_Retrospectiva de Jurisprudência 2018 - PROCURADORIAS E AGU - OK
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_Retrospectiva de Jurisprudência 2018 - PROCURADORIAS E AGU - OK


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RETROSPECTIVA DE JURISPRUDÊNCIA \u2013 CICLOSR31 
201823 
 
 Prezados alunos e alunas Ciclos; 
 
 Chegamos ao fim de mais um ano. Para nós, aqui da Equipe Ciclos, tudo passou num piscar 
de olhos. Vários concursos interessantes da área da advocacia pública foram finalmente lançados: 
PGE SP, PGE PE, PGE AP, PGE SC, PGM João Pessoa, PGM Manaus, dentre outros. Nesse meio tempo, 
tivemos a alegria de poder compartilhar turmas específicas, materiais e outros tantos NFPSS. Com 
muita alegria, vimos muitos alunos queridos alcançar os resultados desejados e outros tantos se 
aproximando cada vez mais do seu objetivo. 
 
 Olhando para trás, vemos que todos vocês tiveram um ano muito intenso de estudos. Para 
finalizar 2018 com chave de ouro, disponibilizamos a seleção dos melhores julgados deste ano com o 
enfoque de advocacia pública. Certamente, tivemos diversas manifestações jurisprudenciais ao longo 
do ano, de modo que, neste material, buscamos sintetizar os mais representativos para fins de 
advocacia pública. Assim, não esperem encontrar aqui todos os julgados do ano, ok? Para isso, 
sugerimos a leitura da retrospectiva completa. Nesse arquivo aqui, são os julgados mais relevantes 
para as procuradorias e carreiras da AGU #FAZENDAPÚBLICANAVEIA. 
 
 Como sempre, agradecemos o trabalho do querido Prof. Márcio André, cujo trabalho 
inspirou e ajudou a montagem desse material. Sugerimos a leitura desse material como uma boa 
forma de revisão da jurisprudência deste ano, podendo servir como fonte de consulta nos estudos 
porvir. 
 
 
1 Organização e sistematização: Setor de Material Ciclos (Por Bruna Daronch, Beatriz Brito e Aryane Domingos). 
2 Obs1. Todas as informações foram extraídas do site Dizer o Direito (#SomosTodosMarcinho #AjudaMarcinho), contendo 
apenas algumas marcações (#importante #atenção) de nossa autoria. Obs2. Todos os julgados foram devidamente 
adicionados nas FUCs (para achar no material as novas inserções basta procurar o * asterisco). 
3 ATENÇÃO: STJ: Informativos 616-632. STF: Informativos 888-921. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
\u201cQuando penso que cheguei ao meu limite, descubro que tenho forças para ir além\u201d. 
Ayrton Senna 
 
Um abraço da Família Ciclos e bons estudos! 
 
Angelus Maia 
Coordenador \u2013 Setor Procuradorias e AGU 
 
1 \u2013 CONSTITUCIONAL 
 
\uf0b7 ADVOCACIA PÚBLICA 
 
A Constituição do Estado do Ceará previa que o Governador deveria encaminhar à ALE projetos de lei 
dispondo sobre a organização e o funcionamento da Procuradoria-Geral do Estado e das procuradorias 
autárquicas. O STF decidiu que essa regra é inconstitucional. Isso porque a CF/88 determina que a 
representação judicial e a consultoria jurídica do Estado, incluídas suas autarquias e fundações, deve ser feita 
pela PGE, nos termos do art. 132 da CF/88. O art. 132 da CF/88 consagra o chamado \u201cprincípio\u201d da unicidade 
da representação judicial e da consultoria jurídica dos Estados e do Distrito Federal e, dessa forma, estabelece 
competência funcional exclusiva da Procuradoria-Geral do Estado. A exceção prevista no art. 69 do ADCT da CF 
deixou evidente que, a partir da Constituição de 1988, não se permite mais a criação de órgãos jurídicos 
distintos da Procuradoria-Geral do Estado, admite-se apenas a manutenção daquelas consultorias jurídicas já 
existentes quando da promulgação da Carta. Trata-se de exceção direcionada a situações concretas e do 
passado e, por essa razão, deve ser interpretada restritivamente, inclusive com atenção à diferenciação entre 
os termos \u201cconsultoria jurídica\u201d e \u201cprocuradoria jurídica\u201d, uma vez que esta última pode englobar as 
atividades de consultoria e representação judicial. STF. Plenário. ADI 145/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 
20/6/2018 (Info 907). #IMPORTANTE 
 
A atuação da Procuradoria da Assembleia Legislativa deve ficar limitada à defesa das prerrogativas 
inerentes ao Poder Legislativo. Em outras palavras, é possível a existência de Procuradoria da Assembleia 
Legislativa, mas este órgão ficará responsável apenas pela defesa das prerrogativas do Poder Legislativo. A 
representação estadual como um todo, independentemente do Poder, compete à Procuradoria-Geral do 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estado (PGE), tendo em conta o princípio da unicidade institucional da representação judicial e da consultoria 
jurídica para Estados e Distrito Federal. No entanto, às vezes, há conflito entre os Poderes. Ex: o Poder 
Legislativo cobra do Poder Executivo o repasse de um valor que ele entende devido e que não foi feito. Nestes 
casos, é possível, em tese, a propositura de ação judicial pela Assembleia Legislativa e quem irá representar 
judicialmente o órgão será a Procuradoria da ALE. STF. Plenário. ADI 825/AP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, 
julgado em 25/10/2018 (Info 921). 
 
É inconstitucional norma de Constituição Estadual que preveja que compete ao Governador nomear 
e exonerar o \u201cProcurador da Fazenda Estadual\u201d. Isso porque o art. 132 da CF/88 determina que a 
representação judicial e a consultoria jurídica do Estado, incluídas suas autarquias e fundações, deve ser feita 
pelos \u201cProcuradores dos Estados e do Distrito Federal\u201d. Essa previsão do art. 132 da CF/88 é chamada de 
princípio da unicidade da representação judicial e da consultoria jurídica dos Estados e do Distrito Federal. Em 
outras palavras, só um órgão pode desempenhar esta função e se trata da Procuradoria-Geral do Estado, que 
detém essa competência funcional exclusiva. O modelo constitucional da atividade de representação judicial e 
consultoria jurídica dos Estados exige a unicidade orgânica da advocacia pública estadual, incompatível com a 
criação de órgãos jurídicos paralelos para o desempenho das mesmas atribuições no âmbito da Administração 
Pública Direta ou Indireta. STF. Plenário. ADI 825/AP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 25/10/2018 
(Info 921). 
 
\uf0b7 CNJ: 
 
O CNJ não pode fazer controle de constitucionalidade de lei ou ato normativo de forma a substituir a 
competência do STF. Contudo, o CNJ pode determinar a correção de ato do Tribunal local que, embora 
respaldado por legislação estadual, se distancie do entendimento do STF. Assim, o CNJ pode afirmar que 
determinada lei ou ato normativo é inconstitucional se esse entendimento já estiver pacificado no STF. Isso 
porque, neste caso, o CNJ estará apenas aplicando uma jurisprudência, um entendimento já pacífico. As leis 
estaduais que preveem abono de férias aos magistrados em percentual superior a 1/3 são inconstitucionais. 
Isso porque essa majoração do percentual de férias não encontra respaldo na LOMAN, que prevê, de forma 
taxativa, as vantagens conferidas aos magistrados, sendo essa a Lei que deve tratar do regime jurídico da 
magistratura, por força do art. 93 da CF/88. Logo, o CNJ agiu corretamente ao determinar aos Tribunais de 
Justiça que pagam adicional de férias superior a 1/3 que eles enviem projetos de lei para as Assembleias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Legislativas reduzindo esse percentual. STF. 2ª Turma. MS 31667 AgR/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 
11/9/2018 (Info 915). 
 
O CNJ não pode substituir a banca examinadora do concurso na escolha das questões, na correção de 
provas e nas atribuições de notas. Assim, ao Conselho é defeso (proibido) substituir o critério valorativo para 
escolha e correção das questões pela Banca Examinadora nos concursos públicos. O CNJ pode, no entanto, 
substituir, anular ou reformar decisões da banca do concurso que firam os princípios da razoabilidade, da 
igualdade, da legalidade, da impessoalidade, da moralidade e da publicidade. Isso porque a discricionariedade 
da banca de concurso não se confunde com arbitrariedade.