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DIREITO PENAL MILITAR e Direito Penal Militar está delineado bases da TEORIA CAUSALIDADE DA E Direito Penal Comum está baseado na TEORIA FINALISTA DA principalmente pelo tratamento dispensado ao elemento subjetivo do crime, dolo e culpa. Na teoria do delito, majoritária, admite-se três elementos: FATO ANTIJURÍDICO E CULPÁVEL. TEORIA TRIPARTIDA FATO TÍPICO Pode ser conceituado como um FATO HUMANO INDESEJADO à sociedade consistente numa TIPIFICAÇÃO PENAL, uma CONDUTA CAUSADORA DE UM RESULTADO, ajustando-se a um TIPO PENAL. Para Teoria Finalista da Ação ANALISA-SE DOLO E A CULPA NA CONDUTA. Já a Teoria Causalista da Ação VERIFICA o DOLO E A CULPA NA Essa relação de causalidade (NEXO CAUSAL) É a LIGAÇÃO ENTRE A CONDUTA E RESULTADO, que pode ser FORMAL (Jurídico) ou MATERIAL (Naturalístico) Quanto ao conceito de TIPO PENAL: É a descrição de um FATO ILÍCITO EM UM CÓDIGO ou lei e que, portanto, IMPLICA A COMINAÇÃO DE UMA PENA. ANTIJURIDICIDADE Ou a ilicitude de um fato, é entendida, como CONTRARIEDADE DA CONDUTA AO ORDENAMENTO e é pressuposto de quem pratica um fato somente PODENDO SER EXCLUÍDA EM SITUAÇÕES QUE A LEI CONSIDERA LEGÍTIMA A CONDUTA, que são previstas EXCLUDENTES DE ILICITUDE.Não há crime quando agente pratica fato: I - em estado de necessidade; II - em legítima defesa; III - em estrito cumprimento do dever legal; IV - em exercício regular de direito Estado de Necessidade no CPM foi balizado pela TEORIA que distingue Estado de Necessidade em EXCULPANTE e JUSTIFICANTE. No Estado de Necessidade bem jurídico prejudicado possui VALOR MUITO INFERIOR AO MAL EVITADO, ou seja, ao bem jurídico protegido. Ex: PM que quebra vidro de um carro para salvar um bebê preso em seu interior. (PatrimônioA inexigibilidade de conduta diversa pela COAÇÃO MORAL/FÍSICA ou PELA HIERÁRQUICA E PELO ESTADO DE NECESSIDADE EXULTANTE. COAÇÃO FÍSICA ou MATERIAL Nos crimes em que há violação do dever militar, agente não pode invocar coação senão quando FÍSICA ou MATÉRIA Não há separação de coação moral e física. A COAÇÃO MORAL: Elimina a possibilidade de ação conforme Direito. A COAÇÃO FÍSICA: Elimina elemento subjetivo do crime. Não é culpado quem comete crime: COAÇÃO IRRESISTÍVEL Sob coação ou que SUPRIMA A FACULDADE DE AGIR SEGUNDO A PRÓPRIA VONTADE. HIERÁRQUICA Em estrita obediência a ordem direta de superior hierárquico, EM MATÉRIA DE SERVIÇOS. 1. Responde pelo crime autor da coação ou da ordem. 2. Se a ordem do superior tem por objeto a prática de ato manifestamente criminoso, ou há excesso nos atos ou na forma da execução, é punível também inferior hierárquico No CPM dolo direto, específico ou eventual será visto no FINAL DA AÇÃO PENAL, no momento das alegações finais e da sentença judicial; No CP dolo deve ser analisado, como ELEMENTO PROBATÓRIO INDISPENSÁVEL para a caracterização da ilicitude, NO PRIMEIRO MOMENTO DA AÇÃO PENAL, ou seja, com oferecimento e recebimento ou não da pelo Ministério Público e Poder Judiciário Aula 3e4 MILITAR DA RESERVA REFORMADOmilitar da reserva, ou reformado, CONSERVA AS RESPONSABILIDADES E PRERROGATIVAS DO POSTO para efeito da aplicação da lei penal militar, quando pratica ou contra ele é praticado crime militar. RESERVA é a situação da inatividade do militar SUJEITO À REVERSÃO AO SERVIÇO ATIVO. REFORMADO são aqueles policiais militares em situação de INATIVIDADE A reserva perdura ATÉ os 70 ANOS de idade quando então militar atinge a idade limite para permanência na reserva, sendo, passado à condição de A idade limite de permanência no serviço ativo do militar, de acordo com seu é até as seguites idades: Cel PM: 67 ANOS Ten Cel PM: 64 ANOS Major PM: 61 ANOS Cap, 1° e 2° Ten PM: 60 ANOS Subten PM: 63 ANOS 3° Sgt PM, PM e Sd PM: 60 ANOS MESMO DESLIGADO DEFINITIVAMENTE do serviço MANTERÁ VÍNCULO ESTATUTÁRIO COM A PMESP. Em outras palavras mantém sua condição de militar para fins de aplicação do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar (RDPM). TEMPO DE GUERRA tempo de guerra, para os efeitos da aplicação da lei penal militar, COMEÇA COM A DECLARAÇÃO ou reconhecimento DO ESTADO DE GUERRA, ou com decreto de mobilização se nele estiver compreendido aquele e TERMINA QUANDO ORDENADA A CESSAÇÃO DAS HOSTILIDADES. conceito de GUERRA pode ser entendido como: Todo CONFLITO ARMADO entre DOIS MAIS ESTADOS, durante um certo período de tempo e sob a direção de seus respectivos governos, com a finalidade de FORÇAR UM DOSADVERSÁRIOS a satisfazer a vontade do outro. Importante A declaração de guerra e a celebração da paz são competências privativas do PRESIDENTE DA autorizado pelo CONGRESSO Importante mencionar que, a declaração e reconhecimento do estado de guerra se darão EXCLUSIVAMENTE NO CASO DE AGRESSÃO ESTRANGEIRA, uma vez que Brasil rege-se, cumprindo um mandamento constitucional principio lógico, pela "DEFESA DA PAZ99 e pela "SOLUÇÃO PACÍFICA DOS CONFLITOS" CRIMES PRATICADOS EM TEMPO DE GUERRA Aos crimes praticados em tempo de guerra, salvo disposição especial, aplicam-se as penas cominadas para tempo de paz, COM o AUMENTO DE UM TERÇO. Em tempo de guerra, serão considerados crimes militares não apenas que estão definidos no livro específico na parte especial, mas TODOS os OUTROS CRIMES DO CPM, os PREVISTOS PARA TEMPO DE inclusive, os previstos na LEI PENAL COMUM ESPECIAL, quando praticados em ZONA DE EFETIVAS OPERAÇÕES militares ou em TERRITÓRIO MILITARMENTE A QUALIDADE DE MILITAR ESTADUAL Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. Devido à distinta NATUREZA CONSTITUCIONAL da condição de MILITAR entre os INTEGRANTES DAS FORÇAS ARMADAS E DAS POLÍCIAS MILITARES E CORPOS DE BOMBEIROS ESTADUAIS, para fins de aplicação da lei penal militar, NÃO HÁ COMPATIBILIZAÇÃO DESSA sendo que militar federal não considera a qualidade de militar estadual, vice-versa. Tal assertiva não prevalece para efeitos de formalidades previstas no regulamento de continência da PMESP.Ex: Militar Federal agride Militar Estadual, ambos de folga, não agindo em razão da função, e fora de lugar sujeito à administração militar, INDEPENDENTEMENTE DE CONHECEREM PREVIAMENTE A CONDIÇÃO DE MILITAR DE OUTRO e ainda sem dolo específico de macular a instituição militar respectiva, não configura crime militar. EQUIPARAÇÃO A COMANDANTE Equipara-se ao comandante, para efeito da aplicação da lei penal militar, TODA AUTORIDADE COM FUNÇÃO DE DIREÇÃO. CONCEITO DE SUPERIOR Considera-se SUPERIOR HIERÁRQUICO militar que ocupa NÍVEL posto ou graduação superiores, CONFORME A ANTIGUIDADE. Já a SUPERIORIDADE FUNCIONAL 9 considera superior militar que, EM VIRTUDE DA FUNÇÃO, EXERCE AUTORIDADE SOBRE OUTRO DE IGUAL POSTO ou graduação. Portanto, para conhecer a SUPERIORIDADE de um militar em relação ao outro, para fins penais militares, deve-se a posição na HIERARQUIA E À FUNÇÃO que exerce no momento do fato, quando em igualdade de posto ou graduação. Por vezes, é bom esclarecer, a SUPERIORIDADE FUNCIONAL À ANTIGUIDADE. POSTO é grau hierárquico DOS OFICIAIS, conferido por ato do GOVERNADOR DO ESTADO e confirmado em Carta Patente ou Folha de Apostila. GRADUAÇÃO é grau hierárquico DAS PRAÇAS, conferida pelo COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR. COAUTORIA E CABEÇAS CPM adotou a TEORIA EXTENSIVA para a coautoria, ou seja, quem de qualquer forma contribuiu para crime SERÁ JULGADO COM BASE NA PENA COMBINADA A ESTE, não importando seu grau de participação.Na prática de crime de AUTORIA COLETIVA necessária, REPUTAM-SE CABEÇAS os QUE INSTIGAM EXCITAM a ação. Quando crime é cometido por inferiores hierárquicos e um ou mais oficiais, são estes considerados cabeças, assim como os inferiores hierárquicos que exercem função de oficial. Sempre será considerado CABECA o OFICIAL desde que NA PRESENÇA DE AO MENOS DOIS INFERIORES PENAS PRINCIPAIS E PENAS ACESSÓRIAS SÃO PENAS PRINCIPAIS: PENA DE PRIVAÇÃO DA VIDA- Pena de morte; PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE- Reclusão, detenção e prisão; RESTRITIVA DE DIREITOS- Impedimento. SÃO PENAS ACESSÓRIAS: A PERDA DE POSTO E PATENTE - Resulta da condenação a pena privativa de liberdade por tempo superior a 2 (dois) anos, por crimes comuns e militares. A INDIGNIDADE PARA o OFICIALATO - Militar condenado, qualquer que seja a pena, nos crimes de traição, espionagem ou cobardia. A INCOMPATIBILIDADE COM OFICIALATO - Militar condenado nos crimes de entendimento para gerar conflito ou divergência com Brasil e Tentativa contra a soberania do Brasil. A EXCLUSÃO DAS ARMADAS - A condenação da a pena privativa de liberdade, por tempo superior a dois anos, A PERDA DA FUNÇÃO AINDA QUE ELETIVA - Militar condenado no crime cometido com abuso de poder ou violação de dever inerente à função pública e militar condenado, por outro crime, a pena privativa de liberdade por mais de dois anos. A INABILITAÇÃO PARA o EXERCÍCIO DE FUNÇÃO PÚBLICA - Pode ser aplicada ao militar pelo prazo de dois até vinte anos, se condenado a reclusão por mais de quatro anos, em virtude de crime praticado com abuso de poder ou violação do dever militar ou inerente à função pública.A INCAPACIDADE PARA o EXERCÍCIO DO PODER FAMILIAR. DA TUTELA ou DA CURATELA - Por cometimento de crime doloso sujeito a pena de reclusão praticado contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar ou contra filho, tutelado ou curatelado. A SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS - Será aplicada durante a execução da pena privativa de liberdade ou da medida de segurança imposta em substituição, ou enquanto perdura a inabilitação para função pública. As penas acessórias NÃO SURTEM EFEITOS POR SI ou seja, isoladamente, porquanto DEPENDEM DA aplicação de uma sanção principal: PENA PRINCIPAL. Aula 5e6 legislador penal brasileiro adotou CRITÉRIO LEGAL para definir crime militar, isto apenas ENUMEROU taxativamente as diversas situações que definem esse delito. CRIMES MILITARES EM TEMPO DE PAZ 1. Os crimes de que trata Código, quando definidos de modo diverso na lei penal comum, ou nela não previstos, qualquer que seja agente, salvo disposição 2. Os crimes previstos neste Código e previstos na legislação penal, quando praticados: Importante Por militar da ativa CONTRA MILITAR na mesma situação; Por militar da ativa, EM LUGAR SUJEITO À ADMINISTRAÇÃO MILITAR, CONTRA MILITAR da reserva ou reformado ou contra Por MILITAR EM SERVIÇO ou atuando EM DA FUNÇÃO, em comissão de natureza militar, ou em formatura, AINDA QUE FORA DO LUGAR SUJEITO À ADMINISTRAÇÃO MILITAR CONTRA MILITAR da reserva, ou reformado, ou Por militar, DURANTE PERÍODO de manobras ou exercício, contra militar da reserva ou reformado ou contra Por militar da ativa CONTRA o PATRIMÔNIO SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR ou CONTRA A ORDEM ADMINISTRATIVA MILITAR.3. Os crimes praticados por MILITAR DA RESERVA, ou REFORMADO, ou por civil, contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso como do inciso II, nos seguintes casos: CONTRA o PATRIMÔNIO sob a administração militar, ou contra a ordem administrativa militar; EM LUGAR SUJEITO À ADMINISTRAÇÃO MILITAR, CONTRA MILITAR DA ATIVA ou contra servidor público das instituições militares ou da Militar, no exercício de função inerente ao seu cargo; CONTRA MILITAR EM ou durante período de prontidão, vigilância, observação, exploração, exercício, acampamento, acantonamento ou manobras: AINDA QUE FORA DO LUGAR SUJEITO À ADMINISTRAÇÃO MILITAR, contra militar em função de natureza militar, ou no desempenho de serviço de vigilância, garantia e preservação da ordem pública, ADMINISTRATIVA quando LEGALMENTE REQUISITADO para aquele fim, ou em OBEDIÊNCIA a determinação legal superior. Importante Os crimes de que trata este artigo, quando DOLOSOS CONTRA A VIDA e COMETIDOS POR MILITARES CONTRA CIVIL, serão da competência do: TRIBUNAL DO JURI. Os crimes militares de que trata este artigo, incluídos os previstos na legislação penal, nos termos do inciso II do caput deste artigo, quando DOLOSOS CONTRA A VIDA e cometidos por MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS CONTRA CIVIL, serão da competência da: MILITAR DA UNIAO se praticados no contexto: I Do cumprimento de atribuições que lhes forem ESTABELIDAS PELO PRESIDENTE DA REPUBLICA PELO MINISTRO DE ESTADO DA II De ação que envolva a SEGURANÇA DE INSTITUIÇÃO MILITAR ou de MISSÃO MILITAR, mesmo que não beligerante; ou III De atividade de NATUREZA MILITAR, de OPERAÇÃO DE PAZ, de GARANTIA DA LEI E DA ORDEM ou de atribuição subsidiária, realizadas em conformidade com disposto no art. 142 da CF.CPM define que será considerado crime militar todas as condutas que se enquadrarem definições previstas no CPM as quais tenham definição diversa no Código Penal Comum ou nele não esteja presente, INDEPENDENTEMENTE DO AUTOR SER MILITAR porém para a caracterização de crime militar por civil ou militar da reserva ou reformado, estes DEVERÃO TER DOLO ESPECÍFICO DE ATENTAR CONTRA A INSTITUIÇÃO MILITAR. LEMBRANDO QUE NA ESFERA ESTADUAL, CIVIL NÃO COMETE CRIME MILITAR pois a Militar Estadual não tem competência para julgar civis. QUANTO À CLASSIFICAÇÃO Os crimes militares que não forem exclusivos à condição de militar no polo ativo, mesmo que previstos apenas no CPM, e também aqueles que estão descritos no CP comum de forma idêntica no MESMO QUE PRATICADOS POR MILITARES, são considerados CRIMES IMPROPIAMENTE MILITARES (ou crime militar impróprio), seguindo a TEORIA CLÁSSICA. Contudo, a nova lei que alterou termos do inciso II criou uma nova categoria de crimes militares, CRIMES MILITARES POR EXTENSÃO (ou também chamados de CRIMES MILITARES ou ainda, de CRIMES MILITARES POR EQUIPARAÇÃO), que são aqueles tipos penais que não existem no CPM, mas serão considerados crimes militares. Como regra, para se definir um delito como militar, recorre-se a algumas etapas: fato está subsumido a alguma conduta fato está enquadrado em algumas das hipóteses do art. 9° do CPM? A Militar é competente para processar e julgar sujeito ativo do fato? Se a resposta for SIM ÀS TRÊS PERGUNTAS, tem-se então um CRIME MILITAR. Importante Militares das forças armadas e militares das Polícias Militares ou Corpos de Bombeiros Militares SÃO CONSIDERADOS CIVIS UM PARA os pois tem natureza jurídica distinta.Ex: Cabo da ativa do exército pratica lesão corporal contra soldado da ativa da polícia militar, será considerado CRIME COMUM. Sempre que um MILITAR da ativa PRATICAR CRIME CONTRA OUTRO MILITAR DA ATIVA e houver tipificação no CPM, esta conduta será considerada crime militar, INDEPENDENTEMENTE DO LOCAL onde fato tenha ocorrido ou SE ESTAVAM DE SERVIÇO. Ex: Dois policiais militares da ativa de folga entram em desentendimento e se agridem mutuamente, causando lesões corporais mútuas, caracteriza CRIME MILITAR. NÃO É NECESSÁRIO que policial militar que figura no polo ativo do crime CONHEÇA A CONDIÇÃO DE POLICIAL MILITAR DA VÍTIMA para que se configure crime militar. LOCAIS SUJEITOS À ADMINISTRAÇÃO MILITAR: Quartéis, vias de acesso comum de vilas militares, embarcações e aeronaves, áreas comuns do hotel de trânsito, acampamentos, acantonamentos e bivaques militares. Consideram-se também as viaturas, trailers e unidades móveis. Cabe destacar que não serão compreendidos como locais sujeitos à administração militar os locais abrangidos legalmente pelo CONCEITO DE CASA, como por exemplo, uma casa habitada no interior de uma vila militar. Não se compreende no termo "casa": Hotel, hospedaria, ou qualquer outra habitação coletiva, enquanto aberta. Taverna, boate, casa de jogo e outras do mesmo Importante destacar que os ALOJAMENTOS NÃO SERÃO CONSIDERADOS CASA para fins penais. militar da ativa, de folga, realizando ATIVIDADE EXTRA CORPORAÇÃO no ramo da segurança privada ou em autodefesa não se enquadra na expressão "em razão da Por isso, quando sua conduta não se amoldar a nenhuma outra hipótese, não responderá por crime militar, mas por CRIME COMUM.Compete à JUSTICA MILITAR ESTADUAL processar e julgar militares dos Estados, nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a competência do juri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças. Aula 7 e 8 MOTIM Reunirem-se militares: I Agindo CONTRA A ORDEM RECEBIDA de superior, ou negando- se a cumpri-la; II - RECUSANDO OBEDIÊNCIA a superior, quando estejam agindo sem ordem ou praticando violência; III - ASSENTINDO EM RECUSA CONJUNTA de obediência, ou em RESISTÊNCIA VIOLÊNCIA, em comum, CONTRA IV - OCUPANDO QUARTEL, fortaleza, arsenal, fábrica ou estabelecimento militar, ou dependência de qualquer deles, hangar, aeródromo ou aeronave, navio ou viatura militar, ou utilizando-se de qualquer daqueles locais ou meios de transporte, PARA AÇÃO MILITAR, ou PRÁTICA DE VIOLÊNCIA, EM DESOBEDIÊNCIA a ordem superior ou em detrimento da ordem ou da disciplina militar: Pena - reclusão, de quatro a oito anos. REVOLTA Se agentes ESTAVAM ARMADOS. Pena - reclusão, de oito a vinte anos. Pode ser arma imprópria, desde que tenham sido efetivamente utilizadas como instrumento de ameaça ou agressão. Há necessidade de participação de, PELO MENOS, DOIS MILITARES DA ATIVA PARA CONFIGURAR MOTIM REVOLTA. Militar inativo pode ser responsabilizado se estiver em concurso com outros dois militares da ativa, bem como civil, porém este último só responde se praticado contra as Forças Armadas. Os bens jurídicos protegidos são a DISCIPLINAR MILITAR E A AUTORIDADE MILITAR.A ORDEM não cumprida deve ser: De superior; Legal; Referente ao serviço; Há entendimento que a ESCALA DE SERVIÇO NÃO CONFIGURA ORDEM ESCRITA PARA o COMETIMENTO DE SOMENTE INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA, PORÉM SE RECEBEREM ORDEM PARA VOLTAR AO SERVIÇO E NÃO ESTARÃO COMETENDO MOTIM REVOLTA. OMISSÃO DE LEALDADE MILITAR DEIXAR MILITAR DE LEVAR AO CONHECIMENTO DO SUPERIOR MOTIM REVOLTA de cuja preparação teve notícia, ou, se ato criminoso, NÃO USAR DE TODOS os MEIOS ao seu alcance PARA IMPEDI-LO. Pena: reclusão de três a cinco anos. CONSPIRAÇÃO CONCERTAREM-SE militares PARA A PRÁTICA DO CRIME previsto no artigo 149 (MOTIM REVOLTA): Pena - reclusão, de três a cinco anos. É isento de pena aquele que, antes da execução do crime e quando era ainda possível evitar-lhe as consequências, denuncia ajuste de que participou. Não caracteriza crime a mera conversa sobre assunto, mas a REUNIÃO E o PLANEJAMENTO. Aula g e 10 ALICIAÇÃO PARA MOTIM REVOLTA ALICIAR militar para a prática de qualquer dos crimes previstos no Capítulo I desse Título. Pena - reclusão, de dois a quatro anos.Há necessidade que aliciamento seja DIRECIONADO A MILITAR e não é preciso, para configurar crime, que aliciamento seja direcionado a vários militares. Não basta simples convite para consumar, HÁ NECESSIDADE DE QUE MILITAR SEJA ALICIADO DE caso não seja, haverá somente a tentava. APOLOGIA DE FATO CRIMINOSO DE SEU AUTOR FAZER APOLOGIA de fato que a lei militar considera ou do AUTOR DO MESMO, em lugar sujeito à administração militar: Pena - detenção, de seis meses a um ano Crime tipicamente militar, mas que pode ser cometido por qualquer pessoa. Para ocorrer à conduta DEVE SER PRATICADA EM LOCAL SUJEITO A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. Aula 12 VIOLÊNCIA CONTRA SUPERIOR Crime propriamente militar. Praticar violência contra superior: Pena - detenção, de três meses a dois anos. Formas qualificadas: Se superior é COMANDANTE DA UNIDADE a que pertence agente, OFICIAL GENERAL: Pena - reclusão, de três a nove anos. Se a violência é PRATICADA COM ARMA, a pena é aumentada de um terço. Se da violência RESULTA LESÃO CORPORAL, aplica-se, além da pena da violência, a do crime contra a pessoa. Se da violência RESULTA MORTE: Pena - reclusão, de doze a trinta anos. A pena é aumentada da sexta parte, se crime OCORRE EM SERVIÇO. militar inativo PODE SER VÍTIMA desse crime, porém, tanto como autor ou vítima, afasta-se a compreensão de superiorfuncional. Quanto ao sujeito passivo, é a própria Instituição Militar e secundariamente, militar agredido. VIOLÊNCIA CONTRA MILITAR DE SERVIÇO Crime propriamente militar. Praticar violência contra OFICIAL DE DIA, DE ou DE QUARTO, CONTRA SENTINELA, VIGIA PLANTÃO: Pena - reclusão, de três a oito anos. Podendo ser praticado por SUPERIOR CONTRA bem como QUALQUER CIVIL, esse somente na ESFERA FEDERAL. sujeito passivo é a Instituição Militar e secundariamente, militar agredido. Aula 13 e 14 DESRESPEITO A SUPERIOR Crime propriamente militar. superior DIANTE DE OUTRO MILITAR: Pena - detenção, de três meses a um ano, se fato não constitui crime mais grave. Podendo ter como sujeito ativo militar da ativa e inativa, desde que seja INFERIOR restringindo cometimento do delito por militar federal ou do Estado. Se crime é praticado contra SUPERIOR DE SERVIÇO configura CRIME DE DESACATO A SUPERIOR. desrespeito pode ser caracterizado pelo comportamento grosseiro, falta de consideração, falta de respeito, emocional, gracejo de mal gosto,uso de palavras de baixo calão, gestos (como fazer gesto com a mão indicando que não quer ser incomodado), por escrito, dizeres desrespeitosos, por meio de desenho (fazer uma caricatura e imitação). Se for praticado por um militar estadual diante de um militar das Forças Armadas, segundo a doutrina, NÃO CONFIGURA CRIME. DESRESPEITO A SÍMBOLO NACIONAL Crime propriamente militar.Praticar militar DIANTE DA ou em LUGAR SUJEITO À ADMINISTRAÇÃO MILITAR, ato que se traduza em ULTRAJE A SÍMBOLO NACIONAL: Pena - detenção, de um a dois anos. Podendo ser cometido SOMENTE POR MILITAR DA ATIVA® São considerados símbolos nacionais, A o HINO, AS ARMAS E os SELOS NACIONAIS. Por outro lado, conceito não abrange símbolos estaduais. DESPOJAMENTO DESPREZÍVEL Crime propriamente militar. Despojar-se de UNIFORME, CONDECORAÇÃO MILITAR, ou DISTINTIVO, por menosprezo ou vilipêndio: Pena - detenção, de seis meses a um ano. militar tem de DESPOJAR PRÓPRIO FARDAMENTO, caso pratique a conduta contra terceiro, não estará caracterizado este crime, podendo caracterizar outro crime militar. Aula RECUSA DE OBEDIÊNCIA Crime propriamente militar. Recusar obedecer à ordem do superior SOBRE ASSUNTO MATÉRIA DE ou relativamente a DEVER IMPOSTO EM LEI, REGULAMENTO INSTRUÇÃO: Pena: detenção de um a dois anos, se fato não constitui crime mais grave. Admitidos como sujeito ativo apenas o MILITAR DA ATIVA INATIVO. sujeito passivo trata-se novamente da Instituição Militar, e secundariamente superior, hierárquico ou funcional, este apenas para militar da ativa. A ordem deve ser LEGAL, não importando se VERBAL ou ESCRITA e deve ser emanada por superior. A ordem deve ser IMPERATIVA, PESSOAL E CONCRETA.OPOSIÇÃO À ORDEM DE SENTINELA Crime propriamente militar. Opor-se à ordem da sentinela: Pena: detenção, de seis meses a um ano, se fato não constitui fato mais grave. Sendo possível o sujeito ativo ser MILITAR FEDERAL ou DOS ESTADOS, bem como QUALQUER CIVIL, este somente na SEARA FEDERAL. Cabe destacar que são funcionalmente superiores à sentinela: CABO DA GUARDA. COMANDANTE DA ADJUNTO DE OFICIAL DE SUBCOMANDANTE DA UNIDADE E COMANDANTE DA UNIDADE. REUNIÃO ILÍCITA Promover a reunião de militares, ou nela tomar parte, para DISCUSSÃO DE ATO DE SUPERIOR ou ASSUNTO ATINENTE À DISCIPLINA MILITAR: Pena - detenção, de seis meses a um ano a quem promove a reunião; de dois a seis meses a quem dela participa, se fato não constitui crime mais grave. Sujeito ativo: Militar da ativa, inativo ou civil. Para configurar, há necessidade de participação na reunião de NO MÍNIMO DOIS MILITARES. Caso um militar superior ao militar cujos atos serão discutidos, empreste local para subordinados praticarem a reunião, NÃO HAVERÁ COAUTORIA, NO MÁXIMO A PARTICIPAÇÃO. Caso esse mesmo militar superior PROMOVA A ou nela tomar parte, CRIME ESTARÁ DESCARACTERIZADO, porquanto não teremos inferiores militares promovendo reunião ou se reunindo para discutir ato de um superior. PUBLICAÇÃO CRÍTICA INDEVIDA PUBLICAR militar ou assemelhado, SEM ATO DOCUMENTO OFICIAL, ou CRITICAR PUBLICAMENTE ato de seu superior ou ASSUNTO ATINENTE À DISCIPLINA ouqualquer RESOLUÇÃO DO Pena: detenção de dois meses a um ano, se fato não constitui crime mais grave. IRRELEVANTE se público que toma ciência é interno ou externo. Aula 17 e 18 DESERÇÃO AUSENTAR-SE militar, SEM da unidade em que serve, ou do lugar em que deve permanecer, POR MAIS DE OITO DIAS Pena: detenção, de seis meses a dois anos, se oficial, a pena é agravada. Durante período, fixado em OITO DIAS 9 NÃO CONFIGURA CRIME, somente infração administrativa, encontrando se militar em ausência ilegal, ou seja, do dia da falta ao serviço até momento da consumação da deserção militar estará incorrendo somente em infração administrativa, PORÉM PODERÁ SER PUNIDO ADMINISTRATIVAMENTE COM DEMISSÃO. Esse período é conhecido como período ou PRAZO DE GRAÇA nesse sentido, NÃO CABE TENTATIVA no crime de deserção por se tratar de um DELITO FORMAL. Para a contagem dos oito dias, se INICIARÁ À ooh DO DIA SEGUINTE À FALTA ao serviço. A ausência ilegal começa às ooh do dia seguinte a falta ao serviço e a parte (documentação) de ausência ilegal DEVERÁ SER LAVRADA 24h APÓS o INÍCIO DA AUSÊNCIA ILEGAL. Ex: Policial Militar escalado dia 10 das 07h00 às falta ao serviço: Às 00h00: inicio Às 00h00: da contagem da Consumação da ausência. Deserção. 1° 3° 5° 6° 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Falta ao Serviço Às 00h00: Elaboração da Consumação da "MAIS DE 8 DIAS" Parte de falta. ausência e elaboração de = 9 DIAS Parte de ausência.policial DEVE SE APRESENTAR NA SUA OPM para interromper a contagem de prazo para configuração de deserção, NÃO INTERROMPENDO o PRAZO DE DESERÇÃO SE REALIZAR CONTATO ou mesmo se APRESENTAR EM OPM DIVERSA DAQUELE QUE SERVE sem justificativa. Aula 19 e 20 Na mesma pena incorre militar que: 1. NÃO SE APRESENTA no lugar designado, DENTRO DE OITO DIAS, FINDO o PRAZO DE TRÂNSITO ou FÉRIAS; 2. Deixa de se apresentar a autoridade competente, DENTRO DO PRAZO DE OITO DIAS, contados daquele em que termina ou é cassada a licença ou agregação ou em que é declarado estado de sítio ou de 3. Tendo cumprido a pena, deixa de se apresentar, DENTRO DO PRAZO DE OITO DIAS: Inicia-se a contagem a contar da ooh do dia que militar deveria se apresentar, ou seja, se deveria se apresentar dia 11 e não comparece, as ooh do dia 11 começa prazo de contagem de 08 dias. consumando-se a deserção às ooh do dia 19. Todos casos assimilados anteriores são DELITOS FORMAIS e que DEPENDEM DO DECURSO DO TEMPO para se consumarem, contudo há um CASO ASSIMILADO que é classificado como DELITO MATERIAL, como será visto a seguir: 4. Consegue EXCLUSÃO DO SERVICO ATIVO ou situação de. inatividade, CRIANDO SIMULANDO INCAPACIDADE. crime de deserção se configura no momento da passagem para a inatividade, havendo a necessidade de provas. Aula 21e 22 ABANDONO DE POSTOABANDONAR, SEM ORDEM posto ou lugar de serviço que tenha sido designado, ou serviço que cumpria, antes de terminá-lo: Pena: detenção de três meses a um ano. afastamento do posto DEVE CAUSAR A INCAPACIDADE DE REAÇÃO do militar, ou seja, ele NÃO VAI TER CONDIÇÕES DE EXERCER AS FUNÇÕES DO SEU POSTO em uma não há crime se mantem contato visual e condições de agir. EMBRIAGUEZ EM SERVIÇO EMBRIAGAR-SE militar, quando EM ou APRESENTAR- SE EMBRIAGADO para prestá-lo: Pena - detenção, de seis meses a dois anos. Estado de embriaguez pode ser aferido através de exame clínico (independe de colaboração do autor) ou de dosagem de substância, este militar tem que colaborar. crime também fica configurado com SUBSTÂNCIA caso seja detectado. DORMIR EM SERVIÇO DORMIR militar, quando EM SERVIÇO, como OFICIAL DE QUARTO ou de RONDA, ou em situação equivalente, ou, não sendo oficial, em serviço de SENTINELA, VIGIA, PLANTÃO ÀS MÁQUINAS, AO LEME, DE RONDA ou em qualquer serviço de natureza semelhante: Pena - detenção, de três meses a um ano. Importante DEVE HAVER Aula 23 e 24 DESACATO A SUPERIOR Desacatar superior, OFENDENDO-LHE A DIGNIDADE ou DECORO, ou procurando DEPRIMIR-LHE A AUTORIDADE: Pena: reclusão, até 4(quatro) anos, se fato não constitui crime mais grave.Agravação da Pena A pena é agravada, se superior é Oficial General ou Comandante da unidade a que pertence agente. NÃO HÁ NECESSIDADE DE SER FACE A FACE, pode ser via rede de rádio. Para desacato HÁ NECESSIDADE QUE A OFENSA SEJA PROFERIDA NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO ou que seja EM RAZÃO DELA. Esse nexo funcional pode se apresentar de duas formas: OCASIONAL - Quando a ofensa ocorre onde e quando esteja funcionário a exercer funções de seu CAUSAL - Quando, embora presente, ofendido não esteja a desempenhar ato de ofício, mas a ofensa se em razão do exercício de sua função. DESRESPEITO consiste em uma FALTA DE CONSIDERAÇÃO MAIS BRANDA, enquanto DESACATO traduz-se em FRANCA AGRESSÃO ao superior, de MODO MAIS ofendendo- a própria dignidade e decoro. DESOBEDIÊNCIA Desobedecer a ordem legal de autoridade militar: Pena - detenção, até seis meses. Na desobediência OBJETO DA ORDEM É ou seja, seu CONTEÚDO É Ex: policial militar fora do horário de serviço, que não acata ordem de parada de trânsito, uma vez que conteúdo da ordem é um dever legal imposto a todos, independentemente da qualidade de ser policial militar ou não, e também por não ser ordem específica de uma relação hierárquica, em que ocorreria a recusa de obediência. Aula INOBSERVÂNCIA DE LEI, REGULAMENTO ou INSTRUÇÃODeixar, no exercício de função, de observar lei, regulamento ou instrução, DANDO CAUSA DIRETA À PRÁTICA DE ATO PREJUDICIAL À ADMINISTRAÇÃO MILITAR: Pena se fato foi praticado por tolerância, detenção até seis meses; se por negligência, suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função, de três meses a um ano VIOLAÇÃO DIVULGAÇÃO INDEVIDA DE CORRESPONDÊNCIA COMUNICAÇÃO DEVASSAR indevidamente conteúdo de correspondência DIRIGIDA À ADMINISTRAÇÃO MILITAR, ou por esta expedida: Pena - detenção, de dois a seis meses, se fato não constitui crime mais grave. Na mesma pena incorre quem, AINDA QUE NÃO SEJA mas desde que fato atente contra a administração militar: 1. Indevidamente se se apossa de correspondência, embora não fechada, e no todo ou em parte a SONEGA DESTRÓI: 2. Indevidamente TRANSMITE a outrem, ou abusivamente UTILIZA COMUNICAÇÃO de interesse militar; 3. IMPEDE A COMUNICAÇÃO referida no número anterior. FURTO SIMPLES SUBTRAIR, PARA SI PARA OUTREM, coisa alheia móvel: Pena - reclusão, até seis anos. Se a coisa é para fim de USO MOMENTÂNEO a seguir, vem a ser IMEDIATAMENTE RESTITUÍDA ou REPOSTA NO LUGAR onde se achava: Pena - detenção, até seis meses. A pena é aumentada de metade, se a coisa usada é veículo motorizado; e de um se é animal de sela ou de tiro. Aula 27 e 28 PRINCÍPIOS DO PROCESSO PENAL DEVIDO PROCESSO LEGALEstá insculpido como DIREITO E GARANTIA FUNDAMENTAL no artigo da CRFB/88: "ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem devido processo Pode ser conceituado como um direito fundamental DE SER JULGADO POR UM JUIZ COMPETENTE, em uma sequência de atos predefinida, ASSEGURANDO AO RÉU GARANTIAS, tais como a AMPLA DEFESA E juiz natural, proibição de provas imparcialidade do juiz, igualdade entre as partes, direito ao silêncio, dentre outros. AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO É uma garantia ao de poder SE DEFENDER AMPLAMENTE por todos os meios de prova em direito admitidos, constituindo DEFESA TÉCNICA POR ADVOGADO, e de PODER CONTRADIZER AS ACUSAÇÕES apontadas contra NO BIS IN IDEM Por esse princípio VEDA-SE que alguém SEJA PUNIDO CRIMINALMENTE DUAS VEZES por ter praticado o MESMO FATO. DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO Reza que condenado poderá RECORRER À INSTÂNCIA SUPERIOR PARA UM NOVO JULGAMENTO dos seus atos, com propósito de dirimir erros que possam ter ocorridos na instância. ESTADO DE INOCÊNCIA E o IN DUBIO PRO REO NINGUÉM SERÁ CONSIDERADO CULPADO até TRÂNSITO EM JULGADO de sentença penal condenatória; DIREITO DE NÃO PRODUZIR PROVA CONTRA SI ônus da prova compete a quem alegar fato, mas juiz poderá, no curso da instrução criminal ou antes de sentença, determinar, de ofício, diligências para dirimirdúvida sobre ponto relevante. Realizada a diligência, sobre ela serão ouvidas as partes, para dizerem nos autos, em QUARENTA E OITO HORAS. CONTADAS DA por despacho do juiz. Ninguém está obrigado a produzir prova que incrimine, ou ao seu DESCENDENTE, ASCENDENTE ou IRMÃO. EXCEPCIONALIDADE DA PRISÃO CAUTELAR A regra no processo é sempre gozo do direito de liberdade, sendo EXCEPCIONAL qualquer forma de cerceamento da liberdade do acusado. Assim, conclui-se que a PRISÃO CAUTELAR (prisão temporária ou preventiva) SERÁ SEMPRE UMA EXCEÇÃO. INADMISSÍVEL PROVA OBTIDA POR MEIO ILÍCITO É admissível, nos termos deste Código, qualquer espécie de prova, desde que NÃO ATENTE CONTRA A MORAL, A SAÚDE ou A SEGURANÇA INDIVIDUAL ou COLETIVA, ou CONTRA A HIERARQUIA A DISCIPLINA MILITAR. artigo 157 do CPP, em seu parágrafo 1° inseriu no ordenamento jurídico brasileiro a TEORIA DOS FRUTOS DA ÁRVORE Segundo essa teoria, tudo que é extraído de uma prova ilícita também será CELERIDADE PROCESSUAL A todos, no âmbito judicial e administrativo, são ASSEGURADOS A RAZOÁVEL DURAÇÃO do processo e os meios que garantam a CELERIDADE DE SUA TRAMITAÇÃO. JUIZ NATURAL Consiste na ideia de se ter um ÓRGÃO JULGADOR PREDEFINIDO e constituído por uma autoridade judicial competente. Aula 29 e 30EXERCÍCIO DA POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR - CPPM exercício de Judiciária Militar no âmbito das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, conferido, originariamente, AO COMANDANTE-GERAL AO AOS CHEFES DE E AOS COMANDANTES DE UNIDADE PM/BM. exercício de PJM JAMAIS SE DARÁ POR DELEGADOS DE POLÍCIA CIVIL. A atribuição de PJM pode ter exercício delegado, cumprindo os critérios de hierarquia e comando, aos oficiais da ativa de posto superior, ou, não sendo possível a delegação de oficial de posto superior, a designação poderá recair sobre oficial de mesmo posto, porém mais antigo que indiciado. DELEGAÇÃO DO EXERCÍCIO Obedecidas as normas regulamentares de hierarquia e comando, as atribuições enumeradas neste artigo poderão ser delegadas a oficiais da ativa, para fins especificados e por tempo limitado. Em se tratando de delegação para INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO POLICIAL militar, deverá aquela RECAIR EM OFICIAL DE POSTO SUPERIOR AO DO INDICIADO, seja este oficial da ativa, da reserva, remunerada ou não, ou reformado. Não sendo possível a designação de oficial de posto superior ao do indiciado, PODERÁ SER FEITA A DE OFICIAL DO MESMO POSTO, desde que MAIS Se indiciado é oficial da reserva ou reformado, NÃO PREVALECE, para a delegação, A ANTIGUIDADE DE POSTO. militar da reserva poderá ser revertido ao serviço ativo, por ato do Governador: I - Em caso de guerra, de grave perturbação da ordem pública ou de calamidade pública; II - Por convocação da Justica Militar Estadual; III - Para presidência de inquéritos policial-militares; IV - Para conselho de justificação.COMPETE À POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR: Importante Apurar os crimes militares, bem como os que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar, e sua autoria; Prestar aos órgãos e juízes da Militar e aos membros do Ministério Público as informações necessárias à instrução e julgamentodos processos, bem como realizar as diligências que por eles lhe forem requisitadas; Cumprir os mandados de prisão expedidos pela Militar; Representar a autoridades judiciárias militares acerca da prisão preventiva e da insanidade mental do indiciado; as determinações da Militar relativas aos presos sob sua guarda e responsabilidade, bem como as demais prescrições deste Código, nesse sentido; Solicitar das autoridades civis as informações e medidas que julgar úteis à elucidação das infrações penais, que esteja a seu cargo; Requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis as pesquisas e exames necessários ao complemento e subsídio de inquérito policial militar; Atender, com observância dos regulamentos militares, a pedido de apresentação de militar ou funcionário de repartição militar à autoridade civil competente, desde que legal e fundamentado pedido. Aula 31 e 32 INQUÉRITO POLICIAL MILITAR (IPM) Importante observar que IPM não dá a qualidade de réu ao suposto criminoso, mas apenas de acusado ou indiciado, tratando-se de um PROCEDIMENTO SUMÁRIO DE ELUCIDAÇÃO DOS FATOS, E NÃO UM PROCESSO. Nesse sentido, importante destacar que, por não ser processo, NÃO HÁ AS GARANTIAS DE CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA em sua instrução. DISPENSA DE INQUÉRITO inquérito poderá ser dispensado, sem prejuízo de diligência requisitada pelo Ministério Público: Quando fato e sua autoria JÁ ESTIVEREM ESCLARECIDOS por documentos ou outras provas materiais;Nos crimes CONTRA A HONRA, quando decorrerem de ESCRITO ou PUBLICAÇÃO, cujo autor esteja identificado; Nos crimes previstos nos arts. 341 e 349 do Código Penal Militar FINALIDADE DO INQUÉRITO Tem caráter de INSTRUÇÃO cuja finalidade precípua é a de MINISTRAR ELEMENTOS NECESSÁRIOS À PROPOSITURA DA AÇÃO PENAL. MODOS POR QUE PODE SER INICIADO inquérito é iniciado mediante PORTARIA: a) De ofício, pela autoridade militar em cujo âmbito de jurisdição ou comando haja ocorrido a infração penal, atendida a hierarquia do infrator; b) Por determinação ou delegação da autoridade militar superior, que, em caso de poderá ser feita por via telegráfica ou radiotelefônica e confirmada, por c) Em virtude de requisição do Ministério Público; d) Por decisão do Superior Tribunal Militar. e) A requerimento da parte ofendida ou de quem legalmente a represente, ou em virtude de representação devidamente autorizada de quem tenha conhecimento de infração penal, cuja repressão caiba à Militar: f) Quando, de sindicância feita em âmbito de jurisdição militar, resulte indício da existência de infração penal militar SUPERIORIDADE IGUALDADE DE POSTO Tendo infrator posto superior ou igual ao do comandante, diretor ou chefe de órgão ou serviço, em cujo âmbito de jurisdição militar haja ocorrido a infração penal, SERÁ FEITA A COMUNICAÇÃO DO FATO À AUTORIDADE SUPERIOR COMPETENTE, para que esta torne efetiva a delegação. ALTERAÇÕES TRAZIDAS PELA LEI 13.964/19Inquéritos policiais militares e demais procedimentos extrajudiciais, cujo objeto for a investigação de fatos relacionados ao USO DA FORÇA LETAL PRATICADOS NO EXERCÍCIO PROFISSIONAL de forma CONSUMADA ou TENTADA, indiciado PODERÁ CONSTITUIR DEFENSOR. Para os casos previstos no caput deste artigo, investigado deverá ser citado da instauração do procedimento investigatório, podendo CONSTITUIR DEFENSOR NO PRAZO DE ATÉ 48 HORAS A CONTAR DO RECEBIMENTO DA CITAÇÃO. Esgotado prazo disposto no § 1° com AUSÊNCIA DE NOMEAÇÃO DE DEFENSOR PELO a autoridade responsável pela investigação deverá intimar a instituição a que estava vinculado investigado à época da ocorrência dos fatos, para que esta, no prazo de 48 horas, INDIQUE DEFENSOR PARA A REPRESENTAÇÃO DO INVESTIGADO. MEDIDAS PRELIMINARES AO INQUÉRITO Logo que tiver conhecimento da prática de infração penal verificável na a autoridade a que se refere § 2° do art. 10 deverá, se possível: a) Dirigir-se ao local, providenciando para que se não alterem estado e a situação das coisas, enquanto necessário; b) Apreender os instrumentos e todos os objetos que tenham relação com fato; c) Efetuar a prisão do infrator, observado disposto no art. e) todas as provas que sirvam para esclarecimento do fato e suas circunstâncias. FORMAÇÃO DO INQUÉRITO ENCARREGADO do inquérito deverá, para a formação deste: a) Tomar as medidas previstas no art. se ainda não o tiverem b) ofendido; c) Ouvir indiciado: d) e) Proceder reconhecimento de pessoas e coisas, e acareações: f) Determinar, se for caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outros exames e perícias;g) Determinar a a avaliação e identificação da coisa desviada, ou danificada, ou da qual houve indébita apropriação; h) Proceder as buscas e apreensões. i) Tomar as medidas necessárias destinadas à proteção de testemunhas, peritos ou do ofendido, quando coactos ou de coação que lhes tolha a liberdade de depor, ou a independência para a realização de perícias ou exames. PRAZOS PARA TERMINAÇÃO DO INQUÉRITO INDICIADO PRAZO PARA CONCLUSÃO DO IPM Preso 20 dias Solto 40 dias + 20 dias (prorrogação) Após instaurado, ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO NÃO PODERÁ SER FEITO PELA AUTORIDADE MAS SOMENTE PELO JUIZ, ouvido ministério público, mesmo que seja evidente a inexistência de crime ou de inimputabilidade do indiciado. INSTAURAÇÃO DE NOVO INQUÉRITO arquivamento de inquérito não obsta a instauração de outro, SE NOVAS PROVAS APARECEREM EM RELAÇÃO AO FATO, ao indiciado ou a terceira pessoa, ressalvados caso julgado e os casos de extinção da punibilidade. Verificando a hipótese contida neste artigo, juiz remeterá os autos ao MINISTÉRIO PÚBLICO. Ministério Público PODERÁ REQUERER ARQUIVAMENTO DOS AUTOS, se entender inadequada a instauração do inquérito.

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