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pernas verticais de cada 
estribo. Para estribos com 
três ou quatro ramos a área 
swA é a área de todos os 
três ou das quatro pernas 
do estribo.
Assimile
Para estribos de quatro ramos, a área de aço da seção transversal é multipli-
cada por 2 com relação à área da seção transversal do estribo de dois ramos.
Assim, a área da seção transversal de um estribo de quatro ramos é:
22
4sw
dA p´ ´p´ ´p=
 
O espaçamento (a) será usado para determinar o número de ramos verti-
cais que deverão ser especificados para cada estribo, principalmente em caso 
de vigas mais largas.
O número de ramos dos estribos deverá ser dimensionado em função do 
espaçamento transversal máximo, entre ramos sucessivos dos estribos:
Seção 1.3 / Detalhamento da armadura transversal em vigas - 43
2
2
0,20 800 
0,20 0,6 350 
d Rd
d Rd
V V a d mm
V V a d mm
ì £ ´ Þ = £ïïíï > ´ Þ = ´ £ïî
Onde a é a distância entre os ramos do estribo, conforme apresentado na 
Figura 1.22:
Nas vigas comumente utilizadas nas constru-
ções civis, o estribo utilizado geralmente é o de 
dois ramos. Esse estribo é simples de ser feito e 
facilmente amarrado nas barras longitudinais de 
flexão. Contudo, em vigas largas onde a largura é 
maior que 30 cm é comum a utilização de estribos 
duplos.
Em vigas largas, com larguras maiores que 40 
cm, utilizamos estribos com mais de dois ramos 
verticais. É muito comum, nesse caso, a utilização 
de estribos com quatro ramos em que se utilizem 
dois estribos iguais de dois ramos intercalados. 
Para estribos de três ramos, é colocada uma barra 
adicional no espaço entre os ramos de um estribo convencional com dois 
ramos.
b) Ancoragem
Usualmente utilizam-se estribos fechados através de um ramo horizontal, 
amarrando as barras da armadura longitudinal, ancorados na outra face. Nas vigas, 
os estribos podem ser abertos na face superior, com ganchos nas extremidades.
Quando houver tração nessa face da viga, o estribo deverá ter o ramo 
horizontal nesta região, ou deverá estar complementado por uma barra extra. 
Entretanto, nas vigas em balanços e nas vigas contínuas, deverão ser adotados 
estribos fechados nas faces inferiores e superiores.
A NBR 6118 (ABNT, 2014, p. 40) prescreve:
Figura 1.22 | Redução da 
força cortante nos apoios
Fonte: elaborada pela autora.
A ancoragem dos estribos deve necessariamente ser garan-
tida por meio de ganchos ou barras longitudinais soldadas. Os 
ganchos dos estribos podem ser:
a) semicirculares ou em ângulo de 45º (interno), com ponta reta 
de comprimento igual a 5 tftft , porém não inferior a 5 cm;
b) em ângulo reto, com ponta reta de comprimento maior ou 
igual a 10 tftft , porém não inferior a 7 cm (este tipo de gancho não 
pode ser utilizado para barras e fios lisos).
“
44 - U1 / Força cortante em vigas de concreto armado
O diâmetro interno da curvatura dos estribos deve ser no mínimo igual 
ao valor dado, conforme apresentado na Tabela 1.6:
Tabela 1.6 | Diâmetro dos pinos de dobramento de estribos
Bitola
mm Tipo de aço
 CA-25 CA-50 CA-60
10£ 3 tf 3 tf 3 tf 
10 20f< < 4 tf 5 tf -
20³ 5 tf 8 tf -
Fonte: NBR 6118 (ABNT, 2014, p. 40).
A Figura 1.23 apresenta como devem ser feitos os ganchos nas pontas 
dos estribos:
Figura 1.23 | Redução da força cortante nos apoios
Fonte: Bastos (2018, p. 16). 
c) Emendas
As emendas por transpasse são permitidas quando os estribos forem 
constituídos por telas. Embora não sejam usuais, as emendas por transpasse 
também são permitidas se os estribos forem constituídos por barras de alta 
aderência, ou seja, de aço CA-50 ou CA-60 (ABNT,2014).
d) Diâmetros
Para armadura transversal, os diâmetros normalmente utilizados são 
5 mmf e 6,3mmf , em vigas mais pesadas também encontramos os diâme-
tros de 8mmf e 10mmf . Nas vigas de pequeno porte comumente utiliza-se o 
estribo de 4,2mmf , embora a NBR 6118 (ABNT,2014) exija o diâmetro 
mínimo de 5 mm (ABNT.2014).
Os espaçamentos nas armaduras transversais não devem ser menores que 
6-7 cm para não dificultar a penetração do concreto e do vibrador de agulha. 
Espaçamentos maiores que 8 cm são mais indicados. Os espaçamentos 
comumente adotados são de valores inteiros em cm.
Seção 1.3 / Detalhamento da armadura transversal em vigas - 45
Pesquise mais
Em muitas situações, é necessário que as vigas de concreto possuam 
aberturas para passagem de tubulações. Essas aberturas são perfeita-
mente possíveis de existir, porém devem ser contempladas na fase de 
projeto, seguindo orientações específicas da NBR 6118.
Para se aprofundar sobre aberturas em vigas e armação transversal em 
vigas de concreto armado, dê uma olhada no vídeo Posso fazer aberturas 
em vigas? do Canal Marretando. 
CANAL MARRETANDO. Posso fazer aberturas em vigas? Disponível 
em: <https://www.youtube.com/watch?v=jjbejV1yEKw>. Acesso em: 
24 out. 2018.
Agora vamos voltar ao dimensionamento da armadura transversal da 
viga de concreto armado e finalizar o seu detalhamento, deixando o projeto 
pronto para ser enviado para a obra.
Preparado para fazer os cálculos de dimensionamento?
Sem medo de errar
Na primeira fase deste projeto, você já calculou a armadura mínima 
para essa viga. Agora, nesta nova etapa, vamos terminar o dimen-
sionamento e fazer o detalhamento completo da armadura trans-
versal. Lembrando que você está na equipe responsável pelo projeto 
de um prédio residencial feito em concreto armado, situado em Belo 
Horizonte/MG. O engenheiro estrutural responsável desenvolveu um 
pré-dimensionamento das vigas do prédio e você está dimensionando e 
detalhando todas as estruturas. Na Seção 1 desta unidade, você deter-
minou a armação transversal mínima de uma viga de concreto armado 
conforme apresentado na Figura 1.18.
Figura 1.18 | Viga de concreto armado a ser dimensionada na situação-problema 1
Fonte: elaborada pela autora.
46 - U1 / Força cortante em vigas de concreto armado
Você deve considerar que o concreto utilizado é o C25 e o aço é o CA50. 
Considere que o edifício deverá ser construído em Belo Horizonte. Você 
agora deverá fazer todo o detalhamento da armação transversal dessa viga.
Modelo de cálculo I, sem redução do cortante no apoio:
a) Verificação do concreto:
,max
50 3 75
2 2s
plV kN´= = =
,max 75 1,4 0,145 / ²
20 36
d
wd
w
V
kN cm
b d
t ´= = =
´ ´
N tem-se que para 25ckf MPa= tem-se 2 0,434 / ²wd kN cmt =
Como 20,145 / ² 0,434 / ²wd wdkN cm kN cmt t= < = , o concreto está verifi-
cado, ou seja, a biela comprimida não romperá.
b) Cálculo da armadura:
Como ,min0,145 / ² 0,117 / ²wd wdkN cm kN cmt t= > = (Tabela 1.5)
sw w wA br= ´ com 
( )100
39,15
wd co
w
t t
r
´ -
=
Pela Tabela 1.4, temos que 0,0769 / ²co kN cmt =
,min
100 (0,145 0,0769) 0,250 0,103
39,15w w
r r´ -= = > = , portanto:
0,250 20 5 ² /sw w wA b cm mr= ´ = ´ =
Para estribos simples (dois ramos) 2,50 ² /
2
swA cm m=
2
8
0,63 0,312 ²
4
A cmf
p´= = 2,50 8
0,312
barras mÞ @ 
100
12,5
8
cm
cmÞ =
Logo adotaremos: 6,3 /12,5c cmfÞ 
Como 
2
0,145 0,33 0,67
0,434
wd
wd
t
t
= = <
max 0,6 0,6 36 22 ( !)S d cm ok= ´ = ´ =
Modelo I, com redução do cortante no apoio
Considera-se que o comprimento do apoio no sentido longitudinal da 
viga seja 20c cm= .
c) Verificação do concreto:
,max
50 3 75
2 2s
plV kN´= = =
Seção 1.3 / Detalhamento da armadura transversal em vigas - 47
( )
,Re ,max
50 0,2 0,36( ) 75 61
2 2S d S
p c dV V kN
´ +´ += - = - =
,max 75 1,4 0,145 / ²

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