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KL 150408 Figuras de Linguagem – Justificativa 3 FAÇO IMPACTO - A CERTEZA DE VENCER!!! PROFº: ÉRICA Fa le c on os co w w w .p or ta lim pa ct o. co m .b r VE ST IB UL AR – 2 00 9 CONTEÚDO A Certeza de Vencer 09 2 01. Leia o texto Enlace No convento da senhorita Sandra Carvalho e cirurgião plástico Nóbrega Pernotta, contraíram carmelitas ontem as próprias testemunhas sendo seus pais os laços matrimoniais. (Millôr Fernandes.) A graça, no texto de Millôr, decorre da a) alteração dos sentidos das palavras, já que a forma de organizá-las sugere outro significado, diferente de enlace, proposto no título. b) transgressão do princípio sintático de articulação das palavras, o que acaba por criar associações inusitadas e singulares. c) desorganização total do texto, que faz com que o leitor tente ordenar as palavras para entendê-lo – o que não é possível. d) organização das palavras segundo os padrões sintáticos da língua, o que garante a manutenção do sentido do texto. e) articulação das palavras dentro das convenções da língua, mas com outros matizes de significação, o que altera, por exemplo, o sentido do título. A flor e a náusea “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego. Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu. [...] É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.” ANDRADE, Carlos Drummond de. A rosa do povo. 28 ed. Rio de Janeiro: Record, 2004, p. 28. 02. Quanto ao TEXTO 2, é CORRETO afirmar que: I. Drummond afasta-se da poética modernista ao utilizar termos como “tédio”, “nojo” e “ódio”, expressões do cotidiano e em desacordo com o ideal estético da época. II. Em “É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto...” (verso 7), temos uma figura de linguagem denominada aliteração. Na utilização desse recurso, forma e conteúdo são aliados para construção de um significado. III. Em “É feia. Mas é uma flor”. (verso 7), a conjunção indica que ser flor é um elemento adicional ao fato de ser feia. IV. a exclamação no final do verso 1 encerra uma frase imperativa. V. O nascimento da flor pode ser considerado uma metáfora para a possibilidade de existência de vida em condições adversas: “Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.” (verso 7). Estão corretas: a) I e II b) II e III c) II e V d) II, III e IV e) Todas as afirmativas. 03. Leia o texto abaixo de Dalton Trevisan incluído na coletânea Em Busca de Curitiba perdida e assinale a afirmativa correta: CINCO HAICAIS 1 Assustada, a velha pula da cadeira, se debruça na cama: – João. Fale comigo, João. Geme fundo, abre o olhinho vazio, um palavrão: – Bruuuxa... diaaaba... – Ai, que susto. Graças a Deus. 2 O velho compra um naco de queijo e avisa: – Se você pega eu te corto em pedacinho. A velha tem de pegar quando limpa o armário. Daí recebe um tapa na orelha, dois empurrões e cai sentada. – Conheceu, sua diaba? 3 Nhô João, perdido de catarata negra nos dois olhos: – Me consolo que, em vez de nhá Biela, vejo uma nuvem. 4 Na hora de assinar, todo soberbo o velhote, no seu oclinho torto: – O meu nome, qual é? Quem mesmo sou eu? 5 A velhinha meio cega, trêmula e desdentada: – Assim que ele morra eu começo a viver. a) Trata-se de um conto, dividido em cinco capítulos curtos, conhecidos como haicais, formas narrativas que denotam a influência oriental na escrita de Dalton Trevisan, importante divulgador destas tradições na literatura nacional. b) O desencanto e a infelicidade conjugais, tematizados neste e em diversos outros textos deste escritor, aproximam sua obra dos valores e preceitos do byronismo: o verdadeiro amor só pode realizar-se plenamente entre os jovens, fora das convenções sociais. c) O caráter sintético das cinco unidades narrativas advém, entre outros procedimentos, da economia textual resultante do recurso a elipses e à combinação expressiva entre as estratégias do discurso direto das personagens e de intervenção do narrador. d) Os protagonistas deste texto, Nhô João e Bruxa Diaba, são personagens presentes em diversos outros contos do autor, representando tipos rurais, ingênuos e supersticiosos, evocados de forma saudosa e bem-humorada pelo escritor curitibano. e) Como no caso da obra de Jorge Amado, a maior parte da produção de Dalton Trevisan desenvolve-se através das formas narrativas curtas – contos –, privilegiando as reflexões sobre problemas psicológicos do homem moderno, fechado em sua individualidade subjetiva. “É regra disciplinar e de saúde: na escola pública Sydney’s Arncliffe, na Austrália, tornou-se obrigatório o uso de óculos escuros, até para crianças que estão no jardim de infância. O Hospital dos Olhos de Sydney alertou para os riscos da exposição aos raios ultravioleta.” (IstoÉ, 8/8/2007) 04. Qual a função da linguagem evidente no texto? a) referencial b) apelativa c) conativa d) poética e) metalingüística FAÇO IMPACTO – A CERTEZA DE VENCER!!! Fa le c on os co w w w .p or ta lim pa ct o. co m .b r VE ST IB UL AR – 20 09 O bruxo Nós dois, Paulo e eu, precisávamos planejar o que fazer, como fazer. Pai e mãe não se largavam mais do homem. Antes juravam sobre o que ele dizia. E pai estava morrendo a olhos vistos. Hoje amanhecera sem poder levantar-se, lívido, as pernas sem forças, vergando para trás. Mas, à noite, aquele homem reuniria todos ao redor da mesa, pediria bebidas e cigarros e falaria pelos espíritos, até arriar de bêbado. Ele surgira estrada a fora e entrara. Viera curar pai da diabetes, se em troca lhe desse alguns alqueires de terra. Pai escreveu num papel a doação do “Cana Caiana”, metade de seu gado, matas para extração de madeira e pusera tudo no cofre. O homem queria aquilo, queria as terras, as matas, o gado. Tinha o poder da morte nas mãos e tomaria tudo do pai, que não tinha mais forças. Nem forças, nem fala. – Pai, você vai morrer. Este homem o está matando. – Mãe, este homem está matando o pai. – Calado, calado. Se ele ouve o que dizes, morreremos todos. (Heliônia Ceres) 05. De acordo com o texto, a) a expressão “tinha o poder da morte nas mãos” (linha 16) quer dizer que o homem fazia o que queria da morte. b) a idéia central é relatar a crença humana diante do espiritismo ou bruxaria. c) a autora busca mostrar a fraqueza do homem diante da bruxaria. d) o diabético faria tudo o que estivesse ao seu alcance para receber a cura. e) os filhos não queriam a cura do pai. 06. A construção “tinha o poder da morte nas mãos” (linha 16) expressa que figura de linguagem? a) ironia d) antonomásia b) eufemismo e) catacrese c) hipérbole 07. Os termos em negrito na linha 18 são, respectivamente, a) sujeito, predicado nominal e objeto direto. b) vocativo, predicado verbal e adjunto adnominal. c) sujeito, predicado verbo-nominal e adjunto adnominal. d) vocativo, predicado nominal e objeto direto. e) vocativo, predicado verbal e objeto direto. Descrevendo a imagem Imagens são coisas bastante diversas: quadros, esculturas, fotografias, filmes, ficções literárias, figuras de linguagem (como a metáfora e a metonímia), símbolos, sonhos, imitações pela mímica e pela dança, sons musicais, poesia. Embora sejam todas imagens, elas são diferentes: algumas se referem a imagens exteriores à nossa consciência (pinturas, fotos, mímicas, símbolos); outras podem serconsideradas internas ou mentais (sonhos, devaneios); outras ainda são externas e internas (no caso da ficção literária, por exemplo, a imagem é externa, pois está no livro, e é interna, pois leio palavras e com elas imagino). No entanto, algo é comum a todas elas: oferecem-nos coisas, situações, pessoas que guardam alguma semelhança com outras coisas, situações, pessoas reais. Por oferecer alguma parecença, diz-se que uma imagem oferece um análogo das próprias coisas. As imagens oferecem um análogo seja porque estão no lugar das próprias coisas, seja porque nos fazem imaginar coisas através de outras. A imagem é dotada de um atributo especial: ela tem o poder de tornar presente ou de presentificar algo ausente, seja porque este algo existe e não se encontra onde estamos, seja porque é inexistente. No primeiro caso, a imagem é testemunha irreal de alguma coisa existente; no segundo, é a criação de uma realidade imaginária, ou seja, de algo que existe apenas em imagem ou como imagem. (Marilena Chauí. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2003, pp. 145-146. Adaptado.) 08. Três imagens distintas precedem o texto de Marilena Chauí. Considerando essas imagens e a reflexão proposta pela autora, analise os comentários a seguir. I. Considere este segmento do texto: “uma imagem oferece um análogo das próprias coisas”. Uma paráfrase para esse trecho seria “as imagens guardam similitude com os objetos que representam”. II. O primeiro quadro está construído sob uma base metonímica; o segundo, de natureza simbólica, está construído a partir de uma convenção estabelecida. São dois exemplos de linguagem não-verbal. III. As imagens também podem funcionar como signos, isto é, podem provocar efeitos de sentido e de intenções. Por exemplo, a primeira imagem poderia representar uma espécie de apelo ou de denúncia e remeter para ameaças reais. IV. O texto de Marilena é do tipo expositivo. A predominância de verbos no presente do indicativo indica o caráter definitório e de universalização das afirmações feitas. V. A imagem é dotada de um atributo especial: ela tem o poder de tornar presente ou de presentificar, simbolicamente, algo ausente. O uso dos dois pontos aponta para a inserção de uma explicação, ou de uma espécie de aposto relacionado ao atributo da imagem. Esse atributo não se aplica ao terceiro quadro. Os comentários estão CORRETOS apenas nos itens: a) I, II, III e IV. b) II e III. c) I, II e III. d) I, II e V. e) I, III e IV.