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Resumo SOL 250 - química

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SOL 250 – QUÍMICA DO SOLO 
Resumo baseado na Apostila Notas de Aula – SOL 250 – Química do Solo, do Professor Ivo Ribeiro da Silva, 
Viçosa – MG, 2008-I (DPS – UFV) 
Obs.: esse resumo não exclui a necessidade de utilizar a apostila completa e outros materiais como fonte 
para estudo. 
 
1. Introdução 
 Constituição química do solo reflete a contribuição dos fatores de formação do solo (SOL 220!) 
 Solo = f (tempo, material de origem, clima, atividade biológica, relevo) 
 Rochas sofrem intemperismo  alteração e desintegração dos minerais originais  formação de novos 
minerais e liberação de íons formação de solos 
 Intemperismo leva a fragmentação física e decomposição química do material de origem. 
 Solo é sistema trifásico (3 fases: sólida, líquida e gasosa) 
 
 Fase sólida: formada por materiais minerais e matéria orgânica; 
Partículas de tamanho e formas variáveis 
Fase com composição relativamente estável 
 Fase líquida: denominada solução do solo; 
Água + minerais e compostos orgânicos dissolvidos; 
 Fase gasosa: atmosfera do solo; 
Gases presentes no espaço poroso; 
 OBS.: o „cheiro de terra molhada‟ não é nada mais que o „cheiro‟ dos gases presentes no solo quando 
esses são liberados devido ao preenchimento dos poros com água (o que ocorre quando chove). 
 
2. Composição química do solo 
 É, em grande medida, determinada pelos materiais de origem do solo (rochas ou sedimentos); 
 Influência do material de origem tende a reduzir com atuação do intemperismo. 
 Si e Al (O e Fe) são elementos predominantes nos solos; 
 Baixos teores de nutrientes essenciais em regiões tropicais (N, P, K, Ca, Mg, S)  „culpa‟ do 
intemperismo. 
 Solos pouco intemperizados: minerais primários 
 Solos tropicais muito intemperizados: minerais secundários (argilas silicatadas e óxidos) e quartzo. 
 OBS.: todo solo é intemperizado, já que para formação de um solo é necessário que ocorra intemperismo 
sobre um material de origem. A diferença é que alguns são mais e outros são menos intemperizados. 
 
3. Frações granulométricas do solo 
 Fase sólida – agregados até certo ponto, individualizados. Formados por partículas unitárias, cimentadas 
entre si por MO, óxidos de Fe e Al, sílica; 
 Dispersão dos agregados para individualizar partículas, que são divididas em diferentes frações pelo limite 
de tamanho; 
 Classificação de Atterberg (internacional): 
 
3.1. Composição mineralógica das frações granulométricas do solo 
 Relacionada ao grau de intemperismo do solo 
 Fração areia: solos pouco intemperizados  minerais primários 
 solos mais intemperizados  quartzo ( que é muito resistente) 
podem ser encontrados também nódulos e concreções formados pela cimentação por óxidos de ferro 
 Fração silte: solos pouco intemperizados  fragmentos de minerais do material de origem solos mais 
intemperizados  micro agregados formados por partículas de argila cimentadas. 
 Fração argila: solos pouco intemperizados  argilas 2:1, argilas 1:1 e óxidos 
 solos muito intemperizados  argilas 1:1 e óxidos 
 Argila  fração mais importante do solo; propriedades físicas e químicas devido a natureza coloidal; 
 
4. Sistema coloidal do solo 
 Solo considerado sistema disperso (constituído de mais de uma fase) 
 Fase sólida em elevada subdivisão, formando um sistema coloidal (sistema no qual um ou mais 
componentes constituindo a fase dispersa – fase constituída pelas partículas – apresentam pelo menos, 
uma de suas dimensões em 1 µm e nm, e encontram-se em uma segunda fase, o meio de dispersão – 
água e ar, o meio pelo qual as partículas se distribuem). 
 No sistema coloidal ocorrem reações químicas, físico-químicas e microbiológicas de imensa importância 
no estudo dos solos. 
4.1. Propriedades de um sistema coloidal 
 Superfície específica – área por unidade de massa do material considerado, usualmente expressa em 
m²/g 
Interfere no grau de reatividade do solo 
Varia em função de textura ou granulometria, tipos de minerais de argila, teor de MO; 
 Carga elétrica: em geral, eletronegativas. 
 Cinética: movimento browniano: brusco, irregular e em zigue-zague de partículas individuais no meio de 
dispersão, devido a energia cinética das partículas. 
Movimento de difusão: migração de partículas de uma região de maior concentração para outra de menor 
concentração. 
Movimento ocasionado pela força gravitacional (sedimentação de partículas). 
5. Fração argila do solo (Composição química, estrutura e origem das cargas em colóides do 
solo) 
 Colóides quanto à origem: inorgânicos e orgânicos (podem formar complexos organominerais estáveis) 
 Colóides inorgânicos se dividem em dois grupos: argilas silicatadas e argilas não silicatadas (óxidos e 
hidróxidos de Fe e Al) 
5.1. Argila silicatadas 
 Minerais secundários originados da decomposição de minerais primários; 
 Constituídas de duas unidades estruturais básicas: tetraedro de sílica (ligações de 1 átomo de Si a 4 
átomos de oxigênio); octaedro de alumínio (1 átomo de Al e 6 átomos de oxigênio) 
 O número de camadas de tetraedros para camadas de octaedros é característica básica de identificação 
dos principais grupos de argilas silicatadas: argilas 2:1 ou 1:1 
i. Argilas do tipo 2:1 
Formadas por duas camadas de tetraedros de silício separadas por uma de octaedro de alumínio 
Formada em estágios iniciais de intemperismo. 
Podem ser expansivas ou não expansivas (trincas em solos secos) 
Caracterizadas por grande superfície específica, predominância de cargas permanentes (substituição 
isomórfica). 
Podem conferir grande plasticidade e pegajosidade. („teste do biscoito‟ na mão para observar plasticidade) 
Principais grupos: montmorilonita,ilitas, vermiculita, clorita; 
ii. Argilas do tipo 1:1 
Formadas a partir do intemperismo sobre argilas 2:1. 
Formada por uma camada de tetraedro de silício e um octaedro de alumínio. 
Não expansível (ligação ponte de hidrogênio entre camadas). 
Argila de atividade baixa (Tb). 
Superfície específica menor que a 2:1, baixa CTC e predominância de cargas dependentes de pH. 
Expressão de pegajosidade e plasticidade inferior às 2:1. 
Denominadas como grupo das caulinitas (a principal argila do grupo 1:1) 
5.2. Argilas não silicatadas (óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio) 
„Produtos finais do intemperismo‟ 
Hematita – óxido de ferro (α-𝐹𝑒2𝑂3), cor vermelha dos solos 
Goetita – oxi-hidróxido de ferro (α-FeOOH), cor amarela dos solos 
Gibsita – hidróxido de alumínio (𝐴𝑙(𝑂𝐻)3) 
 
6. Matéria orgânica do solo 
 Solo é um sistema vivo com diversas formas de vida. Elementos minerais e biológicos encontram-se em 
profundo entendimento, numa intensa relação de troca. 
 Os organismos do solo atuam como transformadores produzindo a MO estável, aumentando a CTC, 
melhorando a estruturação do solo entre outros benefícios. 
 Fração orgânica = matéria orgânica do solo (MOS) – constituída por carbono (C – 58%), hidrogênio (H – 
6%), oxigênio (O – 33%), nitrogênio (N), enxofre (S) e fósforo (P). 
 A entrada de carbono no solo está relacionada com o aporte de resíduos da biomassa aérea e radicular 
das plantas, liberação exsudados radiculares, lavagem de constituintes solúveis da planta pela água da 
chuva, e a transformação desses materiais carbonados pelos macro e microrganismos do solo. 
 Mineralização: processo pelo qual uma substância orgânica é convertida em uma substância inorgânica 
(nesse caso, tornando-se fonte de nutriente disponível para as plantas). 
 Imobilização: processo pelo qual uma substância inorgânica é convertida em uma substância orgânica. 
 O solo é o maior reservatório de C do ecossistema terrestre (carbono associado

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