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Sistema de Ensino Presencial Conectado pedagogia RoselY Macedo aguiar MACHADO Brincar também é um aprendizado Viçosa 2018 Brincar também é um aprendizado Projeto de Ensino apresentado à Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, como requisito parcial para a obtenção do título de licenciado em Pedagogia. Orientador: Prof. Josiane Paes de Camargo Borzu Viçosa 2018 MACHADO,Rosely Macedo Aguiar. BRINCAR TAMBÉM É UM APRENDIZADO.2018. 25 folhas. Projeto de Ensino (Graduação em Pedagogia) – Centro de Ciências Exatas e Tecnologia. Universidade Norte do Paraná, Viçosa-MG, 2018. RESUMO O presente trabalho tem como objetivooferecer um espaço lúdico nas escolas para que as crianças dos anos iniciais que nela se encontrar se ocupe com atividades lúdicas promovendo a oportunidade de aprender brincando o que contribui para o desenvolvimento intelectual e social da criança. Esse estudo se justifica no fato de que a ludicidade é de grande importância para o aprendizado das crianças, não se esquecendo de envolver as brincadeiras que possa contribuir com o aprendizado de disciplina que vira a estudar no cotidiano escolar.Serão realizadas várias atividades no ambiente da Brinquedoteca, como brincadeiras, jogos, leitura de livros infantis, confecção de brinquedos e objetos com material reciclável, pintura livre e com desenhos prontos.Esse trabalho se ampara em pesquisa bibliográficaonde são contextualizadas algumas considerações sobre o lúdico, jogos e brincadeiras segundo ponto de vista de alguns autores como Piaget, Cunha, Chateu, Vygotsky, Salles, Kishimoto, Antunes, dentre outros que vem nos jogos e brincadeiras um importante instrumento nas práticas de ensino.Pode-se concluir quea implementação de projetos que valorizam o “brincar” nos espaços escolares são fundamentais para oportunizar a vivência de diversas situações que as auxiliem no desenvolvimento afetivo, cognitivo, físico e social com a interação tanto com os objetos, quanto com os iguais e os adultos. Palavras-chave: Lúdico.Brincar. Aprendizagem. Habilidades. Raciocínio. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 5 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 6 3 Processo de Desenvolvimento do Projeto de Ensino 19 3.1 Tema e linha de pesquisa 19 3.2 Justificativa 19 3.3 Problematização 20 3.4 Objetivos 20 3.5 Conteúdos 21 3.6 Processo de desenvolvimento 21 3.7 Tempo para a realização do projeto 21 3.8 Recursos humanos e materiais 21 3.9 Avaliação 21 4 Considerações finais 22 REFERÊNCIAS 23 1INTRODUÇÃO A docência nos anos iniciais exige do professor muito jogo de cintura e criatividade, pois nessa fase as crianças estão descobrindo o mundo e o que há de mais gostoso nele, os diversos tipos de brincadeiras e brinquedos. Este projeto que tem como tema “Brincar também é um aprendizado”, foi desenvolvido para trabalhar em conjunto com as series de anos iniciais e tendo intuito de atender como tempo integral ou extraescolar ocupando assim o tempo ocioso da criança. Nessa faixa etária as crianças têm uma maior curiosidade, sendo um momento importante para o crescimento critico e reflexivo, a fim de formar um adulto preparado para a sociedade. São nas brincadeiras que eles aprendem a estar em grupo, respeitar regras e troca de experiência. A ludicidade e de grande importância para o aprendizado das crianças, não se esquecendo de envolver as brincadeiras que possa contribuir com o aprendizado de disciplina que vira a estudar no cotidiano escolar. O projeto será desenvolvido por um profissional responsável e demais voluntários, tais como bolsistas e estagiários do curso de pedagogia. Serão utilizadas diversas estratégias de trabalho, a promoção de atividades lúdicas através de jogos pedagógicos, brincadeiras populares, brinquedos diversos, leitura de livros de histórias infantis, a produção dos seus próprios brinquedos. A brinquedoteca tem por objetivo não o brincar por brincar e sim ensinar o aluno brincando com jogos, dobraduras, confecções com sucata, colorir, desenhar, pinturas, musica, etc. Através da brincadeira que a criança representa o discurso externo e o interioriza construindo oseu próprio pensamento,desenvolvendo assim suas potencialidades. Neste sentido a brinquedoteca assume uma grande responsabilidade, pois é um espaço onde a criança passa a vivenciar situações do seu cotidiano e a criar e desenvolver sua própria personalidade, valores, ética e atitudes diante outras criança. O Objetivo geral do projeto é oferecer um espaço lúdico para que as crianças dos anos iniciais que nela se encontrar se ocupe com atividades lúdicas promovendo a oportunidade de aprender brincando o que contribui para o desenvolvimento intelectual e social da criança. Durante a realização de cada atividade será analisada a participação e comportamento das crianças, e o registo do desenvolvimento e a avaliação descritiva das atividades diárias de forma detalhada, incluindo o comportamento dos alunos, observações sobre a atividade e/ou a turma e da organização do espaço, constituindo-se em uma fonte de riqueza ímpar de informações que podem ser consultadas para o aperfeiçoamento das atividades. Por fim, através de um trabalho que se ampara em pesquisa bibliográfica, pretende-se analisar e discutir como o lúdico, através das brincadeiras, pode contribuir para o aprendizado e todo desenvolvimento da criança, segundo ponto de vista de alguns autores como Piaget, Cunha, Chateu, Vygotsky, Salles, Kishimoto, Antunes, dentre outros que vem nosjogos e brincadeiras um importante instrumentonas práticas de ensino. 2REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Há quatro eixos estruturadores da cultura da Infância, que são: a interatividade, a ludicidade, a fantasia do real e a reiteração, sendo que cada um deles esboça importantes pontos para que a infância seja compreendida e respeitada a partir de suas realidades e não limitada às visões adultocêntricas. Entre os eixos acima, escolhemos o eixo ludicidade para direcionar a presente investigação(SARMENTO, 2004). O eixo ludicidade representa um aspecto essencial da cultura infantil: o brincar. De acordo com Scherer (2007), a ludicidade proporciona as crianças melhores condições de aprendizagem. Pelo brincar, as crianças compreendem e entronizam ideias, comportamentos,reflexões, atitudes. Os jogos, os brinquedos e a própria ação do brincar, em especial o brincar com os outros, constitui-se em fator responsável por inúmeras aprendizagens e importante suporte na construção das relações sociais (SCHERER 2007, p. 112). De acordo com Hirsh-Pasek (2006, p.235) “[...] muitos pais hoje em dia, têm a falsa crença de que brincar não é importante e que é, inclusive, uma perda de tempo – que as crianças não estão aprendendo nada quando estão “só” brincando”. Contrariamente a essa falsa crença, a autora afirma que “[...] os momentos de brincadeiras são, na realidade, oportunidades de aprendizagem “disfarçadas”, e que é preciso dar uma atenção especial a esses momentos, principalmente no meio familiar, cuja interação se dá primeiramente” (HIRSH-PASEK, 2006, p. 235). Teles (1997, p.13) apresenta algumas consequências em torno da falta do brincar na infância que leva a criança a desenvolver determinadas posturas como: a falsidade; a dissimulação; a agressividade; o desajustamento sexual; vícios;neuroses; falta de iniciativa; isolamento; timidez; preguiça ou lentidão; falta de criatividade. Portanto, é necessário que se promovam condições para que obrincar aconteça na vida da criança, sem que esta atividade seja tomada como algo inútil ou “não produtivo” perante a sociedade. O brincar precisa ser uma pratica reconhecida por pais e professores, pois o reconhecimento da relevância deste na vida do infantil é condição essencial para o desenvolvimento da criança criativa, de sua autoestima positiva, e da criança segura e equilibrada.(TELES, 1997, p.20) Conforme Maluf (2003, p. 21), “Toda criança que brinca tem uma infância feliz, além de tornar-se um adulto muito mais equilibrado física e emocionalmente, conseguirá superar com mais facilidade os problemas que possam surgir no seu dia a dia”. A interação familiar na atualidade está muito conturbada. A sociedade evoluiu para um modelo familiar prático e calculista, enfim, vivemos numa sociedade onde pais trabalham, filhos estudam, pouca atividade familiar, pouca interação família/escola. É importante lembrar que a formação pra cidadania começa dentro do ambiente familiar, na interação entre pais e filhos. Os pais são os primeiros e mais importantes parceiros da escola. Por isso mesmo convém repetir uma sabia definição da didática voltada para a infância: “A qualidade da Educação Infantil depende, cada vez mais, da parceria entre a escola e a família. Abrir canais de comunicação, respeitar e acolher os saberes dos pais e ajudar-se mutuamente. Eis algumas ações em que as únicas beneficiadas são as nossas crianças pequenas” (CARRARO, 2006). Brincar desenvolve as habilidades da criança de forma natural, pois brincando aprende a socializar-se com outras crianças, desenvolve a motricidade, a mente, a criatividade, sem cobrança ou medo, mas sim comprazer (CUNHA 2001, p.14). As brincadeiras são repassadas de geração em geração, de acordo com a cultura e os valores de cada família, porém, hoje em dia percebe-se que esse compartilhar entre as gerações tem ficado de lado em virtude dasnovidades que a sociedade contemporânea nos apresenta brincadeiras essas como pular corda, amarelinha, passa anel, batata quente, bola de gude, telefone sem fio, peão, pipa, estátua, dentre tantas outras que alegravam a época da infância o intuito da brinquedoteca e resgatar essas brincadeiras. Apesar de aparentar não ter um fim em si mesmo, a brincadeira permite o compromisso, o envolvimento, o aprendizado de regras, a organização de espaço e de tempo. “Ao brincar a criança demonstra o nível de seus estágios cognitivos e constrói conhecimentos” (PIAGET, 1978 apudKISHIMOTO, 2011, p.36). Todo o comportamento que envolve a criança ao brincar é tomado de alegria, sorrisos, prazer, mas também de ansiedade, raiva, frustração quando os resultados esperados não são atingidos. Parece-nos que a seriedade no jogo está mais relacionada com o compromisso de jogar e de cumprir as regras impostas, do que com os comportamentos que o próprio jogo pode gerar nos jogadores enquanto estão envolvidos na ação. (CARVALHO, 2003, p 88). Deste modo, Poletto (2005) atribui à escola o papel de conscientizar os pais de que as experiências por meio do brincar são apropriadas e vitais para o desenvolvimento de todas as crianças. A escola, portanto, atua como facilitadora do processo de interação entre escola e família e familiares e crianças. A escola pode servir de local facilitador para que algumas atividade lúdicas possam acontecer, permitindo a interação maior entre escola e família, ao mesmo tempo em que pode favorecer uma maior proximidade entre familiares/cuidadores e crianças (POLETTO, 2005, p. 74). O lúdico constitui uma prática socioeducativa utilizada com diferentes funções, e segundo Teles (1999) consiste em uma importante metodologia que contribui para diminuição dos índices de fracasso escolar e evasão dos educandos nas escolas, tendo em vista que a prática do brincar, além de ser divertida, é uma atividade que desenvolve nos alunos a criatividade, e contribui para tornar a sala de aula um ambiente agradável e favorável ao aprendizado. [...] as brincadeiras [ou atividades] dentro do lúdico se tornam um aliado e instrumento de trabalho pedagógico supervalorizado para se conseguir alcançar os objetivos de uma construção de conhecimentos onde o aluno seja participativo ativo (ANTUNES, 2001, p. 28). É fundamental que os profissionais da área da Educação Infantil analisem suas práticas educativas a fim de envolverem os jogos e as brincadeiras na sua essência. Santin (1996) apud Júnior (2005) nos diz que o significado de ludicidade surge da própria palavra relacionada à liberdade, criatividade, imaginação, participação, interação, autonomia além de outras qualificações que podem ser atribuídas a uma infinita riqueza que há nela mesma. Na fantasia lúdica, a criança faz uso da imaginação, redimensionando significados e sentidos presentes no seu mundo real, como afirma Castoriadis (1992,p. 89). De acordo com Freire (1996, p. 59), “Saber que deve respeito à autonomia do educando exige de mim uma prática coerente”. Essas palavras levam-nos a refletir sobre a necessidade de uma prática pedagógica que respeite a individualidade do aluno. De acordo com o RCNEI (BRASIL, 1998), é o professor quem deve administrar o tempo das atividades, não podendo as crianças ficar sem um direcionamento, pois se não houver um direcionamento das atividades, estas podem não contribuir para o desenvolvimento dos participantes. Todo tipo de brincadeiras permitem a socialização, o conhecimento de si e do outro, a integração entre os participantes assim gerando mais participação em conhecimentos entre alunos e professores. [...] contribuem para o desenvolvimento integral do sistema nervoso em seus aspectos psicomotores e cognitivos [...] em muitos deles estão presentes a indução, a imitação, perspicácia, observação, memória, raciocínio, aspectos verbais e não verbais, melódicos e harmônicos, automatismos, relaxamento, tempo e espaço, todos eles ajudam na integração do ser e na segurança perante si e perante o outro (ANTUNHA 2000, p.39) Reforça essa ideia, Freitas e Aguiar (2012, p.23) ao sinalizarem que: O professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental ao escolher um jogo deve visualizar, analisar e ressaltar o que almeja atingir, vindo a utilizar o jogo, como um instrumento de função educativa. Deixando evidente que o mais importante do que delimitarmos qual a metodologia que iremos usar, é oportunizar as crianças uma forma dinâmica e prazerosa de aprendizado. Em toda historia da infância identificamos a importância e os benefícios do brincar para as crianças. Desde o século XVII, com o advento da infância jogo passa a comporcenário da “pedagogia da infância”,apresentadas por Froebel,Dewey,Montessori,Freinet,Piaget e Vygotsky. Vale destacar que estes teóricos,ao defenderem seus pensamentos,destacaram o jogo como presença marcante na vida da criança e a importância em tê-lo junto na educação para a infância. Segundo Antunes(2005, p.33): [...]um verdadeiro educador não entende apenas as regras apenas como sendo os elementos que tornam o jogo passível de ser executado,como uma lição de ética e moral, e assim sendo cumprir seu objetivo educacional. O jogo pode ensinar,aprimorar as relações interpessoais e promover alegria,prazer e motivação,no entanto o único que pode converte lo em tal e o professorlembrando se dos ganhos cognitivos e sociais sem perder de vista seu caráter de prazer e alegria. Para Vygotsky (1989), no jogo da imitação a criança reproduz por meio de ações a vida que vai lhe sendo apresentada,desse modo,ela não inventa situações, mas repete,imita. No brincar espontânea o professor pode registrar algumas açõeslúdicasatravés da observação,do registro,da analise e do tratamento, o professor consegui diagnosticar ideias,valores e necessidades do individuo,consegui diagnosticar também o comportamento dos envolvidos nos diferentes ambientes lúdicos,conflitos,problemas,valores e outros. Kishimoto(2005,p.21) diz que: [...] o brinquedo contem sempre uma referencia ao tempo de infância do adultocom representações veiculadas pela memoria e imaginação.[...] o brinquedo supõe uma relação intima com a criança e uma determinação quanto ao uso,ou seja,a ausência de um sistema de regras que organizam a situação. A brincadeira/jogos também contribui para que os alunos tenham a possibilidade de observar e adquirir o conhecimento a partir de uma outra lógica,onde este se sentirá parte das descobertas acerca da temática. Reforça essa ideia, Freitas e Aguiar (2012, p.23) ao sinalizarem que: O professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental ao escolher um jogo deve visualizar, analisar e ressaltar o que almeja atingir, vindo a utilizar o jogo, como um instrumento de função educativa. Deixando evidente que o mais importante do que delimitarmos qual a metodologia que iremos usar, é oportunizar as crianças uma forma dinâmica e prazerosa de aprendizado. O aprendizado será sempre o foco no universo escolar, entretanto, a forma como esse será garantido pela escola é que ganha novas perspectivas. E assim, a inserção do lúdico auxilia de forma ímpar nessa composição: escola, sala de aula, ensino e aprendizagem. O contexto educacional no qual o aluno De acordo com Piaget (1975) (apudKishimoto, 2001, p. 59) quando brinca, a criança assimila o mundo à sua maneira, sem compromisso com a realidade. “É enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma criança. É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva, ao invés de numa esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências internas, e não dos incentivos fornecidos pelos objetos externos”. (VYGOSTSKY 1989, p. 109). Então podemos dizer que através da brincadeira a criança constrói saber cognitivo, pela motivação proporcionada pela brincadeira, sendo que esta possibilita o aperfeiçoando com o passar do tempo do raciocínio da criança, bem como maneiras diferenciadas de encontrar soluções para determinada circunstâncias vivenciadas na brincadeira, por conseguinte, o que foi vivenciado na brincadeira pode ser remanejado para a realidade da criança. No comportamento diário das crianças o brincar é algo que se destaca como essencial para o desenvolvimento e aprendizagem.Dessa forma, se quisermos conhecer bem, as crianças devemos conhecer seus brinquedos e brincadeiras (OLIVEIRA, 2000). Brincar, jogar, agir ludicamente, exige uma entrega total do ser humano, corpo e mente, ao mesmo tempo. A atividade lúdica não admite divisão; e, as próprias atividades lúdicas, por si mesmas, nos conduzem para esse estado de consciência. Se estivermos num salão de dança e estivermos verdadeiramente dançando, não haverá lugar para outra coisa a não ser para o prazer e a alegria do movimento ritmado, harmônico e gracioso do corpo. Contudo, se estivermos num salão de dança, fazendo de conta que estamos dançando, mas de fato, estamos observando, com o olhar crítico e julgativo, como os outros dançam, com certeza, não estaremos vivenciando ludicamente esse momento (LUCKESI, 2005). As habilidades motoras podem ser desenvolvidas num contexto de brincadeiras e jogos, no universo da cultura infantil, de acordo com o conhecimento que a criança já possui, sem precisar impor uma linguagem corporal que lhes é estranha. Nesse sentido, Freire (1997) sinaliza a adoção de atividades da cultura infantil como conteúdos pedagógicos uma vez que facilita o trabalho de professores das escolas de primeira infância, garantindo o interesse e a motivação das crianças. O acesso a espaços coletivos de brincadeira e a experiência de cultura possibilitam a ampliação da criação no brincar. Porém, a crescente violência urbana impediu que determinados espaços de ludicidade tais como a rua, a praça e o parque sejam desfrutados pelas crianças. Esse é mais um fator preocupante e que torna, mais do que necessária, a escola como um espaço “fértil” de ludicidade. “O brinquedo coloca a criança na presença de reproduções: tudo o que existe no cotidiano, a natureza e as construções humanas. Pode-se dizer que um dos objetivos do brinquedo é dar à criança um substituto dos objetos reais, para que possa manipulá-los” (KISHIMOTO, 2005, p. 18). Não podemos esquecer que ludicidade não e só brincadeiras e sim também musicas,teatros,danças. A Revista Nova Escola cita que: a música na educação vem contribuir para a formação do indivíduo como todo, onde ele entrará em contato com o mundo letrado e lúdico, envolvendo áreas do conhecimento, criando, aprendendo e expondo suas potencialidades, pois “eles vêm para a escola esperando aprender aquilo que a cultura e a condição de vida não conseguem ensinar-lhes: compreender o mundo, a natureza a as pessoas e a relação entre elas, dominar as mais variadas linguagens para comunicar-se, lidar de modo competente com as dimensões quantitativas da vida” (NOVA ESCOLA, 2005). Contar, ouvir histórias, dramatizar, jogar com regras, desenhar entre outras atividades, constituem meios prazerosos de aprendizagem. À medida que a criança interage com os objetos e com outras pessoas, construirá relações e conhecimentos a respeito do mundo em que vive. Diante desta realidade, faz-se necessário apontar para o papel do educador a garantia e enriquecimento da brincadeira como atividade social da infância,percebe-se que o professor é a figura fundamental para que isso aconteça. E para isso, é preciso ter espírito aberto ao lúdico, reconhecer a sua importância enquanto fator de desenvolvimento da criança, além de um olhar propício, mais amplo e um percepção aguçada para observar os alunos, em seus aspectos cognitivos e das habilidades básicas. Na concepção de Brougère(1998), a brincadeira e vista como atividade aprendida. Ela atribui à brincadeira o resultado de relações interindividuais, a qual pressupõe uma aprendizagem social, complementado: ”[...] brincar não e uma dinâmica interna do individuo,mas uma atividade dotada de uma significação social precisa que, como outras,necessitam de aprendizagem”. “Perguntar por que a criança brinca é perguntar por que é criança. A infância serve para brincar e para imitar”. Sendo assim,Chaparede (apudChateau,1987)diz ser uma aprendizagemnecessáriaà idade adulta. Vygotky (1998) diz que ao brincar e criar uma situação imaginária, a criança assume diferentes papéis: ela pode torna-se um adulto, outra criança, um animal, um herói; pode mudar o seu comportamento, agir e se comportar como se fosse mais velha do que realmente é, pois ao representar o papel de “mãe”, ela irá seguir as regras de comportamento maternal. É no brinquedo que a criança consegue ir além do seu comportamento habitual, atuando em um nível superior ao que ela realmente se encontra. Para Kishimoto (apudCÓRIA-SABINI e LUCENA,2004) os jogos e brincadeira estimulam na criança, o desenvolvimento de capacidades relevantes, como a atenção, a imitação, a memoria, a imaginação, favorecendo, dessa forma, a socialização por meio da interação, da utilização e da experimentação de regras e papéis. Segundo Scarfe (apud BONAMIGO e KUDE, 1991), o brincar é tão necessário para a saúde mental como o alimento para a saúde física. Brincando, a criança está aprendendo a aprender e está descobrindo como harmonizar com o mundo,como encarar as tarefas que a vida apresenta como dominar habilidades e adquirir confiança. Como nossa reflexão em torno da relevância do brincar na vida da criança, e que esta concebe as propostas artísticas como se fosse um jogo, uma brincadeira, remetemos a Ferraz e Fusari (1992,p. 84), que nos mostram os aspectos lúdicos de uma aula de Arte. Em seus dizeres: O brincar nas aulas de arte pode ser uma maneira prazerosa de a criança ter contato com novas experiências e situações afim de ajudá-la a compreender e assimilar mais facilmente o mundo cultural e estético [...] a prática artística é vivenciada pelas crianças como uma atividade lúdica, onde o fazer se identifica com o brincar, o imaginar com a experiência da linguagem ou da representação. O jogo leva as crianças para além do discurso e promove oportunidades para a criança vivenciar atitudes éticas e morais enquanto joga. Na tentativa de clarear a grande confusão conceitual construídahistoricamente sobre brincadeiras. Kishimoto(2005,p.21) diz que: A brincadeira e a ação que a criança desempenha ao concretizar as regras do jogo,ao mergulhar na açãolúdica. Pode se dizer que é o lúdico em ação. Desta forma,brinquedoe brincadeira relacionam se diretamente com a criança e não se confundem com o jogo. A ludicidade é uma importante ferramenta de aprendizagem que deve ser utilizada pelos professores nos anos iniciais já que com ela o aluno pode desenvolver suas habilidades e aprender muito mais e assim elas podem expressar algum sentimento de sua vida familiar,pois isso acontece muito queas crianças presenciam em casa elas reflete nos brinquedos e brincadeiras. A primeira forma de educação que a criança recebe é a doméstica, proveniente dos pais, espelho e referência na tenra idade. Portanto, o comportamento na primeira infância vai refletir as atitudes da família. Uma família desestruturada por brigas constantes, pela droga ou o abuso do álcool, sem dúvida, será responsável pelas primeiras manifestações da criança no âmbito das relações intersociais e no campo dos primeiros passos da socialização. Um menino ou menina de comportamento tímido e retraído, com dificuldade na aprendizagem e no relacionamento com os colegas,pode indicar problemas originados em casa. O lúdico faz parte da atividade humana e atualmente escolar; caracteriza-se por ser espontâneo, ativo e satisfatório. O lúdico acontece a partir do brinquedo, brincadeiras e jogos, pois é o momento que a criança entra no seu mundo da imaginação brincando. A palavra lúdico quer dizer jogo, e evoluiu levando em consideração as pesquisas em psicomotricidade, de modo que deixou de ser considerado apenas o sentido de jogo.Na extensão lúdica, a aprendizagem dá-se através do exercício de jogos, brinquedos e brincadeiras tendendo promover o desenvolvimento absoluto do estudante. A atividade lúdica tem o objetivo de produzir prazer, diversão e ao mesmo tempo em que se pratica esta atividade percebe-se que ela vem acompanhada de inúmeras brincadeiras para enriquecer nossos conhecimentos de forma prazerosa na educação. Na educação infantil o lúdico propicia as crianças uma série de desenvolvimentos favoráveis, que vai desencadeando seu aprendizado. As atividades lúdicas podem ser uma brincadeira, um jogo ou qualquer outra atividade que permita tentar uma situação de interação. Porém, mais importante do que o tipo de atividade lúdica é a forma como é dirigida e como é vivenciada, e o porquê de estar sendo realizada. Os jogos além de ser um elemento sociocultural é uma atividade natural no desenvolvimento dos processos psicológicos básicos da criança, por isso o ideal é fazer sem obrigação externa e imposta, normas e controle (PIAGET 2003, p. 51). A implementação do lúdico como caráter recreativo e didático se faz presente na maioria das escolas, mostrando que os educadores reconhecem a importância do lúdico no desenvolvimento dos educandos, e o seu papel na construção da individualidade e das relações interpessoais (KISHIMOTO, 2009). Sendo portando necessária sua valorização no âmbito escolar mediante a construção de jogos, brinquedos e o resgate das brincadeiras: A escola deve considerar imprescindível, sobretudo na infância a ocupação do tempo livre das crianças com a construção de jogos e brincadeiras de sucata, com atividades prazerosas e desejantes. Principalmente, neste processo de urbanização, em que se vive hoje, em que à criança é levada ao consumismo e à alienação no seu modo de vida (BARROS, 2002, p. 12). O recurso de jogos (que faz parte do universo da ludicidade) em aulas de Matemática pode propiciar a interação entre as crianças, estimular o trabalho coletivo, a criatividade, a argumentação, entre outros. Onde o estudante terá a oportunidade de criar estratégias para resolver situações propostas, conviver com regras, relacionando os conhecimentos adquiridos na escola ao seu cotidiano, compreendendo novos conceitos através de uma linguagem comum ao universo infantil. O jogo na educação matemática parece justificar-se ao introduzir uma linguagem matemática que pouco a pouco será incorporada aos conceitos matemáticos formais,ao desenvolver a capacidade de lidar com informações e ao criar significados culturais para os conceitos matemáticos e estudo de novos conteúdos (KISHIMOTO, 2006, p. 95). No entanto, para alcançar resultados positivos através da utilização de atividades lúdicas (jogos, brincadeiras e brinquedos) na área da Matemática como em outras áreas, é fundamental ressaltar o papel do professor. De acordo com Santa Roza (1993) apud Carvalho (2011, p. 4): “Na língua portuguesa os termos brincar e jogar são empregados para definir as mesmas atividades, entretanto, este último é mais empregado para definir atividades sujeitas a regras”. O jogo ganha espaço, como a ferramenta ideal de aprendizagem, na medida em que propõe estímulo ao interesse do aluno, desenvolve níveis diferentes de sua experiência pessoal e social, ajuda-o a construir suas novas descobertas, desenvolve e enriquece sua personalidade e simboliza um instrumento pedagógico que leva ao professor a condição de condutor, estimulador e avaliador da aprendizagem. Salles (2007, p.108) ao abordarem a temática da ludicidade apontaram que: essa “tem conquistado espaço em vários setores da sociedade e deixou de ter uma conotação pejorativa, ao assumir uma visão mais científica em todos os setores da sociedade, inclusive no ensino das Ciências Naturais.” Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais: O estudo das Ciências Naturais de forma excepcionalmente livresca, sem intercâmbio direto com os fenômenos naturais ou tecnológicos deixa grande lacuna na formação dos estudantes. Oculta as diferentes interações que podem ter com seu mundo, sob orientação do docente. Ao contrário, diferentes métodos ativos, com a utilização de observações, experimentação, jogos, diferentes fontes textuais para obter e comparar informações, por exemplo, despertam o interesse dos estudantes pelos conteúdos e conferem sentidos à natureza e à ciência que não são possíveis ao se estudar Ciências Naturais apenas em um livro (BRASIL, 1998, p. 27). De acordo com Corrêa e Silva Júnior (2012, p.3) é preciso compreender que “o lúdico no ensino contribui para que o aluno atinja níveis mais complexos em seu desenvolvimento cognitivo, desperta o interesse, a criatividade e o gosto pela ciência.” Balbino (2005, apudMesseder e Rôças, 2009, p.70) afirma que: A experiência profissional tem nos mostrado que a escola precisa ser mais prazerosa, na qual o aluno tenha espaço para vivenciar o conteúdo, que possa viver o imaginário e o inesperado, descobrir o que existe além dos limites da sala de aula, do quadro de giz, dos livros didáticos e dos termos científicos propostos pelas monótonas aulas de Ciências. Para isso, é preciso buscar um caminho de movimento, o sentido do próprio ato de ensinar, em que deve ocorrer construção e reconstrução, troca de experiências e descobertas. (...) É preciso inovar e ousar para permitir que o aluno construa seus saberes, com alegria e prazer, possibilitando a criatividade, o relacionamento e o pensar criticamente no que faz. Ate aqui já vimos que vários autores fala sobre a importância do brincar desde a infância ate a idade adulta,também vimos àimportância no contexto escolar que pode sim ensinar brincando,uma maneira prazerosa de a criança aprender em ter aquela sensação de que e obrigado a aprender uma disciplina. Nesse projeto foi desenvolvido como um apoio aos professores que às vezes tem certa dificuldade em ensinar uma disciplina não muito atrativa.Moraes (1995, p.14) avalia que: O Ensino de Ciências nas séries iniciais deve procurar conservar o espírito lúdico das crianças, o que pode ser conseguido através da proposição de atividades desafiadoras e inteligentes. As experiências devem ser de tal espécie que promovam uma participação alegre e curiosa das crianças, possibilitando-lhes o prazer de fazerem descobertas pelo próprio esforço. Assim, o ensino de Ciências estará integrando mundo, pensamento e linguagem, possibilitando às crianças uma leitura de mundo mais consciente e ampla, ao mesmo tempo em que auxilia numa efetiva alfabetizaçãodos alunos. Cunha (2001,p.17) define brinquedoteca como: [...] responsável por mediar a Construção do Saber, em situações de prazer, com gosto de aventura, na busca pelo conhecimento espontâneo e prazeroso. [...] um local que incentiva criança a extravasar sentimentos, a construir conhecimentos e demonstra de suas emoções. Já para Noffs(2001,p.160) a brinquedoteca é: [...]um espaço onde a criança utilizando o lúdico constrói suas próprias aprendizagens desenvolvidas no ambiente acolhedor natural que funciona como fonte de estímulos para o desenvolvimento de suas capacidades técnicas e criativas favorecendo ainda sua curiosidade. É possível inferir que a brinquedoteca atualmente é considerada como um espaço que permite a sociedade contemporânea fazer o resgate ao lúdico esquecido pelas pessoas é negado às crianças. Para Cunha (2001 p.16), ela não pode deixar de exercer a sua real função a de “fazer as crianças felizes”. Almeida e Casarin (2002,P.1), ao conceituarem a brinquedoteca dizem que: [...] a brinquedoteca escolar é um espaço que permite o brincar livremente, com todo estímulo à manifestação de suas potencialidades e necessidades lúdicas, com presença de muitos jogos variados e diversos materiais, permite a expressão da criatividade infantil. Brinquedoteca "é um espaço preparado para estimular a criança a brincar, possibilitando o acesso a uma grande variedade de brinquedos, dentro de um ambiente especialmente lúdico" (CUNHA, 1998, p. 40). A brinquedoteca constitui-se em um ambiente físico dotado com brinquedos variados com finalidade de possibilitar à criança interações por meio do brinquedo e perpetuação de uma cultura lúdica. Schlee (2002) chama a atenção de que a brinquedoteca não pode ser confundida com uma sala de aula, a brinquedoteca deve ser construída com um objetivo claro e com uma finalidade específica. Sobre essa finalidade específica ou função da brinquedoteca, Friedmann (1998) aponta ser um meio de descobrir e construir conhecimentos sobre o mundo. Kishimoto (1998) complementa afirmando que a brinquedoteca incentiva a autonomia e desenvolve a capacidade crítica e de escolha da criança, além de promover o trabalho em equipe, a socialização, o desenvolvimento infantil, a comunicação, a criatividade, a imaginação e o desenvolvimento de atividades lúdicas. 3 Processo de Desenvolvimento do Projeto de Ensino 3.1Tema e linha de pesquisa O projeto de ensino em educação: “BRINCAR TAMBEM É UM APRENDIZADO” busca o trabalho com ludicidade, desenvolvendo varias habilidades nas crianças, com as brincadeiras é possível trabalhar diversas temáticas e diversas matérias dentro da sala de aula, proporcionando aprendizado de maneira prazerosa aos alunos sem mesmo perceber que através das brincadeiras eles estão aprendendo. Este projeto busca mostrar como a ludicidade é importante e como pode proporcionar o desenvolvimento cognitivo das crianças através de diversas brincadeiras que fazem parte do universo infantil e que pode levar para vida toda. Nele estará claro que através do brincar também se aprende. 3.2 Justificativa As atividades desenvolvidas na brinquedoteca possuem como papel fundamental proporcionar a aprendizagem, aquisição de conhecimentos e desenvolvimento de habilidades de forma natural e agradável reconhecendo o direito da criança e trabalhando para sua garantia. A brincadeira é uma atividade voluntaria e consciente, e também uma forma de atividade social infantil onde a característica imaginativa e diversa do significado da vida, favorece uma ocasião educativa única a criança. Sendo assim, e através da brincadeira que a criança representa o discurso externo e o interioriza construindo o seu próprio pensamento, desenvolvendo assim as potencialidades. Neste sentido a brinquedoteca assume uma grande responsabilidade, pois e um espaço onde a crenças passa a vivenciar situações do seu cotidiano e a criar e desenvolver sua própria personalidade, valores, ética e atitudes diante outra criança. Portanto o espaço deve ter uma configuração visual e espacial que facilite o desenvolvimento da imaginação,espaços livres onde elas possam correr,brincar espaços para leitura,espaços para pintura e artes plástica,espaço para jogos e espaços para moveis com mesas,bancos,cadeiras de fácil manipulação para permitir a reorganização constante do local pelas crianças. Contudo a brinquedoteca busca assegurar o desenvolvimento integral da criança e são inúmeros os benefícios que propicia somente citando alguns: construção do pensamento, pois o brinquedo permite a criança criar seu mundo imaginário; experiências para aprender a dividir as coisas, a cooperar a ter raciocínio lógico, utilizando jogos diversos; vivencia do mundo adulto, através da brincadeira do “faz de conta”,no qual a criança brinca demonstrando a visão de mundo que tem,desenvolvendo a atenção, socialização, despertando a curiosidade e a capacidade de resolver problemas, de uma forma prazerosa e divertida; capacidade de concentração, criação e organização; acesso a sentimentos afetivos como alto estima, por exemplo; expressar se livremente. 3.3 Problematização Diante das mudanças na concepção de ensino, saindo do tradicional onde o aluno não passava de um receptor e o professor de informador, para uma abordagem onde se preocupa que o aluno tenha o prazer de aprender, de construir novos saberes e conhecimentos, o lúdico se torna uma prática indispensável em sala de aula. As atividades lúdicas desenvolvidas no ambiente escolar contribuem para a aprendizagem do aluno, sendo evidenciada por Piaget eVygotskycomo uma ferramenta importante para o desenvolvimento da criança. O jogo é uma atividade benéfica para a criança, proporciona momentos de alegria, diversão e aprendizagem. Sendo assim, a associação das atividades lúdicas com as atividades teóricas, proporcionam ao aluno o desenvolvimento de várias habilidades, além da participação no processo pedagógico. 3.4 Objetivos Estimular o desenvolvimento integral das crianças ao valorizarem o brincar e suas atividades lúdicas; Estimular o habito e prazer à leitura e a confeccionar seu próprio brinquedo cooperação e compreensão entre as pessoas; Enriquecer relações familiares através de participação de adultos (familiar) nas brincadeiras; Brincarem em grupo as comemorações de datas importantes e cívicas tudo que ajuda no crescimento escolar. 3.5 Conteúdos Os conteúdos desse projeto se fundamentam em teóricos que se baseiamna reflexão douso de atividades lúdicasno ambiente escolar, valorizando o brincar como instrumento para o desenvolvimento integral das crianças. Serão tratados temas como o brincar e as brincadeiras no ambiente familiar e na escola; o lúdico no ambiente escolar, brinquedoteca e o aprender brincando. 3.6 Processo de desenvolvimento Serão realizadas várias atividades no ambiente da Brinquedoteca, como brincadeiras: dança da cadeira, brincadeiras de faz de conta, roda, bola, pula corda, pega-pega, esconde-esconde,teatro de fantoches; jogos como: quebra cabeça, jogo da memória, tiro ao alvo, pega vareta, batalha naval, futebol, jogo da velha, boliche, puxa palito, encaixe, jogo com massa de modelar, dominó, jogo de montar, jogo de perguntas e respostas; leitura de livros infantis, confecção de brinquedos e objetos com material reciclável, pintura livre e com desenhos prontos. O espaço da brinquedoteca deverá ser previamente organizado, sendorealizada a seleção dos brinquedos e preparação do ambiente para as atividades a serem realizadas. 3.7 Tempo para a realização do projeto A realização desse projeto ocorrerá durante todo o período letivo, em dias e horários preestabelecidos a partir do calendário escolar. 3.8 Recursos humanos e materiais Espaço físico adequado, espelhos, brinquedos, livros, lápis, papéis, tintas, pincéis, tesouras, cola, massa de modelar, argila, jogos os mais diversos, blocos para construções, material de sucata, roupas e panos para brincar,brinquedos pedagógicos, etc. 3.9 Avaliação Durante a realização de cada atividade será analisada a participação e comportamento das crianças. Em um caderno será realizado o registodo desenvolvimento e a avaliação descritiva das atividades diárias de forma detalhada, incluindo o comportamento dos alunos, observações sobre a atividade e/ou a turma e da organização do espaço, constituindo-se em uma fonte de riqueza ímpar de informações que podem ser consultadas para o aperfeiçoamento das atividades. 4Considerações finais A brinquedoteca é um espaço destinado ao resgate da ludicidade, do brincar espontâneo da criança e valorizando o brincar, além de contribuir positivamente no processo de socializaçãoe no processo de aprendizado, através de jogos, brinquedos e brincadeiras que estimulem o desenvolvimento de habilidades básicas e aquisição de novos conhecimentos. Desse modo, a implementação de projetos que valorizam o “brincar”nos espaços escolares são fundamentais para oportunizar a vivência de diversas situações que as auxiliem no desenvolvimento afetivo, cognitivo, físico e social com a interação tanto com os objetos, quanto com os iguais e os adultos. REFERÊNCIAS ALMEIDA, D. M.; CASARIN, M. M. A importância do brincar para a construção do conhecimento na educação infantil. Cadernos, Centro de Educação. 2002. ANTUNES, D. A. O direito da brincadeira a criança. São Paulo: Summus, 2001. ANTUNES, C. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências: os jogos e os parâmetros curriculares nacionais. Campinas: Papirus, 2005. ANTUNHA, E. L. G. Jogos Sazonais – Coadjuvantes do amadurecimento das funções cerebrais. In: OLIVEIRA, Vera Barros de (Org.). O brincar e a criança do nascimento aos seis anos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000. BARROS, J. L. C. 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