Administração de Estoques
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Administração de Estoques


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Administração de Estoque
Introdução
Os estoques são componentes importantes dos ativos circulantes, principalmente nas empresas comerciais e industriais, por representarem grandes volumes de dinheiro aplicado em relação aos demais ativos circulantes.
São ainda os ativos circulantes de menor liquidez. Os estoques são representados por matérias-primas, componentes, insumos, produtos em processo e os acabados e se constituem nos bens comercializáveis pelas empresas comerciais e destinados à produção e venda pelas empresas industriais. Por esse motivo, a administração dos estoques deve ser objeto de políticas que traduzam resultados eficazes em sua gestão. Por exemplo, o giro mais lento do estoque impacta diretamente no fluxo de caixa da empresa, porque as duplicatas vencem e o produto ainda não foi vendido.
Nas empresas industriais a gestão dos estoques é considerada plena, pois são utilizados praticamente todos os tipos de estoques, desde as matérias-primas e componentes, até os produtos acabados. Já nas empresas comerciais, que não transformam bens, a gestão está concentrada nos produtos acabados, que são adquiridos prontos para serem vendidos.
Nas empresas prestadoras de serviço, a relevância dos estoques é de média para pequena, já que o foco empresa está na prestação do serviço e não comercialização de produtos. O fornecimento dos materiais utilizados pode estar incluído na prestação de serviço; daí a classificação de relevância média para pequena. Por outro lado, a melhoria dos processos logísticos dos fornecedores, tornando-os mais ágeis nas entregas, permite ao comerciante trabalhar com níveis menores de estoque.
A administração de estoques envolve, portanto, o controle dos ativos circulantes que são usados nos processos de prestação de serviços, na comercialização ou na produção para serem vendidos no curso normal das operações da empresa. Portanto, a administração de estoques deve procurar estabelecer ações e procedimentos para saber:
Quanto comprar ou produzir.
Em que momento comprar ou produzir.
Quais itens do estoque merecem maior atenção.
Os estoques não são administrados diretamente pelo Administrador Financeiro. Em geral são de responsabilidade das áreas administrativas (compras) e/ou industrial (logística), o que torna a administração de estoques mais complexa; porquanto podem surgir divergências funcionais na definição e execução das políticas de estocagem.
Tipos de Estoques
Os estoques são constituídos de bens destinados a venda, ou à produção, vinculados aos objetivos da empresa. Existem diferentes tipos de estoques, caracterizados pela sua condição ao nível de produção e comercialização. Na sequência são apresentados os tipos de estoques:
Matérias-primas
São bens que, no seu todo ou parcialmente, irão fazer parte do produto acabado. Alguns autores consideram a matéria-prima com a designação genérica de insumo. As políticas de estocagem devem estar voltadas para atender as necessidades básicas de produção e/ou comercialização. Estoques de matérias-primas insuficientes causam graves transtornos na produção e comercialização e afetam negativamente os resultados
econômicos e financeiros da empresa. No conjunto dos diversos tipos de estoques, as matérias-primas são os de menor liquidez, pois precisam ser transformadas em produtos acabados para serem vendidas e, após, se tornarem caixa.
Componentes
Também irão fazer parte do produto final. São partes do produto final que a ele são agregadas durante o processo de produção. Sua importância é grande para o processo produtivo, e a sua falta também ocasiona possibilidades de perdas financeiras. Há exemplos de produtos complexos que utilizam grande número de componentes e que não podem ser comercializados por faltar apenas um componente, às vezes de baixíssimo custo; por exemplo: uma fábrica de automóveis ficou com a produção inteira, de vários dias, no pátio, pela falta da maçaneta da porta, de custo relativo pequeno.
Insumos
Os insumos são bens e produtos utilizados no processo produtivo, porém não fazem parte do produto final, o que caracteriza a sua diferente classificação de estoque. Não possuem a mesma importância relativa das matérias-primas e componentes em termos de valor, mas são também imprescindíveis ao processo produtivo. Têm a mesma classificação de liquidez, ou seja, são também pouco líquidos.
Produtos em Elaboração
Os estoques de produtos em elaboração compreendem os produtos que têm a característica de necessitar tempo de produção suficientemente longo para que seja necessário esse registro. Grande parte das empresas industriais não necessita ter em seus estoques os produtos em elaboração, já que o processo de produção é rápido e os estoques se transformam diretamente de matérias-primas e componentes em produtos acabados. Já outras empresas, como fabricantes de aviões, navios, centrais telefônicas, satélites, por exemplo, obrigatoriamente mantêm estoques de produtos em elaboração, pois seus produtos são feitos em tempos maiores, chegando a algumas situações a mais de um ano. Exigem grandes volumes de recursos materiais e financeiros, e a administração eficiente desses estoques propõe-se a reduzir o tempo de duração da produção. Certos tipos de produtos, que demandam mais tempo para produção são vendidos antecipadamente e, consequentemente, com recebimento de pagamentos antecipados.
Produtos Acabados
São os produtos que estão prontos para a venda, originários do processo produtivo da empresa ou adquiridos de outros fornecedores para venda. É nos produtos acabados que se concentram grandes volumes de investimento nas empresas comerciais. Devem estar prontos para a entrega tão logo a venda seja realizada. É o mais líquido dos estoques, pois a sua transformação em caixa depende da venda, do prazo se for venda a prazo, e da cobrança.
Manutenção de Estoques
Por que as empresas mantêm os valores aplicados em estoques em seu capital? Dada sua importância por requerer o uso de grandes volumes de recursos financeiros, a administração japonesa, na década de 1970, foi a primeira a se preocupar em reduzir esses investimentos. Surgiram então os vários modelos ou sistemas de operacionalização de estoques, desenvolvidos no Japão, entre eles os denominados Just-in-time e Kanban. Através desses modelos foi possível reduzir-se sensivelmente o volume de dinheiro
investido nesses ativos. A literatura específica da matéria refere-se às finalidades básicas estudadas para justificar a existência de estoques nas empresas como sendo:
Estoques operacionais, funcionais ou mínimos.
Representam a quantidade necessária de estoque destinada a garantir o desenvolvimento e a operacionalização da produção. Seus níveis devem estar adequados aos fluxos de entrada e saída de materiais e produtos, considerando as características específicas dos processos de compra, transformação e vendas. Nas empresas comerciais, os níveis de estoques devem estar adequados às expectativas de vendas.
Estoques de segurança
São estoques de materiais e produtos definidos como importantes para o processo produtivo, que são mantidos para superar os imprevistos que podem acontecer nos processos de fornecimento, produção e vendas. O motivo maior do provisionamento de estoques de segurança está na continuidade do fornecimento aos clientes.
Estoques especulativos
Estoques mantidos para se beneficiar ou reduzir os efeitos negativos de variações de preços no mercado. Havendo perspectivas de aumentos de preços, as empresas tendem a aumentar o volume de estoques para evitar que os aumentos de preços venham onerar os custos de produção. A decisão de manter estoques especulativos deve ser momentânea e considerar a relação de custo-benefício.
Custos dos Estoques
As políticas de administração de estoques devem estar focadas na determinação do nível ideal de estoques de cada produto ou grupo de produtos. O nível ideal é estabelecido em relação à flexibilidade operacional proporcionada pela manutenção dos estoques. Quanto maior