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Guia sobre cultivo do feijão‑verde (Phaseolus vulgaris) e da ervilha (Pisum sativum). Inclui introdução, preparo do solo, irrigação, plantio, tratos culturais, colheita e armazenamento, pragas e doenças, datas de semeadura por zona e rendimento.

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INTRODUÇÃO
Legume que pertence à família de feijão manteiga, feijão de casca, feijão branco ou preto, o feijão verde que é consumido da vagem à semente. Possui grande gema, normalmente de 10 cm de comprimento e uma cor verde esmeralda bem bonita, com um registo cromático mais claro em cada ponta.
Originária da América, o interior da casca do feijão verde apresenta sementes finas que lhe garantiu enorme reputação devido à frescura, sabor e doçura da própria casca. É por isso que é aconselhável comer este delicioso legume ainda fresco. É um alimento que pode ser encontrado em quase todo Moçambique, seja em supermercados, mercados e qualquer esquina que vendem legumes.
Um dos fatores que mais contribui para a obtenção de bons rendimentos na cultura do feijão é o preparo do solo. Esta operação deve ser realizada de maneira adequada, a fim de facilitar a operação do plantio, favorecer a geminação das sementes, propiciar melhor desenvolvimento radicular e promover o controle natural das ervas daninhas. As características exigidas para a produção do feijão são solos planos de textura media-franco-arenoso, com profundidade efetiva e bem drenado.
A ervilha ou a ervilheira (Pisum sativum) é uma planta anual que tem sido cultivada pelo menos nos últimos sete mil anos. Suas sementes e, dependendo da variedade cultivada, suas vagens, são consumidas de várias formas, sendo geralmente cozidas ou refogadas, mas também podem ser consumidas cruas. Neste último caso, as ervilhas rugosas são as mais doces e saborosas e o melhor é que sejam consumidas logo após a colheita, uma vez que seu sabor declina rapidamente com o passar do tempo, tornando-se menos atraentes para o consumo. Por outro lado, as cultivares de ervilhas lisas são geralmente mais resistentes e mais fáceis de cultivar.
FEIJÃO Verde (Phaseolus vulgaris. L) 
Familia: Leguminoseae
Data de sementeira: 
Zona Sul: Abril – Maio
Zona Norte: Fevereiro – Maio
Rendimento: 0,65-2 ton/ha
O feijão (Phaseolus vulgaris L.) ocupa lugar de destaque na agricultura, sendo caracterizado como forte produto no mercado interno, cujos grãos representam uma importante fonte de proteína e minerais na dieta da população, além de possuir notória importância socioeconómica
8.1 Preparações da terra
As variedades agora disponíveis não suportam temperaturas mais altas que 30˚ C durante a floração. Por causa disso, o período de cultivo mais próprio na zona sul é de Abril até Maio.
A primeira lavoura 50 dias antes da sementeira (15-20 cm), a segunda 20 dias antes da sementeira (20-25 cm) cruzada com a primeira. Deve ser feita também, uma gradagem imediatamente antes da sementeira (7-10cm)
Nas áreas irrigadas, a sulcagem deve ser feita antes da sementeira no caso de não possuir uma semeadora que deixa aberto o sulco de regadio.
Nas zonas de regadio do sul, em caso de sementeiras manuais em sulcos distanciados de 0,8 m, recomenda-se semear uma linha de feijão a cada lado do sulco.
8.2. Sementeira
A taxa de sementeira varia de 45 a 65 kg /ha. A quantidade de semente /ha a utilizar depende do tamanho dos grãos e do seu poder germinativo. Em condições favoráveis deve contemplar-se uma perda de 20-25 % entre a germinação, emergência e colheita. Por isso deve, adoptar-se a densidade de sementeira tendo em conta esses factores.
O espaçamento pode ser de 50 x 7 cm. Isto resulta numa densidade acima de 285.000 plantas /ha. Semear a 3-5 cm de profundidade
Para as zonas de regadio no sul, a melhor data de sementeira é o mês de Abril. Sementeiras de Maio e Junho podem ser mais fortemente atacadas por ferrugem, a doença mais importante no feijão vulgar.
8.3 Adubações
Pode-se aplicar, como adubação de fundo, cerca de 200 kg/ha de 12-24-12, em baixo e ao lado da semente.
8.4 Necessidades de humidade e irrigação
Nas zonas de regadio, a primeira rega é feita imediatamente após a sementeira para garantir uma boa germinação. Repete-se esta operação todos os 12-15 dias, dependendo das chuvas que acontecerem no período.
8.5 Sacha
A 1a sacha é feita 10 dias depois da germinação e a 2ª segue-se 20 dias depois. No caso de se querer usar herbicida pode-se aplicar Lasso em pré-emergência, 4 Lt./ha.
8.6 Protecção de Plantas
O feijão verde é atacado por muitas pragas e doenças. As principais pragas são a Mosca do feijão, térmites, gorgulhos, afídeos, lagartas, besouros e ácaro vermelho.
As doenças causam quebras de rendimento por redução de fotossíntese. As principais doenças são: Antracnose, mosaico, ferrugem e mancha-angular
Sendo uma doença transmitida pela semente, o campo deve ser abandonado.
O ataque de Antracnose aos grãos causa a transmissão por sementes. A mancha de folha causada pelas bactérias também é transmissível pela semente, deste modo é necessário evitar essas doenças. Viroses são transmitidas pelos insectos sugadores tais como afídeos.
Portanto é aconselhável aplicar insecticidas numa medida de profilaxia, especialmente até a floração e formação de vagem. A mesma medida pode ser tomada contra antracnose.
Por isso, a pulverização profilática contra afídeos e antracnose deve ser feita cada 7-10 dias durante 60 dias, contados a partir da data de emergência da cultura, paralelamente com o arranque de plantas afectadas por vírus ou por antracnose.
8.6 Colheita e armazenagem
O ciclo do feijão vulgar é de cerca de 90-115 dias. A colheita deve ser feita em intervalos semanais durante um mês, onde todas as vagens maduras são colhidas, secas e debulhadas.
As sementes são muito susceptíveis a pragas de produtos armazenados. Portanto, limpe e seque a semente antes de armazena-la. O uso de produtos químicos tais como “Actellic” ou outros similares contra gorgulhos e outras pragas similares, de grão armazenados é altamente aconselhável.
Aspectos especiais para produção de sementes - desbastem:
Antes da Floração – Arranca todas as plantas afectadas pelo vírus. Arranca todas as plantas atípicas (fora do tipo) que mostram variação na cor da folha, forma da folha e ramificação (altura dos ramos).
Na altura da floração e após-frutificação – Arranca todas as plantas que mostram variação na cor da flor, cor e forma da vagem.
Nota: Algumas viroses também são transmissíveis pelas sementes
CULTURA DE ERVILHA (Psium sativum)
Pisum sativum popularmente chamada de ervilha é uma planta (legume) da qual existem mais de duzentas variedades, e de suas vagens são extraídos diversos tipos de grãos. Em algumas regiões de alguns países é costume utilizar os grãos e as vagens como alimento, quer na forma de sopa (grãos ou vagem) ou como salada (grãos ou vagem). O seu consumo contribui para uma dieta equilibrada pois constituem uma fonte de fibras.
A ervilha (Pisum sativum L.) é uma espécie anual das zonas temperadas, com crescimento determinado para cultivares destinadas à produção de grãos e indeterminado para a produção de vagens comestíveis.
Chamada de ervilheira, tem a sua origem na Europa Meridional e Central . Produz ervilhas ricas em vitaminas K1, C , B1 , A e B6. A ervilha é uma planta originária do Continente Europeu e comum, também, em parte da Ásia.
Existem dois tipos de grãos, o liso e o rugoso; o primeiro é menor e mais resistente, amadurecendo mais cedo. O rugoso, no entanto, é mais apreciado por ser de maior tamanho e mais doce . As ervilhas são alimento de fácil digestão, e podem ser conservadas secas ou enlatadas . A planta é uma trepadeira de folhas compostas terminadas em gavinhas.
CARACTERÍSTICAS BOTÂNICA
FAMÍLIA: Leguminoseae
GÊNERO: Pisum
ESPÉCIE: Pisum sativum (L.)
A germinação ocorre em temperaturas que vão desde 5 até 25 ºC, com melhores resultados na faixa de 14 a 17 ou 18 ºC.
É uma cultura que requer pouca chuva e os melhores solos para seu plantio são os de aluvião ou os argilo-arenosos, férteis, com pH entre 5,9 e 6,8 e que apresentem uma boa aeração e que sejam drenados.
As ervilhas de campo eram classificadas como Pisum arvense, enquanto as de horta, Pisum sativum . Atualmente ambas recebem a classificação Pisum sativum.Para fins de conserva, as ervilhas são de dois tipos: variedades precoces, as quais apresentam sementes lisas, e as tardias, as quais são doces, de sementes enrugadas quando secas, sendo mais saborosas, mas não tão produtivas quanto as primeiras.
Para fins de congelamento, as ervilhas devem obrigatoriamente ser de variedades precoces, já que o aspecto visual e sensorial é ainda mais explorado que em conservas de ervilha.
Atualmente há centenas de variedades cultivadas de ervilha, que podem ter sementes lisas ou rugosas, vagens cilíndricas ou achatadas que podem ser palatáveis ou não, e plantas que podem variar bastante na altura, indo das que atingem somente 25 cm de altura a plantas que podem chegar a ultrapassar os dois metros. As folhas e ramos jovens da ervilha também podem ser consumidos crus ou cozidos.
CLIMA
A ervilheira cresce melhor quando a temperatura permanece na faixa de 13°C a 18°C. As plantas bem desenvolvidas podem suportar temperaturas em torno de zero graus Celsius (0ºC), mas a floração é prejudicada por geadas. A ervilha não cresce bem em temperaturas elevadas (temperaturas próximas ou acima de 30°C).
LUMINOSIDADE
A ervilheira necessita de alta luminosidade, com pelo menos algumas horas de sol direto diariamente.
SOLO
O ideal é que o solo seja bem drenado, fértil, rico em matéria orgânica, com pH entre 6 e 6,8. Existe uma simbiose entre a ervilha (e outras leguminosas) e algumas bactérias do gênero Rhizobium, que fixam nitrogênio atmosférico. 
Desta forma a planta é suprida com o nitrogênio que necessita e ainda pode deixar o solo mais rico em nitrogênio após o fim de seu ciclo de vida. Para garantir que haja esta simbiose, as sementes podem ser inoculadas antes da semeadura com inoculantes específicos para a ervilha.
IRRIGAÇÃO
Deve-se irrigar com frequência para que o solo seja mantido levemente úmido. Tanto o excesso quanto a falta de água são prejudiciais para a ervilheira. Chuvas na época da colheita são prejudiciais. O cultivo de ervilha para produção de grãos secos é pouco exigente em água, pois o excesso prejudica a raiz e favorece o ataque de fungos do solo. Durante a germinação e a emergência efetuam-se irrigações leves e frequentes; a maior exigência hídrica ocorre nos estádios de florescimento e de enchimento dos grãos
Ervilhas são legumes sazonais que raramente congelam. Eles exigem pelo menos 1 polegada da água semanalmente para prosperar. O sistema de irrigação por gotejamento é a maneira mais eficaz de fornecimento de água a esta planta.
PLANTIO
A semeadura normalmente é feita diretamente no local definitivo, a uma profundidade que pode variar de 2 a 5 cm, dependendo do tipo de solo (mais rasa em solos mais pesados e mais profunda em solos mais leves). A germinação é geralmente rápida, ocorrendo em 4 a 8 dias.
O espaçamento varia muito com o porte da planta e com as condições de cultivo. Algumas pessoas preferem plantar com um pequeno espaçamento, o que leva a uma maior produtividade por área. Outras preferem usar um espaçamento maior, resultando em plantas mais produtivas, mas com menor produtividade por área, maior facilidade nos tratos culturais e na colheita, e menor gasto de sementes por área. Para variedades anãs, que apresentam um crescimento determinado e atingem de 25 cm a 1 m de altura, o espaçamento pode variar de 30 a 80 cm entre as linhas de plantio e de 3 a 30 cm entre as plantas. Para variedades altas, de porte indeterminado, o espaçamento pode variar de 80 cm a 1 m ou mais entre as linhas de plantio e de 5 a 60 cm entre as plantas.
TRATOS CULTURAIS
As plantas de porte alto necessitam de suportes para crescerem verticalmente. Estes suportes podem ser cercas com malhas de arame ou plástico, estacas finas, treliças, outras plantas de porte alto (por exemplo, o milho), etc. É importante que os suportes sejam relativamente finos, pois a ervilheira trepa se prendendo com suas gavinhas, que normalmente são ramificadas e relativamente curtas, e se prendem no suporte ou em outras plantas.
As plantas de porte menor ou anão, de crescimento determinado, geralmente não necessitam de suportes, embora também possam ser colocadas varetas ou galhos finos bem ramificados para ajudar a manter as plantas eretas.
Retire as plantas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.
COLHEITA
O tempo necessário para obter a colheita varia conforme a cultivar utilizada e o objetivo da produção, que pode ser a colheita das vagens ou a colheita das sementes. A colheita é iniciada entre 65 a 85 dias para cultivares precoces e entre 85 a 140 dias para cultivares de produção tardia.
Para cultivares com vagens comestíveis, a colheita das vagens deve ser feita quando estas ainda estão imaturas, com sementes não completamente desenvolvidas.
Para a colheita de grãos verdes, as sementes devem estar já bem desenvolvidas, mas ainda hidratadas. Os grãos secos podem ser colhidos quando as vagens secarem quase completamente.
BENEFÍCIOS DA ERVILHA
Leguminosa em forma redonda, a ervilha é de cor verde vibrante que adiciona boa frescura para várias receitas. A ervilha pode ser consumida cru, cozida ou no vapor, em variedades de sopas e saladas para dar um sabor doce ao prato.
Em muitas das vezes, a ervilha é enlatada ou congelada, e por isso, encontra-se disponível o ano todo. Em Moçambique pode ser adquirida em supermercados, mercados e lojas das zonas. 
Esta deliciosa leguminosa que é retirada da vagem, oferece muitos benefícios para organismo e à saúde. 
Ela é uma fonte de nutrientes que fornece cerca de 80 calorias por 100 gramas de consumo. Além de ser rica em vitamina A, B, C, E e vitamina K, a ervilha é rica em fontes minerais como Zinco, Cálcio, Magnésio, Potássio e Ferro.
Os benefícios da ervilha: 
Prevenção do cancro
Coração
Diabéticos 
Benefícios para pele 
Digestão 
A ervilha-verde é uma opção de produção para atender às novas demandas do mercado, sobretudo de produtos supergelados. Diferente da ervilha para produção de grãos secos, os quais são posteriormente reidratados e enlatados, as cultivares de ervilha-verde são próprias para a colheita de grãos, visando ao imediato congelamento e/ou enlatamento. O produto pode também ser comercializado na forma de vagens para debulhar ou de grãos debulhados, para consumo in natura
CONCLUSÃO
Chegado o fim do trabalho conclui-se que o feijão verde cujo nome cientifico é Phaseolus vulgaris L é uma importante fonte de rendimento para os pequenos agricultores
especialmente no Quénia, Uganda, Sudão e Tanzânia. O feijão verde também é
produzido por grandes empresas comerciais para exportação para supermercados
internacionais e para as indústrias de enlatados.
A colheita do feijão é feita manualmente, ou mecanicamente ou por uma combinação de colheita mecânica e colheita manual.
E a ervilha cujo nome cientifico é Pisum sativum, é uma planta (legume) da qual existem mais de duzentas variedades, e de suas vagens são extraídos diversos tipos de grãos. A ervilha-verde é uma opção de produção para atender às novas demandas do mercado, sobretudo de produtos supergelados.
O tempo necessário para obter a colheita varia conforme a cultivar utilizada e o objetivo da produção, que pode ser a colheita das vagens ou a colheita das sementes. A colheita é iniciada entre 65 a 85 dias para a cultura de ervila e 60 a 90 dias para a cultura do feijao verde.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DOURADO NETO, D.; FANCELLI, A. L. Produção de feijão. Guaíba: Agropecuária, 2000. 385 p.
THUNG, M. D. T.; OLIVEIRA, I. P. de. Problemas abióticos que afetam a produção do feijoeiro e seus métodos de controle. EMBRAPA-CNPAF, 1998. 172 p. :il.
VIEIRA, C.; PAULA JUNIOR, T. J. de; BORÉM, A. FEIJÃO: aspectos gerais e cultura no Estado de Minas. Viçosa: UFV, 1998. 596 p.:il.
ADAS, Melhem. Panorama geografico do brasil. São Paulo: Moderna, 1999
Julio Seabra Inglez Souza (1995). Enciclopédia agrícola brasileira: E-H . EdUSP. pp. 190 – 191. ISBN 978-85-314-0584-6 .
Oliveira, E. C.; Carvalho,J. A.; Rezende, F. C.; Freitas, W. A. Viabilidade técnica e econômica da produção de ervilha ( Pisum sativum L.) cultivada sob diferentes lâminas de irrigação. Engenharia Agrícola, v.31, p.324-333, 2011a. [Links ]
Pereira, A. S. Ervilha: Integração pesquisa / Iniciativa Privada. Informe Agropecuário, v.14, p.52-64, 1989. [ Links ]
Pereira, J. R. D.; Carvalho, J. A.; Paiva, P. D. O.; Silva, D. J.; Sousa, A. M. G.; Souza, K. J. Crescimento e produção de hastes florais de gladíolo cultivado sob diferentes tensões de água no solo. Ciência e Agrotecnologia, v.33, p.965-970, 2009. [ Links ]

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