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Elaboração de Croquis

Trecho sobre elaboração de croquis, planejamento de leiautes (ambientes e máquinas) e projetos de adequação de postos de trabalho para técnico de segurança do trabalho, com foco em circulação, levantamento de riscos e aspectos ergonômicos.

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Elaboração de croquis
A elaboração de croquis para o técnico de segurança do trabalho torna-se fundamental à medida que ele precisa conhecer todas as instalações da empresa em que irá atuar. Dessa Forma, poderá auxiliar na elaboração, por meio de croquis, das rotas de fuga, leiaute de postos de trabalho, elaboração e avaliação das plantas do plano de prevenção e combate a incêndio (PPCI), conhecer mecanismos de máquinas, além da participação na elaboração dos mapas de risco.
Croqui significa desenho rápido e não presume grande precisão ou refinamento gráfico, embora haja croquis muito apurados e bem elaborados. De um modo geral, não representa uma ideia coletiva ou acabada, mas uma experiência individual, de descoberta e muito útil na fase de reconhecimento dos riscos, por exemplo. O croqui pode ser entendido também como a primeira fase do projeto.
Para o técnico de segurança do trabalho, o croqui se torna uma ferramenta bastante útil para o levantamento de riscos, uma vez que ele pode ser esquemático e representativo, além de auxiliar na percepção da espacialidade da construção da empresa por parte do técnico. Com isso, faz com que o mesmo consiga perceber o que efetivamente existe naquele setor ou ambiente de trabalho em termos de mobiliários, maquinários, circulação, pessoas e tantos outros dados que certamente o auxiliarão no levantamento dos riscos ambientais.
O croqui abaixo representa a planta baixa de um consultório médico. Podemos dizer que é um desenho bastante esquemático, porém, conseguimos, por meio dele, observar os espaços do consultório, além de o mesmo dar uma dimensão de tamanhos dos ambientes, assim como a circulação existente na planta.
Leiautes de ambientes de trabalho
Leiaute é o arranjo físico de um tipo de processo. O estudo do leiaute é um grande aliado da produtividade, uma vez que o maquinário e os produtos precisam estar próximos para reduzir o tempo de locomoção. Também é necessário considerar a armazenagem de produtos acabados ou pré-acabados.
Pode-se melhorar o leiaute, por exemplo, dispondo máquinas de uma mesma etapa de processo em uma única peça. Assim, o tempo de transporte é menor. É importante, claro, lembrar que é preciso respeitar a distância mínima exigida entre máquinas e o espaçamento para a locomoção de pessoas conforme norma específica.Pensar no leiaute, portanto, otimiza o uso do espaço e pode até mesmo melhorar a produtividade.
O leiaute é um grande aliado do técnico de segurança na elaboração do mapa de riscos da empresa, pois por meio dele, podemos planificar o levantamento de riscos já realizado.
Para aprofundar mais os seus conhecimentos sobre leiaute, pesquise e procure pelos seus tipos, que são eles: por processo, por produto, híbridos e posição fixa.
Leiautes de máquinas
Planejar o leiaute de máquinas dentro de uma empresa ou indústria significa planejar a localização das máquinas e os padrões de fluxo de materiais e de pessoas que circulam nos setores.
Uma fábrica pode produzir muito ou pouco, pois depende de como o tempo de produção é aproveitado. Tudo é uma questão de organização e lógica. Quanto menos tempo a fábrica fica parada para troca de ferramentas, manutenção, limpeza ou movimentação de materiais, maior será a produtividade.
Cerca de 30% do tempo é destinado à produção. Normalmente, o maior desperdício de tempo que acontece nas fábricas é no transporte interno de materiais e produtos. Por isso é preciso melhorar o leiaute da fábrica, ou seja, escolher o melhor lugar para dispor os postos de trabalho, as máquinas na produção e o espaço de circulação das pessoas e das ferramentas. A seguir temos alguns exemplos de leiaute de fábricas.
Nesse primeiro exemplo temos um leiaute de uma loja e fábrica de lâmpadas ecológicas. Podemos observar o planejamento que foi adotado para a concepção do leiaute, como a distribuição de espaços para o maquinário, pessoal e circulação.
No segundo exemplo, temos o leiaute de uma modelagem.
Projetos de adequações: definição e responsabilidade
A principal definição que trabalharemos é a de posto de trabalho, que nada mais é que, a configuração física do sistema homem-máquina-ambiente.
Ou seja, é uma unidade produtiva envolvendo o equipamento/máquina e o homem, assim como o ambiente que ele está inserido para realização das suas tarefas. Dessa forma, podemos pensar que um escritório ou uma fábrica são formados de um conjunto de postos de trabalho. Para que a empresa (seja ela uma fábrica, escritório ou outra atividade econômica) funcione bem, é de suma importância que cada posto de trabalho esteja funcionando bem.
O enfoque ergonômico que devemos dar aos projetos de adequações dos postos de trabalho é que eles reduzam as exigências cognitivas e biomecânicas, procurando colocar o operador em uma boa postura de trabalho.
Os objetos que serão manipulados pelo trabalhador deverão ficar dentro da área de alcance dos seus movimentos corporais. Para o enfoque ergonômico, os materiais, máquinas e ferramentas são adaptadas às características do trabalho e capacidades do usuário, focando na promoção do equilíbrio biomecânico, reduzindo o estresse e as contrações da musculatura. Procura-se, ainda, eliminar tarefas elevadamente repetitivas, garantindo assim, a satisfação e segurança do trabalhador, como também a produtividade do sistema.
Adequação do posto de trabalho
Para avaliar a adequação de um posto de trabalho, vários critérios são observados, entre eles: o tempo gasto na operação e o índice de acidentes e erros. Mas um dos melhores critérios, visando a ergonomia, é o esforço exigido dos trabalhadores e a postura.
Projeto do posto de trabalho
O projeto do posto de trabalho faz parte de um planejamento geral das instalações das empresas, que chamamos de arranjo físico ou leiaute de escritórios e da parte operacional das indústrias.
O planejamento das instalações é realizado em três níveis:
Nível 1: É denominado de projeto do macro espaço, em que é realizado um estudo geral da empresa em que serão definidas as dimensões de cada setor/departamento, além das áreas auxiliares como manutenção e estoques. Se estabelece o fluxo geral dos materiais (por onde entra a matéria-prima até a saída dos produtos acabados). Para cada etapa do processo é definida a equipe de trabalho com todas as máquinas e equipamentos que estão envolvidos nesse processo.
Nível 2: É chamado de projeto do micro espaço, no qual a atenção se volta para cada unidade produtiva, ou seja, a cada posto de trabalho. Normalmente, inclui um trabalhador e o seu ambiente de trabalho imediato, o que abrange o equipamento/máquina que ele utiliza e as condições do local nos aspectos de ruído e temperatura.
Nível 3: É denominado de projeto detalhado. Nele se estabelece as características do homem-máquina-ambiente, para que essas interações sejam adequadas. É nessa etapa que e determinado os instrumentos de informação e de controle às exigências do trabalho.
Portanto, a contribuição ergonômica pode ocorrer nesses três níveis citados. No nível macro incluem-se os estudos do ambiente em geral (temperatura, ruído e iluminação), a organização do trabalho (turnos, horários e pausas), trabalhos em equipe, sistema de transporte entre outros, o que nos remete a macroergonomia (desenvolvimento e aplicação da tecnologia homem-máquina em um nível macro, ou seja, abrangendo toda a organização).
Levantamento de dados
Para elaborar um projeto adequado do posto de trabalho, é necessário ter informações sobre o equipamento/máquina envolvido na tarefa, a natureza da tarefa, as posturas e o ambiente. Para isso, é utilizado várias técnicas, como: entrevistas, questionários, observações ou filmagens.
É necessário que o entrevistador deixe o entrevistado à vontade, ouvindo mais e falando menos, mantendo uma posição mais neutra possível. O entrevistador deve fazer perguntas diretas e curtas, deve utilizar um vocabulário adequado e manter postura adequada frente ao entrevistado, mostrando interesse nas colocações do mesmo.
Os questionários de autopreenchimentosão meios baratos e eficientes quando se precisa consultar um grande número de pessoas ao mesmo tempo. As repostas aos questionários podem ser fechadas ou abertas. Os fechados oferecem um certo número de opções para as repostas e são de fácil processamento, enquanto que os abertos, se assemelham às entrevistas e levam mais tempo para serem processados e analisados. Podemos combinar os dois tipos de questionários.
São realizadas pelo profissional que está elaborando a AET (análise ergonômica do trabalho). Para isso, é necessário acompanhar os trabalhadores nas suas diversas tarefas ao longo do turno de trabalho. Se observam as posturas, os gestos na execução do trabalho, os métodos de trabalho, entre outros fatores que julguemos importante para a execução das tarefas. A principal vantagem da observação é o seu grau de realismo, porque diferenciam-se dos questionários e entrevistas, podem apresentar distorções, pois os trabalhadores podem falar uma coisa e fazer de modo diferente.
É um recurso bastante interessante e produtivo para a coleta de dados, pois podemos filmar e, posteriormente, com calma, analisarmos os registros. Podemos verificar gestos, posturas, métodos de trabalho, entre outros aspectos importantes na análise do trabalho.
É importante colocar que, muitas vezes, o ergonomista (segundo a Abergo – associação brasileira de ergonomia, é o profissional que contribui para o planejamento, projeto e a avaliação de tarefas, postos de trabalho, produtos, ambientes e sistemas de modo a torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas) é solicitado a fazer o redesenho do posto de trabalho existente. Para esse caso, é necessário que se faça uma AET (análise ergonômica do trabalho) para se identificar se o sistema atual proporciona saúde e conforto ao trabalhador e se há alguma característica no equipamento/máquina que possa causar exigência de muita força, reflexos que atrapalham a visão, entre outros. Esse levantamento deve visar: desconfortos ambientais (vibração, poeiras, reflexos, calor, ruídos), dores localizadas, fadigas visuais, mentais ou físicas e outros aspectos, como doenças ocupacionais e absenteísmos.
Como em qualquer projeto, por exemplo, em um projeto de um posto de trabalho, pode haver restrições financeiras, de prazo e até mesmo tecnológicas. Como exemplo podemos citar a situação de ter que aproveitar equipamentos já existentes ou a limitação de espaço. Nesses casos, o projetista deve conciliar as necessidades do trabalhador com as restrições apresentadas.
Atividades do projeto
O projeto do posto de trabalho envolve diversas atividades dependendo da natureza do projeto. As atividades de projeto do posto de trabalho podem ser classificadas em cinco etapas, como: análise da atividade, arranjo físico do posto de trabalho, dimensionamento (medidas, tamanhos) do posto de trabalho, teste do modelo e ajustes individuais.
Na tabela abaixo constam as atividades para o projeto de um posto de trabalho:
Responsabilidade
O laudo ergonômico deve ser realizado por uma equipe especializada em estudos ergonômicos e riscos ambientais à saúde. O material deve ser produzido com descrição dos ambientes, das operações, dos equipamentos utilizados, e que ainda permite elaborar considerações e recomendações a respeito da organização do trabalho e dos métodos com relação às atividades inerentes à administração.
O responsável pelo laudo é a pessoa que tem a habilitação para a função, ou seja, o engenheiro de segurança do trabalho que é o profissional “legalmente habilitado” na área de segurança do trabalho, e devidamente credenciado junto ao CREA – conselho regional de engenharia, o fisioterapeuta com especialização e conhecimento em ergonomia ou outro profissional que realmente tenha a especialização, a habilitação e a capacitação para fazer essa análise técnica. Portanto, não basta ser alguém com habilitação, é necessário que esse profissional tenha capacitação para fazer uma análise legal e correta.
Da mesma forma que precisamos de médicos habilitados e capacitados para nos atender, também devemos procurar profissionais que realmente entendam da saúde do trabalhador e, consecutivamente, de nossa empresa.
Arranjo físico do posto de trabalho
O arranjo físico (leiaute) é o estudo do posicionamento relativo dos diversos elementos que compõe o posto de trabalho ou o estudo da distribuição espacial. Em outras palavras, o posicionamento dos diversos instrumentos de controle e informação existentes no posto de trabalho.
Critérios para o arranjo físico
Os critérios mais importantes para o arranjo físico são:
Importância: O componente mais importante deve ser colocado em posição de destaque no posto de trabalho. No automóvel, por exemplo, o volante e o velocímetro são os destaques.
Agrupamento funcional: Os elementos de mesma função entre si devem ser mantidos em grupos. Por exemplo, quando temos um painel de comando de um veículo, como um ônibus, todos os dispositivos visuais devem ser colocados na parte central, na parte lateral à esquerda os botões auditivos e na parte lateral à direita os botões rotativos.
Frequência de uso: Os componentes que são usados com maior frequência devem estar em uma posição de fácil alcance e manipulação. Como exemplo, em uma bancada para montagem, as peças com uso de maior frequência devem ser colocadas à frente do operados e lateralmente as peças de uso de menor frequência.
Sequência de uso: Havendo uma ordem operacional entre os elementos, as posições deles no espaço devem seguir a mesma sequência. Dessa forma, aquele que deve ser acionado em primeiro lugar, aparece na primeira posição e assim por diante.
Intensidade de fluxo: Os elementos que tiverem a maior intensidade de fluxo devem ser colocados próximos. O fluxo, por sua vez, é representado por uma variável escolhida, podendo ser de materiais, informações ou movimentos corporais.
Ligações preferenciais: Elementos que tenham ligações entre si, devem ser colocados próximos, podendo haver diferenças qualitativas no fluxo, por exemplo, informações visuais, informações auditivas e movimentos de controle.
Observamos que os critérios importantes, agrupamento funcional e frequência de uso se referem à natureza dos elementos, enquanto que a intensidade de fluxo, sequência de uso e ligações preferenciais, referem-se às interações entre os elementos.
Os critérios não são exclusivos entre si, podendo ser aplicados de forma combinada. A escolha dos critérios mais significativos vai depender de cada caso, do tipo de ligações ou fluxos existentes entre eles e da variedade dos elementos envolvidos.
Dimensionamento do posto de trabalho
O dimensionamento correto do posto de trabalho é fundamental para o bom desempenho do trabalhador que ocupará este posto.
Qualquer erro neste dimensionamento pode submeter o trabalhador ao sofrimento por longos anos. Quando o arranjo envolver bancadas ou mesas, a correção pode ser realizada de forma mais econômica e simples.Como exemplo, podemos cortar os pés da cadeira ou da mesa para reduzir a altura ou providenciar estrados ou calços para aumentar essa altura.
Muitas recomendações transformaram-se em normas técnicas. A ISO (international standardization organization), na década de 1980, normatizou as medidas antropométricas em todo o mundo. Entre as normas que se relacionam com o posto de trabalho, podemos destacar:
ISO 6385 – Ergonomics principales in the design of work systems (princípios de ergonomia nos sistemas de design de trabalho).
ISO 9241 – Ergonomic requirements for office work with visual display terminals (requisitos ergonômicos para trabalhos em escritórios com terminais de exibição visual)
ISO 11064-1 – Ergonomic design of control room leiaute (leiaute ergonômico da sala de controle).
No Brasil, a ABNT (associação brasileira de normas técnicas) elaborou normas sobre móveis de escritório (sistemas de trabalho, mesas, cadeiras e armários). Essas normas sofrem alterações com frequência, antes de utilizar qualquer uma delas,recomenda-se que se verifique se ainda continuam válidas.
Dimensionamentos recomendados
O posto de trabalho deve ser dimensionado de forma que se respeite uma postura confortável por parte da maioria dos seus usuários.
De uma forma geral, algumas dimensões são consideradas mais importantes para a adaptação do posto de trabalho aos trabalhadores, como: alcances normais e máximos das mãos, dimensionamento das folgas, altura para a visão, altura da superfície de trabalho e espaços para acomodar pernas e realizar movimentos laterais do corpo.
Alturas
A altura ideal para superfície de trabalho, quando em pé, fica na altura dos cotovelos quando temos trabalhos que envolvam precisão. Quando tiver trabalhos leves, essa superfície pode ser baixada em 5 centímetros, e para trabalhos pesados em até 25 centímetros.
Para o trabalho sentado, o assento deve ficar na altura poplítea (parte posterior das nádegas) e a superfície de trabalho deve ficar na altura do cotovelo ou 2 centímetros a 3 centímetros abaixo dela.
Devemos considerar as medidas antropométricas da média e dos extremos da população, assim com as diferenças entre mulheres e homens.
Alcances
Para o alcance normal sobre a superfície de trabalho, podemos traçar a ponta do polegar, girando o antebraço em torno do cotovelo com o braço caído na lateral do corpo. Enquanto o alcance máximo deve ser com os braços estendidos, sem flexionar o dorso.
Os alcances devem ser dimensionados para o extremo inferior da população, o que corresponde 5% dos usuários, ou seja, 95% dessa população estará apta a alcançá-lo.
Para tarefas repetitivas e as que requerem atenção visual, devemos colocar dentro da área normal de trabalho, à frente do trabalhador.
Alternância das posturas
O posto de trabalho deve ser projetado de modo que as atividades possam ser realizadas com mudanças frequentes de posturas quando as tarefas forem de longa duração. É importante lembrar que os equipamentos e móveis utilizados ofereçam essa mobilidade.
Quando o posto de trabalho for projetado para permitir o trabalho sentado e em pé, a superfície de trabalho deve ser determinada pelo trabalho em pé, após deve-se providenciar uma cadeira alta com apoio para os pés, com altura de 40 centímetros a 50 centímetros para o trabalho sentado. Para o trabalho em pé, a cadeira deve ser removida, assim conseguiremos que se alternem as posturas sentada e em pé.
Espaços para movimentações
Um posto de trabalho apertado tende a causar estresse no trabalho, além de aumentar os erros e reduzir a velocidade. Entre o assento e a parte inferior do tampo deve existir um vão de 20 centímetros no mínimo. É necessário prever também um espaço lateral para as movimentações corporais. Para esses casos, devemos considerar o percentual superior da população, ou seja, 95 %.
Trabalho visual
Para os trabalhos realizados em pé, os olhos situam-se de 160 centímetros para a média dos homens e 150 centímetros para as mulheres. Sendo assim, as tarefas visuais devem estar situadas abaixo disso. Para os trabalhos sentados, a altura dos olhos situa-se a 79 centímetros acima do assento para a média dos homens e 73 centímetros para as mulheres. Essas alturas devem ser respeitadas para as tarefas visuais, mas também de objetos como cartazes e avisos.
Ajustes individuais
É importante que os postos de trabalho tenham certa flexibilidade para ajustar casos particulares. Em alguns casos, será necessário adicionar alguns acessórios que facilitem a realização das tarefas.
Os ajustes nos postos de trabalho proporcionam postura flexível. Os objetivos deste tipo de posto são: permitir o ajuste das alturas, no caso das mesas e dos assentos e permitir que os usuários trabalhem em pé ou sentadas, alternadamente.
Esses ajustes não devem ser demorados, pesados ou complicados e que exija força, ferramentas especiais ou tempo, pois poderíamos desestimular os trabalhadores de os utilizar.
De um modo geral, os ajustes não estão incluídos no projeto do posto, mas podem ser adicionados com acessórios que são encontrados no mercado, como apoios para os pés ou acessório para elevar a posição do monitor. Em casos mais específicos, precisamos projetar e construir alguns acessórios.
Considerações finais
Nesse tópico, estudamos os elementos que compõe a representação gráfica do croqui. Esse conhecimento é muito importante, a partir dele você estará preparado para a elaboração de croquis, para representação dos ambientes em relação à organização do trabalho, construção de arranjos mais adaptados ao trabalhador e com aplicação em outros estudos ergonômicos para adequação a NR 17 e, posteriormente, tudo isso auxiliará na aplicação dos seus trabalhos como futuro técnico de segurança do trabalho.
Atualmente, nas empresas e indústrias, de um modo geral, pode-se observar uma carência no atendimento dos aspectos ergonômicos, principalmente no planejamento de leiautes em relação ao posicionamento das máquinas e os postos de trabalho. Dessa forma, o técnico de segurança do trabalho que estiver habilitado para auxiliar nesses aspectos terá um diferencial no mercado de trabalho.

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