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Geomorfologia……. 1 ‘... é a ciência que estuda as formas do relevo e os processos que a criaram’ ‘… a relação entre formas e os processos em que atuam sobre elas” '....é a ciência que considera os acontecimentos passados geológico que ajudaram a moldar a paisagem " ‘“Assim, por sua abrangência temporal e espacial a Geomorfologia é uma ciência histórica’ (Summerfield, 1991) DEPARTAMENTO DE GEOCIÊNCIAS – GEOGRAFIA DISCIPLINA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – IA 505/2014-1 PROFa.: ZINA GONTIJO PARTE 2 UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Como ocorreu a “dança dos continentes Um breve relato sobre a história dos continentes… ....DE COLUMBIA - RODINIA – PANATÓIA AO PANGEA E A CONFIGURAÇÃO ATUAL DOS CONTINENTES Understanding Earth. Ch. 2: Plate Tectonics http://vishnu.glg.nau.edu/rcb/globaltext.html http://vishnu.glg.nau.edu/rcb/globaltext.html Bartorelli, A. , Carneiro, C. , Brito Neves, B. (org.). F.F.Almeida, Geologia do Continente Sul Americano – Cap. VIII e XA., Hasui, Y. Geociências, v. 29, n. 2, p. 141-169, 2010 143. ., São Paulo, UNESP, Assim, para entendermos o nosso relevo atual, temos que voltar no Tempo geológico suficiente para tal, Remontando ao Pré-Cambriano e à longa e complexa história do nosso planeta.... DEPARTAMENTO DE GEOCIÊNCIAS – GEOGRAFIA DISCIPLINA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – IA 505/2014-1 PROFa.: ZINA GONTIJO UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Escal geológica Rochas de Minas Gerais com abertura de continente associado à Orogenese Jequié Orogênese Transamzônica: cinturão montanhoso de Minas Gerais – Bahia e Goias (Faixa Brasilia) Orogêneses RODINIA Orogênese BRASILIANA - PAN AFRICANA – PANGEA CRATONIZAÇÃO DA PLATAFORMA REATIVAÇÃO SUL-ATLANTIANA – Separação dos continentes (Pangea) Erosão das cordilheiras pré- Cambrinas e a formação da grandes Bacias Sedimentares mundiais (ex. Bacias do Paraná, do Parnaíba, (Brasil), Grande Bacia (USA), Paris (FR), China Oriental, Russa, etc.. UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Quais os processos que envolvem a formação e deformação dos Supercon6nentes...recordando.. 1- Com a Teoria das Placas entendimento dos processos de divergência e convergência Ciclo de Wilson e Hipótese das Plumas Mantélicas. 2- Mais recentemente: reconhecimento de que supercontinentes se formaram, fragmentaram e reaglutinaram introduziu-se o Ciclo dos Supercontinentes. São conceitos que englobam mudanças na dinâmica Geológica (consequentemente na paisagem , circulação atmosférica e oceânica) como: (A) fragmentação de um supercontinente deriva de massas continentais e abertura de oceanos em regime distensivo (envolve afinamento da litosfera-crosta, soerguimento, rifteamento, intrusões intraplaca, formação da dorsal meso-oceânica e oceanos, separação de massas continentais e desenvolvimento de margens passivas); (B) convergência e aglutinação de continentes em regime compressivo (formação de arcos de ilhas e continentais, bacias diversas, fechamento do oceano, colisão de continentes, orogênese, metamorfismo, magmatismo); (C) exumação ou colapso do orógeno erosão e consolidação de um novo supercontinente em condições distensivas. ? UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Embora esses estudos apresentem diacronismos de interpretações entre os geólogos, há concordâncias que as colisões e fragmentações não aconteceram de maneira simultânea de um supercontinente. Assim, os marcos cronológicos de início e fim de supercontinentes correspondem a momentos os mais aproximados e mais aceitos de maior completitude do mosaico de massas continentais Assim..... Temos: • O Supercontinente Colúmbia entre 2,3 e 1,8 Ga, (o mais antigo embora admitam outro ainda mais antigo do fim do Arqueano). • O Supercontinente Rodínia se formou em 1,1-1,0 Ga • O Supercontinente Pannotia (aprox. 600 Ma) • O Megacontinente Gondwana (aprox. 500 Ma) UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Supercontinente Colúmbia (2,3 e 1,8 Ga.) As massas continentais se aglutinaram formando cinturões orogênicos que na América do Sul é chamado Transamazônico. (Zhao, 2004; Mod. Hasui, 2010) UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO turmalina.igc.usp.br ü Exemplos dos cinturões orogênicos ou cordilheiras ou cadeias de montanhas do Supercontinente Colúmbia no Brasil com idades em torno de 1,8-1,6, 1,5-1,3 Ga e 1,3-1,0 Ga (Zhao et al., 2004): Ø Na região amazônica conhecido como Rio Negro- Juruena, Rio Negro ou Rondoniano-Juruena, Rondoniano-San Ignácio e o Sunsas (Boger et al., 2005, Tassinari & Macambira, 2004). UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO O que ocorreu após a fragmentação do Colúmbia a partir de 1,6 Ga. até 1,3-1,2 Ga): ü separação do supercontinentes (Rogers,1996) no que é conhecido e designado como Atlântica (Amazônia, Oeste- Africano, Congo e talvez Rio de La Plata e Norte Africano) e Ártica (Laurência, Sibéria, Báltica, Norte da Austrália e Norte da China), mais outras massas menores... Essas massas continentais voltaram a se aglutinar formando o Supercontinente Rodínia em 1,1-1,0 Ga. (Condie, 2002) UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Parte do Supercontinente RODINIA e as massas continentais da América do Sul e suas articulações (Fonte: Li et. al (2008; mod. Hasui, 2010) UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Fig. 2.15 UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Fonte: Understanding Earth Cap. 2.Fig. 2.15 Rodinia – um supercon0nente a 700 Ma before Pangea UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO O começo da fragmentação do Supercontinent Rodinia a 750 Ma. www.washington.edu/burkemuseum/geo_history_wa... UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO O Supercontinente Rodínia, por sua vez, se fragmentou em diversos segmentos ou blocos continentais (esse processo de separação é referido por geólogos no Brasil como Tafrogênese Toniana (Fuck et al., 2008; Brito Neves, 1999). .......os continentes voltaram novamente a se agregar por volta de 600 Ma constituindo o controvertido: Supercontinente Pannotia. UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO O Supercontinente Pannatóia (aprox. 600 Ma) e seus vários continentes e microcontinentes, distribuídos, principalmente, no hemisfério Sul (Fonte: Cordani et. al, 2009; mod. Hasui, 2010) UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Precambriano Inferior / Paleozoico Superior Supercon0nente Rodinia, centrallizado no polo sul. America do Norte (Lauren0a), Bal0ca e Siberia se movem para o norte. Invertebrados marinhos. America do Norte A: arco no sul. Bal0ca e Siberia movem a par0r do sudeste. Superficies aplainadas, remanescentes de cinturões (montanhas) colisionais. Mares rasos na área que viria a ser o Texas. http://vishnu.glg.nau.edu/rcb/globaltext.htmlUFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Latest Precambrian / Early Paleozoic Supercontinente Rodinia continua a quebrar. E Partes se movem para o Norte. Peixes. Glaciações. America do Norte : Numerosas placas e blocos continentais movem a partir do sudeste. O ARCO TACONICO colide, formando a OROGENIA TACONICA. http://vishnu.glg.nau.edu/rcb/globaltext.html UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Paleozoico Inferior a Médio Início da colisão: a) Remanescentes de Rodinia (Gondwana) movem em direção norte e colidem, com Laurásia formando o Super continente Pangaea e o Oceano Tethys. Primeiras plantas em grandes áreas. Baltica colides com América do Norte formando a Orogênese Caledonian-Acadiana. http://vishnu.glg.nau.edu/rcb/globaltext.html UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO As massas continentais da América do Sul, África, Índia, Austrália e Antártida, que já vinham se aglutinando desde cerca de 900 Ma, continuaram as convergências até cerca de 500 Ma, agregando-se no Megacontinente Gondwana Hasui, Y. Geociências, v. 29, n. 2, p. 141-169, 2010 143. ., São Paulo, UNESP, UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO 1 2 3 4 5 Amazonas Amazonas São Francisco Congo Kalahari Luis Alves Rio de la Plata Oeste Africano Chad São Luís Mapa Geotectônico do Gondwana Ocidental 1- Coberturas Fanerozóicas 2 – Faixas Móveis Fanerozóicas 3 – Terreno da Patagônia 4 – Faixas Móveis Brasilianas/ Panafricanas 5 – Cratons Brasilianos/Panafricanos Fonte: Trompette, 1994 in: Almeida, 2000. 5 5 5 5 5 5 5 5 4 3 4 4 3 2 2 1 1 1 UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Paleozoico Inferior a Médio Continuam a agregar blocos de Rodinia no Super Continente de Laurassia. Amfíbios, peixes. Glaciações. América do Norte: Orogenias Caledoniana-Acadiana aproximam ainda mais Laurussia de Gondwana a partir do sul. Um arco de ilhas é formado a oeste da América do Norte. http://vishnu.glg.nau.edu/rcb/globaltext.html E o Brasil, como ficou no Gondwana UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Ø Entre a América do Sul e a África: § fecharam-se os oceanos Adamastor, de Goiás § e Borborema gerando os sistemas orogênicos Mantiqueira, Tocantins e Borborema, com intervenção dos crátons São Francisco, Amazônico, Paraná, Congo e Kalahari. § Apenas pequenas porções do Goiano e do Adamastor se fecharam antes de 600 Ma e a maior parte só viria a se fechar depois, até cerca de 500 Ma. § A consolidação final deu-se com a exumação ou colapso dos orógenos, acompanhada de ativa erosão, intrusões e vulcanismo pós-colisionais, formação de riftes e bacias de molassa, processos que se estenderam de cerca de 620 (Ediacarano) a 460 Ma (Ordoviciano Médio). UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Ø No Brasil esses processos correspondem ao Ciclo Brasiliano e toda a região foi estabilizada por volta de 460 Ma (Ordoviciano Médio). Ø Enquanto se formava o Gondwana, os outros continentes (Laurência, Báltica, Sibéria, Sudeste Asiático) se espalharam e todos eles voltaram a se agregar por volta de 230 Ma (Veevers, 1989) para formar o Megacontinente Pangea O Pangea, por fim, deu origem aos atuais continentes, que se presume voltarão a se aglutinar dentro de cerca de 250 Ma (Scotese, 2003). A porção sul-americana da área consolidada no Ordoviciano Médio é a Plataforma Sul-Americana. UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Hasui, Y. Geociências, v. 29, n. 2, p. 141-169, 2010 143. ., São Paulo, UNESP, UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO http://vishnu.glg.nau.edu/rcb/globaltext.html Paleozóico Inferior a Médio Blocos Rodinia , Laurassia e Sibéria Colidem para formar Laurária. ��� Repteis. América do North: Gondwana colide a partir do sul. Resultando nas orogenias Apalachiana, Ouachita, Marathon, Ural, Variscan, Hercyniana formando uma das mais extensas cordilheiras de todos os tempos. UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Paleozoico Superior a Mesozoico Inferior O Supercontinente Pangea domina o Permiano Inferior ao longo do Equador. Extinções! America do Norte: Novo arco aproxima- se do oeste. Uma separação no centro abre o Oceano de Tethyse. Zona de subducção no oeste – Montanhas Rochosas começam a se formar. http://vishnu.glg.nau.edu/rcb/globaltext.html UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Paleozoic Superior a Mesozoico Inferior Mamíferos. Amértica do Norte: colisão de arcos ao longo da costa oeste – orogenia Sonomaniana. Com a expansão do Oceano de Tethyse, a Cimmeria (Turquia, Iran e Afeganistão) se move para norte. http://vishnu.glg.nau.edu/rcb/globaltext.html UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Fig. 2.15 UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Fonte: Understanding Earth Cap. 2.Fig. 2.15 UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO Sugestão de leitura para entender a evolução e a geração do relevo falhado do Planalto Atlân8co: Riccomini, C; Sant’Anna, L.G.; Ferrari, A.L. 2004. Evolução geológica do riS con0nental do Sudeste do Brasil. In: Mantesso-‐Neto, V.; Bartorelli, A.; Carneiro, C.D.R.; Brito-‐Neves, B. B. (Ed.). Geologia do con1nente Sul-‐Americano: evolução da obra de F.F.Almeida. São Paulo: Beca, 2004. Cap. 23, p. 383-‐405. Hasui, Y. 1990. Neotectônica e aspectos fundamentais da tectônica ressurgente no Brasil. Workshop sobre Neotectônica e Sedimentação Cenozóica Con0nental no Sudeste Brasileiro, 1, Belo Horizonte. SBG/MG. Bole0m de Resumos, p. 11-‐31. Hasui, Y. 2010. A grande colisão pré-‐cambriana do sudeste Brasileiro e a estruturação regional São Paulo, UNESP, Geociências, 29(2): 141-‐169. Disponivel na internet... Zalán, P.V., Oliveira, J.A.B. 2005. Origem e evolução estrutural do Sistema de RiSes Cenozóicos do Sudeste do Brasil. Bole1m de Geociências da Petrobras, Rio de Janeiro, 13( 2): 269-‐300. Disponivel na internet. UFRRJ/DG/ GEOGRAFIA: GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL – ZINA GONTIJO