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AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES
 AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES
 A vida Afetiva é a dimensão psíquica que dá cor, brilho e 
calor a todas as vivências humanas. Sem a afetividade, a vida 
mental torna-se vazia, sem sabor. Afetividade é um termo 
genérico, que compreende várias modalidades de vivências 
afetivas, como o HUMOR, as 
EMOÇÕES e os SENTIMENTOS. Quanto mais os estímulos 
e os fatos ambientais afetam o indivíduo (até a intimidade do 
ser), mais nele aumenta a alteração e diminui a objetividade. 
Distinguem-se cinco tipos básicos de vivências afetivas:
• HUMOR ou ESTADO DE ÂNIMO
• EMOÇÕES 
• SENTIMENTOS
• AFETOS 
• PAIXÕES
 AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES
• HUMOR ou ESTADO DE ÂNIMO:
 É definido como o tônus afetivo do indivíduo, o 
estado 
emocional basal e difuso em que se encontra a 
pessoa em determinado momento. É um dos 
transfundos essenciais da vida psíquica.
• PAIXÃO:
 É um estado afetivo extremamente intenso, que 
domina a atividade psíquica como um todo, captando 
e dirigindo a atenção e o interesse do indivíduo em 
uma só direção, inibindo os demais interesses. 
Segundo Pieron (1996), a paixão intensa impede o 
exercício de uma lógica imparcial. 
• EMOÇÕES:
 Podem ser definidas como reações afetivas agudas, 
momentâneas, desencadeadas por estímulos 
significativos. Assim, a emoção é um estado afetivo 
intenso e de curta duração, como o Humor, as 
emoções são frequentemente acompanhadas de 
reações somáticas mais ou menos especificas. 
• SENTIMENTOS:
 São estados e configurações afetivas 
estáveis; em relação às emoções, são mais 
atenuados em sua intensidade e menos 
reativos a estímulos passageiros. Estão 
comumente associados à conteúdos 
intelectuais, valores, representações em 
geral, não implicam concomitantes 
somáticos. Constituem fenômeno muito 
mais mental que somático.
• AFETOS:
 Qualidade e tônus emocional que 
acompanha uma ideia ou representação 
mental. É o componente emocional de uma 
ideia. 
 Os afetos e os sentimentos são vivenciados, 
de modo geral, em dois polos: AGRADÁVEL 
e DESAGRADÁVEL, PRAZEROSO e 
DESPRAZÍVEL. 
 AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES
 Na tradição do pensamento ocidental, a emoção opõe-se frontalmente à razão; segundo essa tradição, a emoção cega o 
homem e o impede de pensar com clareza e sensatez. A emoção turva a razão, distancia o homem da verdade e da conduta 
correta. 
• CATATIMIA
 Bleuler (1942) denominou de CATATIMIA a importante influência que a vida afetiva, o estado de humor, as emoções, os 
sentimentos e as paixões exercem sobre as demais funções psíquicas. A Sensopercepção pode se alterar em função de estados 
afetivos intensos.
• REAÇÃO AFETIVA
 A vida afetiva ocorre sempre em um contexto de relações do eu com o mundo e com as pessoas, variando de um momento 
para outro à medida que os eventos e as circunstâncias da vida se sucedem. A Afetividade caracteriza-se particularmente por 
sua dimensão de reatividade. Nesse sentido, há duas importantes dimensões da resposta ou reação afetiva de um indivíduo: 
Sintonização afetiva e Irradiação afetiva.
- SINTONIZAÇÃO AFETIVA:
 Capacidade de o indivíduo ser influenciado afetivamente por estímulos externos; assim, o sujeito entristece-se com 
ocorrências dolorosas, alegra-se com eventos positivos.
- IRRADIAÇÃO AFETIVA:
 Capacidade que o indivíduo tem de transmitir, irradiar ou contaminar os outros com seu estado afetivo momentâneo, faz com 
que os outros entrem em sintonia com ele. 
 Há também a Rigidez afetiva que ocorre quando indivíduo não deseja, tem dificuldade ou impossibilidade, tanto de 
sintonização como de irradiação afetiva; ele não produz reações afetivas nos outros nem reage afetivamente diante da situação 
existencial cambiante.
 AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES
TEORIAS E DIMENSÕES DA AFETIVIDADE
• Teoria de James-Lange: 
 Segundo William James (1952) e Karl Lange (1895), a base das emoções deveria ser encontrada na periferia 
do corpo, principalmente nas reações do sistema nervoso autônomo periférico. Assim, nessa teoria, “o 
homem primeiro vê o tigre, começa em seguida a suar, a empalidecer, a ter taquicardia e, em consequência 
dessas mudanças corporais, passa, então, a sentir propriamente o medo”.
• Teoria de Papez-MacLean:
 Em 1937, Papez (1995) , propôs uma base cerebral para as emoções. Segundo ele, as estruturas e o circuito 
cerebral das emoções incluiriam estruturas na face medial dos lobos temporais e frontais. Em concepção muito 
próxima a essa, MacLean, em 1952 aceitando, em sua essência, a proposta de Papez, criou o sistema límbico 
das emoções, no qual o hipotálamo é visto como elemento fundamental na expressão psicofisiológica das 
emoções, e o córtex cerebral seria a instância que codifica, decodifica e recodifica constantemente as 
experiências afetivas.
 Alguns sentimentos e emoções considerados normais podem ter implicações psicopatológicas conforme a 
intensidade e o contexto no qual surgem e se desenvolvem, destacando-se o ciúme e inveja. Segundo Mira y 
López (1974), quanto mais os estímulos e os fatos ambientais afetam o indivíduo (até a intimidade do ser), mais 
nele aumenta a alteração e diminui a objetividade. 
 AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES
ALTERAÇÕES DO HUMOR, classificam-se em:
• DISTIMIA
 Em psicopatologia geral, é o termo que designa a alteração básica do humor tanto no sentido da INIBIÇÃO como no 
sentido da EXALTAÇÃO. Não se deve confundir o SINTOMA distimia com o TRANSTORNO distimia, que, segundo 
as classificações da CID-10 e do DSM-IV, é um transtorno depressivo leve e crônico.
• DISFORIA
 Por sua vez, diz respeito à DISTIMIA acompanhada de uma tonalidade afetiva desagradável, mal-humorada.
• HIPOTIMIA
 Refere-se à base afetiva de todo transtorno depressivo.
• HIPERTIMIA
 Refere-se ao humor patologicamente alterado no sentido de exaltação e da alegria.
• EUFORIA ou ALEGRIA PATOLÓGICA
 No espectro maníaco, define o humor morbidamente exagerado, no qual predomina um estado de alegria intensa e 
desproporcional às circunstancias.
• ELAÇÃO
 Há além da alegria patológica, a expansão do EU, uma sensação subjetiva de grandeza e de poder. O EU vai além 
dos seus limites, ganhando o mundo.
 AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES
ALTERAÇÕES DO HUMOR 
• PUERILIDADE
 Alteração do humor que caracteriza-se pelo aspecto infantil, simplório e regredido. O indivíduo ri ou chora por 
motivos banais; sua vida afetiva é SUPERFICIAL , sem afetos profundos, consistentes e duradouros.
• MORIA
 É uma forma de alegria muito pueril, ingênua e boba, que ocorre principalmente em pacientes com lesões 
extensas dos lobos frontais, em deficientes mentais e em indivíduos com quadros demenciais acentuados.
• ESTADO DE ÊXTASE
 Há uma experiência de beatitude, uma sensação de dissolução do EU no todo, de compartilhamento íntimo do 
estado afetivo interior com o mundo exterior, muitas vezes com o colorido do hipertímico e expansivo. Está 
frequentemente associado a experiências circunscritas a um contexto religioso ou místico, não sendo 
considerado como fenômeno psicopatológico, mas cultural. Pode estar presente no transe histérico, 
esquizofrenia ou na mania.
• IRRITABILIDADE PATOLÓGICA
 Há hiper-reatividade desagradável, hostil e, eventualmente, agressiva a estímulos (mesmo leves) do meio 
exterior. Qualquer estímulo é sentido como perturbador, e o indivíduo reage prontamente de forma disfórica.
 AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES
 ALTERAÇÕES DAS EMOÇÕES E DOS SENTIMENTOS, classificam-se em:
• APATIA
 Diminuição da excitabilidade emotiva e afetiva. Os pacientes queixam-se de não poderem sentir nem alegria, nem tristeza, 
nem raiva, nem nada. Trata-se de um estado afetivo próprio dos quadros depressivos.
• HIPOMODULAÇÃO DO AFETO
 Incapacidade do paciente de modular a resposta afetiva de acordo com a situação existencial, indicando rigidez nasua 
relação com o mundo.
• INADEQUAÇÃO DO AFETO ou PARATIMIA
 Reações completamente incongruentes a situações existenciais ou a determinados conteúdos ideativos, revelando 
desarmonia profunda da vida psíquica (ataxia intrapsíquica), contradição profunda entre a esfera IDEATIVA e a AFETIVA.
• POBREZA DE SENTIMENTOS e DISTANCIAMENTO AFETIVO
 Perda progressiva e patológica das vivências afetivas. Há o empobrecimento relativo à possibilidade de vivenciar alternâncias 
e variações sutis na esfera afetiva.
• EMBOTAMENTO AFETIVO e DEVASTAÇÃO AFETIVA
 Perda profunda de todo tipo de vivência afetiva. Ao contrário da apatia, que é basicamente subjetiva, o embotamento 
afetivo é observável, constatável por meio da mímica, da postura e da atitude do paciente.
 AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES
 ALTERAÇÕES DAS EMOÇÕES E DOS SENTIMENTOS
• SENTIMENTO DE FALTA DE SENTIMENTO
 É a vivência de incapacidade para sentir emoções, experimentada de forma muito penosa pelo paciente. É 
percebido claramente pelo doente, que se queixa de sentir-se intimamente morto ou em estado de vazio 
afetivo. É vivenciado com muito sofrimento, como uma tortura.
• ANEDONIA
 É a incapacidade total ou parcial de obter e sentir prazer com determinadas atividades e experiências da vida. Não 
consegue mais sentir prazer sexual, não consegue desfrutar de um bom papo com os amigos, de um almoço gostoso 
com a família, de um bom filme, etc. É um sintoma central das síndromes depressivas.
• INDIFERENÇA AFETIVA
 Foi descrita particularmente na histeria como uma “bela indiferença”. Trata-se de certa frieza afetiva incompreensível 
diante dos sintomas que o paciente apresenta. Não é uma indiferença profunda, sendo mais aparente e teatral que 
real.
• LABILIDADE AFETIVA e INCONTINÊNCIA AFETIVA
 Estados nos quais ocorrem mudanças súbitas e imotivadas de humor, sentimentos ou emoções. O indivíduo oscila de 
forma abrupta, rápida e inesperada de um estado afetivo para outro. Na incontinência afetiva, o indivíduo não 
consegue conter de forma alguma suas reações afetivas.
 AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES
ALTERAÇÕES DAS EMOÇÕES E DOS SENTIMENTOS
• AMBIVALÊNCIA AFETIVA
 É o termo cunhado por Bleuler para descrever sentimentos opostos em relação a um mesmo estímulo ou 
objeto, sentimentos que ocorrem de modo absolutamente simultâneo.
• NEOTIMIA
 Designação para sentimentos e experiências afetivas inteiramente novos vivenciados por pacientes em estado 
psicótico. São afetos muito estranhos e bizarros para a própria pessoa que os experimenta.
• MEDO
 Estado de progressiva insegurança e angústia, de impotência e invalidez crescentes, ante a impressão iminente de que 
sucederá algo que o indivíduo quer evitar, o que progressivamente se considera menos capaz de fazer.
• FOBIAS
 São medos determinados psicopatologicamente, desproporcionais e incompatíveis com as possibilidades de perigo real 
oferecidas pelos desencadeantes, chamados de objetos ou situações fobígenas.
• PÂNICO
 Reação de medo intenso, de pavor, relacionada geralmente ao perigo imaginário de morte iminente, descontrole ou 
desintegração. Se manifesta quase sempre como crises de pânico.
 AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES
COMPONENTES:
Bárbara Thaís
Érica Silva Ferreira
Francisca Gerlane
Isa Mayara
Jamara de Oliveira
Juliana Veras
Kamila Lopes
Maria Rita

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