Prévia do material em texto
PEDAGOGIA para concursos 3ª EDIÇÃO Cleber Marques de Oliveira Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 2 APRESENTAÇÃO Nesta terceira edição comentamos 285 questões de provas realizadas entre 2016 e 2017 para os cargos de pedagogo e professor da educação básica, nas esferas municipal, estadual e federal e dos simulados elaborados pelo autor. O material foi selecionado de acordo com os conteúdos cobrados nos últimos editais de concursos para o magistério da educação básica: Pensamento pedagógico brasileiro: Anísio Teixeira, Paulo Freire e Dermeval Saviani. Projeto Político Pedagógico. A didática e o processo de ensino e aprendizagem. As bases das diversas teorias de aprendizagem: contribuições de Piaget, Vygotsky e Wallon para a psicologia e pedagogia. Teoria das inteligências múltiplas de Gardner. Desafios da Educação contemporânea: bullying, o papel da escola e da família, educação para relação de gênero, educação para questões étnico-raciais. Planejamento e Gestão Educacional. Avaliação institucional de desempenho: IDEB, SAEB, PROVA BRASIL e ENEM. Legislação Educacional: Constituição Federal do Brasil; A LDB nº 9.394/1996; Estatuto da Criança e do Adolescente; Lei do FUNDEB. Políticas educacionais para a educação básica. Educação Inclusiva. Educação e trabalho. Protagonismo juvenil e cidadania. Plano Nacional de Educação (PNE). O Autor. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS AO AUTOR Cleber Marques de Oliveira 3ª Edição Aracaju/SE Editora Clube de Autores 2018 ISBN: 978-85-5697-466-2 Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 3 AUTOR Cleber Marques de Oliveira Pós-graduado em Psicopedagogia. Licenciado em Pedagogia. Licenciado em Filosofia. Professor de cursos preparatórios para concursos desde 1998. Aprovado e nomeado em 7 concursos públicos, sendo os mais expressivos: 1º colocado para Pedagogo da Universidade Federal de Sergipe, 2º colocado para Pedagogo do Instituto Federal de Educação de Alagoas, 2º colocado para Professor de Educação Infantil e Ensino fundamental da Pref. Mun. De Campo Alegre/AL, 3º colocado para Técnico em Assuntos Educacionais da Universidade Estadual de Alagoas e 8º colocado para Pedagogo do Instituto Federal de Educação do Maranhão. Atualmente é pedagogo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe. Autor do livro Psicopedagogia em Concursos Públicos, dos romances Livros que curam e Livros pelo caminho e do software SiPp (Sistema Integrado Psicopedagógico). Contato: www.clebermoliveira.blogspot.com.br professorclebermarques@hotmail.com Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 4 SUMÁRIO CAPÍTULO 1 A preparação para um concurso público ----------------------------------------------------------- 05 CAPÍTULO 2 Questões de provas anteriores com comentários ------------------------------------------------ 07 CAPÍTULO 3 Simulados com comentários --------------------------------------------------------------------------- 160 CAPÍTULO 4 Gabaritos -------------------------------------------------------------------------------------------------- 194 REFERÊNCIAS ANEXOS Anexo 1: Quadros sobre as tendências pedagógicas -------------------------------------------- 197 Anexo 2: Estatística das questões de conhecimentos gerais sobre educação ------------- 203 Anexo 3: Autores/Teóricos e suas obras mais cobradas nas provas ------------------------- 204 Anexo 4: Metas do PNE por assunto ---------------------------------------------------------------- 206 Anexo 5: Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB) ------------------------------------- 207 Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 5 CAPÍTULO 1 A PREPARAÇÃO PARA UM CONCURSO PÚBLICO A preparação para um concurso público exige dos(as) candidatos(as) um posicionamento efetivo daquilo que desejam para o momento. Isto terá reflexo em suas escolhas diárias. Dizendo de outra maneira, os(as) candidatos(as) precisam estar focados(as) na preparação para o certame. Desta forma, devem optar entre estudar intensamente e fazer outras coisas não tanto essenciais, por um determinado período. Nesses 19 anos como professor de cursos preparatórios, ministrando disciplinas pedagógicas, de informática e arquivologia, e também como concurseiro exitoso em 7 provas, vivenciei muitas situações que me fizeram refletir sobre alguns pontos os quais considero fundamentais relacionados aos concursos públicos. Primeiramente, é preciso que tenhamos plena certeza de que queremos nos preparar para uma seleção. Se esta vontade não parti de nós não conseguiremos sustentar o desejo e o objetivo por muito tempo. Segundo, optando livre e conscientemente por estudar, devemos criar condições suficientes para que possamos lograr êxito naquilo que propusemos a realizar. Se pudermos, é de grande proveito uma instituição preparatória para concursos, pois iremos conviver com pessoas que partilham dos mesmos sonhos, objetivos e metas. Os professores especialistas na área, na sua grande maioria, foram candidatos vitoriosos e tem muito a ensinar, principalmente por meio de dicas do antes, durante e depois das provas. Caso não tenhamos condições de frequentar um curso, devemos necessariamente criar um plano de estudos com critérios bem definidos. Local, dias e horários são imprescindíveis, não podem ficar ao acaso ou conveniência. Tranquilidade, boa iluminação e ventilação são itens indispensáveis. Quanto aos dias e horários, devem ser diário, de domingo a domingo, com pelo menos duas horas de estudos no horário de preferência do(a) candidato(a). Depois disso, o estudante deve selecionar todo material de estudos, vale aqui não somente livros, mas apostilas, provas anteriores, artigos, vídeos, áudios etc. Tudo aquilo que bem escolhido e de qualidade sirva para a preparação. Hoje, conseguimos quase tudo na internet, mas devemos tomar muito cuidado com as fontes de referência. Lembro-me que como concurseiro, procurava provas de concursos anteriores da área de atuação e preferencialmente das bancas exigidas nos certames nos sites das bancas examinadoras, como CESPE e de canais de preparação, como www.questoesdeconcursos.com.br e www.pciconcursos.com.br. Pois, ficamos conhecendo um pouco do estilo de questões elaboradas e aquilo que mais cobram nas provas. Devemos sempre reservar mais tempo de estudos para aqueles conteúdos desconhecidos ou que dominamos menos. Sugiro sempre aos alunos uma proporção de 40% para leitura dos conteúdos e 60% para resolução de questões. Àquilo que iria errando nas questões ou que acertava sem muita convicção, procurava imediatamente aprender e voltava a resolver outras questões semelhantes. Após a preparação e já próximo do dia do exame, precisamos apenas rever os pontos-chave de cada assunto através da criação de um resumo ou mapa mental. Como também até véspera da prova, continuar a resolver questões de provas anteriores ou exercícios criados pelos professores especialistas. Como nos afirma o grande especialista em concursos, o Juiz Federal William Douglas, autor de várias obras sobre o tema e aprovado em primeiro colocado em cinco concursos, na véspera da prova, o candidato deve procurar se alimentar bem, ter lazer moderado, relaxar e dormir cedo. O concurso público faz partede um processo, que vai amadurecendo, aperfeiçoando, melhorando a cada prova. Como bem diz, "Concurso não se faz para passar, mas até passar". Portanto, nunca desistam e não permitam que ninguém atrapalhe seus sonhos. Procure estar com pessoas que pactuem de suas metas, que possam ajudar-lhe e que você esteja sempre à altura de fazer o mesmo. Certa vez, no intervalo entre uma aula e outra, à noite, duas colegas estavam conversando na escada do “cursinho”, e uma incentivava a outra a não ir embora naquela hora, Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 6 mesmo sabendo do cansaço visível da colega. Deu certo, ela voltou para a aula e depois perguntei se foi válido ficar, ao que me respondeu que sim. Já tive o prazer de ter alunos bastante determinados, mesmo diante de situações adversas, como precisar levar filho de colo durante meses para as aulas, ou que reprovou em teste de aptidão física por ter fraturado o braço antes do exame e ano posterior novamente ser aprovado e nomeado em concurso público para polícia rodoviária federal. Por fim, com estes exemplos fica claro que termos pessoas amigas próximas e estarmos providos de resiliência contribui e muito para não desistirmos e continuarmos no foco. Para finalizar, costumo me inspirar numa frase de Robert Herrick que sempre me acompanhou nos estudos e gosto de pronuncia-la quando me vejo diante de decisões ou obstáculos: “Mire o final e nunca pare para duvidar”. “Concurso é igual a uma fila de embarque para uma viagem que poderá te levar a uma mudança fantástica de vida. Entrarás na fila quando se comprometer conscientemente a planejar, estudar e se autoavaliar. Andarás na fila quando continuar no aprendizado resolvendo provas e se apropriando dos conhecimentos. Deixarás outros passarem na fila quando perder o foco. Embarcarás quando mirar o final sem se preocupar com dúvidas. Chegarás ao destino quando entender que depende apenas de você, dos seus esforços e da sua excelente execução dos planos.” Cleber Marques de Oliveira Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 7 CAPÍTULO 2 QUESTÕES DE PROVAS ANTERIORES COM COMENTÁRIOS Tendências Pedagógicas QUESTÃO 01 De acordo com Libâneo (2013), vários autores concordam em classificar as tendências pedagógicas em dois grupos: as de cunho liberal - Pedagogia Tradicional, Pedagogia Renovada e Tecnicismo Educacional -; e as de cunho progressista – Pedagogia Libertadora e Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos. Em referência às tendências pedagógicas no processo educacional, relacione: 1. Pedagogia Tradicional 2. Pedagogia Renovada 3. Pedagogia Libertadora I. O professor incentiva, orienta, organiza as situações de aprendizagem, adequando-as às capacidades de características individuais dos alunos. O núcleo da atividade escolar não é o professor nem a matéria, é o aluno ativo e investigador. (___) II. A atividade de ensinar é centrada no professor, que expõe e interpreta a matéria. O aluno é um recebedor da matéria e sua tarefa é decorá-la. (___) III. A atividade escolar é centrada na discussão de temas sociais e políticos, de modo que o ensino é voltado para a realidade social. (___) Marque a sequência correta. a) 3, 1 e 2 b) 1, 2 e 3 c) 3, 1 e 3 d) 2, 3 e 1 e) 2, 1 e 3 COMENTÁRIOS: A maioria das questões sobre tendências pedagógicas foi fundamentada na obra Democratização da escola pública: A pedagogia crítico-social dos conteúdos de José Carlos Libâneo. Em algumas dessas questões, as alternativas ou itens foram copiados e colados de frases ou parágrafos do livro. A questão 01 trata dos conteúdos de ensino, métodos e o relacionamento professor e aluno nas tendências pedagógicas liberais tradicional e renovada, e progressista libertadora.De acordo com Libâneo (2014, p. 21), “em relação aos condicionantes sociopolíticos da escola, as tendências pedagógicas foram classificadas em liberais e progressistas, a saber: A) Pedagogia Liberal 1 – Tradicional 2 – Renovada progressivista 3 – Renovada não-diretiva 4 – Tecnicista B) Pedagogia Progressista 1 –Libertadora 2 – Libertária 3 – Crítico-Social dos conteúdos” O item I descreve características das pedagogias renovadas pois buscam acentuar as aptidões individuais com o ensino centrado no aluno. O item II aponta atitudes e comportamentos de professores e alunos da pedagogia tradicional. Nela, o professor faz exposição verbal dos conteúdos e espera que os alunos sejam receptivos a essa ação. O item III deixa claro que se trata da pedagogia progressista libertadora porque expõe um trabalho educativo por meio de grupo de discussão que busca trabalhar os conhecimentos da realidade concreta, isto é, da situação real vivida pelos educandos. RESPOSTA: E Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 8 O anexo 1 deste livro apresenta quadros sínteses sobre as tendências pedagógicas fundamentadas em Libâneo e nas assertivas das questões de provas de concursos anteriores. QUESTÃO 02 Os autores classificam as tendências pedagógicas em dois grupos: as de cunho liberal e as de cunho progressista. Atente ao que se diz a respeito das tendências pedagógicas e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso. ( ) Na Pedagogia Libertadora, a atividade de ensinar é centrada no professor, que expõe e interpreta a matéria. ( ) Os métodos de uma Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos não partem de um saber artificial, depositado a partir de fora, nem do saber espontâneo. ( ) Na Tendência Liberal Renovada Não-Diretiva, o professor é apenas um elo de ligação entre a verdade científica e o aluno, cabendo-lhe empregar o sistema instrucional previsto. ( ) Os conteúdos na Tendência Tradicional são separados da experiência do aluno e das realidades sociais, valendo pelo valor intelectual. A sequência correta, de cima para baixo, é: a) F, V, F, V. b) F, V, V, F. c) V, F, V, F. d) V, F, F, V. COMENTÁRIOS: O primeiro item é falso porque as características apresentadas são da pedagogia liberal tradicional. Na pedagogia libertadora a atividade de ensinar é centrada no aluno e no grupo, em que são discutidos temas sociais. O segundo item é verdadeiro e cópia fiel de uma citação de Libâneo (2014, p. 42,) quando trata da pedagogia progressista crítico-social dos conteúdos, e complementa dizendo que ela advém de “uma relação direta com a experiência do aluno, confrontada com o saber trazido de fora”. O terceiro item é falso. Todo o texto foi copiado do livro de Libâneo (2014, p. 31). A característica apresentada sobre o relacionamento professor-aluno condiz com a pedagogia liberal tradicional. Na pedagogia liberal renovada não-diretiva, o professor “é um especialista em relações humanas, ao garantir um clima de relacionamento pessoal e autêntico. [...] Toda intervenção é ameaçadora, inibidora da aprendizagem”. (LIBÂNEO, 2014, p. 29). O quarto item é verdadeiro. Novamente é citado parte do texto de Libâneo que aborda os conteúdos de ensino na tendência liberal tradicional. Dados os conteúdos como de valores intelectuais, a pedagogia liberal tradicional também é conhecida como enciclopédica e criticada como intelectualista.(LIBÂNEO, 2014, p. 24). RESPOSTA: A QUESTÃO 03 As Tendências Pedagógicas se originaram no seio dos movimentos sociais, em tempos e contextos históricos particulares e buscaram atender às expectativas da sociedade, seja das classes dominantes ou dos trabalhadores. Considerando os representantesteóricos mais significativos em cada Tendência Pedagógica, numere a Coluna II de acordo com a Coluna I a seguir: Coluna I Coluna II 1. Celestin Freinet ( ) Tendência Liberal Renovada Não-Diretiva 2. Carl Rogers ( ) Tendência Progressista Libertadora 3. John Dewey ( ) Tendência Liberal Renovada Progressivista 4. Paulo Freire. ( ) Tendência Progressista Libertária A sequência correta, de cima para baixo, é: a) 1, 3, 4, 2. b) 3, 1, 2, 4. c) 2, 4, 3, 1. d) 4, 2, 1, 3. COMENTÁRIOS: Carl Rogers, psicólogo, é representante teórico mais significativo da Tendência Liberal Renovada Não-Diretiva. Ele “considera que o ensino é uma atividade excessivamente valorizada”. A maior importância é o de “favorecer à pessoa um clima de autodesenvolvimento e realização pessoal, o que implica estar bem consigo próprio e com seus semelhantes”. (LIBÂNEO, 2014, p. 28). Paulo Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 9 Freire, pedagogo e filósofo, é representante teórico mais significativo da Tendência Progressista Libertadora. Ele deu à sua pedagogia um caráter essencialmente político. No Brasil suas ideias têm “exercido uma influência expressiva nos movimentos populares e sindicatos”. (LIBÂNEO, 2014, p. 37).John Dewey, pedagogo e filósofo, é representante teórico mais significativo da Tendência Liberal Renovada Progressivista. Valoriza o “método de projetos” por meio de “solução de problemas” partindo de “atividades adequadas à natureza do aluno e às etapas do seu desenvolvimento”. (LIBÂNEO, 2014, p. 26, 27).Celestin Freinet, pedagogo, é representante teórico mais significativo da Tendência Progressista Libertária. Desenvolveu aulas-passeio e o jornal de classe, e criou um projeto de escola popular, moderna e democrática. Sua pedagogia se fundamenta em quatro eixos: a cooperação, a comunicação, a documentação e a afetividade.(Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/1754/celestin-freinet-o-mestre-do-trabalho-e-do-bom-senso) RESPOSTA: C QUESTÃO 04 Associe as colunas de modo que a tendência pedagógica se relacione com a perspectiva que melhor indica a visão dos conteúdos escolares: I) Pedagogia Tradicional II) Pedagogia da Escola Nova III) Pedagogia Tecnicista IV) Pedagogia Libertária V) Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos ( ) Existe uma relação entre conteúdo e realidade e a busca última é da transformação social. ( ) A decisão é do grupo que define o que e como fazer, ou seja, não há escolha prévia de conteúdos. ( ) Os conteúdos são vistos como os conhecimentos acumulados pela humanidade, com ênfase na cultura clássica; ( ) Os conteúdos, objetivam, principalmente, o desenvolvimento de cada indivíduo. ( ) Conteúdos direcionados para aplicação, com ênfase em regras e, às vezes, com pouca reflexão. Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de associação, de cima para baixo. a) III, IV, V, II, I b) VI, V, II, I, III c) V, IV, III, I, II d) V, IV, I, II, IIIe) II, I, III, V, IV COMENTÁRIOS: De acordo com Libâneo(2014, p. 21-46), a pedagogia crítico-social dos conteúdos busca esforços para que o ensino seja voltado para a interação conteúdos-realidades sociais, no qual os conteúdos sejam permanentemente reavaliados em face das realidades sociais. Partindo-se das condições existentes seja possível transformar a realidade. A pedagogia libertária entende que é na vivência grupal, na forma de autogestão, que os alunos buscarão encontrar as bases mais satisfatórias de sua própria instituição. Os alunos têm liberdade de trabalhar ou não, ficando o interesse pedagógico na dependência de suas necessidades ou das do grupo. As matérias são colocadas, mas não exigidas. Os conteúdos são os que resultam de necessidades e interesses manifestos pelo grupo.A pedagogia tradicional entende os conteúdos como os conhecimentos e valores sociais acumulados pelas gerações adultas e repassados ao aluno como verdades. Essa tendência é criticada como intelectualista ou enciclopédica, pois são separados da experiência do aluno e das realidades sociais. A pedagogia da escola nova, também chamada de ativa ou pedagogia renovada, entende que os conteúdos são estabelecidos em função de experiências que o sujeito vivencia diante de desafios cognitivos e situações problemáticas. O mais importante é o processo de aquisição do saber do que o saber propriamente dito. As escolas ativas ou novas partem sempre de atividades adequadas à natureza do aluno e às etapas do seu desenvolvimento. Por fim, a pedagogia tecnicista entende que os conteúdos decorrem da ciência objetiva, ou seja, conhecimentos mensuráveis e observáveis, por meio dos livros didáticos, manuais instrucionais, módulos de ensino, modelando respostas apropriadas aos objetivos instrucionais. Utiliza-se de tecnologias educacionais. RESPOSTA: D Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 10 QUESTÃO 05 Em relação as tendências pedagógicas na prática escolar assinale a alternativa que apresenta somente tendências pedagógicas progressistas: a) Tradicional; tecnicista; renovada não diretiva. b) Libertadora; libertária; crítico social dos conteúdos. c) Tradicional; renovada progressivista; renovada não diretiva. d) Tecnicista; libertadora; crítico social dos conteúdos. e) Crítico social dos conteúdos; tradicional; tecnicista. COMENTÁRIOS: São tendências pedagógicas progressistas todas aquelas que valorizam as experiências vividas, aprendizagem grupal e ação pedagógica inserida na prática social. A tendência libertadora, mais conhecida como pedagogia Paulo Freire; a tendência libertária, que reúne os defensores da autogestão pedagógica; a tendência crítico-social dos conteúdos, que acentua a primazia dos conteúdos no seu confronto com as realidades sociais (Libâneo, 2014, p. 21; p. 33). RESPOSTA: B QUESTÃO 06 Em relação as tendências pedagógicas na prática escolar, assinale a alternativa que apresenta somente tendências pedagógicas liberais: a) Tradicional; tecnicista b) Tradicional; libertadora c) Renovada não diretiva; libertária d) Crítico social dos conteúdos; libertadora e) Tecnicista; libertadora COMENTÁRIOS: São tendências pedagógicas liberais todas aquelas que sustentam a ideia de que a escola tem por função preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais, de acordo com as aptidões individuais. Para isso, os indivíduos precisam se adaptar aos valores e às normas vigentes na sociedade de classes, através do desenvolvimento da cultura individual (Libâneo, 2014, p. 21-23). São quatro tendências liberais: A tradicional, que se caracteriza por acentuar o ensino humanístico, de cultura geral, no qual o aluno é educado para atingir, pelo próprio esforço, sua plena realização como pessoa. As renovadas progressivista e não-diretiva, que acentuam o sentido da cultura como desenvolvimento das aptidões individuais. Partem das necessidades dos interesses individuais necessários para a adaptação ao meio. A tecnicista, que subordina a educação à sociedade, tendo como função preparar recursos humanos para a indústria. RESPOSTA: A QUESTÃO 07 As tendências pedagógicas contribuem para a compreensão e orientação da prática educativa, considerando como critério a posição que cada tendência adota em relação às finalidades sociais da escola. Essas concepções foram organizadas em dois grandes grupos: a pedagogia liberal e a pedagogia progressista. Analise as diversas tendências pedagógicas e faça as devidas correspondências, considerando suas respectivas características. I. Tendência liberal tradicional. II. Tendência liberal renovada progressivista. III. Tendência liberalrenovada não-diretiva. IV. Tendência liberal tecnicista. V. Tendência progressista libertadora. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 11 VI. Tendência progressista libertária. VII. Tendência progressista crítico-social dos conteúdos. ( ) A principal função social da escola refere-se à apropriação do saber, uma vez que, ao garantir um ensino de qualidade, serve aos interesses populares e consolida o papel transformador da escola. ( ) O reconhecimento da autoridade do professor pressupõe uma atitude passiva e receptiva do estudante, especialmente no que se refere aos conhecimentos transmitidos como verdades absolutas. ( ) Considera que a educação escolar objetiva organizar o processo de aquisição de habilidades, atitudes e conhecimentos mediante técnicas específicas, com ênfase no uso de tecnologias educacionais. ( ) Privilegia métodos de ensino fundamentados em experiências e na solução de problemas, defendendo a premissa “aprender fazendo”, sendo papel da escola adequar as necessidades individuais ao meio social. ( ) A função da escola reside em promover uma educação que transforme a personalidade dos estudantes em um sentido libertário e autogestionário, sendo a autogestão conteúdo e método, cabendo ao professor o papel de orientador. ( ) Voltada para a formação de atitudes, enfatiza mais as questões psicológicas do que as pedagógicas ou sociais, sendo, portanto, centrada no estudante e no estabelecimento de um clima favorável a uma mudança no indivíduo. ( ) Estudantes e professores problematizam o cotidiano e, extraindo conteúdos de aprendizagem, atingem um nível de consciência da realidade a fim de nela atuarem na perspectiva de sua transformação. A sequência correta dessa caracterização, de cima para baixo, é: a) III, V, VI, I, II, IV e VII. b) I, II, V, VI, III, IV e VII. c) II, V, VII, III, I, IV e VI. d) VII, VI, IV, V, III, II e I. e) VII, I, IV, II, VI, III e V. COMENTÁRIOS: Para Libâneo(2014), a apropriação do saber, servindo aos interesses populares para transformar a realidade, são características da tendência crítico-social dos conteúdos que tem como teóricos expressivos Dermeval Saviani, Manacorda e Snyders. Transmissão de verdades absolutas por um professor que exige disciplina e atitude receptiva do aluno são características da tendência tradicional que predomina em nossa história educacional e estão presentes em escolas religiosas e leigas. Ênfase em tecnologias educacionais, sistema produtivo, mercado de trabalho, comportamento aprendido por estímulo-resposta,repetição e reforço, são expressões que caracterizam a tendência tecnicista. São teóricos expressivos Skinner, Gagné, Blomm e Mager. Uso dos métodos de projetos, de solução de problemas, adequando atividades à natureza do aluno e às etapas do seu desenvolvimento são característica da tendência liberal renova progressivista que tem como teóricos expressivos John Dewey, Anísio Teixeira, Decroly e Montessori.Autogestão educacional por meio da participação grupal, conselhos, colegiados, associações são características da tendência progressista libertária que tem como Freinet um de seus maiores teóricos.Formação de atitudes, estabelecer clima favorável para um relacionamento pessoal entre os indivíduos são características da tendência liberal renovada não-diretiva que tem como um de seus teóricos o psicólogo clínico Carl Rogers. Transformar a realidade social por meio da problematização da prática de vida dos educandos em grupos de discussão são características da tendência progressista libertadora que tem como maior teórico Paulo Freire. RESPOSTA: E QUESTÃO 08 Para a pedagogia crítico-social dos conteúdos, a escola tem o papel primordial de difundir conteúdos vivos, concretos, indissociáveis das realidades sociais. Após análise das afirmativas abaixo, sob o critério de (V) para VERDADEIRO e (F) para FALSO, assinale a alternativa que contém a sequência correta das afirmativas relacionadas à pedagogia crítico-social dos conteúdos. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 12 ( ) Cabe ao processo definir o que professores e alunos devem fazer e, assim também, quando e como o farão. ( ) Ao professor, cabe garantir a ligação dos conhecimentos universais com a experiência concreta dos alunos e ajudá-los a ultrapassar os limites de sua experiência cotidiana. ( ) A relação pedagógica entre professor e aluno é baseada nas trocas. ( ) Os métodos de ensino devem ser aqueles que estejam subordinados à questão do acesso aos conhecimentos sistematizados. ( ) A pedagogia crítico-social dos conteúdos pressupõe uma padronização do ensino a partir de esquemas de planejamento previamente formulados aos quais devem se ajustar as diferentes modalidades de disciplina e práticas pedagógicas. Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA: a) V, V, F, V, F b) F, V, V, F, F c) F, V, V, V, Fd) V, V, F, V, V e) F, V, F, F, V COMENTÁRIOS: De acordo com Libâneo(2014, p. 30-33, 40-45), a pedagogia crítico-social dos conteúdos acentua a primazia dos conteúdos no seu confronto com as realidades sociais. Para ele, não basta que os conteúdos sejam apenas ensinados, é preciso que se liguem, de forma indissociável, à sua significação humana e social, numa reavaliação crítica diante desse conteúdo. Portanto, dizer que o processo é quem define o que professores e alunos devem fazer, quando e como farão são características do tecnicismo. Os métodos se subordinam à dos conteúdos e devem favorecer sua correspondência com os interesses dos alunos. A padronização do ensino ajustada às diferentes modalidades de disciplina é típica do tradicionalismo e tecnicismo. RESPOSTA: C QUESTÃO 09 Segundo autores: A Pedagogia Progressista se divide em três tendências: Tendência Progressista Libertadora, Tendência Progressista Libertária, Tendência Progressista Crítico-Social dos Conteúdos. Assinale a alternativa CORRETA que corresponde a Tendência Progressista Crítico-Social dos Conteúdos. a)A atividade escolar deve centrar-se em discussões de temas sociais e políticos e em ações concretas sobre a realidade social imediata. O professor deve agir como um coordenador de atividades, aquele que organiza e atua conjuntamente com os alunos. b)Inspirada nas teorias da aprendizagem e da abordagem do ensino de forma sistêmica, constituiu-se numa prática pedagógica fortemente controladora das ações dos alunos e, até, dos professores, direcionadas por atividades repetitivas, sem reflexão e absolutamente programadas, com riqueza de detalhes. c)Essa tendência defende, apoia e estimula a participação em grupos e movimentos sociais: sindicatos, grupos de mães, comunitários, associações de moradores etc.., para além dos muros escolares e, ao mesmo tempo, trazendo para dentro dela essa realidade pulsante da sociedade. A necessidade premente é concretizar a democracia, através de eleições para conselhos, direção da escola, grêmios estudantis e outras formas de gestão participativa. d)Esta tendência prioriza, na sua concepção pedagógica, o domínio dos conteúdos científicos, a prática de métodos de estudo, a construção de habilidades e raciocínio científico, como modo de formar a consciência crítica para fazer frente à realidade social injusta e desigual. Busca instrumentalizar os sujeitos históricos, aptos a transformar a sociedade e a si próprio. Sua metodologia defende que o ponto de partida no processo formativo do aluno seja a reflexão da prática social, ponto de partida e de chegada, porém, embasada teoricamente. COMENTÁRIOS: Dependendo do contexto, algumas expressões nos dão dicas sobre a que tendência pedagógica estãose referindo. A alternativa A cita “discussões de temas sociais e políticos”, que nos remete à tendência progressista libertadora. A alternativa B cita “prática pedagógica fortemente controladora”, “atividades repetitivas” e “programadas”, que nos remetem à tendência liberal Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 13 tecnicista. A alternativa C cita “democracia”, “eleições para conselhos, direção da escola, grêmios estudantis” e “gestão participativa”, que nos remetem à tendência progressista libertária. Finalmente, a alternativa D cita “conteúdos”, “consciência crítica”, “realidade social” e “transformar a sociedade”, que nos rementem à tendência progressista crítico-social dos conteúdos. Ver anexo 1 deste livro. RESPOSTA: D QUESTÃO 10 Sobre a postura pedagógica da tendência progressista “crítico-social dos conteúdos” pode-se afirmar que: a) é caracterizada por acentuar o ensino humanístico, de cultura geral, no qual o aluno é educado para atingir, exclusivamente por seu esforço, sua plena realização como pessoa. b) assume o saber como tendo um conteúdo relativamente objetivo, mas, ao mesmo tempo, introduz a possibilidade de uma reavaliação crítica frente a esse conteúdo. c) nessa tendência os conteúdos não têm qualquer relação com o cotidiano dos alunos nem com a realidade social. d) tem como função principal a preparação de recursos humanos para a sociedade industrial e tecnológica. e) os conteúdos ensinados são os conhecimentos e valores acumulados pelas gerações adultas que são passados para os alunos como verdades. COMENTÁRIOS: Trata-se de uma questão que foi elaborada com frases retiradas do livro de Libâneo (2014, p. 22-24, 41). A alternativa A aponta características da tendência liberal tradicional. A alternativa B aponta características da tendência progressista crítico-social dos conteúdos. A alternativa C aponta características da tendência liberal tradicional. A alternativa D aponta caraterísticas da tendência liberal tecnicista. Finalmente, a alternativa E aponta características da tendência liberal tradicional. RESPOSTA: B QUESTÃO 11 Em relação às tendências pedagógicas no Brasil apresentadas por Libâneo (2013), julgue os itens a seguir. I) Na Pedagogia tradicional, o aluno ideal é concebido vinculado a sua realidade concreta, como um recebedor da matéria que tem a tarefa de decorá-la. II) A Pedagogia tradicional, mesmo que possa incluir a ideia de “partir do concreto”, continua a entender a aprendizagem como receptiva, automática, não mobilizando a atividade mental do aluno e o desenvolvimento de suas capacidades intelectuais. III) A Didática da Escola Nova ou Didática Ativa, dentro da Pedagogia Renovada, é entendida como “direção da aprendizagem”, considerando o aluno como sujeito da aprendizagem. A ideia é a de que o aluno aprende melhor o que faz por si próprio. IV) Na Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos, as ações de ensinar e aprender formam uma unidade, mas cada uma tem a sua especificidade. A Didática tem como objetivo a direção do processo de ensinar, tendo em vista finalidades sociopolíticas e pedagógicas e as condições e meios formativos; tal direção, entretanto, converge para promover a autoatividade dos alunos, a aprendizagem. V) Na Pedagogia Libertadora, a atividade escolar é centrada na discussão de temas sociais e políticos; poder-se-ia falar de um ensino centrado nos indivíduos, em que professores analisam o cotidiano em busca de soluções imediatas. Assinale a alternativa que apresenta somente as afirmativas CORRETAS. a) I, II, III e IV b) II, III e IV c) I, III e IVd) I, II, IV e V e) III, IV e V COMENTÁRIOS: Libâneo, além de ser referência no assunto Didática, também é em Tendências pedagógicas. Seu livro,Democratização da escola pública: A pedagogia crítico-social dos conteúdos,é muito citado em Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 14 provas de concursos. Quanto à questão, podemos afirmar que o item 1 é falso porque na pedagogia tradicional o aluno NÃO É vinculado a sua realidade concreta. O item 2 é verdadeiro, pois considera uma das maiores críticas de Paulo Freire quando tratou da educação bancária, tendo o aluno como um recebedor de depósitos de conteúdos acríticos. A alternativa 3 é verdadeira porque as tendências liberais renovadas progressivista e não-diretiva tratam o aluno como sujeito da aprendizagem, aprendendo a fazer por si: a autoaprendizagem e a autorealização. A alternativa 4 é verdadeira, pois propõe modelos de ensino voltados para a interação conteúdos-realidades sociais, visando avançar em termos de uma articulação do político e do pedagógico. Enfim, a alternativa 5 é falsa, porque fala que a pedagogia libertadora é caraterizada por um ensino centrado nos indivíduos em que professores analisam o cotidiano em busca de soluções imediatas. Nas palavras de Libâneo, a educação em geral é uma atividade na qual professores e alunos mediatizados pela realidade atingem um nível de consciência dessa realidade, a fim de nela atuarem, num sentido de transformação social. (Libâneo, 2014, p. 21-44). RESPOSTA: B QUESTÃO 12 De acordo com Saviani (2007), em seu livro História das Ideias Pedagógicas, quando trata das pedagogias contra-hegemônicas que emergiram na década de 1980, associe a segunda coluna com a primeira. I) Pedagogias da “educação popular” II) Pedagogias da prática III) Pedagogia crítico-social dos conteúdos IV) Pedagogia histórico-crítica ( ) É tributária da concepção dialética, especificamente na versão do materialismo histórico, tendo fortes afinidades com a psicologia histórico-cultural. A educação é entendida como ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens. Pauta-se pela centralidade da educação escolar na socialização do conhecimento sistematizado. ( ) Propostas inspiradas na concepção libertadora que geralmente advogavam a organização, no seio dos movimentos populares, de uma educação do povo e pelo povo, para o povo e com o povo. Mais tarde, essa concepção transladou-se do âmbito dos movimentos populares para a esfera estatal e escolar. ( ) De inspiração libertária em consonância com os princípios anarquistas. Um dos autores dentro dessa perspectiva entende a educação, antes de tudo, como processo de produção, e não de inculcação. ( ) Proposta formulada por José Carlos Libâneo, que entende como papel primordial da escola difundir, em serviço aos interesses populares, conteúdos vivos, concretos, indissociáveis das realidades sociais. O aluno entra com sua experiência imediata e o professor, com conteúdos e modelos que permitam compreender e ultrapassar a experiência imediata. Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de associação, de cima para baixo. a) II, I, IV, III b) III, I, II, IV c) IV, III, II, Id) IV, II, III, I e) IV, I, II, III COMENTÁRIOS: De fato, a questão trata das pedagogias contra-hegemônicas descritas por Dermeval Saviani no livro História das Ideias Pedagógicas no Brasil. De acordo com SAVIANI(2013, p. 413-424), conjunto de fatores marcaram a década de 1980 como um momento privilegiado para a emersão de propostas pedagógicas contra-hegemônicas: a abertura democrática do país, a organização e mobilização dos educadores, as conferências brasileiras de educação, a produção científica crítica desenvolvida no programas de pós-graduação em educação. As pedagogias foram divididas em duas modalidades ou tendências: a primeira, centrada no saber do povo e na autonomia de suas organizações, como educação autônoma e, até certo ponto, à margemda estrutura escolar (Pedagogias da educação popular e Pedagogias da prática); a outra, se pautava pela centralidade da educação escolar, valorizando o acesso das camadas populares ao conhecimento sistematizado (Pedagogia crítico- social dos conteúdos e Pedagogia histórico-crítica).RESPOSTA: E Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 15 QUESTÃO 13 Considere o relato a seguir para responder à questão. Dois professores de uma mesma turma de 1º período conversam sobre suas atividades docentes: P1 - Você está conseguindo dar a matéria para esta turma? P2 - Mais ou menos... Tenho passado os conteúdos, mas eles pegam pouco. P1 - Pois é! Tento ensinar, mas eles não guardam bem o que a gente passa. P2 - Eu explico bem, repito muito, até ficar alguma coisa na cabeça deles. Considerando-se a conversa dos dois professores, verifica-se que eles concebem o processo de ensino e aprendizagem como a) articulação dos tópicos centrais das disciplinas b) transmissão de valores socialmente relevantes c) construção contextualizada de conhecimentos d) transmissão e acumulação de conhecimentos e) elaboração de conceitos significativos COMENTÁRIOS: Trata-se de uma questão fácil. Lembro que precisamos sempre sublinhar as palavras-chaves para embasar nossa decisão. Então, quando os professores comentam que “dar a matéria”, “eles não guardam” e “repito muito, até ficar alguma coisa na cabeça deles”, estão concebem o processo de ensino e aprendizagem como transmissão e acumulação de conhecimentos, conforme característica da tendência pedagógica liberal tradicional. De acordo com Libâneo (2014, p. 24-25), os conteúdos de ensino são repassados ao aluno como verdades; o professor transmite o conteúdo na forma de verdade; a retenção do material ensinado é garantida pela repetição. RESPOSTA: D QUESTÃO 14 Considere o relato a seguir para responder às questão. Dois professores de uma mesma turma de 1º período conversam sobre suas atividades docentes: P1 - Você está conseguindo dar a matéria para esta turma? P2 - Mais ou menos... Tenho passado os conteúdos, mas eles pegam pouco. P1 - Pois é! Tento ensinar, mas eles não guardam bem o que a gente passa. P2 - Eu explico bem, repito muito, até ficar alguma coisa na cabeça deles. O diálogo entre os dois professores revela que a concepção pedagógica predominante é a a) pedagogia renovada, defendida por Anísio Teixeira b) educação bancária, segundo a crítica de Paulo Freire c) competência técnica, proposta por Guiomar Namo de Mello d) multidimensionalidade da didática, segundo Vera Maria Candau e) crítico-social dos conteúdos, segundo crítica de Dermeval Saviani COMENTÁRIOS: Trata-se como a anterior, uma questão fácil. Lembro novamente que precisamos sempre sublinhar as palavras-chaves para embasar nossa decisão. Então, quando os professores comentam que “dar a matéria”, “eles não guardam” e “repito muito, até ficar alguma coisa na cabeça deles”, estão revelando uma concepção pedagógica criticada por Paulo Freire: a educação bancária da tendência liberal tradicional. De acordo com Libâneo (2014, p. 24-25), os conteúdos de ensino são repassados ao aluno como verdades; o professor transmite o conteúdo na forma de verdade; a retenção do material ensinado é garantida pela repetição; os métodos baseiam-se na exposição verbal da matéria e que tanto a exposição quanto a análise são feitas pelo professor que exige atitude receptiva do aluno.A alternativa A é falsa porque na pedagogia renovada, os conteúdos de ensino são estabelecidos em função de experiências que o sujeito vivencia diante de desafios cognitivos e situações problematizadoras. Valorizam-se as tentativas experimentais, a pesquisa, a descoberta, o estudo do meio natural e social, o método de solução de problemas (p. 26). A competência técnica proposta por Guiomar Mello, que trata a alternativa C, refere-se à competência técnica dos professores a qual questiona em seu livro Magistério de 1º Grau: da competência técnica ao Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 16 compromisso político. Para a autora, a competência técnica pode ser caracterizada pelo domínio adequado do saber escolar; uma visão relativamente integrada e articulada dos aspectos relevantes mais imediatos de sua própria prática; uma compreensão das relações entre o preparo técnico que recebeu, a organização da escola e os resultados de sua ação; e uma compreensão mais ampla das relações entre a escola e a sociedade.A alternativa D fala de uma multidimensionalidade da didática, segundo Vera Candau. A autora entende a expressão como uma perspectiva multi/intercultural da didática. Para Candau (2013, p. 16), “na caminhada nesta direção, a reflexão didática deve ser elaborada a partir da análise de experiências concretas, procurando-se trabalhar continuamente a relação teoria-prática”.”1.Por fim, a alternativa E está errada porque a tendência progressista crítico- social dos conteúdos entende que não basta que os conteúdos sejam apenas ensinados, é preciso que se liguem, de forma indissociável, à sua significação humana e social, numa reavaliação crítica diante desse conteúdo. RESPOSTA: B QUESTÃO 15 São princípios da pedagogia progressiva proposta por Anísio Teixeira: a) O eixo da escola se desloca para a criança, não sendo mais o adulto, com seus interesses, a sua ciência, a sua sociedade, que é o centro da escola, mas a criança, com seus interesses, sua espontaneidade e os seus projetos. b) O centro da escola é a socialização de conteúdos e valores universais, sendo o conhecimento culturalmente relevante e socialmente legitimado o foco da educação escolar para uma nova sociedade. c) A escola está em crise e no centro dessa crise está o professor, o elemento central da renovação da escola, pois sem os saberes do professor não se podem construir novas pedagogias. d) Renovar a escola é prioritariamente acolher toda a diversidade de pessoas, uma vez que a diferença é uma vantagem pedagógica, sendo preciso superar a lógica da escola uniformizadora e homogeneizante. e) Uma nova escola requer a denúncia das desigualdades sociais, visto que uma sociedade desigual gera uma escola desigual, e apenas uma escola igualitária pode ser nova para uma nova sociedade. COMENTÁRIOS: Essa questão trata especificamente dos princípios da tendência pedagógica liberal renovada progressivista, que tem como um de seus estudiosos o educador brasileiro Anísio Teixeira. Nessa tendência, o papel da escola é adequar as necessidades individuais ao meio social. Os conteúdos são estabelecidos a partir das experiências vividas pelos alunos frente às situações problemas. Os métodos de ensino são por meio de experiências, pesquisas e solução de problemas. O professor é auxiliador no desenvolvimento livre da criança. A aprendizagem é baseada na motivação e na estimulação de problemas. Alguns outros estudiosos são: Montessori, Decroly, John Dewey, Piaget e Lauro de Oliveira Lima. A alternativa correta é a “A” que cita, precisamente, parte de um parágrafo do capítulo terceiro da obra de Anísio Teixeira intitulado Pequena introdução à filosofia da educação: educação progressiva”. Na continuidade do texto citado, o autor diz que “a criança é a origem e o centro de toda a atividade escolar. A sua atividade impulsiva e espontânea deve governar a escola, que se transforma em um pequenino mundo feito à sua imagem e semelhança”. Comenta também “ter visitado, por mais de uma vez, várias dessas escolas, em vários e diversos centros de civilização. Nada aí lembra as escolas tradicionais que estamos habituados a ver. São casas de crianças, onde a vida corre alegre, divertida, cheiade cores, movimento, riso e som”.As alternativas B e C dizem respeito à pedagogia tradicional, enquanto que a alternativa D retrata as pedagogias renovadas e a alternativa E retratam as progressistas que partem de “uma análise crítica das realidades sociais e sustentam implicitamente as finalidades sociopolíticas da educação”.Libâneo (2014, p. 33) RESPOSTA: A 1 CANDAU, Vera Maria (Org). Rumo a uma Nova Didática. 23. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 17 QUESTÃO 16 Dentre as concepções e tendências pedagógicas que permeiam a prática docente, relacione a ação pedagógica à tendência correspondente: I. Pedagogia Tecnicista. II. Pedagogia Tradicional. III. Pedagogia Critico-Social dos Conteúdos. IV. Pedagogia Libertadora. ( ) Maria desenvolve a sua metodologia de aula baseada em aula expositiva e priorizando os conteúdos do currículo oficial, não permite que os alunos façam perguntas e durante a aula apenas ela pode falar. ( ) O planejamento de ensino de Pedro é baseado nos conteúdos de ensino, que devem ser repassados de forma objetiva, precisa e clara através de estímulo-resposta. ( ) Sarah sempre desenvolve suas aulas através de círculos de debate, buscando envolver os alunos nas discussões e partindo do contexto em que vivem. ( ) Paulo ao desenvolver suas aulas parte sempre dos conteúdos historicamente construídos e desenvolve uma crítica acerca desses. A sequência correta é: a) I, II, III, IV. b) II, I, IV, III. c) IV, III, II, I. d) III, II, IV, I. e) II, IV, I, III. COMENTÁRIOS: Lembro mais uma vez que precisamos sempre sublinhar as palavras-chaves para embasar nossa decisão. Portanto, na primeira sentença-ação, temos as palavras-chaves “aula expositiva”, conteúdos do currículo oficial” e “não permite que alunos façam perguntas”, evidenciando características da tendência liberal tradicional. Na segunda sentença-ação, temos as palavras-chaves “conteúdos de ensino”, “objetiva”, “precisa”, “clara” e “estímulo-resposta”, evidenciando características da tendência liberal tecnicista. Na terceira sentença-ação, temos as palavras-chaves “círculos de debate” “discussões” e “contexto em que vivem”, evidenciando características da tendência progressista libertadora. Na quarta e última sentença-ação, temos as palavras-chaves “conteúdos historicamente construídos” e “crítica acerca deles”, evidenciando características da tendência progressista crítico-social dos conteúdos. RESPOSTA: B QUESTÃO 17 No contexto das tendências pedagógicas a perspectiva tecnicista concebe a aprendizagem como: a) Um processo contínuo e se dá a partir da experiência concreta da vida dos educandos. b) Aprender é um ato de transmissão e assimilação dos conteúdos historicamente construídos. c) O educando aprende quando desenvolve o senso crítico acerca do conhecimento. d) A aprendizagem é autônoma e individual e por isso dispensa a ação pedagógica do docente. e) Um processo que envolve atividades comportamentais de estímulo-resposta. COMENTÁRIOS: Quando se trata de características da tendência tecnicista, devemos sempre lembrarmos que ela concebe a aprendizagem como um processo que envolve atividades comportamentais de estímulo- resposta.De acordo com Libâneo (2014, p. 32), para essa tendência, “aprender é uma questão de modificação do desempenho”,“o ensino é um processo de condicionamento através do uso de reforçamento das respostas que se quer obter”, “os sistemas instrucionais visam ao controle do comportamento individual diante de objetivos preestabelecidos”. A alternativa A reflete característica da tendência progressista libertadora. A alternativa B reflete característica da tendência liberal tradicional. A alternativa C reflete característica da tendência progressista crítico- social dos conteúdos. A alternativa D reflete característica da tendência liberal renovada não- diretiva. RESPOSTA: E Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 18 QUESTÃO 18 Libâneo (1995) divide as tendências pedagógicas em dois grupos: “pedagogia liberal” e “pedagogia progressista”. No primeiro grupo estão as vertentes que concebem a educação como: a) instrumento de prevenção e de correção de desvios. b) responsável pelo caráter essencialmente político, valorizando a experiência como fundamento na relação pedagógica. c) uma forma de resistência contra o Estado. d) instrumento de construção e sistematização de um saber que terá ressonância na vida dos alunos, no sentido de favorecer mudanças sociais. e) ação que visa à interação entre o meio cultural, social e natural e o educando, sendo o professor mediador. COMENTÁRIOS: Novamente fundamentada em seu livro Democratização da escola pública: A pedagogia crítico-social dos conteúdos. Na página 22, ao se referir à pedagogia liberal, Libâneo dia que “os indivíduos precisam aprender a adaptar-se aos valores e às normas vigentes na sociedade de classe”. Desta forma, esta tendência pedagógica concebe a educação como instrumento de prevenção e de correção de desvios. Todas as demais alternativas referem-se à pedagogia progressista. A alternativa B trata da pedagogia libertadora, a alternativa C da pedagogia libertária, a alternativa D da pedagogia crítico-social dos conteúdos e a alternativa E da pedagogia libertadora. RESPOSTA: A QUESTÃO 19 A exposição das tendências pedagógicas compõe-se de uma caracterização geral das tendências liberal e progressista, seguidas da apresentação das pedagogias que as traduzem e que se manifestam na prática docente. De acordo com o assunto assinale a alternativa correta. I. A tendência liberal renovada acentua, igualmente, o sentido da cultura como desenvolvimento das aptidões individuais. II. Na tendência tradicional, a pedagogia liberal se caracteriza por acentuar o ensino humanístico, de cultura geral, no qual o aluno é educado para atingir, pelo próprio esforço, sua plena realização como pessoa. III. A tendência liberal renovada apresenta-se, entre nós, em duas versões distintas: a renovada progressivista, ou pragmatista, principalmente na forma difundida pelos pioneiros da educação nova. IV. É evidente que tanto as tendências quanto suas manifestações não são puras nem mutuamente exclusivas o que, aliás, é a limitação principal de qualquer tentativa de classificação. Em alguns casos as tendências se complementam, em outros, divergem. V. A educação brasileira, pelo menos nos últimos cinquenta anos, tem sido marcada pelas tendências liberais, nas suas formas ora conservadora, ora renovada. a) Somente I e IV estão corretas b) Somente II, III e IV estão erradas c) Somente I está certa d) Somente I e III estão erradas e) Todas estão corretas COMENTÁRIOS: Essa questão deveria iniciar assim: de acordo com a página 22 do livro Democratização da escola pública: A pedagogia crítico-social dos conteúdos, de Libâneo, assinale... Brincadeiras à parte, de fato, à exceção do item IV, os itens foram copiados e colados desta página do livro. O item IV foi retirado do capítulo 3 (Tendências pedagógicas na prática escolar), especificamente página 53 do livro Filosofia da educação, de Luckesi. Enfim, todos os itens estão corretos. RESPOSTA: E QUESTÃO 20 Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 19 O conhecimento humano, dependendo das diferentes referências, é explicado diversamente em sua gênese e desenvolvimento, o que condiciona conceitos diversos de homem, mundo, cultura,sociedade, educação etc. Dentro de um mesmo referencial, é possível haver abordagens diversas, tendo em comum apenas os diferentes primados: ora do objeto, ora do sujeito, ora da interação de ambos. O conjunto das pedagogias, segundo Libâneo, divide‐se em dois grupos: a pedagogia liberal e a pedagogia progressista. Acerca das tendências pedagógicas, analise. I. A pedagogia liberal sustenta a ideia de que a escola tem por função preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais, de acordo com as aptidões individuais, por isso os indivíduos precisam aprender a se adaptar aos valores e às normas vigentes na sociedade de classes através do desenvolvimento da cultura individual. II. A pedagogia progressista tem‐se manifestado em três tendências: a libertadora, mais conhecida como pedagogia de Paulo Freire; a libertária, que reúne os defensores da autogestão pedagógica; a crítico‐social dos conteúdos que, diferentemente das anteriores, acentua a primazia dos conteúdos no seu confronto com as realidades sociais. III. A educação brasileira, pelo menos nos últimos cinquenta anos, tem sido marcada pelas tendências progressistas nas suas formas ora conservadora, ora renovada. E se dividem em quatro abordagens: a tradicional, a renovada progressivista, a renovada não diretiva e a tecnicista. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) a) I, II e III. b) I, apenas. c) III, apenas. d) I e II, apenas. COMENTÁRIOS: Novamente, todos os itens são citações diretas do livro Democratização da escola pública: A pedagogia crítico-social dos conteúdos, de Libâneo. O item I está na página 22, o item II na página 33 e finalmente o item III está também na página 22 do livro, contudo trocaram a palavra liberais por progressistas para torna-la incorreta. RESPOSTA: D Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 20 Lei nº 9.394/96 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional QUESTÃO 21 Em conformidade com o Título IV – Da Organização da Educação Nacional – da Lei n.º 9394, de 20 de dezembro de 1996, relacione as incumbências correspondentes: 1. Docentes 2. Estabelecimentos de Ensino I. Elaborar e executar sua proposta pedagógica. (___) II. Prover meios para a recuperação dos alunos com menor rendimento. (___) III. Ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional. (___) IV. Articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola. (___) V. Colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. (___) VI. Assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas. (___) Assinale a sequência correta das incumbências relacionadas é: a) 2, 1, 1, 2, 2 e 1 b) 2, 2, 1, 2, 1 e 2 c) 1, 2, 1, 2, 1 e 2 d) 1, 1, 1, 2, 1 e 1 e) 2, 1, 1, 2, 1 e 2 COMENTÁRIOS: Trata-se de questão relacionada às incumbências dos estabelecimentos de ensino e dos docentes, as quais encontram-se nos artigos 12 e 13 da lei: Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: I - elaborar e executar sua proposta pedagógica; II - administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros; III - assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas; IV - velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente; V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento; VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola; VII - informar os pais e responsáveis sobre a frequência e o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica. VII - informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se for o caso, os responsáveis legais, sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a execução da proposta pedagógica da escola; (Redação dada pela Lei nº 12.013, de 2009) VIII – notificar ao Conselho Tutelar do Município, ao juiz competente da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de cinquenta por cento do percentual permitido em lei. (Incluído pela Lei nº 10.287, de 2001) Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; III - zelar pela aprendizagem dos alunos; IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento; V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional; VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. RESPOSTA: B Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 21 QUESTÃO 22 Tendo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, é correto afirmar que: a)Os Estados deverão se incumbir de oferecer com prioridade o ensino médio e o ensino fundamental em suas redes de ensino. b)A Educação Básica deverá padroniza-se em séries anuais, buscando assim o interesse do processo de aprendizagem. c)O ensino fundamental obrigatório tem duração de oito anos, é gratuito nas escolas públicas e inicia-se aos sete anos de idade. d)A educação infantil deverá possuir carga horária mínima de 800 (oitocentas) horas, distribuídas em 200 dias letivos. e)Em seu Art. 35, inciso II, que trata sobre a finalidade do ensino médio diz que se deve preparar o educando prioritariamente para o ingresso na universidade. COMENTÁRIOS: O inciso VI do artigo 10 diz que os Estados incumbir-se-ão deassegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio a todos que o demandarem.O Art. 23 diz que a educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar.O Art. 32 diz que o ensino fundamental será obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão. O inciso II do artigo 31 diz que a educação infantil será organizada com carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por um mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho educacional. Já o inciso II do artigo 35 diz que uma das finalidades do ensino médio é a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores. RESPOSTA: D QUESTÃO 23 Considerando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, é CORRETO afirmar: a) A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudo, grupos não seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou em forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. b) O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais, inclusive climáticas e econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sendofacultado, nesses casos, reduzir o número de horas letivas previsto na Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996. c) A educação infantil terá carga horária mínima anual de seiscentas horas, distribuída por um mínimo de duzentos dias de trabalho educacional. d) A jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo menos três horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola, ressalvados os casos de ensino noturno e das formas alternativas de organização autorizadas na LDBN. e) O controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar exige a frequência mínima de 50% (cinquenta por cento) do total de horas. COMENTÁRIOS: O artigo 23 reza que a educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar.A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 22 quando se tratar de transferências entre estabelecimentos situados no País e no exterior, tendo como base as normas curriculares gerais.O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais, inclusive climáticas e econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso reduzir o número de horas letivas previsto nesta Lei.O inciso II do artigo 31 diz que a educação infantil será organizada com carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por um mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho educacional. O artigo 34 fala que a jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola.Finalmente, o inciso VI do artigo 24 diz que o controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, exigida a frequência mínima de setenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação. RESPOSTA: A QUESTÃO 24 Muito se ouve falar sobre a necessidade e a importância da participação da família no processo escolar. Porém ainda há um longo caminho a percorrer nesse sentido. Se de um lado está a escola reclamando que algumas famílias não se interessam pela vida escolar de seus filhos, de outro lado está a família se queixando que só se chama os pais/responsáveis na escola para reclamarem dos filhos/alunos. Paro (1997) afirma que: “Parece haver uma confusão de papéis, onde por um lado estão os pais que não compreendem a real função da escola, e por outro lado há falta de habilidade dos profissionais da educação em promover a comunicação entre a escola e a família”. Nesse sentido, a LDB vigente assegura que a participação da comunidade escolar como um todo é de fundamental importância. Indique abaixo, qual dos artigos nesse documento que enfatizam a participação como um aspecto relevante: a) Art. 5°.b) Art. 50º.c) Art. 9°.d) Art. 26º.e) Art. 14º. COMENTÁRIOS: A participação da comunidade escolar está associada à gestão democrática e é descrita no artigo 14 da Lei. Vejamos todos os artigos citados na questão: Art. 5º O acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída e, ainda, o Ministério Público, acionar o poder público para exigi-lo. § 1º O poder público, na esfera de sua competência federativa, deverá: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) I - recensear anualmente as crianças e adolescentes em idade escolar, bem como os jovens e adultos que não concluíram a educação básica; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) II - fazer-lhes a chamada pública; III - zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola. § 2º Em todas as esferas administrativas, o Poder Público assegurará em primeiro lugar o acesso ao ensino obrigatório, nos termos deste artigo, contemplando em seguida os demais níveis e modalidades de ensino, conforme as prioridades constitucionais e legais. § 3º Qualquer das partes mencionadas no caput deste artigo tem legitimidade para peticionar no Poder Judiciário, na hipótese do § 2º do art. 208 da Constituição Federal, sendo gratuita e de rito sumário a ação judicial correspondente. § 4º Comprovada a negligência da autoridade competente para garantir o oferecimento do ensino obrigatório, poderá ela ser imputada por crime de responsabilidade. § 5º Para garantir o cumprimento da obrigatoriedade de ensino, o Poder Público criará formas alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino, independentemente da escolarização anterior. [...] Art. 9º A União incumbir-se-á de: (Regulamento) I - elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 23 II - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais do sistema federal de ensino e o dos Territórios; III - prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para o desenvolvimento de seus sistemas de ensino e o atendimento prioritário à escolaridade obrigatória, exercendo sua função redistributiva e supletiva; IV - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum; IV-A - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, diretrizes e procedimentos para identificação, cadastramento e atendimento, na educação básica e na educação superior, de alunos com altas habilidades ou superdotação; (Incluído pela Lei nº 13.234, de 2015) V - coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação; VI - assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino fundamental, médio e superior, em colaboração com os sistemas de ensino, objetivando a definição de prioridades e a melhoria da qualidade do ensino; VII - baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-graduação; VIII - assegurar processo nacional de avaliação das instituições de educação superior, com a cooperação dos sistemas que tiverem responsabilidade sobre este nível de ensino; IX - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino. (Vide Lei nº 10.870, de 2004) § 1º Na estrutura educacional, haverá um Conselho Nacional de Educação, com funções normativas e de supervisão e atividade permanente, criado por lei. § 2° Para o cumprimento do disposto nos incisos V a IX, a União terá acesso a todos os dados e informações necessários de todos os estabelecimentos e órgãos educacionais. § 3º As atribuições constantes do inciso IX poderão ser delegadas aos Estados e ao Distrito Federal, desde que mantenham instituições de educação superior. [...] Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. [...]Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos. [...] Art. 50. As instituições de educação superior, quando da ocorrência de vagas, abrirão matrícula nas disciplinas de seus cursos a alunos não regulares que demonstrarem capacidade de cursá-las com proveito, mediante processo seletivo prévio. RESPOSTA: E QUESTÃO 25 A Lei n° 9394, de 20 de dezembro de 1996, estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Em função de necessidades específicas, muitas dessas diretrizes necessitam de Leis Complementares ou Decretos para entrarem em vigor. Nesse contexto, o Decreto n° 5622, de 19 de dezembro de 2005, tem como finalidade regulamentar o artigo: a) 210 da Lei n° 9394/1996, que trata da fixação de conteúdos mínimos. b) 81 da Lei n° 9394/1996, que trata da organização do ensino experimental. c) 13 da Lei n° 9394/1996, que trata das funções docentes no âmbito das instituições escolares. d) 80 da Lei n° 9394/1996, no que concerne à forma de organização da educação a distância. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 24 e) 36 da Lei n° 9394/1996, que trata da educação profissional de nível técnico, sua forma de oferta e organização curricular. COMENTÁRIOS: A LDB possui 92 artigos, desse modo, já poderíamos eliminar a alternativa A. O artigo 81 diz que é permitida a organização de cursos ou instituições de ensino experimentais, desde que obedecidas as disposições desta Lei.O artigo 13, de fato, trata das incumbências docentes, mas não se refere ao teor do Decreto nº 5622. O artigo 80 diz que o Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada. De fato, está relacionada ao referido Decreto nº 5622, regulamentando o art. 80 da Lei nº 9.394/96, que caracteriza a educação a distância comomodalidade educacional. Finalmente o artigo 36 trata dos currículos do ensino médio, sendo os 36-A a 36-D sobre a Educação Profissional Técnica de Nível Médio. RESPOSTA: D QUESTÃO 26 São inúmeras as pesquisas que demonstram o impacto positivo da formação de professores nos processos educacionais. Assim, o Artigo 59 da LDB – Lei nº 9.394/96 – ressalta a importância de se promover especialização adequada aos professores de classes especiais que atenderão aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Quanto a essa formação específica, de acordo com o mencionado artigo, o professor deve: a) possuir especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular serem capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns. b) possuir especialização técnica em nível médio para atuar em instituições de ensino de atendimento especializado. c) possuir graduação em Pedagogia, Serviço Social ou Psicologia e Pós-graduação em Educação, para atuar em instituições de ensino de atendimento especializado. d) possuir, exclusivamente, o ensino médio específico e se capacitar em serviço, de forma continuada, para a integração desses educandos em classes comuns. e) possuir qualquer graduação e atuar em instituições de ensino de atendimento especializado, atendendo os educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. COMENTÁRIOS: A questão trata especificamente dos direitos assegurados aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Em especial, à formação adequada dos professores: Os sistemas de ensino devem assegurar, conforme o inciso III do artigo 59: professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns. RESPOSTA: A QUESTÃO 27 No Título IV – Da organização da Educação Nacional, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n° 9.394/96), foi disposta a organização, em regime de colaboração, dos sistemas de ensino da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. Isso posto, assinale a afirmativa que NÃO condiz com o que está disposto na referida Lei. a) A União exercerá função redistributiva e supletiva mediante assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. b) A União organizará o sistema federal de ensino e dos Territórios e financiará as instituições de ensino públicas federais. c) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios definirão as formas de colaboração na Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 25 organização de seus sistemas de ensino. d) Os Estados e o Distrito Federal atuarão, prioritariamente, na oferta e manutenção do ensino fundamental e médio. e) Os Municípios atuarão, exclusivamente, na oferta e manutenção do ensino fundamental e na educação infantil. COMENTÁRIOS: As incumbências da União, dos Estados e dos Municípios estão presentes nos artigos 9, 10 e 11 da Lei. O erro está em afirmar que os municípios atuarão exclusivamente do ensino fundamental e educação infantil, pois é “permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino”. Vejamos os artigos citados: Art. 9º A União incumbir-se-á de: I - elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; II - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais do sistema federal de ensino e o dos Territórios; III - prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para o desenvolvimento de seus sistemas de ensino e o atendimento prioritário à escolaridade obrigatória, exercendo sua função redistributiva e supletiva; IV - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum; IV-A - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, diretrizes e procedimentos para identificação, cadastramento e atendimento, na educação básica e na educação superior, de alunos com altas habilidades ou superdotação; (Incluído pela Lei nº 13.234, de 2015) V - coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação; VI - assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino fundamental, médio e superior, em colaboração com os sistemas de ensino, objetivando a definição de prioridades e a melhoria da qualidade do ensino; VII - baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-graduação; VIII - assegurar processo nacional de avaliação das instituições de educação superior, com a cooperação dos sistemas que tiverem responsabilidade sobre este nível de ensino; IX - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino. § 1º Na estrutura educacional, haverá umConselho Nacional de Educação, com funções normativas e de supervisão e atividade permanente, criado por lei. § 2° Para o cumprimento do disposto nos incisos V a IX, a União terá acesso a todos os dados e informações necessários de todos os estabelecimentos e órgãos educacionais. § 3º As atribuições constantes do inciso IX poderão ser delegadas aos Estados e ao Distrito Federal, desde que mantenham instituições de educação superior. Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de: I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino; II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do ensino fundamental, as quais devem assegurar a distribuição proporcional das responsabilidades, de acordo com a população a ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público; III - elaborar e executar políticas e planos educacionais, em consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação, integrando e coordenando as suas ações e as dos seus Municípios; Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 26 IV - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino; V - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio a todos que o demandarem, respeitado o disposto no art. 38 desta Lei; VII - assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual. Parágrafo único. Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as competências referentes aos Estados e aos Municípios. Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de: I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino, integrando-os às políticas e planos educacionais da União e dos Estados; II - exercer ação redistributiva em relação às suas escolas; III - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; IV - autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de ensino; V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. VI - assumir o transporte escolar dos alunos da rede municipal Parágrafo único. Os Municípios poderão optar, ainda, por se integrar ao sistema estadual de ensino ou compor com ele um sistema único de educação básica. QUESTÃO 28 Com relação ao planejamento de políticas educacionais, assinale a opção correta. Nesse sentido considere que a sigla LDB sempre que utilizada, se refere a Lei de Diretrizes e Bases. a) A educação profissional básica visa à habilitação profissional e seus conteúdos são segmentados em módulos regidos por diretrizes curriculares nacionais. b) A educação profissional no nível técnico visa à qualificação, atualização e profissionalização, e apresenta currículo variável representando a educação não formal. c) Para a elaboração de planos e políticas referentes ao sistema educacional, é dispensável a participação do psicólogo, por ser essa atividade atribuição de gestores educacionais e pedagogos. d) De acordo com a LDB, a educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. e) A educação profissional insere-se entre o ensino superior e a pós-graduação, mas pertence apenas a um segmento específico de qualificação, uma vez que visa conduzir o aluno ao permanente desenvolvimento de aptidões para o trabalho. COMENTÁRIOS: À exceção da alternativa D, a questão trata de assuntos relacionados aos planejamento e políticas educacionais para modalidade educação profissional na LDB. A alternativa A está incorreta porque de acordo com artigo 36-A, o ensino médio, atendida a formação geral do educando, poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. A preparação geral para o trabalho e, facultativamente, a habilitação profissional,poderão ser desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio ou em cooperação com instituições especializadas em educação profissional. A alternativa B está incorreta porque a educação profissional no nível técnico visa a formação geral do educando, podendo prepará-lo para o exercício de profissões técnicas a serem desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio ou em cooperação com instituições especializadas em educação profissional. Ela será desenvolvida nas formas articulada com o ensino médio e subsequente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o ensino médio. A alternativa C está incorreta porque a elaboração de planos e políticas educacionais são atribuições de toda comunidade escolar e local, conforme o artigo 14 da LDB: Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios:I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 27 escola;II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.A alternativa D está correta porque conforme o parágrafo 2º do artigo 1º: A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. Finalmente, a alternativa E está incorreta porque de acordo com o parágrafo 2º do artigo 39: A educação profissional e tecnológica abrangerá os seguintes cursos: I – de formação inicial e continuada ou qualificação profissional; II – de educação profissional técnica de nível médio; III – de educação profissional tecnológica de graduação e pós- graduação. Disto desta forma, a educação profissional insere-se entre os cursos de formação inicial e continuada ou qualificação profissional e de educação profissional tecnológica de graduação e pós- graduação. RESPOSTA: D QUESTÃO 29 De acordo com a Seção IV-A, Da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a educação profissional técnica de nível médio: a) pode ser ofertada em instituições de ensino distintas. b) demanda que o aluno esteja trabalhando com carteira assinada. c) garante a obtenção de diplomas equivalentes ao do ensino superior. d) é oferecida mediante pagamento de taxa de matrícula e mensalidade. e) é oferecida prioritariamente a quem já tenha concluído o ensino médio. COMENTÁRIOS: Não há o critério de estar trabalhando e ainda mais com carteira assinada para que o aluno esteja matriculado em cursos de educação profissional. Outro erro é achar que ao fazer curso de nível médio o aluno obtenha diploma equivalente ao de curso superior. Pior ainda é afirmar que é oferecida mediante pagamento de taxa de matrícula ou mensalidade se há cursos ofertados na forma pública e privada. Finalmente, a alternativa E equivocadamente erra por afirmar que é oferecida prioritariamente aquém já tenha concluído o ensino médio. Pois, sabemos que de acordo com o artigo 36-B: A educação profissional técnica de nível médio será desenvolvida nas formas articulada com o ensino médio; e subsequente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o ensino médio. RESPOSTA: A QUESTÃO 30 Sobre a alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional acerca da inclusão no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena” leia asalternativas abaixo. I) Nos estabelecimentos públicos de ensino fundamental e de ensino médio, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. II) O conteúdo programático incluirá diversos aspectos da história e da cultura negra que unicamente caracterizam a formação da população brasileira. III) Deverão ser abordados a história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil. IV) Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras. V) Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados especificamente no âmbito das áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras. Assinale a alternativa que apresenta somente as afirmativas CORRETAS. a) As alternativas I, II e III estão corretas. b) As alternativas III, IV e V estão corretas. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 28 c) As alternativas II e IV estão corretas. d) As alternativas III e IV estão corretas. e) As alternativas I, II e V estão corretas. COMENTÁRIOS: Podemos afirmar que de acordo com o artigo 26-A, o item I está incorreta porque faltou incluir a palavra “privados”. O item II está incorreta porque em vez de “unicamente” “cultura negra”, deveria ser “cultura afro-brasileira e indígena”.O item III está correto pois está de acordo com o § 1ºdo artigo 26-A. O item IV está correto pois está de acordo com o § 2ºdo artigo 26-A. Finalmente, o item V está incorreto porquelimitou às áreas de educação artística , de literatura e de história brasileiras para se tratar dos conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros. Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. § 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil. § 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras. RESPOSTA: D QUESTÃO 31 De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei 9.394/96, Artigos 12 a 14, tratando do Projeto Político Pedagógico das Instituições de Ensino, marque (V) para as afirmativas VERDADEIRAS e (F), para as FALSAS. ( ) Os sistema de ensino deverão elaborar a proposta pedagógica dos estabelecimentos de ensino a partir dos princípios das normas da gestão democrática. ( ) Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades. ( ) A participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola é um princípio das normas de gestão democrática a serem definidas pelos sistemas de ensino. ( ) Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: elaborar e executar sua proposta pedagógica. ( ) Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de receber sua proposta pedagógica dos sistemas de ensino e executá-la garantindo para isso a participação da comunidade escolar. ( ) Os docentes incumbir-se-ão de participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de cima para baixo. a) V, V, F, V, F, V b) F, F, V, V, V, V c) F, V, V, V, F, V d) F, V, V, V, F, F e) V, V, F, V, F, F COMENTÁRIOS: Outra questão muito cobrada em provas. Trata-se das incumbências dos estabelecimentos de ensino e dos docentes presentes nos artigos 12 e 13, e dos princípios da gestão democrática.A primeira sentença é falsa porque os sistemas de ensino devem além de elaborar sua proposta pedagógica, também executá-la. A segunda e terceira sentenças são verdadeiras porque estão de acordo com o artigo 14 da lei. A quarta sentença é resposta verdadeira à primeira sentença, conforme o inciso I do artigo 12. A quinta sentença é falsa seguindo o mesmo princípio do inciso I do artigo 12. Finalmente, a sexta sentença é verdadeira de acordo com o inciso I do artigo 13. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 29 ---- Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: I - elaborar e executar sua proposta pedagógica; II - administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros; III - assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas; IV - velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente; V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento; VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola; VII - informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se for o caso, os responsáveis legais, sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a execução da proposta pedagógica da escola; VIII – notificar ao Conselho Tutelar do Município, ao juiz competente da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de cinquenta por cento do percentual permitido em lei. Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; III - zelar pela aprendizagem dos alunos; IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento; V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional; VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. RESPOSTA: C QUESTÃO 32 (LDB) De acordo com a Lei n° 9.394/1996, art. 14, os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I. Participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola. II. Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolaresou equivalentes. III. Participação dos alunos nos conselhos de classes e elaboração de projetos. a) Somente I e II estão corretas. b) Somente II e III estão corretas. c) Somente I e III estão corretas. d) Somente I está correta. e) Todas estão corretas. COMENTÁRIOS: O artigo 14 trata da gestão democrática. Importante lembrar que o artigo registra apenas dois princípios: I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. RESPOSTA: A QUESTÃO 33 Conforme a Lei Federal nº 9394/96, de 20/12/96 e alterações que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em seu art. 59, estabelece que os sistemas de ensino deverão assegurar aos Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 30 educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação: I.currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades; II. terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; III. professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns; IV. educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora; V. acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular. As assertivas CORRETAS são: a) Apenas I; II e III b) Apenas II; III e V c) Apenas II; III; IV e V d) Apenas II; IV e V e) As alternativas I; II; III; IV e V estão corretas. COMENTÁRIOS: A educação especial é tratada entre os artigos 58 e 60 do capítulo V da Lei. A questão cita todos os incisos do artigo 59, na sua íntegra. O avaliador não teve nenhum trabalho, simplesmente copiou e colou do texto da lei. RESPOSTA: E QUESTÃO 34 Entre as consideradas “modalidades especiais da educação”, destinadas a atender as características particulares e específicas de determinados grupos, a Lei nº 9.394/96 dispõe sobre a modalidade de educação escolar oferecida, preferencialmente, na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Assinale a alternativa que apresenta o título da referida modalidade. a) Educação para as Necessidades Físicas. b) Educação para Jovens e Adultos. c) Educação para Povos Indígenas. d) Educação Especial. e) Educação Profissional. COMENTÁRIOS: Questão fácil. Trata da modalidade educação especial, pois expressões como deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. RESPOSTA: D QUESTÃO 35 Nos termos do Artigo 58º da LDB 9.394/96, em relação aos alunos com necessidades especiais, será oferecida educação especial com atendimento educacional, preferencialmente, em: a) escolas especiais da rede pública estadual, sempre atendendo às necessidades da família. b) escolas públicas particulares especiais, por meio de convênios, desde que não acarrete despesas para os cofres públicos. c) classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. d) rede regular de ensino, com consultórios especializados, em função da deficiência de cada aluno. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 31 e) escolas públicas conveniadas com hospitais, visando ao atendimento da patologia e à sequência do processo de ensino aprendizagem. COMENTÁRIOS: A resposta está no parágrafo 2º do artigo de que trata a questão. Importante conhecer todos os seus parágrafos: Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. § 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial. § 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. § 3º A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil. RESPOSTA: C QUESTÃO 36 A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, sob o número 9.394/96, também conhecida como Lei Darcy Ribeiro, define as diretrizes gerais da educação brasileira. Por meio do TÍTULO IV, DA ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NACIONAL, trata, especificamente no art. 13, de incumbências docentes, dentre as quais, destacam-se três: I. participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. II. fomentar seu próprio desenvolvimento profissional, permanentemente. III. fomentar e promover a articulação entre a escola e a comunidade em geral. IV. cumprir os dias letivos e as horas-aula estabelecidas, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional. V. colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. Estão CORRETAS, apenas: a) I, II e III. b) I, III e IV. c) I, IV e V. d) II, III e IV. e) II, IV e V. COMENTÁRIOS: Mais uma questão comum nas provas para professores. O artigo 13 da LDB trata ds incumbências dos docentes, que são 6: I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; III - zelar pela aprendizagem dos alunos; IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento; V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodosdedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional; VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. No entanto, em vez, de “cumprir” os dias letivos, o correto seria “ministrar”. Nesse caso, poderiam ter anulada a questão por não haver alternativa corretae terem no enunciado se baseado na “atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, sob o número 9.394/96” e “especificamente no art. 13”.RESPOSTA: C QUESTÃO 37 Com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/1996, quanto à organização da educação nacional, analise as alternativas e verifique quais são VERDADEIRAS (V) e quais são Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 32 FALSAS (F). ( ) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração, os respectivos sistemas de ensino. ( ) Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democráticado ensino público na educação básica, conforme os seguintes princípios: participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola e participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. ( ) O sistema federal de ensino compreende as instituições de ensino mantidas pela União; as instituições de educação superior criadas e mantidas pela iniciativa privada; as instituições de ensino médio criadas pelo Distrito Federal e os órgãos federais de educação. ( ) Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas e privadas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira. ( ) Caberá à União a coordenação da política nacional de educação, articulando os diferentes níveis e sistemas e exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais. Assinale a opção que contém as alternativas CORRETAS. a) F, V, V, V, F b) V, V, F, F, V c) V, F, V, F, V d) F, V, F, F, V e) V, V, F, V, F COMENTÁRIOS: A primeira sentença é verdadeira porque trata do artigo 8º da lei. A segunda sentença também é verdadeira porque trata do artigo 14 da lei. A terceira sentença é falsa porque no artigo 16 não temos que o sistema federal de ensino compreende as instituições de ensino médio criadas pelo Distrito Federal. A quarta sentença também é falsa porque o artigo 15 da lei não envolve escolas privadas. Finalmente, a quinta sentença é verdadeira trata do § 1º do artigo 8° da lei. RESPOSTA: B Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 33 Leinº 11.494/2007 - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) QUESTÃO 38 Acerca da Lei nº 11.494/2007, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB, assinale a afirmativa INCORRETA. a) Prevê pelo menos 5% do montante dos impostos e transferências que compõem a cesta de recursos do FUNDEB, somados aos, no mínimo, de 25% desses impostos e transferências em favor da manutenção e desenvolvimento do ensino. b) A União desenvolverá e apoiará políticas de estímulo às iniciativas de melhoria de qualidade do ensino, acesso e permanência na escola, promovidas pelas unidades federadas, em especial aquelas voltadas para a inclusão de crianças e adolescentes em situação de risco social. c) A instituição dos Fundos previstos da supracitada Lei e a aplicação de seus recursos não isentam os Estados, o Distrito Federal e os Municípios da obrigatoriedade da aplicação na manutenção e no desenvolvimento do ensino, na forma prevista na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases. d) A União, os Estados e o Distrito Federal desenvolverão, em regime de colaboração, programas de apoio ao esforço para conclusão da educação básica dos alunos regularmente matriculados no sistema público de educação que cumpram pena no sistema penitenciário, exceto na condição de presos provisórios. COMENTÁRIOS: Importante destacar que se pede na questão a alternativa incorreta. Neste caso, é a letra “D”. O avaliador apenas trocou “ainda que” por “exceto” ao final do artigo 39 da lei. Ação típica dos avaliadores que também usam como recurso a trocar de palavras quando se trata de texto de lei ou de artigos científicos ou livros. A alternativa“A” está correta pois fundamenta-se no inciso I do artigo 1º. A alternativa “B” está correta pois fundamenta-se no artigo 39. A alternativa “C” está correta pois fundamenta-se no parágrafo único do artigo 1º da lei. RESPOSTA: D Art. 1º É instituído, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, de natureza contábil, nos termos do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT. Parágrafo único. A instituição dos Fundos previstos no caput deste artigo e a aplicação de seus recursos não isentam os Estados, o Distrito Federal e os Municípios da obrigatoriedade da aplicação na manutenção e no desenvolvimento do ensino, na forma prevista no art. 212 da Constituição Federal e no inciso VI do caput e parágrafo único do art. 10 e no inciso I do caput do art. 11 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, de: I - pelo menos 5% (cinco por cento) do montante dos impostos e transferências que compõem a cesta de recursos do Fundeb, a que se referem os incisos I a IX do caput e o § 1o do art. 3o desta Lei, de modo que os recursos previstos no art. 3o desta Lei somados aos referidos neste inciso garantam a aplicação do mínimo de 25% (vinte e cinco por cento) desses impostos e transferências em favor da manutenção e desenvolvimento do ensino; II - pelo menos 25% (vinte e cinco por cento) dos demais impostos e transferências. [...] Art. 39. A União desenvolverá e apoiará políticas de estímulo às iniciativas de melhoria de qualidade do ensino, acesso e permanência na escola, promovidas pelas unidades federadas, em especial aquelas voltadas para a inclusão de crianças e adolescentes em situação de risco social. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 34 Parágrafo único. A União, os Estados e o Distrito Federal desenvolverão, em regime de colaboração, programas de apoio ao esforço para conclusão da educação básica dos alunos regularmente matriculados no sistema público de educação: I - que cumpram pena no sistema penitenciário, ainda que na condição de presos provisórios; II - aos quais tenham sido aplicadas medidas socioeducativas nos termos da Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990. QUESTÃO 39 O FUNDEB, foi instituído pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de dezembro de 2006, regulamentado pela Lei Federal nº 11.494, de 20 de junho de 2007, e, no âmbito desta Corte, através da Resolução TC n° 243, de 13 de setembro de 2007, sendo uma das mais importantes fontes de financiamento das ações da Educação Básica. O FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação foi criado para pagar os “profissionais do magistério da Educação Básica” quem são estes profissionais: a) São todos os docentes, nas escolas, com exercício da docência, incluindo se direção ou administração escolar, planejamento, inspeção, supervisão, orientação educacional e coordenação pedagógica, excluindo os profissionais que oferecem suporte pedagógico direto. b) Somente os docentes, profissionais que oferecem suporte pedagógico direto, nas escolas, com exercício da docência, excluindo a direção ou administração escolar, planejamento, inspeção, supervisão, orientação educacional e coordenação pedagógica. c) São todos os docentes, profissionais que oferecem suporte pedagógico direto, nas escolas, direção ou administração escolar, planejamento, excluindo os profissionais que fazem a inspeção, supervisão, orientação educacional e coordenação pedagógica d) São todos os docentes, profissionais que oferecem suporte pedagógico direto, nas escolas, ao exercício da docência, incluindo se direção ou administração escolar, planejamento, inspeção, supervisão, orientação educacional e coordenação pedagógica. COMENTÁRIOS: De acordo com o inciso II do Art. 22 da lei: Art. 22. Pelo menos 60% (sessenta por cento) dos recursos anuais totais dos Fundos serão destinados ao pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício na rede pública. [...] II - profissionais do magistério da educação: docentes, profissionaisque oferecem suporte pedagógico direto ao exercício da docência: direção ou administração escolar, planejamento, inspeção, supervisão, orientação educacional e coordenação pedagógica; RESPOSTA: D QUESTÃO 40 A Constituição Federal de 1988 (CF/1988), como lembra Souza (2008), não só é a constituição mais emendada do Brasil, como é também uma das constituições mais emendadas do mundo. A Emenda Constitucional n.º 53/2006, criou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB). Sobre este fundo de financiamento, é INCORRETO afirmar. a) A existência do FUNDEB desobriga os estados e municípios e o Distrito Federal da aplicação do mínimo constitucional, ou seja, dos 25% da receita resultante de impostos, incluindo a proveniente de transferências, para a manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE). b) A Constituição Federal estabelece que a União deve usar 18% e os estados e municípios 25%, no mínimo, da receita resultante dos impostos na manutenção e no desenvolvimento do ensino. c) O FUNDEB é composto de 20% de impostos como: imposto sobre a transmissão causa mortis e Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 35 doação de quaisquer bens ou direitos; impostos sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação; imposto sobre a propriedade de veículos automotores, dentre outros. d) Os recursos do FUNDEB podem ser utilizados em toda a Educação Básica, diferentemente dos recursos do FUNDEF que eram destinados apenas ao Ensino Fundamental. COMENTÁRIOS: O FUNDEB não desobriga a aplicação de 25% da receita resultante de impostos. Trata-se de um dos artigos mais cobrados nas provas: Art. 1º É instituído, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, de natureza contábil, nos termos do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT. Parágrafo único. A instituição dos Fundos previstos no caput deste artigo e a aplicação de seus recursos não isentam os Estados, o Distrito Federal e os Municípios da obrigatoriedade da aplicação na manutenção e no desenvolvimento do ensino, na forma prevista no art. 212 da Constituição Federal e no inciso VI do caput e parágrafo único do art. 10 e no inciso I do caput do art. 11 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, de: I - pelo menos 5% (cinco por cento) do montante dos impostos e transferências que compõem a cesta de recursos do Fundeb, a que se referem os incisos I a IX do caput e o § 1o do art. 3o desta Lei, de modo que os recursos previstos no art. 3o desta Lei somados aos referidos neste inciso garantam a aplicação do mínimo de 25% (vinte e cinco por cento) desses impostos e transferências em favor da manutenção e desenvolvimento do ensino; II - pelo menos 25% (vinte e cinco por cento) dos demais impostos e transferências. A letra “B” fala do artigo 212 da Constituição Federal. A letra “C” fala do artigo 3º da Lei do FUNDEB e a letra “D” dos artigos 1º, 2º e 10. CONSTITUIÇÃO FEDERAL: Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino. FUNDEB: Art. 2º Os Fundos destinam-se à manutenção e ao desenvolvimento da educação básica pública e à valorização dos trabalhadores em educação, incluindo sua condigna remuneração, observado o disposto nesta Lei. Art. 3º Os Fundos, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, são compostos por 20% (vinte por cento) das seguintes fontes de receita: I - imposto sobre transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos previsto no inciso I do caput do art. 155 da Constituição Federal; II - imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transportes interestadual e intermunicipal e de comunicação previsto no inciso II do caput do art. 155 combinado com o inciso IV do caput do art. 158 da Constituição Federal; III - imposto sobre a propriedade de veículos automotores previsto no inciso III do caput do art. 155 combinado com o inciso III do caput do art. 158 da Constituição Federal; Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 36 IV - parcela do produto da arrecadação do imposto que a União eventualmente instituir no exercício da competência que lhe é atribuída pelo inciso I do caput do art. 154 da Constituição Federal prevista no inciso II do caput do art. 157 da Constituição Federal; V - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre a propriedade territorial rural, relativamente a imóveis situados nos Municípios, prevista no inciso II do caput do art. 158 da Constituição Federal; VI - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza e do imposto sobre produtos industrializados devida ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal – FPE e prevista na alínea a do inciso I do caput do art. 159 da Constituição Federal e no Sistema Tributário Nacional de que trata a Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966; VII - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza e do imposto sobre produtos industrializados devida ao Fundo de Participação dos Municípios – FPM e prevista na alínea b do inciso I do caput do art. 159 da Constituição Federal e no Sistema Tributário Nacional de que trata a Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966; VIII - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados devida aos Estados e ao Distrito Federal e prevista no inciso II do caput do art. 159 da Constituição Federal e na Lei Complementar no 61, de 26 de dezembro de 1989; e IX - receitas da dívida ativa tributária relativa aos impostos previstos neste artigo, bem como juros e multas eventualmente incidentes. § 1º Inclui-se na base de cálculo dos recursos referidos nos incisos do caput deste artigo o montante de recursos financeiros transferidos pela União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, conforme disposto na Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de 1996. § 2º Além dos recursos mencionados nos incisos do caput e no § 1o deste artigo, os Fundos contarão com a complementação da União, nos termos da Seção II deste Capítulo. [...] Art. 10. A distribuição proporcional de recursos dos Fundos levará em conta as seguintes diferenças entre etapas, modalidades e tipos de estabelecimento de ensino da educação básica: I - creche em tempo integral; II - pré-escola em tempo integral; III - creche em tempo parcial; IV - pré-escola em tempo parcial; V - anos iniciais do ensino fundamental urbano; VI - anos iniciais do ensino fundamental no campo; VII - anos finais do ensino fundamental urbano; VIII - anos finais do ensino fundamental no campo; IX- ensino fundamental em tempo integral; X - ensino médio urbano; XI - ensino médio no campo; XII - ensino médio em tempo integral; XIII - ensino médio integrado à educação profissional; XIV - educação especial; XV - educação indígena e quilombola; XVI - educação de jovens e adultos com avaliação no processo; XVII - educação de jovens e adultos integrada à educação profissional de nível médio, com avaliação no processo. XVIII - formação técnica e profissional prevista no inciso V do caput do art. 36 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. RESPOSTA: APedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 37 QUESTÃO 41 No Governo Fernando Henrique Cardoso, ocorreu um alinhamento do Brasil às concepções educacionais do Banco Mundial. No governo Lula, houve uma ruptura com a orientação dominante do Banco Mundial para a educação, com a implantação do: a) FNDEB – Fundo Nacional Direto na Escola Básica. b) FUNDEF – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de valorização do Magistério. c) FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e valorização dos Profissionais da Educação. d) FNDE – Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação. e) PDE – Plano de Desenvolvimento da Escola. COMENTÁRIOS: De acordo com o Art. 1º“É instituído, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, de natureza contábil, nos termos do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT.” FNDE é uma autarquia federal criada em 1968 responsável pela execução de políticas educacionais. O PDE é uma ferramenta gerencial utilizada para processos de planejamento estratégico. Não existe o FNDEB e o FUNDEF deixou de existir. RESPOSTA: C QUESTÃO 42 É um fundo especial, de natureza contábil e de âmbito estadual, formado, na quase totalidade, por recursos provenientes dos impostos e transferências dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, vinculados à educação por força do disposto no Art. 212 da Constituição Federal. Com vigência estabelecida para o período 2007-2020, sua implantação começou em 1º de janeiro de 2007 e realizada de forma gradual, alcançando sua plenitude em 2009, quando o fundo funcionou com todo o universo de alunos da educação básica pública presencial e os percentuais de receitas que o compõem alcançaram o patamar de 20% de contribuição: a) Fundo de Movimentação e Desenvolvimento do Educador Brasileiro e de Valorização dos Profissionais da Educação. b) Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. c) Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Educador Básico e de Vinculação da Profissão da Educação. d) Fundo de Movimentação e Desenvolvimento da Educação Brasileira e de Vinculação dos Profissionais da Educação. COMENTÁRIOS: Vejamos alguns artigos que fundamentam o enunciado da questão: Art. 31. Os Fundos serão implantados progressivamente nos primeiros 3 (três) anos de vigência, conforme o disposto neste artigo. [...] Art. 44. A partir de 1o de março de 2007, a distribuição dos recursos dos Fundos é realizada na forma prevista nesta Lei. [...] Art. 48. Os Fundos terão vigência até 31 de dezembro de 2020. Art. 49. Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação. Brasília, 20 de junho de 2007; 186º da Independência e 119º da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA RESPOSTA: B Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 38 QUESTÃO 43 Em comparação ao FUNDEF, o FUNDEB: a) utiliza no máximo 60% para remuneração dos professores. b) expirou sua vigência em 2006. c) passa a contemplar o Ensino Fundamental na sua totalidade. d) ampliou o alcance da distribuição dos recursos. e) passa a ter vigência de 10 anos. COMENTÁRIOS: De fato, conforme o enunciado, o FUNDEB ampliou o alcance da distribuição dos recursos. Art. 10. A distribuição proporcional de recursos dos Fundos levará em conta as seguintes diferenças entre etapas, modalidades e tipos de estabelecimento de ensino da educação básica: I - creche em tempo integral; II - pré-escola em tempo integral; III - creche em tempo parcial; IV - pré-escola em tempo parcial; V - anos iniciais do ensino fundamental urbano; VI - anos iniciais do ensino fundamental no campo; VII - anos finais do ensino fundamental urbano; VIII - anos finais do ensino fundamental no campo; IX- ensino fundamental em tempo integral; X - ensino médio urbano; XI - ensino médio no campo; XII - ensino médio em tempo integral; XIII - ensino médio integrado à educação profissional; XIV - educação especial; XV - educação indígena e quilombola; XVI - educação de jovens e adultos com avaliação no processo; XVII - educação de jovens e adultos integrada à educação profissional de nível médio, com avaliação no processo. XVIII - formação técnica e profissional prevista no inciso V do caput do art. 36 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. A letra “A” está errada porque, na verdade, o FUNDEB utiliza pelo menos 60% dos recursos para remuneração dos profissionais do magistério, conforme descrito no artigo 22. A letra “B” está errada porque quem expirou foi o antigo FUNDEF. A letra “C” está errada porque agora passou a contemplar toda a educação básica. Finalmente, a letra “E” está errada porque sua vigência é de 2007 a 2020, conforme artigo 48. RESPOSTA: D QUESTÃO 44 Acerca do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) e de suas disposições legais, assinale a opção correta. a) Os recursos que compõem o FUNDEB são, em sua totalidade, provenientes de impostos e transferências — vinculados à educação — dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. b) A complementação dos recursos pela União é direcionada, a título de incentivo, a regiões com índices de rendimento escolar superiores. c) A distribuição dos recursos é feita de acordo com o número de alunos da educação básica, com base em dados da matrícula apurada pelos sistemas de ensino no ano em curso. d) Pelo menos 60% dos recursos anuais totais devem ser destinados ao pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício na rede pública de ensino. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 39 e) O acompanhamento e o controle social sobre a distribuição, a transferência e a aplicação dos recursos do FUNDEB devem ser exercidos no âmbito municipal, por um conselho federal criado especificamente para esse fim. COMENTÁRIOS: Como já citado em outros comentários, os recursos do FUNDEB não são compostos apenas de recursos provenientes de impostos e transferências vinculados à educação (Art. 1º e 3º). A complementação de recursos feita pela união é direcionada para melhoria da qualidade da educação (Art. 4ºe 7º). A distribuição de recursos é feita de acordo com a proporção dosalunos matriculados e apurado pelo censo escolar mais recente. (Art. 8º, 9º e 10º). O acompanhamento e controle sobre a aplicação dos recursos é feita por um conselho formado por 9 representantes municipais. (Art. 24). De fato, pelo menos 60% dos recursos devem ser destinados ao pagamento da remuneração dos profissionais do magistério: Art. 22. Pelo menos 60% (sessenta por cento) dos recursos anuais totais dos Fundos serão destinados ao pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício na rede pública. Parágrafo único. Para os fins do disposto no caput deste artigo, considera-se: I - remuneração: o total de pagamentos devidos aos profissionais do magistério da educação, em decorrência do efetivo exercício em cargo, emprego ou função, integrantes da estrutura, quadro ou tabela de servidores do Estado, Distrito Federal ou Município, conforme o caso, inclusive os encargos sociais incidentes; II - profissionais do magistério da educação: docentes, profissionais que oferecem suporte pedagógico direto ao exercício da docência: direção ou administraçãoescolar, planejamento, inspeção, supervisão, orientação educacional e coordenação pedagógica. RESPOSTA: D QUESTÃO 45 Com relação à Lei n. 11.494/2007, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), assinale a alternativa CORRETA. a) Os fundos serão voltados à manutenção e desenvolvimento da educação básica e à remuneração condigna dos trabalhadores da educação, devendo ser instituídos no âmbito de competência de cada um dos municípios da Federação. b) Os fundos de que trata a Lei n. 11.494/2007, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, podem ser compostos de receitas derivadas do produto da arrecadação do imposto que a União eventualmente instituir no exercício da competência residual. c) A instituição do Fundeb e a aplicação de seus recursos isentam os estados, o Distrito Federal e os municípios da obrigatoriedade da aplicação da receita resultante de impostos na manutenção e desenvolvimento do ensino. d) É vedado à União complementar os recursos dos fundos instituídos no âmbito dos estados e do Distrito Federal, mesmo que o valor médio ponderado por aluno não alcance o mínimo definido nacionalmente, considerando-se o valor de referência relativo aos anos iniciais do ensino fundamental urbano. e) Para complementação dos fundos previstos na Lei 11.494/2007, a União poderá utilizar os valores oriundos da arrecadação da contribuição social do salário-educação. COMENTÁRIOS: A letra “A” está errada porque além de ser para educação básica pública, o fundo deve ser instituído no âmbito municipal, estadual e distrital. (Art. 1º e 2º). A letra “C” está errada porque o FUNDEB não isenta municípios, estados e distrito federal da obrigatoriedade de aplicação da receita na manutenção do ensino. (Art. 1º). A letra “D” está errada porque não é vedado à União complementar os recursos (Art. 4º). O inciso IV do artigo 3º diz que “parcela do produto da arrecadação do imposto Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 40 que a União eventualmente instituir no exercício da competência que lhe é atribuída pelo inciso I do caput do art. 154 da Constituição Federal prevista no inciso II do caput do art. 157 da Constituição Federal”. RESPOSTA: B QUESTÃO 46 Em relação ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb, analise as proposições a seguir, classificando-as como V (Verdadeira) ou F (Falsa). ( ) Os recursos do Fundeb destinam-se ao financiamento de ações de manutenção e desenvolvimento da educação básica pública e privada, independentemente da modalidade em que o ensino é oferecido. ( ) Os Municípios devem utilizar recursos do Fundeb na educação infantil e no ensino fundamental e os Estados no ensino fundamental e médio. ( ) Os recursos do Fundeb são distribuídos de forma automática sem necessidade de autorização ou convênios para esse fim. ( ) A movimentação dos recursos financeiros creditados na conta bancária específica do Fundo deverá ser realizada pelo(a) Secretário(a) de Educação. ( ) O valor por aluno/ano é calculado com base na estimativa de receita do Fundeb no Estado, no número de alunos da educação básica das redes públicas de ensino estaduais e municipais, de acordo com o Censo Escolar. Assinale a sequência correta. a) F, V, V, V, V b) F, V, F, F, V c) V, V, F, F, F d) F, V, F, F, F e) V, F, V, V, V COMENTÁRIOS: Conforme o Art. 21: Os recursos dos Fundos, inclusive aqueles oriundos de complementação da União, serão utilizados pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, no exercício financeiro em que lhes forem creditados, em ações consideradas como de manutenção e desenvolvimento do ensino para a educação básica pública, conforme disposto no art. 70 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.Os recursos poderão ser aplicados pelos Estados e Municípios indistintamente entre etapas, modalidades e tipos de estabelecimento de ensino da educação básica nos seus respectivos âmbitos de atuação prioritária, conforme estabelecido nos §§ 2º e 3º do art. 211 da Constituição Federal. Conforme o Art. 9º: Para os fins da distribuição dos recursos de que trata esta Lei, serão consideradas exclusivamente as matrículas presenciais efetivas, conforme os dados apurados no censo escolar mais atualizado, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP, considerando as ponderações aplicáveis.Os recursos serão distribuídos entre o Distrito Federal, os Estados e seus Municípios, considerando-se exclusivamente as matrículas nos respectivos âmbitos de atuação prioritária. Conforme o Art. 17: Os recursos dos Fundos, provenientes da União, dos Estados e do Distrito Federal, serão repassados automaticamente para contas únicas e específicas dos Governos Estaduais, do Distrito Federal e dos Municípios, vinculadas ao respectivo Fundo, instituídas para esse fim e mantidas na instituição financeira de que trata o art. 16 desta Lei. Conforme o Art. 25: Os registros contábeis e os demonstrativos gerenciais mensais, atualizados, relativos aos recursos repassados e recebidos à conta dos Fundos assim como os referentes às despesas realizadas ficarão permanentemente à disposição dos conselhos responsáveis, bem como dos órgãos federais, estaduais e municipais de controle interno e externo, e ser-lhes-á dada ampla publicidade, inclusive por meio eletrônico.Parágrafo único. Os conselhos referidos nos incisos II, III e IV do § 1o do art. 24 desta Lei poderão, sempre que julgarem conveniente:I - apresentar ao Poder Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 41 Legislativo local e aos órgãos de controle interno e externo manifestação formal acerca dos registros contábeis e dos demonstrativos gerenciais do Fundo;II - por decisão da maioria de seus membros, convocar o Secretário de Educação competente ou servidor equivalente para prestar esclarecimentos acerca do fluxo de recursos e a execução das despesas do Fundo... De acordo com os Art. 8º e 9º: A distribuição de recursos que compõem os Fundos, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, dar-se-á, entre o governo estadual e os de seus Municípios, na proporção do número de alunos matriculados nas respectivas redes de educação básica pública presencial, na forma do Anexo desta Lei.Para os fins da distribuição dos recursos de que trata esta Lei, serão consideradas exclusivamente as matrículas presenciais efetivas, conforme os dados apurados no censo escolar mais atualizado, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP, considerando as ponderações aplicáveis.Os recursos serão distribuídos entre o Distrito Federal, os Estados e seus Municípios, considerando-se exclusivamente as matrículas nos respectivos âmbitos de atuação prioritária... RESPOSTA: A QUESTÃO 47 A política de financiamento da educação brasileira conta com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Magistério (FUNDEB), Lei 11.494/ 2007. Em relação a este Fundo, analise as afirmativas a seguir. I. Foi criado em substituição ao FUNDEF e é formado por parcela financeira de recursos federais e de recursos provenientes dos estados, municípios e do Distrito Federal. II. O acompanhamento e o controle social da gestão do Fundo ocorrem através dos Conselhos do FUNDEB, organizados nos estados, municípios e no Distrito Federal. III. A parcela mínima de 60% do Fundo deve ser utilizada para remuneração dos profissionais do magistério, em efetivo exercício na educaçãobásica. Assinale a alternativa correta: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente a afirmativa I e II estiverem corretas. d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. COMENTÁRIOS: Todas as afirmativas são verdadeiras. Vejamos os fundamentos: Art. 1º É instituído, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, de natureza contábil, nos termos do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT. Parágrafo único. A instituição dos Fundos previstos no caput deste artigo e a aplicação de seus recursos não isentam os Estados, o Distrito Federal e os Municípios da obrigatoriedade da aplicação na manutenção e no desenvolvimento do ensino, na forma prevista no art. 212 da Constituição Federal e no inciso VI do caput e parágrafo único do art. 10 e no inciso I do caput do art. 11 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, de: I - pelo menos 5% (cinco por cento) do montante dos impostos e transferências que compõem a cesta de recursos do Fundeb, a que se referem os incisos I a IX do caput e o § 1o do art. 3o desta Lei, de modo que os recursos previstos no art. 3o desta Lei somados aos referidos neste inciso garantam a aplicação do mínimo de 25% (vinte e cinco por cento) desses impostos e transferências em favor da manutenção e desenvolvimento do ensino; II - pelo menos 25% (vinte e cinco por cento) dos demais impostos e transferências. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 42 [...] Art. 3º Os Fundos, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, são compostos por 20% (vinte por cento) das seguintes fontes de receita: I - imposto sobre transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos previsto no inciso I do caput do art. 155 da Constituição Federal; II - imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transportes interestadual e intermunicipal e de comunicação previsto no inciso II do caput do art. 155 combinado com o inciso IV do caput do art. 158 da Constituição Federal; III - imposto sobre a propriedade de veículos automotores previsto no inciso III do caput do art. 155 combinado com o inciso III do caput do art. 158 da Constituição Federal; IV - parcela do produto da arrecadação do imposto que a União eventualmente instituir no exercício da competência que lhe é atribuída pelo inciso I do caput do art. 154 da Constituição Federal prevista no inciso II do caput do art. 157 da Constituição Federal; V - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre a propriedade territorial rural, relativamente a imóveis situados nos Municípios, prevista no inciso II do caput do art. 158 da Constituição Federal; VI - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza e do imposto sobre produtos industrializados devida ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal – FPE e prevista na alínea a do inciso I do caput do art. 159 da Constituição Federal e no Sistema Tributário Nacional de que trata a Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966; VII - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza e do imposto sobre produtos industrializados devida ao Fundo de Participação dos Municípios – FPM e prevista na alínea b do inciso I do caput do art. 159 da Constituição Federal e no Sistema Tributário Nacional de que trata a Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966; VIII - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados devida aos Estados e ao Distrito Federal e prevista no inciso II do caput do art. 159 da Constituição Federal e na Lei Complementar no 61, de 26 de dezembro de 1989; e IX - receitas da dívida ativa tributária relativa aos impostos previstos neste artigo, bem como juros e multas eventualmente incidentes. § 1º Inclui-se na base de cálculo dos recursos referidos nos incisos do caput deste artigo o montante de recursos financeiros transferidos pela União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, conforme disposto na Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de 1996. § 2º Além dos recursos mencionados nos incisos do caput e no § 1o deste artigo, os Fundos contarão com a complementação da União, nos termos da Seção II deste Capítulo. [...] Art. 22. Pelo menos 60% (sessenta por cento) dos recursos anuais totais dos Fundos serão destinados ao pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício na rede pública. Parágrafo único. Para os fins do disposto no caput deste artigo, considera-se: I - remuneração: o total de pagamentos devidos aos profissionais do magistério da educação, em decorrência do efetivo exercício em cargo, emprego ou função, integrantes da estrutura, quadro ou tabela de servidores do Estado, Distrito Federal ou Município, conforme o caso, inclusive os encargos sociais incidentes; II - profissionais do magistério da educação: docentes, profissionais que oferecem suporte pedagógico direto ao exercício da docência: direção ou administração escolar, planejamento, inspeção, supervisão, orientação educacional e coordenação pedagógica; III - efetivo exercício: atuação efetiva no desempenho das atividades de magistério previstas no inciso II deste parágrafo associada à sua regular vinculação contratual, temporária ou estatutária, com o ente governamental que o remunera, não sendo descaracterizado por eventuais afastamentos temporários previstos em lei, com ônus para o empregador, que não impliquem rompimento da relação jurídica existente. [...] Art. 24. O acompanhamento e o controle social sobre a distribuição, a transferência e a aplicação Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 43 dos recursos dos Fundos serão exercidos, junto aos respectivos governos, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, por conselhos instituídos especificamente para esse fim. RESPOSTA: E Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 44 Projeto Político Pedagógico (PPP) QUESTÃO 48 Segundo Gandin (2004) e Gandin e Cruz (2012, p.27), “Planejar é, de fato, definir o que queremos alcançar; verificar a que distância, na prática, estamos do ideal e decidir o que se vai fazer para encurtar essa distância”. Com base na vertente do professor Danilo Gandin, Celso Vasconcellos (2005) apresenta que a elaboração do Projeto Político Pedagógico deve ser composta por três partes sequenciadas e articuladas entre si. Sobre este aspecto, está correta a alternativa: a) Diagnóstico (levantamento de informações) orientado pela indagação do que nos falta para ser o que desejamos; Marco Referencial (Referencial teórico-metodológico que fundamentará o projeto); Programação (a elaboração de uma proposta de ação) estruturada a partir da ideia do que faremos concretamente para suprir as necessidades. b) Marco referencial (a busca de um posicionamento político e pedagógico) guiados por um ideal do que queremos alcançar; Diagnóstico (a busca das necessidades a partir da realidade) orientado pela indagação do que nos falta para ser o que desejamos; Programação (a elaboração de uma proposta de ação) estruturada a partir da ideia do que faremos concretamente para suprir as necessidades. c) Marco Referencial (Referencial teórico-metodológicoque fundamentará o projeto); Metodologia (os procedimentos e estratégias metodológicas para desenvolver o projeto); Programação (a elaboração de uma proposta de ação) estruturada a partir da ideia do que faremos concretamente para suprir as necessidades. d) Diagnóstico – condição primeira para o levantamento de informações; Marco Referencial (Referencial teórico que fundamentará o projeto); Programação (a elaboração de uma proposta de ação) estruturada a partir da ideia do que faremos concretamente para suprir as necessidades. e) Programação – o que faremos concretamente para suprir tal falta; Marco referencial (a busca de um posicionamento político e pedagógico) guiado por um ideal do que queremos alcançar; Diagnóstico (levantamento de informações) orientado pela indagação do que nos falta para sermos o que desejamos. COMENTÁRIOS: Não poderia deixar de aproveitar a oportunidade de comentar também sobre planejamento no sentido objetivo descrito por Danilo Gandin e Carlos Cruz no livro Planejamento na sala de aula. De certa forma, o avaliador propôs no início do enunciado relacionar o conceito de planejar elaborado por Gandin e Cruz com as etapas propostas por Vasconcellos quando se referia ao Projeto Político Pedagógico (PPP), pois, a questão trata especificamente sobre essas partes constituintes de um PPP teorizado por Celso Vasconcellos no livro Planejamento: Projeto de ensino-aprendizagem e Projeto político-pedagógico – elementos metodológicos para elaboração e realização. Gandin e Cruz (2009, p. 27) exemplifica com a construção de uma casa as três etapas do planejar: 1) fazer a planta da casa – prever o futuro desejável; 2) verificar as possibilidades e os limites para construir a casa; estudar o terreno, vendo dificuldades e pontos de apoio; 3) propor ações, modos de agir, regras e rotinas, para construir a casa de modo que ela fique o mais próximo possível da realidade desejada expressa pela planta. Nesse caso, Vasconcellos (2007, p. 169-170) quando diz que o Projeto Político Pedagógico é o “plano global da instituição”, entende como “a sistematização, nunca definitiva, de um processo de planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar”. Por conseguinte, elenca as três grandes partes, articulados entre si, para o planejamento do PPP estruturado pelo Professor Danilo Gandin: 1) Marco Referencial, como a busca de um posicionamento político e pedagógico; 2) Diagnóstico, como a busca das necessidades a partir da análise da realidade; 3) Programação, como a proposta de ação.RESPOSTA: B QUESTÃO 49 O projeto político pedagógico, documento de construção coletiva, tem papel importante como um dos meios de viabilizar a escola democrática. Ao ser elaborado, o projeto político pedagógico deve Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 45 contemplar: I. O diagnóstico da realidade escolar concreta (sujeitos, processo educativo, espaço, tempo). II. Os fundamentos da gestão democrática (órgãos colegiados e representações estudantis). III. As atribuições dos órgãos, normas pedagógicas, critérios de acesso, promoção, mobilidade do estudante. IV. Os direitos e deveres dos sujeitos e funções das instâncias colegiadas. V. O programa de acompanhamento de acesso, de permanência dos estudantes e de superação da retenção escolar. Marque a alternativa correta. a) As alternativas I, II e V estão corretas. b) As alternativas II, III e IV estão corretas. c) As alternativas I, IV e V estão corretas. d) Todas as alternativas estão corretas. e) Nenhuma alternativa está correta. COMENTÁRIOS: De acordo com Vasconcellos (2007, p. 169), não tem como dissociar a elaboração do PPP do ato democrático do planejamento participativo, considerando os fundamentos da gestão escolar, o diagnóstico da escola e as ações concretas do que farão coletivamente para supri suas necessidades, principalmente, no que refere-se ao processo de ensino-aprendizagem.Ilma Veiga no livro Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível diz que são princípios norteadores do PPP: 1) a igualdade de condições para acesso e permanência na escola; 2) a qualidade propiciada para todos; 3) a gestão democrática que deve abranger as dimensões pedagógica, administrativa e financeira; 4) a liberdade associada à ideia de autonomia; 5) a valorização do magistério.Não faz sentido contemplar no PPP as atribuições dos órgãos, normas pedagógicas, direitos e deveres dos sujeitos e funções das instâncias colegiadas da escola. Estes, fazem parte de outros documentos elaborados também de forma participativa.RESPOSTA: A QUESTÃO 50 Segundo Veiga (2001), ao construirmos os projetos de nossas escolas, planejamos o que temos intenção de fazer, de realizar. Lançamo-nos para adiante, com base no que temos, buscando o possível. Sobre o projeto político-pedagógico, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas. ( ) É um instrumento burocrático eficiente, que deve ser construído e, em seguida, arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova do cumprimento das tarefas. ( ) Deve ser entendido como um processo permanente de reflexão e discussão dos problemas da escola, na busca de alternativas viáveis à efetivação de sua intencionalidade. ( ) É um simples agrupamento de planos de ensino e atividades diversas. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. a) V, V, V. b) F, F, F. c) V, F, V. d) F, V, F. e) F, V, V. COMENTÁRIOS: Trata-se de questão retirada do primeiro capítulo que leva o mesmo nome do livro, Projeto político- pedagógico da escola: uma construção possível, de Ilma Veiga. A autora descreve, no tópico Conceituando o projeto político-pedagógico, que “o projeto político-pedagógico vai além de um simples agrupamento de planos de ensino e de atividades diversas. O projeto não é algo que é construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova do cumprimento de tarefas burocráticas. Ele é construído e vivenciado em todos os momentos, por todos os envolvidos com o processo educativo da escola”. Como também que “se deve considerar o Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 46 projeto político-pedagógico como um processo permanente de reflexão e discussão dos problemas da escola, na busca de alternativas viáveis à efetivação de sua intencionalidade" (VEIGA,2013, p. 12- 13). RESPOSTA: D QUESTÃO 51 Não se constrói um Projeto Político Pedagógico sem norte, sem rumo. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é também político (GADOTTI e ROMÃO, 1997). Dadas as afirmativas, I. O Projeto Político Pedagógico deve ter como marco fundamental a participação democrática, o ser multicultural, mantendo o convívio com base em hierarquias fixas. II. O Projeto Político Pedagógico deve registrar, orientar, estabelecer ações, metas e estratégias que tenham como objetivo o disciplinamento dos corpos e das mentes. III. O Projeto Político Pedagógico de uma escola é fruto de uma ação cotidiana e que precisa tomar decisões para o bem de toda comunidade escolar. Verifica-se que está(ão) correta(s) a) I, apenas. b) III, apenas. c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. COMENTÁRIOS: Moacir GADOTTI e José ROMÃO, no livro Autonomia da escola: princípios e propostas, disseram que “Um projeto político pedagógico não nega o instituído da escola que é a sua história, que é o conjunto dos seus currículos, dos seus métodos, o conjunto dos seus atores internos e externos e o seu modo de vida. Um projeto Sempre confronta esse instituídocom o instituinte. Não se constrói um projeto sem uma direção política, um norte, um rumo. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é também político. O projeto pedagógico da escola é, por isso mesmo, sempre um processo inconcluso, uma etapa em direção a uma finalidade que permanece como horizonte da escola. ” (2002, p. 33-41) O item I é incorreto porque fala contraditoriamente de uma participação democrática, mas com base em hierarquias fixas. Já o item II é incorreto porque fala que o PPP tem como objetivo o disciplinamento dos corpos e das mentes. De acordo com Veiga (2013, p. 31), “Uma estrutura administrativa da escola adequada à realização de objetivos educacionais, de acordo com os interesses da população, deve prever mecanismos que estimulem a participação de todos no processo de decisão. Isto requer uma revisão das atribuições especificas e gerais, bem como da distribuição do poder e da descentralização do processo de decisão. Para que isso seja possível há necessidade de se instalarem mecanismos institucionais visando à participação política de todos os envolvidos com o processo educativo da escola. Paro (1993, p. 34) sugere a instalação de processos eletivos de escolha de dirigentes, colegiados com representação de alunos, pais, associação de pais e professores, grêmio estudantil, processos coletivos de avaliação continuada dos serviços escolares etc”. RESPOSTA: B QUESTÃO 52 Na escola, o Projeto Político-Pedagógico busca a) atender o cumprimento de tarefas burocráticas. b) agrupar atividades didáticas e planos de ensino. c) eliminar as retenções e reprovações dos alunos. d) efetivar um compromisso definido coletivamente. e) promover uma estabilidade escolar administrativa. COMENTÁRIOS: De acordo com Veiga (2013, p. 13), “O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. É político no Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 47 sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade”. A autora, ainda diz que “O projeto não é algo que é construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova do cumprimento de tarefas burocráticas” e “o projeto político-pedagógico vai além de um simples agrupamento de planos de ensino e de atividades diversas”. Portanto, de acordo com o enunciado da questão, na escola, o Projeto Político-Pedagógico busca efetivar um compromisso definido coletivamente para a “melhoria da qualidade do ensino”. RESPOSTA: D QUESTÃO 53 Quanto à concepção de projeto político-pedagógico, é correto afirmar: a) O projeto político-pedagógico estabelece os princípios norteadores da prática educativa através da definição de suas finalidades, de sua estrutura organizacional e de sua concepção de currículo. b) Trata-se de um documento que define os princípios e metas da instituição educacional, estruturado pelo administrador e posto em prática por toda a comunidade escolar. c) É o documento que busca estabelecer identidade comum às instituições vinculadas ao mesmo ente, seja ele municipal, estadual ou federal. d) Vincula-se às exigências burocráticas institucionais, mediante as quais toda instituição precisa definir o que pretende atingir em um dado período de tempo e em uma dada gestão. e) A essência do projeto político-pedagógico depende do gestor, que dará o tom das escolhas para planejar, executar e avaliar as ações. COMENTÁRIOS: De acordo com Lélio Favacho Braga e Antônio Joaquim Severino, no artigo Projeto político- pedagógico: saberes na intencionalidade político-democrática dos sujeitos dialógicos, “No processo de reflexão e elaboração do projeto político-pedagógico, pode-se estabelecer os princípios norteadores da prática educativa através da definição de suas finalidades, de sua estrutura organizacional, de sua concepção de currículo. Bem como um processo constante de avaliação em que garanta e busque uma ampla participação da comunidade escolar. Portanto, discutir o projeto político-pedagógico, implica em tese (re)conceituá-lo à luz dos princípios norteadores de uma teoria comprometida com a prática conscientizadora”.É incorreto afirmar que o PPP: é estruturado pelo administrador (alternativa B); busca estabelecer identidade comum (alternativa C); vincula-se às exigências burocráticas (alternativa D); depende do gestor que dará o tom das escolhas (alternativa E). RESPOSTA: A QUESTÃO 54 Sobre o Projeto Político-Pedagógico, instrumento de gestão escolar, analise as afirmativas abaixo e marque a alternativa INCORRETA. a) O Projeto Político-Pedagógico compreende uma visão de conjunto do processo pedagógico da escola e deve ser construído com a colaboração de seus professores e a comunidade escolar. b) O Projeto Político-Pedagógico é um documento da escola, que norteia a ação da equipe gestora, mas que não tem caráter obrigatório, já que nem sempre é possível elaborá-lo no ano letivo. c) Os estabelecimentos de ensino, conforme estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, dispõem sobre a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica. d) Projeto Pedagógico da escola e Proposta Pedagógica são variações da nomenclatura de Projeto Político-Pedagógico, que, apesar de diferentes, possuem equivalência naquilo que representam. e) Uma vez elaborado o Projeto Político-Pedagógico em parceria com pais, professores e equipe gestora, a escola deverá revisá-lo continuamente e de maneira planejada, com fins a verificar sua plena realização. COMENTÁRIOS: Trata-se de questão de fácil resolução, pois além de buscar a alternativa errada, dá uma excelente dica quando afirmar que o PPP “não tem caráter obrigatório”. Expressões como não, nunca, sempre, somente, obrigatoriamente e necessariamente, devem deixar o candidato com estado de atenção ligado. Fora isso, afirmar ainda que o PPP norteia a ação da equipe gestora exclui a ação de toda Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 48 comunidade escolar. Conforme Veiga (2013), “O projeto político-pedagógico é entendido, neste estudo, como a própria organização do trabalho”, e “propicia a vivência democrática necessária para a participação de todos os membros da comunidade escolar e o exercício da cidadania. Pode parecer complicado, mas trata-se de uma relação recíproca entre a dimensão política e a dimensão pedagógica da escola”. A LDB (artigos 12, 13 e 14) enfatiza que “Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios:I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. [...] Os docentes incumbir-se-ão de: I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; [...] Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de:I - elaborar e executar sua proposta pedagógica”. Celso Vasconcellos (2007, p. 169) também denomina projeto político pedagógico como projeto educativo, proposta pedagógica, projeto educacional, projeto de estabelecimento, plano diretor e projeto de escola. Vasconcellos (2007, p. 174, 178) também enfatiza que o PPP deve ser reprogramado anualmente com reelaboração(parcial ou total). Marco referencial a médio prazo, de 3 4 anos; Diagnóstico e Programação, a cada ano. RESPOSTA: B QUESTÃO 55 Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do seguinte enunciado: “O Projeto Político Pedagógico — PPP — é a sistematização de um processo de planejamento ___________ 1 , que desde a sua ___________2 deve constituir-se como um grande momento de ___________ 3 para o sucesso da ___________4 da escola”. a) tradicional1 , intenção2 , massificação3 , clientela4 b) participativo1 , elaboração2 , tomada de decisões3 , função social4 c) verticalizado1 , concepção2 , avaliação da aprendizagem3 , gestão4 d) integrado1 , determinação2 , classificação dos alunos3 , nota global4 COMENTÁRIOS: Mais uma questão de fácil resolução, basta apenas atenção do concurseiro. Trata-se do preenchimento de lacunas sobre um dos conceitos de Projeto Político Pedagógico. Para Celso Vasconcellos (2007, p. 169), “é o plano global da instituição. Pode ser entendido como a sistematização, nunca definitiva, de um processo de Planejamento Participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar. É um instrumento teórico-metodológico para a intervenção e mudança da realidade.”. Quando tratamos do PPP, precisamos relacioná-lo sempre aos seus princípios norteadores descritos por Ilma Veiga (2013, p. 16-21) no livro Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível: 1) a igualdade de condições para acesso e permanência na escola; 2) a qualidade propiciada para todos; 3) a gestão democrática que deve abranger as dimensões pedagógica, administrativa e financeira; 4) a liberdade associada à ideia de autonomia; 5) a valorização do magistério. Ao referir-se à gestão democrática como princípio norteador, implica-se a participação coletiva propiciada pela socialização do poder que atenua o individualismo (VEIGA, 2013, p. 18). RESPOSTA: B QUESTÃO 56 Sobre o Projeto Político Pedagógico é incorreto afirmar: a) Ao construir o projeto político pedagógico, planejamos o que temos a intenção de fazer. b) É uma ação não intencional, com sentido implícito. c) Deve ser definido e construído coletivamente. d) Todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político. e) Deve ser um processo de reflexão e discussão permanente. COMENTÁRIOS: Ao analisar as alternativas, percebe-se que a alternativa A anula a alternativa, e vice-versa, pois uma Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 49 afirma ser o PPP um projeto intencional, enquanto a outra diz não ser intencional. Portanto, a resposta está entre essas duas alternativas. Como o enunciado pede a alternativa INCORRETA, podemos afirmar ser a alternativa B, pois afirma que o PPP é uma ação NÃO intencional e, ainda mais, com sentido implícito. Vasconcellos (2007, p. 169-170) quando diz que o Projeto Político Pedagógico é o “plano global da instituição”, entende como “a sistematização, nunca definitiva, de um processo de planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar”. Por conseguinte, elenca as três grandes partes, articulados entre si, para o planejamento do PPP estruturado pelo Professor Danilo Gandin: 1) Marco Referencial, como a busca de um posicionamento político e pedagógico; 2) Diagnóstico, como a busca das necessidades a partir da análise da realidade; 3) Programação, como a proposta de ação.RESPOSTA: B QUESTÃO 57 Acerca dos Projetos Político-Pedagógicos, Libâneo (2004), pontua que o projeto político-pedagógico é o documento que detalha objetivos, diretrizes e ações do processo educativo escolar, expressando a síntese das exigências sociais e legais do sistema de ensino e os propósitos e expectativas da comunidade escolar. Deste modo, os Projetos Político-Pedagógicos representam a identidade da escola. É importante constar nesse documento os fundamentos legais que darão amparo à ação pedagógica e aos planos anuais de ensino para todas as disciplinas e anos/séries. Em relação aos planos anuais de ensino é CORRETO afirmar: a) Servem de guia para o professor elaborar os planos de aula e os instrumentos de avaliação do processo de ensino e aprendizagem. b) Devem ser reapresentados pelos professores, para o cumprimento das normatizações previstas e submetidos à leitura crítica dos pares. c) A equipe escolar deve elaborar um diagnóstico institucional, criticar seu projeto político- pedagógico e, ainda, traçar ações substantivas para melhorar o desempenho nas avaliações internas e externas. d) É necessário que os professores formulem planos anuais, considerando as possibilidades de ajustes, em relação àqueles indicados nos Projetos Político-Pedagógicos, cuidando para que, durante os bimestres, não haja alterações. e) Os conteúdos de ensino não precisam ser ordenados em sequência, pois não há uma proposta articulada, de referência oficial, e, com isso, as decisões quanto às formas de organização dos planos anuais são de responsabilidade dos professores. COMENTÁRIOS: Conforme Libâneo, em seu livro Didática, o plano de ensino “é a previsão dos objetivos e tarefas do trabalho docente para um ano ou semestre; é um documento mais elaborado, dividido por unidades sequenciais, no qual aparecem objetivos específicos, conteúdos e desenvolvimento metodológicos”. Já o plano de aula “é a previsão do desenvolvimento do conteúdo para uma aula ou conjunto de aulas e tem um caráter bastante específico”. O Projeto Político Pedagógico subsidia a elaboração do plano de ensino, e este subsidia a elaboração dos planos de aula. Como diz Libâneo, o plano é um guia e não uma decisão inflexível. RESPOSTA: A QUESTÃO 58 O projeto político pedagógico preocupa-se em instaurar uma forma de organização do trabalho pedagógico em dois níveis: organização da unidade escolar como um todo e organização da sala de aula, entendendo-as dentro de um contexto social amplo. Diante dessa afirmativa, é INCORRETO afirmar que: a) as dimensões políticas e pedagógicas do projeto educativo são indissociáveis. b) o projeto político pedagógico deve organizar-se de forma a superar os conflitos. c) o projeto político pedagógico deve estar presente em todas as ações educativas. d) o projeto pedagógico é político por seu compromisso com a formação do cidadão. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 50 e) a dimensão pedagógica do projeto educativo é superior à dimensão política. COMENTÁRIOS: Conforme Veiga (2013, p. 13-14) “todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade.” Saviani diz que "A dimensão política se cumpre na medida em que ela se realiza enquanto prática especificamente pedagógica" (1983, p. 93). Na dimensão pedagógica reside a possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico, no sentido de definir as ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade. Político e pedagógico têm assim uma significação indissociável. Neste sentido é que se deve considerar o projeto político-pedagógico como um processo permanente de reflexão e discussão dos problemas da escola, na busca de alternativas viáveis à efetivação de sua intencionalidade, que "não é descritiva ou constatativa,mas é constitutiva" (Marques, 1990, p. 23). Por outro lado, propicia a vivência democrática necessária para a participação de todos os membros da comunidade escolar e o exercício da cidadania. Pode parecer complicado, mas trata-se de uma relação recíproca entre a dimensão política e a dimensão pedagógica da escola. O projeto político-pedagógico, ao se constituir em processo democrático de decisões, preocupa-se em instaurar uma forma de organização do trabalho pedagógico que supere os conflitos, buscando eliminar as relações competitivas, corporativas e autoritárias, rompendo com a rotina do mando impessoal e racionalizado da burocracia que permeia as relações no interior da escola, diminuindo os efeitos fragmentários da divisão do trabalho que reforça as diferenças e hierarquiza os poderes de decisão. Desse modo, o projeto político-pedagógico tem a ver com a organização do trabalho pedagógico em dois níveis: como organização da escola como um todo e como organização da sala de aula, incluindo sua relação com o contexto social imediato, procurando preservar a visão de totalidade. Nesta caminhada será importante ressaltar que o projeto político-pedagógico busca a organização do trabalho pedagógico da escola na sua globalidade. RESPOSTA: E QUESTÃO 59 Compreender o caráter político e pedagógico do PPP leva a considerar: 1. a função social da educação e da escola em uma sociedade cada vez mais excludente. 2. que é na ação pedagógica da escola que se torna possível a efetivação de práticas sociais emancipatórias. 3. a necessária organicidade entre o PPP e os anseios da comunidade escolar. 4. a finalidade da escola como formadora de um sujeito crítico, criativo e participativo. 5. na perspectiva emancipatória, como um instrumento de controle, burocratizado, voltado apenas para o cumprimento de normas técnicas, de aplicação de estatísticas. Estão corretos apenas: a) 1, 3, 4 e 5. b) 3, 4 e 5. c) 1, 2, 3 e 5. d) 2, 4 e 5. e) 1, 2, 3 e 4. COMENTÁRIOS: Além dos 3 princípios norteadores (descritos nos comentários da questão 49), a análise dos 7 elementos básicos (as finalidades da escola, a estrutura organizacional, o currículo, o tempo escolar, o processo de decisão, as relações de trabalho, a avaliação) pode contribuir para a construção do PPP. Deste modo, a análise do elemento currículo, De acordo com Veiga (2013, p. 29), pode: Orientar a organização curricular para fins emancipatórios implica, inicialmente desvelar as visões simplificadas de sociedade, concebida como um todo homogêneo, e de ser humano como alguém que tende a aceitar papéis necessários à sua adaptação ao contexto em que vive. Controle social na visão crítica, é uma contribuição e uma ajuda para a contestação e a resistência à ideologia veiculada por intermédio dos currículos escolares. RESPOSTA: E QUESTÃO 60 Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 51 Dadas as afirmativas quanto ao Projeto Político-Pedagógico (PPP), I. O PPP vai além de um agrupamento de planos de ensino e atividades, passando a ser uma ação intencional com um compromisso definido coletivamente, construído e vivenciado em todos os momentos. II. A construção do PPP sofre influência das práticas sociais e das relações históricas desenvolvidas por seus sujeitos, pois sua origem está na construção coletiva. III. A abordagem do PPP como organização do trabalho pedagógico escolar está fundada nos princípios que deverão nortear a escola democrática, pública e gratuita. IV. A escola deve conceber seu PPP buscando autonomia para executá-lo e avaliá-lo, partindo de uma reflexão sobre suas finalidades sociopolíticas e culturais. V. O PPP deve promover a participação da comunidade educativa, professores, funcionários, alunos e gestores para poderem escrever a sua própria história, compartilhando ideias e experiências. verifica-se que estão corretas a) I e IV, apenas. b) II e III, apenas. c) I, II e V, apenas. d) III, IV e V, apenas. e) I, II, III, IV e V. COMENTÁRIOS: Todos os itens estão corretos e foram fundamentados no capítulo Projeto político-pedagógico da escola: uma construção coletiva, de Ilma Passos Alencastro Veiga, no livro que recebe o mesmo título. Algumas palavras-chaves sobre PPP estão presentes nos itens da questão: ação intencional, definido coletivamente, construção coletiva, escola democrática e autonomia. RESPOSTA: E QUESTÃO 61 Para Ilma Passos Veiga, quanto à execução, um projeto político-pedagógico é de qualidade quando: a) é um documento que se reduz à dimensão curricular. b) prescinde de um estudo do meio em que a escola está inserida. c) desconhece a identidade da instituição e privilegia as idiossincrasias individuais. d) implica ação articulada de todos os envolvidos com a realidade da escola. e) é construído como produto acabado, não passível de modificações. COMENTÁRIOS: Trata-se de questão sobre a qualidade da execução do PPP fundamentada na autora Ilma Passos Veiga. Portanto, de acordo com a autora, o PPP: “É uma ação intencional, com um sentido explícito, comum compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. [...], o projeto político-pedagógico não visa simplesmente a um rearranjo formal da escola,mas a uma qualidade em todo o processo vivido”. (VEIGA, 2013, p. 13, 15). O PPP não se reduz à dimensão curricular. Além dos 3 princípios norteadores (descritos nos comentários da questão 49), a análise dos 7 elementos básicos (as finalidades da escola, a estrutura organizacional, o currículo, o tempo escolar, o processo de decisão, as relações de trabalho, a avaliação) pode contribuir para a construção do PPP. A qualidade da execução do PPP prescinde de um estudo da organização do trabalho pedagógico: “Desse modo, o projeto político-pedagógico tem a ver com a organização do trabalho pedagógico em dois níveis: como organização da escola como um todo e como organização da sala de aula, incluindo sua relação com o contexto social imediato, procurando preservar a visão de totalidade. Nesta caminhada será importante ressaltar que o projeto político-pedagógico busca a organização do trabalho pedagógico da escola na sua globalidade” (VEIGA, 2013, p. 14). Portanto, faz-se necessário conhecer a identidade da instituição sem privilegiar as características particulares dos sujeitos, mas da coletividade: “A principal possibilidade de construção do projeto político-pedagógico passa pela relativa autonomia da escola, de sua capacidade de delinear sua própria identidade. Isto significa resgatar a escola como espaço público, lugar de debate, do diálogo, fundado na reflexão coletiva”. (VEIGA, 2013, p. 14). Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 52 Finalmente, dizer que o PPP é um produto acabado. Não passível de modificações, é desconsiderar suas dimensões política e pedagógica, e as dinâmicas sociais. De acordo com o Veiga (2013, p. 14): “Se a escola nutre-se da vivência cotidiana de cada um de seus membros, coparticipantes de sua organização do trabalho pedagógico à administração central, seja o Ministério da Educação, a Secretaria de Educação Estadual ou Municipal, não compete a eles definir um modelo pronto e acabado, mas sim estimular inovações e coordenar as ações pedagógicas planejadas e organizadas pela própria escola”. Além disso, Vasconcellos (2007, p. 169-170) quando diz que o Projeto Político Pedagógico é o “plano global da instituição”, entende como “a sistematização, nunca definitiva, de um processo de planejamento participativo,que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar”. RESPOSTA: D QUESTÃO 62 Dentro da escola, a elaboração coletiva do Projeto Político Pedagógico (PPP) é a oportunidade para se iniciar o processo de gestão democrática. O PPP não deve ser um discurso vazio, devendo representar a realidade escolar, suas características, qualidades e desafios, oportunizando a gestão democrática. Entende-se por gestão democrática uma gestão que: a) seja fundada na tradição. b) atenda aos interesses dos planos e objetivos externos. c) leve em conta a corresponsabilidade coletiva. d) se fundamente em hierarquias bem delimitadas. e) se articule pela homogeneidade. COMENTÁRIOS: A gestão democrática é um dos princípios norteadores do PPP. No entendimento de Veiga (2013): “A construção do projeto político-pedagógico parte dos princípios de igualdade, qualidade, liberdade, gestão democrática e valorização do magistério”. (p. 22) “Gestão democrática é um princípio consagrado pela Constituição vigente e abrange as dimensões pedagógica, administrativa e financeira. Ela exige uma ruptura histórica na prática administrativa da escola, com o enfrentamento das questões de exclusão e reprovação e da não-permanência do aluno na sala de aula, o que vem provocando a marginalização das classes populares. Esse compromisso implica a construção coletiva de um projeto político-pedagógico ligado à educação das classes populares.A gestão democrática exige a compreensão em profundidade dos problemas postos pela prática pedagógica. Ela visa romper com a separação entre concepção e execução, entre o pensar e o fazer, entre teoria e prática. Busca resgatar o controle do processo e do produto do trabalho pelos educadores.A gestão democrática implica principalmente o repensar da estrutura de poder da escola, tendo em vista sua socialização. A socialização do poder propicia a prática da participação coletiva, que atenua o individualismo; da reciprocidade, que elimina a exploração; da solidariedade, que supera a opressão; da autonomia, que anula a dependência de órgãos intermediários que elaboram políticas educacionais das quais a escola é mera executora.A busca da gestão democrática inclui, necessariamente, a ampla participação dos representantes dos diferentes segmentos da escola nas decisões/ações administrativo-pedagógicas ali desenvolvidas”. (p. 17-18) RESPOSTA: C QUESTÃO 63 O PPP busca um rumo, uma direção, por isso é uma ação intencional, com sentido explícito e compromisso definido coletivamente. A respeito desse tema, é correto afirmar que: a)o PPP é um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico e aos interesses reais e coletivos da comunidade escolar. b)a dimensão política do PPP se expressa na definição de ações educativas necessárias às escolas para cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade. c)o PPP deve expressar uma dimensão político-partidária com a qual a maioria da população do entorno escolar simpatize. d)a escolha do tipo de compromisso político que estará expresso no PPP deve ser dos dirigentes da Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 53 escola, independentemente da comunidade escolar e)os compromissos políticos expressos no PPP independem das disposições contidas na legislação educacional. COMENTÁRIOS: Trata-se de questão que conceitua o PPP e fundamenta-se em Ilma Veiga (2013, p. 13): “O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, comum compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade”. Portanto, não poderia ser a alternativa B porque sua dimensão política é “no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade”. Não poderia ser correta a alternativa C porque não deve expressar uma dimensão político-partidária da maioria simpatizante. Muito menos, o compromisso político dos dirigentes da escola ou independentes das disposições legais. RESPOSTA: A QUESTÃO 64 Quanto ao Projeto Político‐Pedagógico, assinale a afirmativa INCORRETA. a) É um instrumento formativo e auxilia a desenvolver uma ação coletiva. b) Exige que cada professor tenha uma proposta, um plano de ensino articulado ao projeto da escola. c) Exige uma ação colegiada para verificar se as atividades pedagógicas estão coerentes com os objetivos propostos. d) Tem uma função social importante ao redefinir as relações sociais no interior da escola, impossibilitando a abertura de espaço para práticas democráticas. COMENTÁRIOS: Questão fácil. Importante atentar ao que se pede, no caso, a alternativa incorreta. A gestão democrática, é um dos princípios norteadores do PPP. No entendimento de Veiga (2013): “A construção do projeto político-pedagógico parte dos princípios de igualdade, qualidade, liberdade, gestão democrática e valorização do magistério”. (p. 22) “Gestão democrática é um princípio consagrado pela Constituição vigente e abrange as dimensões pedagógica, administrativa e financeira. Ela exige uma ruptura histórica na prática administrativa da escola, com o enfrentamento das questões de exclusão e reprovação e da não-permanência do aluno na sala de aula, o que vem provocando a marginalização das classes populares. Esse compromisso implica a construção coletiva de um projeto político-pedagógico ligado à educação das classes populares.A gestão democrática exige a compreensão em profundidade dos problemas postos pela prática pedagógica. Ela visa romper com a separação entre concepção e execução, entre o pensar e o fazer, entre teoria e prática. Busca resgatar o controle do processo e do produto do trabalho pelos educadores.A gestão democrática implica principalmente o repensar da estrutura de poder da escola, tendo em vista sua socialização. A socialização do poder propicia a prática da participação coletiva, que atenua o individualismo; da reciprocidade, que elimina a exploração; da solidariedade, que supera a opressão; da autonomia, que anula a dependência de órgãos intermediários que elaboram políticas educacionais das quais a escola é mera executora.A busca da gestão democrática inclui, necessariamente, a ampla participação dos representantes dos diferentes segmentos da escola nas decisões/ações administrativo-pedagógicas ali desenvolvidas” (p. 17-18). Portanto, o erro da alternativa D está em afirmar “impossibilitando a abertura de espaço para práticas democráticas”. RESPOSTA: D Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 54 Lei nº 13.005/2014 - Plano Nacional de Educação (PNE) QUESTÃO 65 Sobre o Plano Nacional de Educação – PNE, aprovado pela Lei Nº 13.005/2014, é incorreto afirmar que: a) uma de suas diretrizes é a promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental. b) caberá unicamente aos municípios a elaboração de seus correspondentes planos de educação ou adequar os planos já aprovados em lei, em consonância com as diretrizes, metas e estratégias previstas nesse PNE, no prazo de 1 (um) ano contado da publicação desta Lei. c) o Fórum Nacional de Educação tem também a atribuição de acompanhar a execução do PNE e o cumprimento de suas metas. d) caberá aos gestores federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal a adoção das medidas governamentais necessárias ao alcancedas metas previstas nesse PNE. COMENTÁRIOS: A alternativa incorreta é A, pois de acordo com o Artigo 8º cabe aos municípios, estados e distrito federal a elaboração de seus respectivos planos de educação: Art. 8º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar seus correspondentes planos de educação, ou adequar os planos já aprovados em lei, em consonância com as diretrizes, metas e estratégias previstas neste PNE, no prazo de 1 (um) ano contado da publicação desta Lei. § 1º Os entes federados estabelecerão nos respectivos planos de educação estratégias que: I - assegurem a articulação das políticas educacionais com as demais políticas sociais, particularmente as culturais; II - considerem as necessidades específicas das populações do campo e das comunidades indígenas e quilombolas, asseguradas a equidade educacional e a diversidade cultural; III - garantam o atendimento das necessidades específicas na educação especial, assegurado o sistema educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades; IV - promovam a articulação interfederativa na implementação das políticas educacionais. § 2º Os processos de elaboração e adequação dos planos de educação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de que trata o caput deste artigo, serão realizados com ampla participação de representantes da comunidade educacional e da sociedade civil. RESPOSTA: A QUESTÃO 66 Além das fontes de financiamento já estabelecidas na Constituição da República de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN – Lei nº 9.394/1996), o Plano Nacional de Educação – PNE (2014-2024) definiu em acréscimo à manutenção e desenvolvimento do ensino os recursos oriundos a) do Fundo Social do Pré-Sal e da produção de etanol. b) da parcela da participação no resultado ou da compensação financeira pela exploração de petróleo e de gás natural. c) dos royalties e recursos oriundos da exploração de gás mineral e hidrocarbonetos fluidos. d) dos 10% da receita corrente líquida da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. COMENTÁRIOS: Conforme o § 5º do Artigo 5º: Será destinada à manutenção e ao desenvolvimento do ensino, em acréscimo aos recursos vinculados nos termos do art. 212 da Constituição Federal, além de outros recursos previstos em lei, a parcela da participação no resultado ou da compensação financeira pela exploração de petróleo e de gás natural, na forma de lei específica, com a finalidade de assegurar o cumprimento da meta prevista no inciso VI do art. 214 da Constituição Federal. RESPOSTA: B Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 55 QUESTÃO 67 Sobre o Plano Nacional de Educação (PNE – Lei nº 13.005/2014), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Fixou meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do PIB e determinou sua avaliação no quinto ano de vigência do plano. ( ) Determinou que a União deverá promover a realização de pelo menos duas Conferências Nacionais de Educação ao longo do decênio. ( ) Determinou a implantação do Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi) no prazo de 3 (três) anos a partir da vigência do PNE. ( ) Incumbiu aos gestores federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal a adoção das medidas governamentais que forem necessárias para o alcance das suas metas. Assinale a sequência correta. a) V, F, V, F b) F, V, V, F c) V, V, V, V d) F, V, F, V COMENTÁRIOS: A primeira sentença é falsa. De fato, meta para aplicação de recursos públicos em educação existe e foi determinada pela Meta 20: Ampliar o investimento público em educação pública de forma a atingir, no mínimo, o patamar de 7% (sete por cento) do Produto Interno Bruto - PIB do País no 5o (quinto) ano de vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% (dez por cento) do PIB ao final do decênio. No entanto, sua avaliação não ocorre no quinto ano de vigência do plano, mas no quarto ano conforme artigo 5º, § 3º: A meta progressiva do investimento público em educação será avaliada no quarto ano de vigência do PNE e poderá ser ampliada por meio de lei para atender às necessidades financeiras do cumprimento das demais metas. A segunda sentença é verdadeira conforme artigo 6º: A União promoverá a realização de pelo menos 2 (duas) conferências nacionais de educação até o final do decênio, precedidas de conferências distrital, municipais e estaduais, articuladas e coordenadas pelo Fórum Nacional de Educação, instituído nesta Lei, no âmbito do Ministério da Educação.A terceira sentença é falsa porque a implantação deve se dá no prazo de dois anos conforme estratégia 6 da meta 20: no prazo de 2 (dois) anos da vigência deste PNE, será implantado o Custo Aluno-Qualidade inicial - CAQi, referenciado no conjunto de padrões mínimos estabelecidos na legislação educacional e cujo financiamento será calculado com base nos respectivos insumos indispensáveis ao processo de ensino-aprendizagem e será progressivamente reajustado até a implementação plena do Custo Aluno Qualidade – CAQ. Por fim, a quarta sentença é verdadeira conforme parágrafo primeiro do 7º artigo: Caberá aos gestores federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal a adoção das medidas governamentais necessárias ao alcance das metas previstas neste PNE. RESPOSTA: D QUESTÃO 68 Acerca das diretrizes previstas no Plano Nacional de Educação está incorreto: a) Erradicação do analfabetismo. b) Universalização do atendimento escolar. c) Melhoria da qualidade da educação. d) Formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos conhecimentos de linguagens e matemática. e) Valorização dos(as) profissionais da educação. COMENTÁRIOS: As diretrizes do PNE são 11. A incorreta está na alternativa D, pois a diretriz V diz que a ênfase deve estar nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade. Art. 2º São diretrizes do PNE: I - erradicação do analfabetismo; II - universalização do atendimento escolar; Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 56 III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação; IV - melhoria da qualidade da educação; V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País; VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do Produto Interno Bruto - PIB, que assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e equidade; IX - valorização dos (as) profissionais da educação; X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental. RESPOSTA: D QUESTÃO 69 Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE algumas das diretrizes do novo Plano Nacional de Educação – PNE: a)Erradicação do analfabetismo; universalização do atendimento escolar; superação das desigualdades educacionais; melhoria da qualidade da educação; promoção do princípio da gestão democrática da educação pública. b)Assegurar o atendimento à expansão da educação nacional; promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País; melhoria da qualidade da educação; promoção do princípio da gestão democrática da educação pública. c)Erradicação do analfabetismo; universalização do atendimento escolar; elevação da taxa bruta de matrícula na educação superiorpara 50%; valorização dos profissionais da educação; melhoria da qualidade da educação. d)Assegurar o atendimento à expansão da educação nacional; promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País; estabelecimento de metas de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do PIB; promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; valorização dos profissionais da educação. e)Universalização do atendimento escolar; elevação da taxa bruta de matrícula na educação superior para 50%; formação para o trabalho e para a cidadania; promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País; promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos. COMENTÁRIOS: Novamente questão fundamentada no artigo 2º: I - erradicação do analfabetismo; II - universalização do atendimento escolar; III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação; IV - melhoria da qualidade da educação; V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País; VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do Produto Interno Bruto - PIB, que assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e equidade; IX - valorização dos (as) profissionais da educação; X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental. RESPOSTA: A Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 57 QUESTÃO 70 Visando a efetivação da gestão democrática e da participação da comunidade nos aspectos educacionais estabeleceu-se a meta 19 do Plano Nacional de Educação (PNE), prevista na Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. A meta almeja assegurar condições, no prazo de dois anos, para a efetivação da gestão democrática da educação, associada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à consulta pública à comunidade escolar, no âmbito das escolas públicas, prevendo recursos e apoio técnico da União para tanto. São estratégias vinculadas a essa meta: I. ampliar os programas de apoio e formação aos(às) conselheiros(as) dos conselhos de acompanhamento e controle social do Fundeb, dos conselhos de alimentação escolar, dos conselhos regionais e de outros e aos(às) representantes educacionais em demais conselhos de acompanhamento de políticas públicas, garantindo a esses colegiados recursos financeiros, espaço físico adequado, equipamentos e meios de transporte para visitas à rede escolar, com vistas ao bom desempenho de suas funções; II. realizar, por iniciativa do Ministério da Educação, a cada dois anos a partir do segundo ano de vigência deste PNE, prova nacional para subsidiar os estados, o Distrito Federal e os municípios, mediante adesão, na realização de concursos públicos de admissão de profissionais do magistério da educação básica pública; III. incentivar os estados, o Distrito Federal e os municípios a constituírem fóruns permanentes de educação, com o intuito de coordenar as conferências municipais, estaduais e distrital bem como efetuar o acompanhamento da execução deste PNE e dos seus planos de educação; IV. estimular, em todas as redes de educação básica, a constituição e o fortalecimento de grêmios estudantis e associações de pais, assegurando-se-lhes, inclusive, espaços adequados e condições de funcionamento nas escolas e fomentando a sua articulação orgânica com os conselhos escolares, por meio das respectivas representações; V. estimular a participação e a consulta de profissionais da educação, alunos(as) e seus familiares na formulação dos projetos político-pedagógicos, currículos escolares, planos de gestão escolar e regimentos escolares, assegurando a participação dos pais na avaliação de docentes e gestores escolares; A alternativa que atende ao solicitado está em: a) Todas as alternativas apresentam estratégias vinculadas a meta 19. b) Apenas as alternativas I, II,IV e V apresentam estratégias vinculadas a meta 19. c) Apenas as alternativas I, III,IV e V apresentam estratégias vinculadas a meta 19. d) Apenas as alternativas I e V apresentam estratégias vinculadas a meta 19. e) Todas as alternativas apresentam estratégias vinculadas a meta 19, exceto a alternativa V. COMENTÁRIOS: Trata-se de questão com dificuldade alta, pois pede conhecimento sobre as estratégias que serão adotadas pelas esferas governamentais para atingir as metas. Neste caso específico, pede conhecimentos sobre a meta 19 e suas 8 estratégias: Meta 19: assegurar condições, no prazo de 2 (dois) anos, para a efetivação da gestão democrática da educação, associada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à consulta pública à comunidade escolar, no âmbito das escolas públicas, prevendo recursos e apoio técnico da União para tanto. Estratégias: 19.1) priorizar o repasse de transferências voluntárias da União na área da educação para os entes federados que tenham aprovado legislação específica que regulamente a matéria na área de sua abrangência, respeitando-se a legislação nacional, e que considere, conjuntamente, para a nomeação dos diretores e diretoras de escola, critérios técnicos de mérito e desempenho, bem como a participação da comunidade escolar; 19.2) ampliar os programas de apoio e formação aos (às) conselheiros (as) dos conselhos de acompanhamento e controle social do Fundeb, dos conselhos de alimentação escolar, dos conselhos regionais e de outros e aos (às) representantes educacionais em demais conselhos de acompanhamento de políticas públicas, garantindo a esses colegiados recursos financeiros, espaço Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 58 físico adequado, equipamentos e meios de transporte para visitas à rede escolar, com vistas ao bom desempenho de suas funções; 19.3) incentivar os Estados, o Distrito Federal e os Municípios a constituírem Fóruns Permanentes de Educação, com o intuito de coordenar as conferências municipais, estaduais e distrital bem como efetuar o acompanhamento da execução deste PNE e dos seus planos de educação; 19.4) estimular, em todas as redes de educação básica, a constituição e o fortalecimento de grêmios estudantis e associações de pais, assegurando-se-lhes, inclusive, espaços adequados e condições de funcionamento nas escolas e fomentando a sua articulação orgânica com os conselhos escolares, por meio das respectivas representações; 19.5) estimular a constituição e o fortalecimento de conselhos escolares e conselhos municipais de educação, como instrumentos de participação e fiscalização na gestão escolar e educacional, inclusive por meio de programas de formação de conselheiros, assegurando-se condições de funcionamento autônomo; 19.6) estimular a participação e a consulta de profissionais da educação, alunos (as) e seus familiares na formulação dos projetos político-pedagógicos, currículos escolares, planos de gestão escolar e regimentos escolares, assegurando a participação dos pais na avaliação de docentes e gestores escolares; 19.7) favorecer processos de autonomia pedagógica, administrativa e de gestão financeira nos estabelecimentos de ensino; 19.8) desenvolver programas de formação de diretores e gestores escolares, bem como aplicar prova nacional específica, a fim de subsidiar a definição de critérios objetivos para o provimento dos cargos, cujos resultados possam ser utilizados por adesão. O item II é falso porque trata-se da terceira estratégiada meta 18. RESPOSTA: C QUESTÃO 71 A Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, aprova o Plano Nacional de Educação (PNE), que apresenta metas estruturantes para a garantia do direito à educação básica com qualidade, que dizem respeito ao acesso, à universalização da alfabetização e à ampliação da escolaridade e das oportunidades educacionais. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta a meta 9 do PNE. a) Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 50% até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, elevar a taxa de alfabetização para 90%. b) Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 75% até 2016, e, até o final da vigência do PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e funcional. c) Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 95% até 2015 e, até o final da vigência do PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 60% o analfabetismo funcional. d) Universalizar a alfabetização para toda a população, erradicando, assim, o analfabetismo absoluto e o analfabetismo funcional. e) Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional. COMENTÁRIOS: A questão pede conhecimentos sobre a meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional. Três informações importantes são necessárias saber: elevar a taxa de alfabetização da população; erradicar o analfabetismo absoluto e; reduzira taxa de analfabetismo funcional. Duas delas envolvem dados quantitativos: 15 anos ou mais para 93,5% até 2015; 50%. Avaliadores gostam de complicar quando o assunto trata de números, pois é fácil provocar intencionalmente erros alterando os valores. Ficou evidente a intenção nas alternativas A, B e C. RESPOSTA: E Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 59 QUESTÃO 72 A Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) e dá outras providências, garante o atendimento das necessidades específicas na educação especial, assegurando o sistema educacional inclusivo para: a) somente para a Educação Básica. b) todos os níveis, etapas e modalidades. c) somente para o Ensino Fundamental. d) para o Ensino Fundamental e Ensino Médio. e) para a Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. COMENTÁRIOS: Importante lembrar que é uma das diretrizes do PNE “universalização do atendimento escolar”. Portanto, o inciso III, do § 1º do Artigo 8º da lei diz: garantam o atendimento das necessidades específicas na educação especial, assegurado o sistema educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades. Art. 8º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar seus correspondentes planos de educação, ou adequar os planos já aprovados em lei, em consonância com as diretrizes, metas e estratégias previstas neste PNE, no prazo de 1 (um) ano contado da publicação desta Lei. § 1º Os entes federados estabelecerão nos respectivos planos de educação estratégias que: I - assegurem a articulação das políticas educacionais com as demais políticas sociais, particularmente as culturais; II - considerem as necessidades específicas das populações do campo e das comunidades indígenas e quilombolas, asseguradas a equidade educacional e a diversidade cultural; III - garantam o atendimento das necessidades específicas na educação especial, assegurado o sistema educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades; IV - promovam a articulação interfederativa na implementação das políticas educacionais. § 2º Os processos de elaboração e adequação dos planos de educação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de que trata o caput deste artigo, serão realizados com ampla participação de representantes da comunidade educacional e da sociedade civil. RESPOSTA: B QUESTÃO 73 A Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) e dá outras providências. Com relação a esse plano, analise as sentenças abaixo: I) A execução do PNE e o cumprimento de suas metas serão objeto de monitoramento contínuo e de avaliações periódicas, realizados pelas secretarias de educação estaduais e municipais. II) O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, coordenado pela União, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, constituirá fonte de informação para a avaliação da qualidade da educação básica e para a orientação das políticas públicas desse nível de ensino. III) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios atuarão em regime de colaboração, visando ao alcance das metas e à implementação das estratégias objeto deste Plano. IV) Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar seus correspondentes planos de educação, ou adequar os planos já aprovados em lei, sem articulação com as diretrizes, metas e estratégias previstas neste PNE, no prazo de 1 (um) ano contado da publicação desta Lei. V) Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão aprovar leis específicas para os seus sistemas de ensino, disciplinando a gestão democrática da educação pública nos respectivos âmbitos de atuação. Assinale a alternativa que apresenta as sentenças CORRETAS. a) I, III e IV b) II, III e V c) III e IV d) I, II e IV e) I, II e V Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 60 COMENTÁRIOS: A sentença I está errada porque de acordo com o artigo 5º da lei, o monitoramento deve ser realizado por 4 instâncias: Ministério da Educação - MEC;Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal;Conselho Nacional de Educação - CNE; e Fórum Nacional de Educação. A sentença II está correta e fundamenta-se no artigo 11 da lei. A sentença III está correta e fundamenta-se no artigo 7º da lei. A sentença IV está errada porque o avaliador trocou “em consonância” por “sem articulação”. Caso típico em questões de concursos, porque para elaborar alternativa falsa, basta trocar palavras ou omiti-las. A sentença V está correta e fundamenta-se no artigo 9º da lei. RESPOSTA: B QUESTÃO 74 Em relação ao Plano Nacional da Educação (PNE), observa-se que a própria Constituição Federal de 1988 define os papéis de cada ente federativo no cenário da garantia do direito à educação. Em resumo: “À União cabe organizar o sistema federal de ensino, financiar as instituições de ensino federais e exercer, em matéria educacional, função redistributiva e supletiva, para garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios. Os municípios devem atuar prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil; os estados e o Distrito Federal, prioritariamente nos ensinos fundamental e médio (Constituição Federal, art. 211, §§ 1º, 2º e 3º)”. Com base no texto em destaque acima, percebe-se que as diferentes esferas de governo apresentam compromissos comuns para que os resultados esperados sejam mais efetivos e recursos otimizados, observando, neste aspecto, o planejamento integrado das ações colaborativas. Além desses benefícios, ao realizarem essa tarefa, os gestores indicarão caminhos concretos para a regulamentação dos pactos federativos nacionais emtorno da política pública educacional, estabelecendo o primeiro desenho para o Sistema Nacional de Educação. Para tanto, com base na assertiva acima, a primeira (1ª) meta, dentre as vinte metas, do Plano Nacional da Educação (PNE), garante: a) Formar, em nível de pós-graduação, 50% (cinquenta por cento) dos professores da educação básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a todos(as) os(as) profissionais da educação básica formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de ensino. b) Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches, de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE. c) Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados. d) Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional. e) Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º (terceiro) ano do ensino fundamental. COMENTÁRIOS: Trata-se de questão que pede conhecimento sobre as metas do PNE, em especial, a primeira. A alternativa A refere-se à meta 16. A alternativa B é a correta. A alternativa C refere-se à meta 4. A alternativa D refere-se à meta 9 e a alternativa E refere-se à meta 5. RESPOSTA: B QUESTÃO 75 A meta 12 do Plano Nacional de Educação (Lei 13005/2014) tem como premissa elevar a taxa bruta Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 61 de matrícula na educação superior. Para atingir tal meta, a lei aponta algumas estratégias: I) Fomentar a oferta de educação superior pública e gratuita prioritariamente para a formação de tecnólogos, sobretudo nas áreas de ciências e matemática, bem como para atender ao déficit de profissionais em áreas específicas. II) Reduzir o financiamento estudantil por meio do Fundo de Financiamento Estudantil - FIES, para fortalecer o investimento em universidades públicas. III) Consolidar e ampliar programas e ações de incentivo à mobilidade estudantil e docente em cursos de graduação e pós-graduação, em âmbito nacional e internacional, tendo em vista o enriquecimento da formação de nível superior. IV) Expandir atendimento específico a populações do campo e comunidades indígenas e quilombolas, em relação a acesso, permanência, conclusão e formação de profissionais para atuação nessas populações. V) Institucionalizar programa de composição de acervo digital de referências bibliográficas e audiovisuais para os cursos de graduação, assegurada a acessibilidade às pessoas com deficiência. Estão corretas: a) II, III e IV, apenas.b) I, III e V, apenas.c) III, IV e V, apenas.d) IV e V, apenas.e) I, II, III, IV e V. COMENTÁRIOS: Questão de alta dificuldade, pois trata-se de conhecimentos sobre as 21 estratégias elencadas na lei sobre a meta 12: Meta 12: elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% (cinquenta por cento) e a taxa líquida para 33% (trinta e três por cento) da população de 18 (dezoito) a 24 (vinte e quatro) anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% (quarenta por cento) das novas matrículas, no segmento público. Estratégias: [...] 12.4) fomentar a oferta de educação superior pública e gratuita prioritariamente para a formação de professores e professoras para a educação básica, sobretudo nas áreas de ciências e matemática, bem como para atender ao déficit de profissionais em áreas específicas; [...] 12.6) expandir o financiamento estudantil por meio do Fundo de Financiamento Estudantil - FIES, de que trata a Lei no 10.260, de 12 de julho de 2001, com a constituição de fundo garantidor do financiamento, de forma a dispensar progressivamente a exigência de fiador; [...] 12.12) consolidar e ampliar programas e ações de incentivo à mobilidade estudantil e docente em cursos de graduação e pós-graduação, em âmbito nacional e internacional, tendo em vista o enriquecimento da formação de nível superior; 12.13) expandir atendimento específico a populações do campo e comunidades indígenas e quilombolas, em relação a acesso, permanência, conclusão e formação de profissionais para atuação nessas populações; [...] 12.15) institucionalizar programa de composição de acervo digital de referências bibliográficas e audiovisuais para os cursos de graduação, assegurada a acessibilidade às pessoas com deficiência; Portanto, o item I está incorreto porque o avaliador trocou “formação de professores e professoras para a educação básica” por “formação de tecnólogos” na estratégia 4. O item II também está errado porque trocou “expandir” por “reduzir” e “com a constituição de fundo garantidor do financiamento, de forma a dispensar progressivamente a exigência de fiador” por “para fortalecer o investimento em universidades públicas” na estratégia 6. O item III refere-se corretamente à estratégia 12. O item IV refere-se corretamente à estratégia 13 e o item V refere-se corretamente à estratégia 15 da lei. RESPOSTA: C Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 62 QUESTÃO 76 Coloque V para VERDADEIRO, F para FALSO e assinale a alternativa correspondente. Considerando algumas das Metas do Plano Nacional da Educação (PNE): ( ) - Meta 6: oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 90% (noventa por cento) das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 60% (sessenta por cento) dos(as) alunos(as) da educação básica, professores e pais de alunos. ( ) - Meta 7: fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem, de modo a atingir as seguintes médias nacionais para o IDEB: 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental; 5,5 nos anos finais do ensino fundamental; 5,2 no ensino médio. ( ) - Meta 9: elevar a taxa de alfabetização da população com 30 (trinta) anos ou mais para 53,6% (cinquenta e três inteiros e seis décimos por cento) até 2019 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 100% (cem por cento) a taxa de analfabetismo funcional. ( ) - Meta 10: oferecer, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) das matrículas de educação de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional. ( ) - Meta 11: duplicar as matrículas da educação jovens em adultos de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 90% (noventa por cento) da expansão no segmento público e privado. Está CORRETO apenas a alternativa: a) V, V, F, F e F. b) V, V, V, F e V. c) F, F, F, V e V d) F, V, F, V e F e) V, F, V, F e V. COMENTÁRIOS: Trata-se de conhecimentos sobre as metas do PNE. Todas as sentenças falsas envolviam a troca de valores quantitativos para confundir o candidato. A primeira sentença é falsa porque o avaliador trocou “50% das escolas” por “90% das escolas” e “25% dos alunos” por “60% dos alunos”, como também incluiu ao final a expressão “professores e pais de alunos”. A segundasentença é verdadeira. A terceira sentença é falsa porque o avaliador trocou “15 anos” por “30 anos”, “93,5%” por “53,6%”, “2015” por “2019” e “50%” por “100%”. A quarta sentença é verdadeira. Finalmente, a quinta sentença é falsa porque o avaliador trocou “triplicar as matrículas” por “duplicar as matrículas”, “da educação profissional técnica” por “educação de jovens em adultos”, “50%” por “90%” e incluiu a expressão “e privado”. RESPOSTA: D QUESTÃO 77 O Plano Nacional de Educação (PNE) determina diretrizes, metas e estratégias para a política educacional e tem a vigência de 10 anos. O último plano nacional aprovado é composto por 20 metas, que se desdobram em estratégias. NÃO corresponde a uma das metas do último Plano Nacional de Educação: a) universalizar até 2016 toda a etapa da Educação Infantil, 0 a 3 anos (creche) e 4 e 5 anos (pré- escola). b) oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender ao menos 25% dos alunos da educação básica. c) elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional. d) formar, em nível de pós-graduação, 50% dos professores da Educação Básica, até o último ano de vigência desse PNE, e garantir a todos os profissionais da Educação Básica formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de ensino. COMENTÁRIOS: Questão que envolve conhecimentos sobre as 20 metas do PNE e pede a alternativa incorreta. A meta 1 diz “universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 63 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE.”. Portanto, de acordo com a meta 1 a alternativa A está incorreta, pois pretende-se universalizar “a educação infantil na pré-escola” e não “toda a etapa da Educação infantil, que inclui creche e pré-escola. No caso das creches pretende-se com a lei “ampliar em no mínimo 50%” e não “universalizar” conforme descrito na alternativa A. As demais alternativas estão corretas, pois a alternativa B refere-se à meta 6, a alternativa C refere-se à meta 9 e a alternativa D refere-se à meta 16 da lei. RESPOSTA: A QUESTÃO 78 O Plano Nacional de Educação propõe universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para: a) 50%. b) 90%. c) 75%. d) 100%. e) 85%. COMENTÁRIOS: Elevar a taxa líquida de matrículas no ensino médio faz parte da meta 3 da lei e seu percentual de elevação é de 85%. RESPOSTA: E QUESTÃO 79 O art. 214 da Constituição Federativa do Brasil preconiza que a lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam a, EXCETO: a) erradicação do analfabetismo. b) universalização do atendimento escolar. c) formação para o trabalho técnico como agente educador. d) promoção humanística, científica e tecnológica do país. e) estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto. COMENTÁRIOS: A questão trata do artigo 214 da Constituição Federal e relaciona-se ao artigo 2º da lei do PNE quanto às suas diretrizes: Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) I - erradicação do analfabetismo; II - universalização do atendimento escolar; III - melhoria da qualidade do ensino; IV - formação para o trabalho; V - promoção humanística, científica e tecnológica do País. VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009). Art. 2º São diretrizes do PNE: Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 64 I - erradicação do analfabetismo; II - universalização do atendimento escolar; III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação; IV - melhoria da qualidade da educação; V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País; VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do Produto Interno Bruto - PIB, que assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e equidade; IX - valorização dos (as) profissionais da educação; X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental. Portanto, a alternativa correta, isto é, A exceção está na alternativa C porque o avaliador incluiu a expressão “técnico como agente educador” no inciso IV do artigo 214 da Constituição. RESPOSTA: C QUESTÃO 80 O PNE prescreve, em sua meta nº 4, a universalização, para a população de quatro a dezessete anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados, propondo as seguintes estratégias, EXCETO: a) promover, no prazo de vigência do PNE, a universalização do atendimento escolar à demanda manifesta pelas famílias de crianças de 0 (zero) a 3 (três) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. b) implantar, ao longo do PNE, salas de recursos multifuncionais e fomentar a formação continuada de professores e professoras para o atendimento educacional especializado nas escolas urbanas, do campo, indígenas e de comunidades quilombolas. c) estimular a criação de centros multidisciplinares de apoio, pesquisa e assessoria, articulados com instituições acadêmicas e integrados por profissionais das áreas de saúde, assistência social, pedagogia e psicologia, para apoiar o trabalho dos professores. d) garantir a oferta de educação inclusiva, vedada a exclusão do ensino regular sob alegação de deficiência e promovida a articulação pedagógica entre o ensino regular e o atendimento educacional especializado. e) garantir atendimento educacional especializado em classes funcionais, escolas ou serviços especializados, públicos a todos (as) alunos(as) com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados na rede pública e particular, conforme necessidade identificada por meio de avaliação escolar. COMENTÁRIOS: Outra questão de alta dificuldade porque trata de conhecimentos sobre as 19 estratégias da meta 4 da lei e pede a alternativa incorreta. A alternativa A está correta e refere-se à estratégia 2. A alternativa B está correta e refere-se à estratégia 3. A alternativa C está correta e refere-se à estratégia 5.A alternativa D está correta e refere-se à estratégia 8. Finalmente, a alternativa e está incorreta porque o avaliador trocou expressões diversas na estratégia 4: “garantir atendimento educacional especializado em salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados, nas formas complementar e suplementar, a todos (as) alunos (as) com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados na rede pública de educação básica, conforme necessidade identificada Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 65 por meio de avaliação, ouvidos a família e o aluno;”. RESPOSTA: E QUESTÃO 81 Entre as metas do Plano Nacional de Educação, a seguinte se destaca por sua premência: a) oferecer vagas para toda a população de zero a 2 anos em instituições públicas de ensino até o ano 2016. b) erradicar o analfabetismo vigente em todo o país até 2016, mediante a instalação de centros comunitários de educação. c) instituir um plano emergencial até 2016 para atender à população de baixa renda, existente nas grandes cidades brasileiras, com instalação de classes multisseriadas , visando a erradicar o analfabetismo. d) universalizar até 2016 o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar até o final do período de vigência do PNE a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%. e) atingir a meta de zero criança fora da escola até 2016, com a implantação de escolas comunitárias em todo o território nacional. COMENTÁRIOS: A questão trata de conhecimentos sobre as 20 metas da lei e pede a alternativa correta. As alternativas A e E tratam da meta 1 e estão erradas, pois o que se pretende é universalizar a pré- escola e ampliar a oferta em, no mínimo 50%, nas creches. As alternativas B e C tratam da meta 9, pois pretende erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional. Finalmente, a alternativa D está correta pois pretende “universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85% (oitenta e cinco por cento)”. Meta 1: universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE. Meta 9: elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional. RESPOSTA: D QUESTÃO 82 O Plano Nacional de Educação (2014-2024) define vinte metas que visam a garantia do direito à Educação Básica com Qualidade. Uma destas metas é a) elevar as taxas de alfabetização até 2018. b) alfabetizar todas as crianças no 2º. ano do ensino fundamental. c) universalizar a alfabetização até 2020. d) alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º ano do ensino fundamental. e) oferecer alfabetização em tempo integral até 2018. COMENTÁRIOS: Trata de conhecimentos sobre as metas do PNE relacionadas à alfabetização. Na lei, apenas as metas 5 e 9 trata diretamente da questão da alfabetização. A alternativa D é a correta porque, de acordo com a meta 5, pretende “alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3o (terceiro) ano do ensino fundamental. Diz a meta 9: “elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional”. RESPOSTA: D Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 66 Didática, Planejamento e Gestão Educacional QUESTÃO 83 “É um processo que consiste em preparar um conjunto de decisões tendo em vista agir, posteriormente, para atingir determinados objetivos” (Luckesi, 2011, p.130). A definição descrita anteriormente refere-se. a) Avaliação b) Currículo c) Planejamento d) Didática e) Ensino COMENTÁRIOS: Cipriano Carlos Luckesi é um grande estudioso da educação, seus livros tratam de filosofia da educação, planejamento educacional e, especialmente, de avaliação da aprendizagem. A questão trata da definição de planejamento elaborada por Clódia Maria Godoy Turra em seu livro Planejamento do ensino e avaliação, citada por Luckesi (2011, p. 130) no seu livro Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. No entanto, para ele, planejamento não é só isso. Em sua crítica sobre o que os livros de Didática tratam do tema, diz que o planejamento “além de delimitar ações eficientes [...] tem de cuidar das finalidades político-sociais da ação. Caso contrário, poderia, no máximo, estar modernizando algo que já existe e não tomando uma decisão de base, que direcione a ação a partir de um ponto de vista crítico” (2011, p. 130-131). Quanto à avaliação, Luckesi (2011, p. 81) entende que “é um julgamento de valor sobre manifestações relevantes da realidade, tendo em vista uma tomada de decisão”. Já Libâneo é referência sobre o tema didática. Para ele, didática é “uma das disciplinas da Pedagogia que estuda o processo de ensino através dos seus componentes – os conteúdos escolares, o ensino e a aprendizagem – para, com o embasamento numa teoria da educação, formular diretrizes orientadoras da atividade profissional dos professores. ”. O mesmo autor diz que o ensino “consiste no planejamento, organização, direção e avaliação da atividade didática, concretizando as tarefas da instrução; o ensino inclui tanto o trabalho do professor (magistério) como a direção da atividade de estudo dos alunos.”; e que o currículo “expressa os conteúdos da instrução, nas matérias de cada grau do processo de ensino. Em torno das matérias se desenvolve o processo de assimilação dos conhecimentos e habilidades”. (LIBÂNEO, 1994, P. 52-53). RESPOSTA: C QUESTÃO 84 Para Vasconcelos, o grande desafio que se coloca em termos de projeto de ensino-aprendizagem é: a) mudar a mentalidade de que fazer planejamento é preencher formulários (mais ou menos sofisticados). Antes de mais nada, fazer planejamento é refletir sobre os desafios da realidade da escola e da sala de aula, perceber as necessidades, re-significar o trabalho, buscar formas de enfrentamento e comprometer-se com a transformação da prática. b) criar plataformas eficientes para se registrar o planejamento em sistemas eletrônicos. c) considerar no planejamento todos os conteúdos do livro didático, copiando o que traz o livro do professor. d) atender às exigências da equipe diretiva da instituição, não deixando transparecer a crítica do professor. e) realizar um documento bem elaborado, contemplando as concepções pedagógicas e as teoriasda educação, para cumprir a função burocrática determinada pela coordenação pedagógica, direção, secretaria ou supervisão de ensino. COMENTÁRIOS: Trata-se de questão retirada do livro Planejamento: Projeto de ensino-aprendizagem e projeto político-pedagógico, de Celso Vasconcellos. Para Vasconcellos (2007, p. 133), “O grande desafio que se coloca em termos de projeto de ensino-aprendizagem é: portanto: mudar a mentalidade de que fazer planejamento é preencher formulários (mais ou menos sofisticados). Antes de mais nada, fazer planejamento é refletir sobre os desafios da realidade da escola e da sala de aula, perceber as Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 67 necessidades, re-significar o trabalho, buscar formas de enfrentamento e comprometer-se com a transformação da prática.Se isto vai para um registro escrito depois, é um detalhe!”. Continua Vasconcellos (2007, p. 133;136;148), “O projeto de ensino-aprendizagem pode ser subdividido basicamente, quanto ao nível de abrangência, em Projeto de Curso e Plano de Aula. [...] O Projeto de Curso é a sistematização da proposta geral de trabalho do professor naquela determinada disciplina ou área de estudo, numa dada realidade. [...] O Plano de Aula é a proposta de trabalho do professor para uma determinada aula ou conjunto de aulas (por isto chamado também de Plano de Unidade). Corresponde ao nível de maior detalhamento e objetividade do processo de planejamento didático”. Portanto, o recorte do livro exprime exatamente o que é descrito pela alternativa A da questão sobre o grande desafio que se coloca em termos de projeto de ensino-aprendizagem. Criar plataformas em sistemas eletrônicos; inserir no planejamento do professor todos os conteúdos do livro didático; atender exigências da equipe diretiva da escola e; cumprir com o planejamento do projeto de ensino- aprendizagem a função burocrática determinada pela coordenação pedagógica, direção, secretaria ou supervisão de ensino, nunca serão desafios para se colocarem em termos de projeto de ensino- aprendizagem. RESPOSTA: A QUESTÃO 85 Reflexões atuais sobre o ato educativo evidenciam a importância de se compreender as aprendizagens dos alunos com base em seu desenvolvimento. Considera-se, nesse contexto, que o desenvolvimento do ensino supõe que se observe, além dos aparatos legais, um planejamento escolar e didático, no qual as práticas de aprendizagem possam ser revistas e reavaliadas. Nesse sentido, é importante que o professor, ao construir seus instrumentos de avaliação, considere que: a) cada aluno possui tempos diferenciados para aprender os conteúdos e gerar respostas aos desafios cognitivos. b) o atendimento às necessidades especiais deve ser levado em conta exclusivamente nos momentos de avaliação. c) todos devem ser tratados em igualdade de aprendizagem para as respostas requeridas. d) a aplicação de práticas isoladas de avaliação para cada turma deve ser prioritária. e) a avaliação deve buscar a homogeneidade da turma. COMENTÁRIOS: A aprendizagem do aluno com base em seu desenvolvimento foi amplamente investigada por diversos teóricos, dentre eles, Piaget e Vygotsky. Jussara Hoffmann (2011, p. 43-44), pesquisadora sobre avaliação da aprendizagem, descreve que “o aluno constrói o seu conhecimento na interação com o meio em que vive. Portanto, depende das condições desse meio, da vivência de objetos e situações, para ultrapassar determinados estágios de desenvolvimento e ser capaz de estabelecer relações cada vez mais complexas e abstratas. Os entendimentos dos alunos são decorrentes do seu desenvolvimento próprio frente a umas e outras áreas de conhecimento. [...] Um dos princípios da teoria construtivista é fundamental à avaliação: o desenvolvimento do indivíduo se dá por estágios evolutivos do pensamento a partir de sua maturação e suas vivências”. [...] Tal desenvolvimento depende, da mesma forma, do meio social que pode acelerar ou retardar esse desenvolvimento”. Tratando-se da construção de instrumentos de avaliação e considerando os estudos sobre a psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem, não restam dúvidas de que cabe ao professor considerar os tempos diferenciados para que cada aluno aprenda os conteúdos. Libâneo (1994, p. 198), tratando do tema avaliação na prática escolar, diz que “O mais comum é tomar a avaliação unicamente como o ato de aplicar provas, atribuir notas e classificar os alunos. O professor reduz a avaliação à cobrança daquilo que o aluno memorizou e usa a nota somente como instrumento de controle. [...] Essa atitude ignora a complexidade de fatores que envolve o ensino, tais como [...] a situação social dos alunos, [...] os requisitos prévios que têm os alunos para assimilar matéria nova, as diferenças individuais, o nível de desenvolvimento intelectual, as dificuldades de assimilação devidas a condições sociais, econômicas, culturais e adversas dos alunos.”. Ainda Libâneo (1994, p. 226; 228-229), elenca como um dos requisitos para o planejamento escolar as condições prévias dos alunos para a aprendizagem. Diz que “saber em que pé estão os alunos (suas experiências, Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 68 conhecimentos anteriores, habilidades e hábitos de estudo, nível de desenvolvimento) é medida indispensável para a introdução de conhecimentos novos e, portanto, para o êxito de ação que se planeja”. Sabemos que o atendimento às necessidades especiais dos alunos deve ser levado em consideração em todos os momentos do processo de aprendizagem, não é exclusividade da avaliação. Como também, sabendo-se que cada aluno é um sujeito singular e responde a cada tempo conforme seu desenvolvimento não podemos considerar que todos os alunos devam ser tratados em igualdade de aprendizagem para as respostas requeridas. Da mesma forma, ao se aplicar práticas isoladas de avaliação para cada turma, como quer a alternativa E da questão, o professor tenta praticar a homogeneidade da aprendizagem, quando sabemos que ela se faz heterogênea numa turma de alunos que possuem tempos diferentes de desenvolvimento. RESPOSTA: A QUESTÃO 86 Dadas as afirmativas sobre o planejamento de ensino, peça fundamental para a organização do trabalho docente, I. Planejar é um ato exclusivamente político-filosófico. II. O planejamento de ensino é uma atividade meramente técnica de administrar recursos, tempo e um modo de organizar os conteúdos. III. O ato de planejar, seja no nível macro, seja no nível micro, envolve o comprometimento com um tipo de ser humano e de construção da sociedade. verifica-se que está(ão) correta(s) a) I, apenas. b) III, apenas. c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. COMENTÁRIOS: De acordo com Vasconcellos (2007, p. 35), “planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto”.O Planejamento de Ensino é o processo de decisão sobre atuação concreta dos professores, no cotidiano de seu trabalho pedagógico, envolvendo as ações e situações, em constante interações entre professor e alunos e entre os próprios alunos (PADILHA,2001, p. 33). De acordo com Veiga (2013, p. 13) A dimensão política do planejamento está no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade. Já a dimensão pedagógica reside a possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico, no sentido de definir as ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade. Político e pedagógico têm assim uma significação indissociável.Portanto, as sentenças I e II estão incorretas por causa das expressões “exclusivamente político-filosófico” e “meramente técnica”, respectivamente. RESPOSTA: B QUESTÃO 87 O Planejamento pedagógico do professor começa coletivamente, a partir do que toda a escola pensa e realiza em seu projeto pedagógico. O plano de sala de aula precisa partir do conjunto de pensamento que se constrói no plano global. Dentre os elementos constitutivos do plano de sala de aula, encontra-se: a) o marco operativo. b) a intervenção estatal. c) a normatização da administração. d) o plano arquitetônico da escola. COMENTÁRIOS: De acordo com Gandin (2009, p. 26-27) e Gandin (1994, p. 149-150), são 3 os elementos constitutivos do plano de sala de aula: 1) Marco operativo: é um fim a ser alcançado. Consistem no conjunto de ideias que estabelece o ideal da prática e que fundamenta este ideal. É a proposta fundamentada teoricamente dos Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 69 resultados que queremos alcançar; 2) Diagnóstico: é a expressão da distância que o grupo de alunos e, mas, a prática toda, está desse ideal, com a indicação das falhas e das causas destas falhas, das dificuldades para avançar e dos pontos de apoio; 3) Programação: é a proposta de ações a realizar, atitudes a vivenciar, normas para seguir e rotinas para praticar, tudo indicado à medida que o tempo for passando e sempre para diminuir a distância entre o desejado e o real. RESPOSTA: A QUESTÃO 88 Plano de disciplina é um instrumento para sistematizar a ação concreta do professor, a fim de que os objetivos da disciplina sejam atingidos. Atente às seguintes afirmações a respeito dos aspectos fundamentais de um plano de disciplina: I. Ao planejar a disciplina, o professor sempre deve ter em mente que os conteúdos são os fins para atingir os objetivos. II. O foco de referência principal para o planejamento da disciplina é o livro didático. III. A flexibilidade é uma característica de fundamental importância no plano de disciplina. IV. O plano de disciplina ajuda o professor a selecionar os melhores procedimentos e os recursos para desencadear um ensino mais eficiente. Está correto o que se afirma somente em: a) I e II. b) III e IV. c) II e IV. d) I, II e III. COMENTÁRIOS:2 Menegolla & Sant'Anna (1995) conceituaram o plano de disciplina e definiu seus aspectos fundamentais. É a previsão dos conhecimentos e conteúdos que serão desenvolvidos na sala de aula, a definição dos objetivos mais importantes, assim como a seleção tanto dos melhores procedimentos e técnicas de ensino, como também dos recursos humanos que serão usados para um melhor ensino e aprendizagem. Além disso, o plano de disciplina propõe a determinação das técnicas e dos instrumentos de avaliação mais eficazes, para verificar o alcance dos objetivos em relação à aprendizagem. Ao planejar sua disciplina, o que o professor realmente faz é planejar o contexto geral dessa disciplina. Mas, esse contexto deve ser uma decorrência lógica dos objetivos dos alunos e da escola, estando intimamente relacionado a eles. Por isso, deverá expressar uma unidade de ideias, de princípios e de ação. Ao planejar a disciplina e seus conteúdos, o professor sempre deve ter em mente que os conteúdos são meios de atingir os objetivos, e não são fins em si mesmos.Portanto, a orientação da ação de planejamento e de execução deve estar fundamentada nos objetivos e não nos conteúdos. São características de um plano de disciplina: 1) Objetividade e Realismo: A objetividade é o que deve caracterizar todo e qualquer plano. Um plano que não seja objetivo e realista se toma inviável, inexequível e obscuro, portanto, impraticável, sem validade e aplicabilidade. 2) Funcionalidade: Como o plano é um instrumento orientador para o professor e para os alunos, ele deve ser essencialmente funcional, para que possa ser executado com facilidade, para ter valor didático, tomando-se útil, facilitando o ensino do professor e a aprendizagem dos alunos. 3) Simplicidade: O plano de ensino, que orienta toda a linha de ação na sala de aula, envolve uma série de elementos, como o professor, os alunos, os conteúdos, as experiências, as atividades, os recursos, o processo de avaliação e assim por diante; por isso, necessariamente, deverá ser claro e simples, para ser compreensível e viável, pois sua compreensão facilita a sua execução. 4) Flexibilidade: A flexibilidade é uma característica de fundamental importância para os planos de ensino, tomando-os mais realistas, possibilitando sua adaptação a novas situações não previstas, que 2 Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/35813511/o-plano-de-disciplina Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 70 porventura venham a ocorrer. 5) Utilidade: A utilidade, a validade e a profundidade são princípios que dão consistência toda a estrutura do plano, no que diz respeito ao seu conteúdo e à sua dinâmica. A utilidade de qualquer plano de ensino vai depender da possibilidade de transformação e do nível em que e processa essa transformação no aluno. Toda mudança que não seja significativa e profunda passa a ser destituída de qualquer significado. RESPOSTA: B QUESTÃO 89 Assinale em qual dos documentos abaixo são definidas as orientações de objetivos, conteúdos programáticos, estratégias de ensino e avaliações de um componente didático: a) Plano de aula ou equivalente; b) Plano de curso ou equivalente; c) Projeto Político Pedagógico; d) Projeto Pedagógico de Curso; e) Produto educacional. COMENTÁRIOS: Segundo Libâneo (LIBÂNEO, p. 232-233), o plano de curso, também denominado plano de ensino ou plano de unidades didáticas, “é um roteiro organizado das unidades didáticas para um ano ou semestre. [...] contém os seguintes componentes: justificativa da disciplina em relação aos objetivos da escola; objetivos gerais; objetivos específicos, conteúdos (com a divisão temática de cada unidade); tempo provável e desenvolvimento metodológico (atividades do professor e dos alunos)”. O mesmo autor diz que plano de aula “é um detalhamento do plano do ensino. As unidades e sub unidades (tópicos) que foram previstas em linhas gerais são agora especificadas e sistematizadas para uma situação didática real.” (1994, p. 241). Vasconcellos (2007, p. 169-170) diz que o Projeto Político Pedagógico é o “plano global da instituição”, entende como “a sistematização, nunca definitiva, de um processo de planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar”. O projeto pedagógico do curso é o documento elaborado pela escola para um determinado curso, técnico de nível médio ou superior, constituído de elementos que além justificam a oferta do curso, traz a matriz curricular, os objetivos gerais de formação, as formas de avaliação e mediação pedagógica, ementários e bibliografias. Já produto educacional, BISOGNIN3 diz que: Num mestrado profissional, de acordo com Moreira (2004, p. 134), um trabalho de conclusão de curso deve ser o resultado de uma pesquisa “[...] aplicada, descrevendo o desenvolvimento de processos ou produtos de natureza educacional, visando a melhoria do ensino na área específica, sugerindo-se fortemente que, em forma e conteúdo, este trabalho se constitua em material que possa ser utilizado por outros profissionais”. Essa caracterização feita por Moreira (2004) descreve em linhas gerais o que hoje se denominaproduto educacional. RESPOSTA: B QUESTÃO 90 Em relação aos aspectos do planejamento, assinale a opção que contenha a CORRETA sequência hierárquica do mais amplo ao mais restrito, em relação ao planejamento: a) planejamento escolar; planejamento educacional; planejamento de ensino; planejamento curricular; b) planejamento curricular; planejamento educacional; planejamento escolar; planejamento de ensino; c) planejamento de ensino; planejamento curricular; planejamento escolar; planejamento 3 BISOGNIN, Eleni. Produtos educacionais: análise da produção do Mestrado Profissional em Ensino de Física e de Matemática do Centro Universitário Franciscano de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil. Revista Polyphonía, [S.l.], v. 24, n. 2, p. 43-58, out. 2015. ISSN 2238-8850. Disponível em: <https://www.revistas.ufg.br/sv/article/view/37938>. Acesso em: 28 dez. 2017. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 71 educacional; d) planejamento de ensino; planejamento educacional; planejamento curricular planejamento escolar; e) planejamento educacional; planejamento escolar; planejamento curricular; planejamento de ensino. COMENTÁRIOS: Pelo menos três autores renomados tratam dos níveis de planejamento no âmbito educacional: Libâneo, Vasconcellos e Antonio Carlos Gil. O primeiro restringe aos níveis de planejamento que ocorre dentro da escola, o segundo e o terceiro dos níveis de planejamento mais abrangentes, desde a ação governamental à escolar. De acordo com Libâneo (1994, 221-222), a sequência hierárquica do mais amplo ao mais restrito, em relação ao planejamento escolar é: Plano da escola, Plano de ensino e Plano de aulas. De acordo com Vasconcellos (2007, p. 95-96), a sequência hierárquica do mais amplo ao mais restrito, em relação ao planejamento na educação escolar é: Planejamento do Sistema de Educação, Planejamento da Escola, Planejamento Curricular e Planejamento de Ensino-aprendizagem. De acordo com Gil (2015, p. 94-99), a sequência hierárquica do mais amplo ao mais restrito, em relação ao planejamento educacional é: Planejamento educacional, Planejamento institucional, Planejamento Curricular e Planejamento do ensino. Como há na literatura especializada várias denominações para planejamento no âmbito educacional e seus níveis e nomenclaturas, inclusive com sinônimos, supomos que o de Gil é o mais abrangente e elenca do mais amplo para o mais restrito. RESPOSTA: E QUESTÃO 91 O planejamento de ensino realizado pelo professor ou pela equipe de professores deve seguir metodologias ricas e variadas para que o trabalho docente na sala de aula estabeleça uma melhor interação com os alunos. Para que isso seja possível, é necessário que ocorram, como proposta no planejamento de ensino, os seguintes elementos metodológicos: a) Estratégias que estabeleçam o acúmulo de conhecimentos que serão repassados pelo professor aos alunos como verdades absolutas, sem chance de questionamentos ou levantamentos de dúvidas em relação a sua veracidade. b) Um ensino que promova atividades metodológicas voltadas para moral com ratificação do intelectual, lapidando o aluno para a convivência social, tendo como pressuposto a conservação da sociedade em seu estado atual na qual o aluno se encontra. c) A utilização de ensino expositivo e aprendizagem de recepção, o estudo dirigido, a aprendizagem por descobrimento guiado e aprendizagem autônoma, como formas metodológicas diretas com eficácia enriquecedora que ratificam a motivação dos alunos. d) Um ensino estabelecido pela prática do silêncio no ambiente de sala de aula, determinado pela autoridade docente, para que seja ratificada a ideia de que somente o professor possui conhecimento para ensinar, estabelecendo, nestes termos, que o papel do aluno se dá em apenas receber passivamente esse conhecimento. e) Um ensino com base na exposição verbal do professor e a preparação do aluno na resolução de exercícios e na memorização de fórmulas e conceitos epistemológicos. COMENTÁRIOS: As alternativas A, B, D e E denunciam por meio de expressões tais como “verdades absolutas”, “sem chances de questionamentos”, “conservação da sociedade em seu estado atual”, “prática do silêncio”, “somente o professor possui conhecimento” e “memorização de fórmulas” características da tendência pedagógica liberal tradicional que foram repudiadas pelas tendências pedagógicas críticas. A alternativa C apresenta características de elementos metodológicos condizentes com práticas pedagógicas progressistas.RESPOSTA: C QUESTÃO 92 Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 72 Para Libâneo, o planejamento se configura num importante instrumento da prática educativa, uma vez que auxilia o docente na reflexão e avaliação do trabalho pedagógico. Ao fazer uso do planejamento no cotidiano escolar: a) O professor tem a oportunidade de improvisar as aprendizagens e metodologias. b) O professor pode identificar e punir os erros dos alunos através de uma avaliação criteriosa e classificatória. c) O professor tem a possibilidade de planejar o tempo pedagógico, as atividades adequadas e a diversidade de métodos que podem ser utilizados. d) O professor pode homogeneizar as aprendizagens dos alunos tornando-as significativas. e) O professor consegue transpor a realidade em que se encontram seus alunos através de um planejamento que não permite a flexibilização. COMENTÁRIOS: Libâneo (1994, p. 223) descreve diversas funções do planejamento escolar, dentre eles: prever de objetivos, conteúdos e métodos; assegurar a unidade e a coerência do trabalho docente; facilitar a preparação das aulas: selecionar o material didático em tempo hábil, saber que tarefas professor e alunos devem executar, replanejar o trabalho frente a novas situações que aparecem no decorrer das aulas. O auto prossegue “para que os planos sejam efetivamente instrumentos para a ação, devem ser como um guia de orientação e devem apresentar ordem sequencial, objetividade, coerência, flexibilidade”. Improvisação, punir os erros dos alunos, homogeneizar as aprendizagens e proibição de flexibilização (não confundir com improvisação), não devem fazer parte do planejamento escolar. RESPOSTA: C QUESTÃO 93 De acordo com Vasconcellos, o projeto ensino-aprendizagem é o planejamento mais próximo da prática do professor e da sala de aula; diz respeito mais estritamente ao aspecto didático. Segundo o autor, esse projeto pode ser subdividido em: I. Projeto de Curso. II. Plano de Aula. III. Projeto de Trabalho. IV. Planejamento Setorial. Quais estão INCORRETAS? a) Apenas I.b) Apenas III.c) Apenas I e II.d) Apenas III e IV.e) Apenas I, II e IV. COMENTÁRIOS: Segundo Vasconcellos (2007, p. 133; 136; 148), “O projeto de ensino-aprendizagem pode ser subdividido basicamente, quanto ao nível de abrangência, em Projeto de Curso e Plano de Aula. [...] O Projeto de Curso é a sistematização da proposta geral de trabalho do professor naquela determinada disciplina ou área de estudo, numa dada realidade. [...] O Plano de Aula é a proposta de trabalho do professor para uma determinada aula ou conjunto de aulas (por isto chamado também de Plano de Unidade). Corresponde ao nível de maior detalhamento e objetividade do processo de planejamento didático”. Quanto ao Projeto de Trabalho e ao Planejamento Setorial, Vasconcellos (2007, p. 96) conceituam como “planejamento da ação educativa baseado no trabalho por projeto: são projetos de aprendizagem desenvolvidos na escola por um determinado período, geralmente de caráter interdisciplinar” e “plano dos níveisintermediários (cursos, departamentos, áreas) ou dos serviços no interior da escola (direção, coordenação/supervisão, orientação, secretaria, etc.)”, respectivamente. RESPOSTA: D QUESTÃO 94 José Carlos Libâneo, em seu livro Didática, declara: (...) A ação de planejar, portanto, não se reduz ao simples preenchimento de formulários para controle administrativo; é, antes, a atividade consciente de previsão das ações docentes (...) Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 73 LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1990. Pág.222 Nesse trecho, o autor destaca uma das características do planejamento pedagógico, que é: a) a flexibilidade b) a contextualidade c) a intencionalidade d) o rigor administrativo COMENTÁRIOS: A questão exigia interpretação de texto e conhecimento sobre as características do planejamento pedagógico segundo Libâneo. Portanto, de acordo com Libâneo (1994, p. 223-225), são características do planejamento pedagógico: guia de orientação, ordem sequencial, objetividade, coerência e flexibilidade. A intencionalidade está inserida na objetividade. Libâneo (1994, p. 82) diz que “A aprendizagem organizada é aquela que tem por finalidade específica aprender determinados conhecimentos, habilidades, normas de convivência social. Embora isso possa ocorrer em vários lugares, é na escola que são organizadas as condições específicas para a transmissão e assimilação de conhecimentos e habilidades. Esta organização intencional, planejada e sistemática das finalidades e condições da aprendizagem escolar é tarefa específica do ensino”. Atento ao que se pede no enunciado da questão, no trecho descrito do livro é destacada a característica da intencionalidade pois a ação de planejar é “a atividade consciente de previsão das ações docentes”. RESPOSTA: C QUESTÃO 95 Segundo Vasconcellos (2004), o plano de aula “corresponde ao nível de maior detalhamento e objetividade do processo de planejamento didático" (p.148). Dessa forma, o autor destaca que ao realizar o seu plano de aula o professor deverá considerar _____________ . Assinale a alternativa que CORRETAMENTE preenche a lacuna do texto acima. a) livro didático, formas de mediação e necessidades dos alunos. b) contexto dos alunos, projeção de finalidades e livro didático. c) proposta pedagógica, plano curricular e formas de mediação. d) análise da realidade, projeção de finalidades e formas de mediação. e) análise da realidade, formas de mediação e livro didático. COMENTÁRIOS: A questão trata das dimensões e elementos do plano de aula. De acordo com Vasconcellos (2007, p. 149): DIMENSÃO ELEMENTOS Análise da realidade Assuntos Necessidade Projeção de finalidades Objetivo Formas de mediação Metodologia Tempo Recursos Avaliação Tarefa Observações No campo dos fundamentos da elaboração de um planejamento, Vasconcellos (2007, p. 82-83), explica sobre suas dimensões: A análise da realidade refere-se à atividade reflexiva sobre uma realidade presente, que se pretende conhecer. A projeção de finalidades corresponde a intencionalidade, ao que se deseja. As formas de mediação são as previsões de ações, do movimento, da sequência de operações a serem realizadas para a transformação da realidade.RESPOSTA: D Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 74 QUESTÃO 96 O processo de ensino-aprendizagem é composto, por duas partes: ensinar, que exprime uma atividade, e aprender, que envolve certo grau de realização de uma determinada tarefa com êxito. Considerando as diferentes abordagens do processo de ensino-aprendizagem, numere a Coluna II de acordo com a Coluna I. Coluna I 1. Tradicional 2. Comportamentalista 3. Humanista 4. Cognitivista Coluna II ( ) O pensamento é a base da aprendizagem. O professor deve criar situações desafiadoras que estimulem o aluno a “aprender a aprender”. ( ) O professor é visto como facilitador da aprendizagem, os conteúdos são externos, valorizando a relação das pessoas envolvidas. ( ) O aluno é um ser passivo, e deve assimilar com eficiência os conteúdos ministrados. Há o predomínio de aulas expositivas e exercícios de fixação. ( ) O ensino deve lançar mão de reforços e recompensas para alcançar seus objetivos por meio de treinamento. A sequência correta, de cima para baixo, é: a) 3, 2, 1, 4. b) 2, 3, 4, 1. c) 4, 3, 1, 2. d) 1, 2, 3, 4. COMENTÁRIOS: De acordo com Roberto Vatan dos Santos4, “Dos diversos autores que analisam e comparam as abordagens do processo de ensino e aprendizagem, destacam-se os trabalhos de Bordenave (1984), Libâneo (1982), Saviani (1984) e Mizukami (1986), que classificam e agrupam as correntes teóricas, segundo critérios diferentes”. Para a resolução da questão, analisaremos o entendimento de Mizukami5 que, diferentemente dos outros autores citados, definiu as abordagens do processo de ensino e aprendizagem como: Tradicional, Comportamentalista, Humanista, Cognitivista e Sócio- cultural (este último não foi elencada na questão).A primeira sentença diz que “O pensamento é a base da aprendizagem. O professor deve criar situações desafiadoras que estimulem o aluno a “aprender a aprender”. Desta forma, podemos relacioná-la à abordagem Cognitivista, pois conforme Mizukami (1986, p. 59; 76) “A aprendizagem verdadeira se dá no exercício operacional da inteligência. Só se realiza realmente quando o aluno elabora seu conhecimento. [...]. Existe ênfase em processo cognitivos e na investigação científica separada dos problemas sociais contemporâneos. As emoções são consideradas em suas articulações com o conhecimento. [...] Este tipo de abordagem é predominantemente interacionista”. A segunda sentença diz que “O professor é visto como facilitador da aprendizagem, os conteúdos são externos, valorizando a relação das pessoas envolvidas”. Portanto, podemos relacioná-la à abordagem Humanista, pois de acordo com Mizukami (1986, p. 52-53; 56) “O professor, nessa abordagem, assume a função de facilitador da aprendizagem, [...] O aluno deve responsabilizar-se pelos objetivos referentes à aprendizagem, que têm significado para ele, e que, portanto, são os mais importantes. [...] A abordagem humanista dá ênfase ao sujeito[...] , ao um clima favorável ao desenvolvimento das pessoas”.A terceira sentença diz que “O aluno é um ser passivo, e deve assimilar com eficiência os conteúdos ministrados. Há o predomínio de aulas expositivas e exercícios de fixação”. Deste modo, podemos relacioná-la à abordagem Tradicional, uma vez que para Mizukami (1986, p. 14-15) “A relação professor-aluno é vertical, [...] O professor já traz o conteúdo pronto e o aluno se limita, passivamente, a escutá-lo. [...] O professor conclui a exposição, prolongando-se, apenas, através de exercícios de repetição, aplicação e recapitulação”. Finalmente, a quarta sentença diz que “O ensino deve lançar mão de 4 Seu artigo científico intitulado Abordagens do processo de ensino e aprendizagem, está publicado em: http://www.campusbreves.ufpa.br/ARQUIVOS/FACLETRAS/SANDRAJOB/abordagens_processo_ensinoaprendizagem.pdf. Acesso em 28/12/2017. 5 MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo. SãoPaulo: EPU, 1986 Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 75 reforços e recompensas para alcançar seus objetivos por meio de treinamento.”.Desta forma, podemos relacioná-la à abordagem Comportamentalista,pois conforme Mizukami (1986, p. 30-31) “Os comportamentos desejados dos alunos serão instalados e mantidos por condicionantes e reforçadores arbitrários, tais como: elogios, graus, notas, prêmios, reconhecimentos do mestre e dos colegas, prestígio, etc., [...] Para Skinner, de acordo com os princípios do reforço, é possível programar o ensino de qualquer disciplina, tanto quanto o de qualquer comportamento, como o pensamento crítico e a criatividade, desde que se possa definir previamente o repertório final desejado.”. RESPOSTA: C QUESTÃO 97 Didática é uma disciplina que estuda os objetivos, os conteúdos, os meios e as condições do processo de ensino, tendo em vista as finalidades educacionais, que são sempre sociais; assim, ela pode, junto às novas Tecnologias de Informação e Comunicação — TICS —, buscar novas formas de fazer a educação, assumindo a multifuncionalidade do processo de ensino-aprendizagem. De acordo com a perspectiva crítico-reflexiva, o principal componente para o uso do computador em educação é a: a) capacidade das máquinas disponíveis. b) velocidade da Internet. c) adequada preparação do professor. d) aceitação da gestão da escola. COMENTÁRIOS: De acordo com Gil (2015, p. 231), “Para que o uso dos recursos tecnológicos seja eficaz, requer-se dos professores não apenas que identifiquem suas vantagens e limitações, mas também que saibam utilizá-los com perícia adequada”. Já Kenia Kodel Cox (2003, p. 74-75), no livro Informática na educação escolar, diz que “Professores, pais, administradores, governantes e alunos precisam ser sensibilizados quanto à importância da reestruturação da escola e quanto ao papel dos computadores nesse processo para que uma atmosfera de cooperação se estabeleça. [...] O corpo docente da escola que se prepara para ser repensada e para implantar as ferramentas computacionais em sua prática educacional precisa de capacitação para bem explorar os novos ambientes de trabalho e para contribuir com o processo de reformulação. [...] O professor é peça- chave na estrutura de transformação da escola desencadeada pelos questionamentos levantados no estudo de inserção das máquinas de processar no ambiente escolar, pois é o fomentador natural da mudança na prática educacional, principalmente, em virtude do seu papel mediador entre alunos e administradores. E para fomentar mudanças o professor precisa rever suas posturas, reavaliar seus propósitos, remodelar as ferramentas: o docente precisa reestruturar-se, o que requer estudo, análise e esforço: em uma palavra: preparação”. Portanto, o principal componente para o uso do computador em educação é a adequada preparação do professor. RESPOSTA: C QUESTÃO 98 Assinale a opção correta, a respeito do processo de aprendizagem. a) O processo de aprendizagem pressupõe relações de afetividade entre a família e a escola. b) Ambientes escolares hostis comprometem o desenvolvimento do aluno, mas não afetam o seu comportamento social. c) A aprendizagem envolve processos naturais e biológicos, mas não a relação particular do indivíduo com o meio ambiente. d) A dimensão cognitiva da aprendizagem restringe-se ao aspecto intelectual do indivíduo. e) A afetividade desempenha um papel secundário no processo de elaboração do conhecimento e de desenvolvimento da criança. COMENTÁRIOS: Goulart (2013, p. 01) entende que “É crucial que a instituição respeite e valorize a cultura das diferentes famílias envolvidas no processo educativo. Além disso, deve estimular a participação ativa dos pais, padrastos e outras figuras masculinas da família no cuidado e na educação, como base de Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 76 uma educação não-discriminatória, que contribua para superar a visão(paradigma) de que tal responsabilidade é exclusiva das mulheres. Acriança precisa de afetividade e compreensão para sentir-se segura nos processos de aprendizagem. Um ambiente desfavorável provoca a depreciação do amor, do sentimento de incapacidade e,consequentemente, um comportamento social comprometido”. Já Fraga (2012, p. 03) afirma que “o desempenho das crianças na escola depende, em grande parte, mas não exclusivamente, da participação e colaboração dos pais.Portanto as escolas devem buscar formas de parcerias com as famílias de seus alunos, para que juntos possam desenvolver uma educação proveitosa e de qualidade”. As alternativas B, C, D e E estão incorretas por causa das expressões “não afetam”, “mas não”, “restringe-se” e “papel secundário”, respectivamente. RESPOSTA: A QUESTÃO 99 De acordo com Libâneo, a didática trata dos objetivos, condições e meios de realização do processo de ensino, unindo meios pedagógico-didáticos a objetivos sócio-políticos. Neste sentido, a) Os conteúdos devem ser trabalhados de forma acrítica e inflexível para não intervir no produto. b) O ensino deve ser planejado a partir de propósitos claros sobre a sua finalidade, tendo em vista que os alunos estão sendo preparados para viverem em sociedade. c) As questões de ordem social sempre prevalecem sobre as de ordem pedagógica. d) Os planejamentos indicam a necessidade de serem neutros e escolarizados. e) Os estudantes são vistos enquanto seres passivos, daí porque a facilidade de aprendizagem. COMENTÁRIOS: Libâneo (1994, p. 82) diz que “A aprendizagem organizada é aquela que tem por finalidade específica aprender determinados conhecimentos, habilidades, normas de convivência social. Embora isso possa ocorrer em vários lugares, é na escola que são organizadas as condições específicas para a transmissão e assimilação de conhecimentos e habilidades. Esta organização intencional, planejada e sistemática das finalidades e condições da aprendizagem escolar é tarefa específica do ensino”. As alternativas A, C, D e E estão incorretas por causa das expressões “acrítica e inflexível para não intervir”, “sempre prevalecem”, “serem neutros” e “seres passivos”, respectivamente. RESPOSTA: B QUESTÃO 100 A Didática é um ramo de estudo da Pedagogia que: a) investiga a natureza das finalidades da educação numa sociedade. b) busca em outras ciências os conhecimentos que esclarecem o fenômeno educativo. c) estuda a dinâmica das relações sociais e o processo do desenvolvimento humano. d) investiga os fundamentos, condições e modos de realização da instrução e do ensino. e) nenhuma alternativa está correta. COMENTÁRIOS: Libâneo (1994, p. 52-53) entende que a didática é “uma das disciplinas da Pedagogia que estuda o processo de ensino através dos seus componentes – os conteúdos escolares, o ensino e a aprendizagem – para, com o embasamento numa teoria da educação, formular diretrizes orientadoras da atividade profissional dos professores”. Diz ainda que o ensino “consiste no planejamento, organização, direção e avaliação da atividade didática, concretizando as tarefas da instrução; o ensino inclui tanto o trabalho do professor (magistério) como a direção da atividade de estudo dos alunos”; e que o currículo “expressa os conteúdos da instrução, nas matérias de cada grau do processo de ensino. Em torno das matérias se desenvolve o processo de assimilação dos conhecimentos e habilidades”. A alternativa A está incorreta porque quem investiga a natureza das finalidades da educação é a Pedagogia. A alternativa B está incorreta porque a didática busca apenas na Pedagogia seus conhecimentos. Quem busca em outras ciências os conhecimentos que esclarecem o fenômeno educativo é a Pedagogia (LIBÂNEO, 1994, p. 16). A alternativa C está incorreta porque ela não estuda Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 77 as relações sociais eo processo de desenvolvimento humano, mas sim, estuda o processo de ensino.RESPOSTA: D QUESTÃO 101 Em relação à Didática, é incorreto afirmar que: a) contribui para transformar a prática pedagógica da escola, ao desenvolver a compreensão articulada entre os conteúdos a serem ensinados e as práticas sociais. b) não compete refletir acerca dos objetivos sócio-políticos e pedagógicos, ao selecionar os conteúdos e métodos de ensino. c) realiza-se por meio de ação consciente, intencional e planejada, no processo de formação humana, estabelecendo-se objetivos e critérios socialmente determinados. d) sua finalidade é converter objetivos sociopolíticos e pedagógicos em objetivos de ensino, selecionar conteúdos e métodos em função desses objetivos. COMENTÁRIOS: À didática, compete refletir acerca dos objetivos sociopolíticos e pedagógicos. O erro está na inclusão da expressão “não”. De acordo com Libâneo (1994, p. 52), “Definindo-se como mediação escolar dos objetivos e conteúdos do ensino, a didática investiga as condições e formas que vigoram no ensino e, ao mesmo tempo, os fatores reais (sociais, políticos, culturais, psicossociais) condicionantes das relações entre a docência e a aprendizagem”. RESPOSTA: B QUESTÃO 102 No que concerne à organização e à gestão do trabalho escolar, e de acordo com Libâneo (2012), marque a alternativa incorreta. a) A organização dos sistemas de ensino não possui influências sociais e políticas. b) Todos os envolvidos no processo educacional educam, não são apenas os professores. c) A organização e a gestão da escola correspondem à necessidade de a instituição escolar dispor das condições e dos meios para a realização de seus objetivos específicos. d) O professor participa ativamente da organização do trabalho escolar, formando com os demais colegas uma equipe de trabalho, aprendendo novos saberes e competências, assim como um modo de agir coletivo, em favor da formação dos alunos. e) O professor está a cargo do principal objetivo da escola: o ensino e a aprendizagem dos alunos. COMENTÁRIOS: Diferentemente do que afirma a alternativa A, Libâneo (2012, p. 415), no livro Educação escolar: políticas, estrutura e organização, diz que “a escola é instância integrante do todo social, sendo afetada pela estrutura econômica e social, pelas decisões políticas e pelas relações de poder em vigor na sociedade. Assim, as políticas, as diretrizes curriculares, as formas de organização do sistema de ensino estão carregadas de significados sociais e políticos que agir e comportamentos de professores e alunos, bem como as práticas pedagógicas, curriculares e organizacionais”. Já as demais alternativas estão de acordo com o autor. Portanto, conforme a alternativa B, Libâneo (2012, p. 414), comenta que “não são apenas o professores que educam. Todas as pessoas que trabalham na escola realizam ações educativas, embora não tenham as mesmas responsabilidades nem atuem de forma igual”. Sobre as alternativas C e E, Libâneo (2012, p. 419), “o objetivo primordial da escola é, portanto, o ensino e a aprendizagem dos alunos, tarefa a cargo da atividade docente. A organização escolar necessária é aquela que melhor favorece o trabalho do professor, existindo uma interdependência entre os objetivos e funções da escola e a organização e gestão do trabalho escolar. A organização e a gestão são meios para atingir as finalidades do ensino”. A alternativa D é citação direta de Libâneo (2012, p. 427-428), e prossegue dizendo que “Na maior parte das vezes, a realidade das escolas ainda é de isolamento do professor. A mudança dessa situação pode ocorrer pela adoção de práticas participativas, em que os professores aprendam nas situações de trabalho, compartilhem com os colegas conhecimentos., metodologias e dificuldades, discutam e tomem decisões sobre o projeto pedagógico-curricular, sobre o currículo, sobre as relações sociais internas, Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 78 sobre as práticas de avaliação”. RESPOSTA: A QUESTÃO 103 A gestão democrática escolar configura-se como: a) um processo neutro. b) um ato político e social. c) uma atuação meramente burocrática e administrativa. d) a valorização de uma administração pautada na burocracia. e) um lócus de interlocutores que tem o mérito administrativo e de poder hierárquico. COMENTÁRIOS: Vitor Henrique Paro, em seu livro Gestão democrática da escola publica enfatiza que “Se queremos uma escola transformadora, precisamos transformar a escola que temos aí. E a transformação dessa escola passa necessariamente por sua apropriação por parte das camadas trabalhadoras. É nesse sentido que precisam ser transformados o sistema de autoridade e a distribuição do próprio trabalho no interior da escola. O que nós temos hoje é um sistema hierárquico que pretensamente coloca todo o poder nas mãos do diretor”. (2016, p. 15) Ainda o autor, “Seria necessário, em vez disso, um sistema em que a direção fosse exercida por um conselho, em que o diretor perderia, em consequência, o papel imperial que tem hoje, sendo apenas um de seus membros que, com mandato eletivo, assumiria por certo período a presidência desse colegiado diretivo, mas dividindo entre seus membros a direção da unidade escolar. Isto implicaria ser o colegiado, e não seu presidente, o responsável último pela escola [...] Hoje, como responsável último pela escola, e diante das inadequadas condições de realização de seus objetivos, o diretor acaba sendo o culpado primeiro pela ineficiência da mesma, perdido em meio à multiplicidade de tarefas burocráticas que nada têm a ver com a busca de objetivos pedagógicos. Dotado de toda autoridade para mandar e desmandar, mas sem nenhum poder para fazer atingir os objetivos educativos, o diretor de hoje, por mais bem- intencionado que seja, é levado a concentrar em suas mães todas as decisões, acabando por mostrar-se autoritário e ser visto por todos como defensor apenas da burocracia e do Estado”. (2016, p. 124; p. 134) Enfim, Paro afirma que “se temos como fim da educação escolar a universalização do saber produzido historicamente, de modo que ele seja apropriado pelas camadas trabalhadoras, essa já é uma posição política, na medida em que visa a dotar amplos grupos sociais de conteúdos culturais que potencializarão sua luta pelo poder que se encontra concentrado em mãos de outros grupos restritos da sociedade”. (2016, p. 95). A gestão democrática escolar não configura-se como um processo neutro, mas politicamente e socialmente definidos. RESPOSTA: B QUESTÃO 104 Paro (2010) discute os pressupostos básicos de uma Administração Escolar efetivamente comprometida com a transformação social. De acordo com o autor, é INCORRETO afirmar que: a) O tipo de gestão escolar constituído à imagem e semelhança da administração empresarial capitalista se mostra incompatível com uma proposta de articulação da escola com os interesses dos dominados. b) A especificidade da Administração Escolar pode dar-se por aproximação, adequação e adaptação à administração empresarial capitalista. c) A apropriação do saber e o desenvolvimento da consciência crítica, como objetivos de uma educação transformadora, determinam a própria natureza peculiar do processo pedagógico escolar. d) O processo de transformação social se dá a partir da vontade e da organização coletiva dos homens em torno de objetivos comuns, aos quais se visa alcançar, lançando mão, da forma mais apropriada possível, de todos os recursos de que se dispõe. e) Para a Administração Escolar ser verdadeiramente democrática é preciso que todos os que estão direta ou indiretamente envolvidos no processo escolar possam participar das decisões que dizem respeito à organizaçãoe ao funcionamento da escola. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 79 COMENTÁRIOS: Paro, em seu livro Administração escolar: introdução crítica, relata que: - “O tipo de gestão escolar constituído à imagem e semelhança da administração empresarial capitalista se mostra incompatível com uma proposta de articulação da escola com os interesses dos dominados” (2012, p. 198); - “Em termos políticos, os objetivos da empresa capitalista e da escola revolucionária não são apenas diferentes, mas antagônicos entre si. [...] Diante desse antagonismo entre a dominação própria da empresa capitalista e a especificidade da ação educativa transformadora, não resta outra alternativa a uma Administração Escolar que se pretenda articulada com os interesses da maioria da população senão descartar de imediato a administração empresarial tipicamente capitalista. Coloca-se, então, o problema da especificidade dessa Administração Escolar transformadora. Este tema não pode, entretanto, ser tratado à maneira da visão conservadora que, raciocinando em termos de aproximação ente empresa e escola, reduz a especificidade da Administração Escolar apenas aos retoques e adaptações que se devem fazer à administração empresarial para adequá-la às peculiaridades da escola. Contrariamente a essa posição, o que vimos até aqui leva concluir que a especificidade da Administração Escolar só pode dar-se não por aproximação, mas por oposição à administração empresarial capitalista. [...] um Administração Escolar voltada para a transformação social, tem de ser necessariamente antagônico ao modo de administrar da empresa, visto que tal modo de administrar serve a propósitos contrários à transformação social”. (2016, p. 198-199); - “A apropriação do saber e o desenvolvimento da consciência crítica, como objetivos de uma educação transformadora, determinam, [...] a própria natureza peculiar do processo pedagógico escolar” (2012, p. 199); - “É preciso, pois, resgatar, na teoria e na prática, a administração como momento fundamental no processo de transformação social. Esse processo, como sabemos, não se dá de forma espontânea, mas a partir da vontade e da organização coletiva dos homens em torno de objetivos comuns, aos quais se visa alcançar, lançando mão, da forma mais apropriada possível, de todos os recursos de que se dispõe” (2012, p. 206); - “E para a Administração Escolar ser verdadeiramente democrática é preciso que todos os que estão direta ou indiretamente envolvidos no processo escolar possam participar das decisões que dizem respeito à organização e ao funcionamento da escola. Em termos práticos, isso implica que a forma de administrar deverá abandonar seu tradicional modelo de concentração da autoridade nas mãos de uma só pessoa, o diretor – que se constitui, assim, no responsável último por tudo o que acontece na unidade escolar – evoluindo para formas coletivas que propiciem a distribuição da autoridade de maneira adequada a atingir os objetivos identificados com a transformação social” (2012, p. 209). RESPOSTA: B QUESTÃO 105 A educação escolar e a avaliação não podem estar dissociadas. É a relação dinâmica entre elas e a multiplicidade de elementos constitutivos de cada uma que fazem o aluno sujeito do processo de aprendizagem. Nessa perspectiva democrática do processo educativo, os conhecimentos devem ser: a) Avaliados continuamente, considerando o processo como um todo, conforme as atividades desenvolvidas e a atuação dos sujeitos nelas envolvidos, fornecendo subsídios à condução do processo ensino-aprendizagem. b) Avaliados formalmente, através de instrumento predominantemente objetivos e neutros, possibilitando a manipulação matemática dos resultados. c) Medidos exclusivamente através de provas escritas ou orais, ao final de cada conteúdo ministrado, quantificando-os através de notas ou conceitos. d) Verificados através da autoavaliação, de forma a medir o nível de necessidades dos alunos e o domínio de conteúdos, visando detectar os problemas surgidos no processo de ensino. COMENTÁRIOS: Jussara Hoffmann (2011, p. 24-25) ao criticar a concepção de avaliação dos professores, diz “está fortemente atrelada a uma concepção sentenciva, de julgamento de resultados [...] demonstram Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 80 uma visão reducionista dessa prática. Parecem conceber a ação avaliativa como um procedimento que se resume a um momento definido do processo educativo, ocorrido a intervalos estabelecidos e exigidos burocraticamente”. Luckesi (2011, p. 208) ao se referir às funções da avaliação da aprendizagem, diz que “é importante estar atento à sua função ontológica (constitutiva), que é de diagnóstico e, por isso mesmo, a avaliação cria a base para a tomada de decisão, que é o meio de encaminhar os atos subsequentes, na perspectiva da busca de maior satisfatoriedade nos resultados”. RESPOSTA: A QUESTÃO 106 Dadas as afirmativas em relação à gestão democrática, I. A ideia básica de uma gestão democrática implica pensar como um processo de idas e vindas, de acertos e erros, em que todos tenham a oportunidade de participar. II. Quanto maior a participação de todos, maiores são as possibilidades de acertos nas decisões. III. Um aspecto fundamental da gestão democrática é a construção do Projeto Político Pedagógico de modo que a cultura escolar esteja preocupada em manter a lógica hierárquica, objetivando obter excelentes resultados nas avaliações institucionais. Verifica-se que está(ão) correta(s) a) I, apenas. b) III, apenas. c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. COMENTÁRIOS: Já discutido e comentado nas questões 103 e 104, a gestão democrática implica na participação de todos envolvidos no processo, superando a lógica hierárquica. Paro (2016, p. 15), enfatiza que “Se queremos uma escola transformadora, precisamos transformar a escola que temos aí. E a transformação dessa escola passa necessariamente por sua apropriação por parte das camadas trabalhadoras. É nesse sentido que precisam ser transformados o sistema de autoridade e a distribuição do próprio trabalho no interior da escola. O que nós temos hoje é um sistema hierárquico que pretensamente coloca todo o poder nas mãos do diretor”. RESPOSTA: C QUESTÃO 107 No campo educacional, a gestão democrática é defendida como dinâmica a ser efetivada nas unidades escolares. Sobre essa temática, dadas as afirmativas. I. A gestão democrática é entendida como lócus de participação efetiva de vários segmentos da comunidade escolar visando à construção de projetos pedagógicos pautados na neutralidade científica. II. A gestão realmente democrática requer a construção de um novo paradigma educacional que rompa com as estruturas vigentes e construa um ser humano ético e responsável. III. Essa nova forma de administrar a educação constitui-se um fazer coletivo, meramente prático e burocrático, baseado em uma sociedade de conhecimento. Verifica-se que está(ão) correta(s) a) I, apenas. b) II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. COMENTÁRIOS: A Neutralidade científica já foi amplamente discutida na academia e inclusive entre os próprios cientistas de que, de fato, não há6. Administrar num fazer meramente prático e burocrático é amplamente criticado entre os especialistas da própria administração. Paro (2016, p. 95) afirma que “se temos como fim da educação escolar a universalização do saber produzido historicamente, de modo que ele seja apropriado pelas camadas trabalhadoras, essa já é uma posição política, na6 Livro: O mito da neutralidade científica. Autor: Hilton Japiassu. Imago Editora, 1975 - 187 páginas. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 81 medida em que visa a dotar amplos grupos sociais de conteúdos culturais que potencializarão sua luta pelo poder que se encontra concentrado em mãos de outros grupos restritos da sociedade”. RESPOSTA: B QUESTÃO 108 “Analisar a escola como instituição é apreender o sentido global de suas estruturas e de seu conjunto de normas, valores e relações, em uma dinâmica singular e viva”. (VEIGA, 1998, p. 113). Com base na citação, é função da escola democrática: a) reforçar a dependência e burocratização no interior da escola. b) fortalecer a visão tecnicista e burocrática dos órgãos colegiados. c) sustentar a concepção pragmática da sociedade. d) favorecer a submissão, o individualismo e a dependência por meio de práticas autoritárias e conservadoras. e) incentivar a participação política dos alunos, tanto interna como externamente à escola. COMENTÁRIOS: De acordo com Veiga (2013, p. 31), “Uma estrutura administrativa da escola adequada à realização de objetivos educacionais, de acordo com os interesses da população, deve prever mecanismos que estimulem a participação de todos no processo de decisão. Isto requer uma revisão das atribuições especificas e gerais, bem como da distribuição do poder e da descentralização do processo de decisão. Para que isso seja possível há necessidade de se instalar em mecanismos institucionais visando à participação política de todos os envolvidos com o processo educativo da escola. Paro (1993, p. 34) sugere a instalação de processos eletivos de escolha de dirigentes, colegiados com representação de alunos, pais, associação de pais e professores, grêmio estudantil, processos coletivos de avaliação continuada dos serviços escolares etc”. Portanto, reforçar a dependência e burocratizá-la, sem a práxis e com autoritarismo, diverge do princípio da autonomia tanto clamada pela escola que se quer democrática. RESPOSTA: E QUESTÃO 109 “Nos anos 1990, mudanças legais ocorreram no âmbito legislativo, destacando‐se a aprovação das Diretrizes e Bases da Educação Nacional, por meio da Lei nº 9.394/1996. A LDB alterou o panorama da educação básica, que passou a compreender a educação infantil, o ensino fundamental e o médio. Além dessa mudança, a LDB redirecionou as formas de organização e gestão, os padrões de financiamento, a estrutura curricular, requerendo, entre outros, a implementação de processos de participação e gestão democrática nas unidades escolares públicas." (Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Consescol/ce_cad5.pdf.) Desse modo, a LDB, ao encaminhar para os sistemas de ensino as normas para a gestão democrática, indica os seguintes instrumentos fundamentais: I. Formação inicial e continuada e qualificação profissional. II. Elaboração do projeto pedagógico da escola, contando com a participação dos profissionais da educação. III. Participação das comunidades escolar e local em Conselhos Escolares ou equivalentes. Estão corretas as alternativas a) I, II e III. b) I e II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. COMENTÁRIOS: Trata-se de questão diretamente relacionada aos princípios da gestão democrática descrita na LDB n. 9.394/96 em seu artigo 14: Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 82 Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. A Formação inicial e continuada ou qualificação profissional é um dos cursos abrangidos pela educação profissional e tecnológica, conforme artigo 39 da LDB. RESPOSTA: D QUESTÃO 110 Para Paulo Freire (1984, p. 23), é necessário entender a educação não apenas como ensino, não no sentido de habilitar, de “dar” competência, mas no sentido de humanizar. A pedagogia que trata dos processos de humanização, a escola, a teoria pedagógica e a pesquisa, nas instâncias educativas, devem assumir a educação enquanto processos temporal, dinâmico e libertador, aqueles em que todos desejam se tornar cada vez mais humanos. A escola demonstra ter se esquecido disso, tanto nas relações que exerce com a criança, quanto com a pessoa adolescente, jovem e adulta. A gestão democrática, educa‐se para a conquista da cidadania plena, mediante a ação conjunta que busca, nos movimentos sociais, elementos para criar e recriar o trabalho na escola, mediante: I. Compreensão da globalidade da pessoa, enquanto ser que aprende, que sonha e ousa, em busca da conquista de uma convivência social libertadora fundamentada na ética cidadã. II. Implementação dos processos e procedimentos burocráticos, assumindo os planos pedagógicos, os objetivos institucionais e educacionais pelo corpo pedagógico e técnico a escola as atividades educacionais como forma de buscar soluções conjuntas. III. Restrição das relações interpessoais, tornando‐se mais solitários, gerindo‐se de tal modo, que se sintam independentes a conhecer melhor os seus propósitos, e a trabalhar individualmente sem traduzir as suas dificuldades e expectativas pessoais e profissionais, pois isto pode causar desconforto a si e aos demais. IV. Instauração de relações entre os estudantes, proporcionando‐lhes espaços de convivência e situações de aprendizagem, por meio dos quais aprendam a se compreender e se organizar em equipes de estudos e de práticas esportivas, artísticas e políticas. V. Presença articuladora e mobilizadora do gestor no cotidiano da instituição e nos espaços com os quais a instituição escolar interage, em busca da qualidade social das aprendizagens que lhe caiba desenvolver, com transparência e responsabilidade Estão corretas apenas as afirmativas a) I e IV. b) I, IV e V. c) II, III e IV. d) III, IV e V. COMENTÁRIOS: Ângela Antunes7, em seu artigo Paulo Freire e a gestão democrática8, disse que: “Os princípios filosófico-político-pedagógicos de Paulo Freire se referenciam no desejo de liberdade, justiça, ética e autonomia do ser humano. Desde seus primeiros escritos, ele nos chama a atenção para a necessidade de uma educação emancipadora, dialógica, participativa, democrática. Do primeiro (1959) ao seu último livro (1997), Paulo Freire reflete sobre a importância de conhecer, por meio da educação, a maneira como mulheres e homens interpretam o mundo e agem sobre ele para transformá-lo. O seu trabalho partia sempre dos níveis e das formas como os educandos compreendiam a realidade. Estava preocupado em elaborar uma pedagogia comprometida com a 7 Doutora e mestre em Educação pela FE-USP, pedagoga e diretora de gestão do conhecimento do Instituto Paulo Freire. 8 Disponível em: http://boletim.unifreire.org/edicao02/2013/09/11/paulo-freire-e-a-gestao-democratica/ Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 83 melhoraria das condições de existência das populações oprimidas. E essa pedagogia não seria construída ignorando a realidade em que estavam inseridos os educandos a quem ela se dirigia e tão pouco seria construída sem a intensa participação de todos que dela faziam parte. Interessou-nos sempre, e desde logo, a experiência democrática através da educação. Educação da criançae do adulto. Educação democrática que fosse, portanto, um trabalho do homem com o homem e nunca um trabalho verticalmente do homem sobre o homem ou assistencialistamente do homem para o homem, sem ele. (FREIRE, 2001: 70). Toda sua trajetória, profissional e intelectual, é marcada pela luta por uma educação pública, democrática e popular. Atravessam toda a sua obra as críticas à escola burocrática, à educação bancária, à ausência de uma relação de organicidade entre o currículo e a realidade do educando, à ausência do diálogo e de práticas democráticas no interior da escola. Para Paulo Freire, seja na gestão da escola como um todo, seja na sala de aula, na interação professor-aluno, era preciso superar as relações autoritárias, que não reconheciam o educando como sujeito do processo educativo e nem reconheciam a importância de todos os segmentos escolares na construção do projeto da educação.” Os itens I, IV e V tratam de elementos que contribuem para uma gestão democrática da escola comprometida para a conquista da cidadania plena. Já os itens II e III impedem a constituição dessa gestão democrática da escola quando restringem relações interpessoais participação coletiva. RESPOSTA: B QUESTÃO 111 A avaliação escolar tem exigido muito mais do professor, que pouco a pouco vai tomando consciência de sua importância e procura compreendê-la como um processo que imprime dinamismo ao trabalho escolar. Atente ao que se diz sobre alguns instrumentos de avaliação na escola e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso. ( ) A observação é um elemento dispensável no processo de avaliação. ( ) A avaliação cooperativa é uma avaliação realizada durante o desenvolvimento, conclusão e apresentação de um trabalho em grupo. ( ) Fichas de observações podem ser usadas na avaliação contínua e permanente. ( ) A autoavaliação não deve ser muito utilizada, pois não apresenta grande valor educativo. A sequência correta, de cima para baixo, é: a) V, F, V, F. b) F, V, F, V. c) V, F, F, V. d) F, V, V, F. COMENTÁRIOS: Conforme Libâneo (1994, p. 214-215), “a observação visa investigar, informalmente, as características individuais e grupais dos alunos, tendo em vista identificar fatores que influenciam a aprendizagem e o estudo das matérias e, na medida do possível, modifica-los. [...] o professor deve ter uma atitude criteriosa, ou seja, apenas tirar conclusões após observar os alunos em várias situações, de forma que o resultado da observação não seja mera opinião, mas uma avaliação fundamentada. [...] Caso o professor deseje fazer uma avaliação mais sistemática de alguns alunos, pode registrar a observação numa ficha. [...] Itens que podem ser objeto de observação: Desenvolvimento intelectual; Relacionamento com os colegas e com o professor; Desenvolvimento afetivo; Organização e hábitos pessoais”. Gil (2015, p. 253), diz que a autoavaliação “é o processo pelo qual as pessoas se apercebem do quanto aprenderam e em que medida se tornaram capazes de proporcionar a si mesmas informações necessárias para o desenvolvimento da aprendizagem. [...] como as de observar a si Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 84 mesmo, de comparar e relacionar seu desempenho com os objetivos propostos e de atitudes, como honestidade pessoal para reconhecer tanto os seus sucessos como as suas falhas.” Afirma Sant'Ana (2009)que a avaliação cooperativa estimula o aluno a coletar evidências concretas de trabalhos e proporcionar condições para que analise, juntamente com o grupo, o processo obtido é aperfeiçoá-lo para uma convivência democrática no grupo e na sociedade. A discussão em grupo é uma forma cooperativa de desenvolver habilidades mentais através de uma reflexão sistematizada, afirma Sant'Ana (2009). Essa avaliação oferece vantagens individuais e em grupo para os alunos, pois existe o reconhecimento da colaboração de cada um para com o grupo, e também a valorização do exercício de cada atividade. RESPOSTA: D QUESTÃO 112 O texto a seguir contextualiza a questão. Leia‐o atentamente. “Atualmente, na escola, a avaliação tem sido praticada para aprovar ou reprovar os alunos, caracterizando‐se como uma ameaça que intimida o aluno. Descomprometida com a aprendizagem do aluno, contribui para autoimagem negativa, causando reprovação e repetência e, ainda, fracasso escolar, sendo que cada vez mais encontra no âmbito escolar uma avaliação que prenuncia castigo." Considerando o texto e o pressuposto anterior, analise a situação hipotética: uma professora de uma determinada escola que deseja considerar o erro dos seus alunos como algo construtivo deverá ter como procedimento inicial para atingir seu objetivo: a) Corrigir toda a avaliação dada e solicitar a todos os seus alunos que refaçam os exercícios dados no livro de atividades. b) Comparar todos os erros cometidos pelos alunos com o restante da sala de aula, de modo que todos se conscientizem dos erros do grupo. c) Trabalhar com os erros cometidos buscando as origem destes, percorrendo todo o caminho que levou o aluno a chegar na determinada resposta. d) Comparar todos os erros da avaliação, quantificando os erros individuais e o da turma toda para determinar uma possível reaplicação da avaliação. COMENTÁRIOS: De acordo com Jussara Hoffmann (2011, p. 18), os erros “são considerados como episódios Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 85 altamente significativos e impulsionadores da ação educativa. Permitem ao professor observar e investigar como o aluno se posiciona diante do mundo ao construir suas verdades. Nesta dimensão, avaliar é dinamizar oportunidades de autorreflexão, num acompanhamento permanente do professor que incitará o aluno a novas questões a partir de respostas formuladas”. Conforme Luckesi (2011, p. 198), “Reconhecendo a origem e a constituição de um erro, podemos superá-lo, com benefícios significativos para o crescimento. Por exemplo, quando atribuímos uma atividade a um aluno e observamos que este não conseguiu chegar ao resultado esperado, conversamos com ele, verificamos o erro e como ele o cometeu, reorientamos seu entendimento e sua prática”. RESPOSTA: C QUESTÃO 113 Sobre a avaliação da aprendizagem na visão crítica, assinale a afirmativa INCORRETA. a) Ajuda a tornar mais claros os objetivos que o professor quer atingir e possibilita a revisão do plano de ensino. b) Visa diagnosticar como a escola e o professor estão contribuindo para o desenvolvimento intelectual, social e moral dos alunos. c) Deve ser preponderantemente qualitativa, pois toda situação de prova escrita leva à ansiedade, à inibição e ao cerceamento do crescimento pessoal. d) Deve estar articulada aos objetivos, conteúdos e métodos expressos no plano de ensino. COMENTÁRIOS: Na dimensão da legislação educacional, o inciso V do artigo 24 da LDB diz que “a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais;”. Libâneo (1994, p. 198, 199), diz que “a prática da avaliação em nossas escolas tem sido criticada sobretudo por reduzir-se à sua função de controle, mediante a qual se faz uma classificação quantitativa dos alunos relativa às notas que obtiveram nas provas. [...] têm-se verificado na prática escolar alguns equívocos que convém explicitar. [...] O quarto equívoco é daqueles professores que rejeitam as medidas quantitativas de aprendizagem em favor de dados qualitativos. [...] Acreditam que,sendo a aprendizagem decorrente preponderantemente da motivação interna do aluno, toda situação de prova leva à ansiedade, à inibição e ao cerceamento do crescimento pessoal. [...] O entendimento correto da avaliação consiste em considerar a relação mútua entre os aspectos quantitativos e qualitativos”. Ainda sobre a avaliação da aprendizagem na visão crítica, Luckesi (2011, p. 417), diz que “não existe avaliação quantitativa, mas somente qualitativa, pelo fato de que, constitutivamente, a qualidade é atribuída tendo por base uma quantidade. [...] é preciso estar ciente de que o termo avaliação, etimologicamente, tem a ver com qualidade. Ele provém de dois componentes latinos – a e valere – que, juntos, significam “atribuir valor a alguma coisa”, isto é, atribuir qualidade a alguma coisa”. Luckesi disse que definiu “avaliação como um juízo de qualidade sobre dados relevantes, para uma tomada de decisão”. RESPOSTA: C QUESTÃO 114 Luckesi (2005) afirma que a avaliação da aprendizagem escolar deve ser praticada como uma atribuição de qualidade aos resultados da aprendizagem dos educandos, tendo por base seus aspectos essenciais e, como objetivo final, uma tomada de decisão que direcione o aprendizado e, consequentemente, o desenvolvimento do educando. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta. a) Realizar a avaliação da aprendizagem exige que ela seja somente um instrumento de aprovação e reprovação. b) A avaliação nunca deve ser utilizada para melhorar a aprendizagem do estudante e do sistema de ensino. c) Os instrumentos avaliativos da aprendizagem do aluno devem ser utilizados de maneira a dificultar Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 86 o diagnóstico pedagógico. d) Para que a avaliação da aprendizagem seja possível é preciso compreendê-la e realizá-la comprometida com uma concepção pedagógica. COMENTÁRIOS: Expressão como “seja somente um instrumento de aprovação e reprovação”, “nunca deve ser utilizada para melhorar a aprendizagem” e “dificultar o diagnóstico” não constituem elementos da avaliação da aprendizagem. Para Jussara Hoffmann (2011, p. 24; 27) essas expressões indicam uma concepção reducionista ou sentenciva da avaliação. Ela defende uma concepção construtivista (a partir da teoria psicogenética) e libertadora (conscientizadora das diferenças sociais e culturais). RESPOSTA: D QUESTÃO 115 A avaliação escolar, para Libâneo (1992) é uma tarefa didática necessária e permanente do trabalho docente e oportuniza o acompanhamento dos resultados de aprendizagem obtidos no decorrer do trabalho conjunto de professores e estudantes. Nessa perspectiva, a avaliação cumpre as seguintes funções: a) Pedagógico-didática, diagnóstica e de controle. b) Pedagógica-didática. c) Diagnóstica. d) De controle. e) Nenhuma alternativa está correta. COMENTÁRIOS: Para Libâneo (1994, p. 196-197) a avaliação cumpre as funções pedagógico-didática, diagnóstica e de controle. A “função pedagógico-didática se refere ao papel da avaliação no cumprimento dos objetivos gerais e específicos da educação escolar”. A “função de diagnóstico permite identificar progressos e dificuldades dos alunos e a atuação do professor que, por sua vez, determinam modificações do processo de ensino para melhor cumprir as exigências dos objetivos”. Finalmente, a “função de controle se refere aos meios e à frequência das verificações e de qualificação dos resultados escolares, possibilitando o diagnóstico das situações didáticas”. RESPOSTA: A QUESTÃO 116 A avaliação não pode ser utilizada somente com função classificatória, mas como instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno, a fim de serem tomadas decisões suficientes e satisfatórias para que o educando possa avançar no seu processo de aprendizagem. Desse modo, a avaliação não seria apenas um instrumento de aprovação ou de reprovação dos alunos, mas sim um instrumento para diagnóstico de sua situação e definição de encaminhamentos adequados à sua aprendizagem. Luckesi. Prática escolar do erro como fonte de castigo ao erro como fonte de virtude. São Paulo, 1990, p.52 (com adaptações). Com base nas considerações acima, assinale a opção correta. a) A avaliação da aprendizagem possibilita ao professor a definição de caminhos na condução do processo de ensino-aprendizagem dos alunos. b) A definição da aprovação ou reprovação dos alunos é incompatível com o uso de avaliações da aprendizagem. c) A avaliação deve ser usada como mero instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno. d) Processos avaliativos dificultam a compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontram os alunos. e) O uso de provas objetivas como instrumento de avaliação impede o diagnóstico do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 87 COMENTÁRIOS: Libâneo (1994, p. 195; 203-216) diz que “a avaliação é uma tarefa didática necessária e permanente do trabalho docente, que deve acompanhar passo a passo o processo de ensino e aprendizagem. Através dela, os resultados que vão sendo obtidos no decorrer do trabalho conjunto do professor e dos alunos são comparados com os objetivos propostos, a fim de constatar progressos, dificuldades, e reorientar o trabalho para as correções necessárias”. Ele considera que instrumentos de verificação do rendimento escolar são importantes e visam diagnosticar e superar dificuldades, corrigir falhas e estimular os alunos a que continuem dedicando-se aos estudos. Dentre eles, temos as provas escritas dissertativas, provas escritas de questões objetivas, questões certo-errado, questões de lacunas, questões de correspondência, questões de múltipla escolha, questões do tipo “teste de respostas curtas” ou de evocação simples, questões de interpretação de texto, questões de ordenação e questões de identificação. Além dos procedimentos auxiliares de avaliação, como a observação, a entrevista e a ficha sintética de dados dos alunos. RESPOSTA: A QUESTÃO 117 Segundo Luckesi (2003, p. 205): “avaliação é ato ou efeito de avaliar‐se, apreciação de análise. Desta forma, a avaliação é algo que pode ser medido, apreciado por alguém. Na avaliação o professor mede, determina, analisa e, finalmente, julga e determina os rumos a serem traçados no trabalho do educando”. Ainda, para o referido autor, a avaliação pode ser classificada em avaliação formativa ou somativa. De acordo com este pressuposto, complete as afirmativas com os dois tipos de avaliação citadas pelo autor. I. A avaliação _____ é o processo realizado no decorrer de um programa institucional, visando aperfeiçoá‐lo e identificar suas dificuldades e lhe dar solução. II. A avaliação _____ é o processo realizado ao final de um programa institucional visando a julgar sua capacidade para sua promoção para outra série. III. A avaliação _____ é utilizada para conhecer cada aluno ao longo do processo ensino‐aprendizagem. Através dela, percebe‐se como o aluno está se adaptando às novas necessidades que se colocam. IV. A _____ permite que se desenvolva o plano previsto pelo professor diariamente, para que o aluno atinja os resultados previstos para o processo de ensino‐aprendizagem. Quanto ao desempenho do aluno, possibilita avaliar a adequação e a eficácia do ensino. V. A avaliação _____ é aquela que considera os resultados e que pode ser baseada em testes e outros instrumentos. O resultado final é a promoção ou retenção do aluno. Este tipo de avaliação tem por objetivo responder o que o aluno aprendeu em termos de resultados, para verificaro grau de aprendizagem. A sequência está correta em a) I. somativa / II. somativa / III. formativa / IV. Somativa / V. formativa b) I. formativa / II. somativa / III. formativa / IV. formativa / V. somativa c) I. somativa / II. formativa / III. formativa / IV. formativa / V. somativa d) I. formativa / II. formativa / III. somativa / IV. formativa / V. formativa COMENTÁRIOS: Para Gil (2015, p. 247-248), além das avaliações formativa e somativa, temos também a avaliação diagnóstica. De acordo com o autor, a “avaliação diagnóstica constitui-se num levantamento das capacidades dos estudantes em relação aos conteúdos a serem abordados”. A “avaliação formativa tem a finalidade de proporcionar informações acerca do desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem, para que o professor possa ajustá-lo às características dos estudantes a que se dirige”. A “avaliação somativa é uma avaliação pontual, que geralmente ocorre no final de um curso, de uma disciplina ou de uma unidade de ensino, visando determinar o alcance dos objetivos previamente estabelecidos”. RESPOSTA: B Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 88 Educação e trabalho; Políticas educacionais para educação básica; Desafios da educação contemporânea. QUESTÃO 118 Ciavatta (2005) apresenta alguns pressupostos para o desenvolvimento da educação profissional como formação integrada e humanizadora. Nessa direção, analise as seguintes sentenças: I) Resgate da escola como um lugar de memória, das lembranças e momentos mais expressivos, e garantia de investimento na educação de modo assegurar a sua oferta pública e gratuita aos cidadãos. II) Manutenção de mecanismos na lei que assegurem a articulação entre o ensino médio de formação geral e o ensino superior em todas as suas modalidades. III) A adesão de gestores e de professores responsáveis pela formação geral e pela formação específica, de modo a elaborarem coletivamente as estratégias acadêmico-científicas de integração. IV) Articulação da instituição com os alunos e os familiares, na tentativa de construção do diálogo e desenvolvimento de uma democracia participativa. V) Existência de um projeto de sociedade no qual, ao mesmo tempo, se minimizem os problemas da realidade brasileira, visando a permanência do dualismo de classes e a implantação das diversas instâncias de gestão educacional que busquem contribuir com a preparação de jovens para o mercado de trabalho. Assinale a alternativa que apresenta somente as sentenças CORRETAS. a) I, II, III, IV. b) II, III, IV c) III, IV, V. d) I, III, IV. e) II, IV, V. COMENTÁRIOS: Maria Ciavatta, no artigo A formação integrada: a escola e o trabalho como lugares de memória e de identidade9, apresenta 6 pressupostos para o desenvolvimento da educação profissional como formação integrada e humanizadora: “a) O primeiro pressuposto da formação integrada é um projeto social onde as diversas instâncias responsáveis pela educação (governo federal, secretarias de educação, direção das escolas e professores) manifestem a vontade política de romper com a redução da formação à simples preparação para o mercado de trabalho.” “b) Manter, na lei, a articulação entre o ensino médio de formação geral e a educação profissional em todas as suas modalidades. Isso supõe superar o dualismo na forma de impedimentos legais explícitos ou de mecanismos disfarçados na ausência de meios materiais para cumprir as duplas jornadas de escola e trabalho como requer a dupla matrícula.” “c) A adesão de gestores e de professores responsáveis pela formação geral e da formação específica. Esta outra questão que pudemos apreciar nos processos de busca de formação integrada nas experiências de escolas do município de Modena, na Região Emilia-Romagna. É preciso que se discuta e se procure elaborar coletivamente, as estratégias acadêmico-científicas de integração.” “d) Articulação da instituição com os alunos e os familiares. As experiências de formação integrada não se fazem no isolamento institucional. Observamos, nessas experiências, que a escola deve levar em conta a visão (i) que os alunos têm de si mesmos, (ii) das possibilidades de inserção social e laboral que o mundo externo lhes oferece e (iii) das modalidades formativas oferecidas pela escola. O que exige um processo de diálogo e de conscientização dos alunos e de suas famílias sobre as próprias expectativas e sua possível realização.” “e) O exercício da formação integrada é uma experiência de democracia participativa. Ela não ocorre sob o autoritarismo, porque deve ser uma ação coletiva, já que o movimento de integração é, necessariamente, social e supõe mais de um participante. Implica buscar professores abertos à 9 Disponível em: <http://www.uff.br/trabalhonecessario/images/TN_03/TN3_CIAVATTA.pdf>, e presente também no livro Ensino Médio Integrado - Concepção e Contradições, organizado por Frigotto,Gaudencio / Ciavatta,Maria / Ramos,Marise. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 89 inovação, disciplinas e temas mais adequados à integração.” “f) Garantia de investimentos na educação. Não se faz boa educação, e nenhum país oferece aos seus cidadãos bons serviços sociais sem uma opção clara pela garantia dos investimentos que permitam a oferta pública e gratuita dos mesmos.” RESPOSTA: D QUESTÃO 119 De acordo com a Resolução CNE/CEB nº 6 de 20 de setembro de 2012, a Educação Profissional Técnica de Nível Médio poderá ser desenvolvida nas seguintes formas: a) Articulada ao Ensino Médio, podendo ser integrada ou concomitante, e subsequente, ofertando a formação técnica para os egressos da educação básica. b) Integrada de nível médio ou tecnológico, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação a Distância (EaD) e Ensino Regular Presencial. c) Ensino Técnico de Nível Médio, nas modalidades de Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação a Distância (EaD), Formação Inicial e Continuada (FIC) e Ensino Regular Presencial. d) Ensino Médio Regular, Ensino Técnico de Nível Médio e Ensino Médio Integrado ao Técnico. e) Articulada ou integrada, prioritariamente subsequente ao Ensino Médio e com certificação. COMENTÁRIOS: Conforme o artigo 3º da Resolução: Art. 3º A Educação Profissional Técnica de Nível Médio é desenvolvida nas formas articulada e subsequente ao Ensino Médio, podendo a primeira ser integrada ou concomitante a essa etapa da Educação Básica. § 1º A Educação Profissional Técnica de Nível Médio possibilita a avaliação, o reconhecimento e a certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos. § 2º Os cursos e programas de Educação Profissional Técnica de Nível Médio são organizados por eixos tecnológicos, possibilitando itinerários formativos flexíveis, diversificados e atualizados, segundo interesses dos sujeitos e possibilidades das instituições educacionais, observadas as normas do respectivo sistema de ensino para a modalidade de Educação Profissional Técnica de Nível Médio. § 3º Entende-se por itinerário formativo o conjunto das etapas que compõem a organização da oferta da Educação Profissional pela instituição de Educação Profissional e Tecnológica, no âmbito de um determinado eixo tecnológico, possibilitando contínuo e articulado aproveitamento de estudos e de experiências profissionais devidamente certificadas por instituições educacionais legalizadas. § 4º O itinerário formativo contempla a sequência das possibilidades articuláveis da oferta de cursos de Educação Profissional, programado a partir de estudos quanto aos itinerários de profissionalização no mundo do trabalho, à estruturasocio-ocupacional e aos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos de bens ou serviços, o qual orienta e configura uma trajetória educacional consistente. § 5º As bases para o planejamento de cursos e programas de Educação Profissional, segundo itinerários formativos, por parte das instituições de Educação Profissional e Tecnológica, são os Catálogos Nacionais de Cursos mantidos pelos órgãos próprios do MEC e a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). RESPOSTA: A QUESTÃO 120 A Educação Profissional Técnica de Nível Médio será desenvolvida a) integrada aos cursos propedêuticos, como forma de conclusão de estudos para ingresso no mercado de trabalho. b) desmembrada do Ensino Médio, em cursos preparatórios para a educação superior e em cursos técnicos para a profissionalização. c) concomitante ao Ensino Médio, de forma a melhor preparar os alunos para o Ensino Técnico e ao Ensino Tecnológico. d) continuada, dando sequência ao Ensino Fundamental e consecutivamente, aos cursos da educação superior. e) articulada com o Ensino Médio e subsequente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o Ensino Médio. Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 90 COMENTÁRIOS: De acordo com a Lei nº 9.394/96 (LDB): Art. 36-B. A educação profissional técnica de nível médio será desenvolvida nas seguintes formas: I - articulada com o ensino médio; II - subsequente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o ensino médio. Também, conforme o artigo 3º da Resolução nº 6, de 20 de setembro de 2012, que define Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio: Art. 3º A Educação Profissional Técnica de Nível Médio é desenvolvida nas formas articulada e subsequente ao Ensino Médio, podendo a primeira ser integrada ou concomitante a essa etapa da Educação Básica. RESPOSTA: E QUESTÃO 121 Falar sobre drogas é sempre delicado. Geralmente as discussões são infladas por juízos de valor, pré- julgamentos ou preconceitos que nos levam a perceber a problemática sem, no entanto, conseguirmos dominá-la eficientemente. E essa temática deve ser adequadamente debatida e trabalhada no ambiente escolar, para que tenhamos condições de enfrentar este problema de modo a preveni-lo, promovendo a saúde de todos os sujeitos que vivenciam o dia a dia escolar, sejam educadores, colaboradores, alunos ou familiares. Diante de uma questão tão complexa historicamente, se torna necessário compreender que o objetivo não é atingirmos o ideal de uma sociedade totalmente livre de drogas, mas é preciso valorizar o papel protagonista do educador e daqueles que trabalham na escola para auxiliar os estudantes a fazerem escolhas saudáveis em suas vidas. Com base no assunto exposto julgue as afirmativas: I- O protagonismo do educador é fundamental para que se tenha sucesso nesse enfrentamento, ajudando a escola na articulação com as diversas redes de apoio e a apostar na reinserção dos alunos usuários. II- Ações e projetos preventivos na escola precisam agregar uma visão mais realista do contexto escolar brasileiro, que leve em conta os fatores de risco já presentes em seu cotidiano, mas sem descuidar da valorização de fatores de proteção envolvidos e do protagonismo dos próprios jovens. III- Toda escola possui estrutura adequada e profissional capacitado para lidar com a questão da prevenção e ainda proporcionar ao educando acesso a todas as possibilidades de entender e de se defender de seu inimigo - a droga. IV- O tema deve ser abordado de modo a esclarecer sem medo os ouvintes e oportunizar as manifestações de opiniões e participação na construção de um melhor entendimento sobre a questão das drogas. As ações sociais de modo geral devem primar por medidas preventivas no combate ao uso de drogas. São VERDADEIRAS: a) II e III apenas. b) I, II, III, e IV. c) I, II e IV apenas. d) Nenhuma das alternativas. COMENTÁRIOS: Tendo como referência o livro Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Educação, em novembro de 2013 foi publicado um documento da TV ESCOLA/ SALTO PARA O FUTURO, com Supervisão Pedagógica de Rosa Helena Mendonça10, que dizia: “O protagonismo do educador é fundamental para que se tenha sucesso nesse enfrentamento, ajudando a escola na articulação com as diversas redes de apoio e a apostar na reinserção dos alunos usuários. Ações e projetos preventivos na escola precisam agregar uma visão mais realista do contexto escolar brasileiro, que leve em conta os fatores de risco já presentes em seu cotidiano, mas sem descuidar da valorização de fatores de proteção envolvidos e do protagonismo dos próprios 10 Disponível em < http://abramd.org/wp- content/uploads/2014/05/2013_SALTO_PARA_O_FUTURO_Prevencao_ao_uso_de_Drogas.pdf> Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 91 jovens. [...]É preciso pensar em ações de caráter preventivo universal, mas também não podemos esquecer de falar daquelas escolas reais que, muitas vezes, já enfrentam problemas muito concretos de consumo ou tráfico nas suas imediações ou, até mesmo, dentro da própria escola, e trabalham com adolescentes que já se encontram em situação de risco e vulnerabilidade social. Transitar entre esses diferentes olhares tem como objetivo fomentar um espaço para reflexão e revisão de práticas, para que os educadores sintam-se fortalecidos para enfrentar este assunto que, muitas vezes, é gerador de medos, preconceitos e dificuldades para abordar o tema junto aos jovens, nosso principal público-alvo. [...]Estudos revelam que a forma como a escola se organiza pode favorecer a diminuição da vulnerabilidade das crianças e adolescentes para o uso de drogas (Kraus, 2000). Entre as características da escola facilitadoras do desenvolvimento de posturas mais autônomas e responsáveis pelos alunos, e que ajudam a prevenir o uso de drogas, estão: Clima acolhedor e afetivo – ambiente em que os alunos se sentem reconhecidos como pessoas e no qual os vínculos são favorecidos; Participação, envolvimento e responsabilidade dos alunos nas tarefas e decisões da escola; Parâmetros de comportamento claros e consistentes – regras definidas, preferencialmente com a participação de todos, e cobradas com coerência; Altas expectativas pelos educadores – valorização dos alunos e de sua cultura e crença nas suas possibilidades de crescimento e superação de dificuldades; Desenvolvimento de uma educação de qualidade, tanto do ponto de vista dos conteúdos de ensino como da formação pessoal e social dos estudantes.”. Portanto, sabemos que nem toda escola possui estrutura adequada e profissional capacitado. RESPOSTA: C QUESTÃO 122 A construção da cidadania passa pela postura ética do professor. Com relação a esse assunto, assinale a alternativa correta. a) A participação na construção do projeto pedagógico é uma postura ética do professor que se envolve com a realidade da escola, estabelecendo relações de aprendizagem entre os pares e a comunidade. b) A imposição dos valores morais e pessoais do professor ajuda os alunos na construção da autonomia de pensamento, tornando-os cidadãos responsáveis. c) A formação ética dos alunos é estimulada pela leitura de textos clássicos e independe dos exemplos e das vivências compartilhadas no ambiente escolar. d) A forma de gerir a escola não interfere na formação ética dos estudantes, logo uma gestão democrática e participativa não contribui para a sólida formação de valores.e) Para que haja uma formação ética sólida, é necessário que as regras de conduta da escola sejam abolidas e todas as regras passem a ser criadas na coletividade. COMENTÁRIOS: O livro, Ética e cidadania: construindo valores na escola e na sociedade, da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação11, destaca que “uma escola democrática define-se pela participação do alunado e do professorado no trabalho, na convivência e nas atividades de integração. Uma escola democrática, porém, deve possibilitar a participação como um envolvimento baseado no exercício da palavra e no compromisso da ação. Quer dizer, uma participação baseada simultaneamente no diálogo e na realização dos acordos e dos projetos coletivos. A participação escolar autêntica une o esforço para entender ao esforço para intervir. Dessa maneira, a escola precisa construir espaços de diálogo e de participação no dia-a-dia de suas atividades curriculares e não-curriculares, de forma a permitir que estudantes, docentes e a comunidade se tornem atores e atrizes efetivos, de fato, da construção da cidadania participativa. Experiências como as das assembleias escolares, dos grêmios estudantis e dezenas de outros modelos de práticas de cidadania, que vêm sendo implementados em escolas públicas e privadas de todo o País, fornecem a matéria- prima para que, de forma democrática, os conflitos cotidianos sejam enfrentados nas escolas, permitindo a construção de valores de ética e de cidadania por parte dos membros da comunidade que vivem dentro e no entorno escolar”. Vasconcellos (2007, p. 169-170) quando diz que o Projeto 11 Disponível em: < http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000015509.pdf> Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 92 Político Pedagógico é o “plano global da instituição”, entende como “a sistematização, nunca definitiva, de um processo de planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar”. De acordo com Veiga (2013, p. 13), “O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade”. Veiga (2013, p. 150-151), diz que os professores “devem entender-se e organizar-se nas intencionalidades de um mesmo projeto pedagógico e nas distintas maneiras com que dele cada qual participa, [...] é precondição para a autoridade do professor a inserção dele no coletivo da profissão através de formação adequada, em que se articulem a dimensão de serviço ao homem com vez e voz ativas, a dimensão política das práticas sociais e as dimensões científica e técnica, [...] mas se exigem também, por outra parte, as condições de aceitabilidade por parte dos alunos que no professor percebam o testemunho da busca incessante do saber e da afirmação de valores definidos em consenso”. RESPOSTA: A QUESTÃO 123 Sobre a relação entre trabalho e educação, na visão de Frigotto (FRIGOTTO; CIAVATTA; RAMOS, 2005), marque a alternativa CORRETA. a) O ensino médio tem uma função estratégica central dentro da construção de uma nação no seu âmbito cultural, social, político e econômico e é condição para uma relação soberana e, portanto, não subalterna e colonizada com as demais nações. b) A expectativa social mais ampla é a de que se possa avançar na afirmação da educação básica (fundamental e média) unitária, politécnica e, portanto, dualista, que articule cultura, conhecimento, tecnologia e trabalho como direito de todos e condição da cidadania e da democracia efetivas. c) A concepção de ensino médio politécnico ou tecnicista é fundamentada nas diferentes ciências que facultem aos jovens a capacidade analítica tanto dos processos técnicos que engendram o sistema produtivo quanto das relações sociais que regulam a quem e a quantos se destina a riqueza produzida. d) A relação entre o trabalho, o emprego e o conhecimento constitui o eixo central do ensino médio integrado concebido como etapa final da educação básica. e) Considerando-se a contingência de milhares de jovens que necessitam, o mais cedo possível, buscar um emprego ou atuar em diferentes formas de atividades econômicas que gerem subsistência, parece pertinente que se faculte a eles cursos curtos profissionalizantes baseados na pedagogia das competências e na concepção politécnica . COMENTÁRIOS: Frigotto12 afirma que: “A educação escolar básica - ensino fundamental e médio - tem uma função estratégica central dentro da construção de uma nação no seu âmbito cultural, social, político e econômico e, condição, para uma relação soberana e, portanto, não subalterna e colonizada com as demais nações. Antes disso, porém, trata-se de concebê-la como direito subjetivo de todos e o espaço social de organização, produção e apropriação dos conhecimentos mais avançados produzidos pela humanidade. Isso significa, como indica Antônio Nóvoa, que a função precípua da escola básica, particularmente para os filhos da classe trabalhadora, é de dar a base de conhecimentos, valores e “estimular as crianças a aprender a estudar e pensar e também a aprender a comunicar e viver em conjunto (...) As democracias dependem da cidadania ativa e consciência clara das nossas responsabilidades sociais. A escola é a melhor instituição que pode cumprir esta tarefa, talvez a única” (Nóvoa, 199, p.2) Não tem sido esta, todavia, a ênfase básica dada à educação básica desde os 12 FRIGOTTO, Gaudêncio. Concepções e mudanças no mundo do trabalho e o ensino médio. Disponível em: http://redeescoladegoverno.fdrh.rs.gov.br/upload/1392215640_CONCEP%C3%87%C3%95ES%20E%20MUDAN%C3%87AS% 20NO%20MUNDO%20DO%20TRABALHO%20E%20O%20ENSINO%20M%C3%89DIO.pdf Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 93 anos de 1950 quando, face às desigualdades entre as nações e grupos sociais, começou-se a desenvolver a noção de capital humano e, mais recentemente, na década de 1980, as noções de sociedade do conhecimento, pedagogia das competências e empregabilidade. Quando mais regressivo e desigual o capitalismo realmente existente, mais ênfase se tem dado ao papel da educação e uma educação marcada pelo viés economicista, fragmentário e tecnicista É neste embate de concepções de sociedade e trabalho que se insere a disputa pela educação como uma prática social mediadora do processo de produção, processo político, ideológico e cultural. De forma resumida, podemos afirmar que as reformas educacionais dos anos 90, mormente a orientação que balizou o decreto 2208/96 e seus desdobramentos, buscam uma mediação da educação às novas formas do capital globalizado e de produção flexível. Trata-se de formar um trabalhador "cidadão produtivo", adaptado, adestrado, treinado, mesmo que sob uma ótica polivalente.” RESPOSTA: A QUESTÃO 124 A educação escolar deve exercitar a democracia e a cidadania, enquanto direito social, através da apropriação e produção dos conhecimentos. São pressupostos que corroboram com o enunciado acima, exceto: a) Que a passagem pela escola resulte para todos na apropriação de conhecimentos e habilidades significativas para ser atuante e determinante no processo de transformação social. b) A busca de uma sociedade isenta de seletividade e discriminação,libertadora, crítica, reflexiva e dinâmica, onde homens e mulheres sejam sujeitos de sua própria história. c) A democracia é aquela característica de uma sociedade que garante à totalidade de seus membros condições materiais, sociais e culturais. d) A escola deverá buscar sua autonomia e competência como espaço de decisão que trabalhe na direção de que as crianças e os jovens aprendam, diminua a repetência e aumente a permanência nela. e) A exigência da sociedade frente aos avanços tecnológicos e as transformações econômicas e culturais colocam cada vez mais a necessidade de a escola voltar-se para a produção do conhecimento dissociado da construção dos bens sociais, culturais e materiais para o exercício da cidadania. COMENTÁRIOS: De acordo com a Proposta Curricular da Secretaria de Estado da Educação e do Desporto de Santa Catarina (1998, p. 93)13, “A exigência da sociedade frente aos avanços tecnológicos e as transformações econômicas e culturais colocam cada vez mais a necessidade de a escola voltar-se para a produção do conhecimento na construção dos bens sociais, culturais e materiais para o exercício da cidadania, exigindo dos educadores uma postura crítica frente a esta realidade”. O erro está em dissociar a produção do conhecimento dos bens sociais, culturais e materiais para o exercício da cidadania. RESPOSTA: E QUESTÃO 125 Três colegas conversam sobre a importância da educação escolar. João – Para mim, educar é uma coisa; instruir é outra. A escola é responsável pelos conteúdos, pelas disciplinas, por ler, escrever e contar. Professor não tem que dar educação e bons modos. É a família que tem de educar, dar os valores, ensinar o que é certo e errado. O problema é que a família não educa mais... Maria – Eu penso que a escola é uma oportunidade que a sociedade tem de formar todos nos mesmos valores. A escola tem que inculcar os valores da ordem, da civilidade e do bom 13 Santa Catarina, Secretaria de Estado da Educação e do Desporto. Proposta Curricular de Santa Catarina: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio: Temas Multidisciplinares. Florianópolis: COGEN, 1998. Disponível em: http://www.propostacurricular.sed.sc.gov.br/pdfs/PC_Temas_Multidisciplinares.pdf Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 94 comportamento nas crianças e nos jovens. Enfim, tem de educar. Se não for assim, fica este caos que vivemos... Antônio – A educação é uma tarefa de todo mundo: família, escola, igreja, clube de esporte, meios de comunicação, sociedade em geral. Por onde passamos, estamos aprendendo regras, valores e a importância da convivência. Nem sempre são os mesmos valores, mas estamos aprendendo e escolhendo os valores em que mais acreditamos... Analisando a conversa entre João, Maria e Antônio, verifica-se que a) Maria e João apresentam a mesma visão de educação para a cidadania. b) Maria e Antônio apresentam uma visão de educação para a liberdade. c) apenas Antônio apresenta uma visão de educação para a cidadania. d) apenas Maria apresenta uma visão de educação para a democracia. e) apenas João apresenta uma visão de educação para a cidadania. COMENTÁRIOS: De acordo com o Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, Michaelis, educar significa dar ou oferecer (a alguém) conhecimentos e atenção especial para que possa desenvolver suas capacidades intelectuais, morais e físicas; transmitir conhecimento a; ensinar, instruir; fazer (alguém) adquirir certos costumes e princípios exigidos por uma sociedade civilizada. Já instruir significa dar ou adquirir instrução; doutrinar, ensinar; dar ou receber informação ou orientação sobre algo; orientar sobre a execução de algo. Educar e instruir são ações complementares. No campo das políticas educacionais, a educação, no sentido amplo, “abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”. (Art. 1º da LDB n. 9.394/96). O art. 2º da lei diz ainda que “a educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. A educação é uma tarefa de todo mundo: família, escola, igreja, clube de esporte, meios de comunicação, sociedade em geral. Por onde passamos, estamos aprendendo regras, valores e a importância da convivência. Nem sempre são os mesmos valores, mas estamos aprendendo e escolhendo os valores em que mais acreditamos. Portanto, apenas Antônio apresenta uma visão de educação para a cidadania. RESPOSTA: C QUESTÃO 126 Sobre cidadania, analise as assertivas e, em seguida, assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s). I. Falar em cidadania é falar em direitos. Portanto, falar em cidadania de crianças e adolescentes é dizer que crianças e adolescentes têm o direito a ter direitos. II. A partir da Constituição Federal e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), crianças e adolescentes devem ser consideradas sujeitos de direitos. III. Pela idade, criança e adolescente são cidadãos pela metade, pois sofrem algumas restrições. IV. Além dos direitos fundamentais inerentes a toda pessoa, crianças e adolescentes são portadores de direitos especiais em razão da sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. a) Apenas I, II e III. b) Apenas II e III. c) Apenas III. d) I, II, III e IV. e) Apenas I, II e IV. COMENTÁRIOS: Conforme Art. 227 da Constituição Federal, “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 95 à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. Já o Art. 3º do o Estatuto da Criança e do Adolescente, diz que “A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se- lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade”. De acordo com a Wikipedia14, “Cidadania é a prática dos direitos e deveres de um(a) indivíduo (pessoa) em um Estado. Os direitos e deveres de um cidadão devem andar sempre juntos, uma vez que o direito de um cidadão implica necessariamente numa obrigação de outro cidadão. Conjunto de direitos, meios, recursos e práticas que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo”. RESPOSTA: E QUESTÃO 127 No contexto escolar, o fenômeno bullying é uma forma de violência que tem chamado a atenção de educadores e pais pelas sérias implicações a ele associadas. A respeito desse fenômeno, é correto afirmar que: a) a vítima típica é aquela que provoca e atrai reações agressivas. b) as características pessoais do agressor não são um fator que influencia ou estimula as ações agressivas. c) ele tem relação direta com o clima organizacional da escola. d) ele ocorre em contextos sociais específicos, e não em qualquer contexto social. e) é caracterizado pelo potencial de poder causar traumas psíquicos,pelo desequilíbrio de poder entre agressor e vítima e pela intencionalidade da ação. COMENTÁRIOS: Calhau (2011, p. 6-11), diz que bullying “é uma palavra de origem inglesa, adotada em muitos países, para definir o desejo consciente e deliberado de maltratar outras pessoas e colocá-la sob tensão; termo que conceitua os comportamentos agressivos e antissociais, utilizado pela literatura psicológica anglo-saxônica nos estudos sobre a violência escolar. [...] São, na maioria das vezes, realizadas de forma repetitiva e com desequilíbrio de poder. Essas agressões morais ou até físicas podem causar danos psicológicos à criança e ao adolescente [...] Os critérios estabelecidos são: ações repetitivas contra a mesma vítima num período prolongado de tempo; desequilíbrio de poder, o que dificulta a defesa da vítima; ausência de motivos que justifiquem os ataques. [...] Podemos dividir os participantes do bullying em quatro pequenos grupos: agressores, vítimas, espectadores passivos e vítimas-agressoras. [...] Os agressores (bullies) são os que praticam as agressões morais ou físicas; as vítimas são as pessoas direcionadas dos ataques dos agressores e os expectadores passivos são as testemunhas silenciosas desse fato e que sempre estão no ambiente dos agressores, mantendo alguma relação com eles e a(s) vítima(s). Ma há, ainda, outro grupo: das vítimas-agressoras. São pessoas que foram vitimizadas pelo bullying e passaram a ser agressoras de outras pessoas”. A alternativa A está errada porque quem provoca e atrai reações agressivas é o agressor, e não a vítima. A alternativa B está errada porque as características pessoais do agressor são sim um fator que influencia ou estimula as ações agressivas. A alternativa C e D estão erradas porque o bullying não tem relação direta com o clima organizacional da escola, pode ocorrer em qualquer clima organizacional, ambiente ou contextos sociais, tais como escolar, de trabalho, familiar e até na internet (cyberbullying). RESPOSTA: E QUESTÃO 128 Sobre bullying, leia as afirmativas a seguir. I. É o desejo inconsciente de maltratar outra pessoa e colocá-la sob tensão. II. Os xingamentos, a extorsão e a exclusão de uma criança de um grupo de amizades são as formas 14 https://pt.wikipedia.org/wiki/Cidadania Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 96 mais comuns desse tipo de violência. III. Normalmente, o seu desenrolar dura bastante tempo. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. b) I e II. c) II e III. d) II. e) I. COMENTÁRIOS: Silva (2015, p. 19-23), diz que “A palavra bullying até pouco tempo atrás era pouco conhecida do grande público. De origem inglesa, é utilizada para qualificar comportamentos violentos no âmbito escolar, tanto de meninos quanto de meninas. Entre esses comportamentos, podemos destacar agressões, assédios e ações desrespeitosas realizados de maneira recorrente e intencional por parte dos agressores. [...] O abuso de poder, a intimidação e a prepotência são algumas das estratégias adotadas pelos praticantes de bullying (os bullies) para impor sua autoridade e manter suas vítimas sob total domínio. [...] Muito embora o termo bullying originalmente tenha sido empregado para definir atos de tirania e violência repetitivas no âmbito escolar, muitas vezes também é adotado para explicar todo tipo de comportamento agressivo, cruel, proposital e sistemática inerente às relações interpessoais. [...] O bullying pode acontecer de forma direta ou indireta [...] e pode se expressar das mais variadas formas, como as listadas a seguir: verbal; físico e material; psicológico e moral; sexual”. RESPOSTA: C QUESTÃO 129 O uso de drogas, na idade escolar, é uma das maiores preocupações de saúde pública. Podemos caracterizar o uso de drogas como: a) lícito, independentemente do tipo de droga que é usada. b) um fenômeno exclusivamente biológico, que produz alterações no organismo. c) um fenômeno preponderantemente social, que se agrava em camadas mais altas da sociedade. d) um fenômeno complexo, que deve ser compreendido sob a perspectiva das interações entre o indivíduo, a substância e o contexto social e cultural em que o consumo acontece. e) lícito, desde que o usuário comprove que faz tratamento para dependência. COMENTÁRIOS: O Blog prevencaodst15 publicou que “[...]o termo drogas foi abandonado, sendo utilizado hoje, substâncias psicoativas: São substâncias utilizadas para produzir alterações, mudanças nas sensações, no grau de consciência e no estado emocional. As alterações causadas por essas substâncias variam de acordo com as características da pessoa que as usa, qual a droga é utilizada e em que quantidade, o efeito que se espera da droga e as circunstâncias em que é consumida. [...] Como as substâncias que modificam o estado anímico têm sido utilizadas pelos homens e pelas mulheres em todas as etapas da civilização. O consumo de substâncias psicoativas – drogas – é um fenômeno complexo que deve ser compreendido sob a perspectiva das interações entre o indivíduo, a substância e o contexto social e cultural em que o consumo acontece. RESPOSTA: D QUESTÃO 130 15 http://prevencaodst.blogspot.com.br/2010/10/5-drogas-e-sociedade.html Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 97 A atitude do personagem Calvin, no TEXTO 07, pode ser interpretada como provocada pelo medo de ser agredido. A violência escolar compreende um problema atual vivenciado por muitas escolas; o enfrentamento do bullying, neste contexto, se apresenta como uma das preocupações existentes no campo de atuação do assistente de alunos em instituições de ensino. Sobre o fenômeno bullying, é CORRETO afirmar que: a) compreende um conjunto de ações de violência direta que atinge o indivíduo em sua integridade física e psicológica; caracteriza-se por ocorrer no ambiente escolar como fora dele e baseia-se sempre numa relação igualitária de poder que determina o posicionamento de vítimas e agressores. b) compreende um conjunto de ações de violência direta que atinge o indivíduo em sua integridade física; caracteriza-se por ocorrer no ambiente escolar e baseia-se sempre numa relação desigual de poder que determina o posicionamento de vítimas e agressores. c) compreende um conjunto de ações de violência indireta que atinge o indivíduo em sua integridade psicológica; caracteriza-se por ocorrer tanto no ambiente escolar como fora dele e baseia-se sempre numa relação desigual de poder que determina o posicionamento de vítimas e agressores. d) compreende um conjunto de ações de violência direta que atinge o indivíduo em sua integridade física e psicológica; caracteriza-se por ocorrer no ambiente escolar e baseia-se sempre numa relação igualitária de poder que determina o posicionamento de vítimas e agressores. e) compreende um conjunto de ações de violência direta ou indireta que atinge o indivíduo em sua integridade física e psicológica; caracteriza-se por ocorrer tanto no ambiente escolar como fora dele e baseia-se sempre numa relação desigual de poder que determina o posicionamento de vítimas e agressores. COMENTÁRIOS: Silva (2015, p. 19-23), diz que “A palavra bullying até pouco tempo atrás era pouco conhecida do grande público. De origem inglesa, é utilizada para qualificar comportamentos violentos no âmbito escolar, tanto de meninos quanto de meninas. Entre esses comportamentos, podemos destacar agressões, assédios e ações desrespeitosas realizados de maneira recorrente e intencional por parte dos agressores.[...] O abuso de poder, a intimidação e a prepotência são algumas das estratégias adotadas pelos praticantes de bullying (os bullies) para impor sua autoridade e manter suas vítimas sob total domínio. [...] Muito embora o termo bullying originalmente tenha sido empregado para definir atos de tirania e violência repetitivas no âmbito escolar, muitas vezes também é adotado para explicar todo tipo de comportamento agressivo, cruel, proposital e sistemática inerente às relações interpessoais. [...] O bullying pode acontecer de forma direta ou indireta [...] e pode se expressar das mais variadas formas, como as listadas a seguir: verbal; físico e material; psicológico e moral; sexual”. Já Calhau (2011, p. 6-11), diz que bullying “é uma palavra de origem inglesa, adotada em muitos países, para definir o desejo consciente e deliberado de maltratar outras pessoas e colocá-la sob tensão; termo que conceitua os comportamentos agressivos e antissociais, utilizado pela literatura psicológica anglo-saxônica nos estudos sobre a violência escolar. [...] São, na maioria das vezes, realizadas de forma repetitiva e com desequilíbrio de poder. Essas agressões morais ou até físicas podem causar danos psicológicos à criança e ao adolescente [...] Os critérios estabelecidos são: ações repetitivas contra a mesma vítima num período prolongado de tempo; desequilíbrio de poder, o que dificulta a defesa da vítima; ausência de motivos que justifiquem os ataques. [...] Podemos dividir os participantes do bullying em quatro pequenos grupos: agressores, vítimas, espectadores passivos e vítimas-agressoras. [...] Os agressores (bullies) são os que praticam as agressões morais ou físicas; as vítimas são as pessoas direcionadas dos ataques dos agressores e os expectadores passivos são as testemunhas silenciosas desse fato e que sempre estão no ambiente dos agressores, mantendo alguma relação com eles e a(s) vítima(s). Ma há, ainda, outro grupo: das vítimas-agressoras. São pessoas que foram vitimizadas pelo bullying e passaram a ser agressoras de outras pessoas”. RESPOSTA: E QUESTÃO 131 A escola é um dos grandes agentes formadores e transformadores de mentalidades. O preconceito Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 98 de gênero, que gera discriminação e violência contra as mulheres, se expressa no ambiente educacional de várias maneiras, como conteúdos discriminatórios e imagens estereotipadas da mulher que são ainda reproduzidos em materiais didáticos e paradidáticos, em diferentes espaços e contextos educacionais. Para a inversão desse quadro, é preciso: I. ampliar e melhorar a qualidade do atendimento educacional, incluindo a valorização profissional dessa parcela da população. II. aumentar as taxas de matrícula feminina em todos os níveis e modalidades de ensino. III. definir as profissões tipicamente femininas e as tipicamente masculinas na organização da educação superior. IV. promover ações afirmativas. Está correto o que se afirma APENAS em: a) I e III. b) II e IV. c) III e IV. d) I, II e IV. e) I, II e III. COMENTÁRIOS: De acordo com o grupo GEMAA (2011)16, “Ações afirmativas são políticas focais que alocam recursos em benefício de pessoas pertencentes a grupos discriminados e vitimados pela exclusão sócio- econômica no passado ou no presente. Trata-se de medidas que têm como objetivo combater discriminações étnicas, raciais, religiosas, de gênero ou de casta, aumentando a participação de minorias no processo político, no acesso à educação, saúde, emprego, bens materiais, redes de proteção social e/ou no reconhecimento cultural. Entre as medidas que podemos classificar como ações afirmativas podemos mencionar: incremento da contratação e promoção de membros de grupos discriminados no emprego e na educação por via de metas, cotas, bônus ou fundos de estímulo; bolsas de estudo; empréstimos e preferência em contratos públicos; determinação de metas ou cotas mínimas de participação na mídia, na política e outros âmbitos; reparações financeiras; distribuição de terras e habitação; medidas de proteção a estilos de vida ameaçados; e políticas de valorização identitária. Sob essa rubrica podemos, portanto, incluir medidas que englobam tanto a promoção da igualdade material e de direitos básicos de cidadania como também formas de valorização étnica e cultural. Esses procedimentos podem ser de iniciativa e âmbito de aplicação público ou privado, e adotados de forma voluntária e descentralizada ou por determinação legal. A ação afirmativa se diferencia das políticas puramente anti-discriminatórias por atuar preventivamente em favor de indivíduos que potencialmente são discriminados, o que pode ser entendido tanto como uma prevenção à discriminação quanto como uma reparação de seus efeitos. Políticas puramente anti-discriminatórias, por outro lado, atuam apenas por meio de repressão aos discriminadores ou de conscientização dos indivíduos que podem vir a praticar atos discriminatórios. No debate público e acadêmico, a ação afirmativa com frequência assume um significado mais restrito, sendo entendida como uma política cujo objetivo é assegurar o acesso a posições sociais importantes a membros de grupos que, na ausência dessa medida, permaneceriam excluídos. Nesse sentido, seu principal objetivo seria combater desigualdades e dessegregar as elites, tornando sua composição mais representativa do perfil demográfico da sociedade. RESPOSTA: D QUESTÃO 132 Quanto à postura dos educadores com relação ao trabalho da sexualidade na escola, assinale a alternativa INCORRETA. a) Reconhecer como legítimas e lícitas, por parte das crianças e dos jovens, a busca do prazer e as curiosidades manifestas acerca da sexualidade, uma vez que fazem parte de seu processo de desenvolvimento. b) Que se estabeleça uma relação de confiança entre alunos e professores. c) A escola deve informar, problematizar e debater os diferentes tabus, preconceitos, crenças e atitudes existentes na sociedade. 16 Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa – GEMAA. (2011) “Ações afirmativas”. Disponível em: http://gemaa.iesp.uerj.br/index.php?option=com_k2&view=item&layout=item&id=1&Itemid=217 Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 99 d) O professor conduz e orienta o debate e emite opiniões pessoais. e) Para a prevenção do abuso sexual, é igualmente importante o esclarecimento de que essas brincadeiras em grupo ou a dois são prejudiciais quando envolvem crianças ou jovens de idades muito diferentes, ou quando são realizadas entre adultos e crianças. COMENTÁRIOS: O tema orientação sexual é tratado nos Parâmetros Curriculares Nacionais17. Diz o documento que “O trabalho de Orientação Sexual também contribui para a prevenção de problemas graves, como o abuso sexual e a gravidez indesejada. Com relação à gravidez indesejada, o debate sobre a contracepção, o conhecimento sobre os métodos anticoncepcionais, sua disponibilidade e a reflexão sobre a própria sexualidade ampliam a percepção sobre os cuidados necessários quando se quer evitá-la. Para a prevenção do abuso sexual com crianças e jovens, trata-se de favorecer a apropriação do corpo, promovendo a consciência de que seu corpo lhes pertence e só deve ser tocado por outro com seu consentimento ou por razões de saúde e higiene. Isso contribui para o fortalecimento da autoestima, com a consequente inibição do submetimento ao outro. [...] Propõe- se que a Orientação Sexual oferecida pela escola aborde com as crianças e os jovens as repercussões das mensagens transmitidas pela mídia, pela família e pelas demais instituiçõesda sociedade. Trata- se de preencher lacunas nas informações que a criança e o adolescente já possuem e, principalmente, criar a possibilidade de formar opinião a respeito do que lhes é ou foi apresentado. A escola, ao propiciar informações atualizadas do ponto de vista científico e ao explicitar e debater os diversos valores associados à sexualidade e aos comportamentos sexuais existentes na sociedade, possibilita ao aluno desenvolver atitudes coerentes com os valores que ele próprio eleger como seus. Experiências bem-sucedidas com Orientação Sexual em escolas que realizam esse trabalho apontam para alguns resultados importantes: aumento do rendimento escolar (devido ao alívio de tensão e preocupação com questões da sexualidade) e aumento da solidariedade e do respeito entre os alunos. Quanto às crianças menores, os professores relatam que informações corretas ajudam a diminuir a angústia e a agitação em sala de aula. No caso dos adolescentes, as manifestações da sexualidade tendem a deixar de ser fonte de agressão, provocação, medo e angústia, para tornar-se assunto de reflexão. [...] É importante que os educadores reconheçam como legítimas e lícitas, por parte das crianças e dos jovens, a busca do prazer e as curiosidades manifestas acerca da sexualidade, uma vez que fazem parte de seu processo de desenvolvimento. Para um consistente trabalho de Orientação Sexual, é necessário que se estabeleça uma relação de confiança entre alunos e professores. Os professores precisam se mostrar disponíveis para conversar a respeito dos temas propostos e abordar as questões de forma direta e esclarecedora, exceção feita às informações que se refiram à intimidade do educador. Informações corretas do ponto de vista científico ou esclarecimentos sobre as questões trazidas pelos alunos são fundamentais para seu bem-estar e tranquilidade, para uma maior consciência de seu próprio corpo, elevação de sua autoestima e, portanto, melhores condições de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada e abuso sexual. A escola deve informar, problematizar e debater os diferentes tabus, preconceitos, crenças e atitudes existentes na sociedade, buscando não a isenção total, o que é impossível, mas um maior distanciamento das opiniões e aspectos pessoais dos professores para empreender essa tarefa. Isso porque na relação professor-aluno o professor ocupa lugar de maior poder, constituindo-se em referência muito importante para o aluno. A emissão da opinião pessoal do professor na sala de aula pode ocupar o espaço dos questionamentos, incertezas e ambivalências necessários à construção da opinião do próprio aluno” (p. 293; p. 300, p. 302). RESPOSTA: D QUESTÃO 133 Tal como a Lei nº 10.639/2003, a Lei 11.645/2008 estabelece para as instituições oficiais e particulares de ensino, tanto na oferta do ensino fundamental quanto do ensino médio, a obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro Brasileira. Contudo, os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em 17 http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/orientacao.pdf Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 100 especial nas áreas de: a) Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras. b) Educação Religiosa e de Literatura e História Africanas. c) Educação Regional e de Literatura e História Africanas. d) Educação Artística e de Literatura e História Africanas. e) Educação Religiosa e de Literatura e História Brasileiras. COMENTÁRIOS: De acordo com a LDB 9.394/96: Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008). § 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008). § 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras. RESPOSTA: A QUESTÃO 134 A partir do estabelecimento da Lei nº 11.645, de 10 março de 2008, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996), torna-se obrigatório o estudo da história e da cultura afro-brasileira e indígena em: a) estabelecimentos de Ensino Fundamental, somente. b) estabelecimentos de Educação infantil e de Ensino Fundamental. c) estabelecimentos públicos de Ensino Fundamental e de Ensino Médio, somente. d) todos os estabelecimentos públicos e privados de Ensino Fundamental e de Ensino Médio. e) todos os estabelecimentos de Educação Básica e de Educação Superior. Também, de acordo com a LDB 9.394/96: Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008). § 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008). § 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras. RESPOSTA: A Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 101 Lei nº 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente QUESTÃO 135 Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990, Lei nº 8.069/90, em seu artigo 53 dispõe que “a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes, exceto: a) Direito de ser respeitado por seus educadores. b) Direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores. c) Igualdade de oportunidade para ingressar no mercado de trabalho. d) Direito de organização e participação em entidades estudantis. e) Acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. COMENTÁRIOS: Geralmente, os avaliadores cobram nas provas assuntos relacionados ao capítulo IV do ECA, do direito à educação, à cultura, esporte e lazer, que abrange os artigos 53 ao 59 da lei. De acordo com o enunciado a questão, o artigo 53 assegura: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - direito de ser respeitado por seus educadores; III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores;IV - direito de organização e participação em entidades estudantis; V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. Portanto, não há “Igualdade de oportunidade para ingressar no mercado de trabalho”, mas “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”. RESPOSTA: C QUESTÃO 136 Muitas escolas recebem alunos adolescentes que estão cumprindo medidas socioeducativas atribuídas pela autoria de um ato infracional. O objetivo do Sistema Socioeducativo é atuar de forma integrada com a família, a comunidade e a escola. Nesse aspecto, é correto afirmar que: I. As medidas socioeducativas responsabilizam o adolescente, mas, ao mesmo tempo, deve incluí-lo socialmente, garantindo seus direitos a educação, saúde e profissionalização. II. O adolescente envolvido em ato infracional precisa de apoio da sua família e de sua comunidade a fim de que possa responder pelos atos de maneira a mudar de comportamento. III. A escola deve acolher e apoiar o adolescente que fica restringido a determinadas atividades escolares no que envolvem o convívio com os demais alunos. IV. Aos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas é permita a participação em cursos profissionalizantes e no trabalho, na condição de aprendiz. V. No caso de internação, o único direito restringido ao adolescente é o de ir e vir, sem prejuízo dos demais. Marque a alternativa correta. a) Todas alternativas estão corretas, exceto a alternativa V. b) Somente as alternativas I, III e V estão corretas. c) Todas alternativas estão corretas. d) Todas alternativas estão incorretas, exceto a alternativa I. e) Todas alternativas estão corretas, exceto a alternativa III. COMENTÁRIOS: As medidas socioeducativas estão descritas nos artigos 18-A, 18-B e no capítulo IV da lei, que vai do artigo 112 ao artigo 125. O item I está correto e refere-se aos artigos 18-A e 18-B. O item II está correto e refere-se aos artigos 111 e 112. O item III está incorreto porque não há restrição a determinadas atividades escolares e nem restrição ao convívio com os alunos na escola (art. 117, art. 119, art. 120, art. 124 e art. 208). O item IV está correto de acordo com o artigo 60 e o item V está correto conforme os artigos 94 e 121: Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 102 físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o adolescente que resulte em: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) a) sofrimento físico; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) b) lesão; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) II - tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança ou ao adolescente que: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) a) humilhe; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) b) ameace gravemente; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) c) ridicularize. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) Art. 18-B. Os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis, os agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou protegê-los que utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, às seguintes medidas, que serão aplicadas de acordo com a gravidade do caso: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) I - encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) II - encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) III - encaminhamento a cursos ou programas de orientação; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) IV - obrigação de encaminhar a criança a tratamento especializado; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) V - advertência. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) Parágrafo único. As medidas previstas neste artigo serão aplicadas pelo Conselho Tutelar, sem prejuízo de outras providências legais. [...] Art. 60. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz. [...] Art. 94. As entidades que desenvolvem programas de internação têm as seguintes obrigações, entre outras: I - observar os direitos e garantias de que são titulares os adolescentes; II - não restringir nenhum direito que não tenha sido objeto de restrição na decisão de internação; III - oferecer atendimento personalizado, em pequenas unidades e grupos reduzidos; IV - preservar a identidade e oferecer ambiente de respeito e dignidade ao adolescente; V - diligenciar no sentido do restabelecimento e da preservação dos vínculos familiares; VI - comunicar à autoridade judiciária, periodicamente, os casos em que se mostre inviável ou impossível o reatamento dos vínculos familiares; VII - oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade, higiene, salubridade e segurança e os objetos necessários à higiene pessoal; VIII - oferecer vestuário e alimentação suficientes e adequados à faixa etária dos adolescentes atendidos; IX - oferecer cuidados médicos, psicológicos, odontológicos e farmacêuticos; X - propiciar escolarização e profissionalização; XI - propiciar atividades culturais, esportivas e de lazer; [...] Capítulo IV Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 103 Das Medidas Sócio-Educativas Seção I Disposições Gerais Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, a autoridade competente poderá aplicar ao adolescente as seguintes medidas: I - advertência; II - obrigação de reparar o dano; III - prestação de serviços à comunidade; IV - liberdade assistida; V - inserção em regime de semi-liberdade; VI - internação em estabelecimento educacional; VII - qualquer uma das previstas no art. 101, I a VI. § 1º A medida aplicada ao adolescente levará em conta a sua capacidade de cumpri-la, as circunstâncias e a gravidade da infração. § 2º Em hipótese alguma e sob pretexto algum, será admitida a prestação de trabalho forçado. § 3º Os adolescentes portadores de doença ou deficiência mental receberão tratamento individual e especializado, em local adequado às suas condições. Art. 113. Aplica-se a este Capítulo o disposto nos arts. 99 e 100. Art. 114. A imposição das medidas previstas nos incisos II a VI do art. 112 pressupõe a existência de provas suficientes da autoria e da materialidade da infração, ressalvada a hipótese de remissão, nos termos do art. 127. Parágrafo único. A advertência poderá ser aplicada sempre que houver prova da materialidade e indícios suficientes da autoria. Seção II Da Advertência Art. 115. A advertência consistirá em admoestação verbal, que será reduzida a termo e assinada. Seção III Da Obrigação de Reparar o Dano Art. 116. Em se tratando de ato infracional com reflexos patrimoniais, a autoridade poderá determinar, se for o caso, que o adolescente restitua a coisa,promova o ressarcimento do dano, ou, por outra forma, compense o prejuízo da vítima. Parágrafo único. Havendo manifesta impossibilidade, a medida poderá ser substituída por outra adequada. Seção IV Da Prestação de Serviços à Comunidade Art. 117. A prestação de serviços comunitários consiste na realização de tarefas gratuitas de interesse geral, por período não excedente a seis meses, junto a entidades assistenciais, hospitais, escolas e outros estabelecimentos congêneres, bem como em programas comunitários ou governamentais. Parágrafo único. As tarefas serão atribuídas conforme as aptidões do adolescente, devendo ser cumpridas durante jornada máxima de oito horas semanais, aos sábados, domingos e feriados ou em dias úteis, de modo a não prejudicar a freqüência à escola ou à jornada normal de trabalho. Seção V Da Liberdade Assistida Art. 118. A liberdade assistida será adotada sempre que se afigurar a medida mais adequada para o fim de acompanhar, auxiliar e orientar o adolescente. § 1º A autoridade designará pessoa capacitada para acompanhar o caso, a qual poderá ser recomendada por entidade ou programa de atendimento. § 2º A liberdade assistida será fixada pelo prazo mínimo de seis meses, podendo a qualquer tempo ser prorrogada, revogada ou substituída por outra medida, ouvido o orientador, o Ministério Público e o defensor. Art. 119. Incumbe ao orientador, com o apoio e a supervisão da autoridade competente, a realização dos seguintes encargos, entre outros: Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 104 I - promover socialmente o adolescente e sua família, fornecendo-lhes orientação e inserindo-os, se necessário, em programa oficial ou comunitário de auxílio e assistência social; II - supervisionar a freqüência e o aproveitamento escolar do adolescente, promovendo, inclusive, sua matrícula; III - diligenciar no sentido da profissionalização do adolescente e de sua inserção no mercado de trabalho; IV - apresentar relatório do caso. Seção VI Do Regime de Semi-liberdade Art. 120. O regime de semi-liberdade pode ser determinado desde o início, ou como forma de transição para o meio aberto, possibilitada a realização de atividades externas, independentemente de autorização judicial. § 1º São obrigatórias a escolarização e a profissionalização, devendo, sempre que possível, ser utilizados os recursos existentes na comunidade. § 2º A medida não comporta prazo determinado aplicando-se, no que couber, as disposições relativas à internação. Seção VII Da Internação Art. 121. A internação constitui medida privativa da liberdade, sujeita aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. § 1º Será permitida a realização de atividades externas, a critério da equipe técnica da entidade, salvo expressa determinação judicial em contrário. § 2º A medida não comporta prazo determinado, devendo sua manutenção ser reavaliada, mediante decisão fundamentada, no máximo a cada seis meses. § 3º Em nenhuma hipótese o período máximo de internação excederá a três anos. § 4º Atingido o limite estabelecido no parágrafo anterior, o adolescente deverá ser liberado, colocado em regime de semi-liberdade ou de liberdade assistida. § 5º A liberação será compulsória aos vinte e um anos de idade. § 6º Em qualquer hipótese a desinternação será precedida de autorização judicial, ouvido o Ministério Público. § 7º A determinação judicial mencionada no § 1o poderá ser revista a qualquer tempo pela autoridade judiciária. (Incluído pela Lei nº 12.594, de 2012) (Vide) Art. 122. A medida de internação só poderá ser aplicada quando: I - tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa; II - por reiteração no cometimento de outras infrações graves; III - por descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta. § 1º O prazo de internação na hipótese do inciso III deste artigo não poderá ser superior a 3 (três) meses, devendo ser decretada judicialmente após o devido processo legal. (Redação dada pela Lei nº 12.594, de 2012) (Vide) § 2º. Em nenhuma hipótese será aplicada a internação, havendo outra medida adequada. Art. 123. A internação deverá ser cumprida em entidade exclusiva para adolescentes, em local distinto daquele destinado ao abrigo, obedecida rigorosa separação por critérios de idade, compleição física e gravidade da infração. Parágrafo único. Durante o período de internação, inclusive provisória, serão obrigatórias atividades pedagógicas. Art. 124. São direitos do adolescente privado de liberdade, entre outros, os seguintes: I - entrevistar-se pessoalmente com o representante do Ministério Público; II - peticionar diretamente a qualquer autoridade; III - avistar-se reservadamente com seu defensor; IV - ser informado de sua situação processual, sempre que solicitada; V - ser tratado com respeito e dignidade; VI - permanecer internado na mesma localidade ou naquela mais próxima ao domicílio de seus pais ou responsável; Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 105 VII - receber visitas, ao menos, semanalmente; VIII - corresponder-se com seus familiares e amigos; IX - ter acesso aos objetos necessários à higiene e asseio pessoal; X - habitar alojamento em condições adequadas de higiene e salubridade; XI - receber escolarização e profissionalização; XII - realizar atividades culturais, esportivas e de lazer: XIII - ter acesso aos meios de comunicação social; XIV - receber assistência religiosa, segundo a sua crença, e desde que assim o deseje; XV - manter a posse de seus objetos pessoais e dispor de local seguro para guardá-los, recebendo comprovante daqueles porventura depositados em poder da entidade; XVI - receber, quando de sua desinternação, os documentos pessoais indispensáveis à vida em sociedade. § 1º Em nenhum caso haverá incomunicabilidade. § 2º A autoridade judiciária poderá suspender temporariamente a visita, inclusive de pais ou responsável, se existirem motivos sérios e fundados de sua prejudicialidade aos interesses do adolescente. Art. 125. É dever do Estado zelar pela integridade física e mental dos internos, cabendo-lhe adotar as medidas adequadas de contenção e segurança. RESPOSTA: E QUESTÃO 137 (adaptado por alteração na lei) Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes. Salvo se comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária, a permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por mais de: a) 1 ano. b) 3 anos. c) 8 anos. d) 18 meses. e) 6 meses. COMENTÁRIOS: De acordo com o artigo 19, Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) COMO ERA ANTES: § 2º A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por mais de 2 (dois) anos, salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) AGORA, DEPOIS DA ALTERAÇÃO: § 2º A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucionalnão se prolongará por mais de 18 (dezoito meses), salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017) RESPOSTA: D QUESTÃO 138 De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n° 8.069/90), quando este versa sobre o direito à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer, é dever do Estado assegurar: a) ensino Fundamental opcional e gratuito, até mesmo, para os que não tiveram acesso em idade Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 106 apropriada. b) progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade para cursos extracurriculares necessários à formação. c) atendimento educacional aos portadores de deficiência, exclusivamente na rede regular de ensino. d) acesso aos níveis mais elevados de ensino, da pesquisa e criação artística segundo a capacidade de cada um. COMENTÁRIOS: Trata-se de questão relacionada aos incisos I, II, III e V do artigo 54 da lei: Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria; II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade; (Redação dada pela Lei nº 13.306, de 2016) V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador; VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático- escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. § 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. § 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente. § 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela frequência à escola. RESPOSTA: D QUESTÃO 139 “Maria tem um filho que acaba de completar 13 anos. Sua tia comentou que, agora, ele não é mais criança...” O comentário em destaque, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, está a) incorreto, porque o filho de Maria ainda é criança. b) correto, pois o filho de Maria agora é considerado jovem. c) correto, pois o filho de Maria agora é considerado adolescente. d) correto, porque essa definição é feita por cada família. e) incorreto, porque apresenta uma temática que não é abordada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. COMENTÁRIOS: Trata de um dos artigos mais cobrados nas provas, o artigo 2º, pois gera dúvidas sobre a idade limite de crianças e adolescente na lei: Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade. RESPOSTA: C QUESTÃO 140 Leia o texto a seguir. “Luiza é professora do 1° ano do ensino fundamental e um de seus alunos está faltando às aulas há Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 107 mais de 40 dias. A professora e a secretária da escola já tentaram fazer contato telefônico diversas vezes com a família, mandaram recados e até enviaram um mensageiro à casa da criança, mas não obtiveram retorno. ” Na situação acima, a Direção Escolar deve: a) insistir em contatar os pais, uma vez que o fato é uma questão familiar. b) solicitar a ajuda da polícia, a fim de punir os pais ou responsáveis. c) cancelar a matrícula da criança, uma vez que se esgotaram os recursos escolares. d) aguardar o final do ano letivo para decidir a providência a ser tomada. e) comunicar o fato ao Conselho Tutelar. COMENTÁRIOS: Outro artigo muito cobrado nas provas, o artigo 56, pois trata dos 3 casos que devem ser comunicados ao Conselho Tutelar: Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: I - maus-tratos envolvendo seus alunos; II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares; III - elevados níveis de repetência. RESPOSTA: E QUESTÃO 141 Segundo a. Lei Federal nº 8.069, de 13/07/90 que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências, o direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: I. ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais; II. optar por não frequentar instituição de ensino; III. participar da vida política, na forma da lei; IV. buscar refúgio, auxílio e orientação; V. praticar atos de vandalismo sem necessidade de punição; VI. brincar, praticar esportes e divertir-se; VII. participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; VIII. frequentar bares, boates e similares diuturnamente. Assinale a alternativa que apresenta a resposta CORRETA quanto aos aspectos relacionados à liberdade da criança e do adolescente: a) São corretas apenas as alternativas pares; b) São corretas apenas as alternativas ímpares; c) São corretas apenas as alternativas I,II e III; d) São corretas apenas as alternativas I,III,IV,VI e VII ; e) São corretas apenas as alternativas I,IV,VI e VII. COMENTÁRIOS: São 7 os aspectos relacionados ao direito à liberdade conforme o artigo 16 da lei: Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais; II - opinião e expressão; III - crença e culto religioso; IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; VI - participar da vida política, na forma da lei; VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. Portanto, não há nos incisos do artigo: II. optar por não frequentar instituição de ensino; V. praticar atos de vandalismo sem necessidade de punição; e VIII. frequentar bares, boates e similares diuturnamente. RESPOSTA: D Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 108 QUESTÃO 142 A Lei 8.069 de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, aponta dentre os deveres que competem ao Estado: a) Informar ao conselho tutelar sobre a proposta pedagógica das escolas. b) Matricular os filhos na rede regular de ensino. c) Participar da definição das propostas educacionais. d) Informar os elevados níveis de repetência. e) Acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um. COMENTÁRIOS: Apenas a alternativa E apresenta um dever do Estado, conforme o artigo 54, inciso V. Informar ao conselho tutelar casos de maus tratos, faltas e repetências é dever da escola e saber da proposta pedagógica da escola é direito dos pais. As alternativas B e C referem-se à deveres e direitos dos pais conforme artigos 53 e 55. Finalmente, a alternativa apresenta outro dever da escola, conforme artigo 56 a lei: Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificaçãopara o trabalho, assegurando-se-lhes: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - direito de ser respeitado por seus educadores; III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores; IV - direito de organização e participação em entidades estudantis; V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria; II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade; (Redação dada pela Lei nº 13.306, de 2016) V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador; VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático- escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. § 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. § 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente. § 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela frequência à escola. Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: I - maus-tratos envolvendo seus alunos; II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares; III - elevados níveis de repetência. RESPOSTA: E Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 109 QUESTÃO 143 O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) aplica-se a pessoas com: a) até doze anos de idade incompletos. b) até dezoito anos de idade incompletos. c) idade entre doze e dezesseis anos. d) idade entre doze e dezoito anos. e) até dezoito anos de idade e, excepcionalmente, até 21 anos de idade. COMENTÁRIOS: Muito cobrado nas provas. Trata-se do artigo 2º da lei: Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade. RESPOSTA: E QUESTÃO 144 Em seu Artigo 53, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Nº 8.069, de 13 de julho de 1990) certifica que: "A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se- lhes:". Marque a alternativa que complementa corretamente o trecho acima transcrito e que, simultaneamente, descreve um direito previsto no Artigo 53. a) atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede especializada de ensino. b) atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede profissional de ensino. c) atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino. d) atendimento educacional regular e igualitário aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede especializada de ensino. e) atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino, com exceção, de portadores do espectro autista que deverão ser encaminhados para rede de ensino especializada. COMENTÁRIOS: O artigo 53 trata de direitos das crianças e adolescente, enquanto o artigo 54 trata dos deveres do Estado: Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - direito de ser respeitado por seus educadores; III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores; IV - direito de organização e participação em entidades estudantis; V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria; II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 110 rede regular de ensino; IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade; (Redação dada pela Lei nº 13.306, de 2016) V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador; VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático- escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. § 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. § 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente. § 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela frequência à escola. RESPOSTA: C QUESTÃO 145 De acordo com a Lei nº 8.069/1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), considera-se: a) criança a pessoa até doze (12) anos de idade incompletos e adolescente aquela entre doze (12) e dezesseis (16) anos de idade. b) criança a pessoa até doze (12) anos de idade incompletos e adolescente aquela entre doze (12) e dezoito (18) anos de idade. c) criança a pessoa até dez (10) anos de idade incompletos e adolescente aquela entre dez (10) e dezoito (18) anos de idade. d) criança a pessoa até dez (10) anos de idade incompletos e adolescente aquela entre dez (10) e dezesseis (16) anos de idade. e) criança a pessoa até treze (13) anos de idade incompletos e adolescente aquela entre treze (13) e vinte e um (21) anos de idade. COMENTÁRIOS: Novamente o artigo 2º da lei, muito cobrado nas provas: Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade. RESPOSTA: B QUESTÃO 146 No artigo 56, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece os casos que os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental