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MATERIAL DIDÁTICO 
 
CONTROLADORES PROGRAMÁVEIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
U N I V E R S I DA D E
CANDIDO MENDES
 
CREDENCIADA JUNTO AO MEC PELA 
PORTARIA Nº 1.282 DO DIA 26/10/2010 
 
Impressão 
e 
Editoração 
 
0800 283 8380 
 
www.ucamprominas.com.br 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
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SUMÁRIO 
 
 
UNIDADE 1 – INTRODUÇÃO ................................................................................. 03 
 
UNIDADE 2 – SISTEMAS E COMANDOS ANALÓGICOS X DIGITAIS ................ 05 
2.1 Entendendo o que é um sistema ....................................................................... 05 
2.2 Sistemas de automação .................................................................................... 08 
2.2.1 Máquinas com controle numérico ................................................................... 08 
2.2.2 Controlador Lógico Programável .................................................................... 09 
2.2.3 Sistema automático de armazenagem e recuperação ................................... 09 
2.2.4 Robótica ......................................................................................................... 10 
2.2.5 Sistemas flexíveis de manufatura ................................................................... 10 
 
UNIDADE 3 – UNIDADE DE AQUISIÇÃO DE DADOS (UAD) ............................... 11 
 
UNIDADE 4 – INTERFACES COM O PROCESSO ................................................ 15 
4.1 Interface homem-máquina (IHM) ....................................................................... 15 
4.2 Interface com o processo .................................................................................. 17 
 
UNIDADE 5 – PROGRAMAS E PROTOCOLOS .................................................... 24 
 
UNIDADE 6 – CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL (CLP) ...................... 31 
6.1 Conceitos e definições ...................................................................................... 31 
6.2 Evolução e história ............................................................................................ 32 
6.3 Benefícios e características técnicas e classificação dos CLPs ........................ 35 
6.4 Escolha do controlador lógico programável....................................................... 38 
6.5 Composição dos CLPs ...................................................................................... 39 
6.5.1Unidade central de processamento (UCP) ...................................................... 40 
6.5.2 Memórias ........................................................................................................ 41 
6.5.3 Módulos de entrada e saída ........................................................................... 43 
6.5.4 Periféricos de interface com o usuário ........................................................... 43 
6.5.5 Terminal de programação .............................................................................. 44 
6.6 Instalação do CLP ............................................................................................. 45 
6.6.1 Cablagem ....................................................................................................... 45 
6.6.2 Condições ambientais, ligação a Terra e outras orientações ......................... 48 
6.6.3 Interface com a Rede Elétrica e com os Dispositivos de I/O .......................... 49 
 
UNIDADE 7 – APLICAÇÕES PRÁTICAS UTILIZANDO CONTROLADOR 
PROGRAMÁVEL .................................................................................................... 59 
REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 63 
 
 
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UNIDADE 1 – INTRODUÇÃO 
 
Este módulo se volta para os comandos analógicos e os controladores 
lógicos programáveis, base de apoio ou sustentação da automação industrial. 
Quando falamos em automação industrial, de pronto vem a nossa mente 
a substituição do trabalho humano ou animal por máquinas ou a operação de 
máquina ou de sistemas automaticamente ou por controle remoto, com a mínima 
interferência do ser humano. É verdade! 
Tudo que atua no automático, podemos dizer que tem um mecanismo de 
atuação própria. Também é correto dizermos que se processa por uma ação 
requerida em tempo determinado ou em resposta a certas condições. 
Controle e seus elementos, sensor, processador, atuador são conceitos 
básicos para entendermos e dominarmos um sistema de controle automático. 
Os sensores, por exemplo, são responsáveis pelo monitoramento do 
processo, enviando um sinal ao controlador que pode ser discreto (abertura ou 
fechamento de contatos) ou analógico. Caso o sinal seja transformado em uma 
corrente elétrica, tem-se o caso dos transdutores. 
Os atuadores são os dispositivos responsáveis pela realização de 
trabalho no processo ao qual está se aplicando a automação. Podem ser 
magnéticos, hidráulicos, pneumáticos, elétricos ou de acionamento misto. 
E, finalmente, o controlador é responsável pelo acionamento dos 
atuadores, segundo um programa inserido pelo usuário do sistema de controle. 
Esses são alguns dos assuntos que veremos ao longo do módulo, além 
de apresentarmos a Unidade de Aquisição de Dados (UAD); as interfaces com o 
processo, programas e protocolos. Ao Controlador Lógico Programável (CLP) 
será dada especial atenção. 
Ressaltamos em primeiro lugar que embora a escrita acadêmica tenha 
como premissa ser científica, baseada em normas e padrões da academia, 
 
 
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fugiremos um pouco às regras para nos aproximarmos de vocês e para que os 
temas abordados cheguem de maneira clara e objetiva, mas não menos 
científicos. Em segundo lugar, deixamos claro que este módulo é uma compilação 
das ideias de vários autores, incluindo aqueles que consideramos clássicos, não 
se tratando, portanto, de uma redação original e tendo em vista o caráter didático 
da obra, não serão expressas opiniões pessoais. 
Ao final do módulo, além da lista de referências básicas, encontram-se 
outras que foram ora utilizadas, ora somente consultadas, mas que, de todo 
modo, podem servir para sanar lacunas que por ventura venham a surgir ao longo 
dos estudos. 
 
 
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UNIDADE 2 – SISTEMAS E COMANDOS ANALÓGICOS X 
DIGITAIS 
 
Automação passa por sistema, processo, comandos para que os 
processos aconteçam, portanto, vamos entender o que é um sistema? 
 
2.1 Entendendo o que é um sistema 
O conceito de Sistema é de aplicação bem ampla, como atestam os 
Sistemas Físicos, os Sistemas Biológicos, os Sistemas Sociais,etc... e pode ser 
entendido através de sucessivas definições: 
 definição abstrata – um sistema é uma disposição, conjunto ou coleção de 
elementos, conectados ou relacionados, de tal maneira a formarem um 
todo; 
 definição específica – um sistema é uma disposição de componentes 
físicos (dispositivos), conectados ou relacionados, de tal maneira a formar 
e/ou “atuar como” um conjunto; 
 definição particular – um sistema de controle é uma disposição de 
componentes físicos, conectados ou relacionados de maneira a comandar, 
dirigir ou regular a si mesmos ou a outros sistemas. 
O conceito de sistema é um conceito recorrente. Por exemplo, cada 
dispositivo pode ser encarado como um sistema também constituído, por sua vez, 
de componentes inter-relacionados. Por outro lado, um sistema e seu sistema de 
controle correspondente podem ser vistos como formando um sistema de controle 
maior e se constituem nos componentes deste novo sistema. Nestes casos, os 
componentes podem ser chamados de Subsistemas (UFPB, 2014). 
Um sistema, para ser estudado, deve ser delimitado. Esta delimitação 
pode ser representada por um bloco ou caixa de dois tipos: 
 
 
 
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Caixa Branca: todos os dispositivos e todas as conexões e relações entre 
os mesmos são conhecidas. 
Caixa Preta: não se conhece a organização interna do sistema. 
Para observação do comportamento do sistema ao longo do tempo, são 
selecionadas propriedades observáveis. O conjunto dos valores destas 
propriedades em um dado instante de tempo caracteriza o sistema e é 
denominado de estado. O estado pode ser o conjunto de saídas do sistema ou 
um subconjunto deste. 
Para aprofundar o conhecimento sobre um sistema, é realizada uma 
modelagem de seu funcionamento. Esta representação do sistema é denominado 
modelo. O modelo de um sistema é, portanto, uma abstração da realidade e sua 
validação normalmente está sujeita a um processo de reformulação baseado no 
comportamento observado. Um modelo pode ser construído de vários modos. Por 
exemplo, um sistema pode ser representado por: 
 relação matemática – é realizada quando não houver interesse nos 
detalhes do funcionamento interno do sistema e quando for possível 
estabelecer um mapeamento (função) entre as entradas e as saídas, que 
possa ser representado por meio de uma expressão matemática; 
 diagrama de blocos – é realizada quando há interesse em mostrar os 
dispositivos que o constituem e o modo como estes estão relacionados. 
Estes componentes físicos são representados por Blocos Funcionais 
Tendo em vista como os blocos funcionais são interligados, é possível 
classificar os sistemas (de controle) como Sistemas de Malha Fechada ou de 
Malha Aberta. Estes sistemas podem ser definidos da seguinte forma: 
 sistemas de malha fechada – são sistemas onde há ligação de pelo menos 
uma saída de algum bloco funcional para uma de suas próprias entradas, 
ou para alguma entrada de outro bloco que lhe seja anterior. Entende-se 
por bloco anterior a um dado bloco funcional, qualquer um que contribua 
para a formação das entradas do bloco em questão. Este tipo de 
interligação é denominado de realimentação; 
 
 
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 sistema de malha aberta – são sistemas onde não há realimentação. 
Até agora muitos devem estar se perguntando qual a lógica desses 
conhecimentos sobre os sistemas, pois bem, estamos chegando lá! 
Considerando os sinais manipulados por cada sistema particular, os 
sistemas podem ser classificados de três modos: 
 sistema digital – resulta da combinação de dispositivos desenvolvidos para 
manipular quantidades físicas ou informações que são representadas na 
forma digital; isto é, tal sistema só pode manipular valores discretos. Na 
sua grande maioria, estes dispositivos são eletrônicos, mas também 
podem ser mecânicos, magnéticos ou pneumáticos. As calculadoras e 
computadores digitais, os relógios digitais, os controladores de sinais de 
tráfego e as máquinas de escrever são exemplos familiares de sistemas 
digitais; 
 sistema analógico – formado por dispositivos que manipulam quantidades 
físicas representadas sob forma analógica. Nestes sistemas, as 
quantidades variam continuamente dentro de uma faixa de valores. Por 
exemplo, a amplitude do sinal de saída no alto-falante de um rádio pode 
assumir qualquer valor entre zero e o seu limite máximo. Os equipamentos 
de reprodução e gravação de fitas magnéticas são outros exemplos 
comuns de sistemas analógicos; 
 sistema híbrido – possui sinais do tipo digital e do tipo analógico (UFPB, 
2014). 
Como nosso foco está na automação, eis porque ter noções mínimas de 
sistemas: muitas máquinas e equipamentos, principalmente no ambiente 
industrial, são controlados na atualidade por estes sistemas digitais. 
 
 
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2.2 Sistemas de automação 
Segundo Ribeiro (2001), a aplicação de automação eletrônica nos 
processos industriais resultou em vários tipos de sistemas, que podem ser 
geralmente classificados como: 
 
2.2.1 Máquinas com controle numérico 
Uma máquina ferramenta é uma ferramenta ou conjunto de ferramentas 
acionadas por potência para remover material por furo, acabamento, modelagem 
ou para inserir peças em um conjunto. 
Uma máquina ferramenta pode ser controlada por algum dos seguintes 
modos: 
a) Controle contínuo da trajetória da ferramenta onde o trabalho é 
contínuo ou quase contínuo no processo. 
b) Controle ponto a ponto da trajetória da ferramenta onde o trabalho é 
feito somente em pontos discretos do conjunto. 
Em qualquer caso, as três coordenadas (x, y, z ou comprimento, largura e 
profundidade) devem ser especificadas para posicionar a ferramenta no local 
correto. Programas de computador existem para calcular a coordenada e produzir 
furos em papel ou fita magnética que contém os dados numéricos realmente 
usados para controlar a máquina. 
A produtividade com controle numérico pode triplicar. No controle 
numérico, exige-se pouca habilidade do operador e um único operador pode 
supervisionar mais de uma máquina. 
Se em vez de usar uma fita para controlar a máquina, é usado um 
computador dedicado, então o sistema é tecnicamente chamado de máquina 
controlada numericamente com computador (CNC). Um centro com CNC pode 
selecionar de uma até vinte ferramentas e fazer várias operações diferentes, 
como furar, tapar, fresar, encaixar. 
 
 
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Se o computador é usado para controlar mais de uma máquina, o sistema 
é chamado de máquina controlada numericamente e diretamente. A vantagem 
deste enfoque é a habilidade de integrar a produção de várias máquinas em um 
controle global de uma linha de montagem. 
A desvantagem é a dependência de várias máquinas debaixo de um 
único computador. 
 
2.2.2 Controlador LógicoProgramável 
O controlador lógico programável é um equipamento eletrônico, digital, 
microprocessado, que pode: 
a) Controlar um processo ou uma máquina. 
b) Ser programado ou reprogramado rapidamente e quando necessário. 
c) Ter memória para guardar o programa. 
O programa é inserido no controlador através de microcomputador, 
teclado numérico portátil ou programador dedicado. 
O controlador lógico programável varia na complexidade da operação que 
eles podem controlar, mas eles podem ser interfaceados com microcomputador e 
operados como um DNC, para aumentar sua flexibilidade. Por outro lado, eles são 
relativamente baratos, fáceis de projetar e instalar. 
Dedicamos uma unidade para o CLP. 
 
2.2.3 Sistema automático de armazenagem e recuperação 
Atividades de armazenar e guardar peças são centralizados em torno de 
inventário de peças ou materiais para, posteriormente, serem usadas, embaladas 
ou despachadas. Em sistemas automáticos, um computador remoto controla 
empilhadeiras e prateleiras para receber, armazenar e recuperar itens de 
almoxarifado. O controle da relação é exato e os itens podem ser usados ou 
despachados de acordo com os dados recebidos. Os restaurantes da cadeia 
 
 
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McDonald’s têm um dispensa automática para armazenar batatas fritas 
congeladas (RIBEIRO, 2001). 
Uma cadeia de supermercado, tipo Makro, usa um almoxarifado 
automatizado para a guarda e distribuição automática de itens. 
 
2.2.4 Robótica 
Um robô é um dispositivo controlado a computador, capaz de se 
movimentar em uma ou mais direções, fazendo uma sequência de operações. 
Uma máquina CNC pode ser considerada um robô, mas usualmente o uso do 
termo robô é restrito aos dispositivos que tenham movimentos parecidos com os 
dos humanos, principalmente os de braço e mão. 
As tarefas que os robôs fazem podem ser tarefas de usinagem, como 
furar, soldar, pegar e colocar, montar, inspecionar e pintar. Os primeiros robôs 
eram grandes, hoje eles podem ser pequeníssimos. 
Quando uma tarefa é relativamente simples, repetitiva ou perigosa para 
um ser humano, então o robô pode ser uma escolha apropriada. Os robôs estão 
aumentando em inteligência, com a adição dos sentidos de visão e audição e isto 
permite tarefas mais complexas a serem executadas por eles. 
 
2.2.5 Sistemas flexíveis de manufatura 
A incorporação de máquinas NC, robótica e computadores em uma linha 
de montagem automatizada resulta no que é chamado sistema de manufatura 
flexível. 
Ele é considerado flexível por causa das muitas mudanças que podem ser 
feitas com relativamente pouco investimento de tempo e dinheiro. Em sua forma 
final, matéria-prima entra em um lado e o produto acabado sai do almoxarifado 
em outro lado, pronto para embarque sem intervenção humana. Hoje isto existe 
somente em conceito, embora grandes partes deste sistema já existem 
(RIBEIRO, 2001). 
 
 
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UNIDADE 3 – UNIDADE DE AQUISIÇÃO DE DADOS (UAD) 
 
As unidades de Aquisição de Dados, mais conhecidas como UAD, são 
equipamentos e dispositivos que, interligados ao processo, recebem informações 
do mesmo e as enviam para um sistema de supervisão e controle 
hierarquicamente superior, onde são tratadas, disponibilizadas através de 
monitores, papel, etc.; dependendo da decisão da unidade de supervisão e 
controle, uma mensagem retornará à Unidade de Aquisição de Dados que 
desenvolverá uma ou mais ações sobre o processo. 
As Unidades de Aquisição de Dados compreendem dois diferentes 
módulos numa estrutura de automação, ou seja: 
a) Unidades de Aquisição de Dados e Controle (UADCs). 
b) Unidades Dedicadas (UDs). 
As primeiras são constituídas pelos Controladores Lógicos Programáveis 
(CLPs) e pelas Unidades Terminais Remotas (UTRs). 
Já as Unidades Dedicadas são constituídas pelos relés digitais, unidades 
de intertravamento, unidades de oscilografia, etc. 
As UADCs exercem as funções de aquisitar dados e comandar a 
manobra de máquinas e equipamentos, usando para isso os seguintes meios: 
i) Entrada de dados analógicos 
São variáveis presentes no processo e caracterizadas por tensão, 
corrente, frequência, vazão, pressão, etc. 
ii) Saída de dados analógicos 
São variáveis fornecidas aos componentes do sistema para ajuste de sua 
lógica, tais como sinais para medidores de energia, controladores de velocidade 
etc. 
 
 
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iii) Entrada de dados digitais 
São informações aquisitadas junto aos equipamentos sobre o seu estado 
operacional, aberto ou fechado, tais como disjuntores, chaves seccionadoras, etc. 
iv) Saída de dados digitais 
São ocorrências desejadas de mudança de estado de equipamentos, 
aberto ou fechado, de forma que se possa atuar a distância sobre os mesmos. 
 
Unidades de Aquisição de Dados e Controle (UADC) 
De forma geral, as Unidades de Aquisição de Dados e Controle na sua 
concepção mais completa são compostas por um conjunto de cartões eletrônicos, 
cada um deles acompanhado de funções específicas, além de outras unidades de 
lógica e memorização que podem ser visualizadas pelo diagrama de bloco. 
a) Fonte: 
A alimentação externa de uma Unidade de Aquisição de Dados e Controle 
pode ser feita através de uma fonte de corrente alternada de 110/220 V ou uma 
fonte de corrente contínua 48, 110 ou 220 V, correspondendo a uma alimentação 
interna de +/- 5 a +/- 15V. 
b) Unidade Central de Processamento (CPU): 
Compreende o microprocessador que trabalha os dados aquisitados e, 
através de programas dedicados, define a lógica do processo. 
c) Memória (MEM): 
É a unidade de armazenamento das informações e dos programas. 
d) Comunicação (COM): 
É a unidade responsável pela transmissão e recepção de informações 
junto ao sistema hierarquicamente superior, podendo esta comunicação ser feita 
através de cabos convencionais, fibra óptica, rádio, etc. 
e) Entrada analógica: 
 
 
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É a unidade que recebe a informação do processo em forma de corrente 
contínua de valor padronizado na faixa de 4 a 20 mA, ou na forma de tensão 
contínua de 1 a 10 V, em decorrência de uma conversão interna realizada por um 
conversor digital analógico. 
Como a base do sistema de automação é digital, faz-se necessário 
converter internamente toda informação analógica para sinais digitais, o que é 
feito através de um conversor analógico/digital. 
f) Saída analógica: 
Sempre que esta unidade é ativada por estímulo da CPU, aparecerá nos 
seus terminais uma corrente contínua na faixa de a 20 mA ou uma tensão 
contínua de 1 a 10 V, cujo sinal digital foi convertido através de um conversor 
digital/analógico. 
g) Entrada digital: 
Essa unidade é ativada por um estímulo externo, por exemplo, o contato 
auxiliar do disjuntor, que possibilita a ligação de uma fontede tensão interna ou 
externa à UADC, cujo valor da grandeza elétrica dessa fonte é comparada com 
dois valores de referência pelo circuito eletrônico da unidade de entrada digital, 
correspondendo à posição de contato aberto ou fechado que será interpretada 
como 0 ou 1. 
A figura abaixo ilustra o reconhecimento, pela unidade de entrada digital, 
de um sinal de estado gerado por um equipamento. 
Geração de um sinal digital pelo equipamento de campo 
 
Fonte: Mamede Filho (2012, p. 529). 
 
 
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h) Saída digital: 
Essa unidade é ativada por um estímulo interno da CPU que resultará em 
uma corrente nos terminais de saída da unidade de saída digital, os quais são 
conectados normalmente a um relé auxiliar do equipamento que executará a 
manobra devida. 
A Figura abaixo ilustra a geração de um sinal digital e sua forma de 
atuação. 
Geração de um sinal digital pela UADC 
 
Fonte: Mamede Filho (2012, p. 529). 
 
 
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UNIDADE 4 – INTERFACES COM O PROCESSO 
 
4.1 Interface homem-máquina (IHM) 
Segundo Castrucci e Moraes (2007), IHM são sistemas supervisórios que 
surgiram da necessidade de uma interface amigável, eficiente e ergonômica entre 
sistemas de automação complexos e a equipe encarregada da sua operação. 
Devem, portanto, ser construídas tendo os operadores como usuário final e 
representar o processo real. No CLP, as IHMS podem ser configuradas para 
enviarem sinais de atuação ou simplesmente monitorá-lo. Ainda segundo 
Castrucci e Moraes (2007), operam em dois modos distintos: 
 modo de desenvolvimento – criação de telas gráficas e animações 
representativas do processo; 
 modo Run Time – janela animada que mostra o andamento do processo. 
Deve ser capaz de tomar dados, armazená-los, gerar gráficos de 
tendências, alarmes e terem telas desenhadas hierarquicamente e 
compatíveis com a operação do processo. 
De forma geral, uma IHM deve proporcionar maior precisão e abrangência 
nas medições. Um sistema supervisório pode concentrar o controle total de uma 
planta em um único terminal de computador (PUPO, 2002). 
Segundo Haalaxd (1996 apud PUPO, 2002), o desenho de uma IHM é 
crítico para a operação da planta, pois é a janela do operador para com seu 
estado e controle. As informações mostradas e sua aparência na tela são 
dirigidas ao operador e devem ser organizadas tendo-se isto em mente. Assim, se 
um controle manual estiver sendo automatizado, o operador estará mais a 
vontade se forem amigáveis e mostrarem uma representação real do 
equipamento. 
Os programas IHM atuais são de fácil configuração para o engenheiro ou 
mesmo para o operador, podendo dispensar o programador. Com relação à 
interconexão dos equipamentos para alimentar um sistema IHM, Redman et al. 
(1996 apud PUPO, 2002) propõe a implementação de programas baseados em 
 
 
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objetos distribuídos pela rede para facilitar a integração de novos sistemas aos 
antigos (sistemas legados) com tecnologias como OLE e CORBA (Common 
Object Request Brokerage Architecture). 
Segundo Mamede Filho (2012), quando da instalação de Controladores 
Lógicos Programáveis em processos industriais, necessita-se de um equipamento 
que possa interpretar os dados coletados dos diferentes CLPs escravos 
instalados na linha de produção e fornecer de forma visível e prática as 
informações das quais os supervisores necessitam, através de um display 
alfanumérico de cristal líquido, e, por outro lado, permitir que o mesmo supervisor 
possa fornecer aos CLPs as instruções necessárias ao desenvolvimento do 
processo através de um teclado configurável. Tanto o display como o teclado 
referido são posicionados na parte frontal do equipamento, conforme ilustrado na 
figura abaixo: 
Parte Frontal de uma IHM 
 
Fonte: Mamede Filho (2012, p. 532). 
 
 
 
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17 
 
A IHM é um CLP ao qual foram incorporadas as funções características 
de interfaceamento entre o supervisor e o processo, usando os programas 
residentes como veículo de interpretação. 
A IHM permite que se faça conexão com chaves seccionadoras, 
disjuntores, botoeiras, painéis mímicos dinâmicos, consoles, impressoras, 
gravadores, etc. Para isso, possui canais de entrada e saída analógicas e digitais 
e comunicação serial. 
A IHM pode ser ligada a um único CLP ou a um conjunto de CLPs 
operando em rede, bem como pode ser conectada a outra IHM. Neste caso, é 
dotado de um microprocessador que atua como interface entre o supervisor e os 
CLPs escravos. 
 
4.2 Interface com o processo 
Para que as Unidades de Aquisição de Dados (UADs) possam receber as 
informações do processo e nele atuar, é necessário utilizar alguns dispositivos de 
relativa simplicidade, a saber: 
a) Transformadores de Medida 
Normalmente, as grandezas elétricas envolvidas no processo são a 
tensão e a corrente, cujos valores, em geral muito elevados, inviabilizam o uso 
dos equipamentos de tecnologia da informação ligados diretamente à rede 
elétrica de alta corrente e/ou de alta tensão. Em virtude disso, são usados os 
transformadores de medida. 
a) Transformadores de corrente (TC). 
b) Transformadores de potencial (TP). 
b) Transdutores 
São equipamentos capazes de converter medidas elétricas em valores 
proporcionais de tensão e corrente. 
 
 
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Os transdutores exercem um papel imprescindível no campo da medição 
e controle. São usados em conjunto com instrumentos convencionais de bobina 
de ferro móvel e registradores, e permitem fornecer dados local ou remotamente. 
Os transdutores podem ser dotados de saídas de tensão, corrente e, 
alternativamente, de saídas seriais: 
 os transdutores de saída de tensão possibilitam algumas aplicações em 
que os dispositivos de recepção necessitam de uma entrada de tensão 
real; porém, desvantajosamente, requerem um determinado consumo de 
corrente, o que pode introduzir alguma imprecisão na medida; 
 os transdutores de saída de corrente compensam automaticamente as 
variações da resistência dos condutores que conduzem o sinal, eliminando 
basicamente a imprecisão da medida, o que resulta na maior aplicação 
desses equipamentos; 
 os transdutores de saída serial podem ser conectados diretamente a um 
microprocessador que irá trabalhar os dados e fornecê-los da forma 
desejada. 
Os transdutores fornecem um sinal analógico em corrente contínua 
proporcional à função de entrada que está sendo medida. Devem ser instalados 
próximo ao instrumento cuja grandeza elétrica se quer medir. Depois da 
conversão dessa grandeza elétrica,o sinal é enviado, através de condutores de 
cobre apropriados, a um ponto remoto para fins de medição e/ou de 
processamento. 
A aplicação de um transdutor deve considerar a resistência dos 
condutores, que podem ser cabos usados em telefonia convencional, e a do 
equipamento receptor. O total das resistências deve estar compatível com o valor 
da resistência do transdutor. 
Os transdutores com saída serial permitem que todos os dados 
aquisitados em sistemas monofásicos e trifásicos sejam enviados 
simultaneamente. São inteiramente programáveis para uso com TCs de qualquer 
relação, podendo alternativamente ser usados em TPs (MAMEDE FILHO, 2012). 
 
 
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A saída serial de dados, usando um protocolo adequado, dependendo do 
fabricante, faz desses equipamentos uma escolha ideal para aplicação em 
sistemas de automação de subestação e gerenciamento de energia com o 
tratamento de dados aquisitados feito pelo sistema SCADA. Um único fio de par 
trançado permite comunicação com vários receptores a longas distâncias, 
aproximadamente a 1.000m, sem nenhuma amplificação intermediária. O uso de 
amplificadores amplia a capacidade de utilização dos transdutores, conforme 
esquematicamente se mostra na Figura abaixo. 
Ligação de transdutores de saída seriais a longas distâncias 
 
Fonte: Mamede Filho (2012, p. 534). 
Os transdutores podem ser ligados tanto a Controladores Lógicos 
Programáveis (PLCs) como a computadores pessoais (PCs). Os transdutores 
com saída serial podem ser programados remotamente por um PC. 
Os transdutores podem medir, converter e enviar sinais a seus 
respectivos receptores correspondentes às seguintes medidas elétricas: 
 
 
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 tensão, em valor eficaz; 
 corrente, em valor eficaz; 
 potência ativa; 
 potência reativa; 
 potência aparente; 
 potência ativa média; 
 potência média aparente; 
 consumo de energia ativa; 
 consumo de energia reativa; 
 temperatura; 
 rotação; 
 resistência elétrica. 
Os dados básicos dos transdutores com saídas serial e analógica são 
fornecidos a seguir: 
 a) Transdutores com saída serial b) Transdutores com saída analógica 
• entrada de tensão: máximo de 500 V/20-800 
Hz; 
• entrada de corrente: máximo de 5 A/20-800 
Hz; 
• saída: serial (RS485); 
• alimentação: 110/240 V; 
• consumo = 3 VA. 
• entrada de tensão: máximo de 500 V/20-800 
Hz; 
• entrada de corrente: máximo de 5 A/20-800 
Hz; 
• saída: 4-20 mA (isolada galvanicamente); 
• alimentação: 110/240 V; 
• consumo = 3 VA. 
 
Normalmente, os fabricantes disponibilizam a seus clientes programas 
capacitados a dialogar com um determinado número de transdutores ligados em 
rede com protocolo de comunicação serial. Esses programas, em geral, operam 
em ambiente Windows. 
 
 
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São dotados de várias funções que facilitam a operacionalidade do 
sistema, ou seja: 
a) Função de configuração: 
Permite configurar uma programação remotamente a partir de um PC 
para um determinado número de transdutores ligados em rede. Podem ser 
executadas nesta configuração a relação de TP e TCs, a fixação de endereços, o 
tempo de integração, etc. Através de funções avançadas, é possível configurar 
alarmes, relés de saídas, contadores de energia para diferentes tarifações, etc. 
b) Transferência de medição: 
Permite que se transfiram para a tela do PC as medições disponíveis em 
cada um dos transdutores ligados em rede. Essas medições podem constar de 
valores de corrente, tensão, energia, demanda máxima (quando o transdutor 
portar memória RAM), fator de potência, etc. 
Como os transdutores trabalham normalmente em ambiente magnéticos e 
eletricamente hostis, são dotados de uma proteção contra essas interferências. 
Os transdutores podem ser ligados ao sistema elétrico de várias formas, a 
depender de sua tensão (contínua ou alternada) e de sua função de medição 
(medição de tensão, corrente, frequência, etc.). 
Sensores e Controladores 
Sensores são dispositivos destinados à detecção de grandezas, tais como 
presença, temperatura, velocidade, pressão, etc. Outro dispositivo, denominado 
controlador, ao qual o sensor está conectado, sentindo a presença da grandeza 
detectada, faz atuar um terceiro dispositivo, denominado atuador, que pode ser 
um seccionador, um alarme sonoro ou visual, ou qualquer outro dispositivo do 
sistema. 
Esta descrição é típica de controles automáticos convencionais. No 
entanto, dentro de um projeto de automação, usando técnicas digitais, o sensor, 
ao detectar a grandeza, sensibiliza o controlador que através de um contato seco, 
 
 
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que corresponde a um sinal digital, disponibiliza na rede de comunicação essa 
informação que é utilizada para os mais diversos fins. 
Como o sensor utiliza de técnicas eletrônicas, não dispõe de contatos 
mecânicos sujeitos a desgaste contínuo e vida útil reduzida. Opera 
silenciosamente sem choques ou vibração, sendo insensível a oscilações 
violentas. 
Existe uma grande variedade de sensores no mercado de automação 
industrial. Serão descritos, para efeito de compreensão do processo de 
automação industrial, aqueles mais comumente utilizados. 
a) Sensor de nível 
É constituído por um dispositivo imerso em líquido cujos eletrodos 
conduzem uma pequena corrente elétrica. Quando o líquido deixa de fazer 
contato com o eletrodo do par sensor, interrompe-se a corrente elétrica fazendo 
operar um solenoide sobre os contatos secos de uma chave de comando. 
Sensor de nível 
 
Fonte: Mamede Filho (2012, p. 535). 
 
 
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b)Sensor de presença 
Também conhecido como sensores de proximidade, estão disponíveis no 
mercado em três versões, ou seja: 
b.1) Indutivos – possuem alta frequência de chaveamento e detectam 
todos os metais, sem contato. O sensor indutivo possui um oscilador que opera 
em conjunto com uma bobina localizada em sua extremidade frontal, criando um 
campo magnético de elevada frequência, cujas linhas de campo se projetam para 
fora, nas proximidades do dispositivo. Quando um material condutor (metal) se 
aproxima da extremidade frontal do sensor, é enlaçado pelas linhas de campo, 
provocando uma dispersão magnética que retira energia do circuito oscilante (L-
C), reduzindo a amplitude de oscilação, o que é percebido pelo circuito eletrônico, 
gerando um impulso elétrico de comando. Quando o material condutor afasta-se 
da extremidade frontal do sensor, ficam restabelecidas as condições de 
funcionamento desse dispositivo. 
Há dois tipos desensor de presença indutivo: corrente contínua e 
corrente alternada. 
b.2) Capacitivos – operam sem contato e detectam materiais não 
metálicos. 
b.3) Magnéticos – permitem a detecção de materiais a maior distância. 
c) Sensor óptico 
É um dispositivo que opera com feixe de luz infravermelho, sendo 
constituído por um emissor e um receptor. Quando se interrompe o feixe de luz, é 
ativado um solenoide que atua sobre um contato seco. 
Há duas versões: relé ligado na focalização e relé desligado na 
focalização. 
d) Sensor de fim de curso 
É formado por um dispositivo de contatos secos acionados por um 
solenoide quando uma parte qualquer do processo atinge o fim de uma trajetória 
definida. O fechamento ou abertura do contato gera um sinal digital. 
 
 
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UNIDADE 5 – PROGRAMAS E PROTOCOLOS 
 
O mercado nacional dispõe de muitas alternativas de sistemas de 
Interface Homem-Máquina destinados à automação de subestações de potência. 
Dependendo do porte da subestação e das facilidades que se deseja implantar, 
podem-se adquirir programas de diferentes potencialidades e preços. 
Mas antes da escolha de um sistema completo, ou pacote, devem-se 
analisar duas características típicas de sistemas. 
a) Sistemas proprietários 
É um conjunto de programas desenhados e desenvolvidos por um 
determinado provedor, normalmente um fornecedor de hardware, que tem a 
propriedade e os direitos de comercializar, implantar e alterar. Em geral, o 
provedor fornece a solução completa, isto é, hardware e software. 
 
Vantagens Desvantagens 
Compatibilidade entre software e 
hardware. 
Um único responsável pela solução. 
Redução do tempo de implantação do 
projeto. 
 
Dificuldade de implementar alterações junto 
ao provedor da solução. 
Dificuldade de agregar novas facilidades 
utilizando um outro provedor. 
Dificuldade de o provedor abrir o sistema 
para o cliente. 
Contrato de manutenção cativo com o 
provedor da solução. 
 
 
 
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b) Sistemas abertos 
São sistemas comerciais desenhados e desenvolvidos por empresas da 
área de informática, os quais são negociados com o cliente, independentemente 
da origem do hardware. 
 
Vantagens Desvantagens 
Possibilidade de adaptação do software a 
qualquer solução de hardware. 
Possibilidade do conhecimento do software 
por parte da equipe técnica do cliente. 
Vantagens de preço de aquisição pela 
competitividade. 
Possibilidade de agregar novas facilidades 
com outros provedores. 
 
Possibilidade de incompatibilidade entre o 
software e parte do hardware. 
Responsabilidade de implementação do 
projeto distribuído entre diferentes 
provedores. 
 
Estrutura de Base de Dados 
Existem três tipos de arquitetura de banco de dados. Na arquitetura mais 
simples, os dados são armazenados em forma de lista. Os dados podem também 
ser armazenados obedecendo a uma ordem hierárquica, em forma de árvore. 
Finalmente, nos banco de dados de melhor performance, as informações são 
armazenadas de forma a guardarem uma relação entre si. São os chamado 
bancos de dados relacionais. 
As informações aquisitadas do sistema elétrico, bem como aquelas 
fornecidas via teclado ou arquivo, devem ser estruturadas adequadamente para 
serem acessadas pelos programas. Há três diferentes tipos de base de dados. 
a) Base de dados em tempo real (on-line) 
Constituem os dados dinâmicos da base de dados aquisitado do sistema 
elétrico formado pelos dados de natureza analógica e digital. 
 
 
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A base de dados em tempo real deve ter prioridade de acesso e estar 
residente na memória principal, devendo-se minimizar o acesso a disco. 
b) Base de dados de cadastro (off-line) 
Constituem os dados definidos pelo usuário, tais como diagramas, limites 
de variáveis, etc. 
A base de dados de cadastro pode residir em disco rígido e ter tempo de 
acesso superior ao tempo de acesso definido para a base de dados em tempo 
real. 
c) Base de dados históricos 
Todos os dados do sistema elétrico podem ser armazenados em Arquivos 
Históricos, que constituem um arquivo em disco que contém dados armazenados 
ao longo de um intervalo de tempo selecionado. Todo dado digital deve ser 
armazenado a cada variação de estado do mesmo e todo dado de medida 
analógica deve ser armazenado seguindo uma periodicidade ajustável. 
Os Arquivos Históricos devem ser armazenados de maneira circular numa 
base horária, diária, semanal, mensal e anual. O tamanho médio em bytes dos 
registros de dados e a periodicidade média do armazenamento dos registros têm 
influência direta na dimensão do Arquivo Histórico. 
 
Características Básicas de Interface Homem-Máquina 
Quanto mais amigável é o relacionamento entre os usuários e o sistema, 
maior é seu valor agregado. Podem-se citar algumas características fundamentais 
do sistema: 
 facilidade de acesso a uma sequência de informações em múltiplas telas; 
 intercambialidade de telas; 
 uso de ferramentas de toque para ativar as funções sistema; 
 facilidade de identificação dos objetos de tela. 
 
 
 
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Sistema Operacional 
É o software sob o qual devem operar todos os aplicativos do sistema. 
Deve ter características de plataforma multitarefa a tempo real, entendendo-se 
por multitarefa a propriedade de que o sistema é dotado para executar diferentes 
tarefas simultaneamente. 
Pode-se citar como exemplo a capacidade de o sistema gerar alarmes, 
interpretar os comandos do operador numa determinada situação operativa, 
visualizar dados aquisitados on-line juntos ao diagrama unifilar e outras tarefas 
similares, todas realizadas simultaneamente. A característica de tempo real 
refere-se à capacidade de receber do sistema elétrico um certo número de 
informações como tensão, corrente, disparo do disjuntor, etc., e tratar essas 
informações e respondê-las em tempo extremamente curto, em frações de 
milissegundos. 
Como ilustração podem ser mencionados os sistemas operacionais 
WINDOWS e LINUX para sistemas de automação mais complexos, normalmente 
instalados nas estações de trabalho (workstations) de alto desempenho. 
 
Sistema de Gerência de Bancos de Dados 
Os sistemas elétricos geram grandes massas de dados que devem ser 
arquivadas para fins de estudos de operação e manutenção, além de subsidiar o 
Sistema Corporativo da indústria, caso haja, tais como módulo financeiro, 
administrativo, etc. Em função disso, são utilizados gerenciadores de bancos de 
dados com capacidade adequada aos requisitos do projeto. 
a) Gerência de banco de dados em tempo real 
Os dados digitais são aquisitados do sistema elétrico em sua forma 
digital, como ocorre com o estado operacional do equipamento, e na forma 
analógica, tais como os valoresobtidos de corrente, tensão, frequência, etc. 
 
 
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O provedor do sistema de automação é o responsável pelo 
desenvolvimento do software de acesso ao banco de dados e por sua 
disponibilização ao uso de qualquer aplicativo. 
b) Gerência de banco de dados de cadastro 
O banco de dados de cadastro deve ser gerenciado por um programa 
comercial de base de dados relacional, de largo uso em sistemas de automação. 
São conhecidos os gerenciadores ORACLE e ACCESS. 
c) Gerência do banco de dados históricos 
É usado o mesmo gerenciador do banco de dados de cadastro. 
 
Software SCADA 
É o programa responsável pela aquisição de dados analógicos e digitais 
do sistema elétrico em tempo real, acumulando as seguintes e principais funções: 
 processador de totalizadores (medição de energia); 
 processador de dados calculados; 
 processador de sequência de eventos; 
 processador de medidas analógicas; 
 processador de estados digitais; 
 processador de controle supervisório (comando). 
 
Software de Comunicação 
O serviço provido pela rede local (LAN) baseado no padrão Ethernet, por 
exemplo, é definido pelo protocolo, sendo comumente utilizado o protocolo 
TCP/IP (Transmission Control Protocol/lnternet Protocol). 
Cabe relembrar que o TCP/IP é um protocolo de comunicação e não um 
software. O software de comunicação é que implementa o protocolo TCP/lP. Além 
 
 
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29 
 
disso, o software de comunicação da rede local deve estar integrado ao sistema 
operacional. 
 
Guarde... 
O desenvolvimento de software para automação industrial foi 
grandemente impulsionado pela adoção dos protocolos digitais, tanto sob a forma 
de software embarcado, dada a necessidade de drivers de comunicação para os 
dispositivos, quanto de ferramentas de software para supervisão, para controle, 
para calibração e para configuração remota de instrumentos de campo. Surgiu 
também a oportunidade de criação de programas para tratamento da grande 
quantidade de informações que passaram a ser transmitidas do campo para a 
sala de controle, bem como para geração de informações úteis para outros 
setores da empresa. 
Supervisório ou software de supervisão é um programa computacional 
que permite a comunicação entre um computador e uma rede de automação, 
trazendo ferramentas padronizadas para a construção de interfaces entre o 
operador e o processo. Sua função básica é permitir a visualização e a operação 
do processo de forma centralizada. 
Os sistemas supervisórios são utilizados para automatizar a monitoração 
e o controle de sistemas automatizados, por meio do recolhimento de dados em 
ambientes complexos, podendo estar eventualmente dispersos geograficamente, 
além de apresentar uma visualização de modo amigável para o operador, 
utilizando-se Interface Homem-Máquina altamente sofisticada. 
Em um ambiente industrial cada vez mais complexo e competitivo, os 
fatores relacionados com a disponibilidade e a segurança da informação 
assumem elevada relevância, tornando-se necessária a garantia de que a 
informação estará disponível e segura, quando necessária, independentemente 
da localização geográfica. Portanto, tornam-se necessárias implementações de 
mecanismos de acessibilidade, de segurança, de distribuição e de tolerância às 
falhas. 
 
 
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O supervisório mais conhecido é o SCADA (Supervisory Control and Data 
Acquisition), que pode receber, também, orientações do Sistema de Gestão da 
Produção para determinar as operações de produção. Consequentemente deve 
dialogar com os sistemas localizados hierarquicamente acima e abaixo dele, 
proporcionando também recursos e um ambiente para a criação de aplicações de 
controle e para a definição de funções de rede de protocolos específicos 
(ROSÁRIO, 2009). 
 
 
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UNIDADE 6 – CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL 
(CLP) 
 
Dentre os vários equipamentos utilizados na automação industrial, o CLP 
é considerado um dos mais importantes e que vem evoluindo de maneira muito 
rápida desde que o primeiro controlador surgiu no final da década de 1960. 
Grosso modo, um CLP é um computador de pequeno porte, autocontido e 
robusto projetado para controlar processos no ambiente industrial. 
 
6.1 Conceitos e definições 
Controladores Lógicos Programáveis, mais conhecidos com CLPs, podem 
ser definidos, segundo a norma ABNT, como um equipamento eletrônico digital 
com hardware e software compatíveis com aplicações industriais. Os CPLs 
também são conhecidos como PLCs, do inglês: Programmable Logic Controller. 
Para a National Electrical Manufacturers Association (NEMA), trata-se de 
um aparelho eletrônico digital que utiliza uma memória programável para o 
armazenamento interno de instruções para implementações específicas, tais 
como lógica, sequenciamento, temporização, contagem e aritmética, para 
controlar através de módulos de entrada e saída vários tipos de máquinas e 
processos. 
CLP é o componente que substitui a parte lógica tradicional de uma 
instalação, o chamado circuito de comando, onde há contatos auxiliares, 
temporizadores, intertravamentos, etc., e faz isso via software; quase sempre é 
possível sua interação com um microcomputador. 
Um CLP é o controlador indicado para lidar com sistemas caracterizados 
por eventos discretos (SEDs), ou seja, com processos em que as variáveis 
assumem valores zero ou um (ou variáveis ditas digitais, ou seja, que só 
assumem valores dentro de um conjunto finito). Podem ainda lidar com variáveis 
analógicas definidas por intervalos de valores de corrente ou tensão elétrica. As 
 
 
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entradas e/ou saídas digitais são os elementos discretos, as entradas e/ou saídas 
analógicas são os elementos variáveis entre valores conhecidos de tensão ou 
corrente. 
Os CLP's estão muito difundidos nas áreas de controle de processos ou 
de automação industrial. No primeiro caso, a aplicação se dá nas indústrias do 
tipo contínuo, produtoras de líquidos, materiais gasosos e outros produtos, no 
outro caso, a aplicação se dá nas áreas relacionadas com a produção em linhas 
de montagem, por exemplo, na indústria do automóvel. 
Num sistema típico, toda a informação dos sensores é concentrada no 
controlador (CLP) que, de acordo com o programa em memória, define o estado 
dos pontos de saída conectados a atuadores. 
Os CLPs tem capacidade de comunicação de dados via canais seriais. 
Com isto podem ser supervisionados por computadores formando sistemas de 
controle integrados. Softwares de supervisão controlam redes de ControladoresLógicos Programáveis. 
Fisicamente, o CLP é formado por um circuito eletrônico, por entradas e 
por saídas. As entradas são os terminais onde se ligam todos os componentes 
que dão instruções ao circuito, determinando o que deve ser feito com base em 
uma programação pré-realizada (software). Incluem-se os interruptores, fim-de-
curso, pedaleiras, sensores, contatos do relé térmico de sobrecarga, etc. Nas 
saídas são ligados os componentes que seriam acionados em um circuito de 
comando tradicional, como, por exemplo, contatores, lâmpadas, solenoides, etc. 
As entradas e saídas podem ser analógicas (valores variáveis) ou digitais (valores 
não variáveis, ou seja, ligado ou desligado, tudo ou nada). 
 
6.2 Evolução e história 
O CLP surgiu no final da década de 1960 e revolucionou os comandos e 
controles industriais. 
Nessa época, a automação era executada quase totalmente por relés 
com base em lógica fixa, ou lógica hardwired, o que resultava em enormes 
 
 
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armários de reles eletromecânicos interligados por circuitos elétricos e extensas 
fiações (PAREDE; GOMES, 2011). 
O primeiro CLP foi criado em 1968 por Dick Morley, funcionário da 
empresa Bedford Associates. Ele foi desenvolvido com o objetivo de substituir os 
armários empregados para controlar operações sequenciais e repetitivas na linha 
de montagem da indústria automobilística General Motors, mais especificamente 
na divisão de hidramáticos da GM. 
Essa primeira geração de CLPs usava componentes discretos e tinha 
baixa escala de integração. Sua utilização só era viável quando substituía painéis 
que continham mais de 300 relés. Tal equipamento ficou conhecido pela sigla 
PLC (programmable logic controller) – em português, CLP (controlador lógico 
programável). 
A tecnologia dos CLPs só foi possível com o advento dos chamados 
Circuitos Integrados e da evolução da lógica digital. Este equipamento trouxe 
consigo as principais vantagens: 
a) Fácil diagnóstico durante o projeto. 
b) Economia de espaço devido ao seu tamanho reduzido. 
c) Não produzem faíscas. 
d) Podem ser programados sem interromper o processo produtivo. 
e) Possibilidade de criar um banco de armazenamento de programas. 
f) Baixo consumo de energia. 
g) Necessita de uma reduzida equipe de manutenção. 
h) Tem a flexibilidade para expansão do número de entradas e saídas. 
i) Capacidade de comunicação com diversos outros equipamentos, entre 
outras. 
Didática e historicamente, os CLP's podem ser divididos de acordo com o 
sistema de programação por ele utilizado: 
 
 
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1ª Geração: os CLP's de primeira geração se caracterizam pela 
programação intimamente ligada ao hardware do equipamento. A linguagem 
utilizada era o Assembly que variava de acordo com o processador utilizado no 
projeto do CLP, ou seja, para poder programar, era necessário conhecer a 
eletrônica do projeto do CLP. Assim, a tarefa de programação era desenvolvida 
por uma equipe técnica altamente qualificada, gravando-se o programa em 
memória EPROM, sendo realizada normalmente no laboratório junto com a 
construção do CLP. 
2ª Geração: aparecem as primeiras “Linguagens de Programação” não 
tão dependentes do hardware do equipamento, possíveis pela inclusão de um 
“Programa Monitor” no CLP, o qual converte (no jargão técnico, “compila”), as 
instruções do programa, verifica o estado das entradas, compara com as 
instruções do programa do usuário e altera os estados das saídas. Os Terminais 
de Programação (ou maletas, como eram conhecidas) eram na verdade 
Programadores de Memória EPROM. As memórias depois de programadas eram 
colocadas no CLP para que o programa do usuário fosse executado. 
3ª Geração: os CLP's passam a ter uma Entrada de Programação, onde 
um Teclado ou Programador Portátil é conectado, podendo alterar, apagar, gravar 
o programa do usuário, além de realizar testes (Debug) no equipamento e no 
programa. A estrutura física também sofre alterações sendo a tendência para os 
Sistemas Modulares com Bastidores ou Racks. 
4ª Geração: com a popularização e a diminuição dos preços dos 
microcomputadores (normalmente clones do IBM PC), os CLP's passaram a 
incluir uma entrada para a comunicação serial. Com o auxílio dos 
microcomputadores, a tarefa de programação passou a ser realizada nestes. As 
vantagens eram a utilização de várias representações das linguagens, 
possibilidade de simulações e testes, treinamento e ajuda por parte do software 
de programação, possibilidade de armazenamento de vários programas no micro, 
etc. 
 
 
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5ª Geração: atualmente existe uma preocupação em padronizar 
protocolos de comunicação para os CLP's, de modo a proporcionar que o 
equipamento de um fabricante “converse” com o equipamento de outro fabricante, 
não só CLP's, como Controladores de Processos, Sistemas Supervisórios, Redes 
Internas de Comunicação e etc., proporcionando uma integração a fim de facilitar 
a automação, gerenciamento e desenvolvimento de plantas industriais mais 
flexíveis e normalizadas, fruto da chamada Globalização. Existem Fundações 
Mundiais para o estabelecimento de normas e protocolos de comunicação. A 
grande dificuldade tem sido uma padronização por parte dos fabricantes (DIGEL 
ELÉTRICA, 2014). 
 
6.3 Benefícios, características técnicas e classificação dos CLPs 
Segundo Fialho (2011), aceita-se como regra geral que os CLPs tornem-
se economicamente viáveis nos sistemas de controle que exigem mais de três 
relés. Considerando o baixo custo dos micro-CLPs e o fato de os fabricantes 
colocarem grande ênfase na produtividade e qualidade, a questão do custo deixa 
praticamente de existir. 
Além da redução de custos, os CLPs oferecem outros benefícios de valor 
agregado, a saber: 
 confiabilidade – depois de escrito e depurado, um programa pode ser 
transferido e armazenado facilmente em outros CLPs, o que reduz o tempo 
de programação, minimizando a depuração e aumentando a confiabilidade. 
Considerando ainda toda a lógica existente na memória do CLP, é 
inexistente qualquer possibilidade de erro lógico por conta de fiação, pois a 
única necessária é a do fornecimento de energia e para as entradas e 
saídas do equipamento; 
 flexibilidade – qualquer modificação necessária ao programa é feita com 
um mínimo de digitação, dadas as características das linguagens 
comumente utilizadas. Além de que inexiste praticamente o perigo de o 
usuário final modificar o programa, salvo se for capacitado e autorizado, e 
tiver em mãos o mecanismo necessário à interface (PC e cabo de 
 
 
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interface, ou um Terminal Portátil de Programação (HHP, Hand-Held 
Programmer); 
 funções avançadas – são capazes de realizar uma grande variedade de 
tarefas de controle, desde simples e repetitivasaté a manipulação de 
dados complexos; 
 comunicações – os vários CLPs existentes em uma unidade fabril podem 
comunicar-se mutuamente, sendo interligados a um CPL mestre, e este 
ainda a um PC, que permita o monitoramento dos diversos processos que 
estejam se desenvolvendo dentro da fábrica, bem como a reprogramação 
de qualquer um dos diversos terminais de CLPs. Pode ainda comunicar-se 
com um modem que receba instruções via internet; 
 velocidade – em função de sua rápida capacidade de contar e responder 
pulsos (2.000 a 6.000 pulsos por segundo), são especialmente indicados 
nas aplicações industriais que requeiram o uso de sensores destinados à 
contagem de eventos rápidos, como a passagem de grande número de 
peças por unidade de tempo; 
 diagnóstico – a capacidade de localização de falhas dos dispositivos de 
programação para que os usuários localizem e corrijam rapidamente os 
problemas de software e de hardware (FIALHO, 2011). 
Além dos benefícios citados, que não deixam de ser características dos 
CLPs, Fialho (2011) pondera que eles também são capazes de: 
a) Realizar instruções lógicas de relé: 
- examinar se energizado (contatos normalmente abertos - NA); 
- examinar se desenergizado (contatos normalmente fechados - NF); 
- energizar saída (bobinas); 
- energizar saída com retenção; 
- monoestável sensível à borda de subida. 
 
 
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b) Temporizador: 
- temporizador na energização; 
- temporizador na desenergização; 
- temporizador retentivo. 
c) Contadores crescentes e decrescentes. 
d) Contador de alta velocidade. 
e) Realizar operações matemáticas: 
- adição; 
- subtração; 
- divisão; 
- multiplicação; 
- zeramento; 
- raiz quadrada. 
f) Realizar instruções lógicas booleanas: 
- E (AND), OU (OR), OU exclusivo (XOR), negação (NOT). 
g) Realizar instruções de comparação: 
- =, #, <, ≤, >, ≥; 
- limite. 
h) Realizar manipulação de dados: 
- movimentação, movimentação com máscara; 
- FIFO e LIFO (primeiro a Entrar, Primeiro a Sair; Último a Entrar, Último a 
Sair); 
- Conversão BCO em binário; 
- Conversão binária em BCD 
 
 
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i) Realizar instruções específicas da aplicação: 
- sequenciador; 
- deslocamento de bits. 
j) Realizar fluxo de programa: 
- sub-rotina 
- MCR (Controle de Desenergização de Zona); 
- Entrada ou saída imediata com máscara; 
- temporização selecionável e saltos. 
Os CLPs podem ser classificados segundo a sua capacidade: 
 Nano e micro CLPs – possuem até 16 entradas e saídas. Normalmente são 
compostos por um único módulo com capacidade de memória máxima de 
512 passos; 
 CLPs de médio porte – capacidade de entrada e saída em até 256 pontos, 
digitais e analógicas. Permitem até 2048 passos de memória; 
 CLPs de grande porte – construção modular com CPU principal e 
auxiliares. Módulos de entrada e saída digitais e analógicas, módulos 
especializados, módulos para redes locais (WAGNER, 2013). 
 
6.4 Escolha do controlador lógico programável 
Uma parte fundamental de qualquer projeto de automação industrial é a 
escolha do controlador lógico programável. Para fazer a escolha correta, é 
importante considerar os seguintes pontos: 
 número e tipo de sinal que se deve elaborar, ou seja, o número dos 
input/output I/O digitais ou analógicos necessários para realizar a 
automação. É aconselhável escolher placas I/O com 20% de pontos I/O a 
mais do que aquele de que realmente se precisa, para o caso de eventuais 
ampliações futuras; 
 
 
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 disponibilidade de módulos especiais: módulos de contagem veloz, controle 
eixo, módulos para a conexão em rede com outros PLC ou PC; 
 quantidade de memória disponível (KWords disponível) e a possibilidade 
de eventuais expansões; 
 o scan do CLP, para uma velocidade suficientemente elevada para o tipo 
de automação que se deve realizar; 
 um aspecto frequentemente omitido, porém importante, é a assistência 
técnica. Pode ocorrer a necessidade de se consultar técnicos 
especializados da empresa fabricante do controlador programável; 
 a possibilidade de programar o controlador com vários tipos de linguagens 
de programação. Porém, em relação à preparação técnica do pessoal da 
empresa, deve ser lembrado que cursos e aprimoramentos têm custo para 
qualquer empresa; 
 o custo ligado à parada da máquina em caso de defeito do equipamento 
elétrico. A reposição do equipamento em tempo útil é um fator fundamental 
(PRUDENTE, 2011). 
 
6.5 Composição dos CLPs 
A estrutura física do CLP é um conjunto de circuitos eletrônicos 
interligados formados por processadores, memórias, barramentos, dispositivos de 
entrada e saída, fonte de alimentação e terminal de programação. 
Ao analisarmos o CLP quanto a sua arquitetura e forma construtiva, 
podemos compará-lo com um computador especialmente adaptado para 
aplicações industriais. Em razão de suas características físicas, ele pode 
funcionar em ambientes industriais agressivos, pois suporta variações de 
temperatura, vibrações, ruídos elétricos, pequenas variações na tensão, etc. Por 
tudo isso, é considerado um equipamento robusto (PAREDE; GOMES, 2011). 
Na maioria das vezes, os CLPs são disponibilizados em módulos, ou seja, 
cada configuração pode ser montada pelo usuário de acordo com sua 
 
 
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necessidade. Existem também modelos na forma compacta, cuja configuração o 
usuário não consegue alterar. Independentemente de serem compactos ou 
modulares, todos os CLPs tem a mesma arquitetura e seus blocos principais são: 
a) Unidade central de processamento (UCP). 
b) Memórias. 
c) Módulos de entrada e saída. 
Outros componentes secundários de hardware que podem ser 
adicionados à arquitetura do CLP seriam: 
d) Periféricos de interface com o usuário. 
e) Terminal de programação. 
Para conhecer o princípio funcional dos CLPs, bem como detalhes de sua 
instalação, é necessário que façamos uma rápida análise de seus componentes. 
 
6.5.1 Unidade central de processamento (UCP) 
A unidade central de processamento (UCP) gerencia todo o sistema, 
controlando as operações realizadas pelas diferentes unidades funcionais. 
A principal função da UCP é controlar e executar instruções presentes na 
memória. Ela é responsável pelo gerenciamento total do sistema, controlando os 
barramentos de endereços, de dados e de controle. 
O microprocessador é um dos componentes vitais da UCP. O primeiro 
microprocessador fabricado foi o Intel 4004, lançado em 1971. Somente depois 
desses dispositivos adquirirem confiabilidade é que passaram a ser utilizados na 
fabricação dos controladores lógicos programáveis (PAREDE; GOMES, 2011). 
Os primeiros CLPs usavam microprocessadores com lógica discreta. 
Alguns microprocessadores possuíamuma característica conhecida como 
microcoded que foi muito importante para o desenvolvimento dos CLPs. Esses 
microprocessadores tinham seu conjunto de instruções formado pela combinação 
de um conjunto de operações básicas. 
 
 
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O preço dos microprocessadores no final dos anos 1970 e início dos 1980 
caiu muito e eles se tornaram componentes permanentes do CLP. 
Na década de 1980, os CLPs já eram utilizados normalmente em 
sistemas de automação que envolviam lógica e sequenciamento. Surgia, então, a 
necessidade de desenvolver novas aplicações para esses equipamentos. O 
crescimento do mercado fez com que eles começassem a migrar para aplicações 
como controle de processo; comunicações entre homens e máquinas e 
processamento numérico. 
O surgimento de novas aplicações fez com que os CLPs sofressem 
evoluções, de início em razão da insuficiência de memória, das limitações do 
barramento e do aumento da complexidade do sistema. Para melhorar seu 
desempenho, associado à necessidade de maior processamento, os CLPs 
passaram a realizar multiprocessamento. 
A introdução significativa de novos produtos e das redes de comunicação 
de CLPs e a disponibilidade de processadores cada vez mais poderosos fizeram 
com que muitas das tarefas executadas por processadores, antes localizados em 
módulos de entrada e saída inteligentes fossem executadas em software pela 
unidade central de processamento (PAREDE; GOMES, 2011). 
 
6.5.2 Memórias 
Memória é o local em que são armazenados instruções e dados, ou seja, 
as informações necessárias para o funcionamento do CLP. As memórias podem 
ser classificadas em: 
 memória executiva ou do programa monitor; 
 memória do sistema; 
 memória imagem das entradas e saldas (E/S); 
 memória de dados; 
 memória do usuário ou de aplicação. 
 
 
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As primeiras memórias foram desenvolvidas usando pequenos anéis de 
ferro magnético, cada um com 1,5 mm de diâmetro. Quando o anel era 
magnetizado em certo sentido, a direção de magnetização indicava o estado “0” 
ou “1” do bit associado a esse núcleo. Os núcleos de ferrite eram bem maiores 
que os chips hoje utilizados para armazenar dados. A memória com esse tipo de 
núcleo era bastante rápida: um bit nela armazenado era lido em um milionésimo 
de segundo. No entanto, essa memória era cara, volumosa e de leitura destrutiva, 
pois apagava os dados armazenados no núcleo, tornando necessário armazená-
los novamente cada vez que fossem lidos. 
A primeira memória de semicondutores foi produzida em 1970 pela 
Fairchild. Tratava-se de uma pastilha que tinha quase o tamanho de um núcleo de 
ferrite, podia conter ate 256 bits de memória, era de leitura não destrutiva e muito 
mais rápida do que o núcleo de ferrite, mas volumosa quando comparada com as 
memórias existentes hoje em dia. Apenas 70 bilionésimos de segundo eram 
necessários para ler um bit. O custo do bit da memória de semicondutor, 
entretanto, era mais alto do que o do núcleo de ferrite. 
Já em 1974, o preço por bit da memória de semicondutores tornou-se 
menor do que o da memória de núcleo de ferrite. Em seguida, houve rápido 
declínio do custo de memória e aumento da densidade da memória física. 
A evolução da microeletrônica viabilizou o uso de memórias 
semicondutoras. 
No início, foram utilizadas as memórias RAM (random acces memory) 
que, por serem intrinsecamente voláteis, eram acompanhadas de baterias que as 
mantinham permanentemente alimentadas. Depois, as memórias PROM 
passaram a ser empregadas, porem, não eram reprogramáveis. O próximo passo 
foi adotar as memórias não voláteis EPROM, que eram apagadas pela exposição 
à luz ultravioleta. Surgiram, então, as memórias EEPROM que podiam ser 
apagadas eletricamente. 
Sem dúvida que o desenvolvimento das memórias contribuiu 
sobremaneira para o desempenho dos CLPs. 
 
 
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6.5.3 Módulos de entrada e saída 
Os dispositivos de entrada e saída (E/S) são utilizados para permitir a 
comunicação entre o CLP e os dispositivos externos. Por ser destinado ao 
controle de processos, esse equipamento é obrigado a adquirir dados relativos ao 
ambiente no qual está inserido e aquele que deve controlar fornecendo sinais de 
comando. 
Esses dispositivos podem ser divididos em dois grandes grupos: 
 dispositivos de entrada — classificados como entradas digitais e entradas 
analógicas; 
 dispositivos de saída — classificados como saídas digitais e saídas 
analógicas. 
 
6.5.4 Periféricos de interface com o usuário 
A maioria das aplicações com controladores lógicos programáveis 
necessita de uma interface homem-máquina (IHM). Em um processo produtivo, o 
operador precisa interagir com o processo ou a máquina, comandando 
operações, alterando parâmetros, visualizando situações e recebendo 
diagnósticos. 
Quando se iniciou o desenvolvimento dos CLPs, a interface com o usuário 
era praticamente igual a existente nos painéis de relés. Funções booleanas 
podiam ser introduzidas por meio de botoeiras e visualizadas com o uso de 
lâmpadas de sinalização. Os CLPs com grande número de bits de entrada e 
capacidade de processamento aritmético permitiam a leitura de dados numéricos 
utilizando chaves thumbwheel. Tratava-se de chaves com dez posições, cada 
uma delas representando um número. Quando conectada as entradas digitais do 
CLP, a thumbwheel indicava qual número o usuário escolheu. A indicação podia 
ser em código hexadecimal ou BCD. Várias chaves podiam ser combinadas para 
a entrada de números com vários dígitos. 
 
 
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Com a redução do custo dos displays de cristal líquido, surgiram as 
interfaces homem-máquina (IHMs). Esses dispositivos eram constituídos de 
teclado, display e processador, conectados por meio de uma rede de 
comunicação de dados a um ou mais CLPs. 
Com a adoção do CLP, as fiações dos painéis de relés tornaram-se bem 
mais simples. A fiação relacionada a interface com o usuário permaneceu a 
mesma, ou seja, as conexões de botoeiras, lâmpadas de sinalização e chaves 
thumbwheel ao CLP continuaram existindo. Essa fiação foi eliminada com a 
utilização de IHMs e houve aumento nos dados de entrada exibidos ao usuário. 
Tudo isso pode ser feito a um custo muito baixo, bastando fazer a programação 
de novas telas. No tempo das botoeiras, inserir novos dados significava a compra 
de mais botoeiras ou lâmpadas de sinalização e mais módulos de entrada e saída 
do CLP. 
Com isso, os sistemas se tornaram muito mais flexíveis e amigáveis, 
permitindo melhor interação com o usuário (PAREDE; GOMES, 2011). 
 
6.5.5 Terminal de programação 
A forma mais comum de interação entre o CLP e o usuário ocorre pela 
combinação teclado/monitor. Antes da popularização dos computadores pessoais 
(PCs – Personal computer)a programação dos CLPs era feita usando terminais 
de programação dedicados, com os dados fornecidos ao CLP por meio de 
programação via teclado. Esses terminais eram equipamentos robustos que 
dispunham de teclado e monitor. 
Há informações indicando que os terminais de programação mais 
primitivos e antigos compartilhavam a memória e o processador do próprio CLP a 
ser programado. Eles estavam muito próximos dos terminais “burros” usados para 
acesso aos computadores mainframes. A adoção desse método deve-se ao fato 
de que processadores e memórias eram muito caros na fase inicial da história do 
CLP (PAREDE; GOMES, 2011). 
 
 
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Hoje temos os mais modernos computadores pessoais que são 
resistentes 
 
6.6 Instalação do CLP 
Lembremos que um controlador programável é constituído de uma parte 
hardware e de uma parte software que executam diversos procedimentos de 
instalação e manutenção. 
Pois bem, para pôr em funcionamento o CLP visando garantir um 
funcionamento correto, já contando que a segurança da instalação e do pessoal é 
fator determinante, é necessário considerar também outros aspectos quando da 
instalação nos Quadros Elétricos: 
 a correta instalação, a proteção contra o distúrbio de natureza elétrica e, 
por fim, o ambiente com suas características críticas (temperatura, 
pressão, umidade); 
 antes da instalação, é importante ler, no manual do controlador, as 
instruções de montagem; 
 o controlador é geralmente colocado em um quadro elétrico que 
normalmente se encontra junto a outros aparelhos eletrônicos, tais como 
relé, contator, conversor de frequência, etc., pertencentes a circuitos de 
comando e de potência; 
 o instalador qualificado deve estar atento à instalação de uma máquina 
industrial, observando a indicação fornecida pelas normas IEC 60204-1 
(Segurança do maquinário, equipamento elétrico das máquinas. Parte 1: 
regras gerais). 
 
6.6.1 Cablagem 
Nesse caso, é preciso distinguir os condutores dos circuitos de sinal, que 
são geralmente sinais elétricos de alta sensibilidade, os circuitos de alimentação a 
baixa tensão e de alimentação de potência. 
 
 
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Resulta indispensável, conforme ressalta Prudente (2011) como é 
aconselhado pelos manuais de instalação dos PLCs, em particular Siemens e 
Omron, subdividir os vários condutores em grupos: 
Grupo 1 (circuito de sinal): 
- condutores blindados para transmissão de dados ou entrada a alta 
velocidade (tipo encoders); 
- condutores blindados para sinais analógicos; 
- condutores não blindados para tensão contínua e alternada, com valores 
menores ou iguais a 60 V; 
- condutores blindados para tensão contínua e alternada com valores 
menores ou iguais de 230V; 
 
Grupo 2 (circuito de baixa tensão): 
- condutores não blindados para tensão contínua e alternada maior de 
60V e menor ou igual a 230. 
 
Grupo 3 (circuito de potência): 
- condutores não blindados para tensão contínua e alternada com valores 
maiores ou iguais a 230V ou menores ou iguais a 1 kV. 
Esses grupos de condutores devem ser dispostos separadamente no 
quadro elétrico, utilizando-se canaletas rigidamente separadas. 
Os manuais técnicos indicam a distância mínima para o cabeamento 
externo dos cabos elétricos de potência. Essa distância serve para salvaguardar o 
PLC de distúrbios elétricos e magnéticos. 
 
 
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Veja a ilustração abaixo: 
Indica a distância mínima do CLP para as canaletas do cabeamento externo 
 
Fonte: Prudente (2011, p. 217). 
Na próxima ilustração, temos dois tipos de instalações com canaletas 
metálicas: à esquerda, uma canalização separada e paralela, e à direita, uma 
canalização comum e horizontal, com a distância aconselhada pelos fabricantes 
de equipamentos industriais. 
 
Note como as canaletas são rigidamente subdivididas nos 3 grupos de 
condutores descritos anteriormente. Frise-se que os circuitos de sinal (cabos de 
entrada do CLP, cabos para ligação com transdutores, cabos para sinal 
analógico) podem sofrer, em qualquer momento, influência eletromagnética 
externa devido, normalmente, aos cabos de potência (de força motriz) para a 
ligação de motores, circuitos de aquecimento e outros equipamentos industriais. 
Resumindo, nos grandes quadros elétricos industriais de comando e 
controle, é aconselhável separar completamente a seção de potência da seção de 
comando. Essa separação pode ser feita com quadros elétricos a coluna múltipla 
 
 
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ou a gaveta. Cada compartimento, a coluna ou a gaveta é rigidamente separado 
da seção de potência e de comando. 
 
6.6.2 Condições ambientais, ligação a Terra e outras orientações 
Algumas condições ambientais devem ser garantidas para que o 
controlador opere de modo correto. Devem ser garantidas as condições ligadas à 
temperatura, umidade e outros parâmetros. É indispensável então consultar o 
manual de instalação de cada PLC. 
Na montagem das CPUs e módulos de expansões, seja na montagem 
horizontal ou na vertical, é preciso respeitar algumas distâncias mínimas entre os 
componentes a fim de garantir um correto esfriamento do equipamento eletrônico. 
Veja, por exemplo, a ilustração abaixo para a montagem dos PLCs Siemens. 
 
 
O melhor modo para o aterramento de um controlador programável é 
garantir que todas as conexões comuns do CLP e dos equipamentos a ele ligados 
sejam conectadas a um único ponto de massa. Esse ponto é conectado 
diretamente do ponto de terra ao sistema. Em cada caso, deve-se consultar o 
manual de instalação do controlador. 
 
 
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O CLP normalmente é dotado de um circuito para desligar seu 
funcionamento se o seu nível de tensão abaixa em 85% do valor normal. Nesse 
caso, todas as saídas são desligadas automaticamente. 
O controlador programável ativa novamente o seu funcionamento no 
momento que a alimentação volta a ser maior que 85%do valor normal (partida a 
quente). 
Em caso de partida a quente, cada controlador programável tem um 
procedimento diferente no sistema operacional. No caso de falta temporária 
(microinterrupção), o CLP se comporta de diversos modos dependendo do tempo 
(milissegundos) de interrupção da tensão elétrica. Também nesse caso a consulta 
ao manual de sistema é indispensável (PRUDENTE, 2011). 
Em geral, o CLP não pode ser usado para funções de segurança e 
emergência. 
Para máquinas que requerem dispositivos de segurança com botão de 
emergência, é necessário projetar circuitos em lógica cabeada eletromecânica 
totalmente independente do CLP.O controlador pode ser utilizado para: 
 sinalizar ao operador qual dispositivo de segurança causou a parada; 
 sinalizar a possibilidade de reencaminhar a máquina, uma vez acabado o 
período de emergência. 
Também é importante lembrarmos que a parada e a parada de 
emergência são de relevante importância para os equipamentos elétricos quando 
diretamente ligados ao uso do controlador programável. 
 
6.6.3 Interface com a Rede Elétrica e com os Dispositivos de I/O 
Os esquemas elétricos que apresentaremos se referem à ligação com a 
rede elétrica e com os dispositivos I/O de um CLP genérico, considerando o 
controlador programável inserido em um quadro elétrico a bordo de uma máquina 
submetido à prescrição da norma IEC 60204-1. 
 
 
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Em relação aos transformadores e fonte de alimentação: 
Qualquer que seja a tensão de funcionamento de um quadro elétrico, 
PRUDENTE (2011) diz que é sempre preferível um transformador com tensão 
primária monofásica a 400VAC. 
Para o secundário, é aconselhável ter dois enrolamentos separados com 
tensão geralmente de 24 VAC e 230VAC para a alimentação dos circuitos 
auxiliares e do controlador programável, conforme ilustração a seguir: 
 
 
Não é aconselhável um transformador trifásico com enrolamentos 
secundários ligado a estrela com neutro (centro estrela) porque a norma IEC 
60204-1veta o seu uso. 
De fato, o uso de um transformador com enrolamentos secundários 
separados limita um eventual aumento da tensão em linha. Essa instabilidade se 
manifesta com maior frequência entre as fases e o fio neutro e se manifesta com 
menor frequência entre fase e fase. 
 
 
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Em se tratando da alimentação das entradas: 
Para a alimentação das entradas, deve-se considerar uma absorção 
média para cada entrada de 10-15mA e calcular a máxima quantidade de 
entradas que possam ser ativas simultaneamente. 
Para os CLPs com poucas entradas, é suficiente utilizar a alimentação 
interna do CLP, que fornece geralmente 200-250 mA. Se as entradas precisam de 
uma corrente maior, ocorre uma fonte de alimentação externa. 
Para a alimentação das saídas: 
A tensão das saídas geralmente é padronizada. Para circuitos auxiliares 
temos em corrente alternada: 24 V, 110 V, 220 V. Na Tabela abaixo vemos um 
resumo do tipo de alimentação para os circuitos das saídas. 
 
 
 
Fonte: Prudente (2011, p. 222). 
 
Para quadros elétricos de pequeno tamanho, é possível utilizar bobinas a 
220 V. Assim se evita o uso do transformador. Para o dimensionamento do 
transformador, é preciso calcular a soma das potências absorvidas pelos relés e 
contatores. 
Exemplo aplicativo: 
Os esquemas das duas figuras a seguir, nomeadas “A” e “B”, preveem o 
controlador programável inserido em um quadro elétrico a bordo de uma máquina 
submetida à prescrição da norma IEC 60204-1. 
 
 
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A alimentação do quadro elétrico é efetuada por meio da chave geral 
trifásica QF1 com a tensão a 400V. 
O transformador possui o secundário com 2 enrolamentos separados, 
respectivamente, para a tensão de 220V e 24V, para alimentação dos circuitos 
auxiliares e do controlador programável. 
A alimentação das entradas é fornecida pela fonte de alimentação interna 
ao CLP por meio de chave monofásica QF2. A proteção das chaves QF1 e QF2 é 
efetuada por fusíveis com tamanho adequado. É possível, em substituição aos 
fusíveis, usar disjuntores termomagnéticos automáticos. 
A alimentação das saídas é separada, ou seja, as saídas O1, O2 e O3 
são alimentadas a 24V; a saída O4 pode ser alimentada com tensão diferente, 
desde que a tensão esteja entre o limite estabelecido pelos construtores. 
Na maioria das vezes, as saídas separadas são possíveis somente com 
saídas a relé. 
Na figura “A” vemos um contato auxiliar normalmente aberto K em série 
ao parafuso 1L, que alimenta as saídas do CLP. A chave K deve ser inserida 
quando se prevê uma parada de emergência categoria O. 
 
 
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Figura “A” 
 
Fonte: Prudente (2011, p. 223). 
A parada de emergência de categoria 0, prevista pela norma IEC 60204-
1, prevê a suspensão imediata da alimentação dos atuadores (parada não 
controlada). Essa solução da parada de emergência de categoria O pode ser 
prevista pelo projetista no caso de as saídas O1, O2, O3 serem julgadas muito 
perigosas para a segurança. 
 
 
 
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Figura “B” 
 
Fonte: Prudente (2011, p. 224). 
No funcionamento normal, deve-se pressionar o botão SI (figura “B”), que, 
por meio da energização da bobina de segurança K, faz fechar o seu contato 
auxiliar K em série ao parafuso 1L, que alimenta assim as saída do CLP 
Pressionando-se o botão de emergência a cogumelo S2, se desenergiza a bobina 
de segurança K, abrindo assim o seu contato auxiliar em série a 1L e 
desenergizando as saídas do CLP. 
A ordem de emergência é enviada também na entrada I4 do CLP por 
meio do teste sobre o estado do contato auxiliar normalmente aberto K. Para 
assegurar a proteção das pessoas contra os perigos do contato direto e indireto, é 
aconselhável o uso de um transformador de segurança para circuitos do tipo 
PELV (protection extra low voltage). 
Para isolar os circuitos de baixa tensão 220 V do circuito auxiliar (circuito 
de saída do PLC a 24V), a norma IEC 60204-1prevê que o transformador com 
enrolamentos separados com tensão menor que 50V deve ter um parafuso ligado 
a terra (PE). A esse parafuso ligado a terra devem ser ligadas todas a saídas 
comuns do CLP. A mesma norma IEC 60204-1 proíbe qualquer dispositivo de 
interrupção da corrente no condutor elétrico comum de saída do CLP. Caso não 
se utilize um transformador de segurança no circuito de saída do PLC a 24 V, o 
 
 
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circuito de comando, segundo a norma IEC 60204-1, chama-se do tipo FELV 
(functional extra-low voltage) e prevê a utilização de transformadores normais 
(não de segurança). 
Nesse caso, para garantir a proteção das pessoas contra os perigos dos 
contatos direto e indireto, é indispensável o uso de um interruptor do tipo 
diferencial contra as correntes de fuga a terra. Esse interruptor diferencial deve 
ser ligado em série com a chave geral QF1 (não desenhado na figura “A”). 
 
Considerações práticas sobre a interface do PLC com os sensores 
discretos: 
Normalmente,não se têm problemas de conexão das entradas dos CLPs 
com sensores dotados de chaves eletromecânicas do tipo relé. Já os sensores do 
tipo discreto (sensores de proximidade, fotocélulas e outros dispositivos) 
requerem uma particular atenção. De fato, os sensores discretos têm saídas 
geralmente a transistor (PRUDENTE, 2011). 
Existem no comércio dois tipos de sensores com saída estática: PNP E 
NPN. O do tipo PNP atua na saída com transistor do tipo PNP; o do tipo NPN atua 
na saída com transistor do tipo NPN. 
Na lógica PNP temos na saída do sensor um estado lógico “1” 
correspondente a um sinal positivo versus massa, geralmente +5V,+10V,+24V em 
corrente contínua. 
Com a lógica NPN, temos na saída do sensor um estado lógico “1” 
correspondente a um sinal negativo versus massa, geralmente -5 V, -10 V, -24 V 
em corrente contínua. O tipo de sensor PNP ou NPN que conectaremos na 
entrada do CLP depende do tipo de placas de entradas do CLP usado, que 
deverá ter a mesma polaridade. 
Em poucas palavras, um sensor do tipo PNP, ligado nas entradas de um 
CLP, deve ter placa do tipo PNP, ou seja, de mesma polaridade; assim como um 
 
 
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sensor do tipo NPN ligado nas entradas de um CLP deve ter uma placa do tipo 
NPN. 
Nas Figuras “C” e “D” temos a ligação entre os sensores discretos do tipo 
NPN e PNP nas entradas de um CLP genérico. 
Na figura “C”, o comum das entradas do PLC é positivo (COM+), e em 
consequência a placa de entrada do CLP é do tipo NPN, e o sensor que se pode 
ligar deve ser do mesmo tipo NPN. 
Na Figura “D”, vemos que o comum das entradas do CLP é negativo 
(COM-), e em consequência a placa de entrada do CLP é do tipo PNP e o sensor 
que se pode ligar deve ser do mesmo tipo PNP. 
Geralmente, os fabricantes japoneses de CLPs utilizam placas de entrada 
do tipo NPN. Já os fabricantes de CLPs europeus usam placas de entrada do tipo 
PNP. 
É claro que nos manuais técnicos das placas deverá estar indicada a 
polaridade NPN ou PNP. 
Para concluir, podemos dizer que os PLCs Simatic da Siemens, se não 
especificado em contrário, têm polaridade PNP (PRUDENTE, 2011). 
 
 
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FIGURA “C” 
 
 
 
 
FIGURA “D” 
 
 
 
 
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Enfim, dicas para manutenção e pesquisa dos defeitos: 
É recomendável efetuar uma manutenção ordinária a cada 6 meses e no 
máximo a cada ano para qualquer dispositivo ou equipamento industrial. A 
filosofia de base de qualquer intervenção em caso de defeito é a de isolar a parte 
defeituosa com a substituição do módulo defeituoso o mais rápido possível para 
diminuir o tempo de parada de máquina. 
Procura-se compreender a causa dos defeitos por meio das funções de 
autodiagnostico presentes em qualquer controlador programável. Com o 
autodiagnóstico, é possível uma redução considerável do tempo de parada de 
máquina. 
Prudente (2011) identificou 3 tipos de falhas muito comuns na CPU: 
a) Falha de inicialização 
Provoca uma mensagem na unidade de programação durante a fase do 
autodiagnóstico sinalizada por meio de LEDs. Os manuais de sistema fornecem 
as indicações do significado do estado dos LEDs relativas a essa condição de 
falha. 
b) Falha fatal 
Provoca uma parada imediata da CPU, e todas as saídas são 
automaticamente desligadas. 
c) Falha não fatal (alarm) 
Provoca um alarme, porém o programa é executado normalmente. O 
operador rapidamente deverá eliminar a causa do alarme. Se é um alarme “a 
tempo”, a remoção deve acontecer muito rapidamente para evitar a parada da 
CPU. 
Em todo caso, a consulta ao manual de sistema resulta sempre 
indispensável (PRUDENTE, 2011). 
 
 
 
 
 
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UNIDADE 7 – APLICAÇÕES PRÁTICAS UTILIZANDO 
CONTROLADOR PROGRAMÁVEL 
 
Dentre as várias aplicações práticas de um CLP temos um 
estacionamento automático controlado, semáforo com display com contagem 
decrescente; instalação automatizada de separação de dois produtos; inspeção e 
controle de uma linha de transporte discretizada; instalação automatizada com 
cálculos de percentual de descarte em uma linha de produção; controle de 
instalação para escadaria; controle de porta automática; controle de ventilação; 
controle de portão de uma fábrica. 
Vamos exemplificar utilizando microcontroladores programáveis da linha 
CLIC WEG que caracterizam-se pelo seu tamanho compacto, fácil programação e 
excelente custo – benefício. Este microcontrolador é utilizado em automação de 
pequeno porte em tarefas de intertravamento, temporização, contagem e 
comandos tradicionais. Por isso podem ser utilizados em varias aplicações como, 
por exemplo: 
 sistemas de iluminação; 
 comandos de portas e cancelas; 
 sistemas de energia; 
 sistemas de refrigeração e ar condicionado; 
 sistemas de ventilação; 
 sistemas de transporte; 
 controle de silos e elevadores; 
 comando de bombas e compressores; 
 sistemas de alarme; 
 comando de semáforos; 
 sistemas de irrigação; 
 
 
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 outras aplicações (WAGNER, 2013). 
O CLIC-02 é um PLC pequeno e inteligente contendo até 44 pontos de 
E/S, possui programa gráfico em ladder e FBD, é aplicável á operação automática 
de pequena escala. O CLIC-02 pode expandir em até 3 grupos de módulo de 4 
entradas - 4 saídas. A mobilidade inteligente e supremacia do CLIC-02 são de 
grande valia para você economizar consideravelmente tempo e custo na 
operação. 
CONTROLE DE PORTA AUTOMÁTICA 
As portas automáticas são geralmente instaladas na entrada de 
supermercados, bancos e hospitais. 
Requisitos: 
- a porta deve abrir automaticamente quando uma pessoa está se 
aproximando; 
- a porta permanece aberta durante um determinado tempo e então 
fecha, se não houver alguma pessoa presente. 
 
 
 
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Solução tradicional: 
 
 
Quando quaisquer sensores B1 ou B2 detectarem a presença de algum 
visitante, a porta será aberta. Após um determinado tempo sem detectar ninguém, 
o relé MC4 irá comandar o fechamento da Porta. 
Utilizando o CLIC como controlador do sistema: 
A utilização do CLIC como controlador do sistema pode simplificar o 
circuito. Tudo o que precisa ser feito é conectar ao CLIC os sensores de 
presença, fins de curso e o contator. 
Componentes utilizados: 
- MC1 contator de abertura da porta; 
- MC2 contatorde fechamento da porta; 
 
 
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- S1 (contato NF) fim de curso de fechamento; 
- S2 (contato NF) fim de curso de abertura; 
- B1 (contato NA) sensor infravermelho externo; 
- B2 (contato NA) sensor infravermelho interno. 
Circuito elétrico e Programa com o CLIC sendo utilizado: 
 
 
Fonte: WAGNER (2013). 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
REFERÊNCIAS BÁSICAS 
 
FIALHO, Arivelto Bustamante. Automação pneumática: projetos, 
dimensionamento e análise de circuitos. 6 ed. Editora Érica, 2009. 
PRUDENTE, Francesco. Automação industrial: PLC: programação e instalação. 
Rio de Janeiro: LTC, 2011. 
 
 
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES 
 
ANTONELLI, P. L. Introdução aos controladores lógicos programáveis (CLPs). 
Apostila de Curso de CLP Básico, 1998. 
CASTRUCCI, Plínio de Lauro; MORAES, Cicero Couto de. Engenharia de 
Automação industrial. 2 ed. Rio de Janeiro: LTC, 2007. 
CAVALCANTI, Anderson Luiz de Oliveira; CARVALHO NETO, João Teixeira. 
Controladores Lógicos Programáveis. Natal-RN: UFRN, 2011. Disponível em: 
http://www.dca.ufrn.br/~joaoteixeira/ApostilaCLPFinal.pdf 
CORRADI, J. Controladores Lógicos Programáveis. Apostila de Curso de CLP, 
2005. 
DIGEL ELÉTRICA. CLP (2014). Disponível em: 
http://www.digel.com.br/novosite/index.php?option=com_content&view=category&l
ayout=blog&id=43&Itemid=1 
KONTE, J. F.; TEIXEIRA, J. L. P.; ALVES, P. E. Curso de Controladores Lógicos 
Programáveis. Apostila do curso de controladores lógicos programáveis da UERJ, 
2009. 
MAITELLI, A. L. Apostila de Controladores Lógicos Programáveis, Apostila do 
curso de CLP do Departamento de Engenharia de Computação e Automação da 
UFRN. 
MAMEDE FILHO, João. Instalações elétricas industriais. 8 ed. Rio de Janeiro: 
LTC, 2012. 
PAREDE, Ismael Moura; GOMES, Luiz Eduardo Lemes. Eletrônica: automação 
industrial. São Paulo: Fundação Padre Anchieta, 2011. Disponível em: 
http://eletro.g12.br/arquivos/materiais/eletronica6.pdf 
 
 
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PUPO, Maurício Santos. Interface homem-máquina para supervisão de um CLP 
em um controle de processos através da WWW. São Paulo: USP, 2002. 
Dissertação de Mestrado. 
PRUDENTE, Francesco. Automação industrial: PLC – teoria e aplicação- curso 
básico. Rio de Janeiro: LTC, 2007. 
RIBEIRO, Marco Antônio. Automação industrial. 4 ed. Salvador: 2001. 
ROSÁRIO, João Maurício. Automação industrial. São Paulo: Baraúna, 2009. 
SILVA, M. E. Automação Industrial. Apostila da disciplina de automação industrial 
das instituições: FUMEP, EEP, COTIP, 2005. 
UFPB. Sistemas digitais. Disponível em: www.di.ufpb.br/jose/sistemas.doc 
WAGNER, Robson. Automação industrial. CENTEC. Centro de Ensino de 
Tecnologias, 2013. Disponível em: 
http://www.centec.org.br/index.php/atuacao/ensino/pos-graduacao 
WEG Indústrias Ltda. Módulo 3: automação de processos industriais (2009). 
Disponível em: 
ftp://ftp.mecanica.ufu.br/.../Automação%20de%20Processos%20Industri...

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