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Metodologia da 
Pesquisa Científica 
TÍTULO 
METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
Copyright © 2017 by Júlio Martins 
O direito moral do autor foi assegurado. 
Todos os direitos reservados. 
Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida, ou transmitida por qualquer forma ou meio 
Eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópia, gravação ou sistema de armazenagem 
e recuperação de informação, sem a permissão escrita do autor. 
A reprodução sem a devida autorização constitui pirataria. 
APRESENTAÇÃO 
Atualmente, as instituições de ensino superior no Brasil para conceder aos seus alunos 
os título de bacharel, licenciado, especialista, mestre, doutor ou pós-doutor devem criar con- 
dições e exigir dos alunos que desenvolvam trabalhos voltados para a pesquisa científica, 
devendo o tema ser escolhido entre as matérias que tiveram nos cursos ou correlato às mes- 
mas. Também é necessário que o tema seja do interesse da área analisada e/ou importante 
do ponto de vista social. 
O objetivo dessa exigência está relacionado à tentativa de desenvolver nos alunos a aná- 
lise crítica e reflexiva sobre o mundo que o cerca, permitindo a ele detectar problemas que 
o afligem e aos demais indivíduos, dotando-o de ferramentas capazes de promover medidas 
que o ajudem a solucioná-los. 
Dessa forma, este trabalho procura fornecer as ferramentas necessárias para que o aluno 
possa conhecer melhor o que é um trabalho científico e quais os instrumentos disponíveis 
para realizá-lo, justificando a sua necessidade e importância, principalmente diante da difi- 
culdade que eles apresentam de realizar esse tipo de trabalho. É muito comum os alunos, no 
final do curso superior, ficarem perdidos em relação à apresentação de artigo, de monografias 
e de relatório de estágio por não terem tido ou por não terem valorizado durante o curso a 
matéria de Metodologia Científica, desconhecendo as normas básicas para a elaboração de 
textos científicos. 
Não é pretensão esgotar o assunto nessa apostila, mas abordar as principais normas 
para a produção científica para alunos dos cursos de graduação e de pós-graduação, 
fornecendo uma melhor compreensão sobre a natureza e objetivos do trabalho científico, 
almejando contribuir para a melhoria dos conhecimentos dos alunos e da qualidade das suas 
produções. 
Júlio Martins 
APRESENTAÇÃO
 
S
U
M
Á
R
I
O
 
 
SUMÁRIO 
INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 6 
UNIDADE I - CIÊNCIA E CONHECIMENTO . ............................................................... 7 
1.1. CONHECIMENTO CIENTÍFICO. . ............................................................................................ 7 
1.1.1. A ciência. .................................................................................................................................. 8 
1.1.2. Trabalho científico. . .................................................................................................................. 9 
TESTE DE CONHECIMENTOS. ...................................................................................................... 10 
UNIDADE II – A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS. . .................................. 13 
2.1. MÉTODOS DE PESQUISA. ....................................................................................................... 14 
2.1.1. Métodos de pesquisa de abordagem. . .................................................................................... 15 
2.1.1.1. Método dedutivo. .................................................................................................................. 15 
2.1.1.2. Método Indutivo. ................................................................................................................... 15 
2.1.1.3. Método hipotético-dedutivo................................................................................................... 16 
2.1.1.4. Método dialético. . ................................................................................................................. 16 
2.1.1.5. Método fenomenológico. ...................................................................................................... 17 
2.1.2. Métodos de pesquisa em relação aos procedimentos técnicos adotados. . ............................ 17 
2.1.2.1. Método histórico. . ................................................................................................................. 18 
2.1.2.2. Método comparativo. . ........................................................................................................... 18 
2.1.2.3. Estudo de caso. . .................................................................................................................. 18 
2.1.2.4. Método estatístico (método monográfico). . .......................................................................... 19 
2.2. TIPOS DE PESQUISA. . ............................................................................................................. 19 
2.2.1. Tipos de pesquisa quanto à natureza. . ................................................................................... 20 
2.2.1.1. Pura (básica). ....................................................................................................................... 20 
2.2.1.2. Aplicada. . ............................................................................................................................. 20 
2.2.2. Tipos de pesquisa quanto à forma de abordagem do problema. . ........................................... 21 
2.2.2.1. Pesquisa quantitativa. . ......................................................................................................... 22 
2.2.2.2. Pesquisa qualitativa. . ........................................................................................................... 22 
2.2.3. Tipos de pesquisa em relação ao objetivo geral...................................................................... 23 
2.2.3.1. Pesquisa exploratória. . ......................................................................................................... 23 
2.2.3.2. Pesquisa descritiva. . ............................................................................................................ 25 
2.2.3.3. Pesquisa explicativa ou analítica. . ....................................................................................... 26 
2.2.4. Tipos de pesquisa quanto aos procedimentos técnicos para coleta de dados (para elaborar 
fonte de dados). ................................................................................................................................. 27 
2.2.4.1. Pesquisa bibliográfica. . ........................................................................................................ 27 
2.2.4.2. Pesquisa documental. . ......................................................................................................... 28 
2.2.4.3. Pesquisa empírica ou experimental. . ................................................................................... 28 
2.2.4.4. Pesquisa de levantamento. .................................................................................................. 29 
2.2.4.5. Pesquisa de campo. . ............................................................................................................ 29 
2.2.4.6. Estudo de caso. . .................................................................................................................. 30 
2.2.4.7. Pesquisa-ação. . ................................................................................................................... 30 
2.2.4.8. Pesquisa ex-post facto. ........................................................................................................ 31 
2.2.4.9. Estudo de coorte. . ................................................................................................................31 
2.2.4.10. Pesquisa participante. ........................................................................................................ 31 
2.2.4.11. Pesquisa laboratorial. . ........................................................................................................ 32 
TESTE DE CONHECIMENTOS. ....................................................................................................... 32 
APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
SUMÁRIO 
UNIDADE III – O PROJETO OU PLANO DE PESQUISA. .............................................. 41 
3.1. Etapas obrigatórias do projeto/plano de pesquisa . ........................................................................42 
3.1.1. Tema da pesquisa. ......................................................................................................................42 
3.1.2. Problema.....................................................................................................................................43 
3.1.3. Hipóteses ....................................................................................................................................44 
3.1.4. Objetivos .....................................................................................................................................45 
3.1.5. Justificativa .................................................................................................................................46 
3.1.6. Referencial teórico . ....................................................................................................................48 
3.1.7. Procedimentos metodológicos ....................................................................................................49 
3.1.8. Cronograma de atividades . .........................................................................................................51 
3.1.9. Referências .................................................................................................................................52 
3.2. Etapas do projeto/plano de pesquisa que dependem do tipo de projeto adotado . ........................52 
3.2.1. Público-alvo.................................................................................................................................52 
3.2.2. Responsáveis pela execução do projeto . ...................................................................................52 
3.2.3. Local de realização. ....................................................................................................................53 
3.2.4. Local de implantação . .................................................................................................................54 
3.2.5. Plano de ação . ...........................................................................................................................54 
3.2.6. Recursos utilizados . ...................................................................................................................54 
TESTE DE CONHECIMENTOS . ..........................................................................................................55 
UNIDADE IV – TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO . .......................................... 61 
4.1. Elaboração do artigo científico . ......................................................................................................63 
4.1.1. Normas básicas para elaboração do artigo científico .................................................................64 
4.2. Estrutura do artigo científico . .........................................................................................................65 
4.2.1. Título . ..........................................................................................................................................66 
4.2.2. Identificação do(s) autor (es) e mini currículo . ............................................................................66 
4.2.3. Resumo/Abstract e palavras-chave . ..........................................................................................66 
4.2.4. Introdução ...................................................................................................................................67 
4.2.5. Desenvolvimento . .......................................................................................................................67 
4.2.6. Discussões e resultados . ............................................................................................................68 
4.2.7. Conclusão e/ou recomendações .................................................................................................68 
4.2.8. Referências bibliográficas . ..........................................................................................................69 
4.3. Representação gráfica do artigo científico . ....................................................................................69 
4.3.1. Capa . ..........................................................................................................................................69 
4.3.2. Lombada .....................................................................................................................................70 
4.3.3. Folha de rosto . ...........................................................................................................................71 
4.3.4. Folha de aprovação . ...................................................................................................................72 
4.3.5. Resumo e palavras-chave na língua vernácula e estrangeira . ...................................................74 
4.3.6. Introdução ...................................................................................................................................75 
4.3.7. Desenvolvimento . .......................................................................................................................75 
4.3.8. Discussões e resultados. . ..........................................................................................................76
 
4.3.9. Conclusões ou considerações finais...........................................................................................76 
4.3.10. Referências...............................................................................................................................77 
4.3.11. Anexos.......................................................................................................................................77 
4.4. Formatação do trabalho científico..........................................................................................................78 
4.4.1. Normas gerais para formatação de trabalhos científicos.............................................................78 
APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
SUMÁRIO 
4.4.2. Citações . ............................................................................................................................... 
4.4.2.1. Citações diretas . ................................................................................................................ 
4.4.2.2. Citações indiretas . .............................................................................................................. 
4.4.2.3. Várias citações de um mesmo autor . ................................................................................. 
4.4.2.4. Citações de trabalho de dois ou três autores ...................................................................... 
4.4.2.5. Citações com mais de três autores ..................................................................................... 
4.4.2.6. Citação de documentos cujo autor é uma entidade coletiva . ............................................. 
4.4.2.7. Citação de documentos de autoria de órgãosda administração pública direta . ................ 
4.4.2.8. Citação de citação . ............................................................................................................. 
4.4.2.9. Suprimir parte de uma citação . .......................................................................................... 
4.4.2.10. Sistema de chamada de citação . ..................................................................................... 
4.4.2.10.1. Sistema numérico . ........................................................................................................ 
4.4.2.10.2. Sistema alfabético . ........................................................................................................ 
4.4.3. Referências bibliográficas . .................................................................................................... 
4.4.3.1. Citação de livro completo . .................................................................................................. 
4.4.3.2. Citação de capítulo de um livro . ......................................................................................... 
4.4.3.3. Citação de trabalhos acadêmicos . ..................................................................................... 
4.4.3.4. Citação de artigos em periódicos com indicação de autoria . ............................................. 
4.4.3.5. Citação de documentos jurídicos . ...................................................................................... 
4.4.3.6. Citação de documentos eletrônicos . .................................................................................. 
TESTE DE CONHECIMENTOS . ...................................................................................................... 
UNIDADE V – CUIDADOS PARA PESQUISADORES INICIANTES . ........................... 
5.1. Normas básicas de condução da redação . .............................................................................. 
5.2. Expressões latinas utilizadas em artigos . ................................................................................ 
5.3. Dicas gerais . ............................................................................................................................ 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . ....................................................................... 
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GABARITOS DOS TESTES DE CONHECIMENTO...................................................... 104 
APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
 
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METODOLOGIA 
DA PESQUISA 
CIENTÍFICA 
INTRODUÇÃO 
METODOLOGIA DA
PESQUISA CIENTÍFICA 
INTRODUÇÃO 
Está sempre sendo colocado em pauta, tanto por professores de Metodologia Científica 
como por orientadores de trabalhos acadêmicos, as dificuldades que os alunos das diversas 
áreas têm de escrever um texto, ainda mais quando se trata de texto científico que tem por
critério seguir as normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 
Quando se acrescenta que o trabalho é de conclusão de curso (artigo científico, monografia, 
dissertação, tese, etc.) e necessário para a obtenção do título desejado, as dificuldades e, 
também, reclamações dos alunos aumentam exponencialmente. 
A explicação para tanto rigor está na natureza do trabalho científico ou do relatório de 
pesquisa, o qual exige do redator a adoção de normas que são reconhecidas em todo o 
mundo e por profissionais das diversas áreas, tudo com o intuito de dar cientificidade e 
credibilidade ao texto. As normas utilizadas em trabalhos científicos fazem parte de um 
“conjunto de sinais e símbolos que compõem e complementam a linguagem da ciência”
(ABNT, 2011), padronizando e tornando-a mais fácil de ser entendida. São exemplos desse 
conjunto as normas referentes ao tamanho e tipo da fonte, margens e espaços entre linhas 
e citações bibliográficas. 
Dessa forma, podemos afirmar que as normas científicas têm por finalidade tornar a 
leitura do texto mais fácil e útil, mas, principalmente, dar credibilidade ao texto, pois os 
critérios científicos são baseados em métodos e procedimentos rigorosos, sem os quais 
perderia sua finalidade e o texto não poderia servir de referência para outros trabalhos. 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 
7 
UNIDADE I: CIÊNCIA E CONHECIMENTO 
Nesse capítulo a nossa atenção está voltada 
para analisar o conhecimento científico como 
um instrumento que nos ajuda a compreender e 
a explicar os fenômenos que ocorrem em nossa 
volta. 
Todo o conhecimento acumulado até hoje é 
resultado das experiências da ciência. À medida 
que descobrimos respostas para as indagações 
que nos inquietavam no passado, novos ques- 
tionamentos vão surgindo e novas experiências 
vão ocorrendo. Exemplo disso são os mais va- 
riados tipos de remédios que existem no merca- 
do e a cura de doenças que na década de 40 
eram fatais. Se pensarmos no desenvolvimento 
da tecnologia na automação dos processos das 
empresas e dos computadores, confirmaremos 
ainda mais a evolução do conhecimento e a ne- 
cessidade da cientificidade. 
1.1. CONHECIMENTO CIENTÍFICO. 
A primeira pergunta a responder é: Como con- 
seguimos adquirir conhecimento? Conhecer é 
adquirir um conceito novo sobre um fenômeno, 
fato ou situação, o qual pode nascer de experiên- 
cias acumuladas no nosso dia-a-dia, ou através 
da convivência com outras pessoas, ou através 
de leituras ou de outro meio qualquer. Assim, po- 
demos encontrar os seguintes tipos de conheci- 
mentos: 
I. Conhecimento empírico: é aquele que se 
origina do conhecimento vulgar ou do senso-co-
mum, através da convivência familiar e social, e 
por meio de ações não planejadas, ou seja, ao 
acaso. Além disso, a informação que se tem do 
fato/objeto ou fenômeno é impregnada das per- 
cepções do indivíduo, sendo assistemática, pois 
não existe uma formulação geral que explique 
o fenômeno, como, por exemplo, a janela está 
emperrada, mas de tanto abrir e fechá-la, desco- 
brimos que se levantarmos um pouquinho o lado 
direito ela fecha sem emperrar; 
II. Conhecimento filosófico: é resultante da ca- 
pacidade humana de raciocinar e refletir sobre 
fatos e fenômenos gerando conceitos subjetivos, 
os quais buscam dar sentido à vida e ao univer- 
so, ultrapassando os limites formais da ciência 
como, por exemplo, a frase de Shakespeare 
“Existe muito mais entre o céu e a terra do que 
a nossa vã filosofia possa imaginar”. Além disso, 
baseia-se em hipóteses que não são verificáveis 
(confirmada ou refutada) e nem observadas; 
III. Conhecimento teológico: é aquele resultante 
da crença religiosa e da fé divina, o qual é resul- 
tante da formação moral e religiosa de cada um. 
Portanto, não se tem como confirmar ou negar 
esse tipo de conhecimento. Cita-se como exem- 
plo a frase de Chico Xavier “Aqueles que ama- 
mos não morrem jamais, apenas partem antes 
de nós”. Esse tipo de conhecimento não é verifi- 
cável, mas é infalível e indiscutível por basear-se 
na fé e sistemático, pois é organizado e obra do 
Criador; 
IV. Conhecimento científico: é o conhecimento 
que tem como característicasprincipais ser racio- 
nal, objetivo, sistemático, aproximadamente exa- 
to, verificável, explicativo e falível, pois sua origem 
é baseada em métodos e técnicas científicas 
8 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
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UNIDADE I: CIÊNCIA E CONHECIMENTO 
(GALLIANO, 1979). Podemos citar como exem- 
plos o descobrimento da vacina antirrábica; o 
descobrimento do autor das Cartas Chilenas; as 
pesquisas e publicações sobre a história do des- 
cobrimento do Brasil; vacinas contra a AIDS; 
entre outras. 
1.1.1. A ciência. 
Segundo Marconi e Lakatos (2008, p. 22) a ciên- 
cia “é um conjunto de atitudes e atividades racio- 
nais, dirigidas ao sistemático conhecimento com 
objeto limitado, capaz de ser submetido à verifica- 
ção”. Portanto, segundo os autores, se um dado 
fenômeno, objeto ou fato é analisado de forma sis- 
temática, com instrumentos e técnicas conhecidas 
e aprovadas e é passível de verificação passa, 
então, a ter os requisitos necessários para fazer 
parte do universo da ciência. 
Para que possamos compreender melhor a ci- 
ência, torna-se necessário descrever algumas de 
suas características (VIANETTO, 2011): 
I. Objetividade: descrição da realidade investiga- 
da independentemente dos desejos do pesquisa- 
dor, de forma clara e precisa; 
II. Racionalidade: a razão é utilizada durante 
todo o processo de pesquisa, desde o desenho do 
estudo, a coleta dos dados, até sua análise; 
III. Sistematicidade: é o saber ordenado de for- 
ma lógica, construído através de sistema de ideias
e teorias, portanto, não há espaço para conheci- 
mentos desconexos; 
IV. Generalidade: O conhecimento gerado deve 
ser analisado sob a possibilidade de ser ou não 
aplicado a outros contextos, explicando os fenô- 
menos em diferentes situações; 
V. Verificabilidade: quando as hipóteses são exa- 
minadas através da observação e experimentação 
para serem comprovadas ou refutadas; 
VI. Falibilidade: o conhecimento não é algo 
definitivo, absoluto ou final, podendo ser 
negado ou confirmado; 
VII. Conhecimento aproximadamente exato: 
porque novas proposições podem reformular uma 
teoria já existente. 
Nesse contexto, para que seu trabalho seja acei- 
to como parte da ciência, você deverá informar o 
tema estudado, a metodologia utilizada, os resulta- 
dos que alcançou e as conclusões a que chegou. 
Além disso, o trabalho deve estar bem fundamen- 
tado, pois poderá ser contestado ou confirmado 
por outros pesquisadores. 
1.1.1. Trabalho científico. 
Em primeiro lugar, deve-se esclarecer que um 
trabalho científico deve estar em conformidade 
com as características da ciência, a fim de ser 
aceito como parte dela. Portanto, a partir dos con- 
ceitos dados, podemos caracterizar o que venha 
a ser um trabalho científico. Para ser classificado 
como científico, um trabalho depende essencial- 
mente da forma como é elaborado e do cumpri- 
mento das exigências as quais deve se submeter, 
portanto deve estar embasado no raciocínio lógico 
e ter como ponto de partida um problema levan- 
tado em relação ao tema escolhido. Assim, se- 
guindo métodos e técnicas científicas e apoiadas 
na fundamentação teórica, a pesquisa segue em 
busca de solução ou resposta para o problema 
evidenciado. 
Desse modo, reafirmamos que um trabalho 
para ser considerado científico deverá seguir o 
rigor científico e a ética intelectual, independente 
do fato de ser um artigo ou uma tese de doutora- 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 
9 
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UNIDADE I: CIÊNCIA E CONHECIMENTO 
do. Segundo Estrela e Sabino (2001), o trabalho 
científico deve ter a ciência como base, seguindo 
métodos e técnicas criteriosos na solução dos pro- 
blemas levantados. 
Cada instituição de ensino tem a liberdade de 
escolher normas específicas para a elaboração do 
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), poden- 
do, na graduação, ser um artigo científico, relatório 
de estágio, relatório de pesquisa ou monografia, o 
que vai determinar a escolha é a finalidade do tra- 
balho e o nível de conhecimento exigido do autor. 
No mestrado é exigida a dissertação e no doutora- 
do, a tese. No entanto, todas as instituições devem 
seguir as normas técnicas para a padronização de 
trabalhos científicos, determinadas pela Associa- 
ção Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e to- 
dos os trabalhos científicos devem ter um projeto 
que o norteie. 
TESTE DE CONHECIMENTO 
UNIDADE I: 
1) Entre as opções abaixo, marque a correta 
em relação à seguinte afirmativa: Conhecimento 
vulgar ou do senso-comum obtido através da con- 
vivência familiar e social e por meio de ações não 
planejadas, ou seja, ao acaso. 
a) Científico 
b) Filosófico 
c) Empírico 
d) Teológico 
e) Difuso. 
2) A Ciência é um conjunto de atitudes e ati- 
vidades racionais, dirigidas ao sistemático conhe- 
cimento com objeto limitado, capaz de ser sub- 
metido à verificação. Em relação a ela, marque a 
opção errada: 
a) Os resultados das pesquisas científicas de- 
vem estar à disposição da comunidade científica e 
de grupos interessados para que esses possam 
ser comprovados. 
b) Os instrumentos e técnicas utilizados em 
uma pesquisa devem ser apropriados ao objeto a 
ser analisado. 
c) Os instrumentos e técnicas utilizados em 
uma pesquisa devem ser do conhecimento co- 
mum ou de um grupo de pesquisadores que, nes- 
te caso, deve ser colocado à disposição para que 
possa ser testado e verificado a sua utilidade. 
d) Não há necessidade de sistematização do 
conhecimento para que possa ser gerado conhe- 
cimento científico. 
e) O conhecimento científico é resultante de 
pesquisas realizadas com instrumentos apropria- 
dos e aprovados pela comunidade científica. 
3) A Ciência possui todas as características 
abaixo, exceto: 
a) Racionalidade 
b) Objetividade 
c) Falibilidade. 
d) Certeza absoluta. 
e) Aplicabilidade 
4) Para que um método e/ou técnica seja con-
siderado científico é necessário que tenha, no 
mínimo, as seguintes características: 
a) Racional, sistemático, verificável e objetivo.
b) Sistemático, objetivo e passível de verifica- 
ção. 
10 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
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UNIDADE I: CIÊNCIA E CONHECIMENTO 
c) Objetivo, sistemático, falível e explicativo. 
d) Objetivo, sistemático, discursivo, aplicável 
e explicativo. 
e) Racional, objetivo, sistemático, verificável, 
aplicável e falível. 
5) Um trabalho só é aceito como científico se 
possuir as seguintes características, exceto: 
a) Deve seguir apenas as normas técnicas 
para padronização determinadas pela Instituição 
que oferta o curso. 
b) Deve estar de acordo com as característi- 
cas da ciência. 
c) Deve respeitar a ética intelectual. 
d) Deve seguir as normas técnicas para pa- 
dronização ditadas pela ABNT. 
e) Deve ter uma metodologia criteriosa. 
6) Complete a sentença e marque a opção 
correta: 
O trabalho científico deve estar em conformidade 
com as características do(a) , 
afim de ser aceito como parte dela. Para ser 
classificado como científico, um trabalho deve estar 
embasado no e ter 
como ponto de partida um (a) 
levantando (a) em relação ao tema escolhi- 
c) Metodologia, ciência, raciocínio lógico, 
problema, técnica, pesquisa. 
d) Raciocínio lógico, metodologia, problema, 
métodos, técnicas, teórica. 
e) Ciência, raciocínio lógico, metodologia, 
problema,métodos, teórica. 
7) Entre as opções abaixo, marque a correta 
em relação à seguinte afirmativa: Tipo de conhe- 
cimento que tem como características principais 
e necessárias: ser racional, objetivo, sistemático, 
aproximadamente exato, verificável, explicativo e 
falível. 
a) Científico 
b) Filosófico 
c) Empírico 
d) Teológico 
e) Cultural 
do. Assim, seguindo e 
científicas e apoiadas na
fundamentação , a pesquisa
segue em busca de solução ou resposta para o 
problema evidenciado. 
a) Metodologia, raciocínio lógico, metodolo- 
gia, problema, técnica, teórica. 
b) Ciência, raciocínio lógico, problema, méto- 
dos, técnicas, teórica. 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 11
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A PESQUISA E 
OS NOVOS 
CONHECIMENTOS 
UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 
Na unidade II, buscaremos responder ao seguin- 
te questionamento: o que é pesquisa? A pesquisa 
se constitui em um conjunto de ações que visam 
à descoberta de novos conhecimentos em uma 
determinada área. É um processo investigativo 
sistemático que tem por objetivo a construção do 
conhecimento (do saber – ciência), se constituindo 
em instrumento para ratificar, refutar, reproduzir, 
corroborar, ampliar e atualizar algum conhecimen- 
to pré-existente, relativo a fatos, teoremas, novas 
teorias, trabalhos de campo, experiências, proje- 
tos, entre outros. 
No ensino superior e nos cursos de pós-gradu- 
ação, a pesquisa é a base para a produção de 
conhecimento para as diversas disciplinas, con- 
tribuindo para o desenvolvimento da ciência e 
da sociedade. Assim, entre as várias disciplinas 
ou temas estudados no curso de Pedagogia, por 
exemplo, escolho a que mais gostei (Didática) ou 
a que tive maior facilidade (Educação Inclusiva) 
e vou verificar as possibilidades de realizar uma 
pesquisa, aprofundando na carga de leitura sobre 
o assunto e, assim, identificar um problema, cuja 
resposta ou solução acrescente conhecimento 
novo ou traga alguma contribuição para a área. 
No entanto, para realizar uma pesquisa é ne- 
cessário seguir um processo pré-determinado de 
investigação. Não basta ter em mente um tema e 
nele encontrar um questionamento ou problema, 
sendo necessário seguir procedimentos científicos 
(caminho padronizado) para encontrar resposta 
para esse questionamento ou problema. Além dis- 
so, é necessário avaliar a relevância do problema 
para a área pesquisada (educação, saúde, psico- 
logia, entre outros) e se trará conhecimentos no- 
vos e relevantes para a sociedade. 
Esse processo de investigação nos leva a de- 
terminar (antecipadamente) os métodos e tipos 
de pesquisa existentes e quais serão utilizados 
por nós durante a elaboração do TCC, sendo que 
é através dessa escolha que iremos atingir o ob- 
jetivo expresso no trabalho científico. Portanto, é 
muito importante conhecer e distinguir qual o tipo 
de método e de pesquisa que o objeto e o objetivo 
estabelecido por nós serão necessários para rea- 
lizar o trabalho científico (TCC), ou seja, deve-se: 
• Escolher seu tema/foco; 
• Definir o problema a ser solucionado; 
• Determinar o(s) objetivo(s); 
• Escolher a pesquisa inicial, que normalmente 
é a bibliográfica (tipo de pesquisa), buscando co- 
nhecer mais intensamente o tema/foco; 
• Verificar as necessidades e possibilidades para 
levantar dados, determinando a necessidade de 
adotar novo tipo e método de pesquisa. A pesqui-
sa bibliográfica acompanha todo o processo; 
• Trabalhar os dados (ordenar, codificar, tabular, 
entre outros modos de organização de dados), 
transformando-os em informações; 
• Análise dos dados; 
• Conclusões. 
Descrevemos a seguir os métodos de pesquisa 
disponíveis e, posteriormente, os tipos. 
2.1. MÉTODOS DE PESQUISA: 
O método de pesquisa refere-se à forma como 
abordaremos o objeto de estudo e como escolhe- 
remos os procedimentos sistemáticos para obter 
a descrição e a explicação de fenômenos, sendo 
que a natureza do problema e seu nível de apro- 
fundamento é que determinarão a escolha do mé- 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 13 
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UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 
todo. No entender de Gil (1999, p. 30) a escolha 
de um método vai depender da característica do 
objeto de pesquisa; dos recursos materiais dispo- 
níveis; do nível de abrangência do estudo; e do in- 
teresse do pesquisador. O quadro abaixo sintetiza 
os métodos de pesquisa disponíveis. 
Fonte: CANTINI, Adriana H. Elaboração de Projetos de Pesquisa. 
Disponível em www.slideshare.com.br. 
2.1.1. Métodos de pesquisa de abor- 
dagem: 
2.1.1.1. Método Dedutivo: Segundo Parra 
Filho e Santos (2000, p. 23), esse método é utiliza- 
do “quando se parte de uma situação ou posição 
geral e se particulariza conclusões”. É um método 
racionalista, pois considera que a razão é a úni- 
ca forma de alcançar o conhecimento verdadeiro, 
sendo o mais utilizado dos cinco métodos existen- 
tes. Utiliza o silogismo, ou seja, de duas premissas 
se conclui uma terceira como, por exemplo, quan- 
do falamos que os países tropicais são de clima 
quente. Como mostra os exemplos: 
Exemplo1: 
O clima tropical é quente (premissa maior). 
O Brasil é um país tropical (premissa menor).
Portanto, o clima no Brasil é quente (conclusão). 
Exemplo 2: 
Todo homem é mortal (premissa maior). 
Pedro é homem (premissa menor). 
Logo, Pedro é mortal (conclusão). 
2.1.1.2. Método Indutivo: É o método 
onde o pesquisador, a partir de uma amostra da 
população, chega a conclusões aplicáveis a toda 
a população (PARRA FILHO & SANTOS, 2000), 
ou seja, considera que o conhecimento é basea-
do na experiência, sendo que as generalizações 
são resultantes da observação de casos reais e 
concretos e elaborados a partir de casos individu-
ais. É importante verificar se a amostra representa 
de fato o universo pesquisado (a população). Por 
exemplo, esse método é utilizado quando o IBO-
PE ouve cinco mil consumidores e projeta qual 
será o comportamento de cem milhões de pes-
soas. Comparado ao exemplo anterior ficaria as-
sim: Pedro é mortal, João é mortal, José é mortal. 
Todos são homens, logo os homens (todos) são 
mortais. 
2.1.1.3. Método Hipotético-dedutivo: 
Esse método consiste na construção de presun- 
ção baseada em hipóteses, ou seja, caso parte ou 
a totalidade das hipóteses sejam comprovadas 
como falsas, a presunção também o será. Para 
isso é necessário que as hipóteses sejam sub- 
metidas ao máximo possível de testes, à crítica, à 
comparação, à publicidade e ao confronto com os 
fatos, entre outras situações, para verificar quais 
as hipóteses que serão refutadas e, consequente- 
mente, quais permanecerão como válidas. 
Esse método baseia-se na lógica e nos leva 
a deduzir que, se a certeza em relação à presun-
14 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
PESQUISA CLASSIFICAÇÃO MODALIDADE 
MÉTODO 
 De 
Abordagem 
(Lógicos) 
 Dedutivo 
 Indutivo 
 Hipotético-Dedutivo 
 Dialético 
 Fenomenológico 
 De 
Procedimen-
tos (Técnicos) 
 Comparativo 
 Histórico 
 Estudo de Caso 
 Estatístico 
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UNIDADE II:A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 
ção for igual à certeza em relação às hipóteses inici-
ais, o conhecimento considerado como verdadeiro 
e demonstrável é dependente do grau de certeza 
das hipóteses, ou seja, se parte das hipóteses fo- 
rem refutadas, o conhecimento resultante é falso. 
Segundo Gil (1994, p. 28) “[...] enquanto o método 
dedutivo procura confirmar a hipótese, o hipoté- 
tico-dedutivo procura evidências empíricas para 
derrubá-las”. 
Esse método possui uma abordagem que busca 
a eliminação dos erros de uma hipótese, através 
da realização de teste. Faz isso a partir da ideia 
de testar a falsidade de uma proposição, ou seja, 
a partir de uma hipótese, estabelece-se que situa- 
ção ou resultado experimental nega essa hipótese 
e tenta-se realizar experimentos para negá-la. As- 
sim, a abordagem do método hipotético-dedutivo 
é a de buscar a verdade, eliminando tudo o que é 
falso. 
2.1.1.4. Método dialético: De acordo com 
Diniz e Silva (2008), esse método é utilizado quan- 
do se faz uma investigação através da contrapo- 
sição de elementos conflitantes, buscando com- 
preender o papel desses elementos no fenômeno 
observado (dois grupos de autores com opiniões 
contrárias sobre um mesmo fenômeno como, por 
exemplo, um grupo defende as avaliações tradicio- 
nais nas escolas e suas justificativas e o outro que 
querem excluí-la). Dessa forma, o pesquisador 
deve confrontar qualquer conceito tomado como 
verdadeiro com realidades diferentes, buscando 
novas conclusões ou uma nova teoria. Portanto, 
o método dialético não analisa um objeto ou fenô- 
meno estático, pelo contrário, busca contextualizar 
o objeto ou fenômeno de acordo com a dinâ- 
mica histórica, cultural e social (contexto social). 
É empregado em pesquisas qualitativas. 
2.1.1.5. Método fenomenológico: Esse 
método consiste na descrição direta de um fenô- 
meno ou experiência tal como ele ocorre, não sen- 
do, portanto, resultante de processo dedutivo ou 
indutivo. Busca-se fazer a descrição mais fidedig- 
na possível do fato, não pressupondo nada, por- 
tanto, o pesquisador, ao explorar o dado, não se 
deixa influenciar por crenças, costumes e nem faz 
juízo de valor sobre o mesmo, buscando realizar 
uma descrição pura da realidade (GIL, 1999). 
2.1.2. Métodos de pesquisa em rela- 
ção aos procedimentos técnicos ado- 
tados: De acordo com Gil (1999), os métodos de 
pesquisa em relação aos procedimentos técnicos 
têm por função fornecer ao pesquisador os meios 
adequados para garantir que haja objetividade e
precisão no estudo de temas relacionados à ciên- 
cia sociais. 
É através desses métodos que se define como 
os dados serão coletados, ou seja, após a defini- 
ção do tema, do objeto de estudo, do problema e 
de determinar os objetivos a serem alcançados, 
o pesquisador deve definir quais os instrumen- 
tos que irá utilizar para levantar as informações 
necessárias à resolução do problema levantado. 
Segundo Rodrigues (2005, p. 45), o pesquisador, 
portanto, deverá ter “uma definição antecipada do 
ambiente e das circunstâncias em que serão cole- 
tados os dados e as formas de controle de variá- 
veis envolvidas no problema”. 
Os tipos de métodos de pesquisa em relação 
aos procedimentos técnicos são: 
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UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 
2.1.2.1. Método histórico. 
Através desse método ocorre o estudo dos fa- 
tos ocorridos no passado, os quais permitem re- 
alizar vários tipos de análises como, por exemplo, 
a identificação e explicação da influência de fatos 
que ocorreram no passado e suas influências no 
presente ou a análise de fatos ocorridos no passa- 
do, buscando identificar e explicar sua origem. Um 
exemplo seria a análise da cultura medieval com 
o objetivo de comparar os hábitos e costume da 
época com os do homem moderno ou a análise 
da evolução da Economia e seus momentos de 
ápice e crise e comparar com os problemas atu- 
ais da economia brasileira para evitar cometer os 
mesmos erros do passado. 
2.1.2.2. Método comparativo. 
Esse método tem por objetivo estudar os indi- 
víduos, classes e grupos sociais em relação aos 
fatos e fenômenos sociais que ocorrem ou ocorre- 
ram no ambiente onde estão inseridos, tendo por 
objetivo estabelecer leis e correlações entre eles, 
estabelecendo suas semelhanças e/ou diferen- 
ças. Para tanto, o pesquisador deve definir o nú- 
mero de grupos com os quais irá trabalhar e as va- 
riáveis que serão adotadas. Podemos citar como 
exemplo o estudo para determinar as diferenças e 
semelhanças socioeconômicas existentes entre a 
população cubana, a brasileira e a norte-america- 
na. As variáveis adotadas seriam o poder aquisiti- 
vo, o PIB per capita, os direitos à liberdade, à edu- 
cação e à saúde de cada um dos grupos. Após 
levantar os dados, os países (grupos) seriam clas- 
sificados em “desenvolvidos” e “em 
desenvolvimento”. Outro exemplo seria a análise 
do desempenho de três turmas do ensino 
fundamental, nas quais 
estão sendo aplicadas metodologias de ensino 
diferenciadas, tendo por objetivo verificar qual (ou 
quais) delas está dando os melhores resultados e 
qual turma está se saindo melhor. 
2.1.2.3. Estudo de caso (método mo- 
nográfico). 
Nesse tipo de método se estuda casos específi- 
cos ou que envolvem pequenos grupos, buscando 
entender como determinados fatos ocorrem. Tem 
por princípio que o estudo de um caso em pro- 
fundidade pode ser representativo de vários ou- 
tros ou de todos os casos semelhantes. O objeto 
de estudo pode ser os indivíduos, comunidades, 
instituições, grupos, entre outros. Podemos citar 
como exemplo o estudo que deu origem a alguns 
manuais do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro 
e Pequenas Empresas - SEBRAE, como o Como 
Montar uma Padaria, onde seus técnicos analisa- 
ram um número reduzido de padarias e estabe- 
leceram valores mínimos necessários em termos 
de infraestrutura, financeiros e humanos para que 
qualquer pessoa possa montar a sua. Também 
pode ser citado como exemplo o estudo que uma 
aluna do curso de Economia da Universidade de 
Itaúna fez na empresa em que trabalhava, bus- 
cando determinar as causas da alta rotatividade 
da mão-de-obra e as possíveis soluções para isso. 
2.1.2.4. Método estatístico. 
Esse método apoia-se na teoria estatística da 
probabilidade, sendo bastante utilizado, pois per- 
mite ao pesquisador transformar uma quantidade 
grande de fatos e dados em um número menor, 
permitindo estabelecer relações e correlações en- 
tre eles e, consequentemente, as suas conse- 
16 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
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UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 
TIPO 
Quanto à natureza 
Pura (Básica) 
Aplicada 
Quanto à forma de abordagem
Quantitativa
 
Qualitativa 
Exploratória 
Quanto ao Objetivo Geral Descritiva 
Explicativa 
Bibliográfica 
Documental 
Experimental ou Empírica 
Levantamento 
Quanto aos procedimentos Pesquisa de campo
técnicos (esclarecem sobre as Estudo 
quências, as quais possuem uma boa proba- 
bilidade de serem verdadeiras. 
Assim, esse método é utilizado quando o fato 
ou fenômeno analisado apresenta um grande 
número de ocorrências e complexidade, necessi- 
tando quantificá-lo para que se possa analisá-lo. 
Por exemplo, o estudo desenvolvido na Funda- 
ção João Pinheiro que tinha por objetivo verificar a 
efetividade do programa Saúde da Família e seus 
resultados nosmunicípios mineiros, adotando na 
análise os 853 municípios e três variáveis de saú- 
de (mortalidade infantil, vacinação, prevalência de 
doenças infectocontagiosas), duas econômicas 
(PIB dos municípios e renda familiar) e três sociais 
(nível de analfabetismo, de escolaridade e a exis- 
tência de canalização de água/esgoto). Como se 
pode observar, o número de variáveis é enorme e 
apenas um programa específico de estatística po- 
deria rodar um banco de dados desse porte. Um 
exemplo mais simples seria realizar um levanta- 
mento das notas dos alunos de dada escola por 
série e estabelecer a média por turma, utilizando-a 
como parâmetro para classificar o desempenho 
dos alunos. 
2.2. TIPOS DE PESQUISAS: 
O tipo de pesquisa refere-se à forma como pro- 
cederemos na execução da pesquisa, ou seja, 
como vamos realizá-la. O quadro abaixo demons- 
tra todos os tipos de pesquisa existentes. 
PESQUISA CLASSIFICAÇÃO MODALIDADE 
TIPO 
Quanto à natureza Pura (Básica) Aplicada 
Quanto à forma de abordagem Quantitativa Qualitativa 
Quanto ao Objetivo Geral Exploratória Descritiva Explicativa 
Quanto aos procedimentos técnicos 
(esclarecem sobre as técnicas a serem 
adotadas) 
Bibliográfica 
Documental 
Experimental ou Empírica 
Levantamento 
Pesquisa de campo 
Estudo de caso 
Pesquisa-ação
Ex-post-facto 
Estudo coorte 
Pesquisa participante 
Pesquisa laboratorial 
Fonte: CANTINI, Adriana H. Elaboração de Projetos de Pesquisa. Disponível em www.slideshare.com.br. 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 
 
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UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 
2.2.1. Tipos de pesquisa quanto à na- 
tureza: 
2.2.1.1- Pura (Básica): Tem por objetivo 
a produção de novos conhecimentos, os quais 
envolvem verdades e interesses universais sem, 
no entanto, ter inicialmente uma aplicação prá- 
tica para os resultados previstos. Cita-se como 
exemplo os artigos científicos desenvolvidos pela 
maioria dos alunos de graduação, os quais bus- 
cam contribuir para a divulgação de dado assunto 
e sem pretensões práticas (aplicabilidade com fim 
específico). 
2.2.1.2- Aplicada: Tem por objetivo a bus- 
ca de novos conhecimentos, os quais envolvem 
verdades e interesses locais. Ao contrário da pes- 
quisa pura, a aplicada busca a produção de co- 
nhecimento que tenha aplicação prática para re- 
solver problemas ou situações reais e específicas. 
Podemos citar como exemplo as pesquisas para a 
busca de vacina contra a AIDS, tuberculose, entre 
outras. 
2.2.2. Tipos de pesquisa quanto à for- 
ma de abordagem: Existem dois tipos de pes- 
quisa em relação à abordagem, o quantitativo e o
qualitativo, os quais estão relacionados ao modo 
como o pesquisador irá determinar o método para 
levantar dados e obter informações, ou seja, 
para chegar às causas do problema. 
Por exemplo, suponha que deseja compreender 
o fenômeno da evasão escolar nas escolas pú- 
blicas da cidade de Belo Horizonte/MG. Existem 
algumas formas de você obter resposta para esse 
fenômeno, o que pode ser feito através de: 
• Verificação do total de alunos evadidos na re- 
gião metropolitana de BH, através dos dados das 
Secretarias Estadual e Municipal de Educação; 
• Determinar a evasão por região administrativa, 
relacionando-a ao fator socioeconômico (evasão 
nas regiões mais ricas e nas mais pobres), através 
do Produto Interno Bruto por região metropolitana, 
fornecido pelo banco de dados da Fundação João 
Pinheiro (FJP); 
• Determinar a evasão através da aplicação de 
um questionário, buscando as causas da evasão 
através das opiniões dos alunos (alunos não gos- 
tam: de estudar, da matéria, do professor, da esco- 
la; entre outras causas). 
• Determinar a evasão através da aplicação de 
um questionário, buscando as causas da evasão 
através da análise da qualidade do ensino público 
em BH (ótimo, bom, ruim ou péssimo); ou análise 
das causas da falta de interesse dos alunos. 
Observe que o enfoque dado as duas primeiras 
opções são diferentes das duas últimas. Portanto, 
partindo do problema levantado na pesquisa (eva- 
são escolar), tem-se o método quantitativo e qua- 
litativo para se levantar as causas desse fenôme- 
no, o que determinará qual será utilizado é a forma 
como o pesquisador deseja conduzir o assunto. 
2.2.2.1. Pesquisa quantitativa. 
Na pesquisa quantitativa são utilizadas 
técnicas estatísticas para transformar dados em 
números e, posteriormente, em informações, 
analisando-as para tirar as devidas 
conclusões. Para desenvolver uma pesquisa 
baseada nesse método é necessário ter 
variáveis bem definidas e utilizar cálculos 
estatísticos e/ou inferenciais. Além disso, nela não 
há o envolvimento direto do pesquisador, 
18 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
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UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 
ele apenas observa a situação e anota os dados,
não havendo interação com o objeto da pesquisa. 
Esse método utiliza a estatística como base, por- 
tanto, requer o uso de recursos como percenta-
gem, média, moda, mediana, variância, desvio pa- 
drão, coeficiente de correlação, entre outros. Um
dos instrumentos de levantamento de dados mais 
utilizado nesse tipo de pesquisa é o questionário,
normalmente com opções de escolha de resposta 
(raça: branca; parda; amarela; negra) ou faixa de 
variação (de 0 – 7 anos; 7 – 14 anos, etc.). 
Como exemplo desse tipo de pesquisa, pode- 
mos citar o Censo Brasileiro elaborado pelo Ins- 
tituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE), 
que possui um questionário estruturado com o 
qual o pesquisador vai até a sua casa e o preen- 
che para você. No entanto, o pesquisador é ape- 
nas um anotador de dados e o entrevistado não 
emite opinião pessoal sobre as questões, apenas 
responde a elas. Posteriormente, o técnico do 
IBGE, levanta todos os questionários e, através do 
método estatístico, informa que o Brasil possui x% 
de população branca, % de parda, x% de negra e 
assim monta o Censo. 
2.2.2.2. Pesquisa qualitativa. 
A pesquisa qualitativa é uma pesquisa descritiva, 
onde o entrevistado e sua opinião sobre dado fato 
ou realidade são indissociáveis, ou seja, explora 
as particularidades e os traços subjetivos (signi- 
ficados, motivos, aspirações, crenças, valores e 
atitudes) do entrevistado em relação a uma situ- 
ação vivenciada por ele (MINAYO, 2001). Nessa 
pesquisa ocorrem classificações e análises dis- 
sertativas sobre certas situações ou fatos, sem, 
no entanto, eliminar completamente os cálculos. 
Esse tipo de pesquisa tem o caráter exploratório, 
pois o entrevistado pode expressar-se livremente 
sobre o assunto tratado. Dessa forma, os dados 
não são precisos, pois cada um dos indivíduos en- 
trevistado tem a sua opinião e tece seus comen- 
tários. Portanto, leva-se em consideração o que 
o entrevistado acha a respeito de dada situação, 
fato ou realidade, sendo que as opiniões podem 
coincidir e também divergir. 
Por exemplo, suponhamos que vamos entrevis- 
tar pessoas para saber o grau de satisfação com 
o governo Dilma, sendo que as opções em um 
questionário são: péssimo, regular, bom, ótimo e 
excelente. Nessa questão, limitamos as opções 
para facilitar a resposta. Uma segunda opção se- 
ria deixar a questão aberta para as pessoasres- 
ponderem, o que daria muito mais trabalho, mas 
verificaria melhor a opinião das pessoas. Depois 
de levantado os dados e as informações, pode- 
mos expor as opiniões através da estatística, em 
termos percentuais, por exemplo. Também, pode- 
mos observar que nesse processo, o pesquisador 
terá de observar o fenômeno mais de perto, ou 
seja, sua participação é mais efetiva (FRANÇA; 
VASCONCELOS, 2004). 
Por fim, deve-se estar atento ao fato de que, 
apesar dos tipos de pesquisa ter funções e objeti- 
vos diferentes, elas não são excludentes. 
2.2.3. Tipo de pesquisa em relação ao 
objetivo geral: 
Antes de realizar essa classificação é necessá- 
rio que o(s) objetivo(s) da pesquisa já esteja(m) 
definido(s). Assim, após essa definição podemos 
classificar a pesquisa em um dos três tipos de pes- 
quisa: exploratória, descritiva ou explicativa. 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 19 
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UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 
Essa classificação é que vai nos permitir esco- 
lher quais os procedimentos metodológicos que 
serão utilizados para que possamos chegar a 
uma definição ou resposta em relação àquilo que 
queremos pesquisar, ou seja, em relação à situ- 
ação-problema que encontramos ou levantamos. 
Portanto, partindo do problema a ser pesquisado, 
essa classificação nos permitirá determinar quais 
os procedimentos que serão empregados na in- 
vestigação científica, isto é, qual o caminho que 
iremos percorrer para alcançar os objetivos deter- 
minados (VERGARA 2007). 
2.2.3.1. Pesquisa exploratória: A 
pesquisa exploratória é utilizada quando um 
problema é pouco conhecido e suas hipóteses 
não estão ainda claras, o que necessita de um 
maior envolvimento do pesquisador com o objeto 
da pesquisa (tema), tendo por finalidade buscar 
informações sobre ele e, assim, poder delineá-lo 
melhor e torná-lo mais claro. Normalmente é 
utilizado em estudos de casos, embasado por 
pesquisa bibliográfica, entrevistas com pessoas 
que possuem experiência prática com o 
problema pesquisado e análise de exemplos 
que estimulem a compreensão do assunto (GIL, 
1999). 
Quando o problema levantando não permite vi- 
sualizar os procedimentos a serem adotados, tor- 
na-se necessário que o pesquisador inicie uma in- 
vestigação mais minuciosa, buscando um volume 
maior de informações sobre ele e, assim, construir 
hipóteses que lhe permita determinar o caminho a 
ser percorrido (OLIVEIRA NETTO, 2008). 
O objetivo da pesquisa exploratória é procurar 
ideias, hipóteses ou padrões em relação a um pro- 
blema ou questão cujo tema, normalmente, não 
teve ou teve muito pouco estudo anterior a seu 
respeito, portanto, não se trata de testar ou confir- 
mar uma determinada hipótese, mas de levantá-
-la. Assim, a pesquisa exploratória avaliará qual a 
teoria ou conceito que poderá ser aplicado ao pro- 
blema levantado ou se deverá ser desenvolvidas
novas teorias ou conceitos. Segundo Gil (1999), 
Um exemplo prático de tal modalidade pode estar relacionado 
ao objetivo de um determinado pesquisador, cuja intenção se 
manifesta pela busca de uma resposta acerca da queda (da 
demanda) de um determinado produto no mercado. Assim sen- 
do, de modo a concretizar seu objetivo, o pesquisador terá de 
aprofundar suas especulações e encontrar as reais causas da 
ocorrência de tal fenômeno (1999, p. 51). 
De acordo com Gil (2007), quando o pesquisa- 
dor defronta com uma situação ou assunto pouco 
familiarizado ou explorado ele utiliza a pesquisa 
exploratória para poder conhecê-lo melhor e, após 
esse aprofundamento no tema, formular suas hi- 
póteses. Por exemplo, o conhecimento que se 
tem sobre o fundo do mar em altas profundidades 
é bastante restrito, mas já existem algumas publi- 
cações sobre o tema. Caso um biólogo tenha inte- 
resse em estudar o tema, deverá fazer um levan- 
tamento bibliográfico sobre o assunto, determinar 
a região onde desejará iniciar sua pesquisa, deter- 
minar o material necessário para pesquisar em al- 
tas profundidades, montar sua equipe de técnicos 
e cientistas, verificar as embarcações necessárias 
(barcos de meio porte e mini submarinos), entre 
outras ações. Depois de conhecer a região, de 
fotografá-la, filmá-la, descrever suas observações 
sobre o ambiente, enfim, de levantar todos os da- 
dos e informações possíveis é que ele poderá criar 
as hipóteses de sua pesquisa (por exemplo: exis- 
tem poucas espécies que conseguem sobreviver 
na profundidade de X metros; o ser humano possui 
tecnologia para sobreviver apenas até x metros de
20 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
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profundidade). No entanto, devemos lembrar que 
não basta desenvolver hipóteses, pois no caso da 
pesquisa exploratória elas devem ser comprova- 
das pela pesquisa realizada. 
Outra forma de definir a pesquisa exploratória 
é dizer que essa classe de pesquisa estabelece 
critérios, métodos e técnicas para a elaboração 
de uma pesquisa, levantando o máximo de infor- 
mações possíveis sobre o objeto de estudo e só 
depois desse levantamento é que se elaborarão 
as hipóteses. Esse tipo de pesquisa é responsá- 
vel pela maioria das descobertas científicas, sen- 
do que a maioria delas é originada pelo acaso, ou 
seja, em certo experimento em laboratório busca- 
-se um dado produto, fenômeno, substância, entre 
outras atividades e durante o processo ou no seu 
final descobre-se outro produto, substância ou fe- 
nômeno. 
A pesquisa exploratória tem se tornado um di- 
ferencial competitivo na concorrência de grandes 
grupos empresariais, os quais investem vultosos 
recursos financeiros na busca de processos, pro- 
dutos e serviços novos (invenções) ou que tra- 
gam inovações, garantindo aos inovadores e/ou 
empreendedores direito de exploração por longos 
anos (patentes). 
 
2.2.3.2. Pesquisa descritiva: A pesquisa 
é descritiva em relação aos objetivos pretendidos 
quando tem por finalidade descrever as caracte- 
rísticas de uma população, de um dado fenômeno 
ou de uma experiência (GIL, 2007). O pesquisa- 
dor, após encontrar um objeto ou fenômeno que 
desperte seu interesse, passa a descrevê-lo, clas- 
sificá-lo e a observá-lo. A coleta de dados sobre 
o objeto ou fenômeno é feita através de técnicas 
padronizadas, como o questionário ou a observa- 
ção sistemática. Como exemplo, podemos citar a 
pesquisa bibliográfica, a pesquisa de opinião e o 
estudo de caso (mais comum na pesquisa explo- 
ratória). 
Ainda no entender de Gil (1999), a pesquisa des- 
critiva tem por finalidade observar, analisar e regis- 
trar um dado fenômeno sem que o pesquisador se 
envolva, de alguma forma, na mesma. Portanto, é 
proibido a ele emitir opinião, interferir na pesquisa, 
omitir ou alterar dados, entre outras atitudes que 
possam vir a alterar a situação, ou seja, não é per- 
mitido ao pesquisador entrar no mérito do conteú- 
do da pesquisa. 
Dessa forma, a pesquisa descritiva busca esta- 
belecer relações de dependência entre variáveis, 
tais como quantidade, classificação e/ou medida, 
as quais podem sofrer alterações de acordo com o 
processo realizado. Normalmente, nessa pesqui- 
sa busca-se determinar quais as características 
de determinado grupo (amostra) em relação ao 
sexo, faixa etária, renda familiar, nível de escolari- 
dade, entre outras classificações. Após, busca-se 
confrontar os dados levantados com alguns indi- 
cadores (econômicos, por exemplo) ou com a opi- 
nião deperitos para a padronização de técnicas 
ou a validação de conteúdo(THOMAS; NELSON; 
SILVERMAN, 2012). 
Como exemplo, podemos citar as pesquisas 
realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geográfia 
e Estatística (IBGE) para levantamento do senso 
brasileiro. Para realizá-lo, seus técnicos elaboram 
uma lista de perguntas (questionário padronizado) 
que seus pesquisadores fazem às famílias. No 
questionário, os pesquisadores apenas anotam as 
respostas que o cidadão dá. Esses questionários 
 
 
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são repassados aos peritos do IBGE que apenas 
manipulam os dados e calculam (através de suas 
respectivas fórmulas), por exemplo, o nível de 
renda média por família, entre outros indicadores. 
Portanto, não há nenhum envolvimento do pesqui- 
sador com a situação ou fato. 
Um dos fatos que diferencia a pesquisa descri- 
tiva da exploratória é que na primeira o assunto 
já é conhecido, buscando-se apenas obter novas 
visões sobre ele, portanto, assume a forma de le- 
vantamento de dados e de informações. 
2.2.3.3. Pesquisa explicativa ou analí- 
tica: É o tipo de pesquisa utilizada para descobrir 
o modo e as causas de dado fenômeno, ou seja,
o que leva o fenômeno a ocorrer e quais são as 
suas causas. O método utilizado nessa pesquisa 
vai depender do campo onde está se realizando 
a pesquisa; por exemplo, nas ciências físicas e 
naturais usa-se o método experimental e nas so- 
ciais, o observacional (migração da população do 
nordeste brasileiro para outras regiões), buscando 
aprofundar o conhecimento de dada realidade. 
Devido as suas características, a pesquisa ex- 
plicativa é bastante presente durante a realização 
de pesquisas experimentais, pois durante o expe- 
rimento com variáveis, busca-se saber o porquê 
(causa) de dado resultado. Assim, de acordo com 
Marconi e Lakatos (2006), 
Busca-se registrar os fatos, analisá-los, interpretá-los e identifi- 
car suas causas, com o intuito de ampliar generalizações, definir 
leis mais amplas, estruturar e definir modelos teóricos, relacio- 
nar hipóteses em uma visão mais unitária do universo ou âmbito 
produtivo em geral e gerar hipóteses ou ideias por força de de- 
dução lógica (MARCONI; LAKATOS, 2006, p. 64). 
2.2.4. Tipo de pesquisa quanto aos 
procedimentos técnicos para coleta de 
dados (para elaborar a fonte de dados). 
Após a escolha do objetivo da pesquisa, o qual é 
determinado através dos tipos de pesquisas des- 
critas anteriormente, segue-se para a fase seguin- 
te que é a de planejar como vamos desenvolver 
a pesquisa, ou seja, a fase de escolher os proce- 
dimentos técnicos ou metodológicos que iremos 
adotar para dar prosseguimento à pesquisa. Se- 
gundo Gil (2007), 
Basicamente, existem dois grandes grupos de delineamentos: o 
grupo que se vale de informações impressas (provenientes de li- 
vros, revistas, documentos impressos ou eletrônicos), e o grupo 
que utiliza informações obtidas por meio de pessoas ou experi- 
mentos. No primeiro grupo destaca-se a pesquisa bibliográfica e 
documental. No segundo grupo, temos a pesquisa experimental, 
a pesquisa ex-post facto, o levantamento, o estudo de caso, a 
pesquisa-ação e a pesquisa participante (GIL, 2007, p. 54). 
O autor faz uma classificação meramente ba- 
seada no tipo de fonte da informação e encaixa 
dentro de cada uma delas as que são realmente 
necessárias ao desenvolvimento da pesquisa e 
que devemos conhecer. São elas: 
2.2.4.1. Pesquisa bibliográfica. 
A pesquisa bibliográfica tem por objetivo conhe- 
cer as diferentes contribuições científicas disponí- 
veis sobre determinado tema (MARTINS, 2000). 
Envolve a leitura, análise e interpretação de livros, 
jornais e revistas acadêmicas, periódicos, manus- 
critos e sites científicos. De forma geral, qualquer 
informação publicada (impressa ou eletrônica) é 
passível de se tornar uma fonte de consulta. O 
primeiro passa a ser dado nesse tipo de pesqui- 
sa é selecionar, do material recolhido, o que tem 
importância real para o tema a ser desenvolvido, 
o que chamamos de triagem. Após, deve-se fazer 
a leitura sistemática do material selecionado, re- 
alizando anotações e fichamentos, os quais irão 
formar o banco de dados a ser utilizado na funda- 
22 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
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mentação teórica do estudo. 
A realização sequencial desses passos é ne- 
cessária para que o pesquisador vá conhecendo 
as contribuições que os diferentes autores deram 
ao tema escolhido. Além disso, é necessário para 
que ele possa ir selecionando durante a leitura de 
um livro o que, de fato, é importante para atingir 
seu objetivo e, posteriormente, através do ficha- 
mento, saber onde está determinada informação. 
Segundo França e Vasconcellos (2004), 
A pesquisa bibliográfica é utilizada para todos os outros tipos de 
pesquisa, dando suporte a elas e auxiliando na determinação do 
problema, objetivos, na construção de hipóteses, na fundamen- 
tação da justificativa da escolha do tema e na elaboração do 
relatório final (2004, p. 29). 
Dessa forma, podemos perceber que não 
existe pesquisa sem que a bibliografia esteja 
envolvida, portanto, ela deve se tornar rotina 
entre os pesquisadores e estudantes. 
2.2.4.2. Pesquisa documental. 
A pesquisa documental é bastante pareci- 
da com a bibliográfica, sendo que a diferença 
entre elas reside na natureza da fonte. A fon- 
te da pesquisa documental são documentos 
conservados em arquivos de órgãos públicos 
e privados, sindicatos, igrejas, instituições e 
em acervos particulares, tais como fotografias, 
filmes, diários, memorandos, atas de reunião, 
boletins, cartas pessoais, relatórios, entre ou- 
tros documentos. Cita-se como exemplo as 
Cartas Chilenas escritas em 1789, no perío- 
do da Inconfidência Mineira – Vila Rica (atual 
Ouro Preto), onde o autor Critilo (Tomás Antô- 
nio Gonzaga) critica Fanfarrão Minésio (Luis da 
Cunha Meneses – governador das Minas Ge- 
rais até a Inconfidência Mineira). Essas cartas 
foram objeto de muita pesquisa cujo objetivo 
era descobrir sua autoria. 
Na pesquisa documental, a fonte pode já ter 
sido ou não utilizada em pesquisas anteriores. 
Caso já tenha sido analisada, normalmente, a 
pesquisa tem objetivo diferenciado e tem outras
interpretações. Cita-se como exemplo a aná- 
lise do Balanço Geral de uma empresa pela 
diretoria financeira e, posteriormente, pela 
auditoria interna e externa, gerando 
resultados diferenciados. 
2.2.4.3. Pesquisa empírica ou experi-
mental. 
O objetivo da pesquisa empírica é testar hi- 
póteses que dizem respeito a relações de 
causa e efeito (MARTINS, 2000), podendo ser 
realizada em qualquer ambiente. Esse tipo de 
pesquisa envolve hipóteses que podem ser 
confirmadas ou não, em um processo de 
tentativa e erro. Para que se possa realizar 
esse tipo de pesquisa é necessário selecionar 
variáveis dependentes, estabelecer grupos 
de controle e a manipulação de variáveis 
independentes, tudo sobre o rigor de técnicas 
estatísticas e por amostragem, buscando 
verificar se o resultado obtido em um dado 
número de manipulação de variáveis pode ser 
generalizado. 
Esse tipo de pesquisa ocorre, por exemplo, 
quando se tenta descobrir se o tratamento de 
esgoto e de água, vacinação, alimentação, 
coleta de lixo, doença de chagas, educação 
e cultura, interesse político, entre outras vari- 
áveis tem influênciana mortalidade infantil no 
Jequitinhonha/Mucuri e na região metropolita- 
na de Belo Horizonte. As variáveis vacinação, 
alimentação, coleta de lixo, esgoto e água tra- 
tada são consideradas dependentes (influência 
direta) e as demais independentes (influência 
indireta) (CRESPO, 1997). Esse tipo de pes- 
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quisa é utilizada, normalmente, em laboratórios 
e em campo. 
2.2.4.4. Pesquisa de levantamento: 
Esse tipo de pesquisa utiliza de um questio- 
nário para, de forma direta, levantar informa- 
ções das pessoas acerca do problema estu- 
dado. Quando o levantamento envolve toda a 
população (universo) é chamado de censitário 
ou parametrizado, mas pode ser feito com ape- 
nas uma parte da população, sendo o levanta- 
mento chamado de amostragem ou estatístico, 
porém esta tem de ser representativa da popu- 
lação. Após o levantamento dos dados, estes 
são transformados em números e analisados 
através de métodos estatísticos, os quais gera- 
rão informações que permitirão chegar a con- 
clusões que serão generalizadas para toda a 
população. 
O levantamento é um método fácil de ser apli- 
cado e seus resultados podem ser expostos 
através de tabelas, quadros e gráficos, sendo 
muito utilizado nas pesquisas exploratórias e 
descritivas. Porém, é um estudo mais superfi 
cial, pois não permite captar as características 
dinâmicas inerentes ao processo. 
2.2.4.5. Pesquisa de campo. 
A pesquisa de campo está relacionada à ob- 
servação de dado fato ou fenômeno, coletando 
dados sobre o mesmo da forma mais fiel pos- 
sível e sem alterar nada do observado. Após, 
passa-se à análise e à interpretação desses 
dados com base em uma fundamentação te- 
órica (pesquisa bibliográfica) consistente, com 
o intuito de compreender e explicar o problema 
pesquisado. 
Nesse tipo de pesquisa, dependendo do 
tema, é necessário determinar técnicas de co- 
leta de dados mais apropriadas à natureza do 
tema, definindo também técnicas para registro 
e análise, podendo ser utilizada a abordagem 
predominantemente qualitativa ou quantitativa. 
Nesta última, o pesquisador se limita a descre- 
ver os fatos, ignorando a complexidade da rea- 
lidade social (MARTINS,2000). 
A pesquisa de campo é comumente utilizada 
em estudo de indivíduos, grupos, comunida- 
des e instituições tendo por objetivo entender 
os diferentes aspectos de uma dada realidade, 
portanto, é utilizada principalmente nas áreas 
da Sociologia, Pedagogia, Psicologia da Edu- 
cação, Política, Serviço Social, entre outras. 
2.2.4.6. Estudo de caso. 
Refere-se a um tipo de pesquisa bastante es- 
pecífica, pois consiste em um estudo profundo 
e exaustivo de um único objeto ou de poucos 
objetos, o que permite obter um conhecimento 
bastante aprofundado do mesmo, porém seus 
resultados não podem ser generalizados, aten- 
do-se apenas ao caso em estudo (GIL, 2007). 
Entretanto, dependendo do objeto estudado e 
do nível de profundidade do estudo, seus re- 
sultados podem ser representativos de vários 
outros ou de todos os casos semelhantes. 
2.2.4.7. Pesquisa-ação. 
Esse tipo de pesquisa gera bastante con- 
trovérsia, pois os pesquisadores e os partici- 
pantes têm de agir em conjunto para resolver 
um problema em comum ou uma situação real 
(coletiva), portanto devem trabalhar de forma 
cooperativa ou participativa. No entanto, existe 
uma nítida divisão entre dirigentes e dirigidos. 
A pesquisa-ação é uma metodologia apropria- 
da para o trabalho em equipe, onde o objeto de 
estudo é analisado por todos os participantes 
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da equipe, o que favorece as discussões e a 
geração de conhecimentos sobre a realidade 
vivenciada. Quando a equipe é formada por 
profissionais de várias áreas, a gama de co- 
nhecimento sobre o objeto é mais diversificada 
e ampla ainda. 
2.2.4.8. Pesquisa ex-post-facto (a par- 
tir do fato passado). 
De acordo com Gil (2007), nesse tipo de pes- 
quisa os fatos já ocorreram, ou seja, está no 
passado, o que impossibilita o pesquisador de 
ter qualquer tipo de controle ou de manipulação 
dos mesmos. Portanto, o seu objetivo é levan- 
tar e testar hipóteses que estão relacionadas 
à relação de causa e efeito, mas que devem 
ser comprovadas pelos fatos do passado. Um 
exemplo desse tipo de pesquisa é o processo 
utilizado pela polícia para desvendar crimes, 
cujos dados, informações e variáveis estão 
no passado, as quais devem ser levantadas e 
relacionadas, buscando levantar as causas e 
chegar à autoria do mesmo. 
2.2.4.9. Estudo de coorte. 
Esse tipo de estudo é realizado com um gru- 
po que possui entre si uma característica em 
comum, constituindo-se na amostra de um 
universo de pesquisa. Para se realizar essa 
pesquisa, esse grupo deve ser acompanhado 
durante certo período de tempo, observando 
o desenvolvimento da característica analisada 
e comparando com períodos anteriores de ob- 
servação. 
A pesquisa de coorte é muito usada na área 
da saúde, mas também pode ser utilizada em 
pesquisa experimental ou em uma pesquisa 
ex-post facto. Pode-se citar como exemplo, a 
utilização da informática para enriquecimen- 
to das aulas. Para verificar a efetividade des- 
se tipo de ensino, se determina as salas que 
irão participar dessa nova metodologia e as 
que não irão (grupo de controle). Após o pe- 
ríodo estabelecido para a análise, se verifica 
os resultados das participantes e das não par- 
ticipantes e compara os resultados, concluindo 
se a nova metodologia melhorou os resultados 
das turmas e se será aplicada a todas elas ou 
não. 
2.2.4.10. Pesquisa participante. 
A pesquisa participante possui características 
bastante semelhantes às da pesquisa-ação, 
pois o pesquisador é um dos participantes da 
mesma. A diferença básica é que nesse tipo de 
pesquisa procura-se “minimizar a distinção en- 
tre dirigentes e dirigidos, fato que a torna ideal 
para as pesquisas de cunho social e/ou religio- 
sa” (GIL, 2007, p. 53). 
2.2.4.11. Pesquisa laboratorial. 
A pesquisa laboratorial ocorre em situações 
controladas, utilizando-se de instrumentos es- 
pecíficos e precisos. São realizadas em um am- 
biente adequado, previamente estabelecido e 
conforme o estudo a ser feito, podendo ocorrer 
em ambiente fechado ou não e em artificiais ou 
reais. 
Esse tipo de pesquisa é comumente confun- 
dido com a pesquisa experimental. Mesmo que 
a maioria das pesquisas laboratoriais seja ex-
perimental, o que a diferencia desta é o fato 
dela ocorrer em situações controladas, com a 
escolha dos instrumentos a serem utilizados 
(específicos e precisos). Por exemplo, a 
manipulação de vírus e bactérias para a 
criação de antibióticos é feita com alto nível 
de controle por parte dos pesquisadores. 
Assim, eles possuem 
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um ambiente totalmente apropriado a essa 
pesquisa e o máximo de controle possível para 
evitar que haja qualquer tipo de contaminação 
do ambiente e das pessoas. 
TESTE DE CONHECIMENTO 
UNIDADE II: 
1) Em relação às várias formas de definir o que é 
pesquisa, marque a opção errada: 
a) Conjunto de ações que visam à descoberta denovos conhecimentos em uma determinada área. 
b) É um processo investigativo sistemático que tem 
por objetivo a construção do conhecimento. 
c) Reprodução de informações obtidas em obras 
de terceiros, sem a devida identificação dos mesmos 
e sem nada acrescentar às pesquisas já realizadas. 
d) Instrumento para ratificar, refutar, reproduzir, cor- 
roborar, ampliar e atualizar algum conhecimento pré-
-existente, relativo a fatos, teoremas, novas teorias, 
trabalhos de campo, experiências, projetos, entre 
outros. 
e) Conjunto de ações pré-definidas que permite re- 
alizar uma investigação sobre um dado tema, contri- 
buindo para o conhecimento sobre o mesmo. 
2) Complete a sentença e marque a opção cor- 
reta: 
Para realizar uma pesquisa é necessário seguir 
um processo pré-determinado de investigação. Não 
basta ter em mente um (a) e nele (a)
encontrar um (a) , sendo neces- 
zer novos e relevantes 
para a sociedade. 
a) Tema, investigação, problema, procedimentos, 
problema, conhecimentos. 
b) Investigação, problema, procedimentos, tema, 
problema, conhecimentos. 
c) Investigação, procedimentos, problema, proble- 
mas, conhecimentos, problemas. 
d) Problema, investigação, procedimentos, proble- 
ma, problema, conhecimentos. 
e) Tema, problema, procedimentos, problema, pro- 
blema, conhecimentos. 
3) O tipo de pesquisa refere-se à forma como 
procederemos na execução da pesquisa, ou seja, 
de que forma iremos realizá-la, sendo sua tipologia 
baseada: 
a) Nos objetivos estabelecidos na pesquisa e nos 
procedimentos técnicos a serem adotados para de- 
senvolvê-la. 
b) Apenas nos objetivos estabelecidos na pesqui- 
sa. 
c) Nos objetivos estabelecidos na pesquisa e na 
forma de abordagem do problema. 
d) Nos procedimentos técnicos a serem adotados 
para desenvolvê-la e forma de abordagem do pro- 
blema. 
e) Apenas na forma de abordagem do problema. 
4) Em relação aos objetivos estabelecidos na 
pesquisa, essa pode ser classificada em: 
a) Exploratória, argumentativa ou empírica. 
sário seguir científicos para b) Descritiva, explicativa e exploratória.
encontrar resposta para esse . 
Além disso, é necessário avaliar a relevância do 
(a) para a área pesquisada e se irá 
tra- 
c) Descritiva, facultativa e argumentativa. 
d) Científica, descritiva e explicativa. 
e) Científica, empírica e exploratória. 
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5) Uma pesquisa pode ser classificada em rela- 
ção aos procedimentos técnicos utilizados para de- 
senvolvê-la, resultando nos seguintes tipos: 
a) Descritiva, bibliográfica, documental, experimen-
tal, levantamento, estudo de campo, estudo de caso, 
pesquisa-ação e pesquisa participante. 
b) Documental, bibliográfica, empírica, explicativa, 
levantamento, estudo de campo, estudo de caso, 
pesquisa-ação e pesquisa participante. 
c) Experimental, levantamento, explicativa, estudo 
de campo, estudo de caso, pesquisa-ação e pesqui- 
sa participante. 
d) Documental, exploratória, experimental, levanta- 
mento, descritiva, estudo de campo, estudo de caso 
e pesquisa participante. 
e) Bibliográfica, documental, experimental, levanta- 
mento, estudo de campo, estudo de caso, pesquisa-
-ação e pesquisa participante. 
6) Existem dois métodos de pesquisa que estão 
relacionados à forma como o pesquisador abordará 
o problema. Esses métodos são: 
a) O método explicativo e o qualitativo. 
b) O método quantitativo e o exploratório. 
c) O método quantitativo e o qualitativo. 
d) O método descritivo e o explicativo. 
e) O método exploratório e o descritivo. 
7) Em relação à pesquisa exploratória, marque a 
opção errada: 
a) A pesquisa exploratória é utilizada quando um 
problema é pouco conhecido e suas hipóteses não 
estão ainda claras, necessitando que o pesquisador 
intensifique sua busca de informações sobre o tema. 
b) Na pesquisa exploratória, quando o problema 
não permite identificar a metodologia a ser seguida, 
torna-se necessário obter um volume maior de infor- 
mações e, baseando-se nelas, construir hipóteses 
que possibilite evidenciar um caminho a ser percor- 
rido. 
c) A pesquisa exploratória, a partir do problema já 
bastante analisado, avaliará qual das teorias exis- 
tentes sobre o assunto melhor descreve os objetivos 
que pretende alcançar. 
d) O objetivo da pesquisa exploratória é procurar 
ideias, hipóteses ou padrões em relação a um pro- 
blema ou questão cujo tema, normalmente, não teve 
ou teve muito pouco estudo anterior a seu respeito, 
portanto, não se trata de testar ou confirmar uma de- 
terminada hipótese, mas de levantá-la. 
e) A pesquisa exploratória avaliará qual a teoria ou 
conceito que poderá ser aplicado ao problema levan- 
tado ou se deverá ser desenvolvidos novas teorias 
ou conceitos. 
8) Em relação à pesquisa descritiva marque a op- 
ção errada: 
a) A pesquisa é descritiva quando tem por finalida- 
de descrever, analisar e registrar as características 
de uma população, de um dado fenômeno ou de 
uma experiência, sem que o pesquisador se envol- 
va, de alguma forma, na mesma. 
b) A coleta de dados sobre o objeto ou fenômeno 
é feita através de técnicas padronizadas, como o 
questionário ou a observação sistemática. 
c) A pesquisa descritiva tem por finalidade obser- 
var, analisar e registrar um dado fenômeno, permitin- 
do ao pesquisador interferir na pesquisa, omitindo ou 
alterando dados e resultados. 
d) A pesquisa descritiva busca estabelecer re- 
lações de dependência entre variáveis, tais como 
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quantidade, classificação e/ou medida, as quais po- 
dem sofrer alterações de acordo com o processo re- 
alizado. 
e) Na pesquisa descritiva busca-se determinar 
quais as características de determinado grupo 
(amostra) em relação ao sexo, faixa etária, renda fa 
miliar, entre outras variáveis. 
9) Em relação à pesquisa explicativa, marque 
a opção errada: 
a) A pesquisa explicativa é utilizada para descobrir 
o modo e as causas de dado fenômeno, ou seja, o 
que leva o fenômeno a ocorrer e quais são as suas 
causas. 
b) O método utilizado na pesquisa explicativa vai 
depender do campo onde está se realizando a 
pesquisa, buscando aprofundar o conhecimento 
de dada realidade. 
c) Na pesquisa explicativa busca-se registrar os fa- 
tos, analisá-los, interpretá-los e identificar suas cau- 
sas, com o intuito de ampliar o conhecimento sobre 
o mesmo. 
d) A pesquisa explicativa busca definir leis mais 
amplas, estruturar e definir modelos teóricos, gerar e 
relacionar hipóteses ou ideias por força de dedução 
lógica. 
e) A pesquisa explicativa está focada nos resulta- 
dos e não nas causas de dado fenômeno. 
10) Baseando-se nas afirmativas a seguir, marque 
(V) se forem verdadeiras e (F) se falsas: 
I. ( ) Após a escolha do(s) objetivo(s) da pesqui- 
sa, parte-se para a fase em que vamos decidir quais 
os procedimentos técnicos ou metodológicos que 
iremos adotar para dar continuidade à mesma. 
II. ( ) As fontes de informações podem ser di- 
vididas em dois tipos: o das informações impressas 
e o das informações obtidas através de pessoas ou 
experimentos. 
III. ( ) Entre as informações impressas estão as 
informações obtidas em revistas não científicas e as 
obtidas em livros de romances. 
IV. ( ) As informações obtidas através das pesso-as podem ser coletadas através de entrevistas estru- 
turadas e de questionários padronizados aplicáveis 
à elas. 
V. ( ) Todas as informações obtidas pela internet 
são consideradas científicas. 
Marque a opção correta: 
a) F, F, F, V, F b) V, V, F, V, F 
c) F, V, V, F, F d) V, F, F, F, V 
e) F, F, V, V, V 
11) Em relação aos procedimentos técnicos para 
coletar dados, a pesquisa pode ser classificada em: 
1. Bibliográfica 2. Documental 
3. Empírica ou experimental 4. Levantamento 
5. Campo 6. Estudo de caso 
7. Pesquisa-ação 8. Ex-post facto 
9. Estudo de coorte 10. Participante 
11. Laboratorial 
Relacione o tipo de pesquisa ao seu respectivo 
conceito: 
( ) Nesse tipo de pesquisa utiliza-se de um ques- 
tionário para, de forma direta, levantar informações 
das pessoas acerca do problema estudado. Após, 
os dados são transformados em números e analisa- 
dos através de métodos estatísticos. 
( ) Tipo de pesquisa bastante específica, pois 
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UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 
consiste em um estudo profundo e exaustivo de um 
único objeto ou de poucos objetos, o que permite 
obter um conhecimento bastante aprofundado do 
mesmo, porém seus resultados não podem ser gen-
eralizados, atendo-se apenas ao caso em estudo. 
( ) Envolve a leitura, análise e interpretação de
livros, revistas e periódicos acadêmicos e textos em 
sites científicos. É utilizada em todos os outros tipos
de pesquisas. 
( ) Essa pesquisa ocorre em situações contro- 
ladas e ambiente adequado, utilizando-se de instru- 
mentos específico e preciso, podendo ocorrer em 
ambiente fechado ou não e em artificiais ou reais. 
( ) A pesquisa está relacionada à observação 
de dado fato ou fenômeno, coletando dados sobre 
o mesmo da forma mais fiel possível e sem alterar 
nada do observado. 
( ) Pesquisa onde os pesquisadores e os parti-
cipantes têm de agir em conjunto para resolver 
( ) Sua fonte de pesquisa são documentos 
conservados em arquivos de órgãos públicos e pri- 
vados, sindicatos, igrejas, instituições e em acervos 
particulares. 
( ) Nesse tipo de pesquisa o pesquisador é um 
dos participantes da mesma, havendo uma divisão 
mínima entre dirigentes e dirigidos, fato que a torna 
ideal para as pesquisas de cunho social e/ou religio- 
sa. 
( ) Nesse tipo de pesquisa os fatos já ocorre- 
ram, ou seja, estão no passado, o que impossibilita 
o pesquisador de ter qualquer tipo de controle ou de 
manipulação dos mesmos. Portanto, o seu objetivo é 
levantar e testar hipóteses que estão relacionadas à 
relação de causa e efeito, mas que devem ser com- 
provadas pelos fatos do passado. 
12) Complete a afirmativa:
O método de pesquisa diz respeito à 
um problema em comum ou uma situação real (cole- maneira como será abordado o da pesquisa.
tiva), portanto devem trabalhar de forma cooperativa É a de siste- 
ou participativa. máticos para obter a e a 
( ) O objetivo da pesquisa é testar hipóteses de fenômenos, sendo que 
que dizem respeito as relações de causa e efeito, a natureza do e seu nível de 
podendo ser realizada em qualquer ambiente. aprofundamento é que determinarão a escolha do
Esse tipo de pesquisa envolve hipóteses que po- . 
dem ser confirmadas ou não, em um processo 
de tentativa e erro.
( ) Esse tipo de estudo é realizado com um grupo 
que possui entre si uma característica em comum, 
constituindo-se na amostra de um universo de pes- 
quisa. Para se realizar essa pesquisa, esse grupo 
deve ser acompanhado durante certo período de 
tempo, observando o desenvolvimento da caracte- 
rística analisada e comparando com períodos ante- 
riores de observação. 
a) Objeto, natureza, procedimentos, descrição, ex- 
plicação, problema, método. 
b) Objeto, escolha, procedimentos, descrição, ex- 
plicação, problema, método. 
c) Método, escolha, descrição, procedimentos, ex- 
plicação, método, problema. 
d) Natureza, pesquisa, modo, descrição, problema, 
processo, procedimento. 
e) Método, técnica, procedimentos, problema, des- 
crição, fenômeno, problema. 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 29 
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UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 
13) Os métodos de pesquisa que estão 
relacionados ao modo ou forma como o 
pesquisador irá fazer a abordagem do objeto da 
pesquisa são: 
a) Analítico e exploratório. 
b) Descritivo e qualitativo. 
c) Qualitativo e quantitativo. 
d) Quantitativo e exploratório. 
e) Analítico e descritivo. 
14) Um dos métodos utilizados em pesquisas 
adota técnicas estatísticas para transformar dados 
em números e em informações, sendo que para 
desenvolver uma pesquisa baseada nesse méto-
do é necessário ter variáveis bem definidas, utilizar 
cálculos estatísticos e/ou inferenciais, não há intera-
ção do pesquisador com o objeto da pesquisa e um 
dos instrumentos utilizados para levantar dados é o 
questionário com múltipla escolha. Esse método de 
pesquisa se denomina: 
a) Analítico. 
b) Laboratorial. 
c) Qualitativo. 
d) Descritivo. 
e) Quantitativo. 
15) Em relação à pesquisa qualitativa, marque a 
opção errada. 
a) É uma pesquisa descritiva, onde o entrevistado 
e sua opinião sobre dado fato ou realidade são indis- 
sociáveis, ou seja, explora as particularidades e os 
traços subjetivos (significados, motivos, aspirações, 
crenças, valores e atitudes) do entrevistado em rela- 
ção a uma situação vivenciada por ele. 
b) Nessa pesquisa ocorrem classificações e aná- 
lises dissertativas sobre certas situações ou fato, eli- 
minando completamente os cálculos. 
c) Esse tipo de pesquisa tem o caráter exploratório, 
sendo que os dados não são precisos, pois cada um 
dos indivíduos entrevistados tem a sua opinião e 
tece seus comentários. 
d) Leva-se em consideração o que o entrevistado 
acha a respeito de dada situação, fato ou realidade, 
sendo que as opiniões podem coincidir e também 
divergir. 
e) Depois de levantado os dados e as informações, 
podemos expor as opiniões através da estatística, 
em termos percentuais, por exemplo. 
16) Qual é o método que é utilizado quando se 
parte de uma situação geral e se particulariza conclu- 
sões? 
a) Indutivo. 
b) Fenomenológico. 
c) Dialético. 
d) Dedutivo 
e) Hipotético-dedutivo. 
17) Método onde o pesquisador, a partir de uma 
amostra da população, chega a conclusões aplicá- 
veis a toda a população. Considera ainda que o co- 
nhecimento é baseado na experiência, sendo que 
a generalizações são resultantes da observação de 
casos reais e concretos e elaborados a partir de ca- 
sos individuais. 
a) Indutivo. 
b) Fenomenológico. 
c) Dialético. 
d) Dedutivo 
e) Hipotético-dedutivo. 
18) A abordagem desse método é a busca da 
30 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
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UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 
 
 
 
 
verdade através da eliminação de tudo que é falso, 
ou seja, busca testar uma hipótese através da reali- 
zação de experimentos que busquem negá-la. 
a) Indutivo 
b) Fenomenológico. 
c) Dialético. 
d) Dedutivo. 
e) Hipotético-dedutivo. 
 
19) O ponto de partida para se utilizar esse método 
na pesquisa é a análise crítica do objeto a ser pes- 
quisado, o que significa encontrar as determinaçõesque o fazem ser o que é. Uma das características 
desse método é a contextualização do problema a 
ser pesquisado. 
a) Indutivo. 
b) Fenomenológico. 
c) Dialético. 
d) Dedutivo. 
e) Hipotético-dedutivo. 
20) Método que busca fazer a descrição mais fi- 
dedigna possível do fato, não pressupondo nada, 
portanto, o pesquisador, ao explorar o dado, não se 
deixa influenciar por crenças, costumes e nem faz ju- 
ízo de valor sobre o mesmo, buscando realizar uma 
descrição pura da realidade. 
a) Indutivo. 
b) Fenomenológico. 
c) Dialético. 
d) Dedutivo. 
e) Hipotético-dedutivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 31 
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O PROJETO/PLANO 
DE PESQUISA 
UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA 
 
 
 
 
 
Para darmos o passo inicial rumo à ciência é 
necessário que saibamos desenvolver um pro- 
jeto (ou plano) de pesquisa (NBR 15.287/2011), 
o que nos dará um norte para escrevermos qual- 
quer tipo de trabalho científico, seja um artigo, 
uma dissertação ou uma tese. Segundo 
Vianetto (2011), a elaboração de um projeto 
contempla três fases, a seguir descritas: 
 
a) Fase decisória: ênfase em que o tema e o 
problema são definidos; 
b) Fase construtiva: refere-se à construção e a 
execução do projeto de pesquisa; 
c) Fase redacional: relativa à análise dos da- 
dos e à organização das idéias. 
 
Essas fases devem ser bem planejadas, de- 
senvolvendo-se um estudo analítico e crítico so- 
bre o tema escolhido e o problema levantado. O 
projeto também é composto por duas partes: a 
externa (capa e lombada) e a interna (elementos 
pré-textuais, textuais e pós-textuais) conforme 
estabelecido pela NBR 15.287/2011, sendo que 
a sua estrutura consiste em: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2011. 
 
Nos subitens seguintes, falaremos apenas sobre 
a parte interna – elementos textuais e pós-textu- 
ais. Os demais serão explicados e exemplificados 
no próximo capítulo. 
 
3.1. ETAPAS OBRIGATÓRIAS DO PRO- 
JETO/PLANO DE PESQUISA ACADÊMI- 
CA. 
O projeto ou plano de pesquisa tem por objeti- 
vo servir de roteiro para a elaboração do trabalho 
científico. É através dele que organizamos o pen- 
samento, escolhendo o tema, levantando o(s) pro- 
blema(s) a ser (em) resolvido(s) ou elucidado(s), 
verificamos o tipo de pesquisa que necessitamos 
adotar, os materiais necessários para realizá-la, 
realizamos pesquisa bibliográfica para aprofun-
 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 33 
A) PARTE EXTERNA. 
1. CAPA (obrigatório) 
2. LOMBADA (opcional – ABNT/NBR 12225) 
B) PARTE INTERNA. 
B.1. ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS: 
3. FOLHA DE ROSTO (obrigatório) 
4. FOLHA DE APROVAÇÃO (obrigatório) 
5. LISTA DE ILUSTRAÇÕES (opcional) 
6. LISTA DE TABELAS (opcional) 
7. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS (opcional) 
8. LISTA DE SÍMBOLOS (opcional) 
9. SUMÁRIO (obrigatório – ABNT/NBR 6027) 
B.2. ELEMENTOS TEXTUAIS: 
10. TEMA E PROBLEMA DE PESQUISA (obrigatório) 
11. HIPÓTESES (obrigatório) 
12. OBJETIVOS: gerais e específicos (obrigatório) 
13. JUSTIFICATIVAS (obrigatório) 
14. REFERENCIAL TEÓRICO (obrigatório) 
15. METODOLOGIA (obrigatório) 
16. CRONOGRAMA (obrigatório) 
B.3. ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS: 
17. REFERÊNCIAS (obrigatório – ABNT/NBR 6023) 
18. GLOSSÁRIO (opcional) 
19. APÊNDICE (opcional) 
20. ANEXO (opcional) 
21. ÍNDICE (opcional – ABNT/NBR 6034) 
UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA 
 
 
 
 
dar no assunto, o tempo que gastaremos com 
cada etapa do projeto, entre outras necessidades. 
Como podemos perceber, o plano de pesquisa é 
o roteiro necessário para que possamos posterior- 
mente escrever o trabalho científico. 
Dessa forma, descreveremos a seguir cada eta- 
pa que um projeto de pesquisa deve obrigatoria- 
mente ter: 
 
3.1.1. Tema da pesquisa (elemento 
textual obrigatório). 
É o princípio de todo o processo e é muito impor- 
tante ser bastante criterioso em relação ao tema, 
pois o sucesso do trabalho dependerá da impor- 
tância que ele tem para a sociedade ou para dada 
área de trabalho. 
Na escolha do tema deve-se levar em conside- 
ração a vivência acadêmica, baseando-se nas 
matérias que mais gostou ou que mais achou inte- 
ressante ou naquelas que gostaria de aprofundar 
o conhecimento. A ideia inicial também pode partir 
da sua atividade profissional, o que pode possibi- 
litar o desenvolvimento de um projeto relacionado 
à empresa e um reconhecimento enquanto profis- 
sional. 
É importante lembrar que todo trabalho cientí- 
fico deve acrescentar algo ao conhecimento já 
existente sobre o tema selecionado (critério de 
relevância). Deve-se levar em conta também a 
facilidade ou não de se ter acesso aos dados ne- 
cessários para o desenvolvimento do projeto, por- 
tanto, é imprescindível realizar um levantamento 
das possibilidades de encontrar fontes de dados/ 
informações antes de definir o tema, além de levar 
em consideração o tempo disponível para realizar 
o trabalho (critério da exequibilidade). Por exem- 
plo, se for escolher o tema “Vida em Marte”, de- 
ve-se estar preparado para a falta de dados e in- 
formações disponíveis, pois tudo que se conhece 
sobre o tema já foi descrito e a literatura a respeito 
é bastante restrita (DEMO, 1985). 
Segundo Lakatos e Marconi (1991), o tema deve 
ser específico, pois é muito difícil o pesquisador 
conseguir dominar todo o assunto e também rea- 
lizar o trabalho em tempo hábil. Assim, a especia- 
lização permitiria ao pesquisador aprofundar em 
uma parte da ciência, obtendo deduções concre- 
tas, método adequado e melhorar a viabilidade de 
encontrar bibliografia relativa ao tema específico. 
 
3.1.2. Problema (elemento textual 
obrigatório). 
Em relação à formulação do problema, este 
deve ser apresentado na forma de interrogação 
e estar relacionado ao tema, devendo ser objeti- 
vo, claro, compreensível, explícito e operacional 
(passível de aplicabilidade), evitando formulações 
genéricas. 
A formulação do problema é de extrema impor- 
tância, ele é a questão não resolvida e para a qual 
o pesquisador irá buscar respostas através da sua 
pesquisa. Portanto, é o motivo de ser do seu tra- 
balho acadêmico, podendo ser levantado em rela- 
ção à sustentação de uma afirmativa geralmente 
aceita; ou à necessidade de contestar uma supo- 
sição, colocando-a a prova; ou à necessidade de 
compreender e explicar uma situação nova ou do 
dia-a-dia; ou alguma lacuna (falha, irregularidade 
ou brecha) metodológica ou do grau de certeza do 
conhecimento cientifico na área estudada; ou em 
relação a uma afirmativa geralmente aceita, mas 
que a sua sustentação cria incertezas quanto a 
 
 
34 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA 
sua veracidade (VERGARA, 2007). 
Segundo Barros e Lehfeld (2006), a escolha do 
problema é influenciada por fatores internos rela- 
cionados ao pesquisador (experiência, filosofia, 
imaginação e curiosidade) e porfatores externos, 
o contexto onde ele está inserido, a realidade por 
ele percebida, ou pela Instituição onde trabalha ou 
a qual se filiou. 
Assim, após escolher o tema e pesquisar bas- 
tante sobre o assunto, o próximo passo é deter- 
minar o problema para o qual buscará solução. 
O exemplo apresentado por Parra Filho e Santos 
(2000) é bastante interessante e serve ao nosso 
propósito para elucidar essa relação entre tema 
e problema. Posteriormente o utilizaremos para 
continuar exemplificando as demais partes de um 
projeto. 
Exemplo: 
Tema: O perfil do menor infrator. 
Problema: O que leva o menor a praticar infrações?
A hipótese é uma pressuposição que se faz 
em relação ao(s) problema(s) levantado(s), uma 
suposta resposta a ele, cuja veracidade deverá 
ser comprovada no final da pesquisa, ou seja, a 
pressuposição é provisória e deverá ser testada 
para verificar a sua validade. A pesquisa é que vai 
demonstrar se ela é verdadeira ou não. Portanto, 
ao realizar o projeto de pesquisa, supõe-se que as 
hipóteses enumeradas sejam verdadeiras, mas 
somente quando realizar a pesquisa é que será 
comprovada a sua veracidade ou não e quando o 
pesquisador escrever o texto ou relatório científico 
(artigo, relatório de estágio, monografia, disserta- 
ção ou tese) é que essa comprovação será colo- 
cada à disposição da comunidade científica. 
Segundo Gil (1991), as hipóteses tem origem na 
observação eventual dos fatos ou fenômenos, nas 
teorias já descritas, na intuição ou nos resultados 
de outras pesquisas, sendo que sua função princi 
pal é propor explicações para os fatos observa-
dos. 
Exemplo: 
Problema: O que leva o menor a praticar 
infrações? 
Hipóteses: 
a) O menor pratica infrações porque o núcleo 
familiar está se desestruturando. 
b) Os pais não têm mais tempo para conduzir a 
educação dos filhos, deixando-a a cargo de tercei- 
ros (empregados, escolas, entre outros). 
Exemplo: 
Objetivos: 
Geral: O artigo tem por objetivo geral levantar
e descrever o perfil do menor infrator. 
Específicos: 
a) Levantar as características comportamentais 
do menor infrator; 
b) Verificar a relação que prevalece entre o me- 
nor e sua família; 
c) Enumerar as características observadas; 
d) Construir o perfil do menor infrator. 
3.1.5. Justificativa (elemento 
textual obrigatório). 
A justificativa se refere a um texto onde o pesqui- 
sador explica o porquê da sua pesquisa e deve ser 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 35 
UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA 
composta pelos seguintes itens: 
I. Enumerar os motivos que o levaram a escolher 
o tema, a fim de convencer o leitor da importância 
do mesmo; 
II. Apresentar os fatores que ratifiquem a sua re- 
levância, tais como descrever o contexto onde o 
tema se insere; a importância do tema, as contri- 
buições de ordem prática e as oportunidades e 
prováveis vantagens e benefícios da sua investi- 
gação; 
III. Apresentar os motivos pessoais, profissionais, 
científicos, sociais e/ou acadêmicos que o leva- 
ram à escolha do tema. 
Além disso, a justificativa deve ser elaborada em 
dois ou três parágrafos no máximo, ser escrito em 
terceira pessoa e alicerçada por citações diretas 
e indiretas de autores da área pesquisada, o que 
demonstra que você pesquisou o assunto. 
Exemplo: 
Tema: O perfil do menor infrator. 
Problema: O que leva o menor a praticar infrações?
Hipóteses: 
c) O menor pratica infrações porque o núcleo 
familiar está se desestruturando. 
d) Os pais não têm mais tempo para conduzir a 
educação dos filhos, deixando-a a cargo de tercei- 
ros (empregados, escolas, entre outros). 
Objetivos: 
 Geral: O artigo tem por objetivo geral levantar e 
descrever o perfil do menor infrator. 
Específicos: 
a) Levantar as características comportamentais 
do menor infrator; 
b) Verificar a relação que prevalece entre o me- 
nor e sua família; 
c) Enumerar as características observadas; 
d) Construir o perfil do menor infrator. 
Justificativa: 
Os crimes e violências praticados por menores 
têm aumentado consideravelmente nos últimos 
anos (BRASIL/PF, 2013) , abrangendo jovens e 
adolescente de todos os níveis sociais, inclusive 
da classe social de maior poder aquisitivo, os que 
supostamente não teriam motivos para praticá-los. 
Portanto, pesquisar e descrever as causas que le- 
vam esses jovens e adolescentes a entrar para o 
mundo do crime e elaborar seu perfil é contribuir 
para que se possa compreender melhor esse pro- 
cesso e, assim, buscar soluções que venham a 
minimizar a situação, o que por si só justifica a re- 
alização desse artigo. 
Quando da elaboração da justificativa, deve-se 
lembrar de que os argumentos utilizados devem 
ser feitos de acordo com a profundidade da pes- 
quisa, ou seja, se está realizando uma pesquisa 
bibliográfica, que é baseada em pesquisas de ou- 
tras pessoas (autores), não se deve justificar di- 
zendo que a mesma é essencial para a solução do 
problema ou que solucionará o mesmo. Deve-se 
ser humilde e dizer que pretende contribuir, trazer 
esclarecimento ou disseminar conhecimento so- 
bre o assunto. No entanto, se a sua pesquisa é a 
primeira na área ou abrange um assunto novo na 
área ou algo que ninguém ainda pesquisou vo-
2 Dados fictícios, utilizados apenas para ilustração. 
36 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA 
cê poderá dizer que busca sanar o problema ou 
que a pesquisa é essencial para a área. 
3.1.6. Referencial teórico (elemento 
textual obrigatório). 
Segundo Lakatos e Marconi (2003), o referencial 
teórico possibilita a busca de fundamentação para 
o projeto de pesquisa, conduzindo a pesquisa e 
demonstrando que o pesquisador tem conheci- 
mento suficiente sobre os textos e autores que se 
dedicaram ao estudo do mesmo tema. 
A pesquisa bibliográfica é feita através de livros, 
artigos, revistas, enciclopédias, monografias, dis- 
sertações, teses, mídias eletrônicas, filmes, entre 
outros materiais classificados como científicos e, 
portanto, confiáveis. O problema é saber se as 
fontes consultadas são ou não confiáveis, sendo 
necessário para isso verificar se a publicação im- 
pressa ou por meio eletrônico tem o Número Inter- 
nacional Normalizado para Publicações Seriadas 
(International Standardbook Number –ISSN), ou 
o Número Padrão Internacional de Livro (Interna-
tional Standard BookNumber –ISBN) ou o Padrão 
para Identificação de Documentos em Redes de 
Computadores (Digital Object Identifier–DOI) , o 
que ratifica a autenticidade e confiabilidade do tex- 
to. 
Além dos problemas com a confiabilidade e qua- 
lidade das publicações, o pesquisador deve tomar 
cuidado com a cópia de ideias. Quando realizar 
citações diretas é imprescindível colocar o nome 
do autor, o ano e a página de onde a tirou, porém, 
aconselha-se que analise e entenda o que o autor 
está dizendo e transcreva para o artigo com suas 
próprias palavras (citação indireta), enriquecendo 
e valorizando seu trabalho. Também, um artigo re- 
pleto de citações, mesmo que dentro das normas, 
demonstra ter mais opiniões de outros autores do 
que do próprio pesquisador, dando a entender que 
ele não absorveu muito conhecimento das leituras 
realizadas. 
3.1.7. Procedimentos metodológicos/ 
metodologia (elemento textual obriga- 
tório). 
Na metodologia, o aluno deverá explicar o cami- 
nho que irá percorrer para desenvolver sua pes- 
quisa, o que deverá ser feito de formadetalhada, 
exata e rigorosa. Deve conter explicação sobre 
o tipo de pesquisa adotada, os instrumentos que 
serão utilizados, o tempo previsto para desenvol- 
ver cada ação, os membros da equipe e função 
de cada um (quando necessitar de mais pessoas, 
além do pesquisador), a forma como os dados se- 
rão trabalhados (tabulação e tratamento) e de tudo 
o mais que se faça necessário ao desenvolvimen- 
to da pesquisa (VERGARA, 2007). 
O procedimento metodológico adotado está di- 
retamente relacionado ao objeto da pesquisa e às 
hipóteses estabelecidas, buscando descrever as 
ações que serão adotadas para se alcançar os re- 
sultados desejados, ou seja, como os dados serão 
levantados, tabulados, analisados e expostos, ge- 
rando informações confiáveis que nos permitirão 
confirmar ou refutar as hipóteses. De acordo com 
o tipo de pesquisa, a metodologia 
3 O ISSN é o identificador de publicações seriadas (jornais, revistas, anuários etc.) em qualquer tipo de suporte (impresso, meio eletrônico, CD-ROM, entre outros), sendo aceitos interna-
cionalmente e definidos pela Norma Técnica ISSO 3297:2007. Possibilita a identificação e controle de publicações seriadas nas mais diversas atividades e instituições. No Brasil, o Instituto 
Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) é quem representa o ISSN.O ISBN é o sistema identificador único para livros e publicações não periódicas. Consiste em identificar 
numericamente um livro segundo seu 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 
37 
UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA 
assume algumas características diferenciadas:
I. Pesquisa bibliográfica: nesse tipo de pesquisa 
a metodologia está relacionada à descrição das 
fon- tes de pesquisa adotadas, aos critérios 
adotados para a seleção de autores; e a 
determinação de como será feita a análise do 
material adotado, se de forma crítica, analítica, 
seletiva, descrita, entre outras. 
II. Pesquisa documental: nesse tipo de pesquisa é 
necessária à delimitação e a descrição dos instru- 
mentos e fontes escolhidas para o levantamento 
de dados, ou seja, se será feito através de ques- 
tionário, entrevista, formulário, entre outros instru- 
mentos; 
III. Pesquisa experimental: nesse tipo deve-se 
indicar o procedimento utilizado para a coleta de 
dados e para testar as variáveis, descrevendo seu 
funcionamento; 
IV. Pesquisa descritiva: nesse tipo de pesquisa é 
necessário explicar o procedimento que será utili- 
zado para observar o fato ou fenômeno, ou seja, 
se é levantado os dados através de questionário, 
análise documental, entrevista, entre outros. 
De forma bem simples, podemos definir a meto- 
dologia como a descrição dos passos que vamos 
dar e da forma como esses passos serão dados. 
Assim, também de forma clara e objetiva, a meto- 
dologia deve seguir os seguintes passos: 
I. Definir o tipo de pesquisa; 
II. Definir os dados a serem levantados; 
III. Definir a forma de levantamento dos dados; 
IV. Definir população e amostra (quando for o 
caso); 
V. Definir como será feito o tratamento e análise 
dos dados; 
Exemplo: 
Tema: O perfil do menor infrator. Problema: O que 
leva o menor a praticar infrações? 
Hipóteses: 
a) O menor pratica infrações porque o núcleo fa- 
miliar está se desestruturando. 
b) Os pais não têm mais tempo para conduzir a 
educação dos filhos, deixando-a a cargo de tercei- 
ros (empregados, escolas, entre outros). 
Objetivos: 
Geral: O artigo tem por objetivo geral levantar e
descrever o perfil do menor infrator. 
Específicos: 
c) Levantar as características comportamentais 
do menor infrator; 
d) Verificar a relação que prevalece entre o me- 
nor e sua família; 
e) Enumerar as características observadas; 
f) Construir o perfil do menor infrator. 
Justificativa: 
Os crimes e violências praticados por menores 
têm aumentado consideravelmente nos últimos 
anos (BRASIL/PF, 2013), abrangendo jovens 
título, autor, país(ou código de idioma) e a editora, individualizando inclusive edições diferentes. O sistema ISBN é controlado pela Agência Internacional do ISBN, sediada em Berlim/Alema- 
nha, que orienta, coordena e delega poderes às Agências Nacionais designadas em cada país, sendo que a agência brasileira é a Fundação Biblioteca Nacional. Já o DOI é o padrão para 
identificação de documentos em redes de computadores, como a Internet. Foi desenvolvido recentemente pela Associação de Publicadores Americanos (AAP) com a finalidade de autenticar a 
base administrativa de conteúdo digital. Disponível em: www.bibliotecanacional.org.br. Acesso em: 26 out. 2014. 
38 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA 
e adolescente de todos os níveis sociais, inclusive 
da classe social de maior poder aquisitivo, os que 
supostamente não teriam motivos para praticá-los. 
Portanto, pesquisar e descrever as causas que le- 
vam esses jovens e adolescentes a entrar para o 
mundo do crime e elaborar seu perfil é contribuir 
para que se possa compreender melhor esse pro- 
cesso e, assim, buscar soluções que venham a 
minimizar a situação, o que por si só justifica a re- 
alização desse artigo. 
Metodologia: 
a) Para uma pesquisa apenas bibliográfica:
Para a elaboração desse artigo foi feita uma 
pesquisa bibliográfica baseada principalmente em 
livros de diversos autores da área de Educação, 
Sociologia e da Psicologia como, por exemplo, Z 
(2013), Y (2011), X (2009), W (2008), entre outros.
Foi feito também levantamento de informações 
sobre o tema em revistas, artigos, documentários, 
relatórios, periódicos, entre outras fontes de da- 
dos. Além disso, foi realizado pesquisa em sites 
como o da Agência Brasil,Associação Brasileira 
de Psiquiatria, Secretaria de Direitos Humanos e 
Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNI- 
CEF), da Âmbito Jurídico, entre outros. 
b) Para a pesquisa descritiva: 
(O citado acima para a bibliográfica). Foi reali- 
zada uma pesquisa com professores (120), peda- 
gogos (10) e boa parte dos pais de alunos (360) 
em todas as escolas do município de Delta/MT, 
obtendo uma amostra de 490 pessoas. O ques- 
tionário aplicado (ANEXO I) contém 12 questões 
relacionadas ao tema. Após o levantamento dos 
dados, utilizou-se de ferramentas estatísticas para 
obter as informações necessárias à conclusão, o 
que está descrito no subitem Resultados e Discus- 
sões. 
3.1.8. Cronograma de 
atividades (elemento textual 
obrigatório): 
No cronograma deve-se estabelecer o tempo 
que irá gastar com cada uma das ações previs- 
tas, que, normalmente, é dividido pelos meses do 
ano. O cronograma possibilita ao pesquisador or- 
ganizar e distribuir as ações pelo tempo disponível 
para a execução da pesquisa. É muito 
importante distribuir o trabalho a ser realizado 
levando-se em conta a disponibilidade de tempo 
do pesquisador e a dificuldade que ele possui 
em certas partes necessárias à realização do 
trabalho como, por exemplo, levantar dados, 
realizar a pesquisa bibliográfica, escrever o 
texto, utilizar ferramentas estatísticas, entre 
outras. Portanto, ao dividir o tempo entre as 
atividades é melhor distribuir uma carga horária 
maior para aquelas etapas em que, 
normalmente, tenha maiores dificuldades. 
4 Dados fictícios, utilizados apenas para ilustração. 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 39 
UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA 
Atividades Fevereiro Março Abril Maio 
Levantamento da literatura 
Montagem doprojeto 
Leitura 
Coleta de dados 
Tratamento dos dados 
Elaboração do relatório 
Digitação e normalização 
Revisão do texto 
Apresentação do projeto 
3.1.9. Referências (elemento pós-tex-
tual obrigatório). 
As normas para a elaboração das referências 
bibliográficas são as mesmas para o plano de 
pesquisa e para o texto científico (artigo científico, 
monografia, dissertação e tese) e serão explicita- 
das no capítulo seguinte. Essas normas estão fun- 
damentadas na ABNT NBR 6023 de 2011. 
3.1. ETAPAS DO PROJETO/PLANO 
DE PESQUISA QUE DEPENDEM DO 
TIPO DE PROJETO ADOTADO. 
O projeto ainda pode conter alguns itens que 
não são comuns a todos eles e que depende do 
tipo de pesquisa a ser realizada e do fato de ter a 
possibilidade de ser implantado em dada empre- 
sa ou instituição. Esses itens não estão expressos 
no quadro da página 29, porém dependendo do 
projeto (empresarial, laboratorial, entre outros) po- 
derão ser necessários. 
3.2.1. Público-alvo (elemento textual 
facultativo). 
O público-alvo diz respeito às pessoas que es- 
tariam mais diretamente interessadas no tema e 
foco escolhidos. Cada área de estudo possui o 
seu público, sendo que alguns temas englobam 
pessoas de outras áreas ou é do interesse ge- 
ral. Os exemplos citados abaixo explicam bem a 
abrangência da pesquisa: 
I. Um aluno de Medicina vai buscar um tema na 
sua área (saúde) e seus leitores estarão 
principalmente, entre os médicos e futuros 
profissionais. Pode ser, conforme o tema, que 
leitores das áreas correlatas se interessaram 
pelo trabalho, tais como os odontólogos, 
fisioterapeutas, professores, entre outros, os 
quais serão poucos e estarão acostumados à 
linguagem específica (técnica e simbólica) da 
área como, por exemplo, uma pesquisa 
bibliográfica, cujo texto explica o funciona- 
mento dos hormônios no corpo humano, o que in- 
teressa a médicos, professores, psicólogos, pais, 
entre outros; 
II. Um aluno de Pedagogia deve ter uma preo- 
cupação a mais, a de escrever pensando que 
qualquer um poderá ler o seu trabalho, portanto 
deve adequar a sua escrita a esse fato, ou seja, 
elaborar um texto que tenha uma linguagem clara 
e de fácil compreensão como, por exemplo, uma 
pesquisa bibliográfica cujo texto fala sobre a im- 
portância dos jogos e brincadeiras na educação 
40 Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 
UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA 
de crianças, o que interessa a todos os pais; 
III. Um estagiário de turismo busca desenvolver 
um projeto para a agência onde estagia. O projeto 
de turismo está relacionado ao lazer para o grupo 
da terceira idade. Portanto, o público-alvo é bem 
específico. 
Quando o projeto exigir a definição do público-al- 
vo, este subitem deve vir logo após a definição do 
tema e do problema. 
3.2.2. Responsável pela ex-
ecução do projeto (elemento 
textual facultativo). 
Deve ser descrito nessa parte quem executará o 
projeto, se pessoas, escola, órgãos ou 
instituições. Esse item só aparecerá em 
determinados tipos de projetos, ou seja, 
naqueles voltados para mudanças nos 
processos ou na maneira de executar uma 
atividade, enfim, nos projetos que serão im- 
plantados. Cita-se como exemplo, um projeto de 
um aluno de administração cujo objetivo é a mu- 
dança do layout da empresa. 
3.2.3. Local de realização da pesqui- 
sa (elemento textual facultativo). 
A coleta de dados será feita na empresa X, lo- 
calizada na cidade de (Belo Horizonte) / (Estado). 
Esse item também só é aplicável em certos proje- 
tos e pelos mesmos motivos citados no subitem 
3.2.2. 
3.2.4. Local de implantação 
(elemen- to textual facultativo). 
Nesse item deve constar o nome do local, ende- 
reço e telefone. Esse item também só é aplicável 
em certos projetos e pelos mesmos motivos 
citados no subitem 3.2.2. 
3.2.5. Plano de ação (elemento textu 
al facultativo). 
É no plano de ação que devem ser descritas, de 
forma estruturada, todas as ações a serem reali- 
zadas para que o projeto se concretize, incluindo 
principalmente os procedimentos, as atividades 
e as tarefas a realizar e os recursos necessários. 
Para todas as ações enumeradas deve-se deixar 
bem claro o(s) responsável (is) pela sua realiza- 
ção, o prazo inicial e final da realização da ação e 
o(s) recursos financeiros necessários. 
Ações 
Início/término 
Responsável 
Recursos (R$) 
Prazo 
3.2.6. Recursos utilizados (elemento 
textual facultativo). 
É nessa parte do projeto que se deve descrever 
de forma detalhada os equipamentos, materiais e 
espaços físicos necessários ao desenvolvimento 
das ações descritas no plano de ação 
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Materiais de Consumo Materiais Permanentes 
Papel A4 Computador 
Canetas esferográficas Data show 
Pastas com elástico Filmadora 
Pincel atômico Câmara digital 
Copos descartáveis Ar condicionado 
UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA 
 
 
 
 
TESTE DE CONHECIMENTO 
UNIDADE III: 
 
1) Em relação ao projeto/plano de pesquisa, 
marque a opção errada: 
a) É um roteiro necessário para que possamos 
posteriormente escrever o trabalho científico. 
b) O Projeto/plano de pesquisa nos dá base para 
desenvolver com maior facilidade o TCC. 
c) Tem por objetivo substituir o trabalho científico. 
d) Tem por objetivo facilitar a identificação e cons- 
trução do tema, dos objetivos e da metodologia a 
ser utilizada no TCC. 
e) É uma forma de tornar o trabalho científico 
mais fácil de ser concluído, pois serve de norte 
para o mesmo. 
 
2) Um projeto é constituido por duas partes. En- 
tre as opções abaixo, marque aquela que corres- 
ponde a essas partes: 
a) Parte superior e inferior. 
b) Parte interna e externa. 
c) Parte superior e interna. 
d) Parte inferior e externa. 
e) Nenhuma das opções acima. 
 
3) Um projeto de pesquisa acadêmica deve ser 
iniciado: 
a) Pela capa e lombada. 
b) Pela definição do problema. 
c) Pela definição do tema. 
d) Pela definição dos materiais necessários. 
e) Pela definição do cronograma. 
 
4) Tanto a parte externa como a interna do pla- 
no de trabalho contém elementos que são obriga- 
tórios e facultativos. Na parte interna e pré-textual, 
os elementos obrigatórios são: 
a) Capa e lombada. 
b) Introdução e referencial teórico. 
c) Metodologia e bibliografia 
d) Folha de rosto e sumário 
e) Apêndices e índices. 
 
5) Tanto a parte externa como a interna do plano 
de trabalho contém elementos que são obrigató- 
rios e facultativos. Na parte interna e textual, os 
elementos obrigatórios são, exceto: 
a) Introdução 
b) Referencial teórico. 
c) Metodologia. 
d) Cronograma 
e) Referências bibliográficas. 
 
6) Tanto a parte externa como a interna do pla- 
no de trabalho contém elementos que são obriga- 
tórios e facultativos. Na parte interna e pós-textual, 
o elemento obrigatório é: 
a) Glossários. 
b) Apêndices 
c) Índices 
d) Referências bibliográficas. 
e) Anexos 
 
7) É o motivo de ser do trabalho acadêmico, 
podendo ser levantado em relação à sustentação 
de uma afirmativa geralmente aceita; ou para con- 
testar uma suposição; ou à necessidade de com- 
preender e explicar uma situação nova ou do dia- 
-a-dia; ou alguma lacuna metodológica ou do grau 
de certeza do conhecimento cientifico na área 
estudada; ou em relação a uma afirmativa geral- 
 
 
42 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICAUNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA 
mente aceita, mas que a sua sustentação cria in- 
certezas quanto a sua veracidade. Essa afirmativa 
diz respeito a qual etapa do projeto: 
a) A busca do tema. 
b) A definição da metodologia. 
c) A definição do problema. 
d) A determinação das hipóteses. 
e) A elaboração do cronograma. 
8) É uma pressuposição que se faz em relação 
ao(s) problema(s) levantado(s), uma suposta res-
posta a ele, cuja veracidade deverá ser comprova-
da no final da pesquisa, ou seja, a pressuposição 
é provisória e deverá ser testada para verificar a 
sua validade. Essa afirmativa diz respeito: 
a) Ao foco. 
b) Ao problema. 
c) À metodologia. 
d) Ao tema. 
e) À hipótese. 
9) O objetivo tem o mesmo significado de fim e 
de meta, portanto indica onde o pesquisador pre-
tende chegar com a realização do trabalho acadê-
mico. Quais são as suas categorias? 
a) Objetivo abstrato e concreto. 
b) Objetivo geral e específico. 
c) Objetivo direto e indireto. 
d) Objetivo comum e individual 
e) Objetivo geral e individual. 
10) Objetivo que tem por função esclarecer e 
definir onde o pesquisador pretende chegar com 
a sua pesquisa, buscando demonstrar o que pre- 
tende com o projeto (para quê realizar o projeto e 
para quem?). 
a) Comum. 
b) Específico. 
c) Individual. 
d) Geral. 
e) Grupal. 
11) A justificativa tem por finalidade, exceto: 
a) Enumerar os motivos que levaram o pesqui- 
sador a escolher o tema, a fim de convencer o lei- 
tor da importância do mesmo. 
b) Demonstrar a importância da pesquisa e sua 
essencialidade para a solução do problema levan- 
tado. 
c) Descrever o contexto onde o tema se insere e 
a importância do tema. 
d) As contribuições de ordem prática e as opor- 
tunidades e prováveis vantagens e benefícios da 
sua investigação. 
e) Apresentar os motivos pessoais, profissionais, 
científicos, sociais e/ou acadêmicos que levaram 
o pesquisador à escolha do tema. 
12) O referencial teórico possibilita a busca de 
fundamentação para o projeto de pesquisa, con-
duzindo a pesquisa e demonstrando que o pes-
quisador tem conhecimento suficiente sobre os 
textos e autores que se dedicaram ao estudo do 
mesmo tema. Em relação ao referencial teórico, 
marque a opção errada. 
a) A pesquisa bibliográfica é feita através de li- 
vros, artigos, revistas, enciclopédias, monografias, 
dissertações, teses, mídias eletrônicas, filmes, en- 
tre outros materiais classificados como científicos 
e, portanto, confiáveis. 
b) Deve-se verificar se as fontes consultadas 
são ou não confiáveis, sendo necessário para isso 
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UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA 
verificar se a publicação impressa ou por meio ele- relacionado ao (a) da pesquisa 
trônico tem o ISSN, o ISBN ou o DOI, os quais e às estabelecidas, buscan-
confirmam a autenticidade e confiabilidade do tex- do descrever como os (as) serão 
to. 
c) Quando realizar citações diretas é imprescin- 
dível colocar o nome do autor, o ano e a página de 
onde a tirou. 
d) É aconselhado que o pesquisador faça 
citaçãoes indiretas, ou seja, que entenda o que 
o autor está dizendo e transcreva para o artigo 
com suas próprias palavras, enriquecendo e val-
orizando seu trabalho. 
e) Um artigo repleto de citações, as quais devem 
estar dentro das normas ABNT e da Instituição, in- 
duz a pensar que o pesquisador adquiriu bastante 
conhecimento em suas leituras. 
13) Na metodologia, o pesquisador deve expli- 
car, exceto. 
a) O caminho que irá percorrer para desenvolver 
sua pesquisa, o que deverá ser feito de forma de- 
talhada, exata e rigorosa. 
b) Deve explicar o tipo de pesquisa adotada, os 
instrumentos que serão utilizados e o tempo pre- 
visto para desenvolver cada ação. 
c) Em relação aos recursos humanos, quando 
necessitar de mais pessoas para desenvolver a 
pesquisa, deve listar os membros da equipe e fun- 
ção de cada um. 
d) Os motivos que levaram o pesquisador a ado- 
tar o tema e seu foco. 
e) Deve explicar a forma como os dados serão 
trabalhados (tabulação e tratamento). 
14) Complete a seguinte afirmativa: 
 O procedimento metodológico adotado 
está diretamente 
levantados (as), tabulados (as), analisados (as) 
e expostos (as), gerando confi-
áveis que nos permitirão confirmar ou refutar as 
(os) . 
a) Objeto, hipóteses, dados, informações, hipó- 
teses. 
b) Problema, hipóteses, dados, informações, hi- 
póteses. 
c) Hipóteses, problemas, dados, informações, 
problema. 
d) Hipótese, problemas, informações, dados, 
problema. 
e) Dados, informações, problemas, informações, 
problemas. 
15) Relacione o tipo de pesquisa com a metodo- 
logia adotada em cada uma delas. 
1 – Pesquisa bibliográfica. 
2 – Pesquisa documental. 
3 – Pesquisa experimental. 
4 – Pesquisa descritiva. 
a) ( ) Nesse tipo de pesquisa é necessária a 
delimitação e a descrição dos instrumentos e fon- 
tes escolhidas para o levantamento de dados, ou 
seja, se será feito através de questionário, entre- 
vista, formulário, entre outros instrumentos. 
b) ( ) Nesse tipo de pesquisa a metodologia 
está relacionada à descrição das fontes de pes- 
quisa adotadas, aos critérios adotados para a se- 
leção de autores; e a determinação de como será 
feita a análise do material adotado, se de forma 
44 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA 
crítica, analítica, seletiva, descrita, entre outras. 
c) ( ) Nesse tipo de pesquisa é necessário expli- 
car o procedimento que será utilizado para obser- 
var o fato ou fenômeno, ou seja, se é levantado os 
dados através de questionário, análise documen- 
tal, entrevista, entre outros. 
d) ( ) Nesse tipo deve-se indicar o procedimen- 
to utilizado para a coleta de dados e para testar as 
variáveis, descrevendo seu funcionamento. 
16) Ao elaborar o cronograma, o pesquisador 
deve: 
a) Calcular o tempo que irá gastar com cada 
uma das atividades previstas. 
b) Organizar e distribuir as ações pelo tempo dis- 
ponível que tem para a execução da pesquisa. 
c) Levar em conta o tempo total disponível que 
possui para realizar a pesquisa e a dificuldade que 
possui em cada uma das etapas necessárias à re- 
alização do trabalho. 
d) Distribuir uma carga horária maior para aque- 
las etapas em que, normalmente, tenha maiores 
dificuldades em realizar. 
e) Todas as alternativas anteriores estão corretas. 
17) Todo projeto possui elementos em comum, 
mas alguns possuem uma estrutura mais deta- 
lhada, o que depende do tipo de pesquisa a ser 
realizada e do fato de ter a possibilidade de ser im- 
plantado em dada empresa ou instituição. Todos 
os elementos citados abaixo fazem parte de um 
projeto mais elaborado, exceto: 
a) Responsável pela execução do projeto. 
b) Público-alvo. 
c) Local de realização e de implantação da pes- 
quisa. 
d) Plano de ação, discriminando os recursos uti- 
lizados. 
e) Objetivo. 
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O TRABALHO DE 
CONCLUSÃO DE 
CURSO 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
Nesse capítulo a nossa atenção está voltada 
para desvendar o que venha aser um trabalho 
científico, qual é o seu objetivo, sua tipologia, como 
é estruturado, entre outros questionamentos. 
A primeira perguntar a responder é como con- 
seguimos adquirir conhecimento? Conhecer é ad- 
quirir um conceito novo sobre um fenômeno, fato 
ou situação, o qual pode nascer de experiências 
acumuladas no nosso dia-a-dia, ou através da 
convivência com outras pessoas, ou através de 
leituras, ou de outro meio qualquer. Assim, pode- 
mos encontrar os seguintes tipos de conhecimen- 
tos: 
I. Conhecimento empírico: é aquele que se origi- 
na do conhecimento vulgar ou do senso-comum, o 
qual é obtido através de ações não planejadas, ou 
seja, ao acaso como, por exemplo, a janela está 
emperrada, mas de tanto abrir e fechá-la, desco- 
brimos que se levantarmos um pouquinho o lado 
direito ela fecha sem emperrar; 
II. Conhecimento filosófico: é resultante da ca- 
pacidade humana de raciocinar e refletir sobre 
fatos e fenômenos gerando conceitos subjetivos, 
os quais buscam dar sentido à vida e ao universo, 
ultrapassando os limites formais da ciência como, 
por exemplo, a frase de Shakespeare “Existe mui- 
to mais entre o céu e a terra do que a nossa vã 
filosofia possa imaginar”; 
III. Conhecimento teológico: é aquele resultante 
da crença religiosa e da fé divina, o qual é resul- 
tante da formação moral e religiosa de cada um. 
Portanto, não se tem como confirmar ou negar 
esse tipo de conhecimento. Cita-se como exem- 
plo a frase de Chico Xavier “Aqueles que amamos 
não morrem jamais, apenas partem antes de nós”; 
IV. Conhecimento científico: é o conhecimento 
que tem como características principais ser racio- 
nal, objetivo, sistemático, exato, verificável e expli- 
cativo, pois sua origem é baseada em métodos e 
técnicas científicas (GALLIANO, 1979). Podemos 
citar como exemplos o descobrimento da vacina 
antirrábica; o autor das Cartas Chilenas; as pes- 
quisas e publicações sobre a história do descobri- 
mento do Brasil; entre outras. 
A partir desses conceitos, podemos caracterizar 
o que venha a ser um trabalho científico. Para ser 
classificado como científico, um trabalho depen- 
de essencialmente da forma como é elaborado e 
do cumprimento das exigências as quais deve se 
submeter. Em primeiro lugar, deve ser embasado 
no raciocínio lógico e ter como ponto de partida 
um problema levantado em relação ao tema es- 
colhido. Assim, seguindo métodos e técnicas cien- 
tíficos e apoiados na fundamentação teórica, a 
pesquisa segue em busca de solução ou resposta 
para o problema evidenciado. 
Desse modo, reafirmamos que um trabalho 
para ser considerado científico deverá seguir o ri- 
gor científico e a ética intelectual, independente do 
fato de ser apenas um artigo ou uma tese de dou- 
torado. Segundo Estrela e Sabino (2001, p. 12) 
“O trabalho científico deve ser realizado com 
metodologia criteriosa, procurando solucionar 
problemas, mas embasado na ciência”. 
As normas ABNT para utilização em trabalhos 
científicos são as que tratam das Referências 
Bibliográficas (NBR 6023, 2002), das Citações
(NBR 10520, 2002), da Numeração Sucessiva 
(NBR 6024, 2003), do Resumo (NBR 6028, 2003),
dos Títulos de Lombada (NBR 12225, 2004) e do 
Preparo e Apresentação (NBR 14724, 2006). O 
TCC é um texto científico elaborado pelo aluno ao 
término do seu curso e sob a orientação de um 
professor especialista, mestre ou doutor na área 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 47 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
relacionada ao tema escolhido por ele. Pelo fato 
do TCC ser considerado um trabalho de iniciação 
científica é um dos instrumentos de avaliação de 
conclusão de curso e, portanto, o título de gradu- 
ado (licenciatura ou bacharel) ou pós-graduado 
(especialista, mestre, doutor ou pós-doutor) está 
condicionado à aprovação do TCC. 
Cada instituição de ensino tem a liberdade de 
escolher normas específicas para a elaboração do 
trabalho de conclusão de curso (TCC), podendo 
na graduação e na especialização ser um artigo 
científico, relatório de estágio, relatório de pesqui- 
sa ou monografia, sendo que a escolha vai ser de- 
terminada pela finalidade do trabalho e pelo nível 
de conhecimento exigido do autor. Na especializa- 
ção pode ser o artigo científico ou a monografia, 
no mestrado é exigida a dissertação e no doutora- 
do, a tese. No entanto, todas as instituições devem 
seguir as normas técnicas para a padronização de 
trabalhos científicos, as quais são determinadas 
pela Associação Brasileira de Normas Técnicas 
(ABNT). 
Como já falado, existem alguns tipos de TCC. No 
entanto, nessa apostila descreveremos as etapas 
para a elaboração do artigo científico por ser ele 
a opção para o processo de avaliação final dos 
cursos oferecidos. No entanto, as normas 
citadas aqui servem de norte para todos os 
tipos de TCC, sendo que a diferença princip-
al entre eles está no aprofundamento 
do tema, no tipo de pesquisa realizada e no 
número de páginas de cada um deles. 
4.1. ELABORAÇÃO DO ARTIGO CIEN- 
TÍFICO. 
O artigo científico, segundo a ABNT (NBR 6022, 
2003, p. 2) é um texto que “apresenta e discute 
idéias, métodos, técnicas, processos e resultados 
nas diversas áreas do conhecimento”, portanto é 
o resultado final de uma investigação ou estudo 
sobre determinado tema e de um ou mais ques- 
tionamentos a respeito do mesmo. Dessa forma, 
o artigo científico pode versar sobre um estudo de 
um fato, situação ou fenômeno; uma descoberta 
e suas causas ou consequências; dar uma nova 
versão sobre um dado assunto; difundir ideias no-
vas; buscar soluções para questões controversas; 
entre outras. 
A finalidade do artigo é divulgar e tornar conhe- 
cido o estudo realizado, a problemática pesquisa- 
da, sua base teórica, a metodologia utilizada e os 
seus resultados. Não existe uma norma nacional 
sobre o número de página que um trabalho cientí- 
fico deva ter, pois isso irá depender do tema pes- 
quisado e da profundidade da pesquisa realizada. 
No entanto, é muito difícil obter um trabalho de 
qualidade em oito ou nove páginas apenas. 
Dessa forma, a instituição tem liberdade para es- 
tipular o número de páginas apropriado, mas nor- 
malmente é estabelecido entre doze e vinte e cin- 
co páginas. Inclusive, de praxe, o artigo científico 
deve ser menor do que a monografia (em torno de 
70 páginas), do que a dissertação (em média 150 
páginas) e do que a tese (de 150 a 300 páginas). 
Segundo Lakatos & Marconi (2001), o tipo de 
abordagem adotada no artigo pode ser: 
I. Teórica: ocorre quando a abordagem apresen- 
ta argumentação favorável ou desfavorável a uma 
dada opinião, objetivando comprová-la ou refutá-la; 
II. Classificatória: ocorre quando a abordagem 
parte da classificação dos aspectos de um dado 
assunto e explica suas partes; 
III. Analítica: ocorre quando a abordagem está 
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UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
voltada para a priorização de cada elemento que 
compõe o assunto e de sua relação com o todo. 
4.1.1. Normas básicas para elabora- 
ção do artigo científico. 
Para que o artigo tenha um mínimo de qualidade 
e de cientificidade é necessário na sua construção 
observar certas regras, que são (Azevedo, 2001; 
Pádua, 2001): 
I. Impessoalidade: o artigo deve ser redigido na 
terceira pessoa do singular; 
II. Objetividade: a linguagem deve ser objetiva, 
portanto não se usa expressões pessoais,tais 
como “eu penso”, “acredito”, “parece-me”, entre 
outras, que dão margem a interpretações sem va- 
lor científico; 
III. Cientificidade: a linguagem científica é racio- 
nal, informativa e baseada em dados concretos, 
portanto, a argumentação subjetiva só pode ser 
apresentada se for acompanhada de fundamen- 
tação científica; 
IV. Clareza: o leitor deve ter noção clara do que 
pretende pesquisar, quais os métodos que irá uti- 
lizar para atingir seus objetivos e analisar os resul- 
tados almejados para posteriormente expô-los de 
forma clara e objetiva ao escrever o artigo; 
V. Precisão: todos os dados e informações apre- 
sentados no texto devem ser verdadeiros e os 
conceitos universalmente aceitos; 
VI. Originalidade: devem-se evitar modismos lin- 
guísticos, palavras rebuscadas, frases feitas, entre 
outras; 
VII. Concisão: o assunto deve ser exposto atra- 
vés de frases curtas e parágrafos breves. No en- 
tanto, os parágrafos não devem ter menos de qua- 
tro linhas; 
VIII. Encadeamento: no desenvolvimento de 
um texto é obrigatório encadear as ideias para 
que elas sejam compreendidas pelo leitor, ou 
seja, deve-se manter a disposição e a ligação de 
assuntos da mesma natureza ou que tenha 
entre si certas relações, mantendo a coesão e a 
coerência para que haja uma sucessão natural 
das ideias; 
IX. Correção: após finalizar o artigo, este deve 
passar por uma avaliação gramatical para verificar 
a redação e seguir as normas da redação cientí- 
fica; 
X. Fidelidade: quando o autor for expor ideias 
que não sejam suas, deve fazê-lo citando as fontes, 
zelando pela ética; 
XI. Vocabulário técnico: no artigo deve-se usar 
uma linguagem clara, precisa e do conhecimento 
comum, mas quando o tema é de uma área es- 
pecífica não se tem como fugir do uso de certos 
termos técnicos; 
XII. Criatividade: tornar o texto criativo faz com 
que sua leitura seja mais agradável. 
Dessa forma, para que o pesquisador consiga 
atingir essas exigências é necessário que tenha 
um dado nível de conhecimento sobre o tema 
abordado, motivo suficiente para que aprofunde 
na pesquisa bibliográfica. 
4.2. ESTRUTURA DO ARTIGO CIENTÍ- 
FICO. 
De acordo com a NBR 14724/2011, o artigo 
científico deve ser estruturado da seguinte forma: 
APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 49 
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UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
Fonte: Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2011. 
O quadro acima nos mostra todos os elementos, 
obrigatórios e facultativos, que compõem um arti- 
go científico. A seguir explicaremos as partes prin- 
cipais e após ilustraremos um artigo com a maioria 
dos seus componentes (os itens obrigatórios). 
4.2.1. Título: Deve estar relacionado ao con- 
teúdo do trabalho ou ao tipo de informação que os 
autores pretendem repassar. Não se deve confun- 
dir tema com título, pois o tema é mais abrangen- 
te, enquanto que o título é bem mais específico. 
Devemos lembrar também que o título não é o 
resumo do trabalho, devendo ser objetivo e escla- 
recedor da natureza do trabalho. 
Exemplo: 
Tema: Educação. 
Título: Inclusão escolar. 
4.2.2. Identificação do(s) autor (es) e 
mini currículo: O nome do autor deve vir de- 
pois do título e antes do resumo, localizado à 
es- 
querda, enquanto que as suas credenciais devem 
vir em nota de rodapé, constando o nome com- 
pleto do(s) autor (es), a qualificação acadêmica e 
profissional, a vinculação institucional ou a institui- 
ção onde o trabalho foi realizado e o endereço do 
autor principal. 
4.2.3. Resumo/Abstract e palavras--
chave (NBR 6028/2003): É uma síntese 
dos pontos relevantes do trabalho, contendo no 
máximo 250 palavras e deve vir em um único blo- 
co, ou seja, sem parágrafo. Deve ser uma síntese 
clara, concisa e direta da pesquisa, contendo o(s) 
objetivo(s), o referencial teórico, a metodologia uti- 
lizada para solucionar o problema, a justificativa e
os resultados alcançados, cujo intuito é per-
mitir aos leitores ter uma prévia do tema tratado 
50 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
A) Parte externa 
1. Capa Dura (obrigatório) 
2. Lombada (opcional) 
B) Parte interna 
B.1. Elementos pré-textuais: 
3. Folha de rosto (obrigatório) 
4. Errata (opcional) 
5. Folha de aprovação (obrigatório) 
6. Dedicatória (opcional). 
7. Agradecimentos (opcional) 
8. Resumo e palavras-chave na lingua vernácula(obrigatório) 
9. Resumo em lingua estrangeira (opcional) 
10. Lista de ilustrações (opcional) 
11. Lista de tabelas (opcional) 
12. Lista de abreviaturas e siglas (opcional) 
13. Lista de símbolos (opcional) 
14. Sumário (obrigatório) 
B.2. Elementos textuais: 
15. Introdução (obrigatório) 
16. Desenvolvimento (obrigatório) 
17. Discussões e resultados (obrigatório, mas 
depende do tipo de pesquisa) 
18. Conclusão ou considerações finais (obrigatório) 
B.3. Elementos pós-textuais: 
19. Referências (obrigatório) 
20. Glossário (opcional) 
21. Apêndice (opcional) 
22. Anexo (opcional) 
23. Índice (opcional) 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
sem necessitar de ler todo o texto. Algumas institu-
ições exigem o resumo na língua inglesa (Abstract), 
com o objetivo de ampliar a sua divulgação, sendo 
que alguns periódicos o aceita em outra língua. 
As palavras-chave (Keysword) são as palavras 
que caracterizam o tema e servem para indexar 
o artigo, ou seja, aquelas palavras que remetem 
ao texto. 
4.2.4. Introdução: Nessa parte, deve-se fa-
zer uma exposição clara e sucinta do tema, 
apre- 
sentando-o de forma global, esclarecendo sobre 
as delimitações estabelecidas na abordagem do 
assunto. Também, deve conter os objetivos, a jus-
tificativa do autor para realizar a pesquisa, apontar 
as questões para qual o autor buscará as respos-
tas e a metodologia utilizada. Portanto, a Introdu-
ção deve conter o problema estudado (o quê), os 
objetivos (para que serviu o estudo) e a metodolo-
gia utilizada (como os objetivos foram atingidos), 
devendo ser redigida em três páginas no máximo 
(PATACO et al, 2007). Na Introdução não deve ser 
dividida em itens. 
4.2.5. Desenvolvimento: É a parte prin- 
cipal do trabalho, onde o autor expõe, explica e 
demonstra o assunto abordado, ou seja, o autor 
deve fazer uma exposição do assunto baseada 
na bibliografia escolhida, expondo e discutindo as 
teorias adotadas para a resolução do problema 
levantado, apresentando os argumentos teóricos 
e, caso haja, os que são resultantes da base de 
dados coletados e que dão sustentação ao seu 
posicionamento perante o problema (quando a 
pesquisa levantar dados sobre certo fenômeno ou 
fato, esses devem ser explicados na argumenta- 
ção teórica, respondendo a alguns questionamen- 
tos como, por exemplo: defini-los conceitualmente 
e quantitativamente, se for o caso da pesquisa 
quantitativa; descrever como influenciam o fenô- 
meno ou fato; demonstrar como afetam o fenô- 
meno ou fato; demonstrar as possíveis ou com- 
provadas consequências do seu uso (exigido 
normalmente nas pesquisas laboratoriais); entre 
outras explicações necessárias. 
Uma das formas de tornar essa parte mais fá- 
cil de ser redigida é adotar subtítulos, dividindo o 
texto conforme o assunto lido, primando para não 
perder o foco. 
4.2.6. Discussões e Resultados: item 
Discussões e Resultados não aparecem em todo 
o tipo de artigo, sendo típico daqueles que reali- 
zam pesquisa onde ocorre o levantamento de da- 
dos (entrevista, questionário,pesquisa observacio- 
nal, de laboratório, entre outras), o seu tratamento 
(métodos estatísticos, análise química, exposição 
à radiação, entre outros) e a sua exposição. 
Nessa parte devem ser descritos os métodos 
utilizados para a coleta, registro e avaliação dos 
dados e para a obtenção das informações. Além 
disso, deve-se descrever o tipo e a quantidade 
de variáveis/ observações adotadas (por 
exemplo: um questionário composto de 20 
questões e aplicado a uma amostra de 300 
professores da rede de ensino municipal) e 
também os métodos empregados na sua coleta, 
registro e avaliação, o que deverá ser feito de 
forma organizada e sistemática. 
Assim, quando se trabalha com variáveis,
os resultados são mais bem interpretados através 
da análise estatística. Por exemplo, em um 
estudo da população em relação aos níveis de 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 51 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
 
 
 
 
renda e educação (variáveis), constatou-se que 
x% da população é de alto poder aquisitivo e de 
nível superior; que x% da população é de baixo 
poder aquisitivo e não possui o ensino fundamen- 
tal completo, etc. À medida que for expondo os 
dados, vai-se discutindo o assunto e comparando 
ou se apoiando nas observações e opiniões dos 
autores adotados. 
 
4.2.7. Conclusão e/ou recomenda- 
ções: Nessa parte deve vir a resposta para o pro- 
blema levantado na pesquisa e a confirmação ou 
não das hipóteses enumeradas e dos objetivos do 
estudo. O texto deve ser claro e conciso e o autor, 
unicamente aqui, pode expor sua opinião, porém 
baseada nos resultados que avaliou e interpretou. 
Além disso, devemos lembrar que se os resulta- 
dos não foram totalmente conclusivos, isso deve 
ser esclarecido e, também, que nessa parte não é 
permitido à inclusão de novos dados ou citação de 
autores, pois isso indica o reinício da discussão. 
 
4.2.8. Referências bibliográficas: É a 
enumeração, de acordo com ANBR 6023/2002 
da ABNT, de toda a bibliografia utilizada na pre- 
paração e elaboração do trabalho, ou seja, é uma 
listagem dos livros, artigos e outros trabalhos utili- 
zados no artigo e que pertencem a outros autores. 
As referências devem ser apresentadas em or- 
dem alfabéticas, independente do fato de se tratar 
de livro, artigos, jornais, periódicos, etc. 
Um trabalho científico deve ser apoiado, princi- 
palmente, por autores que tiveram seu trabalho 
publicado (livros). É permitindo também citar ar- 
tigos e jornais científicos e publicações de sites 
acadêmicos, porém o aluno deve estar ciente que 
não se deve usar dados ou informações que não 
tenham sido confirmadas pelo ISSN,ISBN ou pelo 
DOI. Após aprovado pela faculdade ou Instituto 
onde estude, o seu trabalho terá o identificador 
ISSN, passando a ser considerada fonte 
segura de pesquisa, portanto, reportagem de 
jornais, revistas e outros que não possuem o 
cunho científico devem ser utilizados de forma 
bastante criteriosa em trabalhos científicos. 
 
4.3. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO- 
ARTIGO CIENTÍFICO. 
 
4.3.1. Capa (obrigatório): normalmente a 
capa dura (encadernação) e a capa do trabalho 
(primeira página) são iguais. 
 
 
52 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
Modelo 1 - Capa 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 
53 
FACULDADE 
NOME DO ALUNO 
(limite da margem superior, centralizado, fonte arial ou times new roman 12, CAIXA 
ALTA, sem negrito). 
TÍTULO E SUBTÍTULO 
(título: fonte 12, em negrito, CAIXA ALTA. se houver subtítulo, este deve ser 
precedido de dois pontos (:), fonte 12, sem negrito, CAIXA ALTA. 
LOCAL/ESTADO 
ANO 
(limite da margem inferior,fonte 12, CAIXA ALTA) 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
4.3.2. Lombada: (NBR 12225,2004). Usada 
somente para encadernação em capa dura e é 
opcional. A instituição de ensino é que irá determi- 
nar se é necessário ou não ter lombada no 
TCC. 
Modelo 2: Lombada 
b) Para a obtenção de título de pós-graduação 
deve vir do seguinte modo: 
Trabalho de Conclusão de Curso – Artigo Científico, apresen- 
tado ao Núcleo de Trabalhos de Conclusão de Curso do Curso 
de Pós Graduação Lato Sensu do curso de Especialização em 
Supervisão Escolar, como requisito obrigatório para a obtenção 
do grau de especialista. 
c) Programa especial de formação docente (R2) 
ou complementação pedagógica. 
Trabalho de Conclusão de Curso – Artigo Científico, apresenta- 
do ao Programa especial de formação de docentes do (NOME 
DA FACULDADE OU INSTITUTO) , em cumprimento às 
exigências para a obtenção do certificado e registro profis-
sional equivalentes à licenciatura plena na área de (NOME 
DO SEU CURSO.) 
4.3.3. Folha de rosto (obrigatório): 
O exemplo demostra todos os elementos que 
compõe a folha de rosto, sendo que ela segue 
todas as normas citadas para a capa, exceto a 
nota de apresentação, que deve vir à esquerda do 
texto, em fonte 10 e espaço entre linhas 1e deve 
variar de acordo com a natureza (artigo científico, 
monografia, dissertação ou tese) e do programa 
ou área de concentração como exemplificado a 
seguir: 
a) Para a licenciatura plena deve vir os seguintes 
dizeres: 
Trabalho de Conclusão de Curso – Artigo Científico, apresenta- 
do ao Núcleo de Trabalhos de Conclusão de Curso do Curso de 
Pedagogia, como requisito obrigatório para a obtenção do grau 
de licenciado. 
54 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
Modelo 3: Folha de rosto. 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 
55 
FACULDADE 
NOME DO ALUNO 
(normas iguais as da 
capa) 
TÍTULO E SUBTÍTULO 
Trabalho de Conclusão de Curso – Artigo 
Científico, apresentado ao Núcleo de Tra- 
balhos de Conclusão de Curso do Curso de 
Pedagogia do _________, como requisito 
obrigatório para a obtenção do grau de 
licenciado. 
(fonte 10, à esquerda da página, justificado, 
sem negrito e espaço 1). 
LOCAL/ESTADO 
ANO 
(idem normas da capa) 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
AVALIAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO 
Relatório de Avaliação do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC. 
Aluno (a): 
Titulo: 
Curso: Pólo: 
Comentários do Professor Orientador: 
Com base na avaliação acima o trabalho está: 
Aprovado com nota 
Exige reformulação. 
Professor (a) 
Critérios de avaliação Nota – de 0 a 10 
4.3.4. Folha de aprovação (obrigató- 
rio): 
apesar da ABNT exigir sua inclusão na se-
quência demonstrada,algumas instituições a 
colocam no final do trabalho. O modelo de folha 
de avaliação varia conforme as necessidades 
da instituição. A seguir demonstramos um mo-
delo básico. 
Critérios de avaliação Nota – 0 a 10 
Tema 
Nível de Textualidade 
Nível de Correção Linguística 
Sequência Lógica dos Fatos 
Aprofundamento Teórico 
Formatação e Estrutura 
Estética 
Linguagem Técnica - Pedagógica 
Conteúdo Adequado 
Desenvolvimento do Conteúdo 
Rigor Científico 
56 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
4.3.5. Resumo e palavras-chave na 
língua vernácula (obrigatório) e na 
 língua estrangeira 
(opcional): 
Modelo 5: Resumo e Ab-
stract. 
TÍTULO DO TRABALHO 
(centralizado, CAIXA ALTA, negrito, fonte 12) Nome do autor (sem 
negrito, minúscula, inserir notade rodapé com as credenciais do au- 
tor) 
RESUMO 
(O título RESUMO deve ser centralizado, CAIXAALTA, negrito, fonte 
12) 
O texto do Resumo deve vir em fonte 10, justificado, espaço 1, sem 
parágrafo. Deve conter uma síntese do artigo. 
Palavras-chave (fonte 10, negrito, minúscula):Metodologia. ABNT. 
Artigo científico. (As palavras devem vir em fonte 10, espaço simples, 
justificado, sem negrito, minúscula, sem paragrafação, bloco único, 
no mínimo três e no máximo cinco palavras, separadas por ponto 
final. 
ABSTRACT 
(O título ABSTRACT deve ser centralizado, CAIXA ALTA, negrito, 
fonte 12) 
O texto do Abstract deve vir em fonte 10, justificado, espaço 1, 
sem parágrafo. Deve ser o Resumo escrito na língua in- 
glesa. 
Keyswords (fonte 10, negrito): Methodology. ABNT. Scientific Article. 
(As palavras devem vir em fonte 10, espaço simples, justificado, sem 
negrito, minúscula, sem paragrafação, bloco único, no mínimo três e 
no máximo cinco palavras, separadas por ponto final). 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 57 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
 
 
 
 
4.3.6. Introdução (obrigatório): 
 
 
Modelo 6: Introdução. 
 
4.3.7. Desenvolvimento (obrigatório): 
 
Modelo 7: Desenvolvimento. 
 
 
 
58 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
 
1. INTRODUÇÃO. (CAIXA ALTA, negrito, antecedida do número 
1, fonte 12). 
 
O texto deve ter fonte 12, espaço 1,5, justificado, com paragrafação 
em 1,25 cm.. 
 
2. DESENVOLVIMENTO. (CAIXA ALTA, negrito, fonte 12) 
O texto deve vir em fonte 12, sem negrito, justificado, com paragra- 
fação e espaço 1,5. 
 
2.1. Políticas nacionais sobre a inclusão escolar. (Subtítulo vem 
em negrito, minúscula, fonte 12). 
 
O texto deve vir em fonte 12, sem negrito, justificado, com paragra- 
fação e espaço 1,5. 
 
2.2. Dificuldades relacionadas à inclusão escolar. 
(idem a 1.2) 
2.2.1. Estrutura das escolas. 
2.2.2. Posicionamento dos professores. 
2.2.3. Posicionamento dos pais. 
(Subdivisões do subitem devem vir em minúscula, fonte 12, sem ne- 
grito). 
 
2.3. Mudanças necessárias para a efetivação da inclusão esco- 
lar. 
(idem a 1.2). 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
4.3.8. Discussões e resultados (obrigatório, mas depende do tipo de pesquisa): 
Modelo 8: Discussões e Resultados: 
4.3.9. Conclusões ou considerações finais 
(obrigatório): caso não tenha o item 3 – Discus- 
sões e Resultados no artigo, a conclusão deve vir 
com a numeração 3. 
Modelo 9: Conclusão: 
4.3.10. Referências (obrigatório). 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 
59 
3. DISCUSSÕES E RESULTADOS: (CAIXAALTA, negrito, fonte 12) 
O texto deve vir em fonte 12, sem negrito, justificado, com paragra- 
fação e espaço 1,5. 
4. CONCLUSÃO OU CONSIDERAÇÕES FINAIS. (CAIXA ALTA, 
negrito, fonte 12). 
O texto deve vir em fonte 12, sem negrito, justificado, com paragra- 
fação e espaço 1,5. 
REFERÊNCIAS. (CAIXA ALTA, negrito, sem numeração, fonte 12). 
PEREIRA, Maria Moura. Manual de Metodologia Científica. Itaúna: 
Instituto, 2014. 
Alencar, José de. A Moreninha. 20º ed. São Paulo: ed. Atlas, 1989. 
(fonte 12, espaço 1, justificado, 1 espaço entre as citações). 
Segundo a fonte e autoria, as citações possuem regras específicas e 
que serão abordadas no capítulo seguinte. 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
 
 
 
 
4.3.11. Anexo (opcional): 
 
 
 
4.4.FORMATAÇÃO DE TRABALHOS 
CIENTÍFICOS. 
 
Todo trabalho científico tem algumas normas 
a seguir para a realização de sua formatação, 
as quais, na sua maioria,são determinadas 
pela ABNT ou convencionadas entre as insti- 
tuições de ensino superior. 
 
4.4.1. Normas gerais para formatação 
de trabalhos científicos. 
 
ITEM NORMALIZAÇÃO 
Cor do texto Preta 
Cor das Ilustrações A que preferir (ater-se a cores mais sóbrias). 
Papel Branco A4 (21cm x 29,7cm). 
Texto Justificado. 
 
Margens 
Superior e esquerda: 3cm. 
Inferior e direita: 2cm. 
 
 
Parágrafos 
Há duas opções de parágrafos: 
a) Tradicional: distante 1,25 cm da margem esquerda, 
sem deixar espaço duplo entre um parágrafo e outro; 
b) Moderno: todo o texto alinhado à margem esquerda e 
o parágrafo marcado por dois espaços entre eles. 
 
 
Fonte (arial ou times new roman) 
Tamanho 12 para todo o texto, exceto citação com mais 
de três linhas; notas de rodapé, legendas e fontes das 
ilustrações e das tabelas. As exceções devem vir em 
fonte tamanho 10. 
 
 
Espaçamento 
Todo o texto deve ter espaçamento 1,5 entre as linhas, 
exceto para as citação com mais de três linhas, notas 
de rodapé, nota de apresentação, legendas e fontes das 
ilustrações e das tabelas. 
 
 
 
 
 
 
60 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
 
ANEXO A – título. (A palavra anexo deve vir em fonte 12 e CAIXA 
ALTA e o título em fonte 12, letra minúscula. Anexo e título são sepa- 
rados por travessão. 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
ITEM NORMALIZAÇÃO 
Parágrafos 
Há duas opções de parágrafos: 
a) Tradicional: distante 1,25 cm da margem esquerda, 
sem deixar espaço duplo entre um parágrafo e outro; 
b) Moderno: todo o texto alinhado à margem esquerda e 
o parágrafo marcado por dois espaços entre eles. 
Títulos (sessão primária) 
Subtítulos (sessão secundária) 
Subtítulos (sessão terciária) 
Subtítulo (sessão quaternária) 
Exemplo: 
1. INTRODUÇÃO (sessão primária) 
1.1. O legado do tempo.(sessão secundária) 
1.2. Folclore e lendas. (sessão secundária). 
1.2.1. Mula sem-cabeça (sessão terciária). 
1.2.1.1. A crendice popular (sessão quaternária) 
Deve figurar em página nova, fonte 12, alinhados à 
esquerda, algarismo arábico, caixa alta (maiúscula) e em 
negrito; 
Fonte 12, alinhados à esquerda, algarismo arábico, caixa 
baixa (minúscula) e em negrito. 
Fonte 12, alinhado à esquerda, algarismo arábico, caixa 
baixa, negrito e itálico. 
Fonte 12, alinhado á esquerda, algarismo arábico, caixa 
baixa, sem negrito. 
Referências bibliográficas Separadas por um espaço simples em branco. 
Paginação 
Todas as páginas são contadas a partir da folha de rosto, 
mas só são numeradas a partir da primeira página dos 
elementos textuais (Introdução), ou seja, os elementos 
pré-textuais são contados, mas não numerados; 
As páginas são numeradas no canto superior direito, 
sequencialmente, em algarismos arábicos; 
Elementos pré-textuais 
São centralizados, em caixa alta, negrito, fonte 12, mas 
não são numerados (errata, folha de aprovação, epígra- 
fe, dedicatória, lista de ilustrações, lista de tabelas, lista 
de abreviaturas e siglas, resumo e sumário). 
Folha de aprovação 
As instituições normalmente colocam o título no alto da 
página, em arial ou times new roman 12, centralizado e 
em negrito: AVALIAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLU- 
SÃO DE CURSO. 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 
61 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
 
 
 
 
 
ITEM NORMALIZAÇÃO 
 
Folha de dedicatória e 
epígrafe (pensamento) 
Não aparece a numeração e não possuem o título, 
Devem aparecer abaixo da metade da página e à direita 
da página, justificada. 
 
 
 
 
 
 
Notas de rodapé 
Fornecem informações adicionais ou esclarecimentos, 
que não devem ser incluídos no texto; 
São colocadas na parte inferior da página, iniciando-se 
com o número sobrescritorecebido em texto e sem pa- 
rágrafo; São alinhadas à esquerda e separadas do texto 
por um traço contínuo de três cm, espaço simples, fonte 
10 e não devem ocupar mais que 50% do espaço total da 
página. Exemplo: 
 
 
¹Trabalho apresentado na X FENATEC, 2010. 
²PEREIRA, 1989, p.55-74. 
Horas Usar sempre o número cardinal. Exemplo: 12h e 25 min. 
 
Dias do mês 
Para o primeiro dia do mês, usa-se sempre o número 
ordinal e para os demais, os números cardinais. 
Exemplo: primeiro de abril; em 14 de maio. 
 
Unidades padronizadas 
É obrigatório o número cardinal; 
Exemplo: 20 ml; 100 g 
Indicar quantidades Adota-se a forma por extenso. 
 
Indicar figuras, gráficos, tabelas. 
Sempre utilizar algarismos arábicos. 
Exemplo: Tabela 1 
 
 
 
 
 
Ilustrações. 
A identificação de ilustrações aparece na parte superior, 
precedida da palavra esquema, mapa,gráfico, fluxogra- 
ma, fotografia, organograma, planta, quadro, retrato, 
figura, imagem, entre outros, seguida de seu número de 
ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, 
travessão e título. 
Na parte inferior, indicar a fonte consultada, legenda, no- 
tas e outras informações necessárias. A ilustração deve 
ser inserida o mais próximo possível do trecho a que se 
refere. 
 
 
 
 
 
 
62 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
ITEM NORMALIZAÇÃO 
Tabelas e quadros: Não devem ser fechados 
lateralmente e nem se colocam traços horizontais 
separando os dados numéricos. 
Tabelas apresentam dados estatísticos. 
Quadros apresentam informações de texto agrupadas 
em colunas. 
Apêndices 
Considerado material suplementar e elaborado pelo 
próprio autor do trabalho, porém não fazem parte do 
trabalho, mas é material adicional para ilustrá-lo e/ou 
acrescentar alguma outra informação. 
Os apêndices são identificados por letras maiúsculas 
consecutivas, seguidas de um hífen e o respectivo título. 
Exemplo: 
APÊNDICE A – Termo de Consentimento Livre e Escla- 
recido 
Anexo 
São elementos opcionais e de suporte ao texto. Conside- 
ra-se anexo quando o material NÃO for elaborado pelo 
próprio autor. Devem ser citados no texto para facilitar 
uma ligação entre as informações adicionais. 
Os anexos são identificação por letras maiúsculas e não 
com números, seguida de hífen e o título. Exemplo: 
ANEXO A – Parecer do Comitê de Ética em Pesquisa do 
Instituto. 
Fonte: Elaborado pela autora com base em Gil (2007), Vergara (2007), Eco (2001), Santos (2007) e 
Estrela & Sabino (2001). 
4.4.2. Citações 
As citações aparecem no texto e servem de em- 
basamento para o autor do trabalho. Inclusive, o 
trabalho não é considerado científico se não as ti- 
ver, seja em sua forma direta ou indireta. 
4.4.2.1. Citação direta. 
Segundo Estrela & Sabino (2001), a citação dire- 
ta é a transcrição literal do texto consultado e que 
é reproduzido conforme redação original. Nesse 
tipo de citação é obrigatório citar o ano da 
publica- 
ção e a página da onde foi retirada. 
Exemplo: 
Quando incluso no texto: Pereira (1989, p. 26).
Quando no final da citação direta: (PEREIRA, 2002, p. 45). 
As citações diretas se dividem em curtas ou lon- 
gas. O primeiro tipo ocorre quando a transcrição 
não for superior a três linhas, devendo vir entre as- 
pas, ter o sobrenome do autor, ano e página. 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 
63 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
o texto do parágrafo, no seu início ou meio, colo- 
ca-se o sobrenome do autor em letras maiúscula, 
ano da publicação entre parênteses, não tendo 
necessidade de colocar a página. 
As citações diretas longas possuem mais de três 
linhas, devendo ser transcritas em um parágrafo 
independente, recuado a 4cm da margem esquer- 
da, sem aspas, fonte 10 e espaço simples entre 
linhas. Deve ainda conter autor, ano e página. 
Exemplo: 
4.4.2.2. Citação indireta. 
Nas citações indiretas se expressa as idéias 
contidas em dado texto, mas sem transcrever lite- 
ralmente as palavras do autor. Elas são expressas 
da seguinte forma: 
a) Quando o nome do autor (ou autores) integra 
b) Quando o nome do autor (ou autores) constar 
no fim do parágrafo, deve vir em letra maiúscula, 
entre parênteses e conter o ano da publicação. 
Exemplo: 
4.4.2.3. Várias citações de um mesmo 
autor: 
Quando um autor tem várias obras realizadas 
em um mesmo ano, faz-se a citação pelo sobre- 
nome, ano e acrescenta ao ano as letras do alfa- 
beto, minúscula, em ordem alfabética e sem espa- 
çamento. 
Exemplo: 
4.4.2.4. Citação de trabalhos de dois 
ou três autores: 
Se a citação for aparecer no início ou meio 
do parágrafo devem ser ligadas pela letra 
64 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
Baseando nos estudos realizados por Freire (2009), 
podemos perceber a importância do brincar para a 
aprendizagem infantil. 
O professor deve descobrir a importância do brincar 
no processo ensino-aprendizado, para isso deve uti- 
lizar os jogos na elaboração de sua aula (FREIRE, 
2009). 
Mira (1997a); Mira (1997b); Mira (1997c). 
Como diz Vygotsky (1998, p. 67) “As maiores aquisi- 
ções de uma criança são conseguidas no brinquedo, 
aquisições que no futuro tornarão seu nível básico de 
ação real e moralidade”. 
Educar ludicamente adolescentes e adultos “significa 
criar condições de restauração do passado, viven- 
do bem o presente e construindo o futuro” (FARIAS, 
2010, p. 102). 
Outro aspecto importante e que fundamenta a 
Educação como um Direito Humano diz respeito 
ao fato de que o acesso à educação é em si base 
para a realização dos outros Direitos. Isso quer di- 
zer que o sujeito que passa por processos educa- 
tivos, em particular pelo sistema escolar, é normal- 
mente um cidadão que tem melhores condições 
de realizar e defender os outros direitos humanos 
(saúde, habitação, meio ambiente, participação 
política etc.). A educação é base constitutiva na 
formação do ser humano, bem como na defesa 
e constituição dos outros direitos econômicos, so- 
ciais e culturais (HADDAD, 2003, p.12). 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
“e”, seguido do ano. 
Exemplos: 
Dois autores: Pereira e Silva (2004). 
Três autores: Pereira, Silva e Souza (2004). 
Se a citação vier no final do parágrafo, deve vir 
os nomes dos autores em letra maiúscula e sepa- 
rados por ponto-e-vírgula e o ano da publicação. 
Exemplo: 
4.4.2.5. Citação com mais de três au- 
tores: 
Nesse caso, é necessário citar apenas o sobre- 
nome do primeiro autor seguido da expressão 
et al (ou et alli). 
Exemplo: 
4.4.2.6. Citação de documentos cujo 
autor é uma entidade coletiva. 
Quando o autor é uma entidade coletiva, o 
nome da mesma deve vir por extenso. 
Exemplo: 
4.4.2.7. Citação de documentos de au- 
toria de órgãos da administração públi- 
ca direta: 
Nesse caso, a citação deve ser feita na seguinte 
ordem: nome do país, do estado ou do município, 
data. 
Exemplo: 
4.4.2.8. Citação de citação: 
Trata-se da reprodução de informação citada por 
outro autor e que só deve ser utilizada em último 
caso, sendo que o ideal é ir direto à fonte dese- 
jada. Pode ser expressa como citação direta ou 
indireta. Para deixar claro quem é o proprietário da 
ideia original, utiliza-se a expressão apud, que sig- 
nifica “citado por”. Existem duas formas para fazer 
a citação: 
a) Colocando a informação sobre o autor original 
em nota de rodapé: 
Exemplo: 
Todos os direitosautorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 65 
As características mais comuns nas crianças super- 
dotadas, na idade pré-escolar, são: o alto grau de 
curiosidade, boa memória, atenção concentrada, en- 
tre outras (CLINE; SCHWARTZ, 1999, p. 121). 
Ferreira et al. (2009) ou (FERREIRA et al., 2009). 
BRASIL (2008)
MINAS GERAIS, 2009.
ITAÚNA, 2014. 
(ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS, 2010). 
No entender de Preso (2002 apud FLEITH, 2006, p. 
99), a educação [...]. 
¹PÉREZ, Suzana Graciela. Gasparzinho vai à es- 
cola: um estudo sobre as características do alu- 
no com altas habilidades - produtor criativo. Porto 
Alegre, 2004. 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
b) Quando não colocar a informação sobre 
o autor original na nota de rodapé: deve-se 
fazer as duas citações nas referências bi- 
bliográficas, a da obra do autor original e a 
autor consultado. 
Exemplo: 
balhos de conclusão de curso. 
4.4.2.10.1. Sistema numérico: 
Nesse sistema a numeração é única e se- 
quencial, podendo o indicador ser usado 
entre parênteses, sem qualquer sinal ou so- 
brescrito. Este último é o mais usado. 
Exemplos: 
4.4.2.9 Suprimir parte de uma citação. 
Para se suprimir partes de uma citação, 
deve-se usar reticências entre colchetes. 
Exemplo: 
4.4.2.10. Sistema de chamada de ci- 
tações. 
As citações podem ser expressas através 
do sistema numérico ou do alfabético (autor 
e data). A instituição é que deverá determi- 
nar qual dos dois será adotado em seus tra- 
4.4.2.10.2. Sistema alfabético (autor-
-data): 
É o sistema em que figura no texto o so- 
brenome do autor principal, seguido do ano 
da publicação. Aparece no meio (sobreno- 
me do autor só com a inicial em maiúscula, 
data) e no fim (sobrenome em letra maiús- 
cula, data da publicação e entre parênte- 
ses) da citação, sendo o sistema mais usa- 
do. Caso seja citação direta, deve constar a 
66 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
REFERÊNCIAS. 
FLEITH, Denise de Sousa. Educação Infan- 
til. Saberes e Práticas da Inclusão. Altas Ha- 
bilidades/Superdotação. Brasília/ 2006. MEC, 
Ministério da Educação Secretaria de 
educação Especial. 
PÉREZ, Suzana Graciela. Gasparzinho vai à 
escola: um estudo sobre as características 
do aluno com altas habilidades - produtor 
criativo. Porto Alegre, 2004. 
“Baseando nos estudos realizados podemos per- 
ceber a importância da avaliação de aprendizagem 
como indicadora de resultados e meio de mudanças.”¹ 
OU 
“Baseando nos estudos realizados podemos 
perceber a importância da avaliação de 
aprendizagem como indicadora de resultantes e meio 
de mudanças.”1 
OU 
“Baseando nos estudos realizados podemos perce- 
ber a importância da avaliação de aprendizagem como 
indicadora de resultados e meio de mudanças.” (1) 
¹LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendiza-
gem escolar: estudos e proposições. 16. ed. São 
Paulo: Cortez, 2009. 
No entender de Peréz¹ (2002 apud FLEITH, 
2006, p. 99), [...] a educação é fundamental 
para o pleno desenvolvimento do indivíduo [...]. 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
página de onde foi tirada. 
Exemplo: 
simples e separadas umas das outras por 
um espaço livre. A seguir descrevemos as 
principais orientações sobre as referências 
(as citações bibliográficas não vêm dentro 
de retângulos, foram usadas são apenas 
para destacar o exemplo): 
4.4.3.1. Citação de livro completo (leu 
todo o livro): 
a) Modelo utilizado quando há um só au- 
tor: 
b) Modelo utilizado quando há dois auto- 
res: 
4.4.3. Referências bibliográficas (NBR 
6023, 2000). 
As referências bibliográficas devem con- 
ter todas as informações sobre as obras ci- 
tadas na fundamentação do artigo. Dizem 
respeito a uma listagem dos livros, artigos, 
periódicos, revistas acadêmicas, entre ou- 
tros materiais utilizados pelo aluno durante 
a realização do TCC e que permitem a iden- 
tificação dos mesmos. Devem vir em espaço 
c) Modelo utilizado quando há três auto- 
res: 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 67 
AUTOR. Título. Edição. Local de publicação: 
Editora, ano de publicação. Números de pági- 
nas ou volume. 
GOMES, L. G. F. F. Novela e sociedade no 
Brasil. 2. ed. Niterói: EdUFF,1998. 169 p. 
AUTOR. AUTOR. Título. Edição. Local de pu- 
blicação: Editora, ano de publicação. Números 
de páginas ou volume. 
LAKATOS, E. M; MARCONI, M. de A. Funda-
mentos de metodologia científica. 6. ed. São 
Paulo: Atlas, 2005. 21p. 
Baseando nos estudos realizados por Freire (2009), 
podemos perceber a importância do brincar para a 
aprendizagem infantil. 
O professor deve descobrir a importância do brin- 
car no processo ensino-aprendizado, para isso deve 
utilizar os jogos na elaboração de sua aula (FREIRE, 
2009). 
Na citação curta: 
Segundo Freire (2009, p. 76), “os jogos e brincadei- 
ras trazem o lúdico para o processo de ensino-apren- 
dizagem”. 
Na citação longa: 
Outro aspecto importante e que funda- 
menta a Educação como um Direito Hu- 
mano diz respeito ao fato de que o acesso 
à educação é em si base para a realização 
dos outros Direitos. Isso quer dizer que o 
sujeito que passa por processos educa- 
tivos, em particular pelo sistema 
escolar, é normalmente um cidadão que 
tem melhores condições de realizar e 
defender os outros direitos humanos 
(saúde, habitação, meio ambiente, 
participação política etc.). A educação é 
base constitutiva na forma- ção do ser 
humano, bem como na defesa e 
constituição dos outros direitos econômicos, 
sociais e culturais (HADDAD, 2003, p.12). 
AUTOR. AUTOR. AUTOR. Título. Edição. Lo- 
cal de publicação: Editora, ano de publicação. 
Números de páginas ou volume. 
SILVA, A. M; PINHEIRO, M. S.de F; FRAN- 
ÇA.M. N. Guia para normalização de 
traba- lhos técnicos-científicos: Projetos de 
pesqui- sa, trabalho de conclusão de cursos, 
dissertação e teses. 5. ed . Uberlândia:
UFU,2005.144p. 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
d) Modelo utilizado quando há mais de 
três autores: 
c) Modelo utilizado quando há três auto- 
res: 
e) Modelo utilizado quando há vários auto- 
res com responsabilidade diferenciada (or- 
ganizador, coordenador, etc.): d) Modelo utilizado quando há mais de 
três autores: 
4.4.3.1. Citação de livro completo (leu 
todo o livro): 
a) Modelo utilizado quando há um só autor: 
e) Modelo utilizado quando há vários auto- 
res com responsabilidade diferenciada (or- 
ganizador, coordenador, etc.): 
b) Modelo utilizado quando há dois autores: 
4.4.3.2. Citação de capítulo de um li-
vro: 
a) Modelo para capítulo de livro com autoria 
própria: 
68 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
AUTOR et al (ou et alli). Título.Edição.Local 
de publicação:Editora, ano de publicação.Nú- 
meros de páginas ou volume. 
CALDEIRA, J. et al. História do Brasil.São 
Paulo:Companhia das Letras, 1997.365 p. 
AUTOR et al (ou et alli). Título.Edição.Local 
de publicação:Editora, ano de publicação.Nú- 
meros de páginas ou volume. 
CALDEIRA, J. et al. História do Brasil.São 
Paulo:Companhia das Letras, 1997.365 p. 
AUTOR. Título. Edição. Local de publicação: 
Editora, ano de publicação. Números de pági- 
nas ou volume. 
GOMES, L. G. F. F. Novela e sociedade no 
Brasil. 2. ed. Niterói: EdUFF,1998. 169 p. 
AUTOR. AUTOR. AUTOR. Título. Edição. Loc-
al de publicação: Editora, ano de publicação. 
Números de páginas ou volume. 
SILVA, A. M; PINHEIRO, M. S.de F; FRAN- 
ÇA.M. N. Guiapara normalização de 
traba- lhos técnicos-científicos: Projetos de 
pesquisa, trabalho de conclusão de cursos, 
dissertação e teses. 5. ed . Uberlândia:
UFU,2005.144p. 
Autor; Autor; Autor (ORG.). Título. Edição. Lo-
cal de publicação. Editora, ano de publicação. 
Números de páginas ou volume. 
PINHO, C. B; VASCONCELLOS, M. S. de. 
(ORG.). Manual de economia. 4. ed. São Pau- 
lo: Saraiva, 2003. 606 p. 
Autor; Autor; Autor (ORG.). Título. Edição. Lo-
cal de publicação. Editora, ano de publicação. 
Números de páginas ou volume. 
PINHO, C. B; VASCONCELLOS, M. S. de. 
(ORG.). Manual de economia. 4. ed. São Pau- 
lo: Saraiva, 2003. 606 p. 
AUTOR. AUTOR. Título. Edição. Local de publica- 
ção: Editora, ano de publicação. Números de páginas 
ou volume. 
LAKATOS, E. M; MARCONI, M. de A. Fundamen-
tos de metodologia científica. 6. ed. São Paulo: 
Atlas, 2005. 21p. 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
b) Modelo utilizado quando há vários au- 
tores com responsabilidade diferenciada 
(organizador, coordenador, revisão técnica, 
etc.): 
4.4.3.5. Citação de documentos jurídi- 
cos: 
4.4.3.3. Citação de trabalhos acadê- 
micos (artigos, dissertações e teses): 
4.4.3.6. Citação de documentos 
eletrônicos – artigos de revistas on- 
-line: 
4.4.3.4. Citação de artigos em periódi- 
cos com indicação de autoria: 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 
69 
AUTOR. Titulo do capitulo. InTítulo do livro. Edição. 
Local de publicação: Editora, ano de publicação.
Número das páginas inicial-final. 
SILVA, A. M. Pinheiro; FRANÇA, M. N. Referên- 
cias. In TOLEDO, J. Guia para normalização de 
trabalhostécnico-científicos: Projetos de pesquisa
- trabalho de conclusão de cursos, dissertações e 
teses. 5 ed. Uberlândia: Edufu, 2005. p. 51-106. 
AUTOR. Título do artigo. Título do periódico. 
Local de publicação. Volume. Número. Páginas 
inicial – final. Mês de publicação (abreviatura). 
Ano de publicação. 
BORGES, V.D.S. Modelo sustentável de 
vida urbana: uma reflexão. UEG em revista. 
Goiâ- nia, v.1, n.2. p. 81-97, jan./dez. 2005. 
AUTOR DO CAPÍTULO. Titulo do capítulo. In 
AUTOR DO LIVRO (Org.). Titulo do livro. Edição. 
Local de publicação: Editora, ano de 
publicação. Números de páginas ou volume. 
MONTORO FILHO, André Franco et al; PINHO, 
Diva Benevides (Coord.); VASCONCELLOS, Antô- 
nio S. (Revisor Técnico). Manual de Economia da 
USP. 1 ed. São Paulo: Saraiva, 1988. 
JURISDIÇÃO (ou nome da entidade coletiva, 
no caso de se tratar de normas). Título, 
nume- ração e data. Ementa e dados da 
publicação que transcreveu a legislação. 
Notas informa- tivas relativas a outros 
dados necessários a identificar o trabalho. 
BRASIL. Secretaria de educação. Parâme- 
tros Curriculares Nacionais: Introdução aos 
parâmetros Curriculares Nacionais/Secretaria 
de Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEF. 
1997,126p. 
AUTOR. Titulo. Ano. Números de folhas. Finali- 
dade (grau pretendido). Curso.Instituição.Cidade. 
Ano. 
PEREIRA, Maria M. Evolução dos Gastos Pú- 
blicos no Brasil. 1985.78f. Trabalho de conclusão 
de curso (Bacharel em Ciências Econômicas) Fa- 
culdade de Ciências Econômicas. Universidade de 
Itaúna. Itaúna/MG, 1985. 
AUTOR. Título do artigo. Título da Revista, lo- 
cal de publicação, volume, número, páginas ini- 
cial-final, mês (abreviado) e ano de publicação. 
Data. Disponível em: <endereço eletrônico>. 
Acesso em: dia/mês/ano. 
NETO, M.F. de S. O ofício, a oficina e a profis- 
são: reflexões sobre o lugar social do professor. 
Cadernos Cedes, Campinas, v.25, n°. 66, 
p. 1-7, mai./ago. de 2005. Disponível em: 
<http:// 
www.scielo.br>. Acesso em 24/11/2014. 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
TESTE DE CONHECIMENTO 
UNIDADE III: 
1) Em relação aos tipos de conhecimen-
tos, analise a afirmativa a seguir e marque a 
resposta correta: Conhecimento que é racio- 
nal, sistemático, objetivo, verificável, exato e
explicativo, cujo levantamento é baseado em 
métodos e técnicas. 
a) Filosófico. 
b) Teológico. 
c) Cientifico. 
d) Empírico. 
e) Experiencial. 
2) Entre as características citadas, marque 
a que não corresponde às necessárias para 
que um trabalho seja considerado científico. 
a) O trabalho científico deve seguir um pa- 
drão pré-determinado e cumprir as exigências 
as quais deve se submeter. 
b) As instituições de ensino não podem de- 
terminar normas para a elaboração do traba- 
lho de conclusão de curso (TCC). 
c) Deve ser embasado no raciocínio lógico e 
ter como ponto de partida um problema levan- 
tando em relação ao tema escolhido. 
d) Deve seguir métodos e técnicas científi-
cas, apoiados na fundamentação teórica. 
e) Um trabalho para ser considerado cien-
tífico deverá seguir o rigor científico e a ética
intelectual 
3) Complete a sentença: O TCC é um texto
Elaborado pelo aluno ao 
término do seu curso e sob a 
de um professor especialista, mestre ou doutor 
na área relacionada ao tema escolhido por ele. 
Pelo fato do TCC ser considerado um trabalho 
de científica é um dos 
instrumentos de de conclusão 
de curso e, portanto, o título de graduado 
(licenciatura ou bacharel) ou de pós-
graduado (especialista, mestre, doutor ou 
pós-doutor) está condicionado à sua . 
a) Científico, observação, cunho,
avaliação, realização. 
b) Acadêmico, observação, iniciação, 
avaliação, aprovação. 
c) Acadêmico, orientação, cunho, 
aprovação, realização. 
d) Científico, orientação, iniciação, avalia- 
ção, aprovação. 
e) Científico, orientação, iniciação, avalia- 
ção, aprovação. 
4) As normas da ABNT para serem utiliza- 
das em trabalhos científicos são as que tra- 
tam: 
a) Das referências bibliográficas, das cita- 
ções, da quantidade de páginas necessárias, 
da conclusão, dos títulos de lombada, do pre- 
paro e apresentação. 
b) Das referências bibliográficas, do tema, 
das citações, da numeração sucessiva, do re- 
sumo, da justificativa, do preparo e apresen- 
tação. 
c) Das referências bibliográficas, do tema, 
da numeração sucessiva, do resumo, dos tí- 
tulos de lombada, do preparo e apresentação. 
d) Das referências bibliográficas, das cita- 
ções, da numeração sucessiva, do resumo, 
dos títulos de lombada, do preparo e apresen- 
tação. 
70 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
e) Das referências bibliográficas, do tema, 
dos objetivos, da numeração sucessiva, do
resumo, dos títulos de lombada, do preparo e 
apresentação. 
5) Segundo a ABNT, o artigo científico é um
texto que apresenta e discute ideias, métodos, 
técnicas, processos e resultados nas diversas 
áreas do conhecimento. Em relação ao artigo 
científico, marque a opção correta: 
a) O artigo científico é o resultado final de
uma investigação ou estudo sobre determina- 
do tema e de um ou mais questionamentos a 
respeito do mesmo. 
b) O artigo científico pode versar sobre o es-
tudo de um fato, situação ou fenômeno; uma
descoberta e suas causas ou consequências; 
dar uma nova versão sobre um dado assunto;
difundir ideias novas; buscar soluções para
questões controversas; entre outras. 
c) A finalidade do artigo é divulgar e tornar 
conhecido o estudo realizado, a problemática 
pesquisada, sua base teórica, a metodologia 
utilizada e os seus resultados. 
d) Não existe uma norma nacional sobre o
número de página que um trabalho científico
deva ter, pois isso irá depender do tema pes- 
quisado e da profundidade da pesquisa reali- 
zada.No entanto, é muito difícil obter um tra-
balho de qualidade em oito ou nove páginas 
apenas. 
e) Todas as alternativas anteriores es-
tão corretas. 
6) Segundo Lakatos & Marconi (2001), o
tipo de abordagem adotada no artigo pode 
ser: 
a) Teórica, Classificatória e Analítica. 
b) Teórica, Metódica e Analítica. 
c) Teórica, Classificatória e Explicativa. 
d) Dissertativa, Classificatória e Analítica. 
e) Dissertativa, Explicativa e Analítica. 
7) Para que o artigo tenha um mínimo de 
qualidade e de cientificidade é necessário na 
sua construção observar certas regras, que 
são (Azevedo, 2001), exceto: 
a) Impessoalidade, objetividade, cientifi-
cida- de. 
b) Concisão, descrição e análise. 
c) Clareza, precisão, originalidade. 
d) Concisão, encadeamento, correção gra- 
matical. 
e) Fidelidade, vocabulário técnico e criativi- 
dade. 
8) Os elementos obrigatórios de um 
artigo científico são: 
a) Título; identificação do autor e minicurrí- 
culo; resumo e palavras-chave; introdução; 
desenvolvimento; discussões e resultados 
(quando necessário); e conclusão. 
b) Título; identificação do autor e mini cur- 
rículo; resumo e palavras-chave; introdução; 
desenvolvimento; conclusão, cronograma e 
referências bibliográficas. 
c) Título; identificação do autor e mini cur- 
rículo; resumo e palavras-chave; introdução; 
desenvolvimento; discussões e resultados 
(quando necessário); conclusão e referências 
bibliográficas. 
d) Título; mini currículo; resumo; introdução; 
desenvolvimento; conclusão e referências bi- 
bliográficas. 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 71 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
 
 
 
 
e) Título; identificação do autor e mini cur- 
rículo; resumo; introdução; desenvolvimento; 
local onde a pesquisa será implantada, con- 
clusão e referências bibliográficas. 
9) Em relação aos elementos do TCC, mar- 
que a opção errada: 
a) O título deve estar relacionado ao con- 
teúdo do trabalho que os autores pretendem 
repassar. 
b) Não se deve confundir tema com título, 
pois o tema é mais abrangente, enquanto que 
o título é bem mais específico. 
c) O título não é o resumo do trabalho. 
d) O título deve ser objetivo e esclarece- 
dor da natureza do trabalho. 
e) Não é necessário que o título esteja di- 
retamente relacionado ao tipo de informação 
a ser repassada, podendo ser mais abrangen- 
te. 
 
10) As normas para o Resumo são, exceto: 
a) Deve conter no máximo 250 palavras. 
b) Deve vir também, obrigatoriamente, na 
língua inglesa (Abstract), tendo o objetivo de 
ampliar a sua divulgação. 
c) Deve vir em um único bloco, ou seja, 
sem parágrafo. 
d) Deve ser uma síntese clara, concisa e 
direta da pesquisa. 
e) Deve conter a síntese do(s) objetivo(s), 
do referencial teórico, da metodologia utiliza- 
da para solucionar o problema, da justificativa 
e dos resultados alcançados. 
 
11) A Introdução é uma das partes do traba- 
lho científico que deve conter todos os itens 
citados abaixo, exceto: 
a) Uma exposição clara e sucinta do tema, 
apresentando-o de forma global. 
b) As delimitações estabelecidas na abor- 
dagem do assunto. 
c) Os objetivos e a justificativa do autor 
para realizar a pesquisa, apontar as questões 
para qual o autor buscará as respostas e a 
metodologia utilizada. 
d) Deve ser redigida em até cinco pági- 
nas, englobando itens e subitens. 
e) Deve constar o problema estudado (o 
quê), os objetivos (para que serviu o estudo) 
e a metodologia utilizada (como os objetivos 
foram atingidos). 
 
12) O Desenvolvimento é a parte principal 
do trabalho científico, sendo que ele deve 
conter, exceto: 
a) A exposição do assunto baseada na bi- 
bliografia escolhida. 
b) A exposição e discussão das teorias 
adotadas para a resolução do problema le- 
vantado. 
c) A apresentação dos argumentos teóri- 
cos que dão sustentação ao seu posiciona- 
mento perante o problema. 
d) A opinião pessoal do pesquisador so- 
bre os estudos do tema feito pelos autores ci- 
tados. 
e) A explicação de argumentos teóricos 
sobre o fenômeno ou fato que a pesquisa re- 
lata. 
 
13) Em relação ao elemento componente do 
trabalho científico Discussões e Resultados, 
marque a opção errada: 
a) Deve constar de todo o trabalho cientí- 
 
 
72 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
fico, pois é parte componente obrigatória. 
b) Nessa parte devem ser descritos os 
métodos utilizados para a coleta, registro e 
avaliação dos dados e para a obtenção 
das informações. 
c) Deve conter a descrição do tipo e a quan-
tidade de variáveis ou observações adotadas.
d) É típico dos trabalhos que realizam pes-
quisa onde ocorre o levantamento de dados, o 
seu tratamento e a sua exposição. 
e) Deve conter os métodos empregados na 
coleta de dados, o seu registro e a avaliação
dos mesmos. 
14) Em relação à parte do trabalho científico 
Conclusão, marque a opção errada. 
a) Essa parte deve conter a resposta para o 
problema levantado na pesquisa e a confirma- 
ção ou não das hipóteses enumeradas e dos
objetivos do estudo. 
b) O texto deve ser claro e conciso, porém 
baseado nos resultados que a pesquisa apre- 
sentou. 
c) Nessa parte, o autor não poderá emitir
sua opinião, apenas transcrever os resultados 
alcançados com a pesquisa. 
d) Se os resultados não foram totalmente 
conclusivos, isso deve ser esclarecido. 
e) Não é permitido que na Conclusão seja 
incluído novos dados ou citações de autores, 
pois isso indica o reinício da discussão. 
15) Em relação ás Referência Biblio-
gráficas, marque a opção errada: 
a) É a enumeração de toda a bibliografia uti- 
lizada na preparação e elaboração do traba- 
lho. 
b) É uma listagem dos livros, artigos e ou- 
tros trabalhos científicos utilizados no artigo e 
que pertencem a outros autores. 
c) As referências devem ser apresentadas 
em ordem alfabéticas, independente do fato 
de se tratar de livro, artigos, jornais, periódi- 
cos, entre outros. 
d) Um trabalho científico deve ser apoiado, 
principalmente, por autores que tiveram seu 
trabalho publicado (livros). 
e) Não é permitindo, em hipótese alguma, 
citar jornais e revistas não científicos e publi- 
cações de sites não acadêmicos. 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 73 
 
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CUIDADOS PARA 
PESQUISADORES 
INICIANTES 
UNIDADE V: CUIDADOS PARA PESQUISADORES INICIANTES 
Todas as normas citadas anteriormente contêm 
as regras principais para que um texto possa ser 
considerado científico. No entanto, é fácil perce- 
ber através dos TCC que boa parte dos alunos 
não lê os manuais de normalização do TCC das 
faculdades ou os recomendados por ela. Lem- 
bramos que se o texto não estiver dentro das 
padronizações necessárias, não é considerado 
científico, o que impede a obtenção da aprova- 
ção. 
Outro fator a ser realçado é a dificuldade que 
boa parte dos alunos possui de escrever um tex- 
to científico com ideias claras, concisas e dentro 
de um padrão científico mínimo. O que se perce- 
be no TCC é a utilização demasiada de citações 
diretas, o que torna o texto muito mais de tercei- 
ros (autores)do que do próprio aluno, como já 
falado. Recomenda-se que o aluno leia o que o 
autor está dizendo, analise e transcreva as ideias 
com suas palavras, ou seja, que faça uma cita- 
ção indireta. 
Também, o plágio é uma ação comum entre 
os alunos, o que pode ter consequências graves 
quando comprovado, tais como o cancelamento 
do diploma e até implicações jurídicas (direitos 
autorais). Atualmente é muito fácil comprová-lo, 
pois existem softwares que verifica para o pro-
fessor da banca a autenticidade do texto, sendo 
que em caso de plágio a reprovação é sumária. 
Os comentários acima foram feitos na intenção 
de alertar os alunos sobre as implicações da 
não leitura do manual de trabalhos científicos e 
da displicência em realizar o TCC. 
Portanto, as normas para a realização do 
mesmo não são contornáveis, mas sim uma exi- 
gência do IBICT, da Fundação Biblioteca Nacio- 
nal, da ABNT, do MEC e da sua Faculdade ou 
Universidade, que devem ser obrigatoriamente 
respeitadas e seguidas. 
Nesse subitem iremos enumerar algumas nor- 
mas básicas e dicas que ajudem o pesquisador 
iniciante a conduzir sua pesquisa. 
5.1. NORMAS BÁSICAS DE CONDU- 
ÇÃO DA REDAÇÃO: 
I. Ser exato; 
II. Escrever com simplicidade, mas aplicando as 
regras gramaticais; 
III. Ter clareza e objetividade, apresentando as 
ideias de forma lógica e coerente, evitando alon- 
gar demasiadamente o texto; 
IV. Escrever de forma impessoal, evitando 
verbos na primeira pessoa do singular (eu); 
V. Utilizar linguagem objetiva e direta; 
VI. Dar fluidez ao texto, articulando os parágra- 
fos e o encadeamento do texto; 
VII. Cuidado com os termos nunca, sempre, 
totalmente, entre outros, pois eles generalizam 
uma situação ou fato, o que nem sempre é ver- 
dade como, por exemplo, “a inclusão escolar irá 
solucionar os problemas enfrentados pelos por- 
tadores de necessidades especiais”, o que não é 
verdade. O correto seria “a inclusão escolar pode 
contribuir para diminuir os problemas enfrentados 
pelos portadores de necessidades especiais”; 
VIII. Evitar expressões chulas, gírias, jargões, 
pouco científicas ou que reflitam o senso comum; 
IX. As frases/períodos não devem ser muito 
longas, pois tende a dificultam a compreensão. 
Banca de TCC: uma banca é composta, normalmente, por dois professores convidados (especialista, mestre ou doutores na área do tema) e o orientador do aluno (defesa do mesmo). 
As funções dos professores convidados é ler seu TCC, ver se estão dentro das normas ABNT, se é um trabalho de cunho científico, levantar os erros e dar recomendações, enfim, aprovar, 
aprovar com restrições a serem corrigidas ou não aprovar o aluno. 
Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 
75 
UNIDADE V: CUIDADOS PARA PESQUISADORES INICIANTES 
 
 
 
 
Portanto, tente dividi-la utilizando o ponto, mas 
fique atento ao sentido. Também, não se devem 
construir frases ou períodos muito curtos (duas 
ou três linhas), pois denotam pouco conhecimen- 
to ou dão ao texto uma aparência de uma história 
infantil; 
X. A linguagem científica prima pelo equilíbrio, 
portanto evite exageros de expressão ou de ad- 
jetivos como, por exemplo, dizer que houve uma 
“profunda” mudança na empresa (ocorreu de 
fato?) ou o artigo permitirá “sanar totalmente” o 
problema da inclusão escolar, entre outros; 
XI. O uso de termos técnicos deve ser bastante 
criterioso, pois poderá tornar o texto incompreen- 
sível. Lembre-se que o artigo pode ser lido por 
muitas pessoas, especialistas e leigos, e todos 
devem ter, no mínimo, uma noção do que ele diz; 
XII. Qualquer tipo de texto deve ter uma qua- 
lidade ortográfica e gramatical mínima, sendo 
necessário que o autor utilize de forma correta 
a pontuação (vírgula, dois pontos e ponto final, 
principalmente), a concordância verbal, a acentu- 
ação (acento agudo, circunflexo, til e crase, prin- 
cipalmente). Caso tenha dificuldades, recomen- 
da-se que procure um professor de português 
que faça a revisão gramatical e ortográfica por 
ele, o que é permitido. 
 
 
5.2. EXPRESSÕES LATINAS UTILIZA- 
DAS EM ARTIGOS. 
É comum ver citações latinas em trabalhos 
científicos. No entanto, o aluno deve saber o sig- 
nificado delas para não empregá-las de forma 
errada, como é comum. Dentre as expressões 
latinas, mais usadas são: 
I. in: significa “em”. 
II. et al. (et alli): significa “e outros”. A expressão 
é utilizada quando a obra possui muitos autores 
como, por exemplo, em uma obra escrita por Ma- 
ria Teresa Montoan, L. A. Martins Azevedo, Paulo 
Freire e Mário Cartela, cita-se da seguinte forma: 
MONTOAN, Maria Teresa et al; 
III. apud: significa citado por, conforme ou se- 
gundo. É utilizada para informar que a frase que 
foi transcrita de uma obra de um determinado 
autor (Moraes) na verdade pertence a outro (Pe- 
reira). Ex.:(PEREIRA apud MORAES, 2010, p. 
100), ou seja, Pereira “citado por” Moraes. De- 
ve-se atentar para quem cita quem, pois é muito 
comum os alunos inverterem os autores; 
IV. idem ou id: significa “igual a anterior”; 
V. ibid ou ibdem: significa “na mesma obra”; 
VI. sic (assim) ou ipsis litteris (literalmente) ou 
ipsis verbis (verbalmente): expressa que o texto 
foi transcrito com fidelidade, mesmo que possa 
parecer estranho ou que possua erros de lingua- 
gem; 
VII. opus citatum ou op.cit.: significa “obra cita- 
da”; 
VIII. passim: significa “aqui e ali”. É utilizada 
quando a citação se repete em mais de um tre- 
cho da obra; 
IX. supra: significa “acima”, referindo-se a nota 
imediatamente anterior como, por exemplo: [...] 
na obra supra citada. 
 
 
5.3. DICAS GERAIS: 
 
I. Livros são normalmente mais confiáveis do 
que qualquer outro tipo de texto, pois há exigên- 
cias rígidas para que possam ser publicados, o 
que evita que contenham dados errados ou im- 
 
 
76 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
UNIDADE V: CUIDADOS PARA PESQUISADORES INICIANTES 
precisos; 
II. Reportagens de jornais não possuem o 
cunho científico, portanto, deve-se ser muito cri- 
terioso ao usá-las em trabalhos científicos; 
III. Verificar os tempos verbais. Primeiro foi feito 
a investigação bibliográfica e vivenciado o mo- 
mento de levantamento de dados ou observa- 
ção de certo fato para depois escrever o artigo. 
Assim, fala-se: o artigo tem por objetivo (tempo 
presente); observou-se (tempo passado) através 
dos dados levantados (passado); espera-se que 
venha (futuro) a trazer contribuições, etc.; 
IV. Para saber se um texto é bom, se deve ana- 
lisar as fontes bibliográficas citadas pelo autor, o 
que permitirá ter ideia da qualidade do mesmo; 
V. Evite citar autores que foram citados por ou- 
tro autor como, por exemplo: Martins (2009) in 
Azevedo (2011, p. 45). O melhor é ler o livro ou 
capítulo do livro do Martins; 
VI. Como qualquer um pode publicar textos na 
internet, recomenda-se saber mais a respeito do 
autor e sua obra; 
VII. O aluno deve preparar-se para a apre-
sentação oral e distribuir o trabalho na seguinte 
sequência: Objetivo, Introdução, Metodologia, 
Resultados e discussões e Conclusões. Não é 
obrigatório conter o Resumo e as Referências, 
mas é melhor apresenta-las também. Também é 
de bom tom que esteja adequadamente trajado; 
VIII. Os trabalhos sem referências bibliográficas 
ou até mesmo com duas ou três não são consi- 
derados de cunho científico e correm o risco de 
serem vistos como obras de ficção, pois não pos- 
suem sustentação teórica. Recomenda-se a ci- 
tação e leitura de,no mínimo, quinze (15) obras, 
sendo a maioria delas livros (60%); 
IX Evite dar opiniões pessoais (permitido 
apenas na Conclusão), principalmente as quais 
não podem ser comprovadas pelos resultados do 
trabalho; 
X. Defina as abreviaturas na primeira vez em 
que forem citadas como, por exemplo: Ministério 
da Educação – MEC. A partir dessa primeira cita- 
ção, no restante do texto pode aparecer apenas 
a abreviatura; 
XI. Use subtítulos para separar os componen- 
tes do trabalho. Capítulos são usados em traba- 
lhos maiores como a monografia, a dissertação 
e a tese; 
XII. Não se deve repetir palavras, especialmen-
te verbos e substantivos. Deve-se usar sinôni-
mos; 
XIII. Evite usar muitas citações diretas, preferin- 
do as indiretas, ou seja, opte por interpretar as 
ideias do autor, tornando seu trabalho mais rico 
e apreciável. 
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80 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 
UNIDADE V: CUIDADOS PARA PESQUISADORES 
INICIANTES 
 
 
2-D 4 - E 6 - B 
1 - C 3 - A 5 - E 
8 - C 10 - B 12 - B 
13 - C 15 - B 17 - A 
20 - B 
1 - C 3 - E 
6 - A 8 - C 
9 - E 11 - D 
14 - C 
 
 
 
GABARITO DOS TESTES DE CONHECIMENTO 
 
 
 
UNIDADE I – CIÊNCIA E CONHECIMENTO 
1 - C 3-D 5 -A 7- A 
 
 
UNIDADE II - A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 
 2 - E 4 - B 6 - C 
7 - C 
 
9 - E 
 11 - (4, 6, 1, 11, 
5, 7, 3, 9, 2, 10, 8) 
 
 14 - E 16 - D 18 - E 
19 - C 
 
 
UNIDADE III - O PROJETO/PLANO DE PESQUISA 
1 - C 2 - B 3 - C 4 - D 
5 - E 6 - D 7 - C 8 - E 
9 - B 10 - D 11 - B 12 - E 
13 - D 14 - A 15 - (2, 1, 4 e 3) 16 - E 
17 - E 
 
 
UNIDADE IV - O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
 2 - B 4 - D 
5 - E 7 - B 
 10 - B 12 - D 
13 - A 15 - E 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 81

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