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CURSO DE ODONTOLOGIA
 
ALUNO:________________________________
TURMA:________
Corpo Docente
Profa. Alessandra Timponi Goes Cruz
Profa. Caroline Wichnieski
Apostila adaptada de “Apostila para Aulas Práticas UFPR” Heck, Aragão e Faria; 
2014.
NORMAS INTERNAS DE FUNCIONAMENTO DO 
LABORATÓRIO
Leia com atenção os seguintes itens, eles normatizam as atividades da Disciplina de 
Endodontia OPERATÓRIA e são muito importantes para o bom andamento da 
Disciplina.
1. Uma vez dentro do laboratório, jaleco branco totalmente abotoado, gorro, máscara, 
luvas e óculos são de uso obrigatório e indispensável. O não cumprimento deste item 
acarretará na dispensa do aluno da aula prática em andamento.
2. O aluno deve ter todo material solicitado pela disciplina à disposição durante as aulas 
práticas. 
3. Nas aulas práticas não é permitida a troca de turma.
4. Nenhuma etapa do tratamento endodôntico poderá ser realizada fora das 
dependências do Laboratório de Endodontia. Isto será considerado equivalente a colar 
em prova escrita e a nota do relatório será zero. 
5. Nenhuma etapa do tratamento endodôntico poderá ser feita sem o uso do isolamento 
absoluto, nem mesmo o corte dos cones de guta percha. Caso haja quebra da cadeia 
asséptica, devido a esta ausência do isolamento absoluto, haverá grande desconto na 
nota do relatório do dente por ser esta uma falha grave.
6. Durante as aulas práticas os alunos serão monitorados pela Comissão de 
Biossegurança da Faculdade. O resultado individual de tal avaliação repercutirá na 
nota dos trabalhos práticos do aluno. 
7. Será colocada no sistema a Ficha Individual de Avaliação de cada aluno. Preencha 
seus dados pessoais. Os campos de acompanhamento do trabalho realizado deverão 
ser preenchidos ao final de cada aula prática, junto com o professor.
ROTEIRO PARA A MONTAGEM DO MANEQUIM
Cada aluno deverá montar no manequim de Endodontia, que será usado somente 
nas aulas práticas de Endodontia, os seguintes dentes:
Dentes para manequim radiopacos prototipados (IM do Brasil):
-1 incisivo central superior
-1 pré-molar superior
-1 molar superior
-1 molar inferior
O dente transparente será feito fora do manequim. O outro incisivo central 
superior será o dente da prova prática.
Dando início à montagem propriamente dita, cole os dentes em posição com uma 
pequena porção de super-bonder (ou similar). Analise cuidadosamente se o dente está no 
alvéolo próprio, se está do lado certo e se não está girado. Certifique-se, também, que ele 
tenha seu colo anatômico exposto, isto facilita sobremaneira seu isolamento durante as 
aulas práticas. Se alguma coisa não estiver certa, descole o dente e cole-o novamente na 
posição correta. A seguir, após conferir tudo, coloque uma porção resina acrílica que 
recubra completamente o dente e preencha também o espaço dos dentes adjacentes. 
IMPORTANTE:
 As gengivas de Endodontia ficarão nas dependências da disciplina durante todo o 
semestre. Serão devolvidos ao término do mesmo.
 Cada aluno deverá identificar o manequim e sua caixa.
 Não será permitido que o manequim seja guardado com isolamento absoluto.
INFORMAÇÕES ÚTEIS
NÚMERO, COR DO CABO e SÉRIE DOS INSTRUMENTOS
1ª SÉRIE 2ª SÉRIE 3ª SÉRIE
BRANCO 15 45 90
AMARELO 20 50 100
VERMELHO 25 55 110
AZUL 30 60 120
VERDE 35 70 130
PRETO 40 80 140
EXTRA-SÉRIE ROSA CINZA ROXO
06 08 10
ALGUNS DADOS DA ANATOMIA DENTAL
DE INTERESSE ENODÔNTICO
 Teixeira, L.D. (1963)
VALORES MÉDIOS DAS INCLINAÇÕES DOS DENTES 
NOS DOIS ARCOS. 
Inclinações na direção MD, vistas por vestibular (A)
Inclinações na direção VL, vistas proximais (B)
CANAL PRINCIPAL E SUAS RAMIFICAÇÕES HABITUAIS
Pucci & Reig (1945)
FORMA, COMPRIMENTOS E NÚMERO DE CANAIS DOS DENTES DA MAXILA
De Deus (1982)
FORMA, COMPRIMENTOS E NÚMERO DE CANAIS DOS DENTES DA MANDÍBULA
De Deus (1982)
GRAMPOS PARA ISOLAMENTO ABSOLUTO
GRAMPOS PARA INCISIVOS (numeração convencional)
GRAMPOS PARA MOLARES (numeração convencional)
GRAMPOS OPCIONAIS PARA MOLARES
GRAMPOS PARA PRÉ-MOLARES (numeração convencional)
ou 1
BASES PARA A DETERMINAÇÃO 
DO DIÂMETRO CIRÚRGICO
 Canais retos: 
o Para canais com DA de 06 a 30 o DC ideal é 40
o Para canais com DA 35 ou maior, o DC deve ser duas limas além do DA
 Canal curvo (lembre-se que não se vê na radiografia as curvas vestibular e lingual):
o Curva suave a moderada
 Para canais com DA 06 a 25 o DC ideal é o 35
 Para canais com DA 30 ou maior, o DC deve ser duas limas além do DA
o Curva acentuada
 Para canais com DA 06 a 20 o DC ideal é o 30
 Para canais com DA 25 ou maior, o DC deve ser duas limas além do DA
GLOSSÁRIO
Comprimento real do dente (CRD) – comprimento que o dente apresenta do ponto de 
eleição até a saída do forame apical
Comprimento aparente do dente (CAD) - comprimento medido na radiografia inicial
Comprimento provisório de trabalho (CPT) - comprimento que a lima será 
introduzida, durante a exploração e para fazer e odontometria. Será igual a CAD - 3mm
Comprimento de trabalho (CT) – medida 1,0 mm menor que o comprimento do canal. 
Será o comprimento que faremos o preparo do canal radicular.
Exploração do canal – primeira introdução de uma lima em toda a extensão do canal, 
geralmente feita com lima fina com a ponta encurvada.
Cateterismo – movimento oscilatório com pressão apical para introduzir a lima durante 
a exploração do canal.
Recapitulação – com a finalidade de manter o canal desobstruído e ajudar a irrigação, 
introduz-se uma lima fina até o forame ou um pouco além, agitando-a de maneira a 
suspender detritos. É fundamental que o canal esteja cheio de líquido irrigador.
Diâmetro anatômico (DA) - É o diâmetro que o dente terá no comprimento de trabalho 
antes de iniciar o preparo do canal radicular.
Diâmetro cirúrgico (DC) - É o diâmetro que será produzido pela instrumentação no 
comprimento de trabalho. Corresponde ao último instrumento trabalhado no CT. Este 
instrumento será denominado de instrumento memória.
TRATAMENTO ENDODÔNTICO DO
INCISIVO SUPERIOR
Tipo de tratamento: Biopulpectomia.
Comprimento de trabalho: 1 mm do ápice radiográfico.
1 – RADIOGRAFIA INICIAL
Direcione o raio central de maneira a posicionar a imagem do dente a ser tratado 
no centro da película radiográfica. A revelação será feita por 1 a 3 minutos, dependendo 
da temperatura ambiente no momento. 
Retirada do líquido revelador, a radiografia deve sofrer lavagem intermediária e 
imersão no fixador, onde ficará inicialmente por 2 minutos. Em seguida, deve-se lavá-la 
por vários segundos. Isto feito, já será possível estudar a imagem apresentada pela 
radiografia. A película radiográfica depois de analisada deve voltar ao fixador, para nele 
ficar perto de 8 minutos, totalizando 10 minutos de fixação, após o que será lavada, de 
preferência em água corrente, por 30 minutos, e deixada secar naturalmente, completando 
seu processamento. Cuide bem das radiografias já que elas são a visualização do seu 
trabalho que será descrito em um relatório e valem nota. 
2 – ISOLAMENTO ABSOLUTO
 Monte a borracha no arco, de forma que ela fique por trás do arco. Posicione o 
conjunto sobre a face do “paciente” de tal maneira que a parte superior do isolamento 
cubra o “nariz” e a parte inferior fique apoiada no “mento”. Com uma caneta marque o 
ponto ideal para a perfuração. Confeccione uma perfuração de tamanho grande. Teste o 
grampo de pré-molar (ou de incisivo, se o de pré-molar não ficar estável). Certifique-se 
que o grampo está posicionado corretamente. Monte este grampo no furo da borracha. 
Leve o conjunto em posição de maneira a adaptar o grampo na altura do colo anatômico 
do dente, na posição testada. A seguir, retire a borracha que está sobre as asas do grampo 
com uma espátula de inserção e verifique a adaptação da borracha ao dente.Fig. 1 – incisivo lateral superior com 
isolamento absoluto posicionado.
3– ABERTURA CORONÁRIA
Comece a abertura a partir do “ponto de eleição” – centro da face palatina, 
aproximadamente 2 mm abaixo do cíngulo. Peça a um professor para demarcar este 
ponto. A partir deste ponto faça um desgaste com broca 1011 ou 1012 em direção ao 
centro do dente na altura de colo anatômico, paralelamente ao longo eixo do dente 
(direção de trepanação); quando esta broca chegar ao interior da câmara pulpar você 
possivelmente sentirá a sensação de “cair no vazio”. Deve-se avaliar a ocorrência da 
trepanação com uma lima flexível 30, de 21 mm. Se não ocorreu a trepanação confira a 
direção e continue com a broca esférica, com cuidado, pois é neste momento que uma 
perfuração pode ocorrer. Confirmada a trepanação esta deve ser ampliada, se necessário, 
até que a broca 3082 possa entrar neste orifício. Assim, é iniciada a fase de forma de 
contorno; triangular com base voltada para incisal, neste dente. A broca 3082 deve ser 
utilizada de maneira a não desgastar em demasia as paredes laterais da abertura coronária. 
Isto se obtém trabalhando com os 4 mm finais da broca, de dentro para fora. Para a 
remoção do teto da câmara pulpar da porção incisal, incline a broca de maneira a que esta 
fique perpendicular ao dente e não desgaste uma faixa de 2 a 3 mm da porção incisal. 
Esta faixa, entre o limite incisal da abertura e a borda incisal do dente, deve permanecer 
intocada. O uso cuidadoso da broca é fundamental para que se preserve estrutura durante 
a execução da forma de contorno. 
Fig. 2 – Direção da broca 1012 durante a fase de trepanação; 
Fig. 3 – confirmação da trepanação com a lima 30; e, 
Fig. 4 – Broca 3082 dando acabamento na remoção do teto da câmara pulpar (note a 
inclinação) – o círculo indica a porção da broca usada nos desgastes para vestibular; 
Trabalhe lentamente. IMPORTANTE: peça passo-a-passo a análise de um dos 
professores. 
Durante o desgaste é necessário que se acompanhe a remoção do teto da câmara 
pulpar com a parte angulada da sonda exploradora e que se observe seguidamente a 
correção no desgaste da dentina.
Para melhorar o acesso dos instrumentos a toda extensão do canal é necessário 
que se execute a forma de conveniência, neste dente realizada com uma broca CA 877, 
alisando a parede dentinária palatina da abertura coronária o mais profundo possível para 
apical; deixando-a contínua com a parede palatina do canal.
Como resultado desta etapa as paredes proximais e a palatina deverão ser paralelas 
ao longo eixo do dente. Além disto, a parede incisal deverá ser convergente para palatino. 
Fig. 5 - Sonda analisando a remoção do teto com o círculo evidenciando a preservação de 
2 a 3 mm da borda incisal do dente;
Fig. 6 - Broca CA 877 dando acabamento na remoção do ombro palatino, durante a 
realização da forma de conveniência.
Ao final de cada sessão (aula prática) o canal deverá receber 
medicação intracanal e o dente deve ser restaurado provisoriamente. Siga a 
descrição relativa a estes procedimentos nos itens 8 e 9, quando for 
necessário.
4 – ESVAZIAMENTO DA CÂMARA PULPAR e do CANAL RADICULAR
A câmara pulpar deve ser lavada com hipoclorito de sódio (água...), usando 
seringa Lüer-Lok e agulha hipodérmica. Caso haja restos de polpa coronária estes devem 
ser removidos com escariador e irrigação da câmara pulpar. Em um caso real, neste 
momento seria feita a pulpectomia. Como não foi realizada a odontometria ainda, faremos 
isso no CPT.
5 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DO SISTEMA DO CANAL 
RADICULAR – Técnica escalonada com procedimento prévio coroa-ápice.
5.1-Acesso radicular
Introduza a lima flexível 35 e ajuste o cursor na borda oclusal. Retire a lima do 
canal e verifique a medida. Chamaremos essa medida de “x”. IMPORTANTE: Ela não 
deve ultrapassar a metade do comprimento aparente do dente na radiografia!!!!
Gates Glidden 2 trabalha em “x”
Gates Glidden 3 trabalha em “x – 1 mm”
Gates Glidden 4 trabalha em “x – 2 mm” (somente canais amplos)
A Gates não deve ser utilizada em movimento de lateralidade. Não force. Se ela 
não entrar o tanto que você planejou, chame um professor. 
5.2–Odontometria.
Introduza uma lima flexível 15 (inicialmente), de 25mm, com a ponta ligeiramente 
encurvada, introduzida com movimento de exploração (giro curto alternado 
direita/esquerda), até uma profundidade de 2 a 3 mm menor que o comprimento do dente 
na radiografia inicial (CPT). Encontre a que se ajuste ao canal neste comprimento e faça 
a radiografia de odontometria. Converse com um dos Professores para determinar este 
comprimento provisório de trabalho. Frequentemente se faz adaptações em função do 
tamanho do dente/paciente.
Meça com a régua plástica a distância da ponta do instrumento ao ápice 
radiográfico. Analise se a ponta da lima utilizada ficou além do forame apical ou muito 
aquém – a mais de 2 mm do ápice radiográfico. Isto indica a necessidade de fazer nova 
odontometria. Faça os ajustes necessários no CPT para que a lima fique a +/- 1 mm do 
ápice radiográfico e repita a radiografia de odontometria. Ou seja, podem ser necessárias, 
e provavelmente serão, diversas radiografias de odontometria até que uma apresente as 
características adequadas (ponta do instrumento posicionada de 0 a 2 mm do ápice 
radiográfico). Mostre suas radiografias a um dos Professores para que ele te oriente sobre 
a necessidade e o porquê de repetir a radiografia.
Fig. 7 – Forma de contorno da abertura 
coronária do incisivo central superior, observe a 
faixa de esmalte não desgastado, na incisal 
(colchete)
Após a execução de uma radiografia de odontometria adequada (Método de Ingle), 
estabeleça o comprimento de trabalho a 1mm aquém do ápice radiográfico.
Analise com um dos professores o CT ideal para o teu caso.
Fig. 8 – Radiografia inicial do incisivo, cuja imagem deve ser medida com régua plástica.
Fig. 9 – Radiografia com instrumento ajustado ao canal. Instrumento na profundidade 
sugerida a partir da radiografia inicial (comprimento do dente – 3 mm). Devido a 
distorções da radiografia inicial a lima está a mais de 2,0 mm do ápice 
radiográfico.
Fig. 10– Radiografia com o instrumento atingindo a profundidade ideal. Radiografia de 
odontometria adequada. Para se obter o comprimento do dente, meça a distância da ponta 
do instrumento ao ápice e some-a ao comprimento introduzido do instrumento.
5.3 – Ampliação coroa-ápice (ampliação reversa ou crown-down).
Coloque cursores nas limas de 1ª e 2ª séries, de 25 mm, delimitando o 
comprimento de trabalho (CT). Inicie com a lima que se ajustar na entrada do canal, ao 
nível do colo anatômico (lima 70?? 80??), se você não utilizou as GG, ou abaixo de onde 
a GG2 trabalhou. Introduza a lima até ficar justa ao canal e inicie um suave movimento 
de alargamento alternado, girando esta lima um quarto de volta à direita e um quarto à 
esquerda até que ela fique folgada no canal radicular (movimento de alargamento 
alternado, descrito anteriormente e treinado no bloco de resina). Durante esta etapa faça 
pequenos movimentos de retrocesso de até 1 milímetro. Irrigue com 1 ml de solução 
irrigadora e recapitule. Repita esta manobra com as limas de calibre imediatamente 
menor, em direção apical, até o comprimento de trabalho. Por exemplo:
LK#70 > LK#60 > LK#55 > ....... > LK#35
5.4 - Preparo apical (confecção do stop apical, batente apical ou matriz 
dentinária apical)
A primeira lima que chegou ao CT durante a ampliação coroa-ápice indicou o 
diâmetro anatômico do canal – DA.
A partir do DA, para determinar os calibres e profundidades dos instrumentos a 
serem empregados.
É fundamental ter certeza do diâmetro anatômico (DA). Se você tem dúvida, 
experimente limas no comprimento de trabalho, a partir da usada na odontometria, de 
maneira sequencial, começando com as mais finasaté que se encontre a primeira que não 
alcance tal comprimento, isto indica que este calibre é um pouco maior que o canal no 
CT e que a lima de calibre anterior equivale ao DA. 
Exemplo: as limas 30 e 35 entram e a 40 não entra. Isto indica que o DA é 35. 
Na tabela de PQM da ficha do relatório, você encontra as medidas a serem 
empregadas com as diversas limas, para a confecção do stop e para a fase seguinte, item 
5.4, escalonamento do canal radicular.
Para iniciar a confecção do stop, utilize lima flexível de diâmetro equivalente ao 
DA no CT. Gire-a suavemente, ¼ de volta a direita e a esquerda (movimento de 
alargamento alternado – o mesmo treinado no bloco de resina e utilizado durante a 
ampliação coroa-ápice) até que ela fique um pouco folgada no canal – a medida que o 
corte vai ocorrendo a amplitude do giro pode aumentar. No momento em que for possível 
girar a lima com maior liberdade, passe para a lima seguinte. Vá trabalhando até atingir 
o DC definido. Durante esta etapa faça pequenos retrocessos (1 mm) e volte ao 
comprimento de trabalho várias vezes. Irrigue profusamente, intercalando a irrigação com 
agitação com uma lima folgada no canal (recapitulação). 
Para garantir que dominou este procedimento, mostre a um dos professores como 
você está realizando o movimento de alargamento alternado.
IMPORTANTE: seja extremamente cuidadoso no posicionamento dos 
instrumentos para que o cursor toque a borda incisal com suavidade; meça, também, com 
atenção para que o cursor não esteja mal posicionado e não interfira na determinação do 
comprimento de trabalho, podendo resultar em erro e diminuição da chance de sucesso 
do tratamento.
Como regra, utilize sequencialmente pelo menos mais dois instrumentos além do 
DA. Analise com um Professor o seu caso. O uso dos instrumentos com calibres que 
aumentam gradativamente, no mesmo limite, confecciona o batente apical (stop apical ou 
matriz dentinária apical), determinando o diâmetro cirúrgico (DC)
5.5 – Escalonamento do canal radicular
A seguir inicia-se o escalonamento a partir da lima de calibre equivalente ao 
diâmetro cirúrgico, último instrumento usado no comprimento de trabalho, aumentando-
se sequencialmente os calibres dos instrumentos e recuando 1 milímetro a cada número. 
O escalonamento deve ser feito com 3 instrumentos e no mínimo até a lima 55.
Nesta etapa o desgaste da dentina se fará com o movimento de limagem. Este 
movimento é a introdução e remoção da lima com pressão contra a dentina. A limagem 
rotatória (atingindo de maneira circular todo o perímetro do canal) evita a formação de 
sulcos nas paredes dentinárias. Este movimento deve ser repetido até que a lima seguinte 
possa entrar folgadamente no canal, na medida para ela definida.
É importante que durante todo o preparo químico-mecânico o canal esteja 
inundado com solução irrigadora e que a irrigação seja feita a cada troca de instrumento, 
sempre com recapitulação. Não esqueça de introduzir a agulha o mais profundo possível 
e movimentá-la em vai/vêm durante a injeção do líquido irrigador. Irrigar e recapitular 
(0,5 ml >> lima>> 0,5 ml).
5.6 – Irrigação final
Concluído o uso dos instrumentos irriga-se o canal com 5 ml de EDTA e 
recapitula-se com uma lima folgada em toda a extensão do canal.
Como o EDTA demora a agir, aproveita-se este tempo para fazer a prova do cone, 
descrita a seguir.
Depois da prova do cone o canal será irrigado com 5 ml de solução de Milton, 
para neutralizar e remover o EDTA, completando a irrigação final do canal. 
No início de cada sessão, quando há hidróxido de cálcio como medicação 
intracanal, se faz a irrigação profusa do canal intercalada por agitação com lima 15 
folgada indo até o comprimento de trabalho e/ou do canal. Repete-se esta 
irrigação/agitação até que não se perceba mais a saída de pó branco com a irrigação.
6 – PROVA DO CONE PRINCIPAL
Nesta fase deve ser escolhido o cone principal de guta-percha que se ajuste ao 
canal no CT. Normalmente ele é do mesmo calibre do DC. Eventualmente pode ser maior 
ou menor. A prova do cone é dividida em três etapas: 
 Prova visual: visualização do cone de guta-percha, previamente medido, entrando até 
o comprimento adequado (CT) e não passando deste. Só passe para a etapa seguinte 
se esta estiver correta...
 Prova tátil: constatação tátil do ajustamento do cone ao canal, percebida pela sensação 
de travamento do cone. Só passe para a etapa seguinte se esta estiver correta...
 Prova radiográfica: teste do CT e avaliação do preparo químico-mecânico. A ponta do 
cone deve estar de 1 a 2mm do ápice radiográfico.
IMPORTANTE: faça a desinfecção dos cones de guta-percha que serão usados na 
obturação como descrito mais adiante...
MAIS IMPORTANTE AINDA... – se o cone não estiver de 1 a 2mm do ápice 
radiográfico, converse com um professor para planejar a correção desta situação. NÃO 
COMECE A OBTURAÇÃO.
Fig. 11 – Cone principal aquém do comprimento ideal, por falha na odontometria, preparo 
químico-mecânico ou calibre maior que o indicado. Caso aconteça, converse com um 
professor. Fig. 12 – Cone na posição ideal.
EXEMPLO
SEQÜÊNCIA DO PREPARO QUÍMICO- MECÂNICO
(os diâmetros das limas podem variar de acordo com o canal)
Inundação constante, 
irrigação frequente 
1º Passo 
ODONTOMETRIA
ACESSO RADICULAR
Preparo Coroa-Ápice
LK 70
LK 60
LK 55
LK 50
LK 45
LK 40 chegou no CT
Preparo do stop apical 
(no comprimento de trabalho)
LK 40 (DA)
LK 45
LK 50 (DC)
2º Passo
3º Passo
Preparo dos terços 
médio e cervical
LK 55 (CT -1 mm)
LK 60 (CT -2 mm)
LK 70 (CT -3 mm)
4º Passo
Após o uso de 
cada lima irrigar 
e recapitular
Lembre que esta etapa deverá ser realizada com o canal repleto de EDTA, após o 
que este é neutralizado com 5 ml de hipoclorito de sódio, completando a irrigação final e 
a remoção da lama dentinária (smear layer) aderida às paredes do canal.
7 – OBTURAÇÃO – Técnica híbrida de Tagger
Esta etapa é realizada depois de concluído o preparo químico-mecânico do canal. 
Não deve ser iniciada se não houver tempo de aula prática suficiente. Converse com um 
dos professores antes de iniciá-la. 
7.1 – Preparo para a obturação
7.1.1 – Secagem do canal radicular
Realiza-se uma pré-secagem com aspiração (pontas Capillary Tips)e faz-se a 
secagem com cones de papel de calibre compatível com o DC. O cone deve permanecer 
alguns segundos no canal para absorver bem a umidade. Percebe-se a total secagem do 
canal pela consistência da ponta do cone.
7.1.2 – Antissepsia do cone principal e de cones acessórios
Escolhido o cone principal da obturação e secado o canal, coloque o cone e 10 
cones acessórios (R7 ou B7) em PVPI, em uma das repartições da placa de Petri. Antes 
da obturação, lave os cones em álcool 2 vezes e seque-os com gaze estéril.
PVPIÁlcool 1O
Álcool 2º
7.1.3 – Seleção do compactador de McSpadden
Como a obturação será feita pela técnica híbrida (condensação lateral + 
compactação termo-mecânica), teste o compactador de McSpadden número 60. Este 
deve ser introduzido no canal até seu ponto de travamento. Este comprimento deverá ser 
delimitado por um cursor. Se este comprimento demarcado for maior que CT – 4 mm, 
reposicione o cursor para esta medida (CT – 4). Se for menor que CT – 4 mm, anote essa 
medida, porque ela será seu limite de penetração com o compactador.
IMPORTANTE – O LIMITE MÁXIMO DE PENETRAÇÃO DO 
COMPACTADOR É CT – 4 mm.
7.1.4 – Preparo do espaçador
Utilize sempre o espaçador de cabo azul. Delimite com um cursor a profundidade 
máxima de espaçamento – CT-1 mm. 
 7.1.5 – Manipulação do cimento endodôntico.
Por último, antes de iniciar a obturação, deve-se preparar o cimento endodôntico 
na consistência de fio de bala. Isto se faz com 2 gotas do líquido e pó na quantidade 
suficiente para a consistência ideal. A manipulação docimento deve ser vigorosa e 
abranger 70% da superfície da placa. O ponto de fio de bala testa-se tocando e afastando 
a espátula sobre o cimento agrupado, produzindo um fio que se rompe a 2 cm da placa e 
que escoa em poucos segundos.
Fig. 13 – Prova do compactador de McSpadden. O cursor deve delimitar 
a profundidade ideal ou máxima.
 
IMPORTANTE: só inicie a obturação após a secagem do canal, a antissepsia dos 
cones principal e acessórios, a seleção e teste do compactador, a preparação do 
espaçador e análise dos calcadores e a preparação do cimento endodôntico.
7.2 – Condensação lateral da obturação
Para iniciar a obturação propriamente dita, é aplicado cimento aos 10 mm finais 
do cone principal e sua introdução no canal será feita com a pinça de algodão segurando-o 
no CT, em movimentos curtos de vai-e-vem, dois passos para frente um para trás, de 
forma a deixar o ar sair do canal e o cimento entrar. Inicia-se, então, a condensação lateral 
com o espaçador azul, usando-o como uma cunha que condensa lateralmente a guta-
percha que já foi introduzida no canal. Faça a sua introdução lateralmente ao cone 
principal com movimento de cateterismo e pressão em direção apical, sempre do mesmo 
lado. O movimento é repetido até que o espaçador desça o mais profundo possível, 
respeitando o limite máximo estabelecido pelo cursor. Abra espaço até que o espaçador 
esteja folgado no espaço aberto. Neste momento coloque um cone acessório com a ponta 
envolta em cimento no espaço aberto. Para avaliar a presença de cimento em quantidade 
adequada, analise a presença de cimento no espaçador. Caso haja pouco cimento no 
espaçador, lambuze-o com mais cimento e continue a obturação.
IMPORTANTE: movimente o cursor, quando necessário, para saber quanto está 
entrando o espaçador, introduza o cone acessório na mesma profundidade. Isto garante o 
adequado preenchimento do espaço aberto.
Repita a colocação de cones acessórios, sempre do mesmo lado (p. ex. mesial), 
até que o espaçador não entre nos 4mm finas do canal ( CT-4 ou até a profundidade 
planejada para a penetração do Compactador de McSpadden), demonstrando que não há 
espaços além desta profundidade, ou seja, que a obturação está boa e o canal bem 
preenchido até este ponto.
Fig. 14 – Manipulação do cimento endodôntico. 
Observe a consistência de fio de bala e a 
extensa área da placa usada para sua vigorosa 
manipulação. 
Fig. 15 – Cone principal envolto com cimento em posição.
Fig. 16 – Espaçador, com cursor, condensando lateralmente o cone principal.
Fig. 17 – Espaçador, com cursor, condensando lateralmente os cones já introduzidos.
Fig. 18 – Imagem da obturação após a condensação lateral
7.3 – Compactação termo-mecânica.
Introduza a ponta do compactador de McSpadden entre os cones da obturação, 
suavemente, e acione a baixa-rotação girando na maior velocidade possível. Faça pressão 
apical e vá introduzindo o compactador até CT-4 (ou a profundidade planejada). Faça esta 
introdução lentamente para que haja tempo de haver a plastificação dos cones de guta-
percha – principal e acessórios. Se ao chegar a CT-4 não tiver ocorrido a plastificação 
dos cones, transformando toda a obturação numa massa de guta-percha e cimento, espere 
nesta profundidade até que isto ocorra. “Cace” os cones com pequenas movimentações 
laterais do compactador, se necessário. Após permanecer uns 3 segundos com o 
compactador está pronta esta etapa. Remova o compactador lentamente, apoiando-o 
contra uma parede dentinária, fazendo movimentos curtos de vai-vêm. O compactador 
entra e saiu acionado. Não pare o baixa-rotação em nenhum momento desta etapa...
Fig. 19 – Compactador de McSpadden posicionado para que se 
inicie sua rotação e introdução até a profundidade testada. 
anteriormente.
IMPORTANTE: confira que o sentido de rotação do 
compactador na peça de mão de baixa-rotação esteja 
selecionada para direita (sentido horário).
7.4 – Radiografia de comprovação da obturação
Faça uma radiografia do dente e mostre-a a um dos professores.
Fig. 20 – Prova radiográfica da obturação, após o 
uso 
do compactador de McSpadden.
7.5 – Corte da obturação e condensação vertical final.
Comprovada radiograficamente a qualidade da obturação corte-a com uma broca 
de Gates-Glidden 4, dois milímetros abaixo do colo anatômico. 
Para determinar com precisão a altura ideal do corte, posicione um cursor na broca 
de Gates 4 delimitando um comprimento 2 mm maior que a coroa do dente. Para definir 
este comprimento, use uma lima 80 via abertura coronária, como um gabarito, para 
orientar a altura do corte. Cortada a obturação, a guta-percha remanescente na câmara 
pulpar é condensada em direção apical com um calcador folgado no canal, utilizando 
força constante por vários segundos, complementando a condensação da obturação, ao 
menos em seu terço cervical. Limpe perfeitamente a câmara pulpar de qualquer resíduo 
(cimento ou guta-percha) com uma bolinha de algodão embebida em álcool ou eucaliptol 
e com escariador longo desloque os fragmentos sólidos. Repita a limpeza com bolinha de 
algodão, se necessário. Lave e seque.
Fig. 21 (a) – Corte da obturação com a Broca de Gates-Glidden 4, em profundidade 
 previamente estabelecida com lima 80 posicionada por fora do dente e com 
 cursor demarcando uma profundidade 2 mm abaixo do colo anatômico. A 
 profundidade verificada com a lima é demarcada com cursor na broca.
Fig. 21 (b e c) – Condensação vertical da obturação, com calcador de diâmetro pouco 
 menor que o diâmetro do canal.
Fig. 21 d – lima 80 utilizada durante o corte, introduzida via abertura coronária, 
 demonstrando que o corte está na altura idealizada.
8 – MEDICAÇÃO INTRA-CANAL 
Esta etapa é realizada ao final de cada sessão (“aula”).
Para os casos de biopulpectomia (como este que estamos simulando) a medicação 
de eleição é o Otosporin, enquanto não é realizado o preparo químico-mecânico do canal. 
O Otosporin deve ser acondicionado em tubete de anestésico e será colocado no canal 
com a seringa Carpule e agulha Gauge 30. Quando não houver espaço para a introdução 
da agulha no canal, colocaremos uma bolinha de algodão embebida em Otosporin na sua 
embocadura. Após o preparo químico-mecânico do canal a medicação intracanal será uma 
pasta de hidróxido de cálcio com anestésico, consistência cremosa, colocada no canal 
com Lentulo.
80 80
9 – SELAMENTO PROVISÓRIO
Preencha metade da cavidade acima da bolinha de algodão com guta-percha 
plastificada por aquecimento e o restante com cimento de presa rápida ou similar 
(simulado, aqui no pré-clínico, pelo Cimpat ou Citodur, etc...).
10 – ENCERRAMENTO DO CASO
A restauração provisória ou definitiva dos dentes após as sessões é indispensável. 
Somente aqui, no pré-clínico, após a obturação, deixe o dente sem restauração para que 
os professores possam avaliar a abertura coronária, o corte da obturação e a limpeza da 
cavidade.
Retire o isolamento absoluto e faça uma radiografia final.
PARABÉNS VOCÊ CONCLUIU SEU 
PRIMEIRO TRATAMENTO ENDODÔNTICO.
Fig. 22 – Radiografia final do tratamento. Observe a ausência 
de cimento e/ou guta-percha na câmara pulpar.
TRATAMENTO ENDODÔNTICO DO
PRÉ-MOLAR SUPERIOR
Tipo de tratamento: necropulpectomia sem lesão.
Comprimento de trabalho: 1 a aquém do ápice radiográfico.
Genericamente, tudo que foi descrito para o incisivo superior vale para este pré-
molar. Isto porque, realizar o tratamento de um dente com dois canais nada mais é do que 
realizar dois tratamentos de dente com um canal.
É óbvio que há aspectos únicos neste pré-molar, havendo, assim, diferenças entre 
os dois tratamentos, entre outras, descritas a seguir, há o fato de estarmos treinando o 
tratamento de um dente com necrose pulpar, assim alguns cuidados adicionais serãonecessários para garantir melhor limpeza e desinfecção.
1 – RADIOGRAFIA INICIAL.
Deve ser mésio-radial (20º)
2 – ISOLAMENTO ABSOLUTO.
Deve-se procurar o grampo mais adequado, normalmente o grampo de pré-molar.
3 – ABERTURA CORONÁRIA.
É feita a partir do centro do sulco mésio-distal (ponto de eleição) em direção ao 
longo eixo do dente (direção de trepanação, leve inclinação para palatino) com brocas de 
alta rotação 1011 ou 1012. Após a trepanação utiliza-se a broca 3082 para remover o teto, 
deixando-se as paredes vestibular e palatina da abertura convergentes para oclusal. As 
paredes mesial e distal devem ficar paralelas ao longo eixo do dente. A forma de contorno 
é oval, estreita no sentido MD (diâmetro da broca) e delicada, não devendo ser maior que 
a metade da distância entre as cúspides.
Fig. 23 – Direção de trepanação com broca 1012. 
Fig. 24 – Direção a ser dada à broca de baixa-rotação para produzir a convergência das 
paredes vestibular e lingual. Importante, trabalhe com os 3 mm finais da broca.
Fig. 25 – Forma de contorno da abertura coronária. Observe que a maior extensão da 
abertura se dá na direção vestíbulo-lingual.
4 – ESVAZIAMENTO DA CAVIDADE PULPAR
Lave abundantemente a câmara pulpar com solução de hipoclorito de sódio. Esta 
lavagem, além de eliminar detritos produzidos durante a abertura coronária, inicia a 
desinfecção da cavidade pulpar.
Com câmara pulpar inundada com solução de Milton, inicie o esvaziamento dos 
canais com uma lima 10. Para isto encurve a extremidade apical desta lima 10 (+\- os 4 
mm finais). Introduza a lima com delicadeza em ambos os canais, um de cada vez, a 13 
mm, e roce as paredes de maneira oscilatória e rotatória (não é limagem, é uma varredura, 
raspe com suavidade). Com este movimento serão deslocados e desagregados os restos 
necróticos que estão nesta região do canal. Irrigue o canal. Desloque o cursor para 16 mm 
(mais 3 mm) e repita os movimentos descritos. Se a lima for ficando ajustada ao canal ou 
se houver resistência à sua penetração troque-a pela lima 8. Gire suavemente a lima à 
direita e à esquerda durante o seu aprofundamento e agitação. Proceda estes movimentos 
aprofundando a lima gradualmente até ela atingir uma profundidade 3 mm aquém do 
comprimento do dente na radiografia inicial (CPT). Lembre-se, trabalhe sempre com a 
câmara pulpar inundada. Irrigue e aspire frequentemente durante toda a etapa de 
esvaziamento.
5 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DO SISTEMA DO CANAL 
RADICULAR – Técnica escalonada com procedimento prévio coroa-ápice.
5.1 - Odontometria
O procedimento é semelhante ao realizado no incisivo.
Pequenas diferenças ocorrem porque deve ser realizada a odontometria dos dois 
canais simultaneamente.
Use como cúspide de referência a cúspide vestibular, sempre que possível e 
adequado. Analise, porém, a cúspide que o instrumento “escolhe”. Cuide para que durante 
a introdução do 2o instrumento os cursores não se toquem e possam deslocar um ao outro.
Faça a radiografia de odontometria com angulação mésio-radial (20º).
IMPORTANTE – Para não restar dúvida, confira a posição dos cursores e a medida 
delimitada por eles, após a radiografia, no momento da remoção dos instrumentos do 
canal. 
Preencha as tabelas, a seguir.
5.2 - Acesso radicular
Teste a introdução de uma lima flexível 35, meça quanto a lima entra no canal. Se 
entrar pelo menos 3 mm no canal e ficar justa a menos de 19 mm ou do CT, faça o acesso 
radicular como descrito para o incisivo. Nestes canais é indicado o uso das brocas de 
Gates-Glidden números 2 e 3. NÃO UTILIZAR A BROCA NÚMERO 4.
Nos casos em que a lima 35 não penetra 3 mm no canal, prossiga para a etapa 5.2
5.2 – Ampliação coroa-ápice
Procedimento semelhante ao do incisivo, porém, lembrando que os canais não tão 
amplos, podendo ser, em alguns casos, bastante constritos.
Se foram utilizadas as brocas de Gate-Glidden, realizando o acesso radicular, 
inicie esta etapa com a lima 40, na profundidade em que ela se ajuste ao canal. Prossiga 
com limas mais finas (35 > 30 > etc...) todas com cursor demarcando o CT até que uma 
primeira lima chegue a este comprimento. Esta lima indica o diâmetro anatômico do 
canal.
Se não foi realizado o acesso radicular, inicie esta etapa com a lima que se ajusta 
à entrada de cada canal e prossiga com limas mais finas, todas com cursor demarcando o 
CT, até atingir este comprimento. Da mesma maneira a primeira lima que atingir o CT 
indica o diâmetro anatômico do canal.
Fig. 26 – Vista mesial do pré-molar superior.
Fig. 27 – Lima flexível 35 indicando a profundidade máxima para a penetração da broca de Gates-
Glidden num. 2. Observe que a lima está, erroneamente, entrando um pouco encurvada.
Fig. 28 – Broca de Gates-Glidden num. 2 entrando na profundidade adequada, porção reta até o fim 
 do terço médio.
Fig. 29 – Broca CA 877 sendo usada na entrada do canal.
EXEMPLO
ODONTOMETRIA
ACESSO RADICULAR
LK #35 (x)
Gates Glidden 2 (x)
Gates Glidden 3 (x-1)
AMPL. COROA/ÁPICE
LK #35
LK #30
LK #25
LK #20
LK#15 CT = DA
Preparo do stop apical 
(no comprimento de trabalho)
LK#15 (DA)
LK#20
LK#25
LK#30
LK#35 (DC)
2º Passo
3º Passo
Preparo dos terços 
médio e cervical
LK#40 (CT -1 mm)
LK#45 (CT -2 mm)
LK#50 (CT -3 mm)
LK#55 (CT -4 mm)
4º Passo
Entre cada lima 
recapitular
Inundação constante, 
irrigação frequente 
SEQÜÊNCIA DO PREPARO QUÍMICO- MECÂNICO
(os diâmetros das limas podem variar de acordo com o canal)
1º Passo
5.4 - Preparo apical (confecção do batente apical, stop apical, matriz 
dentinária) e escalonamento do canal radicular. 
Procedimento semelhante ao do incisivo.
Trabalhe em um canal de cada vez. Cuide para evitar o entupimento do canal com 
raspas de dentina (ocorrência mais provável por serem canais mais finos) irrigando 
profusamente e recapitulando com uma lima fina (p. ex. lima # 15) a cada troca de 
instrumento.
O número de instrumentos do DA ao DC depende do DA do canal, do volume e 
do grau de curvatura da raiz.
IMPORTANTE: defina com o professor o melhor DC para cada uma das 
raízes do seu dente. REVEJA O RESUMO “BASES PARA A DETERMINAÇÃO 
DO DIÂMETRO CIRÚRGICO” 
Tabela 4 (canal vestibular)
5.5 – Irrigação final
Semelhante ao incisivo
6 – PROVA DO CONE PRINCIPAL
Procedimento semelhante ao do incisivo. Trabalhe nos dois canais ao mesmo 
tempo.
7 – OBTURAÇÃO – Técnica da condensação lateral
Esta etapa é realizada depois de concluído o preparo químico-mecânico do canal. 
Não deve ser iniciada se não houver tempo de aula prática suficiente. Peça autorização a 
uns dos professores antes de iniciá-la.
IMPORTANTÍSSIMO: A obturação dos dois canais deve ser feita 
simultaneamente.
Neste dente, para treinamento de outra maneira de proceder, a obturação será feita 
somente por condensação lateral. Faça a condensação lateral, progressivamente, até que 
o espaçador não entre abaixo de colo anatômico, indicando que o canal não tem mais 
espaços. 
Cuide para que o espaçador esteja coberto de cimento antes e após a colocação 
dos cones acessórios. Isto é importante porque indica que há cimento na porção em que 
o espaçador entrou, prevenindo falhas de obturação por escassez de cimento.
A obturação, após sua comprovação, deve ser cortada na embocadura dos canais, 
com calcadores aquecidos, já que foi usada somente a Técnica de Condensação Lateral. 
Pode-se usar a Gates-Glidden 4 para terminar o corte porque após remover boa parte do 
excesso ocorreu a plastificação da parte remanescente da obturação. O assoalho da 
câmara pulpar deve ficar completamente visível.
A rigor, a obturação é semelhante à realizada no incisivo
8 – MEDICAÇÃO INTRACANAL 
Ao final de cada sessão (“aula”) deve ser colocada uma medicação intra-canal.
Em necropulpectomia, quando executamos somente o saneamento 
(“esvaziamentodo canal”) ou parcialmente o PQM, utilizamos PRP inundando o canal. 
Esta associação é acondicionada em tubete de anestésico e, com a seringa Carpule com 
agulha Gauge 30, se faz o preenchimento do canal em toda a extensão trabalhada. Porém, 
se ao término da sessão tiver sido concluído o PQM a medicação indicada é a pasta de 
Hidróxido de Cálcio, manipulada com anestésico, colocada com Broca Lentulo, 
preenchendo o canal em toda a extensão preparada (até o CT). 
9 – SELAMENTO PROVISÓRIO
Limpe a câmara pulpar coloque uma bolinha de algodão. Preencha metade da 
cavidade acima da bolinha de algodão com guta-percha plastificada por aquecimento e o 
restante preencha com cimento de presa rápida ou similar.
A restauração provisória ou definitiva dos dentes após as sessões é indispensável. 
Somente aqui, no pré-clínico, após a obturação, deixe o dente sem restauração para que 
os professores possam avaliar a abertura coronária, o corte da obturação e a limpeza da 
cavidade.
Retire o isolamento absoluto e faça uma radiografia final.