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Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Direito MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” SUMÁRIO 1ª PARTE - DIREITO PENAL MILITAR 1) Da aplicação da Lei Penal Militar; 2) Dos crimes militares em tempo de paz - art. 9º CPM; 3) Teoria Geral do Crime - Das excludentes do crime e das excludentes da culpa; 4) Das penas principais e das penas acessórias; 5) Da ação penal militar; 6) Extinção da punibilidade. 7) Dos crimes em tempo de paz: a) Dos crimes contra a autoridade ou disciplina militar; b) Dos crimes contra o serviço e o dever militar c) Dos crimes contra a Administração Militar; Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” SUMÁRIO .2ª PARTE - DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR UD I – DO PROCESSO EM GERAL 1) Do Processo Penal Militar na Justiça Estadual e da Polícia Judiciária Militar; 2) Do Inquérito Policial Militar (IPM); 3) Da Ação Penal Militar e do seu exercício; 4) Do Foro Militar; 5)Estudo da Lei 9.299/96, Art. 82, CPPM (Trata dos crimes dolosos contra a vida de civis, praticados por militares); 6) Lei nº 13.491/2017. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” SUMÁRIO 3ª PARTE – AUDITORIA DA JUSTIÇA MILITAR E COMANDO DE CORREIÇÕES E DISCIPLINA UD I – ESTRUTURA DA AUDITORIA DA JUSTIÇA MILITAR; UD II – ESTRUTURA CORRECIONAL DA PMGO. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” DIREITO MILITAR CONCEITO Direito Penal Militar é o ramo especializado do direito Penal que estabelece as regras jurídicas vinculadas à proteção das instituições militares e ao cumprimento de sua destinação constitucional. A especialidade do Direito Penal Militar decorre da natureza dos bens jurídicos tutelados, principalmente a autoridade, a disciplina, a hierarquia, o serviço e o dever militar, que podem ser resumidos na expressão “regularidade das instituições militares”. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” DIREITO MILITAR Militar da ativa –são aqueles militares que estão no exercício pleno das atividades. Militar da reserva - são militares já aposentados, geralmente por cumprirem o tempo de serviço necessário , em caso de necessidade podem ser revertidos ao serviço ativo novamente. Militar reformado -estes também são aposentados, mas que já atingiram determinada idade ou possuem algum impedimento diferente para o exercício da profissão, e que não poderá ser revertido mais à ativa. Militar em serviço – é o militar da ativa no desempenho de suas funções. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” DIREITO MILITAR Militar da União- Militar das forças armadas (exército, marinha e aeronáutica). Militar dos Estados- Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. Praças- as praças são aqueles que possuem graduação. Oficiais - possuem postos. Jurisprudência- são as decisões dos juízes, nessa qualidade, e dos tribunais pátrios. Doutrina – é a opinião dos estudiosos do direito, juristas, autores de livros, grandes mentes jurídicas. Castrense – relacionado a classe militar. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” APLICAÇÃO DA LEI PENAL MILITAR 1.0.Princípios- são valores fundamentais, que inspiram a criação e a manutenção do sistema jurídico. 1.1.Princípio da Legalidade – ART. 5º, XXXIV,CF e art. 1º, CPM, “Não há crime sem lei (reserva legal) anterior (anterioridade) que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal” . O artigo preceitua dois princípios basilares do Direito Penal Brasileiro, seja ele militar e comum: princípio da reserva legal “não há crime sem lei” e o princípio da anterioridade: “não há crime sem lei anterior”. Ou seja, o princípio da legalidade é a soma do princípio da reserva legal e da anterioridade. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” APLICAÇÃO DA LEI PENAL MILITAR 2.0.Sucessividade de Leis Penais no tempo - O direito penal militar segue o princípio tempus regit actum, a lei rege, em geral, os fatos praticados durante a sua vigência. Entretanto, por disposição expressa do próprio diploma legal, é possível a ocorrência da retroatividade e da ultratividade da lei. Denomina-se retroatividade o fenômeno pelo qual uma norma jurídica é aplicada a fato ocorrido antes do início de sua vigência e ultratividade à aplicação dela após a sua revogação desde que as normas sejam mais benéficas. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Para se reconhecer qual lei é mais benéfica, a lei posterior e a anterior devem ser consideradas separadamente, cada qual no conjunto de suas normas aplicáveis ao fato. É proibido a combinação de leis penais, por meio dos seus institutos benéficos (súmula 501 STJ). Súmula 711 STF: “ A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência.” APLICAÇÃO DA LEI PENAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 3.0.Lei excepcional ou temporária art. 4º, CP Art. 4º - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. São leis ultrativas. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” APLICAÇÃO DA LEI PENAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 4.0.Lei Penal no tempo: 4.1-Tempo do crime – Quando no tempo o crime se considera praticado? Menor no momento da conduta e maior no momento do resultado ? ECA ou CPM ? Temos três teorias: a)Teoria da atividade- considera praticado o crime no momento da conduta (art. 5º, CPM) b)Teoria do resultado – considera-se praticado o crime no momento do resultado. c)Teoria mista ou ubiquidade- considera-se praticado o crime no momento da conduta ou do resultado. Art. 5º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão (conduta), ainda que outro seja o momento do resultado. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” APLICAÇÃO DA LEI PENAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 5.0. Lugar do crime (art. 6º, CP): Art. 6º, CPM “Considera-se praticado o fato, no lugar em que se desenvolveu a atividade criminosa, no todo ou em parte, e ainda que sob forma de participação, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado ( teoria da ubiquidade). Nos crimes omissivos, o fato considera-se praticado no lugar em que deveria realizar-se a ação omitida ( teoria da atividade)”. a)Teoria da atividade- considera-se lugar do crime aquele que o agente desenvolveu a conduta (ação ou omissão). b)Teoria do resultado- lugar do crime é o da produção do resultado. c)Teoria da ubiquidade ou mista- considera-se praticado o crime no lugar da conduta ou do resultado. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” APLICAÇÃO DA LEI PENAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 6.0.Lei Penal no espaço: Princípio da territorialiadade temperada e extraterritorialidadeincondicionada Art. 7º , CPM - Aplica-se a lei penal militar, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido, no todo ou em parte no território nacional, ou fora dele, ainda que, neste caso, o agente esteja sendo processado ou tenha sido julgado pela justiça estrangeira. Território nacional por extensão 1° Para os efeitos da lei penal militar consideram-se como extensão do território nacional as aeronaves e os navios brasileiros, onde quer que se encontrem, sob comando militar ou militarmente utilizados ou ocupados por ordem legal de autoridade competente, ainda que de propriedade privada. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” APLICAÇÃO DA LEI PENAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Ampliação a aeronaves ou navios estrangeiros 2º É também aplicável a lei penal militar ao crime praticado a bordo de aeronaves ou navios estrangeiros, desde que em lugar sujeito à administração militar, e o crime atente contra as instituições militares. Pena cumprida no estrangeiro Art. 8° A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas. Obs. O nome deste instituto é detração penal. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” APLICAÇÃO DA LEI PENAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 7.0.Equiparação a militar da ativa Art. 12. O militar da reserva ou reformado, empregado na administração militar, equipara-se ao militar em situação de atividade, para o efeito da aplicação da lei penal militar. 8.0.Militar da reserva ou reformado Art. 13. O militar da reserva, ou reformado, conserva as responsabilidades e prerrogativas do posto ou graduação, para o efeito da aplicação da lei penal militar, quando pratica ou contra ele é praticado crime militar. 9.0.Defeito de incorporação Art. 14. O defeito do ato de incorporação não exclui a aplicação da lei penal militar, salvo se alegado ou conhecido antes da prática do crime. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” APLICAÇÃO DA LEI PENAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 10.Infrações disciplinares Art. 19. Este Código não compreende as infrações dos regulamentos disciplinares. 11.Crimes praticados em tempo de guerra Art. 20. Aos crimes praticados em tempo de guerra, salvo disposição especial, aplicam-se as penas cominadas para o tempo de paz, com o aumento de um terço. 12.Assemelhado Art. 21. Considera-se assemelhado o servidor, efetivo ou não, dos Ministérios da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, submetido a preceito de disciplina militar, em virtude de lei ou regulamento. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” APLICAÇÃO DA LEI PENAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 13.Pessoa considerada militar Art. 22. É considerada militar, para efeito da aplicação deste Código, qualquer pessoa que, em tempo de paz ou de guerra, seja incorporada às forças armadas, para nelas servir em posto, graduação, ou sujeição à disciplina militar. 14.Equiparação a comandante Art. 23. Equipara-se ao comandante, para o efeito da aplicação da lei penal militar, toda autoridade com função de direção. 15.Conceito de superior Art. 24. O militar que, em virtude da função, exerce autoridade sobre outro de igual posto ou graduação, considera-se superior, para efeito da aplicação da lei penal militar. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” APLICAÇÃO DA LEI PENAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 1.0.Crimes militares: O Código Penal Militar dividiu os crimes militares em 02 grandes grupos: Crimes militares em tempo de paz e crimes militares em tempo de guerra. Os critérios definidores para que seja crime militar em tempo de paz está previsto no art. 9º do CPM; já os critérios para os crimes militares em tempo de guerra estão previstos no art. 10 do CPM. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” CRIMES MILITARES EM TEMPO DE PAZ Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Para saber se um crime é crime militar, basta que esteja previsto em uma das alíneas do art. 9º e posteriormente esteja também previsto na Parte Especial do CPM ou previstos na legislação penal Comum. Antes da lei 13.491/2017 se estivesse numa das alíneas do art. 9º e não estivesse previsto na Parte Especial de nada adiantaria; como por exemplo o crime de abuso de autoridade ou tortura em que um policial comete em serviço contra um civil; está previsto no art. 9º do CPM, II, alínea “c”, porém não está previsto na Parte Especial do CPM; assim não seria crime militar. Agora com as alterações legislativas o exemplo citado passou a ser crime militar. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” CRIMES MILITARES EM TEMPO DE PAZ Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 2.0.Crime militar próprio e impróprio: Existe uma polêmica a respeito do assunto, porém a posição recomendada é a do entendimento do doutrinador Cláudio Almim Miguel (doutrina tricotômica). a)Crime propriamente militar ou militar próprio: são aqueles crimes que só podem (exclusivamente) ser praticados por militares e o crime está apenas no CPM. Ex. deserção, abandono do posto de serviço, violência contra superior. b)Crime impropriamente militar ou militar impróprio: São aqueles crimes praticados tanto por militares quanto por civis, pode estar previsto nos dois códigos ou apenas no militar ou legislação especial. Ex. homicídio, lesão corporal, incitamento, ingresso clandestino, tortura. c) Crime tipicamente militar: São aqueles crimes previstos exclusivamente no Código Penal Militar. Ex. Insubmissão, deserção Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” CRIMES MILITARES EM TEMPO DE PAZ Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 3.0.Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: I - os crimes de que trata este Código, quando definidos de modo diverso na lei penal comum, ou nela não previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição especial; II – os crimes previstos neste Código e os previstos na legislação penal, quando praticados ((Redação dada pela Lei nº 13.491, de 2017) a)por militar em situação de atividade, contra militar na mesma situação ; b) por militar em situação de atividade, em lugar sujeito à administração militar, contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil; Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” CRIMES MILITARES EM TEMPO DE PAZ Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” c)por militar em serviço ou atuando em razão da função, em comissão de natureza militar, ou em formatura, ainda que fora do lugar sujeito à administração militar contra militar da reserva, ou reformado, ou civil; d) por militar durante o período de manobras ou exercício, contra militar da reserva, ou reformado, ou civil; e) por militar em situação de atividade, contra o patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa militar III - os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, ou por civil, contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos: a) contra o patrimônio sob a administração militar, ou contra a ordem administrativa militar; Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” CRIMES MILITARESEM TEMPO DE PAZ Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” b) em lugar sujeito à administração militar contra militar em situação de atividade ou assemelhado, ou contra funcionário de Ministério militar ou da Justiça Militar, no exercício de função inerente ao seu cargo. c) contra militar em formatura, ou durante o período de prontidão, vigilância, observação, exploração, exercício, acampamento, acantonamento ou manobras; d) ainda que fora do lugar sujeito à administração militar, contra militar em função de natureza militar, ou no desempenho de serviço de vigilância, garantia e preservação da ordem pública, administrativa ou judiciária, quando legalmente requisitado para aquele fim, ou em obediência a determinação legal superior Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” CRIMES MILITARES EM TEMPO DE PAZ Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” § 1o Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e cometidos por militares contra civil, serão da competência do Tribunal do Júri. (Redação dada pela Lei nº 13.491, de 2017) § 2o Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e cometidos por militares das Forças Armadas contra civil, serão da competência da Justiça Militar da União, se praticados no contexto.(Redação dada pela Lei nº 13.491) I – do cumprimento de atribuições que lhes forem estabelecidas pelo Presidente da República ou pelo Ministro de Estado da Defesa; (Incluído pela Lei nº 13.491, de 2017) II – de ação que envolva a segurança de instituição militar ou de missão militar, mesmo que não beligerante; ou (Incluído pela Lei nº 13.491, de 2017) Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” CRIMES MILITARES EM TEMPO DE PAZ Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” III – de atividade de natureza militar, de operação de paz, de garantia da lei e da ordem ou de atribuição subsidiária, realizadas em conformidade com o disposto no art. 142 da Constituição Federal e na forma dos seguintes diplomas legais: (Incluído pela Lei nº 13.491, de 2017) a) Lei no 7.565, de 19 de dezembro de 1986 - Código Brasileiro de Aeronáutica; b) Lei Complementar no 97, de 9 de junho de 1999; (dispõe sobre as normas gerais para a organização, o preparo e o emprego das FA) c) Decreto-Lei no 1.002, de 21 de outubro de 1969 - Código de Processo Penal Militar; d) Lei no 4.737, de 15 de julho de 1965 - Código Eleitoral. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” CRIMES MILITARES EM TEMPO DE PAZ Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: I - os crimes de que trata este Código, quando definidos de modo diverso na lei penal comum, ou nela não previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição especial; II - os crimes previstos neste Código, embora também o sejam com igual definição na lei penal comum, quando praticados: ( REVOGADO) II – os crimes previstos neste Código e os previstos na legislação penal, quando praticados ((Redação dada pela Lei nº 13.491, de 2017) III - os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, ou por civil, contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos: Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Perguntas para caracterização do Crime militar em tempo de paz 1) O crime está presente na parte especial do CPM ou na Legislação Penal ? 2)O sujeito da conduta está enquadrado no art. 9º ? 3) O sujeito ativo pode responder perante a Justiça Militar ? Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” CRIMES MILITARES EM TEMPO DE PAZ Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 4.0. Entendimento Jurisprudencial: a) O STF (informativo 626) já decidiu que quando os militares desconhecem a situação de militar do outro, não há crime militar. É importante que você saiba que a jurisprudência do STM é no sentido inverso, ampliando a competência da Justiça Militar. b) crimes praticados por militar da reserva, reformado ou civil, o STF tem entendido também que a Justiça Militar somente terá competência quando estivermos diante de crimes dolosos. c) Em recentes julgados , o STJ e o STM tem reconhecido que o militar agregado deve ser considerado militar da ativa, para fins da aplicação do art. 9° do CPM. d) Nos termos da súmula 53 STJ, compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar civil acusado da prática de crime contra as instituições militares estaduais. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” CRIMES MILITARES EM TEMPO DE PAZ Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME 1.0.Conceitos de crime: Sob enfoque formal, crime é aquilo que esta estabelecido em uma norma penal incriminadora sob ameaça de pena. Já para o conceito material, crime é o comportamento humano causador da lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico, passível de sanção penal. Conceito analítico leva em consideração os elementos que compõe a infração penal prevalecendo: Fato típico, ilicitude e culpabilidade ( Teoria tripartite) Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME 1.1Generalidades: A). Código Penal Comum: A1) Teoria Finalista; dolo é natural psicológico, sendo assim, dolo e culpa estão na conduta. A Culpabilidade é normativa, ou seja, todos os seus elementos são normativos, não há nenhum psicológico. Fato Típico.- Conduta – nexo causal – resultado – tipicidade. B) Código Penal Militar: B1)Teoria Causalista; Inicialmente ambos os códigos adotavam a teoria causalista, em 1984 com a reforma comum, ele passou a adotar a teoria finalista, como o militar não foi alterado, até a presente data consta essa arcaica teoria. Para a causalista dolo e culpa são normativos e estão na culpabilidade, ainda para a causalista a culpabilidade é pscicológica normativa ( elementos: dolo e culpa – imputabilidade e exigibilidade de conduta diversa, aqui não existe potencial conhecimento da ilicitude). Pela doutrina e jurisprudência aplica-se a teoria finalista no direito militar. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME 2.0.Fato Típico: A)conceito analítico - é o primeiro substrato do crime. B) conceito material- Fato humano indesejado pela sociedade, composto de conduta, resultado, nexo causal e tipicidade ( formal e material ). Elementos do Fato típico: Conduta (dolosa ou culposa/ ação ou omissão); Resultado; Nexo causal; Tipicidade material e formal (ajuste do fato a norma incriminadora). Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME 2.1. Princípio da Insignificância. O STM entende pela inaplicabilidade do princípio da insignificância no Direito Penal Militar. O STF entendeu no passado que o princípio era cabível em algumas hipóteses, a exemplo de casos em que o militar foi surpreendido em posse de pequenas quantidades de tóxicos, pequenos furtos e abandono de posto. Recente julgado o STF não aplicou o princípio da insignificância para posse de entorpecente para consumo. Tem prevalecido que não é vedada a aplicação do princípio da insignificância em Direito PenalMilitar. Todavia, sua aplicação, deve ter uma análise mais criteriosa, que prestigie não apenas o bem jurídico primeiramente focado pela norma penal, mas também outros bens jurídicos ligados às instituições militares, que podem estar evidentes ou velados na norma penal militar, a exemplo da hierarquia, da disciplina, da autoridade, enfim, de elementos que possam constituir a regularidade das forças militares. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME 3.0.ILICITUDE (antijuridicidade)- Ilicitude é a contrariedade entre a conduta e o ordenamento jurídico em que a conduta típica também se torna ilícita. Em regra, o fato típico também é ilícito, exceto quando ocorrer alguma causa que lhe retire a ilicitude. Exclusão de ilicitude Art. 42 - Não há crime quando o agente pratica o fato: I - em estado de necessidade; II - em legítima defesa; III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. Parágrafo único -Não há igualmente crime quando o comandante de navio, aeronave ou praça de guerra, na iminência de perigo ou grave calamidade, compele os subalternos, por meios violentos, a executar serviços e manobras urgentes, para salvar a unidade ou vidas, ou evitar o desânimo, o terror, a desordem, a rendição, a revolta ou o saque. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME 3.1.Estado de Necessidade – considera-se em estado de necessidade quem pratica um fato típico sacrificando um bem jurídico, para salvar de perito atual direito próprio ou de terceiro, cujo sacrifício nas circunstâncias não era razoável existir. SE HÁ DOIS BENS EM PERIGO DE LESÃO, o Estado permite que seja sacrificado um deles, pois, diante do caso concreto, a tutela não pode salvaguardar a ambos. Requisitos do Estado de Necessidade: 1º) O perigo deve ser atual- abrange o perigo iminente? não. Perigo iminente é perigo do perigo, situação distante para permitir sacrifício de bem jurídico alheio. Obs. o perigo não tem destinatário certo. 2º) Que a situação do perigo não tenha sido causado voluntariamente- prevalece que não pode alegar E.N. o causador doloso do perigo ( o culposo pode). Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME 3º) Não podia de outro modo evitar (inevitabilidade do comportamento lesivo)-é preciso que o único meio para salvar o direito em perigo seja sacrificando bem jurídico. Se há possibilidade de evitar o perigo sem sacrificar bem jurídico não a que se falar em estado de necessidade Ex. fuga. Obs. Essa possibilidade de fuga é chamada pela doutrina de “ comudus discessus” (obrigação de procurar uma cômoda fuga) 4º) Salvar direito próprio ou alheio- E.N próprio e o E.N. de terceiro. Preciso de autorização do terceiro? 5º)proporcionalidade entre bem protegido e bem sacrificado 6º) Não pode alegar EN quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo- Num incêndio o primeiro a sair correndo é o bombeiro, não pode, ele tem que enfrentar o fogo enquanto o fogo comporta enfrentamento Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME O Código Penal adota a teoria unitária, encarando o estado de necessidade apenas como uma excludente de antijuridicidade. O CPM, por outro lado, adota a teoria diferenciadora alemã, com o estado de necessidade justificante (art. 42) e o estado de necessidade exculpante (art. 39). Código Penal Militar: - Estado de necessidade, com excludente de culpabilidade: Art. 39. Não é igualmente culpado quem, para proteger direito próprio ou de pessoa a quem está ligado por estreitas relações de parentesco ou afeição, contra perigo certo e atual, que não provocou, nem podia de outro modo evitar, sacrifica direito alheio, ainda quando superior ao direito protegido, desde que não lhe era razoàvelmente exigível conduta diversa. - Estado de necessidade, como excludente da ilicitude: Art. 43. Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para preservar direito seu ou alheio, de perigo certo e atual, que não provocou, nem podia de outro modo evitar, desde que o mal causado, por sua natureza e importância, é consideràvelmente inferior ao mal evitado, e o agente não era legalmente obrigado a arrostar o perigo. . Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME - Estado de necessidade justificante, específico do comandante Art. 42,Parágrafo único. Não há igualmente crime quando o comandante de navio, aeronave ou praça de guerra, na iminência de perigo ou grave calamidade, compele os subalternos, por meios violentos, a executar serviços e manobras urgentes, para salvar a unidade ou vidas, ou evitar o desânimo, o terror, a desordem, a rendição, a revolta ou o saque. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME ESTADO DE NECESSIDADE NO CPM Teoria Diferenciadora (alemã) Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 3.2.Legítima Defesa- é um conceito legal - art. 44. Art. 44 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. Diferença entre estado de necessidade e legítima defesa : Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME 3.2.1.Requisitos da legítima defesa: 1º) Agressão injusta - é a conduta humana que ataca ou coloca em perigo bens jurídicos de alguém. obs. Ataque de um animal é EN ou LD? 2º) Atual ou iminente- agressão atual é a presente, já a iminente está prestes a ocorrer. obs. Reação contra agressão passada é vingança. obs. Agir para evitar agressão futura e incerta não configura LD, é mera suposição. 3º) A direito seu ou de outrem- Legítima defesa própria ou de terceiro. Obs. O direito protegido pode ser a vida, a saúde corporal, a honra o patrimônio, etc. 4º) Uso moderado dos meios necessários- Por meio necessário entende-se o menos lesivo dentre os meios a disposição do agredido, porém capaz de repelir a injusta agressão. Uso moderado atira no chão, na perna, caso não seja suficiente atira no tórax. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME 3.3. Estrito cumprimento do dever legal- os agentes públicos, no desempenho de suas atividades, não raras vezes, devem agir interferindo na esfera privada dos cidadãos, exatamente para assegurar o cumprimento da lei. Essa intervenção pode redundar em agressão a bens jurídicos como a liberdade, a integridade física, patrimonial, etc. Dentro de limites aceitáveis (razoabilidade), tal intervenção é justificada pelo estrito cumprimento do dever legal. Ex. uso de algemas, imobilizações, penhora, prisões. O agente não pratica o crime de constrangimento ilegal, lesão corporal ou roubo, pois a lei impõe o dever legal, de assim agir. obs. Estrito cumprimento do dever legal- esse dever vai ser completado por norma que vai dizer quais são os deveres impostos ao agente. Ex. art. 301, CPP ”as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito”. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME 3.4.Exercício Regular de direito- o exercício regular de um direito compreende ações do cidadão comum autorizadas pela existência de direito definidoem lei e condicionadas à regularidade do exercício desse direito. Ex. flagrante facultativo ( art. 301, CPP “ qualquer um do povo poderá prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito”) . Castigo para fins de educação, exercício do poder familiar, violência desportiva. obs. O ERD é complementado por lei, está dirá quais são os direitos permissivos. obs. Ofendículos ?? Prudência, razoabilidade. ex. seringa HIV Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME 3.5. Excesso punível: Excesso culposo Art. 45. O agente que, em qualquer dos casos de exclusão de crime, excede culposamente os limites da necessidade, responde pelo fato, se este é punível, a título de culpa. Excesso escusável Parágrafo único. Não é punível o excesso quando resulta de escusável surpresa ou perturbação de ânimo, em face da situação. Excesso doloso Art. 46. O juiz pode atenuar a pena ainda quando punível o fato por excesso doloso. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME Art. 45- Excesso escusável Parágrafo único. Não é punível o excesso quando resulta de escusável surpresa ou perturbação de ânimo, em face da situação. Excesso exculpante ou escusável (inevitável) A perturbação psíquica decorrente do pavor experimentado no caso concreto pelo sujeito durante a situação de perigo ou agressão suprime-lhe a capacidade de avaliar perfeitamente a intensidade de sua reação. Assim, não há que se falar em resposta excessiva em razão de uma postura dolosa ou culposa, mas sim decorrente de perturbação emocional do agredido ou necessitado, daí não se poder exigir do agente conduta diversa. Nem todo excesso intensivo é exculpante. É necessário que as circunstâncias do caso concreto evidenciem que a perturbação psíquica retirou do sujeito a possibilidade de avaliar corretamente a intensidade de sua reação defensiva. Afastada essa situação peculiar, responde pelo excesso culposo. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME 4.0.Culpabilidade- A culpabilidade é o juízo de reprovação que a conduta humana provoca no ambiente da coletividade, que somada às características da tipicidade e ilicitude caracterizam o crime (reprovação social da conduta). Para a teoria normativa pura da culpabilidade, adotada pelo Código Penal, são elementos da culpabilidade: a)imputabilidade; b)potencial consciência da ilicitude do fato; (apenas para o direito penal comum, não tem previsão no direito penal militar). c)exigibilidade de conduta diversa. Para o CPM a culpabilidade é pscicológica normativa. Elementos: dolo e culpa – imputabilidade e exigibilidade de conduta diversa, aqui não existe potencial conhecimento da ilicitude). Pela doutrina e jurisprudência aplica-se a teoria finalista no direito militar. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME 4.1.Imputabilidade- É o conjunto de condições pessoais que conferem ao agente a capacidade de discernimento e compreensão, para entender os seus atos e determinar-se conforme seu entendimento. 1- Sistemas de Imputabilidade: a)biológico: leva em conta apenas o desenvolvimento mental do agente, independentemente se tinha ou não, ao tempo da conduta capacidade de entendimento e autodeterminação. (menoridade) b)Psicológico: considera apenas se o agente ao tempo da conduta tinha capacidade de entendimento e autodeterminação, independente da sua condição mental. c) Biopsicológico: considera inimputável aquele que, em razão de sua condição mental, era, ao tempo da conduta inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.(doença mental) Inimputáveis Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME Art. 48. Não é imputável quem, no momento da ação ou da omissão, não possui a capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento, em virtude de doença mental, de desenvolvimento mental incompleto ou retardado. 3.3.Hipóteses de Inimputabilidade : a)Em razão de anomalia psíquica ( sistema biopsicológico). b)Em razão da idade do agente ( sistema biológico). “ o menor de 18 anos é inimputável” . Seguimos postulados científicos ou postulados de política criminal ? c) Em razão da embriaguez acidental e completa:(sistema biopsicológico). Obs. Semi- imputável - Se a capacidade por doença mental ou embriaguez acidental não suprime, mas diminui consideravelmente a capacidade de entendimento da ilicitude do fato ou a de autodeterminação, não fica excluída a imputabilidade, mas a pena pode ser atenuada. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Embriaguez - é a intoxicação aguda e transitória causada pelo álcool ( ou substâncias de efeito análogos) que pode gerar desde uma ligeira excitação inicial até o estado de paralisia e coma. Teoria da “actio libera in causa” – o ato transitório revestido de inconsciência decorre de ato antecedente que foi livre na vontade, transferindo-se para esse momento a constatação da imputabilidade. Ex. motorista completamente bêbado atropela e mata pedestre. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 4.2.Exigibilidade de conduta diversa: Exige-se que nas circunstâncias de fato tivesse possibilidade de realizar outra conduta de acordo com o ordenamento jurídico. 4.2.1.Causas de exclusão: 1º) Inexigibilidade de conduta diversa em razão da coação irresistível (art. 38, CPM). Art. 38. Não é culpado quem comete o crime: a) sob coação irresistível ou que lhe suprima a faculdade de agir segundo a própria vontade; b) em estrita obediência a ordem direta de superior hierárquico, em matéria de serviços. §1° Responde pelo crime o autor da coação ou da ordem. §2° Se a ordem do superior tem por objeto a prática de ato manifestamente criminoso, ou há excesso nos atos ou na forma da execução, é punível também o inferior. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Requisitos: (doutrina) a)Coação moral. Cuidado pois coação física exclui conduta. b) Coação moral irresistível. Se resistível, servirá como atenuante de pena. Consequência: só é punível o autor da coação ( autoria mediata). Coação física ou material Art. 40. Nos crimes em que há violação do dever militar, o agente não pode invocar coação irresistível senão quando física ou material Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 2ª) Inexigibilidade de conduta diversa em razão da obediência hierárquica. a)Ordem de superior hierárquico: Relação hierárquica no meio militar; b) Ordem emitida não pode ser manifestamente criminosa: deve ser entendida segundo as circunstâncias de fato, levando em consideração a inteligência e a cultura do subordinado. Consequências: só é punível o autor da ordem. Crime de insubordinação: Art. 163. Recusar obedecer a ordem do superior sobre assunto ou matéria de serviço, ou relativamente a dever imposto em lei, regulamento ou instrução: Pena - detenção, de um a dois anos, se o fato não constitui crime mais grave. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” TEORIA GERAL DO CRIME 3°) Estado de necessidade, com excludente de culpabilidade Art. 39. Não é igualmente culpado quem, para proteger direito próprio ou de pessoa a quem está ligado por estreitas relações de parentesco ou afeição,contra perigo certo e atual, que não provocou, nem podia de outro modo evitar, sacrifica direito alheio, ainda quando superior ao direito protegido, desde que não lhe era razoavelmente exigível conduta diversa. O estado de necessidade exculpante tem como finalidade a exclusão da culpabilidade pela inexigibilidade de outro comportamento. Adotada apenas para o direito penal militar. 4°) Legítima defesa Excesso escusável Parágrafo único. Não é punível o excesso quando resulta de escusável surprêsa ou perturbação de ânimo, em face da situação. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” ERRO DE DIREITO Art. 35. A pena pode ser atenuada ou substituída por outra menos grave quando o agente, salvo em se tratando de crime que atente contra o dever militar, supõe lícito o fato, por ignorância ou erro de interpretação da lei, se escusáveis. ERRO DE FATO Art. 36. É isento de pena quem, ao praticar o crime, supõe, por erro plenamente escusável, a inexistência de circunstância de fato que o constitui ou a existência de situação de fato que tornaria a ação legítima. Erro de fato x Erro de direito Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ TEORIA GERAL DO CRIME Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” AÇÃO PENAL AÇÃO PENAL MILITAR (ART. 29 A 33/CPPM) AÇÃO PENAL MILITAR PUBLICA (SEMPRE) Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” AÇÃO PENAL 1-Ação penal pública: A ação penal pública é a regra e é exclusiva do Ministério Público sendo que se inicia através da denúncia A ação penal pública se subdivide em: 1.1- Ação penal pública incondicionada: É aquela titularizada pelo Ministério público e que independe de manifestação de vontade da vítima ou de terceiros para ser exercida. Ela constitui a regra em nosso ordenamento militar. 1.2 Ação penal pública condicionada a requisição – nesse caso, a atividade do Ministério Público (início da ação penal) fica condicionada a um permissivo externado denominado REQUISIÇÃO. Nessas ações exige autorização do ministério da justiça ou Procurador Geral de Justiça Militar. 2. Ação penal privada subsidiária da pública: Esta espécie de ação penal privada encontra-se expressamente prevista na Constituição, art. 5º, LIX, segundo o qual "será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal". Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PENAS PRINCIPAIS 1.0.CONCEITO Pena é uma sanção aflitiva imposta pelo Estado, mediante ação penal militar, ao autor de uma infração penal militar, com retribuição de seu ato ilícito militar. No CPM, há uma divisão entre penas principais e penas acessórias. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PENAS PRINCIPAIS 1.1.DAS PENAS PRINCIPAIS - CLASSIFICAÇÃO DAS PENAS: A)Pena privativa da vida – Pena de morte (fuzilamento) B)Pena privativa de liberdade – Reclusão, Detenção e Prisão; c)Pena restritiva de liberdade – Impedimento; D)Pena restritiva de direito –Reforma e Suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PENAS PRINCIPAIS Mínimos e máximos genéricos Art. 58. O mínimo da pena de reclusão é de um ano, e o máximo de trinta anos; o mínimo da pena de detenção é de trinta dias, e o máximo de dez anos. Pena até dois anos imposta a militar Art. 59 - A pena de reclusão ou de detenção até 2 (dois) anos, aplicada a militar, é convertida em pena de prisão e cumprida, quando não cabível a suspensão condicional: (Redação dada pela Lei nº 6.544, de 30.6.1978) I - pelo oficial, em recinto de estabelecimento militar; II - pela praça, em estabelecimento penal militar, onde ficará separada de presos que estejam cumprindo pena disciplinar ou pena privativa de liberdade por tempo superior a dois anos. Separação de praças especiais e graduadas Parágrafo único. Para efeito de separação, no cumprimento da pena de prisão, atender-se-á, também, à condição das praças especiais e à das graduadas, ou não; e, dentre as graduadas, à das que tenham graduação especial. Pena superior a dois anos, imposta a militar Art. 61 - A pena privativa da liberdade por mais de 2 (dois) anos, aplicada a militar, é cumprida em penitenciária militar e, na falta dessa, em estabelecimento prisional civil, ficando o recluso ou detento sujeito ao regime conforme a legislação penal comum, de cujos benefícios e concessões, também, poderá gozar. (Redação dada pela Lei nº 6.544, de 30.6.1978) Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PENAS PRINCIPAIS Pena superior a dois anos, imposta a militar Art. 61 - A pena privativa da liberdade por mais de 2 (dois) anos, aplicada a militar, é cumprida em penitenciária militar e, na falta dessa, em estabelecimento prisional civil, ficando o recluso ou detento sujeito ao regime conforme a legislação penal comum, de cujos benefícios e concessões, também, poderá gozar. (Redação dada pela Lei nº 6.544, de 30.6.1978) Pena privativa da liberdade imposta a civil Art. 62 - O civil cumpre a pena aplicada pela Justiça Militar, em estabelecimento prisional civil, ficando ele sujeito ao regime conforme a legislação penal comum, de cujos benefícios e concessões, também, poderá gozar. (Redação dada pela Lei nº 6.544, de 30.6.1978) Cumprimento em penitenciária militar Parágrafo único - Por crime militar praticado em tempo de guerra poderá o civil ficar sujeito a cumprir a pena, no todo ou em parte em penitenciária militar, se, em benefício da segurança nacional, assim o determinar a sentença. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PENAS PRINCIPAIS PENA DE MORTE - COMUNICAÇÃO Art. 57. A sentença definitiva de condenação à morte é comunicada, logo que passe em julgado, ao Presidente da República, e não pode ser executada senão depois de sete dias após a comunicação. Parágrafo único. Se a pena é imposta em zona de operações de guerra, pode ser imediatamente executada, quando o exigir o interesse da ordem e da disciplina militares. Pena de impedimento Art. 63. A pena de impedimento sujeita o condenado a permanecer no recinto da unidade, sem prejuízo da instrução militar. \ O impedimento é a pena prevista para o crime de insubmissão. A Doutrina diz que esta pena tem “nítido caráter ressocializador e educativo”. Pena de suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função Art. 64. A pena de suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função consiste na agregação, no afastamento, no licenciamento ou na disponibilidade do condenado, pelo tempo fixado na sentença, sem prejuízo do seu comparecimento regular à sede do serviço. Não será contado como tempo de serviço, para qualquer efeito, o do cumprimento da pena. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PENAS PRINCIPAIS Caso de reserva,reforma ou aposentadoria Parágrafo único. Se o condenado, quando proferida a sentença, já estiver na reserva, ou reformado ou aposentado, a pena prevista neste artigo será convertida em pena de detenção, de três meses a um ano. Pena de reforma Art. 65. A pena de reforma sujeita o condenado à situação de inatividade, não podendo perceber mais de um vinte e cinco avos do soldo, por ano de serviço, nem receber importância superior à do soldo A suspensão do exercício do posto é aplicável ao oficial que pratica comércio (art. 204). OBS.A Doutrina entende que a previsão da pena de reforma não foi recepcionada pela Constituição, pois esta não permite penas de caráter perpétuo. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PENAS ACESSÓRIAS 1.2. Penas Acessórias Art. 98. São penas acessórias: I - a perda de posto e patente; II - a indignidade para o oficialato; III - a incompatibilidade com o oficialato; IV - a exclusão das forças armadas; V - a perda da função pública, ainda que eletiva; VI - a inabilitação para o exercício de função pública; VII - a suspensão do pátrio poder, tutela ou curatela; VIII - a suspensão dos direitos políticos. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PENAS ACESSÓRIAS Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PENAS ACESSÓRIAS PERDA DE POSTO E PATENTE Art. 99. A perda de posto e patente resulta da condenação a pena privativa de liberdade por tempo superior a dois anos, e importa a perda das condecorações. Obs.A condenação que resulta na perda do posto e da patente só pode decorrer de decisão de Tribunal Militar ou Civil, nos termos do art. 142, §3º, VI, da Constituição. INDIGNIDADE PARA O OFICIALATO Art. 100. Fica sujeito à declaração de indignidade para o oficialato o militar condenado, qualquer que seja a pena, nos crimes de traição, espionagem ou cobardia, ou em qualquer dos definidos nos arts. 161, 235, 240, 242, 243, 244, 245, 251, 252, 303, 304, 311 e 312. Esta pena acessória decorre dos crimes de desrespeito a símbolo nacional, pederastia ou outro ato libidinoso, furto simples, roubo simples, extorsão simples, extorsão mediante sequestro, chantagem, estelionato, abuso de pessoa, peculato, peculato mediante aproveitamento de erro de outrem, falsificação de documento, falsidade ideológica. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PENAS ACESSÓRIAS INCOMPATIBILIDADE COM O OFICIALATO Art. 101. Fica sujeito à declaração de incompatibilidade com o oficialato o militar condenado nos crimes dos arts. 141 e 142. Obs.Os crimes mencionados no dispositivo são o de entendimento para gerar conflito ou divergência com o Brasil, e o de tentativa contra a soberania do Brasil. EXCLUSÃO DAS FORÇAS ARMADAS Art. 102. A condenação da praça a pena privativa de liberdade, por tempo superior a dois anos, importa sua exclusão das forças armadas. Obs.Perceba que esta pena acessória somente é aplicável às praças, e não aos oficiais. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PENAS ACESSÓRIAS PERDA DA FUNÇÃO PÚBLICA Art. 103. Incorre na perda da função pública o assemelhado ou o civil: I - condenado a pena privativa de liberdade por crime cometido com abuso de poder ou violação de dever inerente à função pública; II - condenado, por outro crime, a pena privativa de liberdade por mais de dois anos. Parágrafo único. O disposto no artigo aplica-se ao militar da reserva, ou reformado, se estiver no exercício de função pública de qualquer natureza. Obs. Esta pena acessória, nos termos do caput do art. 103, é aplicável apenas ao civil que cometeu crime militar, já que a figura do assemelhando não mais existe em nosso ordenamento. O parágrafo único, por outro lado, permite que a perda da função seja aplicada também ao militar da reserva ou reformado que esteja exercendo função pública de qualquer natureza. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PENAS ACESSÓRIAS INABILITAÇÃO PARA O EXERCÍCIO DE FUNÇÃO PÚBLICA Art. 104. Incorre na inabilitação para o exercício de função pública, pelo prazo de dois até vinte anos, o condenado a reclusão por mais de quatro anos, em virtude de crime praticado com abuso de poder ou violação do dever militar ou inerente à função pública. TERMO INICIAL Parágrafo único. O prazo da inabilitação para o exercício de função pública começa ao termino da execução da pena privativa de liberdade ou da medida de segurança imposta em substituição, ou da data em que se extingue a referida pena. Obs.Perceba que, para que esta pena acessória seja aplicável, é necessária a conjugação de dois fatores: - Crime praticado com abuso de poder ou violação do dever militar ou inerente à função pública. - Condenação a pena de reclusão por mais de quatro anos. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PENAS ACESSÓRIAS SUSPENSÃO DO PÁTRIO PODER, TUTELA OU CURATELA Art. 105. O condenado a pena privativa de liberdade por mais de dois anos, seja qual for o crime praticado, fica suspenso do exercício do pátrio poder, tutela ou curatela, enquanto dura a execução da pena, ou da medida de segurança imposta em substituição (art. 113). SUSPENSÃO PROVISÓRIA Parágrafo único. Durante o processo pode o juiz decretar a suspensão provisória do exercício do pátrio poder, tutela ou curatela. SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS Art. 106. Durante a execução da pena privativa de liberdade ou da medida de segurança imposta em substituição, ou enquanto perdura a inabilitação para função pública, o condenado não pode votar, nem ser votado. A suspensão dos direitos políticos é consequência natural da condenação, conforme art. 15 da Constituição: “É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: (...) III – condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PENAS ACESSÓRIAS IMPOSIÇÃO DE PENA ACESSÓRIA Art. 107. Salvo os casos dos arts. 99, 103, nº II, e 106, a imposição da pena acessória deve constar expressamente da sentença. A regra geral é de que a imposição de pena acessória deve vir expressa na sentença condenatória. As exceções são a perda de posto e patente, a perda de função pública pelo civil que for condenado a pena privativa de liberdade de mais de dois anos, e a suspensão dos direitos políticos (prevista pela própria Constituição). Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PUNIBILIDADE Punibilidade- O direito que tem o Estado de aplicar a pena contra quem praticou a conduta típica, causando lesão ao bem jurídico. Cuidado: a punibilidade não é absoluta, o direito de punir não é eterno, encontra limites. Pode ser extinta. EXCLUDENTES DE PUNIBILIDADE (art. 123 ); Art. 123. Extingue-se a punibilidade: I - pela morte do agente; II - pela anistia ou indulto; III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; IV - pela prescrição; V - pela reabilitação; VI - pelo ressarcimento do dano, no peculato culposo (art. 303, § 4º). OBS. Perdão Judicial Apesar de não mencionado no rol do artigo 123 do Código Penal Militar, há previsão de perdão judicial, no caso de RECEPTAÇÃO CULPOSA (art. 255), podendo o juiz deixar de aplicar a pena se o agente é primário e o valor da coisa não é superior a um décimo do salário mínimo. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PUNIBILIDADE Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Políciae Segurança Pública” PUNIBILIDADE Morte do agente – os efeitos extrapenais não desaparecem, sendo inclusive possível que os efeitos de caráter civil, a exemplo da obrigação de reparar o dano causado, alcancem o patrimônio transferido aos herdeiros do falecido. A anistia - advém de ato legislativo federal, tem status de lei penal, sendo devidamente sancionada pelo executivo. Através desse ato, o Estado, em razão de clemência, política social e outros fatores “esquece” um fato criminoso, perdoando a prática de infrações penais o que acarreta a exclusão dos seus efeitos penais (e não civis) não se dirige a indivíduos, mas sim a todos que cometeram determinado delito. Ex. bombeiros do RJ. O Indulto são concedidos pelo Presidente República, por meio de decreto presidencial e consubstanciam-se, assim como a graça, em forma de extinção da punibilidade. A diferença entre a graça e o indulto reside no fato de que a graça é concedida individualmente, enquanto o indulto de maneira coletiva a determinados fatos impostos pelo Chefe do Poder Executivo, daí a opção de alguns doutrinadores em denominar a graça de indulto individual. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PUNIBILIDADE Abolitio Criminis- Quando a nova lei deixa de considerar um fato até então criminoso. Prescrição- é a perda, em face do decurso do tempo, do ato de o Estado punir ou executar punição. Reabilitação – é um instituto jurídico por meio do qual o condenado pode ter restituído seu status quo ante, ou seja, sua situação antes da condenação. Os antecedentes criminais e as anotações negativas são, portanto, são retirados de sua ficha. A reabilitação poderá ser requerida decorridos cinco anos do dia em que for extinta, de qualquer modo, a pena principal ou terminar a execução desta. Negada a reabilitação, não pode ser novamente requerida senão após o decurso de dois anos. Ressarcimento do dano, no peculato culposo (art. 303, § 4º) – Ex. Peculato culposo. Atenção : Não consta graça e nem perdão judicial. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PUNIBILIDADE ESPÉCIES DE PRESCRIÇÃO Art. 124. A prescrição refere-se à ação penal ou à execução da pena. Prescrição da ação penal Art. 125. A prescrição da ação penal, salvo o disposto no § 1º deste artigo, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, verificando-se: I - em trinta anos, se a pena é de morte; II - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze; III - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito e não excede a doze; IV - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro e não excede a oito; V - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois e não excede a quatro; VI - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não excede a dois; VII - em dois anos, se o máximo da pena é inferior a um ano Termo inicial da prescrição da ação penal § 2º A prescrição da ação penal começa a correr: a) do dia em que o crime se consumou; b) no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa; c) nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência; d) nos crimes de falsidade, da data em que o fato se tornou conhecido. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PUNIBILIDADE Prescrição no caso de reforma ou suspensão de exercício Art. 127. Verifica-se em quatro anos a prescrição nos crimes cuja pena cominada, no máximo, é de reforma ou de suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função. Suspensão da prescrição § 4º A prescrição da ação penal não corre: I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento da existência do crime; II - enquanto o agente cumpre pena no estrangeiro. Interrupção da prescrição § 5º O curso da prescrição da ação penal interrompe-se: I - pela instauração do processo; II - pela sentença condenatória recorrível. Declaração de ofício Art. 133. A prescrição, embora não alegada, deve ser declarada de ofício Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PUNIBILIDADE Prescrição da execução da pena ou da medida de segurança que a substitui Art. 126. A prescrição da execução da pena privativa de liberdade ou da medida de segurança que a substitui (art. 113) regula-se pelo tempo fixado na sentença e verifica-se nos mesmos prazos estabelecidos no art. 125, os quais se aumentam de um têrço, se o condenado é criminoso habitual ou por tendência. § 3º O curso da prescrição da execução da pena suspende-se enquanto o condenado está preso por outro motivo, e interrompe-se pelo início ou continuação do cumprimento da pena, ou pela reincidência. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PUNIBILIDADE REDUÇÃO Art. 129. São reduzidos de metade os prazos da prescrição, quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de vinte e um anos ou maior de setenta. PRESCRIÇÃO NO CASO DE INSUBMISSÃO Art. 131. A prescrição começa a correr, no crime de insubmissão, do dia em que o insubmisso atinge a idade de trinta anos. PRESCRIÇÃO NO CASO DE DESERÇÃO Art. 132. No crime de deserção, embora decorrido o prazo da prescrição, esta só extingue a punibilidade quando o desertor atinge a idade de quarenta e cinco anos, e, se oficial, a de sessenta. Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PUNIBILIDADE Reabilitação: Art. 134. A reabilitação alcança quaisquer penas impostas por sentença definitiva § 1º A reabilitação poderá ser requerida decorridos cinco anos do dia em que for extinta, de qualquer modo, a pena principal ou terminar a execução desta ou da medida de segurança aplicada em substituição (art. 113), ou do dia em que terminar o prazo da suspensão condicional da pena ou do livramento condicional, desde que o condenado: a) tenha tido domicílio no País, no prazo acima referido; b) tenha dado, durante esse tempo, demonstração efetiva e constante de bom comportamento público e privado; c) tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstre absoluta impossibilidade de o fazer até o dia do pedido, ou exiba documento que comprove a renúncia da vítima ou novação da dívida. . Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PUNIBILIDADE Prazo para renovação do pedido § 3º Negada a reabilitação, não pode ser novamente requerida senão após o decurso de dois anos. Revogação § 5º A reabilitação será revogada de ofício, ou a requerimento do Ministério Público, se a pessoa reabilitada for condenada, por decisão definitiva, ao cumprimento de pena privativa da liberdade. Cancelamento do registro de condenações penais Art. 135. Declarada a reabilitação, serão cancelados, mediante averbação, os antecedentes criminais. . Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PARTE ESPECIAL Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Dos crimes militares em tempo de paz: Dos crimes contra a autoridade ou disciplina militar ( art. 149 ao 182); b) Dos crimes contra o serviço e o dever militar( art. 183 ao 204); c) Dos crimes contra a Administração Militar ( art. 298 ao 339) Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” CRIMES EM TEMPO DE PAZ Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Motim Art. 149. Reunirem-se militares ou assemelhados: I - agindo contra a ordem recebida de superior, ou negando-se a cumpri-la; II - recusando obediência a superior, quando estejam agindo semordem ou praticando violência; III - assentindo em recusa conjunta de obediência, ou em resistência ou violência, em comum, contra superior; Pena — reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, com aumento de 1/3 (um terço) para os cabeças. IV - ocupando quartel, fortaleza, arsenal, fábrica ou estabelecimento militar, ou dependência de qualquer deles, hangar, aeródromo ou aeronave, navio ou viatura militar, ou utilizando-se de qualquer daqueles locais ou meios de transporte, para ação militar, ou prática de violência, em desobediência a ordem superior ou em detrimento da ordem ou da disciplina militar: Pena — reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, com aumento de 1/3 (um terço) para os cabeças. REVOLTA Parágrafo único. Se os agentes estavam armados: Obs.única diferença entre motim e revolta. Não é necessário utilizá-las. Pena — reclusão, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos, com aumento de 1/3 (um terço) para os cabeças. DOS CRIMES CONTRA AUTORIDADE E DISCIPLINA Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Organização de grupo para a prática de violência Art. 150. Reunirem-se dois ou mais militares ou assemelhados, com armamento ou material bélico, de propriedade militar, praticando violência à pessoa ou à coisa pública ou particular em lugar sujeito ou não à administração militar: Pena — reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. Obs.“armamento” também inclui as armas impróprias: paus, facas, revólver de uso pessoal do militar, etc. Obs. O crime apenas se consuma com a prática da violência (crime material). Omissão de lealdade militar Art. 151. Deixar o militar ou assemelhado de levar ao conhecimento do superior o motim ou revolta de cuja preparação teve notícia, ou, estando presente ao ato criminoso, não usar de todos os meios ao seu alcance para impedi-lo: Pena — reclusão, de 3 (três) a 5 (cinco) anos. Obs. crime de concurso eventual, ele não faz parte do motim ou revolta, ele apenas toma conhecimento e fica calado, aqui tem que delatar. Crime omissivo puro, não admite tentativa, é de mera conduta. DOS CRIMES CONTRA AUTORIDADE E DISCIPLINA Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Conspiração Art. 152. Concertarem-se militares ou assemelhados para a prática do crime previsto no artigo 149: Pena — reclusão, de 3 (três) a 5 (cinco) anos. Isenção de pena Parágrafo único. É isento de pena aquele que, antes da execução do crime e quando era ainda possível evitar-lhe as consequências, denuncia o ajuste de que participou. Obs. Causa especial de extinção de punibilidade. Era um dos conspiradores. Obs. Mais uma vez estamos diante de um crime de coautoria necessária (também chamado de plurissubjetivo), em que é necessária a ação de pelo menos duas pessoas. Cumulação de penas Art. 153. As penas dos arts. 149 e 150 são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à violência. Ex. Motim, mais dois homicídios e lesão - soma tudo... DOS CRIMES CONTRA AUTORIDADE E DISCIPLINA Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Aliciação para motim ou revolta Art. 154. Aliciar militar ou assemelhado para a prática de qualquer dos crimes previstos no capítulo anterior: Pena — reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. obs. militar sai procurando, convidando, aliciando, mesmo não tendo realizado o motim já basta para configurar. Obs.Aqui o sujeito ativo não precisa ser militar. Estamos diante de um crime impropriamente militar, pois nada impede que o civil alicie um militar para o cometimento de crimes contra a disciplina ou a autoridade militar. O termo “aliciar” significa atrair, seduzir, envolver. Obs.O crime apenas se consuma quando o militar efetivamente se deixa seduzir pelo aliciador e com ele concorda. Se a vítima não concordar, poderá haver a aliciação para motim ou revolta em sua forma tentada. DOS CRIMES CONTRA AUTORIDADE E DISCIPLINA Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Incitamento Art. 155. Incitar à desobediência, à indisciplina ou à prática de crime militar: Pena — reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem introduz, afixa ou distribui, em lugar sujeito à administração militar, impressos, manuscritos ou material mimeografado, fotocopiado ou gravado, em que se contenha incitamento à prática dos atos previstos no artigo. Obs. Só pode ser praticado em local sujeito a administração militar. Obs.Mais uma vez o sujeito ativo pode ser tanto civil quanto militar, vez que se trata de crime impropriamente militar. Obs.O verbo “incitar” significa impelir, mover, instigar, estimular. Obs.Se o militar não concordar com o incitador, estaremos diante da tentativa de incitamento. DOS CRIMES CONTRA AUTORIDADE E DISCIPLINA Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” APOLOGIA DE FATO CRIMINOSO OU DO SEU AUTOR Art. 156. Fazer apologia de fato que a lei militar considera crime, ou do autor do mesmo, em lugar sujeito à administração militar: Pena - detenção, de seis meses a um ano. Obs. O sujeito ativo deste crime pode ser qualquer pessoa, civil ou militar. Trata-se de crime impropriamente militar. Obs. O enaltecimento do crime militar ou seu autor também só será crime militar quando feito em local sob administração militar. DOS CRIMES CONTRA AUTORIDADE E DISCIPLINA Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Violência contra superior Art. 157. Praticar violência contra superior: obs. Hierarquia vertical. Pena — detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. Formas qualificadas § 1º. Se o superior é comandante da unidade a que pertence o agente, ou oficial general: Pena — reclusão, de 3 (três) a 9 (nove) anos. Obs. Tem que ser comandante da unidade a que pertence o agente. § 2º. Se a violência é praticada com arma, a pena é aumentada de 1/3 (um terço). Obs. Qualquer arma, inclusive faca. É necessário que a arma seja empregada. § 3º. Se da violência resulta lesão corporal, aplica-se, além da pena da violência, a do crime contra a pessoa. § 4º. Se da violência resulta morte: Pena — reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos. § 5º. A pena é aumentada da sexta parte, se o crime ocorre em serviço. DOS CRIMES CONTRA AUTORIDADE E DISCIPLINA Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Obs.Para que o crime ocorra, é necessário que o agressor tenha conhecimento da posição superior do agredido. Obs.A violência consiste no emprego de força física. O delito não se configura se a violência for praticada contra coisa, a exemplo do veículo ou dos pertences do superior. Não é necessário que haja lesão corporal, mas é indispensável o contato físico. VIOLÊNCIA CONTRA MILITAR DE SERVIÇO Art. 158. Praticar violência contra oficial de dia, de serviço, ou de quarto, ou contra sentinela, vigia ou plantão: Pena - reclusão, de três a oito anos. FORMAS QUALIFICADAS § 1º Se a violência é praticada com arma, a pena é aumentada de um terço. § 2º Se da violência resulta lesão corporal, aplica-se, além da pena da violência, a do crime contra a pessoa. ( concurso formal) § 3º Se da violência resulta morte: Pena - reclusão, de doze a trinta anos. Obs. O sujeito ativo deste crime poderá ser militar ou civil. Trata-se de crime impropriamente militar. DOS CRIMES CONTRA AUTORIDADE E DISCIPLINA Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” AUSÊNCIA DE DOLO NO RESULTADO Art. 159. Quando da violência resulta morte ou lesão corporal e as circunstâncias evidenciam que o agente não quis o resultado nem assumiu o risco de produzi-lo, a pena do crime contra a pessoa é diminuída de metade. ( preterdolo) DOS CRIMES CONTRA AUTORIDADEE DISCIPLINA Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” DESRESPEITO A SUPERIOR Art. 160. Desrespeitar superior diante de outro militar: Pena - detenção, de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave. DESRESPEITO A COMANDANTE, OFICIAL GENERAL OU OFICIAL DE SERVIÇO Parágrafo único. Se o fato é praticado contra o comandante da unidade a que pertence o agente, oficial-general, oficial de dia, de serviço ou de quarto, a pena é aumentada da metade Obs.O cometimento deste crime é restrito aos militares. Obs.O tipo também exige que o ato de desrespeito ocorra na presença de outro militar. Se o fato se der diante de civis, não se configurará o crime. Obs.Este crime é subsidiário, como podemos aduzir da expressão “se o fato não constitui crime mais grave”. Essa subsidiariedade se dá em relação ao crime de desacato a superior (art. 298). DOS CRIMES CONTRA AUTORIDADE E DISCIPLINA Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” DESRESPEITO A SÍMBOLO NACIONAL Art. 161. Praticar o militar diante da tropa, ou em lugar sujeito à administração militar, ato que se traduza em ultraje a símbolo nacional: Pena – detenção de um a dois anos. Obs. O sujeito ativo é o militar em situação de atividade. Não é possível o cometimento do crime por militar inativo ou civil, exceto em concurso de agentes. Obs. É imprescindível que o ato ocorra em local sujeito à administração militar, ou diante da tropa. Tropa é a reunião de pelo menos dois militares sob o comando de um terceiro, e para que haja o delito é necessário que os demais militares percebam o desrespeito. DOS CRIMES CONTRA AUTORIDADE E DISCIPLINA Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” DESPOJAMENTO DESPREZÍVEL Art. 162. Despojar-se de uniforme, condecoração militar, insígnia ou distintivo, por menosprezo ou vilipêndio: Pena – detenção, de seis meses a um ano. Parágrafo único. A pena é aumentada da metade, se o fato é praticado diante da tropa, ou em público. Obs. Despojar-se significa retirar de si, despir-se, e o tipo exige que o ato seja praticado em razão de menosprezo ou vilipêndio. DOS CRIMES CONTRA AUTORIDADE E DISCIPLINA Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Insubordinação RECUSA DE OBEDIÊNCIA Art. 163. Recusar obedecer a ordem do superior sobre assunto ou matéria de serviço, ou relativamente a dever imposto em lei, regulamento ou instrução: Pena – de tenção, de um a dois anos, se o fato não constitui crime mais grave. Obs. Trata-se de crime de mão própria, não sendo admitida a coautoria. Na realidade, se imaginarmos uma situação de coautoria, esta se traduziria na recusa coletiva de cumprir ordens superiores, e este é outro tipo penal: motim ou revolta. Obs. A insubordinação, é gênero, que comporta quatro diferentes espécies, entre elas a recusa de obediência. Obs. Perceba que o tipo penal também prevê o conteúdo da ordem: assunto ou matéria de serviço. Se a ordem for legal, mas tiver conteúdo diferente, estaremos diante do delito de desobediência (art. 301 do CPM). OPOSIÇÃO A ORDEM DE SENTINELA Art. 164. Opor-se às ordens da sentinela: Pena – detenção, de seis meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave. Obs. O sujeito ativo poderá ser militar ou civil, uma vez que não há exigência específica no tipo. O crime é impropriamente militar. DOS CRIMES CONTRA AUTORIDADE E DISCIPLINA Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” OPOSIÇÃO A ORDEM DE SENTINELA Art. 164. Opor-se às ordens da sentinela: Pena – detenção, de seis meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave. Obs. O sujeito ativo poderá ser militar ou civil, uma vez que não há exigência específica no tipo. O crime é impropriamente militar. Reunião ilícita Art. 165. Promover a reunião de militares, ou nela tomar parte, para discussão de ato de superior ou assunto atinente à disciplina militar: Pena — detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano a quem promove a reunião; de 2 (dois) a 6 (seis) meses a quem dela participa, se o fato não constitui crime mais grave. Obs. O sujeito ativo é o militar ou civil. Trata-se de crime impropriamente militar. Obs. A maior parte dos doutrinadores diz que somente haverá o crime se a discussão significar afronta à disciplina ou à hierarquia militar. DOS CRIMES CONTRA AUTORIDADE E DISCIPLINA Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Publicação ou crítica indevida Art. 166. Publicar o militar , sem licença, ato ou documento oficial, ou criticar publicamente ato de seu superior ou assunto atinente à disciplina militar, ou a qualquer resolução do Governo: Pena — detenção, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano, se o fato não constitui crime mais grave. Este tipo somente pode ser praticado por militar em situação de atividade. Trata-se de crime propriamente militar. DOS CRIMES CONTRA AUTORIDADE E DISCIPLINA Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Uso indevido por militar de uniforme, distintivo ou insígnia Art. 171. Usar o militar ou assemelhado, indevidamente, uniforme, distintivo ou insígnia de posto ou graduação superior: Pena - detenção, de seis meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave. Uso indevido de uniforme, distintivo ou insígnia militar por qualquer pessoa Art. 172. Usar, indevidamente, uniforme, distintivo ou insígnia militar a que não tenha direito: Pena - detenção, até seis meses. DOS CRIMES CONTRA AUTORIDADE E DISCIPLINA Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Deserção – Art. 187. Ausentar-se o militar, sem licença, da unidade em que serve, ou do lugar em que deve permanecer, por mais de oito dias: Pena — detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos; se oficial, a pena é agravada. Obs. Ausentar por 6 dias há deserção? Não, apenas transgressão. Exatos 08 dias ? não configura. Configura a partir do primeiro minuto após o oitavo dia. Obs. Para configurar exige que tenha passado mais de 8 dias. Prevalece que é crime permanente, mão própria e ‘não admite coautoria. Obs. O afastamento tem que ser injustificado. Este é um elemento normativo do tipo penal. Parece óbvio, e é mesmo, mas essa ilicitude é contemplada pelo tipo quando adota a expressão “sem licença”. Obs.O STM também já decidiu que o período de graça não se interrompe por telefonema do desertor, mas somente com sua presença física nas dependências da Organização Militar em que serve, e não em qualquer outra. DOS CRIMES CONTRA O SERVIÇO E O DEVER MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Casos assimilados Art. 188. Na mesma pena incorre o militar que: I - não se apresenta no lugar designado, dentro de oito dias, findo o prazo de trânsito ou férias; II - deixa de se apresentar a autoridade competente, dentro do prazo de oito dias, contados daquele em que termina ou é cassada a licença ou agregação ou em que é declarado o estado de sítio ou de guerra; III - tendo cumprido a pena, deixa de se apresentar, dentro do prazo de oito dias; IV - consegue exclusão do serviço ativo ou situação de inatividade, criando ou simulando incapacidade. Obs. não exige nenhum prazo. Aqui cria ou simula qualquer incapacidade, ou seja, pode ser física ou mental. Obs. Célio Lobão chama os casos assimilados de hipóteses de “deserção após ausência autorizada”. DOS CRIMES CONTRA O SERVIÇO E O DEVER MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Deserção Art. 189. Nos crimes dos arts. 187 e 188, ns. I, II e III: Atenuante especial I - se o agente seapresenta voluntariamente dentro em oito dias após a consumação do crime, a pena é diminuída de metade; e de um terço, se de mais de oito dias e até sessenta; Agravante especial II - se a deserção ocorre em unidade estacionada em fronteira ou país estrangeiro, a pena é agravada de um terço. DOS CRIMES CONTRA O SERVIÇO E O DEVER MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Deserção especial obs. Configura com a própria partida do navio, não exige o prazo de 08 dias. Art. 190. Deixar o militar de apresentar-se no momento da partida do navio ou aeronave, de que é tripulante, ou do deslocamento da unidade ou força em que serve: Pena — detenção, até 3 (três) meses, se após a partida ou deslocamento se apresentar, dentro de 24 (vinte e quatro) horas, à autoridade militar do lugar, ou, na falta desta, à autoridade policial, para ser comunicada a apresentação ao comando militar competente. § 1º. Se a apresentação se der dentro de prazo superior a 24 (vinte e quatro) horas e não excedente a 5 (cinco) dias: Pena — detenção, de 2 (dois) a 8 (oito) meses. § 2º. Se superior a 5 (cinco) dias e não excedente a 8 (oito) dias: Pena — detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. § 2º-A. Se superior a oito dias: Pena — detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. Aumento de pena § 3º. A pena é aumentada de 1/3 (um terço), se tratar de sargento, subtenente ou suboficial, e de metade, se oficial. ( são exemplos para a tropa) DOS CRIMES CONTRA O SERVIÇO E O DEVER MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” CONCERTO PARA DESERÇÃO Art. 191. Concertarem-se militares para a prática da deserção: I - se a deserção não chega a consumar-se: Pena - detenção, de três meses a um ano. MODALIDADE COMPLEXA II - se consumada a deserção: Pena – reclusão, de dois a quatro anos. Obs. Caso a deserção se consume, haverá dois crimes: o concerto para deserção e a deserção propriamente dita, devendo os autores responderem em concurso material pelos dois crimes. DOS CRIMES CONTRA O SERVIÇO E O DEVER MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” DESERÇÃO POR EVASÃO OU FUGA Art. 192. Evadir-se o militar do poder da escolta, ou de recinto de detenção ou de prisão, ou fugir em seguida à prática de crime para evitar prisão, permanecendo ausente por mais de oito dias: Pena - detenção, de seis meses a dois anos. DOS CRIMES CONTRA O SERVIÇO E O DEVER MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Abandono de posto Art. 195. Abandonar, sem ordem superior, o posto ou lugar de serviço que lhe tenha sido designado, ou o serviço que lhe cumpria, antes de terminá-lo: Obs. configura apenas por dolo, é crime de mera conduta e de perigo abstrato. Pena — detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. Obs. E quem não chegou para assumir o serviço ? configura? Não, abandona é apenas para quem assumiu, nesse caso ele irá responder pela transgressão disciplinar. DOS CRIMES CONTRA O SERVIÇO E O DEVER MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” DESCUMPRIMENTO DE MISSÃO Art. 196. Deixar o militar de desempenhar a missão que lhe foi confiada: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, se o fato não constitui crime mais grave. § 1º Se é oficial o agente, a pena é aumentada de um terço. § 2º Se o agente exercia função de comando, a pena é aumentada de metade. MODALIDADE CULPOSA § 3º Se a abstenção é culposa: Pena – detenção, de três meses a um ano. EMBRIAGUEZ EM SERVIÇO Art. 202. Embriagar-se o militar, quando em serviço, ou apresentar-se embriagado para prestá-lo: Pena - detenção, de seis meses a dois anos. Obs. Inclui qualquer tipo de entorpecente. DORMIR EM SERVIÇO Art. 203. Dormir o militar, quando em serviço, como oficial de quarto ou de ronda, ou em situação equivalente, ou, não sendo oficial, em serviço de sentinela, vigia, plantão às máquinas, ao leme, de ronda ou em qualquer serviço de natureza semelhante: Pena - detenção, de três meses a um ano. DOS CRIMES CONTRA O SERVIÇO E O DEVER MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” DESACATO A SUPERIOR Art. 298. Desacatar superior, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, ou procurando deprimir-lhe a autoridade: Pena - reclusão, até quatro anos, se o fato não constitui crime mais grave. AGRAVAÇÃO DE PENA Parágrafo único. A pena é agravada, se o superior é oficial general ou comandante da unidade a que pertence o agente. Obs. O sujeito ativo deste crime é o inferior hierárquico. O núcleo da conduta é desacatar, que significa faltar com respeito, desmerecer, afrontar. Obs. A diferenciação entre este crime e o de desrespeito a superior, previsto no art. 160, está apenas na gravidade da conduta. O desrespeito é uma falta de consideração mais branda, enquanto o desacato é mais severo, e por essa razão o desrespeito é subsidiário, sendo absorvido quando ocorrer desacato. DOS CRIMES CONTRA A ADMINSTRAÇÃO MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” DESOBEDIÊNCIA Art. 301. Desobedecer a ordem legal de autoridade militar: Pena - detenção, até seis meses. Este crime pode ser praticado por qualquer pessoa, civil ou militar. Essa desobediência não inclui o uso de violência ou ameaça direcionada à autoridade militar. Se fosse este o caso, o tipo penal seria o do art. 177 (Resistência). Também é necessário que a ordem seja legal e atenda aos requisitos de validade do ato administrativo. DOS CRIMES CONTRA A ADMINSTRAÇÃO MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PECULATO Art. 303. Apropriar-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse ou detenção, em razão do cargo ou comissão, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio: Pena - reclusão, de três a quinze anos. § 1º A pena aumenta-se de um terço, se o objeto da apropriação ou desvio é de valor superior a vinte vezes o salário mínimo. ( AUMENTO APENAS PARA O PECULATO PRÓPRIO). PECULATO-FURTO §2º Aplica-se a mesma pena a quem, embora não tendo a posse ou detenção do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou contribui para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se da facilidade que lhe proporciona a qualidade de militar ou de funcionário. PECULATO CULPOSO § 3º Se o funcionário ou o militar contribui culposamente para que outrem subtraia ou desvie o dinheiro, valor ou bem, ou dele se aproprie: Pena - detenção, de três meses a um ano. EXTINÇÃO OU MINORAÇÃO DA PENA § 4º No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede a sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta. DOS CRIMES CONTRA A ADMINSTRAÇÃO MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” CONCUSSÃO Art. 305. Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida: Pena - reclusão, de dois a oito anos. CORRUPÇÃO PASSIVA Art. 308. Receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função, ou antes de assumi-la, mas em razão dela vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena - reclusão, de dois a oito anos. AUMENTO DE PENA § 1º A pena é aumentada de um terço, se, em consequência da vantagem ou promessa, o agente retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. DIMINUIÇÃO DE PENA § 2º Se o agente pratica, deixa de praticar ou retarda o ato de ofício com infração de dever funcional, cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena– detenção, de três meses a um ano. DOS CRIMES CONTRA A ADMINSTRAÇÃO MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” CORRUPÇÃO ATIVA Art. 309. Dar, oferecer ou prometer dinheiro ou vantagem indevida para a prática, omissão ou retardamento de ato funcional: Pena - reclusão, até oito anos. AUMENTO DE PENA Parágrafo único. A pena é aumentada de um terço, se, em razão da vantagem, dádiva ou promessa, é retardado ou omitido o ato, ou praticado com infração de dever funcional. CP Comum- Corrupção ativa: oferecer e prometer; (2 verbos) CP Comum - Corrupção passiva: solicitar, receber e aceitar; (3 verbos) CPM – Corrupção ativa: dar, oferecer e prometer; (3 verbos) CPM – Corrupção passiva: Receber e aceitar; (2 verbos) DOS CRIMES CONTRA A ADMINSTRAÇÃO MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” PREVARICAÇÃO Art. 319. Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra expressa disposição de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena - detenção, de seis meses a dois anos. CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA Art. 322. Deixar de responsabilizar subordinado que comete infração no exercício do cargo, ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente: Pena - se o fato foi praticado por indulgência, detenção até seis meses; se por negligência, detenção até três meses. VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL Art. 326. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo ou função e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação, em prejuízo da administração militar: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, se o fato não constitui crime mais grave. DOS CRIMES CONTRA A ADMINSTRAÇÃO MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 1.0. Justiça Militar dos Estados: Art. 125, § 3º, C.F/88 - A lei estadual poderá criar, mediante proposta do Tribunal de Justiça, a Justiça Militar estadual, constituída, em primeiro grau, pelos juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça e, em segundo grau, pelo próprio Tribunal de Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar seja superior a vinte mil integrantes. a)1º instância: conselho de justiça ou juiz de direito; 2º instância: Tribunal de Justiça ou Tribunal de Justiça Militar. § 4º Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças. DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” § 5º Compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, os crimes militares cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, cabendo ao Conselho de Justiça, sob a presidência de juiz de direito, processar e julgar os demais crimes militares 2.0. Justiça Militar da União: Art. 124, C.F./88 - à Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei. DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Justiça Militar Estadual : ORGÃO JURISDICIONAL Conselhos de Justiça (competência) (composição: 1 Juiz de Direito do Juízo Militar e 04 Oficiais) 1. Conselho de Justiça Permanente (J.M.E.): 1.1. Julgar Praças obs.: Renova composição quadrimestralmente. 2. Conselho de Justiça Especial (J.M.E.): 2.1 Julgar Oficiais obs.: É composto para todo o processo. 3. Competência SINGULAR (J.M.E.): Juiz de Direito do Juízo Militar tem COMPETÊNCIA para julgar singularmente os crimes militares cometidos em face de civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares. JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Justiça Militar da União : ORGÃO JURISDICIONAL Conselhos de Justiça (composição: 1 Juiz de Direito do Juízo Militar e 04 Oficiais) 1. Conselho de Justiça Permanente (J.M.U): 1.1. Julgar Praças e Civis obs.: Renova composição a cada três meses. (art. 19 da Lei nº 8457/2002) 2. Conselho de Justiça Especial (J.M.U): 2.1. Julgar Oficiais obs.: É composto para todo o processo. JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 1-Conceito – Procedimento administrativo, preparatório e inquisitivo, presidido pelo encarregado ( Oficial ), que tem por objetivo reunir elementos necessários quanto à autoria e materialidade do delito a fim de proporcionar a propositura da denúncia. INQUÉRITO POLICIAL MILITAR ATRIBUIÇÃO POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR (art. 7º /CPPM) Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 2.0.Auto de prisão em flagrante É um documento elaborado pela autoridade policial. Neste documento, estão presentes as circunstâncias do delito e da prisão. Não se tem um prazo estipulado para a elaboração do auto de prisão em flagrante, no entanto, como a nota de culpa tem prazo de 24 horas para ser entregue, sub entende-se que o prazo para a lavratura do auto de prisão é o mesmo do da entrega da nota de culpa. 3.O.Suficiência do auto de flagrante delito Art. 27. Se, por si só, for suficiente para a elucidação do fato e sua autoria, o auto de flagrante delito constituirá o inquérito, dispensando outras diligências, salvo o exame de corpo de delito no crime que deixe vestígios, a identificação da coisa e a sua avaliação, quando o seu valor influir na aplicação da pena. A remessa dos autos, com breve relatório da autoridade policial militar, far-se-á sem demora ao juiz competente, nos termos do art. 20. INQUÉRITO POLICIAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 4.0. Natureza Jurídica do IP– O que é o IP ? Apenas um procedimento administrativo. Se o encarregado cometer alguma irregularidade no IP. Esse vício pode contaminar o processo ? 5.0.Finalidade DO INQUÉRITO POLICIAL– Art. 9º O inquérito policial militar é a apuração sumária de fato, que, nos termos legais, configure crime militar, e de sua autoria. Tem o caráter de instrução provisória, cuja finalidade precípua é a de ministrar elementos necessários à propositura da ação penal . INQUÉRITO POLICIAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 6.0.Características do Inquérito Policial a) Procedimento escrito – A Todas as peças do inquérito policial serão, num só processado, reduzidas a escrito ou datilografadas e, neste caso, rubricadas pela autoridade. b) Procedimento dispensável- Se o titular da ação penal contar com peças de informação capazes de ministrar elementos quanto a autoria e materialidade, poderá dispensar o IP. ( art.28, CPPM). c) Procedimento sigiloso– Art. 16, CPPM. Quem tem acesso ? Juiz, MP, advogado (art.5º, LXIII, CF. / Estatuto OAB, lei 8.906/94). O acesso do advogado esta limitado às informações já introduzidas nos autos do IP, mas não em relação as diligências em andamento (súmula vinculante STF n. 14). Súmula Vinculante 14 É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgãocom competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. d) Procedimento inquisitório - prevalece o entendimento que não é obrigatória a observância do contraditório e ampla defesa INQUÉRITO POLICIAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” e) Procedimento Discricionário – O IP é conduzido de maneira discricionária pela autoridade policial, que deve conduzir as investigações de acordo com as peculiaridades do caso concreto (art. 13, CPPM). f)Procedimento temporário – Art. 20. O inquérito deverá terminar dentro em vinte dias, se o indiciado estiver preso, contado esse prazo a partir do dia em que se executar a ordem de prisão; ou no prazo de quarenta dias, quando o indiciado estiver solto, contados a partir da data em que se instaurar o inquérito. § 1º Este último prazo poderá ser prorrogado por mais vinte dias pela autoridade militar superior, desde que não estejam concluídos exames ou perícias já iniciados, ou haja necessidade de diligência, indispensáveis à elucidação do fato. g) Procedimento indisponível – Após instaurado é defeso a autoridade de polícia judiciária militar determinar o arquivamento do Inquérito Policial Militar, mesmo que conclusivo da inexistência de crime ou de inimputabilidade do indiciado nos termos do artigo 24 do CPPM. INQUÉRITO POLICIAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 1.0. Lei nº 13.491/2017 A Lei nº 13.491/2017, que alterou recentemente o artigo 9º do CPM, trouxe duas mudanças significativas, quais sejam: 1. Possibilidade de previsão de crimes militares na legislação penal comum e 2. Competência da Justiça Militar da União para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida de civil praticados por militares das Forças Armadas. Vale registrar que o artigo 2º da supracitada lei trazia a previsão de que essa competência seria temporária, tendo em vista que o respectivo projeto de lei fora pensado, especialmente, para a atuação das Forças Armadas durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Todavia, como a tramitação demorou no Congresso Nacional, o projeto somente foi aprovado neste ano, e, diante disso, o presidente da República vetou o referido artigo. DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 2.0. Crimes militares previstos na legislação penal comum A primeira mudança ocorrida foi no inciso II do artigo 9º do CPM. Antes da Lei nº 13.491/2017, para se enquadrar como crime militar, com base no inciso II do artigo 9º, a conduta praticada pelo agente deveria ser obrigatoriamente prevista como crime no Código Penal Militar. Com a alteração, a conduta praticada pelo agente, para ser crime militar com base no inciso II do artigo 9º, pode estar prevista no Código Penal Militar ou na legislação penal comum. DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 3.0. Crimes dolosos contra a vida praticados por militares contra civil Se um militar, no exercício de sua função, pratica lesão corporal contra vítima civil, o juízo competente será a Justiça Militar, considerando que se trata de crime militar, conforme artigo 9º, inciso II, letra “c”, do CPM. Entretanto, se um militar, no exercício de sua função, pratica tentativa de homicídio, ou qualquer outro crime doloso, contra a vida de civil, o juízo competente será a Justiça Militar da União (artigo 9º, § 2º, do CPM) para o militar federal e a Justiça Comum (Tribunal do Júri) para o militar estadual (artigo 125, §4º, da CF). De acordo com o §2º do artigo 82 do CPPM, nos crimes dolosos contra a vida, praticados contra civil, a Justiça Militar encaminhará os autos do inquérito policial militar à justiça comum. A redação não deixa qualquer dúvida quanto à diferença entre competência (manifestação judicial) e atribuição (investigação policial). Neste sentido, a investigação nesses casos se dá através de Inquérito Policial Militar (Polícia Judiciária Militar), embora exista posicionamento do STF permitindo a instauração paralela de Inquérito Policial pela Polícia Civil (ADI 1.494/DF). DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” CORREGEDORIA DA PMGO Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 1.0.Dados históricos, Atribuição Legal e Competência A então Corregedoria da Polícia Militar do Estado de Goiás foi instituída através da Portaria nº 316 PM/014-PM1, datada de 14 de maio de 1993. Foi incluída no QOD PMGO através do Decreto Nº 4.173, De 10 De Fevereiro De 1994. Teve seu Regimento Interno aprovado através da Portaria nº 570 de 18 de setembro de 1995, o qual estabeleceu sua competência e atribuições legais com o fito de assegurar a disciplina funcional no seio da tropa, com o objetivo de apurar infrações disciplinares e criminais dentro dos parâmetros legais estabelecidos em lei, com observância dos preceitos constitucionais da ampla defesa e do contraditório. O Comando de Correições e Disciplina, como conhecemos hoje, foi criado através da Lei Estadual nº 14.050 de 21 de dezembro de 2001, depois alterada pela Lei nº 17.091 de 2 de julho de 2010, é o hoje o órgão que detém as atribuições de Polícia Judiciária Militar, ou Polícia Administrativa, que atua frente às infrações disciplinares previstas nos Decretos 4.713/96 (Conselho de Disciplina) e 4.717/96 (Regulamento Disciplinar da PMGO). CORREGEDORIA DA PMGO Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” 2.0. ORGANOGRAMA CORREGEDORIA DA PMGO Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” Pós-graduação em “Polícia e Segurança Pública” * *