Prévia do material em texto
Metodologia da Pesquisa Científica TÍTULO METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA Copyright © 2017 by Júlio Martins O direito moral do autor foi assegurado. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida, ou transmitida por qualquer forma ou meio Eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópia, gravação ou sistema de armazenagem e recuperação de informação, sem a permissão escrita do autor. A reprodução sem a devida autorização constitui pirataria. APRESENTAÇÃO Atualmente, as instituições de ensino superior no Brasil para conceder aos seus alunos os título de bacharel, licenciado, especialista, mestre, doutor ou pós-doutor devem criar con- dições e exigir dos alunos que desenvolvam trabalhos voltados para a pesquisa científica, devendo o tema ser escolhido entre as matérias que tiveram nos cursos ou correlato às mes- mas. Também é necessário que o tema seja do interesse da área analisada e/ou importante do ponto de vista social. O objetivo dessa exigência está relacionado à tentativa de desenvolver nos alunos a aná- lise crítica e reflexiva sobre o mundo que o cerca, permitindo a ele detectar problemas que o afligem e aos demais indivíduos, dotando-o de ferramentas capazes de promover medidas que o ajudem a solucioná-los. Dessa forma, este trabalho procura fornecer as ferramentas necessárias para que o aluno possa conhecer melhor o que é um trabalho científico e quais os instrumentos disponíveis para realizá-lo, justificando a sua necessidade e importância, principalmente diante da difi- culdade que eles apresentam de realizar esse tipo de trabalho. É muito comum os alunos, no final do curso superior, ficarem perdidos em relação à apresentação de artigo, de monografias e de relatório de estágio por não terem tido ou por não terem valorizado durante o curso a matéria de Metodologia Científica, desconhecendo as normas básicas para a elaboração de textos científicos. Não é pretensão esgotar o assunto nessa apostila, mas abordar as principais normas para a produção científica para alunos dos cursos de graduação e de pós-graduação, fornecendo uma melhor compreensão sobre a natureza e objetivos do trabalho científico, almejando contribuir para a melhoria dos conhecimentos dos alunos e da qualidade das suas produções. Júlio Martins APRESENTAÇÃO S U M Á R I O SUMÁRIO INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 6 UNIDADE I - CIÊNCIA E CONHECIMENTO . ............................................................... 7 1.1. CONHECIMENTO CIENTÍFICO. . ............................................................................................ 7 1.1.1. A ciência. .................................................................................................................................. 8 1.1.2. Trabalho científico. . .................................................................................................................. 9 TESTE DE CONHECIMENTOS. ...................................................................................................... 10 UNIDADE II – A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS. . .................................. 13 2.1. MÉTODOS DE PESQUISA. ....................................................................................................... 14 2.1.1. Métodos de pesquisa de abordagem. . .................................................................................... 15 2.1.1.1. Método dedutivo. .................................................................................................................. 15 2.1.1.2. Método Indutivo. ................................................................................................................... 15 2.1.1.3. Método hipotético-dedutivo................................................................................................... 16 2.1.1.4. Método dialético. . ................................................................................................................. 16 2.1.1.5. Método fenomenológico. ...................................................................................................... 17 2.1.2. Métodos de pesquisa em relação aos procedimentos técnicos adotados. . ............................ 17 2.1.2.1. Método histórico. . ................................................................................................................. 18 2.1.2.2. Método comparativo. . ........................................................................................................... 18 2.1.2.3. Estudo de caso. . .................................................................................................................. 18 2.1.2.4. Método estatístico (método monográfico). . .......................................................................... 19 2.2. TIPOS DE PESQUISA. . ............................................................................................................. 19 2.2.1. Tipos de pesquisa quanto à natureza. . ................................................................................... 20 2.2.1.1. Pura (básica). ....................................................................................................................... 20 2.2.1.2. Aplicada. . ............................................................................................................................. 20 2.2.2. Tipos de pesquisa quanto à forma de abordagem do problema. . ........................................... 21 2.2.2.1. Pesquisa quantitativa. . ......................................................................................................... 22 2.2.2.2. Pesquisa qualitativa. . ........................................................................................................... 22 2.2.3. Tipos de pesquisa em relação ao objetivo geral...................................................................... 23 2.2.3.1. Pesquisa exploratória. . ......................................................................................................... 23 2.2.3.2. Pesquisa descritiva. . ............................................................................................................ 25 2.2.3.3. Pesquisa explicativa ou analítica. . ....................................................................................... 26 2.2.4. Tipos de pesquisa quanto aos procedimentos técnicos para coleta de dados (para elaborar fonte de dados). ................................................................................................................................. 27 2.2.4.1. Pesquisa bibliográfica. . ........................................................................................................ 27 2.2.4.2. Pesquisa documental. . ......................................................................................................... 28 2.2.4.3. Pesquisa empírica ou experimental. . ................................................................................... 28 2.2.4.4. Pesquisa de levantamento. .................................................................................................. 29 2.2.4.5. Pesquisa de campo. . ............................................................................................................ 29 2.2.4.6. Estudo de caso. . .................................................................................................................. 30 2.2.4.7. Pesquisa-ação. . ................................................................................................................... 30 2.2.4.8. Pesquisa ex-post facto. ........................................................................................................ 31 2.2.4.9. Estudo de coorte. . ................................................................................................................31 2.2.4.10. Pesquisa participante. ........................................................................................................ 31 2.2.4.11. Pesquisa laboratorial. . ........................................................................................................ 32 TESTE DE CONHECIMENTOS. ....................................................................................................... 32 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA SUMÁRIO UNIDADE III – O PROJETO OU PLANO DE PESQUISA. .............................................. 41 3.1. Etapas obrigatórias do projeto/plano de pesquisa . ........................................................................42 3.1.1. Tema da pesquisa. ......................................................................................................................42 3.1.2. Problema.....................................................................................................................................43 3.1.3. Hipóteses ....................................................................................................................................44 3.1.4. Objetivos .....................................................................................................................................45 3.1.5. Justificativa .................................................................................................................................46 3.1.6. Referencial teórico . ....................................................................................................................48 3.1.7. Procedimentos metodológicos ....................................................................................................49 3.1.8. Cronograma de atividades . .........................................................................................................51 3.1.9. Referências .................................................................................................................................52 3.2. Etapas do projeto/plano de pesquisa que dependem do tipo de projeto adotado . ........................52 3.2.1. Público-alvo.................................................................................................................................52 3.2.2. Responsáveis pela execução do projeto . ...................................................................................52 3.2.3. Local de realização. ....................................................................................................................53 3.2.4. Local de implantação . .................................................................................................................54 3.2.5. Plano de ação . ...........................................................................................................................54 3.2.6. Recursos utilizados . ...................................................................................................................54 TESTE DE CONHECIMENTOS . ..........................................................................................................55 UNIDADE IV – TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO . .......................................... 61 4.1. Elaboração do artigo científico . ......................................................................................................63 4.1.1. Normas básicas para elaboração do artigo científico .................................................................64 4.2. Estrutura do artigo científico . .........................................................................................................65 4.2.1. Título . ..........................................................................................................................................66 4.2.2. Identificação do(s) autor (es) e mini currículo . ............................................................................66 4.2.3. Resumo/Abstract e palavras-chave . ..........................................................................................66 4.2.4. Introdução ...................................................................................................................................67 4.2.5. Desenvolvimento . .......................................................................................................................67 4.2.6. Discussões e resultados . ............................................................................................................68 4.2.7. Conclusão e/ou recomendações .................................................................................................68 4.2.8. Referências bibliográficas . ..........................................................................................................69 4.3. Representação gráfica do artigo científico . ....................................................................................69 4.3.1. Capa . ..........................................................................................................................................69 4.3.2. Lombada .....................................................................................................................................70 4.3.3. Folha de rosto . ...........................................................................................................................71 4.3.4. Folha de aprovação . ...................................................................................................................72 4.3.5. Resumo e palavras-chave na língua vernácula e estrangeira . ...................................................74 4.3.6. Introdução ...................................................................................................................................75 4.3.7. Desenvolvimento . .......................................................................................................................75 4.3.8. Discussões e resultados. . ..........................................................................................................76 4.3.9. Conclusões ou considerações finais...........................................................................................76 4.3.10. Referências...............................................................................................................................77 4.3.11. Anexos.......................................................................................................................................77 4.4. Formatação do trabalho científico..........................................................................................................78 4.4.1. Normas gerais para formatação de trabalhos científicos.............................................................78 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA SUMÁRIO 4.4.2. Citações . ............................................................................................................................... 4.4.2.1. Citações diretas . ................................................................................................................ 4.4.2.2. Citações indiretas . .............................................................................................................. 4.4.2.3. Várias citações de um mesmo autor . ................................................................................. 4.4.2.4. Citações de trabalho de dois ou três autores ...................................................................... 4.4.2.5. Citações com mais de três autores ..................................................................................... 4.4.2.6. Citação de documentos cujo autor é uma entidade coletiva . ............................................. 4.4.2.7. Citação de documentos de autoria de órgãosda administração pública direta . ................ 4.4.2.8. Citação de citação . ............................................................................................................. 4.4.2.9. Suprimir parte de uma citação . .......................................................................................... 4.4.2.10. Sistema de chamada de citação . ..................................................................................... 4.4.2.10.1. Sistema numérico . ........................................................................................................ 4.4.2.10.2. Sistema alfabético . ........................................................................................................ 4.4.3. Referências bibliográficas . .................................................................................................... 4.4.3.1. Citação de livro completo . .................................................................................................. 4.4.3.2. Citação de capítulo de um livro . ......................................................................................... 4.4.3.3. Citação de trabalhos acadêmicos . ..................................................................................... 4.4.3.4. Citação de artigos em periódicos com indicação de autoria . ............................................. 4.4.3.5. Citação de documentos jurídicos . ...................................................................................... 4.4.3.6. Citação de documentos eletrônicos . .................................................................................. TESTE DE CONHECIMENTOS . ...................................................................................................... UNIDADE V – CUIDADOS PARA PESQUISADORES INICIANTES . ........................... 5.1. Normas básicas de condução da redação . .............................................................................. 5.2. Expressões latinas utilizadas em artigos . ................................................................................ 5.3. Dicas gerais . ............................................................................................................................ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . ....................................................................... 81 81 82 82 83 83 83 84 84 85 85 85 86 87 87 88 89 89 89 89 90 96 97 98 99 100 GABARITOS DOS TESTES DE CONHECIMENTO...................................................... 104 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA U N I D A D E I METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA INTRODUÇÃO METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA INTRODUÇÃO Está sempre sendo colocado em pauta, tanto por professores de Metodologia Científica como por orientadores de trabalhos acadêmicos, as dificuldades que os alunos das diversas áreas têm de escrever um texto, ainda mais quando se trata de texto científico que tem por critério seguir as normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Quando se acrescenta que o trabalho é de conclusão de curso (artigo científico, monografia, dissertação, tese, etc.) e necessário para a obtenção do título desejado, as dificuldades e, também, reclamações dos alunos aumentam exponencialmente. A explicação para tanto rigor está na natureza do trabalho científico ou do relatório de pesquisa, o qual exige do redator a adoção de normas que são reconhecidas em todo o mundo e por profissionais das diversas áreas, tudo com o intuito de dar cientificidade e credibilidade ao texto. As normas utilizadas em trabalhos científicos fazem parte de um “conjunto de sinais e símbolos que compõem e complementam a linguagem da ciência” (ABNT, 2011), padronizando e tornando-a mais fácil de ser entendida. São exemplos desse conjunto as normas referentes ao tamanho e tipo da fonte, margens e espaços entre linhas e citações bibliográficas. Dessa forma, podemos afirmar que as normas científicas têm por finalidade tornar a leitura do texto mais fácil e útil, mas, principalmente, dar credibilidade ao texto, pois os critérios científicos são baseados em métodos e procedimentos rigorosos, sem os quais perderia sua finalidade e o texto não poderia servir de referência para outros trabalhos. Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 7 UNIDADE I: CIÊNCIA E CONHECIMENTO Nesse capítulo a nossa atenção está voltada para analisar o conhecimento científico como um instrumento que nos ajuda a compreender e a explicar os fenômenos que ocorrem em nossa volta. Todo o conhecimento acumulado até hoje é resultado das experiências da ciência. À medida que descobrimos respostas para as indagações que nos inquietavam no passado, novos ques- tionamentos vão surgindo e novas experiências vão ocorrendo. Exemplo disso são os mais va- riados tipos de remédios que existem no merca- do e a cura de doenças que na década de 40 eram fatais. Se pensarmos no desenvolvimento da tecnologia na automação dos processos das empresas e dos computadores, confirmaremos ainda mais a evolução do conhecimento e a ne- cessidade da cientificidade. 1.1. CONHECIMENTO CIENTÍFICO. A primeira pergunta a responder é: Como con- seguimos adquirir conhecimento? Conhecer é adquirir um conceito novo sobre um fenômeno, fato ou situação, o qual pode nascer de experiên- cias acumuladas no nosso dia-a-dia, ou através da convivência com outras pessoas, ou através de leituras ou de outro meio qualquer. Assim, po- demos encontrar os seguintes tipos de conheci- mentos: I. Conhecimento empírico: é aquele que se origina do conhecimento vulgar ou do senso-co- mum, através da convivência familiar e social, e por meio de ações não planejadas, ou seja, ao acaso. Além disso, a informação que se tem do fato/objeto ou fenômeno é impregnada das per- cepções do indivíduo, sendo assistemática, pois não existe uma formulação geral que explique o fenômeno, como, por exemplo, a janela está emperrada, mas de tanto abrir e fechá-la, desco- brimos que se levantarmos um pouquinho o lado direito ela fecha sem emperrar; II. Conhecimento filosófico: é resultante da ca- pacidade humana de raciocinar e refletir sobre fatos e fenômenos gerando conceitos subjetivos, os quais buscam dar sentido à vida e ao univer- so, ultrapassando os limites formais da ciência como, por exemplo, a frase de Shakespeare “Existe muito mais entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia possa imaginar”. Além disso, baseia-se em hipóteses que não são verificáveis (confirmada ou refutada) e nem observadas; III. Conhecimento teológico: é aquele resultante da crença religiosa e da fé divina, o qual é resul- tante da formação moral e religiosa de cada um. Portanto, não se tem como confirmar ou negar esse tipo de conhecimento. Cita-se como exem- plo a frase de Chico Xavier “Aqueles que ama- mos não morrem jamais, apenas partem antes de nós”. Esse tipo de conhecimento não é verifi- cável, mas é infalível e indiscutível por basear-se na fé e sistemático, pois é organizado e obra do Criador; IV. Conhecimento científico: é o conhecimento que tem como característicasprincipais ser racio- nal, objetivo, sistemático, aproximadamente exa- to, verificável, explicativo e falível, pois sua origem é baseada em métodos e técnicas científicas 8 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE I: CIÊNCIA E CONHECIMENTO (GALLIANO, 1979). Podemos citar como exem- plos o descobrimento da vacina antirrábica; o descobrimento do autor das Cartas Chilenas; as pesquisas e publicações sobre a história do des- cobrimento do Brasil; vacinas contra a AIDS; entre outras. 1.1.1. A ciência. Segundo Marconi e Lakatos (2008, p. 22) a ciên- cia “é um conjunto de atitudes e atividades racio- nais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verifica- ção”. Portanto, segundo os autores, se um dado fenômeno, objeto ou fato é analisado de forma sis- temática, com instrumentos e técnicas conhecidas e aprovadas e é passível de verificação passa, então, a ter os requisitos necessários para fazer parte do universo da ciência. Para que possamos compreender melhor a ci- ência, torna-se necessário descrever algumas de suas características (VIANETTO, 2011): I. Objetividade: descrição da realidade investiga- da independentemente dos desejos do pesquisa- dor, de forma clara e precisa; II. Racionalidade: a razão é utilizada durante todo o processo de pesquisa, desde o desenho do estudo, a coleta dos dados, até sua análise; III. Sistematicidade: é o saber ordenado de for- ma lógica, construído através de sistema de ideias e teorias, portanto, não há espaço para conheci- mentos desconexos; IV. Generalidade: O conhecimento gerado deve ser analisado sob a possibilidade de ser ou não aplicado a outros contextos, explicando os fenô- menos em diferentes situações; V. Verificabilidade: quando as hipóteses são exa- minadas através da observação e experimentação para serem comprovadas ou refutadas; VI. Falibilidade: o conhecimento não é algo definitivo, absoluto ou final, podendo ser negado ou confirmado; VII. Conhecimento aproximadamente exato: porque novas proposições podem reformular uma teoria já existente. Nesse contexto, para que seu trabalho seja acei- to como parte da ciência, você deverá informar o tema estudado, a metodologia utilizada, os resulta- dos que alcançou e as conclusões a que chegou. Além disso, o trabalho deve estar bem fundamen- tado, pois poderá ser contestado ou confirmado por outros pesquisadores. 1.1.1. Trabalho científico. Em primeiro lugar, deve-se esclarecer que um trabalho científico deve estar em conformidade com as características da ciência, a fim de ser aceito como parte dela. Portanto, a partir dos con- ceitos dados, podemos caracterizar o que venha a ser um trabalho científico. Para ser classificado como científico, um trabalho depende essencial- mente da forma como é elaborado e do cumpri- mento das exigências as quais deve se submeter, portanto deve estar embasado no raciocínio lógico e ter como ponto de partida um problema levan- tado em relação ao tema escolhido. Assim, se- guindo métodos e técnicas científicas e apoiadas na fundamentação teórica, a pesquisa segue em busca de solução ou resposta para o problema evidenciado. Desse modo, reafirmamos que um trabalho para ser considerado científico deverá seguir o rigor científico e a ética intelectual, independente do fato de ser um artigo ou uma tese de doutora- Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 9 þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE I: CIÊNCIA E CONHECIMENTO do. Segundo Estrela e Sabino (2001), o trabalho científico deve ter a ciência como base, seguindo métodos e técnicas criteriosos na solução dos pro- blemas levantados. Cada instituição de ensino tem a liberdade de escolher normas específicas para a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), poden- do, na graduação, ser um artigo científico, relatório de estágio, relatório de pesquisa ou monografia, o que vai determinar a escolha é a finalidade do tra- balho e o nível de conhecimento exigido do autor. No mestrado é exigida a dissertação e no doutora- do, a tese. No entanto, todas as instituições devem seguir as normas técnicas para a padronização de trabalhos científicos, determinadas pela Associa- ção Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e to- dos os trabalhos científicos devem ter um projeto que o norteie. TESTE DE CONHECIMENTO UNIDADE I: 1) Entre as opções abaixo, marque a correta em relação à seguinte afirmativa: Conhecimento vulgar ou do senso-comum obtido através da con- vivência familiar e social e por meio de ações não planejadas, ou seja, ao acaso. a) Científico b) Filosófico c) Empírico d) Teológico e) Difuso. 2) A Ciência é um conjunto de atitudes e ati- vidades racionais, dirigidas ao sistemático conhe- cimento com objeto limitado, capaz de ser sub- metido à verificação. Em relação a ela, marque a opção errada: a) Os resultados das pesquisas científicas de- vem estar à disposição da comunidade científica e de grupos interessados para que esses possam ser comprovados. b) Os instrumentos e técnicas utilizados em uma pesquisa devem ser apropriados ao objeto a ser analisado. c) Os instrumentos e técnicas utilizados em uma pesquisa devem ser do conhecimento co- mum ou de um grupo de pesquisadores que, nes- te caso, deve ser colocado à disposição para que possa ser testado e verificado a sua utilidade. d) Não há necessidade de sistematização do conhecimento para que possa ser gerado conhe- cimento científico. e) O conhecimento científico é resultante de pesquisas realizadas com instrumentos apropria- dos e aprovados pela comunidade científica. 3) A Ciência possui todas as características abaixo, exceto: a) Racionalidade b) Objetividade c) Falibilidade. d) Certeza absoluta. e) Aplicabilidade 4) Para que um método e/ou técnica seja con- siderado científico é necessário que tenha, no mínimo, as seguintes características: a) Racional, sistemático, verificável e objetivo. b) Sistemático, objetivo e passível de verifica- ção. 10 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE I: CIÊNCIA E CONHECIMENTO c) Objetivo, sistemático, falível e explicativo. d) Objetivo, sistemático, discursivo, aplicável e explicativo. e) Racional, objetivo, sistemático, verificável, aplicável e falível. 5) Um trabalho só é aceito como científico se possuir as seguintes características, exceto: a) Deve seguir apenas as normas técnicas para padronização determinadas pela Instituição que oferta o curso. b) Deve estar de acordo com as característi- cas da ciência. c) Deve respeitar a ética intelectual. d) Deve seguir as normas técnicas para pa- dronização ditadas pela ABNT. e) Deve ter uma metodologia criteriosa. 6) Complete a sentença e marque a opção correta: O trabalho científico deve estar em conformidade com as características do(a) , afim de ser aceito como parte dela. Para ser classificado como científico, um trabalho deve estar embasado no e ter como ponto de partida um (a) levantando (a) em relação ao tema escolhi- c) Metodologia, ciência, raciocínio lógico, problema, técnica, pesquisa. d) Raciocínio lógico, metodologia, problema, métodos, técnicas, teórica. e) Ciência, raciocínio lógico, metodologia, problema,métodos, teórica. 7) Entre as opções abaixo, marque a correta em relação à seguinte afirmativa: Tipo de conhe- cimento que tem como características principais e necessárias: ser racional, objetivo, sistemático, aproximadamente exato, verificável, explicativo e falível. a) Científico b) Filosófico c) Empírico d) Teológico e) Cultural do. Assim, seguindo e científicas e apoiadas na fundamentação , a pesquisa segue em busca de solução ou resposta para o problema evidenciado. a) Metodologia, raciocínio lógico, metodolo- gia, problema, técnica, teórica. b) Ciência, raciocínio lógico, problema, méto- dos, técnicas, teórica. Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 11 þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ U N I D A D E I I A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS Na unidade II, buscaremos responder ao seguin- te questionamento: o que é pesquisa? A pesquisa se constitui em um conjunto de ações que visam à descoberta de novos conhecimentos em uma determinada área. É um processo investigativo sistemático que tem por objetivo a construção do conhecimento (do saber – ciência), se constituindo em instrumento para ratificar, refutar, reproduzir, corroborar, ampliar e atualizar algum conhecimen- to pré-existente, relativo a fatos, teoremas, novas teorias, trabalhos de campo, experiências, proje- tos, entre outros. No ensino superior e nos cursos de pós-gradu- ação, a pesquisa é a base para a produção de conhecimento para as diversas disciplinas, con- tribuindo para o desenvolvimento da ciência e da sociedade. Assim, entre as várias disciplinas ou temas estudados no curso de Pedagogia, por exemplo, escolho a que mais gostei (Didática) ou a que tive maior facilidade (Educação Inclusiva) e vou verificar as possibilidades de realizar uma pesquisa, aprofundando na carga de leitura sobre o assunto e, assim, identificar um problema, cuja resposta ou solução acrescente conhecimento novo ou traga alguma contribuição para a área. No entanto, para realizar uma pesquisa é ne- cessário seguir um processo pré-determinado de investigação. Não basta ter em mente um tema e nele encontrar um questionamento ou problema, sendo necessário seguir procedimentos científicos (caminho padronizado) para encontrar resposta para esse questionamento ou problema. Além dis- so, é necessário avaliar a relevância do problema para a área pesquisada (educação, saúde, psico- logia, entre outros) e se trará conhecimentos no- vos e relevantes para a sociedade. Esse processo de investigação nos leva a de- terminar (antecipadamente) os métodos e tipos de pesquisa existentes e quais serão utilizados por nós durante a elaboração do TCC, sendo que é através dessa escolha que iremos atingir o ob- jetivo expresso no trabalho científico. Portanto, é muito importante conhecer e distinguir qual o tipo de método e de pesquisa que o objeto e o objetivo estabelecido por nós serão necessários para rea- lizar o trabalho científico (TCC), ou seja, deve-se: • Escolher seu tema/foco; • Definir o problema a ser solucionado; • Determinar o(s) objetivo(s); • Escolher a pesquisa inicial, que normalmente é a bibliográfica (tipo de pesquisa), buscando co- nhecer mais intensamente o tema/foco; • Verificar as necessidades e possibilidades para levantar dados, determinando a necessidade de adotar novo tipo e método de pesquisa. A pesqui- sa bibliográfica acompanha todo o processo; • Trabalhar os dados (ordenar, codificar, tabular, entre outros modos de organização de dados), transformando-os em informações; • Análise dos dados; • Conclusões. Descrevemos a seguir os métodos de pesquisa disponíveis e, posteriormente, os tipos. 2.1. MÉTODOS DE PESQUISA: O método de pesquisa refere-se à forma como abordaremos o objeto de estudo e como escolhe- remos os procedimentos sistemáticos para obter a descrição e a explicação de fenômenos, sendo que a natureza do problema e seu nível de apro- fundamento é que determinarão a escolha do mé- Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 13 þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS todo. No entender de Gil (1999, p. 30) a escolha de um método vai depender da característica do objeto de pesquisa; dos recursos materiais dispo- níveis; do nível de abrangência do estudo; e do in- teresse do pesquisador. O quadro abaixo sintetiza os métodos de pesquisa disponíveis. Fonte: CANTINI, Adriana H. Elaboração de Projetos de Pesquisa. Disponível em www.slideshare.com.br. 2.1.1. Métodos de pesquisa de abor- dagem: 2.1.1.1. Método Dedutivo: Segundo Parra Filho e Santos (2000, p. 23), esse método é utiliza- do “quando se parte de uma situação ou posição geral e se particulariza conclusões”. É um método racionalista, pois considera que a razão é a úni- ca forma de alcançar o conhecimento verdadeiro, sendo o mais utilizado dos cinco métodos existen- tes. Utiliza o silogismo, ou seja, de duas premissas se conclui uma terceira como, por exemplo, quan- do falamos que os países tropicais são de clima quente. Como mostra os exemplos: Exemplo1: O clima tropical é quente (premissa maior). O Brasil é um país tropical (premissa menor). Portanto, o clima no Brasil é quente (conclusão). Exemplo 2: Todo homem é mortal (premissa maior). Pedro é homem (premissa menor). Logo, Pedro é mortal (conclusão). 2.1.1.2. Método Indutivo: É o método onde o pesquisador, a partir de uma amostra da população, chega a conclusões aplicáveis a toda a população (PARRA FILHO & SANTOS, 2000), ou seja, considera que o conhecimento é basea- do na experiência, sendo que as generalizações são resultantes da observação de casos reais e concretos e elaborados a partir de casos individu- ais. É importante verificar se a amostra representa de fato o universo pesquisado (a população). Por exemplo, esse método é utilizado quando o IBO- PE ouve cinco mil consumidores e projeta qual será o comportamento de cem milhões de pes- soas. Comparado ao exemplo anterior ficaria as- sim: Pedro é mortal, João é mortal, José é mortal. Todos são homens, logo os homens (todos) são mortais. 2.1.1.3. Método Hipotético-dedutivo: Esse método consiste na construção de presun- ção baseada em hipóteses, ou seja, caso parte ou a totalidade das hipóteses sejam comprovadas como falsas, a presunção também o será. Para isso é necessário que as hipóteses sejam sub- metidas ao máximo possível de testes, à crítica, à comparação, à publicidade e ao confronto com os fatos, entre outras situações, para verificar quais as hipóteses que serão refutadas e, consequente- mente, quais permanecerão como válidas. Esse método baseia-se na lógica e nos leva a deduzir que, se a certeza em relação à presun- 14 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA PESQUISA CLASSIFICAÇÃO MODALIDADE MÉTODO De Abordagem (Lógicos) Dedutivo Indutivo Hipotético-Dedutivo Dialético Fenomenológico De Procedimen- tos (Técnicos) Comparativo Histórico Estudo de Caso Estatístico þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE II:A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS ção for igual à certeza em relação às hipóteses inici- ais, o conhecimento considerado como verdadeiro e demonstrável é dependente do grau de certeza das hipóteses, ou seja, se parte das hipóteses fo- rem refutadas, o conhecimento resultante é falso. Segundo Gil (1994, p. 28) “[...] enquanto o método dedutivo procura confirmar a hipótese, o hipoté- tico-dedutivo procura evidências empíricas para derrubá-las”. Esse método possui uma abordagem que busca a eliminação dos erros de uma hipótese, através da realização de teste. Faz isso a partir da ideia de testar a falsidade de uma proposição, ou seja, a partir de uma hipótese, estabelece-se que situa- ção ou resultado experimental nega essa hipótese e tenta-se realizar experimentos para negá-la. As- sim, a abordagem do método hipotético-dedutivo é a de buscar a verdade, eliminando tudo o que é falso. 2.1.1.4. Método dialético: De acordo com Diniz e Silva (2008), esse método é utilizado quan- do se faz uma investigação através da contrapo- sição de elementos conflitantes, buscando com- preender o papel desses elementos no fenômeno observado (dois grupos de autores com opiniões contrárias sobre um mesmo fenômeno como, por exemplo, um grupo defende as avaliações tradicio- nais nas escolas e suas justificativas e o outro que querem excluí-la). Dessa forma, o pesquisador deve confrontar qualquer conceito tomado como verdadeiro com realidades diferentes, buscando novas conclusões ou uma nova teoria. Portanto, o método dialético não analisa um objeto ou fenô- meno estático, pelo contrário, busca contextualizar o objeto ou fenômeno de acordo com a dinâ- mica histórica, cultural e social (contexto social). É empregado em pesquisas qualitativas. 2.1.1.5. Método fenomenológico: Esse método consiste na descrição direta de um fenô- meno ou experiência tal como ele ocorre, não sen- do, portanto, resultante de processo dedutivo ou indutivo. Busca-se fazer a descrição mais fidedig- na possível do fato, não pressupondo nada, por- tanto, o pesquisador, ao explorar o dado, não se deixa influenciar por crenças, costumes e nem faz juízo de valor sobre o mesmo, buscando realizar uma descrição pura da realidade (GIL, 1999). 2.1.2. Métodos de pesquisa em rela- ção aos procedimentos técnicos ado- tados: De acordo com Gil (1999), os métodos de pesquisa em relação aos procedimentos técnicos têm por função fornecer ao pesquisador os meios adequados para garantir que haja objetividade e precisão no estudo de temas relacionados à ciên- cia sociais. É através desses métodos que se define como os dados serão coletados, ou seja, após a defini- ção do tema, do objeto de estudo, do problema e de determinar os objetivos a serem alcançados, o pesquisador deve definir quais os instrumen- tos que irá utilizar para levantar as informações necessárias à resolução do problema levantado. Segundo Rodrigues (2005, p. 45), o pesquisador, portanto, deverá ter “uma definição antecipada do ambiente e das circunstâncias em que serão cole- tados os dados e as formas de controle de variá- veis envolvidas no problema”. Os tipos de métodos de pesquisa em relação aos procedimentos técnicos são: Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 15 þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 2.1.2.1. Método histórico. Através desse método ocorre o estudo dos fa- tos ocorridos no passado, os quais permitem re- alizar vários tipos de análises como, por exemplo, a identificação e explicação da influência de fatos que ocorreram no passado e suas influências no presente ou a análise de fatos ocorridos no passa- do, buscando identificar e explicar sua origem. Um exemplo seria a análise da cultura medieval com o objetivo de comparar os hábitos e costume da época com os do homem moderno ou a análise da evolução da Economia e seus momentos de ápice e crise e comparar com os problemas atu- ais da economia brasileira para evitar cometer os mesmos erros do passado. 2.1.2.2. Método comparativo. Esse método tem por objetivo estudar os indi- víduos, classes e grupos sociais em relação aos fatos e fenômenos sociais que ocorrem ou ocorre- ram no ambiente onde estão inseridos, tendo por objetivo estabelecer leis e correlações entre eles, estabelecendo suas semelhanças e/ou diferen- ças. Para tanto, o pesquisador deve definir o nú- mero de grupos com os quais irá trabalhar e as va- riáveis que serão adotadas. Podemos citar como exemplo o estudo para determinar as diferenças e semelhanças socioeconômicas existentes entre a população cubana, a brasileira e a norte-america- na. As variáveis adotadas seriam o poder aquisiti- vo, o PIB per capita, os direitos à liberdade, à edu- cação e à saúde de cada um dos grupos. Após levantar os dados, os países (grupos) seriam clas- sificados em “desenvolvidos” e “em desenvolvimento”. Outro exemplo seria a análise do desempenho de três turmas do ensino fundamental, nas quais estão sendo aplicadas metodologias de ensino diferenciadas, tendo por objetivo verificar qual (ou quais) delas está dando os melhores resultados e qual turma está se saindo melhor. 2.1.2.3. Estudo de caso (método mo- nográfico). Nesse tipo de método se estuda casos específi- cos ou que envolvem pequenos grupos, buscando entender como determinados fatos ocorrem. Tem por princípio que o estudo de um caso em pro- fundidade pode ser representativo de vários ou- tros ou de todos os casos semelhantes. O objeto de estudo pode ser os indivíduos, comunidades, instituições, grupos, entre outros. Podemos citar como exemplo o estudo que deu origem a alguns manuais do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE, como o Como Montar uma Padaria, onde seus técnicos analisa- ram um número reduzido de padarias e estabe- leceram valores mínimos necessários em termos de infraestrutura, financeiros e humanos para que qualquer pessoa possa montar a sua. Também pode ser citado como exemplo o estudo que uma aluna do curso de Economia da Universidade de Itaúna fez na empresa em que trabalhava, bus- cando determinar as causas da alta rotatividade da mão-de-obra e as possíveis soluções para isso. 2.1.2.4. Método estatístico. Esse método apoia-se na teoria estatística da probabilidade, sendo bastante utilizado, pois per- mite ao pesquisador transformar uma quantidade grande de fatos e dados em um número menor, permitindo estabelecer relações e correlações en- tre eles e, consequentemente, as suas conse- 16 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS TIPO Quanto à natureza Pura (Básica) Aplicada Quanto à forma de abordagem Quantitativa Qualitativa Exploratória Quanto ao Objetivo Geral Descritiva Explicativa Bibliográfica Documental Experimental ou Empírica Levantamento Quanto aos procedimentos Pesquisa de campo técnicos (esclarecem sobre as Estudo quências, as quais possuem uma boa proba- bilidade de serem verdadeiras. Assim, esse método é utilizado quando o fato ou fenômeno analisado apresenta um grande número de ocorrências e complexidade, necessi- tando quantificá-lo para que se possa analisá-lo. Por exemplo, o estudo desenvolvido na Funda- ção João Pinheiro que tinha por objetivo verificar a efetividade do programa Saúde da Família e seus resultados nosmunicípios mineiros, adotando na análise os 853 municípios e três variáveis de saú- de (mortalidade infantil, vacinação, prevalência de doenças infectocontagiosas), duas econômicas (PIB dos municípios e renda familiar) e três sociais (nível de analfabetismo, de escolaridade e a exis- tência de canalização de água/esgoto). Como se pode observar, o número de variáveis é enorme e apenas um programa específico de estatística po- deria rodar um banco de dados desse porte. Um exemplo mais simples seria realizar um levanta- mento das notas dos alunos de dada escola por série e estabelecer a média por turma, utilizando-a como parâmetro para classificar o desempenho dos alunos. 2.2. TIPOS DE PESQUISAS: O tipo de pesquisa refere-se à forma como pro- cederemos na execução da pesquisa, ou seja, como vamos realizá-la. O quadro abaixo demons- tra todos os tipos de pesquisa existentes. PESQUISA CLASSIFICAÇÃO MODALIDADE TIPO Quanto à natureza Pura (Básica) Aplicada Quanto à forma de abordagem Quantitativa Qualitativa Quanto ao Objetivo Geral Exploratória Descritiva Explicativa Quanto aos procedimentos técnicos (esclarecem sobre as técnicas a serem adotadas) Bibliográfica Documental Experimental ou Empírica Levantamento Pesquisa de campo Estudo de caso Pesquisa-ação Ex-post-facto Estudo coorte Pesquisa participante Pesquisa laboratorial Fonte: CANTINI, Adriana H. Elaboração de Projetos de Pesquisa. Disponível em www.slideshare.com.br. Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 17 UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 2.2.1. Tipos de pesquisa quanto à na- tureza: 2.2.1.1- Pura (Básica): Tem por objetivo a produção de novos conhecimentos, os quais envolvem verdades e interesses universais sem, no entanto, ter inicialmente uma aplicação prá- tica para os resultados previstos. Cita-se como exemplo os artigos científicos desenvolvidos pela maioria dos alunos de graduação, os quais bus- cam contribuir para a divulgação de dado assunto e sem pretensões práticas (aplicabilidade com fim específico). 2.2.1.2- Aplicada: Tem por objetivo a bus- ca de novos conhecimentos, os quais envolvem verdades e interesses locais. Ao contrário da pes- quisa pura, a aplicada busca a produção de co- nhecimento que tenha aplicação prática para re- solver problemas ou situações reais e específicas. Podemos citar como exemplo as pesquisas para a busca de vacina contra a AIDS, tuberculose, entre outras. 2.2.2. Tipos de pesquisa quanto à for- ma de abordagem: Existem dois tipos de pes- quisa em relação à abordagem, o quantitativo e o qualitativo, os quais estão relacionados ao modo como o pesquisador irá determinar o método para levantar dados e obter informações, ou seja, para chegar às causas do problema. Por exemplo, suponha que deseja compreender o fenômeno da evasão escolar nas escolas pú- blicas da cidade de Belo Horizonte/MG. Existem algumas formas de você obter resposta para esse fenômeno, o que pode ser feito através de: • Verificação do total de alunos evadidos na re- gião metropolitana de BH, através dos dados das Secretarias Estadual e Municipal de Educação; • Determinar a evasão por região administrativa, relacionando-a ao fator socioeconômico (evasão nas regiões mais ricas e nas mais pobres), através do Produto Interno Bruto por região metropolitana, fornecido pelo banco de dados da Fundação João Pinheiro (FJP); • Determinar a evasão através da aplicação de um questionário, buscando as causas da evasão através das opiniões dos alunos (alunos não gos- tam: de estudar, da matéria, do professor, da esco- la; entre outras causas). • Determinar a evasão através da aplicação de um questionário, buscando as causas da evasão através da análise da qualidade do ensino público em BH (ótimo, bom, ruim ou péssimo); ou análise das causas da falta de interesse dos alunos. Observe que o enfoque dado as duas primeiras opções são diferentes das duas últimas. Portanto, partindo do problema levantado na pesquisa (eva- são escolar), tem-se o método quantitativo e qua- litativo para se levantar as causas desse fenôme- no, o que determinará qual será utilizado é a forma como o pesquisador deseja conduzir o assunto. 2.2.2.1. Pesquisa quantitativa. Na pesquisa quantitativa são utilizadas técnicas estatísticas para transformar dados em números e, posteriormente, em informações, analisando-as para tirar as devidas conclusões. Para desenvolver uma pesquisa baseada nesse método é necessário ter variáveis bem definidas e utilizar cálculos estatísticos e/ou inferenciais. Além disso, nela não há o envolvimento direto do pesquisador, 18 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS ele apenas observa a situação e anota os dados, não havendo interação com o objeto da pesquisa. Esse método utiliza a estatística como base, por- tanto, requer o uso de recursos como percenta- gem, média, moda, mediana, variância, desvio pa- drão, coeficiente de correlação, entre outros. Um dos instrumentos de levantamento de dados mais utilizado nesse tipo de pesquisa é o questionário, normalmente com opções de escolha de resposta (raça: branca; parda; amarela; negra) ou faixa de variação (de 0 – 7 anos; 7 – 14 anos, etc.). Como exemplo desse tipo de pesquisa, pode- mos citar o Censo Brasileiro elaborado pelo Ins- tituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE), que possui um questionário estruturado com o qual o pesquisador vai até a sua casa e o preen- che para você. No entanto, o pesquisador é ape- nas um anotador de dados e o entrevistado não emite opinião pessoal sobre as questões, apenas responde a elas. Posteriormente, o técnico do IBGE, levanta todos os questionários e, através do método estatístico, informa que o Brasil possui x% de população branca, % de parda, x% de negra e assim monta o Censo. 2.2.2.2. Pesquisa qualitativa. A pesquisa qualitativa é uma pesquisa descritiva, onde o entrevistado e sua opinião sobre dado fato ou realidade são indissociáveis, ou seja, explora as particularidades e os traços subjetivos (signi- ficados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes) do entrevistado em relação a uma situ- ação vivenciada por ele (MINAYO, 2001). Nessa pesquisa ocorrem classificações e análises dis- sertativas sobre certas situações ou fatos, sem, no entanto, eliminar completamente os cálculos. Esse tipo de pesquisa tem o caráter exploratório, pois o entrevistado pode expressar-se livremente sobre o assunto tratado. Dessa forma, os dados não são precisos, pois cada um dos indivíduos en- trevistado tem a sua opinião e tece seus comen- tários. Portanto, leva-se em consideração o que o entrevistado acha a respeito de dada situação, fato ou realidade, sendo que as opiniões podem coincidir e também divergir. Por exemplo, suponhamos que vamos entrevis- tar pessoas para saber o grau de satisfação com o governo Dilma, sendo que as opções em um questionário são: péssimo, regular, bom, ótimo e excelente. Nessa questão, limitamos as opções para facilitar a resposta. Uma segunda opção se- ria deixar a questão aberta para as pessoasres- ponderem, o que daria muito mais trabalho, mas verificaria melhor a opinião das pessoas. Depois de levantado os dados e as informações, pode- mos expor as opiniões através da estatística, em termos percentuais, por exemplo. Também, pode- mos observar que nesse processo, o pesquisador terá de observar o fenômeno mais de perto, ou seja, sua participação é mais efetiva (FRANÇA; VASCONCELOS, 2004). Por fim, deve-se estar atento ao fato de que, apesar dos tipos de pesquisa ter funções e objeti- vos diferentes, elas não são excludentes. 2.2.3. Tipo de pesquisa em relação ao objetivo geral: Antes de realizar essa classificação é necessá- rio que o(s) objetivo(s) da pesquisa já esteja(m) definido(s). Assim, após essa definição podemos classificar a pesquisa em um dos três tipos de pes- quisa: exploratória, descritiva ou explicativa. Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 19 þÿ þÿ UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS Essa classificação é que vai nos permitir esco- lher quais os procedimentos metodológicos que serão utilizados para que possamos chegar a uma definição ou resposta em relação àquilo que queremos pesquisar, ou seja, em relação à situ- ação-problema que encontramos ou levantamos. Portanto, partindo do problema a ser pesquisado, essa classificação nos permitirá determinar quais os procedimentos que serão empregados na in- vestigação científica, isto é, qual o caminho que iremos percorrer para alcançar os objetivos deter- minados (VERGARA 2007). 2.2.3.1. Pesquisa exploratória: A pesquisa exploratória é utilizada quando um problema é pouco conhecido e suas hipóteses não estão ainda claras, o que necessita de um maior envolvimento do pesquisador com o objeto da pesquisa (tema), tendo por finalidade buscar informações sobre ele e, assim, poder delineá-lo melhor e torná-lo mais claro. Normalmente é utilizado em estudos de casos, embasado por pesquisa bibliográfica, entrevistas com pessoas que possuem experiência prática com o problema pesquisado e análise de exemplos que estimulem a compreensão do assunto (GIL, 1999). Quando o problema levantando não permite vi- sualizar os procedimentos a serem adotados, tor- na-se necessário que o pesquisador inicie uma in- vestigação mais minuciosa, buscando um volume maior de informações sobre ele e, assim, construir hipóteses que lhe permita determinar o caminho a ser percorrido (OLIVEIRA NETTO, 2008). O objetivo da pesquisa exploratória é procurar ideias, hipóteses ou padrões em relação a um pro- blema ou questão cujo tema, normalmente, não teve ou teve muito pouco estudo anterior a seu respeito, portanto, não se trata de testar ou confir- mar uma determinada hipótese, mas de levantá- -la. Assim, a pesquisa exploratória avaliará qual a teoria ou conceito que poderá ser aplicado ao pro- blema levantado ou se deverá ser desenvolvidas novas teorias ou conceitos. Segundo Gil (1999), Um exemplo prático de tal modalidade pode estar relacionado ao objetivo de um determinado pesquisador, cuja intenção se manifesta pela busca de uma resposta acerca da queda (da demanda) de um determinado produto no mercado. Assim sen- do, de modo a concretizar seu objetivo, o pesquisador terá de aprofundar suas especulações e encontrar as reais causas da ocorrência de tal fenômeno (1999, p. 51). De acordo com Gil (2007), quando o pesquisa- dor defronta com uma situação ou assunto pouco familiarizado ou explorado ele utiliza a pesquisa exploratória para poder conhecê-lo melhor e, após esse aprofundamento no tema, formular suas hi- póteses. Por exemplo, o conhecimento que se tem sobre o fundo do mar em altas profundidades é bastante restrito, mas já existem algumas publi- cações sobre o tema. Caso um biólogo tenha inte- resse em estudar o tema, deverá fazer um levan- tamento bibliográfico sobre o assunto, determinar a região onde desejará iniciar sua pesquisa, deter- minar o material necessário para pesquisar em al- tas profundidades, montar sua equipe de técnicos e cientistas, verificar as embarcações necessárias (barcos de meio porte e mini submarinos), entre outras ações. Depois de conhecer a região, de fotografá-la, filmá-la, descrever suas observações sobre o ambiente, enfim, de levantar todos os da- dos e informações possíveis é que ele poderá criar as hipóteses de sua pesquisa (por exemplo: exis- tem poucas espécies que conseguem sobreviver na profundidade de X metros; o ser humano possui tecnologia para sobreviver apenas até x metros de 20 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA þÿ þÿ UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS profundidade). No entanto, devemos lembrar que não basta desenvolver hipóteses, pois no caso da pesquisa exploratória elas devem ser comprova- das pela pesquisa realizada. Outra forma de definir a pesquisa exploratória é dizer que essa classe de pesquisa estabelece critérios, métodos e técnicas para a elaboração de uma pesquisa, levantando o máximo de infor- mações possíveis sobre o objeto de estudo e só depois desse levantamento é que se elaborarão as hipóteses. Esse tipo de pesquisa é responsá- vel pela maioria das descobertas científicas, sen- do que a maioria delas é originada pelo acaso, ou seja, em certo experimento em laboratório busca- -se um dado produto, fenômeno, substância, entre outras atividades e durante o processo ou no seu final descobre-se outro produto, substância ou fe- nômeno. A pesquisa exploratória tem se tornado um di- ferencial competitivo na concorrência de grandes grupos empresariais, os quais investem vultosos recursos financeiros na busca de processos, pro- dutos e serviços novos (invenções) ou que tra- gam inovações, garantindo aos inovadores e/ou empreendedores direito de exploração por longos anos (patentes). 2.2.3.2. Pesquisa descritiva: A pesquisa é descritiva em relação aos objetivos pretendidos quando tem por finalidade descrever as caracte- rísticas de uma população, de um dado fenômeno ou de uma experiência (GIL, 2007). O pesquisa- dor, após encontrar um objeto ou fenômeno que desperte seu interesse, passa a descrevê-lo, clas- sificá-lo e a observá-lo. A coleta de dados sobre o objeto ou fenômeno é feita através de técnicas padronizadas, como o questionário ou a observa- ção sistemática. Como exemplo, podemos citar a pesquisa bibliográfica, a pesquisa de opinião e o estudo de caso (mais comum na pesquisa explo- ratória). Ainda no entender de Gil (1999), a pesquisa des- critiva tem por finalidade observar, analisar e regis- trar um dado fenômeno sem que o pesquisador se envolva, de alguma forma, na mesma. Portanto, é proibido a ele emitir opinião, interferir na pesquisa, omitir ou alterar dados, entre outras atitudes que possam vir a alterar a situação, ou seja, não é per- mitido ao pesquisador entrar no mérito do conteú- do da pesquisa. Dessa forma, a pesquisa descritiva busca esta- belecer relações de dependência entre variáveis, tais como quantidade, classificação e/ou medida, as quais podem sofrer alterações de acordo com o processo realizado. Normalmente, nessa pesqui- sa busca-se determinar quais as características de determinado grupo (amostra) em relação ao sexo, faixa etária, renda familiar, nível de escolari- dade, entre outras classificações. Após, busca-se confrontar os dados levantados com alguns indi- cadores (econômicos, por exemplo) ou com a opi- nião deperitos para a padronização de técnicas ou a validação de conteúdo(THOMAS; NELSON; SILVERMAN, 2012). Como exemplo, podemos citar as pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geográfia e Estatística (IBGE) para levantamento do senso brasileiro. Para realizá-lo, seus técnicos elaboram uma lista de perguntas (questionário padronizado) que seus pesquisadores fazem às famílias. No questionário, os pesquisadores apenas anotam as respostas que o cidadão dá. Esses questionários Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 21 þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS são repassados aos peritos do IBGE que apenas manipulam os dados e calculam (através de suas respectivas fórmulas), por exemplo, o nível de renda média por família, entre outros indicadores. Portanto, não há nenhum envolvimento do pesqui- sador com a situação ou fato. Um dos fatos que diferencia a pesquisa descri- tiva da exploratória é que na primeira o assunto já é conhecido, buscando-se apenas obter novas visões sobre ele, portanto, assume a forma de le- vantamento de dados e de informações. 2.2.3.3. Pesquisa explicativa ou analí- tica: É o tipo de pesquisa utilizada para descobrir o modo e as causas de dado fenômeno, ou seja, o que leva o fenômeno a ocorrer e quais são as suas causas. O método utilizado nessa pesquisa vai depender do campo onde está se realizando a pesquisa; por exemplo, nas ciências físicas e naturais usa-se o método experimental e nas so- ciais, o observacional (migração da população do nordeste brasileiro para outras regiões), buscando aprofundar o conhecimento de dada realidade. Devido as suas características, a pesquisa ex- plicativa é bastante presente durante a realização de pesquisas experimentais, pois durante o expe- rimento com variáveis, busca-se saber o porquê (causa) de dado resultado. Assim, de acordo com Marconi e Lakatos (2006), Busca-se registrar os fatos, analisá-los, interpretá-los e identifi- car suas causas, com o intuito de ampliar generalizações, definir leis mais amplas, estruturar e definir modelos teóricos, relacio- nar hipóteses em uma visão mais unitária do universo ou âmbito produtivo em geral e gerar hipóteses ou ideias por força de de- dução lógica (MARCONI; LAKATOS, 2006, p. 64). 2.2.4. Tipo de pesquisa quanto aos procedimentos técnicos para coleta de dados (para elaborar a fonte de dados). Após a escolha do objetivo da pesquisa, o qual é determinado através dos tipos de pesquisas des- critas anteriormente, segue-se para a fase seguin- te que é a de planejar como vamos desenvolver a pesquisa, ou seja, a fase de escolher os proce- dimentos técnicos ou metodológicos que iremos adotar para dar prosseguimento à pesquisa. Se- gundo Gil (2007), Basicamente, existem dois grandes grupos de delineamentos: o grupo que se vale de informações impressas (provenientes de li- vros, revistas, documentos impressos ou eletrônicos), e o grupo que utiliza informações obtidas por meio de pessoas ou experi- mentos. No primeiro grupo destaca-se a pesquisa bibliográfica e documental. No segundo grupo, temos a pesquisa experimental, a pesquisa ex-post facto, o levantamento, o estudo de caso, a pesquisa-ação e a pesquisa participante (GIL, 2007, p. 54). O autor faz uma classificação meramente ba- seada no tipo de fonte da informação e encaixa dentro de cada uma delas as que são realmente necessárias ao desenvolvimento da pesquisa e que devemos conhecer. São elas: 2.2.4.1. Pesquisa bibliográfica. A pesquisa bibliográfica tem por objetivo conhe- cer as diferentes contribuições científicas disponí- veis sobre determinado tema (MARTINS, 2000). Envolve a leitura, análise e interpretação de livros, jornais e revistas acadêmicas, periódicos, manus- critos e sites científicos. De forma geral, qualquer informação publicada (impressa ou eletrônica) é passível de se tornar uma fonte de consulta. O primeiro passa a ser dado nesse tipo de pesqui- sa é selecionar, do material recolhido, o que tem importância real para o tema a ser desenvolvido, o que chamamos de triagem. Após, deve-se fazer a leitura sistemática do material selecionado, re- alizando anotações e fichamentos, os quais irão formar o banco de dados a ser utilizado na funda- 22 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS mentação teórica do estudo. A realização sequencial desses passos é ne- cessária para que o pesquisador vá conhecendo as contribuições que os diferentes autores deram ao tema escolhido. Além disso, é necessário para que ele possa ir selecionando durante a leitura de um livro o que, de fato, é importante para atingir seu objetivo e, posteriormente, através do ficha- mento, saber onde está determinada informação. Segundo França e Vasconcellos (2004), A pesquisa bibliográfica é utilizada para todos os outros tipos de pesquisa, dando suporte a elas e auxiliando na determinação do problema, objetivos, na construção de hipóteses, na fundamen- tação da justificativa da escolha do tema e na elaboração do relatório final (2004, p. 29). Dessa forma, podemos perceber que não existe pesquisa sem que a bibliografia esteja envolvida, portanto, ela deve se tornar rotina entre os pesquisadores e estudantes. 2.2.4.2. Pesquisa documental. A pesquisa documental é bastante pareci- da com a bibliográfica, sendo que a diferença entre elas reside na natureza da fonte. A fon- te da pesquisa documental são documentos conservados em arquivos de órgãos públicos e privados, sindicatos, igrejas, instituições e em acervos particulares, tais como fotografias, filmes, diários, memorandos, atas de reunião, boletins, cartas pessoais, relatórios, entre ou- tros documentos. Cita-se como exemplo as Cartas Chilenas escritas em 1789, no perío- do da Inconfidência Mineira – Vila Rica (atual Ouro Preto), onde o autor Critilo (Tomás Antô- nio Gonzaga) critica Fanfarrão Minésio (Luis da Cunha Meneses – governador das Minas Ge- rais até a Inconfidência Mineira). Essas cartas foram objeto de muita pesquisa cujo objetivo era descobrir sua autoria. Na pesquisa documental, a fonte pode já ter sido ou não utilizada em pesquisas anteriores. Caso já tenha sido analisada, normalmente, a pesquisa tem objetivo diferenciado e tem outras interpretações. Cita-se como exemplo a aná- lise do Balanço Geral de uma empresa pela diretoria financeira e, posteriormente, pela auditoria interna e externa, gerando resultados diferenciados. 2.2.4.3. Pesquisa empírica ou experi- mental. O objetivo da pesquisa empírica é testar hi- póteses que dizem respeito a relações de causa e efeito (MARTINS, 2000), podendo ser realizada em qualquer ambiente. Esse tipo de pesquisa envolve hipóteses que podem ser confirmadas ou não, em um processo de tentativa e erro. Para que se possa realizar esse tipo de pesquisa é necessário selecionar variáveis dependentes, estabelecer grupos de controle e a manipulação de variáveis independentes, tudo sobre o rigor de técnicas estatísticas e por amostragem, buscando verificar se o resultado obtido em um dado número de manipulação de variáveis pode ser generalizado. Esse tipo de pesquisa ocorre, por exemplo, quando se tenta descobrir se o tratamento de esgoto e de água, vacinação, alimentação, coleta de lixo, doença de chagas, educação e cultura, interesse político, entre outras vari- áveis tem influênciana mortalidade infantil no Jequitinhonha/Mucuri e na região metropolita- na de Belo Horizonte. As variáveis vacinação, alimentação, coleta de lixo, esgoto e água tra- tada são consideradas dependentes (influência direta) e as demais independentes (influência indireta) (CRESPO, 1997). Esse tipo de pes- Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 23 þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS quisa é utilizada, normalmente, em laboratórios e em campo. 2.2.4.4. Pesquisa de levantamento: Esse tipo de pesquisa utiliza de um questio- nário para, de forma direta, levantar informa- ções das pessoas acerca do problema estu- dado. Quando o levantamento envolve toda a população (universo) é chamado de censitário ou parametrizado, mas pode ser feito com ape- nas uma parte da população, sendo o levanta- mento chamado de amostragem ou estatístico, porém esta tem de ser representativa da popu- lação. Após o levantamento dos dados, estes são transformados em números e analisados através de métodos estatísticos, os quais gera- rão informações que permitirão chegar a con- clusões que serão generalizadas para toda a população. O levantamento é um método fácil de ser apli- cado e seus resultados podem ser expostos através de tabelas, quadros e gráficos, sendo muito utilizado nas pesquisas exploratórias e descritivas. Porém, é um estudo mais superfi cial, pois não permite captar as características dinâmicas inerentes ao processo. 2.2.4.5. Pesquisa de campo. A pesquisa de campo está relacionada à ob- servação de dado fato ou fenômeno, coletando dados sobre o mesmo da forma mais fiel pos- sível e sem alterar nada do observado. Após, passa-se à análise e à interpretação desses dados com base em uma fundamentação te- órica (pesquisa bibliográfica) consistente, com o intuito de compreender e explicar o problema pesquisado. Nesse tipo de pesquisa, dependendo do tema, é necessário determinar técnicas de co- leta de dados mais apropriadas à natureza do tema, definindo também técnicas para registro e análise, podendo ser utilizada a abordagem predominantemente qualitativa ou quantitativa. Nesta última, o pesquisador se limita a descre- ver os fatos, ignorando a complexidade da rea- lidade social (MARTINS,2000). A pesquisa de campo é comumente utilizada em estudo de indivíduos, grupos, comunida- des e instituições tendo por objetivo entender os diferentes aspectos de uma dada realidade, portanto, é utilizada principalmente nas áreas da Sociologia, Pedagogia, Psicologia da Edu- cação, Política, Serviço Social, entre outras. 2.2.4.6. Estudo de caso. Refere-se a um tipo de pesquisa bastante es- pecífica, pois consiste em um estudo profundo e exaustivo de um único objeto ou de poucos objetos, o que permite obter um conhecimento bastante aprofundado do mesmo, porém seus resultados não podem ser generalizados, aten- do-se apenas ao caso em estudo (GIL, 2007). Entretanto, dependendo do objeto estudado e do nível de profundidade do estudo, seus re- sultados podem ser representativos de vários outros ou de todos os casos semelhantes. 2.2.4.7. Pesquisa-ação. Esse tipo de pesquisa gera bastante con- trovérsia, pois os pesquisadores e os partici- pantes têm de agir em conjunto para resolver um problema em comum ou uma situação real (coletiva), portanto devem trabalhar de forma cooperativa ou participativa. No entanto, existe uma nítida divisão entre dirigentes e dirigidos. A pesquisa-ação é uma metodologia apropria- da para o trabalho em equipe, onde o objeto de estudo é analisado por todos os participantes 24 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS da equipe, o que favorece as discussões e a geração de conhecimentos sobre a realidade vivenciada. Quando a equipe é formada por profissionais de várias áreas, a gama de co- nhecimento sobre o objeto é mais diversificada e ampla ainda. 2.2.4.8. Pesquisa ex-post-facto (a par- tir do fato passado). De acordo com Gil (2007), nesse tipo de pes- quisa os fatos já ocorreram, ou seja, está no passado, o que impossibilita o pesquisador de ter qualquer tipo de controle ou de manipulação dos mesmos. Portanto, o seu objetivo é levan- tar e testar hipóteses que estão relacionadas à relação de causa e efeito, mas que devem ser comprovadas pelos fatos do passado. Um exemplo desse tipo de pesquisa é o processo utilizado pela polícia para desvendar crimes, cujos dados, informações e variáveis estão no passado, as quais devem ser levantadas e relacionadas, buscando levantar as causas e chegar à autoria do mesmo. 2.2.4.9. Estudo de coorte. Esse tipo de estudo é realizado com um gru- po que possui entre si uma característica em comum, constituindo-se na amostra de um universo de pesquisa. Para se realizar essa pesquisa, esse grupo deve ser acompanhado durante certo período de tempo, observando o desenvolvimento da característica analisada e comparando com períodos anteriores de ob- servação. A pesquisa de coorte é muito usada na área da saúde, mas também pode ser utilizada em pesquisa experimental ou em uma pesquisa ex-post facto. Pode-se citar como exemplo, a utilização da informática para enriquecimen- to das aulas. Para verificar a efetividade des- se tipo de ensino, se determina as salas que irão participar dessa nova metodologia e as que não irão (grupo de controle). Após o pe- ríodo estabelecido para a análise, se verifica os resultados das participantes e das não par- ticipantes e compara os resultados, concluindo se a nova metodologia melhorou os resultados das turmas e se será aplicada a todas elas ou não. 2.2.4.10. Pesquisa participante. A pesquisa participante possui características bastante semelhantes às da pesquisa-ação, pois o pesquisador é um dos participantes da mesma. A diferença básica é que nesse tipo de pesquisa procura-se “minimizar a distinção en- tre dirigentes e dirigidos, fato que a torna ideal para as pesquisas de cunho social e/ou religio- sa” (GIL, 2007, p. 53). 2.2.4.11. Pesquisa laboratorial. A pesquisa laboratorial ocorre em situações controladas, utilizando-se de instrumentos es- pecíficos e precisos. São realizadas em um am- biente adequado, previamente estabelecido e conforme o estudo a ser feito, podendo ocorrer em ambiente fechado ou não e em artificiais ou reais. Esse tipo de pesquisa é comumente confun- dido com a pesquisa experimental. Mesmo que a maioria das pesquisas laboratoriais seja ex- perimental, o que a diferencia desta é o fato dela ocorrer em situações controladas, com a escolha dos instrumentos a serem utilizados (específicos e precisos). Por exemplo, a manipulação de vírus e bactérias para a criação de antibióticos é feita com alto nível de controle por parte dos pesquisadores. Assim, eles possuem Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 25 þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS um ambiente totalmente apropriado a essa pesquisa e o máximo de controle possível para evitar que haja qualquer tipo de contaminação do ambiente e das pessoas. TESTE DE CONHECIMENTO UNIDADE II: 1) Em relação às várias formas de definir o que é pesquisa, marque a opção errada: a) Conjunto de ações que visam à descoberta denovos conhecimentos em uma determinada área. b) É um processo investigativo sistemático que tem por objetivo a construção do conhecimento. c) Reprodução de informações obtidas em obras de terceiros, sem a devida identificação dos mesmos e sem nada acrescentar às pesquisas já realizadas. d) Instrumento para ratificar, refutar, reproduzir, cor- roborar, ampliar e atualizar algum conhecimento pré- -existente, relativo a fatos, teoremas, novas teorias, trabalhos de campo, experiências, projetos, entre outros. e) Conjunto de ações pré-definidas que permite re- alizar uma investigação sobre um dado tema, contri- buindo para o conhecimento sobre o mesmo. 2) Complete a sentença e marque a opção cor- reta: Para realizar uma pesquisa é necessário seguir um processo pré-determinado de investigação. Não basta ter em mente um (a) e nele (a) encontrar um (a) , sendo neces- zer novos e relevantes para a sociedade. a) Tema, investigação, problema, procedimentos, problema, conhecimentos. b) Investigação, problema, procedimentos, tema, problema, conhecimentos. c) Investigação, procedimentos, problema, proble- mas, conhecimentos, problemas. d) Problema, investigação, procedimentos, proble- ma, problema, conhecimentos. e) Tema, problema, procedimentos, problema, pro- blema, conhecimentos. 3) O tipo de pesquisa refere-se à forma como procederemos na execução da pesquisa, ou seja, de que forma iremos realizá-la, sendo sua tipologia baseada: a) Nos objetivos estabelecidos na pesquisa e nos procedimentos técnicos a serem adotados para de- senvolvê-la. b) Apenas nos objetivos estabelecidos na pesqui- sa. c) Nos objetivos estabelecidos na pesquisa e na forma de abordagem do problema. d) Nos procedimentos técnicos a serem adotados para desenvolvê-la e forma de abordagem do pro- blema. e) Apenas na forma de abordagem do problema. 4) Em relação aos objetivos estabelecidos na pesquisa, essa pode ser classificada em: a) Exploratória, argumentativa ou empírica. sário seguir científicos para b) Descritiva, explicativa e exploratória. encontrar resposta para esse . Além disso, é necessário avaliar a relevância do (a) para a área pesquisada e se irá tra- c) Descritiva, facultativa e argumentativa. d) Científica, descritiva e explicativa. e) Científica, empírica e exploratória. 26 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 5) Uma pesquisa pode ser classificada em rela- ção aos procedimentos técnicos utilizados para de- senvolvê-la, resultando nos seguintes tipos: a) Descritiva, bibliográfica, documental, experimen- tal, levantamento, estudo de campo, estudo de caso, pesquisa-ação e pesquisa participante. b) Documental, bibliográfica, empírica, explicativa, levantamento, estudo de campo, estudo de caso, pesquisa-ação e pesquisa participante. c) Experimental, levantamento, explicativa, estudo de campo, estudo de caso, pesquisa-ação e pesqui- sa participante. d) Documental, exploratória, experimental, levanta- mento, descritiva, estudo de campo, estudo de caso e pesquisa participante. e) Bibliográfica, documental, experimental, levanta- mento, estudo de campo, estudo de caso, pesquisa- -ação e pesquisa participante. 6) Existem dois métodos de pesquisa que estão relacionados à forma como o pesquisador abordará o problema. Esses métodos são: a) O método explicativo e o qualitativo. b) O método quantitativo e o exploratório. c) O método quantitativo e o qualitativo. d) O método descritivo e o explicativo. e) O método exploratório e o descritivo. 7) Em relação à pesquisa exploratória, marque a opção errada: a) A pesquisa exploratória é utilizada quando um problema é pouco conhecido e suas hipóteses não estão ainda claras, necessitando que o pesquisador intensifique sua busca de informações sobre o tema. b) Na pesquisa exploratória, quando o problema não permite identificar a metodologia a ser seguida, torna-se necessário obter um volume maior de infor- mações e, baseando-se nelas, construir hipóteses que possibilite evidenciar um caminho a ser percor- rido. c) A pesquisa exploratória, a partir do problema já bastante analisado, avaliará qual das teorias exis- tentes sobre o assunto melhor descreve os objetivos que pretende alcançar. d) O objetivo da pesquisa exploratória é procurar ideias, hipóteses ou padrões em relação a um pro- blema ou questão cujo tema, normalmente, não teve ou teve muito pouco estudo anterior a seu respeito, portanto, não se trata de testar ou confirmar uma de- terminada hipótese, mas de levantá-la. e) A pesquisa exploratória avaliará qual a teoria ou conceito que poderá ser aplicado ao problema levan- tado ou se deverá ser desenvolvidos novas teorias ou conceitos. 8) Em relação à pesquisa descritiva marque a op- ção errada: a) A pesquisa é descritiva quando tem por finalida- de descrever, analisar e registrar as características de uma população, de um dado fenômeno ou de uma experiência, sem que o pesquisador se envol- va, de alguma forma, na mesma. b) A coleta de dados sobre o objeto ou fenômeno é feita através de técnicas padronizadas, como o questionário ou a observação sistemática. c) A pesquisa descritiva tem por finalidade obser- var, analisar e registrar um dado fenômeno, permitin- do ao pesquisador interferir na pesquisa, omitindo ou alterando dados e resultados. d) A pesquisa descritiva busca estabelecer re- lações de dependência entre variáveis, tais como Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 27 þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS quantidade, classificação e/ou medida, as quais po- dem sofrer alterações de acordo com o processo re- alizado. e) Na pesquisa descritiva busca-se determinar quais as características de determinado grupo (amostra) em relação ao sexo, faixa etária, renda fa miliar, entre outras variáveis. 9) Em relação à pesquisa explicativa, marque a opção errada: a) A pesquisa explicativa é utilizada para descobrir o modo e as causas de dado fenômeno, ou seja, o que leva o fenômeno a ocorrer e quais são as suas causas. b) O método utilizado na pesquisa explicativa vai depender do campo onde está se realizando a pesquisa, buscando aprofundar o conhecimento de dada realidade. c) Na pesquisa explicativa busca-se registrar os fa- tos, analisá-los, interpretá-los e identificar suas cau- sas, com o intuito de ampliar o conhecimento sobre o mesmo. d) A pesquisa explicativa busca definir leis mais amplas, estruturar e definir modelos teóricos, gerar e relacionar hipóteses ou ideias por força de dedução lógica. e) A pesquisa explicativa está focada nos resulta- dos e não nas causas de dado fenômeno. 10) Baseando-se nas afirmativas a seguir, marque (V) se forem verdadeiras e (F) se falsas: I. ( ) Após a escolha do(s) objetivo(s) da pesqui- sa, parte-se para a fase em que vamos decidir quais os procedimentos técnicos ou metodológicos que iremos adotar para dar continuidade à mesma. II. ( ) As fontes de informações podem ser di- vididas em dois tipos: o das informações impressas e o das informações obtidas através de pessoas ou experimentos. III. ( ) Entre as informações impressas estão as informações obtidas em revistas não científicas e as obtidas em livros de romances. IV. ( ) As informações obtidas através das pesso-as podem ser coletadas através de entrevistas estru- turadas e de questionários padronizados aplicáveis à elas. V. ( ) Todas as informações obtidas pela internet são consideradas científicas. Marque a opção correta: a) F, F, F, V, F b) V, V, F, V, F c) F, V, V, F, F d) V, F, F, F, V e) F, F, V, V, V 11) Em relação aos procedimentos técnicos para coletar dados, a pesquisa pode ser classificada em: 1. Bibliográfica 2. Documental 3. Empírica ou experimental 4. Levantamento 5. Campo 6. Estudo de caso 7. Pesquisa-ação 8. Ex-post facto 9. Estudo de coorte 10. Participante 11. Laboratorial Relacione o tipo de pesquisa ao seu respectivo conceito: ( ) Nesse tipo de pesquisa utiliza-se de um ques- tionário para, de forma direta, levantar informações das pessoas acerca do problema estudado. Após, os dados são transformados em números e analisa- dos através de métodos estatísticos. ( ) Tipo de pesquisa bastante específica, pois 28 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ 6 þÿ 4 UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS consiste em um estudo profundo e exaustivo de um único objeto ou de poucos objetos, o que permite obter um conhecimento bastante aprofundado do mesmo, porém seus resultados não podem ser gen- eralizados, atendo-se apenas ao caso em estudo. ( ) Envolve a leitura, análise e interpretação de livros, revistas e periódicos acadêmicos e textos em sites científicos. É utilizada em todos os outros tipos de pesquisas. ( ) Essa pesquisa ocorre em situações contro- ladas e ambiente adequado, utilizando-se de instru- mentos específico e preciso, podendo ocorrer em ambiente fechado ou não e em artificiais ou reais. ( ) A pesquisa está relacionada à observação de dado fato ou fenômeno, coletando dados sobre o mesmo da forma mais fiel possível e sem alterar nada do observado. ( ) Pesquisa onde os pesquisadores e os parti- cipantes têm de agir em conjunto para resolver ( ) Sua fonte de pesquisa são documentos conservados em arquivos de órgãos públicos e pri- vados, sindicatos, igrejas, instituições e em acervos particulares. ( ) Nesse tipo de pesquisa o pesquisador é um dos participantes da mesma, havendo uma divisão mínima entre dirigentes e dirigidos, fato que a torna ideal para as pesquisas de cunho social e/ou religio- sa. ( ) Nesse tipo de pesquisa os fatos já ocorre- ram, ou seja, estão no passado, o que impossibilita o pesquisador de ter qualquer tipo de controle ou de manipulação dos mesmos. Portanto, o seu objetivo é levantar e testar hipóteses que estão relacionadas à relação de causa e efeito, mas que devem ser com- provadas pelos fatos do passado. 12) Complete a afirmativa: O método de pesquisa diz respeito à um problema em comum ou uma situação real (cole- maneira como será abordado o da pesquisa. tiva), portanto devem trabalhar de forma cooperativa É a de siste- ou participativa. máticos para obter a e a ( ) O objetivo da pesquisa é testar hipóteses de fenômenos, sendo que que dizem respeito as relações de causa e efeito, a natureza do e seu nível de podendo ser realizada em qualquer ambiente. aprofundamento é que determinarão a escolha do Esse tipo de pesquisa envolve hipóteses que po- . dem ser confirmadas ou não, em um processo de tentativa e erro. ( ) Esse tipo de estudo é realizado com um grupo que possui entre si uma característica em comum, constituindo-se na amostra de um universo de pes- quisa. Para se realizar essa pesquisa, esse grupo deve ser acompanhado durante certo período de tempo, observando o desenvolvimento da caracte- rística analisada e comparando com períodos ante- riores de observação. a) Objeto, natureza, procedimentos, descrição, ex- plicação, problema, método. b) Objeto, escolha, procedimentos, descrição, ex- plicação, problema, método. c) Método, escolha, descrição, procedimentos, ex- plicação, método, problema. d) Natureza, pesquisa, modo, descrição, problema, processo, procedimento. e) Método, técnica, procedimentos, problema, des- crição, fenômeno, problema. Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 29 þÿ 1 þÿ 5 þÿ 11 þÿ 7 þÿ 3 þÿ 9 þÿ 2 þÿ 10 þÿ 8 þÿ þÿ UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 13) Os métodos de pesquisa que estão relacionados ao modo ou forma como o pesquisador irá fazer a abordagem do objeto da pesquisa são: a) Analítico e exploratório. b) Descritivo e qualitativo. c) Qualitativo e quantitativo. d) Quantitativo e exploratório. e) Analítico e descritivo. 14) Um dos métodos utilizados em pesquisas adota técnicas estatísticas para transformar dados em números e em informações, sendo que para desenvolver uma pesquisa baseada nesse méto- do é necessário ter variáveis bem definidas, utilizar cálculos estatísticos e/ou inferenciais, não há intera- ção do pesquisador com o objeto da pesquisa e um dos instrumentos utilizados para levantar dados é o questionário com múltipla escolha. Esse método de pesquisa se denomina: a) Analítico. b) Laboratorial. c) Qualitativo. d) Descritivo. e) Quantitativo. 15) Em relação à pesquisa qualitativa, marque a opção errada. a) É uma pesquisa descritiva, onde o entrevistado e sua opinião sobre dado fato ou realidade são indis- sociáveis, ou seja, explora as particularidades e os traços subjetivos (significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes) do entrevistado em rela- ção a uma situação vivenciada por ele. b) Nessa pesquisa ocorrem classificações e aná- lises dissertativas sobre certas situações ou fato, eli- minando completamente os cálculos. c) Esse tipo de pesquisa tem o caráter exploratório, sendo que os dados não são precisos, pois cada um dos indivíduos entrevistados tem a sua opinião e tece seus comentários. d) Leva-se em consideração o que o entrevistado acha a respeito de dada situação, fato ou realidade, sendo que as opiniões podem coincidir e também divergir. e) Depois de levantado os dados e as informações, podemos expor as opiniões através da estatística, em termos percentuais, por exemplo. 16) Qual é o método que é utilizado quando se parte de uma situação geral e se particulariza conclu- sões? a) Indutivo. b) Fenomenológico. c) Dialético. d) Dedutivo e) Hipotético-dedutivo. 17) Método onde o pesquisador, a partir de uma amostra da população, chega a conclusões aplicá- veis a toda a população. Considera ainda que o co- nhecimento é baseado na experiência, sendo que a generalizações são resultantes da observação de casos reais e concretos e elaborados a partir de ca- sos individuais. a) Indutivo. b) Fenomenológico. c) Dialético. d) Dedutivo e) Hipotético-dedutivo. 18) A abordagem desse método é a busca da 30 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS verdade através da eliminação de tudo que é falso, ou seja, busca testar uma hipótese através da reali- zação de experimentos que busquem negá-la. a) Indutivo b) Fenomenológico. c) Dialético. d) Dedutivo. e) Hipotético-dedutivo. 19) O ponto de partida para se utilizar esse método na pesquisa é a análise crítica do objeto a ser pes- quisado, o que significa encontrar as determinaçõesque o fazem ser o que é. Uma das características desse método é a contextualização do problema a ser pesquisado. a) Indutivo. b) Fenomenológico. c) Dialético. d) Dedutivo. e) Hipotético-dedutivo. 20) Método que busca fazer a descrição mais fi- dedigna possível do fato, não pressupondo nada, portanto, o pesquisador, ao explorar o dado, não se deixa influenciar por crenças, costumes e nem faz ju- ízo de valor sobre o mesmo, buscando realizar uma descrição pura da realidade. a) Indutivo. b) Fenomenológico. c) Dialético. d) Dedutivo. e) Hipotético-dedutivo. Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 31 þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ U N I D A D E I I I O PROJETO/PLANO DE PESQUISA UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA Para darmos o passo inicial rumo à ciência é necessário que saibamos desenvolver um pro- jeto (ou plano) de pesquisa (NBR 15.287/2011), o que nos dará um norte para escrevermos qual- quer tipo de trabalho científico, seja um artigo, uma dissertação ou uma tese. Segundo Vianetto (2011), a elaboração de um projeto contempla três fases, a seguir descritas: a) Fase decisória: ênfase em que o tema e o problema são definidos; b) Fase construtiva: refere-se à construção e a execução do projeto de pesquisa; c) Fase redacional: relativa à análise dos da- dos e à organização das idéias. Essas fases devem ser bem planejadas, de- senvolvendo-se um estudo analítico e crítico so- bre o tema escolhido e o problema levantado. O projeto também é composto por duas partes: a externa (capa e lombada) e a interna (elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais) conforme estabelecido pela NBR 15.287/2011, sendo que a sua estrutura consiste em: Fonte: Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2011. Nos subitens seguintes, falaremos apenas sobre a parte interna – elementos textuais e pós-textu- ais. Os demais serão explicados e exemplificados no próximo capítulo. 3.1. ETAPAS OBRIGATÓRIAS DO PRO- JETO/PLANO DE PESQUISA ACADÊMI- CA. O projeto ou plano de pesquisa tem por objeti- vo servir de roteiro para a elaboração do trabalho científico. É através dele que organizamos o pen- samento, escolhendo o tema, levantando o(s) pro- blema(s) a ser (em) resolvido(s) ou elucidado(s), verificamos o tipo de pesquisa que necessitamos adotar, os materiais necessários para realizá-la, realizamos pesquisa bibliográfica para aprofun- Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 33 A) PARTE EXTERNA. 1. CAPA (obrigatório) 2. LOMBADA (opcional – ABNT/NBR 12225) B) PARTE INTERNA. B.1. ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS: 3. FOLHA DE ROSTO (obrigatório) 4. FOLHA DE APROVAÇÃO (obrigatório) 5. LISTA DE ILUSTRAÇÕES (opcional) 6. LISTA DE TABELAS (opcional) 7. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS (opcional) 8. LISTA DE SÍMBOLOS (opcional) 9. SUMÁRIO (obrigatório – ABNT/NBR 6027) B.2. ELEMENTOS TEXTUAIS: 10. TEMA E PROBLEMA DE PESQUISA (obrigatório) 11. HIPÓTESES (obrigatório) 12. OBJETIVOS: gerais e específicos (obrigatório) 13. JUSTIFICATIVAS (obrigatório) 14. REFERENCIAL TEÓRICO (obrigatório) 15. METODOLOGIA (obrigatório) 16. CRONOGRAMA (obrigatório) B.3. ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS: 17. REFERÊNCIAS (obrigatório – ABNT/NBR 6023) 18. GLOSSÁRIO (opcional) 19. APÊNDICE (opcional) 20. ANEXO (opcional) 21. ÍNDICE (opcional – ABNT/NBR 6034) UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA dar no assunto, o tempo que gastaremos com cada etapa do projeto, entre outras necessidades. Como podemos perceber, o plano de pesquisa é o roteiro necessário para que possamos posterior- mente escrever o trabalho científico. Dessa forma, descreveremos a seguir cada eta- pa que um projeto de pesquisa deve obrigatoria- mente ter: 3.1.1. Tema da pesquisa (elemento textual obrigatório). É o princípio de todo o processo e é muito impor- tante ser bastante criterioso em relação ao tema, pois o sucesso do trabalho dependerá da impor- tância que ele tem para a sociedade ou para dada área de trabalho. Na escolha do tema deve-se levar em conside- ração a vivência acadêmica, baseando-se nas matérias que mais gostou ou que mais achou inte- ressante ou naquelas que gostaria de aprofundar o conhecimento. A ideia inicial também pode partir da sua atividade profissional, o que pode possibi- litar o desenvolvimento de um projeto relacionado à empresa e um reconhecimento enquanto profis- sional. É importante lembrar que todo trabalho cientí- fico deve acrescentar algo ao conhecimento já existente sobre o tema selecionado (critério de relevância). Deve-se levar em conta também a facilidade ou não de se ter acesso aos dados ne- cessários para o desenvolvimento do projeto, por- tanto, é imprescindível realizar um levantamento das possibilidades de encontrar fontes de dados/ informações antes de definir o tema, além de levar em consideração o tempo disponível para realizar o trabalho (critério da exequibilidade). Por exem- plo, se for escolher o tema “Vida em Marte”, de- ve-se estar preparado para a falta de dados e in- formações disponíveis, pois tudo que se conhece sobre o tema já foi descrito e a literatura a respeito é bastante restrita (DEMO, 1985). Segundo Lakatos e Marconi (1991), o tema deve ser específico, pois é muito difícil o pesquisador conseguir dominar todo o assunto e também rea- lizar o trabalho em tempo hábil. Assim, a especia- lização permitiria ao pesquisador aprofundar em uma parte da ciência, obtendo deduções concre- tas, método adequado e melhorar a viabilidade de encontrar bibliografia relativa ao tema específico. 3.1.2. Problema (elemento textual obrigatório). Em relação à formulação do problema, este deve ser apresentado na forma de interrogação e estar relacionado ao tema, devendo ser objeti- vo, claro, compreensível, explícito e operacional (passível de aplicabilidade), evitando formulações genéricas. A formulação do problema é de extrema impor- tância, ele é a questão não resolvida e para a qual o pesquisador irá buscar respostas através da sua pesquisa. Portanto, é o motivo de ser do seu tra- balho acadêmico, podendo ser levantado em rela- ção à sustentação de uma afirmativa geralmente aceita; ou à necessidade de contestar uma supo- sição, colocando-a a prova; ou à necessidade de compreender e explicar uma situação nova ou do dia-a-dia; ou alguma lacuna (falha, irregularidade ou brecha) metodológica ou do grau de certeza do conhecimento cientifico na área estudada; ou em relação a uma afirmativa geralmente aceita, mas que a sua sustentação cria incertezas quanto a 34 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA sua veracidade (VERGARA, 2007). Segundo Barros e Lehfeld (2006), a escolha do problema é influenciada por fatores internos rela- cionados ao pesquisador (experiência, filosofia, imaginação e curiosidade) e porfatores externos, o contexto onde ele está inserido, a realidade por ele percebida, ou pela Instituição onde trabalha ou a qual se filiou. Assim, após escolher o tema e pesquisar bas- tante sobre o assunto, o próximo passo é deter- minar o problema para o qual buscará solução. O exemplo apresentado por Parra Filho e Santos (2000) é bastante interessante e serve ao nosso propósito para elucidar essa relação entre tema e problema. Posteriormente o utilizaremos para continuar exemplificando as demais partes de um projeto. Exemplo: Tema: O perfil do menor infrator. Problema: O que leva o menor a praticar infrações? A hipótese é uma pressuposição que se faz em relação ao(s) problema(s) levantado(s), uma suposta resposta a ele, cuja veracidade deverá ser comprovada no final da pesquisa, ou seja, a pressuposição é provisória e deverá ser testada para verificar a sua validade. A pesquisa é que vai demonstrar se ela é verdadeira ou não. Portanto, ao realizar o projeto de pesquisa, supõe-se que as hipóteses enumeradas sejam verdadeiras, mas somente quando realizar a pesquisa é que será comprovada a sua veracidade ou não e quando o pesquisador escrever o texto ou relatório científico (artigo, relatório de estágio, monografia, disserta- ção ou tese) é que essa comprovação será colo- cada à disposição da comunidade científica. Segundo Gil (1991), as hipóteses tem origem na observação eventual dos fatos ou fenômenos, nas teorias já descritas, na intuição ou nos resultados de outras pesquisas, sendo que sua função princi pal é propor explicações para os fatos observa- dos. Exemplo: Problema: O que leva o menor a praticar infrações? Hipóteses: a) O menor pratica infrações porque o núcleo familiar está se desestruturando. b) Os pais não têm mais tempo para conduzir a educação dos filhos, deixando-a a cargo de tercei- ros (empregados, escolas, entre outros). Exemplo: Objetivos: Geral: O artigo tem por objetivo geral levantar e descrever o perfil do menor infrator. Específicos: a) Levantar as características comportamentais do menor infrator; b) Verificar a relação que prevalece entre o me- nor e sua família; c) Enumerar as características observadas; d) Construir o perfil do menor infrator. 3.1.5. Justificativa (elemento textual obrigatório). A justificativa se refere a um texto onde o pesqui- sador explica o porquê da sua pesquisa e deve ser Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 35 UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA composta pelos seguintes itens: I. Enumerar os motivos que o levaram a escolher o tema, a fim de convencer o leitor da importância do mesmo; II. Apresentar os fatores que ratifiquem a sua re- levância, tais como descrever o contexto onde o tema se insere; a importância do tema, as contri- buições de ordem prática e as oportunidades e prováveis vantagens e benefícios da sua investi- gação; III. Apresentar os motivos pessoais, profissionais, científicos, sociais e/ou acadêmicos que o leva- ram à escolha do tema. Além disso, a justificativa deve ser elaborada em dois ou três parágrafos no máximo, ser escrito em terceira pessoa e alicerçada por citações diretas e indiretas de autores da área pesquisada, o que demonstra que você pesquisou o assunto. Exemplo: Tema: O perfil do menor infrator. Problema: O que leva o menor a praticar infrações? Hipóteses: c) O menor pratica infrações porque o núcleo familiar está se desestruturando. d) Os pais não têm mais tempo para conduzir a educação dos filhos, deixando-a a cargo de tercei- ros (empregados, escolas, entre outros). Objetivos: Geral: O artigo tem por objetivo geral levantar e descrever o perfil do menor infrator. Específicos: a) Levantar as características comportamentais do menor infrator; b) Verificar a relação que prevalece entre o me- nor e sua família; c) Enumerar as características observadas; d) Construir o perfil do menor infrator. Justificativa: Os crimes e violências praticados por menores têm aumentado consideravelmente nos últimos anos (BRASIL/PF, 2013) , abrangendo jovens e adolescente de todos os níveis sociais, inclusive da classe social de maior poder aquisitivo, os que supostamente não teriam motivos para praticá-los. Portanto, pesquisar e descrever as causas que le- vam esses jovens e adolescentes a entrar para o mundo do crime e elaborar seu perfil é contribuir para que se possa compreender melhor esse pro- cesso e, assim, buscar soluções que venham a minimizar a situação, o que por si só justifica a re- alização desse artigo. Quando da elaboração da justificativa, deve-se lembrar de que os argumentos utilizados devem ser feitos de acordo com a profundidade da pes- quisa, ou seja, se está realizando uma pesquisa bibliográfica, que é baseada em pesquisas de ou- tras pessoas (autores), não se deve justificar di- zendo que a mesma é essencial para a solução do problema ou que solucionará o mesmo. Deve-se ser humilde e dizer que pretende contribuir, trazer esclarecimento ou disseminar conhecimento so- bre o assunto. No entanto, se a sua pesquisa é a primeira na área ou abrange um assunto novo na área ou algo que ninguém ainda pesquisou vo- 2 Dados fictícios, utilizados apenas para ilustração. 36 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA cê poderá dizer que busca sanar o problema ou que a pesquisa é essencial para a área. 3.1.6. Referencial teórico (elemento textual obrigatório). Segundo Lakatos e Marconi (2003), o referencial teórico possibilita a busca de fundamentação para o projeto de pesquisa, conduzindo a pesquisa e demonstrando que o pesquisador tem conheci- mento suficiente sobre os textos e autores que se dedicaram ao estudo do mesmo tema. A pesquisa bibliográfica é feita através de livros, artigos, revistas, enciclopédias, monografias, dis- sertações, teses, mídias eletrônicas, filmes, entre outros materiais classificados como científicos e, portanto, confiáveis. O problema é saber se as fontes consultadas são ou não confiáveis, sendo necessário para isso verificar se a publicação im- pressa ou por meio eletrônico tem o Número Inter- nacional Normalizado para Publicações Seriadas (International Standardbook Number –ISSN), ou o Número Padrão Internacional de Livro (Interna- tional Standard BookNumber –ISBN) ou o Padrão para Identificação de Documentos em Redes de Computadores (Digital Object Identifier–DOI) , o que ratifica a autenticidade e confiabilidade do tex- to. Além dos problemas com a confiabilidade e qua- lidade das publicações, o pesquisador deve tomar cuidado com a cópia de ideias. Quando realizar citações diretas é imprescindível colocar o nome do autor, o ano e a página de onde a tirou, porém, aconselha-se que analise e entenda o que o autor está dizendo e transcreva para o artigo com suas próprias palavras (citação indireta), enriquecendo e valorizando seu trabalho. Também, um artigo re- pleto de citações, mesmo que dentro das normas, demonstra ter mais opiniões de outros autores do que do próprio pesquisador, dando a entender que ele não absorveu muito conhecimento das leituras realizadas. 3.1.7. Procedimentos metodológicos/ metodologia (elemento textual obriga- tório). Na metodologia, o aluno deverá explicar o cami- nho que irá percorrer para desenvolver sua pes- quisa, o que deverá ser feito de formadetalhada, exata e rigorosa. Deve conter explicação sobre o tipo de pesquisa adotada, os instrumentos que serão utilizados, o tempo previsto para desenvol- ver cada ação, os membros da equipe e função de cada um (quando necessitar de mais pessoas, além do pesquisador), a forma como os dados se- rão trabalhados (tabulação e tratamento) e de tudo o mais que se faça necessário ao desenvolvimen- to da pesquisa (VERGARA, 2007). O procedimento metodológico adotado está di- retamente relacionado ao objeto da pesquisa e às hipóteses estabelecidas, buscando descrever as ações que serão adotadas para se alcançar os re- sultados desejados, ou seja, como os dados serão levantados, tabulados, analisados e expostos, ge- rando informações confiáveis que nos permitirão confirmar ou refutar as hipóteses. De acordo com o tipo de pesquisa, a metodologia 3 O ISSN é o identificador de publicações seriadas (jornais, revistas, anuários etc.) em qualquer tipo de suporte (impresso, meio eletrônico, CD-ROM, entre outros), sendo aceitos interna- cionalmente e definidos pela Norma Técnica ISSO 3297:2007. Possibilita a identificação e controle de publicações seriadas nas mais diversas atividades e instituições. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) é quem representa o ISSN.O ISBN é o sistema identificador único para livros e publicações não periódicas. Consiste em identificar numericamente um livro segundo seu Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 37 UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA assume algumas características diferenciadas: I. Pesquisa bibliográfica: nesse tipo de pesquisa a metodologia está relacionada à descrição das fon- tes de pesquisa adotadas, aos critérios adotados para a seleção de autores; e a determinação de como será feita a análise do material adotado, se de forma crítica, analítica, seletiva, descrita, entre outras. II. Pesquisa documental: nesse tipo de pesquisa é necessária à delimitação e a descrição dos instru- mentos e fontes escolhidas para o levantamento de dados, ou seja, se será feito através de ques- tionário, entrevista, formulário, entre outros instru- mentos; III. Pesquisa experimental: nesse tipo deve-se indicar o procedimento utilizado para a coleta de dados e para testar as variáveis, descrevendo seu funcionamento; IV. Pesquisa descritiva: nesse tipo de pesquisa é necessário explicar o procedimento que será utili- zado para observar o fato ou fenômeno, ou seja, se é levantado os dados através de questionário, análise documental, entrevista, entre outros. De forma bem simples, podemos definir a meto- dologia como a descrição dos passos que vamos dar e da forma como esses passos serão dados. Assim, também de forma clara e objetiva, a meto- dologia deve seguir os seguintes passos: I. Definir o tipo de pesquisa; II. Definir os dados a serem levantados; III. Definir a forma de levantamento dos dados; IV. Definir população e amostra (quando for o caso); V. Definir como será feito o tratamento e análise dos dados; Exemplo: Tema: O perfil do menor infrator. Problema: O que leva o menor a praticar infrações? Hipóteses: a) O menor pratica infrações porque o núcleo fa- miliar está se desestruturando. b) Os pais não têm mais tempo para conduzir a educação dos filhos, deixando-a a cargo de tercei- ros (empregados, escolas, entre outros). Objetivos: Geral: O artigo tem por objetivo geral levantar e descrever o perfil do menor infrator. Específicos: c) Levantar as características comportamentais do menor infrator; d) Verificar a relação que prevalece entre o me- nor e sua família; e) Enumerar as características observadas; f) Construir o perfil do menor infrator. Justificativa: Os crimes e violências praticados por menores têm aumentado consideravelmente nos últimos anos (BRASIL/PF, 2013), abrangendo jovens título, autor, país(ou código de idioma) e a editora, individualizando inclusive edições diferentes. O sistema ISBN é controlado pela Agência Internacional do ISBN, sediada em Berlim/Alema- nha, que orienta, coordena e delega poderes às Agências Nacionais designadas em cada país, sendo que a agência brasileira é a Fundação Biblioteca Nacional. Já o DOI é o padrão para identificação de documentos em redes de computadores, como a Internet. Foi desenvolvido recentemente pela Associação de Publicadores Americanos (AAP) com a finalidade de autenticar a base administrativa de conteúdo digital. Disponível em: www.bibliotecanacional.org.br. Acesso em: 26 out. 2014. 38 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA e adolescente de todos os níveis sociais, inclusive da classe social de maior poder aquisitivo, os que supostamente não teriam motivos para praticá-los. Portanto, pesquisar e descrever as causas que le- vam esses jovens e adolescentes a entrar para o mundo do crime e elaborar seu perfil é contribuir para que se possa compreender melhor esse pro- cesso e, assim, buscar soluções que venham a minimizar a situação, o que por si só justifica a re- alização desse artigo. Metodologia: a) Para uma pesquisa apenas bibliográfica: Para a elaboração desse artigo foi feita uma pesquisa bibliográfica baseada principalmente em livros de diversos autores da área de Educação, Sociologia e da Psicologia como, por exemplo, Z (2013), Y (2011), X (2009), W (2008), entre outros. Foi feito também levantamento de informações sobre o tema em revistas, artigos, documentários, relatórios, periódicos, entre outras fontes de da- dos. Além disso, foi realizado pesquisa em sites como o da Agência Brasil,Associação Brasileira de Psiquiatria, Secretaria de Direitos Humanos e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNI- CEF), da Âmbito Jurídico, entre outros. b) Para a pesquisa descritiva: (O citado acima para a bibliográfica). Foi reali- zada uma pesquisa com professores (120), peda- gogos (10) e boa parte dos pais de alunos (360) em todas as escolas do município de Delta/MT, obtendo uma amostra de 490 pessoas. O ques- tionário aplicado (ANEXO I) contém 12 questões relacionadas ao tema. Após o levantamento dos dados, utilizou-se de ferramentas estatísticas para obter as informações necessárias à conclusão, o que está descrito no subitem Resultados e Discus- sões. 3.1.8. Cronograma de atividades (elemento textual obrigatório): No cronograma deve-se estabelecer o tempo que irá gastar com cada uma das ações previs- tas, que, normalmente, é dividido pelos meses do ano. O cronograma possibilita ao pesquisador or- ganizar e distribuir as ações pelo tempo disponível para a execução da pesquisa. É muito importante distribuir o trabalho a ser realizado levando-se em conta a disponibilidade de tempo do pesquisador e a dificuldade que ele possui em certas partes necessárias à realização do trabalho como, por exemplo, levantar dados, realizar a pesquisa bibliográfica, escrever o texto, utilizar ferramentas estatísticas, entre outras. Portanto, ao dividir o tempo entre as atividades é melhor distribuir uma carga horária maior para aquelas etapas em que, normalmente, tenha maiores dificuldades. 4 Dados fictícios, utilizados apenas para ilustração. Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 39 UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA Atividades Fevereiro Março Abril Maio Levantamento da literatura Montagem doprojeto Leitura Coleta de dados Tratamento dos dados Elaboração do relatório Digitação e normalização Revisão do texto Apresentação do projeto 3.1.9. Referências (elemento pós-tex- tual obrigatório). As normas para a elaboração das referências bibliográficas são as mesmas para o plano de pesquisa e para o texto científico (artigo científico, monografia, dissertação e tese) e serão explicita- das no capítulo seguinte. Essas normas estão fun- damentadas na ABNT NBR 6023 de 2011. 3.1. ETAPAS DO PROJETO/PLANO DE PESQUISA QUE DEPENDEM DO TIPO DE PROJETO ADOTADO. O projeto ainda pode conter alguns itens que não são comuns a todos eles e que depende do tipo de pesquisa a ser realizada e do fato de ter a possibilidade de ser implantado em dada empre- sa ou instituição. Esses itens não estão expressos no quadro da página 29, porém dependendo do projeto (empresarial, laboratorial, entre outros) po- derão ser necessários. 3.2.1. Público-alvo (elemento textual facultativo). O público-alvo diz respeito às pessoas que es- tariam mais diretamente interessadas no tema e foco escolhidos. Cada área de estudo possui o seu público, sendo que alguns temas englobam pessoas de outras áreas ou é do interesse ge- ral. Os exemplos citados abaixo explicam bem a abrangência da pesquisa: I. Um aluno de Medicina vai buscar um tema na sua área (saúde) e seus leitores estarão principalmente, entre os médicos e futuros profissionais. Pode ser, conforme o tema, que leitores das áreas correlatas se interessaram pelo trabalho, tais como os odontólogos, fisioterapeutas, professores, entre outros, os quais serão poucos e estarão acostumados à linguagem específica (técnica e simbólica) da área como, por exemplo, uma pesquisa bibliográfica, cujo texto explica o funciona- mento dos hormônios no corpo humano, o que in- teressa a médicos, professores, psicólogos, pais, entre outros; II. Um aluno de Pedagogia deve ter uma preo- cupação a mais, a de escrever pensando que qualquer um poderá ler o seu trabalho, portanto deve adequar a sua escrita a esse fato, ou seja, elaborar um texto que tenha uma linguagem clara e de fácil compreensão como, por exemplo, uma pesquisa bibliográfica cujo texto fala sobre a im- portância dos jogos e brincadeiras na educação 40 Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA de crianças, o que interessa a todos os pais; III. Um estagiário de turismo busca desenvolver um projeto para a agência onde estagia. O projeto de turismo está relacionado ao lazer para o grupo da terceira idade. Portanto, o público-alvo é bem específico. Quando o projeto exigir a definição do público-al- vo, este subitem deve vir logo após a definição do tema e do problema. 3.2.2. Responsável pela ex- ecução do projeto (elemento textual facultativo). Deve ser descrito nessa parte quem executará o projeto, se pessoas, escola, órgãos ou instituições. Esse item só aparecerá em determinados tipos de projetos, ou seja, naqueles voltados para mudanças nos processos ou na maneira de executar uma atividade, enfim, nos projetos que serão im- plantados. Cita-se como exemplo, um projeto de um aluno de administração cujo objetivo é a mu- dança do layout da empresa. 3.2.3. Local de realização da pesqui- sa (elemento textual facultativo). A coleta de dados será feita na empresa X, lo- calizada na cidade de (Belo Horizonte) / (Estado). Esse item também só é aplicável em certos proje- tos e pelos mesmos motivos citados no subitem 3.2.2. 3.2.4. Local de implantação (elemen- to textual facultativo). Nesse item deve constar o nome do local, ende- reço e telefone. Esse item também só é aplicável em certos projetos e pelos mesmos motivos citados no subitem 3.2.2. 3.2.5. Plano de ação (elemento textu al facultativo). É no plano de ação que devem ser descritas, de forma estruturada, todas as ações a serem reali- zadas para que o projeto se concretize, incluindo principalmente os procedimentos, as atividades e as tarefas a realizar e os recursos necessários. Para todas as ações enumeradas deve-se deixar bem claro o(s) responsável (is) pela sua realiza- ção, o prazo inicial e final da realização da ação e o(s) recursos financeiros necessários. Ações Início/término Responsável Recursos (R$) Prazo 3.2.6. Recursos utilizados (elemento textual facultativo). É nessa parte do projeto que se deve descrever de forma detalhada os equipamentos, materiais e espaços físicos necessários ao desenvolvimento das ações descritas no plano de ação Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 41 Materiais de Consumo Materiais Permanentes Papel A4 Computador Canetas esferográficas Data show Pastas com elástico Filmadora Pincel atômico Câmara digital Copos descartáveis Ar condicionado UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA TESTE DE CONHECIMENTO UNIDADE III: 1) Em relação ao projeto/plano de pesquisa, marque a opção errada: a) É um roteiro necessário para que possamos posteriormente escrever o trabalho científico. b) O Projeto/plano de pesquisa nos dá base para desenvolver com maior facilidade o TCC. c) Tem por objetivo substituir o trabalho científico. d) Tem por objetivo facilitar a identificação e cons- trução do tema, dos objetivos e da metodologia a ser utilizada no TCC. e) É uma forma de tornar o trabalho científico mais fácil de ser concluído, pois serve de norte para o mesmo. 2) Um projeto é constituido por duas partes. En- tre as opções abaixo, marque aquela que corres- ponde a essas partes: a) Parte superior e inferior. b) Parte interna e externa. c) Parte superior e interna. d) Parte inferior e externa. e) Nenhuma das opções acima. 3) Um projeto de pesquisa acadêmica deve ser iniciado: a) Pela capa e lombada. b) Pela definição do problema. c) Pela definição do tema. d) Pela definição dos materiais necessários. e) Pela definição do cronograma. 4) Tanto a parte externa como a interna do pla- no de trabalho contém elementos que são obriga- tórios e facultativos. Na parte interna e pré-textual, os elementos obrigatórios são: a) Capa e lombada. b) Introdução e referencial teórico. c) Metodologia e bibliografia d) Folha de rosto e sumário e) Apêndices e índices. 5) Tanto a parte externa como a interna do plano de trabalho contém elementos que são obrigató- rios e facultativos. Na parte interna e textual, os elementos obrigatórios são, exceto: a) Introdução b) Referencial teórico. c) Metodologia. d) Cronograma e) Referências bibliográficas. 6) Tanto a parte externa como a interna do pla- no de trabalho contém elementos que são obriga- tórios e facultativos. Na parte interna e pós-textual, o elemento obrigatório é: a) Glossários. b) Apêndices c) Índices d) Referências bibliográficas. e) Anexos 7) É o motivo de ser do trabalho acadêmico, podendo ser levantado em relação à sustentação de uma afirmativa geralmente aceita; ou para con- testar uma suposição; ou à necessidade de com- preender e explicar uma situação nova ou do dia- -a-dia; ou alguma lacuna metodológica ou do grau de certeza do conhecimento cientifico na área estudada; ou em relação a uma afirmativa geral- 42 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICAUNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA mente aceita, mas que a sua sustentação cria in- certezas quanto a sua veracidade. Essa afirmativa diz respeito a qual etapa do projeto: a) A busca do tema. b) A definição da metodologia. c) A definição do problema. d) A determinação das hipóteses. e) A elaboração do cronograma. 8) É uma pressuposição que se faz em relação ao(s) problema(s) levantado(s), uma suposta res- posta a ele, cuja veracidade deverá ser comprova- da no final da pesquisa, ou seja, a pressuposição é provisória e deverá ser testada para verificar a sua validade. Essa afirmativa diz respeito: a) Ao foco. b) Ao problema. c) À metodologia. d) Ao tema. e) À hipótese. 9) O objetivo tem o mesmo significado de fim e de meta, portanto indica onde o pesquisador pre- tende chegar com a realização do trabalho acadê- mico. Quais são as suas categorias? a) Objetivo abstrato e concreto. b) Objetivo geral e específico. c) Objetivo direto e indireto. d) Objetivo comum e individual e) Objetivo geral e individual. 10) Objetivo que tem por função esclarecer e definir onde o pesquisador pretende chegar com a sua pesquisa, buscando demonstrar o que pre- tende com o projeto (para quê realizar o projeto e para quem?). a) Comum. b) Específico. c) Individual. d) Geral. e) Grupal. 11) A justificativa tem por finalidade, exceto: a) Enumerar os motivos que levaram o pesqui- sador a escolher o tema, a fim de convencer o lei- tor da importância do mesmo. b) Demonstrar a importância da pesquisa e sua essencialidade para a solução do problema levan- tado. c) Descrever o contexto onde o tema se insere e a importância do tema. d) As contribuições de ordem prática e as opor- tunidades e prováveis vantagens e benefícios da sua investigação. e) Apresentar os motivos pessoais, profissionais, científicos, sociais e/ou acadêmicos que levaram o pesquisador à escolha do tema. 12) O referencial teórico possibilita a busca de fundamentação para o projeto de pesquisa, con- duzindo a pesquisa e demonstrando que o pes- quisador tem conhecimento suficiente sobre os textos e autores que se dedicaram ao estudo do mesmo tema. Em relação ao referencial teórico, marque a opção errada. a) A pesquisa bibliográfica é feita através de li- vros, artigos, revistas, enciclopédias, monografias, dissertações, teses, mídias eletrônicas, filmes, en- tre outros materiais classificados como científicos e, portanto, confiáveis. b) Deve-se verificar se as fontes consultadas são ou não confiáveis, sendo necessário para isso Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 43 UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA verificar se a publicação impressa ou por meio ele- relacionado ao (a) da pesquisa trônico tem o ISSN, o ISBN ou o DOI, os quais e às estabelecidas, buscan- confirmam a autenticidade e confiabilidade do tex- do descrever como os (as) serão to. c) Quando realizar citações diretas é imprescin- dível colocar o nome do autor, o ano e a página de onde a tirou. d) É aconselhado que o pesquisador faça citaçãoes indiretas, ou seja, que entenda o que o autor está dizendo e transcreva para o artigo com suas próprias palavras, enriquecendo e val- orizando seu trabalho. e) Um artigo repleto de citações, as quais devem estar dentro das normas ABNT e da Instituição, in- duz a pensar que o pesquisador adquiriu bastante conhecimento em suas leituras. 13) Na metodologia, o pesquisador deve expli- car, exceto. a) O caminho que irá percorrer para desenvolver sua pesquisa, o que deverá ser feito de forma de- talhada, exata e rigorosa. b) Deve explicar o tipo de pesquisa adotada, os instrumentos que serão utilizados e o tempo pre- visto para desenvolver cada ação. c) Em relação aos recursos humanos, quando necessitar de mais pessoas para desenvolver a pesquisa, deve listar os membros da equipe e fun- ção de cada um. d) Os motivos que levaram o pesquisador a ado- tar o tema e seu foco. e) Deve explicar a forma como os dados serão trabalhados (tabulação e tratamento). 14) Complete a seguinte afirmativa: O procedimento metodológico adotado está diretamente levantados (as), tabulados (as), analisados (as) e expostos (as), gerando confi- áveis que nos permitirão confirmar ou refutar as (os) . a) Objeto, hipóteses, dados, informações, hipó- teses. b) Problema, hipóteses, dados, informações, hi- póteses. c) Hipóteses, problemas, dados, informações, problema. d) Hipótese, problemas, informações, dados, problema. e) Dados, informações, problemas, informações, problemas. 15) Relacione o tipo de pesquisa com a metodo- logia adotada em cada uma delas. 1 – Pesquisa bibliográfica. 2 – Pesquisa documental. 3 – Pesquisa experimental. 4 – Pesquisa descritiva. a) ( ) Nesse tipo de pesquisa é necessária a delimitação e a descrição dos instrumentos e fon- tes escolhidas para o levantamento de dados, ou seja, se será feito através de questionário, entre- vista, formulário, entre outros instrumentos. b) ( ) Nesse tipo de pesquisa a metodologia está relacionada à descrição das fontes de pes- quisa adotadas, aos critérios adotados para a se- leção de autores; e a determinação de como será feita a análise do material adotado, se de forma 44 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA UNIDADE III: O PROJETO/PLANO DE PESQUISA crítica, analítica, seletiva, descrita, entre outras. c) ( ) Nesse tipo de pesquisa é necessário expli- car o procedimento que será utilizado para obser- var o fato ou fenômeno, ou seja, se é levantado os dados através de questionário, análise documen- tal, entrevista, entre outros. d) ( ) Nesse tipo deve-se indicar o procedimen- to utilizado para a coleta de dados e para testar as variáveis, descrevendo seu funcionamento. 16) Ao elaborar o cronograma, o pesquisador deve: a) Calcular o tempo que irá gastar com cada uma das atividades previstas. b) Organizar e distribuir as ações pelo tempo dis- ponível que tem para a execução da pesquisa. c) Levar em conta o tempo total disponível que possui para realizar a pesquisa e a dificuldade que possui em cada uma das etapas necessárias à re- alização do trabalho. d) Distribuir uma carga horária maior para aque- las etapas em que, normalmente, tenha maiores dificuldades em realizar. e) Todas as alternativas anteriores estão corretas. 17) Todo projeto possui elementos em comum, mas alguns possuem uma estrutura mais deta- lhada, o que depende do tipo de pesquisa a ser realizada e do fato de ter a possibilidade de ser im- plantado em dada empresa ou instituição. Todos os elementos citados abaixo fazem parte de um projeto mais elaborado, exceto: a) Responsável pela execução do projeto. b) Público-alvo. c) Local de realização e de implantação da pes- quisa. d) Plano de ação, discriminando os recursos uti- lizados. e) Objetivo. Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 45 U N I D A D E I V O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Nesse capítulo a nossa atenção está voltada para desvendar o que venha aser um trabalho científico, qual é o seu objetivo, sua tipologia, como é estruturado, entre outros questionamentos. A primeira perguntar a responder é como con- seguimos adquirir conhecimento? Conhecer é ad- quirir um conceito novo sobre um fenômeno, fato ou situação, o qual pode nascer de experiências acumuladas no nosso dia-a-dia, ou através da convivência com outras pessoas, ou através de leituras, ou de outro meio qualquer. Assim, pode- mos encontrar os seguintes tipos de conhecimen- tos: I. Conhecimento empírico: é aquele que se origi- na do conhecimento vulgar ou do senso-comum, o qual é obtido através de ações não planejadas, ou seja, ao acaso como, por exemplo, a janela está emperrada, mas de tanto abrir e fechá-la, desco- brimos que se levantarmos um pouquinho o lado direito ela fecha sem emperrar; II. Conhecimento filosófico: é resultante da ca- pacidade humana de raciocinar e refletir sobre fatos e fenômenos gerando conceitos subjetivos, os quais buscam dar sentido à vida e ao universo, ultrapassando os limites formais da ciência como, por exemplo, a frase de Shakespeare “Existe mui- to mais entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia possa imaginar”; III. Conhecimento teológico: é aquele resultante da crença religiosa e da fé divina, o qual é resul- tante da formação moral e religiosa de cada um. Portanto, não se tem como confirmar ou negar esse tipo de conhecimento. Cita-se como exem- plo a frase de Chico Xavier “Aqueles que amamos não morrem jamais, apenas partem antes de nós”; IV. Conhecimento científico: é o conhecimento que tem como características principais ser racio- nal, objetivo, sistemático, exato, verificável e expli- cativo, pois sua origem é baseada em métodos e técnicas científicas (GALLIANO, 1979). Podemos citar como exemplos o descobrimento da vacina antirrábica; o autor das Cartas Chilenas; as pes- quisas e publicações sobre a história do descobri- mento do Brasil; entre outras. A partir desses conceitos, podemos caracterizar o que venha a ser um trabalho científico. Para ser classificado como científico, um trabalho depen- de essencialmente da forma como é elaborado e do cumprimento das exigências as quais deve se submeter. Em primeiro lugar, deve ser embasado no raciocínio lógico e ter como ponto de partida um problema levantado em relação ao tema es- colhido. Assim, seguindo métodos e técnicas cien- tíficos e apoiados na fundamentação teórica, a pesquisa segue em busca de solução ou resposta para o problema evidenciado. Desse modo, reafirmamos que um trabalho para ser considerado científico deverá seguir o ri- gor científico e a ética intelectual, independente do fato de ser apenas um artigo ou uma tese de dou- torado. Segundo Estrela e Sabino (2001, p. 12) “O trabalho científico deve ser realizado com metodologia criteriosa, procurando solucionar problemas, mas embasado na ciência”. As normas ABNT para utilização em trabalhos científicos são as que tratam das Referências Bibliográficas (NBR 6023, 2002), das Citações (NBR 10520, 2002), da Numeração Sucessiva (NBR 6024, 2003), do Resumo (NBR 6028, 2003), dos Títulos de Lombada (NBR 12225, 2004) e do Preparo e Apresentação (NBR 14724, 2006). O TCC é um texto científico elaborado pelo aluno ao término do seu curso e sob a orientação de um professor especialista, mestre ou doutor na área Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 47 UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO relacionada ao tema escolhido por ele. Pelo fato do TCC ser considerado um trabalho de iniciação científica é um dos instrumentos de avaliação de conclusão de curso e, portanto, o título de gradu- ado (licenciatura ou bacharel) ou pós-graduado (especialista, mestre, doutor ou pós-doutor) está condicionado à aprovação do TCC. Cada instituição de ensino tem a liberdade de escolher normas específicas para a elaboração do trabalho de conclusão de curso (TCC), podendo na graduação e na especialização ser um artigo científico, relatório de estágio, relatório de pesqui- sa ou monografia, sendo que a escolha vai ser de- terminada pela finalidade do trabalho e pelo nível de conhecimento exigido do autor. Na especializa- ção pode ser o artigo científico ou a monografia, no mestrado é exigida a dissertação e no doutora- do, a tese. No entanto, todas as instituições devem seguir as normas técnicas para a padronização de trabalhos científicos, as quais são determinadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Como já falado, existem alguns tipos de TCC. No entanto, nessa apostila descreveremos as etapas para a elaboração do artigo científico por ser ele a opção para o processo de avaliação final dos cursos oferecidos. No entanto, as normas citadas aqui servem de norte para todos os tipos de TCC, sendo que a diferença princip- al entre eles está no aprofundamento do tema, no tipo de pesquisa realizada e no número de páginas de cada um deles. 4.1. ELABORAÇÃO DO ARTIGO CIEN- TÍFICO. O artigo científico, segundo a ABNT (NBR 6022, 2003, p. 2) é um texto que “apresenta e discute idéias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento”, portanto é o resultado final de uma investigação ou estudo sobre determinado tema e de um ou mais ques- tionamentos a respeito do mesmo. Dessa forma, o artigo científico pode versar sobre um estudo de um fato, situação ou fenômeno; uma descoberta e suas causas ou consequências; dar uma nova versão sobre um dado assunto; difundir ideias no- vas; buscar soluções para questões controversas; entre outras. A finalidade do artigo é divulgar e tornar conhe- cido o estudo realizado, a problemática pesquisa- da, sua base teórica, a metodologia utilizada e os seus resultados. Não existe uma norma nacional sobre o número de página que um trabalho cientí- fico deva ter, pois isso irá depender do tema pes- quisado e da profundidade da pesquisa realizada. No entanto, é muito difícil obter um trabalho de qualidade em oito ou nove páginas apenas. Dessa forma, a instituição tem liberdade para es- tipular o número de páginas apropriado, mas nor- malmente é estabelecido entre doze e vinte e cin- co páginas. Inclusive, de praxe, o artigo científico deve ser menor do que a monografia (em torno de 70 páginas), do que a dissertação (em média 150 páginas) e do que a tese (de 150 a 300 páginas). Segundo Lakatos & Marconi (2001), o tipo de abordagem adotada no artigo pode ser: I. Teórica: ocorre quando a abordagem apresen- ta argumentação favorável ou desfavorável a uma dada opinião, objetivando comprová-la ou refutá-la; II. Classificatória: ocorre quando a abordagem parte da classificação dos aspectos de um dado assunto e explica suas partes; III. Analítica: ocorre quando a abordagem está 48 Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO voltada para a priorização de cada elemento que compõe o assunto e de sua relação com o todo. 4.1.1. Normas básicas para elabora- ção do artigo científico. Para que o artigo tenha um mínimo de qualidade e de cientificidade é necessário na sua construção observar certas regras, que são (Azevedo, 2001; Pádua, 2001): I. Impessoalidade: o artigo deve ser redigido na terceira pessoa do singular; II. Objetividade: a linguagem deve ser objetiva, portanto não se usa expressões pessoais,tais como “eu penso”, “acredito”, “parece-me”, entre outras, que dão margem a interpretações sem va- lor científico; III. Cientificidade: a linguagem científica é racio- nal, informativa e baseada em dados concretos, portanto, a argumentação subjetiva só pode ser apresentada se for acompanhada de fundamen- tação científica; IV. Clareza: o leitor deve ter noção clara do que pretende pesquisar, quais os métodos que irá uti- lizar para atingir seus objetivos e analisar os resul- tados almejados para posteriormente expô-los de forma clara e objetiva ao escrever o artigo; V. Precisão: todos os dados e informações apre- sentados no texto devem ser verdadeiros e os conceitos universalmente aceitos; VI. Originalidade: devem-se evitar modismos lin- guísticos, palavras rebuscadas, frases feitas, entre outras; VII. Concisão: o assunto deve ser exposto atra- vés de frases curtas e parágrafos breves. No en- tanto, os parágrafos não devem ter menos de qua- tro linhas; VIII. Encadeamento: no desenvolvimento de um texto é obrigatório encadear as ideias para que elas sejam compreendidas pelo leitor, ou seja, deve-se manter a disposição e a ligação de assuntos da mesma natureza ou que tenha entre si certas relações, mantendo a coesão e a coerência para que haja uma sucessão natural das ideias; IX. Correção: após finalizar o artigo, este deve passar por uma avaliação gramatical para verificar a redação e seguir as normas da redação cientí- fica; X. Fidelidade: quando o autor for expor ideias que não sejam suas, deve fazê-lo citando as fontes, zelando pela ética; XI. Vocabulário técnico: no artigo deve-se usar uma linguagem clara, precisa e do conhecimento comum, mas quando o tema é de uma área es- pecífica não se tem como fugir do uso de certos termos técnicos; XII. Criatividade: tornar o texto criativo faz com que sua leitura seja mais agradável. Dessa forma, para que o pesquisador consiga atingir essas exigências é necessário que tenha um dado nível de conhecimento sobre o tema abordado, motivo suficiente para que aprofunde na pesquisa bibliográfica. 4.2. ESTRUTURA DO ARTIGO CIENTÍ- FICO. De acordo com a NBR 14724/2011, o artigo científico deve ser estruturado da seguinte forma: APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 49 þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ þÿ UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Fonte: Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2011. O quadro acima nos mostra todos os elementos, obrigatórios e facultativos, que compõem um arti- go científico. A seguir explicaremos as partes prin- cipais e após ilustraremos um artigo com a maioria dos seus componentes (os itens obrigatórios). 4.2.1. Título: Deve estar relacionado ao con- teúdo do trabalho ou ao tipo de informação que os autores pretendem repassar. Não se deve confun- dir tema com título, pois o tema é mais abrangen- te, enquanto que o título é bem mais específico. Devemos lembrar também que o título não é o resumo do trabalho, devendo ser objetivo e escla- recedor da natureza do trabalho. Exemplo: Tema: Educação. Título: Inclusão escolar. 4.2.2. Identificação do(s) autor (es) e mini currículo: O nome do autor deve vir de- pois do título e antes do resumo, localizado à es- querda, enquanto que as suas credenciais devem vir em nota de rodapé, constando o nome com- pleto do(s) autor (es), a qualificação acadêmica e profissional, a vinculação institucional ou a institui- ção onde o trabalho foi realizado e o endereço do autor principal. 4.2.3. Resumo/Abstract e palavras-- chave (NBR 6028/2003): É uma síntese dos pontos relevantes do trabalho, contendo no máximo 250 palavras e deve vir em um único blo- co, ou seja, sem parágrafo. Deve ser uma síntese clara, concisa e direta da pesquisa, contendo o(s) objetivo(s), o referencial teórico, a metodologia uti- lizada para solucionar o problema, a justificativa e os resultados alcançados, cujo intuito é per- mitir aos leitores ter uma prévia do tema tratado 50 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA A) Parte externa 1. Capa Dura (obrigatório) 2. Lombada (opcional) B) Parte interna B.1. Elementos pré-textuais: 3. Folha de rosto (obrigatório) 4. Errata (opcional) 5. Folha de aprovação (obrigatório) 6. Dedicatória (opcional). 7. Agradecimentos (opcional) 8. Resumo e palavras-chave na lingua vernácula(obrigatório) 9. Resumo em lingua estrangeira (opcional) 10. Lista de ilustrações (opcional) 11. Lista de tabelas (opcional) 12. Lista de abreviaturas e siglas (opcional) 13. Lista de símbolos (opcional) 14. Sumário (obrigatório) B.2. Elementos textuais: 15. Introdução (obrigatório) 16. Desenvolvimento (obrigatório) 17. Discussões e resultados (obrigatório, mas depende do tipo de pesquisa) 18. Conclusão ou considerações finais (obrigatório) B.3. Elementos pós-textuais: 19. Referências (obrigatório) 20. Glossário (opcional) 21. Apêndice (opcional) 22. Anexo (opcional) 23. Índice (opcional) UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO sem necessitar de ler todo o texto. Algumas institu- ições exigem o resumo na língua inglesa (Abstract), com o objetivo de ampliar a sua divulgação, sendo que alguns periódicos o aceita em outra língua. As palavras-chave (Keysword) são as palavras que caracterizam o tema e servem para indexar o artigo, ou seja, aquelas palavras que remetem ao texto. 4.2.4. Introdução: Nessa parte, deve-se fa- zer uma exposição clara e sucinta do tema, apre- sentando-o de forma global, esclarecendo sobre as delimitações estabelecidas na abordagem do assunto. Também, deve conter os objetivos, a jus- tificativa do autor para realizar a pesquisa, apontar as questões para qual o autor buscará as respos- tas e a metodologia utilizada. Portanto, a Introdu- ção deve conter o problema estudado (o quê), os objetivos (para que serviu o estudo) e a metodolo- gia utilizada (como os objetivos foram atingidos), devendo ser redigida em três páginas no máximo (PATACO et al, 2007). Na Introdução não deve ser dividida em itens. 4.2.5. Desenvolvimento: É a parte prin- cipal do trabalho, onde o autor expõe, explica e demonstra o assunto abordado, ou seja, o autor deve fazer uma exposição do assunto baseada na bibliografia escolhida, expondo e discutindo as teorias adotadas para a resolução do problema levantado, apresentando os argumentos teóricos e, caso haja, os que são resultantes da base de dados coletados e que dão sustentação ao seu posicionamento perante o problema (quando a pesquisa levantar dados sobre certo fenômeno ou fato, esses devem ser explicados na argumenta- ção teórica, respondendo a alguns questionamen- tos como, por exemplo: defini-los conceitualmente e quantitativamente, se for o caso da pesquisa quantitativa; descrever como influenciam o fenô- meno ou fato; demonstrar como afetam o fenô- meno ou fato; demonstrar as possíveis ou com- provadas consequências do seu uso (exigido normalmente nas pesquisas laboratoriais); entre outras explicações necessárias. Uma das formas de tornar essa parte mais fá- cil de ser redigida é adotar subtítulos, dividindo o texto conforme o assunto lido, primando para não perder o foco. 4.2.6. Discussões e Resultados: item Discussões e Resultados não aparecem em todo o tipo de artigo, sendo típico daqueles que reali- zam pesquisa onde ocorre o levantamento de da- dos (entrevista, questionário,pesquisa observacio- nal, de laboratório, entre outras), o seu tratamento (métodos estatísticos, análise química, exposição à radiação, entre outros) e a sua exposição. Nessa parte devem ser descritos os métodos utilizados para a coleta, registro e avaliação dos dados e para a obtenção das informações. Além disso, deve-se descrever o tipo e a quantidade de variáveis/ observações adotadas (por exemplo: um questionário composto de 20 questões e aplicado a uma amostra de 300 professores da rede de ensino municipal) e também os métodos empregados na sua coleta, registro e avaliação, o que deverá ser feito de forma organizada e sistemática. Assim, quando se trabalha com variáveis, os resultados são mais bem interpretados através da análise estatística. Por exemplo, em um estudo da população em relação aos níveis de Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 51 UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO renda e educação (variáveis), constatou-se que x% da população é de alto poder aquisitivo e de nível superior; que x% da população é de baixo poder aquisitivo e não possui o ensino fundamen- tal completo, etc. À medida que for expondo os dados, vai-se discutindo o assunto e comparando ou se apoiando nas observações e opiniões dos autores adotados. 4.2.7. Conclusão e/ou recomenda- ções: Nessa parte deve vir a resposta para o pro- blema levantado na pesquisa e a confirmação ou não das hipóteses enumeradas e dos objetivos do estudo. O texto deve ser claro e conciso e o autor, unicamente aqui, pode expor sua opinião, porém baseada nos resultados que avaliou e interpretou. Além disso, devemos lembrar que se os resulta- dos não foram totalmente conclusivos, isso deve ser esclarecido e, também, que nessa parte não é permitido à inclusão de novos dados ou citação de autores, pois isso indica o reinício da discussão. 4.2.8. Referências bibliográficas: É a enumeração, de acordo com ANBR 6023/2002 da ABNT, de toda a bibliografia utilizada na pre- paração e elaboração do trabalho, ou seja, é uma listagem dos livros, artigos e outros trabalhos utili- zados no artigo e que pertencem a outros autores. As referências devem ser apresentadas em or- dem alfabéticas, independente do fato de se tratar de livro, artigos, jornais, periódicos, etc. Um trabalho científico deve ser apoiado, princi- palmente, por autores que tiveram seu trabalho publicado (livros). É permitindo também citar ar- tigos e jornais científicos e publicações de sites acadêmicos, porém o aluno deve estar ciente que não se deve usar dados ou informações que não tenham sido confirmadas pelo ISSN,ISBN ou pelo DOI. Após aprovado pela faculdade ou Instituto onde estude, o seu trabalho terá o identificador ISSN, passando a ser considerada fonte segura de pesquisa, portanto, reportagem de jornais, revistas e outros que não possuem o cunho científico devem ser utilizados de forma bastante criteriosa em trabalhos científicos. 4.3. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO- ARTIGO CIENTÍFICO. 4.3.1. Capa (obrigatório): normalmente a capa dura (encadernação) e a capa do trabalho (primeira página) são iguais. 52 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Modelo 1 - Capa Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 53 FACULDADE NOME DO ALUNO (limite da margem superior, centralizado, fonte arial ou times new roman 12, CAIXA ALTA, sem negrito). TÍTULO E SUBTÍTULO (título: fonte 12, em negrito, CAIXA ALTA. se houver subtítulo, este deve ser precedido de dois pontos (:), fonte 12, sem negrito, CAIXA ALTA. LOCAL/ESTADO ANO (limite da margem inferior,fonte 12, CAIXA ALTA) UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 4.3.2. Lombada: (NBR 12225,2004). Usada somente para encadernação em capa dura e é opcional. A instituição de ensino é que irá determi- nar se é necessário ou não ter lombada no TCC. Modelo 2: Lombada b) Para a obtenção de título de pós-graduação deve vir do seguinte modo: Trabalho de Conclusão de Curso – Artigo Científico, apresen- tado ao Núcleo de Trabalhos de Conclusão de Curso do Curso de Pós Graduação Lato Sensu do curso de Especialização em Supervisão Escolar, como requisito obrigatório para a obtenção do grau de especialista. c) Programa especial de formação docente (R2) ou complementação pedagógica. Trabalho de Conclusão de Curso – Artigo Científico, apresenta- do ao Programa especial de formação de docentes do (NOME DA FACULDADE OU INSTITUTO) , em cumprimento às exigências para a obtenção do certificado e registro profis- sional equivalentes à licenciatura plena na área de (NOME DO SEU CURSO.) 4.3.3. Folha de rosto (obrigatório): O exemplo demostra todos os elementos que compõe a folha de rosto, sendo que ela segue todas as normas citadas para a capa, exceto a nota de apresentação, que deve vir à esquerda do texto, em fonte 10 e espaço entre linhas 1e deve variar de acordo com a natureza (artigo científico, monografia, dissertação ou tese) e do programa ou área de concentração como exemplificado a seguir: a) Para a licenciatura plena deve vir os seguintes dizeres: Trabalho de Conclusão de Curso – Artigo Científico, apresenta- do ao Núcleo de Trabalhos de Conclusão de Curso do Curso de Pedagogia, como requisito obrigatório para a obtenção do grau de licenciado. 54 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Modelo 3: Folha de rosto. Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 55 FACULDADE NOME DO ALUNO (normas iguais as da capa) TÍTULO E SUBTÍTULO Trabalho de Conclusão de Curso – Artigo Científico, apresentado ao Núcleo de Tra- balhos de Conclusão de Curso do Curso de Pedagogia do _________, como requisito obrigatório para a obtenção do grau de licenciado. (fonte 10, à esquerda da página, justificado, sem negrito e espaço 1). LOCAL/ESTADO ANO (idem normas da capa) UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO AVALIAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO Relatório de Avaliação do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC. Aluno (a): Titulo: Curso: Pólo: Comentários do Professor Orientador: Com base na avaliação acima o trabalho está: Aprovado com nota Exige reformulação. Professor (a) Critérios de avaliação Nota – de 0 a 10 4.3.4. Folha de aprovação (obrigató- rio): apesar da ABNT exigir sua inclusão na se- quência demonstrada,algumas instituições a colocam no final do trabalho. O modelo de folha de avaliação varia conforme as necessidades da instituição. A seguir demonstramos um mo- delo básico. Critérios de avaliação Nota – 0 a 10 Tema Nível de Textualidade Nível de Correção Linguística Sequência Lógica dos Fatos Aprofundamento Teórico Formatação e Estrutura Estética Linguagem Técnica - Pedagógica Conteúdo Adequado Desenvolvimento do Conteúdo Rigor Científico 56 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 4.3.5. Resumo e palavras-chave na língua vernácula (obrigatório) e na língua estrangeira (opcional): Modelo 5: Resumo e Ab- stract. TÍTULO DO TRABALHO (centralizado, CAIXA ALTA, negrito, fonte 12) Nome do autor (sem negrito, minúscula, inserir notade rodapé com as credenciais do au- tor) RESUMO (O título RESUMO deve ser centralizado, CAIXAALTA, negrito, fonte 12) O texto do Resumo deve vir em fonte 10, justificado, espaço 1, sem parágrafo. Deve conter uma síntese do artigo. Palavras-chave (fonte 10, negrito, minúscula):Metodologia. ABNT. Artigo científico. (As palavras devem vir em fonte 10, espaço simples, justificado, sem negrito, minúscula, sem paragrafação, bloco único, no mínimo três e no máximo cinco palavras, separadas por ponto final. ABSTRACT (O título ABSTRACT deve ser centralizado, CAIXA ALTA, negrito, fonte 12) O texto do Abstract deve vir em fonte 10, justificado, espaço 1, sem parágrafo. Deve ser o Resumo escrito na língua in- glesa. Keyswords (fonte 10, negrito): Methodology. ABNT. Scientific Article. (As palavras devem vir em fonte 10, espaço simples, justificado, sem negrito, minúscula, sem paragrafação, bloco único, no mínimo três e no máximo cinco palavras, separadas por ponto final). Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 57 UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 4.3.6. Introdução (obrigatório): Modelo 6: Introdução. 4.3.7. Desenvolvimento (obrigatório): Modelo 7: Desenvolvimento. 58 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 1. INTRODUÇÃO. (CAIXA ALTA, negrito, antecedida do número 1, fonte 12). O texto deve ter fonte 12, espaço 1,5, justificado, com paragrafação em 1,25 cm.. 2. DESENVOLVIMENTO. (CAIXA ALTA, negrito, fonte 12) O texto deve vir em fonte 12, sem negrito, justificado, com paragra- fação e espaço 1,5. 2.1. Políticas nacionais sobre a inclusão escolar. (Subtítulo vem em negrito, minúscula, fonte 12). O texto deve vir em fonte 12, sem negrito, justificado, com paragra- fação e espaço 1,5. 2.2. Dificuldades relacionadas à inclusão escolar. (idem a 1.2) 2.2.1. Estrutura das escolas. 2.2.2. Posicionamento dos professores. 2.2.3. Posicionamento dos pais. (Subdivisões do subitem devem vir em minúscula, fonte 12, sem ne- grito). 2.3. Mudanças necessárias para a efetivação da inclusão esco- lar. (idem a 1.2). UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 4.3.8. Discussões e resultados (obrigatório, mas depende do tipo de pesquisa): Modelo 8: Discussões e Resultados: 4.3.9. Conclusões ou considerações finais (obrigatório): caso não tenha o item 3 – Discus- sões e Resultados no artigo, a conclusão deve vir com a numeração 3. Modelo 9: Conclusão: 4.3.10. Referências (obrigatório). Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 59 3. DISCUSSÕES E RESULTADOS: (CAIXAALTA, negrito, fonte 12) O texto deve vir em fonte 12, sem negrito, justificado, com paragra- fação e espaço 1,5. 4. CONCLUSÃO OU CONSIDERAÇÕES FINAIS. (CAIXA ALTA, negrito, fonte 12). O texto deve vir em fonte 12, sem negrito, justificado, com paragra- fação e espaço 1,5. REFERÊNCIAS. (CAIXA ALTA, negrito, sem numeração, fonte 12). PEREIRA, Maria Moura. Manual de Metodologia Científica. Itaúna: Instituto, 2014. Alencar, José de. A Moreninha. 20º ed. São Paulo: ed. Atlas, 1989. (fonte 12, espaço 1, justificado, 1 espaço entre as citações). Segundo a fonte e autoria, as citações possuem regras específicas e que serão abordadas no capítulo seguinte. UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 4.3.11. Anexo (opcional): 4.4.FORMATAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS. Todo trabalho científico tem algumas normas a seguir para a realização de sua formatação, as quais, na sua maioria,são determinadas pela ABNT ou convencionadas entre as insti- tuições de ensino superior. 4.4.1. Normas gerais para formatação de trabalhos científicos. ITEM NORMALIZAÇÃO Cor do texto Preta Cor das Ilustrações A que preferir (ater-se a cores mais sóbrias). Papel Branco A4 (21cm x 29,7cm). Texto Justificado. Margens Superior e esquerda: 3cm. Inferior e direita: 2cm. Parágrafos Há duas opções de parágrafos: a) Tradicional: distante 1,25 cm da margem esquerda, sem deixar espaço duplo entre um parágrafo e outro; b) Moderno: todo o texto alinhado à margem esquerda e o parágrafo marcado por dois espaços entre eles. Fonte (arial ou times new roman) Tamanho 12 para todo o texto, exceto citação com mais de três linhas; notas de rodapé, legendas e fontes das ilustrações e das tabelas. As exceções devem vir em fonte tamanho 10. Espaçamento Todo o texto deve ter espaçamento 1,5 entre as linhas, exceto para as citação com mais de três linhas, notas de rodapé, nota de apresentação, legendas e fontes das ilustrações e das tabelas. 60 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA ANEXO A – título. (A palavra anexo deve vir em fonte 12 e CAIXA ALTA e o título em fonte 12, letra minúscula. Anexo e título são sepa- rados por travessão. UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ITEM NORMALIZAÇÃO Parágrafos Há duas opções de parágrafos: a) Tradicional: distante 1,25 cm da margem esquerda, sem deixar espaço duplo entre um parágrafo e outro; b) Moderno: todo o texto alinhado à margem esquerda e o parágrafo marcado por dois espaços entre eles. Títulos (sessão primária) Subtítulos (sessão secundária) Subtítulos (sessão terciária) Subtítulo (sessão quaternária) Exemplo: 1. INTRODUÇÃO (sessão primária) 1.1. O legado do tempo.(sessão secundária) 1.2. Folclore e lendas. (sessão secundária). 1.2.1. Mula sem-cabeça (sessão terciária). 1.2.1.1. A crendice popular (sessão quaternária) Deve figurar em página nova, fonte 12, alinhados à esquerda, algarismo arábico, caixa alta (maiúscula) e em negrito; Fonte 12, alinhados à esquerda, algarismo arábico, caixa baixa (minúscula) e em negrito. Fonte 12, alinhado à esquerda, algarismo arábico, caixa baixa, negrito e itálico. Fonte 12, alinhado á esquerda, algarismo arábico, caixa baixa, sem negrito. Referências bibliográficas Separadas por um espaço simples em branco. Paginação Todas as páginas são contadas a partir da folha de rosto, mas só são numeradas a partir da primeira página dos elementos textuais (Introdução), ou seja, os elementos pré-textuais são contados, mas não numerados; As páginas são numeradas no canto superior direito, sequencialmente, em algarismos arábicos; Elementos pré-textuais São centralizados, em caixa alta, negrito, fonte 12, mas não são numerados (errata, folha de aprovação, epígra- fe, dedicatória, lista de ilustrações, lista de tabelas, lista de abreviaturas e siglas, resumo e sumário). Folha de aprovação As instituições normalmente colocam o título no alto da página, em arial ou times new roman 12, centralizado e em negrito: AVALIAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLU- SÃO DE CURSO. Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 61 UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ITEM NORMALIZAÇÃO Folha de dedicatória e epígrafe (pensamento) Não aparece a numeração e não possuem o título, Devem aparecer abaixo da metade da página e à direita da página, justificada. Notas de rodapé Fornecem informações adicionais ou esclarecimentos, que não devem ser incluídos no texto; São colocadas na parte inferior da página, iniciando-se com o número sobrescritorecebido em texto e sem pa- rágrafo; São alinhadas à esquerda e separadas do texto por um traço contínuo de três cm, espaço simples, fonte 10 e não devem ocupar mais que 50% do espaço total da página. Exemplo: ¹Trabalho apresentado na X FENATEC, 2010. ²PEREIRA, 1989, p.55-74. Horas Usar sempre o número cardinal. Exemplo: 12h e 25 min. Dias do mês Para o primeiro dia do mês, usa-se sempre o número ordinal e para os demais, os números cardinais. Exemplo: primeiro de abril; em 14 de maio. Unidades padronizadas É obrigatório o número cardinal; Exemplo: 20 ml; 100 g Indicar quantidades Adota-se a forma por extenso. Indicar figuras, gráficos, tabelas. Sempre utilizar algarismos arábicos. Exemplo: Tabela 1 Ilustrações. A identificação de ilustrações aparece na parte superior, precedida da palavra esquema, mapa,gráfico, fluxogra- ma, fotografia, organograma, planta, quadro, retrato, figura, imagem, entre outros, seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, travessão e título. Na parte inferior, indicar a fonte consultada, legenda, no- tas e outras informações necessárias. A ilustração deve ser inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere. 62 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ITEM NORMALIZAÇÃO Tabelas e quadros: Não devem ser fechados lateralmente e nem se colocam traços horizontais separando os dados numéricos. Tabelas apresentam dados estatísticos. Quadros apresentam informações de texto agrupadas em colunas. Apêndices Considerado material suplementar e elaborado pelo próprio autor do trabalho, porém não fazem parte do trabalho, mas é material adicional para ilustrá-lo e/ou acrescentar alguma outra informação. Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas, seguidas de um hífen e o respectivo título. Exemplo: APÊNDICE A – Termo de Consentimento Livre e Escla- recido Anexo São elementos opcionais e de suporte ao texto. Conside- ra-se anexo quando o material NÃO for elaborado pelo próprio autor. Devem ser citados no texto para facilitar uma ligação entre as informações adicionais. Os anexos são identificação por letras maiúsculas e não com números, seguida de hífen e o título. Exemplo: ANEXO A – Parecer do Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto. Fonte: Elaborado pela autora com base em Gil (2007), Vergara (2007), Eco (2001), Santos (2007) e Estrela & Sabino (2001). 4.4.2. Citações As citações aparecem no texto e servem de em- basamento para o autor do trabalho. Inclusive, o trabalho não é considerado científico se não as ti- ver, seja em sua forma direta ou indireta. 4.4.2.1. Citação direta. Segundo Estrela & Sabino (2001), a citação dire- ta é a transcrição literal do texto consultado e que é reproduzido conforme redação original. Nesse tipo de citação é obrigatório citar o ano da publica- ção e a página da onde foi retirada. Exemplo: Quando incluso no texto: Pereira (1989, p. 26). Quando no final da citação direta: (PEREIRA, 2002, p. 45). As citações diretas se dividem em curtas ou lon- gas. O primeiro tipo ocorre quando a transcrição não for superior a três linhas, devendo vir entre as- pas, ter o sobrenome do autor, ano e página. Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 63 UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO o texto do parágrafo, no seu início ou meio, colo- ca-se o sobrenome do autor em letras maiúscula, ano da publicação entre parênteses, não tendo necessidade de colocar a página. As citações diretas longas possuem mais de três linhas, devendo ser transcritas em um parágrafo independente, recuado a 4cm da margem esquer- da, sem aspas, fonte 10 e espaço simples entre linhas. Deve ainda conter autor, ano e página. Exemplo: 4.4.2.2. Citação indireta. Nas citações indiretas se expressa as idéias contidas em dado texto, mas sem transcrever lite- ralmente as palavras do autor. Elas são expressas da seguinte forma: a) Quando o nome do autor (ou autores) integra b) Quando o nome do autor (ou autores) constar no fim do parágrafo, deve vir em letra maiúscula, entre parênteses e conter o ano da publicação. Exemplo: 4.4.2.3. Várias citações de um mesmo autor: Quando um autor tem várias obras realizadas em um mesmo ano, faz-se a citação pelo sobre- nome, ano e acrescenta ao ano as letras do alfa- beto, minúscula, em ordem alfabética e sem espa- çamento. Exemplo: 4.4.2.4. Citação de trabalhos de dois ou três autores: Se a citação for aparecer no início ou meio do parágrafo devem ser ligadas pela letra 64 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA Baseando nos estudos realizados por Freire (2009), podemos perceber a importância do brincar para a aprendizagem infantil. O professor deve descobrir a importância do brincar no processo ensino-aprendizado, para isso deve uti- lizar os jogos na elaboração de sua aula (FREIRE, 2009). Mira (1997a); Mira (1997b); Mira (1997c). Como diz Vygotsky (1998, p. 67) “As maiores aquisi- ções de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornarão seu nível básico de ação real e moralidade”. Educar ludicamente adolescentes e adultos “significa criar condições de restauração do passado, viven- do bem o presente e construindo o futuro” (FARIAS, 2010, p. 102). Outro aspecto importante e que fundamenta a Educação como um Direito Humano diz respeito ao fato de que o acesso à educação é em si base para a realização dos outros Direitos. Isso quer di- zer que o sujeito que passa por processos educa- tivos, em particular pelo sistema escolar, é normal- mente um cidadão que tem melhores condições de realizar e defender os outros direitos humanos (saúde, habitação, meio ambiente, participação política etc.). A educação é base constitutiva na formação do ser humano, bem como na defesa e constituição dos outros direitos econômicos, so- ciais e culturais (HADDAD, 2003, p.12). UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO “e”, seguido do ano. Exemplos: Dois autores: Pereira e Silva (2004). Três autores: Pereira, Silva e Souza (2004). Se a citação vier no final do parágrafo, deve vir os nomes dos autores em letra maiúscula e sepa- rados por ponto-e-vírgula e o ano da publicação. Exemplo: 4.4.2.5. Citação com mais de três au- tores: Nesse caso, é necessário citar apenas o sobre- nome do primeiro autor seguido da expressão et al (ou et alli). Exemplo: 4.4.2.6. Citação de documentos cujo autor é uma entidade coletiva. Quando o autor é uma entidade coletiva, o nome da mesma deve vir por extenso. Exemplo: 4.4.2.7. Citação de documentos de au- toria de órgãos da administração públi- ca direta: Nesse caso, a citação deve ser feita na seguinte ordem: nome do país, do estado ou do município, data. Exemplo: 4.4.2.8. Citação de citação: Trata-se da reprodução de informação citada por outro autor e que só deve ser utilizada em último caso, sendo que o ideal é ir direto à fonte dese- jada. Pode ser expressa como citação direta ou indireta. Para deixar claro quem é o proprietário da ideia original, utiliza-se a expressão apud, que sig- nifica “citado por”. Existem duas formas para fazer a citação: a) Colocando a informação sobre o autor original em nota de rodapé: Exemplo: Todos os direitosautorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 65 As características mais comuns nas crianças super- dotadas, na idade pré-escolar, são: o alto grau de curiosidade, boa memória, atenção concentrada, en- tre outras (CLINE; SCHWARTZ, 1999, p. 121). Ferreira et al. (2009) ou (FERREIRA et al., 2009). BRASIL (2008) MINAS GERAIS, 2009. ITAÚNA, 2014. (ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS, 2010). No entender de Preso (2002 apud FLEITH, 2006, p. 99), a educação [...]. ¹PÉREZ, Suzana Graciela. Gasparzinho vai à es- cola: um estudo sobre as características do alu- no com altas habilidades - produtor criativo. Porto Alegre, 2004. UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO b) Quando não colocar a informação sobre o autor original na nota de rodapé: deve-se fazer as duas citações nas referências bi- bliográficas, a da obra do autor original e a autor consultado. Exemplo: balhos de conclusão de curso. 4.4.2.10.1. Sistema numérico: Nesse sistema a numeração é única e se- quencial, podendo o indicador ser usado entre parênteses, sem qualquer sinal ou so- brescrito. Este último é o mais usado. Exemplos: 4.4.2.9 Suprimir parte de uma citação. Para se suprimir partes de uma citação, deve-se usar reticências entre colchetes. Exemplo: 4.4.2.10. Sistema de chamada de ci- tações. As citações podem ser expressas através do sistema numérico ou do alfabético (autor e data). A instituição é que deverá determi- nar qual dos dois será adotado em seus tra- 4.4.2.10.2. Sistema alfabético (autor- -data): É o sistema em que figura no texto o so- brenome do autor principal, seguido do ano da publicação. Aparece no meio (sobreno- me do autor só com a inicial em maiúscula, data) e no fim (sobrenome em letra maiús- cula, data da publicação e entre parênte- ses) da citação, sendo o sistema mais usa- do. Caso seja citação direta, deve constar a 66 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA REFERÊNCIAS. FLEITH, Denise de Sousa. Educação Infan- til. Saberes e Práticas da Inclusão. Altas Ha- bilidades/Superdotação. Brasília/ 2006. MEC, Ministério da Educação Secretaria de educação Especial. PÉREZ, Suzana Graciela. Gasparzinho vai à escola: um estudo sobre as características do aluno com altas habilidades - produtor criativo. Porto Alegre, 2004. “Baseando nos estudos realizados podemos per- ceber a importância da avaliação de aprendizagem como indicadora de resultados e meio de mudanças.”¹ OU “Baseando nos estudos realizados podemos perceber a importância da avaliação de aprendizagem como indicadora de resultantes e meio de mudanças.”1 OU “Baseando nos estudos realizados podemos perce- ber a importância da avaliação de aprendizagem como indicadora de resultados e meio de mudanças.” (1) ¹LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendiza- gem escolar: estudos e proposições. 16. ed. São Paulo: Cortez, 2009. No entender de Peréz¹ (2002 apud FLEITH, 2006, p. 99), [...] a educação é fundamental para o pleno desenvolvimento do indivíduo [...]. UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO página de onde foi tirada. Exemplo: simples e separadas umas das outras por um espaço livre. A seguir descrevemos as principais orientações sobre as referências (as citações bibliográficas não vêm dentro de retângulos, foram usadas são apenas para destacar o exemplo): 4.4.3.1. Citação de livro completo (leu todo o livro): a) Modelo utilizado quando há um só au- tor: b) Modelo utilizado quando há dois auto- res: 4.4.3. Referências bibliográficas (NBR 6023, 2000). As referências bibliográficas devem con- ter todas as informações sobre as obras ci- tadas na fundamentação do artigo. Dizem respeito a uma listagem dos livros, artigos, periódicos, revistas acadêmicas, entre ou- tros materiais utilizados pelo aluno durante a realização do TCC e que permitem a iden- tificação dos mesmos. Devem vir em espaço c) Modelo utilizado quando há três auto- res: Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 67 AUTOR. Título. Edição. Local de publicação: Editora, ano de publicação. Números de pági- nas ou volume. GOMES, L. G. F. F. Novela e sociedade no Brasil. 2. ed. Niterói: EdUFF,1998. 169 p. AUTOR. AUTOR. Título. Edição. Local de pu- blicação: Editora, ano de publicação. Números de páginas ou volume. LAKATOS, E. M; MARCONI, M. de A. Funda- mentos de metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2005. 21p. Baseando nos estudos realizados por Freire (2009), podemos perceber a importância do brincar para a aprendizagem infantil. O professor deve descobrir a importância do brin- car no processo ensino-aprendizado, para isso deve utilizar os jogos na elaboração de sua aula (FREIRE, 2009). Na citação curta: Segundo Freire (2009, p. 76), “os jogos e brincadei- ras trazem o lúdico para o processo de ensino-apren- dizagem”. Na citação longa: Outro aspecto importante e que funda- menta a Educação como um Direito Hu- mano diz respeito ao fato de que o acesso à educação é em si base para a realização dos outros Direitos. Isso quer dizer que o sujeito que passa por processos educa- tivos, em particular pelo sistema escolar, é normalmente um cidadão que tem melhores condições de realizar e defender os outros direitos humanos (saúde, habitação, meio ambiente, participação política etc.). A educação é base constitutiva na forma- ção do ser humano, bem como na defesa e constituição dos outros direitos econômicos, sociais e culturais (HADDAD, 2003, p.12). AUTOR. AUTOR. AUTOR. Título. Edição. Lo- cal de publicação: Editora, ano de publicação. Números de páginas ou volume. SILVA, A. M; PINHEIRO, M. S.de F; FRAN- ÇA.M. N. Guia para normalização de traba- lhos técnicos-científicos: Projetos de pesqui- sa, trabalho de conclusão de cursos, dissertação e teses. 5. ed . Uberlândia: UFU,2005.144p. UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO d) Modelo utilizado quando há mais de três autores: c) Modelo utilizado quando há três auto- res: e) Modelo utilizado quando há vários auto- res com responsabilidade diferenciada (or- ganizador, coordenador, etc.): d) Modelo utilizado quando há mais de três autores: 4.4.3.1. Citação de livro completo (leu todo o livro): a) Modelo utilizado quando há um só autor: e) Modelo utilizado quando há vários auto- res com responsabilidade diferenciada (or- ganizador, coordenador, etc.): b) Modelo utilizado quando há dois autores: 4.4.3.2. Citação de capítulo de um li- vro: a) Modelo para capítulo de livro com autoria própria: 68 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA AUTOR et al (ou et alli). Título.Edição.Local de publicação:Editora, ano de publicação.Nú- meros de páginas ou volume. CALDEIRA, J. et al. História do Brasil.São Paulo:Companhia das Letras, 1997.365 p. AUTOR et al (ou et alli). Título.Edição.Local de publicação:Editora, ano de publicação.Nú- meros de páginas ou volume. CALDEIRA, J. et al. História do Brasil.São Paulo:Companhia das Letras, 1997.365 p. AUTOR. Título. Edição. Local de publicação: Editora, ano de publicação. Números de pági- nas ou volume. GOMES, L. G. F. F. Novela e sociedade no Brasil. 2. ed. Niterói: EdUFF,1998. 169 p. AUTOR. AUTOR. AUTOR. Título. Edição. Loc- al de publicação: Editora, ano de publicação. Números de páginas ou volume. SILVA, A. M; PINHEIRO, M. S.de F; FRAN- ÇA.M. N. Guiapara normalização de traba- lhos técnicos-científicos: Projetos de pesquisa, trabalho de conclusão de cursos, dissertação e teses. 5. ed . Uberlândia: UFU,2005.144p. Autor; Autor; Autor (ORG.). Título. Edição. Lo- cal de publicação. Editora, ano de publicação. Números de páginas ou volume. PINHO, C. B; VASCONCELLOS, M. S. de. (ORG.). Manual de economia. 4. ed. São Pau- lo: Saraiva, 2003. 606 p. Autor; Autor; Autor (ORG.). Título. Edição. Lo- cal de publicação. Editora, ano de publicação. Números de páginas ou volume. PINHO, C. B; VASCONCELLOS, M. S. de. (ORG.). Manual de economia. 4. ed. São Pau- lo: Saraiva, 2003. 606 p. AUTOR. AUTOR. Título. Edição. Local de publica- ção: Editora, ano de publicação. Números de páginas ou volume. LAKATOS, E. M; MARCONI, M. de A. Fundamen- tos de metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2005. 21p. UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO b) Modelo utilizado quando há vários au- tores com responsabilidade diferenciada (organizador, coordenador, revisão técnica, etc.): 4.4.3.5. Citação de documentos jurídi- cos: 4.4.3.3. Citação de trabalhos acadê- micos (artigos, dissertações e teses): 4.4.3.6. Citação de documentos eletrônicos – artigos de revistas on- -line: 4.4.3.4. Citação de artigos em periódi- cos com indicação de autoria: Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 69 AUTOR. Titulo do capitulo. InTítulo do livro. Edição. Local de publicação: Editora, ano de publicação. Número das páginas inicial-final. SILVA, A. M. Pinheiro; FRANÇA, M. N. Referên- cias. In TOLEDO, J. Guia para normalização de trabalhostécnico-científicos: Projetos de pesquisa - trabalho de conclusão de cursos, dissertações e teses. 5 ed. Uberlândia: Edufu, 2005. p. 51-106. AUTOR. Título do artigo. Título do periódico. Local de publicação. Volume. Número. Páginas inicial – final. Mês de publicação (abreviatura). Ano de publicação. BORGES, V.D.S. Modelo sustentável de vida urbana: uma reflexão. UEG em revista. Goiâ- nia, v.1, n.2. p. 81-97, jan./dez. 2005. AUTOR DO CAPÍTULO. Titulo do capítulo. In AUTOR DO LIVRO (Org.). Titulo do livro. Edição. Local de publicação: Editora, ano de publicação. Números de páginas ou volume. MONTORO FILHO, André Franco et al; PINHO, Diva Benevides (Coord.); VASCONCELLOS, Antô- nio S. (Revisor Técnico). Manual de Economia da USP. 1 ed. São Paulo: Saraiva, 1988. JURISDIÇÃO (ou nome da entidade coletiva, no caso de se tratar de normas). Título, nume- ração e data. Ementa e dados da publicação que transcreveu a legislação. Notas informa- tivas relativas a outros dados necessários a identificar o trabalho. BRASIL. Secretaria de educação. Parâme- tros Curriculares Nacionais: Introdução aos parâmetros Curriculares Nacionais/Secretaria de Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEF. 1997,126p. AUTOR. Titulo. Ano. Números de folhas. Finali- dade (grau pretendido). Curso.Instituição.Cidade. Ano. PEREIRA, Maria M. Evolução dos Gastos Pú- blicos no Brasil. 1985.78f. Trabalho de conclusão de curso (Bacharel em Ciências Econômicas) Fa- culdade de Ciências Econômicas. Universidade de Itaúna. Itaúna/MG, 1985. AUTOR. Título do artigo. Título da Revista, lo- cal de publicação, volume, número, páginas ini- cial-final, mês (abreviado) e ano de publicação. Data. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia/mês/ano. NETO, M.F. de S. O ofício, a oficina e a profis- são: reflexões sobre o lugar social do professor. Cadernos Cedes, Campinas, v.25, n°. 66, p. 1-7, mai./ago. de 2005. Disponível em: <http:// www.scielo.br>. Acesso em 24/11/2014. UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO TESTE DE CONHECIMENTO UNIDADE III: 1) Em relação aos tipos de conhecimen- tos, analise a afirmativa a seguir e marque a resposta correta: Conhecimento que é racio- nal, sistemático, objetivo, verificável, exato e explicativo, cujo levantamento é baseado em métodos e técnicas. a) Filosófico. b) Teológico. c) Cientifico. d) Empírico. e) Experiencial. 2) Entre as características citadas, marque a que não corresponde às necessárias para que um trabalho seja considerado científico. a) O trabalho científico deve seguir um pa- drão pré-determinado e cumprir as exigências as quais deve se submeter. b) As instituições de ensino não podem de- terminar normas para a elaboração do traba- lho de conclusão de curso (TCC). c) Deve ser embasado no raciocínio lógico e ter como ponto de partida um problema levan- tando em relação ao tema escolhido. d) Deve seguir métodos e técnicas científi- cas, apoiados na fundamentação teórica. e) Um trabalho para ser considerado cien- tífico deverá seguir o rigor científico e a ética intelectual 3) Complete a sentença: O TCC é um texto Elaborado pelo aluno ao término do seu curso e sob a de um professor especialista, mestre ou doutor na área relacionada ao tema escolhido por ele. Pelo fato do TCC ser considerado um trabalho de científica é um dos instrumentos de de conclusão de curso e, portanto, o título de graduado (licenciatura ou bacharel) ou de pós- graduado (especialista, mestre, doutor ou pós-doutor) está condicionado à sua . a) Científico, observação, cunho, avaliação, realização. b) Acadêmico, observação, iniciação, avaliação, aprovação. c) Acadêmico, orientação, cunho, aprovação, realização. d) Científico, orientação, iniciação, avalia- ção, aprovação. e) Científico, orientação, iniciação, avalia- ção, aprovação. 4) As normas da ABNT para serem utiliza- das em trabalhos científicos são as que tra- tam: a) Das referências bibliográficas, das cita- ções, da quantidade de páginas necessárias, da conclusão, dos títulos de lombada, do pre- paro e apresentação. b) Das referências bibliográficas, do tema, das citações, da numeração sucessiva, do re- sumo, da justificativa, do preparo e apresen- tação. c) Das referências bibliográficas, do tema, da numeração sucessiva, do resumo, dos tí- tulos de lombada, do preparo e apresentação. d) Das referências bibliográficas, das cita- ções, da numeração sucessiva, do resumo, dos títulos de lombada, do preparo e apresen- tação. 70 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO e) Das referências bibliográficas, do tema, dos objetivos, da numeração sucessiva, do resumo, dos títulos de lombada, do preparo e apresentação. 5) Segundo a ABNT, o artigo científico é um texto que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento. Em relação ao artigo científico, marque a opção correta: a) O artigo científico é o resultado final de uma investigação ou estudo sobre determina- do tema e de um ou mais questionamentos a respeito do mesmo. b) O artigo científico pode versar sobre o es- tudo de um fato, situação ou fenômeno; uma descoberta e suas causas ou consequências; dar uma nova versão sobre um dado assunto; difundir ideias novas; buscar soluções para questões controversas; entre outras. c) A finalidade do artigo é divulgar e tornar conhecido o estudo realizado, a problemática pesquisada, sua base teórica, a metodologia utilizada e os seus resultados. d) Não existe uma norma nacional sobre o número de página que um trabalho científico deva ter, pois isso irá depender do tema pes- quisado e da profundidade da pesquisa reali- zada.No entanto, é muito difícil obter um tra- balho de qualidade em oito ou nove páginas apenas. e) Todas as alternativas anteriores es- tão corretas. 6) Segundo Lakatos & Marconi (2001), o tipo de abordagem adotada no artigo pode ser: a) Teórica, Classificatória e Analítica. b) Teórica, Metódica e Analítica. c) Teórica, Classificatória e Explicativa. d) Dissertativa, Classificatória e Analítica. e) Dissertativa, Explicativa e Analítica. 7) Para que o artigo tenha um mínimo de qualidade e de cientificidade é necessário na sua construção observar certas regras, que são (Azevedo, 2001), exceto: a) Impessoalidade, objetividade, cientifi- cida- de. b) Concisão, descrição e análise. c) Clareza, precisão, originalidade. d) Concisão, encadeamento, correção gra- matical. e) Fidelidade, vocabulário técnico e criativi- dade. 8) Os elementos obrigatórios de um artigo científico são: a) Título; identificação do autor e minicurrí- culo; resumo e palavras-chave; introdução; desenvolvimento; discussões e resultados (quando necessário); e conclusão. b) Título; identificação do autor e mini cur- rículo; resumo e palavras-chave; introdução; desenvolvimento; conclusão, cronograma e referências bibliográficas. c) Título; identificação do autor e mini cur- rículo; resumo e palavras-chave; introdução; desenvolvimento; discussões e resultados (quando necessário); conclusão e referências bibliográficas. d) Título; mini currículo; resumo; introdução; desenvolvimento; conclusão e referências bi- bliográficas. Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 71 UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO e) Título; identificação do autor e mini cur- rículo; resumo; introdução; desenvolvimento; local onde a pesquisa será implantada, con- clusão e referências bibliográficas. 9) Em relação aos elementos do TCC, mar- que a opção errada: a) O título deve estar relacionado ao con- teúdo do trabalho que os autores pretendem repassar. b) Não se deve confundir tema com título, pois o tema é mais abrangente, enquanto que o título é bem mais específico. c) O título não é o resumo do trabalho. d) O título deve ser objetivo e esclarece- dor da natureza do trabalho. e) Não é necessário que o título esteja di- retamente relacionado ao tipo de informação a ser repassada, podendo ser mais abrangen- te. 10) As normas para o Resumo são, exceto: a) Deve conter no máximo 250 palavras. b) Deve vir também, obrigatoriamente, na língua inglesa (Abstract), tendo o objetivo de ampliar a sua divulgação. c) Deve vir em um único bloco, ou seja, sem parágrafo. d) Deve ser uma síntese clara, concisa e direta da pesquisa. e) Deve conter a síntese do(s) objetivo(s), do referencial teórico, da metodologia utiliza- da para solucionar o problema, da justificativa e dos resultados alcançados. 11) A Introdução é uma das partes do traba- lho científico que deve conter todos os itens citados abaixo, exceto: a) Uma exposição clara e sucinta do tema, apresentando-o de forma global. b) As delimitações estabelecidas na abor- dagem do assunto. c) Os objetivos e a justificativa do autor para realizar a pesquisa, apontar as questões para qual o autor buscará as respostas e a metodologia utilizada. d) Deve ser redigida em até cinco pági- nas, englobando itens e subitens. e) Deve constar o problema estudado (o quê), os objetivos (para que serviu o estudo) e a metodologia utilizada (como os objetivos foram atingidos). 12) O Desenvolvimento é a parte principal do trabalho científico, sendo que ele deve conter, exceto: a) A exposição do assunto baseada na bi- bliografia escolhida. b) A exposição e discussão das teorias adotadas para a resolução do problema le- vantado. c) A apresentação dos argumentos teóri- cos que dão sustentação ao seu posiciona- mento perante o problema. d) A opinião pessoal do pesquisador so- bre os estudos do tema feito pelos autores ci- tados. e) A explicação de argumentos teóricos sobre o fenômeno ou fato que a pesquisa re- lata. 13) Em relação ao elemento componente do trabalho científico Discussões e Resultados, marque a opção errada: a) Deve constar de todo o trabalho cientí- 72 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA UNIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO fico, pois é parte componente obrigatória. b) Nessa parte devem ser descritos os métodos utilizados para a coleta, registro e avaliação dos dados e para a obtenção das informações. c) Deve conter a descrição do tipo e a quan- tidade de variáveis ou observações adotadas. d) É típico dos trabalhos que realizam pes- quisa onde ocorre o levantamento de dados, o seu tratamento e a sua exposição. e) Deve conter os métodos empregados na coleta de dados, o seu registro e a avaliação dos mesmos. 14) Em relação à parte do trabalho científico Conclusão, marque a opção errada. a) Essa parte deve conter a resposta para o problema levantado na pesquisa e a confirma- ção ou não das hipóteses enumeradas e dos objetivos do estudo. b) O texto deve ser claro e conciso, porém baseado nos resultados que a pesquisa apre- sentou. c) Nessa parte, o autor não poderá emitir sua opinião, apenas transcrever os resultados alcançados com a pesquisa. d) Se os resultados não foram totalmente conclusivos, isso deve ser esclarecido. e) Não é permitido que na Conclusão seja incluído novos dados ou citações de autores, pois isso indica o reinício da discussão. 15) Em relação ás Referência Biblio- gráficas, marque a opção errada: a) É a enumeração de toda a bibliografia uti- lizada na preparação e elaboração do traba- lho. b) É uma listagem dos livros, artigos e ou- tros trabalhos científicos utilizados no artigo e que pertencem a outros autores. c) As referências devem ser apresentadas em ordem alfabéticas, independente do fato de se tratar de livro, artigos, jornais, periódi- cos, entre outros. d) Um trabalho científico deve ser apoiado, principalmente, por autores que tiveram seu trabalho publicado (livros). e) Não é permitindo, em hipótese alguma, citar jornais e revistas não científicos e publi- cações de sites não acadêmicos. Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 73 U N I D A D E V CUIDADOS PARA PESQUISADORES INICIANTES UNIDADE V: CUIDADOS PARA PESQUISADORES INICIANTES Todas as normas citadas anteriormente contêm as regras principais para que um texto possa ser considerado científico. No entanto, é fácil perce- ber através dos TCC que boa parte dos alunos não lê os manuais de normalização do TCC das faculdades ou os recomendados por ela. Lem- bramos que se o texto não estiver dentro das padronizações necessárias, não é considerado científico, o que impede a obtenção da aprova- ção. Outro fator a ser realçado é a dificuldade que boa parte dos alunos possui de escrever um tex- to científico com ideias claras, concisas e dentro de um padrão científico mínimo. O que se perce- be no TCC é a utilização demasiada de citações diretas, o que torna o texto muito mais de tercei- ros (autores)do que do próprio aluno, como já falado. Recomenda-se que o aluno leia o que o autor está dizendo, analise e transcreva as ideias com suas palavras, ou seja, que faça uma cita- ção indireta. Também, o plágio é uma ação comum entre os alunos, o que pode ter consequências graves quando comprovado, tais como o cancelamento do diploma e até implicações jurídicas (direitos autorais). Atualmente é muito fácil comprová-lo, pois existem softwares que verifica para o pro- fessor da banca a autenticidade do texto, sendo que em caso de plágio a reprovação é sumária. Os comentários acima foram feitos na intenção de alertar os alunos sobre as implicações da não leitura do manual de trabalhos científicos e da displicência em realizar o TCC. Portanto, as normas para a realização do mesmo não são contornáveis, mas sim uma exi- gência do IBICT, da Fundação Biblioteca Nacio- nal, da ABNT, do MEC e da sua Faculdade ou Universidade, que devem ser obrigatoriamente respeitadas e seguidas. Nesse subitem iremos enumerar algumas nor- mas básicas e dicas que ajudem o pesquisador iniciante a conduzir sua pesquisa. 5.1. NORMAS BÁSICAS DE CONDU- ÇÃO DA REDAÇÃO: I. Ser exato; II. Escrever com simplicidade, mas aplicando as regras gramaticais; III. Ter clareza e objetividade, apresentando as ideias de forma lógica e coerente, evitando alon- gar demasiadamente o texto; IV. Escrever de forma impessoal, evitando verbos na primeira pessoa do singular (eu); V. Utilizar linguagem objetiva e direta; VI. Dar fluidez ao texto, articulando os parágra- fos e o encadeamento do texto; VII. Cuidado com os termos nunca, sempre, totalmente, entre outros, pois eles generalizam uma situação ou fato, o que nem sempre é ver- dade como, por exemplo, “a inclusão escolar irá solucionar os problemas enfrentados pelos por- tadores de necessidades especiais”, o que não é verdade. O correto seria “a inclusão escolar pode contribuir para diminuir os problemas enfrentados pelos portadores de necessidades especiais”; VIII. Evitar expressões chulas, gírias, jargões, pouco científicas ou que reflitam o senso comum; IX. As frases/períodos não devem ser muito longas, pois tende a dificultam a compreensão. Banca de TCC: uma banca é composta, normalmente, por dois professores convidados (especialista, mestre ou doutores na área do tema) e o orientador do aluno (defesa do mesmo). As funções dos professores convidados é ler seu TCC, ver se estão dentro das normas ABNT, se é um trabalho de cunho científico, levantar os erros e dar recomendações, enfim, aprovar, aprovar com restrições a serem corrigidas ou não aprovar o aluno. Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 75 UNIDADE V: CUIDADOS PARA PESQUISADORES INICIANTES Portanto, tente dividi-la utilizando o ponto, mas fique atento ao sentido. Também, não se devem construir frases ou períodos muito curtos (duas ou três linhas), pois denotam pouco conhecimen- to ou dão ao texto uma aparência de uma história infantil; X. A linguagem científica prima pelo equilíbrio, portanto evite exageros de expressão ou de ad- jetivos como, por exemplo, dizer que houve uma “profunda” mudança na empresa (ocorreu de fato?) ou o artigo permitirá “sanar totalmente” o problema da inclusão escolar, entre outros; XI. O uso de termos técnicos deve ser bastante criterioso, pois poderá tornar o texto incompreen- sível. Lembre-se que o artigo pode ser lido por muitas pessoas, especialistas e leigos, e todos devem ter, no mínimo, uma noção do que ele diz; XII. Qualquer tipo de texto deve ter uma qua- lidade ortográfica e gramatical mínima, sendo necessário que o autor utilize de forma correta a pontuação (vírgula, dois pontos e ponto final, principalmente), a concordância verbal, a acentu- ação (acento agudo, circunflexo, til e crase, prin- cipalmente). Caso tenha dificuldades, recomen- da-se que procure um professor de português que faça a revisão gramatical e ortográfica por ele, o que é permitido. 5.2. EXPRESSÕES LATINAS UTILIZA- DAS EM ARTIGOS. É comum ver citações latinas em trabalhos científicos. No entanto, o aluno deve saber o sig- nificado delas para não empregá-las de forma errada, como é comum. Dentre as expressões latinas, mais usadas são: I. in: significa “em”. II. et al. (et alli): significa “e outros”. A expressão é utilizada quando a obra possui muitos autores como, por exemplo, em uma obra escrita por Ma- ria Teresa Montoan, L. A. Martins Azevedo, Paulo Freire e Mário Cartela, cita-se da seguinte forma: MONTOAN, Maria Teresa et al; III. apud: significa citado por, conforme ou se- gundo. É utilizada para informar que a frase que foi transcrita de uma obra de um determinado autor (Moraes) na verdade pertence a outro (Pe- reira). Ex.:(PEREIRA apud MORAES, 2010, p. 100), ou seja, Pereira “citado por” Moraes. De- ve-se atentar para quem cita quem, pois é muito comum os alunos inverterem os autores; IV. idem ou id: significa “igual a anterior”; V. ibid ou ibdem: significa “na mesma obra”; VI. sic (assim) ou ipsis litteris (literalmente) ou ipsis verbis (verbalmente): expressa que o texto foi transcrito com fidelidade, mesmo que possa parecer estranho ou que possua erros de lingua- gem; VII. opus citatum ou op.cit.: significa “obra cita- da”; VIII. passim: significa “aqui e ali”. É utilizada quando a citação se repete em mais de um tre- cho da obra; IX. supra: significa “acima”, referindo-se a nota imediatamente anterior como, por exemplo: [...] na obra supra citada. 5.3. DICAS GERAIS: I. Livros são normalmente mais confiáveis do que qualquer outro tipo de texto, pois há exigên- cias rígidas para que possam ser publicados, o que evita que contenham dados errados ou im- 76 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA UNIDADE V: CUIDADOS PARA PESQUISADORES INICIANTES precisos; II. Reportagens de jornais não possuem o cunho científico, portanto, deve-se ser muito cri- terioso ao usá-las em trabalhos científicos; III. Verificar os tempos verbais. Primeiro foi feito a investigação bibliográfica e vivenciado o mo- mento de levantamento de dados ou observa- ção de certo fato para depois escrever o artigo. Assim, fala-se: o artigo tem por objetivo (tempo presente); observou-se (tempo passado) através dos dados levantados (passado); espera-se que venha (futuro) a trazer contribuições, etc.; IV. Para saber se um texto é bom, se deve ana- lisar as fontes bibliográficas citadas pelo autor, o que permitirá ter ideia da qualidade do mesmo; V. Evite citar autores que foram citados por ou- tro autor como, por exemplo: Martins (2009) in Azevedo (2011, p. 45). O melhor é ler o livro ou capítulo do livro do Martins; VI. Como qualquer um pode publicar textos na internet, recomenda-se saber mais a respeito do autor e sua obra; VII. O aluno deve preparar-se para a apre- sentação oral e distribuir o trabalho na seguinte sequência: Objetivo, Introdução, Metodologia, Resultados e discussões e Conclusões. Não é obrigatório conter o Resumo e as Referências, mas é melhor apresenta-las também. Também é de bom tom que esteja adequadamente trajado; VIII. Os trabalhos sem referências bibliográficas ou até mesmo com duas ou três não são consi- derados de cunho científico e correm o risco de serem vistos como obras de ficção, pois não pos- suem sustentação teórica. Recomenda-se a ci- tação e leitura de,no mínimo, quinze (15) obras, sendo a maioria delas livros (60%); IX Evite dar opiniões pessoais (permitido apenas na Conclusão), principalmente as quais não podem ser comprovadas pelos resultados do trabalho; X. Defina as abreviaturas na primeira vez em que forem citadas como, por exemplo: Ministério da Educação – MEC. A partir dessa primeira cita- ção, no restante do texto pode aparecer apenas a abreviatura; XI. Use subtítulos para separar os componen- tes do trabalho. Capítulos são usados em traba- lhos maiores como a monografia, a dissertação e a tese; XII. Não se deve repetir palavras, especialmen- te verbos e substantivos. Deve-se usar sinôni- mos; XIII. Evite usar muitas citações diretas, preferin- do as indiretas, ou seja, opte por interpretar as ideias do autor, tornando seu trabalho mais rico e apreciável. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NOR- MAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documen- tação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002. . NBR 6024: informação e documenta- ção: numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. Rio de Janei- ro, 2012. . NBR 6027: informação e documen- tação: sumário: apresentação. Rio de Janeiro, 2012. Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional. 77 UNIDADE V: CUIDADOS PARA PESQUISADORES INICIANTES . NBR 6028: informação e documen- tação: resumo: apresentação. Rio de Janeiro, 2003. . NBR 6029: apresentação de livros e folhetos. Rio de Janeiro, 2006. . NBR 10520: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002. . NBR 10719: apresentação de relatório técnico-científicos. Rio de Janeiro, 2011. . NBR 14724: informação e documen- tação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2011. . NBR 15287: informação e documen- tação: projeto de pesquisa: apresentação. Rio de Janeiro, 2011. . Fundamentos de metodologia científi- ca. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2007. . Métodos e técnicas da pesquisa so cial. São Paulo: Atlas, 1999. . Técnicas de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2006. ALMEIDA, Maurício B. Noções básicas sobre metodologia de pesquisa científica. Belo Hori- zonte: DTGI-ECI/UFMG. Disponível em: <www. eci.ufmg.br/mba. Acessado em: 17 dez./2014. AZEVEDO, Israel Belo. O prazer da produção científica: descubra como é fácil e agradável ela- borar trabalhos acadêmicos. 10. ed. São Paulo: Hagnos, 2001. BARBA, Clarides Henrich. Orientações básicas na elaboração do artigo científico. Disponível em: <www.unir.br/html/pesquisa>. Acesso em: 18 fev. 2015. BARROS, Aidil Jesus; LEHFELD, Neide Apa- recida de Souza. Fundamentos de metodologia científica: um guia para a iniciação científica. 2.ed. ampl. São Paulo: Pearson Education, 2006. 122p. BARROS, Aidil Jesus; LEHFELD, Neide Apare- cida de Souza. Projeto de Pesquisa : propostas metodológicas. 14. ed. Petrópolis: Vozes, 2003. 127 p. CARVALHO, Maria Cecília M. de. Construindo o saber: metodologia científica - fundamentos: técnicas. 5. ed. Campinas: Papirus, 1995. CENTRO UNIVERSITÁRIO DO NORTE PAU- LISTA. Biblioteca Universitária. Manual on line. Disponível em: <http://www.unorp.br>. Acesso em: 23 out. 2014. CRESPO. A.A. Estatística Fácil. São Paulo: Ed. Saraiva, 1997. 78 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA UNIDADE V: CUIDADOS PARA PESQUISADORES INICIANTES DEMO, Pedro. Metodologia científica em ciên- cias sociais. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1995. 287 p. DINIZ, Célia Regina; SILVA, Iolanda Barbosa da. O Método dialético e suas possibilidades re- flexivas. Campina Grande; Natal: UEPB/UFRN - EDUEP, 2008. ECO, Umberto. Como se faz uma tese. 23. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. ECO, Umberto. As formas do conteúdo. São Paulo: Perspectiva, 1974. ESTRELA, Carlos; SABINO, Geni Anastácio. Estruturação do trabalho científico. São Paulo: Artes Médicas, 2001. 483 p. FERRER, Walkiria Martinez Heinrich. Metodo- logia da Pesquisa Científica: Orientações quanto à elaboração e apresentação gráfica do Projeto de Pesquisa e do Trabalho de Conclusão de Cur- so. Núcleo de Apoio à Pesquisa. Universidade de Marília – NAP/UNIMAR, 2012. FRANÇA, Júnia Lessa; BARROCA, Mariali- ce Martins; SILVA, Moema Brandão da. Curso de atualização em normalização bibliográfica CANB: modalidade a distância. Belo Horizonte: UFMG, 2010, p.182. Apostila. FRANÇA, Júnia Lessa; VASCONCELLOS, Ana Cristina de. Manual para normalização de publi- cações técnico-científicas. 7. ed. Belo Horizonte: UFMG, 2007. 242 p. GALLIANO, A. Guilherme. O método científico: teoria e prática. São Paulo: Harbra, 1986. 200 p. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1999. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Normas de apresentação tabular. 3. ed. Rio de Janeiro, 1993. 60 p. MARCONI, Maria de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho científico. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2008. MARTINS, Gilberto Andrade. Manual para ela- boração de monografias e dissertações. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2000. 120 p. MARTINS, Gilberto Andrade; LINTZ, Alexan- dre. Guia para elaboração de monografia e tra- balhos de conclusão de curso. São Paulo: Atlas, 2000. 112 p. MATOSO, Maria Cristina; DUBOIS, Maria Cé- lia de Toledo. Orientações para apresentação de trabalhos acadêmicos. Campinas: Pontifica Uni- versidade Católica de Campinas, 2007. MEDEIROS, J. B; ANDRADE, Maria Margari- da. Manual para elaboração de referências biblio- gráficas: a nova NBR 6023:2000 da ABNT. São Paulo: Atlas, 2001. 192 p. MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. São Paulo: Atlas, 2004. MINAYO, Maria Cecília de Sousa (Org.). Pes- Todos os direitos autorais desta apostila foram cedidos ao Júlio Martins e registrado na Biblioteca Nacional 79 UNIDADE V: CUIDADOS PARA PESQUISADORES INICIANTES quisa social: Teoria, método e criatividade. Petró- polis: Vozes, 2001. MÜLLER, Mary Stela; CORNELSEN, Julce. Normas e Padrões para teses, dissertações e monografias. 5ªed. Londrina: Eduel, 2003. OLIVEIRA NETTO, Alvim Antônio. Metodologia da pesquisa científica: guia prático para apresen- tação de trabalhos acadêmicos. 3. ed. Florianó- polis: Visual Books, 2008. PÁDUA, E. Metodologia de pesquisa: aborda- gem teórico-prática. Campinas:Papirus, 1996. PARRA FILHO, Domingos; SANTOS, João Al- meida. Apresentação de Trabalhos Científicos: monografia, TCC, Teses e Dissertações. São Paulo: Ed. Futura, 2000. PASQUARELI, Maria Luiza Rigo. Normas para apresentação de trabalhos acadêmicos: ABNT/ NBR 14724. Osasco: UNIFIEO – Centro Univer- sitário FIEO, 2002. POPPER, Karl S. A lógica da pesquisa científi- ca. 2. ed. São Paulo: Cultrix, 1975a. RODRIGUES, Willian Costa. Metodologia Cien- tífica. Paracambi: FAETC/IST, 2007. SANTOS, Antônio Raimundo dos. Metodologia científica: a construção do conhecimento. 7. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2007. SANTOS, Gildenir; SILVA, C. Manual de orga- nização de referências e citações bibliográficas para documentos impressos e eletrônicos. Cam- pinas: Autores Associados; Editora da Unicamp, 2000. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico.22ª ed. São Paulo: Cortez, 2002. THOMAS, Jerry R; NELSON, Jack K; SILVER- MAN, Stephen J. Métodos de Pesquisa em Ativi- dade Física. 6. ed. São Paulo: Artmed, 2012. VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relató- rios de pesquisa em administração. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2007. VIANELLO, Luciana Peixoto. Apostila de Méto- dos e Técnicas de Pesquisa. Ensino à Distância – EAD. Pós-graduação lato sensu da UNA, Belo Horizonte/MG, 2011, 120 p. 80 APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA UNIDADE V: CUIDADOS PARA PESQUISADORES INICIANTES 2-D 4 - E 6 - B 1 - C 3 - A 5 - E 8 - C 10 - B 12 - B 13 - C 15 - B 17 - A 20 - B 1 - C 3 - E 6 - A 8 - C 9 - E 11 - D 14 - C GABARITO DOS TESTES DE CONHECIMENTO UNIDADE I – CIÊNCIA E CONHECIMENTO 1 - C 3-D 5 -A 7- A UNIDADE II - A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS 2 - E 4 - B 6 - C 7 - C 9 - E 11 - (4, 6, 1, 11, 5, 7, 3, 9, 2, 10, 8) 14 - E 16 - D 18 - E 19 - C UNIDADE III - O PROJETO/PLANO DE PESQUISA 1 - C 2 - B 3 - C 4 - D 5 - E 6 - D 7 - C 8 - E 9 - B 10 - D 11 - B 12 - E 13 - D 14 - A 15 - (2, 1, 4 e 3) 16 - E 17 - E UNIDADE IV - O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 2 - B 4 - D 5 - E 7 - B 10 - B 12 - D 13 - A 15 - E APOSTILA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA 81