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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA BAHIA Campus – Brumado Curso Técnico em Mineração DMIN59241 – Depósitos Minerais Módulo IV Profª.: Juliana Matias ▪ O sistema geológico hidrotermal se desenvolve através de plumas hidrotermais geradas por intrusões ígneas alojadas na litosfera, quando há água envolvida no processo. ▪ As águas são provenientes das rochas encaixantes da intrusão que se misturam com as águas magmáticas e com gases, formando assim um fluido que irá definir as dimensões e a forma da pluma hidrotermal. ▪ Fluido se refere a todos os tipos de águas quentes da superfície da Terra, com temperaturas superiores a 5ºC do meio em que passam, excluindo-se o valor do gradiente geotérmico local. ▪ A solução hidrotermal consiste principalmente de H2O, acompanhada de CO2, H2S e S, de ânions e complexos aniônicos em menores proporções, cloretos, metais, fluoretos, arseniatos, teluretos e SO2. ▪ Os elementos dissolvidos ocorrem na fonte dos fluidos ou vão se adicionando durante a lixiviação dos minerais originais das rochas encaixantes. ▪ A origem das soluções hidrotermais pode ser de água oceânica, meteórica, magmática, conata e metamórfica. ▪ Características do sistema mineralizador: ▪ Corpo ígneo intrusivo; ▪ Ao resfriar a intrusão gera um sistema térmico de convecção; ▪ Ambiente geotectônico distensivo (dorsais) ou compressivo; ▪ Quadro encaixante representado por rochas ígneas ácidas, sedimentares pelíticas e carbonáticas; ▪ Fluidos com cátions metálicos em solução precipitam formando mineralizações em zonas de alteração hidrotermal; ▪ Associação metalogenética de metais base : ▪ Zn, Pb, Ag, Cu e Ba- sulfetos e sulfatos ▪ Au, B, Hg, F, U, ETR, Sn, Cu, Fe - óxidos e sulfetos ▪ Au, Cu, Mo, Sn, W – óxidos e sulfetos Vulcanogênicos Epitermais Plutônicos Profundos ▪ Condições ideais para as mineralizações hidrotermais: ▪ Colocação de um corpo ígneo ▪ Geração de fluido ▪ Formação de uma pluma hidrotermal ▪ Sistema térmico de convecção ▪ Percolação de fluidos trazendo metais em solução (cátions) ▪ Zona de alteração hidrotermal. Características gerais do sub-sistema vulcanogênico/ vulcânico subaquático: ▪ Fluido aquoso (água salgada) – braines e exalações (ar) ▪ T média 100 a 200ºC ▪ Intrusão (capaz de carrear os elementos mineralizadores) ▪ Ambiente geotectônico submarino, podendo ser distensivo (dorsais), arcos de ilhas, e hot spots ▪ Associação metalogenética – Zn, Pb, Ag, Cu e Ba ▪ Subdivididos em proximais, intermediários e distais de acordo com o contexto encaixante. 1 2 3 ▪ 1 – Depósitos vulganogênicos proximais (VHMS) ▪ Associados a vulcanismo subaquático essencialmente submarino; ▪ Diferenciam-se conforme os períodos geológicos que se formaram e pelo tipo de rochas vulcânicas que se associam; ▪ Depósitos Arqueanos a paleoproterozoicos se associam aos GBs, basaltos e depósitos fanerozoicos a rochas vulcânicas mais ácidas; ▪ A mineralização encontra-se na forma de sulfeto maciço (VHMS) no topo (>30% em peso) ou disseminado (VHS); ▪ 1 – Depósitos vulganogênicos proximais (VHMS) ▪ Associação metalogenética típica: Zn, Pb, Cu, Ag, Ba; ▪ Zn pode ocorrer como sulfeto (esfalerita), carbonato (willemita), silicato (calamina) e hidróxido (zincito); ▪ Pb ocorre na forma de sulfeto (galena); ▪ Cu ocorre na forma de sulfetos (pirita e calcopirita); ▪ Ag ocorre na forma de sulfeto (argentita); ▪ Ba ocorre na forma de sulfato (barita). ▪ Modelo mundial de referência – Depósito de Kuroko no Japão ▪ Associados a arcos de ilhas fanerozoicos e com contexto encaixante mais ácido; ▪ Apresenta minério preto polimetálico (Zn, Pb, Ag, Cu e Ba) encaixado em rochas vulcânicas ácidas, sendo subdividido em duas partes, uma concordante e outra discordante. ▪ Parte discordante apresenta raiz de minério preto (esfalerita –Zn e galena – Pb) envolta em uma massa amarela de pirita, calcopirita e quartzo. ▪ Parte concordante apresenta minério estratiforme que recobre a parte silicosa Chert ferruginoso Pirita, calcopirita e esfalerita Maciço amarelo de calcopirita Maciço semi preto de galena Maciço preto- esfalerita e galena Barita ▪ Modelo mundial de referência – Depósito de Noranda e Chipre ▪ Apresenta mineralização de Cu, Pb e Zn maciça e disseminada. ▪ Contexto encaixante está associado a rochas ultramáficas metamorfizadas, lavas almofadadas, enxame de diques e complexos cumuláticos. ▪ Contexto encaixante associado as rochas da crosta oceânica (Chipre) e associados a rochas de GB (Noranda) ▪ 2 –Depósitos Hidrotermais intermediários – SEDEX (sedimentares exalativos) ▪ Ocorrem na zona de transição entre a dorsal meso-oceânica e a plataforma carbonática; ▪ As exalações atingem a sedimentação marinha profunda, representada por rochas pelíticas; ▪ Associação metalogenética – Pb, Zn e Ag; ▪ Apresentam forte controle estrutural, onde os fluidos percolam falhas normais ou de cavalgamento e cristalizam sulfetos de Pb e Zn, galena e esfalerita respectivamente. ▪ Os corpos estratiformes definem a fácies sedimentar-hidrotermal; ▪ Complexo de escape – veios irregulares e/ou disseminações de sulfetos, zonas brechadas, alteração intensa das rochas sedimentares sotopostas ao minério; ▪ Alteração hidrotermal varia de bem desenvolvida a inexistente. ▪ 3 –Depósitos Hidrotermais Distais ▪ Formandos pela precipitação de compostos exalados de fraturas; ▪ Associação metalogenética – Pb, Zn, Cu e Ag; ▪ Tipos de depósitos: ▪ Associados a rochas vulcânicas ácidas com mineralizações sulfetadas de Pb, Zn e Cu (Modelo tipo Rosebery); ▪ Associados a rochas basálticas com sulfetos de Pb, Zn e Cu (Modelo tipo Beshi); ▪ VCO – Vulcanogênico oxidado, sulfetos em meio a óxidos (magnetita e hematita); ▪ Associados a plataforma carbonática (tipo Missisipe Valey) ▪ Fluidos mineralizadores oriundos das exalações e das águas superficiais que infiltram combinados com a alta salinidade que causa a dissolução de evaporitos da plataforma carbonática levam fluidos metálicos ao quadro encaixante; ▪ Rochas encaixantes não são metamorfizadas nem deformadas e a mineralização é epignética do tipo incongruente. ▪ Exemplos de depósitos vulcanogênicos no Brasil ▪ Tipo Kuroko, Noranda, Chipre ▪ Bom Jardim/ Castelão- GO – Cu, Pb e Zn ▪ Palmeirópolis/ Juscelândia – TO - Cu, Pb e Zn ▪ SEDEX ▪ Serra de Macaúbas- Pb ▪ Serra dos Carajás – Igarapé Bahia/ Salobo/ Sossego ▪ Vale do Ribeira – SP ▪ Missisipe Valey ▪ Vazante, Paracatu e Unaí – MG ▪ Serra do Ramalho - BA ▪ Instalados próximos à superfície (0 a 2km); ▪ Presença de uma pluma termal gerada por uma intrusão ígnea, onde o fluido percolante se dá pela água meteórica; ▪ Ar é o agente da exalações; ▪ Água meteórica percola, entra em ebulição liberando gases e precipitando metais; ▪ T variáveis, podendo ser superiores a 300° C; ▪ Tectônica de regime de dorsal (extensiva) associada a uma tectônica de cavalgamento; ▪ Associação metalogenética – Au, B, Hg, F, U, ETR, Sn, Cu e Fe; ▪ A mineralização tende a ser filoniana. Disseminada, tipo stockworks (redes venulares) e do tipo gossan; ▪ Podem ser subdivididos em depósitos de alta e baixa sulfetação, sendo os primeiros associados a aparelhos vulcânicos; ▪ Depósitos do tipo IOCG (Iron Oxide Copper-Gold), associadas com brechas oxidadas mineralizadas em magnetita e hematita (tipo Olympic Dam e Sequeirinho- Sossego, PA. ▪ Quadro encaixante é representado predominantemente por rochas ácidas e um casos por rochas carbonáticas também; ▪ Os depósitos de Au estãogeralmente associados a redes filonianas de quartzo, onde a mineralização é do tipo disseminada; ▪ Mineralizações de B e Hg também são comuns de forma disseminada. ▪ Características do sistema mineralizador: ▪ Fluídos atuantes no sistema (ar, água magmática) ▪ T 400º C; ▪ Magmatismo ácido ou cálcio – alcalino; ▪ Tectônica colisional e de cavalgamento; ▪ Contexto encaixante representado principalmente por granitos tipo I e S e escarnitos. ▪ Associação metalogenética: Au, Cu, Mo, Sn e W ▪ Granitos tipo I são granitos de derivação magmática ou da refusão de rochas ígneas. Geram depósitos de Cu, Mo e Au apicais (disseminados) e porfíriticos (adensamento). ▪ Granitos tipo S resulta da fusão parcial de rochas metassedimentares e geram depósitos de Sn e W do tipo greissens (filões) para as cassiteritas e disseminações de scheelita. ▪ Mineralogia- pirita, arsenopirita, calcopirita, molibidenita, cassiterita e scheelita. Zoneamento hidrotermal – quando o fluido hidrotermal altera os minerais em sua passagem modificando sua química mineral. ▪ Depósitos disseminados de Sn-W tipo greissen gerando estruturas filonianas onde se mineralizam óxidos de Sn (cassiterita); ▪ Depósito de Sn-W tipo scarn (scheelita) pode haver também (Au, Cu, Fe, Zn, Mo), estes depósitos se formam pelo metamorfismo de contato do corpo ígneo cálcio alcalino em contexto cálcio silicatado, preferencialmente margas, mármores e calcários. ▪ Exemplos no Brasil ▪ Província Estanífera de Góias; ▪ Província Estanífera de Rondônia; ▪ Distrito Estanífero de Pitinga – AM ▪ Província Scheelítifera do Seridó – RN (Brejuí, São José da Batalha, Caicó, Currais Novos).