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Sistema Digestório
 O sistema gastrointestinal (SGI) é formado por órgãos ocos que se estende da boca até o ânus e são limitados por esfincteres.
 Órgãos glandulares acessórios que lançam seu conteúdo na luz desse trato. 
Silverthorn (2010)
Organização
Berne & Levy (2009)
Organização
Musculatura esquelética
Esfíncter esofágico superior (EES)
Esfíncter anal externo	
Permite o entrada da bile e do suco pancreático no duodeno
Digestão (mecânica e química);
Absorção de nutrientes;
Secreção endócrina;
Secreção exócrina;
Equilíbrio hidroeletrolítico. 
Excreção;
Marieb (2009)
Funções
Motilidade
É efetuada pela musculatura do trato gastrointestinal (TGI) e propicia mistura, trituração e progressão cefalocaudal dos nutrientes, além de excreção dos produtos não digeridos e não absorvidos.
Aires (2012)
Processos 
Secreção
As secreções produzidas pelo TGI e pelos órgãos anexos, hidrolisam enzimaticamente os nutrientes, favorecendo sua a digestão.
Processos
Aires (2012)
Digestão
 Modifica física e quimicamente os alimentos até que possa ocorrer a absorção dos nutrientes, pelas células do epitélio intestinal.
Processos
Aires (2012)
Absorção
Ocorre predominantemente no intestino delgado (duodeno e porção proximal do jejuno);
 Absorve todos os produtos da hidrólise dos nutrientes, as vitaminas e a maior parte da água e eletrólitos, do lúmen do TGI para o líquido extracelular (LEC). 
Processos
Aires (2012)
A estrutura da parede gastrointestinal é similar no estômago quanto no intestino. 
É constituída de quatro camadas.
Mucosa
Parede TGI
Berne & Levy (2009)
É a mais interna
	Epitélio
	Lâmina própria
Tecido conjuntivo
Nodos linfáticos
	Lâmina muscular da mucosa
Fibras musculares lisas
Aires (2012)
Mucosa
Estômago
Intestino
Silverthorn (2010)
Vilosidades
 Tecido conjuntivo frouxo 
 Vasos sanguíneos e linfáticos
Plexo do sistema nervoso entérico (SNE)
Glândula na submucosa
Secretam seu produto no lúmen do TGI
Submucosa
Berne & Levy (2009)
Duas fibras musculares lisa
 Camada interna circular
 Camada externa longitudinal 
Plexo do sistema nervoso entérico (SNE)
Camada muscular externa
Berne & Levy (2009)
Marieb (2009)
Camada muscular externa
 É a camada mais externa do trato GI 
 Tecido conjuntivo
 Reveste a superfície da parede do abdômen 
 Suspende os órgãos na cavidade abdominal
Serosa
Berne & Levy (2009)
Sistema nervoso entérico (SNE)
 Parede do TGI
 Regula todas as funções motoras, secretoras e endócrinas do TGI
Regulado em parte pelo SNA 
 Simpático (SNS) e parassimpático (SNP)
Guyton (2011)
Função secretora
Localizado na camada da submucosa
Função motora
Localizado entre as camadas musculares longitudinal e circular do TGI;
Regulação do TGI
Berne & Levy (2009)
Regulação do TGI
Aires (2012)
Berne & Levy (2009)
Fibras colinérgicas
Estimula motilidade/secreção
 Acetilcolina
VIP – neurotransmissor inibitório
Desde o esôfago até o cólon transverso
Desde o cólon sigmoide até o esfíncter anal interno
* 75% fibras aferentes conduzem as informações sensoriais dos mecanorreceptores e quimiorreceptores 
SNP
Fibras adrenérgicas
Inibe motilidade / secreção
 Noradrenalina
Poucas fibras terminam diretamente na musculatura e glândulas do TGI. 
 vasoconstrição musculatura lisa dos vasos sanguíneos
redução do fluxo sanguíneo para o TGI
Berne & Levy (2009)
SNS
Reflexos longos - uma vez que têm os corpos celulares dos neurônios aferentes localizados no SNC.
Aires, 2012 
Reflexo curto - quando as vias aferentes dos receptores sensoriais, localizados na parede do TGI
Aires, 2012 
Neurotransmissores
Origens
Ações no TGI
Acetilcolina (ACh)
SNA parassimpático, SNE
Contração da musculatura lisa
Relaxamento do esfíncter pilórico
secreções: salivar, gástrica, biliar e enzimática do pâncreas
Aumento de fluxo sanguíneo do TGI
Noradrenalina (NE)
SNA simpático
Relaxamento da musculatura lisa
Contração do esfíncter pilórico
Vasoconstrição e diminuição secundária das secreções
Peptídio vasoativo intestinal (VIP)
SNA parassimpático, SNE
Relaxamento da musculatura
Relaxamento do esfíncter esofágico inferior
Aumento da secreção pancreática
Peptídio liberador de gastrina (PLG)
SNA parassimpático (vago no estômago)
Aumento da liberação de gastrina
Encefalinas (opioides)
SNA parassimpático, SNE
Contração da musculatura lisa do TGI
Óxido nítrico (NO)
SNA parassimpático, SNE
Relaxamento da musculatura
Neuropeptídio Y (NPY)
SNE
Relaxamento da musculatura lisa
Substância P
SNA parassimpático, SNE
Contração da musculatura lisa
Aumento da secreção salivar
Aires (2012)
Motilidade
É efetuada pela musculatura da parede do TGI;
Transportar o alimento da boca até o ânus (propelir ao longo do TGI);
Mistura dos alimentos com as secreções; 
Contato com a mucosa do TGI;
Otimizando os processos de digestão e absorção intestinal ;
Junções Gap
Célula muscular lisa
A maior parte do TGI é composta por músculo liso unitário, com grupos de células eletricamente conectadas por junções comunicantes 
Intestino delgado
Neurônio autônomo
Neurotransmissor
Receptor
Músculo liso unitário
Movimentos de segmentação - mistura 
Silverthorn, 2010
http://medweb.bham.ac.uk/research/toescu/Teaching/OverviewGITY2.html 
Musculatura TGI
Movimentos de peristalse - propulsão
Silverthorn, 2010
http://medweb.bham.ac.uk/research/toescu/Teaching/OverviewGITY2.html 
Musculatura TGI
Os ciclos de contração e relaxamento do músculo liso são associados a ciclos de despolarização e repolarização, denominados ondas lenta.
Células intersticiais de Cajal (marcapasso do TGI)
Silverthorn (2010)
Ondas lentas
Contrações fásicas  contrações e relaxamentos são periódicos e ocorrem em poucos segundos ou minutos;
Contrações tônicas  a musculatura mantém-se contraída por minutos ou horas. 
O acoplamento excitação-contração na musculatura lisa visceral depende do influxo de Ca2+ do meio extracelular.
Marieb (2009)
Tipos de contrações
Mastigação
Diminui o tamanho das partículas dos alimentos e misturar com a saliva
Facilita a deglutição	
A presença do alimento na cavidade oral estimula quimiorreceptores e mecanorreceptores.
Músculos mastigatórios
Estimulam as secreções salivar, gástrica e pancreática
Deglutição
	
A deglutição é um ato parcialmente voluntário e parcialmente reflexo, coordenado pelo SNC e pelo SNE.
Passagem do bolo alimentar ou de líquido da boca para o estômago através do esôfago.
Constazo (2014)
Esôfago
Inicia com a ingestão do alimento
Bolo alimentar é empurrado pela ponta da língua contra o palato duro
 
Ele é propelido pela língua em direção à orofaringe contra o palato mole
Bolo estimula receptores somatossensoriais da orofaringe 
Silverthorn (2010)
Fase oral - voluntária
é totalmente reflexa
O palato mole é elevado
Alimento se deslocar para a faringe
A epiglote se move para cobrir a abertura da laringe
O esfíncter esofágico superior se relaxa
Permitindo que o alimento passe para o esôfago
Silverthorn (2010)
Fase faríngea - involuntária
Após a passagem do bolo alimentar para o esôfago
EES contrai-se e começa a fase esofágica
Inicia-se uma onda peristáltica primária que percorre o esôfago
Relaxando o EEI 
 Permitindo a passagem do bolo para o estômago 
Silverthorn (2010)
Fase esofágica - involuntária
Deglutição
Marieb (2009)
Relaxamento do esfíncter esofágico inferior e fundo do estomago - relaxamento receptivo.
Tal relaxamento permite a acomodação do bolo alimentar no estômago sem elevar a pressão intragástrica. 
Berne & Levy (2009)
Aires (2012)
Controle neural das fases faríngea e esofágica
Refluxo gastroesofágico
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/multimedia/video/gerd_pt
Aplicação clínica
Armazena, mistura e tritura o alimento, propelindo-olentamente para o duodeno, através do esfíncter pilórico.
Aires, 2012 
Motilidade gástrica
Parede muscular muito fina
Armazenar o bolo alimentar
Parede muscular mais grossa
Misturar e digerir o alimentar
Constanzo (2014)
Motilidade gástrica
Barreira entre estômago e duodeno
Regula velocidade esvaziamento gástrico
Marieb (2009)
1-1,5l de alimento acomoda-se no fundo gástrico 
1-2 h  sem sofrer ação de mistura
A propulsão peristáltica inicia-se na região de marca-passo, 
localizada na porção proximal do corpo
Motilidade gástrica
Marieb (2009)
3-5h depois o estomago está quase vazio
Esvaziamento gástrico
Ondas peristálticas se movem em direção do piloro
A peristalse e a mistura mais vigorosas ocorrem perto do piloro
O piloro  libera pequena quantidade de quimo pro duodeno e empurra conteúdo para trás, onde se mistura ainda mais
Inervado tanto pelo SNA como pelo SNE. 
Fibras sensoriais aferentes  receptores sensoriais da parede gástrica  estimuladas pela chegada do alimento. 
Pressorreceptores, químiorreceptores ou osmorreceptores 
SNP  motilidade como as secreções gástricas. 
 SNS contrações e das secreções gástricas
 SNE bastante desenvolvido  atua regulação da motilidade e das secreções gástricas. 
Inervação do estômago
Aires (2012)
Região antro-pilórica e duodeno
Até quando o piloro fica contraído? 
Até que o quimo possa ser processado pelo	delgado – ou seja, até que o pH do quimo seja tamponado, os produtos da hidrólise proteica e lipídica seja hidrolisados e que ele se torne isotônico em relação ao plasma.	
 O quimo permanece no estômago entre 2 e 3 h. 
Ordem de esvaziamento
Carboidratos
Gorduras
Proteínas
Soluções salinas isotônicas o fazem mais rapidamente do que as hipotônicas e hipertônicas. 
Berne & Levy (2009)
Reflexo vômito
Aires (2012)
Os padrões motores  mistura do quimo com as secreções e renovação do seu contato com a mucosa  otimizando a digestão e a absorção dos nutrientes. 
A propulsão se dá por peristalses  no sentido cefalocaudal.
A digestão e a absorção dos alimentos  duodeno e no jejuno proximal. 
O quimo permanece no delgado cerca de 2 a 4 h. 
Motilidade intestino delgado
Silverthorn (2010)
Silverthorn (2010)
SNP  contrações
 SNS contrações
O esfíncter ileocecal delimita o íleo do ceco a porção inicial do cólon 
A frente de peristalses do íleo  o esfíncter ileocecal relaxa
Regulação neural intestino delgado/esfincter ileocecal
Berne & Levy (2009)
Complexo migratório mioelétrico (CMM)
Materiais não esvaziados do estômago durante o período digestivo são propelidos para o delgado, por ondas peristálticas CMM) que efetuam a faxina gástrica. 
Dura cerca de 10 min 
Ocorre a cada 90 minutos
A movimentação do alimento no intestino grosso é muito semelhante a movimentação do intestino delgado.
Também vai haver as ondas peristálticas de forma a movimentar o alimento na direção correta.
Contração do esfíncter íleo cecal. 
Inervação:
SNP  contrações
 SNS contrações
Motilidade intestino grosso
Berne & Levy (2009)
Segmentos ovoides
A musculatura circular é mais concentrada 
São mais frequentes nas regiões do cólon 
Eles não são fixos formam-se e desfazem-se
Conforme ocorrem contrações da musculatura circular
Haustra
Aires (2012)
O movimento de massa ocorre 1 a 3 vezes/dia
É um movimento propulsivo, que pode percorrer toda a extensão do cólon, desde a sua região proximal até a distal, conduzindo o conteúdo colônico para o reto. 
Ele resulta dos reflexos ortotáxico, gastrocólico e gastroileal.
Reflexo em massa
Aumento da motilidade do cólon em resposta à mudança da posição horizontal para a posição vertical
Surgem ao despertar, em resposta ao aumento da atividade contrátil e secretora gástrica, desencadeado pela chegada do alimento ao estômago depois do desjejum
Reflexo gastrocólico
Despopoulos, 2003
Motilidade intestino grosso
Quanto o reto começa a se distender pela presença de fezes;
Desencadeia reflexo da defecação  relaxamento do esfíncter anal interno e contração do externo;
Esfíncter anal externo tem controle voluntário 
Reflexo defecação
Berne & Levy (2009)
Síndrome do cólon irritável alterações da motilidade do cólon sigmoide. 
 motilidade do cólon sigmoide  acarretando diarreia
 motilidade  constipação intestinal
Laxantes  osmóticos  extraindo a água presente nas paredes do intestino 
Laxantes  apáticos  causam irritação na parede do intestino  motilidade
Enema  causam irritação na parede do intestino  motilidade
Aplicação clínica
Referências

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