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FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II – PROF. ADRIANO ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Processo de uma rotina hospitalar, desde a farmácia até seu destino final. Medicamentos de maior risco, geralmente, vem com uma fita vermelha, por exemplo: opioides. Essa fita evita eventos adversos. ABREVIATURAS UTILIZADAS: AD: água destilada amp: ampola BI: bomba de infusão CC = cm: centímetro cúbito COMP: comprimido EV: endovenoso Fr/amp: frasco-ampola g: grama gts: gotas h: hora ID: intradérmica IM: intramuscular kCL: cloreto de potássio meg – ug: micrograma microsg/min: microgramas por minuto mg: miligrama mg/ml: miligrama por mililitro min: minuto ml: mililitro NaCl: cloreto de sódio QT: quimioterapia SC: subcutâneo SF 0,9%: soro fisiológico a 0,9% SG: soro glicosado SG 5%: soro glicosado a 5% SG 10%: soro glicosado a 10% SGF: soro glicofisiológico SI: sublingual T: tempo UI: unidades internacionais UI/ml: unidades internacionais por mililitro V: volume Vit. C: vitamina C VO: via oral VR: via retal O QUE É UMA SOLUÇÃO? É uma mistura homogênea constituída por duas partes diferentes: o soluto que no nosso caso é representado pelo medicamento e o solvente pela água destilada ou soro fisiológico. CUIDADOS NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Durante o preparo e administração de medicamentos procure não: Conversar e não se distrair Ter responsabilidade Conferir atentamente os cinco certos da medicação Embora existem literaturas que descrevem mais do que os cinco certos, mas esse número deve ser seguido. Os cinco certos da medicação: MEDICAÇÃO CERTA HORA CERTA DOSE CERTA PACIENTE CERTO A VIA CERTA ** REGISTRO CERTO ** AÇÃO CERTA ** FORMA FARMACÊUTICA CERTA **MONITORAMENTO CERTO Existem 9 certos e até 11 certos. Princípios gerais da administração de medicamentos 9 passos certos para a administração de medicamentos CLIENTE CERTO MEDICAMENTO CERTO VIA CERTA HORA CERTA DOSE CERTA AÇÃO CERTA FORMA DE APRESENTAÇÃO CEERT EFEITO CERTO REGISTRO CERTO Leitura da Prescrição Médica (PM); Elaboração da etiqueta de medicamento com os 5 certos; Preparo e administração conforme a prescrição médica; Medicamento VO tipo comprimido; Medicamento via IV com diluição em seringa (Exemplo: dipirona); Medicamento via IV com diluição em bag de soro (Exemplo: ATB), soroterapia – cálculo e controle do gotejamento; Medicamento SC; Medicamento por cateter nasoenteral. Checagem da PM; Registros. Erros Podem ocorrer na prescrição, transcrição, preparo, identificação e administração. Evento Adverso OMS, 2002: qualquer evento que seja fatal, ameace a vida, seja incapacitante permanente ou significativamente, requeira ou prolongue a hospitalização, cause anomalia congênita, requeira intervenção para prevenir incapacidade ou dano permanente. Pesquisa realizada em cinco hospitais públicos analisou a administração de cerca de cinco mil doses de medicação. Os cientistas detectaram erros em 30% dos casos: Enganos no horário da administração de medicamentos (77,3%); Erros na dosagem correspondem a (14,4%); Trocas da via de administração (6,1%); Medicamento não autorizado (1,7%); Troca de paciente (0,5%). Exemplo: NOME DO MEDICAMENTO 10mg IM 8/8h 8h 16h recusou (Paula eeusp) NOME DO MEDICAMENTO2 1cp VO 8/8h 8h 16h S.O. (Paula eeusp) 16h. Recusou tomar item 1 da prescrição médica, pois referiu estar nervoso para a cirurgia. Foi orientando quanto à necessidade da medicação. A medicação do item 2 não foi oferecida pelo jejum pré-operatório. Encaminhado para o SO (Paula eeusp, xx/y/zz). O risquinho significa que o medicamento foi preparado. No medicamento 2, está faltando a mg. Lembrando que se não está com a mg, pode ser recusado a sua administração. “Três leituras certas da medicação” Ao retirar o frasco ou ampola do armário ou carrinho de medicamentos, confira o rotulo pela primeira vez; Ao retirar ou aspirar o medicamento do frasco ou ampola, confira o rotulo pela segunda vez; Ao recolocar no armário ou desprezar o frasco ou ampola no recipiente para descarte de materiais cortantes, confira o rotulo pela terceira vez. Administração de Medicação por Via Oral Facilmente administrada. Menos dispendiosa. Muito utilizada. Absorvidas no TGI. Exemplos de medicações orais: suspensão, gotas, comprimidos, drágeas, cápsula e em pó. Contraindicada: pacientes com náuseas, vômitos, diarreias ou disfagia. Administração de Medicação por Via Oral – Assistência de Enfermagem Preparar medicação somente com a prescrição médica em mãos. Se você não entender o que está escrito, procure orientação. Lave as mãos antes de iniciar o procedimento. Lembre-se dos “cinco certos de medicação” e das “três leituras certas”. Evitar tocar na medicação. Utilizar os medidores graduados para retirar dosagens corretas de frascos de xaropes, suspensões, emulsões tais como: copo graduados, seringas, colheres graduadas e conta- gotas. Transfira os medicamentos para copos descartáveis. NÃO COLOCAR OS MEDICAMENTOS EM COPOS DESCARTÁVEIS FORA DA EMBALAGEM Identifique a medicação após o preparo, utilizando a fita adesiva e checando os “cinco certos”. Veja exemplo: nome do paciente, medicação, dose, via e hora. Caso seja necessário amassar os comprimidos, utilize o pilão e o cadinho, principalmente se forem administrados às crianças, para auxiliar a ingestão. Na falta destes, coloque o comprimido no copinho com um pouco de água destilada e aguarde um momento. Para evitar amassar o comprimido, o ideal é verificar se a medicação não é disponível na forma líquida. Qualquer medicação de cobertura entérica ou de liberação gradual e cápsulas de gelatina não devem ser esmagadas. Leve a medicação preparada na bandeja até o leito do paciente. Não deixe o medicamento com o paciente, pois ele pode não toma-lo. Macerar e administrar um medicamento de cada vez. FIQUE DE OLHO NESSAS REGRAS: Não administre medicamentos líquidos quando o rótulo do frasco não permitir a leitura correta do nome e dosagem do medicamento. Veja a maneira correta de medir medicações líquidas. Segure o copinho da medicação na altura dos olhos, observe que o conteúdo deve fluir pelo lado oposto do rótulo para não manchá-lo. Agite o frasco vagarosamente com movimentos de cima para baixo, principalmente nos casos das suspensões e emulsões. Não faça mistura de medicações orais. Fique atento às reações esperadas dos medicamentos e aos efeitos colaterais. NÃO DEIXAR PACIENTES SEM MEDICAÇÃO, MESMO QUE OCORRA EVENTOS ADVERSOS. SE ACONTECER, DEVE-SE RELATAR AO MÉDICO RESPONSÁVEL. Não se esqueça documentar a recusa e informar à enfermeira e ao médico. Medicamentos orais com sabores desagradáveis, se administrados por um canudinho, diminuirá o gosto ruim, pois o líquido entrará em contato com um número menor de papilas gustativas da língua. Administração de medicamentos por via sublingual – Assistência de Enfermagem A medicação que é prescrita por via SL não deve ser engolida. Estas medicações agem rapidamente, devido à abundante vascularização da mucosa oral. Oriente o paciente. Posicione o medicamento sob a língua do paciente e peça que ele o mantenha lá até que tenha dissolvido. Administração de medicamentos tópicos na pele Refere-se à aplicação de medicamentos na pele ou nas membranas mucosas para a absorção. A absorção depende: Concentração da droga; O tempo em que o medicamento está em contato com a pele; Tamanho da área afetada; Espessura da pele; Hidratação dos tecidos e Grau de rompimento a pele. VANTAGENS: a ação da droga, em geral, está localizada no local da aplicação, o que reduz a incidência de efeitos colaterais sistêmicos DESVANTAGENS: difíceis de aplicar, ação curta e requerem a reaplicação mais frequente. Os métodos incluem: Aplicação tópica de unguentos, cremes, pós ou loções na pele Instilação de soluções nas membranas mucosas da boca, olho, orelha, nariz ou vagina Inalação de líquidos em aerossol ou gases As preparações técnicas podem ser usadas para: Limpar e desbridar um ferimento Reidratara pele Reduzir a inflamação Formar uma barreira protetora Administração de Colírios nos olhos Designados como medicamentos oftálmicos. Técnica: Lave as mãos Faça o paciente olhar para cima Aplique uma tração suave na pálpebra inferior para expor o saco conjuntival Instile as gotas dentro do saco (geralmente uma gota em cada olho) Usando um lenço de papel, aplique uma pressão suave ao canto interno da pálpebra na parte óssea por 1 a 2 minutos. Administração de Gotas Auriculares Crianças com menores de 3 anos de idade: vire a cabeça para o lado apropriado e puxe delicadamente o lóbulo da orelha para baixo e para trás. Crianças com mais de 3 anos de idade: gire a cabeça para o lado apropriado e puxe delicadamente o lóbulo da orelha para cima e para trás. Administração de Medicação por Via Parenteral Para administrarmos medicações através da via parenteral, precisamos saber manusear muito bem as seringas E você, sabe manusear com segurança as seringas que mais utilizamos? SERINGAS: A seringa tem 3 partes: bico, corpo e êmbolo. Apresentam 2 tipos de bico: o bico simples (luer slip) e o com rosca (luer lock). Seringas de vidro e de plástico. Seringas: 1 ml, 3 ml, 5ml, 10ml, 20ml, 50ml e 60ml. O tamanho da seringa é determinado pelo volume do medicamento a ser injetado, o grau de precisão necessário para mediar a dose e o tipo de medicamento a ser administrado. Por exemplo: Seringa de 20ml em 20 “risquinhos”. Portanto: 20/20=1 ou 1 ml. Dividida em números inteiros. Por exemplo: Seringa de 1ml = utilizada para administrar insulina e heparina, graduada em unidades, sendo centesimal correspondendo 0,02ml. Considerando que em seringas de 1 a 5ml há um volume residual na seringa e na agulha, diminuindo a quantidade prescrita. Assim, na aspiração do medicamento, em seringa de 1 a 5 ml, seja determinado o uso de uma bolha de ar, para garantir a dose exata do medicamento a ser administrado diariamente do paciente, pois o ar retirará o medicamento da agulha. Portanto, a quantidade de ar a ser aspirada varia de 0,05ml a 0,7 ml. AGULHAS O descarte de agulhas ou perfurocortantes deve ser feito em recipientes apropriados. Nunca despreze agulhas ou vidros no lixo comum. O bisel para intravenosa e intradérmica deverá sempre ser pra cima. A intramuscular ou outras vias é indiferente a sua posição. O diâmetro da agulha se refere ao seu orifício interno. Quanto maior o número, maior o diâmetro. Selecione o diâmetro apropriado com base na viscosidade da solução a ser injetada e no comprimento apropriado para injetar o medicamento no local determinado. Agulhas: 13x4,5; 25x7; 25x8; 40x12... Exemplo: 25x7: 0.7mm de diâmetro x 25mm de comprimento. Há contaminação por partículas de vidro após abertura de ampolas. ASPIRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Medicamentos Parenterais: qualquer via que não passa pelo TGI. No músculo: injeção intramuscular (IM) No tecido subcutâneo: injeção subcutânea ou hipodérmica (SC). Sob a derme: injeção intradérmica (ID) Na veia: injeção intravenosa ou endovenosa (EV) Usar luvas de procedimento na aplicação ou na punção venosa. Todo procedimento pérfuro e cortante descartável utilizado no preparo e na administração do medicamento, é desprezado em recipiente apropriado, conforme normas do MS. Seringa estéril adequada a dose prescrita do medicamento Agulha de grosso calibre para aspiração Agulha adequada à aplicação do medicamento Frasco com álcool 70% Recipiente com algodão seco Medicamento e diluente a ser administrado Elaboração da etiqueta de medicamento com os 5 certos ETIQUETA DE SOROTERAPIA: João de Oliveira, 102-3 SG5% -------------- 500ml NaCl20% ------------ 10ml KCl19,1% ------------ 5ml IV 28gts/min 03/08/15 8horas Paula, EEUSP ETIQUETA DE MEDICAMENTO: João de Oliveira, 102-3 Cefiatrixoma-------- 1g--- IV SF 0,9%------------ 20ml 03/08/15 8h PaulaEEUSP João de Oliveira, 102-3 SF 0,9%---------100ml Profenid--------- 50mg IV 60gts/min 03/08/15 8h PaulaEEUSP Medicamentos Parenterais Abra a embalagem da seringa pelo lacre, do ado do embolo. Abra a embalagem da agulha pelo lacre, do lado do canhão. Conecte a agulha na seringa. Teste a seringa e a agulha, puxando e empurrando o êmbolo. Faça a desinfecção do gargalo da ampola de diluente com algodão embebido em álcool 70%. Quebre o gargalo da ampola, protegendo-a com algodão ou a gaze seca. Segurar a ampola com a mão auxiliar e a seringa com a mão dominante. Aspirar o volume necessário de diluente. Retire o ar da seringa. Retire a tampa metálica do frasco. Faça a desinfecção da tampa de borracha com algodão umedecido em álcool 70%. Introduza a agulha no frasco ampola e injete o diluente contido na seringa. Retire a agulha do frasco-ampola, reencapando-a com segurança. Agite a solução do frasco-ampola até a solução ficar homogênea – cuidado para não gerar espuma. Aspire a dose prescrita do medicamento. Retire a agulha do frasco-ampola, retirar o ar do corpo da seringa. Substitua a agulha utilizada no preparo pela agulha indicada para administração do paciente. Identifique a seringa com a etiqueta preparada anteriormente. Guarde a seringa em sua embalagem original e organiza a bandeja que será utilizada para levar o medicamento até o paciente. Assistência de Enfermagem no preparo e administração de medicação por via parenteral Lave muito bem as mãos. Use os cinco certos para preparar e administrar o medicamento. Abra a seringa utilizado o local correto de abertura da embalagem. Certifique da integridade da embalagem da seringa. Abra a seringa, evitando de contaminá-la. Abra a agulha utilizando a técnica da abertura da seringa. Lembre-se que o bisel tem um invólucro protetor, devendo a abertura ser por este lado. Acople o canhão da agulha ao bico da seringa. Empurre o embolo no sentido do bico da seringa para facilitar o manejo do embolo. Fazer a desinfecção do gargalo da ampola ou do frasco ampola, utilizando bola de algodão com álcool 70%. Para abertura da ampola, envolva o gargalo com uma bola e algodão ou uma gaze, para que não se machuque. Retire o protetor da agulha e deixe sobre a embalagem Para diluir corretamente o pó liofilizado contido em um frasco ampola, aspire a água destilada e injete o diluente posicionando a agulha próxima a parede interna do frasco, evitando assim a formação do vácuo. Retire a agulha e proteja-a com o involucro próprio. Agite o frasco utilizando movimentos circulares. Após o termino da aspiração, aspire o conteúdo de medicamento contido na agulha e troque pela agulha correta de aplicação. Identifique o medicamento. Será utilizada a água e sabão apenas quando necessário, ou seja, quando estiver sujo. Administração Parental: via intradérmica (ID) As injeções ID são aplicadas na derme, logo abaixo da epiderme (soluções cristalinas e isotônicas). Pequenos volumes. Máximo: 0,5ml. Normalmente: frações de 0,1ml. Absorção lenta. INDICAÇÃO: reações de hipersensibilidade (provas de PPD para tuberculose e Shick para difteria), verificar a sensibilidade de algumas alergias, fazer a dessensibilização e auto vacinas. LOCAL: face ventral do antebraço, por ser pobre em pelos, possuir pouca pigmentação, pouca vascularização superficial, fácil acesso de leitura dos resultados. Técnica de Administração por via ID: Lave as mãos Confira a prescrição medica, lembre-se dos “cinco certos da medicação” e os “três certos da leitura”. Reúna os seguintes materiais em uma bandeja: medicamento e/ou vacina, seringa de 1ml, agulha para aspiração (25x8), agulha para aplicação (13x4,5 ou 13x3,8), bolas de algodão com álcool 70%, bolas de algodão secas. NÃO PUXE O ÊMBOLO DE SERINGA PARA VERIFICAR SE VOLTARÁ SANGUE. Faça a aspiração do medicamento ou vacina utilizando a técnica asséptica. Oriente e posicione o paciente (lembre-se do local correto de aplicação). Distende a pele do local utilizando os dedos polegar e indicador da mão esquerda. OBS: observe a antissepsia da região não é feita,pois pode facilitar reações falso positivas nos testes e redução da atividade das vacinas administradas. Peça ao paciente para lavar bem o local com sabonete neutro antes do procedimento. Segure a seringa, utilizando os dedos polegar, o indicador e o médio da mão direita e mantenha o bisel da agulha voltado para cima e introduza suavemente até 1/3 da agulha usando um ângulo de 10 a 15 graus. Uma prática desatualizada é incluir a aspiração por meio do embolo da seringa antes da injeção para garantir que o medicamento/vacina não seja injetado em um vaso sanguíneo. Essa prática não é mais necessária. Observe a formação de uma pápula, após a injeção total da solução, retire a agulha e não faça massagem. Se apresentar sangramento no loca, comprima suavemente com uma bola de algodão seca. Não reencape a agulha e a despreze em recipientes adequadas. Lave as mãos. Faça anotações necessárias, não esquecendo de checar a prescrição medica. Preste atenção, pois podem ocorrer algumas complicações ao se utilizar esta via: A derme pode ser lesada, se a introdução do medicamento for rápida. Podem ocorrer dor, prurido e desconforto após a aplicação da solução. Oriente o paciente para não manipular o local da aplicação. Ulceras com necrose do tecido, podem ser observadas no local de aplicação quando medicamentos contra indicador por esta via são utilizados. Administração Parenteral: via subcutânea (SC) Medicações aplicadas na tela subcutânea (hipoderme). Absorção lenta, continua e segura. Ação do medicamento é geralmente mais longa. Volume máximo: 1 – 1,5ml INDICAÇÕES: vacinas, anticoagulantes e hipoglicemiantes LOCAIS DE APLICAÇÃO: menor inervação, aceso fácil, maior capacidade de distensão local do tecido (braços, face anterior das coxas e abdome). ÁREAS USADAS COM MENOR FREQUÊNCIA: nádegas e a porção superior do dorso ou região escapular. APLICAÇÕES REPETIDAS: a rotação do local das injeções não é mais necessária. Fazer rodizio do local na mesma área anatômica. Técnica de administração por via SC: Lave as mãos Lembre-se dos “5 certos da medicação” e dos “3 certos da leitura”. Reúna os seguintes materiais em uma bandeja: bola de algodão, álcool 70%, seringas de 1 ou 3ml Agulhas 25x7 ou 25x8 para aspiração e 13x3,8 ou 13x4,5 ou 10x5 para aplicação Oriente o paciente Realizar antissepsia da região, utilizando uma bola de algodão com álcool 70%. Fazer movimentos, com a bola de algodão, em um único sentido, de cima para baixo, virando a bola de algodão ou em movimentos circulares começando no local da injeção e afastando-se dele (a finalidade da antissepsia é remover a microbiota da pele que durante o procedimento poderia ser introduzida no SC, causando infecção. Espere secar. A prática da antissepsia para injeções ID, SC e IM não terapêutica não é mais indicada segunda a OMS. Método 1: pince a pele do local selecionado entre os dedos. Insira a agulha rapidamente em um ângulo de 90°, solte a prega, (NÃO ASPIRE AO ADMINISTRAR HEPARINA OU INSULINA) e injete o medicamento lentamente. A pratica de aspirar ou puxar o embolo, para confirmar a entrada em um vaso sanguíneo, não é necessária por não se tratar de indicador confiável de colocação da agulha. Método 2: Pegue a pele da região selecionada, estique, segure firmemente e insira a agulha em um ângulo de 45° (NÃO ASPIRE AO ADMINISTRAR HEPARINA OU INSULINA) e injete medicamento lentamente. As recomendações Clínicas da American Diabetes Association determinam que “em crianças e adultos magros pode ser necessário pinçar a pele e inserir a agulha em um ângulo de 45° para evirar aplicação IM do medicamento, especialmente na coxa. Não é necessário fazer a aspiração. Obedeça as angulações corretas das agulhas: Indivíduos magros: ângulo de 30° Indivíduos normais: ângulo de 45° Indivíduos obesos: ângulo de 90° Se a agulha for 10x15: ângulo de 90° Complicações relacionadas a via SC: infecções, embolias, lesão de nervos, ulceras ou necrose de tecidos. Fenômeno de Arthus: formação de nódulos, provocados por injeções repetidas em um mesmo local, podendo ocorrer necrose no ponto de inoculação. Administração Parenteral: via intramuscular (IM) A solução deverá ser administrada no tecido muscular. Muito utilizada e a velocidade de absorção esta via é rápida. O musculo escolhido deve ser bem desenvolvimento, ter facilitado de acesso e não ter vasos de grandes calibres e nervos superficiais. O volume a ser administrado deve ser compatível com a estrutura muscular, que varia com a região e a idade do paciente: Deltóide: 2ml Glúteo: 4ml Coxa: 3ml Vasto lateral: 4ml O deltoide é o último local de escolha para aplicação de medicamento. Existe divergências, desde que há uma avaliação do paciente. Qual agulha devemos usar? Faixa Etária Espessura Subcutânea Solução Aquosa Solução Aquosa ou suspensão Adulto Magro Normal Obeso 25x7 30x7 40x7 25x8 30x8 40x8 Criança Magra Normal Obesa 20x6 25x7 30x7 20x7 25x8 30x8 Via Intramuscular – Região Deltoide Deve ser uma via de última escolha e se possível evitada. Contra indicada: Crianças de 0-10 anos, exceto para vacinação de 3 anos até adultos. Pacientes com pequeno desenvolvimento muscular local, principalmente os idosos. Volume superior a 2ml e substancias irritantes. Injeções consecutivas. Parestesia, paresia ou plegia dos braços. RISCO DE PERDER O BRAÇO PORQUE A MEDICAÇÃO É FORTE E PODE ACONTECER UMA INFECÇÃO, NECROSANDO O BRAÇO. Técnica: Oriente o paciente e peça a colaboração no posicionamento. Execute a técnica da seguinte maneira. Coloque o paciente em posição: o braço paralelo ao corpo ou fletido sobre o abdome. Traçar uma linha imaginária através da axila e outra ao nível da borda inferior do acrômio. As bordas laterais do retângulo são linhas verticais paralelas localizadas entre o terço interior e o médio e entre o terço posterior e o médio da face lateral do braço. Faça a antissepsia com algodão embebido com álcool 70% com movimentos circulares começando no local da injeção e afastando –se do centro (sem evidências). Deixe secar. Segure a bola do algodão entre os dedos da mão esquerda e retire o protetor da agulha. Aprisionar a maior parte possível da massa muscular (quatro dedos abaixo da articulação do ombro). Introduza a agulha, obedecendo em ângulo de 90° (perpendicular ao músculo), na parte central. Solte o músculo e aspire para verificar se acidentalmente você não puncionou um vaso. Caso aconteça de ter retornado sangue, retire a seringa, troque a agulha e faça o procedimento no outro braço. Ao aspirar, se não retornar sangue, injete o medicamento em velocidade moderada (PRÁTICA NÃO MAIS INDICADA – CDC,2009) Após remover a agulha, aplique uma leve pressão no loca com algodão ou gaze seca. A massagem pode aumentar a dor se a massa muscular for estirada pela quantidade de medicamento injetado. MASSAGEAR AUMENTA A LESÃO, OU SEJA, NUNCA MASSAGEAR. Despreze a agulha e a seringa em recipiente apropriado sem reencapar a agulha e lave as mãos. Faça anotações que fizerem necessárias e não esqueça de checar o horário prescrito. Via Intramuscular - Região dorso glútea Volume máximo: adulto – até 4ml e crianças até 2ml. Aplicação: ângulo de 90°. Contraindicações: crianças de 0-3 anos, paciente de pé, indivíduos com musculatura debilitada e adultos com mais de 60 anos. Delimitação: 2 processos; Traçando uma linha que parte da espinha ilíaca póstero posterior e finaliza no grande trocânter do fêmur, a injeção deverá ser aplicada na região central da área superior. Traçando um eixo horizontal com origem na saliência mais proeminente da região sacra e outro vertical, originando-se na tuberosidade isquiática, a injeção deveria ser aplicada no quadrante látero-superior externo. Posição Ventral Para usar esse local o paciente deve ser colocado em decúbito ventral em uma superfície plana, com os braços ao longo do corpo e os pés virados para dentro, o que promoverá um relaxamento dos músculos glúteos. Posição Lateral Masem algumas situações, é necessário utilizar o decúbito lateral: manter o membro inferior, que está em cima, com o joelho e a articulação do quadril flexionados, e em posição estendida o membro inferior (relaxamento dos músculos glúteos). Posição em pé Menos aconselhada, uma vez que os músculos se encontram contraídos. Caso este decúbito seja necessário, posicione o paciente da seguinte maneira: oriente o paciente a ficar com os pés virados para dentro (isto relaxará o músculo glúteo máximo). Quando não devemos utilizar a região dorsoglútea: Crianças menores de 2 anos, principalmente aquelas que ainda não andam. Pessoas que possuem atrofia muscular. Pessoas que possuem parestesia ou paralisia dos MMII (lesados raquimedulares). Pessoas que possuem lesões vasculares dos MMII. Técnica: Lave as mãos Lembre-se dos “5 certos da medicação” e dos “3 certos da leitura”. Reúna os seguintes materiais em uma bandeja: bola de algodão, álcool 70%, agulhas para aspiração e para aplicação. Leve em conta se o paciente é ou não obeso. Oriente o paciente e não esqueça de avisá-los quando for introduzir a agulha. Posicione o paciente, preferencialmente na posição ventral. Delimite corretamente o ângulo externo e o quadrante superior externo, determinado assim uma área com maior segurança distante do nervo ciático. Realizar antissepsia a região, utilizando uma bola de algodão com álcool 70%. Fazer movimentos, com a bola de algodão, em um único sentido, de cima para baixo, virando a bola de algodão ou em movimentos circulares começando no local da injeção e afastando-se dele. Espere secar. Segure a bola de algodão com a mão esquerda e retire o protetor da agulha. Faça a prega muscular, utilizando o polegar e o indicador. A aplicação é facilitada com o aprisionamento do músculo. Faça a punção e introduza a agulha toda de uma vez, utilizando um ângulo de 90° (perpendicular ao músculo). Solte a prega e puxe o embolo; caso haja sangue, retire a agulha, faça compreensão do local, troque a agulha e faça aplicação em outro local (ASPIRAR NÃO É UM MÉTODO CONFIRMATÓRIO MAIS RECOMENDADO – CDC, 2009) Retire a agulha e faça pressão local com algodão ou gaze seca. Lave as mãos. Organize a unidade. Faça anotações e cheque o horário prescrito e as possíveis reações do paciente. Via Intramuscular - Técnica em Z Indicação: injeções profundas de medicamentos ou drogas irritantes. Sua utilização permitirá, após a retirada da agulha, criar um caminho de ziguezague, promovendo um tampão que ocluirá o ponto de introdução da mesma no músculo, de modo que a solução não refluirá no tecido SC. O local de escolha: região dorsoglútea. O ponto de aplicação é o mesmo da região dorsoglútea. Faça a antissepsia do local. Após ter certeza do local de aplicação, utilizando o polegar esquerdo, puxar para a esquerda o tecido local onde será injetada a solução. Tracione com firmeza. Com a mão direita, introduza toda a agulha, utilizando um ângulo de 90°, mantendo o tecido tracionado até terminar a aplicação. Em adultos utilizar a agulha 40x7 e em crianças 30x7, pois a aplicação deve ser profunda. Com os dedos indicador e médio da mão E, segurar a seringa ainda mantendo o tecido tracionado. Injetar o medicamento e depois liberar a pele ao retirar a agulha. Via Intramuscular – Bloqueio do ar A utilização de uma bolha de ar de 0,2ml após aspirar a solução age como bloqueio para que a solução injetada no músculo se acomoda e não retorne pelo trajeto da agulha. Via Intramuscular – Região Ventroglútea (Hochestetter) Região formada pelos músculos glúteos médio e mínimo. Proporciona completa absorção dos medicamentos. Região livre de estruturas importantes, músculos glúteo médio e mínimo. Músculo de espessura média de aproximadamente 4cm. Volume máximo: 3-4ml. Posição do paciente: a que desejar, ventral ou lateral. Flexionar o joelho e o quadril ajuda a relaxar este músculo Aplicação: agulha levemente votada para a crista ilíaca (60° a 90°) Contraindicações: angústia ou ansiedade, contração muscular lesão na área e administração da vacina hepatite B. Como localizar o local correto da aplicação? Coloque a mão E no quadril D do paciente, identifique com a falange distal dO o dedo indicador a espinha ilíaca anterossuperior D, estenda o dedo médio ao longo da crista ilíaca, deixando a mão espalmada sobre a base do grande trocânter do fêmur, formando com o indicador um triângulo. Dirija a punção neste triangulo, com a agulha voltada ligeiramente para crista ilíaca. E qual a técnica de aplicação? Decúbito do paciente: sentado, lateral, ventral, dorsal, de pé. Lavar as mãos Preparar o material: o mesmo para punção dorsoglútea. Atenção: para prematuros e crianças com pouco desenvolvimento muscular poderão ser utilizadas agulha 13x4,5 Orientar o paciente quanto ao procedimento e posicioná-la Delimitar o local da aplicação e fazer a antissepsia Fazer a aplicação utilizando ângulo de 90°, posicionando a agulha ligeiramente na direção da crista ilíaca. Puxar o embolo da seringa. Se houver sangue, fazer nova punção (PRÁTICA NÃO INDICADA – CDC, 2009) Após retirar a agulha, fazer pressão local. Lavar as mãos Organizar a unidade Realizar anotações. Via intramuscular – Região anterolateral da coxa O músculo vasto lateral é utilizado por ser considerado desprovido de grandes nervos ou vasos, diminuindo assim as complicações após a aplicação. Contraindicações: recém-nascidos (0-28 dias), exceto para vacinas. Técnica: Lave bem as mãos Prepare o material (mesmo utilizando para as outras regiões IM). Atenção ao comprimento da agulha, ela deve ser mais curta. Recém-nascidos: após 28 dias e crianças em 10 anos: 13x4,5;20x6;25x7 ou 25x8. Crianças maiores de 10 anos, adolescentes e adultos: 24x6; 25x7 e 25x8. Oriente e posicione o paciente – decúbito dorsal ou sentado (manter a perna fletida). A posição proporciona maior conforto durante a aplicação. Utilize o terço médio do vasto lateral, 12 cm acima da parte superior do joelho e 12 cm abaixo da região inguinal (articulação coxofemoral). Faça a antissepsia com álcool 70%. Faça a prega muscular para fazer a punção, obedecendo um ângulo de 45° a 60°, posicionando a agulha inclinada em direção podálica (do pé). Aspire e caso não haja sangue, aplicar o medicamento lentamente (PRÁTICA NÃO MAIS INDICADA – CDC,2009). Após a aplicação retire a seringa e faça compressão local. Organize a unidade. Não reencape agulha. Lave as mãos. Realize anotações. COMPLICAÇÕES: Fibrose: aplicação no mesmo local, por não fazer rodízio da região utilizada. Lesão do nervo fermorocutâneo. Não esqueça de usar uma agulha mais cura e a angulação correta. ALGUNS CONSELHOS ÚTEIS: Só utilize a região se você conhecer os limites anatômicos. Observar bem o desenvolvimento muscular para utilizar a agulha do comprimento adequado. Se o paciente movimentar pouco os MMII, não utilize esta região. Observe também a espessura do tecido adiposo da região, para a escolha correta da agulha. Cuidado com o volume (3cm). Via Endovenosa As soluções mais usadas são: Solução glicosada ou soro glicosado (SG 5%, SG 10%) e ampolas de glicose a 50%. SF 0,9% - solução fisiológica Soro glicofisiológico Solução de manitol Solução de bicarbonato de sódio a 3% e 10% Solução de Ranger simples Solução de Ranger lactato Algumas podem ser adicionadas às soluções: vitamina C, KCl (cloreto de potássio), NaCl (cloreto de sódio), complexo B... Qual região devo escolher? CRIANÇAS E ADULTOS Dorso da mão,antebraço e braço BEBÊS Região cefálica, pela facilidade de acesso, mão e dorso do pé. COLETA DE SANGUE E ADMINISTRAÇÃO DE DOSAGEM ÚNICA Articulação do cotovelo. VIA DE ÚLTIMA ESCOLHA Membros inferiores: há risco de estagnação do medicamento na circulação periférica, que poderia provocar formação de colágenos, causando trombos e flebites. É totalmente contraindicada para pacientes com lesões neurológicas (paraplegia). E quais as veias mais utilizadas para administração parenteral?Região Cefálica (couro cabeludo) e região cervical (pescoço): a região cefálica é bastante usada em bebês. Veia temporal superficial, veia auricular, veia occipital, veia jugular externa e interna. Região dos membros superiores – braço (cefálica e basílica) e antebraço (veia cefálica, cefálica acessória, veia basílica, veia intermediária do antebraço) e rede do dorso da mão (veias metacarpianas dorsais). Região dos MMII – perna (safena magna e tibial anterior) e pé (rede do dorso do pé). OBS: as veias existentes nos MMII devem ser as de última escolha. Procedimentos para punção venosa: Selecionar a veia e os materiais Evitar: veias lesadas, avermelhadas e inchadas, veias próximas de áreas previamente infectadas, região de articulação, veia muito pequena para o tamanho do cateter. Garrotear (colocar o torniquete): Aplicar o garrote 15 a 20cm acima do local da punção venosa. Em pacientes com hipotensão mover o garrote tão próxima quanto possível do local da punção. A utilização do mesmo garrote em mais de um paciente facilita uma possível infecção cruzada. Calçar as luvas e realizar antissepsia da pele: No local escolhido. A solução aplicada (álcool 70%) deve secar antes de realizar o procedimento. Seleção da veia O local escolhido não deve interferir com a mobilidade. Assim, a fossa antecubital deve ser evitada, exceto como último recurso. Recomenda-se utilizar primeiro o local mais distal do braço ou da mão, para que punções possam ser movidas, progressivamente, para cima. Uma veia deve ser examinada por palpação e inspeção. Ela deve ser firme, elástica, cheia e arredondada. Como selecionar o local? Condições da veia; Tipo de liquido ou medicação a ser infundida; Duração do tratamento; Idade e compleição física do paciente; História médica do paciente e condições atuais de saúde; Competência do executor. Aplicando o garrote ou torniquete A finalidade de aplicar o garrote é dilatar a veia, outras técnicas também ajudam a evidenciar as veias como colocar o membro podendo por alguns segundos, friccionar a pele na direção do torniquete, pedir ao paciente para abrir e fechar a mão, aplicar calor local. Ao aplicar o garrote verifique o pulso distal, se não estiver presente, alivie o garrote e reaplique-o com menor tensão para impedir a oclusão arterial. O garrote deve ser aplicado com cuidado evitando-se as áreas onde já foram realizadas punções recentes, pois poderá constituir fatore de risco para o trauma vascular e formação de hematomas. As luvas devem ser calçadas antes da punção venosa e mantidas até que o risco de exposição ao sangue que tenha sido eliminado. Antes de puncionar puxe a pele abaixo do local de inserção, para fixar a pele e prevenir que a veia “dance”, ou seja, se mova. O ângulo da punção é de 15° a 30°. Se a veia foi transfixada com uma perfuração e um hematoma se desenvolve, remova imediatamente o cateter e aplique pressão direta no local. Não reaplique torniquete onde há pouco foi realizada uma tentativa de punção venosa, porque um hematoma pode ser formado. Complicações da TIV: observadas por sinais/sintomas flogísticos ou de inflamação. Dor Tumor: edema, tumefação Calor: aumento da temperatura da pele Rubor: hiperemia, eritema DOR: no local da punção, do trajeto da veia ou em toda a região, dependendo do grau do dano observado. Tratamento: Aplicação de calor local – seco (bolsa de água quente) ou úmido (compressa de água quente). Tratamento do problema principal (flebite, infiltração, extravasamento) Princípios relacionados aos recursos materiais: Exemplo: materiais utilizados para punção venosa. Dispositivos intravenosos periféricos: Cateteres Flexíveis: Indicado para infusão de grandes volumes de líquidos, administrações intermitentes e/ou prolongados Nomes comerciais: Abocath, Jelco, Intima... Dispositivo de cateter sobre agulha: Dispositivo mais confortável para o paciente e indicado nas terapias EV de longo prazo. Quanto maior o número, menor o calibre. Numeraçao: 14,16,18,20,22 e 24. OBSERVAR O REFLUXO DO SANGUE, se não houver, o cateter pode ter sido incorretamente inserido no espaço extra vascular ou na parede da veia. Remover o cateter e recomeçar o procedimento com outro cateter estéril. NÃO REENCAPAR A AGULHA. Punção venosa com cateter agulhado com asas: Embora menos indicado, o cateter agulhado com asas (tipo butterfly/scalp) também é utilizado para punção venosa. É indicada para IV de curta duração. A desvantagem é a maior incidência de infiltrações por ser um dispositivo rígido. Scalp ou Butterfly Indicação: pacientes que necessitam receber uma solução contínua de curta duração ou medicação EV em intervalos. Números: 19,21,23,25 e 27. Quanto menor o número, maior o calibre. Dê preferência ao membro superior, escolhendo sempre aquele que o paciente menos utiliza. Primeira escolha: dorso da mão. Segunda escolha: região interna do antebraço (menos pelos). Faça tricotomia SN. Em crianças e idosas coloque o garrote sobre a pele. A técnica da punção é semelhante à punção com cateter flexível, ou seja, o ângulo de introdução é o mesmo, deve ser realizada antissepsia, colocado garrote. Deve-se utilizar luvas de proteção e proceder a fixação do cateter após a punção de identificação. Nesta técnica não retiramos a agulha como é feito com o cateter flexível, uma vez que esta permanecerá na veia do paciente até sua retirada. Para controlar a velocidade de infusão Divida o número de gotas/minuto prescritas por 4; Conte o número de gotas que cai na câmera de gotejamento a cada 15 segundos; Se for liberada uma quantidade de gotas excessiva, feche um pouco a pinça do equipo e conte novamente; se a quantidade for muito pequena “abra” um pouco a pinça e conte novamente. Continue com o passo 3 até conseguir o número correto de gotas a cada 15 segundos Após, faça o controle do minuto inteiro. Saber trocar os dispositivos intravenosos de acordo com as recomendações da Anvisa: Equipos: Infusão contínua- proceder a troca a cada 72-96horas. Considera-se a infusão contínua quando esta é prolongada e superior a duas horas, com volume e velocidades variáveis. Infusões intermitentes – proceder a troca a cada 24horas. Infusão intermitente é aquela realizada com intervalo inferior a duas horas. Nutrição parenteral – proceder a troca a cada 24horas. Emulsões lipídicas – proceder a troca a cada 24horas. Conectores: Proceder a troca a cada 72-96horas. Dânulas (torneirinhas) e tubos extensores para infusão Proceder a troca conjuntamente com o sistema de infusão. Cateteres periféricos Cateter periférico Teflon – a troca deve ser a cada 72horas. Cateter periférico de poliuretano – a trocada deve ser a cada 96horas. Agulhas de aço – seu uso deve restringir-se para coleta de amostra sanguínea e ou administração de medicamentos em dose única. Infusão intermitentes – manutenção do acesso venoso por salinização do cateter Desvantagens Possibilidade de obstrução por coágulos dentro do cateter Possibilidade de danos pelo rápido acesso para a corrente sanguínea A manutenção do cateter salinizado deve seguir a rotina institucional em termos de frequência e volume de SF que deve ser administrado para manter permeável. “Lavar” o cateter antes e após: A administração de cada medicamento; Coleta de sangue; Administração de sangue ou hemoderivados. Existe uma escala referente aos níveis de flebite. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ALIMENTAÇÃO E HIDRATAÇÃO Quando não é possível a alimentação pela boca, usa-se a sonda nasogástrica ou nasoentérica. PROCESSOS ENVOLVIDOS NA ALIMENTAÇÃO: ingestão, digestão e absorção. FINALIDADES DA ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM: Proporcionar meios que favoreçam a aceitação da dieta. Oferecer alimentos adequados em quantidades e qualidade. Repor elementos deficientes no organismo. Auxiliar o paciente a se adaptar ao tipo de dieta indicada. NECESSIDADES NUTRICIONAIS E HÍDRICAS NÃO ATENDIDAS: Afeta indiretamente: Necessidade de oxigênio Necessidade de manutenção da temperaturaNecessidade de eliminação, repouso e sono Afastamento da dor Necessidade sexual Necessidade de estimulação Necessidade de segurança Necessidade de amor e gregária Necessidade de estima, necessidade de auto realização FATORES QUE AFETAM NO APETITE: Favorecem: Aparência agradável dos alimentos no prato Temperatura adequada Flexibilidade no cardápio Ambiente calmo, limpo e arejado Conforto físico, psicossocial e espiritual Refeição sem interrupção Prejudicam: Alterações na atividade do paciente Peristaltismo lento Restrição de certos alimentos da dieta Condições patológicas como tremores, hipertermia, fraqueza, dor, infecção, etc. PREPARO DO PACIENTE/AMBIENTE PARA A REFEIÇÃO Oferecer a comadre antes das refeições Manter o paciente com mãos lavadas Certificar-se a dieta está adequada; aquecida Promover posição confortável Colocar a bandeja com a dieta sobre a mesa de cabeceira ou a mesinha de refeição s/n Colocar uma toalha ou o guardanapo sobre o peito do paciente Auxiliar a cortar carne, verduras e descascar as frutas, se necessário. PACIENTES QUE PODEM SE ALIMENTAR SOZINHOS Orientar o paciente quanto à importância de se aceitar todo o alimento favorecido Após a refeição oferecer material para higiene oral, se for acamado Colocar a unidade em ordem e o paciente em posição confortável PACIENTES QUE NÃO PODEM SE ALIMENTAR SOZINHOS Após proteger o peito com toalha ou guardanapo, dar a dieta na boca do paciente, em pequenas porções de cada vez incentivando-o Oferecer alimentos na ordem de preferência do paciente Limpar-lhe a boca sempre que necessário Oferecer-lhe água ao término da refeição Proceder a higiene oral, colocar a unidade em ordem e o paciente em posição confortável OBSERVAÇÕES Anotar a hora, tipo de dieta aceitação do paciente e anormalidades 00/00/0000 8 horas. Paciente aceitou como desjejum um copo de leite com café, um filão de pão com maneira e uma maça. Adriano MF. Evitar interromper a refeição com qualquer conduta terapêutica Evitar a colocação de grandes quantidades de alimento no garfo/colher Descrever os alimentos antes de oferecer a refeição aos pacientes impossibilitados de enxergar Ao auxiliar a alimentação, evitar atitude de impaciência e pressa CUIDADO DE ENFERMAGEM COM A HIDRATAÇÃO Cabe a enfermagem orientar e incentivar a ingestão líquida e prevenir o controle hidrolítico. Em alguns casos é necessário oferecer água na boca a posição sentada é a mais adequada É função da enfermagem observar se a necessidade de hidratação está sendo atendida por meio de observação. Em algumas situações a alimentação e a hidratação é feita através de sondas: Nasogástrica (SNG) Nasoenteral (SNE) Via intravenosa (Nutrição parenteral) SONDA Tubo que se introduz no organismo em canal natural ou não, para reconhecer-lhe o estado, extrair ou introduzir algum tipo de matéria INDICAÇÕES – NUTRIÇÃO ENTERAL Neoplasias Cirurgias de cabeça, pescoço e TGI Traumas Desordens Neurológicas/Musculares Desordens Gastrointestinais Intubação Prolongada Ingestão oral inadequada (dificuldade na mastigação/deglutição) TIPOS DE NUTRIÇÃO ENTERAL Dieta caseira: é chamada in natura e preparada com alimentos usais como legumes, verduras, arroz, carne, frango, deve ser completa e equilibrada. Dieta industrializada em sistema aberto: dieta pronta, balanceada, com todos os nutrientes necessários, que requer manipulação prévia à sua administração. Dieta industrializada em sistema fechado: pronta, balanceada, estéril, acondicionada em recipiente hermeticamente fechado e apropriado para conexão ao equipo de administração. LOCALIZAÇÃO GÁSTRICA Vantagens: Maior tolerância a fórmulas variadas Maior volume em menor tempo Fácil posicionamento Desvantagens: Alto risco de aspiração Tosse, náuseas e vômitos favorecem a saída acidental da sonda LOCALIZAÇÃO ENTERAL Vantagens: Menor risco de aspiração Maior dificuldade de saída acidental Permite nutrição enteral quando a alimentação gástrica é inconveniente Desvantagens Pouca tolerância a fórmulas hiperosmóticas Maior dificuldade de posicionamento Desalojamento acidental pode causar refluxo gástrico. RESOLUÇÃO CONFEN N° 453 DE 16/01/2014 Compete ao Enfermeiro: Participar da escolha da via de administração da NE em consonância com o médico responsável pelo atendimento ao paciente e a equipe TN; Estabelecer o acesso enteral por via oro/gástrica para a administração da NE, conforme procedimentos pré-estabelecido Solicitar e encaminhar o paciente para exame radiológico visando a confirmação a localização da sonda Garantir que a via de acesso da NE seja mantida Garantir que a administração da NE seja realizada no prazo estabelecido, recomendando-se a utilização Bomba de infusão Garantir que a troca da NE, sondas e equipo seja realizada em consonância com o pré-estabelecido pela equipe TN, em conjunto com a CCIH Prescrever os cuidados de enfermagem Registrar em prontuários todas as ocorrências e dados referentes a pacientes e à TNE. NASOGÁSTRICA (SNG): Refere-se a inserção de uma sonda plástica flexível através da nasofaringe até o estômago (aproximadamente 90cm), utilizada para alimentação, drenagem ou lavagem gástrica. Aberta: tem por finalidade drenar a secreção existente na cavidade gástrica Fechada: em geral, é indicada para alimentar e medicar pacientes impossibilitados de deglutir. Constituída por borracha ou derivados de petróleo (plástico, polietileno, cloreto de polivinil, poliuretano e outros) Mais conhecida como Levine (cloreto de polivinil – PVC) Levine: indicada de 7 a 10 dias CONTEXTÁVEL Calibres de 08 a 24 “French” (Fr) – 3F corresponde a 1mm – 1F= 0,333mm= 0,3 Indicação para a SNG Preparo pré operatório Lavagem gástrica Coleta de material para exame de suco gástrico Alívio das distensões abdominais Alimentação e medicação nos pacientes impossibilitados de deglutir NASOENTERAL (SNE): Refere-se a inserção, através da nasofaringe, de uma sonda de silicone ou poliuretano, frequentemente com peso em sua extremidade, até o estômago (aproximadamente 90cm), até o duodeno (110cm) ou, ainda, até o jejuno (ao menos 120cm); nessas duas últimas situações, carreadas pelos motivos peristálticos. Recomendações: Em pacientes com suspeita de TCE, é recomendado a sondagem oral gástrica Em pacientes com suspeita de trauma requimedular, não elevar o decúbito Durante a passagem da sonda, o paciente pode sentir náuseas por estimulação do nervo vago. Casso isso ocorra, interromper o procedimento temporariamente. Ocorrendo vomito, retirar a sonda e atender o paciente, retomando o procedimento mediante avaliação. Ao passar a sonda em paciente com deglutição normal, dar água gelada com canudinho. Constituída silicone, cloreto de polivinil, poliuretano Mais conhecida como Sonda de Dobhoff (poliuretano e/ou silicone) Dobhoff: indicada de 4 a 6 semanas (poliuretano) CONTEXTÁVEL Possuem um peso de tungstênio em sua porção dista visível em raios X Calibres de 06 a 18 “French” (Fr) – 3F corresponde a 1mm – 1F=0,333 =0,3 Quando a alimentação enteral deve ser prolongada, ela pode ser colocada diretamente no estômago ou no intestino delgado através de uma pesquisa incisão realizada na parede abdominal. Gastrostomia: a sonda é colocada diretamente no estômago através de cirurgia ou endoscopia Jejunostomia: a sonda é colocada no intestino (jejuno) através de cirurgia. COMPETÊNCIA LEGAL PARA INSTALAR SNG E SNE: Auxiliar de Enfermagem? Técnico de Enfermagem? Enfermeiro? Ao Técnico e/ou Auxiliar de Enfermagem poderá ser delegado a introdução de Sonda Nasogástrica sem o introdutor, administração e monitorização de infusão, sob orientação e supervisão do Enfermeiro. RESOLUÇÃO COFEN N° 277/2003 TÉCNICA DE INSTALAÇÃO DE SNG E SNE Materiais: Bandeja contendo 01 par de luvas de procedimentos não estéreis 01 sonda gástrica de calibre apropriado ao cliente (14 a 18Fr) 01 sonda enteral de calibre apropriado ao cliente (08 a 12 Fr) Estetoscópio Cordonê 01 ampola de soro fisiológico 0,9% de 10mlpara lubrificação ou solução hidrossolúvel 01 pacote de gazes Lenço de papel Lanterna de bolso Cuba rim Falta de pH 01 seringa de 20ml Esparadrapo e fita adesiva hipoalergênica Copo com água e canudinho Toalha e Biombos Cotonetes s/n Extensão com coletor s/n (drenagem) Solução fisiológica s/n (lavagem) Recomenda-se que o paciente esteja em jejum alimentar de pelo menos 4 horas. Técnica: Higienizar as mãos Explicar o procedimento e a finalidade ao cliente Observar estado geral do cliente (respiração, batimentos cardíacos) Reunir todo o material e colocar próximo ao cliente Proteger a unidade do cliente com biombos Posicionar-se de pé no lado direito do leito, se destro, e do lado esquerdo, se canhoto. Posicionar o cliente em posição semifowler ou sentado Pedir ao cliente que respire por uma narina enquanto ocluir a outra Pedir ao cliente que assoe as narinas Selecionar a narina mais pérvia Técnica de Instalação de SNG: Medir o comprimento da sonda a ser introduzido: da ponta do nariz até o lóbulo da orelha e descer até o apêndice xifoide, acrescentar 15cm. Marcar com uma tira de esparadrapo. Ponto Crítico Existe diversidade de pontos sugeridos como referência para a obtenção da medida necessária à introdução da sonda para alimentação. Nariz/lobo da orelha/umbigo Ponte do nariz/ponta do xifoide Apêndice xifoide/lóbulo da orelha/ponta do nariz A sonda pode ser nasoentérica posicionada no duodeno Sonda Dobbhoff Neste caso deve ser feita a medida da sonda até o final do esterno e acrescentando de 20 a 30cm, marcar com o esparadrapo e introduzi-la até a marca para posicioná-la corretamente Técnica Medida predita para introdução da sonda para alimentação em estomago, lóbulo da orelha ao apêndice xifoide ao ponto médio do umbigo (EXU). – MELHOR FORMA Posições NEX: distância que corresponde da ponta do nariz ao lóbulo da orelha e deste até o apêndice xifoide (80 grupo controle) EXU: distância do lóbulo da orelha ao apêndice xifoide e deste ao ponto médio da cicatriz umbilical (80 grupo controle) NEX + XU: distância da ponta do nariz ao lóbulo da orelha até o apêndice xifoide e deste ao ponto médio da cicatriz umbilical (80 grupo experimental) Resultados O método EXU apresentou melhores resultados em relação ao método NEX+XU da sonda estar localizada no corpo gástrico ou nas demais regiões. EXU e NEX+XU apresentaram melhores resultados em relação ao método NEX da SNG estar localizado na região de menor risco para aspiração de nutrientes. Conclusão Na avaliação da possibilidade de acesso à região ideal, o método EXU mostrou-se melhor que o método NEX+XU Os dados permitem indicar o método EXU para uso clínico ao paciente adulto que necessita da SNG de alimentação. Técnica: Colocar a toalha sobre o tórax do paciente Calçar as uvas e oferecer a cuba rim, caso apresente vômito Lubrificar mais ou menos 10cm da sonda com uma gaze e a narina Avisar o paciente quanto a introdução da sonda e pedir que o mesmo faça movimentos de deglutição Sondas nasogástricas e nasoentéricas: como diminuir o desconforto na instalação? Randomizou-se 50 pacientes adultos em dois grupos iguais que necessitavam de sondas NG em duas unidade de emergência Grupo experimental: (N=29) recebeu 4ml de lidocaína 10% (400mg de lidocaína) introduzido pelo nariz e faringe por meio de uma máscara de nebulização com fluxo de oxigênio de 6L/min Grupo placebo: (N=21) recebeu nebulização de solução salina. Vasoconstritores não foram usados. As enfermeiras da unidade instalaram sondas nasogástricas número 18F (5,94mm) usando gel lubrificante a base de água. Desconforto dos pacientes foi mensurado através de uma escala visual analógica. Houve uma diferença clínica e estatisticamente significante no desconforto dos pacientes associado com a passagem da sonda nasogástrica entre o grupo experimental e placebo (média do escore da escala 37,7x59,3mm, respectivamente, 95% de intervalo de confiança). Não houve diferença na dificuldade de instalação da sonda entre os dois grupos. No entanto, epistaxe ocorreu mais frequentemente no grupo experimental (17% versus 0%, 95CI) Introduzir por uma das narinas lentamente e após a introdução da parte lubrificada, flexionar o pescoço de tal forma que o queixo se aproxime do tórax. Ao atingir a orofaringe peça ao paciente para retornar a cabeça na posição ereta. Pedir para o paciente fazer movimentos de deglutição durante a passagem de sonda – observar-se a sonda não está na cavidade oral. Observar –se a sonda não está na cavidade bucal Ponto de decisão crítica Não force a sonda. Se encontrar resistência ou o paciente começar a tossir, engasgar ou ficar cianótico, interrompa a passagem da sonda e puxe-a para trás. Na presença de obstrução à passagem do tubo, não use força. Faça a rotação do tubo delicadamente para favorecer sua introdução. Examine a boca do paciente com uma espátula, sobretudo em pacientes inconscientes afim de verificar se houve enovelamento. A ausculta não é mais um método confiável de verificar a localização da sonda, pois o posicionamento em outros locais produz som semelhante ao ar entrando no estômago. OBS: observar sinais de cianose, dispneia e tosse, principalmente em paciente inconsciente. Introduzir a sonda até a marca o esparadrapo. Testar se a sonda está no estômago Injetando rapidamente 20ml de ar pela sonda e auscultando com o estetoscópio o ruído do abdômen Aspirar com seringa o conteúdo gástrico Depois de confirmado o posicionamento gástrico, retirar o fio guia tracionando-o firmemente e segurando a sonda para evitar que ela se desloque, Fixe a sonda sem traciona-la, com adesivo hipoalergênico, no rosto do lado da narina em que a sonda foi inserida e na região do ombro. A instalação no intestino ocorre de forma lenta Para que a chegada da sonda no intestino seja mais rápida, pode-se estimular a deambulação ou colocar o paciente em decúbito lateral direito Colocar o cliente em paciente confortável Recolher o material Recompor o ambiente Encaminhe o material permanente e o resíduo para o expurgo. ANOTAÇÕES NO PRONTUÁRIO 00/00/0000 8h. Realizada sondagem nasogástrica, inserção de sonda e Levine n. 16 através da narina direita, sem obstrução ou dificuldade; procedimento tolerado sem sensíveis problemas clínicos.Certificado adequado posicionamento da sonda através do teste de ausculta (borbulho audível) e refluxo (secreção esverdeado). Adriano MF. 00/00/0000 12h. Paciente apresentado sonda nasogástrica permeável e adequada, localização observada através dos testes de refluxo e ausculta. Administrado 200ml de dieta conforme prescrição sem intercorrências. Realizada higiene bucal e posicionado em posição de Fowler. Adriano MF. 12/04/2017 – 15h. A posição da SNG foi comparada com a medição na inserção inicial. Abdome não distentido. Nega dor ou náusea. Cabeceira do leito elevada a 45°. Aspirado 2ml antes da alimentação: pH=3,0. Volume de coloração amarelada. Adminsitrado 150ml de dieta por gotejamento. Sonda lavada com 50ml de água. Paciente instruído a comunicar episódio de náusea ou outro evento relacionado a alimentação. Assinatura, função e número inscrição COREN. OBSERVAÇÃO Na SNG aberta, a sonda deverá ser conectada a uma extensão e frasco coletor, deve-se controlar diariamente o volume e características (cor, presença de grumos ou sangue. Trocar a fixação do esparadrapo quando necessário Testar o posicionamento da sonda antes de administrar a dieta e medicamentos Raio X: só confirma o posicionamento no momento que foi realizado Medição do comprimento da sonda: após inserção da sonda, a porção exposta é medida e o comprimento registrado comparando-o a cada turno. Medição do pH do aspirado: posicionamento gástrico: pH <4 mas pode aumentar 4-6 se paciente estiver recebendo antiácidos. Posicionamento no brônquio: pH entre 6-8. Posicionamento intestinal: pH 4-6 e mudança na cor do aspirado. Obtenção do aspirado gastrointestinal para medida do pH: Para pacientes alimentados intermitentemente, testea localização imediatamente antes da alimentação pois provavelmente houve um período de repouso de 4h. Injete 30ml de água após checagem. Para pacientes continuamente alimentados teste a localização a cada 4 a 6h. Espere pelo menos 1h após administração de medicamentos pela sonda e pela boca. Realize a higiene das mãos e calce luvas de procedimento. Injete 20ml de ar antes de tentar aspirar o fluido. Caso não consiga repita o procedimento e coloque o paciente lateralmente. Puxe o conteúdo da seringa, obtendo de 5 a 10ml do aspirado e observe o aspecto. Misture lentamente o aspirado da seringa. Mergulhe ou pingue o aspirado na fita do pH (escala de 1 a 14) Pontos importantes O fluido gástrico do paciente que jejuou por pelo menos 4horas geralmente tem uma variação de pH de 1 a 4 O fluído da sonda nasoenteral do paciente em jejum geralmente tem um pH maior que 6 O paciente com alimentação continua por sonda, frequentemente tem pH maior ou igual a 5 O pH do fluído pleural da árvore tranquebrônquica geralmente é maior que 6 ESTÔMAGO: verde escuro ou claro INSTESTINAL: amarelo Cuidados de enfermagem Posicionamento da sonda no pulmão Dieta enteral (gavagem) É a administração de nutrientes por meio de sondas nasoenterais, nasogástricas ou estomas, localizadas em um determinado segmento do trato digestório. Administração de dieta por sonda INTERMITENTE Em adultos, 4 a 6 alimentações/dia (iniciar com volumes menores, 5 a 8 vezes/dia) Administrada com seringa (in bolos) ou frasco de alimentação 20 a 60min para cada alimentação (150 a 200ml) CONTÍNUA Em bomba de infusão Taxa de infusão de 10 a 40ml/h Melhor tolerada por pacientes com desordem TGI Lembrete Quando se administra a dieta com a sonda localizada no estomago, o volume e a velocidade não influenciam significamente no peristaltismo. Quando infundir de forma intermitente, pode ser iniciada com volume menor, aumentando gradativamente até atingir o volume de 350ml. Na infusão contínua, recomenda-se iniciar o fluxo aproximado de 30ml/hora, aumentando gradativamente até 100 a 150ml/hora Se a sonda está posicionada no duodeno ou jejuno, o gotejamento deve ser criterioso cólicas e diarreias não deve ultrapassar 60ml/h. Complicações associadas com a NE Distensão abdominal, obstrução, pneumonia aspirativa, sobrecarga hídrica, vômitos, perfuração do órgão, sinusite, hiperglicemia, diarreia, posição incorreta da sonda, otite, superalimentação, esofagite, infusão venosa, desequilíbrio hidroeletrolítico. Nutrição Parenteral Suprimentos das necessidades nutricionais por via intravenosa, em pacientes que não podem ser alimentados por via oral ou enteral adequadamente: - Ingestão insuficiente - Incapacidade de utilização dos nutrientes adequadamente CUIDADOS NO DOMICÍLIO O paciente precisa estar medicamente estável para receber alta O paciente deve ser capaz de realizar o auto-cuidado ou ter alguém disposto a assumir essa responsabilidade Toda orientação para alta deverá ser iniciada a partir do momento que o paciente é sondado. VÍDEO: Passagem de sonda nasogástrica https://www.youtube.com/watch?v=u56wwAPzt3E OBS: jamais colocar máscara, óculos. A não ser que o paciente está com isolação. Melhor forma é a citada na aula. https://www.youtube.com/watch?v=WgfNa7dzSn0 CRONOGRAMA FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II 10/09 – Prova Teórica 1 11/09 – Prova Prática- Marcelo 12/09 – Prova Prática 1- Vigo 09/10 – Prova Prática 2 – Marcelo 10/10 – Prova Prática – Vigo 19/11 – Prova Teórica 2 26/11 – Prova Substitutiva Providenciar calculadora para material de bolso. Não terá rodízio de turmas. Aulas práticas será na quinta-feira. CÁLCULO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Administração segura e precisa de medicamentos Uma das mais importantes responsabilidades do profissional de enfermagem. Compreensão dos efeitos e de uma droga. Administração correta. Pela monitorização da resposta do paciente. Auxílio ao paciente na auto-administração correta. Código de Ética dos PE Artigo 38° - “Responsabilizar-se por falta cometida em suas atividades profissionais, independentemente de ter sido praticada individualmente ou em equipe”. DAS RESPONSABILIDADES: Artigo 16° - Assegurar ao cliente assistência de enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência. Artigo 17° - Avaliar criteriosamente sua competência técnica e legal somente aceitar encargos ou atribuições, quando capaz de desempenho seguro para si e para a clientela. DAS PROIBIÇÕES: Artigo 47° - Ministrar medicamentos sem certificar-se da natureza das drogas que compõe e da existência de risco para o cliente. Artigo 50° - Executar prescrições terapêuticas quando contrárias à saúde do cliente. Os “5 certos” Paciente certo – garantir que o paciente a ser medicado é mesmo o paciente correto Medicamento certo – certificar-se de que a medicação é a certa para aquele paciente Via certa – oral, sublingual, tópica... confirmar o uso correto do medicamento Dose certa – evitar superdosagem ou infra dosagem, acertando a dose indicada Hora certa - aplicar o medicamento nos horários previstos. Os “9 certos” Vias de administração Oral Sublingual Região gástrica (pode ser por sonda) Tópica Genital Anal Ocular Nasal Pavilhão auditivo Parenterais Intramuscular (IM) Endovenosa (EV) Subcutânea (SC) Intradérmica (ID) Regras de três simples Processo prático para resolver problemas que envolvam 4 valores dos quais conhecemos três deles. Devemos, portanto, determinar um valor a partir dos três já conhecidos. PASSOS: 1. Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma espécie em colunas e mantendo na mesma linha as grandezas de espécies diferentes em correspondência. 2. Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais. Montar a proporção e resolver a equação. No caso de VO: comprimido, quando a dose é diferente do disponível pelo medicamento, deverá ser macerado e diluído em água. O que sobrar deverá ser desprezado. Cálculo da INSULINA: Fui Salvo Pela Xuxa F: Frasco S: Seringa P: prescrição X: x Administração IM: seringa 1ml corresponde 4mg, quantos ml corresponde a 2,5? Analisar os valores. Gotejamento de soluções Em equipo gotas: Gts = Em equipo microgotas: Gts= Gotejamento em gotas por minutos: Gts= Gotejamento em microgotas por minutos: Gts= Observar a ponta, se for mais fina será microgotas e se for maior serão gotas. ELIMINAÇÃO INTESTINAL Pouco valorizado. Defecação normal Reto: permanece vazio até poucos minutos antes de ocorrer a defecação. Fezes distendem o reto Ativação dos receptores de estiramento (parede retal) Impulsos nervosos para a medula espinal e aos neurônios motores da parede do cólon Ativação do reflexo de defecação Reflexo de Defecação Contração do reto Relaxamento do esfíncter interno Contrações adicionais do cólon descendente Relaxamento do esfíncter externo (controle voluntário) O reflexo de defecação é acompanhado de aumento de pressão sobre o conteúdo do cólon pelo: Fechamento voluntário da glote Uma ventilação profunda Contração do diafragma e musculatura abdominal Contração do músculo elevador do ânus ao nível do períneo desloca o assoalho pélvico para um plano superior ao das fezes, ajudando na eliminação. Regulação da eliminação intestinal Plexo mioentérico: rede de fibras nervosas situadas no interior das camadas musculares do intestino. Transmite as ondas peristálticas ao longo do trato responsável pela transmissão gastrocólica. Sistema nervoso simpático e parassimpático: Ativação simpática: diminui a mobilidade intestinal, diminui o peristaltismo, diminui a frequência de evacuações. Ativação parassimpática: aumenta a mobilidade intestinal, o estímulo excessivo leva à diarreia. Formação e caracterização das fezes Fezes: resíduos alimentares não digeridos e/ou absorvidos, bactérias, restos de descamação da mucosa intestinal, constituintes dos sucos digestivos, pimentos biliares equantidades reduzidas de água e sais minerais. Relação entre as demais necessidades básicas e a de eliminação intestinal Necessidade hídrica: eliminação intestinal é comprometida pela redução na ingestão hídrica. Na desidratação, o organismo tenta compensar a falta de água, aumentando a reabsorção hídrica. Necessidade de oxigenação: indivíduos com dificuldade respiratória diminuem as idas ao banheiro, o que pode levar à constipação. Sono: horário irregular para refeições. Necessidade nutricional: eliminação intestinal é diretamente relacionada com a ingestão de alimentos. Ausência de fibras diminui volume de resíduos passagem mais lenta no trato aumento tendência à constipação Horário irregular das refeições diminui o padrão regular de movimentos de massa no cólon aumenta a probabilidade de constipação Desnutrição: diminui o tônus muscular, diminui a capacidade de expelir fezes, diminui o controle nervoso, diminui o comando da musculatura esfíncter. Hiporexia (redução de apetite): ocorre durante infecção, dor , constipação e flatulência. Homeotermia: febre, maior risco de constipação devido a anorexia, diminuição do tônus vascular, diminui volume dos líquido corporais Exercício físico: aumento tônus muscular, fortalece a musculatura abdominal e diaframática Dor: dificuldade de ingerir uma dieta equilibrada, realizar exercícios, relaxar esfíncteres, caminhar até o banheiro. *Alguns medicamentos diminuem a motilidade intestinal. Necessidades psicossociais: os estados emocionais afetam padrões de eliminação intestinal. Sociedade: importância na privacidade para eliminação. Indivíduos hospitalizados: embaraço, dificuldade de relaxar esfíncteres. Capacidade de controle da função intestina: altamente valorizada Incontinência fecal: restringe interações sociais e atividade sexual. FATORES COMUNS QUE AFETAM A ELIMINAÇÃO INSTESTINAL AVALIAÇÃO DO ATENDIMENTO DA NECESSIDADE DE ELIMINAÇÃO INTESTINAL O enfermeiro necessita: Estar atento para: Dieta Ingestão hídrica Uso de medicamentos Exercícios físicos Patologias envolvidas INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM Promover hábitos normais Pronto-atendimento à necessidades de defecar, proporcionando ambiente tranquilo e privativo. Não demonstrar pressa. Elevar a cama. Aquecer a comadre e manter atitude positiva frente à necessidade de eliminação do paciente. Percussão abdominal Realizar massagens abdominais Realizar enemas ou enteróclise Administrar supositórios Colheita de fezes para exames (cultura e/ou parasitológico). COMPORTAMENTOS DE AUTOCUIDADO Aceita padrões individuais de defecação como normais. Tem uma dieta equilibrada que inclui alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e grãos. Segue um programa de exercício regular, como 30-45 minutos de atividades, 3-4 vezes por semana. Não ignora o impulso de defecar. Estabelece uma rotina, se necessário, (1hora após as refeições) Evita o uso prolongado de medicamentos ou enemas sem receita médica para tratar a constipação. Ingere de 8-10 copos de água ao dia. Procura assistência médica diante de mudanças nas características nas fezes. PROBLEMAS NA ELIMINAÇÃO INTESTINAL Constipação: caracterizada pela presença de fezes secas e endurecidas, que são difíceis de serem eliminadas. Sinais e sintomas: Queixas de edema ou plenitude abdominal, Distensão abdominal, Queixas de volume ou pressão retal, Dor ao defecar, Frequência diminuída dos movimentos intestinais, Incapacidade de expelir as fezes, Alterações nas características das fezes, como a eliminação de fezes líquidas/pastosas ou pequenas e endurecidas. CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTIPAÇÕES Constipação primária ou simples: (domínio dos enfermeiros), estilo de vida – inatividade, ingestão inadequada de fibras alimentares, consumo insuficiente de líquidos ou indiferença a necessidade de defecar. Constipação secundária: é consequência de algum distúrbio patológico como uma obstrução parcial do intestino. Geralmente é solucionada quando a causa principal é tratada. Constipação iatrogênica: ocorre em decorrência de outro tratamento clínico. Exemplo uso prolongado de analgesia. Essas e outras drogas deixam o peristaltismo mais lento, retardando o transito intestinal. Quanto mais tempo as fezes permanecem no colo, mais elas ressacam, dificultando sua passagem. Pseudo constipação: quando os pacientes acreditam estar constipados, embora não seja o caso (costumam usar laxantes, supositórios e enemas em excesso). IMPACTAÇÃO FECAL – FECALOMA Ocorre quando uma massa enorme e endurecida de fezes interfere na defecação, impossibilitando ao paciente eliminar as fezes de forma involuntária. Causas: constipação não resolvida, retenção de bário em consequência de RX intestinal, desidratação, fraqueza dos músculos abdominais. FLATULÊNCIA Acúmulo excessivo de gases intestinais resultantes da deglutição do ar durante as refeições, por um peristaltismo moroso, ou subproduto da fermentação bacteriana (repolho, pepino, cebolas). Desmitificando o feijão São expelidos via retal pela deambulação e sonda retal. DIARRÉIA É a eliminação urgente de fezes aquosas, acompanhadas, geralmente, de espasmo abdominal. Forma de eliminar substâncias irritantes (alimentos estragados e patógenos intestinais), estresse emocional, excessos alimentares, abuso de laxantes ou doenças intestinais. Início repentino e perdura por pouco tempo. Sinais e sintomas associados: náuseas, vômitos, presença de sangue ou muco nas fezes. Conduta: repouso temporário do intestino. Ingerir alimentos líquidos de 12 a 24 horas. Iniciar a digestão por alimentos bem cozidos e baixo teor residual (banana, purê de batata) Se não melhorar em 24 horas procurar serviço de saúde. INCONTINÊNCIA FECAL É a incapacidade de controlar a eliminação de fezes. Causas: mudanças neurológicas que prejudicam a atividade muscular, sensações, processos de pensamento. MEDIDAS DE PROMOÇÃO DA ELIMINAÇÃO FECAL Objetivo: promover a eliminação quando não ocorre de modo natural. Intervenções: inserção de supositórios e aplicação de enema (promover a eliminação quando não ocorre de modo natural), enemas de limpeza (preparo para cirurgia e exames endoscópios) SUPOSITÓRIO RETAL Objetivo: medicamento apresentado na forma oval ou crônica inserido em uma no reto que se dissolve à temperatura corporal. Finalidade: promover a eliminação de fezes, controlar vômitos, reduzir febre. Efeitos locais: amaciamento e lubrificação das fezes secas, irritação da parede do reto e do canal anal para estimular a contração a musculatura lisa e liberação de dióxido de carbono aumentando assim a distensão retal e a vontade de defecar. Efeitos sistêmicos: quando o paciente tem dificuldade para reter ou absorver medicamentos por via oral devido a cronicidade dos vômitos ou a capacidade de deglutição prejudicada. ENEMAS Objetivo: o enema é instilação de uma solução no reto e cólon sigmoide. Finalidade: limpar a porção intestinal inferior (motivo mais comum), alívio temporário da constipação intestinal e da retenção de fezes, amaciar as fezes, expelir flatus, aliviar mucosas irritadas, delinear o colo durante um raio x diagóstico, tratar infestações de vermes e de parasitas. Paciente deve ser desaconselhado a usar enema para regularidade intestinal, pois não resolve a causa responsável pela constipação. TIPOS DE ENEMA Enemas com soluções hipertônicas Solução salina hipertônica (fosfato de sódio) – retira o líquido dos tecidos do organismo, levando-o para dentro do intestino. Isso aumenta o volume de líquidos intestinais e age sobre as mucosas como um irritante local. Apresentação: recipientes prontos e descartáveis de aproximadamente 120ml. O recipiente já vem com uma extremidade lubrificada. Enemas de retenção É a utilização de uma solução dentro do intestino grosso por um período determinado, normalmente pelo menos 30 minutos (óleos mineral ou de semente de algodão) Alguns enemas de retenção não são eliminados totalmente Volume de 100 a 200ml de óleo aquecido