Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

METODOLOGIA E TÉCNICAS 
DE PESQUISA
PROF.A MA. LETÍCIA IZEPPE BISCONCIM
Reitor: 
Prof. Me. Ricardo Benedito de 
Oliveira
Pró-reitor: 
Prof. Me. Ney Stival
Gestão Educacional: 
Prof.a Ma. Daniela Ferreira Correa
PRODUÇÃO DE MATERIAIS
Diagramação:
Alan Michel Bariani
Thiago Bruno Peraro
Revisão Textual:
Felipe Veiga da Fonseca
Letícia Toniete Izeppe Bisconcim 
Luana Ramos Rocha
Produção Audiovisual:
Eudes Wilter Pitta Paião
Márcio Alexandre Júnior Lara
Marcus Vinicius Pellegrini
Osmar da Conceição Calisto
Gestão de Produção: 
Kamila Ayumi Costa Yoshimura
Fotos: 
Shutterstock
© Direitos reservados à UNINGÁ - Reprodução Proibida. - Rodovia PR 317 (Av. Morangueira), n° 6114
 Prezado (a) Acadêmico (a), bem-vindo 
(a) à UNINGÁ – Centro Universitário Ingá.
 Primeiramente, deixo uma frase de Só-
crates para reflexão: “a vida sem desafios não 
vale a pena ser vivida.”
 Cada um de nós tem uma grande res-
ponsabilidade sobre as escolhas que fazemos, 
e essas nos guiarão por toda a vida acadêmica 
e profissional, refletindo diretamente em nossa 
vida pessoal e em nossas relações com a socie-
dade. Hoje em dia, essa sociedade é exigente 
e busca por tecnologia, informação e conheci-
mento advindos de profissionais que possuam 
novas habilidades para liderança e sobrevivên-
cia no mercado de trabalho.
 De fato, a tecnologia e a comunicação 
têm nos aproximado cada vez mais de pessoas, 
diminuindo distâncias, rompendo fronteiras e 
nos proporcionando momentos inesquecíveis. 
Assim, a UNINGÁ se dispõe, através do Ensino 
a Distância, a proporcionar um ensino de quali-
dade, capaz de formar cidadãos integrantes de 
uma sociedade justa, preparados para o mer-
cado de trabalho, como planejadores e líderes 
atuantes.
 Que esta nova caminhada lhes traga 
muita experiência, conhecimento e sucesso. 
Prof. Me. Ricardo Benedito de Oliveira
REITOR
33WWW.UNINGA.BR
UNIDADE
01
SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................................. 4
1 - NOÇÃO DE TEXTO................................................................................................................................................. 5
2 - CIÊNCIA E CONHECIMENTO .............................................................................................................................. 6
3 - TIPOS DE CONHECIMENTO ................................................................................................................................7
4 - O TRIPÉ DA UNIVERSIDADE ...............................................................................................................................10
4.1. A PESQUISA CIENTÍFICA ...................................................................................................................................10
4.2. A PESQUISA NA UNIVERSIDADE ..................................................................................................................... 11
4.3. PROBLEMAS DE PESQUISA .............................................................................................................................12
4.4. AS FASES DA PESQUISA ...................................................................................................................................13
4.5. A BUSCA DAS FONTES PARA SUSTENTAÇÃO.................................................................................................15
A CIÊNCIA, A PESQUISA E O PESQUISADOR
PROF.A MA. LETÍCIA IZEPPE BISCONCIM
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
METODOLOGIA E TÉCNICAS DE PESQUISA
4WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 1
ENSINO A DISTÂNCIA
INTRODUÇÃO
Este material, da disciplina de Metodologia Cientí� ca, foi pensado visando contribuir para 
a busca do conhecimento nas mais diversas fontes existentes. Iniciemos esse processo de busca 
entendendo o conceito de texto, para seguirmos rumo ao texto cientí� co, trazendo o conceito 
de ciência, entendendo os tipos de conhecimento, situando a universidade nesse contexto, nas 
atividades de ensino, pesquisa e extensão. Será proposto esse primeiro contato com a pesquisa e 
a vida na universidade, suas fases e a busca de fontes que a sustentem. 
Sendo assim, nesse primeiro momento, para que todo esse processo se desenvolva de 
modo agradável, é necessário conscientizar-se de que as leituras indicadas no programa em cada 
Unidade de ensino devem ser realizadas, bem como assistidos os vídeos e realizadas todas as 
avaliações, ou orientações sugeridas pelo tutor da disciplina, pois, dessa forma, conseguiremos 
fazer com que cada trabalho escrito seja como almejou Lima (2006): “uma produção cientí� ca 
com saberes e sabores”.
5WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 1
ENSINO A DISTÂNCIA
1 - NOÇÃO DE TEXTO
Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto 
� nal. No meio você coloca ideias (Pablo Neruda).
Iniciemos nossas ‘conversas escritas’, se assim podemos chamar, com esse pensamento 
de Pablo Neruda, por meio do qual o ato de escrever parece algo tão simples e fácil de acontecer. 
Começamos com letra maiúscula, terminamos com um ponto � nal e no meio colocamos ideias. 
Uma palavra apenas: “ideias” e tanta coisa a ser pensada, tanta di� culdade para se colocar no 
papel, normas a serem seguidas, gra� as a serem consertadas, lacunas a serem preenchidas... 
En� m, escrever, para muitos, não é tarefa simples demais, pelo contrário, é um trabalho árduo, 
que requer muito esforço e treinamento. Quando se fala em escrita cientí� ca então, o assunto 
parece ter menos adeptos, pois aquelas “ideias” sempre precisam vir acompanhadas de uma série 
de normas e regras.
Antes de estabelecermos contato especi� camente com o texto cientí� co, é importante 
entendermos o sentido que a palavra ‘‘texto’’ nos traz. Quando recorremos à sua etimologia 
percebemos a ligação entre texto e tecido.
A relação da palavra “texto” com tecido - com tecer, têxtil, textura, tecelagem - nos 
indica que a metáfora da trama dos � os tecidos para falar da trama das palavras na composição 
de um texto, não é uma simples metáfora. Segundo Araújo (2001), texto e tecido são palavras 
etimologicamente, de fato, emaranhadas. Assim, podemos entender que da mesma forma como 
o tecido vai sendo construído, por meio de cada � o que compõe o todo, também o texto, através 
de cada palavra ou ideia. 
Desse modo, como temos vários tipos de tecido, temos também incontáveis tipos de 
textos. E, para nomear cada um deles, é que trazemos as considerações acerca dos gêneros textuais.
A riqueza e a variedade dos gêneros do discurso são in� nitas, pois a variedade virtual da 
atividade humana é inesgotável, e cada esfera dessa atividade comporta um repertório de gêneros 
do discurso que vai diferenciando-se e ampliando-se à medida que a própria esfera se desenvolve 
e � ca mais complexa (BAKHTIN, 1992).
O gênero textual não exclui ou despreza a tipologia textual tradicional (narração, descrição 
e dissertação), com a qual estamos acostumados, pelo contrário, os aspectos tipológicos são 
apresentados de forma mais ampla, já que passam a ser analisados a partir das situações sociais em 
que são usados. Isto é, dentro da narrativa, ouviremos falar do conto maravilhoso, conto de fadas, 
fábula, lenda, narrativa de � cção cientí� ca, romance, conto, piada, etc. No relato, por exemplo, 
podemos ter, o relato de viagem, o diário, a autobiogra� a, o curriculum vitae, a notícia, a biogra� a, 
etc. No gênero argumentativo encontramos: texto de opinião, carta de leitor, carta de solicitação, 
editorial, ensaio, resenhascríticas, etc. Nos textos instrucionais encontramos as receitas, os 
manuais de instrução, os regulamentos, textos prescritivos, etc. Nos textos de cunho expositivo, 
por sua vez, estão: seminário, conferência, palestra, entrevista de especialista, texto explicativo, 
artigo, relatório cientí� co, trabalho de conclusão de curso, etc. Aqui chegamos no nosso objeto 
de estudo, reforçando a ideia de que cada um desses gêneros possui suas características de ordem 
prática e concreta.
Certamente, já nos deparamos com vários desses gêneros apontados anteriormente, 
conhecendo seus formatos e características especi� cas, como é o caso, por exemplo, de uma piada, 
um poema, ou uma receita. Nosso foco, portanto, está nas características do texto cientí� co, 
nosso objeto de estudo.
6WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 1
ENSINO A DISTÂNCIA
2 - CIÊNCIA E CONHECIMENTO
Começar pelo início parece a melhor ordem a se seguir, sendo, portanto primordial que 
entendamos o que é ciência. Se tomarmos por base a de� nição do termo, pelo dicionário Aurélio, 
teremos como sinônimos o saber, a instrução e conhecimentos básicos, ou um conjunto de 
conhecimentos fundados sobre princípios certos. Uma de� nição assim seria ampla demais, tendo 
em vista que a própria de� nição de conhecimento é também um vasto campo a ser explanado. 
Mais do que isso, o saber e o conhecer são verbos que acompanham a humanidade desde os seus 
primórdios. Para entender os princípios da ciência seria preciso realizar uma viagem histórica, 
começando pelo mito, a forma mais elementar do conhecimento, ressaltando em cada período, 
como cada civilização desenvolveu o saber, construiu o conhecimento, fazendo, portanto, ciência.
 Lehfeld (2007) concede tanto à ciência, quanto à arte, a capacidade de criar e construir 
conhecimento, necessitando ambas de inovação e vazão à criatividade. Também, tanto na 
arte quanto na ciência, existe uma liberdade ontológica, que se caracteriza pela � nalidade de 
apreender e explicar o ser. Ambas apresentam visões e concepções a respeito do mundo e do 
homem inserido neste mundo, considerando seu contexto pessoal, cultural e político. Ambas 
surgem em um contexto social e histórico, sendo capazes de projetar e representar inovações e 
novos modelos de compreensão e interpretação da realidade, além de serem sempre discutíveis. 
A autora destaca a diferenciação entre o artista e o cientista no fato de que durante o processo 
do conhecimento, este deve controlar sua subjetividade através de uma base lógica racional 
e metodológica, enquanto aquele não o necessita. Desse modo, “a arte não se esgota nas suas 
formas, métodos e técnicas de produção, enquanto que a ciência é inseparável disso tudo para a 
sua produção e renovação” (LEHFELD, 2007, p. 16).
Vejamos, como exemplo a de� nição de ciência dada por Trujillo (1984). Para o autor, 
ciência é uma sistematização de conhecimentos, um conjunto de proposições logicamente 
correlacionadas sobre o comportamento de certos fenômenos que se deseja estudar. Um conjunto 
de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objetivo limitado, 
capaz de ser submetido a veri� cação. Vejamos outro conceito:
A Ciência é um conjunto de conhecimentos racionais, certos ou prováveis, 
obtidos metodicamente, sistematizados e veri� cáveis, que fazem referência a 
objetos de uma mesma natureza (ANDER-EGG, 1975, p. 15). 
Como se nota, a palavra conhecimento aparece sempre que se de� ne ciência. 
Etimologicamente, o termo deriva do latim, sendo composto de cune+noscere= cognoscere, 
signi� cando “procurar saber”, “junto/com o saber”. Tal de� nição nos auxilia em uma melhor 
compreensão, considerando que todo ser humano racional procura saber algo sobre a realidade 
que o cerca, estando em contato com ela, investigando-a para poder agir, sobreviver e conviver.
Lehfeld (2007) reitera que essa ação de conhecer é natural, ocorrendo por meio da 
observação, assimilação de crenças religiosas, sentimentos, motivações, ocorridos de modo 
dinâmico, sendo formal ou informal. É este ato de conhecer que possibilita a ação e o controle, 
realizados de forma autônoma. 
Para tanto, existem formas plurais de conhecimento, de procurar saber sobre algo, 
assimilar ou apreender suas características.
7WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 1
ENSINO A DISTÂNCIA
3 - TIPOS DE CONHECIMENTO
Vários autores concordam em classi� car o conhecimento em quatro tipos: popular, 
religioso, � losó� co e cientí� co (GIL, 1995; LAKATOS; MARCONI, 2003; TRUJILLO FERRARI, 
1982).
Ander Egg (1978) explicita as características do conhecimento popular, de modo 
bastante explicativo. É, portanto, super� cial, ao basear-se nas aparências; sensitivo, por referir-se 
às vivências e emoções do cotidiano; subjetivo, por ser organizado pelo próprio sujeito partindo 
de suas experiências vividas; assistemático, por não existir sistematização para se obter as ideias 
ou formalizá-las; e acrítico, por não se manifestar de forma crítica. Desse modo, ele é conferido 
pela familiaridade que se tem com os objetos, sendo resultado de suposições e de experiências 
pessoais, através de uma informação íntima, que não fora re� etida o bastante. Assim, como 
a� rma Trujillo Ferrari (1982, p. 6) por meio desse conhecimento, também reconhecido como 
familiar, as pessoas conseguem saber que água é um líquido; mas, não necessitam compreender 
como se origina e qual é a sua composição molecular, o que já seria de outro domínio. Para esse 
conhecimento não há necessidade de juízos valorativos sendo também características: a ausência 
de um rigor metodológico de busca, a inexatidão, o ser falível e o não planejamento.
O Conhecimento Religioso ou teológico, como é conhecido, diz respeito às crenças 
religiosas em um ser superior como fonte de conhecimento. Trujillo Ferrari (1982) explica que tal 
conhecimento implica na crença de que tais verdades, reveladas pelo sobrenatural, são infalíveis. 
Desse modo, se tem um conhecimento sistemático do mundo, guiado por alguns manifestantes 
divinos: como Cristo, Maomé, Buda ou Moisés, ou vários deuses ao mesmo tempo. Cabe aqui 
lembrar a classi� cação desse conhecimento em: fetichismo, politeísmo e monoteísmo. Na primeira 
manifestação os poderes estão destinados a objetos e seres. No politeísmo, como o nome sugere, 
há mais de um Deus, detentor do poder. No monoteísmo, por sua vez, a crença é em um só Deus.
No entanto, no conhecimento teológico, de modo geral, as evidências não são veri� cadas, 
mas guiadas por um ato de fé, regido por proposições sagradas. Esse ato se origina nos tempos 
mais remotos, contando que faz parte da característica do ser humano buscar explicações para 
suas dúvidas, e, na ausência de uma explicação natural ir em busca de algo sobrenatural, capaz de 
explicar e tranquilizar a humanidade procurando respostas para dúvidas existenciais.
A respeito do conhecimento � losó� co, comecemos pela de� nição de Lakatos e Marconi 
que o caracterizam pelo esforço da razão pura para questionar os problemas humanos e poder 
discernir entre o certo e o errado, unicamente recorrendo às luzes da própria razão humana 
(...), tendo como objeto de “análise as ideias, relações conceptuais, exigências lógicas que não 
são redutíveis a realidades materiais e, por essa razão, não são passíveis de observação sensorial 
direta ou indireta” (2000, p.19).
Para saber mais sobre o MITO como uma forma primitiva do conhecimento reli-
gioso, vale fazer a leitura de parte do texto de “SAGAN, C. Cosmos. Rio de Janeiro: 
Livraria Francisco Alves Editora, 1989”, que pode ser encontrado no capítulo de 
Candido J. (s. d) sobre a Ciência. Disponível em:
<http://wwwp.feb.unesp.br/jcandido/metodologia/Apostila/CAP01PG.pdf>.Acesso em: out. 2017.
8WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 1
ENSINO A DISTÂNCIA
Trujillo e Ferrari (1982) explicam que esse conhecimento se baseia na experiência, mas 
não na experimentação, ou seja, não são submetidas ao teste da observação, nem precisam ter 
seus resultados con� rmados ou refutados. É, portanto um conhecimento racional, valorativo, 
racional, sistemático, não-veri� cável, infalível, exato. 
Todo esse trajeto feito até aqui acerca dos conhecimentos, se faz necessário para 
entendermos o que os distinguem deste conhecimento, cujas características apresentaremos e 
com o qual vamos trabalhar durante a vida acadêmica, enquanto pesquisadores. A principal 
característica que diferencia o cientí� co dos demais, é a possibilidade de veri� cação do fato 
pesquisado, comprovação, experimentação, sendo ele falível e sistemático. 
A ciência se preocupa em estabelecer as propriedades e os padrões 
interdependentes entre as propriedades, para construir as generalizações ou as 
leis. Não se duvida, entretanto, que muitas das disciplinas cientí� cas existentes 
têm surgido das preocupações práticas da vida cotidiana, como a geometria dos 
problemas de medição e relevantamento topográ� co nos campos; a mecânica 
de problemas apresentados pelas artes arquitetônicas; a biologia dos problemas 
humanos [...] (TRUJILLO FERRARI, 1982, p. 6). 
Observemos nas palavras de Trujillo e Ferrari (1982) o que reiteram Marconi e Lakatos 
(2000), a� rmando que essas formas de conhecimento podem coexistir na mesma pessoa. Pode 
haver, por exemplo, um cientista voltado ao estudo da física, que pode ser crente praticante de 
uma determinada religião, estar � liado a um sistema � losó� co e, em muitos aspectos de sua vida 
cotidiana, agir segundo conhecimentos provenientes do senso comum.
A � gura 1 nos mostra um pouco dessa mistura. Horvath (2012) ressalta que essa divisão 
dos conhecimentos é algo moderno, sendo que em outros períodos � loso� a, ciência e religião 
eram concebidas de forma uni� cada, de modo que essa divisão acaba se tornando algo apenas 
com � ns didáticos. 
O autor entende que o � lósofo busca a sabedoria e o conhecimento a � m de entender a 
realidade a sua volta. Mas, nessa busca, ele não é o único. Também o cientista procura conhecer 
as forças que regem a natureza e a sociedade, assim como o teólogo caminha para a busca do 
entendimento de Deus, como Ele se revela e como a sociedade o percebe ao longo de sua história.
Figura 1 – Filoso� a, ciência e religião. Fonte: Horvath (2012).
9WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 1
ENSINO A DISTÂNCIA
Para � nalizarmos essa primeira etapa cabe colocar o quadro explicativo, elaborado por 
Trujillo 1974, apud Marconi e Lakatos (1991):
Quadro 1 – Tipos de conhecimento. Fonte: Trujillo 1974, apud Marconi e Lakatos.
CONHECIMENTO
POPULAR
Valorativo 
Reflexivo 
Assistemático
Verificável 
Falível e inexato 
CONHECIMENTO
CIENTÍFICO
Contingente 
Sistemático 
Verificabilidade 
Falível 
Aproximadamente 
exato
CONHECIMENTO
RELIGIOSO
Valorativo 
Inspiracional 
Infalível 
Sistemáticos 
não verificável 
 
CONHECIMENTO
FILOSÓFICO
Valorativo 
Não verificável 
Racional 
Sistemáticos 
Infalível e exato 
Foram retiradas as fontes dessas citações. Leia, tentando colocar a que tipo de 
conhecimento pertence cada uma delas:
10WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 1
ENSINO A DISTÂNCIA
4 - O TRIPÉ DA UNIVERSIDADE
Como introduziu Severino (2007) em seu primeiro capítulo da obra Metodologia do 
Trabalho Cientí� co, ingressar em um curso superior já é um alto indicativo de mudança no 
processo de ensino aprendizagem entre alunos e professores, visto que tal ingresso implica em 
um comprometimento com o processo de forma prática e e� caz. Para o autor, esse ensino se 
efetiva em três objetivos: formar pro� ssionais de diferentes áreas, conferindo-lhes competências 
técnicas; formar cientistas, disponibilizando métodos e conteúdos de diversas especialidades do 
conhecimento e estimular a tomada de consciência acerca de sua existência histórica, pessoal e 
social, fazendo com que o aluno entenda sua inserção na sociedade e humanidade como um todo.
Nesse sentido, a Universidade, como “funcionária do conhecimento” (idem, p. 23) visa 
contribuir para o aprimoramento da vida humana em sociedade, prestando a ela serviços, 
conforme sua necessidade e, para dar conta desse compromisso é que são designados para a 
Universidade três papeis principais: ensino, pesquisa e extensão.
Figura 2 - O tripé da universidade. Fonte: Audiscurso (2012).
De modo bem geral, por ensino concebemos a própria transmissão dos conteúdos 
acumulados, fruto do conhecimento adquirido dentro de cada disciplina; a pesquisa é a busca de 
conhecimentos, investigação e transmissão e a extensão, algo que ultrapassa os muros da escola, 
interagindo com a sociedade e contribuindo para alguma transformação.
Essas atividades devem se desenvolver de forma articulada para vencer os desa� os 
histórico-sociais os quais vivenciam os seres humanos. Todavia, Severino (2007) explica que 
no âmbito universitário é a pesquisa o ponto básico de sustentação, o que dá apoio às outras 
atividades, pois “só se aprende, só se ensina, pesquisando; só se presta serviço à comunidade, se 
tais serviços nascerem e se nutrirem de pesquisa” (p.24).
4.1. A Pesquisa Científica
Por muito tempo fazer pesquisa cientí� ca era tarefa excepcional, realizada apenas opor 
algum gênio bem reconhecido por suas grandes repentinas invenções. Atualmente, já se reconhece 
que certos avanços cientí� cos são frutos de um trabalho árduo, que envolve pesquisadores em 
diferentes níveis de ensino. 
11WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 1
ENSINO A DISTÂNCIA
Ao observarmos o conceito de pesquisa dado por Gil (2010, p. 01), entendemos a 
complexidade e o esforço que estão embutidos em tal processo:
A pesquisa é um procedimento racional e sistemático que tem como objetivo 
proporcionar respostas aos problemas que são propostos. A pesquisa é requerida 
quando não se dispõe de informação su� ciente para responder ao problema, ou 
então quando a informação disponível se encontra em tal estado de desordem 
que não possa ser adequadamente relacionada ao problema. A pesquisa é 
desenvolvida mediante ao concurso dos conhecimentos disponíveis e a utilização 
cuidadosa de métodos e técnicas de investigação cientí� ca. Na realidade, a 
pesquisa desenvolve-se ao longo de um processo que envolve inúmeras fases, 
desde a adequada formulação do problema até a satisfatória apresentação do 
resultado.
Percebemos, neste contexto, ser a pesquisa um processo que envolve diversas fases, cuja 
� nalidade deve ser a apresentação de resultados obtidos com métodos de análise.
No entanto, é necessário dessacralizar a ciência, tornando-a acessível e democrática. 
E é justamente nos bancos escolares que a exclusão dos sujeitos se multiplica e perpetua, 
afastando, muitas das vezes, o sujeito comum do mundo da pesquisa. Severino (2007) reitera 
que o conhecimento deve ser construído pela experiência ativa do estudante e não mais ser 
assimilado passivamente, como ocorre, por exemplo, no ensino básico, outra necessidade de se 
fazer pesquisa: a busca e não simplesmente aceitação.
Kourgano� (1990) de� ne a Pesquisa como o conjunto de investigações, operações e 
trabalhos intelectuais ou práticos que têm como objetivo a descoberta de novos conhecimentos, 
a invenção de novas técnicas e a exploração oua criação de novas realidades. Embora nessa 
de� nição as palavras “novos ou novas” sejam uma constante, precisamos desvincular a ideia de 
que fazer pesquisa é descobrir o inédito, criar um objeto fantástico. Novos conhecimentos podem 
sim ser descobertos, mas o principal, é que a exploração seja nova, ou seu modo de explorar. O 
seu novo jeito de olhar para algo que já existe é que possibilitará a criação de uma nova realidade.
 Para Cervo e Bervian (1983), faz pesquisa quem consegue: discutir ideias e fatos 
relevantes de determinado assunto, partindo de uma fundamentação teórica; escolher um 
assunto claro e reconhecível, com certa utilidade para a ciência ou para a comunidade; ter 
a capacidade de sistematizar e recriar o material coletado; dizer algo que ainda não foi dito; 
indicar claramente os procedimentos utilizados; relacionando-os sempre com a teoria utilizada; 
fornecer elementos que permitam veri� car suas conclusões; documentar os dados fornecidos, 
permitindo nítida identi� cação das fontes; comunicar os dados por dedução ou indução; redigir 
um texto adequado à Língua Portuguesa (gramaticalmente, estilisticamente, fraseologicamente e 
terminologicamente). 
4.2. A pesquisa na Universidade
 A pesquisa na universidade não é tarefa simples demais, porque como os mesmos Cervo 
e Bervian (1983, p. 50) reiteram “é uma atividade voltada para a solução de problemas, através do 
emprego de processos Cientí� cos”.
Esses processos ou métodos cientí� cos demandam seguir um caminho, ou mais 
especi� camente, determinadas normas, as quais veremos, em detalhes, no decorrer de nossas 
unidades. No entanto, tais atividades não ocorrem instantânea ou isoladamente. São reconhecidas 
e implementadas atividades de iniciação à pesquisa cientí� ca, que permitem ao estudante inserir-
se em práticas de pesquisa, por meio de diferentes projetos de investigação.
 
12WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 1
ENSINO A DISTÂNCIA
Dois exemplos, dados por Severino (2007) Os Programas de Iniciação Cientí� ca (PIC) 
e os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), que além de eventual contribuição de seus 
conteúdos, fazem com que o aluno, ao executar tais trabalhos, esteja praticando a pesquisa, 
iniciando sua vida cientí� ca e vivenciando de forma mais privilegiada o aprender. Para o autor, 
nesse processo, cabe ao aluno não apenas se apropriar e armazenar produtos, mas aprender 
processos. Em seus estudos, não importa mais “a capacidade de decorar e memorizar milhares 
de dados, fatos e noções, mas a capacidade de entender, re� etir e analisar os dados, os fatos e as 
noções” (SEVERINO, 2007, p. 27). 
4.3. Problemas de pesquisa
Gil (2010) explica os passos para encaminhar uma pesquisa de forma detalhada. Inicia seu 
capítulo de� nindo pesquisa como “o procedimento racional e sistemático, que tem como objetivo 
proporcionar respostas aos problemas propostos” (p. 1), devendo ocorrer frente à necessidade de 
se responder um problema. 
Se tomarmos como base as várias signi� cações para a palavra “problema”, muitas vezes a 
conceberemos como algo ruim, um obstáculo, uma situação difícil, um distúrbio ou disfunção, 
algo fora de controle, causando certo incômodo. No entanto, antecipemos aqui o entendimento 
desta palavra em nosso meio acadêmico, entendendo-a como uma indagação, mas não exatamente 
como algo ruim, que necessite ser consertado. Como reforça Gil (2010), dentre as várias acepções 
pertinentes ao termo, a mais apropriada é a que caracteriza o problema como um assunto ainda 
não satisfatoriamente respondido, podendo ser objeto de discussões cientí� cas.
Kerlinger (1980, apud GIL, 2010) explica o que pode ser considerado um problema 
cientí� co, diferenciando-o de problemas de engenharia, por exemplo, que buscam encontrar 
formas e� cientes de se resolver algo, dando respostas diretas de como fazer determinadas coisas. 
Como exemplos: Como melhorar os transportes urbanos, ou a distribuição de renda? Ou como 
aumentar a produtividade no trabalho? 
“A iniciação científi ca exige do aluno pesquisador a busca constante pela inova-
ção e o treinamento para a pesquisa. Ter conhecimento do assunto a ser estudado 
é de fundamental importância, para facilitar e obter o sucesso da pesquisa. As-
sim, é importante que o aluno pesquisador tenha curiosidade e desenvolva cons-
tantemente sua criatividade...”
Leia na íntegra esse trecho em:
ARRUDA, G. da S. Os desafi os para a iniciação científi ca no Ensino Médio integra-
do ao técnico. Igapó, 2007. Disponível em:
<http://www.ifam.edu.br/cms/images/revista/edicao_01/osdesafi osiniciacao-
cientifi ca.pdf>. Acesso em: jan. 2017.
13WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 1
ENSINO A DISTÂNCIA
Não são também problemas de valor, que levam a julgamentos morais de carácter 
subjetivo, procurando indagar se alguma coisa é boa ou ruim, certa ou errada, ou se algo deve 
ser feito ou não, a citar como exemplos: “Qual a melhor técnica para clareamento dental? É 
certo que aparelhos eletrônicos sejam usados dentro da sala de aula? Ou ainda, pais devem 
deixar � lhos sozinhos na realização de tarefas escolares? Mulheres devem realizar aborto? Não 
queremos a� rmar que determinados temas não podem estar relacionados à pesquisa, mas que 
suas questões sejam passíveis de veri� cação empírica, tendo suas proposições suscetíveis de 
observação. Tomemos por base uma pergunta valorativa apresentada anteriormente, sobre ser 
correto ou não que pais deixem seus � lhos sozinhos em casa por exemplo. Dentro desse tema, 
por exemplo, poderia se fazer pesquisa através de outra pergunta: Em que medida a ausência 
dos pais na infância interfere no rendimento escolar de alunos no Ensino Médio? Nesse caso, 
por exemplo, é possível identi� car características dessas relações familiares, depois, investigar o 
rendimento escolar desses alunos, para em seguida veri� car em que medida estes fatores estão 
relacionados entre si.
Assim, constatamos que problemas de pesquisa podem ser levantados nas mais variadas 
situações, desde às cotidianas, para orientação, avaliação de desempenhos, planejamento de uma 
ação adequada, até razões de ordem intelectual, para testar uma teoria especí� ca; explorar um 
objeto pouco conhecido; ou, em áreas já exploradas, determinar certos fenômenos especí� cos ou 
apenas descrevê-los.
4.4. As fases da pesquisa
Gil (2010) elabora um diagrama sobre as fases da pesquisa. Baseando-nos nestas etapas 
é que recorremos ao símbolo de uma escada, para visualizarmos o processo, realizado em fases, 
representadas pelos degraus:
Figura 3 - Degraus das fases da pesquisa. Fonte: A autora.
14WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 1
ENSINO A DISTÂNCIA
Embora vários autores apresentem diferentes modelos que representam as fases do método 
cientí� co, em sua maioria estas fases estão sempre presentes: Observação, problematização, 
formulação de hipótese, experimentação, avaliação dos resultados e publicação. 
Severino (2007) explica que a primeira atividade é a observação dos fatos, que pode 
ocorrer de maneira casual ou espontânea, ou de forma sistemática e organizada. Queremos, 
então, saber o motivo pelo qual tais fatos estão ocorrendo, de forma lógica e racional, é a fase 
da problematização. Ao estabelecermos a relação causal entre esses porquês, estamos na fase da 
hipótese.
 Hipótese: proposição explicativa provisória de relações entre fenômenos, a ser comprovada 
ou in� rmada pela experimentação. E, se con� rmada, transforma-se na lei (SEVERINO, 2007, p. 
103).
Depois de formulada a hipótese, cabe ao pesquisador partir para a veri� cação experimental, 
por meio da análisedas variáveis (“a variação de um fato, correlacionando com a variação de 
outro” idem, p. 103). Caso seja con� rmada a hipótese, surge a lei. Assim, várias leis, relacionadas 
a vários fenômenos, formam a teoria. E, caso, várias teorias se reunissem para explicar todo o 
universo, teríamos a de� nição de sistema, algo ainda não estabelecido.
Ainda para explicar o método cientí� co Severino (2007) descreve dois momentos: o 
momento experimental e o matemático, nas fases indutiva e dedutiva, respectivamente.
A indução e a dedução são formas de raciocínio, possíveis de ocorrer no ato da pesquisa. 
São elas que justi� carão a hipótese a ser defendida. Na primeira ocorre o processo de generalização, 
em que a partir de alguns fatos particulares observados, se conclui que o resultado se aplique a 
todos os outros fatos da mesma espécie. É, portanto, regido por um princípio universal. O autor 
exempli� ca que, neste caso, após se constatar que determinado número de homens morreu, se se 
induz que todos os homens são mortais.
No entanto, se o contrário fosse realizado, e, sabendo que todos os homens são mortais, 
eu concluísse que determinado homem encontrado vai morrer, trata- se do processo de dedução, 
partindo do universal para o particular, especí� co. A ciência trabalha com esses dois tipos de 
raciocínio: “Quando passa dos fatos às leis, mediante hipóteses, está trabalhando com a indução; 
quando passa das leis às teorias ou destas aos fatos, está trabalhando com a dedução” (idem, p. 
105).
Isso tudo faz parte do que chamamos método de pesquisa. Convém remetermos à 
etimologia da palavra método, que vem do grego, methodos= meta: por meio + hodos: caminho. 
Portanto, utilizar um método é tentar atingir um caminho, por meio do qual se consiga alcançar 
determinados objetivos. 
Desse modo, a partir desse conceito, o que parecia algo tão complicado e distante de 
nosso cotidiano, torna-se algo comum nos nossos dias, ao considerar que o ser humano está, 
constantemente, procurando melhores caminhos para fazer aquilo que deseja, nas mais diversas 
situações. 
Vamos treinar na prática? 
Na internet, acesse seu navegador e, em um site de busca, digite, por exemplo: 
“invenções geniais” ou de forma mais completa: “invenções geniais que facilitam 
a vida”, ou, ainda, inovações tecnológicas e pesquise as imagens. Observe como 
o ser humano está constantemente buscando métodos, caminhos, para inovar, 
modifi car e facilitar sua vida.
15WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 1
ENSINO A DISTÂNCIA
Sugestão de leitura: Como construir hipóteses? - No capítulo III de Gil (2010). 
http://www.urca.br/itec/images/pdfs/modulo%20v%20-%20como_elaborar_pro-
jeto_de_pesquisa_-_antonio_carlos_gil.pdf
4.5. A busca das fontes para sustentação
Após entendermos como se dá o planejamento das fases de uma pesquisa, é importante 
discorrermos sobre a forma de busca das fontes que sustentarão nosso trabalho.
Se faz necessário sempre ouvir o orientador, que certamente saberá indicar quais são as obras 
de referência essenciais ao estudo. As fontes então, podem ser livros, monogra� as, dissertações, 
teses, artigos ou periódicos cientí� cos, anais de congresso, etc. e podem ser encontradas tanto 
em sua forma física, impressa, como no meio eletrônico. Pode-se, ainda, recorrer a materiais 
antigos, para obter uma visão mais geral, como enciclopédias, dicionários, manuais ou tratados. 
Todavia, caso sejam muito antigas, é importante que usemos tais referências como ponto de 
partida, acompanhando a evolução do tema estudado. Os trabalhos de conclusão de graduação 
e pós-graduação: monogra� as, dissertações e teses, também constituem importantes fontes de 
investigação cientí� ca, devem ser consultados e analisados de forma crítica. Outras fontes a 
destacar são os periódicos cientí� cos, uma comunicação formal de resultados de pesquisas, que 
atualmente têm se disseminado em grande escala, por levarem informações atualizadas, serem 
publicados com maior facilidade e possuírem preço mais acessível.
Mais uma fonte de busca se con� gura sob a forma de anais cientí� cos. Quando ocorrem 
os Congressos, Encontros, Jornadas, etc., os pesquisadores apresentam seus trabalhos na forma de 
comunicação, palestras, conferências, dentre outros, tendo seus resumos unidos e apresentados 
na forma de Anais, constituindo uma fonte con� ável a ser investigada.
Vale ressaltar que por mais que a tecnologia venha ganhando contornos signi� cativos 
em nosso meio, a biblioteca ainda é, por excelência, um local privilegiado para localização de 
fontes de pesquisa, disponíveis por autor, título da obra ou, recorrentemente, pelo assunto. Ao 
encontrar a obra, é aconselhável que se faça uma leitura rápida da capa, contracapa e sumário, 
tendo uma visão geral dos temas discutidos. Não se pode esquecer do papel do bibliotecário, 
pro� ssional que pode auxiliar o pesquisador nessa tarefa de busca.
Atualmente, a maioria das fontes impressas para pesquisa podem ser encontradas no 
meio eletrônico, através da internet. A expansão da rede e a disseminação das tecnologias digitais 
facilita esse processo e, assim, muitas pessoas optam por utilizá-la devido à economia de tempo 
de busca e o custo menor. Todavia, é preciso salientar que nem tudo o que se encontra pode ser 
con� ável, ou verdadeiro, ou de grande relevância como cientí� co (relembrando, podendo ser 
con� rmado, veri� cável).
De maneira bem geral, a pesquisa se inicia por meio dos sites de busca, que contribuem 
para que possamos nos localizar todo tipo de informações. Outrossim, quando digitamos apenas 
a palavra-chave, no quadro de busca, provavelmente aparecerão incontáveis páginas para a 
procura, o que pediria um tempo grande para análise. Assim sendo, uma forma de restringir esse 
grande número de resultados é inserir os termos da busca entre aspas, o que diminui nitidamente 
o número de páginas.
16WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 1
ENSINO A DISTÂNCIA
Graziosi, Liebano e Nahas (2010) consideram a existência dos benefícios da educação a 
distância, diante da impossibilidade ainda para muito, em se deslocar, devido à rotina pro� ssional 
do dia a dia. Nesse sentido, ressaltam a importância das Bases de Dados Bibliográ� cas por 
aproximarem o pro� ssional da informação.
De modo geral entendemos por Base de dados um depositório de informações con� áveis, 
que facilita, organiza e mantém as informações, podendo oferecer o resumo dos documentos ou 
seu texto completo. 
Se faz necessário que o aluno, enquanto pesquisador, consiga realizar a busca nessas 
bases, para obter um resultado mais preciso. Citamos como exemplos, Google acadêmico, Scielo, 
Portal Capes, Plataforma Lattes e a EBSCO, esta última na qual as revistas da Uningá encontram-
se indexadas, cujos alunos e pesquisadores possuem acesso gratuito. 
Quando se fala em Base de dados, surgirão termos como Descritores, os termos, palavras-
chave de busca, Operadores Booleanos (not, and, or), que restringem ou combinam os termos 
de busca, Operadores de Truncagem (* #), que localizam termos que possuam a mesma raiz, etc. 
En� m, são muitas ferramentas, que precisam ser conhecidas e testadas na prática. Para tanto, 
sugerimos, ao � m desta unidade, uma leitura explicativa do caderno: Pesquisa em Base de dados, 
da Universidade Federal de São Paulo, que apresenta uma lista das bases mais comuns, com suas 
explicações:
Sugestão: Alguns vídeos explicativos também podem ser assistidos buscando: 
“Tutorial base de dados”.
1717WWW.UNINGA.BR
UNIDADE
02
SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO .............................................................................................................................................................181 - QUALIDADES DE UM PESQUISADOR .................................................................................................................19
2 - EMPENHO PESSOAL DO ALUNO ........................................................................................................................19
2.1. A IMPORTÂNCIA DA LEITURA .......................................................................................................................... 20
2.2. TÉCNICAS DE SKIMMING E SCANNING .........................................................................................................21
2.3. OS PROCESSOS DE ANÁLISE E SÍNTESE ....................................................................................................... 22
3 - AS DIRETRIZES DE LEITURA ............................................................................................................................ 23
4 - A IMPORTÂNCIA DA DOCUMENTAÇÃO ........................................................................................................... 23
5 - SIGLAS E ÓRGÃOS ............................................................................................................................................. 25
6 - TCC- TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ................................................................................................ 27
7 - ESTRUTURA DO TRABALHO ACADÊMICO........................................................................................................ 28
7.1. ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS ............................................................................................................................ 28
7.2. ELEMENTOS TEXTUAIS .....................................................................................................................................31
7.3. ELEMENTOS PÓS TEXTUAIS ........................................................................................................................... 33
LEITURA, DOCUMENTAÇÃO E 
TRABALHO DE CONCLUSÃO
PROF.A MA. LETÍCIA IZEPPE BISCONCIM
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
METODOLOGIA E TÉCNICAS DE PESQUISA
18WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
INTRODUÇÃO
Tendo encerrado nossa primeira parte sobre a pesquisa, introduzimos esta segunda, 
ressaltando algumas das características que deve ter o pesquisador, deixando transparecer que 
o empenho pessoal tem parte fundamental em todo processo. Além disso, mencionaremos 
outros hábitos, tais como a importância da leitura, algumas técnicas, os processos de análise e 
síntese e a necessidade de registrar. Adentraremos, mais especi� camente, o universo cientí� co, 
apresentando algumas siglas e órgãos veiculados à ciência. Os aspectos para a realização de um 
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) serão trazidos, bem como toda sua estrutura, disposta 
nos elementos pré-textuais, textuais e pós textuais.
19WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
1 - QUALIDADES DE UM PESQUISADOR
Primeiramente, para que a pesquisa se inicie de forma adequada, com êxito, é necessário 
olharmos para a � gura do pesquisador. Gil (2010) elenca uma série de qualidades intelectuais e 
sociais necessárias, as quais apresentamos neste quadro ilustrativo:
Quadro 1 – Qualidades do pesquisador. Fonte: A autora.
Deixamos, na décima característica, um espaço vazio, para que cada um de nós, enquanto 
pesquisadores, possamos re� etir e completar mentalmente, que outra qualidade nos faltaria para 
que pudéssemos realmente fazer pesquisa. Essa atitude de re� exão sobre o nosso papel é também 
característica de um bom pesquisador, visto que toda atividade racional e sistemática, como o é, 
a pesquisa, requer re� exão e planejamento. É preciso que o pesquisador sistematize o processo 
pelo qual irá passar, no alcance das metas estabelecidas. Por isso, há necessidade de se elaborar 
um projeto de pesquisa, documento este que irá expor os objetivos de coleta e os métodos de 
análise dos dados. 
2 - EMPENHO PESSOAL DO ALUNO
Em mais um degrau de nossa escada, nesta segunda unidade, nos deparamos com o 
empenho pessoal do aluno, o que permitirá a ele, descer e subir todos os outros degraus à maneira 
que julgar necessário.
1. Conhecimento do assunto a ser pesquisado;
2. Curiosidade;
3. Criatividade;
4. Integridade intelectual;
5. Atitude autocorretiva;
6. Sensibilidade social;
7. Imaginação disciplinada;
8. Perseverança e paciência;
9. Confiança na experiência.
10. ______________________
20WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
Figura 1 – A postura do empenho. Fonte: Gracez (2017).
Como aponta Severino (2007, p. 37): “Os bons resultados do ensino e da aprendizagem 
vão depender em muito do empenho pessoal do aluno. Para isso, é importante adquirir hábitos 
apropriados e e� cazes”. Assim, o autor lista cinco pontos que devem ser observados pelos alunos, 
ajudando-o a atingir bons resultados:
Figura 2 – Empenho pessoal. Fonte: A autora.
2.1. A importância da leitura
Não há como não mencionar e compartilhar do que a maioria dos autores concordam 
ser a melhor ferramenta para uma boa escrita, de modo geral: a leitura. Lopes (2009) destaca 
que a maioria das di� culdades enfrentadas na vida acadêmica surgem do fato de não se ler com 
habilidade, inteligentemente. Ele acrescenta: Quem lê constrói sua própria ciência e ao terminar 
o curso, poderá desenvolver temas [...] e pensar por si mesmo.
Nesse sentido, seria óbvio a� rmar que quanto mais vezes se lê, mais facilidade se adquire 
na compreensão e interpretação de textos. O ideal, certamente, seria a leitura de, pelo menos, três 
vezes. No entanto, é fato, que devido à correria da vida moderna, muitos acabam se perdendo no 
meio dessas leituras. Algumas dicas podem ajudar, nesse sentido. 
21WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
Um passo importante é a seleção do que se vai ler. Os resumos, os sumários ajudam muito 
delimitar as partes principais a serem utilizadas. A velocidade na leitura auxilia também, mas 
como aponta Lopes (2009), depende da peculiaridade de cada autor, que sugere que se criem 
imagens em nossa mente para assimilar o que foi dito. O autor acrescenta que o ambiente externo 
deve também contribuir, sendo “amplo, arejado, bem iluminado e silencioso [...] e, em caso de luz 
arti� cial, deve ser difusa e � car à esquerda de quem se lê” (p. 19). 
2.2. Técnicas de Skimming e Scanning
Outra necessidade que auxilia no processo de leitura é procurar captar sempre as ideias 
principais. As técnicas de leitura dinâmica ajudam nesse processo. Harlow (1980 apud Marconi 
e Lakatos (2001) descreve os procedimentos do SCANNING e SKIMMING. A primeira diz 
respeito a encontrar determinado tópico na obra, através do sumário, ou pela leitura de linhas, 
ou parágrafos, na busca de frases ou palavras-chave. Seus olhos vão em busca exatamente do que 
se quer encontrar. A segunda capta a tendência geral sem entrar em minúcias, através dos títulos, 
subtítulos, ilustrações. Lê-se para encontrar a essência do texto. Dentre as possíveis traduções das 
palavras, do inglês, preferimos utilizar as de escanear e desnatar, respectivamente, pois quando 
escaneamos, é como se ampliássemos para guardar, e, quando desnatamos, é como se quiséssemos 
separar a nata, para fazer uma bolacha, deixando de lado o que não fôssemos utilizar, o que seria 
mais ou menos o processo.
Muitos autores concordam que para uma boa retenção do texto é necessário lê-lo umas 
três vezes.Todavia, há de se considerar, que, muitas vezes, o tempo disponível acaba não sendo 
um bom aliado para que se realizem várias leituras. Também, de nada adianta dizer que leu, se 
apenas o que se conseguiu fazer foi passar os olhos pelo texto. Nesse sentido, seria interessante 
considerar esses métodos dinâmicos de leitura. Pelo menos partes do texto, o geral, poderá ser 
compreendido, sendo muito melhor realizar esse tipo de leitura do que simplesmente não fazer 
nenhuma, por falta de tempo.
Vale mencionar também a técnica de sublinhar, destacando ao alcance dos olhos as 
ideias principais e os pormenores importantes. No entanto, de nada adianta sublinharmos o que 
achamos importante para ler depois e acharmos tudo importante. O trabalho será o mesmo ou 
até maior. Uma dica seria dar destaque às de� nições, conceitos, palavras desconhecidas, exemplos 
ou explicações.
Figura 3 – A técnica de sublinhar. Fonte: Shutterstock (2017).
22WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
2.3. Os processos de análise e síntese
Lopes (2009) acrescenta que para haver uma leitura proveitosa alguns princípios são 
essenciais como a atenção e concentração; o interesse por novos conhecimentos; a re� exão quanto 
aos diferentes ângulos que se pode ler; um espírito crítico de avaliação do texto; análise e síntese.
Cabe, para esses dois últimos, alguns esclarecimentos. Quando falamos em análise, o que 
devemos considerar é a divisão em partes para o entendimento, e assim, o estabelecimento das 
relações existentes entre elas.
Por síntese, se entende o processo inverso ao da separação (análise). Seria a reconstituição 
das partes decompostas, por meio de uma composição dos elementos essenciais, seguindo uma 
lógica de pensamento.
Outro recurso importante é o resumo que, para Costa (2009), consiste em uma apresentação 
abreviada de um texto, expondo seu conteúdo de modo conciso e coerente. É, portanto, um 
gênero que reduz o texto, mas não deixa de colocar o que lhe é principal. Na resenha, por sua vez, 
com base nos conhecimentos prévios sobre o tema, é realizado um comentário crítico. Assim, os 
pontos principais do texto estão presentes, acompanhados de uma sustentação argumentativa e 
marcados pela existência de articuladores textuais.
Com base em Curty e Curty (2008), elaboramos um quadro, associado à imagem de um 
quebra-cabeça, cujas partes encontram-se separadas, destacando como o leitor deve proceder 
para realizar uma análise temática de um texto:
Figura 4 - Análise temática. Fonte: A autora.
É fato que os professores observam as di� culdades que os alunos apresentam ao ler e 
estudar de maneira e� caz. Muitas críticas surgem acerca dos problemas de atenção, empenho, 
interpretação, compreensão e de uma postura crítica. Para haver interpretação, outras etapas 
antes devem ser realizadas. A alfabetização, decodi� cação e junção das letras para uma leitura 
� uente é apenas o estágio mais primitivo, que precisa estar em constante evolução. Contudo, 
pesquisas apontam que, por diversos fatores, o nível de leitura dos brasileiros está ainda nesta 
primeira fase. Conseguem decodi� car, mas quando se trata das outras fases, de uma leitura crítica 
primordial ao desenvolvimento e a elaboração das diversas atividades no cenário acadêmico, a 
situação é alarmante e os índices, desastrosos. 
23WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
3 - AS DIRETRIZES DE LEITURA 
Para descrever essas etapas de leitura, Severino (2007) destaca cinco processos:
A Leitura textual é a primeira abordagem do texto com vistas à preparação da leitura, 
assim, é importante realizar uma leitura atenta e corrida sem buscar esgotar a compreensão do 
texto. Pode-se, nesta fase: pesquisar sobre a vida e obra do autor; identi� car o vocabulário: os 
conceitos e termos fundamentais a compreensão do texto; localizar o texto, autor ou assunto no 
tempo e espaço, considerando os fatos históricos.
Em seguida está a etapa da Leitura temática, cuja � nalidade é a compreensão global do 
texto, procurando “ouvir” o autor e aprender o conteúdo da mensagem. Perguntas como: do que 
fala o texto? Qual o problema discutido? O que o autor fala sobre o tema? Que ideias apresenta 
a respeito do assunto? Que explicações oferece, nos ajudam nesse processo. Retomamos, aqui, 
a necessidade de se encontrar o tema daquilo que se lê, lembrando de que se o texto é bem 
construído a ideia que nos é apresentada no início é retomada e fechada ao � nal, completando e 
encerrando um ciclo: deixando em destaque, exatamente, o tema.
No momento da Leitura interpretativa o leitor deverá tomar uma posição sobre o 
conteúdo apresentado, buscando encontrar uma compreensão do pensamento expresso no 
trabalho analisado. Deve, depois disso, fazer uma análise crítica, sendo necessário tomar posição 
no que se refere ao conteúdo. 
Para iniciar a fase da Problematização, vale perguntar qual o problema a ser solucionado 
no texto? Como responde ao problema levantado? Que posição assume? Que ideia defende? O 
que quer demonstrar? As respostas a estas questões, revelam a ideia central do autor e do texto. 
Ressaltamos que nesta fase, trazemos para o texto nossa visão de mundo, os outros textos que 
conhecemos que se assemelham ou se distanciam do tema em questão. 
Na fase da síntese pessoal, podem ser encontrados subsídios que servirão de base para o 
resumo ou síntese de um novo texto. Uma vez cumpridas essas etapas, os problemas levantados 
poder ser discutidos em grupo e novos debates e re� exões podem surgir, sendo essenciais à 
atividade cientí� ca. 
4 - A IMPORTÂNCIA DA DOCUMENTAÇÃO
Frente a todo esse processo, é importante que aprendamos a documentar nosso estudo, 
para assimilá-los de forma e� caz e não apenas como algo decorado, para ser depois esquecido:
O estudo e a aprendizagem em qualquer área do conhecimento são plenamente 
e� cazes somente quando criam condições para uma contínua e progressiva 
assimilação pessoal dos conteúdos estudados. A assimilação, por sua vez, precisa 
ser qualitativa e inteligentemente seletiva dada à complexidade e a enorme 
diversidade das várias áreas do conhecimento (SEVERINO, 2007, p. 66).
Dessa forma, o � chamento nos é apresentado, como uma ferramenta utilizada pelo aluno 
para registrar o material estudado, na � nalidade de poupar tempo no futuro, frente à necessidade 
de se produzir algum tipo de relatório ou outro formato de trabalho cientí� co. Essa ferramenta 
serve, então, para auxiliar na elaboração de trabalhos acadêmicos e pesquisas.
24WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
Em síntese, � chamento é o ato de transcrever anotações após a leitura. Antigamente, para 
� ns de estudo ou pesquisa, os registros eram feitos em � chas pautadas e impressas. Hoje, além 
desse objeto, tais anotações podem ser feitas em folhas de papel comum ou em programas de banco 
de dados de um computador. Severino (2007) ressalta não haver um tamanho padronizado para 
essas � chas de documentação, � cando a critério de cada um o seu formato, podendo realiza-las 
no computador em forma de documentos/arquivos. O importante é que estejam bem organizados 
e de fácil acesso, para que os dados não se percam e possam ser utilizados quando necessário. 
Severino (2007) classi� ca esse tipo de documentação em: temática, bibliográ� ca e geral. 
Por meio da documentação temática são coletados elementos relevantes para o estudo em geral 
ou para a realização de um trabalho em particular, sempre dentro de determinada área, em função 
do conteúdo, da área estudada ou do trabalho realizado. “Tal documentaçãoé feita, portanto, 
seguindo um plano sistemático, constituído pelos temas e subtemas da área ou do trabalho em 
questão” (SEVERINO, 2007, p. 68).
O Fichário de documentação bibliográ� ca constitui um acervo de informações 
sobre livros, artigos, e demais trabalhos que existem sobre determinados 
assuntos, dentro de uma área do saber. Sistematicamente feito, proporciona ao 
estudante rica informação para seus estudos (SEVERINO, 2007, p. 70).
A documentação geral é aquela que permite que sejam organizados e guardados todos os 
documentos úteis retirados de fontes perecíveis, tais como recortes de jornais, revistas e apostilas, 
que talvez não estejam para sempre disponíveis após sua publicação. Logo, há a necessidade de 
passá-los para pastas, sistematicamente organizadas, a � m de que sua conservação seja mantida.
Vários autores, de modo mais explicativo, classi� cam os tipos de � chamento em 4: 
� chamento bibliográ� co, de conteúdo, de citações e crítico. De modo geral, no primeiro, deve ser 
apresentada a ideia geral da obra, bem como os temas de interesse presentes nela, para uma busca 
futura. Por � chamento de conteúdo, entendemos ser uma espécie de resumo do todo de um texto, 
de modo sucinto, mas sem pular as partes principais. No � chamento de citações são transcritas 
cópias do texto de origem, que podem ser inseridas, mais tarde, no trabalho acadêmico. E, por 
� m, o � chamento crítico sede espaço para a escrita de resenha, com espaço argumentativo sobre 
o texto a ser � chado.
Modelo de � cha: 
Quadro 2 – Modelo de � cha. Fonte: A autora.
25WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
Quadro 3 – Modelo de � chamento. Fonte: A autora.
5 - SIGLAS E ÓRGÃOS
Quando falamos em Metodologia de Pesquisa é importante que conheçamos algumas 
siglas e órgãos com os quais poderemos estabelecer algum contato durante a vida acadêmica. Vale 
colocar, que todas essas siglas e suas explicações estão disponíveis em suas respectivas páginas 
na internet. 
ABNT= Associação Brasileira de Normas e Técnicas. É a Normalização técnica do 
país, que contém documentos elaborados criteriosamente, com linguagem técnica, adequada 
e cientí� ca. Fundada em 1940, é a base para o desenvolvimento tecnológico brasileiro, uma 
entidade privada, sem � ns lucrativos. É membro fundador da ISO= International Organization 
for Standardization, da COPANT (Comissão Pan-americana de Normas Técnicas) e da AMN 
(Associação Mercosul de Normalização). 
Frente à necessidade da normalização de determinado tema, a ABNT encaminha 
o assunto ao Comitê Técnico responsável, onde será exposto aos diversos setores envolvidos. 
Uma vez elaborado o Projeto de Norma, com o assunto solicitado, ele é então submetido à 
Consulta Nacional. Neste processo, o Projeto de Norma, elaborado por uma Comissão de Estudo 
representativa das partes interessadas e setores envolvidos com o tema, é submetido à apreciação 
da sociedade. São exemplos de normas utilizadas:
• NBR 14724 - Elas de� nem tamanho de papel, margens, estrutura do trabalho e outros 
detalhes.
• NBR 6023 – Informação e documentação – Referências bibliográ� cas
• NBR 10520 – Normatização das citações
26WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
CNPQ é a sigla de Conselho Nacional de Pesquisa, que atualmente é chamado de 
Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientí� co e Tecnológico, e é um órgão público que tem 
o objetivo de incentivar a pesquisa no Brasil. Sua sede está situada em Brasília, e o órgão é ligado 
ao Ministério da Ciência e Tecnologia. O CNPQ também tem vários outros órgãos federais e 
parceiros estrangeiros em suas funções, incentiva a pesquisa no Brasil através de bolsas e auxílios, 
em especial para indivíduos que querem cursar Mestrado e Doutorado, sejam eles no Brasil ou 
no Exterior.
Certamente, ouviremos falar de ENADE: O Exame Nacional de Desempenho de 
Estudantes que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), cujo 
objetivo é aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos 
programáticos, suas habilidades e competências.
Por INEP, se representa o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio 
Teixeira; CAPES- é a Coordenação de aperfeiçoamento de pessoal de nível superior, responsável 
por fazer a quali� cação das publicações periódicas aqui no Brasil, quanto a questões editoriais e 
técnicas.
Qualis é o conjunto de procedimentos utilizados pela Capes para estrati� cação da 
qualidade da produção intelectual dos programas de pós-graduação. Tal processo foi concebido 
para atender às necessidades especí� cas do sistema de avaliação e é baseado nas informações 
fornecidas por meio do aplicativo Coleta de Dados. Como resultado, disponibiliza uma lista com 
a classi� cação.
A classi� cação é realizada pelas áreas de avaliação e passa por processo anual de 
atualização. Esses veículos são enquadrados em estratos indicativos da qualidade - A1, o mais 
elevado; A2; B1; B2; B3; B4; B5; C - com peso zero, sendo acessível na internet em seu aplicativo 
WebQualis.
ISSN- Critério para o controle da qualidade das revistas e para indexação em base de 
dados nacionais e internacionais. Signi� ca International Standard Serial Number- Número de 8 
dígitos, precedido pelo pre� xo ISSN – identi� cação única, internacionalmente reconhecida.
É importante que conheçamos também a Plataforma Lattes, que representa a experiência 
do CNPq na integração de bases de dados de Currículos, de Grupos de pesquisa e de Instituições 
em um único Sistema de Informações e como veri� camos em sua própria página de apresentação, 
sua dimensão atual se estende não só às ações de planejamento, gestão e operacionalização do 
fomento do CNPq, mas também a outras agências de fomento federais e estaduais, das fundações 
estaduais de apoio à ciência e tecnologia, das instituições de ensino superior e dos institutos de 
pesquisa. Quando adentramos o universo acadêmico, é importante estabelecermos contato com 
essa plataforma e elaborarmos o Currículo Lattes, que na apresentação da plataforma, é descrito 
como o padrão nacional no registro da vida pregressa e atual dos estudantes e pesquisadores do 
país, adotado pela maioria das instituições de fomento, universidades e institutos de pesquisa. 
Por sua riqueza de informações e sua crescente con� abilidade e abrangência, se tornou elemento 
indispensável e compulsório à análise de mérito e competência dos pleitos de � nanciamentos na 
área de ciência e tecnologia. 
27WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
6 - TCC- TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
Outra sigla que se ouve e com a qual se preocupa muito no universo acadêmico é o 
TCC: Trabalho de Conclusão de Curso, parte integrante da atividade curricular de muitos cursos 
de graduação, sendo de extrema relevância para o processo de aprendizagem dos acadêmicos, 
servindo para articular e consolidar o processo formativo do aluno, por meio da construção do 
conhecimento cientí� co em sua área.
O trabalho acadêmico é o “documento que representa o resultado de estudo, devendo 
expressar conhecimento do assunto escolhido, que deve ser obrigatoriamente emanado da 
disciplina, módulo, estudo independente, curso, programa e outros ministrados. Deve ser feito 
sob a coordenação de um orientador” (NBR-14724, 2005, p.3). O que distingue os diferentes 
trabalhos acadêmicos são os níveis de profundidade e originalidade, bem como a exigência de 
defesa pública para alguns deles. 
Existem muitas de� nições a respeito do trabalho cientí� co. Para Lakatos e Marconi (2003)trata-se de um estudo sobre tema especí� co ou particular, com su� ciente valor representativo e 
que obedece à rigorosa metodologia. 
É preciso considerar que trabalhos acadêmicos podem ser divididos da seguinte forma: 
primeiramente os trabalhos relativos à graduação; e, em seguida, os trabalhos elaborados na 
pós-graduação (aperfeiçoamento, especialização, mestrado, doutorado). Aos trabalhos relativos 
à graduação, a NBR 14724 atribui as seguintes denominações: TCC e TGI, respectivamente, 
Trabalho de conclusão de curso e Trabalho de graduação interdisciplinar. Aos trabalhos 
elaborados na pós-graduação, a denominação estabelecida é: Trabalho de conclusão de curso de 
especialização e/ou aperfeiçoamento, ou monogra� a. Todavia, as autoras consideram que apesar 
dessa terminologia estar consagrada, essa denominação não é muito adequada, visto que todos 
os trabalhos acadêmicos têm como principal característica serem monográ� cos.
Portanto, os termos: dissertação e tese são explicados na NBR 14724, e diferenciados, 
devido à titulação obtida:
Dissertação é o documento que representa o resultado de um trabalho 
experimental ou exposição de um estudo cientí� co retrospectivo, de tema 
único e bem delimitado em sua extensão, com o objetivo de reunir, analisar e 
interpretar informações. Deve evidenciar o conhecimento de literatura existente 
sobre o assunto e a capacidade de sistematização do candidato, é feito sob a 
coordenação de um orientador (doutor), visando a obtenção do título de mestre. 
Tese é o documento que representa o resultado de um trabalho experimental 
ou exposição de um estudo cientí� co de tema único e bem delimitado. Deve 
ser elaborado com base em investigação original, constituindo-se em real 
contribuição para a especialidade em questão. É feito sob a coordenação de 
um orientador (doutor) e visa a obtenção do título de doutor, ou similar (NBR-
14724, 2005, p. 2-3).
Observando a gra� a da palavra monogra� a, veri� camos que sua principal característica 
é a abordagem de um tema único (mónos = um só e graphein = escrever). Dessa forma, todos 
os trabalhos acadêmicos são monográ� cos. Dentre os trabalhos monográ� cos mais usuais, 
destacam-se aqueles exigidos para obtenção de graus, como a dissertação de mestrado e a tese 
de doutorado. Para a conclusão de cursos de especialização, ou mesmo de graduação, é comum a 
apresentação de trabalhos acadêmicos chamados simplesmente de monogra� as. 
28WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
7 - ESTRUTURA DO TRABALHO ACADÊMICO
Para a NBR 14724 (dez. 2005), a estrutura de um trabalho acadêmico de cunho 
monográ� co compreende: elementos pré-textuais, elementos textuais e elementos pós-textuais, 
a seguir respectivamente descritos.
7.1. Elementos pré-textuais
✓ Capa (obrigatório) (entidade, título e subtítulo se houver, autor, local, data). Lombada 
(opcional) 
✓ Folha de rosto (obrigatório) (nome do autor, título e subtítulo, se houver, natureza 
(tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso) e objetivo (aprovação em disciplina, grau 
pretendido), nome da instituição a que é submetido, área de concentração, nome do orientador, 
local da instituição onde deve ser apresentado, ano). 
✓ Verso da folha de rosto (obrigatório) deve conter a � cha catalográ� ca, conforme o 
Código de Catalogação Anglo-americano vigente (NBR 14724, ago. 2005). 
✓ Errata (opcional) 
✓ Folha de aprovação (obrigatório)
✓ Dedicatória(s) (opcional) 
✓ Agradecimento(s) (opcional) 
✓ Epígrafe (opcional) 
✓ Resumo em língua vernácula (obrigatório) 
✓ Resumo em língua estrangeira (obrigatório) 
✓ Lista de ilustrações (opcional)
✓ Lista de tabelas (opcional) 
✓ Lista de abreviaturas e siglas (opcional) 
✓ Lista de símbolos (opcional) 
✓ Sumário (obrigatório)
29WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
Esses elementos pré-textuais são aqueles que antecedem o corpo da Monogra� a, ou 
trabalho acadêmico. Apresentam informações que ajudam na identi� cação e utilização do 
trabalho.
Iniciemos pela capa, que, de acordo com a NBR 14724, é elemento obrigatório em 
todo trabalho acadêmico. É a proteção externa, que reveste o trabalho, na qual devem constar 
informações para a identi� cação. Ordenadamente, teremos:
 O nome da instituição; nome do autor; título; subtítulo (se houver); número de volumes 
(se houver mais de um); local – cidade da instituição onde deve ser apresentado e ano da entrega 
(depósito).
As normas da ABNT não dispõem as informações quanto à estética desses itens, tais como: 
número da fonte, se itálico ou negrito, etc., todavia, nosso objetivo é apresentar uma padronização 
dos trabalhos acadêmicos para orientar o aluno no momento de elaborar seu trabalho. Podemos, 
assim, estabelecer: Nome da instituição - (obrigatório) em letras maiúsculas, centralizado, 
tamanho da fonte 14 e negrito. Nome do autor - (obrigatório) em letras maiúsculas, centralizado, 
tamanho da fonte 14 e negrito. Título - (obrigatório) em letras maiúsculas, centralizado, tamanho 
da fonte 14 e negrito. Subtítulo - (se houver), é necessário colocá-lo em uma linha abaixo do 
título, grafado em negrito, com a mesma fonte e tamanho do título, porém deverão ser utilizadas 
somente as primeiras letras de cada palavra em maiúsculas. Local - na penúltima linha da folha, 
centralizado, em letras maiúsculas, tamanho da fonte 12 e negrito. Ano do depósito - data da 
entrega do trabalho, na última linha centralizado, fonte 12, sem negrito.
A lombada, por sua vez, é elemento opcional, onde as informações devem ser impressas, 
quando o trabalho comportar. Conforme a NBR 12225, é a parte da capa que reúne as margens 
internas das folhas, a ser mantidas juntas. A disposição dos elementos ocorre na seguinte ordem: 
nome do autor, impresso longitudinalmente, de modo a ser lido do alto para o pé da lombada, 
facilitando a leitura quando o trabalho está no sentido horizontal, com a face voltada para cima; 
título do trabalho impresso da mesma maneira que o nome do autor; elementos alfanuméricos 
de identi� cação, por exemplo: v. 3.
De acordo com a NBR 14724, a folha de rosto é elemento obrigatório, que carrega os 
elementos essenciais à identi� cação do trabalho, na seguinte ordem: nome do autor: responsável 
intelectual do trabalho; título principal do trabalho; subtítulo: se houver, deve ser evidenciada 
a sua subordinação ao título principal, precedendo-o de dois pontos; número de volumes (se 
houver mais de um, deve constar em cada folha de rosto a indicação do respectivo volume); 
� nalidade do trabalho, contendo sua natureza (tese, dissertação, monogra� a e outros) e objetivo 
(aprovação em disciplina, grau pretendido e outros); nome da instituição a que é submetido com 
o nome do orientador; local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado; e, por � m, ano 
de depósito (da entrega). 
Acrescentamos que a folha de rosto carrega uma informação adicional, que a difere da 
capa e deverá ser escrita a partir do meio da folha, com espaçamento simples e a mesma fonte 
utilizada nos outros itens (Arial ou Times), tamanho 12, conforme sugerimos no exemplo:
 Trabalho de Conclusão de Curso (Monografi a) 
apresentado ao Centro Universitário Uningá, como requisito 
parcial para obtenção do título de Bacharel em Odontologia (ou 
Licenciatura em Ciências Biológias). 
 Orientador: Prof.
30WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
É importante destacar que somente a partir da folha de rosto se começa a contar as 
páginas do trabalho acadêmico. No entanto, a representação impressa do número das páginassó aparecerá, no canto superior direito da folha, a partir da INTRODUÇÃO, utilizando-se 
algarismos arábicos (1, 2, 3, 4.) 
No verso da folha de rosto deve aparecer a � cha catalográ� ca, elaborada pelo bibliotecário, 
conforme o Código de Catalogação Anglo Americano vigente. 
A Errata é um elemento eventual, constituído pela referência do trabalho e pelo texto 
da errata. Deve conter uma lista das folhas e linhas, onde ocorreram erros, com suas devidas 
correções. Se possível deve ser inserida em papel avulso, acrescido depois de � nalizado o trabalho, 
após a folha de rosto.
A folha de aprovação, a ser inserida logo após a folha de rosto, é elemento obrigatório, 
contendo: nome do autor do trabalho: responsável intelectual ou artístico; título principal do 
trabalho, de forma clara e precisa; subtítulo (se houver), subordinado ao título pela marca dos dois 
pontos; número de volumes; � nalidade do trabalho, contendo sua natureza, objetivo, nome da 
instituição e área de concentração; data de aprovação; e nome completo e titulação dos membros 
que compõem a banca examinadora, bem como a instituição a qual pertencem e sua respectiva 
área de concentração.
Podem haver, ainda, páginas preliminares, que antecedem o resumo: 
A Dedicatória é um texto geralmente curto, que contém o oferecimento do trabalho a 
determinada pessoa, ou pessoas.
Os Agradecimentos consistem em uma manifestação de gratidão a pessoa(s) e/ou 
instituição(ões) que, de alguma forma, colaboraram com o autor, para a execução do trabalho, 
devendo ser expressa de maneira simples e sóbria.
A Epígrafe é elemento opcional, colocado o início do trabalho, mas podendo aparecer 
também no início de suas seções primárias. Consiste na citação de um pensamento (com a 
indicação de autoria) que, de certa forma, está relacionado à obra. 
O Resumo na língua vernácula é elemento obrigatório, redigido pelo próprio autor, que 
apresenta, concisamente, os pontos relevantes do texto, em linguagem clara, concisa, direta, com 
o máximo de 500 palavras — deve ressaltar o objetivo, o resultado e as conclusões do trabalho, 
assim como o método e a técnica empregados na sua elaboração. Redigido em parágrafo único, 
seguido de palavras-chave e/ou descritores, separadas entre si por ponto (.). Ex.: Palavras-chave: 
Literatura. Letramento literário. Sala de aula.
O resumo em língua estrangeira é também elemento obrigatório, que consiste na versão 
do resumo em português para um outro idioma, de divulgação internacional, geralmente inglês, 
espanhol ou francês: Abstract, Resumen, Resumée, respectivamente.
Outras listas podem ser incluídas, dependendo da característica do documento: – lista 
de ilustrações: relação sequencial das ilustrações (imagens, desenhos, esquemas, � uxogramas, 
fotogra� as, grá� cos, mapas, quadros, etc.), devendo aparecer na mesma ordem em que forem 
apresentadas no trabalho, seguidas do título e página onde podem ser encontradas; – lista de 
tabelas: relação numérica das tabelas na mesma ordem em que se sucedem, seguida do título e 
com a indicação da página correspondente. Observe que não há necessidade de repetir a palavra 
Tabela, � gura etc.; basta colocar apenas o número de ordem da ilustração, seguido do respectivo 
título; A palavra Fonte deve ser colocada imediatamente após o traço inferior da tabela, alinhada 
com as especi� cações do 1º nível da coluna indicadora. Deve-se usar o tamanho de letra (fonte) 
11. - Lista de abreviaturas e siglas: relação alfabética das abreviaturas e siglas utilizadas na 
publicação, seguidas das palavras ou expressões a que correspondem, escritas por extenso; – lista 
de notações ou símbolos: relação de sinais convencionados, utilizados no texto, seguidos dos 
respectivos signi� cados;
31WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
O Sumário é a indicação do conteúdo do documento, o último elemento pré-textual, 
responsável por re� etir as divisões e/ou seções, na mesma ordem em que aparecem no texto. Usa-
se o termo “sumário”, não confundindo com índice, que se con� gura como elemento pós-textual. 
Caso haja mais de um volume, deve ser incluído um sumário completo do trabalho em cada um 
deles.
A forma de digitação segue um formato padronizado, que vai desde à caixa alta em 
negrito, até caixa baixa, em itálico, diminuindo de forma decrescente: 
1. SEÇÃO PRIMARIA 1. CAIXA ALTA COM NEGRITO 
1.1 SEÇÃO SECUNDARIA 1.1 CAIXA ALTA SEM NEGRITO 
1.1.1 Seção Terciária 1.1.1Caixa Alta e Baixa com Negrito 
1.1.1.1 Seção quaternária 1.1.1.1 Caixa Alta e Baixa sem Negrito 
Seção quinária 1.1.1.1.1 Caixa Alta e Baixa em Itálico
7.2. Elementos textuais
✓ Introdução: apresenta o objeto da pesquisa (problema, hipótese, variáveis), objetivos, o 
tema, delimitação do tema, justi� cativa e cita a metodologia utilizada. 
✓ Desenvolvimento: a) com parte experimental: revisão da literatura, material e métodos, 
resultados e discussão. b) sem parte experimental: revisão da literatura.
 
✓ Considerações � nais: síntese dos resultados mais importantes do trabalho e/ou pesquisa 
correlacionado aos objetivos propostos.
Os elementos textuais determinam a natureza do trabalho, sua estrutura e organização. 
Quanto à natureza da pesquisa, pode ser dividido em duas partes, com ou sem experimentação.
Sem a coleta de dados, as partes consistem em: Introdução; revisão da literatura; discussão 
e considerações � nais. Com a coleta: Introdução; revisão da literatura; material e Métodos; 
resultados; discussão e considerações � nais.
A introdução deve explicar como a pesquisa foi realizada. É necessário que se faça 
a delimitação do assunto, chegando no objeto a ser pesquisado, com destaque à natureza do 
problema, a importância da pesquisa no âmbito acadêmico e/ou social, bem como a justi� cativa, 
os objetivos, as referências às teorias nas quais a pesquisa foi baseada, além da escolha da 
metodologia e sua aplicação, sendo, portanto, uma apresentação geral.
A linguagem deve ser objetiva, utilizando apenas uma pessoa gramatical. A organização 
do texto deve partir da apresentação do objeto da pesquisa (problema, hipótese, variáveis), 
objetivos, o tema, delimitação do tema, justi� cativa e a metodologia). Nela o autor apresenta o 
que ele espera con� rmar nas considerações � nais;
Algumas maneiras de iniciar uma introdução é se posicionando de modo generalizado 
sobre determinado fato; comparando situações; destacando por meio de citação a opinião de 
alguém de destaque; fazendo alusão histórica a algum fato histórico, ou de� nindo um termo, 
explicitando-o claramente.
Fontenelle (2017) de forma simples, mas prática, explica como fazer um TCC. Como 
se pode notar, na � gura 4 ele deixa transparecer a importância da introdução, sendo ela a 
responsável pela primeira impressão que o leitor poderá ter do seu texto. Assim, uma 
introdução de qualidade atrairá o leitor e de� nirá se sua pesquisa vai ser lida ou não.
32WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
Figura 4 – Introdução de TCC. Fonte: Fontenelle (2017)
No desenvolvimento deve aparecer a revisão de literatura. Cabe ao autor demonstrar 
conhecimento da literatura básica sobre o assunto, resumindo os resultados de estudos anteriores. 
Muitos autores concordam ser essa, a parte fundamental para a trabalho de pesquisa, cuja 
� nalidade é expor, demonstrar e dar possibilidades de veri� cação. 
No desenvolvimento, pode-se levar em consideração três fases: explicação, argumentação 
e demonstração. Segundo Marconi e Lakatos (2003) aparecem nessa etapa, os elementos da 
fundamentação teórica e também a de� nição dos conceitos utilizados. A revisão da literatura, 
construída pelas citações, traz as principaisconclusões de outros autores, salientando a 
contribuição da pesquisa realizada, demonstrando contradições ou rea� rmar certas atitudes. 
As considerações � nais consistem na fase � nal do trabalho de pesquisa, mas não é algo 
tão simples ou de tão poucas linhas. Mais que isso, possuem uma estrutura própria abarcando o 
resumo completo, sintetizado, da argumentação dos dados e dos exemplos constantes nas duas 
primeiras partes do trabalho (introdução e desenvolvimento/revisão da literatura), o que seria 
uma retomada geral. De acordo com Marconi e Lakatos (2003), devem constar a união das ideias 
e, ainda, conter o fecho da introdução ou síntese de toda a re� exão.
Outros detalhes práticos do desenvolvimento e construção do TCC podem ser 
obtidos na página do professor André Fontenelle 
http://www.andrefontenelle.com.br/como-fazer-um-tcc/
33WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
7.3. Elementos pós textuais
✓ Referências (obrigatório)
✓ Glossário
✓ Apêndice(s) (opcional) 
✓ Anexo(s) (opcional)
✓ Índice
São elementos que complementam o TCC/Monogra� a. São as referências, anexos e/ou 
apêndices.
Referências 
É a lista das obras consultadas. Sua elaboração segue normas expedidas pela Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (NBR 6023, 2000). Seus elementos principais são: Sobrenome 
do autor e nome. Ponto; Título da obra em destaque (dois pontos) e subtítulo (não destacado). 
Ponto; Edição abreviada; Local. Dois pontos; Editora. Vírgula; Ano de publicação. Ponto.
Detalhes completos para a elaboração das referências veremos em outro módulo posterior.
Apêndices 
Segundo a NBR 14724, o apêndice é um elemento opcional, que consiste em um texto ou 
documento elaborado pelo autor, a � m de complementar sua argumentação. 
Os apêndices são identi� cados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos 
respectivos títulos. Quando esgotadas as 23 letras do alfabeto devem ser utilizadas letras maiúsculas 
dobradas para identi� cação, como aparece nos Exemplos: APÊNDICE A – Questionário aplicado 
aos acadêmicos do 1º ano de Medicina. APÊNDICE B – Questionário aplicado aos professores 
do curso de Medicina.
Os anexos são de� nidos também pela NBR 14724 como textos ou documentos não 
elaborados pelo autor. Elementos opcionais e complementares do trabalho, apresentam 
documentos ilustrativos ou exposições que se tornaram inviáveis no interior dos capítulos. São 
também identi� cados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos. 
Seguem a mesma forma dos apêndices, como demonstram os exemplos: ANEXO A – Formulário 
de inscrição. ANEXO B – Pedido de isenção. 
Além dessas considerações acerca dos elementos que constituem o texto, vale ressaltar 
outras normas básicas que con� guram o trabalho cientí� co.
Para a impressão, o papel é sempre sul� te A4 e cor branca. 
A Fonte: Arial ou Times New Roman, tamanho: 12, estilo: Normal e alinhamento: 
Justi� cado. 
Parágrafo entre Linhas: 1,5 
Título: Arial ou Times New Roman – Tamanho 14 – Estilo: Negrito e Maiúscula – 
Alinhamento: Esquerda. O subtítulo: Arial ou Times New Roman – Tamanho 14 – Estilo: Negrito 
– Alinhamento: Esquerda. 
Con� guração da página: Cabeçalho: 3 cm, Rodapé: 2 cm, Margem Esquerda: 3cm, 
Margem Direita: 2cm. Os passos a serem seguidos no editor de texto Word, para con� guração da 
página, são os seguintes:
34WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
Figura 5 - Print da tela Layout/ Margem. Fonte: A autora.
Os títulos dos trabalhos, quando forem numéricos, serão alinhados à esquerda. Já os 
títulos sem indicativos numéricos, como: agradecimentos, errata, lista de símbolos, resumos, 
sumário, referências, glossário, apêndice, anexo, deverão ser centralizados, podendo utilizar o 
recurso de negrito ou caixa alta para destaque. 
Os títulos das seções, por sua vez, devem ser separados do texto que os precede e/ou 
sucede, com paragrafação entre linhas duplas. 
Os indicativos de seção são os números que aparecem antes dos títulos. Deverão vir 
alinhados à esquerda, com o espaçamento de apenas 1 caractere. 
Para citações de mais de três linhas, notas de rodapé, paginação e legenda das imagens e 
das tabelas é necessário utilizar um tamanho menor: fonte tamanho 10 ou 11. 
Também as notas de rodapé, as citações longas, as referências deverão ter espaçamento 
simples.
Essas são algumas das normas prescritas para a formatação do texto acadêmico, que serão 
reforçadas novamente à medida que julgarmos necessário.
35WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 2
ENSINO A DISTÂNCIA
Tendo em vista a quantidade de partes de um TCC e a difi culdade de muitos alu-
nos para a execução de cada uma dessas etapas, muitas sátiras são construídas 
a esse respeito. Muitos internautas fazem piadas para ilustrar essa fase da vida 
dos universitários. Para refl etir e descontrair um pouco, uma página da UOL, edu-
cação elencou uma série de imagens, extraídas de uma página na rede social, 
intitulada “TCC dá depressão”. Esses exemplos estão disponíveis em:
https://educacao.uol.com.br/album/2014/03/12/tcc-da-depressao-trabalho-fi nal-
-e-tema-de-satiras-de-internautas-no-facebook.htm#fotoNav=7
3636WWW.UNINGA.BR
UNIDADE
03
SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO .............................................................................................................................................................37
1 - O RECURSO DAS CITAÇÕES ............................................................................................................................... 38
1.1. APRENDENDO A FAZER CITAÇÕES .................................................................................................................. 39
1.2. SISTEMAS NOTAS DE RODAPÉ .........................................................................................................................41
2 - CUIDADOS COM A LINGUAGEM ........................................................................................................................ 42
3 - COESÃO E COERÊNCIA ...................................................................................................................................... 43
4 - O RECURSO DAS REFERÊNCIAS ....................................................................................................................... 45
4.1. TRANSCRIÇÃO DOS ELEMENTOS ................................................................................................................... 46
4.2. CASOS DE AUTOR ENTIDADE .......................................................................................................................... 48
4.3. DOCUMENTOS ELETRÔNICOS ........................................................................................................................ 50
FERRAMENTAS PARA A ESCRITA CIENTÍFICA: 
CITAÇÕES E REFERÊNCIAS
PROF.A MA. LETÍCIA IZEPPE BISCONCIM
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
METODOLOGIA E TÉCNICAS DE PESQUISA
37WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 3
ENSINO A DISTÂNCIA
INTRODUÇÃO
Neste próximo degrau de nossa escada, aprenderemos como utilizar um dos maiores 
recursos e ferramentas para a escrita de todo e qualquer trabalho cientí� co: as CITAÇÕES, o 
desa� o das palavras. “Palavras, palavras, se me desa� as, aceito o combate”. Essa frase, atribuída 
a Carlos Drummond de Andrade, abre espaço para iniciarmos nossas ‘conversas escritas’ nesta 
unidade. Discorreremos, justamente, sobre o desa� o das palavras, o combateque travamos 
diante delas, a escolha de cada termo para se colocar no papel, ou na tela de um computador. 
Drummond nem imaginaria, que essas suas palavras estariam aqui, sendo usadas para de� nirmos, 
ligeiramente, o que vem a ser a CITAÇÃO: esse combate que aceitamos travar, quando utilizamos 
palavras, um desa� o inovador que temos conosco mesmo, frente a tudo o que lemos, o que 
aprendemos, retemos e queremos passar a diante. Vale, em seguida, considerarmos a necessidade 
de empregarmos um outro recurso metodológico, que permite ao nosso leitor “lançar as redes 
ao mar, para também conseguir encontrar os peixes, como nós o � zemos”, recorrendo à nossa 
metáfora. Trata-se das Referências, que até pouco tempo era conhecida pelo nome completo de 
Referências Bibliográ� cas. Contudo, tendo em vista que a palavra bibliogra� a nos remete ao 
conjunto de livros convencionais e que na atualidade, devido à quantidade e gêneros de materiais 
e suportes que podem ser utilizados e citados, muitos autores optam por considerar apenas a 
primeiro nome: Referências, o elemento pós textual obrigatório, a fonte completa de todo o 
material que aparecera citado no trabalho cientí� co. 
38WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 3
ENSINO A DISTÂNCIA
1 - O RECURSO DAS CITAÇÕES
Como já discutimos em unidades anteriores, o desenvolvimento da ciência é dirigido pela 
produção e pelo � uxo de informação. Esse contato com o saber é que gera conhecimento. Dentro 
disso, uma das obrigações dos pesquisadores é disseminar o conhecimento cientí� co através da 
divulgação dos resultados de qualquer investigação, disponibilizando-os para a comunidade e, 
dessa forma, reforçando e mantendo o processo de comunicação cientí� ca.
No entanto, mesmo antes de falarmos em texto cientí� co, já � zemos esse contato com 
citações em outras situações de nossas vidas. Em tempos de internet, corriqueiramente recebemos 
textos assinados por grandes autores, achamos bonitas as palavras e até passamos adiante por 
meio das mais diversas e atuais ferramentas tecnológicas.
É justamente sobre essa divulgação via internet que o blog “poeme-se” traz algumas 
considerações, questionando como é possível saber quem é realmente o autor de uma citação. São 
discutidos diversos casos de autorias atribuídas de forma equivocada. Problemática que inspirou 
a estampa da mais nova camiseta do site, uma ideia ousada com uma frase atribuída a Machado 
de Assis (!): “O problema das citações da internet é que nunca sabemos se elas são verdadeiras”, 
assinada por Machado de Assis, com sua data de nascimento e morte, muito antes da evolução 
da internet.
Figura 1 - Como saber quem é o autor? Fonte: Poemese (2016).
39WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 3
ENSINO A DISTÂNCIA
Tomemos como exemplo apenas os três primeiros destaques. A frase que muitos citam, 
atribuindo os créditos a Maquiavel, mas que provavelmente foi feita por alguém que buscava 
resumir as ideias do autor: “Os � ns justi� cam os meios”. Outro exemplo é a frase do poema 
MUDE: “Mude. Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade”, 
que geralmente é atribuída a Clarice Lispector, mas que possui registro o� cial na Fundação Biblioteca 
Nacional do Ministério da Cultura, sendo de Edson Marques. Ainda o texto: “A mente que se abre 
a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”, conferida a Albert Einstein, por 
sua genialidade, mas advinda do médico americano Oliver Wendell Holmes.
Não queremos, com esses exemplos, deixar entender que essas frases precisam parar de 
ser citadas ou disseminadas. Podemos continuar admirando-as, desde que seu uso não tenha 
� nalidade cientí� ca, ou seja, se para ser cientí� co, o objeto precisa ser comprovado, somente 
podemos colocar algo, em nosso texto, que permita ao nosso leitor ter acesso à fonte verdadeira. 
Caso contrário, estamos comprometendo a essência desse gênero textual.
Esse deve ser o comportamento geral entre os cientistas, pois enquanto outros 
procedimentos são especí� cos de cada área do conhecimento, a comunicação cientí� ca tem a 
mesma importância para todas as áreas, conforme já apontaram Vans e Caregnato (2003). As 
autoras salientam que o termo literatura cientí� ca se refere à existência de publicações que 
contêm a documentação dos trabalhos produzidos pelos cientistas. Esse acesso ao conhecimento 
já registrado faz referência às ideias e resultados de pesquisas de autores anteriores, gerando 
uma lista de referências bibliográ� cas a serem consultadas. Embora, formalmente haja 
um reconhecimento de que as citações indicam a atividade cientí� ca, ainda é subjetivo o 
comportamento dos pesquisadores ao realizarem o processo.
Desse modo, o mínimo que se espera de cada um desses disseminadores do conhecimento 
é o aprendizado das normas que regem o procedimento e a honestidade e � delidade em sua 
disseminação.
1.1. Aprendendo a fazer citações
Comecemos essa fase de aprendizado, tomando como nosso “livro de cabeceira” as 
Normas para apresentação grá� ca de trabalhos cientí� cos segundo a ABNT (2002), de acordo 
com a NBR 10520. O documento considera as citações como sendo de fundamental importância 
para o enriquecimento da pesquisa, visto que expõem o posicionamento de diferentes autoridades 
com experiência no assunto. 
No entanto, deixa claro o que não se pode, de forma alguma fazer: transcrever 
integralmente, ou parcialmente um conteúdo de outro autor, sem fazer a devida referência. De 
acordo com a NBR 10520 da ABNT (2002), a citação é “menção no texto de uma informação 
colhida em outra fonte. Pode ser uma transcrição ou paráfrase, direta ou indireta, de fonte escrita 
ou oral”. Assim, tem-se divididos os três tipos de citação: direta, indireta e citação de citação.
A primeira, pode ser chamada de Citação direta ou literal, reconhecida por ser a 
transcrição exata de palavras e trechos de um autor, seguindo integralmente sua redação, 
ortogra� a, acentuação e pontuação. Caso seja feita, a citação deverá conter o nome do autor 
ou da instituição responsável ou do título de entrada, seguida do ano de publicação e da página 
consultada. Ela pode ser ainda curta ou longa. 
40WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 3
ENSINO A DISTÂNCIA
Quando as transcrições no texto atingem até três linhas devem estar realizadas entre aspas 
duplas. Exemplo: Segundo Severino (2007, p. 171) “tão logo iniciada a digitação, o usuário deve dar 
início ao salvamento do texto, evitando risco de perdas das partes já digitadas”. Quando a citação 
direta for composta por mais de três linhas, deve ser apresentada num parágrafo independente, 
recuado a 4 cm da margem esquerda, com letra menor (tamanho 10), sem parágrafo na primeira 
linha da citação e em espaço simples (1,0). Exemplo: 
O comando para salvar um texto encontra-se no menu Arquivo, sob a designação 
Salvar como. É este o comando que deve ser usado quando se tratar do primeiro 
salvamento do texto e toda vez que se vai gravar pela primeira vez num disquete. 
Quando se tratar de ir salvando as demais partes do texto, à medida que forem 
sendo digitadas, basta servir-se do comando Salvar ou do correspondente ícone 
(SEVERINO, 2007, p. 171-172).
Na opinião de Carvalho (1975, p.119), não se pode esperar que todos os autores sejam 
cuidadosos, objetivos e conscientes no momento de mencionar suas fontes de consulta. Alguns 
pecam por excesso, outros por omissão. No entanto, algumas omissões podem seriamente 
prejudicar nosso trabalho como um todo. Neste caso, por exemplo, das citações diretas, não 
podemos esquecer, de forma alguma, de inserir o sobrenome do autor,o ano e a página. Essa 
referência no corpo do texto obrigatoriamente deve ser realizada, sob pena de os trechos serem 
considerados plágio, demonstrando assim a credibilidade da pesquisa realizada, seguindo as 
regras da ABNT, o que discutiremos mais a diante.
A Citação indireta, por sua vez, consiste na transcrição não literal do que diz o autor, feita 
a partir da interpretação de um texto consultado, do qual se quer retirar uma parte importante, 
fazendo um resumo com as próprias palavras (paráfrase), mas, não deixando de respeitar a ideia 
do autor. Nesse caso, não se utilizamos aspas, nem fazemos menção à página. Tomemos como 
exemplo as palavras de Severino sobre a internet como fonte de pesquisa: 
A internet é responsável por eliminar barreiras de tempo e espaço, permitindo o acesso a 
milhares de informações armazenadas em seus Web sites, por meio dos quais se pode consultar e 
colher elementos informativos de toda ordem (SEVERINO, 2007).
Vale acrescentar que essa menção ao nome do autor e ao ano pode ocorrer no próprio 
texto, antes da citação com apenas a primeira letra do nome maiúscula, ou depois da citação, 
dentro dos parênteses, com todas as letras maiúsculas. Observemos o mesmo exemplo, colocando 
o nome do autor anteriormente. Teríamos: Segundo Severino (2007), a internet é responsável por 
eliminar barreiras de tempo e espaço... Essa opção de mencionar o autor no próprio texto, antes 
da citação, ou depois dela, pode ocorrer nos três tipos de citações, dependendo da escolha de 
quem escreve.
Por último, a citação de citação, realizada quando o autor do trabalho acadêmico utiliza 
uma citação direta ou indireta de outro texto, já que não teve acesso ao original. De forma bem 
geral seria citar algum autor que já tenha sido citado por outro. Nesse caso, a expressão latina 
apud (que tem o mesmo sentido de citado por, conforme, de acordo com e segundo) identi� ca 
ser esse tipo de citação. Pode ser usada tanto no texto como em notas de rodapé.
A menção tem início com o sobrenome do autor original e ano (no caso de citação direta, 
a página) apud sobrenome do autor que fez a citação e demais complementos (ano e página) 
conforme necessário.
41WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 3
ENSINO A DISTÂNCIA
Voltemos a um exemplo retirado do livro de Severino (2007). Na página 87, Severino 
faz uma citação direta do autor Maritain (1994, p. 38). Caso eu, escrevendo meu texto cientí� co, 
quisesse citar a mesma frase, eu precisaria fazer uma citação de citação, visto ser Severino o autor 
da obra que eu teria em mãos. Exemplo: “o ato da mente pelo qual ela a� rma ou nega alguma 
coisa, unindo ou separando dois conceitos por intermédio de um verbo” (MARITAIN, 1994, p. 
38, apud SEVERINO, 2007, p. 87). Caso fossem mencionados antes do texto: De acordo com 
Maritain, (1994, p. 38), apud Severino (2007, p. 87): “o ato da mente pelo qual ele a� rma...”.
Esse sistema, da escolha e escrita das citações é denominado sistema Autor- data, que 
conforme NBR 10520/2002 da ABNT, ocorre no corpo do texto, indicando a fonte pelo sobrenome 
do autor em caixa alta e baixa, seguida da data de publicação do documento entre parênteses. As 
citações devem ser feitas através do sistema autor-data, em que se deve colocar o sobrenome 
do autor ou da instituição responsável ou título de entrada, seguido da data de publicação do 
documento, separado por vírgula. Caso indique apenas um trecho da obra, depois do ano coloca-
se a vírgula, a abreviatura de página (p.) e � nalmente o número da página. Exemplos: (IBGE, 
2008) ou (SILVA, 2008, p. 22). Citação no corpo do texto: Severino (2007, p. 174) expõe que as 
citações são os elementos retirados dos documentos pesquisados...Indicação de autor dentro de 
parênteses: As citações são os elementos retirados dos documentos pesquisados... (SEVERINO, 
2007, p. 174).
Nem sempre, a obra citada, foi escrita por apenas um autor. Assim, caso sejam até três 
autores, eles devem ser separados por ponto e vírgula. Ex: (SILVA; CHAUÍ; VARGAS, 2000). 
Caso a citação seja de uma obra de mais de três autores, / indicando todos os outros que 
não aparecem: (SOBREIRA et al., 1996, p.30). Caso queiramos citar várias obras de um mesmo 
autor publicadas no mesmo ano, a diferenciação far-se-á por letras (CHAUI, 2001a, p.35), 
(CHAUI, 2001b, p.60), (CHAUI, 2001c, p. 550).
Há, ainda, a probabilidade de citarmos vários autores, que tiveram o mesmo pensamento, 
por nós citado. Nesse caso, todos devem aparecer, em ordem alfabética. Ex (ALMEIDA, 2007; 
CHAUÍ, 2001, SANTOS, 2000). 
1.2. Sistemas notas de rodapé
Outro sistema é o das notas de rodapé, que vem através da sequência numérica para a 
indicação do autor da obra citada, podendo ter algumas variações. Caso o autor seja citado várias 
vezes no texto, na primeira nota, coloca-se a citação da obra com referência completa. 
Na segunda menção, insere-se a expressão latina ibidem ou ibid. (que signi� ca, na mesma 
obra), indicando que a obra citada é a mesma da imediatamente anterior. Deve ser indicada na 
mesma página ou folha de citação a que se refere: 
¹ SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho cientí� co. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007.
²Ibid., p. 70. 
A expressão idem ou id. indica obras do mesmo autor anteriormente citado. Coloca-
se na mesma página ou folha de citação a que se refere. ¹MEDEIROS, João Bosco. Português 
instrumental. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1996, p. 60. ²Id., Redação cientí� ca. São Paulo: Atlas, 1998, 
p. 76. 
A expressão op. cit. (obra citada) é usada no caso de ocorrerem citações que se repetem, 
mas intermediadas por outros autores. ¹ SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho cientí� co. 
23. ed. São Paulo: Cortez, 2007. ²MEDEIROS, João Bosco. Português instrumental. 2. ed. São 
Paulo: Atlas, 1996, p. 60. ³SEVERINO, op. cit., p. 21. Por último, retomando, aparece a expressão 
apud (citado por), que indica um autor citado por outro autor. ¹ MARITAIN, 1994, p. 38, apud 
SEVERINO, 2007, p. 87.
42WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 3
ENSINO A DISTÂNCIA
Em linguagem bem simples, seria isto:
Se escrevemos com nossas palavras o que alguém já disse, estamos diante de uma citação 
indireta, mas mesmo assim, mencionamos a fonte sem ponto aqui e com ponto só no � m 
(SOBRENOME, 2017).
Se copiamos “igualzinho, já que sabemos que pode existir cópia diferente, colocamos 
entre aspas, caso seja até três linhas e precisamos da página” (SOBRENOME, 2017, p. 2). 
Lembrando que o autor pode ser citado antes, no seu texto, assim, por exemplo, segundo 
Fulano (ANO), e aí escrevemos com nossas palavras o que precisamos dizer. 
PONTUAÇÃO: Quando fazemos a citação em nosso texto e usamos expressões como 
Segundo Fulano (ANO), ou De acordo com Fulano (ANO), elas devem vir seguidas de vírgula. 
No entanto, essa vírgula não ocorre caso comecemos pelo autor, que funcionará como sujeito. 
Fulano (ANO) a� rma que.... (Não se separa com vírgula o sujeito do resto da oração).
2 - CUIDADOS COM A LINGUAGEM
Como observamos no início de nossas conversas escritas, temos uma in� nidade de textos 
e, na hora de escrever, precisamos estar aptos para reconhecer e enquadrar nossa escrita dentro de 
cada estrutura. É necessário que cada tipo de composição esteja de acordo com o que seu escritor 
deseja expressar. No caso da redação cientí� ca alguns pontos são relevantes para a condução 
dessa informação: a ressaltar seu caráter formal e impessoal. 
De modo bem simples e explicativo, por linguagem formal entendemos aquela que 
empregamos em situações que exigem de nós certa seriedade. Aquela para a qual nos preparamos 
nos bancos escolares, para realizarmos os tão diversos e temidos exames. Podemos também 
empregá-lana oralidade, quando pretendemos demonstrar respeito e consideração, geralmente, 
por pessoas mais velhas ou de um cargo superior ao nosso, ou ainda quando precisamos elaborar 
um discurso para ser pronunciado a um grupo maior de pessoas.
É importante considerarmos que esse emprego da linguagem formal não exclui a 
possibilidade de empregarmos a linguagem informal, em outras ocasiões. Em casa, com os 
familiares, nos grupos com os quais convivemos ela é totalmente cabível. Não falamos aqui em 
uma forma correta e outro errada, uma melhor e outra pior, mas tratamos de ADEQUAÇÃO, ou 
seja, nossa fala e escrita devem estar adequadas às diversas circunstâncias sociais com as quais 
estabelecemos contato.
Além da formalidade, outra característica do texto cientí� co é a impessoalidade, que 
apaga qualquer marca especí� ca da pessoa, do escritor, em si, procurando dar a ideia de algo 
geral. Portanto, deve-se evitar a construção da escrita em primeira pessoa, seja do singular como 
em: “Eu concluo, ou a� rmo..., ou do plural: “Percebemos, veri� camos...”. Essas marcas pessoais 
cedem espaço a uma escrita impessoal: “Veri� ca-se, nota-se, é importante a� rmar., analisar-se-á, 
foi dito que...”. 
Vale ainda, fazer uso de uma linguagem concisa e direta, por meio de classes principais 
como substantivos e verbos, evitando adjetivação extrema ou muitos advérbios. Por mais que o 
texto cientí� co peça uma clareza na exposição das ideias, sua construção deve ocorrer de forma 
clara, precisa e concisa, evitando repetições e parágrafos longos demais. É importante dividir o 
assunto em partes, exprimindo uma unidade de raciocínio. Quando mudamos o que querermos 
dizer, temos a necessidade de outro parágrafo.
43WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 3
ENSINO A DISTÂNCIA
Este guia aponta os 9 erros mais perigosos na realização do trabalho monográfi -
co: 
http://guiadamonografia.com.br/referencial-teorico-9-erros-perigosos/#_
Toc483836407
3 - COESÃO E COERÊNCIA
Quando falamos em coesão textual entendemos a respeito dos mecanismos que nossa 
língua possui para “ligar”, relacionar as palavras, frases ou parágrafos de um texto, garantindo 
organização e continuidade. Esses elementos podem indicar 
• Oposição ou contraste: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, embora, 
contra, apesar de, não obstante, ao contrário, etc.
• causa e consequência: porque, visto que, em virtude de, uma vez que, devido a, por 
motivo de, graças a, em razão de, em decorrência de, por causa de, etc.
• � nalidade: a � m de, a � m de que, com intuito de, para, para a, tanto quanto, tanto mais, 
a menos que, etc.
• esclarecimento: vale dizer, ou seja, quer dizer, isto é, etc.
• proporção: à medida que, à proporção que, ao passo que, tanto quanto, tanto mais, a 
menos que, etc. 
• tempo: em pouco tempo, logo que, assim que, antes que, depois que, em vista disso, etc. 
• condição: se, caso, contanto que, a não ser que, a menos que, etc.
• conclusão: portanto, então, logo, por isso, por conseguinte, pois, de modo que, em vista 
disso, etc. 
Esses elementos coesivos podem ser utilizados na construção das citações. Pode-se, por 
exemplo, ao se remeter a um autor, começar pelo seu sobrenome, seguido de algumas expressões 
também coesivas, como:
Fulano (ANO, p. 00) a� rma que, conceitua, aponta que, assevera, ressalta, considera, 
apresenta re� exões sobre ... De acordo com Fulano (ANO)... De acordo com os dados obtidos 
no trabalho de... Conforme as estatísticas demonstradas... É o que se pode veri� car, por exemplo, 
na tabela, ou no grá� co... Com base nos autores consultados veri� ca-se ou observa-se, ou nota-
se. Os dados permitem a� rmar que... Em um primeiro momento é importante ressaltar... Nessa 
perspectiva, faz-se interessante saber... Como re� exo desta situação, é possível demonstrar, ou 
evidenciar... Salientando-se ainda, que... É importante ainda destacar... É importante considerar 
que... Apesar desse fato, deve-se ainda ressaltar que... No entanto, a situação precisa ainda ser 
analisada por outra perspectiva... Apesar da complexidade do assunto, é necessário reforçar... 
Outro fator existente... Cumpre evidenciar que... Considerando ainda... Por outro lado... De outro 
modo... De modo contrário ou adverso... Em outro sentido... De outra forma... Não obstante..
Faz-se oportuno, portanto... Torna-se necessário... Faz-se necessário... Torna-se evidente 
ou fundamental... Em virtude dos fatos mencionados... Levando-se em consideração estes 
aspectos... Tendo em vista os fatores observados...
44WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 3
ENSINO A DISTÂNCIA
Ao lado da coesão, caminha a coerência, que não mais tem relação com elementos 
estruturais, mas está atrelada à signi� cação, ou seja, um texto cientí� co não pode apresentar 
ideias que se contradizem, quebrando, portanto, a lógica daquilo que é possível de ocorrer. Não 
pode também repetir as ideias de maneira exaustiva, ou fragmentar o texto colocando em uma 
sequência trechos que não possuem relação entre si.
Koch e Travaglia (1993) explicam que a coerência não está na superfície linguística, 
estando profunda e não � cando marcada enquanto que a coesão é linear, aparecendo na superfície 
do texto por meio dos elementos linguísticos.
Os autores reiteram que o texto só fará sentido se houver coerência e coesão. Ambos os 
elementos estão correlacionados ao processo de produção e compreensão do texto, sendo que a 
coesão ajuda a estabelecer a coerência, mas não à garante. Observemos este exemplo, que mostra 
como é possível escrever com coesão, mas sem coerência.
Figura 2 – Coesão sem coerência. Fonte: Nogueira (2012). 
O contrário pode também ocorrer. Notemos este poema de Drummond, onde marcas de 
elementos coesivos não são encontradas, mas o sentido pode ser nitidamente obtido.
Figura 3 – Rural landscape. Fonte: Shutterstock (2017).
Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar
Um homem vai devagar
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
45WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 3
ENSINO A DISTÂNCIA
4 - O RECURSO DAS REFERÊNCIAS
De acordo com a Norma Brasileira 14724, as referências dizem respeito ao padrão dos 
elementos descritivos, retirados de documentos, capazes de permitir sua identi� cação individual. 
Elas podem aparecer em notas de rodapé, listas ao � nal do texto ou encabeçando resumos. Sua 
identi� cação ocorre pelos elementos essenciais e através dos elementos complementares. Como 
a própria palavra nos remete, os essenciais seriam aqueles que não podem faltar, sendo, portanto, 
indispensáveis, os complementares, por sua vez, podem ser acrescentados a � m de permitir uma 
melhor caracterização. Nesse caso, tem-se como essenciais em livros: nome do autor, título da 
obra, edição, cidade, editora e ano.
A lista de referências segundo a ABNT deve aparecer em ordem alfabética, iniciando-se 
pelo último sobrenome do autor, em letras maiúsculas, seguido de seu prenome de preferência 
por extenso. Existe a possibilidade de que os nomes e outros sobrenomes apareçam de forma 
abreviada, desde que este padrão seja mantido em todo o conjunto das demais referências. Os 
critérios de abreviação estão dispostos na NBR 10522.
Ressalta-se, ainda, como recurso tipográ� co, o destaque dado aos títulos nas referências, 
que também devem seguir um padrão. A ABNT sugere o negrito, itálico ou o grifo, cabendo ao 
autor do trabalho escolher e uniformizar. Caso haja a necessidade de se fazer uma referência 
manuscrita, deve-se optar porgrifar o título.
Quanto à sua formatação, devem aparecer alinhadas apenas à esquerda, com espaçamentos 
simples entre as linhas de uma referência e espaço duplo para separar uma das outras, permitindo 
a identi� cação individual de cada uma delas. 
Pode acontecer de um mesmo autor ter escrito mais de uma obra e necessitar ser citado 
mais de uma vez. Neste caso, abaixo de sua primeira referência é facultativo o uso de um traço 
sublinear (equivalente a seis espaços de letra) para iniciar a próxima referência, substituindo a 
repetição do nome do autor:
Neste outro caso, o autor é o mesmo, a obra também, mudando apenas a edição, em outro 
ano.
46WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 3
ENSINO A DISTÂNCIA
4.1. Transcrição dos elementos
A critério de organização, iniciemos a apresentação por meio dos documentos 
convencionais, a serem citados no todo. Em caso de livro, com um só autor, o procedimento é 
simples.
Consideremos alguns nomes de forma a visualizar como estes � cariam dispostos caso 
fossem referenciados. 
Maria Costa Faria, no caso, apareceria:
FARIA, Maria Costa. 
Manual da Silva, por exemplo, � caria:
SILVA, Manuel da. Ou abreviando-se: SILVA, M. da., sendo que a partícula não acompanha 
o último sobrenome.
Arnaldo Brandão Costa Júnior: 
COSTA JÚNIOR, Arnaldo Brandão. Observem este caso, que se estende a todos os outros 
nos quais haja indicativo de parentesco no nome (FILHO, NETO, SOBRINHO), este aparece 
junto ao último sobrenome na referência. 
Em casos de sobrenomes ligados por hífen, ou aqueles com pre� xos arraigados, estes 
permanecem junto ao último sobrenome, iniciando a referência:
Maria Sylvia Zanella Di Pietro, � caria: DI PIETRO, M. S. Z.
Outro detalhe, que muitas vezes não se nota, é acerca da palavra edição. Esta só deve ser 
referenciada a partir da segunda. Logo, quando não aparece, depreende-se que seja da primeira 
edição. Ainda, é necessário salientar que seu formato não deve aparecer com o indicativo de grau, 
como estamos acostumados a colocar: 3ª edição, 3ª ed. O correto é colocarmos apenas o número 
seguido de ponto e a palavra ed. também seguida do ponto, por estar na forma abreviada.
Outra consideração importante é acerca do número de autores. Se o texto for escrito por 
até três autores, estes aparecem, separados por ponto e vírgula, na ordem em que estão dispostos 
no texto. Pensemos como exemplo os nomes de Paulo Novaes e Henrique Silva Castelani. Seriam 
referenciados:
NOVAES, Paulo; CASTELANI, Henrique Silva ...
Caso haja mais de três autores, menciona-se o primeiro seguido da expressão latina 
abreviada et al., que quer dizer “e todos os outros”.
47WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 3
ENSINO A DISTÂNCIA
Vejamos agora, especi� camente, modelos de referências. As autoras Curty, Cruz e Mendes 
(2006) trazem de modo explicativo um exemplo de cada possível documento a ser referenciado, 
começando pelos documentos convencionais considerados no todo: livros, folhetos, trabalhos 
acadêmicos, dissertação, tese, enciclopédias, dicionários e eventos.
Observemos que a ordem segue a dos elementos essenciais, neste exemplo, com o 
acréscimo de algumas informações a serem explicadas. Apenas o título está em negrito, � cando 
o subtítulo na fonte normal. Quando se quer indicar o número de páginas, inicia-se pelo número 
seguido do p. abreviado. A a� rmação de que o documento é ilustrado deve aparecer de forma 
abreviada.
Em trabalhos acadêmicos deve-se iniciar pelo SOBRENOME, Prenome. Título: subtítulo 
(se houver). Data da defesa. Total de folhas. Tese (Doutorado em...) ou Dissertação (Mestrado 
em...). Instituição onde foi defendido. Local e data da defesa.
 
Observemos que nesses exemplos optamos pelo itálico e não negrito para destacar o 
título. Ressaltamos, neste último exemplo, do dicionário, que ao colocar o nome da editora, a 
palavra editora ou ed. não deve aparecer, exceto, se � zer parte do nome, como Editora Maio, por 
exemplo.
Pode ocorrer, também que um conjunto de autores tenha se reunido para publicarem 
seus trabalhos sob forma de livro. Assim, é necessário haver indicação de um autor, como 
representante, responsável pelo conjunto da obra, pela coletânea, e, nesse caso, seu nome deve 
aparecer seguido de sua abreviatura (organizador, coordenador, editor etc.), entre parênteses.
48WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 3
ENSINO A DISTÂNCIA
Quando necessário, outros tipos de responsabilidade, como tradução, revisão, ilustrações, 
etc., podem ser acrescentadas conforme aparecem no documento.
Neste próximo caso, estamos diante de um livro, tendo capítulos escritos por diferentes 
autores. Utilizamos, especi� camente uma parte: o capítulo sobre “Referências”, escrito por 3 
autoras. Então, foi necessário utilizar o termo “In”, signi� cando “dentro de”... E, neste caso, o 
destaque vai para o título do livro e não do capítulo. Destaca-se também a presença do traço 
sublinear de 6 toques, que indica se tratar da mesma autoria citada anteriormente. Dessa forma, 
Silva, Pinheiro e França estão também como autoras responsáveis pelo “Guia para normalização 
de trabalhos técnicos-cientí� cos”.
Observe que detalhes da edição (no caso edição revista e ampliada), caso estejam presentes 
no documento, devem aparecer de forma abreviada. Também, por último, a página de início e 
� m do capítulo em questão. Caso a obra apresente mais de um volume, essa quantidade deve 
aparecer depois do ano, também abreviadamente. Exemplo: ... São Paulo: EDUSP, 2001. 2 v. Se a 
publicação tiver apenas um volume, indica-se seu número de páginas ou folhas: 130 f. ou 130 p. A 
indicação de que a obra apresenta ilustrações de qualquer natureza, pode aparecer, e, nesse caso, 
é feita através da abreviatura “il.”, ou “il. color., para as coloridas.
4.2. Casos de autor entidade
Caso o documento a ser referenciado tenha sido escrito por uma instituição ou mais 
de uma, ou organização, empresa, comissão, comitê, etc., sendo de natureza administrativa, 
registrando de certa forma um pensamento ou norma coletiva, iniciamos pelo nome desse órgão. 
Com relação aos elementos da referência bibliográ� ca de leis, portarias, decretos etc.,, 
uma ordem deve ser seguida como: nome do local (país, estado ou cidade), título (especi� cação da 
legislação, número e data, ou jurisprudência: decisão judicial), ementa e indicação da publicação 
o� cial.
Estes exemplos, retirados da NBR 6023, 2002, p. 8, nos mostram os detalhes dessa 
numeração. 
49WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 3
ENSINO A DISTÂNCIA
Todavia, precisamos considerar que, atualmente, o acesso a esses documentos se faz por 
meios eletrônicos, sendo necessário colocarmos as informações que permitam sua identi� cação 
básica, com os elementos essenciais, dispondo ao nosso leitor, dados para encontrar o documento, 
assim como veremos logo em seguida.
Por hora, cabe considerar que mais do que decorar a ordem de todos elementos jurídicos 
que devem aparecer, é importante de posse dessa informação, sabermos buscar a fonte correta, 
arrumando os detalhes.
Eventos, encontros, simpósios, congressos, reuniões, semanas, ou seminários também 
podem ser referenciados, iniciando pelo seu nome, em maiúsculo, o número do evento e ano de 
ocorrência, o local, no que consiste: anais, resumos, relatório, cidade, editora e ano. Curty, Cruz 
e Mendes (2006) trazem alguns exemplos:
Pode acontecer também que um trabalho tenha sido apresentado em um desses eventos, 
mencionados anteriormente e sejam citados nas referências.Nesse caso, procedemos da mesma 
maneira, pelo nome dos autores, seguidos pela expressão In: tendo na frente o nome do evento, 
todo em letras maiúsculas, continuando como no exemplo anterior.
Muito do que se publica e se cita, nos dias atuais, está disposto sob a forma de periódicos. 
A publicação periódica é constituída de fascículos, números ou partes, editadas a intervalos 
pre� xados, podendo ter a colaboração de diversas pessoas, sob a direção de uma ou várias, 
tratando de assuntos diversos, conforme as normas estabelecidas. Nesses casos, se a obra for 
considerada no todo, dá-se início pelo título do periódico, local de publicação, editor (entidade 
responsável), data (ano), periodicidade (semanal, quinzenal, mensal, bimestral etc. ou frequência 
irregular), e ISSN (Número de série, padrão de reconhecimento). Caso seja considerada em 
partes, a ordem a ser seguida é: título do fascículo, suplemento de número especial, se houver, 
local e editor, indicação de volume, número e data.
50WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 3
ENSINO A DISTÂNCIA
Notemos, neste último exemplo que aparece o autor, procedendo-se da mesma forma, 
seguido pelo nome do artigo que fora publicado. Depois, aparece outro título, este, com destaque, 
por ser o título da revista. A ordem numérica aparece abreviada, sempre v. n. p. e também os 
meses, com exceção de maio que não se abrevia.
4.3. Documentos eletrônicos
Parece algo sem utilidade apresentarmos normas para construção de Referências 
quando temos o mundo ao nosso alcance por meio das tecnologias digitais. É fato, que muitas 
das referências conseguiremos encontrar via internet. No entanto, somente quem tem essa 
visão geral, disposta até aqui, conseguirá uniformizar seu trabalho compondo um todo coeso. 
Atualmente, existem aplicativos e ferramentas capazes de organizar, sistematizar e transferir para 
nós as referências, os so� wares Mendeley e EndNote, por exemplo, são gerenciadores gratuitos de 
referências bibliográ� cas. No entanto, fazer uso dessas ferramentas não nos exime de conhecer o 
básico, requisito primordial para o próprio manuseio dos programas.
Outros detalhes não menos importantes
• Em artigo retirado de Jornal o destaque vai para o nome do jornal e não do 
artigo. 
ADES, C. Os animais também pensam: e têm consciência. Jornal da Tarde, 
São Paulo, p. 4D, 15 abr. 2001.
• Referências sem autoria embora não seja o almejado, podem acontecer sim. 
Nesses casos a entrada se dá pela primeira palavra do título, toda em maiús-
culo:
O SISTEMA fi nanceiro e o desenvolvimento econômico. Conjuntura Econômi-
ca, Rio de Janeiro, v. 58, n. 5, p. 10-11, maio, 2004.
• Quando a obra não tiver local de publicação existe a opção [s.l.] sine loco, a 
ser colocada entre colchetes.
• No caso de existirem cidades com o mesmo nome, acrescenta-se o estado 
ou país.
• Não havendo data de publicação, é necessário que uma data aproximada 
seja estabelecida entre colchetes.
• Informações julgadas úteis podem aparecer ao fi nal da referência. Ex: Apos-
tila, ou Notas de aula, Inclui bibliografi a, Bula de remédio.
51WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 3
ENSINO A DISTÂNCIA
Darnton (2010) faz uma consideração sobre as quatro mudanças fundamentais na 
tecnologia da informação: a escrita, o códice, a imprensa e a comunicação eletrônica. A escrita 
constitui-se em um marco de profundas mudanças para o meio social por possibilitar a gravação, 
transmissão e armazenamento da informação em um suporte qualquer, abrindo espaço para o 
desenvolvimento de tecnologias futuras. E o principal no meio disso tudo: ela não desapareceu. 
A escrita está presente em outros formatos e suportes. A informação continua a ter o seu valor 
não somente no meio impresso como referenciamos até aqui, mas por meio das mais diversas 
publicações e documentos gerados, mantidos e disseminados no formato eletrônico, sendo 
acessível por meio de computadores, tablets, smartphones etc. 
Nesse sentido, cada tipo de documento eletrônico, continua tendo sua identidade própria, 
ou seja, continua sendo um artigo de revista, ou periódico, uma monogra� a, uma tese, dissertação, 
uma lei ou decreto etc., Continua carregando os dados comumente usados nos documentos 
convencionais com um detalhe a ser somado, o fato de esses documentos estarem mais próximos 
de nós e também poderem chegar rapidamente ao nosso leitor e ao leitor de nosso leitor. A 
velocidade desse processo não exclui a necessidade de identi� cação, pelo contrário, faz com que 
aos dados antes convencionais nas referências, sejam acrescentados outros pontos especí� cos, 
que possibilitem a localização e recuperação do documento (caracterizando o ‘ser cientí� co). 
O endereço eletrônico e a data de acesso são primordiais nesse processo. Assim, de forma bem 
simpli� cada, teríamos os dados convencionais extraídos do documento, SEMPRE seguidos de:
ACCORSI, A.; PONTES, C. C. C.; PERAZZA, R. A. Indicadores de qualidade para cursos 
de ensino à distância on line. Administração on line: prática - pesquisa - ensino, São Paulo, v. 5, 
n. 1, jan./mar. 2004. Disponível em: <http://fecap.br/adm_online/adol/artigo.htm>. Acesso em: 
6 abr. 2006.
E um artigo de jornal sem autoria:
CÂNCER bucal igual em 2006. Jornal da CFO, Rio de Janeiro, ano 13, n. 69, nov./dez. 
2005. Disponível em: <http://www.cfo.org.br/jornal/n69/destque01.asp>. Acesso em: 5 jan. 2006.
OBS: A pontuação e os espaçamentos depois dela, devem permanecer como nos exemplos. 
Sempre há ponto depois de um item abreviado. Não há espaços na colocação do link.
5252WWW.UNINGA.BR
UNIDADE
04
SUMÁRIO DA UNIDADE
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................................ 53
1 - QUESTÕES ÉTICAS: UMA ESCRITA PRÓPRIA.................................................................................................. 54
2 - ASSUNTO, TEMA E PROBLEMA ........................................................................................................................ 55
2.1. ESCOLHENDO PROBLEMAS DE PESQUISA .................................................................................................... 57
3 - CLASSIFICAÇÃO DAS PESQUISAS .................................................................................................................... 58
3.1. ALGUMAS CLASSIFICAÇÕES ............................................................................................................................ 60
4 - ELABORAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA ...................................................................................................... 63
4.1. A INTRODUÇÃO E REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ................................................................................................. 64
4.2. JUSTIFICATIVA .................................................................................................................................................. 64
4.3. OBJETIVOS ......................................................................................................................................................... 64
4.4. METODOLOGIA .................................................................................................................................................. 65
4.5. CRONOGRAMA .................................................................................................................................................. 65
5 - DIVULGAÇÃO DA PESQUISA .............................................................................................................................. 66
6 - ESTRUTURAÇÃO DO ARTIGO ............................................................................................................................67
QUESTÕES ÉTICAS E PRÁTICAS: 
A PESQUISA EM EXECUÇÃO
PROF.A MA. LETÍCIA IZEPPE BISCONCIM
ENSINO A DISTÂNCIA
DISCIPLINA:
METODOLOGIA E TÉCNICAS DE PESQUISA
53WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
INTRODUÇÃO
Vimos até aqui como construir nosso texto cientí� co por meio das citações e referências. 
Pode ser que tenha passado a sua cabeça que então escrever cienti� camente é copiar um monte de 
ideias de outros autores que antes também já copiaram. E no frigir dos ovos, no claro português, 
esse pensamento tem sua validade se considerarmos que tudo é cópia de algo. Poder-se-ia 
então a� rmar que um bom trabalho cientí� co é aquele no qual o autor soube copiar, ou seja, 
soube articular as ideias dos outros e torná-las, portanto, suas, dispostas à sua maneira. Como 
professores, precisamos exigir de nossos alunos essa capacidade, técnica e teórica de ordenar os 
pensamentos, fazendo leituras e escolhas compreensivas de leitores dentro de suas temáticas. No 
entanto, caso essa retirada de ideias seja feita sem conferir ao autor os devidos créditos, estaremos 
diante de um grande problema, o tão famoso e não tão conhecido: plágio. Discorreremos acerca 
dessa violação, cujas implicações podem ser cíveis e penais, dispostas perante leis explícitas a 
serem demonstradas. Consideraremos também a classi� cação dos tipos de pesquisas, dentre a 
pluralidade de investigações, tais como a pesquisa bibliográ� ca, em base de dados e métodos 
experimentais. 
Desse modo, para encerrar nossas “conversas escritas” teceremos algumas considerações 
acerca do planejamento para a execução da pesquisa e os meios de como divulgá-la. Apresentaremos 
a essência de um artigo cientí� co, ressaltando suas normas para publicação em Revistas Cientí� cas 
e os principais procedimentos para a comunicação dos resultados. Esperamos, assim, que todo 
receio na construção do texto cientí� co tenha � cado no período anterior às aulas de Metodologia, 
pois agora, já no topo de nossa imaginária escada, já é possível olhar para os degraus já vencidos, 
descer e subir, quantas vezes forem necessárias. O segredo de fazer pesquisa não está em decorar 
todos esses detalhes das normas, está justamente no processo de conseguir buscá-las e adaptar 
nosso trabalho a elas, sempre que preciso. Façamos de nossa passagem pela universidade um 
processo valioso de aprendizagem e de contribuição para o universo nunca esgotável da pesquisa.
54WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
1 - QUESTÕES ÉTICAS: UMA ESCRITA PRÓPRIA
Como salientamos, falar de plágio é estar envolvido em questões éticas e jurídicas. O 
terreno no qual estamos pisando é regido por leis, que remetem ao Código Civil de 1916 em seu 
artigo 524. Essa lei “assegura ao proprietário o direito de usar, gozar e dispor de seus bens, e de 
reavê-los do poder de quem quer que injustamente os possua”, regulando também a propriedade 
literária, artística e cientí� ca. O art. 299 do Código Penal de� ne plágio como crime de falsidade 
ideológica, em documentos particulares ou públicos. 
A Comissão de Avaliação de Casos de Autoria da Universidade Federal Fluminense 
elaborou uma cartilha explicativa sobre plágio. Esse material reuniu de forma bem didática 
os outros artigos do código civil brasileiro que abarcam o tema. Destaca que o crime contra o 
Direito Autoral está previsto nos artigos: 7, 22, 24, 33, 101 a 110, 184 a 186, e 299, já mencionado. 
Em resumo, temos nesses artigos a de� nição de propriedade intelectual, a qual vale colocarmos 
na íntegra, para percebermos sua abrangência: “as cria ções do espírito, expressas por qualquer 
meio ou � xadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no 
futuro”. Todos os direitos morais e patrimoniais pertencem ao autor, não cabendo a ninguém 
reproduzir sua obra sem a devida permissão. Usar, portanto, a propriedade intelectual de outro 
é crime de plágio, passível de sanções cíveis aplicáveis e não passíveis de exclusão. Cabe à pessoa 
lesada pedir indenização e àquele que cometeu, penalidades que variam de multas à reclusão de 
até cinco anos.
Diante disso, vale considerar a abrangência do termo, fazendo a distinção entre os três 
tipos de plágio: integral, parcial e conceitual, tal como propõe Garschagen (2006).
Quadro 1 – Tipos de plágio. Fonte: Modi� cado de Garschagen (2006).
Observando esses tipos de plágio, reconhecemos sua existência não apenas quando 
utilizamos as teclas Ctrl C + Ctrl Z, para copiarmos trechos, ou partes inteiras, mas também 
quando misturamos um pouco de cada autor, mudamos pouca coisa e até reescrevemos. Dar uma 
roupagem nova a algo que já existe, exige a menção à fonte original e assim precisamos fazer, se 
quisermos evitar futuros constrangimentos ou acusações.
Fazer citações da maneira como vimos na unidade V, já elimina toda essa problemática, 
nos tornando aptos à pesquisa, contribuindo para a disseminação da ciência sem plágio. Esse 
amadurecimento nos permite entender que é justamente esse fato de citarmos constantemente 
outros pensadores e estudiosos o que nos faz dignos de recebermos esses mesmos títulos: autores, 
pesquisadores, cientistas. E, desse modo, estaremos aptos a introduzir nosso estudo acerca 
da prática de pesquisa, propriamente dita, em suas fases que vão desde a escolha do assunto 
e delimitação do tema, formulação do problema, hipóteses, classi� cação e escolha do tipo de 
pesquisa etc.
55WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
Algumas matérias e cartilhas trazem maiores informações sobre o assunto, ser-
vindo para melhores esclarecimentos. Podem ser lidas em:
http://www.ufjf.br/noticias/2017/05/04/saiba-como-evitar-o-plagio-em-traba-
lhos-academicos/
http://www.noticias.uff.br/arquivos/cartilha-sobre-plagio-academico.pdf
http://portaldoaluno.insper.edu.br/downloads/cartilha-plagio.pdf
2 - ASSUNTO, TEMA E PROBLEMA
Quando é necessário fazer referência à dupla: assunto e tema, uma imagem pode ser bem 
explicativa. A ideia de um funil nos permite entender algo que antes era abrangente, global e foi 
“afunilado”, restrito, delimitado.
Figura 1 -Diferença entre assunto e tema. Fonte: a autora.
Destaquemos em alguns exemplos: 
Toda pesquisa nasce a partir da escolha de um tema. Esse tema deve estar atrelado à área 
de atuação ou de interesse do pesquisador. Desse modo, subentende-se que o estudante já possua 
algum conhecimento sobre o assunto, o que pode facilitar suas leituras e interpretações dos 
materiais encontrados, além de auxiliar em uma busca adequada por bibliogra� as pertinentes. 
Assim, como vimos através do recurso das citações, a cada nova leitura surge um novo texto, 
alimentando e dando continuidade ao cientí� co.
Fonseca (2008) a� rma que para escolher um tema é necessário, antes, ter em mente 
qual assunto precisa de discussão, investigação, decisão e solução. Esse tema deve ser: viável – 
permitindo observações, testes e validações; importante – relacionado a uma questão que está 
atrelada a determinado segmento da sociedade, afetando-a de certa forma; original – quando há 
indicadores de que seus resultados causarão algum impacto no cenário cientí� co-pro� ssional.
56WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
Reforçamos, aqui, a ideia de que o assunto não precisa ser inédito, até porque seria muito 
difícil pensar em algo que ninguém jamais tenha pensado. É como se estivéssemos diante de um 
closet cheio de peças e tivéssemos que escolher dentre as opções,as combinações adequadas, 
aquelas que temos e aquelas que já existem, mas não estão sob nossa posse, precisando, portanto, 
adquiri-las e torná-las nossas, com um estilo próprio. Seria isso: buscar outra perspectiva, outro 
foco, outras combinações, que revelarão o novo, algo que até já exista, mas com outra roupagem.
Fonseca (2008) reitera para que sejam evitados temas que falem de muitas coisas ao 
mesmo tempo. Basta retomarmos a ideia do funil e lembrarmos de restringir o máximo possível 
nosso conteúdo, a � m de que se esgotem as possibilidades dentro dele. Outro ponto a ser evitado 
na escolha do tema são questões que envolvam juízo de valor, a distinção entre o certo ou errado, 
o bom e o ruim, além de suspeitas vagas ou apenas primeiras impressões.
Logo no início de nossos estudos, comentamos acerca da formulação do problema de 
pesquisa. Gil (2010), no segundo capítulo de sua obra “Como elaborar Projetos de Pesquisa”, 
explica os passos a serem percorridos ao se formular um problema, que segundo ele, pode ser 
determinado por razões de ordem prática ou intelectual. A resposta encontrada pode servir para 
orientar a execução de determinada ação, para avaliar certas ações ou investigar as consequências 
possíveis de várias alternativas.
Na universidade, problemas podem surgir para explorar um objeto pouco conhecido, 
ou em áreas já exploradas, determinar as condições em que certos fenômenos ocorrem e como 
podem sofrer a in� uência de outros fatores. Ainda pode-se veri� car as variações dentro das 
generalizações, por exemplo, dentre os fatores que in� uenciam, aqueles que menos interferem 
ou mais intensi� cam.
Quadro 2 – Tipos de problemas. Fonte: Adaptado de Gil (2010).
57WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
2.1. Escolhendo problemas de pesquisa
Gil (2010) complementa que diversos são os fatores responsáveis pela a escolhas de 
problemas de pesquisa, mas destaca os dois motivos principais: os valores sociais do pesquisador 
e seus incentivos sociais, ou seja, caso o estudioso seja contrário a determinado assunto, ele 
tende a investigar e justi� car seu ponto de vista, e caso ele receba incentivos monetários para 
desenvolver e aprimorar uma boa pesquisa.
O autor destaca, ainda, algumas regras práticas para a formulação de problemas cientí� cos, 
a contar a necessidade: de formular o problema como pergunta; determinar sua clareza e precisão; 
formular uma proposta empírica; suscetível de solução; delimitar uma dimensão viável.
Dentro disso, aproveitando o exemplo conferido por Gil (2010), pensemos um recorte: 
assunto/tema/problema.
ASSUNTO: Mulher na sociedade;
TEMA: Barreiras sociais e mulher no mercado de trabalho;
PROBLEMA (sem delimitação): “Que barreiras sociais di� cultam a participação da 
mulher no mercado de trabalho”? (p. 13).
PROBLEMA DELIMITADO a uma dimensão viável: “Com que barreiras sociais se 
deparam as mulheres para ascender a funções gerenciais no setor bancário no Estado de Minas 
Gerais na segunda década do século XXI”? (p. 14).
Após a delimitação e formulação da pergunta a ser objeto de investigação, se faz necessário 
oferecer uma solução possível, uma explicação provisória para o problema, o que se denomina, 
hipótese.
Procuremos ilustrar o exemplo de Gil (2010):
Figura 2 – Ilustração do consumo de cerveja. Fonte: Shutterstock (2017)
A � gura anterior ilustra um possível problema de pesquisa: “Que fatores contribuem 
para o consumo de cerveja por estudantes universitários”? (p. 17). Possíveis respostas a esse 
questionamento: Estudantes ansiosos consomem mais cerveja; Homens são mais propensos 
ao consumo; Alunos do período noturno consomem mais comparados aos do matutino; A 
proximidade de bares estimula o consumo. 
58WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
Essas supostas respostas, de acordo com Gil (2010), podem ser consideradas hipóteses, 
a serem veri� cadas, testadas e comprovadas ou não, mediante procedimentos especí� cos. Elas 
podem ser formuladas, segundo o autor, buscando explicar o que ocorre em determinado caso, 
descrevendo um fenômeno, especi� cando relações entre dois ou mais fenômenos. Esta última 
proposta envolve o conceito de variável, como sendo tudo o que pode ser classi� cado em duas ou 
mais categorias, podendo assumir diferentes valores numéricos.
Quadro 3 - Exemplos de Variáveis. Fonte: Modi� cado de Gil (2010).
Gil (2010) reitera que sempre, quando dados forem coletados, se faz necessária a 
formulação prévia de uma hipótese. No entanto, pode acontecer de elas não serem explícitas, 
aparecendo na ideia não dita. Em estudos que objetivam descrever determinado fenômeno 
ou caracterizar um grupo, geralmente existe uma variável apenas, não necessitando destacá-la 
formalmente, mas podendo implicitamente encontrá-la. 
Frente a essa pergunta: Dentre determinadas áreas da Medicina, em qual delas você 
pretende atuar? Caso sejam elencadas 4 possíveis respostas, já se carrega implicitamente a ideia 
de que tais áreas escolhidas para a pergunta, correspondam à maioria das escolhas dos médicos. 
Diferente da hipótese: Pessoas do sexo feminino tendem a optar pela área da pediatria, que deixa 
claro as variáveis: gênero e especialidades médicas.
3 - CLASSIFICAÇÃO DAS PESQUISAS
O capítulo sobre como classi� car as pesquisas, de acordo com Gil (2006), tem início 
com a explicação do autor sobre os diferentes critérios para classi� cação das pesquisas, sendo 
necessário, pois, de� nir o critério adotado, quanto à área de conhecimento, a � nalidade, os 
objetivos, os métodos empregados.
59WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
Para de� nição de políticas de pesquisa, tem-se a classi� cação segundo a área de 
conhecimento, estabelecida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientí� co e Tecnológico 
(CNPq). Observando os dados do Censo de 2016, apresentados na página eletrônica do CNPq, 
notamos a classi� cação em oito grandes áreas de pesquisa, sendo elas: Ciências Exatas e da Terra, 
Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências Humanas, Ciências da Saúde, Engenharias e 
Computação, Linguística, Letras e Artes, Ciências Sociais Aplicadas. Essas grandes áreas, são 
subdivididas em áreas, subáreas e especialidades, conforme seus objetos de estudo, procedimentos 
metodológicos e temáticas de pesquisa e ensino. Essa divisão é disposta em forma de tabela, 
sendo disponibilizada na própria página do Conselho Nacional. Um exemplo de divisão pode ser 
observado logo no início da tabela. Dentro da grande área de Ciências Exatas e da Terra aparece 
a Matemática como uma área, a Álgebra como uma subárea e a Teoria dos Números como uma 
especialidade. Nessa tabela encontram-se os códigos referentes a cada uma dessas divisões, 
podendo ser solicitados no desenvolver de um projeto de pesquisa, por exemplo (Figura 3).
Figura 3 – Tabelas de áreas do conhecimento. Fonte: CNPQ (2017).
Como se pode perceber, Probabilidade e Estatística já seria uma outra área, seguida de 
subáreas e especialidades.
O censo de 2016 viabilizou alguns dados interessantes a serem retomados, no que se 
refere à pesquisa. Foram registradas 147.392 linhas de pesquisa, distribuídas nas grandes áreas: 
18% nas Ciências Humanas, 16% nas Engenharias e Computação, 15% nas Ciências da Saúde, 12 
% nas Biológicas, 12% nas Agrárias, 11% nas Ciências Exatas, 11% nas Sociais Aplicadas e 5% em 
Linguística, Letras e Artes. Em termos de números de linhas de pesquisa, as áreas de Educação, 
Medicina, e Agronomia são as três maiores.
60WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NICA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
Assim, dependendo da área e da natureza do problema a ser analisado torna-se adequada 
a escolha de um procedimento de pesquisa. E, nesse contexto, seja qual for o tipo, todas surgirão 
da execução de várias tarefas, que vão desde a escolha do assunto, delimitação do tema, até o 
relatório � nal. Como aponta Severino (2007, p. 17), existem “elementos gerais que são comuns 
a todos os processos de conhecimento que pretenda realizar, marcando toda a atividade de 
pesquisa”.
Toda classi� cação se dá mediante algum critério. Desse modo, optou-se por selecionar 
alguns deles e descrever os principais procedimentos. De forma bem didática, Gil (2010) classi� ca 
as pesquisas segundo seus objetivos gerais, em três grandes grupos: exploratórias, descritivas e 
explicativas.
As pesquisas exploratórias conseguem proporcionar que o problema seja conhecido e 
se torne algo familiar. É de certa forma abrangente, por considerar os vários aspectos relativos 
ao fenômeno estudado, servindo para aprimorar ideias ou mesmo para descobrir intuições. 
Geralmente são as pesquisas com propósito acadêmico, que buscam levantar informações sobre 
um determinado objeto, delimitando assim um campo de trabalho, mapeando as condições 
de manifestação desse objeto. Os dados são colhidos através de levantamento bibliográ� co, 
entrevistas, análises de exemplos (GIL, 2010).
As pesquisas descritivas, por sua vez, objetivam, como o nome sugere, descrever 
características de determinada população, procurando identi� car relações entre as variáveis. 
Gil (2010) explica que as pesquisas com objetivos pro� ssionais geralmente se enquadram aqui, 
procurando demonstrar as características de um grupo, seja por idade, sexo, nível de escolaridade, 
estados de saúde. En� m, estudar os níveis e condições da população, levantando suas opiniões e 
atitudes.
As pesquisas explicativas se propõem a identi� car os fatores que contribuem para a 
ocorrência de certo fenômeno, aprofundam o conhecimento, ao buscarem o motivo real de 
determinados acontecimentos. Para tanto, se valem quase que em sua totalidade de métodos 
experimentais, quando não, como na psicologia, um método observacional com alto grau de 
controle.
Dentro desses objetivos cabem as mais diversas classi� cações, considerando desde o 
ambiente da pesquisa, o tipo de abordagem, coleta e análise de dados. 
3.1. Algumas classificações
Severino (2007) nos apresenta a classi� cação segundo as abordagens:
Pesquisa quantitativa e qualitativa: As pesquisas quantitativas são mais adequadas para 
instrumentos padronizados. São utilizadas quando se sabe exatamente o que deve atingir com os 
objetivos da pesquisa. Permitem que se realizem projeções maiores, através de estatísticas, regras 
e generalizações. As pesquisas qualitativas estimulam respostas sobre algum tema ou conceito. 
Elas fazem emergir aspectos subjetivos, atingem motivações não explícitas, ou mesmo não 
conscientes, de forma espontânea, trabalhando com descrições, comparações e interpretações.
Quanto à coleta de dados Severino (2007) aponta alguns modelos, sumariamente aqui 
apresentados.
61WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
Pesquisa Bibliográ� ca: É aquela que se realiza a partir do registro disponível, decorrente 
de pesquisas anteriores, em documentos impressos, como livros, artigos, teses etc., 
abrangendo todas as bibliogra� as encontradas em domínio público. Vale ressaltar que 
praticamente toda pesquisa acadêmica, requer, em algum momento a execução desse 
tipo de pesquisa, com o propósito geral situar o leitor e fornecer fundamentação teórica 
ao trabalho.
Pesquisa documental: tem-se como fonte documentos no sentido amplo, ou seja, não 
só de documentos impressos, mas sobretudo, de outros tipos de documentos, tais como 
jornais, fotos, � lmes, gravações, documentos legais, prontuários médicos etc.
Pesquisa Experimental: toma o próprio objeto em sua concretude como fonte e o 
coloca em condições técnicas de observação e manipulação experimental nas bancadas e 
pranchetas de um laboratório onde são criadas condições adequadas para seu tratamento. 
[...]. Modalidade plenamente adequada para as Ciências Naturais [...].
Pesquisa Etnográ� ca: visa compreender na sua cotidianidade, os processos do dia a 
dia em suas diversas modalidades. Trata-se de um mergulho no microssocial, olhado 
com uma lente de aumento. Aplica métodos e técnicas compatíveis com a abordagem 
qualitativa.
Pesquisa Participante: é aquela na qual o pesquisador, para realizar a observação dos 
fenômenos, compartilha a vivência dos sujeitos pesquisados, participando de forma 
sistemática e permanente, ao longo do tempo da pesquisa, das suas atividades.
Pesquisa de Campo: o objeto/fonte é abordado em seu meio ambiente próprio. A coleta 
de dados é feita nas condições naturais em que os fenômenos ocorrem, sendo assim 
diretamente observados [...].
Estudo de Caso: se concentra no estudo de um caso particular, considerado representativo 
de um conjunto de casos semelhantes, por ele signi� cativamente representativo. A coleta 
dos dados e sua análise se dão da mesma forma que na pesquisa de campo, em geral.
Análise de Conteúdo: é uma metodologia de tratamento e análise de informações 
constantes de um documento, sob forma de discursos pronunciados em diferentes 
linguagens: escritos, orais, imagens, gestos. Um conjunto de técnicas de análise das 
comunicações. Trata-se de se compreender criticamente o sentido manifesto ou oculto 
das comunicações.
 De acordo com Marconi; Lakatos (2009, p.176), os procedimentos para a realização das 
pesquisas podem ocorrer através da:
a) documentação indireta: pesquisa documental e pesquisa bibliográ� ca; b) documentação 
direta: pesquisa de campo, experimental e de laboratório; c) observação direta intensiva: 
observação e entrevista; d) observação direta extensiva: aplicação de questionário. 
62WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
 - Entrevista - é o encontro de duas pessoas com o objetivo de obter informações a respeito 
de determinado assunto, mediante uma conversa natural ou programada de forma pro� ssional 
(estruturada ou semiestruturada que intercala perguntas do roteiro e outras que surgem com o 
desenvolver da entrevista). A conversa é efetuada frente a frente, entrevistado e entrevistador, de 
forma sistemática e metódica, possibilitando assim, obter informações necessárias do entrevistado 
para realização do trabalho. Para ter sucesso na coleta de dados é importante ter: um roteiro de 
perguntas através de formulários, um conhecimento prévio do entrevistado, marcar dia, hora 
e local da entrevista, proporcionar con� ança ao entrevistado, garantir sigilo ao informante em 
relação às suas respostas. - Questionário - é uma técnica de coleta de dados através de uma série 
ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito, sem a presença do entrevistador. 
As perguntas são encaminhadas aos informantes em formulários próprios contendo como anexo 
uma carta explicando o objetivo, a natureza e a importância da pesquisa. Quanto à forma, o 
questionário poderá ter perguntas nas categorias: abertas (dissertativas) e fechadas (de múltipla 
escolha).
En� m, apenas com essa explanação foi possível perceber que muitos elementos podem 
ser considerados quanto à classi� cação das pesquisas. O que pode ocorrer, portanto, é que outras 
classi� cações sejam encontradas e enquadradas em outras categorias, com outra nomenclatura. 
Pode ainda acontecer que para a resolução do problema proposto, mais de uma modalidade de 
pesquisa seja escolhida. Isso é passível de ocorrer,desde que na metodologia cada passo tomado 
esteja apresentado.
“Dentre todos os meios de informação disponíveis, os periódicos indexados apre-
sentam-se como o meio de informação mais utilizado no meio acadêmico. Este 
tipo de material apresenta as informações mais específi cas e detalhadas sobre 
um determinado assunto. Os livros acadêmicos, por sua vez, abordam geralmente 
apenas a informação básica sobre um determinado assunto. Nem todo este mate-
rial é disponível via internet, mas atualmente mais de 180 instituições pertencentes 
a todos os estados do país possuem acesso on-line aos serviços promovidos pela 
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), através 
do sítio chamado Portal Periódicos (http://www.periodicos.capes.gov.br/). Este 
portal possui vários links referentes às mais diversas bases de dados, dividindo-se 
em links para acesso a ‘textos completos’, ‘resumos’ e ‘patentes, estatísticas, li-
vros e outras fontes’. Dentre estes, o link de acesso aos resumos traz importantes 
bases de dados para a pesquisa científi ca” (SANTOS; FIRMES; BARROS, 2008)
63WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
4 - ELABORAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA
Em 2016, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientí� co e Tecnológico (CNPq) 
concluiu o 11º Conselho do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil, apresentando o cenário 
da atividade cientí� ca no país. Os resultados da pesquisa, demonstrados em forma de grá� co 
e súmulas estatísticas estão disponíveis na página inicial do Conselho, nos permitem ter uma 
visão geral do crescimento nos números de instituições, de grupos de pesquisa, de doutores e 
pesquisadores no Brasil. 
O fato é que é na vida acadêmica, especi� camente no Ensino Superior, que todo esse 
processo se inicia, contribuindo para o aumento desses dados estatísticos. E, para falar de início, 
não há forma melhor do que começar com uma de� nição. 
Segundo o dicionário online da língua portuguesa, a palavra PROJETO tem relação 
com plano; planejamento que se faz com a intenção de realizar ou desenvolver alguma coisa... 
é esquema; noção inicial, escrita e detalhada, do que se pretende desenvolver ou realizar. Essa 
de� nição vai de encontro com a ideia de projeto de pesquisa: esse esquema escrito e detalhado 
da pesquisa que se pretende realizar, que quando bem executado, torna todo o processo mais 
simples.
Figura 4 - Perguntas para pensar o projeto. Fonte: Antonio (2011).
A escolha de um problema é passo inicial no projeto a começar pelas indagações básicas, 
como mostra a � gura 1, o que vou pesquisar, por quê, para quê, onde, quando, etc., aprofundando 
com outros questionamentos, como ressalta Minayo (2001):
Trata-se de um problema original e relevante? Adequado? Com possibilidades reais de 
execução? Necessário algum recurso? Qual o tempo necessário para investigação? Acrescentando: 
Mesmo que o tema em si não seja novo, a minha delimitação é nova? O recorte dado a esse tema 
o faz ser único e relevante?
O quadro, a seguir, apresenta as etapas que seguem à de� nição do problema. No entanto, 
conforme o modelo proposto por cada instituição, os títulos ou sua disposição podem aparecer 
de forma diferente, mas não deixando de estar ali.
64WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
Quadro 4 - Partes do projeto. Fonte: A autora.
4.1. A introdução e revisão bibliográfica
Neste item o pesquisador deve apresentar o tema ao leitor, inserindo-o no cenário na 
pesquisa, demonstrando a proposta a ser investigada. Em seguida à apresentação temática, devem 
ser expostas as teorias principais que se relacionam com a proposta da pesquisa. Cabe a revisão da 
literatura, a de� nição de termos e de conceitos essenciais para o trabalho. É interessante colocar 
o que se diz sobre o tema na atualidade, qual o enfoque que está recebendo hoje, quais lacunas 
ainda existem etc. 
4.2. Justificativa
Como o próprio nome sugere, justi� car consiste descrever e argumentar sobre as razões 
e motivações da escolha do tema em questão, apresentando, a relevância teórica ou prática da 
pesquisa. Pode-se até considerá-la como uma extensão do referencial teórico, onde tem de � car 
claro o motivo pelo qual a pesquisa é importante, dentro de todo cenário teórico antes apresentado. 
É interessante também que sejam feitas conexões do seu tema com outras pesquisas já realizadas, 
outras bibliogra� as, ou descobertas recentes, indicando o estágio de desenvolvimento de teorias 
sobre o tema, sua relevância social e possibilidades de sugerir outros caminhos.
4.3. Objetivos
De modo geral, a palavra objetivo está atrelada à meta, ao lugar que se pretende chegar 
com a realização da pesquisa. Dessa forma, se tem no projeto: objetivo geral e objetivos especí� cos, 
a única forma disposta em tópicos. Devem ser claros e sucintos, iniciados por um verbo no 
in� nitivo, condizente com a proposta, seja ela: identi� car, levantar, conhecer, expor, descobrir, 
caracterizar, determinar, descrever, traçar, avaliar, explicar, analisar, veri� car, etc. Assim, o geral 
seria o mais abrangente, o que se pretende obter com a investigação, e, os especí� cos, como se 
fossem os passos para atingir o geral.
65WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
4.4. Metodologia
A metodologia remete diretamente à maneira de trabalhar o objeto da pesquisa. Remete 
à ação pela qual serão alcançados os resultados esperados ou previstos. Assim, trata-se neste 
capítulo da forma pela qual serão pesquisados, � ltrados e analisados os dados obtidos no decorrer 
da pesquisa. As hipóteses serão fundamentais nesse momento, porque indicarão ao pesquisador, 
ainda sem o conhecimento devidamente aprofundado sobre o tema, a buscar por respostas, 
a selecionar os meios mais adequados para obter indicações e/ou conclusões acerca das suas 
indagações.
Dependendo do tipo de pesquisa escolhido, deve aparecer a explicação das etapas. Numa 
pesquisa bibliográ� ca, por exemplo, a metodologia consiste em descrever as fontes de pesquisa, 
quais as referências principais utilizadas e o processo de estudo, a proposta de seleção das leituras, 
o recorte do período e o critério de seleção de determinados autores ao invés de outros. 
Atualmente, considerando a extensa busca de material através das bases de dados, fala-
se muito em Revisão Sistemática, na qual deve ser explicitado claramente o método de busca. 
Castro (2001) de� ne o método como uma revisão planejada que seja capaz de responder a uma 
pergunta especí� ca através de métodos explícitos e sistemáticos, que permitem a identi� cação, 
seleção e avaliação crítica dos estudos. Geralmente são empregados métodos estatísticos (meta-
análise), na análise e na síntese dos resultados dos estudos. Assim, por meio dessa estrutura 
busca-se evitar a tendenciosidade da pesquisa.
Em pesquisas que envolvem coleta de dados é necessário ainda delimitação e descrição 
dos instrumentos e fontes escolhidos para essa coleta, tais como entrevistas, formulários, 
questionários etc. A indicação do procedimento para a coleta de dados, que deverá acompanhar 
o tipo de pesquisa selecionado, se experimental, como serão feitos os testes e se descritiva, se 
haverá entrevista, questionário, ou análise de documentos, por exemplo.
4.5. Cronograma
Até aqui, já se tem respondidas as questões: O que, Por que, Para que, Como, � cando 
para essa parte a explicação do “Quando? ”. O Cronograma é a previsão do tempo que será gasto 
na realização de cada etapa do trabalho, considerando as atividades a serem desenvolvidas. Esses 
períodos serão de� nidos a partirdas características de cada pesquisa e dos critérios determinados 
pelo autor do trabalho, auxiliado por seu orientador. Esse recorte temporal pode ser dado em dias, 
semanas, quinzenas, meses, bimestres, trimestres. Pode acontecer de algumas etapas ocorrerem 
simultaneamente a outras, e também de algumas dependerem de fases anteriores. Cabe ao autor 
de� nir cada distribuição, chegando até a última etapa, de elaboração do relatório � nal, com as 
conclusões do projeto. Há uma diversidade de modelos, uma opção, apresentada na tabela 1.
Após o cronograma, há um espaço destinado aos Recursos � nanceiros, a serem necessários 
para a execução do projeto: podem ir desde a materiais permanentes, de consumo, ou pessoais, 
podendo ser solicitados à instituição. Anexos ou glossários, podem ser inclusos, caso o autor 
ache necessário, sendo apenas obrigatório as Referências, onde constam todos as obras citadas, 
podendo acrescentar outras consultadas.
Algumas partes que podem ser executadas simultaneamente, enquanto outras dependem 
das fases anteriores. Assim, o cronograma visa distribuir o tempo total disponível para a realização 
da pesquisa, incluindo nesta divisão a elaboração do relatório � nal.
66WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
Quadro 5 - Cronograma. Fonte: A autora.
5 - DIVULGAÇÃO DA PESQUISA
A realização de um projeto de pesquisa é importante como fase da produção cientí� ca, no 
entanto, só se consegue avaliar e concretizar a existência dessa produção, quando essa pesquisa 
é divulgada nesse meio, o que ocorre na maioria das vezes no formato de artigo, a ser publicado 
nos periódicos cientí� cos, atualmente os meios de acesso mais rápidos e dinâmicos para a 
disseminação dos resultados.
Adami e Marchiori (2005) apud Curty e Curty (2008) a� rmam que o artigo cientí� co 
confere prestígio e reconhecimento aos autores, permitindo que sejam citados por outros e assim, 
sustentando, dando continuidade ao processo cientí� co.
Curty e Curty (2008) propõem uma estrutura uniforme para apresentação de um artigo 
cientí� co, destacando a necessidade de comunicar os resultados de forma clara e simples, seguindo 
as normas vigentes apresentadas pela ABNT, em destaque: NBR 6022, 6023, 6028, 10520, 6032 e 
a Norma de Apresentação Titular do Instituto Brasileiro de Geogra� a e Estatística (IBGE, 1993). 
Para tanto, é interessante conhecer os tipos de artigos mais citados na literatura e exigidos por 
uma revista cientí� ca.
67WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
Quadro 6 – Tipos de artigos. Fonte: Modi� cado de Curty e Curty (2008).
6 - ESTRUTURAÇÃO DO ARTIGO
As partes do Artigo seguem as mesmas de um trabalho cientí� co: Elementos pré-textuais, 
textuais e pós-textuais.
Quadro 7 – A estrutura do artigo. Fonte: A autora.
68WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
A começar pelo título, vale tecer algumas considerações. Há divergência entre autores ao 
preferirem títulos curtos, com o menor número de detalhes possível e outros que defendem que o 
título deve conferir identidade ao trabalho, fazendo a delimitação e o recorte necessário, mesmo 
que isso leve um número maior de palavras.
Essa diferença está mais como uma questão de gosto do que de normas propriamente 
ditas. Não há erro em se empregar palavras que especi� quem o conteúdo do trabalho, como, por 
exemplo: Explicações/ Investigações/ Abordagens/ Estudo sobre... Mais do que a quantidade de 
palavras ou tamanho, o título deve trazer a problemática do trabalho à tona, de forma delimitada, 
clava, informativa e convidativa ao leitor. O problema de restringir as palavras e ser conciso 
demais, como propõem Curty e Curty (2008) que se faça, é retroceder o processo de delimitação 
já realizado, como no exemplo do funil: assunto, tema, problema (título), deixando aparecer 
apenas o assunto, de forma muito abrangente.
Quanto aos autores, responsáveis pela execução do trabalho, devem aparecer logo após 
o título e subtítulo. Em casos de mais de um autor, a ordem de aparição � ca a critério de maior 
participação no trabalho ou em sequência alfabética, devendo seus nomes virem acompanhados 
de sua quali� cação acadêmica e instituição a qual pertencem.
O resumo é obrigatório, escrito em parágrafo único, descrevendo as partes do trabalho 
executado. Escrito em terceira pessoa (Ex: O presente estudo destaca...) deve descrever os 
procedimentos realizados na pesquisa, desde os objetivos à ideia dos resultados. Muitas vezes, as 
normas para publicação de cada periódico, vão explicitar sua extensão. Normalmente, varia de 
150 a 250 palavras (podendo ser contadas via ferramenta do próprio editor de texto. 
As palavras-chave, por sua vez, advindas logo após o resumo, devem representar os 
principais assuntos. São elas que vão facilitar a identi� cação do trabalho no meio eletrônico, 
auxiliando no processo de indexação em bases de dados. Quanto à forma de aparição, vêm abaixo 
do resumo, seguida de dois pontos, separadas entre si e encerradas por ponto (Ex: Palavras-
chave: Exemplo. Exemplo. Exemplo).
Depois disso, estamos diante do texto, propriamente reconhecido. A introdução insere 
o assunto no panorama da pesquisa, o tema ou ponto de vista é exposto, juntamente com o 
problema de pesquisa. O próprio enquadramento e recorte teórico vão mostrar a relevância do 
tema. Assim, é válido que fatos históricos ou teorias clássicas apareçam, de modo a sustentar os 
objetivos e justi� cativa para a pesquisa, os aspectos que serão abordados e os métodos para se 
chegar aos resultados, devem aparecer.
Quanto ao desenvolvimento, Curty e Curty (2008) de� nem como a essência do artigo, 
podendo ser dividido em quantas partes o autor julgar necessário para dar ordem às ideias e articular 
as partes. O referencial teórico, pincelado na introdução, é agora explanado e pormenorizado, 
através de outras pesquisas já realizadas, dando toda sustentação à temática escolhida. Em casos 
de artigos originais, envolvendo abordagens teórico práticas, é preciso considerar as análises e os 
resultados. Divide-se essa explicação em Material e métodos, resultados e discussão.
Essa primeira, mediante um raciocínio claro e explicativo, deve explicar o método 
escolhido, toda aquela parte da metodologia, já pensada e explicada quando falamos no projeto, 
é retomada, contendo os passos, desde o planejamento à execução.
Ao envolver seres humanos, é preciso considerar, também nesta parte do material e 
métodos, os aspectos legais e éticos que os regem, destacando os planos de escolha: os critérios 
de inclusão e exclusão dos participantes. Cabe informar a existência do termo de Consentimento 
Livre e Esclarecido aplicado aos sujeitos da pesquisa, lembrando que na área da saúde, devem ter 
a aprovação do Conselho de Ética da instituição.
Devem ser esclarecidos também os dados acerca dos materiais analisados, e em caso de 
documentos, incluir a autorização. É válido sempre destacar as características particulares de 
análise, como o número de documentos ou indivíduos.
69WWW.UNINGA.BR
M
ET
OD
OL
OG
IA
 E
 T
ÉC
NI
CA
S 
DE
 P
ES
QU
IS
A 
| U
NI
DA
DE
 4
ENSINO A DISTÂNCIA
Os Resultados devem contemplar o que foi alcançado através do método. Caso tenha 
sido apenas um artigo de revisão, colocar o que tais teorias possibilitaram descobrir e contribuir 
no que diz respeito ao tema escolhido. Utilizando o passado como o tempo verbal, cabe ao 
autor, expor aquilo que observou. Tabelas, grá� cos, quadros, ilustrações podem aparecer para 
exempli� car e complementar otexto. Mesmo que o resultado não tenha con� rmado a primeira 
hipótese da pesquisa ele deve ser exposto, o que não prejudica o teor do trabalho.
Em seguida, aparece a discussão, após os dados obtidos no estudo serem comentados 
e interpretados, deve-se discutir em relação ao que se avançou no conhecimento do tema 
e investigação do problema, o que se evoluiu no que diz respeito ao estado da pesquisa; as 
consequências teóricas e aplicações práticas. Cabe ao autor salientar os conceitos novos de sua 
pesquisa e fazer a conexão com outros conceitos, já trazidos por outras teorias, preparando o 
espaço para a conclusão.
Nessa parte � nal, da conclusão, como uma seção independente, o ponto de vista do autor, 
aparecerá de modo mais explícito. Pode-se iniciar através de algumas generalizações sobre o tema, 
seguidas do desfecho dado aos objetivos. O autor pode situar seu leitor em outros resultados na 
literatura da área, podendo sugerir novas pesquisas a partir de determinado ponto levantado na 
sua, bem como indicar outras opções de problemas para serem pensados e solucionados. Curty e 
Curty (2008) atentam que mesmo havendo várias conclusões, o termo usado nesta etapa deve ser 
conclusão, no singular, sendo o nome da parte � nal do trabalho (Introdução, desenvolvimento e 
conclusão).
Partindo disso, teríamos os elementos pós textuais, sendo os mesmos pré-textuais agora 
apresentados em língua estrangeira: o título, subtítulo, resumo, palavras-chave. A seguir, caso o 
autor julgue necessário, podem ser acrescidas notas explicativas, contendo algum esclarecimento 
que não pôde ser incluído no texto. As Referências, item obrigatório, devem aparecer, 
correspondendo, sem exceção a cada elemento citado no artigo. Glossário (termos técnicos em 
ordem alfabética), Apêndice (documento complementar criado pelo autor) e Anexo (documento 
complementar extraído de outra fonte), podem aparecer também, conforme a necessidade ou 
critério do autor.
Vale ressaltar que dependendo do local onde se queira publicar, alguns critérios especí� cos 
podem ser estabelecidos. No entanto, ao conhecer essas normas aqui discutidas, � ca bem mais 
fácil conseguir modi� car e enquadrar no formato solicitado, sem maiores di� culdades.
O necessário é que reconheçamos a importância de ser um pesquisador no cenário 
acadêmico, entendendo o quanto a participação nesse universo contribui para aprimoramento 
de nosso currículo. Esse mundo acadêmico oportuniza uma variedade de eventos cientí� cos 
e/ ou técnicos, por meio dos quais a divulgação e atualização de diversos temas é feita. Assim, 
Seminários, Congressos, Semanas, Simpósios, Jornadas, por meio de Mesa-redonda, Banner, 
Anais, Apresentação Oral, permitem esse contato com outras pesquisas e divulgação da própria. 
O essencial, ao término de nossas “conversas escritas”, é que tenhamos desmisti� cado 
que fazer pesquisa é tarefa destinada a poucos, que tenhamos entendido nosso papel enquanto 
pesquisadores e saibamos utilizar as ferramentas dispostas a esse � m, sempre que necessário.
70WWW.UNINGA.BR
ENSINO A DISTÂNCIA
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Referências bibliográ� cas NBR 6023. 
Rio de Janeiro, 2002. 19p. 
______. NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um 
documento escrito. Rio de Janeiro, 2003.
______, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2002.
______. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de 
Janeiro, 2005. 9 p. 
______. NBR 6027: informação e documentação: sumário: apresentação. Rio de Janeiro, 2003.
______. NBR 6028: informação e documentação: resumos: apresentação. Rio de Janeiro, 2003.
______. NBR 6034: informação e documentação – índice – apresentação. Rio de janeiro, 2003.
ANDER-EGG, E. Del ajuste a la transformacion: Apuntes para uma historia del trabajo social. 
Buenos Aires: Ecro: 1975.
ANTONIO, J. O projeto de pesquisa. Disponível em: < http://professor-joseantonio.blogspot.
com.br/2011/02/o-projeto-de-pesquisa.html>. Acesso em: 20 jun. 2017.
ARAUJO, L. C. de. Tecendo Sentidos: Reescrita e Produção de Texto. Revista da FACED/UFBA, 
v. 06, n. 05, 2001. Disponível em: <http://www.portalseer.u� a.br/index.php/rfaced/article/
viewArticle/2841> Acesso em: jan. 2017. 
AUDISCURSO. 2012. Disponível em: < http://audiscurso uneb.blogspot.com.br/2012/11/nucleo-
de-estudos-interdisciplinares.html>. Acesso em: 11 nov. 2017.
BAKHTIN, M. O problema do texto (1959-1961). In.: Estética da criação verbal. Trad. Maria 
Ermantina Galvão Gomes e Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
BARRETO, Alcyrus Vieira Pinto; HONORATO, Cezar de Freitas. Manual de sobrevivência na 
selva acadêmica. Rio de Janeiro: Objeto Direto, 1998.
BARROS, A. J. da S.; LEHFELD, N. A. de S. Fundamentos de Metodologia Cientí� ca. 3.ed. São 
Paulo: Prentice‐Hall, 2007.
CASTRO, A. A. Revisão Sistemática e Meta-Análise. 2001. Disponível em: <http://www.
usinadepesquisa.com/metodologia/wp-content/uploads/2010/08/meta1.pdf>. Acesso em: 15 set. 
2017.
CERVO, A.L.; BERVIAN, P.A. Metodologia cientí� ca. 3. ed. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 
1983. 
71WWW.UNINGA.BR
ENSINO A DISTÂNCIA
REFERÊNCIAS
COSTA, S. R. Dicionário de gêneros textuais. 2. ed. rev. ampl. – Belo Horizonte: Autêntica 
Editora, 2009.
CURTY, M. G.; CRUZ, A. da C.; MENDES, M. T. R. Apresentação de trabalhos acadêmicos, 
dissertações e teses: (NBR 14724/2005). 2. ed. Maringá: Dental Press, 2006.
CURTY, M. G.; CURTY, R. G. Artigo cientí� co impresso: estrutura e apresentação. 2. ed. 
Maringá: Dental Press Editora, 2008.
DARNTON, R. A questão dos livros: passado, presente e futuro. São Paulo: Companhia das 
Letras, 2010.
FERRARI, A. T. Metodologia da pesquisa cientí� ca. São Paulo: Mac-Graw-Hill do Brasil, 1982.
FONSECA, R. C. V. da. Metodologia do trabalho cientí� co. Curitiba: IESDE Brasil S.A., 2008, 
92 p.
FONTENELLE, A. Como fazer um TCC. Disponível em: <http://www.andrefontenelle.com.br/
como-fazer-um-tcc/>. Acesso em 15 set. 2017.
GARSCHAGEN, B. Universidade em tempos de plágio. 2006. Disponível em: <https://www.
listas.unicamp.br/pipermail/ead-l/2006-January/068244.html>. Acesso em: 10 jun. 2017. 
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010. 184p. 
GIL, A. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo: Atlas, 1995.
GRACEZ, Q. Disponível em: <http://www.quesiagracez.com/2014/09/a-postura-do-empenho.
html>. Acesso em: 11 nov. 2017.
GRAZIOSI, M. E. S.; LIEBANO, R. E.; NAHAS, F. X. Pesquisa em base de dados. Módulo 
Cientí� co. Disponível em: <https://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/1/modulo_
cienti� co/Unidade_13.pdf>. Acesso em: fev. 2017.
HORVATH, W. Re� exões de um professor. 2012. Disponível em: <http://re� exoesdeumprofessor.
blogspot.com.br/2012/06/diferenca-entre-o-pensamento-� loso� co.html>. Acesso em: 15 set. 
2017.
KOCH, Ingedore G. Villaça & TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Texto e Coerência. 2. ed. São Paulo: 
Cortez, 1993.
KOURGANOFF, W. A face oculta da Universidade. São Paulo: Editora UNESP, 1990. 
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. e. Fundamentos de metodologia cientí� ca. 5. ed. São 
Paulo: Atlas, 2003.
72WWW.UNINGA.BR
ENSINO A DISTÂNCIA
REFERÊNCIAS
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia cientí� ca. 3.ed. São 
Paulo: Atlas, 1991.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho cientí� co. 
São Paulo: Atlas, 1995.
LEHFELD, N. Metodologia do conhecimento cientí� co: horizontes virtuais. Petrópolis – RJ: 
Editora Vozes, 2007.
LOPES, E. P. Trabalho cientí� co: teorias e aplicações. São Paulo: Editora Re� exão, 2009.
MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Metodologia Cientí� ca. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2004. 306p.
 
MARCONI, M. de A. e; LAKATOS, E. M. Metodologia do trabalho cientí� co. 5. Ed. São Paulo: 
Atlas,2001.
MINAYO, M. C. de S. (org.). Pesquisa Social. Teoria, método e criatividade. 18 ed. Petrópolis: 
Vozes, 2001.
NOGUEIRA, R. D. P. Texto, coesão e coerência. 2012. Disponível em: <https://pt.slideshare.net/
alineneuschrank/coesao-ecoerencia>. Acesso em: 15 ago. 2017.
POEMESE. 2016. Como saber quem é o autor das citações? Disponível em: <http://blog.
poemese.com/como-saber-quem-e-o-autor-de-uma-citacao/>. Acesso em: abr. 2017.
SAGAN. C. Cosmos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989.
SANTOS, Anderson Rouge dos; FIRME, Caio Lima  and  BARROS, José Celestino. A internet como 
fonte de informação bibliográ� ca em química. Quím. Nova [online]. 2008, vol.31, n.2, pp.445-
451. ISSN 0100-4042. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S0100-40422008000200045>. 
Acesso em: 29 jun. 2017.
SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho cientí� co. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007.
VANS, S. A. de S; CAREGNATO, S. L. Em Questão, Porto Alegre, v. 9, n. 2, p. 295-307, jul./dez. 
2003. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/129317/000435543.
pdf?sequence=1>. Acesso em: abr. 2017.

Mais conteúdos dessa disciplina