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TCC Enfermagem câncer de mama

Projeto do Curso Técnico em Enfermagem sobre câncer de mama, com resumo da anatomia e fisiologia mamária, fatores de risco, sinais e sintomas, exames (mamografia, clínica, biópsia), tratamentos (quimioterapia, radioterapia, tratamento nutricional) e figuras e estatísticas.

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40
COLÉGIO TABLEAU
TÉCNICO EM ENFERMAGEM
TURMA T1 – MÓDULO II
BRUNA RODRIGUES MAZZINI
PAOLA ROBERTA DA SILVA CASTRO CONÇALVES
VANESSA RIBEIRO FARIA
CÂNCER DE MAMA
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP
2018
BRUNA RODRIGUES MAZZINI
PAOLA ROBERTA DA SILVA CASTRO GONÇALVES 
VANESSA FARIA RIBEIRO
CÂNCER DE MAMA  
Projeto apresentado no Programa do Curso Técnico em Enfermagem do Colégio Tableau / Centro Educacional ETIP, como complementação da disciplina Projeto Multidisciplinar para a obtenção do título de Técnico em Enfermagem.
Orientadores: Prof.ª Carolina Fernandes Felgueiras Leonardo e Prof.° Joellhiguitom Teixeira.
 
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP
2018
AGRADECIMENTOS
Primeiramente agradecemos a Deus por nos abençoar com saúde, para conquistar mais esta etapa de nossas vidas que é muito importante, agradecemos especialmente aos nossos professores, que sempre procuravam nos ajudar e incentivar a cada nova fase que surgia, admiramos a dedicação pela profissão exercida. Aos nossos familiares que nos momentos que mais precisamos, entenderam nossa ausência e nos auxiliaram no que puderam. À todos os nossos amigos que nos incentivaram a não desistir e nos ajudaram muito ao longo dessa etapa.  Por isso dividimos com vocês esta nossa conquista deixando o nosso eterno agradecimento
RESUMO
As mamas são glândulas da qual a função produz o leite, formado nos lóbulos seguindo até os mamilos por pequenos canais chamados ductos. Essas células da mama dividem-se de forma desalinhada, um tumor maligno pode instalar-se principalmente nos ductos e mais raramente nos lóbulos. O câncer de mama é uma doença que acomete mais mulheres. Os fatores de risco são a idade avançada, a exposição demorada aos hormônios femininos, o excesso de peso e o histórico familiar ou de mudança genética. Ser portadora dos genes BRCA1 e BRCA2 trazem um fator de risco importante. 
Estão também mais favoráveis a desenvolver a doença por causa da longa definição aos hormônios femininos, as mulheres que não tiveram filhos ou geraram o primeiro filho após os 35 anos, não amamentaram, fizeram uso de recomposição hormonal (principalmente com estrogênio e progesterona relacionados), menstruaram muito cedo, antes dos 12 anos, e entraram mais tarde na menopausa, acima dos 50 anos. No entanto, há casos de mulheres que não desenvolvem a doença apresentando fatores de risco apontado. Geralmente, o primeiro indício da doença nota-se a presença de um nódulo único, não doloroso e endurecido na mama. 
Outros sintomas devem ser identificados, como na imperfeição ou aumento da mama, os gânglios axilares aumentados, vermelhidão, edema, dor e a presença de líquido nos mamilos. O raio x das mamas e mamografia são os exames indicado para identificar previamente a presença de nódulos nas mamas. O exame clínico e outros exames de imagem e laboratoriais também auxiliam a identificar o diagnóstico com total precisão. Apesar de a maioria dos nódulos de mama ter propriedades benignas, para afastar qualquer erro de diagnóstico, deve ser indicado uma biópsia para estabelecer se a lesão é maligna ou não e seu estado de pesquisa de análise das características e da extensão do tumor.
PALAVRAS-CHAVE: Câncer de Mama, Fator de risco, Prevenção, Tratamento e Tumor.
LISTAS DE FIGURAS 
 
Figura 1: Estrutura da Mama	12
Figura 2: Anatomia e Fisiologia Mamária	13
Figura 3: Fisiopatologia	14
Figura 4: Sinais e sintomas do câncer de mama	18
Figura 5: Sinais e sintomas do câncer de mama 2	18
Figura 6: Autoexame das mamas	20
Figura 7: Exame Clínico das Mamas 1	21
Figura 8: Exame Clínico das Mamas 2	21
Figura 9: Quimioterapia	27
Figura 10: Radioterapia	28
Figura 11: Tratamento Nutricional	29
Figura 12: Estatísticas de casos de pacientes com câncer de mama	31
Figura 13: Mortalidade de câncer de mama	32
Figura 14: Estimativa de casos por regiões de câncer de mama	33
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Estágios do Câncer.......................................................................... 16
SUMÁRIO
1.	INTRODUÇÃO	8
2. OBJETIVO	10
2.1 Objetivo Geral	10
2.2 Objetivo Específico	10
3. REVISÃO DA LITERATURA	11
3.1 Câncer de Mama	11
3.2 Estrutura da Mama	12
3.3 Anatomia e Fisiologia Mamária	13
3.3.1 Fisiopatologia	14
3.4 Origem da Neoplasia Maligna	15
4. ESTÁGIO DO CANCÊR	15
4.1 Sinais e sintomas do câncer de mama	17
4.2 Fatores de riscos	19
4.3 Detecção Precoce do Câncer de Mama (Autoexame das mamas).	19
4.4 Exame Clínico das Mamas	20
4.5 Papel do enfermeiro na prevenção do câncer de mama	21
4.6 Tratamentos	26
4.6.1 Quimioterapia	26
4.6.2 Radioterapia	27
4.6.3 Tratamento Nutricional	28
5. ESTATÍSTICAS DE CASOS	29
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS	34
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	35
INTRODUÇÃO
Ao comparar o que é o câncer de mama em si, é preciso saber o que identifica um câncer, o termo câncer é utilizado de forma genérica para representar um agrupamento de mais de 100 doenças caracterizadas pela multiplicação decomposta de células formadas, que podem ocupar diferentes órgãos (INCA, 2013). 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS (2011) considera que, no ano 2030, podem-se esperar 27 milhões de episódios de câncer, 17 milhões de mortes por câncer e 75 milhões de pessoas vivas, todo ano, com câncer. Tendo esse entendimento, pode-se dizer então que o câncer de mama aproxima-se as células da mama, glândulas desenvolvidas pelas seguintes estruturas, sendo essas as de produtoras de leite (lóbulos); ductos (pequenos canais que ligam os lóbulos ao mamilo); gordura, tecido conjuntivo (tecido que liga, nutre, protege e sustenta os outros tecidos); vasos sanguíneos; vasos linfáticos.
No presente momento, o câncer de mama é ponderado à neoplasia maligna com mais freqüência diagnosticada em mulheres no mundo. Tem sido analisado o crescimento significativo de números novos de casos da doença tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento (INCA, 2012).
Conforme o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de mama é o tipo de doença que mais assombra nas mulheres e responde por 25% dos casos novos no Brasil. Apesar disso, a doença pode provocar os homens também, porém de forma bem mais rara; apenas 1% dos homens brasileiros terem o tumor. Informações em dados do INCA afirmam que, no ano de 2013, o câncer de mama levou a morte 14.388 pessoas, entre elas 181 eram homens e as demais, sendo esse, 14.206 mulheres. Em 2016 de acordo com o Instituto cerca de 58 mil novos casos da doença, não havendo uma única causa para o câncer de mama (INCA, 2012).
O fator de risco quando atinge a chance de manifestar uma doença como o câncer, passando-se quando existe uma imperfeição na base genética presente no núcleo das células, desvio que está responsável pelo progresso do desequilíbrio no crescimento celular que surge em aceleramento maior e a eliminação das células antigas, que deixam de sofrer apoptose (morte celular). A etiologia desta enfermidade é incerta, já que vários fatores que possibilitam a mutação, resultante mudança da seqüência de fundamentos nitrogenada, componentes específicos do DNA: infecções por diversos tipos de vírus que enquadram fragmentos de DNA anormal nas células humanas; radiações que acaba alguns cromossomos e modifica a formação do material genético; hábito alimentares, estilo de vida e condições ambientais e a composição genética do indivíduo natural dos pais (ALMEIDA et al., 2005; ROSSIT; FROES, 2000; TOSELLO, 2007). 
A doença câncer de mama expõe um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, entregue em sua grande incidência, morbidade e mortalidade, como inclusive pelo alto custo no tratamento, seguimento e reabilitação. Indícios apontam que em 2020, serão cerca 15 milhões de novos casos podendo alcançar 12 milhões de mortes (LISBOA, 2009; BARROS et al,2001). Diante desta observação inadequada à saúde das mulheres brasileiras, as instâncias sanitárias do país, apreensivo em transformar esta grave estatística, sendo utilizada como ferramenta a lei Federal 11.664/2008-MS, promoveram de forma estratégia o direito de acesso ao critério de diagnóstico da mamografia a todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade como prevenção secundária ao câncer de mama. Independentemente de a mamografia ser o método de preferência para o rastreamento da circunstância, pois auxilia a detecção precocemente de lesões menores ou iguais a um centímetro, que 12 representam melhor resposta terapêutica e capacidade de cura (BRASIL, 2010; INSTITUTO DO CÂNCER, 2004)
Portanto, deve-se associar a esses avanços disponíveis de recursos e facilidade na prática da técnica. Neste ângulo, a PAAF vem se enfatizando em uma ferramenta notável, necessária à sua alta sensibilidade, característica, baixo custo, fácil execução e rápida interpretação diagnóstica (LISBOA, 2008; BARROS, 2001; GODINHO, KOCH, 2004)
2. OBJETIVO
2.1 Objetivo Geral
 
Realizar prevenção através de campanhas e palestras para explicar todas as dúvidas sobre o câncer de mama, indicar que quando localizado antecipado às oportunidades de cura são altas, nas palestras os participantes assimilam todas as informações, pois são de grande importância, saber sobre o auto-exame, saber quais são as causas e a forma mais adequada de estar se preparando psicologicamente diante uma das doenças mais temerosas pela sociedade.
2.2 Objetivo Específico
 Demonstrar como fazer o auto-exame, e como reagir se algum sinal for identificado durante a realização do auto-exame.
Informar a melhor forma para a prevenção.
Esclarecer sobre os sintomas, e quais são os fatores de risco.
3. REVISÃO DA LITERATURA
3.1 Câncer de Mama
No Brasil o problema que esta expondo o câncer obteve a importância ao longo do perfil epidemiológico que a doença vem manifestando. O câncer de mama (CM) é um dos tipos de câncer mais afetam as mulheres, em conseqüência da alta freqüência e, em particular pelos seus diversos efeitos no psicológico, que retratam a compreensão da sexualidade e a autentica imagem pessoais. Ao descobrisse com câncer, a mulher vivencia um percurso onde o entendimento de ser doente destina às razões para o sofrimento, trazendo à memória sentidos de vulnerabilidade e determinação, medo e coragem, fraqueza e força, provocando na mulher e pessoas de seu convívio, sentimentos e emoções às vezes contraditórias (BERGAMASCO; ANGELO, 2001; D'AVILA et al., 2000). 
Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima dessa faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente, sendo considerada ainda uma doença complexa em nível genético (BRODY; BIESECKER, 1998; GHOSH; COLLINS, 1996).
A anamnese em mastologia segue as normas clássicas prévias, com ênfase nos fatores de risco para o câncer mamário. O aparecimento de tumor na mama é o sintoma principal da doença, sendo esta a queixa principal, o qual, em mais de 70% das vezes, é descoberto casualmente pela própria paciente (D'AVILA et al., 2000).
3.2 Estrutura da Mama
A mama é composta por:
Estruturas produtoras de leite (lóbulos);
Ductos (pequenos canais que ligam os lóbulos ao mamilo);
Gordura;
Tecido conjuntivo (tecido que liga, nutre, protege e sustenta outros tecidos);
Vasos sanguíneos;
Vasos linfáticos.
O desenvolvimento mamário é diretamente controlado pelo ovário, podendo ser indicado por vários parâmetros, como por exemplo, a aparência externa, área total, volume, grau de ramificações, número de estruturas presentes na glândula mamária e grau de diferenciação das estruturas individuais, ou seja, lóbulos e alvéolos (RUSSO et al., 2000).
Figura 1: Estrutura da Mama
Fonte: www.drfelipeades.com
3.3 Anatomia e Fisiologia Mamária 
As mamas são fundamentos binários, que surgem na parede torácica, sobre os músculos do grande peitoral. Do lado externo, a mama, na sua região mediana, entende-se uma aréola e uma papila.
Na papila mamária manifesta-se 15 a 20 aberturas ductais, que correspondem às aquisições de substâncias das partes operacionais, que são os lobos mamários. É acomodado à parte superior ao ligamento peitoral maior, que cobre as costelas, expandindo em aspecto normal a partir do âmbito da segunda costela alcançando até a sexta ou sétima. 
Na horizontal é visível detectá-la desde o limite do osso externo até próximo a linha imaginária avaliadora da extremidade das axilas (SMELTZER et. al., 2009). 
Figura 2: Anatomia e Fisiologia Mamária
Fonte: http://images.slideplayer.com.br/25/7963443/slides/slide_2.jpg
3.3.1 Fisiopatologia
O CM é a resposta de modificações mutagênicas que se concentram durante a divisão celular, algumas ainda no período de crescimento das glândulas mamárias, por circunstâncias da adolescência (SMELTZER et. al., 2009). 
A evolução do carcinogênese, normalmente, ocorre de forma demorada, podendo levar vários anos, quer dizer, o tempo para que uma célula cancerosa cresça e produza um tumor notório. O crescimento de um câncer de mama resulta de um processo continuo que produza um tumor visível, dispondo dos seguintes estágios: iniciação, promoção e progressão (SMELTZER et. al., 2009). 
O ser humano está submetido a inúmeros aspectos carcinogênicos, com segmentos aditivos ou multiplicativos. Acredita-se que a disposição individual tem uma função determinante no resultado final, entretanto não é possível determinar em que grau ela predomina na relação entre a dose e o tempo de desenvolvimento ao carcinógeno e a resposta especifica ao progresso. Ainda que a exposição do carcinógenos, as células padecem no procedimento de mutação espontânea, que não modificam o aumento normal da população celular em geral (INCA, 2002).
Figura 3: Fisiopatologia
Fonte: www.google.com.br//oncologiamanaus.blogspot.com
3.4 Origem da Neoplasia Maligna
As neoplasias malignas ou tumores malignos manifestam um grau superior de autonomia e são capazes de alastra-se para tecidos vizinhos e provocar metástases, podendo ser resistentes ao tratamento e causar a morte do hospedeiro. No caso das neoplasias, a presença do tumor deve ser explorada no que diz respeito a seu tamanho, forma, limites, consistência, fixação aos planos superficiais e/ou profundos, características da pele que o recobre e a sua localização (D'AVILA et al., 2000).
4. ESTÁGIO DO CANCÊR
O câncer de mama pode ser investigado em quatro estágios notáveis, variando de I a IV em ordem crescente de gravidade, sendo o primeiro estágio correspondente aos tumores ainda encontrados, e o último aos tumores que já alcançaram outros tecidos devidos a ocorrência de metástase (ABREU; KOIFMAN, 2002; NUNES, 2008; THULER; MENDONÇA, 2005).
No estágio 0, encontram-se os tipos de câncer que ainda não se tornaram invasivos, ou seja, as células cancerígenas estão reservadas apenas ás paredes dos ductos mamários ou ainda aos lóbulos, os outros tecidos vizinhos ainda não foram acometidos. É o Carcinoma in situ cuja possibilidade de cura é extremamente alta (ARRUDA, 2006; NUNES, 2008).
O estágio I é quando o câncer de mama ainda está precoce, é invasivo, com tamanho inferior a dois centímetros de diâmetro, e continua localizado na região inicial, sem evidencias de infiltração para os outros tecidos da mama ou de invasão nos linfonodos ou glândulas linfáticas das axilas e nem outros locais do corpo (ARRUDA, 2006; NUNES, 2008)
O estágio II, é dividido em subclasses, sendo o IIa aqueles com o diâmetro inferior a dois centímetros, porem se diferencia do anterior devido á infiltração nos linfonodos abaixo do braço, nas axilas, nas proximidades da mama afetada ou quando o tumor apresenta entre dois e cinco centímetros de diâmetro, não apresentando espalhamento para os linfonodos. E por último também é considerado estágio IIa quando não há evidencias de câncer de mama contudoexiste câncer nos linfonodos axilares. O estágio IIb corresponde a situações em que o tumor apresenta tamanho entre dois e cinco centímetros de diâmetro, com infiltração dos linfonodos. Ou aqueles que apresentam diâmetro maior do que cinco centímetros e ainda não está nos tecidos externos á mama (ARRUDA, 2006; NUNES, 2008). 
Em seguida, existe o estágio III, também com divisão em subclasses. O estágio IIIa corresponde a situações em que o tumor é menor do que cinco centímetros com presença de infiltração para as glândulas axilares, e/ou através das mesmas para outro tecido, onde ficam ligados pás estruturas vizinhas. O III b é encontrado quando o tumor apresenta caráter inflamatório, devido à infiltração doas células cancerígenas através dos tecidos componentes da parede torácica da mulher. Não atinge outros órgãos do corpo, porem existe a possibilidade de atingir ou não os linfonodos próximos a mama afetada. Já no caso de ocasiões com estágio IIIc características de tumores de tamanhos variados que não se disseminou para outras regiões do corpo, contudo, que pode ou não ter alcançado os linfonodos e outros tecidos nas proximidades da mama (ARRUDA, 2006; NUNES, 2008).
E em último lugar, porém não menos importante, encontra-se o estadiamento, cuja metástase está evidente, ou seja, existe a disseminação do câncer para tecidos externos á mama, e para outros órgãos do corpo como, por exemplo, ossos e fígado que adquirem o câncer secundário (ARRUDA, 2006; NUNES, 2008).
Tabela 1: Estágios do Câncer
	Estadiamento
	T
	N M
	Estádio 0
	Tis
	N0 M0
	Estádio I
Estádio II A
Estádio II B
Estádio III A
Estádio III B
Estádio IV 
	T1
T0
T1
T2
T2
T3
T0
T1
T2
T3
T4
Qualquer T
Qualquer T
	N0 M0
N1 M0
N1 M0
N0 M0
N1 M0
N0 M0
N2 M0
N2 M0
N2 M0
N1, N2 M0
Qualquer N M0
N3 M0
Qualquer N M1
Fonte: União Internacional Contra o Câncer (2002)
4.1 Sinais e sintomas do câncer de mama
Os sinais e sintomas do CM incluem: 
Nódulos de vários tipos ou tamanhos que evoluem lentamente; 
Retração da pele ou do mamilo; 
Alteração da forma, tamanho, cor ou simetria; 
Pele enrugada devido infiltração por edema; 
Presença de secreção papilar purulenta ou sanguinolenta; 
Lesões, gânglios axilares infartados e dor que geralmente ocorre quando o estágio está avançado (INCA, 2015). 
Figura 4: Sinais e sintomas do câncer de mama 
Fonte: www.google.com.br//lutacontraocancer-elianefranco.blogspot.com
Figura 5: Sinais e sintomas do câncer de mama 2
 Fonte: http://www.ebah.com.br
4.2 Fatores de riscos
Conforme o Instituto Nacional do Câncer (2015), os relevantes fatores de risco são: 
Comportamentais/ambientais: Obesidade e sobrepeso quando ocorre após a menopausa; Hábitos sedentários; Uso abusivo de bebida alcoólica; Tabagismo; Exposição constante a radiações ionizantes (raios X, mamografia e tomografia). 
Histórico reprodutivo/hormonais: Primeira menstruação (menarca) antes de 12 anos; sem filhos; primeira gravidez depois os 30 anos; não ter amamentado; Menopausa após os 55 anos; Uso de anticoncepcionais orais em longo prazo; Reposição hormonal pós-menopausa, em especial por mais de cinco anos. 
Hereditários/genéticos: História familiar de câncer de ovário; diversos casos de câncer de mama, de preferência antes dos 50 anos; Câncer de mama em homens. 
4.3 Detecção Precoce do Câncer de Mama (Auto- exame das mamas).
  
Segundo Machado (2009) o AEM não caminha se mostrando efetivo em minimizar a mortalidade nos planos de detecção precoce quando utilizados de forma isolada. Porém o mesmo auxilia a mulher a conhecer mais ainda o seu corpo e identificar possíveis mudanças. 
A prática do AEM tem como alvo a detecção precocemente do câncer de mama e compete ao enfermeiro que desempenhar essa prática para seja estimulada sempre, fazendo assim, com que a mulher conheça melhor seu corpo e tenha hábitos de fazer o auto-exame, tendo em vista este um dos métodos básicos na detecção precoce do câncer de mama (MACHADO, 2009). 
Figura 6: Autoexame das mamas
Fonte: http://aia5.adam.com
4.4 Exame Clínico das Mamas 
  
O ECM é um procedimento realizado por um médico ou enfermeiro treinado para esta atuação. No exame podem ser encontradas mudanças na mama e, se for apontado, serão realizados exames complementares com objetivo de detectar anomalias na mama ou avaliar sintomas relatados pela mulher durante a consulta e assim detectar o câncer da mama palpável num estágio precoce (BRASIL, 2007). 
Da mesma maneira que, deve atentar aos seguintes passos para realizá-lo adequadamente: a inspeção, palpação e o registro dos achados (BRASIL, 2004a). 
Esses exames são feitos de maneira periódica quando á suspeita são eles: Auto-exame, exame clínico, exame de sangue, mamografia, ultrassonografia, ressonância e biopsia.
O tumor ao ser descoberto em sua fase inicial tem mais chances de ser analisada e buscar a cura. Sendo assim, é necessário que as mulheres estejam observando à saúde das mamas e marquem consulta com o ginecologista ou mastologista periodicamente para os exames rotineiros para prevenção. O componente atingido especifica o local da anatômica da amostra da biópsia, á mama esquerda ou direita, consegue expor e envolver mais detalhes. 
Figura 7: Exame Clínico das Mamas 1 Figura 8: Exame Clínico das Mamas 2
 
Fonte: http://www.ebah.com.br Fonte: http://redetelemedicina.com.br
 
4.5 Papel do enfermeiro na prevenção do câncer de mama 
Um papel importante o enfermeiro atua na detecção precoce do câncer de mama. O atendimento prestado às mulheres é recomendado ser executado por profissionais qualificados e com responsabilidades legais próprios a função da enfermagem do qual a meta é a promoção, manutenção e recuperação da saúde. A educação em saúde é um item importante na prevenção do câncer de mama, pois faz o indivíduo responsabilizar-se pela manutenção de sua saúde (MARTINS et al., 2009).
O desempenho do enfermeiro para referir-se com o câncer de mama auxilia no cuidado primário, secundário e na área hospitalar, já que nas UBS’s pública e nas visitas á domicílio é importante o contato dos pacientes com os profissionais, para a avaliação de princípios evidentes da qualidade de vida das pessoas que visitam ou as que são visitadas.
O enfermeiro deve atuar na atenção básica á saúde em relação ao câncer de mama, precisa ser feita de maneira interdisciplinar, e abrange informações sobre formas de detecção da doença precoce, mostrar á importância da atividade física, males causados por uso abusivo de bebidas alcoólicas e fumo, principais em tratamentos das mesmas, entre outras com o intuito de promover a saúde das pessoas e prevenir o câncer e outras doenças. Contudo o enfermeiro pode ajudar as mulheres com câncer dentro da área de abrangência na orientação sobre os horários e as maneiras de manejo dos medicamentos e também até mesmo na supervisão dos exames periódicos indicados durante o tratamento. Dessa maneira, a responsabilidade do profissional em questão da promoção, prevenção e recuperação da saúde da população, individual, coletiva ou comunitária, tornando-se fundamental sua preparação nos procedimentos na área assistencial da saúde, administrativa e gerencial (ANDRADE; VIEIRA, 2005; GALVÃO; SAWADA; ROSSI, 2002; MORAES; VICTOR, 2004; ROCHA; ALMEIDA, 2000). 
É importante enfatizar que a atuação do enfermeiro dentro da equipe multiprofissional, é um dos agentes de educação para a saúde, com o alvo na integração em favor da promoçãoda saúde do paciente da família, grupos sociais e da comunidade, a sua ação é recomendado que seja integral e participativa, na sua rotina de trabalho, precisa estar sempre voltado para o desenvolvimento de ações de saúde e práticas educativas nessa seqüência de prevenir o câncer. 
Á vista disso, o enfermeiro precisa estar capacitado em teoria e prática para auxiliar também sobre as alternativas de tratamento e sintomas, assim como as deficiências emocionais e para cuidar, como realizar curativos, auxiliar com drenos, entre outros. É importante lembrar que o enfermeiro precisa ser cuidado. Nota-se que as chances de cura para pacientes já em estado avançado do câncer são mínimas, o profissional de enfermagem necessita de preparação emocional considerável para suportar e atender ao sofrimento do paciente e dos familiares, como a dificuldade das mulheres em suportar com a mastectómica, que atinge sua feminilidade, sensualidade e maternidade, tão importantes para toda mulher (ALMEIDA et al., 2001; BERGAMASCO; ANGELO, 2001; LOPES; MACEDO; LOPES, 1997; QUINTANA et al., 1999).
Na ESF, as ações desejam que a população tanto a nível individual quanto coletivo, previsto no programa da saúde da mulher, diretamente indicado com o tema exibido no trabalho (ALMEIDA; MISHIMA, 2001; LINARD; AMORIM; MACHADO, 2003; RIBEIRO, 2004).
“A humanização dos serviços de saúde principalmente da enfermagem, se define como um processo continuo e dependente de uma analise diária da equipe sobre o cuidado” (MARIUTTI; ALMEIDA; PANOBIANCO, 2007, p. 6). “O dever da equipe de enfermagem em buscar vínculos e estabelecer relações próximas com o sofrimento do outro permite um processo de transferência entre o usuário e o profissional, marcando na construção da autonomia deste” (RIZZOTTO, 2002, p. 196).
À medida que o INCA (BRASIL, 2006B), a proposta de cuidados da enfermagem considera-se o “acolhimento” como uma postura ética, que inclua o paciente como protagonista em seu andamento terapêutico, considerando sua cultura, seus valores e sua capacidade de avaliar riscos. Tomando em entendimento o cenário oncológico, a equipe de enfermagem é importante enquanto equipe de referência na cautela diária responsável e gestora desse processo.
Com tal característica, podemos considerar que a humanização da assistência nesta situação deduz o cuidado com a realização pessoal e profissional de enfermagem. “Deve existir um projeto coletivo, em que toda organização se reconheça e se valorize, resgatando as relações entre profissional da saúde e usuários, entre os próprios profissionais, entre esses profissionais e a instituição e entre a instituição e a comunidade” (COLLET; ROZENDO, 2003, p.189).
Tendo em conta o câncer uma doença de alta incidência, uma questão de saúde pública, é evidente que sua abordagem seja necessária e uma das prioridades dos profissionais, autoridades de saúde ou mesmo da população. 
O alto custo do rastreamento mamográfico é um obstáculo relativo para o crescimento da mortalidade por câncer de mama. Por essa razão, o auto-exame das mamas é tão importante nas famílias de baixa renda e, a orientação que é dada sobre a freqüência e forma correta de realizá-lo (WÚNSCH FILHO; MONCAU, 2002; SCLOWTTZ et al., 2005).
No tratamento, a atuação do enfermeiro pode surgir no pré-operatório e do mesmo modo no pós-operatório, acompanhando a evolução do paciente desde o início quando se obtêm o diagnóstico, até o final do tratamento quando é indicada a remoção da mama.
Neste caso, no pré-operatório, o enfermeiro pode auxiliar a mulher e á família a suportar a doença, quais os possíveis tratamentos, como cuidar de seu próprio corpo, quais os hábitos que serão mudados para melhorar a qualidade de vida, são algumas ações sugeridas (GOMES; SKABA; VIEIRA, 2002; GUTIERREZ et al., 2007).
Os tratamentos que se limita na remoção da mama, a radioterapia e a quimioterapia são os mais sérios.
O papel do profissional de enfermagem nota por um acompanhamento próximo com a finalidade de dar as informações que a paciente necessita neste momento, estimulá-la a fazer suas atividades normais e enfrentar o problema. 
E continua a acompanhar pós-tratamento a fim de evitar a reincidência (VIEIRA; LOPES; SKIMO, 2007) Camargo et al. Mostram a amplitude das ações do enfermeiro (2007, p. 5):
O enfermeiro poderá sua atuação nos diversos níveis de atenção a saúde, desempenhando ações de coordenação e de execução, que incluem a assistência de enfermagem, educação comunitária e profissional, envolvendo-se na investigação cientifica de problemas de enfermagem, cooperando com pesquisas na seqüência de favorecer a promoção e recuperação da saúde, para aperfeiçoar seu trabalho de prevenção, promoção e proteção na saúde da mulher, a equipe multidisciplinar terá que considerar a área de atuação, fatores sócio econômico, cultural e religioso, e apoiando no desenvolvimento da cidadania.
No decorrer do tratamento quimioterápico, as reações adversas aparecem na queda do cabelo, o inchaço e a fadiga podem ser alvo de bases dos profissionais de enfermagem, como usar medicamentos que amenizem as conseqüências físicas, como o uso de anti-eméticos para conter náuseas, vômitos e estomatites durante o período de aplicação, ou ainda se beneficiar de terapias não farmacológicas para melhorar a qualidade de vida física e psicológica dessa paciente (CAMARGO; SOUZA, 2003; RÉGIS; SIMÕES, 2005).
Ser capaz de realizar todas essas ações é imprescindível a capacitação de comunicação técnica, popular, com clareza e compreensível, o diálogo estabelecido entre o profissional e o assistido, assim como a habilidade de audição e interpretação. E que suas ações demonstrem a preocupação e respeito com a paciente e o seu bem estar (BARBOSA; TEIXEIRA; PEREIRA, 2007).
Todas essas práticas do enfermeiro podem ser implantadas a partir da consulta de enfermagem, que consiste em uma prática assistencial moderna. Esta atividade é defendida por legislação brasileira, encontrada como “atividade privativa do enfermeiro, na lei do exercício profissional n°. 7.498/86, no seu art. 11, inciso I, alínea i, e vem sendo efetiva na prática por enfermeiros que nela acreditam” (SILVA, 1998). Na ESF, a consulta de enfermagem contribui para a assistência integral a mulher (BARBOSA; TEIXEIRA; PEREIRA, 2007).
Outra direção do trabalho do enfermeiro é a compreensão que se dá aos familiares, cuidadores, ou outras pessoas que estão em volta dessas pacientes, para auxiliar dos cuidados e apoio. Constantemente, as relações entre a paciente e os filhos, pais, cônjuges e ou cuidadores se alteram. Logo, o amparo de um bom relacionamento entre eles colabora de forma positiva para o tratamento, a recuperação e o bem-estar da paciente (CAMARGO; SOUZA, 2003; RÉGIS; SIMÕES, 2005; VIEIRA; LOPES; SHIMO, 2007).
No cumprimento dessas tarefas citadas, é necessário que o enfermeiro seja tecnicamente capacitado, em vista disso é preciso que o governo se dedique em programas de reciclagem do profissional, cursos de atualização e aperfeiçoamento. Aos cursos sugeridos, é primordial que o assunto de mulheres com câncer de mama seja exposto com maior destaque e freqüência, realizando um questionamento amplo do problema. A virtude do indivíduo não deve ser ignorada, pois é uma forma reconhecida de base aos pacientes com a doença crônica (ALCÂNTRA; MALVEIRA; BEQUE, 2004; RÉGIS; SIMÕES, 2005; CAMARGO; SOUZA, 2003).
Calculamos que um grande número de atividades que o enfermeiro da ESF desenvolve dentro do Programa de Saúde da Mulher na promoção á saúde, prevenção e detecção precocemente do câncer de mama, semelhante ao auxilio no tratamento. Esta assistência pode restabelecer a qualidade de vida das mulheres com câncer, de forma integral voltada as atitudes cautelosas o enfermeiro atuando no seu papel tratamento de câncer de mama. 
Apresentando-se a equipe da atenção básica, que é encarregada em orientar e direcionar os pacientes quanto às maneiras de prevenção e detecção precoce da doença, que dentre as práticas de promoção e prevençãodo câncer de mama, prestadas pelo enfermeiro, apontam: o exame clínico, orientações sinalizadas ao encaminhamento de exames necessários e auto-exame da mama. Ao desempenhar de ações educativas a enfermagem agrega-se diretamente com programas e campanhas, para prevenção e controle, contendo disposição própria do enfermeiro, compete à equipe de profissional da saúde, trabalhar em todos os níveis de cuidados, sejam primários, secundários ou terciários, comprometidos no processo de saúde-doença do câncer de mama.
O enfermeiro encarrega-se de um papel importante na educação em saúde dos pacientes sobre as opiniões de rastreio do câncer de mama, dispondo da incumbência de detectar as anormalidades por intermédio do acolhimento, no decorrer das consultas na atenção à saúde da mulher.
Para Maria et al.,2012 o enfermeiro como um profissional educador em saúde, tem que ter a obrigação desde a sua graduação, estar apto tanto de conhecimentos teóricos quanto de habilidades práticas necessárias a sua formação.
4.6 Tratamentos
4.6.1 Quimioterapia
O tratamento minucioso, que inicia a quimioterapia com agentes citotóxicos, hormonioterapia e a terapia que mostra o alvo específico, dispõe do modo de prevenção contra a repetição da doença à distância através da dissolução de possíveis micrometastases ocultas. 
O tratamento sistêmico preenche o tratamento local, passando á ser o maior responsável pelo caimento na mortalidade e o acréscimo nas chances de cura dessas 64 doenças. Conseqüentemente, a escolha do melhor método e prosseguimento terapêutica a ser seguida depende de qual estágio da doença o paciente foi diagnosticado e dos fatores de prognósticos e preditivos de resposta terapêutica do tumor (LOPES; CHAMMAS; IYEYASU, 2013).
Figura 9: Quimioterapia
Fonte: www.connecttoresearch.org
4.6.2 Radioterapia
A radioterapia tem como objetivo impossibilitar o crescimento e a clonagem das células malignas. No caso dessas células malignas se aumentarem mais rápido, muitas será capaz de se dividir, o que às transformam em mais vulneráveis aos efeitos da radioterapia, alcançando desse modo indícios terapêuticos positivo.
 Poderá aplicar após a cirurgia, com a finalidade de eliminar células residuais antes, da cirurgia com o objetivo de diminuir o tamanho do tumor (LORENCETTI; SIMONETTI, 2005; INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, 2008). 
Como a radiação interfere no DNA, os cromossomos e a membrana plasmática das células, este dano é informado na divisão, o que provoca um acúmulo de modificações levando à morte celular ou diminuindo o ritmo de produção (MARQUES; SILVA; AMARAL, 2011). 
Sob outra perspectiva, a radioterapia pode danificar tecidos normais, causando os efeitos colaterais conforme a característica do tumor do indivíduo e da quantidade de radiação empregada (LORENCETTI; SIMONETTI, 2005; INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, 2008). 
Figura 10: Radioterapia
Fonte: www.casadamama.com
4.6.3 Tratamento Nutricional
A tendência de ganhar peso que muitas mulheres têm ao iniciar o tratamento adjuvante para o câncer de mama pode apontar, envolvendo de uma forma a mais de preocupação. A presença de aversões alimentares são complicações sucessivas encontradas nestas pacientes, e podem de alguma forma, afetar na qualidade de vida (GIGLIO, 2001; VERDE et al., 2009)
Segundo Andrade (2009), a maioria dos pacientes oncológicos sofre com a perda exagerada de peso, causando uma piora geral do paciente e podendo provocar, a caquexia levando a uma intolerância com relação à terapia e um risco maior de aparecimento dos efeitos adversos.
Figura 11: Tratamento Nutricional
Fonte: LARGENT (2010).
Nota-se que os grandes efeitos colaterais do tratamento em pacientes oncológicos (radioterapia, quimioterapia, cirurgia e imunoterapia) permanecem relacionados com algum distúrbio gastrointestinal, com importância na perda da ingestão de alimentos e adicional perda de peso.
As mudanças no corpo físico associadas com o câncer, à localização do tumor e o tratamento oncológico é capaz de resultar na desnutrição. A presença e a gravidade da desnutrição estão comparadas com o estádio do tumor.
 
5. ESTATÍSTICAS DE CASOS 
O câncer de mama ataca homens, sendo mais raro e o número menor de pacientes, apenas 1% do total de casos da doença. À medida que os dados da Agência Internacional para a pesquisa do câncer, o tumor de mama é o tipo de câncer mais constante e ainda é os que levam mais mulheres a morte em todo o mundo.
Ao tratar-se da mama esse é o segundo tipo de tumor maligno mais inesperado entre as brasileiras, em seguida apenas do câncer de pele não melanoma. 
A doença não desenvolve sintomas em sua fase inicial, sendo tão difícil detectá-la de maneira precoce. Nota-se que quanto antes for identificado, maior são as taxas de conquista no tratamento.
Para se precaver, é importante que as mulheres façam o auto-exame e, entre os 50 e 69 anos, façam a mamografia a cada dois anos, segundo a recomendação do Inca e do Ministério da Saúde. 
A Sociedade Brasileira de Mastologia recomendam que o exame de mamografia seja realizado em mulheres a partir de 40 anos e com freqüência anual. 
Após o diagnóstico a Lei 12.732 de 2012 prevê que o tratamento contra o câncer no Sistema Único de Saúde (SUS) deve começar em até 60 dias. Essa determinação vale para todos os tipos de câncer, incluindo o câncer de mama. 
Aponta que quatro anos após a criação da lei, o quadro ainda não corresponde o prazo. Segundo o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, o tempo médio de espera para uma radioterapia no Brasil, por exemplo, é de 120 dias.
 
Pacientes com Câncer de Mama
Figura 12: Estatísticas de casos de pacientes com câncer de mama
Fonte: www.inca.com.br
Estatísticas apontam o crescimento da sua existência tanto quanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento, percebe-se vários tipos de câncer de mama, e na maior parte dos casos tem bom prognóstico, mas alguns evoluem de forma rápida, outros nem tanto.
Múltiplos fatores estão envolvidos na etiologia do câncer de mama: idade da primeira menstruação menor do que 12 anos; menopausa após os 55 anos; mulheres que nunca engravidaram ou nunca tiveram filhos (nuliparidade); primeira gravidez após os 30 anos; uso de alguns anticoncepcionais e terapia de reposição hormonal (TRH) na menopausa, especialmente se por tempo prolongado; exposição à radiação ionizante; consumo de bebidas alcoólicas; dietas hipercalóricas; sedentarismo; e predisposição genética (pelas mutações em determinados genes transmitidos na herança genética familiar - principalmente por dois genes de alto risco, BRCA1 e BRCA2) (AMERICAN CANCER SOCIETY, 2017a; INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA, 2017b; STEWART; WILD, 2014).
Estimativa de novos casos: 59.700 (2018 - INCA)
Número de mortes: 14.388
Homens: 181
Mulheres: 14.206
Figura 13: Mortalidade de câncer de mama
 Fonte: www.inca.com.br
Esse tipo de câncer, o câncer de mama é o primeiro mais destacado nas mulheres das Regiões: Sul (73,07/100 mil), Sudeste (69,50/100 mil), Centro-Oeste (51,96/100 mil) e Nordeste (40,36/100 mil). Na Região Norte, é o segundo tumor mais incidente (19,21/100 mil).
Figura 14: Estimativa de casos por regiões de câncer de mama
 Fonte: www.inca.com.br
O Ministério da Saúde, por meio da publicação "Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil", propõe a identificação da doença em estágios iniciais por intermédio das estratégias de detecção precoce, pautadas nas ações de rastreamento e diagnóstico precoce. A mamografia bienal para as mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos é a estratégia de rastreio indicada, enquanto o diagnóstico precoce é formado pelo tripé: população alerta para os sinais e sintomas suspeitos; profissionais de saúde capacitados para avaliar os casos suspeitos; e sistemas e serviços de saúde preparadospara garantir a confirmação diagnóstica oportuna e com qualidade (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA, 2015).
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante das referências pesquisadas, verificamos o quanto é fundamental estar colocando em destaque à prevenção na ESF na educação das mulheres para estar fazendo os exames periódicos que possibilitam ter o diagnóstico precocemente do câncer de mama, esse tipo de doença está relacionada com a morte de várias mulheres que não priorizam a saúde ginecológica e passam a deixar de lado o cuidado de rotina.
Conseqüentemente ao falar da prevenção secundária também deve ser considerada posteriormente, ao ser detectado o câncer de mama ainda precoce tendo o objetivo de estar iniciando o tratamento logo que obtém o diagnóstico e evitando assim que haja infiltração das células cancerígenas nos tecidos sadios, entrando assim nos fatores de risco.
Esses fatores que podem ser controlados normalmente se comparam com adoção de uma nova qualidade de vida, é evidente que não consegue a garantia entre esses hábitos saudáveis de vida, possa evitar a aparição de câncer ou alguma outra doença, mas é fundamental e também a única forma de tentar a prevenção ou até mesmo o adiamento da doença. Aplicando uma estratégia de prevenção da saúde da família ao realizar o acompanhamento dos pacientes mediante ao período de tratamento e após ele tendo uma base adequada.
Ao analisar todo o contexto de revisão nota-se que antineoplásicos são usados no tratamento quimioterapia provocando reações adversas e não desejável em quem recebe durante o tratamento oferecido. Em todas as fases da doença as alterações na situação ponderal ocorrem fazendo ganhar peso e tendo reflexo direto no aumento do IMC.
A equipe de enfermagem no que lhe diz respeito, é capaz de, no decorrer do acompanhamento em consultas, passar informações adequadas para encorajamento de uma alimentação saudável, da prática de atividade física, do aleitamento materno restrito até os 6 meses, do auto-exame para conhecimento do corpo, do exame clínico com freqüência e dos exames de ultrassonografia e mamografia, quando necessários.
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