A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
VEDAÇÃO VERTICAL

Pré-visualização | Página 1 de 5

DISCIPLINA - CONSTRUÇÃO CIVIL II
VEDAÇÕES VERTICAIS
DOCENTE: PROF PAULO WALDEMIRO SOARES CUNHA
Fevereiro de 2013
VEDAÇÃO VERTICAL
A VEDAÇÃO VERTICAL pode ser entendida como sendo um “SUBSISTEMA DO EDIFÍCIO”, constituído por elementos que compartimentam e definem os ambientes internos, controlando a ação dos agentes indesejáveis”.
Importância das vedações
Determinam as Diretrizes para o Planejamento e Programação da Execução por estarem no Caminho Crítico da Obra;
Determinam o Potencial de Racionalização da Produção, na medida em que interferem com as Instalações Elétricas e Hidrossanitárias, com as Esquadrias e com os Revestimentos;
Determinam grande parte do desempenho do Edifício como um todo, por terem grande influência nos aspectos relativos à habitabilidade (Conforto, Higiene, Saúde, Segurança de Utilização);
Têm profunda relação com a ocorrência de Problemas Patológicos;
Participam, em muitos casos, da Estrutura ( Alvenarias Estruturais ) e em outros são partes acessórias (servem como Travamento da Estrutura de Concreto Armado).
VEDAÇÃO VERTICAL
Principais Funções das Vedações
Proteção dos ambientes contra a ação de agentes externos, tais como : correntes de ar, águas de chuva, raios visuais, som e calor;
Compartimentação e definição dos ambientes internos;
 Servir de suporte e proteção para as instalações do edifício;
Criar, conjuntamente com a cobertura e esquadrias, as necessárias condições de habitabilidade. 
Propriedades das Vedações
Resistência Mecânica: Capacidade da parede em manter a sua integridade física, a partir de um estado de consolidação do conjunto quando solicitada pelas ações mecânicas previstas em projeto:
 peso próprio; 
 cargas de vento; 
 cargas suspensas; 
deformações da estrutura de concreto (pilares e vigas);
puncionamento;
choques que resultem em esforços que geram tensões.
VEDAÇÃO VERTICAL
Influem na resistência mecânica:
características dos componentes que constituem a vedação ;
características da junta de argamassa e resistência de aderência do conjunto (no caso de alvenarias);
propriedades geométricas das paredes : coeficiente de esbeltez; área da seção resistente; relação altura / comprimento;
tipo de fixação (ligação) da parede de vedação à estrutura.
Deformabilidade: Capacidade das mesmas em manter-se íntegra quando solicitadas ao longo do tempo.
Tipos de deformação:
 deformações intrínsecas: originadas a partir de esforços internos à parede, provocados pela variação dimensional dos componentes de alvenaria e das juntas de argamassa;
 deformações extrínsecas: têm origem nas ações externas, ou seja, pelos esforços introduzidos, principalmente, pelas deformações da estrutura de concreto e pela ação do vento.
VEDAÇÃO VERTICAL
Desempenho Térmico: O desempenho térmico das vedações verticais de uma edificação, notadamente no que se refere as paredes que constituem sua envoltória externa, influi decisivamente para o conforto térmico da mesma. 
Exigências de desempenho térmico: Definidas pelas características climáticas da região e pela orientação do edifício:
Temperaturas médias anuais;
Umidade relativa do ar ( médias anuais);
Velocidade e direção dos ventos;
Radiação solar direta e difusa.
Conforto Térmico: A sensação de conforto é definida pelos parâmetros:
Temperatura interna;
Umidade relativa do ar;
Velocidade do ar no interior do edifício.
VEDAÇÃO VERTICAL
VEDAÇÃO VERTICAL
Estanqueidade: Capacidade dos componentes e elementos da vedação (paredes e revestimentos) em resistir à penetração de água e impedir a passagem de ar, de gases ou de materiais sólidos em suspensão (poeira, areia, fuligem, etc.).
Influem no desempenho quanto à estanqueidade:
 Projeto Arquitetônico, no que se refere a concepção das fachadas: deve estar adequado às condições de exposição, contemplando a questão da ação da água, através da adoção de detalhes que controlem o fluxo d’água;
 Espessura adequada das paredes externas, pelo menos 14 cm, revestidas, preferencialmente, com revestimento cerâmico assentado sobre emboço;
 Argamassas de assentamento dosadas, para obtenção de aderência e capacidade de movimentação adequadas;
 Especificações adequadas de Reforços e Ligações com a estrutura para evitar fissuras;
 Execução do revestimento após a conclusão de todas as alvenarias, de forma a prevenir o aparecimento de fissuras, em função dos carregamentos nas primeiras idades;
 Manutenção adequada dos componentes da vedação.
VEDAÇÃO VERTICAL
Segurança ao Fogo: Capacidade da parede de vedação, e demais componentes do sistema de Vedação Vertical, de apresentar determinada resistência à ação do fogo.
Resistência ao Fogo: “Tempo durante o qual um elemento da construção sujeito a uma elevação de temperatura em uma de suas faces, mantém a sua estabilidade, não permitindo a passagem de gases e chamas e assegura a manutenção da temperatura, em sua outra face, dentro de parâmetros aceitáveis”.
Reação ao Fogo: Contribuição dos materiais constituintes da vedação, na “alimentação e propagação de um foco de incêndio, bem como na produção e propagação de fumaça e gases nocivos”.
 O edifício deve atender algumas condições quando da ocorrência de um incêndio:
O desenvolvimento do fogo dentro do local não deve surpreender os ocupantes;
Não deve ocorrer o desprendimento de gases tóxicos;
Deve ser permitida a fuga dos ocupantes por seu próprios meios.
VEDAÇÃO VERTICAL
A evolução da temperatura durante um incêndio é função de vários fatores que se inter-relacionam, sendo os principais :
Quantidade, tipo e distribuição dos materiais combustíveis no interior do recinto (Carga Térmica ou Carga Incêndio);
Suprimento de ar na unidade de tempo (Ventilação);
Porosidade e forma dos materiais combustíveis;
Forma do recinto;
Características térmicas dos materiais constituintes do recinto.
Condições Superficiais: Desempenho da vedação enquanto base e suporte dos revestimentos, sobretudo os de pasta de gesso e de argamassas, e devem ser enfocados tendo-se em vista a necessária compatibilidade das superfícies em contato e uma aderência satisfatória e homogênea na interface Alvenaria / Revestimento. Nesse sentido as características mais importantes das vedações verticais são :
rugosidade superficial;
porosidade;
absorção inicial;
homogeneidade;
integridade superficial.
VEDAÇÃO VERTICAL
Desempenho Acústico: As vedações verticais devem apresentar desempenho acústico compatível com as exigências de conforto do usuário da edificação. A escolha dos componentes deve levar em consideração:
O nível sonoro da fonte que se deseja isolar (em dB), seja interno ou externo;
O nível sonoro máximo dentro do ambiente, recomendado pela Norma Brasileira NB 95, em função da atividade a ser exercida no mesmo.
Materiais refletores, absorventes e isolantes: Quando uma onda sonora incide sobre uma superfície uma certa quantidade de energia sonora é refletida, enquanto que a outra, que desaparece atrás da superfície, é composta por duas parcelas: a energia sonora absorvida pela superfície e a energia transmitida através da mesma.
Materiais isolantes: Quanto mais pesados forem os materiais que constituem um componente, maior dificuldade oferecerão a passagem do som, pois mais difícil será fazê-los vibrar. O isolamento sonoro é, portanto, diretamente proporcional a massa: é a chamada “Lei Teórica das Massas”.
Materiais acústicos absorventes: Grande parte da energia sonora que nele incide é absorvida. Os materiais fibrosos (lã de vidro, lã de rocha, etc.) e os porosos (espuma de poliuretano, etc.) são os materiais tipicamente utilizados para absorver o som. 
VEDAÇÃO VERTICAL
Durabilidade: Capacidade em manter suas propriedades ao longo do tempo – vida útil -, sob condições normais de uso.
Para vedações verticais com função estrutural, cuja manutenção e/ou reposição sejam onerosas e de difícil execução, a durabilidade deve ser igual a da edificação.
Quando as Vedações Verticais não têm função estrutural, podem