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Direito do Consumidor - Aula 08 III

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DIREITO DO CONSUMIDOR 
 
 
 
1a Questão 
 
 
Saulo e Bianca são casados há quinze anos e, há dez, decidiram ingressar no ramo das festas de 
casamento, produzindo os chamados "bem-casados", deliciosos doces recheados oferecidos aos 
convidados ao final da festa. Saulo e Bianca não possuem registro da atividade empresarial 
desenvolvida, sendo essa a fonte única de renda da família. No mês passado, os noivos Carla e Jair 
encomendaram ao casal uma centena de "bem-casados" no sabor doce de leite. A encomenda foi 
entregue conforme contratado, no dia do casamento. Contudo, diversos convidados que ingeriram os 
quitutes sofreram infecção gastrointestinal, já que o produto estava estragado. A impropriedade do 
produto para o consumo foi comprovada por perícia técnica. Com base no caso narrado, assinale a 
alternativa correta. 
 
 
 Embora a empresa do casal Saulo e Bianca não esteja devidamente registrada na 
Junta Comercial, pode ser considerada fornecedora à luz do Código do Consumidor, 
e os convidados do casamento, na qualidade de consumidores por equiparação, 
poderão pedir indenização diretamente àqueles. 
 
A atividade desenvolvida pelo casal Saulo e Bianca não está oficialmente registrada na Junta 
Comercial e, portanto, por ser ente despersonalizado, não se enquadra no conceito legal de 
fornecedor da lei do consumidor, aplicando-se ao caso as regras atinentes aos vícios 
redibitórios do Código Civil. 
 
O Código de Defesa do Consumidor é aplicável ao caso, sendo certo que tanto Carla e Jair 
quanto seus convidados intoxicados são consumidores por equiparação e poderão pedir 
indenização, porém a inversão do ônus da prova só se aplica em favor de Carla e Jair, 
contratantes diretos. 
 
O casal Saulo e Bianca se enquadra no conceito de fornecedor do Código do Consumidor, 
pois fornecem produtos com habitualidade e onerosidade, sendo que apenas Carla e Jair, na 
qualidade de consumidores indiretos, poderão pleitear indenização. 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
 
2a Questão 
 
 
Com base nas disposições legais literais, expressas no Código de Defesa do Consumidor. É correto 
afirmar: 
 
 
 
O vendedor ambulante não pode ser considerado consumidor quando adquire ou utiliza 
produto como destinatário final. 
 
O Município pode ser considerado fornecedor quando prestar serviços de saúde, 
gratuitamente, à população. 
 Para os efeitos da caracterização da responsabilidade pelo fato do produto e do 
serviço, equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento. 
 
Para os fins de práticas comerciais, serão equiparados aos consumidores todas as pessoas, 
determináveis ou não, expostas ou não às mesmas. 
 
A garantia contratual é independente da legal e será conferida pelo fornecedor ao 
consumidor, mediante termo escrito ou verbal. 
 
 
3a Questão 
 
 
Um homem foi submetido a cirurgia para remoção de cálculos renais em hospital privado. A 
intervenção foi realizada por equipe médica não integrante dos quadros de funcionários do referido 
hospital, apesar de ter sido indicada por esse mesmo hospital. Durante o procedimento, houve 
perfuração do fígado do paciente, verificada somente três dias após a cirurgia, motivo pelo qual o 
homem teve que se submeter a novo procedimento cirúrgico, que lhe deixou uma grande cicatriz na 
região abdominal. O paciente ingressou com ação judicial em face do hospital, visando a indenização 
por danos morais e estéticos. Partindo dessa narrativa, assinale a opção correta. 
 
 
 O hospital responde objetivamente pelos danos morais e estéticos decorrentes do 
erro médico, tendo em vista que ele indicou a equipe médica. 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
O hospital não responderá pelos danos, uma vez que se trata de responsabilidade objetiva 
da equipe médica, sendo o hospital parte ilegítima na ação porque apenas prestou serviço 
de instalações e hospedagem do paciente. 
 
O hospital não responderá pelos danos, tendo em vista que não se aplica a norma 
consumerista à relação entre médico e paciente, mas, sim, o Código Civil, embora a 
responsabilidade civil dos profissionais liberais seja objetiva. 
 
O hospital responderá pelos danos, mas de forma alternativa, não se acumulando os danos 
morais e estéticos, sob pena de enriquecimento ilícito do autor. 
 
 
4a Questão 
 
 
Aurora contratou com determinada empresa de telefonia fixa um pacote de serviços de valor 
preestabelecido que incluía ligações locais de até 100 minutos e isenção total dos valores pelo 
período de três meses, exceto os minutos que ultrapassassem os contratados, ligações interurbanas 
e para telefone móvel. Para sua surpresa, logo no primeiro mês recebeu cobrança pelo pacote de 
serviços no importe três vezes superior ao contratado, mesmo que tivesse utilizado apenas 32 
minutos em ligações locais. A consumidora fez diversos contatos com a fornecedora do serviço para 
reclamar o ocorrido, mas não obteve solução. De posse dos números dos protocolos de reclamações, 
ingressou com medida judicial, obtendo liminar favorável para abstenção de cobrança e de 
negativação do nome. Considerando o caso acima descrito, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
A conversão da obrigação em perdas e danos independe de pedido do autor, em qualquer 
hipótese. 
 
A tutela liminar será concedida, desde que não implique em ordem de busca e apreensão, 
que requer medida cautelar própria e justificação prévia. 
 A conversão da obrigação em perdas e danos faz-se independentemente de 
eventual aplicação de multa. 
 
A multa diária ao réu pode ser fixada na sentença, mas desde que o autor tenha requerido 
expressamente. 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
 
5a Questão 
 
 
A respeito da Desconsideração da Personalidade Jurídica, aponte a opção correta: 
 
 
 Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for, de 
alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos 
consumidores. 
 
A desconsideração somente será efetivada quando houver falência, estado de insolvência, 
encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração. 
 
O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade somente nos casos em que 
exista infração da lei. 
 
As sociedades consorciadas são subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes 
deste código. 
 
As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas, são 
solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código. 
 
 
6a Questão 
 
 
Claudia comprou uma televisão LCD 48 polegadas na Casa Bons Negócios, com garantia de doze 
meses. No décimo terceiro mês de uso a televisão apresentou grave defeito de imagem, mas a Casa 
Bons Negócios se recusa a reparar o defeito ao argumento de já estar vencido o prazo de garantia. 
Em face da negativa da vendedora. É correto afirmar: 
 
 
 não está correto o entendimento da vendedora porque prevalece a garantia 
legal; 
 
está correto o entendimento da vendedora porque o caso é de vício oculto do produto para 
o qual não há garantia legal. 
 
não está correto o entendimento da vendedora, porque o caso é de prescrição cujo prazo 
é de cinco anos; 
 
está correto o entendimento da vendedora (Casa Bons Negócios); 
 
está correto o entendimento da vendedora porque prevalece a garantia contratual; 
 
 
7a Questão 
 
 
Carmen adquiriu veículo zero quilômetro com dispositivo de segurança denominado airbag do 
motorista, apenas para o caso de colisões frontais. Cerca de dois meses após a aquisição do bem, o 
veículo de Carmen sofreu colisão traseira, e a motorista teve seu rosto arremessado contra o 
volante, causando-lhe escoriações leves. A consumidora ingressou commedida judicial em face do 
fabricante, buscando a reparação pelos danos materiais e morais que sofrera, alegando ser o 
produto defeituoso, já que o airbag não foi acionado quando da ocorrência da colisão. A perícia 
constatou colisão traseira e em velocidade inferior à necessária para o acionamento do dispositivo de 
segurança. Carmen invocou a inversão do ônus da prova contra o fabricante, o que foi indeferido 
pelo juiz. Analise o caso à luz da Lei nº 8.078/90 e assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 O produto não poderá ser caracterizado como defeituoso, inexistindo obrigação do 
fabricante de indenizar a consumidora, já que, nos autos, há apenas provas de 
colisão traseira. 
 
A responsabilidade civil do fabricante é objetiva e independe de culpa; por isso, será cabível 
indenização à vítima consumidora, mesmo que esta não tenha conseguido comprovar a 
colisão dianteira. 
 
Falta legitimação, merecendo a extinção do processo sem resolução do mérito, uma vez que 
o responsável civil pela reparação é o comerciante, no caso, a concessionária de veículos. 
 
Cabe inversão do ônus da prova em favor da consumidora, por expressa determinação 
legal, não podendo, em qualquer hipótese, o julgador negar tal pleito. 
 
 
8a Questão 
 
 
Mauro adquiriu um veículo zero quilômetro da fabricante brasileira Surreal, na concessionária 
Possante Ltda., revendedora de automóveis que comercializa habitualmente diversas marcas 
nacionais e estrangeiras. Na época em que Mauro efetuou a compra, o modelo adquirido ainda não 
era produzido com o opcional de freio ABS, o que só veio a ocorrer seis meses após a aquisição feita 
por Mauro. Tal sistema de frenagem (travagem) evita que a roda do veículo bloqueie quando o pedal 
do freio é pisado fortemente, impedindo com isso o descontrole e a derrapagem do veículo. Mauro, 
inconformado, aciona a concessionária postulando a substituição do seu veículo, pelo novo modelo 
com freio ABS. Diante do caso narrado e das regras atinentes ao Direito do Consumidor, assinale a 
afirmativa correta. 
 
 
 
Mauro tem direito à substituição, pois o fato de o novo modelo ter sido oferecido com o 
opcional do freio ABS, de melhor qualidade, configura defeito do modelo anterior por ele 
adquirido. 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
Somente quando cessada a produção no país do veículo adquirido por Mauro, a fabricante 
Surreal ficará exonerada do dever legal de assegurar o oferecimento de componentes e peças 
de reposição para o automóvel. 
 
Se o veículo adquirido por Mauro apresentar futuro defeito no freio dentro do prazo de 
garantia, a concessionária Possante Ltda. é obrigada a assegurar a oferta de peças de 
reposição originais enquanto não cessar a fabricação do veículo. 
 Havendo necessidade de reposição de peças ou componentes no veículo de Mauro, 
a fabricante Surreal deverá, ainda que cessada a fabricação no país, efetuar o 
reparo com peças originais por um período razoável de tempo, fixado por lei. A 
reposição com peças usadas só é admitida pelo Código do Consumidor quando 
houver autorização do consumidor.

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