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PEDAGOGIA 
para concursos 
 
 
 
3ª EDIÇÃO 
 
Cleber Marques de Oliveira 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
2 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
Nesta terceira edição comentamos 285 questões de provas realizadas entre 2016 e 2017 
para os cargos de pedagogo e professor da educação básica, nas esferas municipal, estadual e federal 
e dos simulados elaborados pelo autor. O material foi selecionado de acordo com os conteúdos 
cobrados nos últimos editais de concursos para o magistério da educação básica: Pensamento 
pedagógico brasileiro: Anísio Teixeira, Paulo Freire e Dermeval Saviani. Projeto Político Pedagógico. A 
didática e o processo de ensino e aprendizagem. As bases das diversas teorias de aprendizagem: 
contribuições de Piaget, Vygotsky e Wallon para a psicologia e pedagogia. Teoria das inteligências 
múltiplas de Gardner. Desafios da Educação contemporânea: bullying, o papel da escola e da família, 
educação para relação de gênero, educação para questões étnico-raciais. Planejamento e Gestão 
Educacional. Avaliação institucional de desempenho: IDEB, SAEB, PROVA BRASIL e ENEM. Legislação 
Educacional: Constituição Federal do Brasil; A LDB nº 9.394/1996; Estatuto da Criança e do 
Adolescente; Lei do FUNDEB. Políticas educacionais para a educação básica. Educação Inclusiva. 
Educação e trabalho. Protagonismo juvenil e cidadania. Plano Nacional de Educação (PNE). 
O Autor. 
 
 
 
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS AO AUTOR 
Cleber Marques de Oliveira 
3ª Edição 
Aracaju/SE 
Editora Clube de Autores 
2018 
ISBN: 978-85-5697-466-2 
 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
3 
 
AUTOR 
 
Cleber Marques de Oliveira 
 
Pós-graduado em Psicopedagogia. Licenciado em Pedagogia. 
Licenciado em Filosofia. Professor de cursos preparatórios para 
concursos desde 1998. Aprovado e nomeado em 7 concursos 
públicos, sendo os mais expressivos: 
1º colocado para Pedagogo da Universidade Federal de 
Sergipe, 2º colocado para Pedagogo do Instituto Federal de 
Educação de Alagoas, 2º colocado para Professor de Educação 
Infantil e Ensino fundamental da Pref. Mun. De Campo 
Alegre/AL, 3º colocado para Técnico em Assuntos Educacionais 
da Universidade Estadual de Alagoas e 8º colocado para 
Pedagogo do Instituto Federal de Educação do Maranhão. 
Atualmente é pedagogo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe. Autor do 
livro Psicopedagogia em Concursos Públicos, dos romances Livros que curam e Livros pelo caminho e 
do software SiPp (Sistema Integrado Psicopedagógico). 
 
Contato: 
www.clebermoliveira.blogspot.com.br 
professorclebermarques@hotmail.com 
 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
4 
 
 
SUMÁRIO 
 
CAPÍTULO 1 
A preparação para um concurso público ----------------------------------------------------------- 05 
CAPÍTULO 2 
Questões de provas anteriores com comentários ------------------------------------------------ 07 
CAPÍTULO 3 
Simulados com comentários --------------------------------------------------------------------------- 160 
CAPÍTULO 4 
 Gabaritos -------------------------------------------------------------------------------------------------- 194 
REFERÊNCIAS 
ANEXOS 
Anexo 1: Quadros sobre as tendências pedagógicas -------------------------------------------- 197 
Anexo 2: Estatística das questões de conhecimentos gerais sobre educação ------------- 203 
Anexo 3: Autores/Teóricos e suas obras mais cobradas nas provas ------------------------- 204 
Anexo 4: Metas do PNE por assunto ---------------------------------------------------------------- 206 
Anexo 5: Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB) ------------------------------------- 207 
 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
5 
 
CAPÍTULO 1 
A PREPARAÇÃO PARA UM CONCURSO PÚBLICO 
 
 A preparação para um concurso público exige dos(as) candidatos(as) um posicionamento efetivo 
daquilo que desejam para o momento. Isto terá reflexo em suas escolhas diárias. Dizendo de outra 
maneira, os(as) candidatos(as) precisam estar focados(as) na preparação para o certame. Desta 
forma, devem optar entre estudar intensamente e fazer outras coisas não tanto essenciais, por um 
determinado período. 
 Nesses 19 anos como professor de cursos preparatórios, ministrando disciplinas pedagógicas, de 
informática e arquivologia, e também como concurseiro exitoso em 7 provas, vivenciei muitas 
situações que me fizeram refletir sobre alguns pontos os quais considero fundamentais relacionados 
aos concursos públicos. 
 Primeiramente, é preciso que tenhamos plena certeza de que queremos nos preparar para uma 
seleção. Se esta vontade não parti de nós não conseguiremos sustentar o desejo e o objetivo por 
muito tempo. 
 Segundo, optando livre e conscientemente por estudar, devemos criar condições suficientes para 
que possamos lograr êxito naquilo que propusemos a realizar. Se pudermos, é de grande proveito 
uma instituição preparatória para concursos, pois iremos conviver com pessoas que partilham dos 
mesmos sonhos, objetivos e metas. Os professores especialistas na área, na sua grande maioria, 
foram candidatos vitoriosos e tem muito a ensinar, principalmente por meio de dicas do antes, 
durante e depois das provas. 
 Caso não tenhamos condições de frequentar um curso, devemos necessariamente criar um plano 
de estudos com critérios bem definidos. Local, dias e horários são imprescindíveis, não podem ficar 
ao acaso ou conveniência. Tranquilidade, boa iluminação e ventilação são itens indispensáveis. 
Quanto aos dias e horários, devem ser diário, de domingo a domingo, com pelo menos duas horas de 
estudos no horário de preferência do(a) candidato(a). 
 Depois disso, o estudante deve selecionar todo material de estudos, vale aqui não somente livros, 
mas apostilas, provas anteriores, artigos, vídeos, áudios etc. Tudo aquilo que bem escolhido e de 
qualidade sirva para a preparação. Hoje, conseguimos quase tudo na internet, mas devemos tomar 
muito cuidado com as fontes de referência. 
 Lembro-me que como concurseiro, procurava provas de concursos anteriores da área de atuação e 
preferencialmente das bancas exigidas nos certames nos sites das bancas examinadoras, como CESPE 
e de canais de preparação, como www.questoesdeconcursos.com.br e www.pciconcursos.com.br. 
Pois, ficamos conhecendo um pouco do estilo de questões elaboradas e aquilo que mais cobram nas 
provas. 
 Devemos sempre reservar mais tempo de estudos para aqueles conteúdos desconhecidos ou que 
dominamos menos. Sugiro sempre aos alunos uma proporção de 40% para leitura dos conteúdos e 
60% para resolução de questões. Àquilo que iria errando nas questões ou que acertava sem muita 
convicção, procurava imediatamente aprender e voltava a resolver outras questões semelhantes. 
 Após a preparação e já próximo do dia do exame, precisamos apenas rever os pontos-chave de 
cada assunto através da criação de um resumo ou mapa mental. Como também até véspera da 
prova, continuar a resolver questões de provas anteriores ou exercícios criados pelos professores 
especialistas. 
 Como nos afirma o grande especialista em concursos, o Juiz Federal William Douglas, autor de 
várias obras sobre o tema e aprovado em primeiro colocado em cinco concursos, na véspera da 
prova, o candidato deve procurar se alimentar bem, ter lazer moderado, relaxar e dormir cedo. O 
concurso público faz partede um processo, que vai amadurecendo, aperfeiçoando, melhorando a 
cada prova. Como bem diz, "Concurso não se faz para passar, mas até passar". 
 Portanto, nunca desistam e não permitam que ninguém atrapalhe seus sonhos. Procure estar com 
pessoas que pactuem de suas metas, que possam ajudar-lhe e que você esteja sempre à altura de 
fazer o mesmo. Certa vez, no intervalo entre uma aula e outra, à noite, duas colegas estavam 
conversando na escada do “cursinho”, e uma incentivava a outra a não ir embora naquela hora, 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
6 
 
mesmo sabendo do cansaço visível da colega. Deu certo, ela voltou para a aula e depois perguntei se 
foi válido ficar, ao que me respondeu que sim. 
 Já tive o prazer de ter alunos bastante determinados, mesmo diante de situações adversas, como 
precisar levar filho de colo durante meses para as aulas, ou que reprovou em teste de aptidão física 
por ter fraturado o braço antes do exame e ano posterior novamente ser aprovado e nomeado em 
concurso público para polícia rodoviária federal. 
 Por fim, com estes exemplos fica claro que termos pessoas amigas próximas e estarmos providos 
de resiliência contribui e muito para não desistirmos e continuarmos no foco. Para finalizar, costumo 
me inspirar numa frase de Robert Herrick que sempre me acompanhou nos estudos e gosto de 
pronuncia-la quando me vejo diante de decisões ou obstáculos: “Mire o final e nunca pare para 
duvidar”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Concurso é igual a uma fila de embarque para uma viagem que poderá te levar a uma mudança 
fantástica de vida. Entrarás na fila quando se comprometer conscientemente a planejar, estudar e se 
autoavaliar. Andarás na fila quando continuar no aprendizado resolvendo provas e se apropriando 
dos conhecimentos. Deixarás outros passarem na fila quando perder o foco. Embarcarás quando 
mirar o final sem se preocupar com dúvidas. Chegarás ao destino quando entender que depende 
apenas de você, dos seus esforços e da sua excelente execução dos planos.” 
 
Cleber Marques de Oliveira 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
7 
 
CAPÍTULO 2 
QUESTÕES DE PROVAS ANTERIORES COM COMENTÁRIOS 
 
Tendências Pedagógicas 
 
QUESTÃO 01 
De acordo com Libâneo (2013), vários autores concordam em classificar as tendências pedagógicas 
em dois grupos: as de cunho liberal - Pedagogia Tradicional, Pedagogia Renovada e Tecnicismo 
Educacional -; e as de cunho progressista – Pedagogia Libertadora e Pedagogia Crítico-Social dos 
Conteúdos. Em referência às tendências pedagógicas no processo educacional, relacione: 
 
1. Pedagogia Tradicional 
2. Pedagogia Renovada 
3. Pedagogia Libertadora 
 
I. O professor incentiva, orienta, organiza as situações de aprendizagem, adequando-as às 
capacidades de características individuais dos alunos. O núcleo da atividade escolar não é o professor 
nem a matéria, é o aluno ativo e investigador. (___) 
II. A atividade de ensinar é centrada no professor, que expõe e interpreta a matéria. O aluno é um 
recebedor da matéria e sua tarefa é decorá-la. (___) 
III. A atividade escolar é centrada na discussão de temas sociais e políticos, de modo que o ensino é 
voltado para a realidade social. (___) 
 
Marque a sequência correta. 
 a) 3, 1 e 2 b) 1, 2 e 3 c) 3, 1 e 3 d) 2, 3 e 1 e) 2, 1 e 3 
 
COMENTÁRIOS: 
 
A maioria das questões sobre tendências pedagógicas foi fundamentada na obra Democratização da 
escola pública: A pedagogia crítico-social dos conteúdos de José Carlos Libâneo. Em algumas dessas 
questões, as alternativas ou itens foram copiados e colados de frases ou parágrafos do livro. 
 
A questão 01 trata dos conteúdos de ensino, métodos e o relacionamento professor e aluno nas 
tendências pedagógicas liberais tradicional e renovada, e progressista libertadora.De acordo com 
Libâneo (2014, p. 21), “em relação aos condicionantes sociopolíticos da escola, as tendências 
pedagógicas foram classificadas em liberais e progressistas, a saber: 
A) Pedagogia Liberal 
 1 – Tradicional 
 2 – Renovada progressivista 
 3 – Renovada não-diretiva 
 4 – Tecnicista 
B) Pedagogia Progressista 
 1 –Libertadora 
 2 – Libertária 
 3 – Crítico-Social dos conteúdos” 
O item I descreve características das pedagogias renovadas pois buscam acentuar as aptidões 
individuais com o ensino centrado no aluno. O item II aponta atitudes e comportamentos de 
professores e alunos da pedagogia tradicional. Nela, o professor faz exposição verbal dos conteúdos 
e espera que os alunos sejam receptivos a essa ação. O item III deixa claro que se trata da pedagogia 
progressista libertadora porque expõe um trabalho educativo por meio de grupo de discussão que 
busca trabalhar os conhecimentos da realidade concreta, isto é, da situação real vivida pelos 
educandos. RESPOSTA: E 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
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O anexo 1 deste livro apresenta quadros sínteses sobre as tendências pedagógicas fundamentadas 
em Libâneo e nas assertivas das questões de provas de concursos anteriores. 
 
QUESTÃO 02 
Os autores classificam as tendências pedagógicas em dois grupos: as de cunho liberal e as de cunho 
progressista. Atente ao que se diz a respeito das tendências pedagógicas e assinale com V o que for 
verdadeiro e com F o que for falso. 
( ) Na Pedagogia Libertadora, a atividade de ensinar é centrada no professor, que expõe e interpreta 
a matéria. 
( ) Os métodos de uma Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos não partem de um saber artificial, 
depositado a partir de fora, nem do saber espontâneo. 
( ) Na Tendência Liberal Renovada Não-Diretiva, o professor é apenas um elo de ligação entre a 
verdade científica e o aluno, cabendo-lhe empregar o sistema instrucional previsto. 
( ) Os conteúdos na Tendência Tradicional são separados da experiência do aluno e das realidades 
sociais, valendo pelo valor intelectual. 
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
 a) F, V, F, V. b) F, V, V, F. c) V, F, V, F. d) V, F, F, V. 
 
COMENTÁRIOS: 
O primeiro item é falso porque as características apresentadas são da pedagogia liberal tradicional. 
Na pedagogia libertadora a atividade de ensinar é centrada no aluno e no grupo, em que são 
discutidos temas sociais. O segundo item é verdadeiro e cópia fiel de uma citação de Libâneo (2014, 
p. 42,) quando trata da pedagogia progressista crítico-social dos conteúdos, e complementa dizendo 
que ela advém de “uma relação direta com a experiência do aluno, confrontada com o saber trazido 
de fora”. O terceiro item é falso. Todo o texto foi copiado do livro de Libâneo (2014, p. 31). A 
característica apresentada sobre o relacionamento professor-aluno condiz com a pedagogia liberal 
tradicional. Na pedagogia liberal renovada não-diretiva, o professor “é um especialista em relações 
humanas, ao garantir um clima de relacionamento pessoal e autêntico. [...] Toda intervenção é 
ameaçadora, inibidora da aprendizagem”. (LIBÂNEO, 2014, p. 29). O quarto item é verdadeiro. 
Novamente é citado parte do texto de Libâneo que aborda os conteúdos de ensino na tendência 
liberal tradicional. Dados os conteúdos como de valores intelectuais, a pedagogia liberal tradicional 
também é conhecida como enciclopédica e criticada como intelectualista.(LIBÂNEO, 2014, p. 24). 
RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 03 
As Tendências Pedagógicas se originaram no seio dos movimentos sociais, em tempos e contextos 
históricos particulares e buscaram atender às expectativas da sociedade, seja das classes dominantes 
ou dos trabalhadores. Considerando os representantesteóricos mais significativos em cada 
Tendência Pedagógica, numere a Coluna II de acordo com a Coluna I a seguir: 
Coluna I Coluna II 
1. Celestin Freinet ( ) Tendência Liberal Renovada Não-Diretiva 
2. Carl Rogers ( ) Tendência Progressista Libertadora 
3. John Dewey ( ) Tendência Liberal Renovada Progressivista 
4. Paulo Freire. ( ) Tendência Progressista Libertária 
 
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
 a) 1, 3, 4, 2. b) 3, 1, 2, 4. c) 2, 4, 3, 1. d) 4, 2, 1, 3. 
 
COMENTÁRIOS: 
Carl Rogers, psicólogo, é representante teórico mais significativo da Tendência Liberal Renovada 
Não-Diretiva. Ele “considera que o ensino é uma atividade excessivamente valorizada”. A maior 
importância é o de “favorecer à pessoa um clima de autodesenvolvimento e realização pessoal, o 
que implica estar bem consigo próprio e com seus semelhantes”. (LIBÂNEO, 2014, p. 28). Paulo 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
9 
 
Freire, pedagogo e filósofo, é representante teórico mais significativo da Tendência Progressista 
Libertadora. Ele deu à sua pedagogia um caráter essencialmente político. No Brasil suas ideias têm 
“exercido uma influência expressiva nos movimentos populares e sindicatos”. (LIBÂNEO, 2014, p. 
37).John Dewey, pedagogo e filósofo, é representante teórico mais significativo da Tendência Liberal 
Renovada Progressivista. Valoriza o “método de projetos” por meio de “solução de problemas” 
partindo de “atividades adequadas à natureza do aluno e às etapas do seu desenvolvimento”. 
(LIBÂNEO, 2014, p. 26, 27).Celestin Freinet, pedagogo, é representante teórico mais significativo da 
Tendência Progressista Libertária. Desenvolveu aulas-passeio e o jornal de classe, e criou um projeto 
de escola popular, moderna e democrática. Sua pedagogia se fundamenta em quatro eixos: a 
cooperação, a comunicação, a documentação e a afetividade.(Fonte: 
https://novaescola.org.br/conteudo/1754/celestin-freinet-o-mestre-do-trabalho-e-do-bom-senso) RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 04 
Associe as colunas de modo que a tendência pedagógica se relacione com a perspectiva que melhor 
indica a visão dos conteúdos escolares: 
 
I) Pedagogia Tradicional 
II) Pedagogia da Escola Nova 
III) Pedagogia Tecnicista 
IV) Pedagogia Libertária 
V) Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos 
 
( ) Existe uma relação entre conteúdo e realidade e a busca última é da transformação social. 
( ) A decisão é do grupo que define o que e como fazer, ou seja, não há escolha prévia de conteúdos. 
( ) Os conteúdos são vistos como os conhecimentos acumulados pela humanidade, com ênfase na 
cultura clássica; 
( ) Os conteúdos, objetivam, principalmente, o desenvolvimento de cada indivíduo. 
( ) Conteúdos direcionados para aplicação, com ênfase em regras e, às vezes, com pouca reflexão. 
 
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de associação, de cima para baixo. 
 a) III, IV, V, II, I b) VI, V, II, I, III c) V, IV, III, I, II d) V, IV, I, II, IIIe) II, I, III, V, IV 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com Libâneo(2014, p. 21-46), a pedagogia crítico-social dos conteúdos busca esforços para 
que o ensino seja voltado para a interação conteúdos-realidades sociais, no qual os conteúdos sejam 
permanentemente reavaliados em face das realidades sociais. Partindo-se das condições existentes 
seja possível transformar a realidade. A pedagogia libertária entende que é na vivência grupal, na 
forma de autogestão, que os alunos buscarão encontrar as bases mais satisfatórias de sua própria 
instituição. Os alunos têm liberdade de trabalhar ou não, ficando o interesse pedagógico na 
dependência de suas necessidades ou das do grupo. As matérias são colocadas, mas não exigidas. Os 
conteúdos são os que resultam de necessidades e interesses manifestos pelo grupo.A pedagogia 
tradicional entende os conteúdos como os conhecimentos e valores sociais acumulados pelas 
gerações adultas e repassados ao aluno como verdades. Essa tendência é criticada como 
intelectualista ou enciclopédica, pois são separados da experiência do aluno e das realidades sociais. 
A pedagogia da escola nova, também chamada de ativa ou pedagogia renovada, entende que os 
conteúdos são estabelecidos em função de experiências que o sujeito vivencia diante de desafios 
cognitivos e situações problemáticas. O mais importante é o processo de aquisição do saber do que o 
saber propriamente dito. As escolas ativas ou novas partem sempre de atividades adequadas à 
natureza do aluno e às etapas do seu desenvolvimento. Por fim, a pedagogia tecnicista entende que 
os conteúdos decorrem da ciência objetiva, ou seja, conhecimentos mensuráveis e observáveis, por 
meio dos livros didáticos, manuais instrucionais, módulos de ensino, modelando respostas 
apropriadas aos objetivos instrucionais. Utiliza-se de tecnologias educacionais. RESPOSTA: D 
 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
10 
 
 
QUESTÃO 05 
Em relação as tendências pedagógicas na prática escolar assinale a alternativa que apresenta 
somente tendências pedagógicas progressistas: 
a) Tradicional; tecnicista; renovada não diretiva. 
b) Libertadora; libertária; crítico social dos conteúdos. 
c) Tradicional; renovada progressivista; renovada não diretiva. 
d) Tecnicista; libertadora; crítico social dos conteúdos. 
 e) Crítico social dos conteúdos; tradicional; tecnicista. 
 
COMENTÁRIOS: 
São tendências pedagógicas progressistas todas aquelas que valorizam as experiências vividas, 
aprendizagem grupal e ação pedagógica inserida na prática social. A tendência libertadora, mais 
conhecida como pedagogia Paulo Freire; a tendência libertária, que reúne os defensores da 
autogestão pedagógica; a tendência crítico-social dos conteúdos, que acentua a primazia dos 
conteúdos no seu confronto com as realidades sociais (Libâneo, 2014, p. 21; p. 33). RESPOSTA: B 
 
 
QUESTÃO 06 
Em relação as tendências pedagógicas na prática escolar, assinale a alternativa que apresenta 
somente tendências pedagógicas liberais: 
a) Tradicional; tecnicista 
b) Tradicional; libertadora 
c) Renovada não diretiva; libertária 
 d) Crítico social dos conteúdos; libertadora 
e) Tecnicista; libertadora 
 
COMENTÁRIOS: 
São tendências pedagógicas liberais todas aquelas que sustentam a ideia de que a escola tem por 
função preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais, de acordo com as aptidões 
individuais. Para isso, os indivíduos precisam se adaptar aos valores e às normas vigentes na 
sociedade de classes, através do desenvolvimento da cultura individual (Libâneo, 2014, p. 21-23). São 
quatro tendências liberais: A tradicional, que se caracteriza por acentuar o ensino humanístico, de 
cultura geral, no qual o aluno é educado para atingir, pelo próprio esforço, sua plena realização como 
pessoa. As renovadas progressivista e não-diretiva, que acentuam o sentido da cultura como 
desenvolvimento das aptidões individuais. Partem das necessidades dos interesses individuais 
necessários para a adaptação ao meio. A tecnicista, que subordina a educação à sociedade, tendo 
como função preparar recursos humanos para a indústria. RESPOSTA: A 
 
 
QUESTÃO 07 
As tendências pedagógicas contribuem para a compreensão e orientação da prática educativa, 
considerando como critério a posição que cada tendência adota em relação às finalidades sociais da 
escola. Essas concepções foram organizadas em dois grandes grupos: a pedagogia liberal e a 
pedagogia progressista. 
 Analise as diversas tendências pedagógicas e faça as devidas correspondências, considerando suas 
respectivas características. 
 
I. Tendência liberal tradicional. 
II. Tendência liberal renovada progressivista. 
III. Tendência liberalrenovada não-diretiva. 
IV. Tendência liberal tecnicista. 
V. Tendência progressista libertadora. 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
11 
 
VI. Tendência progressista libertária. 
VII. Tendência progressista crítico-social dos conteúdos. 
 
( ) A principal função social da escola refere-se à apropriação do saber, uma vez que, ao garantir um 
ensino de qualidade, serve aos interesses populares e consolida o papel transformador da escola. 
( ) O reconhecimento da autoridade do professor pressupõe uma atitude passiva e receptiva do 
estudante, especialmente no que se refere aos conhecimentos transmitidos como verdades 
absolutas. 
( ) Considera que a educação escolar objetiva organizar o processo de aquisição de habilidades, 
atitudes e conhecimentos mediante técnicas específicas, com ênfase no uso de tecnologias 
educacionais. 
( ) Privilegia métodos de ensino fundamentados em experiências e na solução de problemas, 
defendendo a premissa “aprender fazendo”, sendo papel da escola adequar as necessidades 
individuais ao meio social. 
( ) A função da escola reside em promover uma educação que transforme a personalidade dos 
estudantes em um sentido libertário e autogestionário, sendo a autogestão conteúdo e método, 
cabendo ao professor o papel de orientador. 
( ) Voltada para a formação de atitudes, enfatiza mais as questões psicológicas do que as pedagógicas 
ou sociais, sendo, portanto, centrada no estudante e no estabelecimento de um clima favorável a 
uma mudança no indivíduo. 
( ) Estudantes e professores problematizam o cotidiano e, extraindo conteúdos de aprendizagem, 
atingem um nível de consciência da realidade a fim de nela atuarem na perspectiva de sua 
transformação. 
 
A sequência correta dessa caracterização, de cima para baixo, é: 
 a) III, V, VI, I, II, IV e VII. b) I, II, V, VI, III, IV e VII. c) II, V, VII, III, I, IV e VI. 
 d) VII, VI, IV, V, III, II e I. e) VII, I, IV, II, VI, III e V. 
 
COMENTÁRIOS: 
Para Libâneo(2014), a apropriação do saber, servindo aos interesses populares para transformar a 
realidade, são características da tendência crítico-social dos conteúdos que tem como teóricos 
expressivos Dermeval Saviani, Manacorda e Snyders. Transmissão de verdades absolutas por um 
professor que exige disciplina e atitude receptiva do aluno são características da tendência 
tradicional que predomina em nossa história educacional e estão presentes em escolas religiosas e 
leigas. Ênfase em tecnologias educacionais, sistema produtivo, mercado de trabalho, 
comportamento aprendido por estímulo-resposta,repetição e reforço, são expressões que 
caracterizam a tendência tecnicista. São teóricos expressivos Skinner, Gagné, Blomm e Mager. Uso 
dos métodos de projetos, de solução de problemas, adequando atividades à natureza do aluno e às 
etapas do seu desenvolvimento são característica da tendência liberal renova progressivista que 
tem como teóricos expressivos John Dewey, Anísio Teixeira, Decroly e Montessori.Autogestão 
educacional por meio da participação grupal, conselhos, colegiados, associações são características 
da tendência progressista libertária que tem como Freinet um de seus maiores teóricos.Formação 
de atitudes, estabelecer clima favorável para um relacionamento pessoal entre os indivíduos são 
características da tendência liberal renovada não-diretiva que tem como um de seus teóricos o 
psicólogo clínico Carl Rogers. Transformar a realidade social por meio da problematização da prática 
de vida dos educandos em grupos de discussão são características da tendência progressista 
libertadora que tem como maior teórico Paulo Freire. RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 08 
Para a pedagogia crítico-social dos conteúdos, a escola tem o papel primordial de difundir conteúdos 
vivos, concretos, indissociáveis das realidades sociais. Após análise das afirmativas abaixo, sob o 
critério de (V) para VERDADEIRO e (F) para FALSO, assinale a alternativa que contém a sequência 
correta das afirmativas relacionadas à pedagogia crítico-social dos conteúdos. 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
12 
 
( ) Cabe ao processo definir o que professores e alunos devem fazer e, assim também, quando e 
como o farão. 
( ) Ao professor, cabe garantir a ligação dos conhecimentos universais com a experiência concreta 
dos alunos e ajudá-los a ultrapassar os limites de sua experiência cotidiana. 
( ) A relação pedagógica entre professor e aluno é baseada nas trocas. 
( ) Os métodos de ensino devem ser aqueles que estejam subordinados à questão do acesso aos 
conhecimentos sistematizados. 
( ) A pedagogia crítico-social dos conteúdos pressupõe uma padronização do ensino a partir de 
esquemas de planejamento previamente formulados aos quais devem se ajustar as diferentes 
modalidades de disciplina e práticas pedagógicas. 
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA: 
 a) V, V, F, V, F b) F, V, V, F, F c) F, V, V, V, Fd) V, V, F, V, V 
 e) F, V, F, F, V 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com Libâneo(2014, p. 30-33, 40-45), a pedagogia crítico-social dos conteúdos acentua a 
primazia dos conteúdos no seu confronto com as realidades sociais. Para ele, não basta que os 
conteúdos sejam apenas ensinados, é preciso que se liguem, de forma indissociável, à sua 
significação humana e social, numa reavaliação crítica diante desse conteúdo. Portanto, dizer que o 
processo é quem define o que professores e alunos devem fazer, quando e como farão são 
características do tecnicismo. Os métodos se subordinam à dos conteúdos e devem favorecer sua 
correspondência com os interesses dos alunos. A padronização do ensino ajustada às diferentes 
modalidades de disciplina é típica do tradicionalismo e tecnicismo. RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 09 
Segundo autores: A Pedagogia Progressista se divide em três tendências: Tendência Progressista 
Libertadora, Tendência Progressista Libertária, Tendência Progressista Crítico-Social dos Conteúdos. 
Assinale a alternativa CORRETA que corresponde a Tendência Progressista Crítico-Social dos 
Conteúdos. 
 a)A atividade escolar deve centrar-se em discussões de temas sociais e políticos e em ações 
concretas sobre a realidade social imediata. O professor deve agir como um coordenador de 
atividades, aquele que organiza e atua conjuntamente com os alunos. 
b)Inspirada nas teorias da aprendizagem e da abordagem do ensino de forma sistêmica, constituiu-se 
numa prática pedagógica fortemente controladora das ações dos alunos e, até, dos professores, 
direcionadas por atividades repetitivas, sem reflexão e absolutamente programadas, com riqueza de 
detalhes. 
c)Essa tendência defende, apoia e estimula a participação em grupos e movimentos sociais: 
sindicatos, grupos de mães, comunitários, associações de moradores etc.., para além dos muros 
escolares e, ao mesmo tempo, trazendo para dentro dela essa realidade pulsante da sociedade. A 
necessidade premente é concretizar a democracia, através de eleições para conselhos, direção da 
escola, grêmios estudantis e outras formas de gestão participativa. 
d)Esta tendência prioriza, na sua concepção pedagógica, o domínio dos conteúdos científicos, a 
prática de métodos de estudo, a construção de habilidades e raciocínio científico, como modo de 
formar a consciência crítica para fazer frente à realidade social injusta e desigual. Busca 
instrumentalizar os sujeitos históricos, aptos a transformar a sociedade e a si próprio. Sua 
metodologia defende que o ponto de partida no processo formativo do aluno seja a reflexão da 
prática social, ponto de partida e de chegada, porém, embasada teoricamente. 
 
COMENTÁRIOS: 
Dependendo do contexto, algumas expressões nos dão dicas sobre a que tendência pedagógica estãose referindo. A alternativa A cita “discussões de temas sociais e políticos”, que nos remete à 
tendência progressista libertadora. A alternativa B cita “prática pedagógica fortemente 
controladora”, “atividades repetitivas” e “programadas”, que nos remetem à tendência liberal 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
13 
 
tecnicista. A alternativa C cita “democracia”, “eleições para conselhos, direção da escola, grêmios 
estudantis” e “gestão participativa”, que nos remetem à tendência progressista libertária. 
Finalmente, a alternativa D cita “conteúdos”, “consciência crítica”, “realidade social” e “transformar 
a sociedade”, que nos rementem à tendência progressista crítico-social dos conteúdos. Ver anexo 1 
deste livro. RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 10 
Sobre a postura pedagógica da tendência progressista “crítico-social dos conteúdos” pode-se afirmar 
que: 
 a) é caracterizada por acentuar o ensino humanístico, de cultura geral, no qual o aluno é educado 
para atingir, exclusivamente por seu esforço, sua plena realização como pessoa. 
 b) assume o saber como tendo um conteúdo relativamente objetivo, mas, ao mesmo tempo, 
introduz a possibilidade de uma reavaliação crítica frente a esse conteúdo. 
 c) nessa tendência os conteúdos não têm qualquer relação com o cotidiano dos alunos nem com a 
realidade social. 
 d) tem como função principal a preparação de recursos humanos para a sociedade industrial e 
tecnológica. 
 e) os conteúdos ensinados são os conhecimentos e valores acumulados pelas gerações adultas que 
são passados para os alunos como verdades. 
 
COMENTÁRIOS: 
Trata-se de uma questão que foi elaborada com frases retiradas do livro de Libâneo (2014, p. 22-24, 
41). A alternativa A aponta características da tendência liberal tradicional. A alternativa B aponta 
características da tendência progressista crítico-social dos conteúdos. A alternativa C aponta 
características da tendência liberal tradicional. A alternativa D aponta caraterísticas da tendência 
liberal tecnicista. Finalmente, a alternativa E aponta características da tendência liberal tradicional. 
RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 11 
Em relação às tendências pedagógicas no Brasil apresentadas por Libâneo (2013), julgue os itens a 
seguir. 
I) Na Pedagogia tradicional, o aluno ideal é concebido vinculado a sua realidade concreta, como um 
recebedor da matéria que tem a tarefa de decorá-la. 
II) A Pedagogia tradicional, mesmo que possa incluir a ideia de “partir do concreto”, continua a 
entender a aprendizagem como receptiva, automática, não mobilizando a atividade mental do aluno 
e o desenvolvimento de suas capacidades intelectuais. 
III) A Didática da Escola Nova ou Didática Ativa, dentro da Pedagogia Renovada, é entendida como 
“direção da aprendizagem”, considerando o aluno como sujeito da aprendizagem. A ideia é a de que 
o aluno aprende melhor o que faz por si próprio. 
IV) Na Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos, as ações de ensinar e aprender formam uma unidade, 
mas cada uma tem a sua especificidade. A Didática tem como objetivo a direção do processo de 
ensinar, tendo em vista finalidades sociopolíticas e pedagógicas e as condições e meios formativos; 
tal direção, entretanto, converge para promover a autoatividade dos alunos, a aprendizagem. 
V) Na Pedagogia Libertadora, a atividade escolar é centrada na discussão de temas sociais e políticos; 
poder-se-ia falar de um ensino centrado nos indivíduos, em que professores analisam o cotidiano em 
busca de soluções imediatas. 
 
Assinale a alternativa que apresenta somente as afirmativas CORRETAS. 
 a) I, II, III e IV b) II, III e IV c) I, III e IVd) I, II, IV e V e) III, IV e V 
 
COMENTÁRIOS: 
Libâneo, além de ser referência no assunto Didática, também é em Tendências pedagógicas. Seu 
livro,Democratização da escola pública: A pedagogia crítico-social dos conteúdos,é muito citado em 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
14 
 
provas de concursos. Quanto à questão, podemos afirmar que o item 1 é falso porque na pedagogia 
tradicional o aluno NÃO É vinculado a sua realidade concreta. O item 2 é verdadeiro, pois considera 
uma das maiores críticas de Paulo Freire quando tratou da educação bancária, tendo o aluno como 
um recebedor de depósitos de conteúdos acríticos. A alternativa 3 é verdadeira porque as tendências 
liberais renovadas progressivista e não-diretiva tratam o aluno como sujeito da aprendizagem, 
aprendendo a fazer por si: a autoaprendizagem e a autorealização. A alternativa 4 é verdadeira, pois 
propõe modelos de ensino voltados para a interação conteúdos-realidades sociais, visando avançar 
em termos de uma articulação do político e do pedagógico. Enfim, a alternativa 5 é falsa, porque fala 
que a pedagogia libertadora é caraterizada por um ensino centrado nos indivíduos em que 
professores analisam o cotidiano em busca de soluções imediatas. Nas palavras de Libâneo, a 
educação em geral é uma atividade na qual professores e alunos mediatizados pela realidade 
atingem um nível de consciência dessa realidade, a fim de nela atuarem, num sentido de 
transformação social. (Libâneo, 2014, p. 21-44). RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 12 
De acordo com Saviani (2007), em seu livro História das Ideias Pedagógicas, quando trata das 
pedagogias contra-hegemônicas que emergiram na década de 1980, associe a segunda coluna com a 
primeira. 
I) Pedagogias da “educação popular” 
II) Pedagogias da prática 
III) Pedagogia crítico-social dos conteúdos 
IV) Pedagogia histórico-crítica 
( ) É tributária da concepção dialética, especificamente na versão do materialismo histórico, tendo 
fortes afinidades com a psicologia histórico-cultural. A educação é entendida como ato de produzir, 
direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e 
coletivamente pelo conjunto dos homens. Pauta-se pela centralidade da educação escolar na 
socialização do conhecimento sistematizado. 
( ) Propostas inspiradas na concepção libertadora que geralmente advogavam a organização, no seio 
dos movimentos populares, de uma educação do povo e pelo povo, para o povo e com o povo. Mais 
tarde, essa concepção transladou-se do âmbito dos movimentos populares para a esfera estatal e 
escolar. 
( ) De inspiração libertária em consonância com os princípios anarquistas. Um dos autores dentro 
dessa perspectiva entende a educação, antes de tudo, como processo de produção, e não de 
inculcação. 
( ) Proposta formulada por José Carlos Libâneo, que entende como papel primordial da escola 
difundir, em serviço aos interesses populares, conteúdos vivos, concretos, indissociáveis das 
realidades sociais. O aluno entra com sua experiência imediata e o professor, com conteúdos e 
modelos que permitam compreender e ultrapassar a experiência imediata. 
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de associação, de cima para baixo. 
 a) II, I, IV, III b) III, I, II, IV c) IV, III, II, Id) IV, II, III, I e) IV, I, II, III 
 
COMENTÁRIOS: 
De fato, a questão trata das pedagogias contra-hegemônicas descritas por Dermeval Saviani no livro 
História das Ideias Pedagógicas no Brasil. De acordo com SAVIANI(2013, p. 413-424), conjunto de 
fatores marcaram a década de 1980 como um momento privilegiado para a emersão de propostas 
pedagógicas contra-hegemônicas: a abertura democrática do país, a organização e mobilização dos 
educadores, as conferências brasileiras de educação, a produção científica crítica desenvolvida no 
programas de pós-graduação em educação. As pedagogias foram divididas em duas modalidades ou 
tendências: a primeira, centrada no saber do povo e na autonomia de suas organizações, como 
educação autônoma e, até certo ponto, à margemda estrutura escolar (Pedagogias da educação 
popular e Pedagogias da prática); a outra, se pautava pela centralidade da educação escolar, 
valorizando o acesso das camadas populares ao conhecimento sistematizado (Pedagogia crítico-
social dos conteúdos e Pedagogia histórico-crítica).RESPOSTA: E 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
15 
 
QUESTÃO 13 
Considere o relato a seguir para responder à questão. 
Dois professores de uma mesma turma de 1º período conversam sobre suas atividades docentes: 
P1 - Você está conseguindo dar a matéria para esta turma? 
P2 - Mais ou menos... Tenho passado os conteúdos, mas eles pegam pouco. 
P1 - Pois é! Tento ensinar, mas eles não guardam bem o que a gente passa. 
P2 - Eu explico bem, repito muito, até ficar alguma coisa na cabeça deles. 
Considerando-se a conversa dos dois professores, verifica-se que eles concebem o processo de 
ensino e aprendizagem como 
 a) articulação dos tópicos centrais das disciplinas 
 b) transmissão de valores socialmente relevantes 
 c) construção contextualizada de conhecimentos 
 d) transmissão e acumulação de conhecimentos 
 e) elaboração de conceitos significativos 
 
COMENTÁRIOS: 
Trata-se de uma questão fácil. Lembro que precisamos sempre sublinhar as palavras-chaves para 
embasar nossa decisão. Então, quando os professores comentam que “dar a matéria”, “eles não 
guardam” e “repito muito, até ficar alguma coisa na cabeça deles”, estão concebem o processo de 
ensino e aprendizagem como transmissão e acumulação de conhecimentos, conforme característica 
da tendência pedagógica liberal tradicional. De acordo com Libâneo (2014, p. 24-25), os conteúdos 
de ensino são repassados ao aluno como verdades; o professor transmite o conteúdo na forma de 
verdade; a retenção do material ensinado é garantida pela repetição. RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 14 
Considere o relato a seguir para responder às questão. 
Dois professores de uma mesma turma de 1º período conversam sobre suas atividades docentes: 
P1 - Você está conseguindo dar a matéria para esta turma? 
P2 - Mais ou menos... Tenho passado os conteúdos, mas eles pegam pouco. 
P1 - Pois é! Tento ensinar, mas eles não guardam bem o que a gente passa. 
P2 - Eu explico bem, repito muito, até ficar alguma coisa na cabeça deles. 
O diálogo entre os dois professores revela que a concepção pedagógica predominante é a 
 a) pedagogia renovada, defendida por Anísio Teixeira 
 b) educação bancária, segundo a crítica de Paulo Freire 
 c) competência técnica, proposta por Guiomar Namo de Mello 
 d) multidimensionalidade da didática, segundo Vera Maria Candau 
 e) crítico-social dos conteúdos, segundo crítica de Dermeval Saviani 
 
COMENTÁRIOS: 
Trata-se como a anterior, uma questão fácil. Lembro novamente que precisamos sempre sublinhar as 
palavras-chaves para embasar nossa decisão. Então, quando os professores comentam que “dar a 
matéria”, “eles não guardam” e “repito muito, até ficar alguma coisa na cabeça deles”, estão 
revelando uma concepção pedagógica criticada por Paulo Freire: a educação bancária da tendência 
liberal tradicional. De acordo com Libâneo (2014, p. 24-25), os conteúdos de ensino são repassados 
ao aluno como verdades; o professor transmite o conteúdo na forma de verdade; a retenção do 
material ensinado é garantida pela repetição; os métodos baseiam-se na exposição verbal da matéria 
e que tanto a exposição quanto a análise são feitas pelo professor que exige atitude receptiva do 
aluno.A alternativa A é falsa porque na pedagogia renovada, os conteúdos de ensino são 
estabelecidos em função de experiências que o sujeito vivencia diante de desafios cognitivos e 
situações problematizadoras. Valorizam-se as tentativas experimentais, a pesquisa, a descoberta, o 
estudo do meio natural e social, o método de solução de problemas (p. 26). A competência técnica 
proposta por Guiomar Mello, que trata a alternativa C, refere-se à competência técnica dos 
professores a qual questiona em seu livro Magistério de 1º Grau: da competência técnica ao 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
16 
 
compromisso político. Para a autora, a competência técnica pode ser caracterizada pelo domínio 
adequado do saber escolar; uma visão relativamente integrada e articulada dos aspectos relevantes 
mais imediatos de sua própria prática; uma compreensão das relações entre o preparo técnico que 
recebeu, a organização da escola e os resultados de sua ação; e uma compreensão mais ampla das 
relações entre a escola e a sociedade.A alternativa D fala de uma multidimensionalidade da didática, 
segundo Vera Candau. A autora entende a expressão como uma perspectiva multi/intercultural da 
didática. Para Candau (2013, p. 16), “na caminhada nesta direção, a reflexão didática deve ser 
elaborada a partir da análise de experiências concretas, procurando-se trabalhar continuamente a 
relação teoria-prática”.”1.Por fim, a alternativa E está errada porque a tendência progressista crítico-
social dos conteúdos entende que não basta que os conteúdos sejam apenas ensinados, é preciso 
que se liguem, de forma indissociável, à sua significação humana e social, numa reavaliação crítica 
diante desse conteúdo. RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 15 
São princípios da pedagogia progressiva proposta por Anísio Teixeira: 
a) O eixo da escola se desloca para a criança, não sendo mais o adulto, com seus interesses, a sua 
ciência, a sua sociedade, que é o centro da escola, mas a criança, com seus interesses, sua 
espontaneidade e os seus projetos. 
b) O centro da escola é a socialização de conteúdos e valores universais, sendo o conhecimento 
culturalmente relevante e socialmente legitimado o foco da educação escolar para uma nova 
sociedade. 
c) A escola está em crise e no centro dessa crise está o professor, o elemento central da renovação 
da escola, pois sem os saberes do professor não se podem construir novas pedagogias. 
d) Renovar a escola é prioritariamente acolher toda a diversidade de pessoas, uma vez que a 
diferença é uma vantagem pedagógica, sendo preciso superar a lógica da escola uniformizadora e 
homogeneizante. 
e) Uma nova escola requer a denúncia das desigualdades sociais, visto que uma sociedade desigual 
gera uma escola desigual, e apenas uma escola igualitária pode ser nova para uma nova sociedade. 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão trata especificamente dos princípios da tendência pedagógica liberal renovada 
progressivista, que tem como um de seus estudiosos o educador brasileiro Anísio Teixeira. Nessa 
tendência, o papel da escola é adequar as necessidades individuais ao meio social. Os conteúdos são 
estabelecidos a partir das experiências vividas pelos alunos frente às situações problemas. Os 
métodos de ensino são por meio de experiências, pesquisas e solução de problemas. O professor é 
auxiliador no desenvolvimento livre da criança. A aprendizagem é baseada na motivação e na 
estimulação de problemas. Alguns outros estudiosos são: Montessori, Decroly, John Dewey, Piaget e 
Lauro de Oliveira Lima. A alternativa correta é a “A” que cita, precisamente, parte de um parágrafo 
do capítulo terceiro da obra de Anísio Teixeira intitulado Pequena introdução à filosofia da educação: 
educação progressiva”. Na continuidade do texto citado, o autor diz que “a criança é a origem e o 
centro de toda a atividade escolar. A sua atividade impulsiva e espontânea deve governar a escola, 
que se transforma em um pequenino mundo feito à sua imagem e semelhança”. Comenta também 
“ter visitado, por mais de uma vez, várias dessas escolas, em vários e diversos centros de civilização. 
Nada aí lembra as escolas tradicionais que estamos habituados a ver. São casas de crianças, onde a 
vida corre alegre, divertida, cheiade cores, movimento, riso e som”.As alternativas B e C dizem 
respeito à pedagogia tradicional, enquanto que a alternativa D retrata as pedagogias renovadas e a 
alternativa E retratam as progressistas que partem de “uma análise crítica das realidades sociais e 
sustentam implicitamente as finalidades sociopolíticas da educação”.Libâneo (2014, p. 33) 
RESPOSTA: A 
 
 
 
1
 CANDAU, Vera Maria (Org). Rumo a uma Nova Didática. 23. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013. 
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17 
 
QUESTÃO 16 
Dentre as concepções e tendências pedagógicas que permeiam a prática docente, relacione a ação 
pedagógica à tendência correspondente: 
I. Pedagogia Tecnicista. 
II. Pedagogia Tradicional. 
III. Pedagogia Critico-Social dos Conteúdos. 
IV. Pedagogia Libertadora. 
 
( ) Maria desenvolve a sua metodologia de aula baseada em aula expositiva e priorizando os 
conteúdos do currículo oficial, não permite que os alunos façam perguntas e durante a aula apenas 
ela pode falar. 
( ) O planejamento de ensino de Pedro é baseado nos conteúdos de ensino, que devem ser 
repassados de forma objetiva, precisa e clara através de estímulo-resposta. 
( ) Sarah sempre desenvolve suas aulas através de círculos de debate, buscando envolver os alunos 
nas discussões e partindo do contexto em que vivem. 
( ) Paulo ao desenvolver suas aulas parte sempre dos conteúdos historicamente construídos e 
desenvolve uma crítica acerca desses. 
 
A sequência correta é: 
 a) I, II, III, IV. b) II, I, IV, III. c) IV, III, II, I. d) III, II, IV, I. e) II, IV, I, III. 
 
COMENTÁRIOS: 
Lembro mais uma vez que precisamos sempre sublinhar as palavras-chaves para embasar nossa 
decisão. Portanto, na primeira sentença-ação, temos as palavras-chaves “aula expositiva”, conteúdos 
do currículo oficial” e “não permite que alunos façam perguntas”, evidenciando características da 
tendência liberal tradicional. Na segunda sentença-ação, temos as palavras-chaves “conteúdos de 
ensino”, “objetiva”, “precisa”, “clara” e “estímulo-resposta”, evidenciando características da 
tendência liberal tecnicista. Na terceira sentença-ação, temos as palavras-chaves “círculos de 
debate” “discussões” e “contexto em que vivem”, evidenciando características da tendência 
progressista libertadora. Na quarta e última sentença-ação, temos as palavras-chaves “conteúdos 
historicamente construídos” e “crítica acerca deles”, evidenciando características da tendência 
progressista crítico-social dos conteúdos. RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 17 
No contexto das tendências pedagógicas a perspectiva tecnicista concebe a aprendizagem como: 
a) Um processo contínuo e se dá a partir da experiência concreta da vida dos educandos. 
b) Aprender é um ato de transmissão e assimilação dos conteúdos historicamente construídos. 
 c) O educando aprende quando desenvolve o senso crítico acerca do conhecimento. 
 d) A aprendizagem é autônoma e individual e por isso dispensa a ação pedagógica do docente. 
e) Um processo que envolve atividades comportamentais de estímulo-resposta. 
 
COMENTÁRIOS: 
Quando se trata de características da tendência tecnicista, devemos sempre lembrarmos que ela 
concebe a aprendizagem como um processo que envolve atividades comportamentais de estímulo-
resposta.De acordo com Libâneo (2014, p. 32), para essa tendência, “aprender é uma questão de 
modificação do desempenho”,“o ensino é um processo de condicionamento através do uso de 
reforçamento das respostas que se quer obter”, “os sistemas instrucionais visam ao controle do 
comportamento individual diante de objetivos preestabelecidos”. A alternativa A reflete 
característica da tendência progressista libertadora. A alternativa B reflete característica da 
tendência liberal tradicional. A alternativa C reflete característica da tendência progressista crítico-
social dos conteúdos. A alternativa D reflete característica da tendência liberal renovada não-
diretiva. RESPOSTA: E 
 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
18 
 
QUESTÃO 18 
Libâneo (1995) divide as tendências pedagógicas em dois grupos: “pedagogia liberal” e “pedagogia 
progressista”. No primeiro grupo estão as vertentes que concebem a educação como: 
 a) instrumento de prevenção e de correção de desvios. 
 b) responsável pelo caráter essencialmente político, valorizando a experiência como fundamento na 
relação pedagógica. 
 c) uma forma de resistência contra o Estado. 
 d) instrumento de construção e sistematização de um saber que terá ressonância na vida dos 
alunos, no sentido de favorecer mudanças sociais. 
 e) ação que visa à interação entre o meio cultural, social e natural e o educando, sendo o professor 
mediador. 
 
COMENTÁRIOS: 
Novamente fundamentada em seu livro Democratização da escola pública: A pedagogia crítico-social 
dos conteúdos. Na página 22, ao se referir à pedagogia liberal, Libâneo dia que “os indivíduos 
precisam aprender a adaptar-se aos valores e às normas vigentes na sociedade de classe”. Desta 
forma, esta tendência pedagógica concebe a educação como instrumento de prevenção e de 
correção de desvios. 
Todas as demais alternativas referem-se à pedagogia progressista. A alternativa B trata da pedagogia 
libertadora, a alternativa C da pedagogia libertária, a alternativa D da pedagogia crítico-social dos 
conteúdos e a alternativa E da pedagogia libertadora. RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 19 
A exposição das tendências pedagógicas compõe-se de uma caracterização geral das tendências 
liberal e progressista, seguidas da apresentação das pedagogias que as traduzem e que se 
manifestam na prática docente. De acordo com o assunto assinale a alternativa correta. 
I. A tendência liberal renovada acentua, igualmente, o sentido da cultura como desenvolvimento das 
aptidões individuais. 
II. Na tendência tradicional, a pedagogia liberal se caracteriza por acentuar o ensino humanístico, de 
cultura geral, no qual o aluno é educado para atingir, pelo próprio esforço, sua plena realização como 
pessoa. 
III. A tendência liberal renovada apresenta-se, entre nós, em duas versões distintas: a renovada 
progressivista, ou pragmatista, principalmente na forma difundida pelos pioneiros da educação nova. 
IV. É evidente que tanto as tendências quanto suas manifestações não são puras nem mutuamente 
exclusivas o que, aliás, é a limitação principal de qualquer tentativa de classificação. Em alguns casos 
as tendências se complementam, em outros, divergem. 
V. A educação brasileira, pelo menos nos últimos cinquenta anos, tem sido marcada pelas tendências 
liberais, nas suas formas ora conservadora, ora renovada. 
a) Somente I e IV estão corretas b) Somente II, III e IV estão erradas 
c) Somente I está certa d) Somente I e III estão erradas 
e) Todas estão corretas 
 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão deveria iniciar assim: de acordo com a página 22 do livro Democratização da escola 
pública: A pedagogia crítico-social dos conteúdos, de Libâneo, assinale... 
Brincadeiras à parte, de fato, à exceção do item IV, os itens foram copiados e colados desta página 
do livro. O item IV foi retirado do capítulo 3 (Tendências pedagógicas na prática escolar), 
especificamente página 53 do livro Filosofia da educação, de Luckesi. Enfim, todos os itens estão 
corretos. 
RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 20 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
19 
 
O conhecimento humano, dependendo das diferentes referências, é explicado diversamente em sua 
gênese e desenvolvimento, o que condiciona conceitos diversos de homem, mundo, cultura,sociedade, educação etc. Dentro de um mesmo referencial, é possível haver abordagens diversas, 
tendo em comum apenas os diferentes primados: ora do objeto, ora do sujeito, ora da interação de 
ambos. O conjunto das pedagogias, segundo Libâneo, divide‐se em dois grupos: a pedagogia liberal e 
a pedagogia progressista. Acerca das tendências pedagógicas, analise. 
 
I. A pedagogia liberal sustenta a ideia de que a escola tem por função preparar os indivíduos para o 
desempenho de papéis sociais, de acordo com as aptidões individuais, por isso os indivíduos 
precisam aprender a se adaptar aos valores e às normas vigentes na sociedade de classes através do 
desenvolvimento da cultura individual. 
 
II. A pedagogia progressista tem‐se manifestado em três tendências: a libertadora, mais conhecida 
como pedagogia de Paulo Freire; a libertária, que reúne os defensores da autogestão pedagógica; a 
crítico‐social dos conteúdos que, diferentemente das anteriores, acentua a primazia dos conteúdos 
no seu confronto com as realidades sociais. 
 
III. A educação brasileira, pelo menos nos últimos cinquenta anos, tem sido marcada pelas 
tendências progressistas nas suas formas ora conservadora, ora renovada. E se dividem em quatro 
abordagens: a tradicional, a renovada progressivista, a renovada não diretiva e a tecnicista. 
 
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) 
 a) I, II e III. b) I, apenas. c) III, apenas. d) I e II, apenas. 
 
COMENTÁRIOS: 
Novamente, todos os itens são citações diretas do livro Democratização da escola pública: A 
pedagogia crítico-social dos conteúdos, de Libâneo. O item I está na página 22, o item II na página 33 
e finalmente o item III está também na página 22 do livro, contudo trocaram a palavra liberais por 
progressistas para torna-la incorreta. RESPOSTA: D 
 
 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
20 
 
Lei nº 9.394/96 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
 
QUESTÃO 21 
Em conformidade com o Título IV – Da Organização da Educação Nacional – da Lei n.º 9394, de 20 de 
dezembro de 1996, relacione as incumbências correspondentes: 
1. Docentes 
2. Estabelecimentos de Ensino 
I. Elaborar e executar sua proposta pedagógica. (___) 
II. Prover meios para a recuperação dos alunos com menor rendimento. (___) 
III. Ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos 
dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional. (___) 
IV. Articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a 
escola. (___) 
V. Colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. (___) 
VI. Assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas. (___) 
 
Assinale a sequência correta das incumbências relacionadas é: 
 a) 2, 1, 1, 2, 2 e 1 b) 2, 2, 1, 2, 1 e 2 c) 1, 2, 1, 2, 1 e 2 d) 1, 1, 1, 2, 1 e 1 e) 2, 1, 1, 2, 1 e 2 
 
COMENTÁRIOS: 
Trata-se de questão relacionada às incumbências dos estabelecimentos de ensino e dos docentes, as 
quais encontram-se nos artigos 12 e 13 da lei: 
 
Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de 
ensino, terão a incumbência de: 
I - elaborar e executar sua proposta pedagógica; 
II - administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros; 
III - assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas; 
IV - velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente; 
V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento; 
VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com 
a escola; 
VII - informar os pais e responsáveis sobre a frequência e o rendimento dos alunos, bem como sobre 
a execução de sua proposta pedagógica. 
VII - informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se for o caso, os responsáveis legais, 
sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a execução da proposta pedagógica da 
escola; (Redação dada pela Lei nº 12.013, de 2009) 
VIII – notificar ao Conselho Tutelar do Município, ao juiz competente da Comarca e ao respectivo 
representante do Ministério Público a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas 
acima de cinquenta por cento do percentual permitido em lei. (Incluído pela Lei nº 10.287, de 
2001) 
 
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: 
I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; 
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de 
ensino; 
III - zelar pela aprendizagem dos alunos; 
IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento; 
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos 
períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional; 
VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. 
RESPOSTA: B 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
21 
 
QUESTÃO 22 
Tendo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, é 
correto afirmar que: 
 a)Os Estados deverão se incumbir de oferecer com prioridade o ensino médio e o ensino 
fundamental em suas redes de ensino. 
 b)A Educação Básica deverá padroniza-se em séries anuais, buscando assim o interesse do processo 
de aprendizagem. 
 c)O ensino fundamental obrigatório tem duração de oito anos, é gratuito nas escolas públicas e 
inicia-se aos sete anos de idade. 
 d)A educação infantil deverá possuir carga horária mínima de 800 (oitocentas) horas, distribuídas 
em 200 dias letivos. 
 e)Em seu Art. 35, inciso II, que trata sobre a finalidade do ensino médio diz que se deve preparar o 
educando prioritariamente para o ingresso na universidade. 
 
COMENTÁRIOS: 
O inciso VI do artigo 10 diz que os Estados incumbir-se-ão deassegurar o ensino fundamental e 
oferecer, com prioridade, o ensino médio a todos que o demandarem.O Art. 23 diz que a educação 
básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de 
períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, 
ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o 
recomendar.O Art. 32 diz que o ensino fundamental será obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, 
gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação 
básica do cidadão. O inciso II do artigo 31 diz que a educação infantil será organizada com carga 
horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por um mínimo de 200 (duzentos) dias 
de trabalho educacional. Já o inciso II do artigo 35 diz que uma das finalidades do ensino médio é a 
preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo 
a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento 
posteriores. 
RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 23 
Considerando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 
1996, é CORRETO afirmar: 
 a) A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância 
regular de períodos de estudo, grupos não seriados, com base na idade, na competência e em outros 
critérios, ou em forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem 
assim o recomendar. 
 b) O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais, inclusive climáticas e 
econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sendofacultado, nesses casos, reduzir o 
número de horas letivas previsto na Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996. 
 c) A educação infantil terá carga horária mínima anual de seiscentas horas, distribuída por um 
mínimo de duzentos dias de trabalho educacional. 
 d) A jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo menos três horas de trabalho efetivo em 
sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola, ressalvados os 
casos de ensino noturno e das formas alternativas de organização autorizadas na LDBN. 
 e) O controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar exige a frequência mínima de 
50% (cinquenta por cento) do total de horas. 
 
COMENTÁRIOS: 
O artigo 23 reza que a educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, 
ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na 
competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do 
processo de aprendizagem assim o recomendar.A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
22 
 
quando se tratar de transferências entre estabelecimentos situados no País e no exterior, tendo 
como base as normas curriculares gerais.O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades 
locais, inclusive climáticas e econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso 
reduzir o número de horas letivas previsto nesta Lei.O inciso II do artigo 31 diz que a educação 
infantil será organizada com carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por 
um mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho educacional. O artigo 34 fala que a jornada escolar no 
ensino fundamental incluirá pelo menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo 
progressivamente ampliado o período de permanência na escola.Finalmente, o inciso VI do artigo 24 
diz que o controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu regimento e nas 
normas do respectivo sistema de ensino, exigida a frequência mínima de setenta e cinco por cento 
do total de horas letivas para aprovação. 
RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 24 
Muito se ouve falar sobre a necessidade e a importância da participação da família no processo 
escolar. Porém ainda há um longo caminho a percorrer nesse sentido. Se de um lado está a escola 
reclamando que algumas famílias não se interessam pela vida escolar de seus filhos, de outro lado 
está a família se queixando que só se chama os pais/responsáveis na escola para reclamarem dos 
filhos/alunos. Paro (1997) afirma que: “Parece haver uma confusão de papéis, onde por um lado 
estão os pais que não compreendem a real função da escola, e por outro lado há falta de habilidade 
dos profissionais da educação em promover a comunicação entre a escola e a família”. Nesse 
sentido, a LDB vigente assegura que a participação da comunidade escolar como um todo é de 
fundamental importância. Indique abaixo, qual dos artigos nesse documento que enfatizam a 
participação como um aspecto relevante: 
a) Art. 5°.b) Art. 50º.c) Art. 9°.d) Art. 26º.e) Art. 14º. 
 
COMENTÁRIOS: 
A participação da comunidade escolar está associada à gestão democrática e é descrita no artigo 14 
da Lei. Vejamos todos os artigos citados na questão: 
 
Art. 5º O acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo, podendo qualquer 
cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou 
outra legalmente constituída e, ainda, o Ministério Público, acionar o poder público para exigi-lo. 
§ 1º O poder público, na esfera de sua competência federativa, deverá: (Redação dada pela 
Lei nº 12.796, de 2013) 
I - recensear anualmente as crianças e adolescentes em idade escolar, bem como os jovens e adultos 
que não concluíram a educação básica; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
II - fazer-lhes a chamada pública; 
III - zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola. 
§ 2º Em todas as esferas administrativas, o Poder Público assegurará em primeiro lugar o acesso ao 
ensino obrigatório, nos termos deste artigo, contemplando em seguida os demais níveis e 
modalidades de ensino, conforme as prioridades constitucionais e legais. 
§ 3º Qualquer das partes mencionadas no caput deste artigo tem legitimidade para peticionar no 
Poder Judiciário, na hipótese do § 2º do art. 208 da Constituição Federal, sendo gratuita e de rito 
sumário a ação judicial correspondente. 
§ 4º Comprovada a negligência da autoridade competente para garantir o oferecimento do ensino 
obrigatório, poderá ela ser imputada por crime de responsabilidade. 
§ 5º Para garantir o cumprimento da obrigatoriedade de ensino, o Poder Público criará formas 
alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino, independentemente da escolarização anterior. 
[...] 
Art. 9º A União incumbir-se-á de: (Regulamento) 
I - elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios; 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
23 
 
II - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais do sistema federal de ensino e o 
dos Territórios; 
III - prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para o 
desenvolvimento de seus sistemas de ensino e o atendimento prioritário à escolaridade obrigatória, 
exercendo sua função redistributiva e supletiva; 
IV - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e 
diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os 
currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum; 
IV-A - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, diretrizes e 
procedimentos para identificação, cadastramento e atendimento, na educação básica e na educação 
superior, de alunos com altas habilidades ou superdotação; (Incluído pela Lei nº 13.234, de 
2015) 
V - coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação; 
VI - assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino fundamental, médio e 
superior, em colaboração com os sistemas de ensino, objetivando a definição de prioridades e a 
melhoria da qualidade do ensino; 
VII - baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-graduação; 
VIII - assegurar processo nacional de avaliação das instituições de educação superior, com a 
cooperação dos sistemas que tiverem responsabilidade sobre este nível de ensino; 
IX - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das 
instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino. (Vide Lei nº 
10.870, de 2004) 
§ 1º Na estrutura educacional, haverá um Conselho Nacional de Educação, com funções normativas e 
de supervisão e atividade permanente, criado por lei. 
§ 2° Para o cumprimento do disposto nos incisos V a IX, a União terá acesso a todos os dados e 
informações necessários de todos os estabelecimentos e órgãos educacionais. 
§ 3º As atribuições constantes do inciso IX poderão ser delegadas aos Estados e ao Distrito Federal, 
desde que mantenham instituições de educação superior. 
[...] 
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na 
educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: 
I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; 
II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. 
[...]Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter 
base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento 
escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da 
cultura, da economia e dos educandos. 
[...] 
Art. 50. As instituições de educação superior, quando da ocorrência de vagas, abrirão matrícula nas 
disciplinas de seus cursos a alunos não regulares que demonstrarem capacidade de cursá-las com 
proveito, mediante processo seletivo prévio. 
RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 25 
A Lei n° 9394, de 20 de dezembro de 1996, estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Em 
função de necessidades específicas, muitas dessas diretrizes necessitam de Leis Complementares ou 
Decretos para entrarem em vigor. Nesse contexto, o Decreto n° 5622, de 19 de dezembro de 2005, 
tem como finalidade regulamentar o artigo: 
 a) 210 da Lei n° 9394/1996, que trata da fixação de conteúdos mínimos. 
 b) 81 da Lei n° 9394/1996, que trata da organização do ensino experimental. 
 c) 13 da Lei n° 9394/1996, que trata das funções docentes no âmbito das instituições escolares. 
 d) 80 da Lei n° 9394/1996, no que concerne à forma de organização da educação a distância. 
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24 
 
 e) 36 da Lei n° 9394/1996, que trata da educação profissional de nível técnico, sua forma de oferta e 
organização curricular. 
 
COMENTÁRIOS: 
A LDB possui 92 artigos, desse modo, já poderíamos eliminar a alternativa A. O artigo 81 diz que é 
permitida a organização de cursos ou instituições de ensino experimentais, desde que obedecidas as 
disposições desta Lei.O artigo 13, de fato, trata das incumbências docentes, mas não se refere ao 
teor do Decreto nº 5622. O artigo 80 diz que o Poder Público incentivará o desenvolvimento e a 
veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de 
educação continuada. De fato, está relacionada ao referido Decreto nº 5622, regulamentando o art. 
80 da Lei nº 
9.394/96, que caracteriza a educação a distância comomodalidade educacional. Finalmente o artigo 
36 trata dos currículos do ensino médio, sendo os 36-A a 36-D sobre a Educação Profissional Técnica 
de Nível Médio. RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 26 
São inúmeras as pesquisas que demonstram o impacto positivo da formação de professores nos 
processos educacionais. Assim, o Artigo 59 da LDB – Lei nº 9.394/96 – ressalta a importância de se 
promover especialização adequada aos professores de classes especiais que atenderão aos 
educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou 
superdotação. Quanto a essa formação específica, de acordo com o mencionado artigo, o professor 
deve: 
 a) possuir especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, 
bem como professores do ensino regular serem capacitados para a integração desses educandos nas 
classes comuns. 
 b) possuir especialização técnica em nível médio para atuar em instituições de ensino de 
atendimento especializado. 
 c) possuir graduação em Pedagogia, Serviço Social ou Psicologia e Pós-graduação em Educação, para 
atuar em instituições de ensino de atendimento especializado. 
 d) possuir, exclusivamente, o ensino médio específico e se capacitar em serviço, de forma 
continuada, para a integração desses educandos em classes comuns. 
 e) possuir qualquer graduação e atuar em instituições de ensino de atendimento especializado, 
atendendo os educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas 
habilidades ou superdotação. 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão trata especificamente dos direitos assegurados aos educandos com deficiência, 
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Em especial, à 
formação adequada dos professores: Os sistemas de ensino devem assegurar, conforme o inciso III 
do artigo 59: professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para 
atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração 
desses educandos nas classes comuns. RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 27 
No Título IV – Da organização da Educação Nacional, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional (Lei n° 9.394/96), foi disposta a organização, em regime de colaboração, dos sistemas de 
ensino da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. Isso posto, assinale a afirmativa 
que NÃO condiz com o que está disposto na referida Lei. 
 a) A União exercerá função redistributiva e supletiva mediante assistência técnica e financeira aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. 
 b) A União organizará o sistema federal de ensino e dos Territórios e financiará as instituições de 
ensino públicas federais. 
 c) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios definirão as formas de colaboração na 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
25 
 
organização de seus sistemas de ensino. 
 d) Os Estados e o Distrito Federal atuarão, prioritariamente, na oferta e manutenção do ensino 
fundamental e médio. 
 e) Os Municípios atuarão, exclusivamente, na oferta e manutenção do ensino fundamental e na 
educação infantil. 
 
COMENTÁRIOS: 
As incumbências da União, dos Estados e dos Municípios estão presentes nos artigos 9, 10 e 11 da 
Lei. O erro está em afirmar que os municípios atuarão exclusivamente do ensino fundamental e 
educação infantil, pois é “permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando 
estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima 
dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do 
ensino”. 
Vejamos os artigos citados: 
 
Art. 9º A União incumbir-se-á de: 
I - elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios; 
II - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais do sistema federal de ensino e o 
dos Territórios; 
III - prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para o 
desenvolvimento de seus sistemas de ensino e o atendimento prioritário à escolaridade obrigatória, 
exercendo sua função redistributiva e supletiva; 
IV - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e 
diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os 
currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum; 
IV-A - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, diretrizes e 
procedimentos para identificação, cadastramento e atendimento, na educação básica e na educação 
superior, de alunos com altas habilidades ou superdotação; (Incluído pela Lei nº 13.234, de 
2015) 
V - coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação; 
VI - assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino fundamental, médio e 
superior, em colaboração com os sistemas de ensino, objetivando a definição de prioridades e a 
melhoria da qualidade do ensino; 
VII - baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-graduação; 
VIII - assegurar processo nacional de avaliação das instituições de educação superior, com a 
cooperação dos sistemas que tiverem responsabilidade sobre este nível de ensino; 
IX - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das 
instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino. 
§ 1º Na estrutura educacional, haverá umConselho Nacional de Educação, com funções normativas e 
de supervisão e atividade permanente, criado por lei. 
§ 2° Para o cumprimento do disposto nos incisos V a IX, a União terá acesso a todos os dados e 
informações necessários de todos os estabelecimentos e órgãos educacionais. 
§ 3º As atribuições constantes do inciso IX poderão ser delegadas aos Estados e ao Distrito Federal, 
desde que mantenham instituições de educação superior. 
 
 Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de: 
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino; 
II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do ensino fundamental, as quais 
devem assegurar a distribuição proporcional das responsabilidades, de acordo com a população a ser 
atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público; 
III - elaborar e executar políticas e planos educacionais, em consonância com as diretrizes e planos 
nacionais de educação, integrando e coordenando as suas ações e as dos seus Municípios; 
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26 
 
IV - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das 
instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino; 
V - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; 
VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio a todos que o 
demandarem, respeitado o disposto no art. 38 desta Lei; 
VII - assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual. 
Parágrafo único. Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as competências referentes aos Estados e aos 
Municípios. 
Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de: 
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino, 
integrando-os às políticas e planos educacionais da União e dos Estados; 
II - exercer ação redistributiva em relação às suas escolas; 
III - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; 
IV - autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de ensino; 
V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental, 
permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as 
necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados 
pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. 
VI - assumir o transporte escolar dos alunos da rede municipal 
Parágrafo único. Os Municípios poderão optar, ainda, por se integrar ao sistema estadual de ensino 
ou compor com ele um sistema único de educação básica. 
 
QUESTÃO 28 
Com relação ao planejamento de políticas educacionais, assinale a opção correta. Nesse sentido 
considere que a sigla LDB sempre que utilizada, se refere a Lei de Diretrizes e Bases. 
 a) A educação profissional básica visa à habilitação profissional e seus conteúdos são segmentados 
em módulos regidos por diretrizes curriculares nacionais. 
 b) A educação profissional no nível técnico visa à qualificação, atualização e profissionalização, e 
apresenta currículo variável representando a educação não formal. 
c) Para a elaboração de planos e políticas referentes ao sistema educacional, é dispensável a 
participação do psicólogo, por ser essa atividade atribuição de gestores educacionais e pedagogos. 
 d) De acordo com a LDB, a educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática 
social. 
 e) A educação profissional insere-se entre o ensino superior e a pós-graduação, mas pertence 
apenas a um segmento específico de qualificação, uma vez que visa conduzir o aluno ao permanente 
desenvolvimento de aptidões para o trabalho. 
 
COMENTÁRIOS: 
À exceção da alternativa D, a questão trata de assuntos relacionados aos planejamento e políticas 
educacionais para modalidade educação profissional na LDB. A alternativa A está incorreta porque de 
acordo com artigo 36-A, o ensino médio, atendida a formação geral do educando, poderá prepará-lo 
para o exercício de profissões técnicas. A preparação geral para o trabalho e, facultativamente, a 
habilitação profissional,poderão ser desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio 
ou em cooperação com instituições especializadas em educação profissional. A alternativa B está 
incorreta porque a educação profissional no nível técnico visa a formação geral do educando, 
podendo prepará-lo para o exercício de profissões técnicas a serem desenvolvidas nos próprios 
estabelecimentos de ensino médio ou em cooperação com instituições especializadas em educação 
profissional. Ela será desenvolvida nas formas articulada com o ensino médio e subsequente, em 
cursos destinados a quem já tenha concluído o ensino médio. A alternativa C está incorreta porque a 
elaboração de planos e políticas educacionais são atribuições de toda comunidade escolar e local, 
conforme o artigo 14 da LDB: Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do 
ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes 
princípios:I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
27 
 
escola;II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.A 
alternativa D está correta porque conforme o parágrafo 2º do artigo 1º: A educação escolar deverá 
vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. Finalmente, a alternativa E está incorreta porque 
de acordo com o parágrafo 2º do artigo 39: A educação profissional e tecnológica abrangerá os 
seguintes cursos: I – de formação inicial e continuada ou qualificação profissional; II – de educação 
profissional técnica de nível médio; III – de educação profissional tecnológica de graduação e pós-
graduação. Disto desta forma, a educação profissional insere-se entre os cursos de formação inicial e 
continuada ou qualificação profissional e de educação profissional tecnológica de graduação e pós-
graduação. RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 29 
De acordo com a Seção IV-A, Da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, da Lei de Diretrizes e 
Bases da Educação, a educação profissional técnica de nível médio: 
 a) pode ser ofertada em instituições de ensino distintas. 
 b) demanda que o aluno esteja trabalhando com carteira assinada. 
 c) garante a obtenção de diplomas equivalentes ao do ensino superior. 
 d) é oferecida mediante pagamento de taxa de matrícula e mensalidade. 
 e) é oferecida prioritariamente a quem já tenha concluído o ensino médio. 
 
COMENTÁRIOS: 
Não há o critério de estar trabalhando e ainda mais com carteira assinada para que o aluno esteja 
matriculado em cursos de educação profissional. Outro erro é achar que ao fazer curso de nível 
médio o aluno obtenha diploma equivalente ao de curso superior. Pior ainda é afirmar que é 
oferecida mediante pagamento de taxa de matrícula ou mensalidade se há cursos ofertados na 
forma pública e privada. Finalmente, a alternativa E equivocadamente erra por afirmar que é 
oferecida prioritariamente aquém já tenha concluído o ensino médio. Pois, sabemos que de acordo 
com o artigo 36-B: A educação profissional técnica de nível médio será desenvolvida nas formas 
articulada com o ensino médio; e subsequente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o 
ensino médio. 
RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 30 
Sobre a alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional acerca da inclusão no currículo 
oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena” 
leia asalternativas abaixo. 
 
I) Nos estabelecimentos públicos de ensino fundamental e de ensino médio, torna-se obrigatório o 
estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. 
II) O conteúdo programático incluirá diversos aspectos da história e da cultura negra que unicamente 
caracterizam a formação da população brasileira. 
III) Deverão ser abordados a história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos 
indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da 
sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, 
pertinentes à história do Brasil. 
IV) Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão 
ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de 
literatura e história brasileiras. 
V) Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão 
ministrados especificamente no âmbito das áreas de educação artística e de literatura e história 
brasileiras. 
Assinale a alternativa que apresenta somente as afirmativas CORRETAS. 
a) As alternativas I, II e III estão corretas. 
b) As alternativas III, IV e V estão corretas. 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
28 
 
 c) As alternativas II e IV estão corretas. 
d) As alternativas III e IV estão corretas. 
e) As alternativas I, II e V estão corretas. 
 
COMENTÁRIOS: 
Podemos afirmar que de acordo com o artigo 26-A, o item I está incorreta porque faltou incluir a 
palavra “privados”. O item II está incorreta porque em vez de “unicamente” “cultura negra”, deveria 
ser “cultura afro-brasileira e indígena”.O item III está correto pois está de acordo com o § 1ºdo artigo 
26-A. O item IV está correto pois está de acordo com o § 2ºdo artigo 26-A. Finalmente, o item V está 
incorreto porquelimitou às áreas de educação artística , de literatura e de história brasileiras para se 
tratar dos conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros. 
 
Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, 
torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. 
§ 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da 
cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais 
como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no 
Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, 
resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do 
Brasil. 
§ 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros 
serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística 
e de literatura e história brasileiras. 
RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 31 
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei 9.394/96, Artigos 12 a 14, 
tratando do Projeto Político Pedagógico das Instituições de Ensino, marque (V) para as afirmativas 
VERDADEIRAS e (F), para as FALSAS. 
( ) Os sistema de ensino deverão elaborar a proposta pedagógica dos estabelecimentos de ensino a 
partir dos princípios das normas da gestão democrática. 
( ) Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação 
básica, de acordo com as suas peculiaridades. 
( ) A participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola é um 
princípio das normas de gestão democrática a serem definidas pelos sistemas de ensino. 
( ) Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, 
terão a incumbência de: elaborar e executar sua proposta pedagógica. 
( ) Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, 
terão a incumbência de receber sua proposta pedagógica dos sistemas de ensino e executá-la 
garantindo para isso a participação da comunidade escolar. 
( ) Os docentes incumbir-se-ão de participar da elaboração da proposta pedagógica do 
estabelecimento de ensino. 
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de cima para baixo. 
 a) V, V, F, V, F, V b) F, F, V, V, V, V c) F, V, V, V, F, V d) F, V, V, V, F, F e) V, V, F, V, F, F 
 
COMENTÁRIOS: 
Outra questão muito cobrada em provas. Trata-se das incumbências dos estabelecimentos de ensino 
e dos docentes presentes nos artigos 12 e 13, e dos princípios da gestão democrática.A primeira 
sentença é falsa porque os sistemas de ensino devem além de elaborar sua proposta pedagógica, 
também executá-la. A segunda e terceira sentenças são verdadeiras porque estão de acordo com o 
artigo 14 da lei. A quarta sentença é resposta verdadeira à primeira sentença, conforme o inciso I do 
artigo 12. A quinta sentença é falsa seguindo o mesmo princípio do inciso I do artigo 12. Finalmente, 
a sexta sentença é verdadeira de acordo com o inciso I do artigo 13. 
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29 
 
---- 
Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de 
ensino, terão a incumbência de: 
I - elaborar e executar sua proposta pedagógica; 
II - administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros; 
III - assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas; 
IV - velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente; 
V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento; 
VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a 
escola; 
VII - informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se for o caso, os responsáveis legais, 
sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a execução da proposta pedagógica da 
escola; 
VIII – notificar ao Conselho Tutelar do Município, ao juiz competente da Comarca e ao respectivo 
representante do Ministério Público a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas 
acima de cinquenta por cento do percentual permitido em lei. 
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: 
I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; 
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de 
ensino; 
III - zelar pela aprendizagem dos alunos; 
IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento; 
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos 
períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional; 
VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. 
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na 
educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: 
I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; 
II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. 
RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 32 
(LDB) De acordo com a Lei n° 9.394/1996, art. 14, os sistemas de ensino definirão as normas da 
gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e 
conforme os seguintes princípios: 
I. Participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola. 
II. Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolaresou equivalentes. 
III. Participação dos alunos nos conselhos de classes e elaboração de projetos. 
a) Somente I e II estão corretas. 
b) Somente II e III estão corretas. 
c) Somente I e III estão corretas. 
d) Somente I está correta. 
e) Todas estão corretas. 
 
COMENTÁRIOS: 
O artigo 14 trata da gestão democrática. Importante lembrar que o artigo registra apenas dois 
princípios: I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da 
escola;II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. 
RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 33 
Conforme a Lei Federal nº 9394/96, de 20/12/96 e alterações que estabelece as Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional, em seu art. 59, estabelece que os sistemas de ensino deverão assegurar aos 
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30 
 
educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou 
superdotação: 
I.currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas 
necessidades; 
II. terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do 
ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o 
programa escolar para os superdotados; 
III. professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento 
especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses 
educandos nas classes comuns; 
IV. educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, 
inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho 
competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que 
apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora; 
V. acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o 
respectivo nível do ensino regular. 
As assertivas CORRETAS são: 
a) Apenas I; II e III 
b) Apenas II; III e V 
c) Apenas II; III; IV e V 
d) Apenas II; IV e V 
e) As alternativas I; II; III; IV e V estão corretas. 
 
COMENTÁRIOS: 
A educação especial é tratada entre os artigos 58 e 60 do capítulo V da Lei. A questão cita todos os 
incisos do artigo 59, na sua íntegra. O avaliador não teve nenhum trabalho, simplesmente copiou e 
colou do texto da lei. RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 34 
Entre as consideradas “modalidades especiais da educação”, destinadas a atender as características 
particulares e específicas de determinados grupos, a Lei nº 9.394/96 dispõe sobre a modalidade de 
educação escolar oferecida, preferencialmente, na rede regular de ensino, para educandos com 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Assinale a 
alternativa que apresenta o título da referida modalidade. 
a) Educação para as Necessidades Físicas. 
b) Educação para Jovens e Adultos. 
c) Educação para Povos Indígenas. 
d) Educação Especial. 
e) Educação Profissional. 
 
COMENTÁRIOS: 
Questão fácil. Trata da modalidade educação especial, pois expressões como deficiência, transtornos 
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 35 
Nos termos do Artigo 58º da LDB 9.394/96, em relação aos alunos com necessidades especiais, será 
oferecida educação especial com atendimento educacional, preferencialmente, em: 
 a) escolas especiais da rede pública estadual, sempre atendendo às necessidades da família. 
 b) escolas públicas particulares especiais, por meio de convênios, desde que não acarrete despesas 
para os cofres públicos. 
 c) classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos 
alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. 
 d) rede regular de ensino, com consultórios especializados, em função da deficiência de cada aluno. 
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31 
 
 e) escolas públicas conveniadas com hospitais, visando ao atendimento da patologia e à sequência 
do processo de ensino aprendizagem. 
 
COMENTÁRIOS: 
A resposta está no parágrafo 2º do artigo de que trata a questão. Importante conhecer todos os seus 
parágrafos: 
Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação 
escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, 
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. 
§ 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às 
peculiaridades da clientela de educação especial. 
§ 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre 
que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes 
comuns de ensino regular. 
§ 3º A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero 
a seis anos, durante a educação infantil. 
RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 36 
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, sob o número 9.394/96, também 
conhecida como Lei Darcy Ribeiro, define as diretrizes gerais da educação brasileira. Por meio do 
TÍTULO IV, DA ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NACIONAL, trata, especificamente no art. 13, de 
incumbências docentes, dentre as quais, destacam-se três: 
I. participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. 
II. fomentar seu próprio desenvolvimento profissional, permanentemente. 
III. fomentar e promover a articulação entre a escola e a comunidade em geral. 
IV. cumprir os dias letivos e as horas-aula estabelecidas, além de participar integralmente dos 
períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional. 
V. colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. 
 
Estão CORRETAS, apenas: 
 a) I, II e III. b) I, III e IV. c) I, IV e V. d) II, III e IV. e) II, IV e V. 
 
COMENTÁRIOS: 
Mais uma questão comum nas provas para professores. O artigo 13 da LDB trata ds incumbências 
dos docentes, que são 6: 
I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; 
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de 
ensino; 
III - zelar pela aprendizagem dos alunos; 
IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento; 
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos 
períodosdedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional; 
VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. 
 
No entanto, em vez, de “cumprir” os dias letivos, o correto seria “ministrar”. Nesse caso, poderiam 
ter anulada a questão por não haver alternativa corretae terem no enunciado se baseado na “atual 
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, sob o número 9.394/96” e “especificamente no 
art. 13”.RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 37 
Com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/1996, quanto à organização 
da educação nacional, analise as alternativas e verifique quais são VERDADEIRAS (V) e quais são 
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32 
 
FALSAS (F). 
( ) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração, os 
respectivos sistemas de ensino. 
( ) Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democráticado ensino público na educação 
básica, conforme os seguintes princípios: participação dos profissionais da educação na elaboração 
do projeto pedagógico da escola e participação das comunidades escolar e local em conselhos 
escolares ou equivalentes. 
( ) O sistema federal de ensino compreende as instituições de ensino mantidas pela União; as 
instituições de educação superior criadas e mantidas pela iniciativa privada; as instituições de ensino 
médio criadas pelo Distrito Federal e os órgãos federais de educação. 
( ) Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas e privadas de educação básica 
que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão 
financeira. 
( ) Caberá à União a coordenação da política nacional de educação, articulando os diferentes níveis e 
sistemas e exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias 
educacionais. 
 
Assinale a opção que contém as alternativas CORRETAS. 
 a) F, V, V, V, F b) V, V, F, F, V c) V, F, V, F, V d) F, V, F, F, V e) V, V, F, V, F 
 
COMENTÁRIOS: 
A primeira sentença é verdadeira porque trata do artigo 8º da lei. A segunda sentença também é 
verdadeira porque trata do artigo 14 da lei. A terceira sentença é falsa porque no artigo 16 não 
temos que o sistema federal de ensino compreende as instituições de ensino médio criadas pelo 
Distrito Federal. A quarta sentença também é falsa porque o artigo 15 da lei não envolve escolas 
privadas. Finalmente, a quinta sentença é verdadeira trata do § 1º do artigo 8° da lei. RESPOSTA: B 
 
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33 
 
Leinº 11.494/2007 - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação 
Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) 
 
QUESTÃO 38 
Acerca da Lei nº 11.494/2007, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da 
Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB, assinale a afirmativa 
INCORRETA. 
a) Prevê pelo menos 5% do montante dos impostos e transferências que compõem a cesta de 
recursos do FUNDEB, somados aos, no mínimo, de 25% desses impostos e transferências em favor da 
manutenção e desenvolvimento do ensino. 
 b) A União desenvolverá e apoiará políticas de estímulo às iniciativas de melhoria de qualidade do 
ensino, acesso e permanência na escola, promovidas pelas unidades federadas, em especial aquelas 
voltadas para a inclusão de crianças e adolescentes em situação de risco social. 
 c) A instituição dos Fundos previstos da supracitada Lei e a aplicação de seus recursos não isentam 
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios da obrigatoriedade da aplicação na manutenção e no 
desenvolvimento do ensino, na forma prevista na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases. 
 d) A União, os Estados e o Distrito Federal desenvolverão, em regime de colaboração, programas de 
apoio ao esforço para conclusão da educação básica dos alunos regularmente matriculados no 
sistema público de educação que cumpram pena no sistema penitenciário, exceto na condição de 
presos provisórios. 
 
COMENTÁRIOS: 
Importante destacar que se pede na questão a alternativa incorreta. Neste caso, é a letra “D”. O 
avaliador apenas trocou “ainda que” por “exceto” ao final do artigo 39 da lei. Ação típica dos 
avaliadores que também usam como recurso a trocar de palavras quando se trata de texto de lei ou 
de artigos científicos ou livros. A alternativa“A” está correta pois fundamenta-se no inciso I do artigo 
1º. A alternativa “B” está correta pois fundamenta-se no artigo 39. A alternativa “C” está correta 
pois fundamenta-se no parágrafo único do artigo 1º da lei. RESPOSTA: D 
 
Art. 1º É instituído, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, um Fundo de Manutenção e 
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, de 
natureza contábil, nos termos do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT. 
 
Parágrafo único. A instituição dos Fundos previstos no caput deste artigo e a aplicação de seus 
recursos não isentam os Estados, o Distrito Federal e os Municípios da obrigatoriedade da aplicação 
na manutenção e no desenvolvimento do ensino, na forma prevista no art. 212 da Constituição 
Federal e no inciso VI do caput e parágrafo único do art. 10 e no inciso I do caput do art. 11 da Lei nº 
9.394, de 20 de dezembro de 1996, de: 
 
I - pelo menos 5% (cinco por cento) do montante dos impostos e transferências que compõem a 
cesta de recursos do Fundeb, a que se referem os incisos I a IX do caput e o § 1o do art. 3o desta Lei, 
de modo que os recursos previstos no art. 3o desta Lei somados aos referidos neste inciso garantam 
a aplicação do mínimo de 25% (vinte e cinco por cento) desses impostos e transferências em favor da 
manutenção e desenvolvimento do ensino; 
 
II - pelo menos 25% (vinte e cinco por cento) dos demais impostos e transferências. 
 
[...] 
 
Art. 39. A União desenvolverá e apoiará políticas de estímulo às iniciativas de melhoria de qualidade 
do ensino, acesso e permanência na escola, promovidas pelas unidades federadas, em especial 
aquelas voltadas para a inclusão de crianças e adolescentes em situação de risco social. 
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34 
 
 
Parágrafo único. A União, os Estados e o Distrito Federal desenvolverão, em regime de colaboração, 
programas de apoio ao esforço para conclusão da educação básica dos alunos regularmente 
matriculados no sistema público de educação: 
 
I - que cumpram pena no sistema penitenciário, ainda que na condição de presos provisórios; 
 
II - aos quais tenham sido aplicadas medidas socioeducativas nos termos da Lei no 8.069, de 13 de 
julho de 1990. 
 
QUESTÃO 39 
O FUNDEB, foi instituído pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de dezembro de 2006, 
regulamentado pela Lei Federal nº 11.494, de 20 de junho de 2007, e, no âmbito desta Corte, através 
da Resolução TC n° 243, de 13 de setembro de 2007, sendo uma das mais importantes fontes de 
financiamento das ações da Educação Básica. O FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento 
da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação foi criado para pagar os 
“profissionais do magistério da Educação Básica” quem são estes profissionais: 
 a) São todos os docentes, nas escolas, com exercício da docência, incluindo se direção ou 
administração escolar, planejamento, inspeção, supervisão, orientação educacional e coordenação 
pedagógica, excluindo os profissionais que oferecem suporte pedagógico direto. 
b) Somente os docentes, profissionais que oferecem suporte pedagógico direto, nas escolas, com 
exercício da docência, excluindo a direção ou administração escolar, planejamento, inspeção, 
supervisão, orientação educacional e coordenação pedagógica. 
 c) São todos os docentes, profissionais que oferecem suporte pedagógico direto, nas escolas, 
direção ou administração escolar, planejamento, excluindo os profissionais que fazem a inspeção, 
supervisão, orientação educacional e coordenação pedagógica 
 d) São todos os docentes, profissionais que oferecem suporte pedagógico direto, nas escolas, ao 
exercício da docência, incluindo se direção ou administração escolar, planejamento, inspeção, 
supervisão, orientação educacional e coordenação pedagógica. 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com o inciso II do Art. 22 da lei: 
Art. 22. Pelo menos 60% (sessenta por cento) dos recursos anuais totais dos Fundos serão 
destinados ao pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação básica em 
efetivo exercício na rede pública. 
[...] 
II - profissionais do magistério da educação: docentes, profissionaisque oferecem suporte 
pedagógico direto ao exercício da docência: direção ou administração escolar, planejamento, 
inspeção, supervisão, orientação educacional e coordenação pedagógica; 
RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 40 
A Constituição Federal de 1988 (CF/1988), como lembra Souza (2008), não só é a constituição mais 
emendada do Brasil, como é também uma das constituições mais emendadas do mundo. A Emenda 
Constitucional n.º 53/2006, criou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e 
Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB). Sobre este fundo de financiamento, é 
INCORRETO afirmar. 
 a) A existência do FUNDEB desobriga os estados e municípios e o Distrito Federal da aplicação do 
mínimo constitucional, ou seja, dos 25% da receita resultante de impostos, incluindo a proveniente 
de transferências, para a manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE). 
 b) A Constituição Federal estabelece que a União deve usar 18% e os estados e municípios 25%, no 
mínimo, da receita resultante dos impostos na manutenção e no desenvolvimento do ensino. 
 c) O FUNDEB é composto de 20% de impostos como: imposto sobre a transmissão causa mortis e 
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35 
 
doação de quaisquer bens ou direitos; impostos sobre operações relativas à circulação de 
mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de 
comunicação; imposto sobre a propriedade de veículos automotores, dentre outros. 
d) Os recursos do FUNDEB podem ser utilizados em toda a Educação Básica, diferentemente dos 
recursos do FUNDEF que eram destinados apenas ao Ensino Fundamental. 
 
COMENTÁRIOS: 
O FUNDEB não desobriga a aplicação de 25% da receita resultante de impostos. Trata-se de um dos 
artigos mais cobrados nas provas: 
 
Art. 1º É instituído, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, um Fundo de Manutenção e 
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, de 
natureza contábil, nos termos do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT. 
 
Parágrafo único. A instituição dos Fundos previstos no caput deste artigo e a aplicação de seus 
recursos não isentam os Estados, o Distrito Federal e os Municípios da obrigatoriedade da aplicação 
na manutenção e no desenvolvimento do ensino, na forma prevista no art. 212 da Constituição 
Federal e no inciso VI do caput e parágrafo único do art. 10 e no inciso I do caput do art. 11 da Lei nº 
9.394, de 20 de dezembro de 1996, de: 
 
I - pelo menos 5% (cinco por cento) do montante dos impostos e transferências que compõem a 
cesta de recursos do Fundeb, a que se referem os incisos I a IX do caput e o § 1o do art. 3o desta Lei, 
de modo que os recursos previstos no art. 3o desta Lei somados aos referidos neste inciso garantam 
a aplicação do mínimo de 25% (vinte e cinco por cento) desses impostos e transferências em favor da 
manutenção e desenvolvimento do ensino; 
 
II - pelo menos 25% (vinte e cinco por cento) dos demais impostos e transferências. 
 
A letra “B” fala do artigo 212 da Constituição Federal. A letra “C” fala do artigo 3º da Lei do FUNDEB e 
a letra “D” dos artigos 1º, 2º e 10. 
 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL: 
 
Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a 
proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino. 
 
FUNDEB: 
 
Art. 2º Os Fundos destinam-se à manutenção e ao desenvolvimento da educação básica pública e à 
valorização dos trabalhadores em educação, incluindo sua condigna remuneração, observado o 
disposto nesta Lei. 
 
Art. 3º Os Fundos, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, são compostos por 20% (vinte por 
cento) das seguintes fontes de receita: 
 
I - imposto sobre transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos previsto no inciso 
I do caput do art. 155 da Constituição Federal; 
II - imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de 
transportes interestadual e intermunicipal e de comunicação previsto no inciso II do caput do art. 
155 combinado com o inciso IV do caput do art. 158 da Constituição Federal; 
III - imposto sobre a propriedade de veículos automotores previsto no inciso III do caput do art. 155 
combinado com o inciso III do caput do art. 158 da Constituição Federal; 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
36 
 
IV - parcela do produto da arrecadação do imposto que a União eventualmente instituir no exercício 
da competência que lhe é atribuída pelo inciso I do caput do art. 154 da Constituição Federal prevista 
no inciso II do caput do art. 157 da Constituição Federal; 
V - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre a propriedade territorial rural, 
relativamente a imóveis situados nos Municípios, prevista no inciso II do caput do art. 158 da 
Constituição Federal; 
VI - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza e 
do imposto sobre produtos industrializados devida ao Fundo de Participação dos Estados e do 
Distrito Federal – FPE e prevista na alínea a do inciso I do caput do art. 159 da Constituição Federal e 
no Sistema Tributário Nacional de que trata a Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966; 
VII - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza e 
do imposto sobre produtos industrializados devida ao Fundo de Participação dos Municípios – FPM e 
prevista na alínea b do inciso I do caput do art. 159 da Constituição Federal e no Sistema Tributário 
Nacional de que trata a Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966; 
VIII - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados devida aos 
Estados e ao Distrito Federal e prevista no inciso II do caput do art. 159 da Constituição Federal e na 
Lei Complementar no 61, de 26 de dezembro de 1989; e 
IX - receitas da dívida ativa tributária relativa aos impostos previstos neste artigo, bem como juros e 
multas eventualmente incidentes. 
 
§ 1º Inclui-se na base de cálculo dos recursos referidos nos incisos do caput deste artigo o montante 
de recursos financeiros transferidos pela União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, 
conforme disposto na Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de 1996. 
 
§ 2º Além dos recursos mencionados nos incisos do caput e no § 1o deste artigo, os Fundos contarão 
com a complementação da União, nos termos da Seção II deste Capítulo. 
[...] 
Art. 10. A distribuição proporcional de recursos dos Fundos levará em conta as seguintes diferenças 
entre etapas, modalidades e tipos de estabelecimento de ensino da educação básica: 
 
I - creche em tempo integral; 
II - pré-escola em tempo integral; 
III - creche em tempo parcial; 
IV - pré-escola em tempo parcial; 
V - anos iniciais do ensino fundamental urbano; 
VI - anos iniciais do ensino fundamental no campo; 
VII - anos finais do ensino fundamental urbano; 
VIII - anos finais do ensino fundamental no campo; 
IX- ensino fundamental em tempo integral; 
X - ensino médio urbano; 
XI - ensino médio no campo; 
XII - ensino médio em tempo integral; 
XIII - ensino médio integrado à educação profissional; 
XIV - educação especial; 
XV - educação indígena e quilombola; 
XVI - educação de jovens e adultos com avaliação no processo; 
XVII - educação de jovens e adultos integrada à educação profissional de nível médio, com avaliação 
no processo. 
XVIII - formação técnica e profissional prevista no inciso V do caput do art. 36 da Lei no 9.394, de 20 
de dezembro de 1996. 
RESPOSTA: APedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
37 
 
QUESTÃO 41 
No Governo Fernando Henrique Cardoso, ocorreu um alinhamento do Brasil às concepções 
educacionais do Banco Mundial. No governo Lula, houve uma ruptura com a orientação dominante 
do Banco Mundial para a educação, com a implantação do: 
 a) FNDEB – Fundo Nacional Direto na Escola Básica. 
 b) FUNDEF – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de valorização do 
Magistério. 
 c) FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e valorização dos 
Profissionais da Educação. 
 d) FNDE – Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação. 
 e) PDE – Plano de Desenvolvimento da Escola. 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com o Art. 1º“É instituído, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, um Fundo de 
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - 
FUNDEB, de natureza contábil, nos termos do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais 
Transitórias - ADCT.” 
FNDE é uma autarquia federal criada em 1968 responsável pela execução de políticas educacionais. 
O PDE é uma ferramenta gerencial utilizada para processos de planejamento estratégico. Não existe 
o FNDEB e o FUNDEF deixou de existir. 
RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 42 
É um fundo especial, de natureza contábil e de âmbito estadual, formado, na quase totalidade, por 
recursos provenientes dos impostos e transferências dos estados, do Distrito Federal e dos 
municípios, vinculados à educação por força do disposto no Art. 212 da Constituição Federal. Com 
vigência estabelecida para o período 2007-2020, sua implantação começou em 1º de janeiro de 2007 
e realizada de forma gradual, alcançando sua plenitude em 2009, quando o fundo funcionou com 
todo o universo de alunos da educação básica pública presencial e os percentuais de receitas que o 
compõem alcançaram o patamar de 20% de contribuição: 
 a) Fundo de Movimentação e Desenvolvimento do Educador Brasileiro e de Valorização dos 
Profissionais da Educação. 
 b) Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais 
da Educação. 
 c) Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Educador Básico e de Vinculação da Profissão da 
Educação. 
 d) Fundo de Movimentação e Desenvolvimento da Educação Brasileira e de Vinculação dos 
Profissionais da Educação. 
 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos alguns artigos que fundamentam o enunciado da questão: 
Art. 31. Os Fundos serão implantados progressivamente nos primeiros 3 (três) anos de vigência, 
conforme o disposto neste artigo. 
[...] 
Art. 44. A partir de 1o de março de 2007, a distribuição dos recursos dos Fundos é realizada na 
forma prevista nesta Lei. 
[...] 
Art. 48. Os Fundos terão vigência até 31 de dezembro de 2020. 
Art. 49. Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação. 
Brasília, 20 de junho de 2007; 186º da Independência e 119º da República. 
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA 
RESPOSTA: B 
 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
38 
 
QUESTÃO 43 
Em comparação ao FUNDEF, o FUNDEB: 
 a) utiliza no máximo 60% para remuneração dos professores. 
 b) expirou sua vigência em 2006. 
 c) passa a contemplar o Ensino Fundamental na sua totalidade. 
 d) ampliou o alcance da distribuição dos recursos. 
 e) passa a ter vigência de 10 anos. 
 
COMENTÁRIOS: 
De fato, conforme o enunciado, o FUNDEB ampliou o alcance da distribuição dos recursos. 
 
Art. 10. A distribuição proporcional de recursos dos Fundos levará em conta as seguintes diferenças 
entre etapas, modalidades e tipos de estabelecimento de ensino da educação básica: 
 
I - creche em tempo integral; 
II - pré-escola em tempo integral; 
III - creche em tempo parcial; 
IV - pré-escola em tempo parcial; 
V - anos iniciais do ensino fundamental urbano; 
VI - anos iniciais do ensino fundamental no campo; 
VII - anos finais do ensino fundamental urbano; 
VIII - anos finais do ensino fundamental no campo; 
IX- ensino fundamental em tempo integral; 
X - ensino médio urbano; 
XI - ensino médio no campo; 
XII - ensino médio em tempo integral; 
XIII - ensino médio integrado à educação profissional; 
XIV - educação especial; 
XV - educação indígena e quilombola; 
XVI - educação de jovens e adultos com avaliação no processo; 
XVII - educação de jovens e adultos integrada à educação profissional de nível médio, com avaliação 
no processo. 
XVIII - formação técnica e profissional prevista no inciso V do caput do art. 36 da Lei no 9.394, de 20 
de dezembro de 1996. 
 
A letra “A” está errada porque, na verdade, o FUNDEB utiliza pelo menos 60% dos recursos para 
remuneração dos profissionais do magistério, conforme descrito no artigo 22. A letra “B” está errada 
porque quem expirou foi o antigo FUNDEF. A letra “C” está errada porque agora passou a contemplar 
toda a educação básica. Finalmente, a letra “E” está errada porque sua vigência é de 2007 a 2020, 
conforme artigo 48. 
RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 44 
Acerca do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos 
Profissionais da Educação (FUNDEB) e de suas disposições legais, assinale a opção correta. 
a) Os recursos que compõem o FUNDEB são, em sua totalidade, provenientes de impostos e 
transferências — vinculados à educação — dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. 
 b) A complementação dos recursos pela União é direcionada, a título de incentivo, a regiões com 
índices de rendimento escolar superiores. 
 c) A distribuição dos recursos é feita de acordo com o número de alunos da educação básica, com 
base em dados da matrícula apurada pelos sistemas de ensino no ano em curso. 
 d) Pelo menos 60% dos recursos anuais totais devem ser destinados ao pagamento da remuneração 
dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício na rede pública de ensino. 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
39 
 
 e) O acompanhamento e o controle social sobre a distribuição, a transferência e a aplicação dos 
recursos do FUNDEB devem ser exercidos no âmbito municipal, por um conselho federal criado 
especificamente para esse fim. 
 
COMENTÁRIOS: 
Como já citado em outros comentários, os recursos do FUNDEB não são compostos apenas de 
recursos provenientes de impostos e transferências vinculados à educação (Art. 1º e 3º). A 
complementação de recursos feita pela união é direcionada para melhoria da qualidade da educação 
(Art. 4ºe 7º). A distribuição de recursos é feita de acordo com a proporção dosalunos matriculados e 
apurado pelo censo escolar mais recente. (Art. 8º, 9º e 10º). O acompanhamento e controle sobre a 
aplicação dos recursos é feita por um conselho formado por 9 representantes municipais. (Art. 24). 
De fato, pelo menos 60% dos recursos devem ser destinados ao pagamento da remuneração dos 
profissionais do magistério: 
Art. 22. Pelo menos 60% (sessenta por cento) dos recursos anuais totais dos Fundos serão 
destinados ao pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação básica em 
efetivo exercício na rede pública. 
Parágrafo único. Para os fins do disposto no caput deste artigo, considera-se: 
I - remuneração: o total de pagamentos devidos aos profissionais do magistério da educação, em 
decorrência do efetivo exercício em cargo, emprego ou função, integrantes da estrutura, quadro ou 
tabela de servidores do Estado, Distrito Federal ou Município, conforme o caso, inclusive os encargos 
sociais incidentes; 
II - profissionais do magistério da educação: docentes, profissionais que oferecem suporte 
pedagógico direto ao exercício da docência: direção ou administraçãoescolar, planejamento, 
inspeção, supervisão, orientação educacional e coordenação pedagógica. 
RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 45 
Com relação à Lei n. 11.494/2007, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da 
Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), assinale a alternativa 
CORRETA. 
a) Os fundos serão voltados à manutenção e desenvolvimento da educação básica e à remuneração 
condigna dos trabalhadores da educação, devendo ser instituídos no âmbito de competência de cada 
um dos municípios da Federação. 
b) Os fundos de que trata a Lei n. 11.494/2007, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, 
podem ser compostos de receitas derivadas do produto da arrecadação do imposto que a União 
eventualmente instituir no exercício da competência residual. 
 c) A instituição do Fundeb e a aplicação de seus recursos isentam os estados, o Distrito Federal e os 
municípios da obrigatoriedade da aplicação da receita resultante de impostos na manutenção e 
desenvolvimento do ensino. 
d) É vedado à União complementar os recursos dos fundos instituídos no âmbito dos estados e do 
Distrito Federal, mesmo que o valor médio ponderado por aluno não alcance o mínimo definido 
nacionalmente, considerando-se o valor de referência relativo aos anos iniciais do ensino 
fundamental urbano. 
e) Para complementação dos fundos previstos na Lei 11.494/2007, a União poderá utilizar os valores 
oriundos da arrecadação da contribuição social do salário-educação. 
 
 
COMENTÁRIOS: 
A letra “A” está errada porque além de ser para educação básica pública, o fundo deve ser instituído 
no âmbito municipal, estadual e distrital. (Art. 1º e 2º). A letra “C” está errada porque o FUNDEB não 
isenta municípios, estados e distrito federal da obrigatoriedade de aplicação da receita na 
manutenção do ensino. (Art. 1º). A letra “D” está errada porque não é vedado à União complementar 
os recursos (Art. 4º). O inciso IV do artigo 3º diz que “parcela do produto da arrecadação do imposto 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
40 
 
que a União eventualmente instituir no exercício da competência que lhe é atribuída pelo inciso I do 
caput do art. 154 da Constituição Federal prevista no inciso II do caput do art. 157 da Constituição 
Federal”. RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 46 
Em relação ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos 
Profissionais da Educação – Fundeb, analise as proposições a seguir, classificando-as como V 
(Verdadeira) ou F (Falsa). 
 
( ) Os recursos do Fundeb destinam-se ao financiamento de ações de manutenção e 
desenvolvimento da educação básica pública e privada, independentemente da modalidade em que 
o ensino é oferecido. 
( ) Os Municípios devem utilizar recursos do Fundeb na educação infantil e no ensino fundamental e 
os Estados no ensino fundamental e médio. 
( ) Os recursos do Fundeb são distribuídos de forma automática sem necessidade de autorização ou 
convênios para esse fim. 
( ) A movimentação dos recursos financeiros creditados na conta bancária específica do Fundo 
deverá ser realizada pelo(a) Secretário(a) de Educação. 
( ) O valor por aluno/ano é calculado com base na estimativa de receita do Fundeb no Estado, no 
número de alunos da educação básica das redes públicas de ensino estaduais e municipais, de 
acordo com o Censo Escolar. 
 
Assinale a sequência correta. 
 a) F, V, V, V, V b) F, V, F, F, V c) V, V, F, F, F d) F, V, F, F, F e) V, F, V, V, V 
 
COMENTÁRIOS: 
Conforme o Art. 21: Os recursos dos Fundos, inclusive aqueles oriundos de complementação da 
União, serão utilizados pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, no exercício financeiro 
em que lhes forem creditados, em ações consideradas como de manutenção e desenvolvimento do 
ensino para a educação básica pública, conforme disposto no art. 70 da Lei nº 9.394, de 20 de 
dezembro de 1996.Os recursos poderão ser aplicados pelos Estados e Municípios indistintamente 
entre etapas, modalidades e tipos de estabelecimento de ensino da educação básica nos seus 
respectivos âmbitos de atuação prioritária, conforme estabelecido nos §§ 2º e 3º do art. 211 da 
Constituição Federal. 
 
Conforme o Art. 9º: Para os fins da distribuição dos recursos de que trata esta Lei, serão 
consideradas exclusivamente as matrículas presenciais efetivas, conforme os dados apurados no 
censo escolar mais atualizado, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas 
Educacionais Anísio Teixeira - INEP, considerando as ponderações aplicáveis.Os recursos serão 
distribuídos entre o Distrito Federal, os Estados e seus Municípios, considerando-se exclusivamente 
as matrículas nos respectivos âmbitos de atuação prioritária. 
 
Conforme o Art. 17: Os recursos dos Fundos, provenientes da União, dos Estados e do Distrito 
Federal, serão repassados automaticamente para contas únicas e específicas dos Governos 
Estaduais, do Distrito Federal e dos Municípios, vinculadas ao respectivo Fundo, instituídas para esse 
fim e mantidas na instituição financeira de que trata o art. 16 desta Lei. 
 
Conforme o Art. 25: Os registros contábeis e os demonstrativos gerenciais mensais, atualizados, 
relativos aos recursos repassados e recebidos à conta dos Fundos assim como os referentes às 
despesas realizadas ficarão permanentemente à disposição dos conselhos responsáveis, bem como 
dos órgãos federais, estaduais e municipais de controle interno e externo, e ser-lhes-á dada ampla 
publicidade, inclusive por meio eletrônico.Parágrafo único. Os conselhos referidos nos incisos II, III e 
IV do § 1o do art. 24 desta Lei poderão, sempre que julgarem conveniente:I - apresentar ao Poder 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
41 
 
Legislativo local e aos órgãos de controle interno e externo manifestação formal acerca dos registros 
contábeis e dos demonstrativos gerenciais do Fundo;II - por decisão da maioria de seus membros, 
convocar o Secretário de Educação competente ou servidor equivalente para prestar 
esclarecimentos acerca do fluxo de recursos e a execução das despesas do Fundo... 
 
De acordo com os Art. 8º e 9º: A distribuição de recursos que compõem os Fundos, no âmbito de 
cada Estado e do Distrito Federal, dar-se-á, entre o governo estadual e os de seus Municípios, na 
proporção do número de alunos matriculados nas respectivas redes de educação básica pública 
presencial, na forma do Anexo desta Lei.Para os fins da distribuição dos recursos de que trata esta 
Lei, serão consideradas exclusivamente as matrículas presenciais efetivas, conforme os dados 
apurados no censo escolar mais atualizado, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos 
e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP, considerando as ponderações aplicáveis.Os recursos 
serão distribuídos entre o Distrito Federal, os Estados e seus Municípios, considerando-se 
exclusivamente as matrículas nos respectivos âmbitos de atuação prioritária... 
RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 47 
A política de financiamento da educação brasileira conta com o Fundo de Manutenção e 
Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Magistério (FUNDEB), Lei 11.494/ 2007. Em 
relação a este Fundo, analise as afirmativas a seguir. 
I. Foi criado em substituição ao FUNDEF e é formado por parcela financeira de recursos federais e de 
recursos provenientes dos estados, municípios e do Distrito Federal. 
II. O acompanhamento e o controle social da gestão do Fundo ocorrem através dos Conselhos do 
FUNDEB, organizados nos estados, municípios e no Distrito Federal. 
III. A parcela mínima de 60% do Fundo deve ser utilizada para remuneração dos profissionais do 
magistério, em efetivo exercício na educaçãobásica. 
Assinale a alternativa correta: 
 a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
 b) se somente a afirmativa II estiver correta. 
 c) se somente a afirmativa I e II estiverem corretas. 
 d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
 e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 
COMENTÁRIOS: 
Todas as afirmativas são verdadeiras. Vejamos os fundamentos: 
Art. 1º É instituído, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, um Fundo de Manutenção e 
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, de 
natureza contábil, nos termos do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT. 
 
Parágrafo único. A instituição dos Fundos previstos no caput deste artigo e a aplicação de seus 
recursos não isentam os Estados, o Distrito Federal e os Municípios da obrigatoriedade da aplicação 
na manutenção e no desenvolvimento do ensino, na forma prevista no art. 212 da Constituição 
Federal e no inciso VI do caput e parágrafo único do art. 10 e no inciso I do caput do art. 11 da Lei nº 
9.394, de 20 de dezembro de 1996, de: 
 
I - pelo menos 5% (cinco por cento) do montante dos impostos e transferências que compõem a 
cesta de recursos do Fundeb, a que se referem os incisos I a IX do caput e o § 1o do art. 3o desta Lei, 
de modo que os recursos previstos no art. 3o desta Lei somados aos referidos neste inciso garantam 
a aplicação do mínimo de 25% (vinte e cinco por cento) desses impostos e transferências em favor da 
manutenção e desenvolvimento do ensino; 
 
II - pelo menos 25% (vinte e cinco por cento) dos demais impostos e transferências. 
 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
42 
 
[...] 
Art. 3º Os Fundos, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, são compostos por 20% (vinte por 
cento) das seguintes fontes de receita: 
I - imposto sobre transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos previsto no inciso 
I do caput do art. 155 da Constituição Federal; 
II - imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de 
transportes interestadual e intermunicipal e de comunicação previsto no inciso II do caput do art. 
155 combinado com o inciso IV do caput do art. 158 da Constituição Federal; 
III - imposto sobre a propriedade de veículos automotores previsto no inciso III do caput do art. 155 
combinado com o inciso III do caput do art. 158 da Constituição Federal; 
IV - parcela do produto da arrecadação do imposto que a União eventualmente instituir no exercício 
da competência que lhe é atribuída pelo inciso I do caput do art. 154 da Constituição Federal prevista 
no inciso II do caput do art. 157 da Constituição Federal; 
V - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre a propriedade territorial rural, 
relativamente a imóveis situados nos Municípios, prevista no inciso II do caput do art. 158 da 
Constituição Federal; 
VI - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza e 
do imposto sobre produtos industrializados devida ao Fundo de Participação dos Estados e do 
Distrito Federal – FPE e prevista na alínea a do inciso I do caput do art. 159 da Constituição Federal e 
no Sistema Tributário Nacional de que trata a Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966; 
VII - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza e 
do imposto sobre produtos industrializados devida ao Fundo de Participação dos Municípios – FPM e 
prevista na alínea b do inciso I do caput do art. 159 da Constituição Federal e no Sistema Tributário 
Nacional de que trata a Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966; 
VIII - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados devida aos 
Estados e ao Distrito Federal e prevista no inciso II do caput do art. 159 da Constituição Federal e na 
Lei Complementar no 61, de 26 de dezembro de 1989; e 
IX - receitas da dívida ativa tributária relativa aos impostos previstos neste artigo, bem como juros e 
multas eventualmente incidentes. 
§ 1º Inclui-se na base de cálculo dos recursos referidos nos incisos do caput deste artigo o montante 
de recursos financeiros transferidos pela União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, 
conforme disposto na Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de 1996. 
§ 2º Além dos recursos mencionados nos incisos do caput e no § 1o deste artigo, os Fundos contarão 
com a complementação da União, nos termos da Seção II deste Capítulo. 
[...] 
Art. 22. Pelo menos 60% (sessenta por cento) dos recursos anuais totais dos Fundos serão 
destinados ao pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação básica em 
efetivo exercício na rede pública. 
Parágrafo único. Para os fins do disposto no caput deste artigo, considera-se: 
I - remuneração: o total de pagamentos devidos aos profissionais do magistério da educação, em 
decorrência do efetivo exercício em cargo, emprego ou função, integrantes da estrutura, quadro ou 
tabela de servidores do Estado, Distrito Federal ou Município, conforme o caso, inclusive os encargos 
sociais incidentes; 
II - profissionais do magistério da educação: docentes, profissionais que oferecem suporte 
pedagógico direto ao exercício da docência: direção ou administração escolar, planejamento, 
inspeção, supervisão, orientação educacional e coordenação pedagógica; 
III - efetivo exercício: atuação efetiva no desempenho das atividades de magistério previstas no 
inciso II deste parágrafo associada à sua regular vinculação contratual, temporária ou estatutária, 
com o ente governamental que o remunera, não sendo descaracterizado por eventuais 
afastamentos temporários previstos em lei, com ônus para o empregador, que não impliquem 
rompimento da relação jurídica existente. 
[...] 
Art. 24. O acompanhamento e o controle social sobre a distribuição, a transferência e a aplicação 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
43 
 
dos recursos dos Fundos serão exercidos, junto aos respectivos governos, no âmbito da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, por conselhos instituídos especificamente para esse 
fim. 
RESPOSTA: E 
 
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44 
 
Projeto Político Pedagógico (PPP) 
 
QUESTÃO 48 
Segundo Gandin (2004) e Gandin e Cruz (2012, p.27), “Planejar é, de fato, definir o que queremos 
alcançar; verificar a que distância, na prática, estamos do ideal e decidir o que se vai fazer para 
encurtar essa distância”. Com base na vertente do professor Danilo Gandin, Celso Vasconcellos 
(2005) apresenta que a elaboração do Projeto Político Pedagógico deve ser composta por três partes 
sequenciadas e articuladas entre si. Sobre este aspecto, está correta a alternativa: 
 a) Diagnóstico (levantamento de informações) orientado pela indagação do que nos falta para ser o 
que desejamos; Marco Referencial (Referencial teórico-metodológico que fundamentará o projeto); 
Programação (a elaboração de uma proposta de ação) estruturada a partir da ideia do que faremos 
concretamente para suprir as necessidades. 
 b) Marco referencial (a busca de um posicionamento político e pedagógico) guiados por um ideal do 
que queremos alcançar; Diagnóstico (a busca das necessidades a partir da realidade) orientado pela 
indagação do que nos falta para ser o que desejamos; Programação (a elaboração de uma proposta 
de ação) estruturada a partir da ideia do que faremos concretamente para suprir as necessidades. 
 c) Marco Referencial (Referencial teórico-metodológicoque fundamentará o projeto); Metodologia 
(os procedimentos e estratégias metodológicas para desenvolver o projeto); Programação (a 
elaboração de uma proposta de ação) estruturada a partir da ideia do que faremos concretamente 
para suprir as necessidades. 
 d) Diagnóstico – condição primeira para o levantamento de informações; Marco Referencial 
(Referencial teórico que fundamentará o projeto); Programação (a elaboração de uma proposta de 
ação) estruturada a partir da ideia do que faremos concretamente para suprir as necessidades. 
 e) Programação – o que faremos concretamente para suprir tal falta; Marco referencial (a busca de 
um posicionamento político e pedagógico) guiado por um ideal do que queremos alcançar; 
Diagnóstico (levantamento de informações) orientado pela indagação do que nos falta para sermos o 
que desejamos. 
 
COMENTÁRIOS: 
Não poderia deixar de aproveitar a oportunidade de comentar também sobre planejamento no 
sentido objetivo descrito por Danilo Gandin e Carlos Cruz no livro Planejamento na sala de aula. De 
certa forma, o avaliador propôs no início do enunciado relacionar o conceito de planejar elaborado 
por Gandin e Cruz com as etapas propostas por Vasconcellos quando se referia ao Projeto Político 
Pedagógico (PPP), pois, a questão trata especificamente sobre essas partes constituintes de um PPP 
teorizado por Celso Vasconcellos no livro Planejamento: Projeto de ensino-aprendizagem e Projeto 
político-pedagógico – elementos metodológicos para elaboração e realização. Gandin e Cruz (2009, 
p. 27) exemplifica com a construção de uma casa as três etapas do planejar: 1) fazer a planta da casa 
– prever o futuro desejável; 2) verificar as possibilidades e os limites para construir a casa; estudar o 
terreno, vendo dificuldades e pontos de apoio; 3) propor ações, modos de agir, regras e rotinas, para 
construir a casa de modo que ela fique o mais próximo possível da realidade desejada expressa pela 
planta. Nesse caso, Vasconcellos (2007, p. 169-170) quando diz que o Projeto Político Pedagógico é o 
“plano global da instituição”, entende como “a sistematização, nunca definitiva, de um processo de 
planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que define claramente 
o tipo de ação educativa que se quer realizar”. Por conseguinte, elenca as três grandes partes, 
articulados entre si, para o planejamento do PPP estruturado pelo Professor Danilo Gandin: 1) Marco 
Referencial, como a busca de um posicionamento político e pedagógico; 2) Diagnóstico, como a 
busca das necessidades a partir da análise da realidade; 3) Programação, como a proposta de 
ação.RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 49 
O projeto político pedagógico, documento de construção coletiva, tem papel importante como um 
dos meios de viabilizar a escola democrática. Ao ser elaborado, o projeto político pedagógico deve 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
45 
 
contemplar: 
 
I. O diagnóstico da realidade escolar concreta (sujeitos, processo educativo, espaço, tempo). 
II. Os fundamentos da gestão democrática (órgãos colegiados e representações estudantis). 
III. As atribuições dos órgãos, normas pedagógicas, critérios de acesso, promoção, mobilidade do 
estudante. 
IV. Os direitos e deveres dos sujeitos e funções das instâncias colegiadas. 
V. O programa de acompanhamento de acesso, de permanência dos estudantes e de superação da 
retenção escolar. 
 
Marque a alternativa correta. 
a) As alternativas I, II e V estão corretas. 
b) As alternativas II, III e IV estão corretas. 
 c) As alternativas I, IV e V estão corretas. 
 d) Todas as alternativas estão corretas. 
e) Nenhuma alternativa está correta. 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com Vasconcellos (2007, p. 169), não tem como dissociar a elaboração do PPP do ato 
democrático do planejamento participativo, considerando os fundamentos da gestão escolar, o 
diagnóstico da escola e as ações concretas do que farão coletivamente para supri suas necessidades, 
principalmente, no que refere-se ao processo de ensino-aprendizagem.Ilma Veiga no livro Projeto 
político-pedagógico da escola: uma construção possível diz que são princípios norteadores do PPP: 1) 
a igualdade de condições para acesso e permanência na escola; 2) a qualidade propiciada para 
todos; 3) a gestão democrática que deve abranger as dimensões pedagógica, administrativa e 
financeira; 4) a liberdade associada à ideia de autonomia; 5) a valorização do magistério.Não faz 
sentido contemplar no PPP as atribuições dos órgãos, normas pedagógicas, direitos e deveres dos 
sujeitos e funções das instâncias colegiadas da escola. Estes, fazem parte de outros documentos 
elaborados também de forma participativa.RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 50 
Segundo Veiga (2001), ao construirmos os projetos de nossas escolas, planejamos o que temos 
intenção de fazer, de realizar. Lançamo-nos para adiante, com base no que temos, buscando o 
possível. 
Sobre o projeto político-pedagógico, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas. 
 
( ) É um instrumento burocrático eficiente, que deve ser construído e, em seguida, arquivado ou 
encaminhado às autoridades educacionais como prova do cumprimento das tarefas. 
( ) Deve ser entendido como um processo permanente de reflexão e discussão dos problemas da 
escola, na busca de alternativas viáveis à efetivação de sua intencionalidade. 
( ) É um simples agrupamento de planos de ensino e atividades diversas. 
 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 
 a) V, V, V. b) F, F, F. c) V, F, V. d) F, V, F. e) F, V, V. 
 
COMENTÁRIOS: 
Trata-se de questão retirada do primeiro capítulo que leva o mesmo nome do livro, Projeto político-
pedagógico da escola: uma construção possível, de Ilma Veiga. A autora descreve, no tópico 
Conceituando o projeto político-pedagógico, que “o projeto político-pedagógico vai além de um 
simples agrupamento de planos de ensino e de atividades diversas. O projeto não é algo que é 
construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova do 
cumprimento de tarefas burocráticas. Ele é construído e vivenciado em todos os momentos, por 
todos os envolvidos com o processo educativo da escola”. Como também que “se deve considerar o 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
46 
 
projeto político-pedagógico como um processo permanente de reflexão e discussão dos problemas 
da escola, na busca de alternativas viáveis à efetivação de sua intencionalidade" (VEIGA,2013, p. 12-
13). RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 51 
Não se constrói um Projeto Político Pedagógico sem norte, sem rumo. Por isso, todo projeto 
pedagógico da escola é também político (GADOTTI e ROMÃO, 1997). Dadas as afirmativas, 
 
I. O Projeto Político Pedagógico deve ter como marco fundamental a participação democrática, o ser 
multicultural, mantendo o convívio com base em hierarquias fixas. 
II. O Projeto Político Pedagógico deve registrar, orientar, estabelecer ações, metas e estratégias que 
tenham como objetivo o disciplinamento dos corpos e das mentes. 
III. O Projeto Político Pedagógico de uma escola é fruto de uma ação cotidiana e que precisa tomar 
decisões para o bem de toda comunidade escolar. 
 
Verifica-se que está(ão) correta(s) 
 a) I, apenas. b) III, apenas. c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 
 
COMENTÁRIOS: 
Moacir GADOTTI e José ROMÃO, no livro Autonomia da escola: princípios e propostas, disseram que 
“Um projeto político pedagógico não nega o instituído da escola que é a sua história, que é o 
conjunto dos seus currículos, dos seus métodos, o conjunto dos seus atores internos e externos e o 
seu modo de vida. Um projeto Sempre confronta esse instituídocom o instituinte. Não se constrói 
um projeto sem uma direção política, um norte, um rumo. Por isso, todo projeto pedagógico da 
escola é também político. O projeto pedagógico da escola é, por isso mesmo, sempre um processo 
inconcluso, uma etapa em direção a uma finalidade que permanece como horizonte da escola. ” 
(2002, p. 33-41) 
O item I é incorreto porque fala contraditoriamente de uma participação democrática, mas com base 
em hierarquias fixas. Já o item II é incorreto porque fala que o PPP tem como objetivo o 
disciplinamento dos corpos e das mentes. De acordo com Veiga (2013, p. 31), “Uma estrutura 
administrativa da escola adequada à realização de objetivos educacionais, de acordo com os 
interesses da população, deve prever mecanismos que estimulem a participação de todos no 
processo de decisão. Isto requer uma revisão das atribuições especificas e gerais, bem como da 
distribuição do poder e da descentralização do processo de decisão. Para que isso seja possível há 
necessidade de se instalarem mecanismos institucionais visando à participação política de todos os 
envolvidos com o processo educativo da escola. Paro (1993, p. 34) sugere a instalação de processos 
eletivos de escolha de dirigentes, colegiados com representação de alunos, pais, associação de pais e 
professores, grêmio estudantil, processos coletivos de avaliação continuada dos serviços escolares 
etc”. RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 52 
Na escola, o Projeto Político-Pedagógico busca 
 a) atender o cumprimento de tarefas burocráticas. 
 b) agrupar atividades didáticas e planos de ensino. 
 c) eliminar as retenções e reprovações dos alunos. 
 d) efetivar um compromisso definido coletivamente. 
 e) promover uma estabilidade escolar administrativa. 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com Veiga (2013, p. 13), “O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, 
com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto 
pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao 
compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. É político no 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
47 
 
sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade”. A autora, ainda diz 
que “O projeto não é algo que é construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades 
educacionais como prova do cumprimento de tarefas burocráticas” e “o projeto político-pedagógico 
vai além de um simples agrupamento de planos de ensino e de atividades diversas”. Portanto, de 
acordo com o enunciado da questão, na escola, o Projeto Político-Pedagógico busca efetivar um 
compromisso definido coletivamente para a “melhoria da qualidade do ensino”. RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 53 
Quanto à concepção de projeto político-pedagógico, é correto afirmar: 
 a) O projeto político-pedagógico estabelece os princípios norteadores da prática educativa através 
da definição de suas finalidades, de sua estrutura organizacional e de sua concepção de currículo. 
 b) Trata-se de um documento que define os princípios e metas da instituição educacional, 
estruturado pelo administrador e posto em prática por toda a comunidade escolar. 
c) É o documento que busca estabelecer identidade comum às instituições vinculadas ao mesmo 
ente, seja ele municipal, estadual ou federal. 
d) Vincula-se às exigências burocráticas institucionais, mediante as quais toda instituição precisa 
definir o que pretende atingir em um dado período de tempo e em uma dada gestão. 
 e) A essência do projeto político-pedagógico depende do gestor, que dará o tom das escolhas para 
planejar, executar e avaliar as ações. 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com Lélio Favacho Braga e Antônio Joaquim Severino, no artigo Projeto político-
pedagógico: saberes na intencionalidade político-democrática dos sujeitos dialógicos, “No processo 
de reflexão e elaboração do projeto político-pedagógico, pode-se estabelecer os princípios 
norteadores da prática educativa através da definição de suas finalidades, de sua estrutura 
organizacional, de sua concepção de currículo. Bem como um processo constante de avaliação 
em que garanta e busque uma ampla participação da comunidade escolar. Portanto, discutir o 
projeto político-pedagógico, implica em tese (re)conceituá-lo à luz dos princípios norteadores de 
uma teoria comprometida com a prática conscientizadora”.É incorreto afirmar que o PPP: é 
estruturado pelo administrador (alternativa B); busca estabelecer identidade comum (alternativa C); 
vincula-se às exigências burocráticas (alternativa D); depende do gestor que dará o tom das escolhas 
(alternativa E). RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 54 
Sobre o Projeto Político-Pedagógico, instrumento de gestão escolar, analise as afirmativas abaixo e 
marque a alternativa INCORRETA. 
 a) O Projeto Político-Pedagógico compreende uma visão de conjunto do processo pedagógico da 
escola e deve ser construído com a colaboração de seus professores e a comunidade escolar. 
 b) O Projeto Político-Pedagógico é um documento da escola, que norteia a ação da equipe gestora, 
mas que não tem caráter obrigatório, já que nem sempre é possível elaborá-lo no ano letivo. 
c) Os estabelecimentos de ensino, conforme estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional de 1996, dispõem sobre a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica. 
 d) Projeto Pedagógico da escola e Proposta Pedagógica são variações da nomenclatura de Projeto 
Político-Pedagógico, que, apesar de diferentes, possuem equivalência naquilo que representam. 
e) Uma vez elaborado o Projeto Político-Pedagógico em parceria com pais, professores e equipe 
gestora, a escola deverá revisá-lo continuamente e de maneira planejada, com fins a verificar sua 
plena realização. 
 
COMENTÁRIOS: 
Trata-se de questão de fácil resolução, pois além de buscar a alternativa errada, dá uma excelente 
dica quando afirmar que o PPP “não tem caráter obrigatório”. Expressões como não, nunca, sempre, 
somente, obrigatoriamente e necessariamente, devem deixar o candidato com estado de atenção 
ligado. Fora isso, afirmar ainda que o PPP norteia a ação da equipe gestora exclui a ação de toda 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
48 
 
comunidade escolar. Conforme Veiga (2013), “O projeto político-pedagógico é entendido, neste 
estudo, como a própria organização do trabalho”, e “propicia a vivência democrática necessária para 
a participação de todos os membros da comunidade escolar e o exercício da cidadania. Pode parecer 
complicado, mas trata-se de uma relação recíproca entre a dimensão política e a dimensão 
pedagógica da escola”. A LDB (artigos 12, 13 e 14) enfatiza que “Os sistemas de ensino definirão as 
normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas 
peculiaridades e conforme os seguintes princípios:I - participação dos profissionais da educação na 
elaboração do projeto pedagógico da escola;II - participação das comunidades escolar e local em 
conselhos escolares ou equivalentes. [...] Os docentes incumbir-se-ão de: I - participar da elaboração 
da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; [...] Os estabelecimentos de ensino, 
respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de:I - elaborar e 
executar sua proposta pedagógica”. Celso Vasconcellos (2007, p. 169) também denomina projeto 
político pedagógico como projeto educativo, proposta pedagógica, projeto educacional, projeto de 
estabelecimento, plano diretor e projeto de escola. Vasconcellos (2007, p. 174, 178) também 
enfatiza que o PPP deve ser reprogramado anualmente com reelaboração(parcial ou total). Marco 
referencial a médio prazo, de 3 4 anos; Diagnóstico e Programação, a cada ano. RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 55 
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do seguinte enunciado: 
“O Projeto Político Pedagógico — PPP — é a sistematização de um processo de planejamento 
___________ 1 , que desde a sua ___________2 deve constituir-se como um grande momento de 
___________ 3 para o sucesso da ___________4 da escola”. 
 
 a) tradicional1 , intenção2 , massificação3 , clientela4 
 b) participativo1 , elaboração2 , tomada de decisões3 , função social4 
 c) verticalizado1 , concepção2 , avaliação da aprendizagem3 , gestão4 
 d) integrado1 , determinação2 , classificação dos alunos3 , nota global4 
 
COMENTÁRIOS: 
Mais uma questão de fácil resolução, basta apenas atenção do concurseiro. Trata-se do 
preenchimento de lacunas sobre um dos conceitos de Projeto Político Pedagógico. Para Celso 
Vasconcellos (2007, p. 169), “é o plano global da instituição. Pode ser entendido como a 
sistematização, nunca definitiva, de um processo de Planejamento Participativo, que se aperfeiçoa e 
se concretiza na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar. É 
um instrumento teórico-metodológico para a intervenção e mudança da realidade.”. Quando 
tratamos do PPP, precisamos relacioná-lo sempre aos seus princípios norteadores descritos por Ilma 
Veiga (2013, p. 16-21) no livro Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível: 1) a 
igualdade de condições para acesso e permanência na escola; 2) a qualidade propiciada para todos; 
3) a gestão democrática que deve abranger as dimensões pedagógica, administrativa e financeira; 4) 
a liberdade associada à ideia de autonomia; 5) a valorização do magistério. Ao referir-se à gestão 
democrática como princípio norteador, implica-se a participação coletiva propiciada pela socialização 
do poder que atenua o individualismo (VEIGA, 2013, p. 18). RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 56 
Sobre o Projeto Político Pedagógico é incorreto afirmar: 
a) Ao construir o projeto político pedagógico, planejamos o que temos a intenção de fazer. 
b) É uma ação não intencional, com sentido implícito. 
c) Deve ser definido e construído coletivamente. 
d) Todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político. 
e) Deve ser um processo de reflexão e discussão permanente. 
 
COMENTÁRIOS: 
Ao analisar as alternativas, percebe-se que a alternativa A anula a alternativa, e vice-versa, pois uma 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
49 
 
afirma ser o PPP um projeto intencional, enquanto a outra diz não ser intencional. Portanto, a 
resposta está entre essas duas alternativas. Como o enunciado pede a alternativa INCORRETA, 
podemos afirmar ser a alternativa B, pois afirma que o PPP é uma ação NÃO intencional e, ainda 
mais, com sentido implícito. Vasconcellos (2007, p. 169-170) quando diz que o Projeto Político 
Pedagógico é o “plano global da instituição”, entende como “a sistematização, nunca definitiva, de 
um processo de planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que 
define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar”. Por conseguinte, elenca as três 
grandes partes, articulados entre si, para o planejamento do PPP estruturado pelo Professor Danilo 
Gandin: 1) Marco Referencial, como a busca de um posicionamento político e pedagógico; 2) 
Diagnóstico, como a busca das necessidades a partir da análise da realidade; 3) Programação, como a 
proposta de ação.RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 57 
Acerca dos Projetos Político-Pedagógicos, Libâneo (2004), pontua que o projeto político-pedagógico 
é o documento que detalha objetivos, diretrizes e ações do processo educativo escolar, expressando 
a síntese das exigências sociais e legais do sistema de ensino e os propósitos e expectativas da 
comunidade escolar. Deste modo, os Projetos Político-Pedagógicos representam a identidade da 
escola. É importante constar nesse documento os fundamentos legais que darão amparo à ação 
pedagógica e aos planos anuais de ensino para todas as disciplinas e anos/séries. 
 
Em relação aos planos anuais de ensino é CORRETO afirmar: 
 a) Servem de guia para o professor elaborar os planos de aula e os instrumentos de avaliação do 
processo de ensino e aprendizagem. 
b) Devem ser reapresentados pelos professores, para o cumprimento das normatizações previstas e 
submetidos à leitura crítica dos pares. 
 c) A equipe escolar deve elaborar um diagnóstico institucional, criticar seu projeto político-
pedagógico e, ainda, traçar ações substantivas para melhorar o desempenho nas avaliações internas 
e externas. 
d) É necessário que os professores formulem planos anuais, considerando as possibilidades de 
ajustes, em relação àqueles indicados nos Projetos Político-Pedagógicos, cuidando para que, durante 
os bimestres, não haja alterações. 
e) Os conteúdos de ensino não precisam ser ordenados em sequência, pois não há uma proposta 
articulada, de referência oficial, e, com isso, as decisões quanto às formas de organização dos planos 
anuais são de responsabilidade dos professores. 
 
COMENTÁRIOS: 
Conforme Libâneo, em seu livro Didática, o plano de ensino “é a previsão dos objetivos e tarefas do 
trabalho docente para um ano ou semestre; é um documento mais elaborado, dividido por unidades 
sequenciais, no qual aparecem objetivos específicos, conteúdos e desenvolvimento metodológicos”. 
Já o plano de aula “é a previsão do desenvolvimento do conteúdo para uma aula ou conjunto de 
aulas e tem um caráter bastante específico”. O Projeto Político Pedagógico subsidia a elaboração do 
plano de ensino, e este subsidia a elaboração dos planos de aula. Como diz Libâneo, o plano é um 
guia e não uma decisão inflexível. RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 58 
O projeto político pedagógico preocupa-se em instaurar uma forma de organização do trabalho 
pedagógico em dois níveis: organização da unidade escolar como um todo e organização da sala de 
aula, entendendo-as dentro de um contexto social amplo. Diante dessa afirmativa, é INCORRETO 
afirmar que: 
 a) as dimensões políticas e pedagógicas do projeto educativo são indissociáveis. 
 b) o projeto político pedagógico deve organizar-se de forma a superar os conflitos. 
 c) o projeto político pedagógico deve estar presente em todas as ações educativas. 
 d) o projeto pedagógico é político por seu compromisso com a formação do cidadão. 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
50 
 
 e) a dimensão pedagógica do projeto educativo é superior à dimensão política. 
 
COMENTÁRIOS: 
Conforme Veiga (2013, p. 13-14) “todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político 
por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da 
população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um 
tipo de sociedade.” Saviani diz que "A dimensão política se cumpre na medida em que ela se realiza 
enquanto prática especificamente pedagógica" (1983, p. 93). Na dimensão pedagógica reside a 
possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão participativo, 
responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico, no sentido de definir as ações educativas 
e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade. 
Político e pedagógico têm assim uma significação indissociável. Neste sentido é que se deve 
considerar o projeto político-pedagógico como um processo permanente de reflexão e discussão dos 
problemas da escola, na busca de alternativas viáveis à efetivação de sua intencionalidade, que "não 
é descritiva ou constatativa,mas é constitutiva" (Marques, 1990, p. 23). Por outro lado, propicia a 
vivência democrática necessária para a participação de todos os membros da comunidade escolar e o 
exercício da cidadania. Pode parecer complicado, mas trata-se de uma relação recíproca entre a 
dimensão política e a dimensão pedagógica da escola. O projeto político-pedagógico, ao se constituir 
em processo democrático de decisões, preocupa-se em instaurar uma forma de organização do 
trabalho pedagógico que supere os conflitos, buscando eliminar as relações competitivas, 
corporativas e autoritárias, rompendo com a rotina do mando impessoal e racionalizado da 
burocracia que permeia as relações no interior da escola, diminuindo os efeitos fragmentários da 
divisão do trabalho que reforça as diferenças e hierarquiza os poderes de decisão. Desse modo, o 
projeto político-pedagógico tem a ver com a organização do trabalho pedagógico em dois níveis: 
como organização da escola como um todo e como organização da sala de aula, incluindo sua relação 
com o contexto social imediato, procurando preservar a visão de totalidade. Nesta caminhada será 
importante ressaltar que o projeto político-pedagógico busca a organização do trabalho pedagógico 
da escola na sua globalidade. RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 59 
Compreender o caráter político e pedagógico do PPP leva a considerar: 
1. a função social da educação e da escola em uma sociedade cada vez mais excludente. 
2. que é na ação pedagógica da escola que se torna possível a efetivação de práticas sociais 
emancipatórias. 
3. a necessária organicidade entre o PPP e os anseios da comunidade escolar. 
4. a finalidade da escola como formadora de um sujeito crítico, criativo e participativo. 
5. na perspectiva emancipatória, como um instrumento de controle, burocratizado, voltado apenas 
para o cumprimento de normas técnicas, de aplicação de estatísticas. 
Estão corretos apenas: 
 a) 1, 3, 4 e 5. b) 3, 4 e 5. c) 1, 2, 3 e 5. d) 2, 4 e 5. e) 1, 2, 3 e 4. 
 
COMENTÁRIOS: 
Além dos 3 princípios norteadores (descritos nos comentários da questão 49), a análise dos 7 
elementos básicos (as finalidades da escola, a estrutura organizacional, o currículo, o tempo escolar, 
o processo de decisão, as relações de trabalho, a avaliação) pode contribuir para a construção do 
PPP. Deste modo, a análise do elemento currículo, De acordo com Veiga (2013, p. 29), pode: 
Orientar a organização curricular para fins emancipatórios implica, inicialmente desvelar as visões 
simplificadas de sociedade, concebida como um todo homogêneo, e de ser humano como alguém 
que tende a aceitar papéis necessários à sua adaptação ao contexto em que vive. Controle social na 
visão crítica, é uma contribuição e uma ajuda para a contestação e a resistência à ideologia veiculada 
por intermédio dos currículos escolares. RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 60 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
51 
 
Dadas as afirmativas quanto ao Projeto Político-Pedagógico (PPP), 
I. O PPP vai além de um agrupamento de planos de ensino e atividades, passando a ser uma ação 
intencional com um compromisso definido coletivamente, construído e vivenciado em todos os 
momentos. 
II. A construção do PPP sofre influência das práticas sociais e das relações históricas desenvolvidas 
por seus sujeitos, pois sua origem está na construção coletiva. 
III. A abordagem do PPP como organização do trabalho pedagógico escolar está fundada nos 
princípios que deverão nortear a escola democrática, pública e gratuita. 
IV. A escola deve conceber seu PPP buscando autonomia para executá-lo e avaliá-lo, partindo de uma 
reflexão sobre suas finalidades sociopolíticas e culturais. 
V. O PPP deve promover a participação da comunidade educativa, professores, funcionários, alunos e 
gestores para poderem escrever a sua própria história, compartilhando ideias e experiências. 
verifica-se que estão corretas 
 a) I e IV, apenas. b) II e III, apenas. c) I, II e V, apenas. d) III, IV e V, apenas. e) I, II, III, IV e V. 
 
COMENTÁRIOS: 
Todos os itens estão corretos e foram fundamentados no capítulo Projeto político-pedagógico da 
escola: uma construção coletiva, de Ilma Passos Alencastro Veiga, no livro que recebe o mesmo 
título. Algumas palavras-chaves sobre PPP estão presentes nos itens da questão: ação intencional, 
definido coletivamente, construção coletiva, escola democrática e autonomia. RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 61 
Para Ilma Passos Veiga, quanto à execução, um projeto político-pedagógico é de qualidade quando: 
a) é um documento que se reduz à dimensão curricular. 
b) prescinde de um estudo do meio em que a escola está inserida. 
c) desconhece a identidade da instituição e privilegia as idiossincrasias individuais. 
d) implica ação articulada de todos os envolvidos com a realidade da escola. 
e) é construído como produto acabado, não passível de modificações. 
 
COMENTÁRIOS: 
Trata-se de questão sobre a qualidade da execução do PPP fundamentada na autora Ilma Passos 
Veiga. Portanto, de acordo com a autora, o PPP: 
“É uma ação intencional, com um sentido explícito, comum compromisso definido coletivamente. 
Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente 
articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população 
majoritária. [...], o projeto político-pedagógico não visa simplesmente a um rearranjo formal da 
escola,mas a uma qualidade em todo o processo vivido”. (VEIGA, 2013, p. 13, 15). 
O PPP não se reduz à dimensão curricular. Além dos 3 princípios norteadores (descritos nos 
comentários da questão 49), a análise dos 7 elementos básicos (as finalidades da escola, a estrutura 
organizacional, o currículo, o tempo escolar, o processo de decisão, as relações de trabalho, a 
avaliação) pode contribuir para a construção do PPP. 
A qualidade da execução do PPP prescinde de um estudo da organização do trabalho pedagógico: 
“Desse modo, o projeto político-pedagógico tem a ver com a organização do trabalho pedagógico em 
dois níveis: como organização da escola como um todo e como organização da sala de aula, incluindo 
sua relação com o contexto social imediato, procurando preservar a visão de totalidade. Nesta 
caminhada será importante ressaltar que o projeto político-pedagógico busca a organização do 
trabalho pedagógico da escola na sua globalidade” (VEIGA, 2013, p. 14). Portanto, faz-se necessário 
conhecer a identidade da instituição sem privilegiar as características particulares dos sujeitos, mas 
da coletividade: 
“A principal possibilidade de construção do projeto político-pedagógico passa pela relativa 
autonomia da escola, de sua capacidade de delinear sua própria identidade. Isto significa resgatar a 
escola como espaço público, lugar de debate, do diálogo, fundado na reflexão coletiva”. (VEIGA, 
2013, p. 14). 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
52 
 
Finalmente, dizer que o PPP é um produto acabado. Não passível de modificações, é desconsiderar 
suas dimensões política e pedagógica, e as dinâmicas sociais. De acordo com o Veiga (2013, p. 14): 
“Se a escola nutre-se da vivência cotidiana de cada um de seus membros, coparticipantes de sua 
organização do trabalho pedagógico à administração central, seja o Ministério da Educação, a 
Secretaria de Educação Estadual ou Municipal, não compete a eles definir um modelo pronto e 
acabado, mas sim estimular inovações e coordenar as ações pedagógicas planejadas e organizadas 
pela própria escola”. 
Além disso, Vasconcellos (2007, p. 169-170) quando diz que o Projeto Político Pedagógico é o “plano 
global da instituição”, entende como “a sistematização, nunca definitiva, de um processo de 
planejamento participativo,que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que define claramente 
o tipo de ação educativa que se quer realizar”. RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 62 
Dentro da escola, a elaboração coletiva do Projeto Político Pedagógico (PPP) é a oportunidade para 
se iniciar o processo de gestão democrática. O PPP não deve ser um discurso vazio, devendo 
representar a realidade escolar, suas características, qualidades e desafios, oportunizando a gestão 
democrática. Entende-se por gestão democrática uma gestão que: 
a) seja fundada na tradição. 
b) atenda aos interesses dos planos e objetivos externos. 
c) leve em conta a corresponsabilidade coletiva. 
d) se fundamente em hierarquias bem delimitadas. 
e) se articule pela homogeneidade. 
 
COMENTÁRIOS: 
A gestão democrática é um dos princípios norteadores do PPP. No entendimento de Veiga (2013): 
“A construção do projeto político-pedagógico parte dos princípios de igualdade, qualidade, 
liberdade, gestão democrática e valorização do magistério”. (p. 22) 
“Gestão democrática é um princípio consagrado pela Constituição vigente e abrange as dimensões 
pedagógica, administrativa e financeira. Ela exige uma ruptura histórica na prática administrativa da 
escola, com o enfrentamento das questões de exclusão e reprovação e da não-permanência do aluno 
na sala de aula, o que vem provocando a marginalização das classes populares. Esse compromisso 
implica a construção coletiva de um projeto político-pedagógico ligado à educação das classes 
populares.A gestão democrática exige a compreensão em profundidade dos problemas postos pela 
prática pedagógica. Ela visa romper com a separação entre concepção e execução, entre o pensar e o 
fazer, entre teoria e prática. Busca resgatar o controle do processo e do produto do trabalho pelos 
educadores.A gestão democrática implica principalmente o repensar da estrutura de poder da 
escola, tendo em vista sua socialização. A socialização do poder propicia a prática da participação 
coletiva, que atenua o individualismo; da reciprocidade, que elimina a exploração; da solidariedade, 
que supera a opressão; da autonomia, que anula a dependência de órgãos intermediários que 
elaboram políticas educacionais das quais a escola é mera executora.A busca da gestão democrática 
inclui, necessariamente, a ampla participação dos representantes dos diferentes segmentos da 
escola nas decisões/ações administrativo-pedagógicas ali desenvolvidas”. (p. 17-18) RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 63 
O PPP busca um rumo, uma direção, por isso é uma ação intencional, com sentido explícito e 
compromisso definido coletivamente. A respeito desse tema, é correto afirmar que: 
 a)o PPP é um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico e aos 
interesses reais e coletivos da comunidade escolar. 
 b)a dimensão política do PPP se expressa na definição de ações educativas necessárias às escolas 
para cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade. 
 c)o PPP deve expressar uma dimensão político-partidária com a qual a maioria da população do 
entorno escolar simpatize. 
 d)a escolha do tipo de compromisso político que estará expresso no PPP deve ser dos dirigentes da 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
53 
 
escola, independentemente da comunidade escolar 
 e)os compromissos políticos expressos no PPP independem das disposições contidas na legislação 
educacional. 
 
COMENTÁRIOS: 
Trata-se de questão que conceitua o PPP e fundamenta-se em Ilma Veiga (2013, p. 13): 
“O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, comum 
compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um 
projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses 
reais e coletivos da população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação do 
cidadão para um tipo de sociedade”. Portanto, não poderia ser a alternativa B porque sua dimensão 
política é “no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade”. Não 
poderia ser correta a alternativa C porque não deve expressar uma dimensão político-partidária da 
maioria simpatizante. Muito menos, o compromisso político dos dirigentes da escola ou 
independentes das disposições legais. RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 64 
Quanto ao Projeto Político‐Pedagógico, assinale a afirmativa INCORRETA. 
a) É um instrumento formativo e auxilia a desenvolver uma ação coletiva. 
b) Exige que cada professor tenha uma proposta, um plano de ensino articulado ao projeto da escola. 
c) Exige uma ação colegiada para verificar se as atividades pedagógicas estão coerentes com os 
objetivos propostos. 
d) Tem uma função social importante ao redefinir as relações sociais no interior da escola, 
impossibilitando a abertura de espaço para práticas democráticas. 
 
COMENTÁRIOS: 
Questão fácil. Importante atentar ao que se pede, no caso, a alternativa incorreta. A gestão 
democrática, é um dos princípios norteadores do PPP. No entendimento de Veiga (2013): 
“A construção do projeto político-pedagógico parte dos princípios de igualdade, qualidade, 
liberdade, gestão democrática e valorização do magistério”. (p. 22) 
“Gestão democrática é um princípio consagrado pela Constituição vigente e abrange as dimensões 
pedagógica, administrativa e financeira. Ela exige uma ruptura histórica na prática administrativa da 
escola, com o enfrentamento das questões de exclusão e reprovação e da não-permanência do aluno 
na sala de aula, o que vem provocando a marginalização das classes populares. Esse compromisso 
implica a construção coletiva de um projeto político-pedagógico ligado à educação das classes 
populares.A gestão democrática exige a compreensão em profundidade dos problemas postos pela 
prática pedagógica. Ela visa romper com a separação entre concepção e execução, entre o pensar e o 
fazer, entre teoria e prática. Busca resgatar o controle do processo e do produto do trabalho pelos 
educadores.A gestão democrática implica principalmente o repensar da estrutura de poder da 
escola, tendo em vista sua socialização. A socialização do poder propicia a prática da participação 
coletiva, que atenua o individualismo; da reciprocidade, que elimina a exploração; da solidariedade, 
que supera a opressão; da autonomia, que anula a dependência de órgãos intermediários que 
elaboram políticas educacionais das quais a escola é mera executora.A busca da gestão democrática 
inclui, necessariamente, a ampla participação dos representantes dos diferentes segmentos da 
escola nas decisões/ações administrativo-pedagógicas ali desenvolvidas” (p. 17-18). Portanto, o erro 
da alternativa D está em afirmar “impossibilitando a abertura de espaço para práticas democráticas”. 
RESPOSTA: D 
 
 
 
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Lei nº 13.005/2014 - Plano Nacional de Educação (PNE) 
 
QUESTÃO 65 
Sobre o Plano Nacional de Educação – PNE, aprovado pela Lei Nº 13.005/2014, é incorreto afirmar 
que: 
 a) uma de suas diretrizes é a promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à 
diversidade e à sustentabilidade socioambiental. 
 b) caberá unicamente aos municípios a elaboração de seus correspondentes planos de educação ou 
adequar os planos já aprovados em lei, em consonância com as diretrizes, metas e estratégias 
previstas nesse PNE, no prazo de 1 (um) ano contado da publicação desta Lei. 
 c) o Fórum Nacional de Educação tem também a atribuição de acompanhar a execução do PNE e o 
cumprimento de suas metas. 
 d) caberá aos gestores federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal a adoção das medidas 
governamentais necessárias ao alcancedas metas previstas nesse PNE. 
 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa incorreta é A, pois de acordo com o Artigo 8º cabe aos municípios, estados e distrito 
federal a elaboração de seus respectivos planos de educação: 
 
Art. 8º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar seus correspondentes 
planos de educação, ou adequar os planos já aprovados em lei, em consonância com as diretrizes, 
metas e estratégias previstas neste PNE, no prazo de 1 (um) ano contado da publicação desta Lei. 
 § 1º Os entes federados estabelecerão nos respectivos planos de educação estratégias que: 
 I - assegurem a articulação das políticas educacionais com as demais políticas sociais, 
particularmente as culturais; 
 II - considerem as necessidades específicas das populações do campo e das comunidades 
indígenas e quilombolas, asseguradas a equidade educacional e a diversidade cultural; 
 III - garantam o atendimento das necessidades específicas na educação especial, assegurado o 
sistema educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades; 
 IV - promovam a articulação interfederativa na implementação das políticas educacionais. 
 § 2º Os processos de elaboração e adequação dos planos de educação dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, de que trata o caput deste artigo, serão realizados com ampla participação 
de representantes da comunidade educacional e da sociedade civil. 
RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 66 
Além das fontes de financiamento já estabelecidas na Constituição da República de 1988 e na Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN – Lei nº 9.394/1996), o Plano Nacional de Educação 
– PNE (2014-2024) definiu em acréscimo à manutenção e desenvolvimento do ensino os recursos 
oriundos 
 a) do Fundo Social do Pré-Sal e da produção de etanol. 
 b) da parcela da participação no resultado ou da compensação financeira pela exploração de 
petróleo e de gás natural. 
 c) dos royalties e recursos oriundos da exploração de gás mineral e hidrocarbonetos fluidos. 
 d) dos 10% da receita corrente líquida da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
 
COMENTÁRIOS: 
Conforme o § 5º do Artigo 5º: Será destinada à manutenção e ao desenvolvimento do ensino, em 
acréscimo aos recursos vinculados nos termos do art. 212 da Constituição Federal, além de outros 
recursos previstos em lei, a parcela da participação no resultado ou da compensação financeira pela 
exploração de petróleo e de gás natural, na forma de lei específica, com a finalidade de assegurar o 
cumprimento da meta prevista no inciso VI do art. 214 da Constituição Federal. RESPOSTA: B 
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55 
 
 
QUESTÃO 67 
Sobre o Plano Nacional de Educação (PNE – Lei nº 13.005/2014), marque V para as afirmativas 
verdadeiras e F para as falsas. 
( ) Fixou meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do PIB e determinou 
sua avaliação no quinto ano de vigência do plano. 
( ) Determinou que a União deverá promover a realização de pelo menos duas Conferências 
Nacionais de Educação ao longo do decênio. 
( ) Determinou a implantação do Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi) no prazo de 3 (três) anos a 
partir da vigência do PNE. 
( ) Incumbiu aos gestores federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal a adoção das medidas 
governamentais que forem necessárias para o alcance das suas metas. 
 
Assinale a sequência correta. 
 a) V, F, V, F b) F, V, V, F c) V, V, V, V d) F, V, F, V 
 
COMENTÁRIOS: 
A primeira sentença é falsa. De fato, meta para aplicação de recursos públicos em educação existe e 
foi determinada pela Meta 20: Ampliar o investimento público em educação pública de forma a 
atingir, no mínimo, o patamar de 7% (sete por cento) do Produto Interno Bruto - PIB do País no 5o 
(quinto) ano de vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% (dez por cento) do PIB ao final 
do decênio. No entanto, sua avaliação não ocorre no quinto ano de vigência do plano, mas no quarto 
ano conforme artigo 5º, § 3º: A meta progressiva do investimento público em educação será 
avaliada no quarto ano de vigência do PNE e poderá ser ampliada por meio de lei para atender às 
necessidades financeiras do cumprimento das demais metas. A segunda sentença é verdadeira 
conforme artigo 6º: A União promoverá a realização de pelo menos 2 (duas) conferências nacionais 
de educação até o final do decênio, precedidas de conferências distrital, municipais e estaduais, 
articuladas e coordenadas pelo Fórum Nacional de Educação, instituído nesta Lei, no âmbito do 
Ministério da Educação.A terceira sentença é falsa porque a implantação deve se dá no prazo de dois 
anos conforme estratégia 6 da meta 20: no prazo de 2 (dois) anos da vigência deste PNE, será 
implantado o Custo Aluno-Qualidade inicial - CAQi, referenciado no conjunto de padrões mínimos 
estabelecidos na legislação educacional e cujo financiamento será calculado com base nos 
respectivos insumos indispensáveis ao processo de ensino-aprendizagem e será progressivamente 
reajustado até a implementação plena do Custo Aluno Qualidade – CAQ. Por fim, a quarta sentença é 
verdadeira conforme parágrafo primeiro do 7º artigo: Caberá aos gestores federais, estaduais, 
municipais e do Distrito Federal a adoção das medidas governamentais necessárias ao alcance das 
metas previstas neste PNE. RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 68 
Acerca das diretrizes previstas no Plano Nacional de Educação está incorreto: 
 a) Erradicação do analfabetismo. 
 b) Universalização do atendimento escolar. 
 c) Melhoria da qualidade da educação. 
 d) Formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos conhecimentos de linguagens e 
matemática. 
 e) Valorização dos(as) profissionais da educação. 
 
COMENTÁRIOS: 
As diretrizes do PNE são 11. A incorreta está na alternativa D, pois a diretriz V diz que a ênfase deve 
estar nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade. 
Art. 2º São diretrizes do PNE: 
I - erradicação do analfabetismo; 
II - universalização do atendimento escolar; 
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56 
 
III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na 
erradicação de todas as formas de discriminação; 
IV - melhoria da qualidade da educação; 
V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se 
fundamenta a sociedade; 
VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; 
VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País; 
VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do 
Produto Interno Bruto - PIB, que assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão de 
qualidade e equidade; 
IX - valorização dos (as) profissionais da educação; 
X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade 
socioambiental. 
RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 69 
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE algumas das diretrizes do novo Plano Nacional 
de Educação – PNE: 
a)Erradicação do analfabetismo; universalização do atendimento escolar; superação das 
desigualdades educacionais; melhoria da qualidade da educação; promoção do princípio da gestão 
democrática da educação pública. 
b)Assegurar o atendimento à expansão da educação nacional; promoção humanística, científica, 
cultural e tecnológica do País; melhoria da qualidade da educação; promoção do princípio da gestão 
democrática da educação pública. 
 c)Erradicação do analfabetismo; universalização do atendimento escolar; elevação da taxa bruta de 
matrícula na educação superiorpara 50%; valorização dos profissionais da educação; melhoria da 
qualidade da educação. 
d)Assegurar o atendimento à expansão da educação nacional; promoção humanística, científica, 
cultural e tecnológica do País; estabelecimento de metas de aplicação de recursos públicos em 
educação como proporção do PIB; promoção do princípio da gestão democrática da educação 
pública; valorização dos profissionais da educação. 
 e)Universalização do atendimento escolar; elevação da taxa bruta de matrícula na educação 
superior para 50%; formação para o trabalho e para a cidadania; promoção humanística, científica, 
cultural e tecnológica do País; promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos. 
 
COMENTÁRIOS: 
Novamente questão fundamentada no artigo 2º: 
I - erradicação do analfabetismo; 
II - universalização do atendimento escolar; 
III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na 
erradicação de todas as formas de discriminação; 
IV - melhoria da qualidade da educação; 
V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se 
fundamenta a sociedade; 
VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; 
VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País; 
VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do 
Produto Interno Bruto - PIB, que assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão de 
qualidade e equidade; 
IX - valorização dos (as) profissionais da educação; 
X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade 
socioambiental. 
RESPOSTA: A 
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QUESTÃO 70 
Visando a efetivação da gestão democrática e da participação da comunidade nos aspectos 
educacionais estabeleceu-se a meta 19 do Plano Nacional de Educação (PNE), prevista na Lei nº 
13.005, de 25 de junho de 2014. A meta almeja assegurar condições, no prazo de dois anos, para a 
efetivação da gestão democrática da educação, associada a critérios técnicos de mérito e 
desempenho e à consulta pública à comunidade escolar, no âmbito das escolas públicas, prevendo 
recursos e apoio técnico da União para tanto. São estratégias vinculadas a essa meta: 
 
I. ampliar os programas de apoio e formação aos(às) conselheiros(as) dos conselhos de 
acompanhamento e controle social do Fundeb, dos conselhos de alimentação escolar, dos conselhos 
regionais e de outros e aos(às) representantes educacionais em demais conselhos de 
acompanhamento de políticas públicas, garantindo a esses colegiados recursos financeiros, espaço 
físico adequado, equipamentos e meios de transporte para visitas à rede escolar, com vistas ao bom 
desempenho de suas funções; 
II. realizar, por iniciativa do Ministério da Educação, a cada dois anos a partir do segundo ano de 
vigência deste PNE, prova nacional para subsidiar os estados, o Distrito Federal e os municípios, 
mediante adesão, na realização de concursos públicos de admissão de profissionais do magistério da 
educação básica pública; 
III. incentivar os estados, o Distrito Federal e os municípios a constituírem fóruns permanentes de 
educação, com o intuito de coordenar as conferências municipais, estaduais e distrital bem como 
efetuar o acompanhamento da execução deste PNE e dos seus planos de educação; 
IV. estimular, em todas as redes de educação básica, a constituição e o fortalecimento de grêmios 
estudantis e associações de pais, assegurando-se-lhes, inclusive, espaços adequados e condições de 
funcionamento nas escolas e fomentando a sua articulação orgânica com os conselhos escolares, por 
meio das respectivas representações; 
V. estimular a participação e a consulta de profissionais da educação, alunos(as) e seus familiares na 
formulação dos projetos político-pedagógicos, currículos escolares, planos de gestão escolar e 
regimentos escolares, assegurando a participação dos pais na avaliação de docentes e gestores 
escolares; 
A alternativa que atende ao solicitado está em: 
 a) Todas as alternativas apresentam estratégias vinculadas a meta 19. 
 b) Apenas as alternativas I, II,IV e V apresentam estratégias vinculadas a meta 19. 
 c) Apenas as alternativas I, III,IV e V apresentam estratégias vinculadas a meta 19. 
d) Apenas as alternativas I e V apresentam estratégias vinculadas a meta 19. 
 e) Todas as alternativas apresentam estratégias vinculadas a meta 19, exceto a alternativa V. 
 
COMENTÁRIOS: 
Trata-se de questão com dificuldade alta, pois pede conhecimento sobre as estratégias que serão 
adotadas pelas esferas governamentais para atingir as metas. Neste caso específico, pede 
conhecimentos sobre a meta 19 e suas 8 estratégias: 
Meta 19: assegurar condições, no prazo de 2 (dois) anos, para a efetivação da gestão democrática da 
educação, associada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à consulta pública à comunidade 
escolar, no âmbito das escolas públicas, prevendo recursos e apoio técnico da União para tanto. 
Estratégias: 
19.1) priorizar o repasse de transferências voluntárias da União na área da educação para os entes 
federados que tenham aprovado legislação específica que regulamente a matéria na área de sua 
abrangência, respeitando-se a legislação nacional, e que considere, conjuntamente, para a nomeação 
dos diretores e diretoras de escola, critérios técnicos de mérito e desempenho, bem como a 
participação da comunidade escolar; 
19.2) ampliar os programas de apoio e formação aos (às) conselheiros (as) dos conselhos de 
acompanhamento e controle social do Fundeb, dos conselhos de alimentação escolar, dos conselhos 
regionais e de outros e aos (às) representantes educacionais em demais conselhos de 
acompanhamento de políticas públicas, garantindo a esses colegiados recursos financeiros, espaço 
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58 
 
físico adequado, equipamentos e meios de transporte para visitas à rede escolar, com vistas ao bom 
desempenho de suas funções; 
19.3) incentivar os Estados, o Distrito Federal e os Municípios a constituírem Fóruns Permanentes de 
Educação, com o intuito de coordenar as conferências municipais, estaduais e distrital bem como 
efetuar o acompanhamento da execução deste PNE e dos seus planos de educação; 
19.4) estimular, em todas as redes de educação básica, a constituição e o fortalecimento de grêmios 
estudantis e associações de pais, assegurando-se-lhes, inclusive, espaços adequados e condições de 
funcionamento nas escolas e fomentando a sua articulação orgânica com os conselhos escolares, por 
meio das respectivas representações; 
19.5) estimular a constituição e o fortalecimento de conselhos escolares e conselhos municipais de 
educação, como instrumentos de participação e fiscalização na gestão escolar e educacional, 
inclusive por meio de programas de formação de conselheiros, assegurando-se condições de 
funcionamento autônomo; 
19.6) estimular a participação e a consulta de profissionais da educação, alunos (as) e seus familiares 
na formulação dos projetos político-pedagógicos, currículos escolares, planos de gestão escolar e 
regimentos escolares, assegurando a participação dos pais na avaliação de docentes e gestores 
escolares; 
19.7) favorecer processos de autonomia pedagógica, administrativa e de gestão financeira nos 
estabelecimentos de ensino; 
19.8) desenvolver programas de formação de diretores e gestores escolares, bem como aplicar prova 
nacional específica, a fim de subsidiar a definição de critérios objetivos para o provimento dos 
cargos, cujos resultados possam ser utilizados por adesão. 
O item II é falso porque trata-se da terceira estratégiada meta 18. 
RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 71 
A Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, aprova o Plano Nacional de Educação (PNE), que apresenta 
metas estruturantes para a garantia do direito à educação básica com qualidade, que dizem respeito 
ao acesso, à universalização da alfabetização e à ampliação da escolaridade e das oportunidades 
educacionais. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta a meta 9 do PNE. 
a) Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 50% até 2015 e, até o final 
da vigência deste PNE, elevar a taxa de alfabetização para 90%. 
b) Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 75% até 2016, e, até o final 
da vigência do PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e funcional. 
c) Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 95% até 2015 e, até o final 
da vigência do PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 60% o analfabetismo funcional. 
d) Universalizar a alfabetização para toda a população, erradicando, assim, o analfabetismo absoluto 
e o analfabetismo funcional. 
e) Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e, até o 
final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de 
analfabetismo funcional. 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão pede conhecimentos sobre a meta 9: 
Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% (noventa e três 
inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o 
analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional. 
Três informações importantes são necessárias saber: elevar a taxa de alfabetização da população; 
erradicar o analfabetismo absoluto e; reduzira taxa de analfabetismo funcional. Duas delas envolvem 
dados quantitativos: 15 anos ou mais para 93,5% até 2015; 50%. Avaliadores gostam de complicar 
quando o assunto trata de números, pois é fácil provocar intencionalmente erros alterando os 
valores. Ficou evidente a intenção nas alternativas A, B e C. RESPOSTA: E 
 
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QUESTÃO 72 
A Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) e dá outras 
providências, garante o atendimento das necessidades específicas na educação especial, 
assegurando o sistema educacional inclusivo para: 
 a) somente para a Educação Básica. 
 b) todos os níveis, etapas e modalidades. 
 c) somente para o Ensino Fundamental. 
 d) para o Ensino Fundamental e Ensino Médio. 
 e) para a Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. 
 
COMENTÁRIOS: 
Importante lembrar que é uma das diretrizes do PNE “universalização do atendimento escolar”. 
Portanto, o inciso III, do § 1º do Artigo 8º da lei diz: garantam o atendimento das necessidades 
específicas na educação especial, assegurado o sistema educacional inclusivo em todos os níveis, 
etapas e modalidades. 
 
Art. 8º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar seus correspondentes planos 
de educação, ou adequar os planos já aprovados em lei, em consonância com as diretrizes, metas e 
estratégias previstas neste PNE, no prazo de 1 (um) ano contado da publicação desta Lei. 
§ 1º Os entes federados estabelecerão nos respectivos planos de educação estratégias que: 
I - assegurem a articulação das políticas educacionais com as demais políticas sociais, 
particularmente as culturais; 
II - considerem as necessidades específicas das populações do campo e das comunidades indígenas e 
quilombolas, asseguradas a equidade educacional e a diversidade cultural; 
III - garantam o atendimento das necessidades específicas na educação especial, assegurado o 
sistema educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades; 
IV - promovam a articulação interfederativa na implementação das políticas educacionais. 
§ 2º Os processos de elaboração e adequação dos planos de educação dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, de que trata o caput deste artigo, serão realizados com ampla participação 
de representantes da comunidade educacional e da sociedade civil. 
RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 73 
A Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) e dá outras 
providências. Com relação a esse plano, analise as sentenças abaixo: 
I) A execução do PNE e o cumprimento de suas metas serão objeto de monitoramento contínuo e de 
avaliações periódicas, realizados pelas secretarias de educação estaduais e municipais. 
II) O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, coordenado pela União, em colaboração 
com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, constituirá fonte de informação para a avaliação 
da qualidade da educação básica e para a orientação das políticas públicas desse nível de ensino. 
III) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios atuarão em regime de colaboração, 
visando ao alcance das metas e à implementação das estratégias objeto deste Plano. 
IV) Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar seus correspondentes planos de 
educação, ou adequar os planos já aprovados em lei, sem articulação com as diretrizes, metas e 
estratégias previstas neste PNE, no prazo de 1 (um) ano contado da publicação desta Lei. 
V) Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão aprovar leis específicas para os seus 
sistemas de ensino, disciplinando a gestão democrática da educação pública nos respectivos âmbitos 
de atuação. 
 
Assinale a alternativa que apresenta as sentenças CORRETAS. 
 a) I, III e IV b) II, III e V c) III e IV d) I, II e IV e) I, II e V 
 
 
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COMENTÁRIOS: 
A sentença I está errada porque de acordo com o artigo 5º da lei, o monitoramento deve ser 
realizado por 4 instâncias: Ministério da Educação - MEC;Comissão de Educação da Câmara dos 
Deputados e Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal;Conselho Nacional de 
Educação - CNE; e Fórum Nacional de Educação. A sentença II está correta e fundamenta-se no artigo 
11 da lei. A sentença III está correta e fundamenta-se no artigo 7º da lei. A sentença IV está errada 
porque o avaliador trocou “em consonância” por “sem articulação”. Caso típico em questões de 
concursos, porque para elaborar alternativa falsa, basta trocar palavras ou omiti-las. A sentença V 
está correta e fundamenta-se no artigo 9º da lei. RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 74 
Em relação ao Plano Nacional da Educação (PNE), observa-se que a própria Constituição Federal de 
1988 define os papéis de cada ente federativo no cenário da garantia do direito à educação. Em 
resumo: 
“À União cabe organizar o sistema federal de ensino, financiar as instituições de ensino federais e 
exercer, em matéria educacional, função redistributiva e supletiva, para garantir equalização de 
oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e 
financeira aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios. Os municípios devem atuar 
prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil; os estados e o Distrito Federal, 
prioritariamente nos ensinos fundamental e médio (Constituição Federal, art. 211, §§ 1º, 2º e 3º)”. 
Com base no texto em destaque acima, percebe-se que as diferentes esferas de governo apresentam 
compromissos comuns para que os resultados esperados sejam mais efetivos e recursos otimizados, 
observando, neste aspecto, o planejamento integrado das ações colaborativas. Além desses 
benefícios, ao realizarem essa tarefa, os gestores indicarão caminhos concretos para a 
regulamentação dos pactos federativos nacionais emtorno da política pública educacional, 
estabelecendo o primeiro desenho para o Sistema Nacional de Educação. Para tanto, com base na 
assertiva acima, a primeira (1ª) meta, dentre as vinte metas, do Plano Nacional da Educação (PNE), 
garante: 
 a) Formar, em nível de pós-graduação, 50% (cinquenta por cento) dos professores da educação 
básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a todos(as) os(as) profissionais da 
educação básica formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades, 
demandas e contextualizações dos sistemas de ensino. 
b) Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) 
anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches, de forma a atender, no mínimo, 
50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE. 
c) Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência, transtornos 
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao 
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia 
de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços 
especializados, públicos ou conveniados. 
d) Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% (noventa e 
três inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o 
analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional. 
e) Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º (terceiro) ano do ensino fundamental. 
 
COMENTÁRIOS: 
Trata-se de questão que pede conhecimento sobre as metas do PNE, em especial, a primeira. A 
alternativa A refere-se à meta 16. A alternativa B é a correta. A alternativa C refere-se à meta 4. A 
alternativa D refere-se à meta 9 e a alternativa E refere-se à meta 5. 
RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 75 
A meta 12 do Plano Nacional de Educação (Lei 13005/2014) tem como premissa elevar a taxa bruta 
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61 
 
de matrícula na educação superior. Para atingir tal meta, a lei aponta algumas estratégias: 
 
I) Fomentar a oferta de educação superior pública e gratuita prioritariamente para a formação de 
tecnólogos, sobretudo nas áreas de ciências e matemática, bem como para atender ao déficit de 
profissionais em áreas específicas. 
II) Reduzir o financiamento estudantil por meio do Fundo de Financiamento Estudantil - FIES, para 
fortalecer o investimento em universidades públicas. 
III) Consolidar e ampliar programas e ações de incentivo à mobilidade estudantil e docente em cursos 
de graduação e pós-graduação, em âmbito nacional e internacional, tendo em vista o 
enriquecimento da formação de nível superior. 
IV) Expandir atendimento específico a populações do campo e comunidades indígenas e quilombolas, 
em relação a acesso, permanência, conclusão e formação de profissionais para atuação nessas 
populações. 
V) Institucionalizar programa de composição de acervo digital de referências bibliográficas e 
audiovisuais para os cursos de graduação, assegurada a acessibilidade às pessoas com deficiência. 
 
Estão corretas: 
 a) II, III e IV, apenas.b) I, III e V, apenas.c) III, IV e V, apenas.d) IV e V, apenas.e) I, II, III, IV e V. 
 
COMENTÁRIOS: 
Questão de alta dificuldade, pois trata-se de conhecimentos sobre as 21 estratégias elencadas na lei 
sobre a meta 12: 
Meta 12: elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% (cinquenta por cento) e a 
taxa líquida para 33% (trinta e três por cento) da população de 18 (dezoito) a 24 (vinte e quatro) 
anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% (quarenta por cento) das 
novas matrículas, no segmento público. 
Estratégias: 
[...] 
12.4) fomentar a oferta de educação superior pública e gratuita prioritariamente para a formação de 
professores e professoras para a educação básica, sobretudo nas áreas de ciências e matemática, 
bem como para atender ao déficit de profissionais em áreas específicas; 
[...] 
12.6) expandir o financiamento estudantil por meio do Fundo de Financiamento Estudantil - FIES, de 
que trata a Lei no 10.260, de 12 de julho de 2001, com a constituição de fundo garantidor do 
financiamento, de forma a dispensar progressivamente a exigência de fiador; 
[...] 
12.12) consolidar e ampliar programas e ações de incentivo à mobilidade estudantil e docente em 
cursos de graduação e pós-graduação, em âmbito nacional e internacional, tendo em vista o 
enriquecimento da formação de nível superior; 
12.13) expandir atendimento específico a populações do campo e comunidades indígenas e 
quilombolas, em relação a acesso, permanência, conclusão e formação de profissionais para atuação 
nessas populações; 
[...] 
12.15) institucionalizar programa de composição de acervo digital de referências bibliográficas e 
audiovisuais para os cursos de graduação, assegurada a acessibilidade às pessoas com deficiência; 
 
Portanto, o item I está incorreto porque o avaliador trocou “formação de professores e professoras 
para a educação básica” por “formação de tecnólogos” na estratégia 4. O item II também está errado 
porque trocou “expandir” por “reduzir” e “com a constituição de fundo garantidor do financiamento, 
de forma a dispensar progressivamente a exigência de fiador” por “para fortalecer o investimento 
em universidades públicas” na estratégia 6. O item III refere-se corretamente à estratégia 12. O item 
IV refere-se corretamente à estratégia 13 e o item V refere-se corretamente à estratégia 15 da lei. 
RESPOSTA: C 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
62 
 
 
QUESTÃO 76 
Coloque V para VERDADEIRO, F para FALSO e assinale a alternativa correspondente. 
Considerando algumas das Metas do Plano Nacional da Educação (PNE): 
( ) - Meta 6: oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 90% (noventa por cento) das 
escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 60% (sessenta por cento) dos(as) alunos(as) da 
educação básica, professores e pais de alunos. 
( ) - Meta 7: fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com 
melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem, de modo a atingir as seguintes médias nacionais para o 
IDEB: 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental; 5,5 nos anos finais do ensino fundamental; 5,2 no 
ensino médio. 
( ) - Meta 9: elevar a taxa de alfabetização da população com 30 (trinta) anos ou mais para 53,6% 
(cinquenta e três inteiros e seis décimos por cento) até 2019 e, até o final da vigência deste PNE, 
erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 100% (cem por cento) a taxa de analfabetismo 
funcional. 
( ) - Meta 10: oferecer, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) das matrículas de educação de 
jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional. 
( ) - Meta 11: duplicar as matrículas da educação jovens em adultos de nível médio, assegurando a 
qualidade da oferta e pelo menos 90% (noventa por cento) da expansão no segmento público e 
privado. 
Está CORRETO apenas a alternativa: 
 a) V, V, F, F e F. b) V, V, V, F e V. c) F, F, F, V e V d) F, V, F, V e F e) V, F, V, F e V. 
 
COMENTÁRIOS: 
Trata-se de conhecimentos sobre as metas do PNE. Todas as sentenças falsas envolviam a troca de 
valores quantitativos para confundir o candidato. A primeira sentença é falsa porque o avaliador 
trocou “50% das escolas” por “90% das escolas” e “25% dos alunos” por “60% dos alunos”, como 
também incluiu ao final a expressão “professores e pais de alunos”. A segundasentença é 
verdadeira. A terceira sentença é falsa porque o avaliador trocou “15 anos” por “30 anos”, “93,5%” 
por “53,6%”, “2015” por “2019” e “50%” por “100%”. A quarta sentença é verdadeira. Finalmente, a 
quinta sentença é falsa porque o avaliador trocou “triplicar as matrículas” por “duplicar as 
matrículas”, “da educação profissional técnica” por “educação de jovens em adultos”, “50%” por 
“90%” e incluiu a expressão “e privado”. RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 77 
O Plano Nacional de Educação (PNE) determina diretrizes, metas e estratégias para a política 
educacional e tem a vigência de 10 anos. O último plano nacional aprovado é composto por 20 
metas, que se desdobram em estratégias. NÃO corresponde a uma das metas do último Plano 
Nacional de Educação: 
 a) universalizar até 2016 toda a etapa da Educação Infantil, 0 a 3 anos (creche) e 4 e 5 anos (pré-
escola). 
 b) oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a 
atender ao menos 25% dos alunos da educação básica. 
 c) elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e, até o 
final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de 
analfabetismo funcional. 
 d) formar, em nível de pós-graduação, 50% dos professores da Educação Básica, até o último ano de 
vigência desse PNE, e garantir a todos os profissionais da Educação Básica formação continuada em 
sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de 
ensino. 
COMENTÁRIOS: 
Questão que envolve conhecimentos sobre as 20 metas do PNE e pede a alternativa incorreta. A 
meta 1 diz “universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 
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63 
 
5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no 
mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste 
PNE.”. Portanto, de acordo com a meta 1 a alternativa A está incorreta, pois pretende-se 
universalizar “a educação infantil na pré-escola” e não “toda a etapa da Educação infantil, que inclui 
creche e pré-escola. No caso das creches pretende-se com a lei “ampliar em no mínimo 50%” e não 
“universalizar” conforme descrito na alternativa A. As demais alternativas estão corretas, pois a 
alternativa B refere-se à meta 6, a alternativa C refere-se à meta 9 e a alternativa D refere-se à meta 
16 da lei. 
RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 78 
O Plano Nacional de Educação propõe universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a 
população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até o final do período de vigência deste 
PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para: 
 a) 50%. b) 90%. c) 75%. d) 100%. e) 85%. 
 
COMENTÁRIOS: 
Elevar a taxa líquida de matrículas no ensino médio faz parte da meta 3 da lei e seu percentual de 
elevação é de 85%. RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 79 
O art. 214 da Constituição Federativa do Brasil preconiza que a lei estabelecerá o plano nacional de 
educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em 
regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para 
assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades 
por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam 
a, EXCETO: 
 a) erradicação do analfabetismo. 
 b) universalização do atendimento escolar. 
 c) formação para o trabalho técnico como agente educador. 
 d) promoção humanística, científica e tecnológica do país. 
 e) estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do 
produto interno bruto. 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão trata do artigo 214 da Constituição Federal e relaciona-se ao artigo 2º da lei do PNE 
quanto às suas diretrizes: 
 
Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de 
articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, 
metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino 
em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos 
das diferentes esferas federativas que conduzam a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 
59, de 2009) 
I - erradicação do analfabetismo; 
II - universalização do atendimento escolar; 
III - melhoria da qualidade do ensino; 
IV - formação para o trabalho; 
V - promoção humanística, científica e tecnológica do País. 
VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do 
produto interno bruto. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009). 
 
Art. 2º São diretrizes do PNE: 
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64 
 
I - erradicação do analfabetismo; 
II - universalização do atendimento escolar; 
III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na 
erradicação de todas as formas de discriminação; 
IV - melhoria da qualidade da educação; 
V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se 
fundamenta a sociedade; 
VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; 
VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País; 
VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do 
Produto Interno Bruto - PIB, que assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão de 
qualidade e equidade; 
IX - valorização dos (as) profissionais da educação; 
X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade 
socioambiental. 
Portanto, a alternativa correta, isto é, A exceção está na alternativa C porque o avaliador incluiu a 
expressão “técnico como agente educador” no inciso IV do artigo 214 da Constituição. 
RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 80 
O PNE prescreve, em sua meta nº 4, a universalização, para a população de quatro a dezessete anos 
com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o 
acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede 
regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos 
multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados, propondo as 
seguintes estratégias, EXCETO: 
 a) promover, no prazo de vigência do PNE, a universalização do atendimento escolar à demanda 
manifesta pelas famílias de crianças de 0 (zero) a 3 (três) anos com deficiência, transtornos globais 
do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. 
 b) implantar, ao longo do PNE, salas de recursos multifuncionais e fomentar a formação continuada 
de professores e professoras para o atendimento educacional especializado nas escolas urbanas, do 
campo, indígenas e de comunidades quilombolas. 
 c) estimular a criação de centros multidisciplinares de apoio, pesquisa e assessoria, articulados com 
instituições acadêmicas e integrados por profissionais das áreas de saúde, assistência social, 
pedagogia e psicologia, para apoiar o trabalho dos professores. 
 d) garantir a oferta de educação inclusiva, vedada a exclusão do ensino regular sob alegação de 
deficiência e promovida a articulação pedagógica entre o ensino regular e o atendimento 
educacional especializado. 
 e) garantir atendimento educacional especializado em classes funcionais, escolas ou serviços 
especializados, públicos a todos (as) alunos(as) com deficiência, transtornos globais do 
desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados na rede pública e particular, 
conforme necessidade identificada por meio de avaliação escolar. 
 
COMENTÁRIOS: 
Outra questão de alta dificuldade porque trata de conhecimentos sobre as 19 estratégias da meta 4 
da lei e pede a alternativa incorreta. A alternativa A está correta e refere-se à estratégia 2. A 
alternativa B está correta e refere-se à estratégia 3. A alternativa C está correta e refere-se à 
estratégia 5.A alternativa D está correta e refere-se à estratégia 8. Finalmente, a alternativa e está 
incorreta porque o avaliador trocou expressões diversas na estratégia 4: “garantir atendimento 
educacional especializado em salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços 
especializados, públicos ou conveniados, nas formas complementar e suplementar, a todos (as) 
alunos (as) com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou 
superdotação, matriculados na rede pública de educação básica, conforme necessidade identificada 
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65 
 
por meio de avaliação, ouvidos a família e o aluno;”. RESPOSTA: E 
QUESTÃO 81 
Entre as metas do Plano Nacional de Educação, a seguinte se destaca por sua premência: 
 a) oferecer vagas para toda a população de zero a 2 anos em instituições públicas de ensino até o 
ano 2016. 
 b) erradicar o analfabetismo vigente em todo o país até 2016, mediante a instalação de centros 
comunitários de educação. 
 c) instituir um plano emergencial até 2016 para atender à população de baixa renda, existente nas 
grandes cidades brasileiras, com instalação de classes multisseriadas , visando a erradicar o 
analfabetismo. 
 d) universalizar até 2016 o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar até 
o final do período de vigência do PNE a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%. 
 e) atingir a meta de zero criança fora da escola até 2016, com a implantação de escolas 
comunitárias em todo o território nacional. 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão trata de conhecimentos sobre as 20 metas da lei e pede a alternativa correta. As 
alternativas A e E tratam da meta 1 e estão erradas, pois o que se pretende é universalizar a pré-
escola e ampliar a oferta em, no mínimo 50%, nas creches. As alternativas B e C tratam da meta 9, 
pois pretende erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo 
funcional. 
Finalmente, a alternativa D está correta pois pretende “universalizar, até 2016, o atendimento 
escolar para toda a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até o final do período de 
vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85% (oitenta e cinco por 
cento)”. 
Meta 1: universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 
(cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no 
mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste 
PNE. 
Meta 9: elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% 
(noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, 
erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo 
funcional. 
RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 82 
O Plano Nacional de Educação (2014-2024) define vinte metas que visam a garantia do direito à 
Educação Básica com Qualidade. Uma destas metas é 
 a) elevar as taxas de alfabetização até 2018. 
 b) alfabetizar todas as crianças no 2º. ano do ensino fundamental. 
 c) universalizar a alfabetização até 2020. 
 d) alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º ano do ensino fundamental. 
 e) oferecer alfabetização em tempo integral até 2018. 
 
COMENTÁRIOS: 
Trata de conhecimentos sobre as metas do PNE relacionadas à alfabetização. Na lei, apenas as metas 
5 e 9 trata diretamente da questão da alfabetização. A alternativa D é a correta porque, de acordo 
com a meta 5, pretende “alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3o (terceiro) ano do 
ensino fundamental. Diz a meta 9: “elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos 
ou mais para 93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até o final da 
vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a 
taxa de analfabetismo funcional”. RESPOSTA: D 
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66 
 
Didática, Planejamento e Gestão Educacional 
 
QUESTÃO 83 
“É um processo que consiste em preparar um conjunto de decisões tendo em vista agir, 
posteriormente, para atingir determinados objetivos” (Luckesi, 2011, p.130). 
 
A definição descrita anteriormente refere-se. 
 a) Avaliação b) Currículo c) Planejamento d) Didática e) Ensino 
 
COMENTÁRIOS: 
Cipriano Carlos Luckesi é um grande estudioso da educação, seus livros tratam de filosofia da 
educação, planejamento educacional e, especialmente, de avaliação da aprendizagem. A questão 
trata da definição de planejamento elaborada por Clódia Maria Godoy Turra em seu livro 
Planejamento do ensino e avaliação, citada por Luckesi (2011, p. 130) no seu livro Avaliação da 
aprendizagem escolar: estudos e proposições. No entanto, para ele, planejamento não é só isso. Em 
sua crítica sobre o que os livros de Didática tratam do tema, diz que o planejamento “além de 
delimitar ações eficientes [...] tem de cuidar das finalidades político-sociais da ação. Caso contrário, 
poderia, no máximo, estar modernizando algo que já existe e não tomando uma decisão de base, que 
direcione a ação a partir de um ponto de vista crítico” (2011, p. 130-131). 
Quanto à avaliação, Luckesi (2011, p. 81) entende que “é um julgamento de valor sobre 
manifestações relevantes da realidade, tendo em vista uma tomada de decisão”. 
Já Libâneo é referência sobre o tema didática. Para ele, didática é “uma das disciplinas da Pedagogia 
que estuda o processo de ensino através dos seus componentes – os conteúdos escolares, o ensino e 
a aprendizagem – para, com o embasamento numa teoria da educação, formular diretrizes 
orientadoras da atividade profissional dos professores. ”. O mesmo autor diz que o ensino “consiste 
no planejamento, organização, direção e avaliação da atividade didática, concretizando as tarefas da 
instrução; o ensino inclui tanto o trabalho do professor (magistério) como a direção da atividade de 
estudo dos alunos.”; e que o currículo “expressa os conteúdos da instrução, nas matérias de cada 
grau do processo de ensino. Em torno das matérias se desenvolve o processo de assimilação dos 
conhecimentos e habilidades”. (LIBÂNEO, 1994, P. 52-53). RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 84 
Para Vasconcelos, o grande desafio que se coloca em termos de projeto de ensino-aprendizagem é: 
 a) mudar a mentalidade de que fazer planejamento é preencher formulários (mais ou menos 
sofisticados). Antes de mais nada, fazer planejamento é refletir sobre os desafios da realidade da 
escola e da sala de aula, perceber as necessidades, re-significar o trabalho, buscar formas de 
enfrentamento e comprometer-se com a transformação da prática. 
 b) criar plataformas eficientes para se registrar o planejamento em sistemas eletrônicos. 
 c) considerar no planejamento todos os conteúdos do livro didático, copiando o que traz o livro do 
professor. 
 d) atender às exigências da equipe diretiva da instituição, não deixando transparecer a crítica do 
professor. 
 e) realizar um documento bem elaborado, contemplando as concepções pedagógicas e as teoriasda 
educação, para cumprir a função burocrática determinada pela coordenação pedagógica, direção, 
secretaria ou supervisão de ensino. 
 
COMENTÁRIOS: 
Trata-se de questão retirada do livro Planejamento: Projeto de ensino-aprendizagem e projeto 
político-pedagógico, de Celso Vasconcellos. Para Vasconcellos (2007, p. 133), “O grande desafio que 
se coloca em termos de projeto de ensino-aprendizagem é: portanto: mudar a mentalidade de que 
fazer planejamento é preencher formulários (mais ou menos sofisticados). Antes de mais nada, 
fazer planejamento é refletir sobre os desafios da realidade da escola e da sala de aula, perceber as 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
67 
 
necessidades, re-significar o trabalho, buscar formas de enfrentamento e comprometer-se com a 
transformação da prática.Se isto vai para um registro escrito depois, é um detalhe!”. Continua 
Vasconcellos (2007, p. 133;136;148), “O projeto de ensino-aprendizagem pode ser subdividido 
basicamente, quanto ao nível de abrangência, em Projeto de Curso e Plano de Aula. [...] O Projeto de 
Curso é a sistematização da proposta geral de trabalho do professor naquela determinada disciplina 
ou área de estudo, numa dada realidade. [...] O Plano de Aula é a proposta de trabalho do professor 
para uma determinada aula ou conjunto de aulas (por isto chamado também de Plano de Unidade). 
Corresponde ao nível de maior detalhamento e objetividade do processo de planejamento didático”. 
Portanto, o recorte do livro exprime exatamente o que é descrito pela alternativa A da questão sobre 
o grande desafio que se coloca em termos de projeto de ensino-aprendizagem. Criar plataformas em 
sistemas eletrônicos; inserir no planejamento do professor todos os conteúdos do livro didático; 
atender exigências da equipe diretiva da escola e; cumprir com o planejamento do projeto de ensino-
aprendizagem a função burocrática determinada pela coordenação pedagógica, direção, secretaria 
ou supervisão de ensino, nunca serão desafios para se colocarem em termos de projeto de ensino-
aprendizagem. RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 85 
Reflexões atuais sobre o ato educativo evidenciam a importância de se compreender as 
aprendizagens dos alunos com base em seu desenvolvimento. Considera-se, nesse contexto, que o 
desenvolvimento do ensino supõe que se observe, além dos aparatos legais, um planejamento 
escolar e didático, no qual as práticas de aprendizagem possam ser revistas e reavaliadas. Nesse 
sentido, é importante que o professor, ao construir seus instrumentos de avaliação, considere que: 
 a) cada aluno possui tempos diferenciados para aprender os conteúdos e gerar respostas aos 
desafios cognitivos. 
 b) o atendimento às necessidades especiais deve ser levado em conta exclusivamente nos 
momentos de avaliação. 
 c) todos devem ser tratados em igualdade de aprendizagem para as respostas requeridas. 
 d) a aplicação de práticas isoladas de avaliação para cada turma deve ser prioritária. 
 e) a avaliação deve buscar a homogeneidade da turma. 
 
COMENTÁRIOS: 
A aprendizagem do aluno com base em seu desenvolvimento foi amplamente investigada por 
diversos teóricos, dentre eles, Piaget e Vygotsky. Jussara Hoffmann (2011, p. 43-44), pesquisadora 
sobre avaliação da aprendizagem, descreve que “o aluno constrói o seu conhecimento na interação 
com o meio em que vive. Portanto, depende das condições desse meio, da vivência de objetos e 
situações, para ultrapassar determinados estágios de desenvolvimento e ser capaz de estabelecer 
relações cada vez mais complexas e abstratas. Os entendimentos dos alunos são decorrentes do seu 
desenvolvimento próprio frente a umas e outras áreas de conhecimento. [...] Um dos princípios da 
teoria construtivista é fundamental à avaliação: o desenvolvimento do indivíduo se dá por estágios 
evolutivos do pensamento a partir de sua maturação e suas vivências”. [...] Tal desenvolvimento 
depende, da mesma forma, do meio social que pode acelerar ou retardar esse desenvolvimento”. 
Tratando-se da construção de instrumentos de avaliação e considerando os estudos sobre a 
psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem, não restam dúvidas de que cabe ao professor 
considerar os tempos diferenciados para que cada aluno aprenda os conteúdos. Libâneo (1994, p. 
198), tratando do tema avaliação na prática escolar, diz que “O mais comum é tomar a avaliação 
unicamente como o ato de aplicar provas, atribuir notas e classificar os alunos. O professor reduz a 
avaliação à cobrança daquilo que o aluno memorizou e usa a nota somente como instrumento de 
controle. [...] Essa atitude ignora a complexidade de fatores que envolve o ensino, tais como [...] a 
situação social dos alunos, [...] os requisitos prévios que têm os alunos para assimilar matéria nova, 
as diferenças individuais, o nível de desenvolvimento intelectual, as dificuldades de assimilação 
devidas a condições sociais, econômicas, culturais e adversas dos alunos.”. Ainda Libâneo (1994, p. 
226; 228-229), elenca como um dos requisitos para o planejamento escolar as condições prévias dos 
alunos para a aprendizagem. Diz que “saber em que pé estão os alunos (suas experiências, 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
68 
 
conhecimentos anteriores, habilidades e hábitos de estudo, nível de desenvolvimento) é medida 
indispensável para a introdução de conhecimentos novos e, portanto, para o êxito de ação que se 
planeja”. Sabemos que o atendimento às necessidades especiais dos alunos deve ser levado em 
consideração em todos os momentos do processo de aprendizagem, não é exclusividade da 
avaliação. Como também, sabendo-se que cada aluno é um sujeito singular e responde a cada tempo 
conforme seu desenvolvimento não podemos considerar que todos os alunos devam ser tratados em 
igualdade de aprendizagem para as respostas requeridas. Da mesma forma, ao se aplicar práticas 
isoladas de avaliação para cada turma, como quer a alternativa E da questão, o professor tenta 
praticar a homogeneidade da aprendizagem, quando sabemos que ela se faz heterogênea numa 
turma de alunos que possuem tempos diferentes de desenvolvimento. 
RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 86 
Dadas as afirmativas sobre o planejamento de ensino, peça fundamental para a organização do 
trabalho docente, 
I. Planejar é um ato exclusivamente político-filosófico. 
II. O planejamento de ensino é uma atividade meramente técnica de administrar recursos, tempo e 
um modo de organizar os conteúdos. 
III. O ato de planejar, seja no nível macro, seja no nível micro, envolve o comprometimento com um 
tipo de ser humano e de construção da sociedade. 
verifica-se que está(ão) correta(s) 
 a) I, apenas. b) III, apenas. c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com Vasconcellos (2007, p. 35), “planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser 
realizada e agir de acordo com o previsto”.O Planejamento de Ensino é o processo de decisão sobre 
atuação concreta dos professores, no cotidiano de seu trabalho pedagógico, envolvendo as ações e 
situações, 
em constante interações entre professor e alunos e entre os próprios alunos (PADILHA,2001, p. 33). 
De acordo com Veiga (2013, p. 13) A dimensão política do planejamento está no sentido de 
compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade. Já a dimensão pedagógica 
reside a possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão 
participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico, no sentido de definir as 
ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua 
intencionalidade. Político e pedagógico têm assim uma significação indissociável.Portanto, as 
sentenças I e II estão incorretas por causa das expressões “exclusivamente político-filosófico” e 
“meramente técnica”, respectivamente. RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 87 
O Planejamento pedagógico do professor começa coletivamente, a partir do que toda a escola pensa 
e realiza em seu projeto pedagógico. O plano de sala de aula precisa partir do conjunto de 
pensamento que se constrói no plano global. Dentre os elementos constitutivos do plano de sala de 
aula, encontra-se: 
 a) o marco operativo. 
 b) a intervenção estatal. 
 c) a normatização da administração. 
 d) o plano arquitetônico da escola. 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com Gandin (2009, p. 26-27) e Gandin (1994, p. 149-150), são 3 os elementos 
constitutivos do plano de sala de aula: 
1) Marco operativo: é um fim a ser alcançado. Consistem no conjunto de ideias que estabelece o 
ideal da prática e que fundamenta este ideal. É a proposta fundamentada teoricamente dos 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
69 
 
resultados que queremos alcançar; 
2) Diagnóstico: é a expressão da distância que o grupo de alunos e, mas, a prática toda, está desse 
ideal, com a indicação das falhas e das causas destas falhas, das dificuldades para avançar e dos 
pontos de apoio; 
3) Programação: é a proposta de ações a realizar, atitudes a vivenciar, normas para seguir e rotinas 
para praticar, tudo indicado à medida que o tempo for passando e sempre para diminuir a distância 
entre o desejado e o real. 
RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 88 
Plano de disciplina é um instrumento para sistematizar a ação concreta do professor, a fim de que os 
objetivos da disciplina sejam atingidos. Atente às seguintes afirmações a respeito dos aspectos 
fundamentais de um plano de disciplina: 
I. Ao planejar a disciplina, o professor sempre deve ter em mente que os conteúdos são os fins para 
atingir os objetivos. 
II. O foco de referência principal para o planejamento da disciplina é o livro didático. 
III. A flexibilidade é uma característica de fundamental importância no plano de disciplina. 
IV. O plano de disciplina ajuda o professor a selecionar os melhores procedimentos e os recursos 
para desencadear um ensino mais eficiente. 
 
Está correto o que se afirma somente em: 
 a) I e II. b) III e IV. c) II e IV. d) I, II e III. 
 
COMENTÁRIOS:2 
Menegolla & Sant'Anna (1995) conceituaram o plano de disciplina e definiu seus aspectos 
fundamentais. É a previsão dos conhecimentos e conteúdos que serão desenvolvidos na sala de aula, 
a definição dos objetivos mais importantes, assim como a seleção tanto dos melhores 
procedimentos e técnicas de ensino, como também dos recursos humanos que serão usados para 
um melhor ensino e aprendizagem. Além disso, o plano de disciplina propõe a determinação das 
técnicas e dos instrumentos de avaliação mais eficazes, para verificar o alcance dos objetivos em 
relação à aprendizagem. Ao planejar sua disciplina, o que o professor realmente faz é planejar o 
contexto geral dessa disciplina. Mas, esse contexto deve ser uma decorrência lógica dos objetivos 
dos alunos e da escola, estando intimamente relacionado a eles. Por isso, deverá expressar uma 
unidade de ideias, de princípios e de ação. Ao planejar a disciplina e seus conteúdos, o professor 
sempre deve ter em mente que os conteúdos são meios de atingir os objetivos, e não são fins em si 
mesmos.Portanto, a orientação da ação de planejamento e de execução deve estar fundamentada 
nos objetivos e não nos conteúdos. São características de um plano de disciplina: 
1) Objetividade e Realismo: A objetividade é o que deve caracterizar todo e qualquer plano. Um 
plano que não seja objetivo e realista se toma inviável, inexequível e obscuro, portanto, impraticável, 
sem validade e aplicabilidade. 
2) Funcionalidade: Como o plano é um instrumento orientador para o professor e para os 
alunos, ele deve ser essencialmente funcional, para que possa ser executado com facilidade, 
para ter valor didático, tomando-se útil, facilitando o ensino do professor e a aprendizagem 
dos alunos. 
3) Simplicidade: O plano de ensino, que orienta toda a linha de ação na sala de aula, envolve uma 
série de elementos, como o professor, os alunos, os conteúdos, as experiências, as atividades, 
os recursos, o processo de avaliação e assim por diante; por isso, necessariamente, deverá ser 
claro e simples, para ser compreensível e viável, pois sua compreensão facilita a sua 
execução. 
4) Flexibilidade: A flexibilidade é uma característica de fundamental importância para os planos de 
ensino, tomando-os mais realistas, possibilitando sua adaptação a novas situações não previstas, que 
 
2
 Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/35813511/o-plano-de-disciplina 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
70 
 
porventura venham a ocorrer. 
5) Utilidade: A utilidade, a validade e a profundidade são princípios que dão consistência toda a 
estrutura do plano, no que diz respeito ao seu conteúdo e à sua dinâmica. A utilidade de qualquer 
plano de ensino vai depender da possibilidade de transformação e do nível em que e processa essa 
transformação no aluno. Toda mudança que não seja significativa e profunda passa a ser destituída 
de qualquer significado. 
RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 89 
Assinale em qual dos documentos abaixo são definidas as orientações de objetivos, conteúdos 
programáticos, estratégias de ensino e avaliações de um componente didático: 
 a) Plano de aula ou equivalente; 
 b) Plano de curso ou equivalente; 
 c) Projeto Político Pedagógico; 
 d) Projeto Pedagógico de Curso; 
 e) Produto educacional. 
 
COMENTÁRIOS: 
Segundo Libâneo (LIBÂNEO, p. 232-233), o plano de curso, também denominado plano de ensino ou 
plano de unidades didáticas, “é um roteiro organizado das unidades didáticas para um ano ou 
semestre. [...] contém os seguintes componentes: justificativa da disciplina em relação aos objetivos 
da escola; objetivos gerais; objetivos específicos, conteúdos (com a divisão temática de cada 
unidade); tempo provável e desenvolvimento metodológico (atividades do professor e dos alunos)”. 
O mesmo autor diz que plano de aula “é um detalhamento do plano do ensino. As unidades e sub 
unidades (tópicos) que foram previstas em linhas gerais são agora especificadas e sistematizadas 
para uma situação didática real.” (1994, p. 241). Vasconcellos (2007, p. 169-170) diz que o Projeto 
Político Pedagógico é o “plano global da instituição”, entende como “a sistematização, nunca 
definitiva, de um processo de planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na 
caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar”. O projeto 
pedagógico do curso é o documento elaborado pela escola para um determinado curso, técnico de 
nível médio ou superior, constituído de elementos que além justificam a oferta do curso, traz a 
matriz curricular, os objetivos gerais de formação, as formas de avaliação e mediação pedagógica, 
ementários e bibliografias. Já produto educacional, BISOGNIN3 diz que: Num mestrado profissional, 
de acordo com Moreira (2004, p. 134), um trabalho de conclusão de curso deve ser o resultado de 
uma pesquisa “[...] aplicada, descrevendo o desenvolvimento de processos ou produtos de natureza 
educacional, visando a melhoria do ensino na área específica, sugerindo-se fortemente que, em 
forma e conteúdo, este trabalho se constitua em material que possa ser utilizado por outros 
profissionais”. Essa caracterização feita por Moreira (2004) descreve em linhas gerais o que hoje se 
denominaproduto educacional. RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 90 
Em relação aos aspectos do planejamento, assinale a opção que contenha a CORRETA sequência 
hierárquica do mais amplo ao mais restrito, em relação ao planejamento: 
 a) planejamento escolar; planejamento educacional; planejamento de ensino; planejamento 
curricular; 
 b) planejamento curricular; planejamento educacional; planejamento escolar; planejamento de 
ensino; 
 c) planejamento de ensino; planejamento curricular; planejamento escolar; planejamento 
 
3
BISOGNIN, Eleni. Produtos educacionais: análise da produção do Mestrado Profissional em Ensino de Física e 
de Matemática do Centro Universitário Franciscano de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil. Revista 
Polyphonía, [S.l.], v. 24, n. 2, p. 43-58, out. 2015. ISSN 2238-8850. Disponível em: 
<https://www.revistas.ufg.br/sv/article/view/37938>. Acesso em: 28 dez. 2017. 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
71 
 
educacional; 
 d) planejamento de ensino; planejamento educacional; planejamento curricular planejamento 
escolar; 
 e) planejamento educacional; planejamento escolar; planejamento curricular; planejamento de 
ensino. 
 
COMENTÁRIOS: 
Pelo menos três autores renomados tratam dos níveis de planejamento no âmbito educacional: 
Libâneo, Vasconcellos e Antonio Carlos Gil. O primeiro restringe aos níveis de planejamento que 
ocorre dentro da escola, o segundo e o terceiro dos níveis de planejamento mais abrangentes, desde 
a ação governamental à escolar. 
De acordo com Libâneo (1994, 221-222), a sequência hierárquica do mais amplo ao mais restrito, em 
relação ao planejamento escolar é: Plano da escola, Plano de ensino e Plano de aulas. 
De acordo com Vasconcellos (2007, p. 95-96), a sequência hierárquica do mais amplo ao mais 
restrito, em relação ao planejamento na educação escolar é: Planejamento do Sistema de Educação, 
Planejamento da Escola, Planejamento Curricular e Planejamento de Ensino-aprendizagem. 
De acordo com Gil (2015, p. 94-99), a sequência hierárquica do mais amplo ao mais restrito, em 
relação ao planejamento educacional é: Planejamento educacional, Planejamento institucional, 
Planejamento Curricular e Planejamento do ensino. 
Como há na literatura especializada várias denominações para planejamento no âmbito educacional 
e seus níveis e nomenclaturas, inclusive com sinônimos, supomos que o de Gil é o mais abrangente e 
elenca do mais amplo para o mais restrito. RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 91 
O planejamento de ensino realizado pelo professor ou pela equipe de professores deve seguir 
metodologias ricas e variadas para que o trabalho docente na sala de aula estabeleça uma melhor 
interação com os alunos. Para que isso seja possível, é necessário que ocorram, como proposta no 
planejamento de ensino, os seguintes elementos metodológicos: 
 a) Estratégias que estabeleçam o acúmulo de conhecimentos que serão repassados pelo professor 
aos alunos como verdades absolutas, sem chance de questionamentos ou levantamentos de dúvidas 
em relação a sua veracidade. 
b) Um ensino que promova atividades metodológicas voltadas para moral com ratificação do 
intelectual, lapidando o aluno para a convivência social, tendo como pressuposto a conservação da 
sociedade em seu estado atual na qual o aluno se encontra. 
 c) A utilização de ensino expositivo e aprendizagem de recepção, o estudo dirigido, a aprendizagem 
por descobrimento guiado e aprendizagem autônoma, como formas metodológicas diretas com 
eficácia enriquecedora que ratificam a motivação dos alunos. 
d) Um ensino estabelecido pela prática do silêncio no ambiente de sala de aula, determinado pela 
autoridade docente, para que seja ratificada a ideia de que somente o professor possui 
conhecimento para ensinar, estabelecendo, nestes termos, que o papel do aluno se dá em apenas 
receber passivamente esse conhecimento. 
e) Um ensino com base na exposição verbal do professor e a preparação do aluno na resolução de 
exercícios e na memorização de fórmulas e conceitos epistemológicos. 
 
COMENTÁRIOS: 
As alternativas A, B, D e E denunciam por meio de expressões tais como “verdades absolutas”, “sem 
chances de questionamentos”, “conservação da sociedade em seu estado atual”, “prática do 
silêncio”, “somente o professor possui conhecimento” e “memorização de fórmulas” características 
da tendência pedagógica liberal tradicional que foram repudiadas pelas tendências pedagógicas 
críticas. A alternativa C apresenta características de elementos metodológicos condizentes com 
práticas pedagógicas progressistas.RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 92 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
72 
 
Para Libâneo, o planejamento se configura num importante instrumento da prática educativa, uma 
vez que auxilia o docente na reflexão e avaliação do trabalho pedagógico. Ao fazer uso do 
planejamento no cotidiano escolar: 
 a) O professor tem a oportunidade de improvisar as aprendizagens e metodologias. 
 b) O professor pode identificar e punir os erros dos alunos através de uma avaliação criteriosa e 
classificatória. 
 c) O professor tem a possibilidade de planejar o tempo pedagógico, as atividades adequadas e a 
diversidade de métodos que podem ser utilizados. 
 d) O professor pode homogeneizar as aprendizagens dos alunos tornando-as significativas. 
 e) O professor consegue transpor a realidade em que se encontram seus alunos através de um 
planejamento que não permite a flexibilização. 
 
COMENTÁRIOS: 
Libâneo (1994, p. 223) descreve diversas funções do planejamento escolar, dentre eles: prever de 
objetivos, conteúdos e métodos; assegurar a unidade e a coerência do trabalho docente; facilitar a 
preparação das aulas: selecionar o material didático em tempo hábil, saber que tarefas professor e 
alunos devem executar, replanejar o trabalho frente a novas situações que aparecem no decorrer 
das aulas. O auto prossegue “para que os planos sejam efetivamente instrumentos para a ação, 
devem ser como um guia de orientação e devem apresentar ordem sequencial, objetividade, 
coerência, flexibilidade”. Improvisação, punir os erros dos alunos, homogeneizar as aprendizagens e 
proibição de flexibilização (não confundir com improvisação), não devem fazer parte do 
planejamento escolar. RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 93 
De acordo com Vasconcellos, o projeto ensino-aprendizagem é o planejamento mais próximo da 
prática do professor e da sala de aula; diz respeito mais estritamente ao aspecto didático. Segundo o 
autor, esse projeto pode ser subdividido em: 
I. Projeto de Curso. 
II. Plano de Aula. 
III. Projeto de Trabalho. 
IV. Planejamento Setorial. 
 
Quais estão INCORRETAS? 
a) Apenas I.b) Apenas III.c) Apenas I e II.d) Apenas III e IV.e) Apenas I, II e IV. 
 
COMENTÁRIOS: 
Segundo Vasconcellos (2007, p. 133; 136; 148), “O projeto de ensino-aprendizagem pode ser 
subdividido basicamente, quanto ao nível de abrangência, em Projeto de Curso e Plano de Aula. [...] 
O Projeto de Curso é a sistematização da proposta geral de trabalho do professor naquela 
determinada disciplina ou área de estudo, numa dada realidade. [...] O Plano de Aula é a proposta de 
trabalho do professor para uma determinada aula ou conjunto de aulas (por isto chamado também 
de Plano de Unidade). Corresponde ao nível de maior detalhamento e objetividade do processo de 
planejamento didático”. Quanto ao Projeto de Trabalho e ao Planejamento Setorial, Vasconcellos 
(2007, p. 96) conceituam como “planejamento da ação educativa baseado no trabalho por projeto: 
são projetos de aprendizagem desenvolvidos na escola por um determinado período, geralmente de 
caráter interdisciplinar” e “plano dos níveisintermediários (cursos, departamentos, áreas) ou dos 
serviços no interior da escola (direção, coordenação/supervisão, orientação, secretaria, etc.)”, 
respectivamente. RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 94 
José Carlos Libâneo, em seu livro Didática, declara: 
 (...) A ação de planejar, portanto, não se reduz ao simples preenchimento de formulários para 
controle administrativo; é, antes, a atividade consciente de previsão das ações docentes (...) 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
73 
 
 LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1990. Pág.222 
 
Nesse trecho, o autor destaca uma das características do planejamento pedagógico, que é: 
 a) a flexibilidade 
 b) a contextualidade 
 c) a intencionalidade 
 d) o rigor administrativo 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão exigia interpretação de texto e conhecimento sobre as características do planejamento 
pedagógico segundo Libâneo. Portanto, de acordo com Libâneo (1994, p. 223-225), são 
características do planejamento pedagógico: guia de orientação, ordem sequencial, objetividade, 
coerência e flexibilidade. A intencionalidade está inserida na objetividade. Libâneo (1994, p. 82) diz 
que “A aprendizagem organizada é aquela que tem por finalidade específica aprender determinados 
conhecimentos, habilidades, normas de convivência social. Embora isso possa ocorrer em vários 
lugares, é na escola que são organizadas as condições específicas para a transmissão e assimilação de 
conhecimentos e habilidades. Esta organização intencional, planejada e sistemática das finalidades e 
condições da aprendizagem escolar é tarefa específica do ensino”. 
Atento ao que se pede no enunciado da questão, no trecho descrito do livro é destacada a 
característica da intencionalidade pois a ação de planejar é “a atividade consciente de previsão das 
ações docentes”. RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 95 
Segundo Vasconcellos (2004), o plano de aula “corresponde ao nível de maior detalhamento e 
objetividade do processo de planejamento didático" (p.148). 
Dessa forma, o autor destaca que ao realizar o seu plano de aula o professor deverá considerar 
_____________ . 
Assinale a alternativa que CORRETAMENTE preenche a lacuna do texto acima. 
 a) livro didático, formas de mediação e necessidades dos alunos. 
 b) contexto dos alunos, projeção de finalidades e livro didático. 
 c) proposta pedagógica, plano curricular e formas de mediação. 
 d) análise da realidade, projeção de finalidades e formas de mediação. 
 e) análise da realidade, formas de mediação e livro didático. 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão trata das dimensões e elementos do plano de aula. De acordo com Vasconcellos (2007, p. 
149): 
DIMENSÃO ELEMENTOS 
Análise da realidade Assuntos 
Necessidade 
Projeção de finalidades Objetivo 
 
 
Formas de mediação 
Metodologia 
Tempo 
Recursos 
Avaliação 
Tarefa 
Observações 
No campo dos fundamentos da elaboração de um planejamento, Vasconcellos (2007, p. 82-83), 
explica sobre suas dimensões: A análise da realidade refere-se à atividade reflexiva sobre uma 
realidade presente, que se pretende conhecer. A projeção de finalidades corresponde a 
intencionalidade, ao que se deseja. As formas de mediação são as previsões de ações, do 
movimento, da sequência de operações a serem realizadas para a transformação da 
realidade.RESPOSTA: D 
 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
74 
 
QUESTÃO 96 
O processo de ensino-aprendizagem é composto, por duas partes: ensinar, que exprime uma 
atividade, e aprender, que envolve certo grau de realização de uma determinada tarefa com êxito. 
Considerando as diferentes abordagens do processo de ensino-aprendizagem, numere a Coluna II de 
acordo com a Coluna I. 
Coluna I 
1. Tradicional 
2. Comportamentalista 
3. Humanista 
4. Cognitivista 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Coluna II 
( ) O pensamento é a base da aprendizagem. O 
professor deve criar situações desafiadoras que 
estimulem o aluno a “aprender a aprender”. 
( ) O professor é visto como facilitador da 
aprendizagem, os conteúdos são externos, 
valorizando a relação das pessoas envolvidas. 
( ) O aluno é um ser passivo, e deve assimilar com 
eficiência os conteúdos ministrados. Há o 
predomínio de aulas expositivas e exercícios de 
fixação. 
( ) O ensino deve lançar mão de reforços e 
recompensas para alcançar seus objetivos por 
meio de treinamento. 
 
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
 a) 3, 2, 1, 4. b) 2, 3, 4, 1. c) 4, 3, 1, 2. d) 1, 2, 3, 4. 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com Roberto Vatan dos Santos4, “Dos diversos autores que analisam e comparam as 
abordagens do processo de ensino e aprendizagem, destacam-se os trabalhos de Bordenave (1984), 
Libâneo (1982), Saviani (1984) e Mizukami (1986), que classificam e agrupam as correntes teóricas, 
segundo critérios diferentes”. Para a resolução da questão, analisaremos o entendimento de 
Mizukami5 que, diferentemente dos outros autores citados, definiu as abordagens do processo de 
ensino e aprendizagem como: Tradicional, Comportamentalista, Humanista, Cognitivista e Sócio-
cultural (este último não foi elencada na questão).A primeira sentença diz que “O pensamento é a 
base da aprendizagem. O professor deve criar situações desafiadoras que estimulem o aluno a 
“aprender a aprender”. Desta forma, podemos relacioná-la à abordagem Cognitivista, pois conforme 
Mizukami (1986, p. 59; 76) “A aprendizagem verdadeira se dá no exercício operacional da 
inteligência. Só se realiza realmente quando o aluno elabora seu conhecimento. [...]. Existe ênfase 
em processo cognitivos e na investigação científica separada dos problemas sociais contemporâneos. 
As emoções são consideradas em suas articulações com o conhecimento. [...] Este tipo de 
abordagem é predominantemente interacionista”. A segunda sentença diz que “O professor é visto 
como facilitador da aprendizagem, os conteúdos são externos, valorizando a relação das pessoas 
envolvidas”. Portanto, podemos relacioná-la à abordagem Humanista, pois de acordo com Mizukami 
(1986, p. 52-53; 56) “O professor, nessa abordagem, assume a função de facilitador da 
aprendizagem, [...] O aluno deve responsabilizar-se pelos objetivos referentes à aprendizagem, que 
têm significado para ele, e que, portanto, são os mais importantes. [...] A abordagem humanista dá 
ênfase ao sujeito[...] , ao um clima favorável ao desenvolvimento das pessoas”.A terceira sentença 
diz que “O aluno é um ser passivo, e deve assimilar com eficiência os conteúdos ministrados. Há o 
predomínio de aulas expositivas e exercícios de fixação”. Deste modo, podemos relacioná-la à 
abordagem Tradicional, uma vez que para Mizukami (1986, p. 14-15) “A relação professor-aluno é 
vertical, [...] O professor já traz o conteúdo pronto e o aluno se limita, passivamente, a escutá-lo. [...] 
O professor conclui a exposição, prolongando-se, apenas, através de exercícios de repetição, 
aplicação e recapitulação”. Finalmente, a quarta sentença diz que “O ensino deve lançar mão de 
 
4
Seu artigo científico intitulado Abordagens do processo de ensino e aprendizagem, está publicado em: 
http://www.campusbreves.ufpa.br/ARQUIVOS/FACLETRAS/SANDRAJOB/abordagens_processo_ensinoaprendizagem.pdf. 
Acesso em 28/12/2017. 
5
MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo. SãoPaulo: EPU, 1986 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
75 
 
reforços e recompensas para alcançar seus objetivos por meio de treinamento.”.Desta forma, 
podemos relacioná-la à abordagem Comportamentalista,pois conforme Mizukami (1986, p. 30-31) 
“Os comportamentos desejados dos alunos serão instalados e mantidos por condicionantes e 
reforçadores arbitrários, tais como: elogios, graus, notas, prêmios, reconhecimentos do mestre e dos 
colegas, prestígio, etc., [...] Para Skinner, de acordo com os princípios do reforço, é possível 
programar o ensino de qualquer disciplina, tanto quanto o de qualquer comportamento, como o 
pensamento crítico e a criatividade, desde que se possa definir previamente o repertório final 
desejado.”. RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 97 
Didática é uma disciplina que estuda os objetivos, os conteúdos, os meios e as condições do processo 
de ensino, tendo em vista as finalidades educacionais, que são sempre sociais; assim, ela pode, junto 
às novas Tecnologias de Informação e Comunicação — TICS —, buscar novas formas de fazer a 
educação, assumindo a multifuncionalidade do processo de ensino-aprendizagem. De acordo com a 
perspectiva crítico-reflexiva, o principal componente para o uso do computador em educação é a: 
 a) capacidade das máquinas disponíveis. 
 b) velocidade da Internet. 
 c) adequada preparação do professor. 
 d) aceitação da gestão da escola. 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com Gil (2015, p. 231), “Para que o uso dos recursos tecnológicos seja eficaz, requer-se 
dos professores não apenas que identifiquem suas vantagens e limitações, mas também que saibam 
utilizá-los com perícia adequada”. Já Kenia Kodel Cox (2003, p. 74-75), no livro Informática na 
educação escolar, diz que “Professores, pais, administradores, governantes e alunos precisam ser 
sensibilizados quanto à importância da reestruturação da escola e quanto ao papel dos 
computadores nesse processo para que uma atmosfera de cooperação se estabeleça. [...] O corpo 
docente da escola que se prepara para ser repensada e para implantar as ferramentas 
computacionais em sua prática educacional precisa de capacitação para bem explorar os novos 
ambientes de trabalho e para contribuir com o processo de reformulação. [...] O professor é peça-
chave na estrutura de transformação da escola desencadeada pelos questionamentos levantados no 
estudo de inserção das máquinas de processar no ambiente escolar, pois é o fomentador natural da 
mudança na prática educacional, principalmente, em virtude do seu papel mediador entre alunos e 
administradores. E para fomentar mudanças o professor precisa rever suas posturas, reavaliar seus 
propósitos, remodelar as ferramentas: o docente precisa reestruturar-se, o que requer estudo, 
análise e esforço: em uma palavra: preparação”. Portanto, o principal componente para o uso do 
computador em educação é a adequada preparação do professor. RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 98 
Assinale a opção correta, a respeito do processo de aprendizagem. 
 a) O processo de aprendizagem pressupõe relações de afetividade entre a família e a escola. 
 b) Ambientes escolares hostis comprometem o desenvolvimento do aluno, mas não afetam o seu 
comportamento social. 
 c) A aprendizagem envolve processos naturais e biológicos, mas não a relação particular do 
indivíduo com o meio ambiente. 
 d) A dimensão cognitiva da aprendizagem restringe-se ao aspecto intelectual do indivíduo. 
 e) A afetividade desempenha um papel secundário no processo de elaboração do conhecimento e 
de desenvolvimento da criança. 
 
COMENTÁRIOS: 
Goulart (2013, p. 01) entende que “É crucial que a instituição respeite e valorize a cultura das 
diferentes famílias envolvidas no processo educativo. Além disso, deve estimular a participação ativa 
dos pais, padrastos e outras figuras masculinas da família no cuidado e na educação, como base de 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
76 
 
uma educação não-discriminatória, que contribua para superar a visão(paradigma) de que tal 
responsabilidade é exclusiva das mulheres. Acriança precisa de afetividade e compreensão para 
sentir-se segura nos processos de aprendizagem. Um ambiente desfavorável provoca a depreciação 
do amor, do sentimento de incapacidade e,consequentemente, um comportamento social 
comprometido”. 
Já Fraga (2012, p. 03) afirma que “o desempenho das crianças na escola depende, em grande parte, 
mas não exclusivamente, da participação e colaboração dos pais.Portanto as escolas devem buscar 
formas de parcerias com as famílias de seus alunos, para que juntos possam desenvolver uma 
educação proveitosa e de qualidade”. As alternativas B, C, D e E estão incorretas por causa das 
expressões “não afetam”, “mas não”, “restringe-se” e “papel secundário”, respectivamente. 
RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 99 
De acordo com Libâneo, a didática trata dos objetivos, condições e meios de realização do processo 
de ensino, unindo meios pedagógico-didáticos a objetivos sócio-políticos. Neste sentido, 
a) Os conteúdos devem ser trabalhados de forma acrítica e inflexível para não intervir no produto. 
 b) O ensino deve ser planejado a partir de propósitos claros sobre a sua finalidade, tendo em vista 
que os alunos estão sendo preparados para viverem em sociedade. 
c) As questões de ordem social sempre prevalecem sobre as de ordem pedagógica. 
d) Os planejamentos indicam a necessidade de serem neutros e escolarizados. 
e) Os estudantes são vistos enquanto seres passivos, daí porque a facilidade de aprendizagem. 
 
COMENTÁRIOS: 
Libâneo (1994, p. 82) diz que “A aprendizagem organizada é aquela que tem por finalidade específica 
aprender determinados conhecimentos, habilidades, normas de convivência social. Embora isso 
possa ocorrer em vários lugares, é na escola que são organizadas as condições específicas para a 
transmissão e assimilação de conhecimentos e habilidades. Esta organização intencional, planejada e 
sistemática das finalidades e condições da aprendizagem escolar é tarefa específica do ensino”. As 
alternativas A, C, D e E estão incorretas por causa das expressões “acrítica e inflexível para não 
intervir”, “sempre prevalecem”, “serem neutros” e “seres passivos”, respectivamente. RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 100 
A Didática é um ramo de estudo da Pedagogia que: 
 a) investiga a natureza das finalidades da educação numa sociedade. 
 b) busca em outras ciências os conhecimentos que esclarecem o fenômeno educativo. 
 c) estuda a dinâmica das relações sociais e o processo do desenvolvimento humano. 
 d) investiga os fundamentos, condições e modos de realização da instrução e do ensino. 
 e) nenhuma alternativa está correta. 
 
COMENTÁRIOS: 
Libâneo (1994, p. 52-53) entende que a didática é “uma das disciplinas da Pedagogia que estuda o 
processo de ensino através dos seus componentes – os conteúdos escolares, o ensino e a 
aprendizagem – para, com o embasamento numa teoria da educação, formular diretrizes 
orientadoras da atividade profissional dos professores”. Diz ainda que o ensino “consiste no 
planejamento, organização, direção e avaliação da atividade didática, concretizando as tarefas da 
instrução; o ensino inclui tanto o trabalho do professor (magistério) como a direção da atividade de 
estudo dos alunos”; e que o currículo “expressa os conteúdos da instrução, nas matérias de cada 
grau do processo de ensino. Em torno das matérias se desenvolve o processo de assimilação dos 
conhecimentos e habilidades”. 
A alternativa A está incorreta porque quem investiga a natureza das finalidades da educação é a 
Pedagogia. A alternativa B está incorreta porque a didática busca apenas na Pedagogia seus 
conhecimentos. Quem busca em outras ciências os conhecimentos que esclarecem o fenômeno 
educativo é a Pedagogia (LIBÂNEO, 1994, p. 16). A alternativa C está incorreta porque ela não estuda 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
77 
 
as relações sociais eo processo de desenvolvimento humano, mas sim, estuda o processo de 
ensino.RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 101 
Em relação à Didática, é incorreto afirmar que: 
 a) contribui para transformar a prática pedagógica da escola, ao desenvolver a compreensão 
articulada entre os conteúdos a serem ensinados e as práticas sociais. 
 b) não compete refletir acerca dos objetivos sócio-políticos e pedagógicos, ao selecionar os 
conteúdos e métodos de ensino. 
 c) realiza-se por meio de ação consciente, intencional e planejada, no processo de formação 
humana, estabelecendo-se objetivos e critérios socialmente determinados. 
 d) sua finalidade é converter objetivos sociopolíticos e pedagógicos em objetivos de ensino, 
selecionar conteúdos e métodos em função desses objetivos. 
 
COMENTÁRIOS: 
À didática, compete refletir acerca dos objetivos sociopolíticos e pedagógicos. O erro está na inclusão 
da expressão “não”. De acordo com Libâneo (1994, p. 52), “Definindo-se como mediação escolar dos 
objetivos e conteúdos do ensino, a didática investiga as condições e formas que vigoram no ensino e, 
ao mesmo tempo, os fatores reais (sociais, políticos, culturais, psicossociais) condicionantes das 
relações entre a docência e a aprendizagem”. RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 102 
No que concerne à organização e à gestão do trabalho escolar, e de acordo com Libâneo (2012), 
marque a alternativa incorreta. 
 a) A organização dos sistemas de ensino não possui influências sociais e políticas. 
 b) Todos os envolvidos no processo educacional educam, não são apenas os professores. 
 c) A organização e a gestão da escola correspondem à necessidade de a instituição escolar dispor 
das condições e dos meios para a realização de seus objetivos específicos. 
 d) O professor participa ativamente da organização do trabalho escolar, formando com os demais 
colegas uma equipe de trabalho, aprendendo novos saberes e competências, assim como um modo 
de agir coletivo, em favor da formação dos alunos. 
 e) O professor está a cargo do principal objetivo da escola: o ensino e a aprendizagem dos alunos. 
 
COMENTÁRIOS: 
Diferentemente do que afirma a alternativa A, Libâneo (2012, p. 415), no livro Educação escolar: 
políticas, estrutura e organização, diz que “a escola é instância integrante do todo social, sendo 
afetada pela estrutura econômica e social, pelas decisões políticas e pelas relações de poder em vigor 
na sociedade. Assim, as políticas, as diretrizes curriculares, as formas de organização do sistema de 
ensino estão carregadas de significados sociais e políticos que agir e comportamentos de 
professores e alunos, bem como as práticas pedagógicas, curriculares e organizacionais”. Já as 
demais alternativas estão de acordo com o autor. Portanto, conforme a alternativa B, Libâneo (2012, 
p. 414), comenta que “não são apenas o professores que educam. Todas as pessoas que trabalham 
na escola realizam ações educativas, embora não tenham as mesmas responsabilidades nem atuem 
de forma igual”. Sobre as alternativas C e E, Libâneo (2012, p. 419), “o objetivo primordial da escola 
é, portanto, o ensino e a aprendizagem dos alunos, tarefa a cargo da atividade docente. A 
organização escolar necessária é aquela que melhor favorece o trabalho do professor, existindo uma 
interdependência entre os objetivos e funções da escola e a organização e gestão do trabalho 
escolar. A organização e a gestão são meios para atingir as finalidades do ensino”. A alternativa D é 
citação direta de Libâneo (2012, p. 427-428), e prossegue dizendo que “Na maior parte das vezes, a 
realidade das escolas ainda é de isolamento do professor. A mudança dessa situação pode ocorrer 
pela adoção de práticas participativas, em que os professores aprendam nas situações de trabalho, 
compartilhem com os colegas conhecimentos., metodologias e dificuldades, discutam e tomem 
decisões sobre o projeto pedagógico-curricular, sobre o currículo, sobre as relações sociais internas, 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
78 
 
sobre as práticas de avaliação”. RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 103 
A gestão democrática escolar configura-se como: 
 a) um processo neutro. 
 b) um ato político e social. 
 c) uma atuação meramente burocrática e administrativa. 
 d) a valorização de uma administração pautada na burocracia. 
 e) um lócus de interlocutores que tem o mérito administrativo e de poder hierárquico. 
 
 
COMENTÁRIOS: 
Vitor Henrique Paro, em seu livro Gestão democrática da escola publica enfatiza que “Se queremos 
uma escola transformadora, precisamos transformar a escola que temos aí. E a transformação dessa 
escola passa necessariamente por sua apropriação por parte das camadas trabalhadoras. É nesse 
sentido que precisam ser transformados o sistema de autoridade e a distribuição do próprio trabalho 
no interior da escola. O que nós temos hoje é um sistema hierárquico que pretensamente coloca 
todo o poder nas mãos do diretor”. (2016, p. 15) Ainda o autor, “Seria necessário, em vez disso, um 
sistema em que a direção fosse exercida por um conselho, em que o diretor perderia, em 
consequência, o papel imperial que tem hoje, sendo apenas um de seus membros que, com mandato 
eletivo, assumiria por certo período a presidência desse colegiado diretivo, mas dividindo entre seus 
membros a direção da unidade escolar. Isto implicaria ser o colegiado, e não seu presidente, o 
responsável último pela escola [...] Hoje, como responsável último pela escola, e diante das 
inadequadas condições de realização de seus objetivos, o diretor acaba sendo o culpado primeiro 
pela ineficiência da mesma, perdido em meio à multiplicidade de tarefas burocráticas que nada têm 
a ver com a busca de objetivos pedagógicos. Dotado de toda autoridade para mandar e desmandar, 
mas sem nenhum poder para fazer atingir os objetivos educativos, o diretor de hoje, por mais bem-
intencionado que seja, é levado a concentrar em suas mães todas as decisões, acabando por 
mostrar-se autoritário e ser visto por todos como defensor apenas da burocracia e do Estado”. 
(2016, p. 124; p. 134) Enfim, Paro afirma que “se temos como fim da educação escolar a 
universalização do saber produzido historicamente, de modo que ele seja apropriado pelas camadas 
trabalhadoras, essa já é uma posição política, na medida em que visa a dotar amplos grupos sociais 
de conteúdos culturais que potencializarão sua luta pelo poder que se encontra concentrado em 
mãos de outros grupos restritos da sociedade”. (2016, p. 95). A gestão democrática escolar não 
configura-se como um processo neutro, mas politicamente e socialmente definidos. RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 104 
Paro (2010) discute os pressupostos básicos de uma Administração Escolar efetivamente 
comprometida com a transformação social. De acordo com o autor, é INCORRETO afirmar que: 
 a) O tipo de gestão escolar constituído à imagem e semelhança da administração empresarial 
capitalista se mostra incompatível com uma proposta de articulação da escola com os interesses dos 
dominados. 
 b) A especificidade da Administração Escolar pode dar-se por aproximação, adequação e adaptação 
à administração empresarial capitalista. 
 c) A apropriação do saber e o desenvolvimento da consciência crítica, como objetivos de uma 
educação transformadora, determinam a própria natureza peculiar do processo pedagógico escolar. 
 d) O processo de transformação social se dá a partir da vontade e da organização coletiva dos 
homens em torno de objetivos comuns, aos quais se visa alcançar, lançando mão, da forma mais 
apropriada possível, de todos os recursos de que se dispõe. 
 e) Para a Administração Escolar ser verdadeiramente democrática é preciso que todos os que estão 
direta ou indiretamente envolvidos no processo escolar possam participar das decisões que dizem 
respeito à organizaçãoe ao funcionamento da escola. 
 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
79 
 
COMENTÁRIOS: 
Paro, em seu livro Administração escolar: introdução crítica, relata que: 
- “O tipo de gestão escolar constituído à imagem e semelhança da administração empresarial 
capitalista se mostra incompatível com uma proposta de articulação da escola com os interesses 
dos dominados” (2012, p. 198); 
- “Em termos políticos, os objetivos da empresa capitalista e da escola revolucionária não são apenas 
diferentes, mas antagônicos entre si. [...] Diante desse antagonismo entre a dominação própria da 
empresa capitalista e a especificidade da ação educativa transformadora, não resta outra alternativa 
a uma Administração Escolar que se pretenda articulada com os interesses da maioria da população 
senão descartar de imediato a administração empresarial tipicamente capitalista. Coloca-se, então, o 
problema da especificidade dessa Administração Escolar transformadora. Este tema não pode, 
entretanto, ser tratado à maneira da visão conservadora que, raciocinando em termos de 
aproximação ente empresa e escola, reduz a especificidade da Administração Escolar apenas aos 
retoques e adaptações que se devem fazer à administração empresarial para adequá-la às 
peculiaridades da escola. Contrariamente a essa posição, o que vimos até aqui leva concluir que a 
especificidade da Administração Escolar só pode dar-se não por aproximação, mas por oposição à 
administração empresarial capitalista. [...] um Administração Escolar voltada para a transformação 
social, tem de ser necessariamente antagônico ao modo de administrar da empresa, visto que tal 
modo de administrar serve a propósitos contrários à transformação social”. (2016, p. 198-199); 
- “A apropriação do saber e o desenvolvimento da consciência crítica, como objetivos de uma 
educação transformadora, determinam, [...] a própria natureza peculiar do processo pedagógico 
escolar” (2012, p. 199); 
- “É preciso, pois, resgatar, na teoria e na prática, a administração como momento fundamental no 
processo de transformação social. Esse processo, como sabemos, não se dá de forma espontânea, 
mas a partir da vontade e da organização coletiva dos homens em torno de objetivos comuns, aos 
quais se visa alcançar, lançando mão, da forma mais apropriada possível, de todos os recursos de 
que se dispõe” (2012, p. 206); 
- “E para a Administração Escolar ser verdadeiramente democrática é preciso que todos os que 
estão direta ou indiretamente envolvidos no processo escolar possam participar das decisões que 
dizem respeito à organização e ao funcionamento da escola. Em termos práticos, isso implica que a 
forma de administrar deverá abandonar seu tradicional modelo de concentração da autoridade nas 
mãos de uma só pessoa, o diretor – que se constitui, assim, no responsável último por tudo o que 
acontece na unidade escolar – evoluindo para formas coletivas que propiciem a distribuição da 
autoridade de maneira adequada a atingir os objetivos identificados com a transformação social” 
(2012, p. 209). RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 105 
A educação escolar e a avaliação não podem estar dissociadas. É a relação dinâmica entre elas e a 
multiplicidade de elementos constitutivos de cada uma que fazem o aluno sujeito do processo de 
aprendizagem. Nessa perspectiva democrática do processo educativo, os conhecimentos devem ser: 
a) Avaliados continuamente, considerando o processo como um todo, conforme as atividades 
desenvolvidas e a atuação dos sujeitos nelas envolvidos, fornecendo subsídios à condução do 
processo ensino-aprendizagem. 
b) Avaliados formalmente, através de instrumento predominantemente objetivos e neutros, 
possibilitando a manipulação matemática dos resultados. 
c) Medidos exclusivamente através de provas escritas ou orais, ao final de cada conteúdo ministrado, 
quantificando-os através de notas ou conceitos. 
d) Verificados através da autoavaliação, de forma a medir o nível de necessidades dos alunos e o 
domínio de conteúdos, visando detectar os problemas surgidos no processo de ensino. 
 
COMENTÁRIOS: 
Jussara Hoffmann (2011, p. 24-25) ao criticar a concepção de avaliação dos professores, diz “está 
fortemente atrelada a uma concepção sentenciva, de julgamento de resultados [...] demonstram 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
80 
 
uma visão reducionista dessa prática. Parecem conceber a ação avaliativa como um procedimento 
que se resume a um momento definido do processo educativo, ocorrido a intervalos estabelecidos e 
exigidos burocraticamente”. Luckesi (2011, p. 208) ao se referir às funções da avaliação da 
aprendizagem, diz que “é importante estar atento à sua função ontológica (constitutiva), que é de 
diagnóstico e, por isso mesmo, a avaliação cria a base para a tomada de decisão, que é o meio de 
encaminhar os atos subsequentes, na perspectiva da busca de maior satisfatoriedade nos 
resultados”. RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 106 
Dadas as afirmativas em relação à gestão democrática, 
 
I. A ideia básica de uma gestão democrática implica pensar como um processo de idas e vindas, de 
acertos e erros, em que todos tenham a oportunidade de participar. 
II. Quanto maior a participação de todos, maiores são as possibilidades de acertos nas decisões. 
III. Um aspecto fundamental da gestão democrática é a construção do Projeto Político Pedagógico de 
modo que a cultura escolar esteja preocupada em manter a lógica hierárquica, objetivando obter 
excelentes resultados nas avaliações institucionais. 
 
Verifica-se que está(ão) correta(s) 
 a) I, apenas. b) III, apenas. c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 
 
COMENTÁRIOS: 
Já discutido e comentado nas questões 103 e 104, a gestão democrática implica na participação de 
todos envolvidos no processo, superando a lógica hierárquica. Paro (2016, p. 15), enfatiza que “Se 
queremos uma escola transformadora, precisamos transformar a escola que temos aí. E a 
transformação dessa escola passa necessariamente por sua apropriação por parte das camadas 
trabalhadoras. É nesse sentido que precisam ser transformados o sistema de autoridade e a 
distribuição do próprio trabalho no interior da escola. O que nós temos hoje é um sistema 
hierárquico que pretensamente coloca todo o poder nas mãos do diretor”. RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 107 
No campo educacional, a gestão democrática é defendida como dinâmica a ser efetivada nas 
unidades escolares. Sobre essa temática, dadas as afirmativas. 
 
I. A gestão democrática é entendida como lócus de participação efetiva de vários segmentos da 
comunidade escolar visando à construção de projetos pedagógicos pautados na neutralidade 
científica. 
II. A gestão realmente democrática requer a construção de um novo paradigma educacional que 
rompa com as estruturas vigentes e construa um ser humano ético e responsável. 
III. Essa nova forma de administrar a educação constitui-se um fazer coletivo, meramente prático e 
burocrático, baseado em uma sociedade de conhecimento. 
 
Verifica-se que está(ão) correta(s) 
 a) I, apenas. b) II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 
 
COMENTÁRIOS: 
A Neutralidade científica já foi amplamente discutida na academia e inclusive entre os próprios 
cientistas de que, de fato, não há6. Administrar num fazer meramente prático e burocrático é 
amplamente criticado entre os especialistas da própria administração. Paro (2016, p. 95) afirma que 
“se temos como fim da educação escolar a universalização do saber produzido historicamente, de 
modo que ele seja apropriado pelas camadas trabalhadoras, essa já é uma posição política, na6
 Livro: O mito da neutralidade científica. Autor: Hilton Japiassu. Imago Editora, 1975 - 187 páginas. 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
81 
 
medida em que visa a dotar amplos grupos sociais de conteúdos culturais que potencializarão sua 
luta pelo poder que se encontra concentrado em mãos de outros grupos restritos da sociedade”. 
RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 108 
“Analisar a escola como instituição é apreender o sentido global de suas estruturas e de seu conjunto 
de normas, valores e relações, em uma dinâmica singular e viva”. (VEIGA, 1998, p. 113). Com base na 
citação, é função da escola democrática: 
 a) reforçar a dependência e burocratização no interior da escola. 
 b) fortalecer a visão tecnicista e burocrática dos órgãos colegiados. 
 c) sustentar a concepção pragmática da sociedade. 
 d) favorecer a submissão, o individualismo e a dependência por meio de práticas autoritárias e 
conservadoras. 
 e) incentivar a participação política dos alunos, tanto interna como externamente à escola. 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com Veiga (2013, p. 31), “Uma estrutura administrativa da escola adequada à realização 
de objetivos educacionais, de acordo com os interesses da população, deve prever mecanismos que 
estimulem a participação de todos no processo de decisão. Isto requer uma revisão das atribuições 
especificas e gerais, bem como da distribuição do poder e da descentralização do processo de 
decisão. Para que isso seja possível há necessidade de se instalar em mecanismos institucionais 
visando à participação política de todos os envolvidos com o processo educativo da escola. Paro 
(1993, p. 34) sugere a instalação de processos eletivos de escolha de dirigentes, colegiados com 
representação de alunos, pais, associação de pais e professores, grêmio estudantil, processos 
coletivos de avaliação continuada dos serviços escolares etc”. Portanto, reforçar a dependência e 
burocratizá-la, sem a práxis e com autoritarismo, diverge do princípio da autonomia tanto clamada 
pela escola que se quer democrática. RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 109 
 “Nos anos 1990, mudanças legais ocorreram no âmbito legislativo, destacando‐se a aprovação das 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, por meio da Lei nº 9.394/1996. A LDB alterou o panorama 
da educação básica, que passou a compreender a educação infantil, o ensino fundamental e o médio. 
Além dessa mudança, a LDB redirecionou as formas de organização e gestão, os padrões de 
financiamento, a estrutura curricular, requerendo, entre outros, a implementação de processos de 
participação e gestão democrática nas unidades escolares públicas." 
(Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Consescol/ce_cad5.pdf.) 
Desse modo, a LDB, ao encaminhar para os sistemas de ensino as normas para a gestão democrática, 
indica os seguintes instrumentos fundamentais: 
I. Formação inicial e continuada e qualificação profissional. 
II. Elaboração do projeto pedagógico da escola, contando com a participação dos profissionais da 
educação. 
III. Participação das comunidades escolar e local em Conselhos Escolares ou equivalentes. 
 
Estão corretas as alternativas 
a) I, II e III. 
b) I e II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
 
COMENTÁRIOS: 
Trata-se de questão diretamente relacionada aos princípios da gestão democrática descrita na LDB n. 
9.394/96 em seu artigo 14: 
 
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82 
 
Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de 
acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: 
I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; 
II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. 
 
A Formação inicial e continuada ou qualificação profissional é um dos cursos abrangidos pela 
educação profissional e tecnológica, conforme artigo 39 da LDB. RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 110 
Para Paulo Freire (1984, p. 23), é necessário entender a educação não apenas como ensino, não no 
sentido de habilitar, de “dar” competência, mas no sentido de humanizar. A pedagogia que trata dos 
processos de humanização, a escola, a teoria pedagógica e a pesquisa, nas instâncias educativas, 
devem assumir a educação enquanto processos temporal, dinâmico e libertador, aqueles em que 
todos desejam se tornar cada vez mais humanos. A escola demonstra ter se esquecido disso, tanto 
nas relações que exerce com a criança, quanto com a pessoa adolescente, jovem e adulta. 
A gestão democrática, educa‐se para a conquista da cidadania plena, mediante a ação conjunta que 
busca, nos movimentos sociais, elementos para criar e recriar o trabalho na escola, mediante: 
I. Compreensão da globalidade da pessoa, enquanto ser que aprende, que sonha e ousa, em busca 
da conquista de uma convivência social libertadora fundamentada na ética cidadã. 
II. Implementação dos processos e procedimentos burocráticos, assumindo os planos pedagógicos, 
os objetivos institucionais e educacionais pelo corpo pedagógico e técnico a escola as atividades 
educacionais como forma de buscar soluções conjuntas. 
III. Restrição das relações interpessoais, tornando‐se mais solitários, gerindo‐se de tal modo, que se 
sintam independentes a conhecer melhor os seus propósitos, e a trabalhar individualmente sem 
traduzir as suas dificuldades e expectativas pessoais e profissionais, pois isto pode causar 
desconforto a si e aos demais. 
IV. Instauração de relações entre os estudantes, proporcionando‐lhes espaços de convivência e 
situações de aprendizagem, por meio dos quais aprendam a se compreender e se organizar em 
equipes de estudos e de práticas esportivas, artísticas e políticas. 
V. Presença articuladora e mobilizadora do gestor no cotidiano da instituição e nos espaços com os 
quais a instituição escolar interage, em busca da qualidade social das aprendizagens que lhe caiba 
desenvolver, com transparência e responsabilidade 
 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e IV. 
b) I, IV e V. 
c) II, III e IV. 
d) III, IV e V. 
 
COMENTÁRIOS: 
Ângela Antunes7, em seu artigo Paulo Freire e a gestão democrática8, disse que: 
 
“Os princípios filosófico-político-pedagógicos de Paulo Freire se referenciam no desejo de liberdade, 
justiça, ética e autonomia do ser humano. Desde seus primeiros escritos, ele nos chama a atenção 
para a necessidade de uma educação emancipadora, dialógica, participativa, democrática. Do 
primeiro (1959) ao seu último livro (1997), Paulo Freire reflete sobre a importância de conhecer, por 
meio da educação, a maneira como mulheres e homens interpretam o mundo e agem sobre ele para 
transformá-lo. O seu trabalho partia sempre dos níveis e das formas como os educandos 
compreendiam a realidade. Estava preocupado em elaborar uma pedagogia comprometida com a 
 
7
 Doutora e mestre em Educação pela FE-USP, pedagoga e diretora de gestão do conhecimento do Instituto 
Paulo Freire. 
8
 Disponível em: http://boletim.unifreire.org/edicao02/2013/09/11/paulo-freire-e-a-gestao-democratica/ 
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83 
 
melhoraria das condições de existência das populações oprimidas. E essa pedagogia não seria 
construída ignorando a realidade em que estavam inseridos os educandos a quem ela se dirigia e tão 
pouco seria construída sem a intensa participação de todos que dela faziam parte. 
 
Interessou-nos sempre, e desde logo, a experiência democrática através da educação. Educação da criançae 
do adulto. Educação democrática que fosse, portanto, um trabalho do homem com o homem e nunca um 
trabalho verticalmente do homem sobre o homem ou assistencialistamente do homem para o homem, sem 
ele. (FREIRE, 2001: 70). 
 
Toda sua trajetória, profissional e intelectual, é marcada pela luta por uma educação pública, 
democrática e popular. Atravessam toda a sua obra as críticas à escola burocrática, à educação 
bancária, à ausência de uma relação de organicidade entre o currículo e a realidade do educando, à 
ausência do diálogo e de práticas democráticas no interior da escola. Para Paulo Freire, seja na 
gestão da escola como um todo, seja na sala de aula, na interação professor-aluno, era preciso 
superar as relações autoritárias, que não reconheciam o educando como sujeito do processo 
educativo e nem reconheciam a importância de todos os segmentos escolares na construção do 
projeto da educação.” 
 
Os itens I, IV e V tratam de elementos que contribuem para uma gestão democrática da escola 
comprometida para a conquista da cidadania plena. Já os itens II e III impedem a constituição dessa 
gestão democrática da escola quando restringem relações interpessoais participação coletiva. 
RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 111 
A avaliação escolar tem exigido muito mais do professor, que pouco a pouco vai tomando 
consciência de sua importância e procura compreendê-la como um processo que imprime 
dinamismo ao trabalho escolar. Atente ao que se diz sobre alguns instrumentos de avaliação na 
escola e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso. 
( ) A observação é um elemento dispensável no processo de avaliação. 
( ) A avaliação cooperativa é uma avaliação realizada durante o desenvolvimento, conclusão e 
apresentação de um trabalho em grupo. 
( ) Fichas de observações podem ser usadas na avaliação contínua e permanente. 
( ) A autoavaliação não deve ser muito utilizada, pois não apresenta grande valor educativo. 
 
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
a) V, F, V, F. 
b) F, V, F, V. 
c) V, F, F, V. 
d) F, V, V, F. 
 
COMENTÁRIOS: 
Conforme Libâneo (1994, p. 214-215), “a observação visa investigar, informalmente, as 
características individuais e grupais dos alunos, tendo em vista identificar fatores que influenciam a 
aprendizagem e o estudo das matérias e, na medida do possível, modifica-los. [...] o professor deve 
ter uma atitude criteriosa, ou seja, apenas tirar conclusões após observar os alunos em várias 
situações, de forma que o resultado da observação não seja mera opinião, mas uma avaliação 
fundamentada. [...] Caso o professor deseje fazer uma avaliação mais sistemática de alguns alunos, 
pode registrar a observação numa ficha. [...] Itens que podem ser objeto de observação: 
Desenvolvimento intelectual; Relacionamento com os colegas e com o professor; Desenvolvimento 
afetivo; Organização e hábitos pessoais”. 
Gil (2015, p. 253), diz que a autoavaliação “é o processo pelo qual as pessoas se apercebem do 
quanto aprenderam e em que medida se tornaram capazes de proporcionar a si mesmas 
informações necessárias para o desenvolvimento da aprendizagem. [...] como as de observar a si 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
84 
 
mesmo, de comparar e relacionar seu desempenho com os objetivos propostos e de atitudes, como 
honestidade pessoal para reconhecer tanto os seus sucessos como as suas falhas.” 
Afirma Sant'Ana (2009)que a avaliação cooperativa estimula o aluno a coletar evidências concretas 
de trabalhos e proporcionar condições para que analise, juntamente com o grupo, o processo obtido 
é aperfeiçoá-lo para uma convivência democrática no grupo e na sociedade. A discussão em grupo é 
uma forma cooperativa de desenvolver habilidades mentais através de uma reflexão sistematizada, 
afirma Sant'Ana (2009). Essa avaliação oferece vantagens individuais e em grupo para os alunos, pois 
existe o reconhecimento da colaboração de cada um para com o grupo, e também a valorização do 
exercício de cada atividade. 
RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 112 
O texto a seguir contextualiza a questão. Leia‐o atentamente. 
 
 
 
“Atualmente, na escola, a avaliação tem sido praticada para aprovar ou reprovar os alunos, 
caracterizando‐se como uma ameaça que intimida o aluno. Descomprometida com a aprendizagem 
do aluno, contribui para autoimagem negativa, causando reprovação e repetência e, ainda, fracasso 
escolar, sendo que cada vez mais encontra no âmbito escolar uma avaliação que prenuncia castigo." 
 
Considerando o texto e o pressuposto anterior, analise a situação hipotética: uma professora de uma 
determinada escola que deseja considerar o erro dos seus alunos como algo construtivo deverá ter 
como procedimento inicial para atingir seu objetivo: 
 
a) Corrigir toda a avaliação dada e solicitar a todos os seus alunos que refaçam os exercícios dados 
no livro de atividades. 
b) Comparar todos os erros cometidos pelos alunos com o restante da sala de aula, de modo que 
todos se conscientizem dos erros do grupo. 
c) Trabalhar com os erros cometidos buscando as origem destes, percorrendo todo o caminho que 
levou o aluno a chegar na determinada resposta. 
d) Comparar todos os erros da avaliação, quantificando os erros individuais e o da turma toda para 
determinar uma possível reaplicação da avaliação. 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com Jussara Hoffmann (2011, p. 18), os erros “são considerados como episódios 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
85 
 
altamente significativos e impulsionadores da ação educativa. Permitem ao professor observar e 
investigar como o aluno se posiciona diante do mundo ao construir suas verdades. Nesta dimensão, 
avaliar é dinamizar oportunidades de autorreflexão, num acompanhamento permanente do 
professor que incitará o aluno a novas questões a partir de respostas formuladas”. 
Conforme Luckesi (2011, p. 198), “Reconhecendo a origem e a constituição de um erro, podemos 
superá-lo, com benefícios significativos para o crescimento. Por exemplo, quando atribuímos uma 
atividade a um aluno e observamos que este não conseguiu chegar ao resultado esperado, 
conversamos com ele, verificamos o erro e como ele o cometeu, reorientamos seu entendimento e 
sua prática”. RESPOSTA: C 
 
 
QUESTÃO 113 
Sobre a avaliação da aprendizagem na visão crítica, assinale a afirmativa INCORRETA. 
a) Ajuda a tornar mais claros os objetivos que o professor quer atingir e possibilita a revisão do plano 
de ensino. 
 b) Visa diagnosticar como a escola e o professor estão contribuindo para o desenvolvimento 
intelectual, social e moral dos alunos. 
c) Deve ser preponderantemente qualitativa, pois toda situação de prova escrita leva à ansiedade, à 
inibição e ao cerceamento do crescimento pessoal. 
d) Deve estar articulada aos objetivos, conteúdos e métodos expressos no plano de ensino. 
 
COMENTÁRIOS: 
Na dimensão da legislação educacional, o inciso V do artigo 24 da LDB diz que “a verificação do 
rendimento escolar observará os seguintes critérios: avaliação contínua e cumulativa do 
desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos 
resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais;”. Libâneo (1994, p. 198, 199), diz 
que “a prática da avaliação em nossas escolas tem sido criticada sobretudo por reduzir-se à sua 
função de controle, mediante a qual se faz uma classificação quantitativa dos alunos relativa às notas 
que obtiveram nas provas. [...] têm-se verificado na prática escolar alguns equívocos que convém 
explicitar. [...] O quarto equívoco é daqueles professores que rejeitam as medidas quantitativas de 
aprendizagem em favor de dados qualitativos. [...] Acreditam que,sendo a aprendizagem decorrente 
preponderantemente da motivação interna do aluno, toda situação de prova leva à ansiedade, à 
inibição e ao cerceamento do crescimento pessoal. [...] O entendimento correto da avaliação 
consiste em considerar a relação mútua entre os aspectos quantitativos e qualitativos”. Ainda sobre 
a avaliação da aprendizagem na visão crítica, Luckesi (2011, p. 417), diz que “não existe avaliação 
quantitativa, mas somente qualitativa, pelo fato de que, constitutivamente, a qualidade é atribuída 
tendo por base uma quantidade. [...] é preciso estar ciente de que o termo avaliação, 
etimologicamente, tem a ver com qualidade. Ele provém de dois componentes latinos – a e valere – 
que, juntos, significam “atribuir valor a alguma coisa”, isto é, atribuir qualidade a alguma coisa”. 
Luckesi disse que definiu “avaliação como um juízo de qualidade sobre dados relevantes, para uma 
tomada de decisão”. RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 114 
Luckesi (2005) afirma que a avaliação da aprendizagem escolar deve ser praticada como uma 
atribuição de qualidade aos resultados da aprendizagem dos educandos, tendo por base seus 
aspectos essenciais e, como objetivo final, uma tomada de decisão que direcione o aprendizado e, 
consequentemente, o desenvolvimento do educando. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir e 
assinale a alternativa correta. 
a) Realizar a avaliação da aprendizagem exige que ela seja somente um instrumento de aprovação e 
reprovação. 
 b) A avaliação nunca deve ser utilizada para melhorar a aprendizagem do estudante e do sistema de 
ensino. 
c) Os instrumentos avaliativos da aprendizagem do aluno devem ser utilizados de maneira a dificultar 
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86 
 
o diagnóstico pedagógico. 
d) Para que a avaliação da aprendizagem seja possível é preciso compreendê-la e realizá-la 
comprometida com uma concepção pedagógica. 
 
COMENTÁRIOS: 
Expressão como “seja somente um instrumento de aprovação e reprovação”, “nunca deve ser 
utilizada para melhorar a aprendizagem” e “dificultar o diagnóstico” não constituem elementos da 
avaliação da aprendizagem. Para Jussara Hoffmann (2011, p. 24; 27) essas expressões indicam uma 
concepção reducionista ou sentenciva da avaliação. Ela defende uma concepção construtivista (a 
partir da teoria psicogenética) e libertadora (conscientizadora das diferenças sociais e culturais). 
RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 115 
A avaliação escolar, para Libâneo (1992) é uma tarefa didática necessária e permanente do trabalho 
docente e oportuniza o acompanhamento dos resultados de aprendizagem obtidos no decorrer do 
trabalho conjunto de professores e estudantes. Nessa perspectiva, a avaliação cumpre as seguintes 
funções: 
a) Pedagógico-didática, diagnóstica e de controle. 
b) Pedagógica-didática. 
c) Diagnóstica. 
d) De controle. 
e) Nenhuma alternativa está correta. 
 
COMENTÁRIOS: 
Para Libâneo (1994, p. 196-197) a avaliação cumpre as funções pedagógico-didática, diagnóstica e 
de controle. A “função pedagógico-didática se refere ao papel da avaliação no cumprimento dos 
objetivos gerais e específicos da educação escolar”. A “função de diagnóstico permite identificar 
progressos e dificuldades dos alunos e a atuação do professor que, por sua vez, determinam 
modificações do processo de ensino para melhor cumprir as exigências dos objetivos”. Finalmente, a 
“função de controle se refere aos meios e à frequência das verificações e de qualificação dos 
resultados escolares, possibilitando o diagnóstico das situações didáticas”. RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 116 
A avaliação não pode ser utilizada somente com função classificatória, mas como instrumento de 
compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno, a fim de serem tomadas 
decisões suficientes e satisfatórias para que o educando possa avançar no seu processo de 
aprendizagem. Desse modo, a avaliação não seria apenas um instrumento de aprovação ou de 
reprovação dos alunos, mas sim um instrumento para diagnóstico de sua situação e definição de 
encaminhamentos adequados à sua aprendizagem. 
Luckesi. Prática escolar do erro como fonte de castigo ao erro como fonte de virtude. São Paulo, 1990, p.52 
(com adaptações). 
Com base nas considerações acima, assinale a opção correta. 
 a) A avaliação da aprendizagem possibilita ao professor a definição de caminhos na condução do 
processo de ensino-aprendizagem dos alunos. 
 b) A definição da aprovação ou reprovação dos alunos é incompatível com o uso de avaliações da 
aprendizagem. 
 c) A avaliação deve ser usada como mero instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem 
em que se encontra o aluno. 
 d) Processos avaliativos dificultam a compreensão do estágio de aprendizagem em que se 
encontram os alunos. 
 e) O uso de provas objetivas como instrumento de avaliação impede o diagnóstico do estágio de 
aprendizagem em que se encontra o aluno. 
 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
87 
 
COMENTÁRIOS: 
Libâneo (1994, p. 195; 203-216) diz que “a avaliação é uma tarefa didática necessária e permanente 
do trabalho docente, que deve acompanhar passo a passo o processo de ensino e aprendizagem. 
Através dela, os resultados que vão sendo obtidos no decorrer do trabalho conjunto do professor e 
dos alunos são comparados com os objetivos propostos, a fim de constatar progressos, dificuldades, 
e reorientar o trabalho para as correções necessárias”. Ele considera que instrumentos de verificação 
do rendimento escolar são importantes e visam diagnosticar e superar dificuldades, corrigir falhas e 
estimular os alunos a que continuem dedicando-se aos estudos. Dentre eles, temos as provas 
escritas dissertativas, provas escritas de questões objetivas, questões certo-errado, questões de 
lacunas, questões de correspondência, questões de múltipla escolha, questões do tipo “teste de 
respostas curtas” ou de evocação simples, questões de interpretação de texto, questões de 
ordenação e questões de identificação. Além dos procedimentos auxiliares de avaliação, como a 
observação, a entrevista e a ficha sintética de dados dos alunos. RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 117 
Segundo Luckesi (2003, p. 205): “avaliação é ato ou efeito de avaliar‐se, apreciação de análise. Desta 
forma, a avaliação é algo que pode ser medido, apreciado por alguém. Na avaliação o professor 
mede, determina, analisa e, finalmente, julga e determina os rumos a serem traçados no trabalho do 
educando”. Ainda, para o referido autor, a avaliação pode ser classificada em avaliação formativa ou 
somativa. 
De acordo com este pressuposto, complete as afirmativas com os dois tipos de avaliação citadas pelo 
autor. 
I. A avaliação _____ é o processo realizado no decorrer de um programa institucional, visando 
aperfeiçoá‐lo e identificar suas dificuldades e lhe dar solução. 
II. A avaliação _____ é o processo realizado ao final de um programa institucional visando a julgar sua 
capacidade para sua promoção para outra série. 
III. A avaliação _____ é utilizada para conhecer cada aluno ao longo do processo 
ensino‐aprendizagem. Através dela, percebe‐se como o aluno está se adaptando às novas 
necessidades que se colocam. 
IV. A _____ permite que se desenvolva o plano previsto pelo professor diariamente, para que o aluno 
atinja os resultados previstos para o processo de ensino‐aprendizagem. Quanto ao desempenho do 
aluno, possibilita avaliar a adequação e a eficácia do ensino. 
V. A avaliação _____ é aquela que considera os resultados e que pode ser baseada em testes e 
outros instrumentos. O resultado final é a promoção ou retenção do aluno. Este tipo de avaliação 
tem por objetivo responder o que o aluno aprendeu em termos de resultados, para verificaro grau 
de aprendizagem. 
A sequência está correta em 
 a) I. somativa / II. somativa / III. formativa / IV. Somativa / V. formativa 
 b) I. formativa / II. somativa / III. formativa / IV. formativa / V. somativa 
 c) I. somativa / II. formativa / III. formativa / IV. formativa / V. somativa 
 d) I. formativa / II. formativa / III. somativa / IV. formativa / V. formativa 
 
COMENTÁRIOS: 
Para Gil (2015, p. 247-248), além das avaliações formativa e somativa, temos também a avaliação 
diagnóstica. De acordo com o autor, a “avaliação diagnóstica constitui-se num levantamento das 
capacidades dos estudantes em relação aos conteúdos a serem abordados”. A “avaliação formativa 
tem a finalidade de proporcionar informações acerca do desenvolvimento do processo de ensino e 
aprendizagem, para que o professor possa ajustá-lo às características dos estudantes a que se 
dirige”. A “avaliação somativa é uma avaliação pontual, que geralmente ocorre no final de um curso, 
de uma disciplina ou de uma unidade de ensino, visando determinar o alcance dos objetivos 
previamente estabelecidos”. RESPOSTA: B 
 
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88 
 
Educação e trabalho; Políticas educacionais para educação básica; Desafios da 
educação contemporânea. 
 
QUESTÃO 118 
Ciavatta (2005) apresenta alguns pressupostos para o desenvolvimento da educação profissional 
como formação integrada e humanizadora. Nessa direção, analise as seguintes sentenças: 
I) Resgate da escola como um lugar de memória, das lembranças e momentos mais expressivos, e 
garantia de investimento na educação de modo assegurar a sua oferta pública e gratuita aos 
cidadãos. 
II) Manutenção de mecanismos na lei que assegurem a articulação entre o ensino médio de 
formação geral e o ensino superior em todas as suas modalidades. 
III) A adesão de gestores e de professores responsáveis pela formação geral e pela formação 
específica, de modo a elaborarem coletivamente as estratégias acadêmico-científicas de integração. 
IV) Articulação da instituição com os alunos e os familiares, na tentativa de construção do diálogo e 
desenvolvimento de uma democracia participativa. 
V) Existência de um projeto de sociedade no qual, ao mesmo tempo, se minimizem os problemas da 
realidade brasileira, visando a permanência do dualismo de classes e a implantação das diversas 
instâncias de gestão educacional que busquem contribuir com a preparação de jovens para o 
mercado de trabalho. 
 
Assinale a alternativa que apresenta somente as sentenças CORRETAS. 
 a) I, II, III, IV. b) II, III, IV c) III, IV, V. d) I, III, IV. e) II, IV, V. 
 
COMENTÁRIOS: 
Maria Ciavatta, no artigo A formação integrada: a escola e o trabalho como lugares de memória e de 
identidade9, apresenta 6 pressupostos para o desenvolvimento da educação profissional como 
formação integrada e humanizadora: 
“a) O primeiro pressuposto da formação integrada é um projeto social onde as diversas instâncias 
responsáveis pela educação (governo federal, secretarias de educação, direção das escolas e 
professores) manifestem a vontade política de romper com a redução da formação à simples 
preparação para o mercado de trabalho.” 
“b) Manter, na lei, a articulação entre o ensino médio de formação geral e a educação profissional 
em todas as suas modalidades. Isso supõe superar o dualismo na forma de impedimentos legais 
explícitos ou de mecanismos disfarçados na ausência de meios materiais para cumprir as duplas 
jornadas de escola e trabalho como requer a dupla matrícula.” 
“c) A adesão de gestores e de professores responsáveis pela formação geral e da formação 
específica. Esta outra questão que pudemos apreciar nos processos de busca de formação integrada 
nas experiências de escolas do município de Modena, na Região Emilia-Romagna. É preciso que se 
discuta e se procure elaborar coletivamente, as estratégias acadêmico-científicas de integração.” 
“d) Articulação da instituição com os alunos e os familiares. As experiências de formação integrada 
não se fazem no isolamento institucional. Observamos, nessas experiências, que a escola deve levar 
em conta a visão (i) que os alunos têm de si mesmos, (ii) das possibilidades de inserção social e 
laboral que o mundo externo lhes oferece e (iii) das modalidades formativas oferecidas pela escola. 
O que exige um processo de diálogo e de conscientização dos alunos e de suas famílias sobre as 
próprias expectativas e sua possível realização.” 
“e) O exercício da formação integrada é uma experiência de democracia participativa. Ela não ocorre 
sob o autoritarismo, porque deve ser uma ação coletiva, já que o movimento de integração é, 
necessariamente, social e supõe mais de um participante. Implica buscar professores abertos à 
 
9
 Disponível em: <http://www.uff.br/trabalhonecessario/images/TN_03/TN3_CIAVATTA.pdf>, e presente 
também no livro Ensino Médio Integrado - Concepção e Contradições, organizado por Frigotto,Gaudencio / 
Ciavatta,Maria / Ramos,Marise. 
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89 
 
inovação, disciplinas e temas mais adequados à integração.” 
“f) Garantia de investimentos na educação. Não se faz boa educação, e nenhum país oferece aos 
seus cidadãos bons serviços sociais sem uma opção clara pela garantia dos investimentos que 
permitam a oferta pública e gratuita dos mesmos.” 
RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 119 
De acordo com a Resolução CNE/CEB nº 6 de 20 de setembro de 2012, a Educação Profissional 
Técnica de Nível Médio poderá ser desenvolvida nas seguintes formas: 
a) Articulada ao Ensino Médio, podendo ser integrada ou concomitante, e subsequente, ofertando a 
formação técnica para os egressos da educação básica. 
b) Integrada de nível médio ou tecnológico, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação a Distância 
(EaD) e Ensino Regular Presencial. 
c) Ensino Técnico de Nível Médio, nas modalidades de Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação 
a Distância (EaD), Formação Inicial e Continuada (FIC) e Ensino Regular Presencial. 
d) Ensino Médio Regular, Ensino Técnico de Nível Médio e Ensino Médio Integrado ao Técnico. 
e) Articulada ou integrada, prioritariamente subsequente ao Ensino Médio e com certificação. 
 
COMENTÁRIOS: 
Conforme o artigo 3º da Resolução: 
Art. 3º A Educação Profissional Técnica de Nível Médio é desenvolvida nas formas articulada e subsequente 
ao Ensino Médio, podendo a primeira ser integrada ou concomitante a essa etapa da Educação Básica. 
§ 1º A Educação Profissional Técnica de Nível Médio possibilita a avaliação, o reconhecimento e a certificação 
para prosseguimento ou conclusão de estudos. 
§ 2º Os cursos e programas de Educação Profissional Técnica de Nível Médio são organizados por eixos 
tecnológicos, possibilitando itinerários formativos flexíveis, diversificados e atualizados, segundo interesses dos 
sujeitos e possibilidades das instituições educacionais, observadas as normas do respectivo sistema de ensino 
para a modalidade de Educação Profissional Técnica de Nível Médio. 
§ 3º Entende-se por itinerário formativo o conjunto das etapas que compõem a organização da oferta da 
Educação Profissional pela instituição de Educação Profissional e Tecnológica, no âmbito de um determinado 
eixo tecnológico, possibilitando contínuo e articulado aproveitamento de estudos e de experiências 
profissionais devidamente certificadas por instituições educacionais legalizadas. 
§ 4º O itinerário formativo contempla a sequência das possibilidades articuláveis da oferta de cursos de 
Educação Profissional, programado a partir de estudos quanto aos itinerários de profissionalização no mundo 
do trabalho, à estruturasocio-ocupacional e aos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos 
de bens ou serviços, o qual orienta e configura uma trajetória educacional consistente. 
§ 5º As bases para o planejamento de cursos e programas de Educação Profissional, segundo itinerários 
formativos, por parte das instituições de Educação Profissional e Tecnológica, são os Catálogos Nacionais de 
Cursos mantidos pelos órgãos próprios do MEC e a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). 
RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 120 
A Educação Profissional Técnica de Nível Médio será desenvolvida 
 a) integrada aos cursos propedêuticos, como forma de conclusão de estudos para ingresso no 
mercado de trabalho. 
 b) desmembrada do Ensino Médio, em cursos preparatórios para a educação superior e em cursos 
técnicos para a profissionalização. 
 c) concomitante ao Ensino Médio, de forma a melhor preparar os alunos para o Ensino Técnico e ao 
Ensino Tecnológico. 
 d) continuada, dando sequência ao Ensino Fundamental e consecutivamente, aos cursos da 
educação superior. 
 e) articulada com o Ensino Médio e subsequente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o 
Ensino Médio. 
 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
90 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com a Lei nº 9.394/96 (LDB): 
Art. 36-B. A educação profissional técnica de nível médio será desenvolvida nas seguintes formas: 
I - articulada com o ensino médio; 
II - subsequente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o ensino médio. 
Também, conforme o artigo 3º da Resolução nº 6, de 20 de setembro de 2012, que define Diretrizes 
Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio: 
Art. 3º A Educação Profissional Técnica de Nível Médio é desenvolvida nas formas articulada e subsequente 
ao Ensino Médio, podendo a primeira ser integrada ou concomitante a essa etapa da Educação Básica. 
RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 121 
Falar sobre drogas é sempre delicado. Geralmente as discussões são infladas por juízos de valor, pré-
julgamentos ou preconceitos que nos levam a perceber a problemática sem, no entanto, 
conseguirmos dominá-la eficientemente. E essa temática deve ser adequadamente debatida e 
trabalhada no ambiente escolar, para que tenhamos condições de enfrentar este problema de modo 
a preveni-lo, promovendo a saúde de todos os sujeitos que vivenciam o dia a dia escolar, sejam 
educadores, colaboradores, alunos ou familiares. Diante de uma questão tão complexa 
historicamente, se torna necessário compreender que o objetivo não é atingirmos o ideal de uma 
sociedade totalmente livre de drogas, mas é preciso valorizar o papel protagonista do educador e 
daqueles que trabalham na escola para auxiliar os estudantes a fazerem escolhas saudáveis em suas 
vidas. 
Com base no assunto exposto julgue as afirmativas: 
I- O protagonismo do educador é fundamental para que se tenha sucesso nesse enfrentamento, 
ajudando a escola na articulação com as diversas redes de apoio e a apostar na reinserção dos alunos 
usuários. 
II- Ações e projetos preventivos na escola precisam agregar uma visão mais realista do contexto 
escolar brasileiro, que leve em conta os fatores de risco já presentes em seu cotidiano, mas sem 
descuidar da valorização de fatores de proteção envolvidos e do protagonismo dos próprios jovens. 
III- Toda escola possui estrutura adequada e profissional capacitado para lidar com a questão da 
prevenção e ainda proporcionar ao educando acesso a todas as possibilidades de entender e de se 
defender de seu inimigo - a droga. 
IV- O tema deve ser abordado de modo a esclarecer sem medo os ouvintes e oportunizar as 
manifestações de opiniões e participação na construção de um melhor entendimento sobre a 
questão das drogas. As ações sociais de modo geral devem primar por medidas preventivas no 
combate ao uso de drogas. 
 
São VERDADEIRAS: 
 a) II e III apenas. b) I, II, III, e IV. c) I, II e IV apenas. d) Nenhuma das alternativas. 
 
COMENTÁRIOS: 
Tendo como referência o livro Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas 
Públicas, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Educação, em novembro 
de 2013 foi publicado um documento da TV ESCOLA/ SALTO PARA O FUTURO, com Supervisão 
Pedagógica de Rosa Helena Mendonça10, que dizia: 
“O protagonismo do educador é fundamental para que se tenha sucesso nesse enfrentamento, 
ajudando a escola na articulação com as diversas redes de apoio e a apostar na reinserção dos alunos 
usuários. Ações e projetos preventivos na escola precisam agregar uma visão mais realista do 
contexto escolar brasileiro, que leve em conta os fatores de risco já presentes em seu cotidiano, mas 
sem descuidar da valorização de fatores de proteção envolvidos e do protagonismo dos próprios 
 
10
 Disponível em < http://abramd.org/wp-
content/uploads/2014/05/2013_SALTO_PARA_O_FUTURO_Prevencao_ao_uso_de_Drogas.pdf> 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
91 
 
jovens. [...]É preciso pensar em ações de caráter preventivo universal, mas também não podemos 
esquecer de falar daquelas escolas reais que, muitas vezes, já enfrentam problemas muito concretos 
de consumo ou tráfico nas suas imediações ou, até mesmo, dentro da própria escola, e trabalham 
com adolescentes que já se encontram em situação de risco e vulnerabilidade social. Transitar entre 
esses diferentes olhares tem como objetivo fomentar um espaço para reflexão e revisão de práticas, 
para que os educadores sintam-se fortalecidos para enfrentar este assunto que, muitas vezes, é 
gerador de medos, preconceitos e dificuldades para abordar o tema junto aos jovens, nosso principal 
público-alvo. [...]Estudos revelam que a forma como a escola se organiza pode favorecer a 
diminuição da vulnerabilidade das crianças e adolescentes para o uso de drogas (Kraus, 2000). Entre 
as características da escola facilitadoras do desenvolvimento de posturas mais autônomas e 
responsáveis pelos alunos, e que ajudam a prevenir o uso de drogas, estão: Clima acolhedor e afetivo 
– ambiente em que os alunos se sentem reconhecidos como pessoas e no qual os vínculos são 
favorecidos; Participação, envolvimento e responsabilidade dos alunos nas tarefas e decisões da 
escola; Parâmetros de comportamento claros e consistentes – regras definidas, preferencialmente 
com a participação de todos, e cobradas com coerência; Altas expectativas pelos educadores – 
valorização dos alunos e de sua cultura e crença nas suas possibilidades de crescimento e superação 
de dificuldades; Desenvolvimento de uma educação de qualidade, tanto do ponto de vista dos 
conteúdos de ensino como da formação pessoal e social dos estudantes.”. Portanto, sabemos que 
nem toda escola possui estrutura adequada e profissional capacitado. RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 122 
A construção da cidadania passa pela postura ética do professor. Com relação a esse assunto, 
assinale a alternativa correta. 
a) A participação na construção do projeto pedagógico é uma postura ética do professor que se 
envolve com a realidade da escola, estabelecendo relações de aprendizagem entre os pares e a 
comunidade. 
b) A imposição dos valores morais e pessoais do professor ajuda os alunos na construção da 
autonomia de pensamento, tornando-os cidadãos responsáveis. 
c) A formação ética dos alunos é estimulada pela leitura de textos clássicos e independe dos 
exemplos e das vivências compartilhadas no ambiente escolar. 
d) A forma de gerir a escola não interfere na formação ética dos estudantes, logo uma gestão 
democrática e participativa não contribui para a sólida formação de valores.e) Para que haja uma formação ética sólida, é necessário que as regras de conduta da escola sejam 
abolidas e todas as regras passem a ser criadas na coletividade. 
 
COMENTÁRIOS: 
O livro, Ética e cidadania: construindo valores na escola e na sociedade, da Secretaria de Educação 
Básica do Ministério da Educação11, destaca que “uma escola democrática define-se pela 
participação do alunado e do professorado no trabalho, na convivência e nas atividades de 
integração. Uma escola democrática, porém, deve possibilitar a participação como um envolvimento 
baseado no exercício da palavra e no compromisso da ação. Quer dizer, uma participação baseada 
simultaneamente no diálogo e na realização dos acordos e dos projetos coletivos. A participação 
escolar autêntica une o esforço para entender ao esforço para intervir. Dessa maneira, a escola 
precisa construir espaços de diálogo e de participação no dia-a-dia de suas atividades curriculares e 
não-curriculares, de forma a permitir que estudantes, docentes e a comunidade se tornem atores e 
atrizes efetivos, de fato, da construção da cidadania participativa. Experiências como as das 
assembleias escolares, dos grêmios estudantis e dezenas de outros modelos de práticas de cidadania, 
que vêm sendo implementados em escolas públicas e privadas de todo o País, fornecem a matéria-
prima para que, de forma democrática, os conflitos cotidianos sejam enfrentados nas escolas, 
permitindo a construção de valores de ética e de cidadania por parte dos membros da comunidade 
que vivem dentro e no entorno escolar”. Vasconcellos (2007, p. 169-170) quando diz que o Projeto 
 
11
 Disponível em: < http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000015509.pdf> 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
92 
 
Político Pedagógico é o “plano global da instituição”, entende como “a sistematização, nunca 
definitiva, de um processo de planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na 
caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar”. De acordo com 
Veiga (2013, p. 13), “O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um 
sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da 
escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso 
sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. É político no sentido de 
compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade”. Veiga (2013, p. 150-151), diz 
que os professores “devem entender-se e organizar-se nas intencionalidades de um mesmo projeto 
pedagógico e nas distintas maneiras com que dele cada qual participa, [...] é precondição para a 
autoridade do professor a inserção dele no coletivo da profissão através de formação adequada, em 
que se articulem a dimensão de serviço ao homem com vez e voz ativas, a dimensão política das 
práticas sociais e as dimensões científica e técnica, [...] mas se exigem também, por outra parte, as 
condições de aceitabilidade por parte dos alunos que no professor percebam o testemunho da busca 
incessante do saber e da afirmação de valores definidos em consenso”. RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 123 
Sobre a relação entre trabalho e educação, na visão de Frigotto (FRIGOTTO; CIAVATTA; RAMOS, 
2005), marque a alternativa CORRETA. 
a) O ensino médio tem uma função estratégica central dentro da construção de uma nação no seu 
âmbito cultural, social, político e econômico e é condição para uma relação soberana e, portanto, 
não subalterna e colonizada com as demais nações. 
b) A expectativa social mais ampla é a de que se possa avançar na afirmação da educação básica 
(fundamental e média) unitária, politécnica e, portanto, dualista, que articule cultura, conhecimento, 
tecnologia e trabalho como direito de todos e condição da cidadania e da democracia efetivas. 
c) A concepção de ensino médio politécnico ou tecnicista é fundamentada nas diferentes ciências 
que facultem aos jovens a capacidade analítica tanto dos processos técnicos que engendram o 
sistema produtivo quanto das relações sociais que regulam a quem e a quantos se destina a riqueza 
produzida. 
d) A relação entre o trabalho, o emprego e o conhecimento constitui o eixo central do ensino médio 
integrado concebido como etapa final da educação básica. 
e) Considerando-se a contingência de milhares de jovens que necessitam, o mais cedo possível, 
buscar um emprego ou atuar em diferentes formas de atividades econômicas que gerem 
subsistência, parece pertinente que se faculte a eles cursos curtos profissionalizantes baseados na 
pedagogia das competências e na concepção politécnica 
. 
COMENTÁRIOS: 
Frigotto12 afirma que: 
“A educação escolar básica - ensino fundamental e médio - tem uma função estratégica central 
dentro da construção de uma nação no seu âmbito cultural, social, político e econômico e, 
condição, para uma relação soberana e, portanto, não subalterna e colonizada com as demais 
nações. Antes disso, porém, trata-se de concebê-la como direito subjetivo de todos e o espaço social 
de organização, produção e apropriação dos conhecimentos mais avançados produzidos pela 
humanidade. Isso significa, como indica Antônio Nóvoa, que a função precípua da escola básica, 
particularmente para os filhos da classe trabalhadora, é de dar a base de conhecimentos, valores e 
“estimular as crianças a aprender a estudar e pensar e também a aprender a comunicar e viver em 
conjunto (...) As democracias dependem da cidadania ativa e consciência clara das nossas 
responsabilidades sociais. A escola é a melhor instituição que pode cumprir esta tarefa, talvez a 
única” (Nóvoa, 199, p.2) Não tem sido esta, todavia, a ênfase básica dada à educação básica desde os 
 
12
FRIGOTTO, Gaudêncio. Concepções e mudanças no mundo do trabalho e o ensino médio. Disponível em: 
http://redeescoladegoverno.fdrh.rs.gov.br/upload/1392215640_CONCEP%C3%87%C3%95ES%20E%20MUDAN%C3%87AS%
20NO%20MUNDO%20DO%20TRABALHO%20E%20O%20ENSINO%20M%C3%89DIO.pdf 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
93 
 
anos de 1950 quando, face às desigualdades entre as nações e grupos sociais, começou-se a 
desenvolver a noção de capital humano e, mais recentemente, na década de 1980, as noções de 
sociedade do conhecimento, pedagogia das competências e empregabilidade. Quando mais 
regressivo e desigual o capitalismo realmente existente, mais ênfase se tem dado ao papel da 
educação e uma educação marcada pelo viés economicista, fragmentário e tecnicista É neste 
embate de concepções de sociedade e trabalho que se insere a disputa pela educação como uma 
prática social mediadora do processo de produção, processo político, ideológico e cultural. De forma 
resumida, podemos afirmar que as reformas educacionais dos anos 90, mormente a orientação que 
balizou o decreto 2208/96 e seus desdobramentos, buscam uma mediação da educação às novas 
formas do capital globalizado e de produção flexível. Trata-se de formar um trabalhador "cidadão 
produtivo", adaptado, adestrado, treinado, mesmo que sob uma ótica polivalente.” RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 124 
A educação escolar deve exercitar a democracia e a cidadania, enquanto direito social, através da 
apropriação e produção dos conhecimentos. 
São pressupostos que corroboram com o enunciado acima, exceto: 
a) Que a passagem pela escola resulte para todos na apropriação de conhecimentos e habilidades 
significativas para ser atuante e determinante no processo de transformação social. 
b) A busca de uma sociedade isenta de seletividade e discriminação,libertadora, crítica, reflexiva e 
dinâmica, onde homens e mulheres sejam sujeitos de sua própria história. 
c) A democracia é aquela característica de uma sociedade que garante à totalidade de seus membros 
condições materiais, sociais e culturais. 
d) A escola deverá buscar sua autonomia e competência como espaço de decisão que trabalhe na 
direção de que as crianças e os jovens aprendam, diminua a repetência e aumente a permanência 
nela. 
e) A exigência da sociedade frente aos avanços tecnológicos e as transformações econômicas e 
culturais colocam cada vez mais a necessidade de a escola voltar-se para a produção do 
conhecimento dissociado da construção dos bens sociais, culturais e materiais para o exercício da 
cidadania. 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com a Proposta Curricular da Secretaria de Estado da Educação e do Desporto de Santa 
Catarina (1998, p. 93)13, “A exigência da sociedade frente aos avanços tecnológicos e as 
transformações econômicas e culturais colocam cada vez mais a necessidade de a escola voltar-se 
para a produção do conhecimento na construção dos bens sociais, culturais e materiais para o 
exercício da cidadania, exigindo dos educadores uma postura crítica frente a esta realidade”. O erro 
está em dissociar a produção do conhecimento dos bens sociais, culturais e materiais para o 
exercício da cidadania. RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 125 
Três colegas conversam sobre a importância da educação escolar. 
 
João – Para mim, educar é uma coisa; instruir é outra. A escola é responsável pelos conteúdos, pelas 
disciplinas, por ler, escrever e contar. Professor não tem que dar educação e bons modos. É a família 
que tem de educar, dar os valores, ensinar o que é certo e errado. O problema é que a família não 
educa mais... 
 
Maria – Eu penso que a escola é uma oportunidade que a sociedade tem de formar todos nos 
mesmos valores. A escola tem que inculcar os valores da ordem, da civilidade e do bom 
 
13
 Santa Catarina, Secretaria de Estado da Educação e do Desporto. Proposta Curricular de Santa Catarina: 
Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio: Temas Multidisciplinares. Florianópolis: COGEN, 1998. 
Disponível em: http://www.propostacurricular.sed.sc.gov.br/pdfs/PC_Temas_Multidisciplinares.pdf 
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94 
 
comportamento nas crianças e nos jovens. Enfim, tem de educar. Se não for assim, fica este caos que 
vivemos... 
 
Antônio – A educação é uma tarefa de todo mundo: família, escola, igreja, clube de esporte, meios 
de comunicação, sociedade em geral. Por onde passamos, estamos aprendendo regras, valores e a 
importância da convivência. Nem sempre são os mesmos valores, mas estamos aprendendo e 
escolhendo os valores em que mais acreditamos... 
 
Analisando a conversa entre João, Maria e Antônio, verifica-se que 
 a) Maria e João apresentam a mesma visão de educação para a cidadania. 
 b) Maria e Antônio apresentam uma visão de educação para a liberdade. 
 c) apenas Antônio apresenta uma visão de educação para a cidadania. 
 d) apenas Maria apresenta uma visão de educação para a democracia. 
 e) apenas João apresenta uma visão de educação para a cidadania. 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com o Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, Michaelis, educar significa dar ou 
oferecer (a alguém) conhecimentos e atenção especial para que possa desenvolver suas capacidades 
intelectuais, morais e físicas; transmitir conhecimento a; ensinar, instruir; fazer (alguém) adquirir 
certos costumes e princípios exigidos por uma sociedade civilizada. Já instruir significa dar ou 
adquirir instrução; doutrinar, ensinar; dar ou receber informação ou orientação sobre algo; orientar 
sobre a execução de algo. Educar e instruir são ações complementares. No campo das políticas 
educacionais, a educação, no sentido amplo, “abrange os processos formativos que se desenvolvem 
na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos 
movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”. (Art. 1º da LDB 
n. 9.394/96). O art. 2º da lei diz ainda que “a educação, dever da família e do Estado, inspirada nos 
princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno 
desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o 
trabalho”. A educação é uma tarefa de todo mundo: família, escola, igreja, clube de esporte, meios 
de comunicação, sociedade em geral. Por onde passamos, estamos aprendendo regras, valores e a 
importância da convivência. Nem sempre são os mesmos valores, mas estamos aprendendo e 
escolhendo os valores em que mais acreditamos. Portanto, apenas Antônio apresenta uma visão de 
educação para a cidadania. RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 126 
Sobre cidadania, analise as assertivas e, em seguida, assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s). 
 
I. Falar em cidadania é falar em direitos. Portanto, falar em cidadania de crianças e adolescentes é 
dizer que crianças e adolescentes têm o direito a ter direitos. 
II. A partir da Constituição Federal e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), crianças e 
adolescentes devem ser consideradas sujeitos de direitos. 
III. Pela idade, criança e adolescente são cidadãos pela metade, pois sofrem algumas restrições. 
IV. Além dos direitos fundamentais inerentes a toda pessoa, crianças e adolescentes são portadores 
de direitos especiais em razão da sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. 
a) Apenas I, II e III. 
b) Apenas II e III. 
c) Apenas III. 
 d) I, II, III e IV. 
e) Apenas I, II e IV. 
 
COMENTÁRIOS: 
Conforme Art. 227 da Constituição Federal, “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à 
criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, 
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95 
 
à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à 
convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, 
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. Já o Art. 3º do o Estatuto da Criança e 
do Adolescente, diz que “A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais 
inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-
lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o 
desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de 
dignidade”. De acordo com a Wikipedia14, “Cidadania é a prática dos direitos e deveres de um(a) 
indivíduo (pessoa) em um Estado. Os direitos e deveres de um cidadão devem andar sempre juntos, 
uma vez que o direito de um cidadão implica necessariamente numa obrigação de outro cidadão. 
Conjunto de direitos, meios, recursos e práticas que dá à pessoa a possibilidade de participar 
ativamente da vida e do governo de seu povo”. RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 127 
No contexto escolar, o fenômeno bullying é uma forma de violência que tem chamado a atenção de 
educadores e pais pelas sérias implicações a ele associadas. A respeito desse fenômeno, é correto 
afirmar que: 
 a) a vítima típica é aquela que provoca e atrai reações agressivas. 
 b) as características pessoais do agressor não são um fator que influencia ou estimula as ações 
agressivas. 
 c) ele tem relação direta com o clima organizacional da escola. 
 d) ele ocorre em contextos sociais específicos, e não em qualquer contexto social. 
 e) é caracterizado pelo potencial de poder causar traumas psíquicos,pelo desequilíbrio de poder 
entre agressor e vítima e pela intencionalidade da ação. 
 
COMENTÁRIOS: 
Calhau (2011, p. 6-11), diz que bullying “é uma palavra de origem inglesa, adotada em muitos países, 
para definir o desejo consciente e deliberado de maltratar outras pessoas e colocá-la sob tensão; 
termo que conceitua os comportamentos agressivos e antissociais, utilizado pela literatura 
psicológica anglo-saxônica nos estudos sobre a violência escolar. [...] São, na maioria das vezes, 
realizadas de forma repetitiva e com desequilíbrio de poder. Essas agressões morais ou até físicas 
podem causar danos psicológicos à criança e ao adolescente [...] Os critérios estabelecidos são: ações 
repetitivas contra a mesma vítima num período prolongado de tempo; desequilíbrio de poder, o que 
dificulta a defesa da vítima; ausência de motivos que justifiquem os ataques. [...] Podemos dividir os 
participantes do bullying em quatro pequenos grupos: agressores, vítimas, espectadores passivos e 
vítimas-agressoras. [...] Os agressores (bullies) são os que praticam as agressões morais ou físicas; as 
vítimas são as pessoas direcionadas dos ataques dos agressores e os expectadores passivos são as 
testemunhas silenciosas desse fato e que sempre estão no ambiente dos agressores, mantendo 
alguma relação com eles e a(s) vítima(s). Ma há, ainda, outro grupo: das vítimas-agressoras. São 
pessoas que foram vitimizadas pelo bullying e passaram a ser agressoras de outras pessoas”. A 
alternativa A está errada porque quem provoca e atrai reações agressivas é o agressor, e não a 
vítima. A alternativa B está errada porque as características pessoais do agressor são sim um fator 
que influencia ou estimula as ações agressivas. A alternativa C e D estão erradas porque o bullying 
não tem relação direta com o clima organizacional da escola, pode ocorrer em qualquer clima 
organizacional, ambiente ou contextos sociais, tais como escolar, de trabalho, familiar e até na 
internet (cyberbullying). RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 128 
Sobre bullying, leia as afirmativas a seguir. 
I. É o desejo inconsciente de maltratar outra pessoa e colocá-la sob tensão. 
II. Os xingamentos, a extorsão e a exclusão de uma criança de um grupo de amizades são as formas 
 
14
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Cidadania 
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96 
 
mais comuns desse tipo de violência. 
III. Normalmente, o seu desenrolar dura bastante tempo. 
 
Está correto o que se afirma apenas em: 
 a) I e III. b) I e II. c) II e III. d) II. e) I. 
 
COMENTÁRIOS: 
Silva (2015, p. 19-23), diz que “A palavra bullying até pouco tempo atrás era pouco conhecida do 
grande público. De origem inglesa, é utilizada para qualificar comportamentos violentos no âmbito 
escolar, tanto de meninos quanto de meninas. Entre esses comportamentos, podemos destacar 
agressões, assédios e ações desrespeitosas realizados de maneira recorrente e intencional por parte 
dos agressores. [...] O abuso de poder, a intimidação e a prepotência são algumas das estratégias 
adotadas pelos praticantes de bullying (os bullies) para impor sua autoridade e manter suas vítimas 
sob total domínio. [...] Muito embora o termo bullying originalmente tenha sido empregado para 
definir atos de tirania e violência repetitivas no âmbito escolar, muitas vezes também é adotado para 
explicar todo tipo de comportamento agressivo, cruel, proposital e sistemática inerente às relações 
interpessoais. [...] O bullying pode acontecer de forma direta ou indireta [...] e pode se expressar das 
mais variadas formas, como as listadas a seguir: verbal; físico e material; psicológico e moral; sexual”. 
RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 129 
O uso de drogas, na idade escolar, é uma das maiores preocupações de saúde pública. Podemos 
caracterizar o uso de drogas como: 
 a) lícito, independentemente do tipo de droga que é usada. 
 b) um fenômeno exclusivamente biológico, que produz alterações no organismo. 
 c) um fenômeno preponderantemente social, que se agrava em camadas mais altas da sociedade. 
 d) um fenômeno complexo, que deve ser compreendido sob a perspectiva das interações entre o 
indivíduo, a substância e o contexto social e cultural em que o consumo acontece. 
 e) lícito, desde que o usuário comprove que faz tratamento para dependência. 
 
COMENTÁRIOS: 
O Blog prevencaodst15 publicou que “[...]o termo drogas foi abandonado, sendo utilizado hoje, 
substâncias psicoativas: São substâncias utilizadas para produzir alterações, mudanças nas 
sensações, no grau de consciência e no estado emocional. As alterações causadas por essas 
substâncias variam de acordo com as características da pessoa que as usa, qual a droga é utilizada e 
em que quantidade, o efeito que se espera da droga e as circunstâncias em que é consumida. [...] 
Como as substâncias que modificam o estado anímico têm sido utilizadas pelos homens e pelas 
mulheres em todas as etapas da civilização. O consumo de substâncias psicoativas – drogas – é um 
fenômeno complexo que deve ser compreendido sob a perspectiva das interações entre o 
indivíduo, a substância e o contexto social e cultural em que o consumo acontece. RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 130 
 
 
15
 http://prevencaodst.blogspot.com.br/2010/10/5-drogas-e-sociedade.html 
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97 
 
A atitude do personagem Calvin, no TEXTO 07, pode ser interpretada como provocada pelo medo de 
ser agredido. A violência escolar compreende um problema atual vivenciado por muitas escolas; o 
enfrentamento do bullying, neste contexto, se apresenta como uma das preocupações existentes no 
campo de atuação do assistente de alunos em instituições de ensino. Sobre o fenômeno bullying, é 
CORRETO afirmar que: 
 a) compreende um conjunto de ações de violência direta que atinge o indivíduo em sua integridade 
física e psicológica; caracteriza-se por ocorrer no ambiente escolar como fora dele e baseia-se 
sempre numa relação igualitária de poder que determina o posicionamento de vítimas e agressores. 
 b) compreende um conjunto de ações de violência direta que atinge o indivíduo em sua integridade 
física; caracteriza-se por ocorrer no ambiente escolar e baseia-se sempre numa relação desigual de 
poder que determina o posicionamento de vítimas e agressores. 
 c) compreende um conjunto de ações de violência indireta que atinge o indivíduo em sua 
integridade psicológica; caracteriza-se por ocorrer tanto no ambiente escolar como fora dele e 
baseia-se sempre numa relação desigual de poder que determina o posicionamento de vítimas e 
agressores. 
 d) compreende um conjunto de ações de violência direta que atinge o indivíduo em sua integridade 
física e psicológica; caracteriza-se por ocorrer no ambiente escolar e baseia-se sempre numa relação 
igualitária de poder que determina o posicionamento de vítimas e agressores. 
 e) compreende um conjunto de ações de violência direta ou indireta que atinge o indivíduo em sua 
integridade física e psicológica; caracteriza-se por ocorrer tanto no ambiente escolar como fora dele 
e baseia-se sempre numa relação desigual de poder que determina o posicionamento de vítimas e 
agressores. 
 
COMENTÁRIOS: 
Silva (2015, p. 19-23), diz que “A palavra bullying até pouco tempo atrás era pouco conhecida do 
grande público. De origem inglesa, é utilizada para qualificar comportamentos violentos no âmbito 
escolar, tanto de meninos quanto de meninas. Entre esses comportamentos, podemos destacar 
agressões, assédios e ações desrespeitosas realizados de maneira recorrente e intencional por parte 
dos agressores.[...] O abuso de poder, a intimidação e a prepotência são algumas das estratégias 
adotadas pelos praticantes de bullying (os bullies) para impor sua autoridade e manter suas vítimas 
sob total domínio. [...] Muito embora o termo bullying originalmente tenha sido empregado para 
definir atos de tirania e violência repetitivas no âmbito escolar, muitas vezes também é adotado para 
explicar todo tipo de comportamento agressivo, cruel, proposital e sistemática inerente às relações 
interpessoais. [...] O bullying pode acontecer de forma direta ou indireta [...] e pode se expressar das 
mais variadas formas, como as listadas a seguir: verbal; físico e material; psicológico e moral; sexual”. 
Já Calhau (2011, p. 6-11), diz que bullying “é uma palavra de origem inglesa, adotada em muitos 
países, para definir o desejo consciente e deliberado de maltratar outras pessoas e colocá-la sob 
tensão; termo que conceitua os comportamentos agressivos e antissociais, utilizado pela literatura 
psicológica anglo-saxônica nos estudos sobre a violência escolar. [...] São, na maioria das vezes, 
realizadas de forma repetitiva e com desequilíbrio de poder. Essas agressões morais ou até físicas 
podem causar danos psicológicos à criança e ao adolescente [...] Os critérios estabelecidos são: ações 
repetitivas contra a mesma vítima num período prolongado de tempo; desequilíbrio de poder, o que 
dificulta a defesa da vítima; ausência de motivos que justifiquem os ataques. [...] Podemos dividir os 
participantes do bullying em quatro pequenos grupos: agressores, vítimas, espectadores passivos e 
vítimas-agressoras. [...] Os agressores (bullies) são os que praticam as agressões morais ou físicas; as 
vítimas são as pessoas direcionadas dos ataques dos agressores e os expectadores passivos são as 
testemunhas silenciosas desse fato e que sempre estão no ambiente dos agressores, mantendo 
alguma relação com eles e a(s) vítima(s). Ma há, ainda, outro grupo: das vítimas-agressoras. São 
pessoas que foram vitimizadas pelo bullying e passaram a ser agressoras de outras pessoas”. 
RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 131 
A escola é um dos grandes agentes formadores e transformadores de mentalidades. O preconceito 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
98 
 
de gênero, que gera discriminação e violência contra as mulheres, se expressa no ambiente 
educacional de várias maneiras, como conteúdos discriminatórios e imagens estereotipadas da 
mulher que são ainda reproduzidos em materiais didáticos e paradidáticos, em diferentes espaços e 
contextos educacionais. 
Para a inversão desse quadro, é preciso: 
I. ampliar e melhorar a qualidade do atendimento educacional, incluindo a valorização profissional 
dessa parcela da população. 
II. aumentar as taxas de matrícula feminina em todos os níveis e modalidades de ensino. 
III. definir as profissões tipicamente femininas e as tipicamente masculinas na organização da 
educação superior. 
IV. promover ações afirmativas. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
 a) I e III. b) II e IV. c) III e IV. d) I, II e IV. e) I, II e III. 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com o grupo GEMAA (2011)16, “Ações afirmativas são políticas focais que alocam recursos 
em benefício de pessoas pertencentes a grupos discriminados e vitimados pela exclusão sócio-
econômica no passado ou no presente. Trata-se de medidas que têm como objetivo combater 
discriminações étnicas, raciais, religiosas, de gênero ou de casta, aumentando a participação de 
minorias no processo político, no acesso à educação, saúde, emprego, bens materiais, redes de 
proteção social e/ou no reconhecimento cultural. Entre as medidas que podemos classificar como 
ações afirmativas podemos mencionar: incremento da contratação e promoção de membros de 
grupos discriminados no emprego e na educação por via de metas, cotas, bônus ou fundos de 
estímulo; bolsas de estudo; empréstimos e preferência em contratos públicos; determinação de 
metas ou cotas mínimas de participação na mídia, na política e outros âmbitos; reparações 
financeiras; distribuição de terras e habitação; medidas de proteção a estilos de vida ameaçados; e 
políticas de valorização identitária. Sob essa rubrica podemos, portanto, incluir medidas que 
englobam tanto a promoção da igualdade material e de direitos básicos de cidadania como também 
formas de valorização étnica e cultural. Esses procedimentos podem ser de iniciativa e âmbito de 
aplicação público ou privado, e adotados de forma voluntária e descentralizada ou por determinação 
legal. A ação afirmativa se diferencia das políticas puramente anti-discriminatórias por atuar 
preventivamente em favor de indivíduos que potencialmente são discriminados, o que pode ser 
entendido tanto como uma prevenção à discriminação quanto como uma reparação de seus efeitos. 
Políticas puramente anti-discriminatórias, por outro lado, atuam apenas por meio de repressão aos 
discriminadores ou de conscientização dos indivíduos que podem vir a praticar atos discriminatórios. 
No debate público e acadêmico, a ação afirmativa com frequência assume um significado mais 
restrito, sendo entendida como uma política cujo objetivo é assegurar o acesso a posições sociais 
importantes a membros de grupos que, na ausência dessa medida, permaneceriam excluídos. Nesse 
sentido, seu principal objetivo seria combater desigualdades e dessegregar as elites, tornando sua 
composição mais representativa do perfil demográfico da sociedade. RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 132 
Quanto à postura dos educadores com relação ao trabalho da sexualidade na escola, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
a) Reconhecer como legítimas e lícitas, por parte das crianças e dos jovens, a busca do prazer e as 
curiosidades manifestas acerca da sexualidade, uma vez que fazem parte de seu processo de 
desenvolvimento. 
b) Que se estabeleça uma relação de confiança entre alunos e professores. 
 c) A escola deve informar, problematizar e debater os diferentes tabus, preconceitos, crenças e 
atitudes existentes na sociedade. 
 
16
 Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa – GEMAA. (2011) “Ações afirmativas”. Disponível 
em: http://gemaa.iesp.uerj.br/index.php?option=com_k2&view=item&layout=item&id=1&Itemid=217 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
99 
 
 d) O professor conduz e orienta o debate e emite opiniões pessoais. 
e) Para a prevenção do abuso sexual, é igualmente importante o esclarecimento de que essas 
brincadeiras em grupo ou a dois são prejudiciais quando envolvem crianças ou jovens de idades 
muito diferentes, ou quando são realizadas entre adultos e crianças. 
 
COMENTÁRIOS: 
O tema orientação sexual é tratado nos Parâmetros Curriculares Nacionais17. Diz o documento que 
“O trabalho de Orientação Sexual também contribui para a prevenção de problemas graves, como o 
abuso sexual e a gravidez indesejada. Com relação à gravidez indesejada, o debate sobre a 
contracepção, o conhecimento sobre os métodos anticoncepcionais, sua disponibilidade e a reflexão 
sobre a própria sexualidade ampliam a percepção sobre os cuidados necessários quando se quer 
evitá-la. Para a prevenção do abuso sexual com crianças e jovens, trata-se de favorecer a 
apropriação do corpo, promovendo a consciência de que seu corpo lhes pertence e só deve ser 
tocado por outro com seu consentimento ou por razões de saúde e higiene. Isso contribui para o 
fortalecimento da autoestima, com a consequente inibição do submetimento ao outro. [...] Propõe-
se que a Orientação Sexual oferecida pela escola aborde com as crianças e os jovens as repercussões 
das mensagens transmitidas pela mídia, pela família e pelas demais instituiçõesda sociedade. Trata-
se de preencher lacunas nas informações que a criança e o adolescente já possuem e, 
principalmente, criar a possibilidade de formar opinião a respeito do que lhes é ou foi apresentado. A 
escola, ao propiciar informações atualizadas do ponto de vista científico e ao explicitar e debater os 
diversos valores associados à sexualidade e aos comportamentos sexuais existentes na sociedade, 
possibilita ao aluno desenvolver atitudes coerentes com os valores que ele próprio eleger como seus. 
Experiências bem-sucedidas com Orientação Sexual em escolas que realizam esse trabalho apontam 
para alguns resultados importantes: aumento do rendimento escolar (devido ao alívio de tensão e 
preocupação com questões da sexualidade) e aumento da solidariedade e do respeito entre os 
alunos. Quanto às crianças menores, os professores relatam que informações corretas ajudam a 
diminuir a angústia e a agitação em sala de aula. No caso dos adolescentes, as manifestações da 
sexualidade tendem a deixar de ser fonte de agressão, provocação, medo e angústia, para tornar-se 
assunto de reflexão. [...] É importante que os educadores reconheçam como legítimas e lícitas, por 
parte das crianças e dos jovens, a busca do prazer e as curiosidades manifestas acerca da 
sexualidade, uma vez que fazem parte de seu processo de desenvolvimento. Para um consistente 
trabalho de Orientação Sexual, é necessário que se estabeleça uma relação de confiança entre 
alunos e professores. Os professores precisam se mostrar disponíveis para conversar a respeito dos 
temas propostos e abordar as questões de forma direta e esclarecedora, exceção feita às 
informações que se refiram à intimidade do educador. Informações corretas do ponto de vista 
científico ou esclarecimentos sobre as questões trazidas pelos alunos são fundamentais para seu 
bem-estar e tranquilidade, para uma maior consciência de seu próprio corpo, elevação de sua 
autoestima e, portanto, melhores condições de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, 
gravidez indesejada e abuso sexual. A escola deve informar, problematizar e debater os diferentes 
tabus, preconceitos, crenças e atitudes existentes na sociedade, buscando não a isenção total, o que 
é impossível, mas um maior distanciamento das opiniões e aspectos pessoais dos professores para 
empreender essa tarefa. Isso porque na relação professor-aluno o professor ocupa lugar de maior 
poder, constituindo-se em referência muito importante para o aluno. A emissão da opinião pessoal 
do professor na sala de aula pode ocupar o espaço dos questionamentos, incertezas e ambivalências 
necessários à construção da opinião do próprio aluno” (p. 293; p. 300, p. 302). RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 133 
Tal como a Lei nº 10.639/2003, a Lei 11.645/2008 estabelece para as instituições oficiais e 
particulares de ensino, tanto na oferta do ensino fundamental quanto do ensino médio, a 
obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro Brasileira. Contudo, os conteúdos referentes 
à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em 
 
17
 http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/orientacao.pdf 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
100 
 
especial nas áreas de: 
 a) Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras. 
 b) Educação Religiosa e de Literatura e História Africanas. 
 c) Educação Regional e de Literatura e História Africanas. 
 d) Educação Artística e de Literatura e História Africanas. 
 e) Educação Religiosa e de Literatura e História Brasileiras. 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com a LDB 9.394/96: 
Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se 
obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 
2008). 
§ 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura 
que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo 
da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e 
indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas 
áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008). 
§ 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão 
ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura 
e história brasileiras. RESPOSTA: A 
 
QUESTÃO 134 
A partir do estabelecimento da Lei nº 11.645, de 10 março de 2008, que altera a Lei de Diretrizes e 
Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996), torna-se obrigatório o 
estudo da história e da cultura afro-brasileira e indígena em: 
 a) estabelecimentos de Ensino Fundamental, somente. 
 b) estabelecimentos de Educação infantil e de Ensino Fundamental. 
 c) estabelecimentos públicos de Ensino Fundamental e de Ensino Médio, somente. 
 d) todos os estabelecimentos públicos e privados de Ensino Fundamental e de Ensino Médio. 
 e) todos os estabelecimentos de Educação Básica e de Educação Superior. 
 
Também, de acordo com a LDB 9.394/96: 
Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se 
obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 
2008). 
§ 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura 
que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo 
da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e 
indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas 
áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008). 
§ 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão 
ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e 
história brasileiras. RESPOSTA: A 
 
Pedagogia para Concursos - 3ª Ed. Cleber Marques de Oliveira 
 
101 
 
Lei nº 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente 
 
QUESTÃO 135 
Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990, Lei nº 8.069/90, em seu artigo 53 dispõe que “a 
criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, 
preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes, exceto: 
 a) Direito de ser respeitado por seus educadores. 
 b) Direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores. 
 c) Igualdade de oportunidade para ingressar no mercado de trabalho. 
 d) Direito de organização e participação em entidades estudantis. 
 e) Acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. 
 
COMENTÁRIOS: 
Geralmente, os avaliadores cobram nas provas assuntos relacionados ao capítulo IV do ECA, do 
direito à educação, à cultura, esporte e lazer, que abrange os artigos 53 ao 59 da lei. De acordo com 
o enunciado a questão, o artigo 53 assegura: I - igualdade de condições para o acesso e permanência 
na escola; II - direito de ser respeitado por seus educadores; III - direito de contestar critérios 
avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores;IV - direito de organização e 
participação em entidades estudantis; V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua 
residência. Portanto, não há “Igualdade de oportunidade para ingressar no mercado de trabalho”, 
mas “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”. RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 136 
Muitas escolas recebem alunos adolescentes que estão cumprindo medidas socioeducativas 
atribuídas pela autoria de um ato infracional. O objetivo do Sistema Socioeducativo é atuar de forma 
integrada com a família, a comunidade e a escola. Nesse aspecto, é correto afirmar que: 
I. As medidas socioeducativas responsabilizam o adolescente, mas, ao mesmo tempo, deve incluí-lo 
socialmente, garantindo seus direitos a educação, saúde e profissionalização. 
II. O adolescente envolvido em ato infracional precisa de apoio da sua família e de sua comunidade a 
fim de que possa responder pelos atos de maneira a mudar de comportamento. 
III. A escola deve acolher e apoiar o adolescente que fica restringido a determinadas atividades 
escolares no que envolvem o convívio com os demais alunos. 
IV. Aos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas é permita a participação em cursos 
profissionalizantes e no trabalho, na condição de aprendiz. 
V. No caso de internação, o único direito restringido ao adolescente é o de ir e vir, sem prejuízo dos 
demais. 
Marque a alternativa correta. 
a) Todas alternativas estão corretas, exceto a alternativa V. 
b) Somente as alternativas I, III e V estão corretas. 
c) Todas alternativas estão corretas. 
d) Todas alternativas estão incorretas, exceto a alternativa I. 
e) Todas alternativas estão corretas, exceto a alternativa III. 
 
COMENTÁRIOS: 
As medidas socioeducativas estão descritas nos artigos 18-A, 18-B e no capítulo IV da lei, que vai do 
artigo 112 ao artigo 125. O item I está correto e refere-se aos artigos 18-A e 18-B. O item II está 
correto e refere-se aos artigos 111 e 112. O item III está incorreto porque não há restrição a 
determinadas atividades escolares e nem restrição ao convívio com os alunos na escola (art. 117, art. 
119, art. 120, art. 124 e art. 208). O item IV está correto de acordo com o artigo 60 e o item V está 
correto conforme os artigos 94 e 121: 
 
Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo 
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102 
 
físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou 
qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos 
agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de 
cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a 
criança ou o adolescente que resulte em: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
a) sofrimento físico; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
b) lesão; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
II - tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança ou 
ao adolescente que: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
a) humilhe; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
b) ameace gravemente; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
c) ridicularize. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
Art. 18-B. Os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis, os agentes públicos 
executores de medidas socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e de 
adolescentes, tratá-los, educá-los ou protegê-los que utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou 
degradante como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto estarão 
sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, às seguintes medidas, que serão aplicadas de 
acordo com a gravidade do caso: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
I - encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família; (Incluído pela Lei nº 
13.010, de 2014) 
II - encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 
2014) 
III - encaminhamento a cursos ou programas de orientação; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 
2014) 
IV - obrigação de encaminhar a criança a tratamento especializado; (Incluído pela Lei nº 
13.010, de 2014) 
V - advertência. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
Parágrafo único. As medidas previstas neste artigo serão aplicadas pelo Conselho Tutelar, sem 
prejuízo de outras providências legais. 
[...] 
Art. 60. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de 
aprendiz. 
[...] 
Art. 94. As entidades que desenvolvem programas de internação têm as seguintes obrigações, entre 
outras: 
I - observar os direitos e garantias de que são titulares os adolescentes; 
II - não restringir nenhum direito que não tenha sido objeto de restrição na decisão de internação; 
III - oferecer atendimento personalizado, em pequenas unidades e grupos reduzidos; 
IV - preservar a identidade e oferecer ambiente de respeito e dignidade ao adolescente; 
V - diligenciar no sentido do restabelecimento e da preservação dos vínculos familiares; 
VI - comunicar à autoridade judiciária, periodicamente, os casos em que se mostre inviável ou 
impossível o reatamento dos vínculos familiares; 
VII - oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade, higiene, salubridade e 
segurança e os objetos necessários à higiene pessoal; 
VIII - oferecer vestuário e alimentação suficientes e adequados à faixa etária dos adolescentes 
atendidos; 
IX - oferecer cuidados médicos, psicológicos, odontológicos e farmacêuticos; 
X - propiciar escolarização e profissionalização; 
XI - propiciar atividades culturais, esportivas e de lazer; 
[...] 
Capítulo IV 
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103 
 
Das Medidas Sócio-Educativas 
Seção I 
Disposições Gerais 
Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, a autoridade competente poderá aplicar ao 
adolescente as seguintes medidas: 
I - advertência; 
II - obrigação de reparar o dano; 
III - prestação de serviços à comunidade; 
IV - liberdade assistida; 
V - inserção em regime de semi-liberdade; 
VI - internação em estabelecimento educacional; 
VII - qualquer uma das previstas no art. 101, I a VI. 
§ 1º A medida aplicada ao adolescente levará em conta a sua capacidade de cumpri-la, as 
circunstâncias e a gravidade da infração. 
§ 2º Em hipótese alguma e sob pretexto algum, será admitida a prestação de trabalho forçado. 
§ 3º Os adolescentes portadores de doença ou deficiência mental receberão tratamento individual e 
especializado, em local adequado às suas condições. 
Art. 113. Aplica-se a este Capítulo o disposto nos arts. 99 e 100. 
Art. 114. A imposição das medidas previstas nos incisos II a VI do art. 112 pressupõe a existência de 
provas suficientes da autoria e da materialidade da infração, ressalvada a hipótese de remissão, nos 
termos do art. 127. 
Parágrafo único. A advertência poderá ser aplicada sempre que houver prova da materialidade e 
indícios suficientes da autoria. 
Seção II 
Da Advertência 
Art. 115. A advertência consistirá em admoestação verbal, que será reduzida a termo e assinada. 
Seção III 
Da Obrigação de Reparar o Dano 
Art. 116. Em se tratando de ato infracional com reflexos patrimoniais, a autoridade poderá 
determinar, se for o caso, que o adolescente restitua a coisa,promova o ressarcimento do dano, ou, 
por outra forma, compense o prejuízo da vítima. 
Parágrafo único. Havendo manifesta impossibilidade, a medida poderá ser substituída por outra 
adequada. 
Seção IV 
Da Prestação de Serviços à Comunidade 
Art. 117. A prestação de serviços comunitários consiste na realização de tarefas gratuitas de 
interesse geral, por período não excedente a seis meses, junto a entidades assistenciais, hospitais, 
escolas e outros estabelecimentos congêneres, bem como em programas comunitários ou 
governamentais. 
Parágrafo único. As tarefas serão atribuídas conforme as aptidões do adolescente, devendo ser 
cumpridas durante jornada máxima de oito horas semanais, aos sábados, domingos e feriados ou em 
dias úteis, de modo a não prejudicar a freqüência à escola ou à jornada normal de trabalho. 
Seção V 
Da Liberdade Assistida 
Art. 118. A liberdade assistida será adotada sempre que se afigurar a medida mais adequada para o 
fim de acompanhar, auxiliar e orientar o adolescente. 
§ 1º A autoridade designará pessoa capacitada para acompanhar o caso, a qual poderá ser 
recomendada por entidade ou programa de atendimento. 
§ 2º A liberdade assistida será fixada pelo prazo mínimo de seis meses, podendo a qualquer tempo 
ser prorrogada, revogada ou substituída por outra medida, ouvido o orientador, o Ministério Público 
e o defensor. 
Art. 119. Incumbe ao orientador, com o apoio e a supervisão da autoridade competente, a realização 
dos seguintes encargos, entre outros: 
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104 
 
I - promover socialmente o adolescente e sua família, fornecendo-lhes orientação e inserindo-os, se 
necessário, em programa oficial ou comunitário de auxílio e assistência social; 
II - supervisionar a freqüência e o aproveitamento escolar do adolescente, promovendo, inclusive, 
sua matrícula; 
III - diligenciar no sentido da profissionalização do adolescente e de sua inserção no mercado de 
trabalho; 
IV - apresentar relatório do caso. 
Seção VI 
Do Regime de Semi-liberdade 
Art. 120. O regime de semi-liberdade pode ser determinado desde o início, ou como forma de 
transição para o meio aberto, possibilitada a realização de atividades externas, independentemente 
de autorização judicial. 
§ 1º São obrigatórias a escolarização e a profissionalização, devendo, sempre que possível, ser 
utilizados os recursos existentes na comunidade. 
§ 2º A medida não comporta prazo determinado aplicando-se, no que couber, as disposições 
relativas à internação. 
Seção VII 
Da Internação 
Art. 121. A internação constitui medida privativa da liberdade, sujeita aos princípios de brevidade, 
excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. 
§ 1º Será permitida a realização de atividades externas, a critério da equipe técnica da entidade, 
salvo expressa determinação judicial em contrário. 
§ 2º A medida não comporta prazo determinado, devendo sua manutenção ser reavaliada, mediante 
decisão fundamentada, no máximo a cada seis meses. 
§ 3º Em nenhuma hipótese o período máximo de internação excederá a três anos. 
§ 4º Atingido o limite estabelecido no parágrafo anterior, o adolescente deverá ser liberado, 
colocado em regime de semi-liberdade ou de liberdade assistida. 
§ 5º A liberação será compulsória aos vinte e um anos de idade. 
§ 6º Em qualquer hipótese a desinternação será precedida de autorização judicial, ouvido o 
Ministério Público. 
§ 7º A determinação judicial mencionada no § 1o poderá ser revista a qualquer tempo pela 
autoridade judiciária. (Incluído pela Lei nº 12.594, de 2012) (Vide) 
Art. 122. A medida de internação só poderá ser aplicada quando: 
I - tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa; 
II - por reiteração no cometimento de outras infrações graves; 
III - por descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta. 
§ 1º O prazo de internação na hipótese do inciso III deste artigo não poderá ser superior a 3 (três) 
meses, devendo ser decretada judicialmente após o devido processo legal. (Redação dada pela 
Lei nº 12.594, de 2012) (Vide) 
§ 2º. Em nenhuma hipótese será aplicada a internação, havendo outra medida adequada. 
Art. 123. A internação deverá ser cumprida em entidade exclusiva para adolescentes, em local 
distinto daquele destinado ao abrigo, obedecida rigorosa separação por critérios de idade, 
compleição física e gravidade da infração. 
Parágrafo único. Durante o período de internação, inclusive provisória, serão obrigatórias atividades 
pedagógicas. 
Art. 124. São direitos do adolescente privado de liberdade, entre outros, os seguintes: 
I - entrevistar-se pessoalmente com o representante do Ministério Público; 
II - peticionar diretamente a qualquer autoridade; 
III - avistar-se reservadamente com seu defensor; 
IV - ser informado de sua situação processual, sempre que solicitada; 
V - ser tratado com respeito e dignidade; 
VI - permanecer internado na mesma localidade ou naquela mais próxima ao domicílio de seus pais 
ou responsável; 
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105 
 
VII - receber visitas, ao menos, semanalmente; 
VIII - corresponder-se com seus familiares e amigos; 
IX - ter acesso aos objetos necessários à higiene e asseio pessoal; 
X - habitar alojamento em condições adequadas de higiene e salubridade; 
XI - receber escolarização e profissionalização; 
XII - realizar atividades culturais, esportivas e de lazer: 
XIII - ter acesso aos meios de comunicação social; 
XIV - receber assistência religiosa, segundo a sua crença, e desde que assim o deseje; 
XV - manter a posse de seus objetos pessoais e dispor de local seguro para guardá-los, recebendo 
comprovante daqueles porventura depositados em poder da entidade; 
XVI - receber, quando de sua desinternação, os documentos pessoais indispensáveis à vida em 
sociedade. 
§ 1º Em nenhum caso haverá incomunicabilidade. 
§ 2º A autoridade judiciária poderá suspender temporariamente a visita, inclusive de pais ou 
responsável, se existirem motivos sérios e fundados de sua prejudicialidade aos interesses do 
adolescente. 
Art. 125. É dever do Estado zelar pela integridade física e mental dos internos, cabendo-lhe adotar as 
medidas adequadas de contenção e segurança. 
RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 137 (adaptado por alteração na lei) 
Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e, 
excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em 
ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes. Salvo se 
comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente fundamentada pela 
autoridade judiciária, a permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento 
institucional não se prolongará por mais de: 
 a) 1 ano. b) 3 anos. c) 8 anos. d) 18 meses. e) 6 meses. 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com o artigo 19, 
 
Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, 
excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em 
ambiente que garanta seu desenvolvimento integral. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
 
COMO ERA ANTES: 
§ 2º A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se 
prolongará por mais de 2 (dois) anos, salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior 
interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 
2009) 
 
AGORA, DEPOIS DA ALTERAÇÃO: 
§ 2º A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucionalnão se 
prolongará por mais de 18 (dezoito meses), salvo comprovada necessidade que atenda ao seu 
superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária. (Redação dada pela Lei 
nº 13.509, de 2017) 
RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 138 
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n° 8.069/90), quando este versa sobre o 
direito à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer, é dever do Estado assegurar: 
 a) ensino Fundamental opcional e gratuito, até mesmo, para os que não tiveram acesso em idade 
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106 
 
apropriada. 
 b) progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade para cursos extracurriculares necessários 
à formação. 
 c) atendimento educacional aos portadores de deficiência, exclusivamente na rede regular de 
ensino. 
 d) acesso aos níveis mais elevados de ensino, da pesquisa e criação artística segundo a capacidade 
de cada um. 
 
COMENTÁRIOS: 
Trata-se de questão relacionada aos incisos I, II, III e V do artigo 54 da lei: 
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: 
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na 
idade própria; 
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na 
rede regular de ensino; 
IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade; (Redação dada 
pela Lei nº 13.306, de 2016) 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a 
capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador; 
VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-
escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. 
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. 
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa 
responsabilidade da autoridade competente. 
§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a 
chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela frequência à escola. 
RESPOSTA: D 
 
QUESTÃO 139 
 “Maria tem um filho que acaba de completar 13 anos. Sua tia comentou que, agora, ele não é mais 
criança...” 
O comentário em destaque, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, está 
 a) incorreto, porque o filho de Maria ainda é criança. 
 b) correto, pois o filho de Maria agora é considerado jovem. 
 c) correto, pois o filho de Maria agora é considerado adolescente. 
 d) correto, porque essa definição é feita por cada família. 
 e) incorreto, porque apresenta uma temática que não é abordada pelo Estatuto da Criança e do 
Adolescente. 
 
COMENTÁRIOS: 
Trata de um dos artigos mais cobrados nas provas, o artigo 2º, pois gera dúvidas sobre a idade limite 
de crianças e adolescente na lei: 
Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, 
e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. 
Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas 
entre dezoito e vinte e um anos de idade. 
RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 140 
Leia o texto a seguir. 
“Luiza é professora do 1° ano do ensino fundamental e um de seus alunos está faltando às aulas há 
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107 
 
mais de 40 dias. A professora e a secretária da escola já tentaram fazer contato telefônico diversas 
vezes com a família, mandaram recados e até enviaram um mensageiro à casa da criança, mas não 
obtiveram retorno. ” 
Na situação acima, a Direção Escolar deve: 
 a) insistir em contatar os pais, uma vez que o fato é uma questão familiar. 
 b) solicitar a ajuda da polícia, a fim de punir os pais ou responsáveis. 
 c) cancelar a matrícula da criança, uma vez que se esgotaram os recursos escolares. 
 d) aguardar o final do ano letivo para decidir a providência a ser tomada. 
 e) comunicar o fato ao Conselho Tutelar. 
 
COMENTÁRIOS: 
Outro artigo muito cobrado nas provas, o artigo 56, pois trata dos 3 casos que devem ser 
comunicados ao Conselho Tutelar: 
Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar 
os casos de: 
I - maus-tratos envolvendo seus alunos; 
II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares; 
III - elevados níveis de repetência. 
RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 141 
Segundo a. Lei Federal nº 8.069, de 13/07/90 que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do 
Adolescente e dá outras providências, o direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: 
I. ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais; 
II. optar por não frequentar instituição de ensino; 
III. participar da vida política, na forma da lei; 
IV. buscar refúgio, auxílio e orientação; 
V. praticar atos de vandalismo sem necessidade de punição; 
VI. brincar, praticar esportes e divertir-se; 
VII. participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; 
VIII. frequentar bares, boates e similares diuturnamente. 
Assinale a alternativa que apresenta a resposta CORRETA quanto aos aspectos relacionados à 
liberdade da criança e do adolescente: 
 a) São corretas apenas as alternativas pares; 
 b) São corretas apenas as alternativas ímpares; 
 c) São corretas apenas as alternativas I,II e III; 
 d) São corretas apenas as alternativas I,III,IV,VI e VII ; 
 e) São corretas apenas as alternativas I,IV,VI e VII. 
 
COMENTÁRIOS: 
São 7 os aspectos relacionados ao direito à liberdade conforme o artigo 16 da lei: 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: 
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais; 
II - opinião e expressão; 
III - crença e culto religioso; 
IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; 
V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; 
VI - participar da vida política, na forma da lei; 
VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. 
Portanto, não há nos incisos do artigo: II. optar por não frequentar instituição de ensino; V. praticar 
atos de vandalismo sem necessidade de punição; e VIII. frequentar bares, boates e similares 
diuturnamente. 
RESPOSTA: D 
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108 
 
 
QUESTÃO 142 
A Lei 8.069 de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, aponta dentre os 
deveres que competem ao Estado: 
a) Informar ao conselho tutelar sobre a proposta pedagógica das escolas. 
b) Matricular os filhos na rede regular de ensino. 
 c) Participar da definição das propostas educacionais. 
d) Informar os elevados níveis de repetência. 
 e) Acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a 
capacidade de cada um. 
 
COMENTÁRIOS: 
Apenas a alternativa E apresenta um dever do Estado, conforme o artigo 54, inciso V. Informar ao 
conselho tutelar casos de maus tratos, faltas e repetências é dever da escola e saber da proposta 
pedagógica da escola é direito dos pais. As alternativas B e C referem-se à deveres e direitos dos pais 
conforme artigos 53 e 55. Finalmente, a alternativa apresenta outro dever da escola, conforme artigo 
56 a lei: 
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua 
pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificaçãopara o trabalho, assegurando-se-lhes: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II - direito de ser respeitado por seus educadores; 
III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores; 
IV - direito de organização e participação em entidades estudantis; 
V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. 
Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como 
participar da definição das propostas educacionais. 
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: 
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na 
idade própria; 
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede 
regular de ensino; 
IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade; (Redação 
dada pela Lei nº 13.306, de 2016) 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a 
capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador; 
VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-
escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. 
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. 
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa 
responsabilidade da autoridade competente. 
§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a 
chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela frequência à escola. 
Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular 
de ensino. 
Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar 
os casos de: 
I - maus-tratos envolvendo seus alunos; 
II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares; 
III - elevados níveis de repetência. 
RESPOSTA: E 
 
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QUESTÃO 143 
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) aplica-se a pessoas com: 
 a) até doze anos de idade incompletos. 
 b) até dezoito anos de idade incompletos. 
 c) idade entre doze e dezesseis anos. 
 d) idade entre doze e dezoito anos. 
 e) até dezoito anos de idade e, excepcionalmente, até 21 anos de idade. 
 
COMENTÁRIOS: 
Muito cobrado nas provas. Trata-se do artigo 2º da lei: 
Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, 
e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. 
Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas 
entre dezoito e vinte e um anos de idade. 
RESPOSTA: E 
 
QUESTÃO 144 
Em seu Artigo 53, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Nº 8.069, de 13 de julho de 1990) 
certifica que: "A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento 
de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-
lhes:". Marque a alternativa que complementa corretamente o trecho acima transcrito e que, 
simultaneamente, descreve um direito previsto no Artigo 53. 
 
 a) atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede 
especializada de ensino. 
 b) atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede 
profissional de ensino. 
 c) atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede 
regular de ensino. 
 d) atendimento educacional regular e igualitário aos portadores de deficiência, preferencialmente 
na rede especializada de ensino. 
 e) atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede 
regular de ensino, com exceção, de portadores do espectro autista que deverão ser encaminhados 
para rede de ensino especializada. 
 
COMENTÁRIOS: 
O artigo 53 trata de direitos das crianças e adolescente, enquanto o artigo 54 trata dos deveres do 
Estado: 
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua 
pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II - direito de ser respeitado por seus educadores; 
III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores; 
IV - direito de organização e participação em entidades estudantis; 
V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. 
Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como 
participar da definição das propostas educacionais. 
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: 
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na 
idade própria; 
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na 
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rede regular de ensino; 
IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade; (Redação 
dada pela Lei nº 13.306, de 2016) 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a 
capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador; 
VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-
escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. 
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. 
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa 
responsabilidade da autoridade competente. 
§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a 
chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela frequência à escola. 
RESPOSTA: C 
 
QUESTÃO 145 
De acordo com a Lei nº 8.069/1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), 
considera-se: 
 
 a) criança a pessoa até doze (12) anos de idade incompletos e adolescente aquela entre doze (12) e 
dezesseis (16) anos de idade. 
 b) criança a pessoa até doze (12) anos de idade incompletos e adolescente aquela entre doze (12) e 
dezoito (18) anos de idade. 
 c) criança a pessoa até dez (10) anos de idade incompletos e adolescente aquela entre dez (10) e 
dezoito (18) anos de idade. 
 d) criança a pessoa até dez (10) anos de idade incompletos e adolescente aquela entre dez (10) e 
dezesseis (16) anos de idade. 
 e) criança a pessoa até treze (13) anos de idade incompletos e adolescente aquela entre treze (13) e 
vinte e um (21) anos de idade. 
 
COMENTÁRIOS: 
Novamente o artigo 2º da lei, muito cobrado nas provas: 
Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, 
e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. 
Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas 
entre dezoito e vinte e um anos de idade. 
RESPOSTA: B 
 
QUESTÃO 146 
No artigo 56, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece os casos que os dirigentes de 
estabelecimentos de ensino fundamental

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