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Mercado Financeiro Prof. JARBAS FEITOSA jarbasfeitosa@hotmail.com UNIDADE I - SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL Prof. JARBAS FEITOSA jarbasfeitosa@hotmail.com 1.1 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional 1.2 Subsistema Normativo 1.3 Subsistema de Intermediação 1.4 Composição do Sistema Financeiro Nacional 1.5 Títulos Públicos Negociados no Mercado Financeiro 1.6 Organismos Financeiros Internacionais Entendendo Alguns Conceitos Econômicos Como utilizar (sobretudo, distribuir) recursos escassos para saciar necessidades e demandas infinitas da sociedade? NECESSIDADES ESCASSEZ Entendendo Alguns Conceitos Econômicos FORMAS DE ORGANIZAÇÕES ECONÔMICAS ✓ Economia Planificada (Socialismo): • A propriedade dos meios de produção é do estado. • Estado toma decisões de preços dos produtos e a maximização dos lucros não é imperativa. • Busca-se a promoção do bem-estar de todos através da distribuição igualitária dos recursos por intermédio de um poder centralizador. Entendendo Alguns Conceitos Econômicos FORMAS DE ORGANIZAÇÕES ECONÔMICAS ✓ Economia de Mercado (Capitalismo): • Caracterizada pela propriedade privada (detentores dos Fatores de Produção), livre iniciativa, individualismo e lucro. • Não há uma coordenação central, o mercado se autorregula e equaciona seus problemas. Oferta e Demanda. Entendendo Alguns Conceitos Econômicos AGENTES ECONÔMICOS: ✓ Agentes Superavitários ou Poupadores; ✓ Agentes Deficitários ou Tomadores de Recursos; ✓ Intermediários Financeiros. Entendendo Alguns Conceitos Econômicos DIAGRAMA DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 1.1 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional Prof. JARBAS FEITOSA jarbasfeitosa@hotmail.com Mercado Financeiro: o mercado financeiro existe para viabilizar a troca de recursos entre diversos agentes econômicos. O Sistema Financeiro Nacional (SFN) pode ser definido como o conjunto de instituições financeiras, que tem na transferência de recursos dos agentes poupadores para os agentes tomadores de recursos, sua principal função, por meio da qual financia o crescimento da economia (Ex.: Títulos Públicos). Logo, torna-se evidente a função, tanto econômica, quanto social, desse sistema. 1.1 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional Prof. JARBAS FEITOSA jarbasfeitosa@hotmail.com Crescimento Econômico é o mesmo que Desenvolvimento Econômico? 1.1 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional De acordo com Assaf Neto (2011, p. 37), todo processo de desenvolvimento de uma economia exige a participação crescente de capitais, que são identificados por meio da poupança disponível em poder dos agentes econômicos e direcionados para os setores produtivos carentes de recursos mediante intermediários e instrumentos financeiros. 1.1 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional O SFN lida diretamente com quatro tipos de mercado: mercado monetário: fornece à economia papel-moeda e moeda escritural (aquela depositada em conta-corrente); mercado de crédito: fornece recursos para o consumo das pessoas em geral e para o funcionamento das empresas; mercado de capitais: permite às empresas em geral captar recursos de terceiros e, portanto, compartilhar os ganhos e os riscos; mercado de câmbio: é o mercado de compra e venda de moeda estrangeira. 1.1 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional Prof. JARBAS FEITOSA jarbasfeitosa@hotmail.com A INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA, por meio da qual é possível alocar os recursos excedentes dos agentes superavitários às mãos dos agentes deficitários, que buscam tais recursos para financiar seus projetos de investimentos, permite que todos os participantes deste mercado se encontrem em melhor situação, isso porque, os poupadores auferem rendimentos como pagamento pelos empréstimos e os tomadores conseguem fazer suas atividades e projetos se desenvolverem e funcionarem. 1.1 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional O principal objetivo do sistema financeiro nacional (SFN), segundo Faria (2003, p. 1) é aproximar tomadores e aplicadores de recursos da maneira mais segura, objetiva e transparente possível. É por meio do sistema financeiro que as pessoas, as empresas e o governo circulam a maior parte dos seus ativos, pagam suas dívidas e realizam seus investimentos. Assaf Neto (2003, p. 74), complementa que, por meio do SFN, viabiliza-se a relação entre agentes carentes de recursos para investimentos e agentes capazes de gerar poupança e, consequentemente, em condições de financiar o crescimento da economia. (Ex.: Startups) 1.1 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional ✓ Origem e Evolução Histórica do SFN As quatro grandes fases que marcaram a evolução histórica do sistema financeiro nacional foram: • Da Família Real até a Primeira Guerra Mundial (1808 – 1914). • Da Primeira Guerra Mundial até a Segunda Guerra Mundial (1914 – 1945). • Após a Segunda Guerra Mundial até a Grande Reforma Financeira (1945 –1964). • Da Grande Reforma Financeira até hoje (1.964 – nossos dias). Sistema Financeiro Nacional AS FUNÇÕES DO SFN NA ECONOMIA Em regra, pode-se afirmar que as principais funções de um sistema financeiro na economia são: ✓ Promover a poupança. ✓ Arrecadar e concentrar a poupança em grandes volumes. ✓ Transformar a poupança em créditos especiais. ✓ Encaminhar os créditos às poupanças produtivas. 1.1 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional Estrutura atual do SFN: 1.1 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional ✓ Assaf Neto (2011, p. 38) afirma que o subsistema normativo é responsável pelo funcionamento do mercado financeiro e de suas instituições, fiscalizando e regulamentando suas atividades por meio, principalmente, do Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão normativo máximo, e do Banco Central do Brasil (Bacen). A CVM é um órgão normativo de apoio do sistema financeiro, atuando mais especificamente no controle e fiscalização do mercado de valores mobiliários (ações e debêntures). ✓ Já o subsistema de intermediação é constituído pelas instituições financeiras públicas ou privadas, que atuam no mercado financeiro. Viabiliza a relação entre agentes carentes de recursos para investimento e os agentes capazes de gerar poupança e, consequentemente, em condições de financiar o crescimento da economia 1.1 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional 1.1 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional 1.1 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional Subsistema Normativo Também fazem parte desse subsistema, de acordo com Fortuna (2013), a (1) Seguros Privados (CNSP e SUSEP) e a (2) Previdência Complementar (CNPC e PREVIC): (1) é o ramo do SFN para quem busca seguros privados, contratos de capitalização e previdência complementar aberta. - mercado de seguros privados: é o mercado que oferece serviços de proteção contra riscos; - previdência complementar aberta: é um tipo de plano para aposentadoria, poupança ou pensão. Funciona à parte do regime geral de previdência e aceita a participação do público em geral. - contratos de capitalização: são os acordos em que o contratante deposita valores podendo recebê-los de volta com juros e concorrer a prêmios. Subsistema Normativo: CMN (2) Voltado para funcionários de empresas e organizações. O ramo dos fundos de pensão trata de planos de aposentadoria, poupança ou pensão para funcionários de empresas, servidores públicos e integrantes de associações ou entidades de classe. O órgão máximo do SFN é o Conselho Monetário Nacional (CMN) principal responsável pela direção da política monetária, creditícia e cambial do país. • Fortuna (2013) evidencia que podemos entendê-lo como um Conselhode Política Econômica do país. Função Normativa. • Um dos mais importantes objetivos do conselho é estabelecer as metas de inflação. • Formado pelo COMOC – Comissão Técnica da Moeda e do Crédito. A seguir, assinala-se prerrogativas do CMN: Subsistema Normativo: CMN Responsável por todo um conjunto de atribuições específicas, destacando- se: • Autorização de emissão de papel-moeda; • Aprovação dos orçamentos monetários preparados pelo Banco Central; • Fixação de diretrizes e normas de política cambial; • Disciplinar o crédito em suas modalidades e as formas das operações creditícias; • Criação de limites para a remuneração das operações e serviços bancários ou financeiros; • Determinação da taxa de recolhimento compulsório das instituições financeiras; • Regulação sobre as operações de redesconto de liquidez; e • Estabelecer ao Banco Central o monopólio de operações cambiais quando o Balanço de Pagamentos exigir. Subsistema Normativo: BACEN É o órgão executivo central do SFN, responsável pelo cumprimento das disposições legais sobre o funcionamento desse sistema decididas no CMN. Trata-se de um órgão fiscalizador do SFN. São funções do BACEN: • Controlar o fluxo de capitais estrangeiros, garantindo que tenha um correto funcionamento para o mercado cambial; • Determinar periodicamente, via COPOM (Comitê de Política Monetária), a taxa de juros de referência para operações de um dia com títulos públicos (taxa Selic); Subsistema Normativo: BACEN O BACEN é o Banco dos Bancos, responsável também pelo: • Recolhimento de depósitos compulsórios e redescontos de liquidez; • Gestor do Sistema Financeiro Nacional, criador das normas, autorizações, fiscalizações e intervenções; • Executor da Política Monetária com a determinação da taxa Selic, o controle dos meios de pagamento preocupando-se com a liquidez no mercado e a determinação do orçamento monetário e os instrumentos da política monetária; • Banco Emissor responsável pela emissão do meio circulante (moeda) e preocupação com o saneamento desse meio circulante; Subsistema Normativo: BACEN • Banqueiro do Governo financiando o Tesouro Nacional com emissão de títulos públicos, administrando as dívidas públicas interna e externa. • Gestor e Fiel Depositário das reservas internacionais do país. • Centralizador do Fluxo Cambial: criador das normas, autorizações, registros e fiscalização/intervenção do mercado cambial. Subsistema Normativo: CVM Já a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pode ser entendida como uma autoridade de apoio no SFN, vinculada ao Ministério da Fazenda e com autonomia financeira. Segundo Fortuna (2013), a CVM é responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais e as sociedades de capital aberto do país, protegendo os investidores, mantendo a eficiência e a ordem dos mercados e aumentando a facilidade de formação de capital por parte das empresas. Com isso, estimulando a aplicação da poupança no mercado acionário. É, portanto, um órgão normativo do SFN voltado para o desenvolvimento, a disciplina e a fiscalização do mercado de valores mobiliários não emitidos pelo sistema financeiro e pelo Tesouro Nacional. Subsistema Normativo: CRSFN, SUSEP e PREVIC O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN), integrante do Ministério da Fazenda, é responsável por julgar, em segunda e última instância, os recursos das decisões relativas à aplicação de penalidades administrativas pelo BC e pela CVM. A Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) é responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguros, previdência privada aberta e capitalização. A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) é responsável pelo controle e fiscalização dos planos e benefícios e das atividades das entidades de previdência privada. mercado monetário: fornece à economia papel-moeda e moeda escritural (aquela depositada em conta-corrente); mercado de crédito: fornece recursos para o consumo das pessoas em geral e para o funcionamento das empresas; mercado de capitais: permite às empresas em geral captar recursos de terceiros e, portanto, compartilhar os ganhos e os riscos; mercado de câmbio: é o mercado de compra e venda de moeda estrangeira. Mercados Financeiros: Estrutura Mercados Financeiros: Estrutura Prof. JARBAS FEITOSA jarbasfeitosa@hotmail.com Mercados Financeiros: Monetário Prof. JARBAS FEITOSA jarbasfeitosa@hotmail.com ❖ Títulos Públicos ❖Mercado Aberto ❖ Atuação dos Bancos Comerciais ❖Mercado de Títulos de Dívida Externa ❖ Precatórios Mercados Financeiros: Monetário Prof. JARBAS FEITOSA jarbasfeitosa@hotmail.com O mercado monetário envolve as operações de curto e curtíssimo prazos, proporcionando um controle ágil da liquidez monetária da economia e das taxas de juros básicas pretendidas pela política econômica das autoridades monetárias. Parâmetro de referência: a taxa de juros. Os papéis que lastreiam as operações do mercado monetário caracterizam-se pelos reduzidos prazos de resgate e alta liquidez. Responsável pela formação das taxas de juros da economia (taxa Selic e taxa DI). Mercados Financeiros Monetário: Títulos Públicos Prof. JARBAS FEITOSA jarbasfeitosa@hotmail.com Os títulos públicos são emitidos e garantidos pelo Governo Federal, Estadual e Municipal e têm por finalidade financiar a dívida pública, antecipar as receitas, ou serem utilizados como instrumento de política monetária. São negociados, principalmente, os papéis emitidos pelo Tesouro Nacional, com o objetivo de financiar o orçamento público (ex.: NTN – Notas do Tesouro Nacional; LTN – Letras do Tesouro Nacional), além de diversos títulos públicos emitidos pelos Estados e Municípios. São ainda negociados no mercado monetário os certificados de depósitos interfinanceiros (CDI), exclusivamente entre instituições financeiras, e títulos de emissão privada, como o certificado de depósito bancário (CDB) e debêntures. Mercados Financeiros Monetário: Títulos Públicos Prof. JARBAS FEITOSA jarbasfeitosa@hotmail.com As vendas de títulos públicos podem ser realizadas mediante três formas: • oferta pública com realização de leilões; • oferta pública sem a realização de leilões (venda direta pelo Tesouro); • emissões destinadas a atender a necessidades específicas previstas em lei. Os leilões de títulos públicos no mercado pode ocorrer de duas formas: • Leilão formal (primário). • Leilão informal (go around). Mercados Financeiros Monetário: Títulos Públicos Prof. JARBAS FEITOSA jarbasfeitosa@hotmail.com Todas as pessoas residentes no Brasil que possuam Cadastro de Pessoa Física (CPF) podem investir diretamente em títulos públicos, através do programa conhecido por Tesouro Direto. O Tesouro Direto é um programa de venda de títulos públicos para investidores pessoas físicas por via eletrônica (Internet). A rentabilidade dos títulos pode ser prefixada, pós-fixada ou indexada por algum índice de preços da economia. Mercados Financeiros Monetário: Títulos Públicos Prof. JARBAS FEITOSA jarbasfeitosa@hotmail.com Títulos do Tesouro Nacional Títulos do Banco Central: Tesouro Prefixado ( Letras do Tesouro Nacional Tesouro Selic (Letra Financeira do Tesouro) NTN – Notas do Tesouro Nacional CTN – Certificado do Tesouro Nacional CFT – Certificado Financeiro do Tesouro CDP – Certificado da Dívida Pública BBC – Bônus do Banco Central LBC – Letras do Banco Central NBC – Notas do Banco Central Títulos do Banco Central: BBC – Bônus do Banco Central LBC – Letras do Banco Central NBC – Notas do Banco Central Mercados Financeiro Monetário: Mercado AbertoProf. JARBAS FEITOSA jarbasfeitosa@hotmail.com O mercado monetário encontra-se estruturado visando ao controle da liquidez monetária da economia e das taxas de juros por meio de operações de compra e venda de títulos públicos no mercado secundário. Dessa maneira, constituem importante instrumento de política monetária. Permite que se regule, no dia a dia da economia, o nível da oferta monetária e da taxa de juros a curto prazo (liquidez monetária da economia). Mercados Financeiro Monetário: Mercado Aberto O funcionamento do mercado aberto é relativamente simples: Para captar recursos no mercado, o Banco Central, como executor da política monetária, efetua a venda primária (leilão primário) de títulos de sua emissão, recebendo propostas feitas por instituições financeiras junto aos dealers. A IF adquirente do papel no leilão primário pode renegociar esses ativos no denominado mercado secundário, cujo instrumento de operação é o open market. A instituição financeira vende o título com o compromisso de recomprá-lo em uma data futura. O diferencial de taxa de juros verificada entre o que é ganho na compra do título e o que é pago em sua colocação (financiamento) é que determina a receita financeira (spread) da instituição. Mercados Financeiros Monetário: Atuação dos Bancos Comerciais As reservas monetárias dos bancos são formadas basicamente pelo volume de depósitos voluntários e compulsórios mantidos junto às autoridades monetárias e dinheiro (papel-moeda e moeda metálica) disponível no caixa das instituições. Os depósitos a vista tipicamente não remunerados, constituem-se na forma mais vantajosa de captação dos bancos, principalmente pela alta alavancagem que promovem em sua taxa de rentabilidade. Pela capacidade exclusiva das instituições bancárias de criar moeda, esses depósitos permitem que se multipliquem suas aplicações remuneradas, por meio de empréstimos. Mercados Financeiros Monetário: Atuação dos Bancos Comerciais As instituições bancárias devem, ao final de cada dia, equilibrar as contas de débito e crédito das diversas transações financeiras realizadas. Ocorrendo sobras ou faltas de recursos, o equilíbrio é geralmente acertado entre os bancos no mercado interfinanceiro, atuando na situação de comprador ou vendedor de reservas de acordo com a posição de liquidez. O mercado interfinanceiro estabelece uma taxa de juros que reflete as expectativas dos agentes de mercado com relação ao comportamento da economia, fixando-se principalmente nas taxas de juros e inflação. Mercados Financeiros Monetário: Títulos de Dívida Externa Prof. JARBAS FEITOSA jarbasfeitosa@hotmail.com É constituído pelos papéis emitidos pelas diversas economias como consequência de (re)negociações de dívidas com credores privados externos e organismos financeiros internacionais (FMI e Banco Mundial). O principal papel representativo da dívida externa do Brasil é o bond (bônus) emitido pelo Governo em troca de dívidas bancárias. O bond é um título de renda fixa identificando uma obrigação de pagamento, por parte do Governo, diante de um empréstimo concedido por um investidor. Mercados Financeiros Monetário: Precatórios Prof. JARBAS FEITOSA jarbasfeitosa@hotmail.com Um precatório é um título de crédito originado de uma ordem judicial que obriga o devedor, considerado culpado na ação impetrada, a pagar ao credor (impetrante da ação) o valor atribuído na causa. O credor do precatório são todas as pessoas que tenham obtido decisão favorável final em ações judiciais abertas contra o poder público. Pode ser alimentar, representando um crédito oriundo de ações judiciais relativas a questões trabalhistas, aposentadorias, pensões e indenizações, ou não alimentar, decorrente de outras ações, como desapropriações. Mercado Financeiro Crédito: Intermediação financeira Conforme Assaf Neto (2003, p. 118), o mercado de crédito tem por objetivo fundamental suprir as necessidades de caixa de curto e médio prazos dos vários agentes econômicos, podendo ser por meio de concessão de empréstimos às pessoas físicas ou por empréstimos e financiamentos às empresas. Principais agentes financeiros: Bancos Comerciais e Múltiplos, cujo o objetivo principal é reforçar o volume de captação de recursos. Mercado financeiro conhecido pelo spread bancário - a diferença entre os juros que o banco cobra ao emprestar moeda a um agente deficitário e a taxa que ele mesmo paga ao captar dinheiro com um agente superavitário. Mercado Financeiro Crédito: Empréstimos de curto e médio prazos Modalidades de créditos (empréstimos) no mercado, destaca-se: • Desconto de títulos; • Créditos rotativos; São linhas de crédito abertas pelos bancos, que visam ao financiamento das necessidades de curto prazo (capital de giro) das empresas, e são movimentadas normalmente por meio de cheques. • Hot Money; As operações hot money visam liberar recursos a curto prazo às empresas, direcionados para suprir suas necessidades mais imediatas de caixa. As taxas cobradas no hot money seguem os juros do mercado interfinanceiro. Mercado Financeiro Crédito: Empréstimos de curto e médio prazos • Empréstimos para capital de giro e para pagamento de tributos das empresas. • Crédito Direto ao Consumidor Conhecido no mercado por CDC, é uma operação tipicamente destinada a financiar aquisições de bens e serviços por consumidores ou usuários finais. A concessão do crédito é efetuada por uma sociedade financeira, e a garantia usual da operação é a alienação fiduciária do bem objeto do financiamento. Mercado Financeiro Crédito: Sistemas de Informações de Crédito É um banco de dados e informações das operações de crédito concedidas pelas IF às pessoas físicas e jurídicas. Todo mês as instituições encaminham ao Sistema de Informações de Crédito as informações de todas as operações de crédito vencidas e a vencer, assim como os valores referentes às fianças e avais prestados pelos bancos a seus clientes. O Sistema armazena apenas as informações sobre as dívidas (saldo devedor) dos clientes e sua posição de adimplência e inadimplência. É considerado o maior cadastro brasileiro, contendo dados e informações sobre o comportamento dos clientes de bancos relativos aos créditos contraídos no sistema financeiro. Mercado Financeiro Crédito: Sistemas de Serviços bancários • emissão de saldos e extratos de conta corrente em terminais de computador; • emissão de documentos de créditos (DOC e TED); • acesso eletrônico a saldos de aplicações financeiras; e relacionamento via Internet; • extratos por meio de fax e serviços de homebanking; • fornecimento de requisições avulsas de talões de cheques e de cheques avulsos; • serviços de courier (entrega de talões de cheques, cartões e outros documentos em domicílio); • caixas eletrônicos para saques, depósitos e pagamentos etc.; • emissões de cartões eletrônicos e cartões de créditos; • cobranças bancárias; • débito automático em conta corrente de tarifas públicas; • abertura de crédito etc. Mercado Financeiro Crédito: Títulos de Crédito • Duplicata e Fatura: duplicata é um título de crédito representativo de uma transação de compra e venda mercantil, ou prestação de serviços. A emissão do título origina-se de um contrato de compra e venda a prazo. O documento que substancia a venda a prazo é denominado de fatura. • Nota Promissória: É um título de crédito que representa uma promessa de pagamento feita pelo próprio devedor em favor de um credor. Assim, a nota promissória equivale a uma promessa unilateral de pagamento, que deverá ocorrer a vista ou a prazo, envolvendo certo montante. MercadoFinanceiro Crédito: Descasamento do caixa dos bancos Os fluxos de caixa dos bancos, talvez de forma mais acentuada que nos demais tipos de empresas, são bastante dinâmicos, exigindo um acompanhamento mais rigoroso de seus eventuais superávits/déficits e descasamentos. Mercado Financeiro Câmbio: Supre as necessidades quanto a realização das operações de compra e venda de moeda estrangeira (fechamento de cambio). Como exemplo destas necessidades, temos as importações (necessidade de compra de moeda estrangeira) por parte das empresas. A taxa de câmbio: É o preço da moeda. A taxa de câmbio revela a relação entre uma moeda e outra moeda, ou seja, as unidades de uma moeda em comparação a outra (Mede o valor). Por exemplo, a moeda brasileira (R$) pode ser expressa em relação ao dólar (US$) em R$ 3,80 por US$ 1,00 ou R$ 4,31 por 1 Euro. Mercado Financeiro Câmbio: Além de expressar quantitativamente a condição de troca entre duas moedas, a taxa de câmbio expressa as relações de troca entre dois países. Importante variáveis econômicas sobretudo para as relações comerciais e financeiras de um país com o conjunto dos demais países. É definida de forma direta quando exprime o preço de uma unidade de moeda estrangeira em moeda nacional, ou seja, exprime a quantidade de moeda nacional necessária para comprar uma unidade de moeda estrangeira. Mercado Financeiro Câmbio: É o segmento financeiro em que ocorrem operações de compras e vendas de moedas internacionais conversíveis, ou seja, em que se verificam conversões de moeda nacional em estrangeiras e vice-versa. Esse mercado reúne todos os agentes econômicos que tenham motivos para realizar transações com o exterior, como operadores de comércio internacional, instituições financeiras, investidores e bancos centrais, que tenham necessidades de realizar exportações e importações, pagamentos de dividendos, juros e principal de dívidas, royalties e recebimentos de capitais e outros valores. Mercado Financeiro Câmbio: A taxa de câmbio representa uma moeda e como moeda é negociável no mercado financeiro, logo está suscetível às mesma forças da lei de oferta e demanda que afetam os demais produtos, tais como: • Especulação; • Governos; • Taxa de Juros. - Elas provocam migrações de capitais, que se movimentam de um país para outro à procura de um lucro maior. Mercado Financeiro Câmbio: Efeitos da desvalorização da moeda: • elevação dos custos dos insumos importados; • afetam o valor de uma multinacional porque elas podem influenciar o montante de entradas no caixa recebido de exportações ou de uma subsidiária e o montante de saídas do caixa necessário para pagar as importações • crescimento do endividamento em moedas estrangeiras das empresas nacionais. Em face disto, os governos passaram a intervir no mercado cambial, muitas vezes com reflexos nocivos ao nosso comércio com o exterior. Supervalorização da moeda nacional prejudica à exportação. Mercado Financeiro Câmbio: Sistemas de Taxa de Câmbio: • Sistema de Taxas de Câmbio Fixa: As taxas de câmbio são mantidas constantes ou têm permissão de flutuar dentro de limites bem estreitos. Se uma taxa de câmbio começar a oscilar demais, os governos intervêm para mantê-la dentro dos limites Vantagem: As multinacionais podem se envolver com o comércio internacional sem se preocupar com a taxa de câmbio futura, tornando suas tarefas gerenciais menos difíceis. Mercado Financeiro Câmbio: Desvantagem: Intervenção indiscriminada do governo; Este sistema poderá fazer com que cada país fique mais vulnerável às condições econômicas de outros países. • Sistema de Taxas de Câmbio Flutuante Livre: Valor do câmbio é determinado pelas forças de mercado sem a intervenção dos governos, ajustando-se sobre uma base contínua em resposta às condições de oferta e demanda dessa moeda. Mercado Financeiro Câmbio: Vantagens: O Banco Central do país não é requerido para manter as taxas de câmbio constantemente dentro de limites específicos. Portanto, não é forçado a implantar uma política de intervenção que possa ter um efeito desfavorável sobre a economia apenas para controlar as taxas de câmbio. Desvantagens: Os problemas econômicos de um país podem ser provocados pelas taxas de câmbio flutuante livres. Desse modo, as multinacionais precisarão dedicar recursos substanciais para medir e gerenciar a exposição às taxas de câmbio flutuante. Mercado Financeiro de Capitais: O mercado de capitais está estruturado de forma a suprir as necessidades de investimentos dos agentes econômicos, através de diversas modalidades de financiamentos a médio e longo prazo para capital de giro e capital fixo. Composição: • instituições financeiras não bancárias; • instituições componentes do sistema de poupança e empréstimo (SBPE) e diversas instituições auxiliares. Os financiamentos de prazo indeterminado são operações que envolvem a emissão e a subscrição de ações. Mercado Financeiro de Capitais: Principais fontes de financiamento dentro do MC: 1. Financiamento do Capital de Giro 2. Operações de Repasses 3. Arrendamento Mercantil 4. Oferta publica de ações 5. Securitização de recebíveis 6. Mercado de bônus (Bonds)