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24/09 Morfologia de Basidiomas: Himenomicetos Revisando ... No basidioma (micélio terciário) as hifas tem funções diferentes, relacionadas a reprodução e se organizam de modo compacto formando estruturas elaboradas, com formas, tamanhos e cores variadas. Em uma região específica, denominada himenóforo, será formada uma camada fértil: himênio, e é aí e somente aí, que ocorrerá a cariogamia imediatamente seguida por meiose. Formação dos basidiósporos Os 4 núcleos haplóides resultantes da meiose migram para o ápice do basídio e irão se alojar em pequenas projeções que se formam no ápice desta célula. Após a entrada dos núcleos nestas projeções, estas se isolam do basídio e desenvolvem uma parede mais espessa originando assim os basidiósporos: cada um com um núcleo haplóide: n. Basidiomycota que formam basidiomas: - Gasteromicetos (Gasteroides): os basidiósporos amadurecem e permanecem maduros dentro do basidioma e necessitam de algum estímulo mecânico ou de agentes externos (p. ex. água ou insetos) para que sejam liberados e/ou dispersados (estatimosporos). Vistos nas aulas anteriores. Himenomicetos: O himênio encontra-se bem definido e exposto durante a esporulação. Himenóforo Himenomicetos: Maioria dispersa os basidiósporos ativamente (balistica mente) - Balistosporia esterigma Balistosporo: esporo que é lançado na forma de um disparo. A balistosporia em Basidiomycota está associada com a produção de uma estrutura cheia de líquido – gota ( hilar droplet) que se forma na base do basidiósporo, logo acima da sua fixação ao esterigma Balistosporia Principais grupos de Himenomicetos - Agaricoides - cogumelos com lamelas: o basidiocarpo tem uma consistência em geral carnosa, úmida, comumente putrescentes, apresenta píleo (chapéu) geralmente com um estipe central. O píleo possui lamelas na superfície himenial (voltada para o solo) denominada himenóforo. O himênio recobre a superfície externa das lâminas. Píleo (chapéu): superfície abhimenial (cutícula) Superfície himenial (himenóforo) – com lamelas Estipe (ou estípete) Agaricoides (himenóforo com lamelas) Trama Himênio (com basídios) Boletóides poros Formas do Píleo Estipe excêntrico e lamelas decurrentes ESPORADA Volva – restos do véu universal Anel – restos do véu parcial escamas– restos do véu universal Bioluminescência -pouca conhecida, não se sabe ainda qual o mecanismo de emissão, nem quais são os substratos e enzimas envolvidos. -nada se conhece sobre a função biológica da bioluminescência em fungos Basidiomas secos ou relativamente secos. Consistência flexível, coriácea, sub-lenhosa, lenhosa. Himenóforo com poros, dentes ou lamelas: “crostas, orelhas de pau” Ressupinado Basidioma estreitamente unido, paralelamente, ao substrato Formas do basidioma Efuso-reflexo. Parte do basidioma é ressupinada e as bordas se levantam Formas do basidioma Demidiado ou semicircular Formas do basidioma Ungulado: basidioma possui o aspecto de um casco de cavalo. Infundibuliformes (em forma de funil) Existe uma grande variação na forma como os basidiomas estão unidos ao substrato, podem ser: Sésseis estipitados Configuração himenial A superficie himenial pode ser totalmente lisa ou possuir diferentes estruturas: poros (presentes em uma grande quantidade de espécies!) Himenóforo com poros Himênio trama Himenóforo: 1 e 2 cistidios (elementos estéreis), 3. Trama, 4. Basidios Os poros são bastante variáveis, podem ser: circulares, isodiametricos; radialmente alongados; irregulares e parcialmente fendidos; parcialmente bifurcados, parcialmente dentados, etc). A cor e o tamanho (calculado como número de poros por mm) é um carater taxonômico importante. Ganoderma applanatum Superfície himenial branca ficando permanentemente marrom quando tocada. Com dentes Configuração himenial com lamelas Configuração himenial Crescimento em Prateleira – superfície himenial paralela ao solo Basidioma perene: várias camadas de himenóforo. Concentricamente zonada, velutina (aveludado) Superfície abhimenial Concentricamente zonada, hirsuta (com pelos espessos) Superfície abhimenial Concentricamente zonada, lacada (aspecto envernizado) Consistência: flexível membranácea, coriácea, sub-lenhosa, lenhosa. Reação xantocróica: basidiomas castanho- amarelados, que ficam negros quando em contato com solução de KOH Fungos decompositores de madeira Fungos especializados (xilófagos): capazes de obter alimento da madeira: quebra de celulose, hemicelulose e/ou lignina PODRIDÃO MARROM (PARDA) O fungo utiliza a celulose e hemicelulose da parede celular e deixa a lignina praticamente intacta, o formato da parede da célula é preservado, embora a estrutura da madeira vá facilmente se desintegrar. PODRIDÃO BRANCA O fungo consome celulose, hemicelulose e lignina e desintegra os componentes da madeira. A podridão branca normalmente deixa as fibras da madeira com a aparência de filamentos esbranquiçados. Região sadia do lenho Região afetada pelos fungos Basidiomas em forma de clava ou de coral. Himenóforo anfígeno: rodeia todo o basidioma. Clavarioides Outros Grupos a) - Basídio típico: é asseptado sendo denominado holobasidio Porém em alguns grupos os basídios são divididos (fragmobasídio): b) transversalmente em 4 células c) longitudinalmente em quatro células d) a forma de um diapasão Gelatinosos Clavarioides Cartilaginosos Conchados ou auriculados Clavarioides COLETA DE BASIDIOMICETOS Recomenda-se que a coleta seja realizada no período da manhã para dispor do resto do dia para a descrição e preparo do material coletado Devem-se evitar os períodos chuvosos, pois os cogumelos ficam muito encharcados dificultando a secagem e havendo assim uma maior possibilidade de embolorar. Para a coleta, o material básico necessário é: -Máquina fotográfica: para tirar fotos dos cogumelos no local de coleta, pois muitos deles até chegarem ao laboratório mudam algumas características como coloração, tamanho, etc. -Faca ou canivete: para auxiliar a retirada do basidioma do substrato e sempre que possível, trazer junto parte do substrato. -Sacos de papel pardo, caixas de tamanhos diversos: colocar individualmente a amostragem para evitar a mistura de esporos. Acondicioná-los de forma a manter bastante ar no seu interior, evitando assim, danificar os fungos coletados. - Caneta e caderneta: para anotar detalhes importantes como substrato, coloração, local de coleta, etc. -Lupa de mão: para verificar algumas características que posteriormente possam mudar até a chegada ao laboratório. -GPS: para georreferenciar o local de coleta. -Sacolas de plástico: para o transporte de todos os sacos de papel ou caixas Após a coleta, os materiais devem ser levados ao laboratório, receber um número de coletor e serem feitas todas as anotações macroscópicas necessárias. Esta análise deve ser feita a olho nu e também com auxílio do microscópio estereoscópico (lupa). Obter a e esporada: deve haver sido coletado mais de um Basidioma. Depositar o píleo com as lamelas para baixo num papel próprio (metade branca, metade preta). Cobrir com uma placa de Petri, formando uma espécie de câmara úmida, por até 24 horas, para que os basidiósporos caiam no papel. Depois de realizadas todas as anotações, os materiais devem ser secos em estufa entre 45-50°C(fungos carnosos) ou, quando os basidiomas são menos carnosos, a secagem deve ser feita em dessecador com sílica. As aulas dos dias 01 e 08 de outubro serão práticas! Levar o roteiro COMPLETO impresso. Para a aula prática de 08 de outubro – trazer os materiais para a preparação de lâminas: gilete, pinça, estilete, lâmina e lamínula, conta gotas, papel absorvente.