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Geometria molecular e polaridade Prof. Leandro Zatta - Química Geral 1 Geometria molecular • É o arranjo tridimensional dos átomos em uma molécula • Afeta muitas propriedades físicas e químicas • Os comprimentos e ângulos de ligação têm de ser determinados experimentalmente. • Método simples: • Conhecendo apenas o número de elétrons ao redor do átomo central na estrutura de Lewis. • Método baseado na hipótese de que os pares de elétrons na camada de valência se repelem mutuamente. • Par ligante (domínio ligante): o par de elétrons responsável por manter dois átomos unidos. • Par isolado (domínio não ligante): par que de elétrons que não participa da ligação entre dois átomos. Prof. Leandro Zatta - Química Geral 2 RPECV ou VSEPR • Modelo de Repulsão dos Pares Eletrônicos da Camada de Valência • A teoria RPECV se concentra nas repulsões dos pares eletrônicos. • As repulsões entre grupos de elétrons nos átomos interiores (central) de uma molécula determinam a geometria da molécula. • A geometria preferida de uma molécula é aquela em que os grupos de elétrons têm a mesma separação máxima possível (menor energia). • A geometria depende: • Do número de grupos de elétrons em torno do átomo central • De quantos desses grupos de elétrons são grupos ligantes e quantos são pares isolados. • As geometrias são baseadas em cinco formas básicas. 3 Estruturas básicas Prof. Leandro Zatta - Química Geral 4 Estruturas básicas e complexas “derivadas” Prof. Leandro Zatta - Química Geral 5 RPECV ou VSEPR • Considerações • As ligações duplas e triplas podem ser tratadas como se fossem ligações simples • Ligações múltiplas são mais volumosas – repelem um pouco mais • Se uma molécula tiver duas ou mais estruturas de ressonância, podemos aplicar o modelo RPECV a qualquer um delas. Prof. Leandro Zatta - Química Geral 6 RPECV ou VSEPR - ideia 1) Visualizar todos os pares eletrônicos e determinar o seu arranjo Considerar que os pares eletrônicos devem apresentar a máxima separação possível (repulsão das densidades eletrônicas) 2) Esquecer os pares isolados e determinar o arranjo espacial dos ÁTOMOS baseando-se nas estruturas básicas 3) Considerar que o tipo de repulsão pode distorcer o arranjo par isolado – par isolado > par isolado – átomo > átomo – átomo Prof. Leandro Zatta - Química Geral 7 Prof. Leandro Zatta - Química Geral 8 Moléculas sem pares isolados no átomo central Moléculas lineares • Moléculas lineares • Fórmula geral (AB2) – três átomos • Geometria linear • Os átomos ficam em uma linha reta • Ângulo de ligação de 180° • Geralmente não seguem a regra do octeto • Exemplos: • CO2 Prof. Leandro Zatta - Química Geral 9 Moléculas triangulares planas • Moléculas triangulares planas • Fórmula geral (AB3) – quatro átomos • Geometria triangular plana (triangular planar) • Os átomos ligantes ficam localizados nas vértices de um triângulo bidimensional (no plano) • Ângulos de ligação de 120° • Exemplos: • BF3; Prof. Leandro Zatta - Química Geral 10 Moléculas tetraédricas • Moléculas tetraédricas • Fórmula geral (AB4) – cinco átomos • Geometria tetraédrica – o tetraedro é uma figura geométrica de quatro lados em forma de pirâmide com faces triangulares. • Os átomos ligantes ficam localizados nas vértices de tetraedro • Ângulos de ligação de 109,5° • Exemplo: • CH4 Prof. Leandro Zatta - Química Geral 11 Moléculas bipiramidais triangulares • Moléculas bipiramidais triangulares (trigonais) • Fórmula geral (AB5) – seis átomos • Geometria bipiramidal trigonal – consiste em duas pirâmides triangulares que compartilham uma base comum. • Os átomos ligantes ficam localizados nas vértices da figura • Ângulos de ligação de 120° no plano da base e 90° no eixo axial • Exemplo: • PCl5 Prof. Leandro Zatta - Química Geral 12 Moléculas octaédricas • Moléculas octaédricas • Fórmula geral (AB6) – sete átomos • Geometria octaédrica – figura de oito lados – duas pirâmides de base quadrada compartilhando a mesma base • Os átomos ligantes ficam localizados nas vértices da figura • Ângulos de ligação de 90° • Exemplo: • SF6 Prof. Leandro Zatta - Química Geral 13 14 Molécula Domínios ligantes Arranjo dos pares eletrônicos Geometria da molécula BeCl2 H2CO NH4 + PBr5 SCl6 Prof. Leandro Zatta - Química Geral 15 Moléculas com pares isolados no átomo central Considerações • A geometria da molécula é dependente da geometria dos pares eletrônicos (ligantes e não-ligantes) • Três tipos de forças repulsivas 𝑝𝑎𝑟 𝑖𝑠𝑜𝑙𝑎𝑑𝑜 𝑝𝑎𝑟 𝑖𝑠𝑜𝑙𝑎𝑑𝑜 > 𝑝𝑎𝑟 𝑖𝑠𝑜𝑙𝑎𝑑𝑜 𝑝𝑎𝑟 𝑙𝑖𝑔𝑎𝑛𝑡𝑒 > 𝑝𝑎𝑟 𝑙𝑖𝑔𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑝𝑎𝑟 𝑙𝑖𝑔𝑎𝑛𝑡𝑒 Prof. Leandro Zatta - Química Geral 16 104.5O107O N HHH C H HHH 109.5O O HH Regras para determinar a geometria por RPECV 1. Escreva a estrutura de Lewis da molécula, considerando apenas os pares de elétrons em torno do átomo central. 2. Conte o número de elétrons ao redor do átomo central (ligantes e isolados). Trate as ligações duplas e triplas como se fossem ligações simples. 3. Preveja o arranjo dos pares eletrônicos. 4. Desconsidere os pares isolados e preveja a geometria da molécula baseando-se nas estruturas básicas 5. Para prever os ângulos das ligações leve em consideração a densidade eletrônica das ligações duplas e triplas. Prof. Leandro Zatta - Química Geral 17 C O Cl Cl 111.4o 124.3o 18 Molécula Tipo Domínios ligantes Domínios não ligantes Arranjo dos pares eletrônicos Geometria da molécula SO2 NH3 H2O SF4 ClF3 19 Molécula Tipo Domínios ligantes Domínios não ligantes Arranjo dos pares eletrônicos Geometria da molécula I3 – BrF5 XeF4 BrF3 20 Molécula Tipo Domínios ligantes Domínios não ligantes Arranjo dos pares eletrônicos Geometria da molécula O3 BrIF– COCl2 CH3Cl PCl4F Moléculas com pares de elétrons isolados Prof. Leandro Zatta - Química Geral 21 Moléculas com pares de elétrons isolados Prof. Leandro Zatta - Química Geral 22 Moléculas com pares de elétrons isolados Prof. Leandro Zatta - Química Geral 23 Moléculas com mais de um átomo central • Dificilmente conseguimos definir a geometria global da molécula nesses casos. • Conseguimos descrever a geometria em torno de cada “átomo central”. • A glicina: Prof. Leandro Zatta - Química Geral 24 Moléculas com mais de um átomo central • Exemplos: H3COH, C2H4, C2H2, CH3COOH Prof. Leandro Zatta - Química Geral 25 Momento de dipolo • Sobre o HCl • Aplicando um campo elétrico: Prof. Leandro Zatta - Química Geral 26 Polaridade de ligação Prof. Leandro Zatta - Química Geral 27 eletronegatividade 0 0,5 1,7 covalente apolar covalente polar iônica 3,3 H—H Cl—Cl + – H—Cl Na+ Cl– Polaridade de ligação Prof. Leandro Zatta - Química Geral 28 Aumento do caráter covalente Polaridade de ligação • HF 29 H F • O flúor tem maior eletronegatividade que o hidrogênio. • Isso significa que os elétrons na ligação são desviados em direção ao átomo de F. • Os elétrons se deslocam na direção do átomo de F. O flúor polariza a molécula. extremidade mais positiva (+) extremidade mais negativa (−) Momento de dipolo em moléculas • Moléculas apolares: aquelas em que a soma dos vetores de momento de dipolo se anulam, ou seja, ou vetor líquido é igual a zero. • Moléculas polares: quando os vetores de momento dipolo não se anulam, a soma dos vetores é diferente de zero. Prof. Leandro Zatta - Química Geral 30 Momentode dipolo Prof. Leandro Zatta - Química Geral 31 Manipulando vetores – uma dimensão • Para somar dois vetores que ficam na mesma linha, atribua um sentido como positivo. • Os vetores que apontam nesse sentido têm magnitude positiva. • Considere os vetores apontando no sentido oposto como tendo magnitude negativa. • Em seguida adicione os vetores (considerando os sinais) Prof. Leandro Zatta - Química Geral 32 Manipulando vetores – duas ou mais dimensões • Para somar dois vetores, desenhe um paralelogramo no qual dois vetores formam dois lados adjacentes. • Desenhe outros dois lados do paralelogramo paralelos aos dois vetores originais e com o mesmo comprimento deles. • Desenhe o vetor resultante começando na origem e se estendendo até o vértice distante do paralelogramo. Prof. Leandro Zatta - Química Geral 33 Manipulando vetores – duas ou mais dimensões • Para somar três ou mais vetores, some dois deles primeiro e, então, some o terceiro vetor ao resultado. Prof. Leandro Zatta - Química Geral 34 Procedimento para determinação da polaridade 1. Desenhe a estrutura de Lewis para a molécula e determine sua geometria molecular. 2. Determine se a molécula contém ligações polares. 2.1. torne o comprimento do vetor proporcional à diferença de eletronegatividade entre os átomos ligantes. 2.2. faça um vetor relativamente pequeno, caso tenha pares isolados no átomo central. 3. Determine se as ligações polares se somam formando um momento de dipolo líquido. Prof. Leandro Zatta - Química Geral 35 Momento de dipolo • CO2 e H2O • CCl4; CH3Cl e CH2FCl Prof. Leandro Zatta - Química Geral 36 H2O Dipolos individuais Momento dipolar resultante CO2 Dipolos de ligação Momento dipolar resultante = 0 • Se os quatro átomos ligados ao átomo central em uma molécula forem iguais, os momentos de dipolo se cancelam e a molécula é apolar. • Se um ou mais átomos terminais forem substituídos por átomos diferentes, então os momentos de dipolos associados às ligações não se cancelam e temos uma molécula polar. Momento de dipolo • cis-C2H2Cl2 e trans-C2H2Cl2 Prof. Leandro Zatta - Química Geral 37 cis-C2H2Cl2 trans-C2H2Cl2 Momento de dipolo • NH3; NF3 e NH2F Prof. Leandro Zatta - Química Geral 38 Momento de dipolo – cuidado! Uma molécula será apolar se: (a) As ligações forem apolares ou (b) Não houver pares isolados na camada de valência do átomo central e todos os átomos ligados ao átomo central forem os mesmos. Uma molécula será polar se: O átomo central tiver pares de elétrons isolados As regras se aplicam para os casos XeF2 e XeF4? Prof. Leandro Zatta - Química Geral 39 Momento de dipolo 40 Consequência da polaridade Prof. Leandro Zatta - Química Geral 41