidos ou alimentação dentro do estomago.
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TIPOS DE SONDAGEM
Aberta ‐ tem a finalidade de drenar secreções existentes na cavidade gástrica;
Fechada ‐ indicada para alimentar ou medicar paciente impossibilitado de deglutir;
Aberta‐sifonagem – Aberta e conectada a um sistema de coleta de secreções.
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TIPOS DE SONDAS
Nasogastrica; sonda introduzida por uma das narinas e posicionada no estomago.
Nasoenteral: sonda introduzida por uma das narinas e posicionada no intestino.
Gastrostomia: sonda inserida cirurgicamente numa ostomia que dá acesso ao estômago. Pode ser usada sonda foley ou sondas específicas com ou sem balão.
Jejunostomia: sonda posicionada cirurgicamente no jejuno.
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Materiais utilizados
seringa
Espara-drapo
Estetos-cópiuo
xilocaína
SNG
Luvas de procedimentos
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SONDA GÁSTRICA
Pode ser por via nasal ou oral e posiciona-se no estômago. 
A numeração pode variar entre 14 e 20 para adultos.
Comumente utilizada para aspiração e lavagem gástrica.
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CONFIRMAÇÃO DO POSICIONAMENTO
Teste da audição;
Aspiração do conteúdo;
Verificação de sinais.
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Conectar uma seringa de 20ml na extremidade da sonda e aspirar. O conteúdo gástrico confirma o posicionamento do cateter no estômago.
Injetar ar utilizando uma seringa de 20ml. Com o estetoscópio na região epigástrica. A ausculta de um ruído surdo borbulhante indica a correta posição.
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SONDA ENTERAL
É uma sonda especial para a alimentação enteral em pacientes que não podem alimentar-se por VO, mas cujo tecido gastrointestinal apresenta absorção adequada.
Pode ser passada via oral ou nasal e tem posicionamento pós-pilórica (duodeno).
É feita de material radiopaco e possui em sua extremidade um peso de mercúrio ou chumbo.
É passada com auxílio de fio guia.
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CUIDADOS SNG E SNE
Técnica correta;
Certificar-se do posicionamento;
Fixação adequada;
Raio X de controle para SNE;
Realizar a troca da fixação diariamente e sempre que necessário;
Lavar com água após administração de medicamentos.
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ALIMENTAÇÃO POR SONDA
É o ato de alimentar o paciente através de uma sonda gástrica ou enteral, na impossibilidade de alimentar‐se por via oral, onde os nutrientes são administrados diretamente no estômago ou nas porções iniciais do intestino delgado.
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GAVAGEM
É a administração de dieta através por sonda.
Testar a localização da sonda antes de administrar a dieta;
Verificar a temperatura da dieta;
Administrar lentamente com seringa ou instalar BI;
Manter o paciente em Fowler (cabeceira elevada, mínimo 30°);
Registrar quantidade administrada, lavar com 50 a 60ml de água, após a utilização;
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Observar intolerância (náuseas, vômitos e diarréia) a alguns componentes da dieta;
Controlar sinais vitais, diurese, distensão abdominal, glicemia capilar, edemas, turgor da pele, dispnéia;
Ficar atento na fixação da sonda, alternando o local para não lesar a pele das narinas;
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DIETA ENTERAL
É uma dieta especificamente elaborada para pacientes que durante o curso ou recuperação de uma doença, estão impossibilitados de receber alimentação via oral.
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COMPLICAÇÕES PARA USO PROLONGADO DAS SNG E SNE
Lesão de narina;
Sinusite;
Esofagite;
Fístula esôfago-traqueal;
Ulceração gástrica;
Infecção pulmonar e oral;
Risco elevado de broncoaspiração.
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LAVAGEM GÁSTRICA
É realizada através da inserção de uma sonda nasogástrica calibrosa e introdução de solução (SF 0,9%) até retorno límpido.
Comumente utiliza-se o carvão ativado, que interrompe a circulação êntero-hepática das drogas e intensifica a velocidade de difusão da substância química do corpo para o trato gastrointestinal.
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Este procedimento apenas é eficaz se for efetuado nas quatro horas seguintes à ingestão do tóxico.
Contra-indicado quando a substância responsável pela intoxicação é de natureza cáustica ou quando o paciente apresenta convulsões.
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Depois da passagem da sonda, deve-se encher o estômago com o líquido de lavagem (água, soro fisiológico, solução com antídoto ou outros medicamentos), através de uma seringa;
Quando considerar-se que o estômago já está cheio, deve-se proceder ao seu esvaziamento, ligando-se a extremidade da sonda a um equipamento de sucção.
Deve-se alternar as fases de enchimento e esvaziamento as vezes necessárias até se observar que o líquido drenado é claro e não apresenta restos de alimentos
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Deve-se enviar uma amostra deste líquido para o laboratório para se analisar a sua composição e identificar o tóxico.
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GASTROSTOMIA
É uma sonda ou um botton inserido cirurgicamente numa ostomia que dá acesso ao estômago.
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CUIDADOS COM GASTROSTOMIAS
Observar a pele ao redor do estoma;
Atenção redobrada para não tracionar a sonda ou botton;
Em caso de exteriorização comunicar ao médico imediatamente; 
Atentar para via de administração de dieta e medicação: NUNCA usar a via do balão;
Realizar o curativo 24h após o procedimento cirúrgico, e diariamente ou de acordo com rotina do serviço.
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JEJUNOSTOMIA
É uma sonda inserida cirurgicamente numa ostomia que dá acesso ao jejuno.
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PROCEDIMENTO DE INSTALAÇÃO DA SONDA.
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Procedimento 
HIGIENIZAR AS MÃOS
EXPLICAR AO CLIENTE E FAMILIAR O PROCEDIMENTO E PERGUNTAR SE HÁ PRESENÇA DE DESVIO DE SEPTO NASAL
 
DISPOR OS MATERIAIS NA BANDEIJA SOBRE A MESA-DE-CABECEIRA
COLOCAR O CLIENTE EM DECÚBITO DORSAL, COM A CABECEIRA ELEVADA(FOWLER)
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Procedimento 
COLOCAR A TOALHA SOBRE O TÓRAX DO CLIENTE
CALÇAR AS LUVAS DE PROCEDIMENTO
MEDIR A SONDA DA PONTA DO NARIZ ATÉ O LÓBULO DA ORELHA, DESCER ATÉ A ALTURA DO APÊNDICE XIFÓIDE E MARCAR ESTA DISTÂNCIA COM ESPARADRAPO
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Procedimento 
FLETIR A CABEÇA PARA FRENTE
INTRODUZIR A SONDA ATRAVES DA NARINA ATÉ O PONTO DEMARCADO
TESTAR A LOCALIZAÇÃO DA SONDA (ASPIRAÇÃO DO CONTEÚDO GÁSTRICO E/OU AUSCULTA)
FIXAR A SONDA
RECOLHER O MATERIAL
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Sonda retal
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Sonda Retal
Introdução do cateter no ânus para administração de líquido com objetivo de:
Aliviar distensão abdominal, flatulência e constipação;
Retirar material estagnado de fermentação
Preparar o cliente para cirurgias, exames endoscópios, radiografias.
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Material utilizado
Bandeja contendo:
Saco plástico para lixo
Vaselina líquida
Papel higiênico
Sonda retal
Gaze
Luva de procedimento
Biombo
Solução prescrita.
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Procedimento.
Lavar as mãos
Explicar o procedimento ao cliente
Conectar a sonda ao equipo da solução prescrita, preencher com líquido e fechar o clamp
Isolar o leito com biombo
Colocar o cliente em posição de SIMS E com a cama ligeiramente abaixada a cabeceira, solicitar que o mesmo respire pela boca.
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Procedimento.
Calçar luvas de procedimento
Lubrificar a sonda com vaselina líquida e inserir de 10 a 13 cm no ânus.
Colocar a solução prescrita no suporte de soro e soltar o clamp.
Interromper o fluxo e solicitar que o clienterespire profundamente quando der vontade de evacuar.
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Retirar a sonda, apertando a sua extremidade próxima ao ânus
Orientar ao cliente que permaneça na mesma posição por alguns minutos ou o tempo que suportar
Procedimento
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