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Branda de Oliveira de Lima, Turma LVI - MedUnicamp 1. MENINGES São membranas conjuntivas que envolvem o SNC (duramáter, aracnóide e pia-máter). Protegem a massa cerebral, TE e medula espinal. Podem ser acometidas por infecções, meningites, e por tumores, meningiomas. 1.1. DURAMÁTER A mais superficial e espessa, é formada por dois folhetos. O folheto interno continua com a duramáter espinhal, enquanto o externo é único do interior do crânio, funcionando como um periósteo (sem capacidade osteogênica, não regenera fraturas). Como o folheto externo está aderido ao osso do crânio, não tem um espaço epidural (extradural) como na medula. Apenas no caso de traumas que descolem essas partes e acumule sangue ali que podemos falar de um espaço criado (hematoma epidural/extradural). → Irrigação: A. Meníngea Média. Essa artéria é um ramo da A. Maxilar Interna, que é ramo da A. Carótida Externa. Ela entra no crânio pelo Forame Espinhoso, passa pelo sulco de seu nome, na face interior do osso temporal que é conhecido como Ptério (junção de suturas). Lesões nessa região pode causar rompimento dessa artéria, causando extravasamento de sangue e aparecimento de hematoma extradural. → Inervação: ricamente inervada, responsável pela maioria das dores de cabeça (pressão intracraniana). ➢ PREGAS DA DURAMÁTER As pregas são dobramentos do folheto interno que é separado do externo, dividindo a cavidade craniana. - Foice do Cérebro: septo vertical mediano que separa os hemisférios na Fissura Longitudinal Mediana. - Tenda do Cerebelo: septo transversal que separa o lobo Occipital do Cerebelo. Separa a cavidade craniana em compartimento superior e inferior. A borda livre da tenda se relaciona com a face posterior do Mesencéfalo, podendo lesá-la (N. Oculomotor e Troclear). - Foice do Cerebelo: pequeno septo vertical mediano que separa os dois hemisférios cerebelares. Branda de Oliveira de Lima, Turma LVI - MedUnicamp - Diafragma da Sela: lâmina horizontal que fecha superiormente a sela túrcica, apenas com a abertura para o infundíbulo. Isola e protege a Hipófise. ➢ CAVIDADES DA DURAMÁTER Quando há uma separação dos folhetos interno e externo da duramáter para alojar alguma estrutura. Exemplo: Cavo Trigeminal (de Meckel, ou loja do Trigêmio), aloja o gânglio trigeminal. Quando essas cavidades possuem sangue são chamados de Seios. ➢ SEIOS DA DURAMÁTER São seios venosos formados por uma dobradura do folheto interno da duramáter, com endotélio no interior. As paredes são mais rígidas que as veias comuns e não colabam. Toda a drenagem venosa do encéfalo e bulbo ocular chegam no Seio Sigmoide e depois vai para as Veias Jugulares Internas. Tudo desemboca no seio sigmoide. - Seio Sagital Superior: percorre a inserção da foice do cérebro, de anterior para posterior. Termina na confluência dos seios, perto da protuberância occipital interna. Essa confluência é formada pelos seios Sagital Superior, Reto, Occipital e Transversos. - Seio Sagital Inferior: margem livre da foice do cerebro, desemboca no seio Reto. - Seio Reto: entre a foice cerebral e a tenda do cerebelo. Recebe o Seio Sagital Inferior e a V. Cerebral Magna. Desemboca na confluência dos seios. - Seio Transverso: inserção da tenda do cerebelo, no sulco do seio transverso. Leva o sangue venoso drenado da Confluência dos seios para o Seio Sigmoide. - Seio Sigmoide: tem formato de S, é a continuação do Seio Transverso até o Forame Jugular, onde desemboca diretamente na V. Jugular Interna. Branda de Oliveira de Lima, Turma LVI - MedUnicamp - Seio Occipital: inserção da foice do cerebelo. - Seio Cavernoso: pares, ao lado da Sela Túrcica. Drena sangue das Vv Oftálmicas, centrais da Retina e outras do cérebro. Se comunicam entre si e desembocam nos seios Petrosos Inferior e Superior. Possui no seu interior a A. Carótida Interna e nervos 3, 4, V1, 6. Aneurismas dessa porção da A. Carótida Interna pode comprimir esses nervos e causar distúrbios de movimentação ocular, bem como interromper o retorno venoso dessa área. Roturas da A. Carótida Interna pode causar extravasamento de sangue nesse seio, misturando sangue venoso com arterial e aumentando a pressão ali (fístula carótido- cavernosa). Há um refluxo da drenagem, voltando sangue venoso para o bulbo ocular e causando protusão do olho (exoftalmia). - Seio Petroso Superior: drena o sangue do Seio Cavernoso para o Seio Sigmoide. - Seio Petroso Inferior: drena sangue do Seio Cavernoso para a V. Jugular Interna. 1.2. ARACNÓIDE Meninge delicada, separada da duramáter pelo espaço Subdural (virtual) que contém líquido apenas para não colabarem. Separada da Pia-Máter pelo espaço Subaracnóideo, que contém líquor (líquido cerebroespinhal/cefalorraquidiano – LCE/LCR) e se comunica com o espaço subaracnóideo da medula. Branda de Oliveira de Lima, Turma LVI - MedUnicamp Há dilatações do espaço subaracnóideo quando a aracnóide se separa mais da piamáter, formando as cisternas. São elas: Cisterna Magna, Cisterna do ângulo Ponto- cerebelar, Cisterna da lâmina Quadrigêmia etc. Forma também tufos que se projetam nos seios da duramáter, as Granulações Aracnóideas. Estão principalmente no Seio Sagital Superior e são responsáveis pela absorção de líquor (drenagem), reciclando-o e mandando par ao sangue. 1.3. PIA-MÁTER A mais interna e delicada, está aderida ao encéfalo e à medula, acompanhando os sulcos. Oferece resistência ao tecido nervoso e circunda os vasos para amortecer a pulsação e proteger o encéfalo da pressão. 2. LÍQUOR É um líquido aquoso e transparente que está nos ventrículos e no espaço subaracnóideo (volume total=100 a 150ml). Tem função de proteção mecânica, amortecendo os choques externos e internos (massa encefálica ir contra o osso craniano). Tem função também de deixar mais leve a cabeça, pois todo o SNC está embebido em líquido. Podemos puncionar o espaço subaracnóideo para coletarmos o líquor e ver as suas características e se tem algum sinal de meningite (mais comum). O líquor sai por diferença de pressão, já que a pressão é muito maior no interior do espaço subaracnóideo. Também tem como função a excreção de metabólitos tóxicos, principalmente durante o sono. Ele é produzido pelos plexos corióides e pelo próprio epêndima que reveste os ventrículos, sendo ativamente secretado do plasma (composições diferentes). Os plexos corioides estão nos Ventrículos Laterais (muito, grande parte do líquor é secretado aqui) e no teto dos III e IV Ventrículos. O fluxo do líquor é primeiro dos Ventrículos Laterais, para o III Ventrículo através do Forame de Monro. Depois para o Aqueduto Cerebral, que desemboca no IV Ventrículo. Sai pelos Forames de Luschka e de Magendie e se comunicam com o espaço subaracnóideo (de cima para baixo). Depois de dar a volta pelo espaço subaracnóideo da medula, passa pelo mesmo espaço mas agora cranial e é reabsorvido principalmente pelas granulações aracnóideas do Seio Sagital Superior (de baixo para cima). Corno Inferior do Ventrículo Lateral → Corno Superior dos Ventrículos Laterais → Forame de Monro → III Ventrículo → Aqueduto Cerebral → IV Ventrículo → Forame de Luschka e de Magendie → Espaço Subaracnóideo → Granulações Aracnoídeas (Seio Sagital Superior). Esse fluxo é bem lento e é causado pela produção de liquor em locais diferentes e pela pulsação das artérias intracranianas. Branda de Oliveira de Lima, Turma LVI - MedUnicamp ➢ HIDROCEFALIA Quando ocorre alguma coisa que impede o funcionamento normal da produção, circulação e reabsorção do líquor, aumentando a pressão do líquor e causandodilatação dos ventrículos e espaço subaracnóideo e compressão do tecido nervoso. Hidrocefalia Congênita: anomalias congênitas no sistema ventricular causa hidrocefalia com aumento da cabeça porque os ossos do crânio não estão formados plenamente. Nos adultos a hidrocefalia aumenta tanto a pressão intracraniana que causa cefaleia, vômitos, herniação, coma e óbito. → Hidrocefalias Comunicantes: aumento da produção ou deficiência na reabsorção de líquor. Acomete plexos corioides, seios venosos da duramáter ou granulações aracnoídeas. → Hidrocefalias Não Comunicantes: obstruções no trajeto do líquor (mais frequentes). Pode haver obstrução no forame de Monro (dilatação do Ventrículo Lateral), no aqueduto cerebral (dilatação dos Ventrículos Laterais e III Ventrículo), nos forames de Magendie e Luschka (dilatação de todos os ventrículos) etc. Tratamento: drenagem por catéter na cavidade peritoneal. ➢ HIPERTENSÃO CRANIANA Pode ser causada por hidrocefalia, tumores, hematomas etc. Os sintomas característicos são cefaleia e vômitos, bem como herniações e, se não tratadas, pode levar à morte. Podemos medir a pressão intracraniana pela pressão liquórica durante a punção. Nos casos de hipertensão craniana temos que nos preocupar com o nervo Óptico, pois este é revestido por meninges e está sujeito à pressão liquórica (exame de fundo de olho - papiledema). Temos que tomar cuidado também no caso de punções lombares de pacientes com hipertensão craniana, pois a súbita quedra de pressão liquórica causa herniação das Tonsilas Cerebelares, comprimindo o centro respiratório da face posterior do Bulbo e dando parada cardiorrespiratória. Herniação do Úncus pode comprimir o N. Oculomotor e causar anisocoria, ou seja, dilatação da pupila (midríase) do lado isplateral à lesão. ➢ HEMATOMAS EXTRADURAIS E SUBDURAIS Causados por roturas de vasos (principalmente artérias) em casos de traumatismos cranianos. O mais comum é a lesão na A. Meníngea Média, causando hematoma extradural (epidural – entre duramáter e osso). Se o sangue não for drenado por comprimir de tal forma o tecido nervoso que leva à morte. Nos hematomas subdurais há depósito de sangue entre a duramáter e a aracnóide, geralmente causado por rupturas de veias ou seio venoso. Geralmente a evolução e sitomas são lentos. Branda de Oliveira de Lima, Turma LVI - MedUnicamp Hemorragias: extravasamento de sangue sem formação de hematomas, se espalha com o líquor e é visualizado no exame de punção. Sintomas agudos, como cefalia intensa e alteração da consciência. 3. VASCULARIZAÇÃO DO TELENCÉFALO O encéfalo requer um fluxo sanguíneo elevado e intenso para que sua demanda metabolica seja cumprida (não faz anaerobiose). Após 10s sem circulação sanguínea o indivíduo perde a consciência, sendo que pode sobreviver por apenas ~5min sem oxigênio para que não haja lesões irreversíveis ou morte. A circulação do encéfalo é bem dependente das artérias principais pois há poucas anastomoses entre elas. Não há circulação linfática. As artérias principais que irrigam o encéfalo são A. Carótida Interna e A. Vertebral, ambas emitindo ramos apenas quando entram no crânio. Seus principais ramos internos formam o Polígono de Willis, uma rede anastomósica que fica anterior ao TE. As artérias cerebrais (ramos da Carótida Interna e Vertebrais) tem a parede mais fina que as artérias periféricas (do resto do corpo) e por isso são mais propensas à hemorragias (aneurismas). O envoltório de líquido que estão imersas e as voltas e espirais que as carótidas e vertebrais tem são importantes para amortecer a pulsação sistólica e não lesar tecido nervoso adjacente. 3.1. ARTÉRIA CARÓTIDA INTERNA São pares, estão dos dois lados do pescoço, e são ramos das Aa Carótidas Comuns que saem do do tronco braquicefálico direito e do arco da aorta. Posuem uma parte dilatada logo após a bifurcação da Comum, o Bulbo Carotídeo – centro vasomotor importante para checagem da pressão arterial. Entra no crânio pelo Canal Carotídeo, onde faz a primeira curva importante (parte petrosa). Passa pelo seio cavernoso e faz a segunda curva parecendo um S (sifão carotídeo – parte cavernosa). Dá o ramo da A. Oftálmica e logo perfura as meninges (dura e aracnoide). Emite mais ramos, a A. Comunicante Posterior e no início do sulco lateral, dividinde-se em ramos terminais: A. Cerebral Média e A. Cerebral Anterior. A A. Carótida Interna também emite um ramo posterior, a A. Coroideia Anterior, que vai para tras, ao longo do Trato Óptico, e irriga os plexos corioides do corno inferior do Ventrículo Lateral, parte da Cápsula Interna, Núcleos da Base e Diencéfalo. Ela está acima da Comunicante Posterior e tem uma bifurcação que parece um espeto (y). Não há comunicação entre uma artéria carótida interna e outra, então quando injetamos contraste na A. Carótida Interna direita não deve ir para a esquerda. Branda de Oliveira de Lima, Turma LVI - MedUnicamp ➢ ARTÉRIA CEREBRAL ANTERIOR Tem trajeto para anterior e para cima, passando pela Fissura Sagital Mediana e curvando-se ao redor do joelho do Corpo Caloso. Ramifica-se na face medial de cada hemisfério, desde o lobo Frontal ao sulco Parietoccipital. Também alcança a parte superior da face dorsolateral do lobo Frontal, encontrando-se com a A. Cerebral Média. Na face medial emite dois ramos principais, A. Pericalosa (sulco do corpo caloso) e A. Calosomarginal (sulco do cíngulo). Emite o ramo profundo chamado A. Recorrente de Heubner, que irriga parte dos núcleos da base também. → Território: Toda a face medial do Lobo Frontal e Parietal. Parte superior medial dos lobos Frontal e Parietal na face dorsolateral. → Obstrução/lesão: Compromete o Giro do Cíngulo, Pré-Culneos, Giro Frontal Medial/superior e partes superiores e mediais dos Giros Pré-Central e Pós-Central. Como pega essa parte superomedial dos giros paracentrais, temos paralisia e diminuição da sensibilidade no membro inferior contralateral à obstrução pois nessa parte que estão representados a somatotopia das pernas. Branda de Oliveira de Lima, Turma LVI - MedUnicamp ➢ ARTÉRIA CEREBRAL MÉDIA É o ramo principal da Carótida Interna, passa pelo sulco lateral e emite ramos que irrigam quase toda a face dorsolateral do hemisfério. Emite diversos raminhos, as Aa Estriadas, que irrigam a maior parte dos núcleos da base, tálamo e cápsula interna. → Território: Giros frontais médio e inferior (Área de Broca, hemisf E), Giro angular e supramarginal (área de Wernicke), Giros temporais superior e médio, maior parte dos Giros Pré e Pós Centrais. → Obstrução/lesão: causa paralisia e diminuição da sensibilidade contralaterais, principalmente nos membros e tronco superior – tudo, exceto membros inferiores. Pode haver distúrbios de linguagem, como afasia, caso a obstrução seja na artéria cerebral média que irriga a área de Broca do indivíduo (se destro, hemisfério esquerdo) e área de Wernicke. Se essa obstrução pegar também as artérias estriadas que são ramos da Cerebral Média há um agravamento, como paralisia e perda de sensibilidade contralateral até nos membros inferiores (caso cause isquemia no braço posterior da cápsula interna). 3.2. ARTÉRIA VERTEBRAL São pares, passam dos dois lados da medula, pelos Forames Transversos nas vértebras cervicais e tem origem nas Aa. Subclávias. Perfuram as meninges e penetra no crânio pelo Forame Magno. Correm pela face anterior do Bulbo e no SBP elas se juntam, formando a A. Basilar (ímpar), que segue pelo sulco da artéria basilar na Ponte. Branda deOliveira de Lima, Turma LVI - MedUnicamp Na face anterior do Bulbo, antes de se juntarem, cada artéria vertebral emite ramos laterais que formam as Aa Cerebelares Inferores Posteriores. Mais acima emitem ramos mediais que formam a A Espinhal Anterior. Ao formar a A. Basilar, emitem ramos laterais que formam as Aa Cerebelares Inferiores Anteriores e, acima, Aa do Labirinto (ouvido interno), bem no SBP. Superior a esses ramos temos as Aa Pontinas (raminhos finos e estourados). Por fim, emitem ramos pares que ficam separados pelo N. Oculomotor (III), no limite entre Ponte e Mesencéfalo: Aa Cerebelares Superiores (abaixo do nervo) e Aa Cerebrais Posteriores (acima). ➢ ARTÉRIA CEREBRAL POSTERIOR Ramos terminais da A. Basilar, contornam posteriormente os pedúnculos cerebrais e passam pela face inferior do lobo Temporal até o Occipital. Na face medial dá para ver melhor seu território de irrigação. Emite um ramo, a A. Coroidea Posterior, importante também para a irrigação profunda (núcleos da base, cápsula interna etc). → Território: Giro temporal inferior e os da face inferior, Hipocampo, Amígdala; todo o Lobo Occipital. → Obstrução/lesão: dependendo do local da lesão, pode causar principalmente cegueira por comprometer a área visual que está nos lábios do sulco Calcarino. Dependendo do local do lábio que sofreu necrose há perda de uma parte oposta da retina. Branda de Oliveira de Lima, Turma LVI - MedUnicamp Branda de Oliveira de Lima, Turma LVI - MedUnicamp 3.3. POLÍGONO DE WILLIS Também conhecido como Círculo Arterial do Cérebro, são anastomoses arteriais com a forma de um hexágono e que está na base do cérebro, anterior ao TE. Circunda o Quiasma óptico e as estruturas do Hipotálamo e, por isso, está bem na frente da fossa interpeduncular do Mesencéfalo. Tem relação com os nervos que saem do TE, principalmente com o N. Oculomotor (III). É formado pelas Aa: Carótida Interna, Cerebrais Anteriores, Cerebrais Posteriores, Comunicante Anterior e Comunicante Posteriores. - A. Comunicante Anterior: é pequena e horizontal. Une as Aa Cerebrais Anteriores de cada lado. - Aa. Comunicantes Posteriores: são finas e unem as A. Carótidas Internas com as Aa. Cerebrais Posteriores de cada lado. São responsáveis por unir os dois sistemas arteriais, o sistema carotídeo com o sistema vertebral. Essas artérias comunicantes não estão operando muito em condições normais, ou seja, não há muito compartilhamento de sangue de um hemisfério para outro. Apenas quando ocorre alguma obstrução em uma A. Cerebral de um lado que diminui a pressão no local e “puxa” o sangue do outro lado via comunicantes. - Aa. Cerebrais: dão ramos corticais e centrais. Os ramos corticais (superficiais) irrigam o córtex e subst. Branca adjacente. Os ramos centrais (ramos penetrantes, profundos) emergem próximo ao Polígono de Willis e penetram no cérebro para irrigar o Diencéfalo, Núcleos da Base e Cápsula Interna. O local onde esses ramos penetram para alcançar as estruturas pronfundas é chamado Subst. Perfurada Anterior/Posterior. Particularmente, os ramos centrais que saem da A. Cerebral Média e penetram na subst. Perfurada anterior para irrigar o Corpo Caloso e a Cápsula Interna são chamados de Artérias Estriadas. Lesões nessas artérias são muito graves porque perde a irrigação da cápsula interna, podendo causar hemiplegia contralateral dependendo do local afetado. Branda de Oliveira de Lima, Turma LVI - MedUnicamp Branda de Oliveira de Lima, Turma LVI - MedUnicamp Branda de Oliveira de Lima, Turma LVI - MedUnicamp 4. SISTEMA VENOSO Não tem tanta importância porque a drenagem venosa da maior parte do encéfalo é feita pelos seios da duramáter, mas algumas veias são importantes. Temos o Sistema Venoso Superficial e o Profundo. → Sistema Venoso Superficial: formado por veias pequenas que drenam o córtex e subst. Branca subcortical, se anastomosam e drenam para as veias cerebrais superficiais, que desembocam nos seios da duramáter. → Sistema Venoso Profundo: veias que drenam o sangue da cápsula interna, corpo estriado, diencéfalo e centro branco medular. A maior parte converge para as vv cerebrais internas que formam a Veia Cerebral Magna (Veia de Galeno), que é uma veia curta, ímpar e mediana (abaixo do Esplênio do Corpo Caloso). A veia de Galeno desemboca no Seio Reto. Branda de Oliveira de Lima, Turma LVI - MedUnicamp