Fundamentos de Gestão, Aula 4
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Fundamentos de Gestão, Aula 4

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CCDD \u2013 Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico 
 
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Fundamentos da Gestão 
 
 
 
 
 
Organização como sistema integrado 
 
 
Aula 4 
 
 
 
 
 
 
 
Profa. Claudia De Stefani 
 
 
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Fundamentos da Gestão 
 
Conversa inicial 
Caro aluno, para darmos início ao estudo desta aula, recapitularemos, 
primeiramente, o significado do termo organização com o propósito de situá-lo 
quanto à origem do tema central deste estudo e também quanto à importância 
de sua aplicabilidade para o ambiente empresarial. 
Associe, portanto, a palavra organização ao ambiente onde há uma 
combinação de esforços individuais que tem o objetivo da realizar propósitos 
coletivos (Maximiano, 1992). Ou seja, é caracterizado por pessoas de diferentes 
ou iguais capacidades que trabalham com o intuito de alcançar um objetivo 
único. Em outras palavras, uma organização é a soma de recursos humanos, 
Significados e
Conceitos
Contexto
histórico, 
características e 
importância
O gestor, 
oportunidades, 
comunicação e 
tomada de decisão
Desafios da 
Administração
Contemporânea
A organização
como um Sistema 
integrado
Aprendizagem, 
modelagem, 
comunicação em
todos os níveis
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equipamentos, investimentos financeiros e atividades em prol de resultados 
preestabelecidos. 
Levando em consideração que as organizações são movidas pelo alcance 
de seus objetivos e devem estar em constante mutação, até mesmo por uma 
questão de sobrevivência, existe uma disciplina chamada Organização, 
Sistemas e Métodos, que estuda a integração das organizações a um mercado 
cada vez mais competitivo e dinâmico. 
Entenda para projetar qualquer mudança em um ambiente organizacional, 
torna-se necessário o conhecimento da cultura organizacional existente, a fim de 
evitar-se falhas na implementação ou na execução de um novo processo ou 
método organizacional. 
Ressaltamos que muitas mudanças às quais as organizações estão 
sujeitas objetivam um fenômeno natural para a solidificação no mercado. 
Contudo, a concorrência por mercados consumidores cada dia mais exigentes, 
globalizados e diante da competitividade, obriga as organizações a uma 
constante relação com o ambiente externo, levando-as, consequentemente, ao 
monitoramento das diversas variáveis ambientais, tais como o movimento da 
concorrência, das tecnologias etc. Na mesma medida, devemos dar a devida 
atenção ao ambiente interno para detectar-se quaisquer desvios dos objetivos 
organizacionais que poderiam levar a organização a um estado de declínio. 
Assim, pretende-se com a aplicabilidade dos estudos desta aula, por 
intermédio de seus precursores a seguir apresentados, que as organizações 
possam promover mudanças e adaptações em ambientes de constante mutação 
e interagir com seus stakeholders e superar suas adversidades. 
Em linhas gerais, o conteúdo apresentado anteriormente descreve pontos 
que serão abordados nesta aula. Fixe, portanto, a atenção aos aspectos teóricos 
apresentados e as relacione com sua experiência pessoal e profissional. 
O primeiro tema a ser abordado apresenta o conceito e a tipologias dos 
sistemas, que nos traz teoricamente às características dos sistemas 
 
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organizacionais. Em seguida, será abordada a Teoria Geral dos Sistemas, que 
consiste na discussão das bases teóricas envolvidas nesse assunto. 
Com base nisso, é possível compreendermos a forma que as 
organizações podem interagir com o ambiente pelo texto do Tema 3 (\u201cDinâmica 
ambiental\u201d), base para o entendimento da teoria da contingência abordada no 
Tema 4 desta aula. Por último, vamos entender a forma que as organizações 
podem estar estruturadas por meio de modelos da abordagem contingencial. 
Bons estudos! 
Contextualizando 
Nós fazemos parte de vários grupos, seja na relação com a família, 
amigos, colegas de trabalho, igreja, entre outros. Esses grupos fazem parte de 
um todo maior: a sociedade. São afetados por fenômenos provocados por 
agentes próximos a nós ou que fogem do nosso controle, como aumento de 
impostos, situações climáticas, leis em geral etc. 
Agora, vamos fazer uma suposição: imagine você isolado, sem contato 
com outras pessoas ou grupos, produzindo seu alimento, sua vestimenta, 
cortando seu próprio cabelo e fazendo tudo sozinho. Seria possível? Como você 
imagina essa situação? 
Atualmente, com tudo acontecendo tão rápido, seria impossível evoluir 
sozinho. Assim, aconteceu com os modos de produção e com as organizações. 
Ao longo dos anos, por uma necessidade natural para acompanhar a 
globalização e criar vantagem competitiva, as organizações entenderam que 
fazem parte de um todo. Além disso, as teorias da Administração mostram que 
há uma interdependência entre as partes da organização entre si e da 
organização com o meio. Os modos de produção tayloristas e fordistas 
basearam a teoria dos sistemas, que encontrou na teoria da contingência uma 
maior abrangência e importância. 
 
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Tema 1: Conceito e tipologias de Sistema 
O foco dos sistemas administrativos busca desenvolver técnicas, 
procedimentos e ferramentas para aplicar nas empresas complexas. Trata de 
um enfoque que não permite a análise separada das partes do todo, mas dentro 
de uma visão sistêmica e holística, levando em consideração inter-relação das 
partes entre si e com o todo. 
Para tanto, consideramos importante apresentar a definição de sistema. 
Nesse sentido, Oliveira (2009) afirma que um sistema é composto de partes 
interdependentes que interagem entre si e formam um todo unitário com 
determinado objetivo. Além disso, o autor informa que um sistema é constituído 
dos seguintes componentes: 
a. Objetivos: referem-se aos fins para os quais um sistema existe como 
meio para alcançar fins coletivos, em outras palavras, referem-se, 
portanto, à finalidade pela qual o sistema foi criado. 
b. Entradas do sistema: são os insumos de diversas ordens (materiais, 
informações, energia etc.) que servem aos requisitos de uso e/ou 
consumo das sucessivas etapas do processo, até serem convertidas em 
um resultado esperado. 
c. Processo de transformação do sistema: definido como a função ou um 
conjunto de funções capaz de realizar a transformação sucessiva das 
entradas (insumos) em produto final. 
d. Saídas do sistema: correspondem aos resultados do processo de 
transformação e podem ser definidas como as finalidades para as quais 
uniram-se objetivos, atributos e relações do sistema. 
e. Controles e avaliações do sistema: verificar se as saídas estão 
coerentes com os objetivos estabelecidos. Para realizar este controle, 
faz-se necessária a medida de desempenho do sistema, chamada padrão 
de desempenho. 
 
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f. Retroalimentação ou realimentação: feedback do sistema, pode ser 
considerado como a reintrodução de uma saída sob forma de informação. 
Essa realimentação é um instrumento de controle no qual as informações 
são resultado das divergências verificadas entre as respostas de um 
sistema e os padrões previamente estabelecidos. Dessa forma, o objetivo 
do controle é reduzir as discrepâncias ao mínimo, bem como propiciar 
uma situação em que esse sistema se torna autorregulador. 
Baseado nesses conceitos, podemos ilustrar os componentes de um 
sistema conforme a figura 1.1. 
Figura 1.1 \u2013 Componentes de um sistema