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ENTENDEU DIREITO OU QUER QUE DESENHE? 
A reprodução deste material é condicionada a autorização, sendo terminantemente proibido o seu uso para fins comerciais. A violação do direito autoral é crime, punido com prisão e 
multa, sem prejuízo da busca e apreensão do material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis. Inscrição no INPI: 905146603 para Classe 41 (educação) e 905146573 para Classe 
16 (livros didáticos e congêneres) - Biblioteca Nacional: n° 2012/RJ/19521 - 641.675, livro 1.233 folha 417- Website protegido por leis de direitos autorais. 
Assessoria Jurídica: Tiago Koutchin - OAB/MS 14.707 - contato: tiagok.rosavitoriano@hotmail.com 
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Ação penal é a atividade que impulsiona a jurisdição penal, sendo ela pública. A jurisdição em 
atividade também é ação, ação judiciária. A ação penal se materializa no processo penal. 
 
Está escrito no artigo 5º, XXXV, da Constituição da República Federativa do Brasil: "A lei não 
excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito". Por este dispositivo, a 
Constituição garante o acesso à Justiça de todos aqueles que se sentirem lesados, ou 
prejudicados, por condutas praticadas por outros ou pelo próprio Estado. Também se incluem, 
aqui, os acusados de crime, pois têm o direito de se defender. O acesso à justiça é garantido a 
todos, portanto. 
 
Quando um juiz decide, exerce poder em atividade denominada jurisdição. Exercendo a jurisdição, 
o juiz declara direito, satisfaz direito declarado ou assegura o direito. O juiz decide um conflito que 
pode ser penal ou não. O conflito não penal que chega ao Poder Judiciário é aquele que foi 
resolvido amigavelmente. O conflito penal não pode ser resolvido amigavelmente. O processo é 
sempre necessário. O conflito penal surge quando praticada conduta humana que a lei define 
como crime e para a qual prevê uma pena: é conflito entre o dever de punir e o interesse de 
liberdade do autor da conduta. 
 
A pena não pode ser aplicada espontaneamente. O Estado precisa submeter o conflito penal ao 
Poder Judiciário para que, por meio do processo, em que serão apurados os fatos considerados 
criminosos, o juiz decida se houve crime e se a pessoa acusada deve ser punida. O processo só 
nasce por meio da ação, que o impulsiona, que lhe dá vida. 
 
A ação penal, assim, é o direito ou o poder-dever de provocar o Poder Judiciário para que decida 
o conflito nascido com a prática de conduta definida em lei como crime. Fala-se em direito e em 
poder-dever porque a ação pode ser promovida pelo ofendido, pessoa física ou jurídica atingida 
pelo crime ou pelo Ministério Público, na maioria das vezes. Quando a ação penal é promovida 
pelo Ministério Público não o é no exercício de um direito, mas no exercício de atividade 
obrigatória: o Ministério Público não tem vontade e não pode escolher entre promover a ação ou 
não. Praticado crime, o membro do Ministério Público deve fazer tudo para que seu autor seja 
julgado. 
 
As ações penais são, ainda, privadas ou públicas. O ofendido pode propor a ação penal quando a 
lei penal dispuser que a ação é privada, ou que o processo se inicia por meio de queixa. O 
Ministério Público deve propor a ação penal sempre que a lei não dispuser que é privativa do 
ofendido. Na verdade, as ações penais são sempre públicas. A iniciativa é que pode ser do 
ofendido, quando a lei considerar que cabe a ele decidir sobre a conveniência de submeter o 
conflito a julgamento. O ofendido pode, ainda, propor ação penal subsidiária da pública, quando o 
representante do Ministério Público se omitir, for negligente. É o que está no artigo 5º, inciso LIX, 
da Constituição: "Será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for 
intentada no prazo legal". 
 
Entre as ações penais públicas propriamente ditas, há as condicionadas e as incondicionadas. As 
últimas são promovidas pelo Ministério Público sempre que apurados crime e seu autor. As ações 
condicionadas são movidas pelo Ministério Público sempre que apurados crime e seu autor e 
depois de manifestação de vontade do ofendido ou de requisição do Ministro da Justiça. A 
manifestação de vontade do ofendido para que o aparato administrativo se movimente em direção 
à condenação ou absolvição chama-se representação. A representação é exigida pela lei em 
alguns casos específicos, como, por exemplo, no crime de ameaça. A requisição do Ministro da 
Justiça é prevista para hipóteses também raras, envolvendo ofensas a Chefes do Estado em que a 
conveniência política da ação penal deve ser avaliada. 
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Em síntese: as ações penais são de conhecimento ou de execução. E classificam-se, também, em 
públicas ou privadas. As primeiras são condicionadas ou incondicionadas. As últimas são privadas 
ou subsidiárias da pública. É importante que, quando a infração penal for considerada de menor 
potencial ofensivo, há possibilidade de transação penal, assunto tratado no tópico correspondente. 
Exemplos de crimes perseguidos por ação pública: roubo, corrupção, sequestro. 
Exemplo de crime perseguido por ação pública condicionada: ameaça 
Exemplo de crime perseguido por ação privada: todos os crimes contra a honra (calúnia, injúria, 
difamação - Capítulo V do Código Penal), exceto em lesão corporal provocada por violência 
injuriosa (art. 145). 
 
EXERCÍCIOS 
EXERCÍCIOS 
1 - Quanto à titularidade da ação, é incorreto afirmar que: 
a) o titular da ação penal pública condicionada à representação é a vítima ou o seu representante legal. 
b) o titular da ação penal pública incondicionada é o Ministério Público. 
c) o titular da ação penal privada é a vítima ou o seu representante legal. 
d) uma vez inerte o Ministério Público, a vítima ou o seu representante legal terá legitimidade para ajuizar a ação 
penal privada subsidiária da pública. 
2 - A representação é: 
a) irretratável após oferecida a denúncia pelo Ministério Público. 
b) retratável a qualquer tempo. 
c) irretratável após recebida a denúncia pelo Juiz. 
d) irretratável a qualquer tempo. 
3 - O prazo para o oferecimento da denúncia é: 
a) de 5 dias para réu preso e 10 dias para réu solto. 
b) de 15 dias para réu preso e 30 dias para réu solto. 
c) contado do dia em que o Ministério Público recebeu o Inquérito Policial. 
d) do dia em que a Autoridade Policial lavrou o relatório, finalizando o Inquérito Policial. 
4 - Na ação penal pública condicionada à representação: 
a) se, na hipótese de coautoria, a vítima oferecer representação somente em relação a um dos criminosos, haverá 
renúncia em relação a ele, que se estenderá ao outro. 
b) ao ser oferecida a representação, a titularidade da ação, que antes era da vítima, passa a ser do Ministério 
Público. 
c) a representação será irretratável. 
d) Nenhuma alternativa está correta. 
5 - O prazo de 6 meses para o oferecimento da representação é contado: 
a) do dia em que foi praticada a ação ou omissão. 
b) do dia em que a vítima soube quem é o autor do delito. 
c) do dia em que se consumou o delito. 
d) Nenhuma das alternativas anteriores está correta. 
6 - A inobservância do prazo para o oferecimento da denúncia, pelo Ministério Público, na ação penal 
pública incondicionada: 
I) autoriza a propositura da ação penal privada subsidiária da pública; 
II) acarreta a perempção; 
III) pode acarretar a perda de vencimentos do Promotor. 
a) Apenas a afirmativa I é falsa. 
b) As afirmativas II e III são falsas. 
c) Apenas a afirmativa III é falsa. 
d) Todas as alternativas são falsas. 
7 - Assinale a incorreta. Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-se-á perempta 
a ação penal: 
a) quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar 
presente. 
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b) quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não comparecer em juízo, para prosseguir no 
processo, dentro do prazo de 60 (sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo. 
c) quando, sendo o querelante pessoa jurídica, se extinguir sem deixar sucessor. 
d) quando, iniciada a ação, o querelante deixar de promover o andamento do processo durante 60 (sessenta) dias 
seguidos. 
8 - Assinale a correta. 
a) A representação vincula o Ministério Público a oferecer a denúncia 
b) A requisição vincula o Ministério Público a oferecer a denúncia. 
c) A queixa-crime vincula o Ministério Público a oferecer a denúncia. 
d) Todas as alternativas anteriores estão incorretas. 
9 - Na ação penal privada, o Ministério Público: 
a) não poderá aditar a queixa e nem intervir nos atos subsequentes do processo. 
b) não poderá aditar a queixa, mas poderá intervir nos atos subsequentes do processo. 
c) poderá aditar a queixa, mas não intervir nos atos subsequentes do processo. 
d) poderá aditar a queixa e intervir nos atos subsequentes do processo. 
10 - Na ação penal privada, o Ministério Público poderá aditar a queixa oferecida pelo ofendido: 
a) apenas se esta apresentar vícios formais. 
b) para incluir novo réu ao processo. 
c) para pedir a absolvição do réu. 
d) Todas as alternativas estão corretas. 
11 - Em regra, o prazo para o oferecimento da representação é: 
a) decadencial de 3 meses. 
b) prescricional de 6 meses. 
c) decadencial de 6 meses. 
d) prescricional de 3 meses. 
12 - Morrendo a vítima, o direito de representação: 
a) se extingue. 
b) somente poderá ser exercido pelo cônjuge da vítima. 
c) somente poderá ser exercido pelos ascendentes ou descendentes da vítima. 
d) poderá ser exercido pelo cônjuge, ascendentes, descendentes ou irmãos da vítima. 
13 - A representação: 
a) exige forma especial, devendo ser escrita. 
b) não exige forma especial, podendo ser escrita ou oral. 
c) não exige forma especial, podendo ser escrita ou oral, mas se feita oralmente necessita ser reduzida a termo. 
d) Nenhuma das alternativas anteriores está correta. 
14 - Nos crimes de ação pública condicionada, o inquérito policial somente será iniciado: 
a) mediante queixa-crime. 
b) mediante representação do ofendido. 
c) de ofício pela autoridade policial. 
d) Nenhuma alternativa está correta. 
15 - O prazo para o oferecimento da representação é decadencial, portanto: 
a) não se suspende, não se interrompe e não se prorroga. 
b) se suspende, se interrompe e se prorroga. 
c) não se suspende, não se interrompe, mas se prorroga. 
d) não se suspende, mas se interrompe e se prorroga. 
16 - A representação poderá ser recebida: 
a) somente pela autoridade policial. 
b) somente pelo Ministério Público. 
c) somente pelo juiz. 
d) pela autoridade policial, pelo Ministério Público ou pelo juiz. 
17 - Na ação pública condicionada à representação, o juiz: 
a) deve, após o recebimento da representação, remeter este instrumento à autoridade policial, para que instaure o 
inquérito. 
b) não deve tomar nenhuma providência, em razão de não ser titular da consequente ação penal. 
c) pode requisitar inquérito policial, desde que o faça no prazo de seis meses, contados do dia da ocorrência. 
d) pode requisitar de ofício a instauração de inquérito policial. 
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18 - Na ação penal pública incondicionada, o processo se inicia: 
a) com o oferecimento da denúncia. 
b) com o recebimento da denúncia. 
c) com a citação válida do réu. 
d) com o interrogatório do réu. 
19 - Na ação penal pública condicionada, a representação da vítima: 
a) pode ser suprida pelo testemunho de pessoa que assistiu ao crime. 
b) maior de 18 anos pode ser suprida pela representação oferecida pelo seu representante legal. 
c) é condição de procedibilidade. 
d) menor de 18 anos é válida se provado que sua vontade é contrária a de seu representante legal. 
20 - A denúncia: 
a) poderá ser escrita ou verbal. 
b) vincula o juiz quanto a classificação dada ao fato criminoso. 
c) deve descrever o fato criminoso para que o réu possa se defender. 
d) Nenhuma alternativa está correta. 
21 - (OAB-RJ/ 32.2007) São princípios que regem a ação penal de iniciativa privada: 
(A) Obrigatoriedade, indisponibilidade e divisibilidade. 
(B) Oportunidade, indisponibilidade e divisibilidade. 
(C) Obrigatoriedade, disponibilidade e indivisibilidade. 
(D) Oportunidade, disponibilidade e indivisibilidade. 
22 - Os princípios da ação penal pública são: 
(A) obrigatoriedade, indisponibilidade, oficialidade, indivisibilidade e intranscendência. 
(B) obrigatoriedade, disponibilidade, oficialidade, indivisibilidade e intranscendência. 
(C) oportunidade, disponibilidade, oficialidade, indivisibilidade e transcendência. 
(D) oportunidade, disponibilidade, iniciativa da parte, indivisibilidade e transcendência. 
(E) oportunidade, indisponibilidade, iniciativa da parte, individualidade e intranscendência. 
GABARITO: 
1 - A. 
O titular da ação penal pública condicionada à representação é o Ministério Público, e não a vítima ou seu 
representante legal. A representação da vítima ou do seu representante legal é condição especial de 
procedibilidade da ação penal, sem a qual o Ministério Público não está autorizado a iniciar a ação. 
2 - A. 
Antes do oferecimento da denúncia a representação é retratável, porém, após o seu oferecimento, a mesma se 
torna irretratável.Conforme estabelece o art.25 do CPP: "A representação será irretratável, depois de oferecida a 
denúncia." 
3 - C. 
Determina o art. 46, do CPP: "O prazo para oferecimento da denúncia, estando o réu preso, será de 5 (cinco) dias, 
contado da data em que o órgão do Ministério Público receber os autos do inquérito policial, e de 15 (quinze) 
dias, se o réu estiver solto ou afiançado. No último caso, se houver devolução do inquérito à autoridade policial 
(art. 16), contar-se-á o prazo da data em que o órgão do Ministério Público receber novamente os autos." 
4 - A. 
Em razão do princípio da indivisibilidade da ação, se a vítima renunciar em relação a um dos autores, a mesma se 
estenderá ao outro. 
Assim como versa o artigo 49, do CPP: "A renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um dos 
autores do crime, a todos se estenderá." 
5 - B. 
Estabelece o art. 38, CPP: "Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no 
direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de 6 (seis) meses, contado do dia em que 
vier a saber quem é o autor do crime, (...)." 
6 - B. 
Dispõe o art. 29, do CPP: "Será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no 
prazo legal." 
Embora o art. 801, do CPP, estabeleça que: "Findos os respectivos prazos, os juízes e os órgãos do Ministério 
Público, responsáveis pelo retardamento, perderão tantos dias de vencimentos quantos forem os excedidos. Na 
contagem do tempo de serviço, para o efeito de promoção e aposentadoria, a perda será do dobro dos dias 
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excedidos.", na prática, tal dispositivo não é aplicado, por ser inconstitucional, haja vista que a Constituição 
Federal garante aos magistrados e aos membros do Ministério Público irredutibilidade de vencimentos. 
7 - D. 
Segundo o art. 60, CPP: "Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-se-á perempta a 
ação penal:I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do processo durante 30 
(trinta) dias seguidos." 
8 - D. 
A representação e a requisição não vinculam o Ministério Público a oferecer a denúncia, pois são condições 
especiais de procedibilidade da ação penal pública condicionada. Havendo queixa-crime, não há que se falar em 
denúncia, pois a queixa-crime é a peça inicial da ação penal privada, assim como a denúncia o é na ação penal 
pública. 
9 - D. 
Estabelece o art. 45, do CPP: "A queixa, ainda quando a ação penal for privativa do ofendido, poderá ser aditada 
pelo Ministério Público, a quem caberá intervir em todos os termos subsequentes do processo." 
10 - A. 
O Ministério Público pode aditar a queixa oferecida pelo ofendido apenas para corrigir vícios formais. Não 
poderá, entretanto, aditá-la para incluir novo réu ao processo. Nesse caso poderá querer que o querelante se 
pronuncie a respeito de determinado agente, como fiscalizador do princípio da indivisibilidade. 
11 - C. 
Determina o art. 38, do CPP: "Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no 
direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de 6 (seis) meses, contado do dia em que 
vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o 
oferecimento da denúncia." 
12 - D. 
Segundo o art. 24, § 1º, do CPP: "No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão 
judicial, o direito de representação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão." O companheiro 
também poderá exercer tal direito. 
13 - C. 
A representação pode ser feita oralmente ou por escrito, quando deverá ser reduzida a termo (Art. 39, §1º, 
CPP)."Art. 39 CPP. O direito de representação poderá ser exercido, pessoalmente ou por procurador com poderes 
especiais, mediante declaração, escrita ou oral, feita ao juiz, ao órgão do Ministério Público, ou à autoridade 
policial. 
§1°.A representação feita oralmente ou por escrito, sem assinatura devidamente autenticada do ofendido, de seu 
representante legal ou procurador, será reduzida a termo, perante o juiz ou autoridade policial, presente o órgão 
do Ministério Público, quando a este houver sido dirigida." 
14 - B. 
Necessária a representação do ofendido, conforme versa o artigo art. 24, do CPP: "Nos crimes de ação pública, 
esta será promovida por denúncia do Ministério Público, mas dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do 
Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo." 
15 - A. 
O prazo decadencial não se suspende, não se interrompe e não se prorroga. 
É o decurso do prazo sem que o titular da queixa ou representação exerça tais direitos. É causa extintiva da 
punibilidade, conforme estabelece o art. 107, do CP, e art. 38, do CPP. 
16 - D. 
De acordo com o art.39, caput, do CPP: "O direito de representação poderá ser exercido, pessoalmente ou por 
procurador com poderes especiais, mediante declaração, escrita ou oral, feita ao juiz, ao órgão do Ministério 
Público, ou à autoridade policial." 
17 - A. Conforme o art 39, §4º, do CPP: "A representação, quando feita ao juiz ou perante este reduzida a termo, 
será remetida à autoridade policial para que esta proceda a inquérito." 
18 - B. 
Segundo o pronunciamento do STJ e do STF, o processo inicia-se com o recebimento da denúncia. 
Importante destacar que há divergência doutrinária no que se refere ao início da ação penal, sendo favoráveis ao 
oferecimento da denúncia como termo inicial da ação Mirabete (Código de Processo Penal Interpretado, 2001, p. 
169), Guilherme de Souza Nucci (Código de Processo Penal Comentado, 2002, p. 99) e Tourinho Filho (Código 
de Processo Penal Comentado, 1999, p. 75). 
19 - C. 
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A representação da vítima nos processos de ação penal pública condicionada é condição de procedibilidade, sem 
ela, o Ministério Público não pode oferecer denúncia. A representação é exercida pelo representante da vítima, 
quando esta for menor de 18 anos. Colidindo suas vontades, o juiz nomeará um curador especial. De acordo com 
o Código Civil, o direito de representação passa a ser exclusivo da vítima a partir dos 18 anos de idade. 
20 - C. 
A denúncia deve descrever o fato criminoso para que o réu possa sustentar sua defesa, conforme prevê o artigo 
41, do CPP:"A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a 
qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime e, 
quando necessário, o rol das testemunhas." 
21 - D. 
A ação penal privada é regida pelos três princípios acima. Pelo princípio da oportunidade, o ofendido pode 
analisar a conveniência quanto ao início da ação penal, ou seja, se oferece queixa ou não contra o autor da 
infração. Quanto ao princípio da disponibilidade, uma vez iniciada a ação penal, poderá ocorrer a desistência 
dela. O querelante sua queixa, mas posteriormente desiste do processo. Por fim, o princípio da indivisibilidade 
impõe o oferecimento da queixa contra todos os envolvidos na infração. O querelante não pode optar por 
processar um e não fazê-lo contra o outro. Caso renuncie com relação a algum dos autores da infração, este 
beneficiará os demais agentes. Apenas esse princípio é comum à ação pública, ressaltando que na pública não se 
cogita de renúncia. Gabarito oficial: “d”. 
22 - A. 
A ação penal pública é obrigatória, um a vez que, preenchidos os requisitos legais para o oferecimento da 
denúncia (prova da materialidade e indícios suficientes de autoria), a ação penal deverá ser iniciada. Portanto, 
obrigatoriedade. 
Por expressa disposição do art. 42 do CPP, tem-se que o MP não poderá desistir da ação penal. Indisponibilidade. 
Os órgãos responsáveis pela persecução penal, seja pela propositura da ação penal, que cabe ao MP (art. 129, I, 
CF), seja pelo prosseguimento da ação penal, atribuído ao Judiciário (art. 5º, LIII, CF), pertencem ao Estado e 
detêm parcela da Soberania. Eis a oficialidade. 
Ao MP não cabe escolher a quem processar. Deve, assim, iniciar a ação penal pública contra todos os envolvidos, 
segundo o princípio da indivisibilidade. 
A ação Penal, por expressa disposição constitucional (art. 5ª, XLC, CF), deverá ser proposta somente contra 
aquele que praticou o ilícito penal. Di-lo o princípio da intranscendência. 
Resposta correta: A 
 
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A reprodução deste material é condicionada a autorização, sendo terminantemente proibido o seu uso para fins comerciais. A violação do direito autoral é crime, punido com prisão e 
multa, sem prejuízo da busca e apreensão do material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis. Inscrição no INPI: 905146603 para Classe 41 (educação) e 905146573 para Classe 
16 (livros didáticos e congêneres) - Biblioteca Nacional: n° 2012/RJ/19521 - 641.675, livro 1.233 folha 417- Website protegido por leis de direitos autorais. 
Assessoria Jurídica: Tiago Koutchin - OAB/MS 14.707 - contato: tiagok.rosavitoriano@hotmail.com 
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TEORIAS: 
1) Absoluta ou retributiva - a pena é a aplicação de um mal justo (sanção) ao mal 
injusto (crime) – Lei de Talião. Pune-se o agente porque cometeu um crime, sem se 
preocupar com o caráter pedagógico, ideológico ou religioso da pena. 
2) Relativa ou utilitária - a pena exerce a função preventiva. A finalidade do estado é 
garantir a convivência humana em sociedade de acordo com o direito. É dividida em 
prevenção geral ( intimidação/medo) e prevenção especial (ressocialização). 
3) Mista (adotada no Brasil) - Mistura as duas teorias anteriores. A pena deve retribuir 
e prevenir a pratica de uma conduta criminosa. É a teoria adotada no Brasil. 
 
A pena serve não só para justificar a aplicação da justiça, mas também para intimidar e 
ressocializar o condenado.“A pena sem prevenção é vingança, 
A prevenção, sem retribuição e desonra.” 
Everardo da Cunha Luna 
Penas são sanções impostas pelo Estado contra pessoa que praticou alguma infração penal. 
1. Espécies de penas (art. 32 - Código Penal - CP) 
1.1.Penas privativas de liberdade (arts. 33 e seguintes - CP): previstas em abstrato nos 
respectivos tipos penais, devem ser aplicadas diretamente. 
Tipos: 
a) Reclusão: cumprimento da pena em regime fechado, semiaberto ou aberto; 
b) Detenção: cumprimento da pena em regime semiaberto ou aberto, exceto quando houver 
necessidade de transferência a regime fechado; 
c) Prisão Simples: cumprimento da pena em regime semiaberto ou aberto, apenas para os casos 
de contravenção penal. 
1.1.2.Regimes: são impostos segundo as regras do art. 33, §2º, do CP, que determina o regime 
inicial conforme o mérito do condenado, observando-se também a quantidade de pena imposta e 
a reincidência. 
a) Fechado (art. 33, §1º, "a" - CP): consiste no cumprimento da pena em estabelecimento de 
segurança máxima ou média; 
b) Semiaberto (art. 33, §1º, "b" - CP): consiste no cumprimento da pena em colônia agrícola, 
industrial ou estabelecimento similar; 
c) Aberto (art. 33, §1º, "c" - CP): consiste no cumprimento da pena em casa de albergado ou 
estabelecimento adequado. 
? Regime especial (art. 37 do CP): consiste no cumprimento da pena por mulheres em 
estabelecimento próprio e adequado às suas necessidades, conforme distinção de 
estabelecimento, neste caso quanto ao sexo, exigido na Constituição Federal em seu art. 5º, 
XLVIII. 
1.1.3.Progressão: é uma regra prevista no artigo 33, §2º, do CP, em que as penas privativas de 
liberdade devem ser executadas progressivamente, ou seja, o condenado passará de um regime 
mais severo para um mais brando de forma gradativa, conforme o preenchimento dos requisitos 
legais, que são: cumprimento de 1/6 da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento 
carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento (art. 112, caput - Lei de Execuções 
Penais). 
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Cumpre ressaltar que a progressão será sempre de um regime mais severo para o menos severo 
subsequente, sendo vedado, portanto, em nosso ordenamento jurídico pátrio, a progressão per 
saltum. 
- Requisitos da progressão 
? Regime fechado para o Regime semiaberto: 
a) cumprir, no mínimo, 1/6 da pena imposta ou do total de penas; 
b) demonstrar bom comportamento. 
? Regime semiaberto para o Regime aberto: 
a) cumprir 1/6 do restante da pena (se iniciado em regime fechado) / cumprir 1/6 do total da 
pena (se iniciado em regime semiaberto); 
b) aceitar o programa da prisão-albergue e condições impostas pelo juiz; 
c) estiver trabalhando ou comprovar possibilidade de fazê-lo imediatamente; 
d) apresentar indícios de que irá ajustar-se ao novo regime, por meio dos seus antecedentes ou 
exames a que tenha sido submetido. 
Observação: conforme os § §1º e 2º do art. 2º da nova lei de crimes hediondos (Lei nº 
11.464/07), no caso de condenação por crime hediondo ou equiparado, o cumprimento da pena 
iniciará será sempre em regime fechado e a progressão para regime menos rigoroso está 
condicionada ao cumprimento de 2/5 da pena se o condenado for réu primário ou 3/5, se for 
reincidente. Exemplos: um réu primário, condenado a cumprir pena de 14 anos, terá a 
possibilidade da progressão da pena após cumprir 5 anos e 6 meses (14=1/5 > 14/5 > 2,8 
> 2,8 * 2 > 5,6 > 2/5 = 5,6); um réu reincidente, condenado a cumprir pena de 14 anos, 
terá a possibilidade da progressão da pena após cumprir 8 anos e 4 meses (14=1/5 > 14/5 
> 2,8 > 2,8 * 3> 8,4 > 3/5 = 8,4). 
1.1.4.Regressão: oposto da progressão, é uma regra prevista no art. 118 da LEP, que transfere o 
condenado de um regime para outro mais rigoroso. 
Em contrapartida do que ocorre com a progressão, é a admitida a regressão per saltum, ou seja, 
o condenado pode ser transferido do regime aberto para o fechado, independente de passar 
anteriormente pelo regime semiaberto. 
Hipóteses 
a) praticar fato definido como crime doloso; 
b) praticar falta grave; 
c) sofrer nova condenação, cuja soma com a pena em execução impossibilita o cabimento do 
regime atual. 
Regressão de regime condenado pode passar para qualquer um dos regimes mais rigorosos, a 
chamada regressão de regime, caso pratique uma das seguintes hipóteses: 
- fato definido como crime doloso (para que seja decretada a regressão não é necessária a 
condenação transitada em julgado, basta a prática do delito) 
- falta grave, como fuga, participação em rebelião, posse de instrumento capaz de lesionar 
pessoas, descumprimento das obrigações, entre outras 
- nova condenação, cuja soma com a pena anterior torna incabível o regime atual 
- no regime aberto, quando o sentenciado frustrar os fins da execução (parar de trabalhar, não 
comparecer à prisão-albergue, entre outros) ou se, podendo, não pagar a pena de multa 
cumulativamente imposta. 
1.1.5.Direitos do preso (art. 38 - CP): todos os direitos não atingidos pela perda da liberdade do 
preso serão conservados. 
1.1.6.Trabalho do preso (art. 39 - CP): será sempre remunerado, conservando-se os benefícios da 
Previdência Social. 
1.1.7.Remição (art. 126 e ss. - LEP): instituto que estabelece ao condenado a possibilidade de 
redução da pena pelo trabalho ou estudo, descontando-se 1 dia de pena a cada 3 dias 
trabalhados e, em caso de estudo, a cada 12 horas de frequência escolar, divididas, no mínimo 
em 3 dias. O juiz poderá revogar até 1/3 do tempo remido, em caso em falta grave. 
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1.1.8.Detração (art. 42 - CP): resume-se em abater da pena privativa de liberdade e na medida de 
segurança (art. 96 - CP) o tempo de permanência em cárcere durante o processo, em razão de 
prisão preventiva, em flagrante, administrativa ou qualquer outra forma de prisão provisória. 
Desta forma, se alguém foi condenado a 6 anos e 8 meses e permaneceu preso por 5 meses no 
decorrer do processo, terá que cumprir uma pena de 6 anos e 3 meses. A detração pode ser 
aplicada em qualquer regime. Também é possível sua aplicação quando a pena for substituída por 
penas restritivas de direito, já que o tempo de cumprimento desta pena permanece o mesmo 
ainda que seja para substituir a pena privativa de liberdade. 
1.2.Penas restritivas de direitos (arts. 43 e seguintes - CP): têm caráter substitutivo, sendo 
aplicadas posteriormente às penas privativas de liberdade, desde que presentes os requisitos 
legais para tanto. 
Classificação: 
a) prestação pecuniária (art. 45, §1º - CP): conforme sua previsão legal consisteno pagamento 
em dinheiro de valor fixado pelo juiz à vítima, a seus dependentes ou a entidade pública ou 
privada com destinação social. O juiz também pode, mediante aceitação do beneficiário, substituir 
a prestação em dinheiro por prestação de natureza diversa como, por exemplo, entrega de cestas 
básicas; 
b) perda de bens e valores (art. 45, §3º - CP): consiste no confisco de bens e valores (títulos, 
ações) pertencentes ao condenado, revertido ao Fundo Penitenciário Nacional, na quantia 
referente ao montante do prejuízo causado ou do provento (vantagem financeira) obtido pelo 
agente ou por terceiro em consequência do crime praticado, prevalecendo a de maior valor; 
c) prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas (art. 46 - CP): consiste na 
atribuição de tarefas gratuitas ao condenado junto a entidades sociais, hospitais, orfanatos, 
escolas e outros estabelecimentos congêneres, em programas comunitários ou estatais (conforme 
o §2º deste artigo). Para haver a concessão da substituição da pena é necessário que o réu tenha 
sido condenado a cumprir pena privativa de liberdade superior a 6 meses e, ainda, que as tarefas 
não prejudiquem sua jornada normal de trabalho. As tarefas deverão ser estabelecidas de acordo 
com a aptidão do condenado e cumpridas em razão de 1 hora por dia; 
d) interdição temporária de direitos (art. 47 - CP): as penas de interdição temporária de direitos 
consistem em: 
I - proibição do exercício de cargo, função ou atividade pública, bem como de mandato eletivo 
(art. 47, I - CP): aplica-se aos crimes praticados no exercício de cargo, função, atividade pública 
ou mandato eletivo sempre que infringirem seus respectivos deveres. 
II - proibição do exercício de profissão, atividade ou ofício que dependam de habilitação especial, 
de licença ou autorização do poder público (art. 47, II - CP): aplica-se aos crimes praticados no 
exercício de profissão, atividade e ofício sempre que infringirem seus respectivos deveres. 
III - suspensão de autorização ou de habilitação para dirigir veículo (art. 47, III - CP): aplica-se 
aos crimes culposos praticados no trânsito. 
IV - proibição de frequentar determinados lugares (art. 47, IV - CP): aplica-se aos lugares onde há 
relação entre o crime praticado e a pessoa do agente, com o objetivo de prevenir que este volte a 
frequentar respectivo estabelecimento e cometa novo crime. 
e) limitação de fim de semana (art. 48 - CP): consiste na obrigação do condenado de permanecer, 
aos sábados e domingos, por 5 horas diárias, em casa de albergado ou outro estabelecimento 
adequado e, 
durante a sua permanência, poderão ser ministrados cursos e palestras ou atribuídas atividades 
alternativas (art. 48, § único - CP). 
1.2.1.Substituição (art. 44, §2º - CP): consiste nas regras necessárias para a substituição de pena 
privativa de liberdade por penas restritivas de direitos. Sendo a pena igual ou inferior a 1 ano 
poderá ser substituída por multa ou por uma pena restritiva de direitos. Caso a pena inicialmente 
fixada seja inferior a 6 meses não poderá ser aplicada a pena de prestação de serviços à 
comunidade ou a entidades públicas (art. 46, caput - CP). 
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Se a pena for superior a 1 ano, ela poderá ser substituída por pena restritiva de direitos e multa 
ou duas penas restritivas de direitos. 
1.2.2.Conversão de penas restritivas de direitos em privativas de liberdade (art. 44, §4º - CP): 
consiste na perda do benefício que foi concedido ao condenado quando houver o descumprimento 
injustificado das condições impostas pelo juiz da condenação. Desta forma, a pena restritiva de 
direitos retornará à sua pena original, a pena privativa de liberdade. Deve-se lembrar que, "no 
cálculo da pena privativa de liberdade a executar será deduzido o tempo cumprido da pena 
restritiva de direitos, respeitado o saldo mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão" (art, 44, 
§4º, do CP). 
1.3.Penas de multa (ou pecuniárias) (arts. 49 e seguintes - CP): conforme o caput, 1ª parte, do 
artigo 49 do CP, a pena de multa "consiste no pagamento ao fundo penitenciário da quantia 
fixada na sentença e calculada em dias-multa". 
1.3.1.Cálculo do valor da multa: o valor do dia-multa não pode ser inferior a 1/30 (um trigésimo) 
do maior salário mínimo mensal vigente na época do fato, nem superior a 05 (cinco) vezes este 
valor. Eis um exemplo prático do cálculo: 
Valor do maior salário mínimo mensal vigente = R$ 330,00 
? Valor mínimo de dia-multa = 1/30 => 330/30 => R$ 11,00 
? Valor máximo de dia-multa = 5x330 => R$ 1.650,00 
Desta forma, o valor de dia-multa a ser fixado pelo juiz deverá ser no mínimo 12 (doze) reais e no 
máximo 1.800 (mil e oitocentos) reais. Se o mínimo de dias-multa corresponde a 10 (dez) dias e o 
máximo 360 (trezentos e sessenta), obtém-se o valor total da multa fazendo o seguinte cálculo: 
? X (dias-multa) multiplicado por Y (valor do dia-multa fixado pelo juiz) = Total da pena de dias-
multa. 
1.3.2.Pagamento da multa (art. 50 - CP): após 10 (dez) dias da sentença condenatória transitar 
em julgado, o réu deverá iniciar o pagamento da multa. A cobrança da multa poderá ser efetuada 
por meio de desconto no vencimento ou salário do condenado em três hipóteses: 1ª) quando a 
pena for aplicada isoladamente; 2ª) quando a pena for aplicada cumulativamente com uma pena 
restritiva de direitos; 3ª) quando for concedida a suspensão condicional da pena. Estas hipóteses 
serão possíveis, desde que o desconto não incida sobre os recursos indispensáveis ao sustento do 
condenado e de sua família, conforme o §2º do art. 50 do CP. 
1.3.3.Fixação da pena de multa: para estabelecer o número de dias-multa, que será no mínimo de 
10 dias e no máximo de 360 dias (art. 49, caput, 2ª parte - CP), o juiz deverá observar a 
culpabilidade do agente, conforme o critério previsto nos arts. 59, caput e 68, caput, ambos do 
CP. Para a fixação do valor do dia-multa o juiz deverá analisar a situação econômica do 
condenado (art. 60 - CP). 
Referência bibliográfica 
GONÇALVES, Victor Eduardo Rios. Direito Penal: Parte Geral - 12ª edição - Editora Saraiva - 2006; 
NUCCI, Gulherme de Souza. Manual de Direito Penal: Parte Geral/Parte Especial - 2ª edição 
revista, atualizada e ampliada – Editora RT – 2006; 
MIRABETE, Julio Fabbrini. Manual de Direito Penal: Parte Geral - 21ª edição - Editora Atlas - 2004. 
 
O princípio da individualização da pena está positivado no artigo 5°, XLVI da CF. 
Em linhas gerais, essa norma determina que as sanções impostas aos infratores devem ser 
personalizadas e particularizadas de acordo com a natureza e as circunstâncias dos delitos e à luz 
das características pessoais do infrator. Assim, as penas devem ser justas e proporcionais, vedado 
qualquer tipo de padronização 
 
 
 
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A dosimetria (cálculo) da pena é o momento em que o Estado – detentor do direito de punir (jus 
puniendi) – através do Poder Judiciário, comina ao indivíduo que delinque a sanção que reflete a 
reprovação estatal do crime cometido. 
O Código Penal Brasileiro, em sua parte especial, estabelece a chamada pena em abstrato, que 
nada mais é do que um limite mínimo e um limite máximo para a pena de um crime (Exemplo: 
Artigo 121. Matar Alguém: Pena: Reclusão de seis a vinte anos). 
A dosimetria da pena se dá somente mediante sentença condenatória. 
A dosimetria atende ao sistema trifásico estabelecido no artigo 68 do Código Penal, ou seja, 
atendendo a três fases: 
1 - Fixação da Pena Base; 
2 - Análise das circunstâncias atenuantes e agravantes; 
3 - Análise das causas de diminuição e de aumento; 
A primeira fase consiste na fixação da pena base; isso se dá pela análise e valoração subjetiva de 
oito circunstâncias judiciais. São elas: 
- Culpabilidade (valoração da culpa ou dolo do agente); 
- Antecedentes criminais (Análise da vida regressa do indivíduo- se ele já possui uma condenação 
com trânsito em julgado – Esta análise é feita através da Certidão de antecedentes criminais, 
emitida pelo juiz; ou pela Folha de antecedentes criminais, emitida pela Polícia civil); 
- Conduta social (Relacionamento do indivíduo com a família, trabalho e sociedade. Pode –se 
presumir pela FAC ou pela CAC); 
- Personalidade do agente (Se o indivíduo possui personalidade voltada para o crime); 
- Motivos (Motivo mediato); 
- Circunstâncias do crime (modo pelo qual o crime se deu); 
- Consequências (além do fato contido na lei); 
- Comportamento da vítima (Esta nem sempre é valorada, pois na maioria das vezes a vítima não 
contribui para o crime). 
Nesta análise, quanto maior o número de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao réu, mais a 
pena se afasta do mínimo. O juiz irá estabelecer uma pena base, para que nela se possa atenuar, 
agravar, aumentar ou diminuir (Próximas etapas da dosimetria). 
Na segunda fase da dosimetria se analisa as circunstâncias atenuantes e agravantes. 
Atenuantes são circunstâncias que sempre atenuam a pena, o artigo 65 do CP elenca as 
circunstâncias atenuantes (Ex: Artigo 65, I: Ser o agente menor de vinte e um, na data do fato, 
ou maior de setenta, na data da sentença.). 
Agravantes são circunstâncias que agravam a pena, quando não constituem ou qualifiquem o 
crime. As circunstâncias agravantes são de aplicação obrigatória, e estão previstas nos artigos 61 
e 62 do Código Penal. São de aplicação restritiva, não admitindo aplicação por analogia. O 
legislador não prevê o percentual a ser descontado ou aumentado na pena em função dos 
agravantes e dos atenuantes. 
A terceira fase da dosimetria consiste nas causas especiais de diminuição ou aumento de pena, 
aplicadas sobre o resultado a que se chegou na segunda fase, estas ora vêm elencadas na parte 
especial, ora na parte geral. 
 
http://www.infoescola.com/direito/dosimetria-da-pena/ 
 
 
 
 
 
 
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multa, sem prejuízo da busca e apreensão do material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis. Inscrição no INPI: 905146603 para Classe 41 (educação) e 905146573 para Classe 
16 (livros didáticos e congêneres) - Biblioteca Nacional: n° 2012/RJ/19521 - 641.675, livro 1.233 folha 417- Website protegido por leis de direitos autorais. 
Assessoria Jurídica: Tiago Koutchin - OAB/MS 14.707 - contato: tiagok.rosavitoriano@hotmail.com 
4 
PROGRESSÃO DA PENA 
É um direito garantido a condenados, e deve ser concedido por um juiz, que analisará o mérito do 
condenado para concedê-la ou não. O mérito do condenado, será avaliado conforme o parecer da 
Comissão Técnica de Classificação, exame criminológico, comprovação de comportamento 
satisfatório, bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído e verificação de condições 
pessoais, compatíveis com o novo regime (semiaberto ou aberto). O condenado inicia o 
cumprimento da pena em regime fechado, progride para o semiaberto e depois para o aberto e a 
finalidade disto é a busca da reintegração do condenado gradativamente à sociedade. A lei 
brasileira diz que réus condenados por crimes hediondos não têm direito ao benefício da 
progressão de pena (de regime fechado para regime semiaberto e aberto). 
1 - (Prova: CESPE - 2013 - PC-BA - Delegado de Polícia / Direito Penal / Crimes Hediondos; 
Progressão da Pena) 
No que se refere às contravenções penais, aos crimes em espécie e às leis penais extravagantes, 
julgue os itens a seguir com base na jurisprudência dos tribunais superiores. 
O indivíduo penalmente imputável condenado à pena privativa de liberdade de vinte e três anos 
de reclusão pela prática do crime de extorsão seguido de morte poderá ser beneficiado, no 
decorrer da execução da pena, pela progressão de regime após o cumprimento de dois quintos da 
pena, se for réu primário, ou de três quintos, se reincidente. 
( ) Certo ( ) Errado 
2 - (Prova: FCC - 2005 - OAB-SP - Exame de Ordem - 2 - Primeira Fase / Direito Penal / 
Progressão da Pena) 
A regra geral é a de que o sentenciado pode progredir de regime de pena quando o seu mérito o 
recomende e tenha cumprido no regime anterior pelo menos 
a) um terço da pena. 
b) um sexto da pena. 
c) metade da pena. 
d) dois terços da pena. 
3 - (Prova: CESPE - 2008 - PC-TO - Delegado de Polícia / Direito Penal / Das Penas; Progressão da 
Penal) 
Um cidadão condenado a pena dereclusão de 15 anos pela prática de um homicídio deve, 
obrigatoriamente, iniciar o cumprimento da pena em regime fechado, podendo, no entanto, 
trabalhar fora do estabelecimento prisional, em serviços de natureza privada, durante o período 
diurno, desde que mediante prévia autorização judicial. 
( ) Certo ( ) Errado 
4 - (Prova: CESPE - 2011 - TJ-ES - Analista Judiciário - Direito - Área Judiciária - específicos / 
Direito Penal / Crimes Hediondos; Progressão da Pena) 
Acerca do direito penal, julgue os itens seguintes. 
Considere a seguinte situação hipotética. 
Maura praticou crime de extorsão, mediante sequestro, em 27/3/2008, e, denunciada, 
regularmente processada e condenada, iniciou o cumprimento de sua pena em regime fechado. 
Nessa situação hipotética, após o cumprimento de um sexto da pena em regime fechado, Maura 
terá direito à progressão de regime, de fechado para semiaberto. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
 
A reprodução deste material é condicionada a autorização, sendo terminantemente proibido o seu uso para fins comerciais. 
A violação do direito autoral é crime, punido com prisão e multa (artigo 184/CP), sem prejuízo da busca e apreensão do material e indenizações patrimoniais e 
morais cabíveis (artigos 101 a 110 da Lei 9610/98 - Lei dos Direitos Autorais) Inscrição no INPI: 905146603 para Classe 41 (educação) e 905146573 para Classe 
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Assessoria Jurídica: Tiago Koutchin - OAB/MS 14.707 - contato: (67) 9959-0304 
 
 
 
ELEMENTARES E CIRCUNSTÂNCIAS 
elementares: são componentes fundamentais da figura típica sem os quais o crime não existe. 
circunstâncias: são todos os dados acessórios da figura típica, cuja ausência não a elimina, ou 
seja, inexistente uma circunstância, o crime continua existindo. Influenciam na aplicação da 
pena. 
 
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CRIME/DELITO X CONTRAVENÇÃO 
Principais aspectos e diferenças entre crime e contravenção e dicas para auxiliá-los nos estudos. 
Basicamente nosso ordenamento jurídico trabalha com dois tipos de infrações penais, quais 
sejam: crime e contravenção, motivo pelo qual pode-se afirmar que o Brasil é dualista ou que 
adota o sistema binário. 
A primeira dica importante para a prova então está ligada as nomenclaturas usadas pelos 
doutrinadores como abaixo: 
Crime = delito 
Contravenção = crime anão, crime vagabundo e delito liliputiano 
Embora espécies do mesmo gênero, infração penal, os crimes e as contravenções tem diversas 
diferenças que podem ser objeto de questionamento. 
Quanto a pena privativa de liberdade, para os crimes se admite reclusão e detenção, já para as 
contravenções admite-se apenas a prisão simples (artigo 5º e 6º da Lei de contravenções). 
Em relação ao tipo de ação penal admitida, as contravenções são todas processadas através de 
ação penal pública incondicionada, enquanto os crimes admitem todos os tipos de ação, sejam 
elas públicas ou privadas. 
Uma das grandes dicas para a prova é observar que em ambos os casos se admite a tentativa, 
mas em relação as contravenções penais ela não é punida, conforme artigo 4º da Lei de 
contravenções. Ressalte-se admite-se a tentativa, mas ela não é punível. 
Outro aspecto importante é que as contravenções, regra geral, são julgadas na Justiça Estadual 
enquanto os crimes podem ser julgados também na Justiça Federal. 
Nas contravenções o limite das penas é de cinco anos (artigo 10 da Lei de Contravenções) e para 
os crimes o limite chega até trinta anos (artigo 75 do Código Penal). 
Por fim, outra diferença importante diz respeito ao regime inicial de cumprimento de pena, 
admitindo-se para os crimes os regimes aberto, semiaberto e fechado e para as contravenções 
apenas os dois primeiros. 
Thiago Chinellato 
 
1 - (FCC - 2007 - TJ-PE - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Em tema de crimes e 
contravenções, é correto afirmar que: 
a) às contravenções é cominada, pela lei, a pena de reclusão ou de detenção e multa, esta última 
sempre alternativa ou cumulativa com aquela. 
b) fato típico é o comportamento humano positivo ou negativo que provoca, em regra, um 
resultado, e é previsto como infração penal. 
c) são elementos do crime, apenas a antijuridicidade e a punibilidade. 
d) a existência de causas concorrentes para o resultado de um fato, preexistentes ou 
concomitantes com a do agente, sempre excluem a sua responsabilidade. 
e) para haver crime é necessário que exista relação de causalidade entre a conduta e o seu autor. 
 
2) As infraçõespenais no Direito Brasileiro são: 
a) Crime e Divórcio 
b) Contravenção penal e prisão por inadimplência em pensão alimentícia 
c) Crime e contravenção penal 
d) Contravenção penal e adultério 
e) N.R.A. 
 
3) A principal diferença entre crime e contravenção penal se baseia na: 
a) culpabilidade do agente 
b) pena 
c) forma de praticar a infração penal 
d) publicidade processual do crime e no sigilo da contravenção penal 
e) N.R.A. 
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4) No que se refere à aplicação da lei penal, de acordo 
com o Código Penal, é certo que: 
a) ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes contra a vida ou a 
liberdade do Presidente ou do Vice-Presidente da República. 
b) a lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as 
circunstâncias que a determinaram, não se aplica ao fato praticado durante sua vigência. 
c) a lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, salvo 
se decididos por sentença condenatória transitada em julgado. 
d) N.R.A. 
 
5) Considere as alternativas: 
I – Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as 
embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo 
brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações 
brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no 
espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. 
II – Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito 
internacional, ao crime cometido no território nacional. 
III – A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou 
cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante 
sua vigência. 
IV – A lei brasileira é aplicável aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou 
embarcações estrangeiras de propriedade privada, caso brasileiros sejam os agentes 
ou as vítimas do delito. 
Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): 
a) Somente a alternativa I é verdadeira 
b) Somente a alternativa III é verdadeira. 
c) As alternativas III e IV são verdadeiras 
d) As alternativas I, II e III são verdadeiras 
e) Todas as alternativas são verdadeiras 
 
 
GABARITO 
1 - B - Fato típico é o comportamento humano positivo ou negativo que provoca, em regra, um 
resultado, e é previsto como infração penal. O fato é típico quando se amolda a um dispositivo 
legal que o considera infração penal (gênero do qual são espécies o crime e a contravenção). Em 
regra provoca um resultado, mas este pode não ser exigido embora admissível que ocorra (crimes 
formais) ou de ocorrência inadmissível (crimes de mera conduta, os quais, devido a seu próprio 
conceito, não implicam resultado material). 
2 - C 
3 - B 
4 - D 
5 - D 
 
LIVRAMENTO CONDICIONAL
Forma pela qual um condenado, ao invés de cumprir toda a pena encarcerado, é 
posto em liberdade caso preencha determinadas condições impostas por lei.
IMAGENS: www.clipartof.com
R
E
Q
U
I
S
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T
O
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SUBJETIVOS
PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE
PENA IGUAL OU SUPERIOR A 2 ANOS
REPARAÇÃO DO DANO
 CUMPRIMENTO DA PENA:
 - MAIS DE 1/3 se NÃO reincidente em crime 
DOLOSO E BONS ANTECEDENTES;
 - MAIS DA METADE, se reincidente em crime 
DOLOSO;
 - CRIMES HEDIONDOS - cumprir 2/3 da pena.
VERIFICAÇÃO DE CESSAÇÃO 
DE PERICULOSIDADE 
(quando cometeu crime doloso com 
violência ou grave ameaça contra
 a pessoa - não à coisa)
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É a permissão de saída do cárcere concedida ao réu que já cumpriu 
determinado período da pena privativa de liberdade, ou seja, a 
concessão da liberdade antecipada ao réu, mediante o cumprimento de 
certos requisitos legais.
 Arts. 83 a 90 do CP
 Arts. 131 a 146 - Lei 7.210/84
Art. 83/CP - O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de liberdade
 igual ou superior a 2 (dois) anos, desde que:
I - cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes;
II - cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso;
III - comprovado comportamento satisfatório durante a execução da pena, bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído e 
aptidão para prover à própria subsistência mediante trabalho honesto;
IV - tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pela infração;
V - cumprido mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática da tortura, tráfico ilícito de 
entorpecentes e drogas afins, e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza.
Parágrafo único - Para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, a concessão do livramento 
ficará também subordinada à constatação de condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinquir.
Relacionados ao comportamento 
do condenado (sujeito).
Referentes ao período da pena JÁ cumprida; 
à natureza do delito, à quantidade da pena e 
à exigência de reparação do dano.
BOM COMPORTAMENTO CARCERÁRIO 
POSSIBILIDADE TRABALHAR LICITAMENTE E 
SUPRIR SUA SUBSISTÊNCIA
BOM DESEMPENHO NO TRABALHO
 QUE LHE FOR ATRIBUÍDO
NÃO SER REINCIDENTE EM 
CRIME HEDIONDO
OBJETIVOS
LIVRAMENTO CONDICIONAL
www.entendeudireito.com.br
C
O
N
D
I
Ç
Õ
E
S
OBRIGATÓRIAS
FACULTATIVAS
Não sair da comarca sem avisar o juízo.
Obter ocupação lícita dentro
 de um prazo razoável.
Não mudar de endereço 
sem avisar o juízo.
Recolher-se em residência depois 
de determinado horário.
Proibição de frequentar determinados 
lugares (em qualquer horário)
R
E
V
O
G
A
Ç
Ã
O
FACULTATIVA
Condenação de pena PRIVATIVA de liberdade, 
IRRECORRÍVEL, por crime doloso ou culposo 
cometido DURANTE a vigência do benefício.
Condenação IRRECORRÍVEL a pena que 
NÃO SEJA PRIVATIVA de liberdade, 
por crime ou contravenção.
Descumprimento de qualquer uma
 das condições impostas.Art. 87/CP
Totalizou 3 anos de 
condenação com reincidência, 
sendo assim, ele precisará 
cumprir 1 ano e 6 meses 
(metade da condenação) para 
preencher os requisitos do 
livramento condicional.
Agosto de 2014
Roubou uma TV e 
foi condenado 
por furto simples.
Pena: 1 ano.
Janeiro de 2015
Roubou uma DVD. 
É reincidente.
Pena: 2 anos
Agosto
2014
Janeiro
2015
Comparecer mensalmente em juízo.
Art. 84/CP - As penas que correspondem a infrações 
diversas devem somar-se para efeito do livramento.
se o réu for condenado 
por diversos crimes 
estes devem ser 
somados para que haja 
o cálculo do montante 
a ser cumprido para o 
livramento condicional.
O agente trai a confiança do juízo e, se o juiz opta por revogar a liberdade provisória, o 
condenado deverá CUMPRIR PRESO TODO O TEMPO DO LIVRAMENTO (retroage) e não 
apenas o que estaria faltando para completar o cumprimento da pena; além disso, 
NÃO PODERÁ OBTER NOVO BENEFÍCIO em relação a mesma pena.
Condenação por sentença IRRECORRÍVEL
 em crime doloso ou culposo 
cometido ANTES do benefício.
O sujeito estava preso por determinadocrime e consegue a Liberdade Provisória. 
Após a concessão ele é condenado por 
outro crime, que cometeu antes de receber 
o benefício. A revogação (do benefício/
liberdade provisória) é OBRIGATÓRIA.
OBRIGATÓRIA
Art. 86/CP
 
 
Livramento Condicional sursis
A pena deixa de ser aplicadaO preso é liberto antecipadamente.
LIVRAMENTO CONDICIONAL
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 Arts. 83 a 90 do CP
 Arts. 131 a 146 - Lei 7.210/84
recurso cabível
APELAÇÃO
recurso cabível
AGRAVO em EXECUÇÃO
 Artigo 197/LEP
 Súmula 700/STF Artigo 593/CPP
concedido pelo
JUÍZO DE EXECUÇÃO
concedido na
SENTENÇA
SURSIS
É a suspensão da execução da pena privativa de liberdade imposta sob determinadas condições. Visa 
reeducar criminosos, impedindo que os condenados a penas reduzidas sejam privados de sua liberdade.
Art. 77 a 82/CP
 Art. 696 a 709/CPP
Requisitos 
para a concessão:
 não reincidência em crime doloso e circunstâncias judiciais favoráveis.
impossibilidade de substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos;
sentença condenatória a pena privativa de liberdade não superior a 02 (dois) anos;
33,3333%
50%
Recebe a concessão 
de LIVRAMENTO 
CONDICIONAL
Cumpriu UM TERÇO da pena;
Não é reincidente em crime DOLOSO
Tem bons antecedentes
Recebe a concessão 
de LIVRAMENTO 
CONDICIONAL
Cumpriu METADE da pena;
É reincidente em crime DOLOSO
Recebe a concessão 
de LIVRAMENTO 
CONDICIONAL
Apresenta comportamento satisfatório
Tem bom desempenho no trabalho 
que lhe foi atribuído
Enquanto 
está preso:
Apresenta aptidão para prover a própria 
subsistência mediante trabalho honesto
33,3333%
33,3333%
Recebe a concessão 
de LIVRAMENTO 
CONDICIONAL
Tendo 
praticado 
1 - Crime hediondo
2 - Tortura
3 - Tráfico ilícito 
(de entorpecente, drogas e afins)
4 - Terrorismo
Cumpriu DOIS 
TERÇOS da pena;
NÃO é reincidente 
nesses crimes.
Recebe a concessão 
de LIVRAMENTO 
CONDICIONAL
Tendo 
praticado 
Crime DOLOSO cometido 
com VIOLÊNCIA ou GRAVE 
AMEAÇA à PESSOA
Necessidade de constatar 
condições pessoais que façam 
presumir que o liberado não 
voltará a delinquir
Cumpriu UM TERÇO da pena;
X
Recebe o nome de LIVRAMENTO CONDICIONAL ou LIBERDADE CONDICIONAL a liberdade antecipada, 
concedida mediante certas condições, conferida ao condenado que já cumpriu uma parte da pena imposta.
O instituto da liberdade condicional não deve ser confundido com o sursis, no qual a pena deixa de ser aplicada, 
e o condenado sequer a inicia o cumprimento da pena privativa de liberdade. No livramento condicional, o 
indivíduo só alcança esse benefício no curso da execução, após ter cumprido uma parcela da pena. 
É importante mencionar ainda que o livramento é concedido pelo juízo da execução, cabendo de sua decisão o 
recurso de agravo de execução. 
Já o sursis, em regra é concedido na sentença e o recurso cabível é a apelação.
O livramento condicional será concedido a partir do preenchimento de uma série de requisitos objetivos e 
subjetivos. 
O primeiro grupo corresponde à pena imposta e a reparação do dano. 
O segundo se concentra no lado pessoal do condenado, o aspecto subjetivo.
Requisitos objetivos:
 A pena deve ser privativa de liberdade: reclusão, detenção ou prisão simples.
 A pena concreta deve ser igual ou superior a dois anos de prisão, mesmo no caso de contravenção penal. 
As penas de infrações diversas devem ser somadas, mesmo em processos distintos, para efeito da concessão de 
benefícios.
 É necessário o cumprimento de mais da metade da pena, se o condenado for reincidente em crime doloso, 
e de um terço se não for reincidente em crime doloso e tiver bom antecedente (caso de livramento condicional 
especial).
 Reparação do dano causado pela infração, quando possível (na prática, muito raro)
Requisitos subjetivos:
 Comportamento carcerário satisfatório. Diversos fatores caracterizam tal conduta, como o atestado de 
conduta carcerária, laudo criminológico, etc;
 Bom desempenho em trabalho atribuído. Em caso de deficiência nas instalações do presídio, onde 
nenhum trabalho seja programado aos detentos, este requisito fica prejudicado.
 Aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto.
 Constatação de condições pessoais que façam presumir que o preso não voltará a delinquir . Este requisito 
é atribuído somente aos crimes dolosos, cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa (estupro, roubo, 
homicídio), não sendo previsto aos demais crimes.
O pedido é dirigido ao juízo de execução, podendo ser impetrado pelo sentenciado, parente, cônjuge, diretor do 
estabelecimento penal e conselho penitenciário, sendo dispensável a atuação de advogado.
Expirando o prazo do livramento sem revogação ou prorrogação, considera-se extinta a pena privativa de 
liberdade, tornando-se meramente declaratória a decisão que decreta a extinção da pena. Antes de decretar a 
extinção o juiz deverá ouvir o Ministério Público.
Por Emerson Santiago
www.entendeudireito.com.br
O livramento condicional será concedido quando o sentenciado, condenado a pena privativa de liberdade 
igual ou superior a 2 anos, cumprir: 
1 - mais de 1/3 da pena se não for reincidente em crime doloso (crime comum),
2 - mais da 1/2 da pena se for reincidente em crime doloso (crime comum) e
3 - mais de 2/3 da pena, nos casos de condenação por crime hediondo ou a ele equiparado (tortura, tráfico ilícito 
de entorpecentes e drogas afins, terrorismo), e desde que o sentenciado não seja reincidente específico em crimes 
desta natureza (art. 83, CP). 
REQUISITOS DO LIVRAMENTO CONDICIONAL
Art. 83 - O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou 
superior a 2 (dois) anos, desde que: 
I - cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons 
antecedentes; 
II - cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso; 
III - comprovado comportamento satisfatório durante a execução da pena, bom desempenho no trabalho que lhe 
foi atribuído e aptidão para prover à própria subsistência mediante trabalho honesto; 
IV - tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pela infração; 
V - cumprido mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática da tortura, 
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em 
crimes dessa natureza. 
Parágrafo único - Para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, a 
concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de condições pessoais que façam presumir 
que o liberado não voltará a delinquir. 
Art. 84 - As penas que correspondem a infrações diversas devem somar-se para efeito do livramento 
Art. 85 - A sentença especificará as condições a que fica subordinado o livramento. 
Art. 86 - Revoga-se o livramento, se o liberado vem a ser condenado a pena privativa de liberdade, em sentença 
irrecorrível: 
I - por crime cometido durante a vigência do benefício; 
II - por crime anterior, observado o disposto no art. 84 deste Código. 
Art. 87 - O juiz poderá, também, revogar o livramento, se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações 
constantes da sentença, ou for irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja 
privativa de liberdade. 
Art. 88 - Revogado o livramento, não poderá ser novamente concedido, e, salvo quando a revogação resulta de 
condenação por outro crime anterior àquele benefício, não se desconta na pena o tempo em que esteve solto o 
condenado. 
Art. 89 - O juiz não poderá declarar extinta a pena, enquantonão passar em julgado a sentença em processo a 
que responde o liberado, por crime cometido na vigência do livramento. 
Art. 90 - Se até o seu término o livramento não é revogado, considera-se extinta a pena privativa de liberdade.
http://www.tjdft.jus.br/cidadaos/execucoes-penais/vep/informacoes/livramento-condicional
www.entendeudireito.com.br
ENTENDEU DIREITO OU QUER QUE DESENHE? 
A reprodução deste material é condicionada a autorização, sendo terminantemente proibido o seu uso para fins comerciais. A violação do direito autoral é crime, punido com prisão e 
multa, sem prejuízo da busca e apreensão do material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis. Inscrição no INPI: 905146603 para Classe 41 (educação) e 905146573 para Classe 
16 (livros didáticos e congêneres) - Biblioteca Nacional: n° 2012/RJ/19521 - 641.675, livro 1.233 folha 417- Website protegido por leis de direitos autorais. 
Assessoria Jurídica: Tiago Koutchin - OAB/MS 14.707 - contato: tiagok.rosavitoriano@hotmail.com 
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PRESCRIÇÃO 
 
A prescrição é a perda do direito de punir do Estado em virtude do decurso do tempo. Os prazos 
prescricionais aplicáveis às condutas definidas como crime no Brasil estão previstos no art. 109 do 
Código Penal. 
A prescrição pode se dar tanto antes quanto após o trânsito em julgado da sentença penal. Da 
mesma forma, a prescrição pode atingir tanto a pretensão punitiva quanto a pretensão executória 
do Estado. Classificaremos, portanto, as formas de prescrição, como forma de facilitar a 
compreensão acerca do tema. 
 
A Lei 12.234, de 5 de maio de 2010 promoveu algumas alterações nos artigos 109 e 110 do 
Código Penal com reflexos importantes na contagem do prazo prescricional, especialmente no que 
tange às chamadas prescrições retroativa e virtual. 
As alterações em termos de extensão não foram muito grandes, pois que abarcaram tão somente 
dois artigos do Código Penal e mesmo assim alterando-os não inteiramente, mas apenas em 
alguns pontos específicos. Entretanto, as mudanças operadas terão importantes repercussões na 
sistemática da contagem dos prazos prescricionais, ampliando sobremaneira o tempo disposto ao 
Estado para a apuração das infrações penais 
 
ESPÉCIES DE PRESCRIÇÃO E CONTAGEM DE PRAZOS 
 
A prescrição pode ter como base a pena "in abstrato" ou a pena "in concreto". A pena "in 
abstrato" é aquela prevista no preceito secundário dos tipos penais mediante determinação de 
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A reprodução deste material é condicionada a autorização, sendo terminantemente proibido o seu uso para fins comerciais. A violação do direito autoral é crime, punido com prisão e 
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marcos mínimos e máximos. Já a pena "in concreto" diz respeito àquela efetivamente aplicada a 
um condenado num caso específico. 
Conforme a prescrição tenha por base a pena "in abstrato" ou "in concreto" estar-se-á tratando da 
"prescrição da pretensão punitiva" ou da "prescrição da pretensão executória". Portanto, há duas 
espécies principais de prescrição, a saber: 
 
a)Prescrição da Pretensão Punitiva – aquela contada pelo máximo da pena abstratamente 
cominada, mediante cotejo com a tabela instituída pelo artigo 109, CP. Essa prescrição é contada 
enquanto não há trânsito em julgado de sentença condenatória. Para o seu cálculo basta 
identificar a pena máxima cominada em abstrato no respectivo tipo penal e verificar em que inciso 
do artigo 109, CP ela se encaixa, descobrindo-se assim o lapso prescricional. A prescrição da 
pretensão punitiva diz respeito ao tempo que o Estado tem para a apuração criminal de cada 
delito. 
 
b)Prescrição da Pretensão Executória – contada pela pena efetivamente e concretamente 
aplicada a determinado condenado. Ela é contada a partir do trânsito em julgado da sentença 
condenatória e o lapso prescricional é igualmente obtido mediante o cotejo da pena aplicada com 
a tabela prevista no artigo 109, CP. A prescrição da pretensão executória refere-se ao prazo que o 
Estado tem para dar cumprimento à pena efetivamente aplicada a alguém, após o trânsito em 
julgado da sentença condenatória. 
 
c)Prescrição intercorrente ou superveniente – também relacionada com a pena "in 
concreto" aplicada e o prazo prescricional obtido mediante cotejo com a tabela do artigo 109, CP. 
Desta feita será o prazo entre a sentença e o acórdão final transitado em julgado referente a 
recurso interposto que não poderá exceder o lapso prescricional adstrito à pena "in concreto". 
 
 
PRINCIPAIS ALTERAÇÕES PROMOVIDAS PELA LEI 12.234/10 
 
Como já mencionado as alterações promovidas pela Lei 12.234/10 não foram extensas, mas sim 
profundas. 
Em termos de extensão atingiram apenas os artigos 109 e 110, CP. O artigo 109 foi praticamente 
mantido em todos os seus incisos, com exceção de uma pequena alteração no inciso VI. Também 
houve mudança na redação do "caput", mas apenas adequando-o à nova configuração dos 
parágrafos do artigo 110, CP, sem qualquer mudança de conteúdo. 
Por seu turno, a redação do artigo 110, "caput", CP foi mantida integralmente, operando-se 
apenas a revogação do seu parágrafo 2º. e a aglutinação da matéria anteriormente tratada em 
seus parágrafos 1º. e 2º. tão somente no parágrafo 1º., que ganhou nova redação. Por isso a 
ligeira mudança de redação do "caput" do artigo 109, pois que se referia antes aos parágrafos 1º. 
e 2º. do artigo 110 que agora tiveram seu conteúdo reunido apenas no atual parágrafo 1º., 
conforme acima consignado. 
Portanto, o tratamento da prescrição da pretensão punitiva dado pelo artigo 109, "caput", CP em 
nada se modificou, permanecendo a contagem adstrita à pena máxima cominada "in abstrato" em 
cada tipo penal. Também não se alterou a tabela prescricional estabelecida nos incisos I a V do 
mesmo dispositivo. Mudou somente o inciso VI que prevê o menor lapso prescricional para as 
infrações penais punidas com pena máxima inferior a um ano. Esse lapso prescricional 
mínimo era de 2 anos e agora passou para 3 anos. 
Resta claro que tal alteração não pode retroagir para os casos ocorridos antes do início do vigor 
da Lei 12.234/10, já que configura "novatio legis in pejus". O novo prazo prescricional de 3 anos 
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para infrações apenadas abaixo de um ano de pena máxima só pode ter aplicação para os casos 
ocorridos após o início da vigência da novel legislação. 
 
É preciso observar que ainda restam dois casos de prescrição em 2 anos na legislação brasileira, 
mesmo com o advento da nova lei. São eles: 
 
a)Para as penas de multa previstas isoladamente em casos de contravenções penais ou aplicadas 
isoladamente em caso de crimes, nos termos do artigo 114, I, CP, o qual não foi atingido pela 
inovação legislativa. 
 
b)Para o crime de posse de drogas para consumo próprio ou cultivo de pequena quantidadede 
plantas destinadas à obtenção de drogas ilícitas (artigo 28 "caput" e seu § 1º., da Lei 11.343/06). 
Isso por força do artigo 30 da Lei 11.343/06 que traz normatização especial ao tema, 
estabelecendo prazo prescricional de 2 anos tanto para a prescrição da pretensão punitiva como 
da executória. Tratando-se de norma especial que não foi tocada pela Lei 12.234/10, conclui-se 
que continua incólume seu regimento da matéria por força do Princípio da Especialidade. 
 
 
Leia mais: http://jus.com.br/revista/texto/14891/prescricao-penal-e-alteracoes-da-lei-no-12-234-10#ixzz2USq09ST4 
 
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PRINCÍPIO DA OFICIALIDADE 
A ação penal pode ser exercida apenas por órgão oficial. 
PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE OU CONVENIÊNCIA 
Compete ao titular do direito a faculdade de propor ou não a ação penal, de acordo com sua 
conveniência. 
PRINCÍPIO DA DISPONIBILIDADE 
Encontra-se previsto na ação penal privada e na pública condicionada à representação. Assim, 
faculta ao ofendido o dirieto de prosseguir ou não com referida ação. Insta salientar que tal 
princípio não se faz presente na ação penal pública incondicionada, em razão da 
indisponibilidade da ação penal (art. 42, CPP). 
PRINCÍPIO DA INDIVISIBILIDADE 
O processo contra um ofensor obriga os demais; a renúncia ao direito de queixa em relação a um 
dos ofensores estende-se a todos; o perdão do querelante dado a um dos ofensores aproveita aos 
demais (arts. 48, 49 e 51 do CPP); o querelante não poderá optar, entre os ofensores, quais deles 
processará. 
PRINCÍPIO DA INTRANSCEDÊNCIA 
A ação penal é limitada à pessoa do ofensor (réu ou querelado), não atingindo seus familiares. 
PRINCÍPIO DA TITULARIDADE 
É um princípio atrelado à ação penal pública incondicionada, em que a titularidade do direito de 
punir é do Ministério Público. Ressalte-se a exceção prevista no art. 29 do CPP e no art. 100, § 
3º, do Código Penal, ao admitir a ação penal privada subsidiária da pública, em caso de inércia 
do órgão ministerial. 
PRINCÍPIO DA OBRIGATORIEDADE 
Estando diante de uma figura típica, o promotor de justiça deverá exercer o mister que recebeu 
da Constituição Federal e oferecer a denúncia. Caso não o faça, segundo Fernando Capez, 
incorrerá em crime de prevaricação.

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