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QUESTIONÁRIO - Educação das Relações Étnico-Raciais
1. Em pesquisa de Ana Célia Silva, intitulada “A diferença como prestígio: a representação social do branco no livro didático”, constatou-se, no artigo "Branqueamento e branquitude: conceitos básicos na formação para a alteridade", da mesma autora, que “os personagens brancos foram ilustrados e descritos como maioria, com constelação familiar, exercendo os papéis e funções de prestígio na sociedade, com papéis e funções da realeza, como seres divinizados e sem estereótipos. Nos textos receberam nomes próprios, foram adjetivados positivamente, praticaram ações positivas e receberam elogios.” (p. 99). Quanto a tal conclusão da autora, pode-se afirmar:
R: Os livros escolares costumam valorizar os personagens brancos em oposição aos personagens negros, sendo estes narrados de forma negativa e esterotipadamante.
2. Para Luciane Ribeiro Dias Gonçalves e Ângela Fátima Soligo, em artigo intitulado "Educação das relações étnico-raciais: o desafio da formação docente”, publicado na 29' reunião da ANPED, dois pontos são marcantes nas narrativas dos livros escolares sobre as questões étnico-raciais, são elas: 1) “A ideologia da superioridade do branco, conserva em nosso país, elementos no plano estrutural e pessoal que reforçam mecanismos de exclusão e preconceito racial. Esse aspecto assume uma materialidade explícita no campo da educação escolar por meio do vínculo entre conhecimento, identidade e poder.” e 2) No campo curricular a imagem da África e do negro foi moldada pela instituição do escravismo no Brasil pelo colonialismo português. Os negros foram transformados em mercadorias e bens, portanto houve uma dominação sexual, religiosa e lingüística.”. A esses dois pontos, pode-se afirmar:
R: Não há uma única identidade étnico-racial no Brasil, sim uma grande pluralidade de identidades que formam e constituem a sociedade brasileira. Esta, ainda pautada no viés da branquitude estrutural que historicamente subjuga a produção cultural negra
3. Luiz Carlos Kanigoski e Lucas Patschiki afirmam, no aritgo “Repensando o eurocentrismo como legado imposto: a constituição da historicidade da monoculturalidade no ambiente escolar” que "os princípios eurocêntricos e etnocêntricos e seus mecanismos universalizantes e homogeneizantes influenciaram ou determinaram a elaboração dos currículos escolares a partir do período colonial brasileiro, bem como em períodos subsequentes. Foram impostos saberes, conceitos, comportamentos e cultura específica. Isso colaborou para invisibilizar identidades e diferenças. [...] Assim, a escola em seu cotidiano pedagógico, adota princípios universais impostos como verdades, advindos da elaboração e operacionalização de políticas públicas educativas, marcadas por influências externas à realidade do país e sob o princípio da homogeneidade. Existe um único saber útil a qualquer lugar e a qualquer cultura.” (p. 16). Portanto, reconhece-se que:
R: a. Os currículos escolares são forjados política e ideologicamente com o intuito de mostrar histórias que são interessantes para a manutenção do poder, mesmo que para isso se invisibilize identidades e diferenças
4. A terminologia raça foi muito utilizada durante a história, sobretudo quando os colonizadores narravam sobre os povos conquistados, onde as narrativas continham elementos antagônicos entre si como, por exemplo, nós Vs. eles, com o objetivo de mostrar superioridades entre os povos e justamente por isso tais violências acabavam por serem justificadas como necessárias para o desenvolvimento humano e social de uma determinada localidade. Quanto a este fato, pode-se afirmar que:
R: Influenciou para a criação de conceitos perigosos à história como o de Darwinismo Social enquanto forma de justificar a opressão e violência contra povos minoritários de uma determinada sociedade. 
5. O termo etnia passou a ser mais comumente utilizado e por esse fato Kabengele Munanga afirmou que “Olhando a distribuição geográfica do Brasil e sua realidade etnográfica, percebe-se que não existe uma única cultura branca e uma única cultura negra e que regionalmente podemos distinguir diversas culturas no Brasil. Neste sentido, os afro-baianos produzem no campo da religiosidade, da música, da culinária, da dança, das artes plásticas, etc. uma cultura diferente dos afromineiros, dos afro-maranhenses e dos negros cariocas. (p. 15).  Quanto a sua afirmação, pode-se concluir que:
R: Por não ser possível colocar numa mesma categoria uma ampla pluralidade cultural e identitária, o termo etnia acaba por reconhecer tais especificidades sem silenciar as suas diferenças. 
6. “Por muito tempo, não se perguntou, por exemplo, sobre a educação dos negros, dos indígenas ou sobre as especificidades da educação feminina nos diferentes momentos do passado. Hoje, essas questões são fundamentais para o entendimento do que foi, do que é a educação brasileira. Mesmo assim muitos ainda teimam em não querer enxergar que são profundamente diferentes as histórias da educação do homem e da mulher, da criança e do adulto, do negro, do branco, do indígena e do judeu... Enxergar o “outro” continua exigindo um grande esforço principalmente para os que não ocuparam o lugar dos que pouco puderam falar ou escrever ao longo da história (LOPES e GALVÃO, 2001: p. 41).” A essa constatação, recomenda-se que:
R: A escola trabalhe criticamente o processo de formação social brasileira mostrando como os privilégios se mantiveram, e ainda se mantém, na sociedade, necessitando, assim, encontrar possibilidades de mudanças e melhorias sociais
7. No início do Guia da Disciplina foi apresentado um trecho do cordel de Jarid Arraes onde retrata questões a respeito das relações étnico-raciais no processo de formação histórica do Brasil. A esse fato, pode-se afirmar que seu cordel retrata:
R: As violências que o povo negro sofreu durante a formação colonial brasileira, sobretudo à cultura do estupro a qual a mulher negra foi imposta.
8. Um dos objetivos do branqueamento curricular é fazer com que não percebamos o racismo existente na sociedade brasileira – não obstante, costumamos escutar que o brasileiro não é racista e o racismo está nos olhos de quem vê. Para tanto, todo esse branqueamento curricular é histórico e se dá desde as primeiras escolas no Brasil. A discussão sobre esta formação escolar está em pauta contemporaneamente por diversos motivos, dentre eles, podemos citar:
R: O empoderamento que os movimentos sociais estão propiciando às pessoas negras (e também o olhar crítico aos brancos) para que compreendam que é necessário debater um outro curriculum escolar. 
9. Já presenciamos inúmeras situações onde os termos “raça” e “etnia” sendo largamente utilizados, tanto em pesquisas acadêmicas como em noticiários televisivos, ou até mesmo em postagens nas redes sociais. No entanto é preciso atentar ao seu uso, pois embora usados como sinônimos, a verdade é que existe uma diferença. Sendo assim, podemos afirmar que raça é derivado:
R: A partir de traços fenótipos 
10. Já presenciamos inúmeras situações onde os termos “raça” e “etnia” sendo largamente utilizados, tanto em pesquisas acadêmicas como em noticiários televisivos, ou até mesmo em postagens nas redes sociais. No entanto é preciso atentar ao seu uso, pois embora usados como sinônimos, a verdade é que existe uma diferença. Sendo assim, podemos afirmar que etnia é atribuído:
R: Forma que os próprios sujeitos se identificam com relação a outros

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