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Prof. Dra. Plácia Barreto Prata Gois Procedimentos Analíticos Análise Físico-química • Liquefação • Aspecto e Cor • Volume • Viscosidade • pH Sêmen • A 1ª porção é rica em: • Espermatozóides • Fluidos das glândulas bulbouretrais e do epidídimo • As porções finais são ricas em secreções: • Vesículas seminais - coágulo • Próstata - liquefação COAGULAÇÃO • Tempo de duração da coagulação • 1a Fase: Liquefação inicial • 2a Fase: Coagulação • 3a Fase: Liquefação secundária COAGULAÇÃO • 1a Fase: • Inicial liquefeita, (virtual) de duração extremamente curta em casos normais • Logo após a ejaculação, o sêmen se transforma em gel pelo contato com uma superfície estranha - frasco (“in vitro”), colo de útero (“in vivo”) • Semenogelina, fibronectina e lactoferrina • Esse mecanismo protege os espermatozóides do gasto de energia e ação deletéria do pH vaginal • 2a Fase: COAGULAÇÃO • 2a Fase: • Coagulação, período de 5 a 30 minutos • Os gametas ficam presos nas malhas do coágulo • 3a Fase: • Liquefação secundária, definitiva - após a liquefação, os demais parâmetros, devem ser analisados imediatamente • A liquefação normal de 30 a 60 minutos • A liquefação parcial ou ausente é considerada uma importante causa de infertilidade Determinação do tempo de coagulação • Método: análise virtual – Observa-se a presença ou não do coágulo - Coloca o frasco na estufa a 37ºC ou a temperatura ambiente - Observar a liquefação • Valores de referência: < 60min • > 60min – liquefação incompleta COAGULAÇÃO • Ausência de coagulação ou liquefação primária • Persistência de um estado líquido ou semi-líquido do sêmen • Falta completa ou parcial de fatores de coagulação (vesícula seminal) - Obstrução de ductos ejaculatórios - Ausência congênita ou disfunção das vesículas seminais COAGULAÇÃO • Ausência de liquefação secundária • Persistência de coágulos ou uma alta viscosidade (próstata) • Impedem a motilidade espermática VISCOSIDADE • Com uma pipeta de 5ml, deixar o esperma cair em gotas pela ação da gravidade • Normal • gotas discretas se desprendem da pipeta • Aumentada • gotas se alongam, formando filetes de mais de 2cm VOLUME • Valores normais: > 1,5ml • Valores menores que 1,0 ml (hipospermia) são insuficientes para análise, devendo ser solicitada nova coleta, observando o novo período de abstinência • 60% proveniente das vesículas seminais • 30% da próstata • 5% secreções do epidídimo, glândulas de Cowper e de Littré • 5% elementos figurados VOLUME VOLUME • Hipospermia: <1ml • Falta de abstinência • Perda de amostra durante a coleta • Estresse • Insuficiência vesicular ou prostática • Obstrução dos ductos ejaculatórios • Ejaculação retrógrada • hipogonadismo • Hiperespermia: > 5ml • Abstinência prolongada VOLUME ASPECTO Observação subjetiva do analista • Aspecto Homogêneo • Normal • Espesso e gelatinoso • Após a liquefação, pode apresentar-se mais fluido e opalescente • Aspecto Heterogêneo • Agregados proteináceos COR • Cor normal • Branco opaco a cinza claro • Cores anormais • Infecções e hepatites • Uso de medicamentos • Hematospermia – processo inflamatório, obstrução do ducto ejaculatório, neoplasias e anormalidades vasculares pH • Potenciômetro, tiras indicadoras, graduadas em décimos de unidade, entre 6,0 e 9,0 • Valores normais: ≥ 7,2 • Em contato com o ar o pH tende a elevar-se a valores de 8,8 a 9,0 • Manter o frasco fechado • Este teste dever ser realizado no prazo máximo de 1 hora após a coleta pH • pH básico > 8,0 • Indica deficiência de secreção prostática • Infecção do trato reprodutivo • pH ácido < 7,2 • Indica insuficiência da secreção vesicular • Aumento do fluido prostático