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O aparelho faríngeo é constituído por 
arcos faríngeos, bolsas faríngeas, sulcos 
faríngeos e membranas faríngeas. Estas 
estruturas embrionárias contribuem para 
a formação do aparelho faríngeo 
(cabeça e do pescoço). 
 
Início do desenvolvimento na semana 4 
Formado por células que migram da crista 
neural do rombencéfalo para o mesenquima 
que formará a cabeça e pescoço 
Inicialmente é um núcleo mesenquimal coberto 
pelo ectoderma externamente e internamente 
endoderma. 
 
Cada Arco faríngeo 
é revestido por 
Ectoderma na 
superfície externa, e 
Endoderma na 
superfície interna. O 
 
 
 
 
 
 
 “recheio” é mesenquimal, de origem 
mesodérmica e de crista neurais. 
 
22 dia- aparecimento do primeiro arco 
24 dia- aparecimento do segundo e terceiro 
arco 
29 dia- aparecimento do quarto ao sexto arco 
Desenvolvimento é sempre craniocaudal (no 
sentido da seta vermelha) 
Os arcos faríngeos sustentam a faringe 
lateralmente (derivada do intestino anterior) 
 depressão do 
ectoderma separada da faringe pela 
membrana orofaríngea (revestida externamente 
por ectoderma e internamente por endoderma) 
que se rompe aos 26 dias proporcionando a 
comunicação da faringe, intestino anterior e 
bolsa amniótica 
Faringe 
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Na parte superior encontra-se a Proeminência 
Frontonasal. Imediatamente abaixo, encontra-se 
o primeiro arco formado pela proeminência 
maxilar e mandibular. Entre essas estruturas há 
uma depressaão chamada de Estomodeu 
(boca primitiva), separado da faringe por uma 
membrana. 
Após o dia 26 de desenvolvimento, essa 
membrana se rompe e comunica a faringe com 
o intestino anterior e a bolsa aminiotica. 
 
Proeminência frontonasal Primeiro arco braquial 
Ao fundo está o mesenquima 
 
 
Nessa estrutura já é visto o rompimento da 
membrana e sua relação com o intestino 
 
 
 
O primeiro arco faríngeo se separa em duas 
proeminências, as proeminências maxilar e 
mandibular 
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- Proeminência Maxilar Menor– origina a maxila, 
osso zigomático e uma parte do vômer 
- Proeminência Mandibular Maior – forma a 
mandíbula, parte escamosa do temporal 
 
O segundo arco faríngeo contribui para a 
formação do osso hióide. (arco hióide) 
Revestido externamente por ectoderma e 
internamente por endoderma 
- Artéria do Arco Faríngeo 
- Haste Cartilaginosa estrutural que forma o 
esqueleto do arco 
- Nervos sensoriais e motores que suprem a 
mucosa e músculos de cada arco 
- Primórdios da musculatura da cabeça e 
pescoço 
 
O primeiro par de arcos branquiais (arcos 
mandibulares), pela migração das células da 
crista neural, forma os processos mandibulares 
e maxilares. A cartilagem dos processos 
mandibulares (cartilagem de Meckel) é o molde 
da mandíbula até ocorrer a ossificação do 
mesênquima ao redor (ossificação 
intramembranosa). Nas extremidades dorsais da 
cartilagem de Meckel, forma-se o martelo (M) 
(ossificação endocondral). Do pericôndrio da 
porção intermediaria da cartilagem de Meckel 
em regressão, resulta os ligamentos anterior do 
martelo (LM) e esfenomandibular (LE). Das 
extremidades dorsais da cartilagem dos 
processos maxilares, ossificam-se a bigorna (B) 
e o esfenóide (um pequeno osso localizado na 
parede orbital). 
Da cartilagem do segundo par de arcos 
branquiais (arcos hioideos), ossificam-se, das 
extremidades dorsais, o estribo (E) e o processo 
estiloide (PE) do osso temporal e, da porção 
ventral, o corno menor e a parte superior do 
osso hioide (h). A cartilagem entre o processo 
estiloide e o osso hioide regride, e o 
pericondrio forma o ligamento estilo-hióideo 
(LEH) 
Da cartilagem do terceiro par de arcos, 
ossificam-se o corno maior e a parte inferior do 
osso hioide (H). Do quarto e sexto pares de 
arcos, originam-se as cartilagens da laringe. 
 
 
O componente muscular dos arcos branquiais é 
proveniente dos sete pares do 
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somitômeros(estruturas precursoras dos somitos, 
que darão origem a diversas estruturas) e dos 
primeiros somitos 
O primeiro par de arcos branquiais origina, 
entre outros, o músculo da mastigação e o 
tensor do tímpano 
Do segundo par: os músculos da expressão 
facial 
Do terceiro par: o estilofaríngeo 
Do quarto e sexto arcos: o músculo da faringe 
e os da laringe 
 
O primeiro par invagina-se, formando os 
meatos acústicos externos. 
Os demais sulcos (a partir do segundo par) 
são obliterados pelo crescimento do segundo 
par de arcos branquiais sobre eles (um 
homólogo filogenético do opérculo dos peixes). 
O segundo sulco recobre os demais sulcos. 
Assim, o pescoço adquire um aspecto liso e é 
revestido por epiderme proveniente apenas do 
segundo par de arcos. (muito importante) 
O aumento do segundo par de arcos 
branquiais sobre os sulcos é causado pela 
presença de um centro de sinalização no 
ectoderma, que produz shh, FGF-8 e BMP-7, os 
quais estimulam a proliferação celular no 
mesênquima subjacente. Esse centro não existe 
em outros arcos. 
Fica evidente que alterações embriológicas 
que estão relacionadas com o tecido 
conjuntivo tem sempre açao do Fator de 
Crescimento do Fibroblasto(FGF) ou ação da 
Proteina Morfocinética (BMP), pois eles são 
genes relacionados a estimulação e 
proliferação celular. 
O espaço temporário entre os sulcos 
branquiais pela sobreposição do segundo par 
de arcos é chamado seio cervical. A sua 
persistência é um evento raro. 
Devido ao acumulo de líquido e fragmentos 
celulares, cistos podem ser produzidos. 
Pelo lento aumento no seu volume, os cistos 
cervicais geralmente são percebidos após o 
final da infância. 
Pode ocorrer também a abertura do seio 
cervical na superfície do pescoço (fístula 
cervical externa) ou na faringe (fístula cervical 
interna), com liberação de muco. 
 
O primeiro par origina-se as tubas auditivas e 
as cavidades timpânicas. A membrana do 
endoderma da bolsa faríngea e do ectoderma 
do sulco branquial, com o mesênquima 
interposto. 
O segundo par deriva as tonsilas palatinas, 
sendo que o endoderma deriva do epitélio, e o 
mesoderma, o tecido linfóide. 
O terceiro par originam as glândulas 
paratireoides inferiores da sua parte dorsal e o 
timo da parte ventral. 
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Neste último, as células reticulares epiteliais 
surgem do endoderma, e o tecido linfóide e a 
cápsula formam-se do mesênquima. As 
paratireoides e o timo migram: as paratireoides 
inferiores passam a se situar dorsalmente à 
tireoide, e o timo, no mediastino anterior do 
tórax. 
O quarto par deriva as glândulas 
paratireóides superiores da sua parte dorsal e 
as células parafoliculares (ou células C, 
produtoras de calcitonina- hormônio 
fundamental para fixação do cálcio, e sua 
ausência está relacionada a retardos de 
crescimento, desenvolvimento psicomotor, 
câimbras generalizadas, aritimias, ) está na 
glândula tireoide da parte ventral. 
Essas células se diferenciam da crista neural. As 
glândulas paratireoides superiores localizam-se 
na parte dorsal da tireoide, em posição 
superior ás paratireoides inferiores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aparece no assoalho do sulco na semana 4 
por aproximação do epitélio dos sulcos e da 
bolsa faríngea 
O primeiro par contribui para a formação da 
membrana timpânica no adulto 
Primeira glândula endócrina a se desenvolver. 
Relembrando: No desenvolvimento da placenta: 
os hormônios de origem protéica tem a 
passagem dificultada na placenta, somente 
hormônios esteróides. A exceção são os 
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hormônios T3 e T4, que é fundamental e está 
diretamente relacionada a atividade celular. 
Ele passa com facilidade da mãe para o 
embrião, pois há grande necessidade desse 
hormônio e o embrião AINDA não tem a tireóide 
formada. 
 
O inicio do desenvolvimento da tireóide 
acontece no dia 24 com o espessamento 
endodérmico mediano no assoalho da faringeprimitiva que por evaginação forma a tireóide 
primitiva 
Concomitante a isso ocorre o Crescimento da 
língua. Por um curto período, a tireóide fica 
conectada à língua por um tubo estreito, o 
duto tireoglosso. 
Ultrapassa o osso hióide e cartilagem laríngeas 
A Proliferação celular da glândula forma dois 
lobos que serão unidos pelo Istmo que é a 
obliteração do divertículo. 
Na sétima semana, a tireóide assume sua forma 
definitiva e geralmente já atingiu sua 
localização final no pescoço . 
Nesta ocasião, normalmente o dueto 
tireoglosso já degenerou e desapareceu. 
Lóbulo da Tireoide Piramidal 50% dos 
indivíduos, ligado ao osso hióide por tecido 
fibroso, músculo liso ou ambos. 
Semana 11 os Folículos da tireóide iniciam a 
produção de hormônio de forma auto-
suficientes do embrião, podendo ser 
detectada. 
 
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Uma tireóide ectópica é uma anomalia 
congênita rara e em geral localiza-se ao longo 
do seu trajeto normal de descida a partir da 
língua 
 O Tecido da Tireoide Lingual é o mais comum 
dos tecidos tireoidianos ectópicos. Geralmente 
sublingual no alto do pescoço ou inferior ao 
osso hióde. 
Geralmente é tecido único presencial. 
Diagnostico diferencial: Cisto de ducto 
tireoiglosso e tecido tireoidiano acessório. 
Complicação: Retirada cirurgia inadvertida da 
glândula tireóidea ectópica causa o 
Hipotireodismo iatrogênico: dependência de 
reposição hormonal 
Resumo: 
 A descida incompleta da tireóide resulta na 
tireóide sublingual, que aparece na parte 
superior do pescoço ou logo abaixo do osso 
hióide. Em geral, uma tireóide sublingual 
ectópica no pescoço é o único tecido 
tireoidiano presente. É clinicamente importante 
diferenciar uma tireóide ectópica de um cisto 
do ducto tireoglosso ou de um tecido 
tireoidiano 
Persistência forma cisto na língua ou na porção 
anterior do pescoço inferior ao osso hióde 
Cisto geralmente indolor e móvel com 
crescimento progressivo 
Uma complicação é a Infecção pelo acumulo 
de secreção pelo resquício do duto e 
necessita a ocorrência de drenagem pela pele 
formando um seio do ducto tireoglosso no 
terço médio do pescoço anterior à cartilagem 
laríngea. 
Resumo: 
Cistos podem se formar em qualquer lugar ao 
longo do trajeto seguido pelo dueto 
tireoglosso . 
 Normalmente o dueto tireoglosso atrofia e 
desaparece, mas um remanescente seu pode 
persistir e formar um cisto na língua ou na 
porção anterior do pescoço, geralmente logo 
abaixo do osso hióide . 
 A maioria dos cistos do dueto tireoglosso é 
observada por volta dos 5 anos de idade. A 
não ser que as lesões sejam infectadas, a 
maioria delas é assintomática. A tumefação 
produzida por um cisto do dueto tireoglosso 
em geral se desenvolve como uma massa móvel, 
indolor e progressivamente crescente . 
 O cisto pode conter algum tecido tereoidiano. 
Após a infecção de um cisto, ocorre uma 
perfuração da pele, formando um seio do 
dueto tireoglosso, que geralmente se abre no 
plano mediano do pescoço, anteriormente às 
cartilagens laríngeas 
A parte oral (2/3 anteriores) desenvolve-se de 
duas proeminências distais e de uma 
proeminência mediana (tubérculo ímpar), 
resultantes da proliferação do mesênquima do 
primeiro par de arcos branquiais. 
As proeminências distais aumentam 
rapidamente, unem-se e crescem mais do que a 
proeminência mediana. 
Os planos de fusão das proeminências distais 
são marcados na face superior pelo sulco 
mediano e, a superfície inferior, pelo septo 
mediano. 
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A parte faríngea (terço posterior) desenvolve-
se de duas estruturas: 
 
 Resulta da proliferação de 
mesênquima do segundo par de arcos 
branquiais 
 resulta do terceiro e 
do quarto pares de arcos branquiais, sendo 
que a porção do terceiro par contribui 
para a parte faríngea da língua, e a do 
quarto par, para a epiglote. 
A linha de fusão das partes oral e faríngea é 
indicada por um sulco em forma de V, o sulco 
terminal. 
O epitélio da língua diferencia-se do 
endoderma, e o tecido conjuntivo, do 
mesênquima dos arcos branquiais. 
 A maior parte da musculatura da língua deriva 
dos mioblastos que migram dos somitômeros. 
As papilas linguais circunvaladas e foliadas 
aparecem ao final da oitava semana. 
Mais tarde, surgem as papila fungiformes e, da 
10 a 11 semana, as papilas filiformes. 
 Da 11 a 13 semana, desenvolvem-se os 
corpúsculos gustativos. 
 aparecem na semana 8, 
duas semanas após às glândulas salivares. Elas 
se desenvolvem a partir de múltiplos brotos 
epiteliais endodérmicos no sulco paralingual. 
Esses brotos se ramificam e se canalizam 
formando 10 a 12 ductos que se abrem 
independentemente no assoalho da boca. 
 
Cistos: Geralmente derivados de restos do duto 
tireoglosso, cursam com dor na farínge e 
disfagia (dor a deglutição). 
Fistulas: Persistência da porção lingual do duto 
tireoglosso. Se abrem na cavidade oral pelo 
forame cego. 
1/300 crianças 
Frêmulo lingual: conecta a superfície inferior da 
língua ao assoalha da boca. Às vezes o freio é 
curto e estende-se para a ponta da lingua. 
Isso interfere na protusão livre da língua. 
Geralmente se corrige com o tempo (distensão) 
e cirurgias 
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Seio ou Cisto localizados em uma área 
triangular da pele anterior á aurícula da orelha 
externa. 
Podem aparecer no lóbulo 
Geralmente remanescente do primeiro sulco do 
primeiro par braquial 
Pregas ectodérmicas seqüestradas na 
formação da orelha através das saliências 
auriculares 
São incomuns e geralmente externos e laterais 
ao pescoço 
 
Falha de fechamento do segundo sulco e seio 
cervical 
Diagnóstico na infância: descarga de material 
mucoso 
Geralmente bilaterais 
 
Abertos para faringe 
Raros 
Persistência da porção proximal da segunda 
bolsa faríngea 
Persistência de parte do segundo sulco e da 
segunda bolsa faríngea 
Canal se abre internamente no seio tonsilar e 
externamente ao lado do pescoço 
Rara 
Aparecem no final da infância ou no inicio da 
vida adulta 
Acúmulo de liquido e debris celulares da 
descamação do revestimento epitelial 
Formado por porções remanescentes do seio 
cervical e/ou do segundo arco faríngeo 
Restos cartilaginosos ou ósseos do arco 
cartilaginoso faríngeo sob a pele e lateral do 
pescoço 
Geralmente anterior ao terço médio do músculo 
esternocleidomastoideo. 
O desenvolvimento anormal dos componentes 
do primeiro arco faríngeo resulta em várias 
anomalias congênitas, mandíbula, palato 
(alterações no maxilares), dos olhos e 
orelhas(pode ser um defeito direto do arco ou 
conseqüente da mandíbula, a orelha 
inicialmente é cervical e depois adquire a 
posição correta em relação a linha do olho) 
 10 
 
que juntas consistem na síndrome do primeiro 
arco faríngeo. 
Ela se resulta da migração insuficiente das 
células da crista neural para o primeiro arco 
durante a quarta semana. 
Manifestações clínicas: 
 
 
Provocada por um gene dominante 
autossômico. (TCOF1) 
Subdesenvolvimento do Zigimático-Hipoplasia 
malar 
Traços: Fissura palpebral descendente e 
obliquas, defeito na pálpebra inferior, 
deformidade da orelha externa, ou media e 
interna. 
Evidencia um problema na crista neural, sendo 
o Notocorda a estrutura responsável por fazer 
a transmissão dos sinais para diferenciação em 
crista neural, diferenciação da placa neural, 
envaginação, formação da crista, etc então 
deve ser observado o crânio da criança e o 
tubo neural. 
 
Sequencia de Pierre Robin 
Hipoplasia da mandíbula (desenvolvimento 
menor da mandibula), fenda palatina. Defeitos 
no olho e orelha. 
Defeito principal é a MICROGNATIA que 
desloca posteriormente a língua e compromete 
o fechamento do palato, resultando em fenda 
palatina bilateral. 
No complexo morfogenético de Robin, o defeito 
inicial é uma mandíbula pequena, que resulta 
no deslocalmento posterior da língua e 
obstrução do fechamento completodos 
processo palatina, resultando em uma fenda 
palatina bilateral. 
 O defeito é na mandíbula e não na fenda 
palatina.

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