Resumo - Trato Genital Feminino e Mama (1)
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Resumo - Trato Genital Feminino e Mama (1)


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RESUMO \u2013 TRATO GENITAL FEMININO E MAMA 
PATOLOGIA SISTÊMICA | ATLAS VIRTUAL DE PATOLOGIA 
FAMERP \u2013 FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO 
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Todos os direitos reservados. É proibida a utilização total ou parcial deste resumo sem prévia autorização. 
Autores: Milena Vizioli Cunha, Daniel Figueira, Lorena Forner, Gabriela Hattori e Natálya Freitas Rezende 
Disponível em www.disciplinas.famerp.br/patologia 
VULVA 
A vulva (genitália externa) apresenta monte pubianos, clitóris, lábios maiores e menores, hímen, 
períneo, abertura da uretra e vestíbulo entre os lábios menores. 
Alterações ou variações anatômicas no hímen: 
\uf02d Anular; 
\uf02d Cribiforme; 
\uf02d Imperfurado; 
\uf02d Septado; 
\uf02d Aberto: é uma forma patológica; 
\uf02d Hiperfurado: acumula sangue da menstruação e forma uma rolha de muco no colo uterino. 
 
DOENÇA NÃO NEOPLÁSICA 
\uf02d Líquen Escleroso: é mais comum após a menopausa e pode envolver reação autoimune 
(etiologia desconhecida). Corresponde a 70 % das lesões epiteliais benignas, com 
afincamento epitelial, inflamação e alterações histológicas na pele. Apresenta sintomas de 
prurido, irritação vagina, dispareunia, sendo raro dor e sensação de queimação. 
\uf02d Hiperplasia de Células Escamosas (Líquen Simples Crônico ou a antiga: Distrofia 
Hiperplásica): surge por ações para aliviar o prurido, aparece na borda do câncer 
estabelecido. 
\uf02d Outras Dermatoses: afetam a pele como um todo. 
\uf0b7 Líquen Plano; 
\uf0b7 Psoríase; 
\uf0b7 Dermatite Seborreica; 
\uf0b7 Dermatose inflamatória; 
\uf0b7 Dermatose Ulcerativa: não é muito bem definida. 
 
NODULARES VULVARES BENIGNOS 
\uf02d Cisto de Bartholin (Glândula de Bartholin): são duas e localizam-se póstero-laterais ao orifício 
vaginal, uma de cada lado. São revestidos por metaplasia ou epitélio escamoso, inflamam e 
obstruem o ducto. Apesar de dolorido, não são visíveis ou palpáveis. O tratamento é abrir e 
deixar cicatrizar. 
\uf02d Cisto Inclusão Epidérmica. 
\uf02d Cisto do Ducto Skene (Cisto Mucoso Congênito): origem nos remanescentes dos dutos 
mesonéfricos. Localiza ao lado da uretra, não é vista e nem palpável. 
\uf02d Cisto do Canal de Nuck: pode originar a hidrocele do lábio maior 
\uf02d Papiloma Fibroepitelial: possui etiologia desconhecida, não relacionada à infecção. Faz dobra 
da pele com eixo fibroso, pode ter tecido adiposo recoberto por epiderme normal. 
\uf02d Fibroma. 
\uf02d Lipoma. 
\uf02d Condiloma Acuminado: ocorre por infecção viral, por Papiloma Vírus Humano (HPV) das 
cepas 6 e 11. Apresentam lesões múltiplas e verrugosas no períneo, vulva, vagina e colo. 
\uf02d Condiloma Plano Sifilítico: Ocorre por infecção de sífilis. Apresenta consistência endurecida. 
 
NEOPLASIAS VULVARES BENIGNAS 
\uf02d Hidroadenoma Papilífero: é uma neoplasia da glândula sudorípara apócrina que é parecida 
com mama ectópica, com nódulo mais externo cicatrizante que pode ulcerar 
\uf02d Doença de Paget Extramamário (Mama Ectópica): apresenta áreas com maior densidade de 
glândulas apócrinas ou células de Paget na vulva, ânus, região perianal e axilas. Localizam 
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na camada basal e pode acometer toda a espessura. Pode se originar de células terminativas 
multipotentes na basal da epiderme, adenocarcinoma subjacente ou metástase de 
adenocarcinoma para epiderme. 
 
NEOPLASIAS VULVARES MALIGNAS 
\uf02d Neoplasia Intraepitelial Vulvar (NIV): Apresenta alterações displásicas epiteliais de I a III. 
Ocorre mais em mulheres em fase reprodutiva com hábitos sexuais; em 80% a 90% dos 
casos, está relacionado ao HPV sorotipo 16. Pode evoluir para carcinoma invasivo em idosas 
e imunossuprimidas. 
\uf02d Carcinoma Vulvar: é rara. Possui forma invasiva, com 30% associado com HPV, levando a 
lesões distróficas vulvares. Pode se disseminar para linfonodos regionais e pélvicos e possui 
prognóstico ruim. 
\uf02d Sarcoma. 
\uf02d Metástase. 
\uf02d Melanoma. 
 
VAGINA 
A vagina é porção do trato genital feminino, notavelmente, livre de doenças primárias. 
 
ANOMALIAS CONGÊNITAS 
Podem ser manifestações de síndromes genéticas, exposição intrauterina a dietilestilbestrol 
(DES, usado para prevenir aborto) ou perturbações associadas a anormalidades da sinalização 
epitelial-estromal recíproca durante o desenvolvimento fetal. 
Vagina Dupla/septada: anomalia rara por ausência da fusão total dos ductos de Muller, e 
acompanha útero duplo (útero didelfo); 
Anomalias Uterinas Associadas: 
\uf02d Adenose Vaginal: Presença de epitélio endocervical (epitélio mucinoso colunar) na vagina, 
como vestígio embrionário. Clinicamente, apresenta áreas vermelhas granulares. Tem casos 
raros de adenose relacionada a DES originar carcinoma de células claras. 
\uf02d Endometriose: Lesão de origem mulleriana com presença de tecido endometrial (glândulas e 
estroma) fora do útero. Pode acometer outros locais, como ovários e ligamentos uterinos. 
 
DOENÇAS INFLAMATÓRIAS (VAGINITES) 
Podem ser causadas por bactérias, fungos, protozoários ou fungos 
\uf02d Inespecífica: relacionadas a estafilococos e estreptococos. O protozoário flagelado é de difícil 
identificação no microscópio, e apresenta corrimento esverdeado, bolhoso e com odor forte. 
\uf02d Trichomonas: deixa um aspecto de vermelho vivo. 
\uf02d Monilíase: apresenta corrimento muito branco (assemelha-se à nata de leite), forma placas 
no colo uterino e é friável. Aspecto vermelho, com escoriações e sente prurido (no colo, 
vagina e vulva). 
\uf02d Herpes Genital: forma bolhas que podem se romper, tem secreção purulenta e com dor na 
vulva, vagina e colo. Pode ser recorrente. 
\uf02d Sífilis: apresenta borda circinada (bem delimitada). 
\uf02d Tuberculose: apresenta granuloma com secreção, aspecto sujo e fundo. 
\uf02d Gonorreia: é pouco sintomático, com corrimento amarelo e abundante. 
\uf02d Química: usa muitas duchas. 
\uf02d Crônica: apresenta alteração do pH e no equilíbrio hormonal. 
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Autores: Milena Vizioli Cunha, Daniel Figueira, Lorena Forner, Gabriela Hattori e Natálya Freitas Rezende 
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\uf02d Corpo Estranho: comum em pacientes psiquiátricos e abortos. 
 
NEOPLASIAS 
\uf02d Carcinoma Espinocelular (células escamosas): surge de lesão pré-maligna do tipo neoplasia 
intraepitelial vaginal. Atinge pessoas entre 60 a 70 anos. Possui 2% de relação com 
carcinoma cervical e vulvar. Pode levar á invasão de estruturas adjacentes, como uretra, 
bexiga e reto, e com metástases para linfonodo regionais, sendo mais comum da região 
póstero-superior da vagina. 
\uf02d Extensão de Neoplasias uterinas e cervicais. 
\uf02d Metastática: Adenocarcinoma vaginal (adenocarcinoma de células claras), é uma forma rara, 
possui relação com DES (usado para evitar gravidez) e precisa de acompanhamento rigoroso. 
\uf02d Melanoma: Rabdomiossarcoma Embrionário (sarcoma botrióide) é uma forma rara, mais 
comum em lactentes e crianças menores de 5 anos e possui diferente ação muscular 
esquelética. 
\uf02d Sarcoma. 
 
COLO DO ÚTERO 
Na extremidade caudal do útero, o colo do útero se estende do óstio interno ao externo 
formando o canal do colo do útero. É dividido em endocérvice (epitélio simples colunar) e ectocérvice 
(epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado). 
 
O ponto de transição entre a ectocérvice e a endocérvice