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Geologia Estrutural: INTRODUÇÃO 1 GEOLOGIA ESTRUTURAL A geologia estrutural é uma das disciplinas com maior importância na geologia, devido seu vasto campo de aplicações, como na geotecnia, risco ambiental, geologia econômica, evolução crustal, geotectônica, geodinâmica etc. Na geotecnia e risco ambiental, é o conhecimento das estruturas geológicas que vai determinar o quanto de peso o terreno vai suportar, quer seja para construção de edifícios, pontes, portos, barragens ou construções em áreas de encostas ou taludes. Na geologia econômica, sabe-se que a maioria das mineralizações tem controle estrutural, se concentrando nas estruturas como zonas de cisalhamento, fraturas, falhas e eixos de dobras. Portanto, identificar e entender a evolução estrutural de uma região é fundamental na profissão de geólogo. Porém, o estudante, tem que ter em mente que o estudo de geologia estrutural, não é fácil, pois exige conhecimentos de atuação de esforços físicos, como Força (F), comportamento reológico das rochas, frente a esses esforços, e uma capacidade de visualizar em três dimensões, uma estrutura que na maioria das vezes se observa em uma ou duas dimensões. Na geologia estrutural, para que se tenha um bom desempenho é fundamental que o estudante leia sobre: Definição do Campo da Geologia Estrutural Mecânica da Deformação Tensão, Círculo de Mohr Deformação Homogênea e Heterogênea Deformação Progressiva Ensaios de Deformação Estruturas Primárias Critérios Topo-Base Estruturas Atectônicas Dobras (Mecânica de dobramento, modelos clássicos) Foliação (Origem, relação com dobramentos) Lineação (Utilização e origem de lineações) Juntas e falhas (Formação, rejeito de falhas e sua determinação, mecânicas de falhas) Análise Geométrica de Deformação Superposição de Estruturas, Redobramento Cronologia e Eventos Estruturas de Rochas ìgneas Portanto, como se observa, o volume de informações que o estudante deve ter conhecimento é muito grande, sendo impossível o professor passar todo conteúdo, em sala de aula. Logo, é fundamental que o aluno dedique-se a leitura de textos básicos de geologia estrutural como: Structural Geology of Rocks and Regions. Edit. Jonh Wiley & Sons. Canadá, 492 p. HASUI, Y. & MIOTO, J. A. 1992. Geologia Estrutural Aplicada. 459 P. HOBBS, B.E., MEANS, W.D., & WILLIAMS, P.E. 1976. An Outline of Structural Geology. Wiley International, New York, 571 pp. LOCZY, L. & LADEIRA, E. A. Geologia Estrutural e Introdução à Geotectônica. Rio de Janeiro : Edgard Blucher/CNPq. 1976 (Ver Capítulo referente a projeção estereográfica). RAGAN, D.M., 1985. Structural Geology, an Introduction to Geometrical Techniques (3rd. ed.). John Wiley & Sons, New York, 393 pp. RAMSAY, J. G. 1967. Folding and Fracturing of Rocks. New York, Mcgraw- Hill, 568 p. PASSCHIER, C. A. & TROUW, R. A. J. 1996. Microtectonics. Editora Springer. 289 p. Apostilas e Artigos obtidos na internet. Ao Concluir a disciplina Geologia Estrutural o aluno deve estar apto a: 1 - Reconhecer, descrever e interpretar as diversas estruturas 2 - Usar as ferramentas adequadas para a solução de problemas específicos. 3 - Conhecer os principais mecanismos de deformação 4 - Gerar, ler e interpretar mapas estruturais 5 - Interpretar estruturas nas escalas de afloramento, de lâmina e como estas se enquadraria na escalas regional. GEOLOGIA ESTRUTURAL Definição: É a ciência que estuda a atitude, geometria e a anatomia dos corpos rochosos e da forma com que o corpo reage frente a força dominante. Na geologia estrutural investigaremos e responderemos as seguintes perguntas: Qual é a estrutura investigada? Quando ela se desenvolveu (se formou)? Em quais condições ela se formou? A Geologia estrutural descreve e analisa um corpo geológico de 3 maneiras 1 – Análise Geométrica (Geometria) 2 – Análise Cinemática (Strain = Deformação) 3 – Análise Dinâmica (Stress = Tensão ou Pressão) TECTÔNICA: Investiga a morfologia e a associação específica das estruturas, e a força que a formou. APLICAÇÃO NA GEOTECTÔNICA: Na geotectônica regional, que pesquisa a distribuição regional e a história estrutural de zonas deformadas. Na geotectônica geral que envolve a geodinâmica, que estuda a dinâmica dos movimentos gerais; Na geotectônica histórica, que estuda a história dos movimentos tectônicos Na geotectônica teórica. FATORES INTERATUANTES NA DEFORMAÇÃO DE CORPOS ROCHOSOS SITUAÇÃO DA DEFORMAÇÃO Ação de forças em ou no interior do corpo Condições Influência Mecanismo Propriedade Temperatura Pressão Razão de carga Fluido/poro Corpo de rocha com Heterogeneidade inicial Aspectos mecanicamente significante Marcadores passivos Mineralogia Foliação Limites dos grãos Sistema de Stress Propriedadesmecânicas TAXA DE DEFORMAÇÃO Movimentos relativos das partes Intervalo de tempo DISTORÇÃO DE ROCHA COM NOVAS HETEROGENEIDADES INCLEMENTO DA DEFORMAÇÃO Novas posições das partes descritas pelo strains, deslocamento, e rotação que varia de ponto para ponto Modificação de fabric estrutural RESPOSTA DOS MATERIAIS ROCHOSOS A TENSÃO FATORES INFLUENCIANTES NO COMPORTAMENTO FÍSICO DAS ROCHAS As rochas possuem propriedades elásticas e plásticas concomitantes, dependendo das condições físicos/químicos atuantes. Qualquer corpo na natureza possui: 1 – Pressão Confinante e Litostática: todos os corpos sofrem pressão confinante associado a um sistema. 2 – Temperatura 3 – Quantidade e Quimismo dos Fluidos. 4 – Anisotropia e Heterogeneidade 5 - Tempo COMPORTAMENTO FÍSICO DAS ROCHAS Reologia: estuda o comportamento físico das rochas, mediante a aplicação de forças e tensões (stress). Os métodos de estudos são: 1 – Dinâmico: que investiga a natureza e os tipos de tensões aplicadas nas rochas durante a deformação. 2 – Cinemático: as relações geométricas e de simetria em relação a um plano de movimento são estabelecidas nas análises da trama rochosa. 3 – Analítico: ensaios teóricos de resistência de materiais, tais como metais agregados cerâmicos e concretos. As condições são simuladas em laboratório. Modelo Reduzido: constroem-se modelos em escala das estruturas e doformações a fim de se descobrir as tensões regionais envolvidas. PROPRIEDADES MECÂNICAS DAS ROCHAS As propriedades mecânicas da rocha refletem aspectos das forças e dos movimentos que os experimentaram. E dos fatores físicos-químicos do ambiente. CLASSE DE FORÇA * Força é uma grandeza vetorial, (escala, direção e sentido) que apresenta condições de empurrar e/ou deformar um corpo rochoso. Força Gravitacional que está diretamente relacionada com a gravidade Força Superficial, com seus pontos de aplicação sobre a superfície do corpo. Unidade: 1 Newton = 1 kg – 1 m – 1 cm/s2 TENSÃO NO PLANO = É a força por unidade de área que tende a deformar um corpo F/A = Ϭ Unidade: Newton/metro quadrado N/m2 Bar = 105N/m2 Kbar = 108 N/m2 Anti-Horário (+) Horário (-) Sentido de Deslocamento Convenções A B Plano FBA FAB FT FN FS Superfície Compressiva A B Plano FBA FAB Superfície Tracional (= Tensional) ELIPSÓIDE DE TENSÃO B A ϬAB Elipsóide de Tensão Compressional Tensores Principais Bidimensional Ϭ1 Ϭ1 Ϭ2 Ϭ2 Eixo maior = Ϭ1 Eixo menor = Ϭ2 Ϭ1 Ϭ3 Ϭ2 ELIPSÓIDE DE TENSÃO TRIDIMENSIONAL 1) Ϭ1 ≥ Ϭ2≥ Ϭ3 2) Ϭ1 > Ϭ2 = Ϭ3 z y x ELIPSÓIDE DE DEFORMAÇÃO O elipsóide de deformação é um objeto concreto, podendo se tratar de um grão de um mineral (quartzo, feldspato etc.). O campo de deformação é caracterizado pelos eixos X, Y e Z, cuja representação gráfica é uma elipsóide. Geologia Estrutural: INTRODUÇÃO 2 from: Davis and Reynolds, 1996 De outro modo: dilação translação rotação distorção (deformação) Deslizamento Intracristalino Deformação Homogênea e Heterogênea Deformação contínua e deformaçãodescontínua Tensão Cisalhante e Deformação Curvas de TensãoCurvas de Tensão--DeformaDeformaççãoão Elastic Limit Até ao limite elástico os corpos voltariam à forma inicial logo que a tensão fosse retirada; para além deste ponto os corpos são deformados permanentemente. Faults AMBIENTES DE DEFORMAÇÃO X TIPO DE DEFORMAÇÃO AMBIENTES NA CROSTA DE GERAÇÃO DAS ESTRUTURAS FRÁGEIS E DUCTEIS FRÁGIL FRÁGIL/DÚCTIL DÚCTIL/FRÁGIL DÚCTIL Nível Estrutural Superior Mecanismo dominante é o cisalhamento frágil ou rúptil É onde ocorre as falhas e fraturas Nível Estrutural Médio O mecanismo dominante é a flexão É onde são geradas as dobras isópacas Nível Estrutural Inferior Domínio dominante de achatamento seguido de fluxo. Domínio das dobras anisópocas Nível Estrutural Inferior Dobras acompanhada por xistosidade generalizada Nível Estrutural Inferior Dobras acompanhada por foliação Domínio onde ocorre a fusão Geologia Estrutural: DIAGRAMAS DE ROSETA E REDES DE PROJEÇÃO Medidas de Planos e Linhas: Dados estruturais utilizados para construções de Diagramas de Roseta e Rede de Projeção ou Estereográficas Por definição, uma reta é um segmento que liga dois pontos, logo só apresenta um sentido e uma inclinação. Já um Plano, pode ser definido, por pelo menos três pontos, sendo, em geral, tridimensional, e apresenta uma direção, uma intensidade de mergulho e esse um sentido. OBS: A intersecção de dois planos define uma reta. Logo a direção de um plano, é a intersecção de um plano horizontal, que é materializado pela bússola na horizontal, e o plano medido. Logo, essa intersecção define uma reta horizontal no plano a ser medido. Notação de medidas de atitudes de planos e linhas. 1) Modo americano (notação com bússola Brunton): a) Plano N25W/30NE (Notação de direção em Rumo) onde N25W é a direção do plano, 30 é a intensidade de seu mergulho e NE é o sentido desse mergulho) b) Linha N35/20 (em campo pra não confundir sentido (N35) com intensidade de mergulho (20 graus), pode-se fazer a notação 035/20. 2) Modo azimutal (Az). a) Plano: (notação com bússola Brunton) N210/25SE. b) Linha: (notação com bússola Brunton) N35/20. 3) Modo Clar (Notação com bússola tipo Clar) a) Plano: 225/25 (a medida clar, nos dá o sentido do mergulho (225 Az) e a intensidade do mergulho (25 graus) para se determinar a direção do plano (que está a 90º do sentido de mergulho), soma-se ou subtrai 90º do valor de sentido de mergulho = 225-90 = logo a direção desse plano é N135. b) Linha: 35/20 ou 035/20. (notar que não se coloca N na medida Clar).. CONVERSÕES DE MEDIDAS AZIMUTAL PARA RUMO: Para a conversão deve-se sempre fazer a partir do Norte (0º ou 360º = Primeiro e Quarto Quadrantes)) ou a partir do sul (180º, Segundo e Terceiro Quadrantes) ) 1) Quando o valor medido em Azimute for inferior a 90º = Primeiro Quadrante (NE). Nesse caso o Rumo é igual a Azimute. Ex. N30/35SE = N30E/35SE. 2) Quando o valor do azimute for maior que 90º e menor que 180º = Segundo Quadrante (SE). Nesse caso o Rumo será o valor do polo Sul – o Azimute. Ex. Medida em Azimute N150/35SW. O Rumo será: 180º - Azimute = 180º - 150º, logo essa medida em Rumo é S30E/35SW. 3) Quando o valor de azimute for maior que 180º e menor que 270º = Terceiro Quadrante (SW). O Rumo será o valor do Azimute – 180º . Ex. N235/40NW. Essa medida em Rumo é 235 – 180 = S55W/40NW. 4) Quando o Azimute for superior a 270º e inferior a 360º = Quarto Quadrante (NW). O Rumo será 360º - Azimute. Ex. N310/40NE. Em Rumo essa medida será 360 – 310 = N50W/40NE. N W S E 1 Qo 2 Qo3 Qo 4 Qo Rumo = Azimute Rumo = 180 - Azimuteo Rumo = 360 - Azimuteo Rumo = Azimute - 180o TRATAMENTO DOS DADOS ESTRUTURAIS Os dados estruturais obtidos em campo com bússola devem ser tratados estatisticamente para a interpretação dessas estruturas. Alguns programas de computador foram desenvolvidos com esse fim. As formas de visualizar esses dados são através de diagramas. Quando se trata de medidas de estruturas frágeis, como fraturas, o ideal é a construção de Diagramas de Roseta. Já para tratar dados de estruturas dúcteis, como foliações e lineações de estiramente, é recomendável confeccionar Diagramas Estereogramas ou Redes de Projeção. DIAGRAMA DE ROSETA Diagrama de Roseta representa as direções e frequências das medidas de fraturas, juntas, diacrases e falhas coletadas em uma área. Para a confecção do Diagrama de Roseta, manualmente, a partir dos dados apresentados, Separa-se os dados por classes ( os valores de direção = Strike) são separados em intervalos de 10º. Logo conta-se quanto valores ficam entre 0º e 10º, entre 11º e 20º, entre 21º e 30º ......até 151º e 160º. Esses valores são recalculados para 100%, e com isso obtém-se as frequências (quantidade) das medidas em cada intervalo de direções (entre 0º e 10º ....etc) . O raio do diagrama é dividido em intervalos de 10% em 10%, para que sejam pintados os intervalos das frequências obtidas. Coforme o diagrama ao lado 0 o 20 o 20 40 60 80% 80o 100o 120o 140o 160o 180o200 o 220o 240o 260o 280o 300o 320o 340o 40o 60o Ex. Para um total de 500 medidas de fraturas obtidas numa área. Recalcula-se a frequência para 100% (total de 500 medidas. = 100%). Sendo 100 medidas com direçao entre 11º e 18º, correspondendo a 20% do total, 200 medidas entre 53º e 60º correspondendo a 40% do total de medidas, 150 medidas entre 311º e 320º, correpondendo a 30% e 100 medidas entre 352º e 360º correspondendo a 20% do total de medidas. Esse é o Diagrama de Rosetas correspondente a esses dados, levando-se em consideração apenas a porção superior. A porção inferior corresponde aos contra Azimutes das medidas obitdas. 0 o 20 o 20 40 60 80% 80o 100 o 120 o 140 o 160o 180o200 o 220 o 240o 260 o 280o 300o 320o 340 o 40o 60o DIAGRAMA DE ROSETA Os diagramas de rosetas podem ser apresentado como um círculo completo (360º), ou como metade de um círculo (180º), nesse último caso, todas as medidas de direção tem que ser recalculada de forma a ficarem no primeiro e quarto quadrante. No caso, medidas com direção SE e SW devem ser recalculadas para seus contra-azimutes (somando-se ou subtraindo-se 180º de seus azimutes). OBS. As falhas formam-se sempre a aproximadamente a 30° do tensor principal Ϭ1 (fraturas de cisalhamento). Portanto um sistema de fraturas, em geral apresenta um ângulo de aproximadamente 60º entre o par. Com a análise de um Diagrama de Roseta é possível se determinar quais as direções dos diferentes sistemas de fraturas e com isso também do tensor principal (Ϭ1) REDE DE PROJEÇÃO Rede Estereográfica ou Estereogramas É a projeção estereográficas bi-dimensional de apenas um hemisfério da esfera de referência, em geral usa-se o hemisfério inferior. Grandes círculos Pequenos círculos Rede de Schmidt N S EW Papel Transpare nte 320 o Plot de um plano e de seu polo numa Rede de Schmidt PREPARANDO O DIAGRAMA 1 – Pega-se uma rede de Projeção de Schmidt e coloca-se uma tachinha no centro do diagrama, de baixo para cima, onde será fixado um papel transparente Limites do Polígono em azul). OBS. Para evitar acidente e fixar melhor o papel, após fixar o papel transparente, recomenda-se colocar uma borracha ou um tampa de caneta na ponta da tachinha. 2 – Com o papel transparente, devidamente fixado, traça-se a borda do diagrama com caneta (em verde na figura) e o Norte,(N) Leste (E), Sul (S) e Oeste (W). N S EW Papel Transpare nte 320 o Plot de um plano numa Rede de Schmidt Plano = N320/40SW 1 – Primeiro, Plota-se o ponto correspondente a 320º na borda do diagrama e faz-se uma marquinha no papel transparente. OBS. a) Se as medidas tiverem direções NW e SE gira-se o papel transparente no sentido horário. Se forem NE e SW, gira-se no sentido anti-horário. b) Se for na porção superior (NW e NE) deve-se colocar a marca correspondente sobre o norte da rede. Se for na porção inferior (SE e SW) deve-se colocar sobre o sul da rede. N S E W Pape l Trans parente 320 o 2 – Depois gira-se o papel no sentido horário até a marquinha ficar no norte da rede. N S E W Papel Transparente 320 o Pp 40o 90 o 3 – Como a direção é NW, a partir da borda do diagrama, no sentido do centro, conta-se 40º (conforme mostrado na figura) e traça-se com lapis, o grande círculo correspondente. Logo essa é a projeção ciclográfica do plano. 4 – Para plotar o polo desse plano, a partir do grande círculo, conta-se 90º e faz-se um ponto correspondente ao polo desse plano (Pp na figura). OBS. O polo é um ponto que é plotado a 90º de sua projeção ciclográfica. N S EW Papel Transparent e 320 o Pp 5 – Para visualizar a posição da projeção ciclográfica e do polo desse plano, volta o papel para a posição original, girando no sentido anti-horário, até o norte do papel coincidir com o da rede. E assim tem-se a representação real do plano N320/40SW, conforme mostra a figura. Lx = 140/30 N S EW Papel Transparente 140o Plot de uma linha numa Rede de Schmidt Uma linha, difere de um plano por apresentar dois parâmetros que devem ser medidos. O sentidos de mergulho, dados sempre em azimute (variando de 0º a 360º), no caso desse exemplo, seu sentido de mergulho é para 140º, e a intensidade de seu mergulho, nesse caso 30º . Lx = 140/30 N S EW Papel Transparente 140o Plot de uma linha numa Rede de Schmidt 1 – Uma vez Para plotar o sentido de mergulho, coloca- se uma marca em 140º (na borda da rede). N S E W Pa pel T ra nspa re nt e 140o 2 – Depois gira-se o papel transparente até que a marca de 140º sobreponha a marca Sul da rede. N S E W Papel Transparente 140o 30o 3 – Agora usando os círculos pequenos, que estão espaçados de 10º em 10º, partindo da borda sul rede para o centro, colocar um ponto a 30º (mergulho de Lx) como na figura. N S EW Lx 4 – Depois, volta o papel transparente para a posição inicial (Norte do papel = Norte da rede. E então se tem a posição da Lineação de Estiramento (Lx) plotada no diagrama, conforme mostra a figura. OBS. Não confundir polo de plano com linha, pois são projeções distintas. Quando usar projeção ciclográfica de um plano ou seu polos. Quando se tem uma grande quantidade de medidas de plano, fica inconveniente, usar as projeções ciclográficas desses planos, pois o diagrama fica muito confuso. No caso, recomenda-se usar os polos dos planos em vez de suas projeções ciclográficas. Com isso, mesmo que se tenha uma grande quantidade de polos, ainda assim é possível visualisar suas projeções ciclográficas estatisticamente, através de seus máximos, obtidos pela contagem de pontos e traçando-se suas isolinhas de suas concentrações. OBS. Através dos maximos de polos é possível se traçar os planos médios de uma superfície dobrada. Lembrar que o polo está a 90º do plano e vice-versa. Máximos Plano Médio Máximos 1 Máximos 2 Plano Médio 2 Plano Médio 1 Exemplo de estruturas representadas em esterogramas – Sistemas de Fraturas: Na representação em Estereograma, é possível se determinar, além da direção do tensor principal Ϭ1, também dos Ϭ2 e Ϭ3. Exemplo de estruturas representadas em esterogramas –Dobras cilindricas Eixo da dobra Plano Axial Camada S0 Plano Axial da dobra Polos das camadas Geologia Estrutural: Marcadores Cinemáticos MARCADORES CINEMÁTICOS Marcadores Cinemáticos Geologia Estrutural: Tectônica Frágil Fraturas (Diaclases, Juntas) e Falhas FRATURAS São descontinuidades formadas em resposta a esforços internos ou externos atuantes no corpo fraturado. Indicam perda de a coesão (esforços superam a coesão da rocha) Caracterizam o campo da deformação rúptil: porções rasas da crosta terrestre (10-15 km). Podem ser de origem tectônica ou não (p.ex., diáclases) Podem ser divididas em: Juntas – fraturas ao longo das quais não há movimento perceptível dos blocos paralelamente ao plano de fratura Falhas - fraturas ao longo das quais há movimento perceptível dos blocos paralelamente ao plano de fratura O fraturamento ocorre ao longo de planos pré-definidos (experimentos) e gera 3 tipos principais: fraturas de extensão, de cisalhamento e estilolíticas. A de extensão é paralela ao maior esforço, e a estilolítica perpendicular. Fraturas de cisalhamento formam-se sempre a aprox. 30° do maior esforço (IMPORTANTE) As juntas ocorrem em geral como vários planos paralelos definindo FAMÍLIAS. Em uma região/afloramento normalmente encontra-se mais de uma família de juntas que definem o SISTEMA de juntas da área. Fraturas em Rochas Ígneas, de origem primária são chamadas de Diáclases. Juntas podem ser caracterizadas quanto: Quanto à superfície: LISA, ÁSPERA, PLUMOSA; PLANA (mais comum) ou CURVA; ALTERADA ou não. ABERTURA: espaço entre as paredes da junta. PRENCHIMENTO: quartzo, carbonato, sulfetos, ouro (importante!), pegmatitos, clorita, argila, rochas magmáticas, etc. Tipos de falhas - Quanto à movimentação relativa dos blocos: Rotacional e Translacional. Tipos de falhas - Quanto ao rejeito: normal, inversa, direcional e obliqua. Variando-se a posição dos esforços tem-se os 3 tipos principais na crosta terrestre (Modelo de Anderson) Falhas formam-se sempre a aprox. 30° do sigma 1 (fraturas de cisalhamento). Elementos geométricos das falhas: Plano de Falha (PF); Capa ou Teto (hanging wall): bloco que situa-se sobre o plano de falha; Lapa ou Muro (footwall): bloco que situa-se sob o plano de falha; Espelho de falha: superfície lisa, brilhante, normalmente cheia de estrias de atrito, situado sobre o plano de falha; Traço ou linha de falha: a linha formada pela interseção do plano de falha (PF) com a superfície terrestre ou o plano horizontal (PH); Estrias de atrito e degraus Rejeito é o deslocamento relativo de pontos previamente adjacentes nos lados opostos da falha. Tanto os movimentos absolutos quanto os relativos são caracterizados pelos rejeitos. É medido no plano de falha, determinando os componentes geométricos do deslocamento. Rejeito total (net slip): distância medida no plano de falha em dois pontos deslocados pela falha. Rejeito direcional (strike-slip): o rejeito medido paralelamente à direção do plano de falha. Rejeito de mergulho (dip-slip): o rejeito medido ao longo da direção do mergulho do plano de falha Critérios de reconhecimento de falhas: Deslocamento / truncamento de camadas. Fonte Davis, 1984) a) Simples desaparecimento gradual b) Curvatura e desaparecimento gradual c) Ramificação seguido de desaparecimento gradual d) Curvatura e entroncamento numa diaclase pré-existente e) Idem f) Idem g) Segmentação num conjunto de pequenas fraturas de extensão en échelon Espaçamento médio entre as fraturas de acordo com a espessura das rochas com diferentes reologia. FALHAS Normal Inversa ou Reversa Transcorrente ou Direcional Capa ou Teto (Hingwall) Lapa ou Muro (Footwall) Espelho de falha Traço ou linha de falha TIPOS DE FALHAS Principais atitudes (medidas) de um plano de falha, obtidos com bússola. a) Direção (Stricke) do plano de falha. b) Ângulo de mergulho (Dip) do plano de falha com relação ao plano horizontal. Além dessas atitudes, também pode ser medido: a) Rake ou Pitch: que é o ângulo de mergulho de uma estria de atrito (Slickensides) contida no plano de falha. b) Hade (β complemento complemento do ângulo de mergulho ou ângulo entre o plano de falha e um plano vertical Dextrógiro (Dextral) ou Horário Levógiro (Sinestral ou Sinistrógiro) ou Anti- Horário Rejeito (Slip) da falha Reconhecimento de Falhas Quando a deformação é não-coaxial, as famílias de fraturas geradas constituem sistemasse desenvolver segundo critérios que podem ser encaixado em modelos. Um dos modelos mais utilizado na interpretação de sistemas de fraturas em escala regional, é o MODELO DE RIEDEL, que organiza o desenvolvimento das fraturas segundo a cinemática e ângulos entre as estruturas. X X R` R` R R Y=D Y=D P P T T 3 3 1 1 10-15 o 15 o 30 o 30 o 30 o MODELO DE RIEDEL Tensor Principal - CompressãoEstensão Principal Sinistral Dextral X X R` R` R R Y=D Y=D P P T T 3 3 1 1 10-15 o 15 o 30 o 30 o 30 o Fratura de partição T: fratura de extensão ou distensão X X R` R` R R Y=D Y=D P P T T 3 3 1 1 10-15 o 15 o 30 o 30 o 30 o Fratura de cisalhamento de Riedel (sintética ou R) X X R` R` R R Y=D Y=D P P T T 3 3 1 1 10-15 o 15 o 30 o 30 o 30 o Fratura de cisalhamento conjugada de Riedel (antitética ou R`) X X R` R` R R Y=D Y=D P P T T 3 3 1 1 10-15 o 15 o 30 o 30 o 30 o Fratura de cisalhamento P (sintética secundária) X X R` R` R R Y=D Y=D P P T T 3 3 1 1 10-15 o 15 o 30 o 30 o 30 o Fratura de cisalhamento X (antitética secundária) Fratura de cisalhamento Y ou D, que se forma paralelamente ao binário em casos extremos X X R` R` R R Y=D Y=D P P T T 3 3 1 1 10-15 o 15 o 30 o 30 o 30 o IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DE ESTRUTURAS Uma interpretação de evolução estrutural confiável de uma área, é de fundamental importância, pois esses dados poderão ser aplicados em: a) Geotecnia, pois o estudo detalhado das estruturas de um terreno ou área, vai permitir cálculos precisos do peso ou sobrecarga de material que pode ser adicionado a essa área sem riscos, como é o caso da construção de grandes barragens, açudes, portos, grandes construções em áreas próximas de encostas etc. b) Na prevenção de grandes deslizamentos, sobretudo em cidades onde são construídas edificações nas encostas de morros, como os casos em que constantemente estamos vendo na mídia. c) Na prospecção de águas subterrâneas em rochas consolidadas, como é o caso do nordeste do Brasil, onde atualmente se explora água em zonas de fraturas e falhas em rochas cristalinas. D) Na prospecção de petróleo, a tectônica de bacias aliada com a geofísica são fundamentais para selecionar alvos promissores em petróleo. d) Na Prospecção Mineral, pois sabe-se que a maioria dos depósitos de metais preciosos, como o ouro, tem como um dos principais controle, o estrutural, uma vez que são concentrados em planos de descontinuidades, como falhas, fraturas e zonas de cisalhamento. E no caso do ouro, os grandes depósitos estão localizados em estruturas de ordem secundárias, no caso de 2º, 3º etc., daí a importância de identificar as estruturas em campo e correlacionar-las com as estruturas de um Modelo de Riedel. Geologia Estrutural Módulo 1.pdf (p.1-21) Geologia Estrutural Módulo 2.pdf (p.22-40) Geologia Estrutural Módulo 3.pdf (p.41-58) Geologia Estrutural Módulo 4.pdf (p.59-70) Geologia Estrutural Módulo 5.pdf (p.71-96)